Tempo de Refletir

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O LUGAR DO TRABALHO – 17 DE NOVEMBRO 2018

“No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19).

Algumas pessoas interpretam as palavras de Jesus em Mateus 6:25, sobre não inquietar-se sobre a vida, o alimento e o vestuário, como significando que elas não devem pensar nessas coisas. Essas pessoas zelosas, mas equivocadas, se esquecem da necessária lição de reconhecer tudo quanto a Bíblia diz sobre um assunto e de não regular nossa vida por passagens isoladas, retiradas do seu contexto.

A ordem bíblica não é apenas “viver pela fé”, com a negligência de nossas necessidades temporais. Longe disso. No momento da queda no Éden, Deus estabeleceu um programa de trabalho para Adão e Eva. Era ordem divina que os seres humanos, após a queda, devessem trabalhar através do suor do seu rosto. Em Mateus, Jesus não está condenando os fazendeiros por lavrarem e gradarem a terra, e semearem, colherem e armazenarem em celeiros.

O apóstolo Paulo diz isso de maneira bastante explícita em sua segunda carta aos tessalonicenses, quando afirma que, “se alguém não quer trabalhar, também não coma”. Mesmo nos dias de Paulo, surgiram na igreja indivíduos fanáticos com o argumento de que, visto que o Senhor iria voltar brevemente, eles não precisavam trabalhar, mas viver pela fé e passar o tempo em estudo da Bíblia, preparando-se assim para a segunda vinda. Pensando assim, pararam de trabalhar e imaginavam-se excepcionalmente espirituais. Daí a repreensão de Paulo.

Em Mateus 6, Jesus está procurando fazer com que corrijamos nossas prioridades. Embora devam trabalhar com diligência, os cristãos não devem trabalhar compulsivamente. Nem devem ficar tão materialistas que se encham de cuidado e ansiedade. O lado material da vida é importante, mas não é sumamente importante. O trabalho é importante, mas não é tudo na vida.

Temos, como cristãos, um Pai celestial que cuida de nós. Não precisamos andar inquietos, nem cheios de apreensão. Pelo fato de confiarmos em Deus, temos liberdade para viver vida mais abundante em todos os aspectos.


GRAÇA ENTRONIZADA – 16 DE NOVEMBRO 2018

“Aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:16).

Trono é símbolo de realeza e autoridade. Tronos são ocupados por reis e monarcas que enfeixam nas mãos muito poder. Imaginamos o trono como lugar de difícil acesso, de possibilidade de aproximação muito remota. Se você já teve a oportunidade de estar em uma audiência com alguma autoridade, conhece o cerimonial e a formalidade que cercam a visita a uma pessoa assim. Para começar, as entrevistas são conseguidas a muito custo. São entrevistas solicitadas e “mendigadas”, com tempo bastante limitado, e dependem muitas vezes de um bom intermediário.

Antes de chegar à sala de audiência, você passa por várias antessalas, onde sua paciência é testada pelo tempo que fica aguardando. Para mim, essas salas, em lugar de nos deixar tranquilos, nos enchem de ansiedade, colocando a pessoa que vamos visitar num patamar mais elevado, e nós, como os “privilegiados” que se aproximam de alguém altamente inacessível.

E ali na sala de audiência está a autoridade com a qual queremos falar, acompanhada de dois adjuntos, uma secretária e dois oficiais. A conversa que era de caráter pessoal acaba sendo escutada por outros. Falta a privacidade que você gostaria de ter recebido.

Em contraste com a formalidade de uma audiência assim, todos os seres humanos são convidados a se aproximar do lugar mais importante de todo o Universo: o trono da graça de Deus, levando até ali seus pedidos.

Ao orarmos, não percamos de vista o fato de que é por meio da oração que entramos na “sala de audiência de Deus”. Vamos conseguir o que o povo israelita sempre quis, durante muito tempo: acesso livre e direto a Deus; liberdade de aproximação.

Quando ouvimos a expressão “trono da graça”, o coração se enche de confiança. É um lugar de onde nascem e fluem todas as bênçãos. Para essa audiência, todos os seres humanos são gentilmente convidados. E quem nos convida é o Criador de todas as coisas! Convida-nos para entrar em Sua presença e nos aproximar do trono da graça.

Diante do soberano do Universo, pobres pecadores podem ter acesso e se apresentar com ousadia, com confiança e certos de que vão ser atendidos.


PARE DE ORAR E SIGA EM FRENTE – 15 DE NOVEMBRO 2018

“Disse então o Senhor a Moisés: ‘Por que você está clamando a Mim? Diga aos israelitas que sigam avante” (Êxodo 14:15).

Várias passagens das Escrituras mencionam a importância de clamar ao Senhor na angústia. Em lamentações 2:19, lemos: “Levante-se, grite no meio da noite […] derrame o seu coração como água na presença do Senhor”. Chega um momento, no entanto, quando finda o tempo de clamar, e a instrução é agir.

Foi o que Deus disse a Moisés. Os israelitas não precisavam se preocupar com os detalhes. Ele ajudaria Seu povo obstruindo a visão dos egípcios. Iluminaria os israelitas. Faria o vento expor o fundo do mar. O povo já não precisava orar – precisava seguir avante.

Talvez os israelitas pensassem: “Não pode ser! É perigoso demais! Como ter certeza de que conseguiremos? Vamos continuar orando”.

A oração, às vezes, é desculpa para a inércia. A missionária Amy Carmichael escreveu alguns versos para ilustrar a importância de agir depois de termos orado sobre um assunto:

Uma centopeia sentia-se feliz até que
Certo dia um sapo, por brincadeira,
Perguntou-lhe: “Diga-me, que perna vai depois de qual?”.
Isto estressou-lhe de tal forma a mente
Que, distraída, caiu em um fosso,
Perguntando-se como correr.

Quando ouvir Deus dizer que se mova em certa direção, faça-o! Se demorar, pode acabar “distraído em um fosso, perguntando-se como correr”. Quando o caminho for claro, lembre-se da instrução do Senhor para os israelitas: “Sigam avante!”.

Faça isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Pai, ajuda-me a entender quando é o momento de agir. Ajuda-me a reconhecer as respostas às minhas orações. Dá-me o conhecimento da Tua vontade que me faz saber quando é hora de dar um passo de fé. Em nome de Jesus, amém!”


PODER E FIDELIDADE – 14 DE NOVEMBRO 2018

“Ó Senhor, Deus dos exércitos, quem é poderoso como Tu és, Senhor, com a Tua fidelidade ao redor de Ti?!” (Salmo 89:8).

Para que serve o poder? Qual é o motivo que leva as pessoas a procurarem o poder? Por que existem pessoas que chegam até o assassinato para conseguir o poder? Que fascínio tem?

No salmo de hoje, o salmista destaca dois aspectos do caráter de Deus: o Seu poder e a Sua fidelidade. A fidelidade de Deus é mencionada sete vezes ao longo deste salmo de cinquenta e dois versos. Fidelidade é uma das características do caráter de Deus.

Fidelidade, em hebraico emunah, tem que ver com o cumprimento fiel das promessas divinas. Alguns eruditos traduzem emunah como “verdade”. Em Deus não há mentira. Ele é fiel e verdadeiro. Você pode confiar. O que Deus disse se cumprirá. Sempre. Ontem, hoje e amanhã.

Para que serve o poder? Em Deus, o poder serve para cumprir as Suas promessas. Apesar de tudo e a despeito de tudo. No verso dois, o salmista afirma: “A Tua fidelidade, Tu a confirmarás nos céus.” De que forma? Observe a noite escura. Há trevas por todos os lados, há frio, há morte. Trevas são símbolo de ausência de vida, de perigo, de ameaça. Por isso, a maioria das criaturas se recolhe à noite, esperando que o sol do novo dia traga vida.

Observe mais uma vez o céu. O salmista diz que Deus confirmará Sua fidelidade no céu. Então observe o céu. Quando a dor bate à porta do seu coração, quando as trevas das dificuldades parecem envolvê-lo completamente, quando experimenta angústia e medo, observe o céu. Em meio à escuridão da noite continue observando.

De repente, lá ao longe, onde o céu parece juntar-se com a terra, rompe o dia, nasce o sol e as trevas se desgarram. Existe um momento de luta. Dá a impressão de que as trevas não querem partir em retirada mas é inútil, o astro reaparece no seu esplendor, anunciando vitorioso que é hora de acordar, de levantar-se e tornar a viver.

Por isso, hoje, enxugue essa lágrima de dor e observe o céu. Nele está escrita a fidelidade das promessas divinas. Não saia de casa sem dizer: “Ó Senhor, Deus dos exércitos, quem é poderoso, como Tu és, Senhor, com a Tua fidelidade ao redor de Ti?”


ELE SABE O MEU NOME! – 13 DE NOVEMBRO 2018

“Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome” (Salmo 147:4).

Se Deus sabe o nome de cada uma dos bilhões de estrelas, certamente não Se esqueceu do nosso. Você já se sentiu só? Você já sentiu como se ninguém no mundo compreendesse o que você está passando?

Hagar era uma empregada doméstica na casa de Abraão. Deus prometera uma grande descendência a Abraão, mas sua esposa, Sarai, era estéril e idosa. Sara decidiu que ajudaria Deus a resolver aquele impasse, e ofereceu Hagar para seu esposo. A moça engravidou.

Mas a esposa estéril foi ficando com ciúme cada vez maior da serva grávida. Finalmente, Sarai a maltratou tanto que Hagar foi forçada a fugir.

Hagar encontrava-se na desértica estrada entre Cades e Berede. Ela estava totalmente só, sem ter para onde ir – e estava grávida. Naquele mar de areia, ela não era ninguém. Era uma escrava sem ninguém para quem trabalhar, uma futura mãe sem família, uma egípcia na selvagem Canaã.

Finalmente, a fadiga manifestou-se em meio às suas emoções. Hagar parou perto de um poço de água para descansar. Neste momento de total desespero e isolamento, alguém chamou-a pelo nome.

Quem poderia conhecê-la naquelas paragens desérticas? E quem poderia importar-se com ela? Um anjo do Senhor. Ele perguntou onde ela ia. Ela respondeu: “Estou fugindo.”

Deus, então, através do anjo, fez para Hagar a mesma promessa que fizera para sua ama. Ele disse: “Farei os seus descendentes por demais numerosos para serem contados.” Seu bebê seria um menino, que seria chamado Ismael, que quer dizer “Deus ouve”.

Foi assim que Hagar encontrou força para sobreviver. Ela voltou para Abraão e Sarai, teve o filho e tornou-se a mãe das nações árabes. Agora, Hagar sabia que Deus não estava lá em cima, nas estrelas, cuidando só de Abraão; Ele estava ali embaixo, no deserto, ao seu lado.

É isto que torna o Deus da Bíblia tão especial, particularmente para pessoas solitárias. Ele nos chama pelo nome. Ele não emite cartas impressas pelo computador. Ele não grita do topo das montanhas, apenas. Ele nos chama pelo nome – mesmo no deserto da solidão e do isolamento.

Deus sabe o nosso nome. Ele entende tudo a nosso respeito. E isso é uma notícia simplesmente maravilhosa.


UM ABRAÇO DE PERDÃO – 12 DE NOVEMBRO 2018

“Porque És a minha ajuda, canto de alegria à sombra das Tuas asas” (Salmo 63:7).

Deus usou (e usa!) pessoas para mudar o mundo. Pessoas! Não santos, super-humanos ou gênios, mas pessoas imperfeitas. E aquilo que lhes falta em perfeição, Deus compensa em amor.

Jesus resumiu o amor obstinado de Deus numa parábola. Um adolescente deixou a família e, com o bolso cheio do dinheiro da herança, saiu para encontrar grande sucesso. Em vez disso, encontrou ressacas, amigos interesseiros e desemprego. Quando cansou dessa porcaria de vida, engoliu seu orgulho, enfiou as mãos nos bolsos vazios e iniciou a longa jornada de volta para casa. Passou o caminho todo ensaiando o discurso que planejava fazer para seu pai.

Não precisou. Mal se aproximou de casa e o pai o avistou. As palavras de desculpa do rapaz foram rapidamente abafadas pelas palavras de perdão do pai. E o corpo cansado do rapaz caiu nos braços abertos do pai. Nada de acusações. Nada de braços cruzados. Não, apenas braços abertos com doçura. Se você se pergunta como Deus pode usa-lo para fazer diferença no mundo, olhe para aqueles a quem Ele já usou e anime-se. Olhe para o perdão encontrado naqueles braços abertos e tenha esperança.

Um abraço de perdão oferecido para todo aquele que O buscar. Uma galinha reunindo seus pintinhos. Um pai recebendo os seus. Um Redentor redimindo o mundo.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Pai celestial, que nos recebe de braços abertos, mantém-nos sob a proteção de Tua graça e ajuda-nos a acolher sem julgamentos nem acusações aqueles que precisam de Ti. Em nome de Jesus, amém!”


VOCÊ NÃO PODE SER O MELHOR EM TUDO – 11 DE NOVEMBRO 2018

“E bem-aventurado é aquele que não achar em Mim motivo de tropeço” (Mateus 11:6).

Um dia, no fim de 1969, um jovem entrou na biblioteca da Universidade de Berkeley. Tomado por uma raiva frenética, ele correu pela biblioteca gritando histericamente para os seus colegas: “Parem, parem! Vocês estão passando à minha frente!” O jovem foi preso.

O crime desse moço, segundo a autora Pamela Pettler, foi ter nascido na década errada, pois foi só a partir da década de 80, cheia de estresse, que passamos a nos preocupar com outras pessoas passando à nossa frente. E isso acontece o tempo todo: se um colega de trabalho é promovido, ele passou à sua frente; se um amigo leu um livro que você não leu, ou fez um curso que você não fez, ele passou à sua frente, naquele ramo de conhecimento. O que alguns parecem não aceitar, é que não se pode ser o melhor em tudo.

Há pessoas que não suportam encarar esse fato, especialmente se o indivíduo mais preparado é um subordinado. Um ferramenteiro contou que, na indústria automobilística onde ele trabalhava, um novo chefe assumiu a seção de ferramentaria. E esse chefe não admitia que um empregado seu fosse mais competente do que ele. Quando isso acontecia, ele infernizava a vida e o trabalho desse funcionário, prejudicando-o de mil maneiras.

É preciso ter grandeza pessoal para olhar nos olhos de um rival em potencial e ver nele, não um adversário, mas um amigo. É preciso ter certeza de sua própria capacidade para não se sentir ameaçado por alguém mais brilhante. E é bom lembrar que, um dia, todos nós encontraremos um rival. Qual será, então, a nossa reação?

Nesse aspecto, João Batista nos dá um grande exemplo. Ele estava tendo grande sucesso evangelístico. Multidões afluíam a ele no deserto, para ouvi-lo pregar: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus” (Mt 3:2). E as pessoas se arrependiam, e eram batizadas às centenas.

Então, um dia, enquanto João estava pregando e batizando, Jesus saiu do meio da multidão. E João sabia que Aquele era quem ele havia anunciado, dizendo: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar” (Mt 3:11).

Em vez de ver em Jesus um motivo de tropeço para a sua carreira, João reconheceu-Lhe a superioridade. E Jesus também reconheceu a grandeza de João, dizendo: “Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt 11:11).

E a grandeza de João residia em se humilhar e exaltar a Cristo.


A MULHER E O GARFO – 10 DE NOVEMBRO 2018

“Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos Céus e nova Terra, nos quais habita justiça” (II Pedro 3:13).

Há algum tempo, li a história de uma mulher que foi diagnosticada com uma doença terminal e teria pouco tempo de vida. Ela entrou em contato com o pastor e solicitou uma visita. O pastor foi vê-la. Durante o encontro, ela ofereceu informações gerais de sua experiência como cristã, testemunhou de sua fé e amor por Jesus. Afinal, mencionou detalhes de seu funeral: que hinos gostaria que fossem cantados e que textos bíblicos gostaria que fossem lidos.

Quando o pastor se preparava para sair, ela se lembrou de algo importante. “Há um último detalhe de que gostaria que o senhor se lembrasse”, continuou a mulher. “Desejo ser enterrada com um garfo em minha mão direita”. Tal pedido deixou o pastor intrigado. A mulher então passou a explicar: “Durante o tempo em que frequentei refeições sociais, observava que, depois dos pratos principais terem sido servidos, alguém inevitavelmente dizia: ‘Guarde seu garfo’. Era o meu momento favorito, porque sabia que algo melhor estava por vir, como bolos especiais, tortas ou sorvetes. Assim, eu desejo que as pessoas que assistirem ao funeral fiquem curiosas e queiram saber o significado do garfo. Então, gostaria que o senhor explicasse isso para elas, e as aconselhasse a guardar o ‘garfo’ para aquilo que nos espera”.

No funeral, as pessoas que passam próximo ao corpo viam o garfo colocado na mão direita da mulher. O pastor ouviu de muitos a mesma pergunta. Finalmente, durante o sermão de despedida, ele falou então da conversa que tivera com aquela irmã alguns dias antes. Contou o que o garfo simbolizava para ela. O pastor disse que desde então não podia esquecer o garfo. Provavelmente aquelas pessoas também não se esqueceriam desse fato. O pastor encerrou a mensagem, afirmando: “Da próxima vez que você segurar um garfo, lembre-se de que o melhor ainda está para vir”.

E você, amigo ouvinte, está descontente com as coisas ao redor? Dificilmente vemos um jornal em que pessoas não estejam clamando por justiça. Dói ver o tapete vermelho da corrupção estendido em todas as partes e notar o que isso custa a crianças e pessoas inocentes. Você está descontente com a enfermidade, a dor, a morte, traições, as distorções e as perplexidades da vida? Lembre-se: o melhor está à frente. Um garfo pode ser um bom símbolo do banquete que o aguarda.


ORE EM FAVOR DOS OUTROS – 09 DE NOVEMBRO 2018

“O faraó mandou chamar Moisés e Arão imediatamente e disse-lhes: Pequei contra o Senhor, o seu Deus, e contra vocês! Agora perdoem ainda esta vez o meu pecado e orem ao Senhor, o seu Deus, para que leve esta praga mortal para longe de mim” (Êxodo 10:16-17).

Você já tentou compartilhar sua fé com um amigo incrédulo só para ver essa pessoa mostrar desinteresse ou franca hostilidade? As pessoas que o rodeiam podem rejeitar sua preocupação com elas e ignorar a própria necessidade de um Salvador. No entanto, em momentos de crise, lhe permitirão orar por elas. Talvez até o procurem para pedir oração, sabendo que você tem uma “linha direta” com o Céu.

Orar torna-se algo difícil quando se trata daqueles que nos prejudicaram. No sermão do monte, Jesus instruiu Seus seguidores a desconsiderar a sabedoria da época com relação aos inimigos e a praticar, em vez disso, o amor mediante a intercessão. “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas Eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5:43-44).

O faraó colocou toda sua fé na habilidade dos sábios, feiticeiros e mágicos de usarem as artes secretas para realizar milagres. Mas, quando as pragas provaram ser “o dedo de Deus”, o faraó pediu ajuda a Moisés, o único homem que ele sabia ser realmente capaz de interceder.

Pela observação de sua vida, os incrédulos deveriam poder dizer que você é uma pessoa em quem eles podem depender quando necessitarem de oração junto Àquele que pode de fato fazer a diferença.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Deus, ajuda-me a aprender a orar com poder. Aumenta a minha fé para crer nas respostas às minhas orações. Oro para que todos ao meu redor sejam capazes de reconhecer, por minha vida, que sou uma pessoa de grande fé e poder em oração, e que elas possam confiar no Deus a quem oro. Em nome de Jesus, amém!”


MARTA OU MARIA? – 08 DE NOVEMBRO 2018

“Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lucas 10:41 e 42).

Duas de minhas personagens favoritas do Novo Testamento são Maria e Marta, as duas irmãs de Lázaro de Betânia. Como elas eram diferentes! Marta era uma trabalhadora infatigável. Estava sempre cheia de cuidados com os deveres e detalhes da vida diária. Preocupava-se com tudo o que estava sendo feito, e se estava sendo bem-feito: se as refeições seriam adequadas para os convidados, se sairiam a tempo, se a casa estava limpa, se as roupas haviam sido lavadas, se tudo funcionaria bem. Essas eram as coisas que a preocupavam. Ela era uma pessoa cheia de cuidados. Em termos modernos, ela era ansiosa e preocupada.

Depois vinha Maria. Conforme imagino mentalmente, Maria era como uma borboleta voando de flor em flor. Passava um bocado de tempo cheirando as rosas da vida. Interessava-lhe mais a beleza das coisas e os relacionamentos do que fazer as coisas na hora.

E era nesse ponto que surgia o atrito entre as duas irmãs. Jesus havia chegado a Betânia, e Marta O convidara para o jantar. Esse convite a deixou uma pilha de nervos. Afinal de contas, as camas precisavam ser feitas, o assoalho precisava ser varrido, o alimento precisava ser comprado e preparado e… A colérica Marta estava operando em alta rotação.

Mas onde está Maria? Ali está ela! Sem fazer nada! Apenas senta- da aos pés de Jesus, ouvindo e sorrindo! Será que ela não sabe que as coisas precisam ser feitas? Ela não liga a mínima?

Marta estava preocupada; estava cheia de cuidados. Cheia demais. Cheia demais até mesmo para ficar algum tempo com Jesus.

Jesus lhe passa uma repreensão suave e lhe diz francamente que Maria havia tomado a decisão mais importante. Ele não disse para Marta que era errado limpar e cozer, mas que ela devia reajustar as suas prioridades.

As características de Marta e Maria são necessárias. É preciso que haja trabalhadores, mas, melhor ainda, os trabalhadores precisam estar com Jesus primeiro.


O HERÓI RELUTANTE – 07 DE NOVEMBRO 2018

“Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou Eu quem o está enviando?” (Juízes 6:14).

Gideão foi interrompido por Deus quando cumpria fielmente suas tarefas, malhando trigo no tanque de prensar uvas que pertencia à sua família. Descobriu que o Senhor queria usá-lo para comandar a conquista dos midianitas. Surpreendeu-se com o chamado de Deus. Sua reação ao convite divino foi imediata: “Sou eu mesmo quem o Senhor está procurando? Será que não está enganado?” E continuou: “Meu clã é o menos importante da tribo e eu sou o menor de minha família.”

Gideão não estava seguro de si mesmo. Reagiu igualzinho a nós quando somos confrontados com um convite de Deus. Começamos a fazer perguntas com a intenção de escapar do compromisso. Elas se tornam uma quase desculpa para, em seguida, dizermos “não posso”, “não quero”. “Não vou, porque sou jovem”, “sou pobre”, “estou cansado”, “estou ocupado”, “tenho medo”, “não sei como fazer”, “não é meu ponto forte”.

Outras pessoas da Bíblia também tiveram reações semelhantes: Abraão: “Eu, pai de uma grande nação?” Moisés: “Como é que eu vou à presença de Faraó se não sei falar?” Maria: “Como vou ser mãe, se sou virgem?” O que faz desses homens e mulheres heróis? Sua habilidade natural, perícia, treino?

Gideão nunca tinha sonhado em ser líder militar, mas Deus tinha um plano para ele e sempre o lembrava: “A batalha é Minha. Você não precisa temer.” Depois de aceitar o convite, Gideão se surpreendeu com sua capacidade de convocação: conseguiu arregimentar em pouco tempo 32 mil soldados. Porém, Deus disse: “Gideão, você tem gente demais. Diga aos que estão com medo que podem voltar para casa.” Na triagem, 22 mil resolveram que não tinham coragem suficiente. Permaneceram 10 mil.

Deus Se aproximou novamente e disse: “Lembre-se: a batalha é Minha. Tem ainda muita gente.” Depois de um pequeno teste, finalmente ficou a tropa de elite: 300 homens. Deus deixou bem claro que seria na Sua força que eles lutariam. Com armas não convencionais e com a voz amplificada por Deus, alcançaram grande vitória.

Para que Deus o está chamando hoje? Quem sabe seja para sair de sua zona de conforto, ou para fazer alguma coisa além da sua índole natural… Onde você estiver, no seu tanque de uvas, na escola, no trabalho, Deus diz: “Eu sou maior do que seu medo. A batalha é Minha. Eu sou maior do que seus problemas.”


ELE TOMOU NOSSO LUGAR – 06 DE NOVEMBRO 2018

“Ele mesmo levou em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça” (I Pedro 2:24).

Cristo levou em Seu corpo os nossos pecados…

Está vendo Cristo na cruz? É um fofoqueiro que está pendurado ali. Vê Jesus? Fraudador. Mentiroso. Intolerante. Vê o carpinteiro crucificado? É um espancador de esposa. Viciado em pornografia e assassino. Consegue ver o Menino de Belém? Chame-O de outros nomes – Adolf Hitler, Osama Bin Laden ou um assassino em série.

“Espere um pouco, Pr. Amilton. Não misture Cristo com esses malfeitores. Não coloque na mesma frase o nome dEle e o dessas pessoas!”

Eu não fiz isso. Foi Ele quem fez. Na verdade, Ele fez mais do que isso. Mais do que colocar Seu nome na mesma frase, Ele Se colocou no lugar deles. E no seu também.

Com as mãos pregadas e abertas, Ele fez o convite a Deus: “Trate-me como o Senhor trataria cada um deles!”. E Deus fez exatamente isso. Num ato que partiu o coração do Pai, mas que honrou a santidade do Céu, julgamento purificador de pecados fluiu sobre o Filho sem pecado de todas as eras.

E o Céu deu à Terra seu melhor presente. O Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo.

“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mt 27:46). Por que Cristo gritou essas palavras?

Para que você e eu nunca tivéssemos de fazê-lo.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo, agora: “Senhor Jesus, o Teu coração se partiu na cruz quando Deus Pai Te abandonou. Esse foi o mais maravilhoso ato de amor. Que eu nunca me esqueça de que Tu sofreste aquela dor para que eu nunca tivesse de sofrê-la. Oro pedindo que eu nunca despreze o imensurável presente da Tua graça. Em nome de Jesus, amém!”


O HONESTO SEMPRE GANHA – 05 DE NOVEMBRO 2018

“Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o Seu prazer” (Provérbios 11:1).

O velocímetro do carro de Adilson parou de funcionar. Dois anos depois, ele consertou e vendeu o veículo como se tivesse apenas cinco mil quilômetros de uso. Depois, chegou em casa e contou o fato aos filhos, como se tivesse realizado a maior façanha. A pessoa que comprou o automóvel também contou a notícia da compra como se fosse a maior bênção.

Aqui temos um quadro real. Um enganador e um enganado. A justificativa de Adilson é que ele não tinha quebrado o velocímetro de propósito e não forçou ninguém a adquirir o veículo; portanto, não fizera nada errado.

Todos os dias, em todos os lugares, repete-se a cena descrita. Pessoas sabem que estão enganando e outros não sabem que estão sendo enganados. As primeiras acham que receberam de Deus o dom de serem espertas para os negócios e estão aproveitando o dom adquirido.

No entanto, o provérbio de hoje enfatiza que essa atitude é abominação para o Senhor. A “balança enganosa” que o sábio menciona é justamente a atitude de mentir com a finalidade de obter vantagem. Não dizer a verdade é uma forma mais “tranquilizadora” de mentir, mas igualmente desonesta.

A felicidade se constrói com relacionamentos enriquecedores; inclusive com aqueles com quem só se relaciona uma vez para realizar negócios. Quando esses relacionamentos não são autênticos, deixam um sabor amargo de culpa que perturba. Esse é o motivo por que Deus deseja que os seres humanos sejam honestos uns com os outros. Não há felicidade sem honestidade.

O peso justo pode dar a impressão de ser perda. Na opinião de muita gente, você poderia lucrar mais se tirasse um grama de cada quilo. “Nada demais.” “Ninguém perceberá.” “Não precisa ser exageradamente justo.” Estes são argumentos que você ouve todos os dias. Mas dormir com a consciência tranquila não tem preço. Tem gente que, por ser desonesta, tem que gastar para realizar algum tipo de terapia psicológica.

Por isso, peça a Deus que oriente seus passos. Porque: “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o Seu prazer.”


UM DEUS VINGATIVO – 04 DE NOVEMBRO 2018

“Como o Pai Me amou, também Eu vos amei” (João 15:9).

Um menino de Aberdeen, Escócia, não gostava muito de ameixas, apesar da mãe estar sempre falando sobre o quão saudáveis elas eram. Uma noite, ela serviu ameixas como sobremesa, e o menino se rebelou. A mãe implorou. A mãe adulou. Mas o menino continuava de boca fechada e braços cruzados sobre o peito. Finalmente, já sem esperança, ela disse: “Deus vai ficar zangado se você não comer estas ameixas!” Mesmo assim, o menino recusou-se a comê-las, e foi mandado para a cama.

Com um olhar de censura e reprovação, a mãe colocou-o debaixo dos lençóis e desceu as escadas. De repente, começou uma forte tempestade. Os relâmpagos iluminavam o quarto, os trovões ribombavam e a chuva tamborilava no telhado. A mãe correu para o andar de cima para dar uma olhada no quarto do menino, esperando vê-lo na cama. Em vez disso, viu o garoto junto à janela. Ele murmurava: “Tanta confusão só por causa daquelas ameixas horrorosas.”

Podemos até rir dos comentários do menino ou sorrir pela sua falta de compreensão de Deus. Mas é muito provável que estejamos lutando com essa mesma questão. Mesmo cristãos dedicados podem abraçar a falsa noção de que seus pecados deixam Deus zangado.

Essa visão de Deus é baseada no medo, não no amor. Quando nossa experiência cristã é baseada no medo, existe pouquíssima alegria e quase nenhum poder espiritual dinâmico em nossa vida cristã.

Uma outra maneira de abordar a vida cristã faz uma grande diferença. Deus é bom. Ele faz o bem e deseja apenas o bem para nós. Nossos pecados não deixam Deus zangado. Eles O magoam profundamente. Ele não fica irado conosco quando pecamos. Seu coração fica partido, porque o pecado é destrutivo. Estamos destruindo a nós mesmos. Deixamos de experimentar a “vida… em abundância” que Ele oferece (João 10:10).

A maior motivação para viver uma vida piedosa é o senso de que um Deus amoroso, que deu Sua vida por nós, fica magoado quando damos as costas para esse amor por causa de prazeres baratos e pecaminosos. Como um pai amoroso, Seu único desejo para nós é a felicidade duradoura e genuína.

Se o Seu amor não conseguir manter-nos fiéis, nada conseguirá.


A TRISTEZA SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA! – 03 DE NOVEMBRO 2018

“Digo-lhes que certamente vocês chorarão e se lamentarão, mas o mundo se alegrará” (João 16:20).

Jesus advertiu os discípulos de que a tristeza chegaria. As palavras dEle em João 16:20 não deixam dúvida sobre isso.

Sim, Ele promete choro e lamento aos Seus filhos, porque sabe que a vida não é um mar de rosas. Jesus nunca acreditou que aquele que tem intimidade com Deus está isento de sofrimentos. Tampouco cria que o choro é fruto da falta de fé. Jesus sofreu. Jesus chorou. Jesus se lamentou.

E Jesus é Deus.

Jesus é melhor do que você e eu.

Jesus não acreditava na doutrina que prega uma vida de vitórias ininterruptas.

Mas a promessa dEle não para no sofrimento. Porque, logo em seguida, Ele arremata: “Vocês se entristecerão, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria. A mulher que está dando à luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo um menino” (v. 20-21). Sim, o Jesus que sabe que o sofrimento vem também sabe que há alegria depois da curva da estrada.

Você consegue atestar a verdade das palavras dEle por experiência própria?

Se a sua resposta foi negativa, você acha que Jesus mentiu? Não, Jesus não mente. A tristeza se transformará em alegria.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Pai, fortalece a minha fé, para que eu espere com paciência e fidelidade o momento em que a tristeza se transformará em alegria. Em nome de Jesus, amém!’.


O EFÊMERO E O ETERNO – 02 DE NOVEMBRO 2018

“A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre” (Isaías 40:8).

A poetisa Cecília Meireles, uma das mais talentosas vozes líricas da literatura brasileira, estreou na vida no dia 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro, em meio a perdas. Seu pai morreu três meses antes do nascimento do nascimento dela, e a mãe faleceu três anos depois.

Isso fez com que Cecília, criada pela avó, escrevesse mais tarde: “Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno”. Marcada na infância pelo silêncio e a solidão, a poetisa completou: “A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”.

Antes de Cecília, que começou a revelar sua sensibilidade poética aos 9 anos, outros poetas chegaram à mesma conclusão de que a vida é finita, efêmera, transitória, curta demais para realizar nossos sonhos de eternidade. A vida é frágil como a flor, rápida como o vento, incerta como as ondas. Criados do pó, voamos celeremente para o nada.

Os escritores bíblicos usaram uma série de metáforas para expressar a finitude do ser humano. Para Moisés, os homens “são breves como o sono” e transitórios “como a selva” (Sl 90:5). No Salmo 102:11, um poeta hebreu anônimo (talvez Davi) compara seus dias a “sombras”. No salmo seguinte assinala que o homem “floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento” (Sl 103:15,16). Numa passagem clássica, o profeta Isaías (40:6-8) proclama que “toda a humanidade é como a relva”, que murcha, “e toda a sua glória como as flores do campo”, que caem. No Novo Testamento, Pedro cita Isaías para enfatizar a ideia da transitoriedade (1Pe 1:24), e Tiago (4:14) afirma que a vida é “como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”.

Entretanto, no mesmo contexto em que reconhecem a fugacidade da vida humana, os escritores bíblicos ressaltam a eternidade de Deus. Por isso, diante da nossa finitude, temos que buscar a infinitude do Criador. É preciso aprender a contar os dias, viver com sabedoria, não se apegar demais ao que é transitório e buscar o que é permanente. Afinal, somente o Senhor do tempo pode colocar a eternidade em nosso coração e a imortalidade em nosso corpo. Se você confiar no Deus infinito, ainda que seja efêmero como a flor, se tornará eterno como os diamantes.


IDOLATRAR A SI MESMO – 01 DE NOVEMBRO 2018

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (I João 5:21).

Parece não haver dúvida de que o apóstolo João escreveu sua primeira epístola da cidade de Éfeso, por volta do ano 90 d.C. Éfeso era famosa por seus ídolos. Ali estava o templo da deusa Diana, que era uma das maravilhas do mundo e cuja fabricação de imagens movimentava a economia local. Mas acima da idolatria popular, havia muitos que praticavam artes mágicas. Além disso, ali o gnosticismo e o dualismo desfrutavam de prestígio, e era ensinada a doutrina dos nicolaítas (Ap 2:6).

Cercados por semelhante ambiente, os “filhinhos” de João não podiam viver em Éfeso sem estar em constante contato com a idolatria em suas várias formas, bem como com doutrinas espúrias. Assim, a interpretação literal desses ídolos aos quais o apóstolo João se refere tem o seu lugar.

Mas, com certeza, a aplicação da advertência de João vai muito além disso, pois a essência da idolatria é dar a outro o amor, reverência e devoção que devem ser dedicados exclusivamente a Deus. Muitos fazem das riquezas o seu deus. E Paulo diz que a avareza é idolatria (Cl 3:5). Outros vivem para o prazer, ou idolatram o poder, a honra, a fama.

Não é muito difícil abster-se de adorar deuses mortos, mas é preciso cuidar para não adorar deuses vivos, como um parente, amigo, a esposa, o marido ou filho. E o pior de tudo é quando alguém faz de si mesmo um ídolo. Este é um pecado que desonra e insulta a Deus de modo especial, pois Deus diz: “A Minha glória, pois, não a darei a outrem” (Is 42:8).

Ao que tudo indica, esta era a principal preocupação do apóstolo João, ao pedir que nos guardássemos dos ídolos. A maioria dos intérpretes dessa primeira epístola de João acredita que ela foi escrita a uma igreja dividida em torno da natureza de Cristo e normas eclesiásticas. A disputa foi tão séria que alguns membros saíram da igreja (1Jo 2:19; 4:5).

“Aparentemente o apóstolo concluiu que os indivíduos que abandonaram sua congregação haviam se tornado seus próprios ídolos. O individualismo sem a comunidade se torna um ídolo!” (Niels-Erik Andreasen).

Podemos ser filhos de Deus quando colocamos o eu acima de tudo? Deus é nosso Pai e Ele deseja que vivamos em comunhão, nada fazendo “por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2:3).


NOVEMBRO 2018


A LIBERTAÇÃO DO SENHOR – 31 DE OUTUBRO 2018

“O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êxodo 14:14).

O verso de hoje é a terceira frase divina do drama do êxodo. Ela envolve uma promessa. Como Israel, com frequência sofremos de “brancos” e nos esquecemos de quem é Deus. Olhe para trás, considere as intervenções divinas e espere dEle coisas maiores. Em Seu conhecimento da fragilidade humana, Deus deseja que aprendamos que “a salvação vem do Senhor”. Ele deseja que aprendamos a confiar nEle, o Alfa e o Ômega, Aquele que sustenta o mundo no espaço e que Se tornou responsável por nós. Assim, nossas batalhas se tornam Suas batalhas. Deus tem um código de honra inalterável: ninguém que confie nEle chora sozinho. Quando você chora, Ele sente o gosto do sal em Seus lábios. “Confie em Mim, confie em Mim”, Ele apela a você.

“O Senhor pelejará por vós” é o quarto comando, baseado na promessa anterior. Êxodo 13:18 sugere que Israel havia trazido armas: “Arregimentados, sugiram os filhos de Israel do Egito”. Mas as armas do Egito não deveriam ser utilizadas. Nesse momento, os israelitas não precisam lutar. Essa não é a batalha deles. A quinta ordem aparece como uma instrução “Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14:15). Aqui está a parte humana. Israel deveria cruzar o mar. O povo fora antes instruído a ficar calmo. Queixa, lamento, murmuração e desespero não trariam nenhum resultado. Israel não deveria falar nem lutar porque Deus não precisa de nossas palavras ou armas. Em silêncio, o povo veria a libertação. Como já vimos, há coisas que não podemos fazer, e Deus não espera que as façamos. Ele prometeu fazê-las por nós. Por outro lado, há aquelas coisas que podemos fazer. Deus espera que as façamos, e Ele não prometeu fazê-las em nosso lugar.

Chegou você ao seu “Mar Vermelho”, onde não há saída aparente? Deus fará por você o que Ele prometeu. No verso 19, temos o incrível desfecho da história: “Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e ia para trás deles”. Nas Escrituras, Deus é sempre descrito como líder, alguém que vai adiante. Mas aqui Ele Se coloca atrás. Talvez esse seja o único texto em que Deus Se põe na retaguarda. Por quê? Porque era lá que estava o problema. Onde está seu problema? Em seu lar, no trabalho, nas emoções, na saúde, nos hábitos, nos negócios, nos relacionamentos? Ele estará lá com você e por você.


A BATALHA É DO SENHOR – 30 DE OUTUBRO 2018

“Chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor” (Êxodo 14:10).

Israel estava fora do Egito, mas a capacidade do inimigo de levar o povo de Deus de volta ainda deveria ser destruída. O próprio Faraó comanda a perseguição aos ex-escravos. Cavalos egípcios e suas carruagens formam um espetáculo terrível. Faraó provavelmente julgou que uma formidável demonstração de poder significaria uma rápida rendição. Em desespero, o povo começa a murmurar, considerando a relativa segurança do Egito melhor que a distante e talvez incerta terra prometida. Reação natural de antigos escravos. Todos nós, além de libertação externa, precisamos de libertação interna para que os vínculos com o passado sejam completamente eliminados.

Êxodo 14:13-15 registra cinco pequenas frases que constituem a mensagem divina com significado especial para os temerosos santos de todas as épocas. Primeiro: “Não temais”. Deus começou aqui porque é nesse ponto que o povo estava emocionalmente. Medo é nossa primeira reação diante do poder do inimigo. O medo nos paralisa e nos torna irracionais. Somos, contudo, chamados para descansar nAquele para quem nada é “difícil demais” (Jr 32:!7, NVI). “Não temas” é uma frase comum nas manifestações de Deus. Deus é o mesmo ainda hoje, acalmando-nos em nossos espantos. Uma estatística informa que encontramos nas Escrituras a expressão “não temas” 366 vezes. Não é extraordinário? Uma para cada dia do ano, e uma adicional para os anos bissextos.

A segunda frase segue logicamente o primeiro comando: “Aquietai-vos”. A libertação do medo resulta em calma. A ordem não foi para Israel lutar. Ativismo é a idolatria da cultura moderna. Corremos afobados, em ansiedade. Tentamos resolver os problemas com a própria força, os próprios recursos e a própria sabedoria, desconsiderando que Deus existe. Estar quieto significa mais do que passividade, mas total dependência dAquele que tem todos os os recursos. Significa “sair do caminho” e permitir que Deus seja Deus. Crer e esperar Sua intervenção, observando atentamente Seus sinais. Se você crê que está no lugar para onde Ele o guiou, permaneça calmo. Há fardos que podemos levar em submissão a Deus, mas há outros muito grandes e pesados para nossas forças. O Altíssimo não Se esqueceu de você.


CLAMANDO A DEUS – 29 DE OUTUBRO 2018

“Muito tempo depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus” (Êxodo 2:23).

Alguma vez você se sentiu como os israelitas nessa passagem? É possível que tenha suportado um longo período de clamores por livramento. Pode estar agora mesmo em uma situação difícil, sem meios aparentes de saída. Quem sabe você ou alguém a quem ama esteja sofrendo, o que leva a se perguntar se Deus pode ouvir seus pedidos de ajuda.

Quando os israelitas clamaram, Deus não só os ouviu como fez muito além de apenas aliviá-los. Ele os livrou completamente. Mas as coisas aconteceram à maneira de Deus. A primeira tentativa de livrar o povo pareceu falhar, porque os egípcios acabaram dando a Israel mais trabalho. Mesmo quando Moisés e Arão realizaram milagres, o faraó endureceu o coração. As circunstâncias pareciam mais desesperadoras que nunca. Entretanto, é em meio a situações sombrias que Deus realiza Sua maior obra. Embora os filhos de Israel permanecessem escravos muitos anos, Deus os ouviu e olhou para eles.

Ele fará o mesmo por você. Ao clamar a Deus, suas orações chegam ao coração dEle. Lembre-se apenas de que ser liberto pode ser um processo rápido ou gradativo, dependendo do que Deus queira ensinar.

Seja paciente e continue a orar. Nunca deixe de crer que o Senhor é um Deus de milagres.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor, clamo a Ti pedindo libertação de tudo que me impeça de ser aquilo que desejas. Liberta-me do que me separa de Ti. Sei que mesmo em meio a uma situação que parece desesperadora, Tu podes realizar a obra mais maravilhosa. Obrigado porque Tu és um Deus de milagres. Em nome de Jesus, amém!


“NÃO VOS INQUIETEIS” – 28 DE OUTUBRO 2018

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. (Filipenses 4:6 e 7).

“Não andeis ansiosos de coisa alguma”, lemos no verso bíblico para hoje. O que significa não andar ansioso de coisa alguma?

Essa frase é tão confusa quanto a de Mateus 6:25, conforme a tradução da King James Version [Versão do Rei Tiago], onde lemos: “Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem com o que haveis de beber, nem quanto ao vosso corpo.” A frase “não vos inquieteis” repete-se novamente nos versos 31 e 34. O que quer que Jesus estivesse tentando nos dizer, deveria ser muito importante para Ele, pois diz isso três vezes em nove versículos.

Diversas traduções inglesas da Bíblia, publicadas antes da King James Version, traduzem a frase como “não andeis cuidadosos quanto à vossa vida”. Elas empregam a palavra “cuidadoso” no sentido literal de cheio de cuidado. Essa é uma tradução mais útil do que a da KJV. Não é a previdência comum e prudente que Jesus está condenando; é a preocupação.

E preocupação ou ansiedade é a tradução dada pela maioria das traduções modernas. Jesus está nos dizendo repetidas vezes que os cristãos não devem preocupar-se com a vida, nem ficar ansiosos sobre o que devem vestir ou comer.

Os judeus da época de Cristo conheciam muito bem as atitudes recomendadas por Jesus. Os grandes rabis ensinavam que uma pessoa devia enfrentar a vida com uma combinação de sensibilidade em assuntos práticos por um lado e serenidade por outro. Ensinavam, portanto, que se devia fazer planos cuidadosos, mas também confiar em Deus. Para eles, as duas coisas deviam caminhar juntas.

Jesus e o Novo Testamento ensinam a mesma combinação de virtudes. Não se inquietar e não andar ansioso de coisa alguma deve ser entendido como: “Não fique ansioso nem preocupado o tempo todo.” Por que deveríamos? Deus não é nosso Pai? Não cuida Ele de nós?


GOSTAMOS DE NOS PREOCUPAR – 27 DE OUTUBRO 2018

“Portanto Eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber, nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?” (Mateus 6:25, NVI.).

“Minha vida foi cheia de terríveis infortúnios, a maioria dos quais jamais aconteceu.” Essas palavras de um famoso filósofo, expressam bem a situação humana. Gostamos de nos preocupar. Na verdade, quando não temos algo importante com que nos preocupar, passamos a ficar ansiosos com insignificâncias. Todos somos, muitíssimas vezes, como a senhora que declarou: “Sempre me sinto mal quando estou bem, pois sei que vou me sentir mal pouco tempo depois.”

Lamentavelmente, a ansiedade cobra um preço muito alto dos ansiosos. Os antigos militares chineses tinham uma forma especial de torturar seus prisioneiros. Amarravam-lhes as mãos e pés e os punham sob uma bolsa de água que ficava gotejando… gotejando… gotejando, dia e noite. Essas gotas d’água caindo incessantemente na cabeça do condenado se tornavam como o som de golpes de martelo e acabavam o enlouquecendo.

A preocupação é como o pingar incessante da água. O gotejar constante da preocupação enfraquece as energias vitais de homens e mulheres, provocando neles consequências como úlceras, doenças cardíacas, insanidade e suicídio. Os hospitais estão cheios de pessoas que sucumbiram sob o peso esmagador da preocupação e da ansiedade. A preocupação é um assassino, tanto direta quanto indiretamente.

O Sermão do Monte enfrenta o problema da preocupação de frente, e aquilo que ele recomenda ainda forma o fundamento de alguns dos mais úteis conselhos sobre o assunto na área médica, psicológica e espiritual. Jesus trata desse problema em Mateus 6:25-34.

Ao examinarmos esse conselho, precisamos ter em mente o fato de que Deus está interessado em nossa vida diária. Está interessado na qualidade de nossa vida. Ele quer que ela seja mais abundante por causa de nossa fé.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Obrigado, ó Deus, por Te importares hoje comigo. Agradeço-Te por não quereres para mim apenas o que é bom, mas o que é melhor. Eu Te amo, ó Senhor”.


EXPERIMENTE A PALAVRA – 26 DE OUTUBRO 2018

“Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração” (Jeremias 15:16, ARA).

Há muitos anos, o príncipe de Granada e herdeiro da coroa da Espanha foi colocado em confinamento numa antiga prisão chamada “Praça da Caveira”. Deram-lhe apenas um livro: a Bíblia. Depois de 33 anos de prisão, ele faleceu.

Ao visitarem a cela onde ele estivera por tanto tempo, encontraram algumas anotações nas paredes. Aqui estão algumas: o Salmo 118:8 é o verso central da Bíblia; Esdras 7:21 contém todas as letras do alfabeto, exceto a letra J [na língua dele e na versão que ele usava]; não encontramos na Bíblia nenhuma palavra com mais de seis sílabas.

O príncipe aprendeu fatos bíblicos, mas aparentemente nada mais significativo ou inspirador para sua vida ou a de outros.

Ao nos aproximarmos da Bíblia, podemos ser beneficiados com sua leitura, fazendo duas perguntas simples: (1) O que isso significa? (2) Como posso viver isso?” Na primeira pergunta, vemos a Bíblia como livro de estudo. Na segunda, como livro devocional.

Para responder à primeira pergunta, temos que ler, comparar versões, ter dicionários e comentários para ajudar na pesquisa. É bom para exercitar a mente. Mark Twain dizia: “Muitas pessoas se incomodam com aquelas passagens das Escrituras que não entendem, mas para mim são justamente as passagens que eu entendo, as que me incomodam.”

A resposta à segunda pergunta leva mais tempo para ser encontrada. Requer disciplina e entrega. Sinto que o texto lido tem que ver comigo e foi escrito para mim. Pergunto-me também: Preciso imitar alguém? Diante do que li, devo assumir algum compromisso ou realizar alguma mudança? Há alguma promessa para mim?

É nesses momentos devocionais que as palavras de Deus nos trazem conforto, inspiração e ânimo. Estamos vivendo num tempo curioso. Nunca foram vendidas tantas Bíblias como no presente. Podemos encontrar Bíblias em diferentes traduções, com diferentes capas, para ler de perto e de longe. Foram feitas edições especiais para mulheres, universitários, jovens, desbravadores, etc., na esperança de incentivar a leitura. Mas nem por isso estamos lendo mais. Nossos encontros com ela são apressados, encaixados na agenda lotada. Devemos lembrar que são esses momentos que vão nutrir a vida espiritual e fortalecer a fé. Do contrário, vamos sofrer de “anorexia bíblica” por apenas mordiscar a Palavra.

Imitemos o profeta: “Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração”.


UM AMIGO PODEROSO – 25 DE OUTUBRO 2018

“Deus colocou todas as coisas debaixo de Seus pés” (Efésios 1:22).

Sim, Jesus está no Céu. Sim, Ele governa o Universo. Mas, sim, Ele andou por nossas ruas. Ele ainda mora ao lado. Próximo o suficiente para tocar. Forte o suficiente para nEle confiar. Paulo mescla essas duas verdades em uma promessa: “Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8:34).

Está vendo sua divindade? Ele “está à direita de Deus”.

“À direita de Deus” é equivalente à maior honra. Jesus está acima de todos os poderes? Pode ter certeza que sim: Ele está “muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir” (Ef 1:21).

Cristo dirige o show. Neste exato momento. Uma folha acabou de cair de uma árvore nos Alpes. Cristo fez que isso acontecesse. Um recém-nascido na Índia dá seu primeiro suspiro. Jesus cuidou disso. A migração das belugas pelos oceanos? Cristo determina seu itinerário.

O Cristo das galáxias é o Cristo das suas segundas-feiras. Aquele que criou as estrelas controla sua agenda de viagem. Relaxe. Você tem um amigo nos postos elevados.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor Jesus, alegro-me por saber que Tu és o governador do Universo. Nada acontece neste mundo ou em minha vida que não tenha primeiro passado por Tua mão. Quando os eventos abalarem meu mundo e minha vida, ajuda-me a manter-me concentrado em Ti. Tu diriges todas as coisas. Em Teu Nome, amém!


LIBERDADE OU DESTRUIÇÃO – 24 DE OUTUBRO 2018

“O ímpio, com a boca, destrói o próximo, mas os justos são libertados pelo conhecimento” (Provérbios 11:9).

No provérbio de hoje, Salomão contrasta a liberdade dos justos com a destruição que os ímpios provocam.

Esse contraste não tem sentido. Liberdade não contrasta com destruição, e sim com escravidão. Qual é a mensagem inserida na aparente incoerência desse contraste?

“Os justos são libertados pelo conhecimento”, afirma Salomão. O conhecimento liberta da ignorância, da mediocridade e da superficialidade. Mas o sábio não está falando aqui simplesmente do conhecimento intelectual, senão do conhecimento de Deus, que liberta dos traumas e complexos que destroem a vida.

O ímpio desconhece a Deus, e por esse fato é um escravo de suas próprias paixões e temores. É um poço cheio de complexos. Para libertar-se deles, tenta destruir as outras pessoas. O instrumento que usa é a palavra. Fala mal dos outros para projetar-se. Acha inconscientemente que, denegrindo a imagem alheia, poderá aparecer e chamar a atenção. O ímpio vive ansioso por tornar-se o centro das atrações. Alimenta-se dos elogios e aplausos. Nutre-se do comentário positivo de sua pessoa. Portanto, precisa estar sempre em primeiro plano.

O único lugar onde uma pessoa pode conhecer-se e aceitar-se é junto aos pés do Salvador. Diante do Senhor Jesus não há como aparentar, nem fingir, nem disfarçar. Ele conhece os pensamentos mais íntimos e as intenções mais ocultas. Ele o aceita como você é, tira a culpa, apaga o pecado, perdoa e dá uma nova oportunidade. Jesus liberta e perdoa. Então, pela primeira vez, você está em condições de aceitar-se e conviver com a realidade, sem aparentar, nem tentar destruir outras pessoas.

Você sente uma estranha dor no coração quando outros crescem? A vitória dos outros deixa um sabor amargo na sua boca? Muitas vezes pergunta a si mesmo o porquê desse sentimento e não tem explicação?

Vá hoje a Jesus, entregue seu coração a Ele, confesse seus temores, deixe-O entrar na recâmara secreta do seu mundo interior, e você experimentará paz. Só então perceberá que a sua vida se tornará um manancial de bênçãos para outros. Lembre-se: “O ímpio, com a boca, destrói o próximo, mas os justos são libertados pelo conhecimento.”


CRESCIMENTO CRISTÃO – 23 DE OUTUBRO 2018

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Provérbios 4:18).

Dwight L. Moody, um dos maiores evangelistas dos tempos modernos, sempre teve uma grande vontade de aprender, de crescer diariamente em Cristo. Durante uma viagem, Moody estava num trem com um cantor chamado Towner. Um bêbado, com um olho muito machucado, reconheceu Moody e, aos berros, começou a cantar hinos. O evangelista não queria lidar com aquele homem, e disse: “Vamos sair daqui.” Mas Towner lembrou que o outro vagão estava lotado.

Um condutor se aproximou, e Moody, um tanto constrangido, o deteve e apontou para o bêbado. O condutor gentilmente acalmou o homem, limpou e pôs uma atadura no olho machucado, levou-o de volta ao seu assento, e o homem caiu no sono. Refletindo um pouco sobre o incidente, Moody falou para o seu companheiro: “Isto foi uma grande repreensão para mim.” E ponderou que o condutor agiu como o bom samaritano, enquanto ele mesmo reagira como um fariseu.

As circunstâncias que enfrentamos cada dia revelam quem realmente somos e moldam a pessoa que somos. Se não tivermos ira, nenhuma circunstância poderá fazer com que ela se manifeste. Se não abrigarmos amargura, nenhum tipo de injustiça poderá incitá-la. Se não alimentarmos lascívia, nenhum flerte poderá trazê-la à tona. Se não houver desonestidade dentro de nós, a oportunidade de furtar não vai acioná-la.

Deus quer que sejamos abertos com nossos questionamentos de modo que possamos lidar honestamente com eles. Às vezes, Ele permite que vejamos dolorosas revelações de quem realmente somos para que possamos levar-Lhe tudo que há dentro de nós. Permita que o Espírito revele hoje o que vai em seu coração, e decida continuar crescendo em Cristo.


PALAVRAS DE ÓDIO E ATOS DE SALVAÇÃO – 22 DE OUTUBRO 2018

“Os que passavam lançavam-lhe insultos” (Mateus 27:39).

As palavras na manhã da crucifixão foram amargas.

Dos observadores ouviu-se: “Desça da cruz se é o Filho de Deus”.

Dos líderes religiosos: “Salvou os outros, mas não consegue salvar a si mesmo”.

Dos soldados: “Se é o rei dos judeus, salve a si mesmo”.

Palavras cheias de sarcasmo e ódio. Desrespeitosas.

Não bastava estar sendo crucificado? Não era suficiente a vergonha de ser equiparado a um criminoso? Os cravos eram curtos demais? Os açoites foram poucos?

Para alguns, era o que parecia.

“Lançavam insultos”. Pedradas verbais com a intenção de machucar. “Quebramos o corpo; agora vamos quebrar o espírito!” Pode estar certo de que Satanás e seus demônios eram a causa de tamanha sordidez.

Até o criminoso na cruz ao lado lança seu golpe. “Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!”.

Cristo não salvou a si mesmo, pois estava lá para nos salvar.

Não podemos, contudo, nos ater a Sua morte vergonhosa. O capítulo seguinte é de ressurreição triunfal! Morte e ressurreição, angústia e glorificação, dor e alegria são todas lembranças vividas de uma realidade magnífica: para os salvos, não há sofrimento sem glória.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor Jesus, suportaste insultos amargos e venceste a morte para que, um dia, possamos viver para sempre em Tua alegre companhia. Quando vierem as provações e quando as aflições parecerem insuportáveis, fortalece-nos com a lembrança da glória que nos aguarda ao Teu lado no céu. Em Teu nome, amém!”


NUNCA DESISTIR! – 21 DE OUTUBRO 2018

“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24:13).

Lee Dunstan conta que em uma das ilhas de Kiribati, no Pacífico, um homem comprou um barco e decidiu testá-lo em mar aberto, com o filho e mais um ilhéu. “Eles estavam pescando quando uma chuva muito forte começou e escondeu a terra. As ilhas de Kiribati são planas e virtualmente invisíveis até mesmo a uma curta distância. Eles ligaram o motor e começaram a procurar a ilha de onde haviam saído, até que o combustível acabou. Então, ficaram à mercê da corrente que vem do oeste, quase sem comida e sem água, indo na direção de Papua-Nova Guiné. Ficaram no mar quase três meses.

“Enfraquecidos mental e fisicamente, caíram na tentação de beber água do mar. O filho ficou doente e morreu, e o pai enlutado começou a perder as esperanças. Ele ficou enlouquecido. Estavam tão fracos que, mesmo juntos, não conseguiam levantar o corpo em decomposição sobre a borda para jogá-lo no mar. O desespero então venceu o pai, que decidiu dar um fim a tudo. Com dificuldade, ele subiu na borda e, apesar dos pedidos do outro sobrevivente, pulou na água, tentando afogar-se.”

Logo, porém, ele se arrependeu do que havia feito e, agarrando-se à borda, pediu ajuda para subir novamente no barco. Mas os dois estavam muito fracos e não conseguiram. Então ele se soltou e poucos momentos depois desapareceu sob uma onda. E o escritor salienta que “o que tornou a tragédia mais pesarosa foi que isso ocorreu exatamente um dia antes do bote ser levado pelas ondas para a Ilha Mansava. O homem poderia ter sobrevivido se não tivesse desistido” (Perdidos no Mar, p. 116, 117).

Na vida cristã ocorre o mesmo. O apóstolo Paulo, apesar de ter sofrido naufrágios, açoites, prisão, apedrejamento, perseguição, jamais desistiu do seu chamado para ser evangelista, missionário e pregador das boas novas de salvação em Jesus. No fim de sua vida, ele pôde olhar para trás e dizer com satisfação: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” E olhou com confiança para o futuro, dizendo: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia” (2Tm 4:7, 8).

Se você está pensando em largar tudo e desistir, desista, isto sim, dessa ideia, pois você pode estar no limiar da eternidade. A vitória é prometida aos que perseverarem até o fim.


ORE POR SEUS FILHOS – 20 DE OUTUBRO 2018

“E abençoou a José dizendo: Que o Deus, a quem serviram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor em toda a minha vida até o dia de hoje, o Anjo que me redimiu de todo o mal, abençoe estes meninos. Sejam eles chamados pelo meu nome e pelos nomes de meus pais Abraão e Isaque, e cresçam muito na terra” (Gênesis 48:15-16).

Se você é mãe, pai (ou avó, avô), Deus lhe deu autoridade para orar por seus filhos. Você os conhece melhor que qualquer outra pessoa. Conhece suas esperanças, seus temores, suas preocupações, suas inseguranças, seus sonhos, seus talentos e suas habilidades.

Deus lhe confiou não só o cuidado das necessidades de seus filhos, como também lhe deu um meio de abençoa-los: a oração. A coisa mais importante que você pode fazer como mãe ou pai é orar diariamente para que a proteção, a orientação, a sabedoria e o amor divino sejam infundidos na vida deles. Embora você não possa estar a cada momento com eles, Deus pode.

Ao interceder por seus filhos, peça que Deus lhes dê discernimento nas escolhas que tiverem de fazer. Ore para que o Senhor os proteja das armadilhas do inimigo e que rejeitem o mal. Ore para que gostem de aprender e descubram os donos e as habilidades que Deus lhes concedeu. Ore para que a vida deles traga glória a Deus e esperança e cura para os que os cercam.

A oração é o melhor presente que você pode dar a seus filhos. Eles prosperarão sob os cuidados e o poder de uma pai e um pai que oram.

Faça isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Pai, ensina-me a orar por meus filhos e netos. Abençoa-os com o conhecimento de quem Tu és e ajuda-os a viver de acordo com Teus preceitos. Capacita todos eles a reconhecer os dons e os talentos que lhes deste e a seguir a Tua orientação à medida que os desenvolvem e os usam para Tua glória. Em nome de Jesus, amém!


A QUESTÃO DE PRIORIDADE – 19 DE OUTUBRO 2018

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36).

Jenny Lind (1820-1887) foi talvez a maior cantora de ópera de sua época. Fama e fortuna estavam à sua disposição. Contudo, ela abandonou a carreira quando estava no auge para nunca mais voltar. Ela deve ter sentido falta do aplauso de milhares incontáveis de fãs. Deve ter sentido a ausência da fama, da atenção constante e talvez até do dinheiro. Contudo, preferiu passar o restante da vida em isolamento.

Certa vez um amigo britânico encontrou-a sentada na praia, com a Bíblia na mão e os olhos fitos no pôr-do-sol. Conversaram, e o assunto caminhou para a pergunta inevitável:

– Por que você abandonou o palco no auge do sucesso?

– Quando todo dia – respondeu ela – eu pensava cada vez menos nisto [colocando a mão sobre a Bíblia] e nada em tudo isto [apontando para o pôr-do-sol], que mais poderia eu fazer?

Naturalmente, ela poderia ter feito muitas coisas. Poderia certamente ter permanecido em sua profissão. Isso seria uma escolha válida. Todo dia enfrentamos escolhas críticas. Em Mateus 6:24, Jesus Se refere à escolha mais importante da vida. Diariamente devemos decidir que Jesus seja nosso senhor. Diariamente devemos comprometer-nos em ser Seus servos.

O texto bíblico de hoje nos faz lembrar de que essa escolha não é insignificante. Escolher Jesus significa escolher a vida eterna. Rejeitar Jesus significa permanecer sob a ira de Deus, a santa e amorosa ira contra os resultados destrutivos do pecado.

O coração de Deus apela para que hoje eu venha ter com Ele, que eu dê a Ele meu coração e que faça dEle o verdadeiro Senhor da minha vida. Os que assim o fizerem já têm a vida eterna. Já fazem parte do reino.


ARGUMENTO PROGRESSIVO – 18 DE OUTUBRO 2018

“Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam conservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel e fará isso? (I Tessalonicenses 5:23 e 24, NVI).

O Deus de nossa salvação está ansioso para nos salvar completamente. Ele quer, tanto quanto possível, que estejamos em Seu reino. Quando Paulo fala que Deus quer salvar corpo, alma e espírito, está nos dizendo que Deus quer salvar a pessoa toda, não apenas o corpo, não apenas a mente, nem apenas nosso lado espiritual. No reino não haverá espíritos destituídos de corpo, nem corpos destituídos de espíritos.

Em Mateus 6:19-24, Jesus tem tratado com a pessoa toda de uma maneira progressiva. No fim de Sua primeira ilustração, no verso 21, Ele fala do nosso coração, a sede de nossas atitudes. Ele sabe que é decisivo advertir-nos primeiro sobre a importância dos problemas do coração. É o coração que se inclina na escolha de uma ou de outra maneira de viver. Portanto, ao falar sobre os dois tesouros, Ele começa com nosso coração.

Depois, nos versos 22 e 23, temos o ensinamento dos dois olhos. Jesus transfere o assunto rapidamente para nossos órgãos visuais, a parte de nosso ser que abastece a mente com grande quantidade de dados sobre os quais tomamos decisões. Se nossos olhos e mente fornecerem dados corrompidos, teremos pouca probabilidade de fazer escolhas corretas.

A seguir, Jesus passa para nosso ser inteiro e nossa lealdade final no ensinamento dos dois senhores. Aqui Jesus atinge o clímax para o qual Ele vinha Se dirigindo desde o verso 19. Os frutos finais de nossas atitudes e perspectiva mental são uma vida que será a favor de Deus ou contra Ele.

Esses três ensinamentos não nos levam a nenhum meio-termo. Nosso tesouro está nos Céus ou está na Terra. Nossos olhos estão nos abastecendo com luz ou com trevas. Estamos servindo a Deus ou às riquezas.

Jesus não poderia ter dito isto de maneira mais clara. Ele deixa, porém, a decisão com você e comigo! A que senhor eu servirei hoje?


O BEZERRO DO SENHOR – 17 DE OUTUBRO 2018

“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? (Lucas 16:10 e 11).

Conta-se a história de um fazendeiro que informou alegremente à esposa e aos filhos que a melhor vaca da família havia parido dois bezerros gêmeos: um marrom e outro branco. Ele disse que estava tão agradecido que resolvera dedicar um dos bezerros ao Senhor.

– Vamos criá-los juntos e quando chegar a hora vamos vender um deles e ficar com o lucro, e vamos vender o outro e doar o dinheiro para a obra do Senhor.

– Mas qual deles é o do Senhor? – quis saber a esposa.

– Não precisamos nos aborrecer com isso agora – respondeu ele. – Vamos criá-los da mesma maneira até que estejam prontos para a venda. Alguns meses depois o fazendeiro voltou para casa parecendo muito deprimido e infeliz. Quando a esposa lhe perguntou o motivo do desânimo, ele lhe contou que o bezerro do Senhor havia morrido.

– Mas – exclamou ela – você ainda não havia resolvido qual deles era o do Senhor!

– Oh, sim – disse ele – eu resolvera algum tempo atrás que era o branco, e foi o branco que morreu.

Bem, podemos até sorrir com essa história singela. Mas não ria demais, ou você poderá estar rindo de você mesmo. Para muitos de nós, quem sempre morre é o bezerro do Senhor.

Quando as coisas ficam difíceis, um dos primeiros setores que escolhemos para fazer economia são as nossas contribuições para a obra do Senhor. O bezerro do Senhor é sempre o primeiro.

Por quê?, somos constrangidos a perguntar. Porque ainda lutamos contra o deus mamom [riquezas]. Ainda contendemos com o direcionamento de nossa lealdade. Nossos padrões de contribuição falam alto sobre o que é importante em nossa vida.

Precisamos lembrar-nos constantemente de que não podemos servir a Deus e a mamom.

Precisamos reajustar nossas prioridades financeiras. Isso não é tão difícil, uma vez que o coração esteja voltado para a divindade correta.


FALANDO COM SINCERIDADE – 16 DE OUTUBRO 2018

“Quem é honesto trata todos com sinceridade, mas quem é mau vive enganando os outros” (Provérbios 12:5, NTLH).

“Professor, preciso falar com o senhor”, disse nervosamente a aluna. O professor começou a achar que ela tivesse cometido uma falta extremamente grave, ou estivesse precisando de algum conselho. Caminharam um pouco e ela disse: “Eu menti para o senhor hoje de manhã, quando disse…” E começou a explicar o quanto ela havia exagerado na quantidade de material pesquisado. “Mas por que você exagerou?”, perguntou o professor. “Para que o senhor me respeitasse mais”, respondeu ela.

Uma das áreas em que facilmente escorregamos é na sinceridade de nossas palavras. Albert Merahbian diz que entre os três componentes da comunicação – as palavras, o tom de voz e a linguagem não verbal – nós nos comunicamos 7% com palavras, 38% com o tom de voz e 55% com nossos gestos, maneirismos e linguagem não verbal. Assim, a verdade não está necessariamente em nossas palavras. O fato é que podemos enganar ou faltar com a sinceridade por meio de:

Exagero. Fazer generalizações exageradas de pessoas ou situações para conseguir o que se quer ou para obter maior efeito; exagerar realizações passadas por usar palavras como “sempre” ou “nunca”. Enfeitar detalhes de uma história para torná-la mais interessante.

Falso elogio. Elogiar de maneira não sincera, ou lisonjear outros apenas para realçar a reputação diante dos olhos deles, ou para evitar a eventual perda de um favor que planeja pedir a essa pessoa.

Engano. Deixar uma falsa impressão, mesmo que as palavras sejam verdadeiras; dar referências falsas para um empregador em potencial; permitir que as pessoas digam coisas que não são verdadeiras sobre outra pessoa e insinuar, pelo silêncio, que são verdadeiras.

Inconsistência. Mudar de opinião de um lado para outro, dependendo do público; falar o que os outros desejam ouvir, em lugar daquilo que realmente cremos.

E poderíamos continuar falando de malícia, fraude, hipocrisia, promessas não cumpridas, e assim por diante.

A sinceridade, a honestidade e sua rival, a desonestidade, nas mais variadas formas, não são assim tão nítidas como o branco e o preto. Por isso, deveríamos orar como o salmista: “Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca, vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141:3).


ELE LEVOU A NOSSA PUNIÇÃO – 15 DE OUTUBRO 2018 

“Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:10-12).

Uma das mais penetrantes acusações contra a humanidade é encontrada em Isaías 53:6: “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho”. Todo mundo tentou seguir seu próprio caminho sem Deus. Não é questão de alguns de nós terem se rebelado; todos nós o fizemos.

Então veio a graça.

Cristo levou nossos pecados. Para onde Ele os levou? Para o topo de uma colina chamada Calvário, onde Ele suportou não apenas os pregos dos romanos, a zombaria da multidão e a lança de um soldado, mas a ira de Deus.

Deus não fez vista grossa para o seu pecado, a fim de não endossá-lo. Ele não puniu você, a fim de não destruí-lo. Em vez disso, Ele encontrou uma maneira de punir o pecado e preservar o pecador. Jesus levou a punição que você merecia e Deus deu a você o crédito da perfeição de Jesus.

Por mais precioso que seja proclamar que “Cristo morreu pelo mundo”, é ainda mais doce sussurrar: “Cristo morreu por mim”.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor Jesus, Tu não queres que ninguém passe a vida sem Ti. Tu fizeste um caminho de salvação para todo aquele que se disponha a seguir por esse caminho. A Tua graça e o Teu amor são imensuráveis. Tu és um Deus glorioso, cheio de compaixão e de bondade. Quando refletimos sobre Ti, nosso coração transborda de louvor e gratidão. Em nome de Jesus, amém!


RIQUEZAS – 14 DE OUTUBRO 2018

“As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte” (Provérbios 11:4).

A expressão “o dia da ira” é mencionada muitas vezes na Bíblia. Refere-se ao dia final da história deste mundo. Ao acerto de contas do qual nenhum ser humano poderá fugir. Se o Universo teve um começo, é lógico que terá um fim.

Certo dia conversei com um grupo de adolescentes que usava folhas da Bíblia para embrulhar maconha. O líder me disse com soberba: “A vida é minha e eu faço o que quero com a minha vida.” Era verdade apenas em parte. Ele podia fazer o que desejasse com a vida, mas que a vida fosse dele era mentira.

A vida é um dom confiado por Deus ao ser humano. Junto ao dom da vida, Deus confiou-lhe o dom da liberdade. Somos livres para fazer escolhas e tomar decisões. Mas, tão certamente como estamos vivos hoje, teremos que prestar contas da maneira como administramos a vida.
No provérbio de hoje, o sábio Salomão adverte que no dia final haverá coisas que hoje valem e que naquele dia não servirão para nada. O dinheiro é uma delas. Quando Jesus esteve na Terra, perguntou: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16:26).

Essa é a pergunta que deve determinar as prioridades. O dinheiro é bom e necessário. Ninguém precisa sentir-se culpado por ter dinheiro como resultado do trabalho honesto. As riquezas também são um dom que podem fazer maravilhas neste mundo, quando administradas com sabedoria.

O problema é fazer do dinheiro o grande objetivo da vida. Quando, por causa do dinheiro, o ser humano atropela princípios, esquece valores espirituais e agride a própria consciência, está no caminho errado. Não é feliz nesta vida e se dirige perigosamente a um final desastroso. Quando o Senhor chamar a todos para o acerto final de contas, será reprovado.

Não tenha temor de perder dinheiro por defender a justiça. Peça a Deus sabedoria para estabelecer prioridades na família, no trabalho e na vida em geral. Não enxergue só o que pode apalpar. Tente olhar além das coisas materiais, porque: “As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.”


HARPAS NOS SALGUEIROS – 13 DE OUTUBRO 2018

“Às margens dos rios de Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas” (Salmo 137:1,2).

O contexto deste salmo é o exílio babilônico. Da antiga glória restará apenas devastação. Ecos distantes relembravam em lamento nostálgicos os dias do passado, quando Jerusalém fora escolhida pelo Senhor para o lugar de Sua habitação. Sião é o nome poético de Jerusalém, da qual nada sobrara, senão um imenso vazio. Junto às águas de Babilônia, o país do cativeiro, os israelitas se assentavam e choravam.

Para esses israelitas, o pranto era mais que uma saudosa lembrança; ele expressava a tragédia do ideal perdido. Os vitoriosos babilônios, indiferentes ou cínicos, abriam ainda mais a ferida. “Ouvimos que vocês israelitas são bons cantores”, diziam com escárnio. “Celebrem para nós a majestade e a proteção do seu Deus”. Mas os desolados e confusos exilados haviam pendurado suas harpas, e apenas conseguiam expressar uma queixa fúnebre: “Como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?” (v.4). Eles se recusaram a cantar, e as harpas permaneceram mudas. Perderam, contudo, uma oportunidade de testemunhar. Cantando, teriam demonstrado aos opressores que nem tudo estava perdido. Deus não fora conquistado. A última palavra ainda não fora dita.

Está você vivendo no “país distante” das derrotas, apertado por nostalgias? Os israelitas poderiam ter demonstrado que a presença de Deus não está limitada por geografia ou circunstâncias, porque, afinal, “nada nos pode separar do amor de Deus” (Rm 8:38, NVI). Aprenda a levar louvor aos lugares de opressão. Talvez seja no lar, entre parentes incrédulos. No local de trabalho, onde você se sente solitário, ou no exílio de suas depressões. Outros acham difícil cantar o “cântico do Senhor” na terra estranha dos desapontamentos, das perdas e perplexidades.

Mais do que ninguém, Jesus viveu em terra estranha. Portanto, Ele recusou pendurar Sua harpa nos salgueiros do Seu exílio. Ele deve ter cantado em muitas circunstâncias da vida, mas apenas uma vez o Novo Testamento registra que Ele cantou. Sabe quando? Na noite de Sua grande prova (Mt 26:30). Lembre-se disso e anime-se.


O ESTRANHO ATO DE DEUS – 12 DE OUTUBRO 2018

“Para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha, e para executar o Seu ato, o Seu ato inaudito” (Isaías 28:21).

O livro Bitter Harvest [Amarga Colheita] fala de um empregado de uma firma de grãos em Michigan que, inadvertidamente, pegou um veneno mortal, e achando que fosse um complemento vitamínico, misturou-o com os grãos. Os grãos envenenados contaminaram o gado, as galinhas e os porcos de muitas fazendas. Os fazendeiros não tiveram escolha a não ser isolar os animais contaminados, sacrificá-los e queimar os corpos para evitar que a contaminação se espalhasse. Eles sabiam que se não destruíssem os animais, toda a indústria de gado de Michigan estaria ameaçada.

Deus “não [quer] que nenhum pereça” (I2Pe 3:9). É Sua vontade que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4). Mas há pessoas a quem nem mesmo Deus pode salvar. Elas escolheram o pecado em vez da justiça, a rebelião em vez da obediência, o egoísmo em vez do amoroso serviço. Se Deus Se arriscasse a trazê-las para o Céu, elas o infectariam de novo com o vírus do pecado. Se Deus não agisse para erradicar o pecado, seus efeitos malignos acabariam por destruir o Universo inteiro.

Deus oferece perdão por nossos pecados passados e poder para vivermos a vida cristã no presente. Sua graça concede perdão quando falhamos e força para que não venhamos a repetir as mesmas falhas outras vezes.

Em última análise, Deus tem que agir. Ele tem que livrar o Universo do pecado. “Nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12:29). Um Deus santo tem que consumir o pecado. Pecado e pecadores serão consumidos e transformados em cinzas (Ml 4:1-3; 2Ts 2:8; Sl 37:20).

Hoje, Deus nos oferece uma escolha – ou deixamos que Ele consuma o pecado dentro de nós através da abrasadora presença do Seu Santo Espírito, ou seremos consumidos com nosso pecado na abrasadora presença da Sua iminente volta. Um Deus amoroso chora ao ver pecadores sendo destruídos.

A destruição do perverso é um ato incomum e estranho, mas inevitável, se for para o Universo ficar seguro para sempre. Você permitirá que Jesus faça Sua obra purificadora em seu coração hoje? Permitirá que o fogo da Sua presença purifique-o interiormente?


PEQUENAS MENSAGEIRAS – 11 DE OUTUBRO 2018

“Jesus viu Maria chorando e viu as pessoas que estavam com ela chorando também. Então ficou muito comovido e aflito. […] Jesus chorou” (João 11:33,35, NTLH).

Elas têm uma natureza silenciosa. Por vezes são desconsideradas, embora exerçam um papel fundamental. Com delicadeza e ternura absolutas, oferecem alívio à dor, expressam anseios e dão vazão ao júbilo.

Quem são elas? Talvez você se surpreenda.

Falo das lágrimas.

Gotinhas de humanidade que brotam dos olhos, rolam pela face e respingam no solo do coração. Quando as palavras se esvaziam, elas se tornam o modo mais apropriado de expressão. A mancha de uma lágrima sobre uma carta diz muito mais do que a soma de todas as palavras. Uma lágrima derramada sobre um caixão diz o que um adeus pronunciado jamais poderia comunicar.

Nosso Mestre sabia disso, Nos momentos em que Sua humanidade não poderia ser mais evidente, em que os sentimentos fossem de alegria, ira ou tristeza, não se deixavam ser articulados em forma de discursos, as lágrimas entraram em cena.

Ele sabe o pequeno valor dessas pequenas mensageiras e, quando as derramamos, elas não lhe passam despercebidas: “Ouvi sua oração e vi suas lágrimas” (Is 38:5).

Ore comigo: “Obrigado, Senhor, pelas lágrimas. Obrigado pelo alívio que elas trazem nas horas de angústia e pela alegria intensa que só elas são capazes de expressar. Obrigado porque não ficas alheio ao meu pranto. Torna-me sensível às lágrimas daqueles que sofrem ao meu redor, para que eu seja instrumento de consolo. Em nome de Jesus, amém!”


FORMADO NA ESCOLA DA VIDA – 10 DE OUTUBRO 2018

“E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (Atos 7:22).

Virgínia conseguira, com muito esforço, concluir os estudos em uma universidade federal. Agora estava casada e com dois filhos pequenos.

Um dia, cansada dos afazeres domésticos, desabafou para o marido: “Eu não estudei tanto na vida só para pendurar meu diploma na parede e ficar em casa lavando e trocando fraldas!”

É uma frustração compreensível, que Moisés, o grande líder do povo de Deus, também deve ter sentido. Ele havia estudado na Universidade Federal do Egito até os quarenta anos de idade, abeberando-se de tudo o que a cultura egípcia da época podia lhe oferecer. “Na corte de Faraó, Moisés recebeu o mais elevado ensino civil e militar” (Patriarcas e Profetas, p. 245). Julgava-se preparado para liderar o povo de Israel e libertá-lo pela força das armas.

Porém, Moisés estava enganado, pois quando pensou que havia chegado o momento de colocar em prática tudo o que havia aprendido, Deus lhe disse: “Agora você vai para o deserto, cuidar de animais e desaprender toda a cultura inútil que os egípcios lhe puseram na cabeça.” E esse “desaprendizado” duraria outros 40 anos! Não deve ter sido fácil.

Deixando o palácio real, com o seu luxo e prazeres, Moisés fugiu para o deserto da Arábia. Lá, em meio à solidão, ele deve ter pensado muitas vezes: “Foi para isto que estudei tanto na melhor universidade do mundo? Para cuidar de rebanhos?”

Deus, no entanto, lhe estava ensinando uma matéria que ele não havia aprendido no Egito – mansidão. E só após quarenta anos Deus o considerou “diplomado” para liderar o povo de Israel. Moisés havia se tornado “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Nm 12:3).

É certo que Deus usa pessoas com preparo acadêmico, como usou o apóstolo Paulo. Mas há casos em que essa cultura precisa ser desaprendida, redirecionada ou complementada pela experiência, na escola da abnegação.

Se Moisés tivesse escolhido ser chamado “filho da filha de Faraó”, e herdado o trono do Egito, seria hoje uma múmia. Mas preferindo “ser maltratado junto com o povo de Deus” (Hb 11:24, 25), desceu à sepultura por pouco tempo, pois o próprio Cristo o ressuscitou, levando-o para o Céu.

A escolha ao lado de Deus, mesmo que envolva sofrimento, é sempre melhor do que qualquer herança terrestre.


O PODER DO LOUVOR – 09 DE OUTUBRO 2018 

“Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado” (Gênesis 35:3).

Com que frequência você reserva tempo para relembrar o que Deus fez e para agradecer-Lhe por isso? Estamos sempre tão ocupados que aceitamos as bênçãos de Deus enquanto atravessamos correndo nossos dias agitados sem ao menos nos deter para nota-las. Prazos, encontros e compromissos familiares preenchem o tempo que temos para louvar a Deus. Em geral, só paramos para falar com Ele quando precisamos de algo ou quando as circunstâncias nos fazem perceber nossa insuficiência.

Nessa passagem, porém, Jacó reservou tempo para deter-se e construir um altar para o Senhor – não para pedir algo, mas para lembrar o que Deus fizera. Este tipo de louvor tem poder. Quando louvamos a Deus, Ele nos renova as forças e nos relembra quem Ele é e o que deseja que façamos. Quando lembramos como Deus se mostrou fiel no passado, sentimo-nos confiantes para entregar-lhe nosso futuro. Olhar para trás e ver a mão do Senhor conduzir sua vida concede-lhe fé para acreditar que, mesmo diante do futuro incerto, você pode ter a certeza de que Ele não vai abandoná-lo.

É muito importante reservar tempo para refletir sobre o que Deus tem feito e como tem sido fiel. Com isso, você não temerá o futuro, mas esperará por Ele sabendo que Deus estará com você aonde quer que vá.

Ore comigo, agora: “Deus, Todo-Poderoso, eu Te adoro por quem Tu és. Agradeço por tudo o que tens feito por mim. Deste-me força, poder, provisão e propósito. Sei que não preciso temer o futuro porque vejo como me abençoaste e me protegeste no passado. Oro para que estejas sempre comigo e me guies pelo caminho no qual devo andar. Em nome de Jesus, amém!”


GERENTES DE DEUS – 08 DE OUTUBRO 2018

“Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra” (Deuteronômio 28:1).

Jesus não está nos dizendo em Mateus 6 que é errado ter posses materiais ou riquezas. O que Ele está nos dizendo é que essas bênçãos precisam ter o lugar apropriado em nossa vida. Em vez de ter importância suprema, elas devem ser vistas sob a perspectiva do Deus que no-las deu. Elas não devem ser nosso senhor. Ao contrário, devemos ser senhores das bênçãos materiais para o serviço de Deus.

Há várias coisas que precisamos lembrar a respeito das bênçãos materiais e nossa relação para com elas. A primeira é que elas pertencem a Deus. “Ao Senhor pertence a Terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”, diz o salmista (Sl 24:1). “Pois são Meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. … Se Eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é Meu e quanto nele se contém” (Sl 50:10-12).

Conta-se a história de uma aluna que fez uma excursão à zona rural. Pela primeira vez na vida, ela viu a abundância primaveril de flores silvestres que atapetavam as colinas. Virando-se para sua professora, perguntou: “A senhora acha que Deus Se importaria se eu pegasse uma de Suas flores?”

Ela estava certa. Tudo o que existe pertence a Deus.

Uma segunda coisa que nós, como cristãos, devemos observar é que somos mordomos de Deus. Ele nos confia bens materiais para que os compartilhemos com outros. Em parte, somos mordomos espirituais, mas de vez em quando somos convidados a compartilhar com os desamparados e famintos as bênçãos materiais que Deus nos concedeu. O princípio da mordomia envolve não somente dinheiro, mas também nossos dons e talentos.

Na parábola de Jesus, foi o senhor quem distribuiu os talentos para serem utilizados até que ele voltasse. Assim acontece na vida real. Somos os mordomos da riqueza, não os seus proprietários. Somos gerentes de Deus.


OS CRISTÃOS SÃO ATEUS? – 07 DE OUTUBRO 2018

“Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Daniel 3:17 e 18).

Os cristãos têm morrido pelas razões mais estranhas. Na primeira perseguição movida pelo Império Romano, por exemplo, eles foram mortos porque se presumia que fossem canibais, imorais ou ateus.

Eram vistos como canibais pelo grande público, pelo fato de comerem a carne e beberem o sangue de alguém chamado Jesus. Eram vistos como imorais porque suas “festas de amor” aconteciam em segredo. E considerando-se o que acontecia nas festas gregas e romanas, bastava apenas um devaneio da imaginação para deduzirem a imoralidade, especialmente quando se levava em conta o fato de que já comiam carne humana e bebiam sangue humano em suas “orgias” secretas.

Curiosamente, pensava-se que os cristãos primitivos também eram ateus. Você pode ficar pensando como podia ser isto. Não tinham essas pessoas dado tudo por suas crenças religiosas?

Isso é verdade, mas eles não honravam as divindades greco-romanas, inclusive o imperador. Assim sendo, eram ateus do ponto de vista das culturas em que viviam. Não apenas eram ateus, mas considerados inimigos da humanidade, pois o fato de não adorarem os deuses civis significava que a comunidade não podia ser plenamente abençoada pelas divindades.

Os cristãos de hoje também devem parecer ateus. Os deuses da cultura moderna são riquezas materiais e posições de prestígio e poder. São esses os valores supremos para a maioria das pessoas. Muitos farão qualquer coisa para obtê-los, e poucas são as pessoas que não se curvam perante seus altares, nem mostram deferência para com os seus sumos sacerdotes.

Os verdadeiros cristãos se recusam a entrar nesse jogo. Como os amigos de Daniel no passado e como os primitivos cristãos, eles adoram um Deus estranho; adoram Yahweh, o Deus invisível que exige lealdade total.

Os cristãos são diferentes da cultura em geral. Servem a um senhor diferente.


JESUS, O TOTALITÁRIO – 06 DE OUTUBRO 2018

“Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-Me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19:21 e 22).

Jesus não usa subterfúgios. Vende tudo o que tens e dá-o aos pobres. Essa é uma ordem muito contundente, uma afirmação muito exigente.

Ora, também o é a afirmação que diz: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem não toma a sua cruz e vem após Mim, não é digno de Mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por Minha causa achá-la-á” (Mt. 10:37-39). Não há nada de sutil em tudo isto. Jesus está dando ordens absolutistas.

Contudo, se começarmos a pensar no assunto, veremos que isso não era uma novidade que estava sendo introduzida por Jesus. Os Dez Mandamentos determinam: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:3). Deus exigia tudo de Seu povo no Antigo Testamento. Ele era um “Deus zeloso” que não admitia concorrência.

O conceito da adoração a Deus e a nenhum outro é apresentado também no Novo Testamento, onde recebemos ordem para amar a Deus de todo o coração, alma e mente.

O cristianismo não é uma religião concessória. É uma religião de dedicação total. Essa é uma das coisas que torna o cristianismo diferente da maioria das outras grandes religiões do mundo.

Lembro-me de como fiquei frustrado quando entrei em contato pela primeira vez com o hinduísmo, uma religião de centenas de milhões de deidades. Um hindu não tem problema em aceitar a Cristo como um deus entre milhões de outros. Mas outra coisa bastante diferente é um hindu aceitar a Jesus como o único e suficiente Deus e Salvador. Isso é drástico, drástico demais para a maioria.

Mas isso é o que Jesus exige. Ou pertencemos inteiramente a Cristo ou não pertencemos. Essa é uma escolha séria. É uma escolha que não admite concessão. O cristianismo é uma fé radical


VISÃO NOVA – 05 DE OUTUBRO 2018

“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo!” (João 9:25).

“Eu era cego e agora vejo.” Essa deveria ser a manifestação de alegria de todo aquele que se encontra com Cristo.

O ex-cego não sabia explicar muito bem os procedimentos que Jesus usou para curá-lo. Não sabia quase nada nem mesmo sobre a pessoa de Jesus. Não estava preocupado se o mesmo milagre tinha sido realizado na vida de outros, mas sabia do que tinha acontecido consigo.

“Encontrei-me com um homem que mudou minha vida.” Ele não se demorou muito sobre seu passado, sobre sua família e nem sobre o local em que tinha vivido, como fazem alguns ao contar sua história de conversão.

Há muitos que nessa hora se sobressaem como heróis: eram os piores fumantes, os bêbados mais beberrões, assaltantes com mais assaltos e os traficantes mais temidos. No fim da reunião, todos saem falando mais dele ou dela do que de Jesus. O jovem que tinha sido curado disse apenas: “Eu era cego e agora vejo. Um homem chamado Jesus abriu meus olhos, tirou-me da escuridão, deu novo sentido à minha vida.”

Jesus fez diferença na vida daquele homem, e isso é verdade hoje também. Ele ainda faz diferença na vida de muitas pessoas. Esse é o trabalho da graça de Deus no coração.

Entre os séculos 19 e 20, antes da chegada da eletricidade, uma das profissões era a dos acendedores de lampiões de gás nas ruas. À tardezinha, eles saíam acedendo os lampiões que estavam nas ruas e nas esquinas, e pela manhã, um pouco antes de o sol nascer, faziam o mesmo trajeto apagando essas luzes.

Um dia, um desses acendedores se tornou cristão. Num encontro que teve com os colegas de trabalho, um deles pediu que ele contasse como tinha sido sua conversão. Sem ter palavras adequadas para contar a experiência, ele disse: “Olha, foi mais ou menos como acontece em meu trabalho de manhã, apagando os lampiões: atrás de mim tudo está escuro, à minha frente tudo está brilhante.”

“Oh, graça excelsa de Jesus! Perdido, me encontrou! / Estando cego, me fez ver, da morte me livrou!” (H.A., nº 208).


PONTOS DE ANCORAGEM – 04 DE OUTUBRO 2018

“[Jesus] cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz” (Colossenses 2:14).

As seis horas da crucifixão de Jesus foram as mais críticas da história. Pois durante aquelas seis horas daquela sexta-feira, Deus colocou na Terra três pontos de ancoragem:

Ponto de ancoragem número 1: Minha vida não é fútil. Essa rocha segura o barco do seu coração. É um aperto firme na convicção de que existe verdade. Alguém está no controle e você tem um propósito.

Ponto de ancoragem número 2: Meus erros não são fatais. Não é que Ele ame o que você fez, mas Ele ama quem você é. Você é dEle. Aquele que tem o direito de condena-lo proveu uma saída para absolve-lo. Você comete erros. Deus não. E foi Ele quem criou você.

Ponto de ancoragem número 3: Minha morte não é definitiva. Existe uma outra pedra. A tumba que ela selou era a tumba de um visitante. Ele só entrou lá para provar que poderia sair. E, na saída, Ele levou a pedra consigo e a transformou num ponto de ancoragem. Ele a jogou fundo nas águas desconhecidas da morte.

Aqui estão eles. Os três pontos de ancoragem da cruz.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo: “Deus Pai, estou firmado na Tua verdade. Agradeço por minha vida não ser fútil. Agradeço por meus erros não serem fatais. E, acima de tudo, agradeço porque a morte não é definitiva. Espero ansiosamente pela vida contigo para sempre. Em nome de Jesus, amém!”


A RECOMPENSA DOS HUMILDES – 03 DE OUTUBRO 2018

Porque o Senhor Se agrada do Seu povoe de salvação adorna os humildes (Salmo 149:4).

Dois homens entram no templo para adorar. Aparentemente ambos vão adorar o mesmo Deus. Mas há uma grande diferença. O centro da adoração do primeiro está dentro dele. Para o outro, o objeto de sua adoração está fora. Um deles acha-se digno, merecedor. Traz como oferta seu bom comportamento, sua conduta impecável, suas obras de “amor”. O segundo sente-se indigno e vai ao templo para reconhecer que é um pobre pecador e não merece nada.

Jesus contou esta parábola. O primeiro homem era o fariseu; o segundo, o publicano. Deus exaltou o último e rejeitou o primeiro. E, com esta parábola, Ele registrou para sempre a ideia central do evangelho: a salvação não é algo que você conquista com seus esforços. É um dom que Deus dá imerecidamente, por amor.

A teologia da salvação corre cristalina ao longo de toda a Bíblia. Desde o Gênesis, quando um cordeiro foi sacrificado para salvar Adão e Eva, até o Apocalipse, que termina com um convite para beber da água da vida gratuitamente, os escritores bíblicos sempre enfatizaram que a salvação é imerecida. Temos acesso a ela unicamente mediante a graça do Senhor Jesus Cristo.

No verso de hoje, o salmista fala da salvação. Ele afirma que a salvação é uma espécie de coroa que adorna os humildes. A palavra humildade, em hebraico anaw, literalmente quer dizer os pobres e necessitados. Aqueles que não têm nada, e só podem receber alguma coisa por misericórdia. Isto não tem nada que ver com o orgulho. Existem ricos humildes e pobres orgulhosos.

A salvação é o princípio da felicidade. Ninguém pode ser feliz carregando a permanente sensação de estar perdido. Como ter paz nessa situação? Como dormir tranquilo? Como amar? A vida autêntica começa quando o perdido é achado.

Vá a Deus hoje. Mas vá em atitude humilde. Reconheça que você não é digno. Seus erros e pecados o tornaram merecedor da morte. Mas Jesus, com Sua morte, entregou a vida. Você nem eu jamais poderemos agradecer por isso: “Porque o Senhor Se agrada do Seu povo e de salvação adorna os humildes.”


VERDADE LIBERTADORA – 02 DE OUTUBRO 2018

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Todas as coisas do mundo natural perecem. As riquezas levam voo. A fama é apenas um fôlego. O amor humano é incerto e limitado. A juventude, a saúde e o prazer, todos eventualmente nos abandonam. Portanto, se todas as coisas terminam em pó e desapontamento, elas não podem ser o bem final da existência nem as prioridades que absorvem toda nossa atenção e energia. Necessitamos de vida não relacionada com a morte. Um tipo de bem que se ergue acima das coisas temporais e passageiras.

Alguns julgam que somos apenas resultado do acaso e, por isso, a vida não tem qualquer propósito. Assim, eles se entregam ao momento. Mas essa filosofia não é consistente. C.C. Lewis a analisa com lógica incrível: “Você poderia imaginar os peixes reclamando do mar pelo fato de eles estarem molhados? Se eles fizessem isso, esse fato indicaria que eles nem sempre foram criaturas aquáticas. Se somos meramente produto de um universo material, como explicar a realidade de que nunca estamos completamente felizes aqui?”

Algo dentro de nós grita por uma paz que nunca experimentamos. Sentimos saudades de um lugar onde nunca estivemos. Desejamos uma conexão que não sabemos explicar. Estas são as marcas de nossa origem. Criados por Deus, estamos longe do nosso lar, perdidos em um país distante. Blaise Pascal observou: “Quem se sentira infeliz por não ser um rei, exceto um rei deposto? Todas as nossas misérias provam a nobreza de nossas origens. Somos filhos de Deus, mas perdemos o contato com nosso Pai”.

Jesus veio para buscar e salvar o que se perdera. Não é por acaso que Ele falou do caráter libertador da verdade, como afirma o texto de hoje. A verdade, que é o próprio Jesus Cristo, nos libertará do vazio interior, das distorções da autoestima, da solidão, da falta de propósito e do medo da morte.

Julie Cameron, de Noranda, na Austrália, diagnosticada com câncer terminal, escreveu em março de 1999, pouco antes de morrer: “Cristo é tudo para mim. Ele é o meu Consolador; meu Protetor; meu Conhecimento; a Música de minha vida; meu Conselheiro; a Luz; a Rocha na qual me ergo; meu constante Companheiro, Aquele que me ouve; Ele é o Mestre; o Grande Artista; a minha Segurança. Ele é a sombra que me segue […]. Ele é o maior Autor, pois escreveu o Livro da Vida”.


 A PALAVRA QUE FORTALECE – 01 DE OUTUBRO 2018

“Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma” (Tiago 1:21).

Quando Bobby tinha 5 anos, sua mãe começou a notar que havia algo errado. Ele estava perdendo peso. Quase sem apetite, ele parecia estar sempre com um pouco de febre. Depois de uma série de exames, os resultados mostraram o que qualquer mãe mais teme – câncer. Imediatamente, Bobby começou uma série de tratamentos. A quimioterapia o deixou extremamente fraco e abatido.

Ao fim de 12 meses de tratamento, o câncer de Bobby parecia estar regredindo. Em um dos seus check-ups, o médico de Bobby, Dr. Brown, precisou fazer um exame muito doloroso. Uma agulha seria introduzida na base do crânio de Bobby para retirar fluido cervical. O fluido seria enviado para exames laboratoriais.

Quando o médico disse ao menino que o procedimento iria doer um pouquinho, Bobby perguntou se poderia recitar o Salmo 23.

Enquanto o médico trabalhava, Bobby recitava: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma…”

Bobby olhou para o médico e sorriu. “Dr. Brown, até que não doeu muito.” E acrescentou: “Agora o senhor poderia recitar esse Salmo para mim?”

Mais tarde, o Dr. Brown escreveu: “Notei que meus colegas começaram a espalhar-se. Eles ficaram com medo de que Bobby lhes pedisse que também dissessem o salmo. Comecei e fui tropeçando nas palavras, as quais mal me vinham à memória. Então, Bobby disse: ‘Sabe, Dr. Brown, seria bom que todos vocês aprendessem a dizer o Salmo 23 de cor, porque quando você decora a Bíblia, Jesus diz lá no seu coração que Ele é forte por você quando você não consegue ser forte por si mesmo.’

“Deus é forte por você quando você não consegue ser forte por si mesmo! A Palavra de Deus o fortalece. A Palavra de Deus dá poder para sua vida. Deixe que Deus fortaleça seu coração hoje.


OUTUBRO 2018


DEUS CONHECIA TODA A HISTÓRIA – 30 DE SETEMBRO 2018

“Israelitas, ouçam estas palavras: Jesus de Nazaré foi aprovado por Deus diante de vocês por meio de milagres, maravilhas e sinais que Deus fez entre vocês por intermédio dEle, como vocês mesmos sabem. Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, O mataram, pregando-o na cruz” (Atos 2:22-23).

Temos aqui uma declaração que ressoa coragem, com raízes que remontam à eternidade. Uma expressão que, talvez mais que qualquer outra na Bíblia, descreve o verdadeiro preço que Deus pagou para adotar você.

Que expressão é essa? “Propósito determinado e pré-conhecimento de Deus”. Uma verdade magnífica! A cruz não foi o Plano B de Deus. Não foi uma medida emergencial. Deus conhecia toda a história de antemão e, ainda assim, escolheu escrevê-la. Jesus nasceu crucificado. Ele sabia quem era, e também o que precisava fazer.

Isso explica o brilho de determinação em Sua face quando partiu para Jerusalém pela última vez. Marchava para a morte (Lc 9:51).

Isso explica a firmeza de Suas palavras: “Por isso é que meu Pai me ama, porque Eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de Mim, mas Eu a dou por minha espontânea vontade” (Jo 10:17-18).

Chame isso do que quiser: graça, redenção, sacrifício. Uma coisa é certa: não foi obra do acaso. Foi obra do Seu amor.

Ore comigo, agora: “Querido Jesus, mantém viva em meu coração a lembrança de tudo o que realizaste em meu favor. Antes da fundação do mundo, sabias o preço que terias de pagar por minha redenção. E ainda assim escolheste vir e ser obediente até o fim. Quero viver sempre à luz dessa graça. Em nome de Jesus, amém!”


VASO DE BÊNÇÃO – 29 DE SETEMBRO 2018

“Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (Jeremias 18:3, 4).

O profeta Jeremias, em obediência à instrução de Deus, foi à casa do oleiro e o encontrou trabalhando com as rodas de modelar barro – duas rodas ligadas por um eixo, uma embaixo, acionada pelos pés, e outra em cima, sobre a qual é colocado o barro a ser trabalhado.

O oleiro estava modelando um vaso. Em suas mãos, o vaso ainda não estava pronto. Mas em sua mente, o oleiro podia ver o vaso pronto para ser usado. Então houve um problema: o barro resistiu à modelagem, apresentou rachaduras, e se quebrou.

O que fez o oleiro, então? Jogou fora o vaso quebrado? Não. Aproveitou aquele mesmo material, fez dele uma massa informe e recomeçou sua tarefa, fazendo um novo vaso.

Essa experiência contém uma grande lição espiritual: Quando resistimos ao propósito original que Deus tem para nós, e nos rebentamos, Ele pode nos recriar, nos fazer de novo. Mas é importante observar que Ele faz de nós um “outro vaso”, não o mesmo.

Deus percebe que, em virtude de nossa resistência, Ele não poderá fazer de nós o vaso que tinha em mente. Então muda Seu plano e parte para a segunda alternativa: fazer de nós outro vaso.

Mas, vamos supor que o segundo vaso também se quebre. O oleiro desmancha tudo outra vez e começa de novo. E assim sucessivamente. Enquanto isso, o barro vai ficando cada vez menos moldável, até que não possa mais ser aproveitado. E daí, o que acontece? É só olhar para o quintal da casa do oleiro. Ali está um montão de vasos quebrados, cujo barro resistiu a todas as tentativas de moldagem.

Esta é a história de muitas pessoas. Resistem, resistem, até que o divino Oleiro nada mais pode fazer com elas. Se rejeitarmos a prioridade divina para nossa vida, Deus não nos abandona. Ele nos apresenta Seu segundo plano. Se também não aceitarmos este, Ele apresenta o terceiro, o quarto, até esgotarmos as alternativas divinas.

Deus procura a cada dia, a cada momento, através do Seu Santo Espírito, quebrar a nossa resistência ao Seu melhor plano para a nossa vida. E esse plano é o de nos preparar “para a satisfação do serviço neste mundo, e para aquela alegria mais elevada por um mais dilatado serviço no mundo vindouro” (Educação, p. 13). Se aceitarmos o plano nº 1 de Deus, colheremos também o melhor das Suas bênçãos.


LUTANDO EM ORAÇÃO – 28 DE SETEMBRO 2018

“E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. Quando o homem viu que não poderia domina-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então o homem disse: Deixe-me ir, pois o dia já desponta. Mas Jacó lhe respondeu: Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes” (Gênesis 32:24-26).

Muitas vezes, nossos períodos de oração mais se parecem com lutas que com diálogos. No entanto, podem surgir transformações surpreendentes dos conflitos em oração.

Até esse encontro com Deus, a vida de Jacó se caracterizara por suas manipulações para que sua vida “funcionasse” de acordo com seus desejos.

Quando o estranho apareceu e lutou com Jacó, este vivia um momento de solidão e temor. Em breve reencontraria o irmão, Esaú, que tinha o direito de odiá-lo. Jacó desconhecia os planos do irmão. Durante a luta (com o próprio Deus, Gn 32:30), Jacó disse seu nome – o equivalente a uma confissão, porque seu nome significava “usurpador/enganador”. A confissão levou à transformação. Jacó recebeu a bênção: um novo nome e um novo futuro. Ele também recebeu um ferimento – uma lembrança permanente do que acontecera.

Se quiser experimentar a oração transformadora, seja sincero com Deus. Diga: “Senhor, tenho sido medroso”. E então acrescente: “Ajuda-me a ir além do que sou para tornar-me quem Tu me chamaste a ser”.

Apesar do passado de Jacó, os planos de Deus prevaleceram. Não tema lutar em oração, pois Deus usará as medidas necessárias para executar os planos dEle. Como Jacó, fique firme e não desista da bênção que o transformará para sempre.

Ore comigo: “Senhor, desejo Te conhecer melhor, de modo que possa experimentar todas as Tuas bênçãos. Não oro tanto quanto gostaria, e passo por momentos de dúvida, mas dedico esse dia a confiar mais em Ti, porque sei que encontrarei transformação na Tua presença. Em nome de Jesus, amém!”


O JOGO AINDA NÃO ACABOU – 27 DE SETEMBRO 2018

“Honre e alegre-se no seu Criador enquanto você ainda e jovem. Antes que os anos mandem a cobrança e o seu vigor se vá” (Eclesiastes 12:1, versão A Mensagem).

Eu não sei por quantas cirurgias você já passou. Mas foi essa pergunta que uma enfermeira me fez, dias atrás, quando fui retirar um pequeno carcinoma, abaixo do olho, próximo ao nariz. “Vinte e seis”, foi minha resposta. Ela parou o que fazia e quase incrédula, disse: “Quando o senhor tinha 26 anos, não?” “Não”, respondi, “esta é a vigésima sétima cirurgia”. Não sei se ela acreditou. Porém, depois fui recontar novamente e descobri que não eram vinte e seis e sim vinte e sete! Com essa última, vinte e oito! Vinte delas foram para tentar corrigir uma degeneração óssea na boca. Sobre isso eu escrevo e conto algum dia desses…

Duas semanas depois dessa última cirurgia fui buscar o resultado da biópsia. O médico me recebeu em pé e, ali mesmo, abriu o envelope do laboratório. “Pastor Amilton, veja! Era câncer e, maligno!”. Você imagina o susto que passei. Aí ele mostrou a imagem, o tamanho do carcinoma e que ele estivera restrito unicamente àquele lugar, sem qualquer expansão pelos tecidos próximos. Fora, segundo ele e o exame, extirpado completamente. Estava no começo do começo…

Confesso que voltei para casa fazendo uma profunda reflexão sobre quão vulneráveis somos diante das vicissitudes na jornada da vida. Já, no escritório de casa, olhei para minha biblioteca e percebi quantos daqueles livros ainda não foram lidos. E os planos e projetos que ainda não saíram do papel?

A vida passa muito rapidamente. Como numa partida de futebol. Boa parte dos jogadores ultrapassa os 45 da primeira etapa. Nem todos, porém, chegam aos 90 do segundo tempo. São as lesões, o cansaço, o desânimo, a falta de esperança ou de forças para virar ou, pelo menos, empatar o jogo.

Eu não sei se você está aos 20 minutos ou aos 45 do primeiro tempo. Hoje, dia 27 de setembro de 2018, eu estou chegando aos 54 minutos do “jogo” da vida. Não vou me contentar, porém, em chegar aos 90. Quero prorrogação! E que ela seja eterna! Na casa do Pai e depois nessa Terra renovada. Sem notícias ruins, sem sustos, sem medo de um futuro que será um eterno presente!

Amigo ouvinte, aproveite seu hoje! O ontem já foi. O amanhã, ainda, é uma interrogação. Ame, perdoe, seja feliz e, acima de tudo, coloque Deus em primeiro lugar em tudo que fizer.

Vamos orar? Pai, coloco a minha vida e a vida de cada um de meus ouvintes em Tuas mãos. Oro por aqueles que sofrem, que estão tristes, desanimados; oro por aqueles que estão doentes ou receberam um diagnóstico preocupante do médico. Peço por aqueles que acham que estão perdendo de goleada na partida da vida. Ajude-os a virar o jogo, Pai! Que a Tua graça maravilhosa nos abrace agora e sintamos que não estamos sozinhos em nosso jornadear rumo à Canaã Celestial. Em nome de Jesus, amém!


DE UM LADO E DE OUTRO – 26 DE SETEMBRO 2018

“Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4:10).

Talvez a expressão mais vigorosa de Mateus 6:24 seja “não podeis”. Ninguém pode servir a dois senhores. Nem ele, nem ela podem. O verso não diz “talvez não possais”, nem “não podereis”, mas “não podeis”. É impossível. E Jesus está tão preocupado em fazer-Se entendido que afirma isso duas vezes no mesmo versículo. Crisóstomo, o grande pregador da igreja primitiva, comentando o texto, observou que quando Deus disse que isso é impossível, não diz que é possível. E não é.

Mas por quê?, perguntamos. Por que não podemos servir mais de um senhor ao mesmo tempo?

Ellen White sugeriu a razão: “Pessoa algum pode ocupar uma posição neutra; não há classe neutra que nem ama a Deus nem serve ao inimigo da justiça. Cristo deve viver em Seus instrumentos humanos, e operar mediante suas faculdades, e agir por meio de suas aptidões. … Aquele que não se entregou inteiramente a Deus, acha-se sob o controle de outro poder, escutando outra voz, cujas sugestões são de caráter inteiramente diverso. Um serviço pela metade coloca o agente humano do lado do inimigo, como bem-sucedido aliado das hostes das trevas” (O Maior Discurso de Cristo, p. 94).

Pense um pouco sobre a Segunda Guerra Mundial. Um soldado não podia ficar “um pouquinho” do lado dos aliados e “um pouquinho” do lado de Hitler. Ou permanecia de um lado ou do outro. Assim também acontece na grande guerra galáctica entre Cristo e Satanás. Os que alegam servir a Cristo, mas são agentes “de tempo parcial” de Satanás equivalem a espiões.

Lemos um pouco adiante que “o mais poderoso baluarte do vício em nosso mundo, não é a vida iníqua do abandonado pecador ou do degradado; é a vida que, ao contrário, parece virtuosa, respeitável e nobre, mas na qual é nutrido um pecado” (Ibidem). A presença de espiões é embaraçosa para qualquer exército. Vale o mesmo para o exército de Cristo. A única maneira de servi-Lo, é fazer isso de todo o coração. Você não pode servir a Deus e às riquezas.


ESCRAVIDÃO REVERTIDA – 25 DE SETEMBRO 2018

“Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus porque, outrora, servos do pecado, contudo, vieste a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça (Romanos 6:16-18).

Não é exatamente verdade que ninguém possa servir a dois senhores. A verdade é que não podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo. Porém, dois senhores podem ser servidos em sequencia, um depois do outro.

Na verdade, isso acontece com os cristãos. Toda pessoa, de acordo com a Bíblia, nasce com inclinação para o mal. Ora, é verdade que nem todos somos tentados para o mal da mesma maneira. Muitos “bons” membros de igreja pensam no pecado somente em suas formas mais externas. Pensam no pecado em termos de coisas como adultério, assassínio, roubo, desonestidade clamorosa e assim por diante.

Mas essa é apenas a metade do quadro. Esses “bons” membros de igreja também se esquecem muitas vezes de pecados “vegetarianos” como o orgulho, a autossuficiência e a bondade não santificada. Esquecem os pecados que se encontram mais próximos do cerne do real problema do pecado. Pessoas “boas” (até mesmo pessoas de dentro da igreja) são muitíssimas vezes mais difíceis de serem alcançadas pela mensagem convertedora e salvadora de Jesus, porque pessoas boas não sentem necessidade de perdão.

De acordo com a Bíblia, porém, todos precisam se converter. Toda pessoa precisa encontrar Jesus e descobrir a triste verdade de que precisamos nos arrepender até mesmo do orgulho que temos de nossa bondade.

Os conceitos de arrependimento e conversão transmitem a ideia de uma mudança total de atitude, uma inversão de sentido. Isto é o que acontece às pessoas quando elas encontram Jesus. Elas podem estar indo por uma direção, mas depois tomam outro rumo. Descobrem que estavam servindo ao senhor errado. Essa descoberta as leva a escolher Jesus como o Senhor da vida delas. Louvado seja Deus pelos milagres da graça!


SERVIR A DOIS SENHORES – 24 DE SETEMBRO 2018

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6:24).

Esse versículo soava, sem dúvida, mais vigoroso para o mundo antigo do que para nós. O verbo traduzido como “servir” vem de doulos, que é nossa palavra para “escravo”. A palavra traduzida como “senhor” é kurios, um termo que denota posse absoluta e é quase sempre vertida como “senhor” no Novo Testamento. Portanto, a ideia contida em Mateus 6:24 é a de que ninguém pode ser escravizado por dois donos ou dois senhores ao mesmo tempo.

Para compreender todo o impacto dessa afirmação, precisamos entender que no mundo antigo um escravo não era considerado uma pessoa, mas uma ferramenta viva. Os escravos não tinham direitos pessoais. Achavam-se completamente sob o domínio de seus senhores, que podiam fazer com eles o que bem entendessem. Os senhores podiam vender os escravos, bater neles, expulsá-los de casa e até matá-los.

Uma segunda coisa a observar é que no mundo antigo os escravos não tinham tempo para si próprios. Todo o seu tempo pertencia a seu senhor. Na cultura moderna, todo trabalhador dispõe de tempo livre para si e para suas necessidades pessoais. Durante esse período, ele pode desfrutar de lazer ou mesmo trabalhar num segundo emprego. Mas não acontecia assim com o mundo antigo da escravidão. O tempo de um escravo pertencia inteiramente a seu senhor.

Jesus está dizendo que os cristãos devem permitir que Deus seja o senhor incontestável da vida deles. Paulo trata do mesmo assunto em Romanos 6, onde afirma que somos servos do pecado ou da justiça, de Cristo ou de Satanás.

Se os cristãos, pois, forem servos de Jesus, sempre levarão a vontade de Deus em consideração em tudo quanto fizerem. Diariamente perguntarão a si mesmos: “O que Deus quer que eu faça?” Todas as horas, todos os dias, eles vivem para Deus. Deus não tem devotos de tempo parcial, que O servem durante o expediente, mas que fazem um bico para algum outro senhor em seu tempo livre. Quando Jesus disse que ninguém podia servir a dois senhores, quis dizer isto mesmo.

Pense sobre o assunto. Está você tentando servir a dois senhores?


REFÚGIO E SEGURANÇA – 23 DE SETEMBRO 2018

“[Senhor,] tens sido refúgio para os pobres, refúgio para o necessitado em sua aflição, abrigo contra a tempestade e sombra contra o calor” (Isaías 25:4).

Ao ler muitas vezes a Bíblia e me deparar com a descrição das cidades de refúgio em Números 35 e Josué 20, eu me perguntava: “Será que não existe em cada um dos nomes dessas cidades um significado com uma mensagem para os que vivem no século 21?” É verdade. Todas elas estão com os portões abertos e acessíveis a nós.

Quedes é lugar santo, consagrado. Aqueles que se sentem pecadores, impuros vão encontrar em Quedes a graça santificadora de Jesus.

Siquém significa força, ombro; o convite é para os que se sentem cansados, esgotados, no fim da corda, e necessitam de ânimo e firmeza. Hebrom é aliança, irmandade. Refúgio para os que não têm amigos e que se sentem desamparados. Esse é o lugar em que Deus reconhece aqueles que são esquecidos. É um lugar amigável e de aceitação.

Na Guerra do Golfo (2001-2003), ocorreu uma tempestade de areia no deserto, que atingiu uma das guarnições militares norte-americanas. Nessa ocasião, mais soldados foram mortos, não pelo inimigo, mas pelo “fogo amigo”. O consenso era: “Com pouca visibilidade, dependendo de onde você estiver, se vir alguém se aproximando, na dúvida, atire. Você já foi vítima de “fogo amigo”? Ou atacou alguém com “fogo amigo”?

Bezer significa fortaleza secreta, lugar forte. Esse é o lugar para o qual corremos em nossa debilidade, quando sentimos que já não temos forças. Se você não se sente capaz para alguma coisa, aqui está seu lugar forte e sua defesa. Ramote é exaltação, levantar-se. Ramote é o refúgio que precisamos quando nos sentimos indignos e nossa espiritualidade está lá embaixo. Precisamos que alguém nos ajude a ficar em pé. Deus, então, nos convida para “nos levantarmos e andar”. Golam é círculo, cerca. Você que se sente caçado pelo inimigo, e em fuga? Em Golam você se sentirá protegido.

Hoje, multidões procuram refúgio. São pessoas com medo, feridas, preocupadas e oprimidas. Pessoas tratadas injustamente, sem rumo, desorientadas. Vidas marcadas pela decepção. E essas cidades se constituem num símbolo do refúgio que encontramos em Jesus.

Devemos gritar para essas pessoas: “Ei, é aqui mesmo! Refúgio! Venham! Ele é o único em quem podemos nos refugiar com segurança.”


NÃO FALTE! – 22 DE SETEMBRO 2018

“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:24 e 25).

O autor do livro aos hebreus convida-nos a desenvolver compromissos de fraternidade e de assistência à igreja: “Tenhamos consideração uns para com os outros, a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem. Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Ao contrário, animemos uns aos outros” (Hb 10:24 e 25, BLH). Na verdade, estamos famintos disso.

Frequentar as reuniões da igreja é um modo se sermos edificados espiritualmente, estimulados a amar e a fazer o bem. Mas não seremos alimentados se formos distraidamente, apenas para conversar. Não seremos fortalecidos com amostras de sermões. Necessitamos pertencer a um grupo de fiéis, para o que der e vier, a fim de que sejamos nutridos, cresçamos e desenvolvamos relacionamentos que nos deem apoio e inspiração.

Infelizmente, já não queremos ser orientados, nem conformar-nos com as normas da igreja. Temos liberdade, mas estamos famintos. Nossa alma parece estar em dieta, sem receber a comida sólida de que necessita. Não ouvimos (porque não queremos) o que precisamos ouvir.

Aqui estão três condições para você receber as bênçãos da igreja:

• Vá regularmente à igreja. Refeições esporádicas não nutrem o corpo. Frequência esporádica à igreja não nutrirá sua alma.

• Antecipe a bênção. Creia que Deus lhe falará através da música, da oração e do sermão. Vá com um alegre senso de expectativa, e não um sombrio senso de obrigação.

• Participe do culto. Leve sua Bíblia. Concentre-se na letra dos hinos. Entre no espírito das orações. Tome nota do sermão.

Não perca o próximo culto. Deus lhe reserva uma bênção muito maior do que você imagina.


CONFIE EM SEU GUIA – 21 DE SETEMBRO 2018

Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresenta-los diante da Sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade” (Judas, versos 24 e 25).

Eu e você estamos numa grande escala. A parede é alta, e o risco é ainda maior. Você deu seu primeiro passo no dia em que confessou Cristo como o Filho de Deus. Ele lhe deu Seu equipamento – o Espírito Santo. Em suas mãos Ele colocou uma corda – Sua Palavra.

Seus primeiros passos foram confiantes e fortes, mas com a jornada veio o cansaço, e com a altura veio o medo. Por um momento, que pareceu uma eternidade, você rolou de modo desenfreado. Fora de controle. Fora de autocontrole. Desorientado. Desalojado. Você caiu.

Mas então a corda se retesou e a queda parou. Você se segurou no seu equipamento e descobriu que Ele é forte. Agarrou a corda e descobriu que ela é verdade. Olhou para seu guia e encontrou Jesus segurando sua alma. Com uma confissão encabulada, você sorriu para Ele e Ele sorriu para você, e a jornada recomeçou.

Agora você é mais sábio. Aprendeu a ir devagar. É mais cuidadoso. É cauteloso, mas também está confiante. E, embora não consiga ver seu Guia, você o conhece. Sabe que Ele é forte. Sabe que Ele é capaz de evitar que você caia.

Oremos, agora: “Cristo Jesus, seja qual for a curva que possa aparecer no caminho da minha vida, sei que posso descansar em Tua presença e em Teu poder. Deixo em Tuas mãos tudo o que me confunde e me assusta. Tenho confiança na Tua bondade infalível. Em nome de Jesus, amém!


TEIA DE ARANHA – 20 DE SETEMBRO 2018

“Estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca” (Provérbios 6:2).

Nunca diga algo que precise ser explicado. Palavras sábias são claras, cristalinas e verdadeiras. A mentira é como a teia de aranha. Quanto mais você tenta sair dela, mais preso fica. Quanto mais explica, mais complica.

A palavra é uma das maiores bênçãos do ser humano. É o maior e melhor instrumento de comunicação. Através dela, você pode dar a conhecer os sentimentos mais nobres ou mais baixos. Com a palavra, você constrói, desenha e descreve os quadros mais belos. Com ela, também trai, desfigura e engana.

O sábio Salomão apresenta, no verso de hoje, a palavra como instrumento de opressão. Irônico como pareça, a vítima é o próprio dono da palavra.

Outro dia, li a notícia de uma criança de dois anos, que morreu asfixiada com uma sacola de plástico. Dói-me só o fato de imaginar aquela criança querendo tirar a sacola da cabeça, desesperada, tentando respirar, enquanto o plástico penetrava cada vez mais em suas narinas. O provérbio de hoje transfere essa situação para a pessoa que fala sem pensar. Asfixia-se nas suas próprias palavras. Enreda-se, fica preso.

A pessoa que mente o faz por insegurança. Finge ser o que não é. Pinta quadros irreais, descreve situações fictícias. Esconde a verdade por medo. Na realidade, não se aceita como é.

Quando Jesus disse à samaritana: “Vai, chama teu marido”, recebeu como resposta: “Não tenho marido.” Mentira. Tinha sim. Mas Jesus criou um clima de amor e segurança para ela abrir o coração. “Bem disseste”, afirmou o Mestre. Ele olha para dentro da mulher, para o seu mundo interior cheio de sombras, inseguranças e temores. Jesus está sempre disposto a encaminhar as pessoas pela senda da verdade, porque esse é o único caminho da liberdade e paz.

A partir daquele momento, a samaritana não precisaria mais mentir. Estava livre da prisão de suas mentiras, meias verdades, ou simplesmente omissão.

Encontrar Jesus é achar segurança e liberdade. A vida torna-se cristalina e as palavras transparentes. Lembre-se do conselho do sábio: “Estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.”


LIÇÕES DA VIDA – 19 DE SETEMBRO 2018

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12).

O Salmo 90 é uma das mais sublimes composições sobre a vaidade da vida humana. Pudéssemos ver o fim de nossa vida e de muitas das coisas às quais atribuímos valor absoluto, certamente entenderíamos que muitos de nossos esforços e paixões não passam de insanidade. Ficaríamos horrorizados com nossa estupidez. O que podemos aprender de nossa vida e da observação de outras vidas quando, à luz da sabedoria divina, nós nos aplicamos a alcançar um coração sábio? Quero, hoje, compartilhar com você dez lições que aprendi:

1. Tudo o que temos ao redor é temporário e um dia vai passar. Todas as coisas serão feitas novas pelo Criador. Em uma questão de tempo, os eventos que hoje parecem tão importantes serão vistos de outra perspectiva.

2. Excesso de compromissos e pressão do tempo são os principais assassinos dos relacionamentos. Qualquer relacionamento requer tempo para ser desenvolvido. Isso vale tanto para o relacionamento com Deus como entre esposo e com os filhos.

3. Trate as pessoas como gostaria de ser tratado. Busque reprimir a centralização básica no “eu”. Nunca explore nem tire vantagens dos outros. Aproveite as oportunidades para tornar suas amizades mais fortes.

4. O valor humano não depende da aparência, inteligência nem de realizações.

5. A comparação é a base de todo sentimento de inferioridade. No momento em que começamos a examinar os pontos fortes dos outros, em oposição às fraquezas, a autoestima começa a ser abalada. Muitos são como a rã que queria ser boi e acabou explodindo.

6. Como regra geral, nunca arrisque aquilo que você não se pode dar ao luxo de perder.

7. Se você está passando por tempos difíceis, permaneça firme. Isso vai passar. Se você está experimentando dias tranquilos, isso também vai passar. As únicas coisas que permanecem são as que, por natureza, são as inabaláveis.

8. Um dos segredos da vida bem-sucedida encontra-se na palavra equilíbrio.

9. Seja cuidadoso nas escolhas, mesmo as pequenas, porque elas condicionam as grandes.

10. Recuse o complexo de vítima. Mude o que pode ser mudado e aceite o inevitável com confiança no poder dAquele que pode todas as coisas.


AS SEMENTES DO MAL – 18 DE SETEMBRO 2018

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Efésios 4:31).

Os terroristas são pessoas que aprenderam a odiar. Eles focalizam um inimigo e creem que esse inimigo é o responsável por suas mazelas. Veem-no como a fonte de todas as suas dificuldades. Amargura, ressentimento e ira são as sementes do terrorismo. Quando essas sementes são inflamadas pelas chamas do ódio, os terroristas fazem tudo para destruir aquele que percebem como inimigo. Quando ódio, ressentimento e amargura fazem morada no coração, nasce um terrorista. Por isso, Paulo faz este apelo urgente: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4:31).

Afaste para bem longe de si o ódio e o ressentimento. A expressão “longe de” é uma das expressões mais fortes da Bíblia. Significa “divorciar-se de”. Deus está dizendo: “Divorcie-se da amargura, raiva e ódio.” Os terroristas são pessoas que expressam essas características em escala global, e têm os meios de fazer isso de um modo dramático.

Uma guerra cósmica entre o bem e o mal está acontecendo agora em nossos impulsos e pensamentos mais íntimos. Precisamos decidir de uma vez qual é a nossa posição no que tange ao amor de Deus. O livro aos hebreus nos diz o que fazer para nos posicionarmos do lado certo. Ele retrata Jesus Cristo como um grande sumo sacerdote, aquele que justifica os que O aceitam pela fé. Então, nos faz este convite: “Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hb 10:22).

Aproximemo-nos de Deus. Envolvamo-nos com Ele; comecemos uma relação real, aberta, direta, de olhos nos olhos com Deus. Não é fácil lidar com o que existe no interior do coração; é uma luta. Mas essa é uma batalha que Jesus prometeu vencer em nosso favor. É parte de uma guerra na qual o inimigo já foi vencido na cruz. Então, aproximemo-nos dAquele que é o nosso Resgatador, Defensor e Salvador.

Podemos orar agora? Nosso Resgatador, Defensor, nosso Salvador, entregamos a Ti o nosso coração, a nossa vida, os nossos defeitos, a nossa amargura, a cólera, a ira, a gritaria, a reclamação, as blasfêmias; toda malícia, Pai, depositamos diante de Ti para que a vitória seja completa. Não pelo nosso poder, mas pelo Teu poder. Em nome de Jesus, amém!


DEUS QUER FALAR COM VOCÊ – 17 DE SETEMBRO 2018

“Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho” (Hebreus 1:1-2).

Deus, motivado pelo amor e guiado pela divindade, surpreendeu a todos. Ele se tornou homem. Determinado a provar Seu amor pela criação, caminhou praticamente incógnito no mundo.

Você já viu tal determinação? Já testemunhou tamanho desejo de se comunicar? Se uma coisa não funcionava, Ele tentava outra. Se uma abordagem falhava, Ele tentava uma nova.

O Criador não se contentou em observar os seres humanos, para ver o que fariam por conta própria. Quando a queda fez cessar as caminhadas e conversas vespertinas com Adão no Jardim, Deus não abandonou a humanidade. Mais uma vez, tomou a iniciativa de interagir com ela. A lei de Moisés, os profetas, a própria natureza. Deus fez todo o necessário para se revelar aos seres humanos e, em Cristo, tomou a providência final e permanente para se relacionar com eles.

Nosso Deus não é distante e alheio. Ele deseja se comunicar com Suas criaturas. Você tem parado para ouvi-LO?

Ore comigo: “Muito obrigado, Senhor, porque Te revelaste a nós e fizeste todo o necessário para Te relacionares conosco. Quero separar momentos diários para me aquietar, ler Tua Palavra, ouvir Tua voz e Te falar daquilo que está em meu coração. Em nome de Jesus, amém!”


TROPEÇANDO EM PALAVRA – 16 DE SETEMBRO 2018

“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3:2).

O que significa “não tropeçar no falar”? Estaria o apóstolo se referindo às pessoas que pronunciam bem as palavras, sem cometer qualquer erro de dicção, como alguns repórteres do noticiário da televisão? Teria ele em mente aqueles que têm perfeito domínio da língua materna, e não cometem erros de concordância ou regência verbal? Os que não dizem palavrões nem usam gíria? Ou será que o texto tem a ver com palavras ríspidas, ofensivas, dirigidas a outrem?

Ora, a palavra é o nosso principal veículo de comunicação interpessoal e tem o poder de influir sobre o nosso estado de ânimo, interferir em nossas emoções e provocar reações físicas. Daí por que as Escrituras dão tanta importância às palavras.

Vejamos alguns exemplos:

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15:1). “A morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18:21). “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Pv 29:20).

Tanto os salmistas quanto os profetas suplicaram ao Senhor que pusesse um “guarda” à sua boca e vigiasse “a porta” dos seus lábios (Sl 141:3) para ajudá-los a “não pecar com a língua” (Sl 39:1).

Ao receber o chamado do Senhor, Isaías se lamentou por ser um “homem de lábios impuros”, que habitava “no meio de um povo de impuros lábios” (Is 6:5). Até mesmo Moisés, o homem mais manso que havia sobre a terra, um dia perdeu a paciência com o povo de Israel, em Meribá, e “falou irrefletidamente” (Sl 106:33).

O próprio Cristo encareceu o valor das palavras, ao advertir: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt 12:36, 37).

Tomando por base tudo o que os autores da Bíblia falaram, conclui-se que a afirmação do apóstolo Tiago, com certeza, não tem por objetivo enaltecer o uso correto do vernáculo, embora isto seja louvável. Ele está falando dos pecados da língua e do dever de refreá-la.

E como se consegue isso? Jesus disse que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6:45). Logo, a primeira coisa que um homem deve fazer é entregar o coração a Deus, pois o controle da língua só será possível quando Cristo controlar o coração.


FAZENDO SACRIFÍCIOS – 15 DE SETEMBRO 2018

“Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse Deus: Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei. Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento” (Gênesis 22:1-3).

Deus, às vezes, pede coisas estranhas. Nada, porém, se iguala à tarefa confiada a Abraão. Deus não só lhe pediu que matasse seu filho, mas também estava tirando dele a resposta à promessa pela qual aguardara 25 anos. A morte de Isaque mataria também o sonho. Ou não?

Parece que Abraão não ficou se preocupando com o problema. Na manhã seguinte partiu para a viagem. Imagino que Abraão tenha falado muito com Deus. Ele sabia que obedecer a Deus o feriria, mas foi em frente. Quando chegou ao lugar, construiu um altar, amarrou o filho, colocou-o sobre o altar e levantou a faca.

Algum de nós conseguiria confiar tanto em Deus?

Trememos ao pensar no sacrifício de um ser humano. Mas, assim como Isaque carregou a lenha para a oferta, Jesus levou a própria cruz até o Gólgota. Como Abraão colocou Isaque sobre o altar, Deus pôs Seu Filho na cruz. Como Abraão levantou a faca para matar o filho, Deus permitiu que Jesus fosse morto para que o pecado fosse castigado e o perdão oferecido. Abraão sabia que Deus proveria o cordeiro para a oferta (Gn 22:8). Séculos depois, Ele o fez. João Batista salientou: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29).

Até que ponto você confia em Deus realmente? O suficiente para morrer por Ele? O suficiente para permitir que um sonho morra? O suficiente para viver para Ele?

Ore comigo: “Senhor, entrego todos os sonhos do meu coração a Ti. Não quero me apegar a algo que Tu não me abençoarás, nem desistir de algo que seja a Tua vontade. Em nome de Jesus, amém!”


LUZ SOMBRIA  – 14 DE SETEMBRO 2018

“O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (II Coríntios 4:4, NVI). “Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma” (I João 1:5).

Deus é luz! O pecado cega! O deus desta era (Satanás) é um agente de cegueira! Esses fatos básicos são localizados no centro do grande conflito entre o bem e o mal.

O alvo de Satanás é cegar-nos em determinados aspectos vitais intimamente relacionados com Mateus 6:19-24. Primeiro, ele procura cegar-nos no tocante à nossa própria mortalidade. Quando somos jovens, parece que viveremos para sempre, seremos sempre saudáveis, belos ou elegantes. O mundo valoriza muito esses atributos. A tal ponto que, quando atingimos o lado descendente da vida, tentamos algumas vezes conservar nossas características físicas ou faciais de forma artificial, numa tentativa de alimentarmos a ilusão de que realmente parecemos jovens. Contudo, não enganamos ninguém a não ser nós mesmos. A verdade evidente é que envelhecemos e devemos enfrentar a velhice de maneira saudável.

Nossa beleza se desvanece, nossa força se dissipa e nossos músculos se alteram e ficam sensíveis com o excesso de frio. Mais cedo ou mais tarde morremos. Essa é a verdade que deve colocar outras verdades em perspectiva.

Um segundo ponto em que Satanás tenta cegar-nos é com respeito ao valor relativo do tempo. É seu intento fazer-nos viver para o tempo presente e esquecermos a eternidade. A sabedoria do mundo diz que é tolice viver em função do reino por vir. Pelo contrário, as pessoas devem fazer tudo quanto podem para gozar o máximo do presente mundo. Mas a luz de Deus nos ajuda a ver claramente em meio às trevas. Ele nos ajuda a ver que não há comparação entre a relativa importância do tempo e da eternidade.


PRECISAMOS DE TORCEDORES – 13 DE SETEMBRO 2018

“Encorajem-se uns aos outros todos os dias durante o tempo que se chama “hoje”” (Hebreus 3:13).

A Escola Fundamental anunciou a apresentação de uma peça e Tiago se apresentou voluntariamente para ser um dos personagens. A mãe temia que ele não fosse escolhido. No dia em que distribuíram os papéis dos personagens, ela foi buscá-Io com medo de que ele estivesse desapontado. Quando Tiago viu a mãe, correu para ela e, com os olhos brilhando de empolgação, disse: “Adivinha, mãe! Fui escolhido para bater palmas e torcer!”

Diz Carlos Drummond de Andrade em uma pequena crônica intitulada “Torcida por você”: “Mesmo antes de nascer já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe e o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí em diante, continuaram torcendo.” E termina dizendo: “Muita gente ainda torce por você.”

É verdade. Quem não tem um torcedor? Não estou falando de times que têm torcedores fanáticos que, com buzinas, bandeiras e gritos de guerra, acompanham o time em todos os jogos. Estou me referindo a alguém que acredita e torce por nós, e grita: “Vamos! É isso aí! Você vai conseguir!”

Quem já não sentiu ânimo quando ouviu a voz de incentivo dos amigos, dos pais, dos professores e chefes? O senso de que temos valor diante de outros é muito importante para nós. Significa que não estamos sozinhos! Encorajar é estar lado a lado, ter confiança na habilidade da pessoa para fazer alguma coisa; é quase empurrá-la para uma decisão.

Há determinados momentos na vida em que desejamos que apareça alguém que dê esse empurrão na gente, em algum projeto que estamos empreendendo, para que saibamos que não estamos sozinhos.

É assim que se colocam diante das pessoas expectativas bonitas e animadoras como as dos pais diante dos filhos, professores diante de estudantes, patrões diante de empregados, treinadores diante de jogadores e médicos diante dos pacientes. Essas expectativas capacitam as pessoas além de suas fragilidades e imperfeições para uma mudança de comportamento.

Por meio de nossa companhia, escutando, demonstrando hospitalidade, orando, dando um abraço, enviando um e-mail e estando presentes, podemos dizer que estamos “torcendo” por alguém. A quem você pode animar hoje, dizendo: “Estou torcendo por você”?

Faça isso, agora, e ore comigo: “Pai, obrigado porque encorajamento é o que não falta na Tua Palavra. Tu nos amas e estás sempre nos incentivando, nos ajudando, segurando a nossa mão. Por favor, Pai, c continue fazendo assim. Nós precisamos! Em nome de Jesus, amém!“


TENTE ENTENDER – 12 DE SETEMBRO 2018

“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).

A maneira de lidar com o comportamento de uma pessoa é entender a causa dele. Uma maneira de lidar com as peculiaridades de uma pessoa é tentar entender por que elas são peculiares.

Jesus sabia que Judas, o discípulo que o trairia, fora seduzido por um inimigo poderoso. Tinha consciência da astúcia dos sussurros de Satanás (Ele mesmo já os ouvira). Sabia como era difícil para Judas fazer o que era certo.

Ele não justificou o que Judas fez. Ele não minimizou os fatos. Nem isentou Judas de suas escolhas. Mas de fato olhou seu traidor nos olhos e tentou entender.

Enquanto você odiar o seu inimigo, uma porta de cadeia é fechada e um prisioneiro é levado. Mas quando você tenta entender e liberta seu inimigo do ódio, então o prisioneiro é liberto – e o prisioneiro é você.

Quer aprender a perdoar? Então pense em como você foi perdoado.

Você nunca perdoará ninguém mais do que Deus já perdoou você.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo, agora: “Pai, perdoa-nos por categorizarmos e classificarmos o outro. Falhamos Contigo ao rotular e manter as pessoas a distância. Quando caminhaste aqui na Terra, Tu foste até elas. Que sejamos fiéis para tocarmos as pessoas com o Teu amor. Em nome de Jesus, amém!”

-> Narração: Amilton Menezes


ANDAR EM INTEGRIDADE -11 DE SETEMBRO 2018

“Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Provérbios 10:9).

Nossos dias são de insegurança. Há violência por todos os lados. Você sai de casa de manhã e não está seguro de voltar à noite. As empresas que prestam serviço de segurança têm crescido muito nos últimos anos. Quem não deseja proteger-se?

No verso de hoje, encontramos a receita divina para andar seguro. “Quem anda em integridade”, afirma o escritor bíblico, “anda seguro”. Integridade significa completo. Se as flechas envenenadas estiverem ferindo todo mundo, você estará seguro se todo o seu corpo estiver protegido no refúgio. Não pode deixar nada do lado de fora. Nem a cabeça, nem os braços, nem os pés. O refúgio é sua segurança.

Esta é a recomendação divina: Ande nos caminhos do Senhor com todo o seu ser, de forma completa, com sua mente, com seu corpo e com sua alma. Não se divida, não se desintegre. Isso pode ser fatal.

A antítese de integridade, na opinião de Salomão, é a perversão. O dicionário define a perversão como corrupção ou deterioração. Quando uma pessoa morre, seu corpo entra em deterioração. É um processo lento. Segundo a segundo. Minuto a minuto. Dia após dia, até que fica completamente apodrecido e, com o tempo, vira pó.

Esse é o futuro para quem não segue com integridade os conselhos divinos. O perigo que corremos não é o que os homens podem nos fazer. Não são as ameaças da noite ou do dia, nem os flagelos ou cataclismos da natureza. O grande perigo é ficar com um pé dentro do refúgio e com o outro fora dele.

Pretender servir a dois senhores é cruel. Nenhum ser dividido tem paz. Vive, mas está morto. Desintegrando-se. Deteriorando-se num processo lento, doloroso e irreversível.

Há esperança para quem se feriu psicológica e emocionalmente tentando viver uma vida dupla? Há sim. Quando Jesus esteve na Terra, encontrou pessoas destruídas, como a samaritana, Maria Madalena e Zaqueu, e os reconstruiu por dentro. Ele os fez de novo e os curou.

Hoje, Jesus continua disposto a fazer maravilhas. É só ir a Ele e dizer: “Aqui estou, Senhor! Toma a minha vida nas Tuas mãos.” Faça isso de todo o coração, porque “quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido”.

Vamos orar, agora: “Grande Deus e Pai: mais uma vez um peço: por favor, eu estou aqui, do jeito que sou, cheio de problemas, de defeitos, de traumas; por favor, toma a minha vida nas Tuas mãos e faça ela de novo. É o pedido que faço por mim e por todos os meus ouvintes, agora. Em nome de Jesus, amém!“


MELHORE SUA VIDA ESPIRITUAL – 10 DE SETEMBRO 2018

“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos” (I Coríntios 16:13. ARC).

Gostaria de fazer hoje algumas sugestões para sua vida espiritual, com aplicações práticas, e ao mesmo tempo convidar você a pensar nelas seriamente. A vida cristã não é nenhum piquenique. Os cristãos devem ter consciência disso e se portar de forma adulta diante das dificuldades.

* Seu tamanho será avaliado pelo tamanho do obstáculo capaz de desencorajá-lo.

* Planeje com antecedência. Um grande problema para os cristãos é que, em geral, eles deixam para tomar decisões espirituais no momento das crises e da tentação. Isso significa que, na maioria das vezes, já será muito tarde.

* Apenas quando você se esquecer de si é que poderá realizar o que realmente será valioso e o fará ser lembrado. Jesus inverteu a pirâmide do poder, indicando que os verdadeiramente grandes são os que servem.

* Não viva para impressionar. Busque influenciar: esse é o segredo das vidas úteis.

* Muitos que planejam buscar a Deus às 11h morrem às 10:30. Portanto, tenha senso de urgência nas questões espirituais.

* Não ore por fardos leves. Peça a Deus ombros fortes.

* Infinitamente melhor que conhecer fatos sobre Deus é conhece-Lo pessoalmente. Jesus chegou a dizer que esse é o princípio da vida eterna (Jo 17:3).

* Experiência não é o que acontece com você, mas o uso que você faz daquilo que acontece com você.

* Quando você estiver na direção errada, lembre-se: Deus permite retorno a qualquer em qualquer ponto da estrada.

* Para ouvir a voz de Deus, diminua o volume do mundo ao seu redor.

* Mantenha a cabeça e o coração na direção certa, e você não terá que se preocupar com os pés.

* Se você não evitar as iscas do diabo, terminará no anzol dele. Assim, aprenda a ver o tentador por trás das tentações.

* Quando tiver a “impressão” de que já sabe tudo, lembre-se de que isso é apenas impressão.

* Quando Deus lhe parecer distante, pergunte-se: Quem se afastou?

* Será difícil tropeçar se você se mantiver de joelhos.

* Deus lhe dá oportunidades; o sucesso depende do uso que você faz delas.

Ore comigo, agora: “Grande Deus e Pai: Por favor, tome conta de toda a minha vida; cada situação, cada dúvida, cada medo, cada preocupação; não apenas as minhas, mas, também, as de meus ouvintes que me ouvem agora. Por favor, em nome de Jesus, amém!


A RIQUEZA QUE IMPORTA – 09 DE SETEMBRO 2018

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus” (Mateus 6:19 e 20).

Dinheiro não compra ingresso para o Céu. Aliás, nunca é demais lembrar que o que leva alguém para o Céu não é a pobreza ou a riqueza: é a graça de Deus!

Tiago 2:5 diz àqueles que são pobres: “Ouçam, meus amados irmãos: Não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que Ele prometeu aos que O amam?”

É, dinheiro definitivamente não abre a porta do reino de Deus.

Mais ainda: Paulo diz àqueles que são ricos: “Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação (1Tm 6:17).

A Bíblia é clara: Riqueza não é pecado. Mas também não é virtude.

Se não devemos viver, então, à caça de dinheiro, o que devemos desejar ansiosamente? Eis a resposta: “Deus nos ressuscitou com Cristo e com Ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de Sua graça, demonstrada em Sua bondade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2:6,7).

Cuidado com o que você valoriza. Nunca perca de vista qual é a riqueza que importa no Céu.

Ore comigo: “Pai, não permita que eu me deixe seduzir pelas riquezas deste mundo, mas que eu sempre acumule tesouros no Céu. Em nome de Jesus, amém!


CORAÇÃO CONFIANTE – 08 DE SETEMBRO 2018

“Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor, a misericórdia o assistirá. Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos” (Salmo 32:10 e 11).

Nos dias da Contra Reforma na Inglaterra, o governo executou Richard Cameron por causa da sua fé. Os soldados cortaram sua cabeça e suas mãos, e as levaram para o seu pai, que estava preso na Escócia pelo mesmo crime. Os soldados perguntaram: “Essas mãos e essa cabeça são de seu filho? Você as reconhece?” Com lágrimas rolando pela face, o pai segurou os braços e a cabeça do seu filho e os abraçou. Seus lábios tremiam. Suavemente, ele falou: “Sim… são do meu filho, do meu filho querido. Mas é o Senhor quem me dá a certeza da Sua misericórdia, todos os dias de minha vida. A vontade do Senhor é perfeita. Ele não me falhará.

Nem mesmo a obra do inimigo, tirando a vida do seu filho, pôde abalar a fé daquele pai em Seu Deus. Ele possuía um coração confiante. Aceitou a promessa de Deus em Salmo 31:24: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.”

Como é possível um pai ver os membros decepados e ensanguentados do seu filho e não sucumbir? Como é possível sobreviver a um trauma emocional tão terrível? Só há uma explicação. E não se trata de um poder interior excepcional, um poder incomum, mas de um coração confiante. É a confiança absoluta de que, um dia, Deus endireitará todas as coisas.

Ao confiarmos absolutamente em Deus, Ele nos concede uma força espiritual inexplicável. O poder divino flui do trono do Universo para revestir-nos. NEle, recebemos força espiritual para sobreviver aos ataques do inimigo. Uma vida de confiança é uma vida de poder, força e fé inabaláveis. É uma vida de inamovível resistência contra o mal vivida na presença de Deus, apoiada em Suas promessas e através do Seu Espírito. É para esta vida de confiança que Ele lhe convida, hoje. Ela permitirá que você enfrente qualquer coisa imposta pelo inimigo.


LIBERDADE E DESCANSO – 07 DE SETEMBRO 2018

“Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15).

Segundo a história oficial, D. Pedro I, em viagem de Santos para São Paulo, ao chegar às margens do riacho Ipiranga, recebeu uma carta com ordens de seu pai para voltar a Portugal. Vieram também outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava o imperador a romper com Portugal, e outra, da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro.

Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro desembainhou a espada e pronunciou a famosa frase “Independência ou Morte”, rompendo os laços de união política com Portugal.

É interessante notar que o dia de nossa libertação política – 7 de setembro de 1822 – foi um sábado. Digo que é interessante porque o sábado é um dos maiores símbolos de liberdade que existe. Muitos adventistas hoje talvez se sintam inclinados a pensar o contrário – que ele restringe nossa liberdade, já que o maior problema que os adventistas enfrentam é o da guarda do sábado.

Mas a Bíblia nos diz que o sábado esteve por trás do primeiro grande movimento de libertação que a história registra – o Êxodo. Quando Israel esteve cativo no Egito, os capatazes egípcios tornaram impossível a guarda do sábado para eles. Faraó os chamou de preguiçosos. Acusou Moisés e Arão de interromper o povo no seu trabalho (Êx 5:4).

Então Deus instruiu Moisés a dizer a Faraó: “O Senhor, o Deus dos hebreus, me enviou a ti para te dizer: Deixa ir o Meu povo, para que Me sirva no deserto” (Êx 7:16). Parece claro, portanto, que o impedimento para se guardar o sábado contribuiu para deflagrar o Êxodo. Tanto é que após o Êxodo Deus estabeleceu o sábado entre o Seu povo como um sinal de sua libertação (ver Dt 5:15).

E para os que pensam que esse sinal foi dado só para os israelitas, basta ler Isaías 56:1-7 para ver que esta não é a realidade. Esse foi o manifesto de Deus a todos os povos, que não pertencem ao Israel segundo a carne. Esse sinal divino de liberdade não se restringe a nenhuma época específica e a nenhum povo. Os estrangeiros e os eunucos também estavam incluídos.

Nenhuma pessoa na face da Terra deve ser excluída desse concerto e dessa bênção. Todos podem se tornar participantes da história e da herança de Israel.


A CONEXÃO DE DEUS CONOSCO – 06 DE SETEMBRO 2018

“Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gênesis 2:7).

Deus criou o Universo por meio da palavra. Ele determinou às estrelas e aos planetas que existissem. Iniciou do nada o processo de criação. Com o Espírito Santo e por Sua palavra, a criação ocorreu.

Então, Deus se dedicou a fazer o ser humano. Alguns textos bíblicos descrevem-no como “oleiro” e os seres humanos como “barro” (Is 64:8), fazendo-nos pensar no Pai formando figuras de barro conforme o desenho que tinha em mente. O toque final foi soprar em nós o fôlego de vida. Ele tornou-se pessoal.

Ao soprar-nos fôlego, nos deu também a capacidade de falar. O ato de respirar que nos mantém vivos é o que usamos para nos comunicar. Devemos usar o privilégio do fôlego de vida para falar com nosso Criador.

Fomos feitos para nos comunicar com nosso Oleiro. Assim como nos alegramos quando os bebês emitem os primeiros sons, ok Pai também se alegra ao ouvir o som das palavras que Seus filhos lhe dirigem.

Sussurre uma oração com frequência. Se as palavras não lhe vierem à mente logo, começe dizendo “obrigado”. Pronuncie devagar essa palavra e, então, acrescente “por…”, até que diferentes modos de terminar a sentença comecem a flui. À medida que o fizer, vai ver que pode usar o tempo de inspiração para refletir sobre as palavras seguintes, e o de expiração para expressar seu agradecimento. Conceder-nos o “fôlego de vida” é a conexão de Deus conosco; orar é nossa conexão com Ele.

Ore comigo: “Senhor, eu Te agradeço pelo sopro da vida. Assim como falaste e trouxeste vida ao Teu mundo maravilhoso, ajuda-me a falar palavras que tragam vida ao meu pequeno mundo. Sou grato por estar ligado a Ti. Em nome de Jesus, amém!”


VISÃO DISTORCIDA – 05 DE SETEMBRO 2018

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia [glutonaria, ARC], da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço” (Lucas 21:34); “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou” (II Timóteo 4:10).

Trata-se de uma doença que geralmente aparece com a idade. O problema gira em torno do embaçamento do cristalino do olho. Quando as estruturas oculares se tornam opacas, o resultado é cegueira parcial ou total. Essa é uma doença comum conhecida como catarata. Embora saibamos que catarata é uma doença física, há no mundo espiritual uma dinâmica paralela que também embaça nossa visão e nos leva à cegueira progressiva. A visão espiritual distorcida tem muitas causas. Uma delas é a arrogância ou amor-próprio. As pessoas que não possuem uma visão equilibrada nem correta do próprio eu são incapazes de autocrítica. E os incapazes de autocrítica também são incapazes de auto-aperfeiçoamento. Tampouco essas pessoas conseguem ver os outros como realmente são. Assim sendo, a luz em que vivem se torna trevas.

O preconceito também distorce nossa visão espiritual. Nada destrói mais eficazmente nossa capacidade de julgamento do que o preconceito. Ele impede a formação de juízos claros e lógicos. Cega-nos para os fatos e o significado dos fatos. Assim, nossa luz se torna trevas. Um terceiro fator de distorção é o ciúme. A pessoa ciumenta per- de a capacidade de pesar friamente os fatos. Os ciumentos são incapazes de fazer avaliações corretas porque sua visão está enfraquecida. Veem muitas vezes vermelho onde deviam ver branco. Vivem numa luz desbotada.

E os cuidados deste mundo, conforme vimos em nossa leitura bíblica de hoje, também transformam nossa luz em trevas. Assim aconteceu com Demas, um homem que fizera parte da equipe evangelística de Paulo. Ele começou a amar as coisas erradas; perdeu a visão e finalmente a própria fé.

O Grande Médico convida a todos quantos sofrem de catarata espiritual a dirigirem-se a Ele para uma cirurgia corretiva.

Faça isso, no dia de hoje, e ore comigo, agora: “Grande Deus e Pai, se nesse momento essa mensagem alcançou um coração que está tendo sua visão distorcida, embaçada, com catarata espiritual; por favor, Pai, faça o milagre que essa pessoa precisa, a transformação que ela necessita. Por favor, em nome de Jesus, amém!”


ESQUIZOFRENIA ESPIRITUAL – 04 DE SETEMBRO 2018

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3:13 e 14).

Não sou um espectador compulsivo de esportes, mas gosto, de vez em quando, de assistir a uma Olimpíada. Em nosso texto de hoje, Paulo descreve um corredor se esforçando para alcançar a linha de chegada. O corredor não ousa olhar para trás, para que não perca a margem de velocidade que faz a diferença entre ser o vencedor e um perdedor. Paulo compara essa experiência com a do cristão. Os cristãos também devem manter sua atenção e prioridades focalizadas em seu único e incomparável objetivo.

Jesus expressou a mesma idéia em Mateus 6:22 e 23, quando falou sobre os olhos do cristão serem “bons”. “Sinceridade de propósito, inteira devoção a Deus, eis a condição indicada pelas palavras de nosso Salvador. Seja o desígnio de descobrir a verdade e obedecer-lhe custe o que custar, sincero e inabalável, e haveis de receber divina iluminação. A verdadeira piedade começa quando termina toda transigência com o pecado” (O Maior Discurso de Cristo, p. 91).

Paulo tinha essa espécie de devoção em mente quando disse: “Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nEle, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fp 3:8 e 9).

Paulo é o oposto do homem inconstante e indeciso descrito por Tiago. O tal é “semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento” (Tg 1:6).

Reflita sobre isso, no dia de hoje, e ore comigo, agora: “Senhor, hoje recorro humildemente a Ti. Sei que meus alvos e prioridades precisam ser mais coerentemente vividos em minha vida diária. Confesso que às vezes tenho sido indeciso. Senhor, faze minha visão ficar mais nítida; ajuda-me a ter em vista somente a Tua glória e o verdadeiro tesouro de valor permanente. Obrigado, ó Pai. Em nome de Jesus, amém!


ENXERGANDO BEM – 03 DE SETEMBRO 2018

“São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mateus 6:22 e 23).

Nesses versos o olho é comparado a uma janela que permite a entrada de luz para todo o corpo. A cor ou estado dessa janela determina qual o tipo de luz e quanta luz entra no compartimento.

Se a janela estiver limpa e clara, a luz poderá inundar o quarto, iluminando cada canto. Por outro lado, se o vidro da janela estiver sujo ou coberto de gelo, a luz não conseguirá entrar. Assim, a quantidade e a qualidade da luz que entra no quarto dependem do estado da janela por meio da qual ela penetra.

Jesus aplica esse conceito ao olho humano. A quantidade de luz que entra no coração ou na mente de uma pessoa depende do estado espiritual dos seus olhos, já que os olhos são uma janela para todo o corpo.

No contexto de Mateus 6:19-24, esse ensino sobre o olho tem que ver com nossos alvos e prioridades. Se nossas percepções espirituais estiverem corretas, teremos uma visão correta, tanto dos tesouros terrenos como dos celestiais; teremos uma visão correta de qual mestre de- vemos servir (verso 24). Mas, se nosso olho estiver em más condições, assim estarão nossas prioridades.

A maioria de nós valoriza muito nossos olhos físicos. Reconhecemos que sem eles nenhuma luz pode entrar em nosso corpo. Tratamos nossos olhos com carinho e nos esforçamos para protegê-los. Na busca de uma visão mais nítida, muitas pessoas usam óculos ou lentes de contato.

Lamentavelmente, as pessoas de hoje não manifestam o mesmo interesse em sua visão espiritual. Alguns andam de um lado para outro completamente cegos, embora insistam em dizer o tempo todo que enxergam perfeitamente. Outros veem as coisas através de lentes distorcidas. Toda a vida deles é afetada por essas distorções.

Deus quer que tenhamos boa visão espiritual. O Sermão do Monte é uma lente de correção para olhos deficientes.

Leia, hoje, Mateus capítulos 5 e 6. E, ore comigo, agora: “Senhor Deus: eu sei que os olhos são a lâmpada do meu corpo; por favor, Pai, que eu possa ver somente coisas boas. Que o controle de cada olhar, de cada piscada, seja coordenado por Ti. Entrego a Ti os meus olhos, em nome de Jesus, amém!


TUDO É DELE! – 02 DE SETEMBRO 2018

“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra. … Aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hebreus 11:13-16).

Uma coisa é ter alvos e prioridades corretos, outra bastante diferente é colocá-los em ação.

Talvez a coisa mais importante, ao colocar em prática nossas prioridades, é o reconhecimento de que somos apenas peregrinos nesta vida, pessoas em trânsito na Terra. Como os heróis de Hebreus 11, somos “estrangeiros e peregrinos sobre a Terra” e desejamos “uma pátria superior”.

Um dos meus hinos prediletos baseia-se neste pensamento: Sou forasteiro aqui, em terra estranha estou, Do reino lá do Céu embaixador eu sou. Meu Rei e Salvador vos manda em Seu amor As boas novas de perdão. (HA, n 337).

No sentido mais literal da palavra, este mundo não é nosso lar. Caminhamos na Terra sob o olhar de Deus e na direção de Deus rumo à nossa esperança eterna.

Essa perspectiva nos capacita a colocar todas as outras coisas no seu devido lugar em nossa vida, inclusive nossos bens. Repentinamente compreendemos que não somos detentores permanentes de nossas posses ou talentos. Ao contrário, o cristão reconhece que tudo quanto ele é ou possui pertence a Deus, e que somos apenas Seus mordomos por um breve espaço de tempo.

Os não cristãos creem que são realmente donos daquilo que possuem. Eles podem colocar sua prioridade nas coisas por causa dessa crença. Mas, como cristãos, reconhecemos que Deus nos emprestou nossos talentos e haveres para serem usados em Seu serviço.

Devido a essa visão do mundo, as coisas não são o centro de nossa existência. Nós vamos além, perguntando a cada dia como podemos ser usados no serviço de Deus.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo, agora: “Grande Deus, meu Pai: quero colocar todas as coisas, tudo o que tenho, tudo o que sou, para que a Tua vontade seja feita na minha vida. Não sou dono de nada, apenas um mordomo, um administrador. Por favor, tome conta do meu coração, em nome de Jesus, amém!“


ONDE ESTÁ O TEU TESOURO? – 01 DE SETEMBRO 2018

“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).

O primeiro mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:3). Essa ordem é básica para o Antigo Testamento. Ela modela a teologia, a história e a ética do Antigo Testamento.

Também modela o Novo Testamento. Em Mateus 6:19-24, por exemplo, encontramos o primeiro mandamento ilustrado diversas vezes. Talvez possamos captar a intenção de Jesus um pouco mais claramente se parafrasearmos o mandamento para “não terás outros objetivos diante de Mim”. Depois, sugere F. D. Bruner, parafraseamos a intenção de Mateus 6:21 assim: “Onde está teu objetivo, aí estará também teu coração”.

Esse é um vislumbre crucial, porque nossos objetivos determinam nossas ações. Nossos objetivos determinam tudo o mais em nossa vida. Assim sendo, onde está nosso coração, ou aquilo que nosso coração tem em vista, é de suma importância. Seja o que for, isto há de determinar tanto a maneira como vivemos como o lugar onde passaremos a eternidade.

O que eu amo? O que verdadeiramente cativa minha imaginação, meu tempo livre, minha elevada lealdade? Essas perguntas podem me ajudar a descobrir tanto a localização do meu coração como a forma dos meus objetivos. Essas são perguntas nas quais devemos meditar hoje ao terminarmos nossas devoções.

Lemos em João 3:19: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más”.

Eles “amaram” as trevas. O amor é um assunto do coração. Todos nós escolheremos amar alguma coisa. Felizmente, é-nos oferecida uma escolha na questão. Não somos predestinados.

Hoje, Jesus está me oferecendo uma escolha. Hoje, Ele está apelando a meu coração, afeições e lealdade.

Ele está apelando a mim no próprio contexto de Mateus 6:21, para que eu ame as coisas de valor eterno, em vez de as coisas e os costumes transitórios. Ele deseja que eu ame o tesouro “verdadeiro”.

Qual será minha reação? Que resposta Lhe darei neste dia?


SETEMBRO 2018


AJUSTANDO AS VELAS – 31 DE AGOSTO 2018

“Como pode ser isso?” (João 3:9, NTLH).

O vento é uma das forças mais poderosas da natureza. Imprevisível e, às vezes, incontrolável. Sentimos a brisa suave da primavera. Mas existem também furacões e tornados que deixam seu rastro de destruição. A invisibilidade não os torna menos reais e poderosos.

Jesus usou uma figura de linguagem para explicar a Nicodemos o novo nascimento. Dirigiu-se ao doutor da lei: “Você não está ouvindo? Deixe-Me repetir. A menos que uma pessoa se submeta a esta criação original – o Espírito de Deus pairando sobre a criação das águas, o invisível movendo o visível, um batismo para uma nova vida –, não é possível entrar no reino de Deus” (Jo 3:5, The Message).

A linguagem de Jesus era tão bonita e convincente que Nicodemos começou a desejar em seu coração o que o Mestre descrevia.

Quantas vezes ao ler um livro, ao escutar um sermão, ao ler um artigo numa revista, sentimos no coração o desejo de mudar a vida. Podemos não nos lembrar do lugar nem do dia, nem de como foi, mas nem por isso a experiência deixa de ser real.

John Ortberg, aproveitando-se da figura de linguagem usada por Jesus, diz que algumas pessoas navegam na vida cristã como se estivessem num barco a remo. Fazem tudo com a própria força, puxando, esticando os músculos. Depois de algum tempo, se cansam e não chegam a lugar algum. Mas quando você compreende a atuação do Espírito, a vida cristã é como navegar num barco a vela. Um bom navegador observa a direção do vento e ajusta as velas. O Espírito é que dará poder para irmos aonde queremos chegar. Novo nascimento é trabalho de Deus; e você e eu temos que nos render a Ele.

“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a pessoa se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho nenhum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 173).

Que experiência maravilhosa é ir a Jesus e permitir que Ele nos faça nascer de novo!


A PALAVRA QUE NÃO VOLTA – 30 DE AGOSTO 2018

“Eu o ouvi em tempo favorável e o socorri no dia da salvação”. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (II Coríntios 6:2).

A palavra “agora” é forte. Tem o sentido de pressa, de urgência, de decisão, de ação imediata. O oferecimento é sempre de alguma coisa que parece útil, necessária, urgente.

Em todos os lugares e de muitas maneiras, anúncios e propagandas procuram nos convencer de que aquilo que necessitamos, necessitamos agora. Não podemos esperar um dia mais. Nem mesmo um minuto.

“Não demore, venha agora.” “Não deixe para depois.” “Envie agora seu cupom.” “Ligue agora e aproveite esta oferta com preço reduzido.” “Clique e compre em tempo real.” “Receba seu crédito agora mesmo.” “É só amanhã, a oferta é por tempo limitado.”

São anúncios insistentes, falados apressadamente, com sentido de urgência, dizendo que não podemos ficar sem determinado produto nem mais um momento. São ameaças de perda, caso não nos decidamos agora. Servem para nos pressionar a tomar decisões imediatas. O agora aparece em muitas áreas da nossa vida: aplicações financeiras, esportes, vida social, vida religiosa, etc.

O que vamos fazer com o agora? Aquele livro para terminar de ler, o capítulo da monografia para escrever, o amigo que você devia ter visitado, aquela chamada telefônica, as desculpas que você tem que pedir a uma pessoa a quem feriu, aquele conserto que você tem que fazer em casa… Há tantas pendências em nosso dia a dia, que nos desgastamos temendo um desfecho desfavorável.

Deus conhece o poder das palavras. E ao ver nossa indecisão, Ele diz: agora é o tempo aceitável. Para alguns convites, dizemos “sim” prontamente. Deus, no entanto, de maneira persistente, repete, insiste em dizer que agora é o momento de dizer: “Sim, Senhor”.

Mas o agora de Deus tem que ver com a sua e a minha vida espiritual, porque Ele sabe que, enquanto você estiver enredado, deixando para depois, mais difícil se tornará a saída. A mágoa que não desapareceu, o perdão que não foi dado, o hábito não abandonado, todos esperando uma ocasião melhor. Não espere uma semana de oração, um retiro, a Santa Ceia, o congresso, algum evento futuro.

Quem sabe, há algum tempo você vem lutando para tomar uma decisão, fazer um acerto importante, perdoar alguém, abandonar algum hábito. A graça de Deus vai ser suficiente para você percorrer esse caminho. Agora!


PRIORIDADES – 29 DE AGOSTO 2018

“A língua [dos perversos] é uma flecha mortal; eles falam traiçoeiramente. Cada um mostra-se cordial com o seu próximo, mas no íntimo lhe prepara uma armadilha” (Jeremias 9:8).

Estudos dão conta de que o homem fala em média 20 mil palavras por dia, e a mulher 30 mil. Daí podemos apenas imaginar ou perceber o poder que está em nossa língua tanto para o bem como para o mal.

Enquanto Tiago compara a língua a um fogo que devora, queima e destrói, Jeremias a compara a uma flecha mortal. Naquele tempo, a flecha era a arma que atingia mais rapidamente uma pessoa. Era inesperada e venenosa, rápida e cortante. Causava feridas profundas.

Quem sabe hoje, se fôssemos atualizar o texto de Jeremias, diríamos assim: “Suas palavras são como tiros de um fuzil de mira telescópica, com silenciador.” Você mal ouve o barulho, mas é surpreendido. Apenas sente o impacto. Não sabe por que e nem imagina quem foi o autor do disparo. Não sabe de onde veio; mas foi atingido.

Existe uma flecha mais venenosa do que essa. É muito mais prejudicial porque não atinge apenas o corpo, mas fere profundamente a alma. É uma flecha que mancha a reputação do outro, inventa o que ele não disse e insinua intenções maldosas, espalha informação falsa sobre os outros com a intenção de feri-los.

É uma flecha que tem arruinado muitos casamentos, e tem feito muitos perderem o emprego e posições. Ela já arruinou o futuro de milhares de pessoas. O nome dessa flecha é calúnia, mas também é conhecida como difamação.

O ditado diz: “A calúnia é como o carvão, quando não queima, suja.”

Os rabinos ensinavam que a calúnia era pior do que o incesto, a idolatria e o tirar a vida de alguém, porque matava três pessoas de uma só vez: o caluniador, o caluniado e quem escutou.

O cristão verdadeiro está convicto de que o tecido das relações humanas está entremeado da verdade. Quando há desconfiança e medo, os relacionamentos são fragilizados. Por isso, hoje todos apreciamos aquilo que chamamos de transparência. Não há nada escondido, mas existe lealdade e consistência.

“Não saia dos vossos lábios nenhuma palavra inconveniente [que fira, machuque, destrua, arruíne], mas, na hora oportuna, a que for boa para edificação, que comunique graça aos que a ouvirem” (Ef 4:29, Bíblia de Jerusalém).

Nossa oração deve ser, neste dia: “Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios” (Sl 141:3).


A PROFUNDIDADE DO AMOR DE DEUS – 28 DE AGOSTO 2018

“Cristo nos amou e Se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Efésios 5:2).

“Quer saber qual é o tamanho do Meu amor?”, convida Deus. “Suba o caminho sinuoso fora de Jerusalém. Siga as marcas de sangue no chão até alcançar a colina. Antes de olhar para cima, pare e ouça o sussurro: ‘Esse é o tanto que amo você’”.

O Filho de Deus morreu por você. Quem poderia ter imaginado tal presente? Na época em que Martinho Lutero imprimia sua Bíblia na Alemanha, a filha de um impressor encontrou o amor de Deus. Ninguém havia lhe falado sobre Jesus. Em relação a Deus, ela não tinha nenhuma emoção, a não ser medo. Um dia, ela recolheu pedaços da Escritura caídos no chão. Sobre um dos papéis ela encontrou as palavras: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu…” O restante do versículo ainda não tinha sido impresso. Mesmo assim, o que ela viu foi suficiente para tocá-la. A simples ideia de que Deus daria qualquer coisa levou-a do medo para a alegria.

Sua mãe percebeu a mudança de atitude. Quando perguntada sobre a causa de sua felicidade, a filha tirou do bolso o papel amassado que continha a parte do versículo. A mãe leu e perguntou:

– O que Ele deu?

A filha respondeu:

– Eu não sei. Mas se Ele nos amou o suficiente para nos dar alguma coisa, não devemos ter medo dEle.

Ore comigo: “Pai celestial, não podemos sondar as profundezas do Teu amor. Pois apenas um amor imensurável poderia ter enviado Teu Filho para sofrer por nossos pecados, quando Ele mesmo não cometeu pecado algum. Em nome de Jesus, amém!”


PROMESSA DE PROSPERIDADE – 27 DE AGOSTO 2018

“Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril” (Salmo 68:6).

O salmista apresenta a rebeldia como a causa do fracasso e da improdutividade. Este salmo é o reflexo da experiência de Israel. Aquele povo conhecia a palavra de Deus e, no entanto, às vezes vivia como se Deus não existisse. Essa atitude é chamada de rebeldia. O significado do original hebraico, marah, aponta para o ato de desafiar a Deus. O profeta Isaías descreve da seguinte maneira a consequência triste da desobediência: “Porque Jerusalém está arruinada, e Judá, caída; porquanto a sua língua e as suas obras são contra o Senhor, para desafiarem a Sua gloriosa presença” (Isaías 3:8).

É trágica a consequência na vida de quem não leva em conta os conselhos divinos. Os israelitas acabaram espalhados por terras estranhas. A solidão, o cativeiro e o fracasso foram parte de sua história.

Existe esperança para aquele que perde tudo na vida por viver teimosamente? Há solução para uma vida desterrada e solitária? No verso de hoje, Davi descreve o sofrimento dos rebeldes e apresenta a promessa de restauração para aqueles que procuram o Senhor.

“Ele fará que o solitário more em família…” Essa não é uma referência para os solteiros. É uma promessa para os exilados. Eles tinham sido arrancados de suas famílias. Naqueles tempos, sem os meios de transporte e comunicação que hoje existem, a esperança de ver de novo os seres amados era mínima.

Essa promessa era um bálsamo curador na ferida daquelas pessoas, e continua sendo hoje para aqueles que, por desviar-se dos caminhos de Deus, perderam o amor e o respeito de pessoas amadas.

Volte os olhos a Deus e aos Seus ensinamentos. Aplique os princípios de vida à sua experiência. Experimente andar nos caminhos de Deus. Sonhos sem Deus geralmente acabam em pesadelos. Planos, sem Ele, conduzem a uma terra de lágrima, dor e cativeiro.

Não comece as atividades de hoje sem entregar seus caminhos e planos a Deus. E lembre-se: “Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.”


PRIORIDADES – 26 DE AGOSTO 2018

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmo 127:1).

O Salmo 127 trata de algumas das preocupações universais do ser humano: construir, proteger, realizar. Não realizar nada, não construir e não proteger seriam atitudes consideradas insensatas. Contudo, a mensagem central desse salmo é que não há sacrifício nem trabalho humano que sejam capazes de substituir a presença de Deus.

O verso 2 não sugere que o esforço no trabalho seja errado. O que é errado é deixar Deus de fora de nossos esforços. Se o Senhor não é incluído como o fundamento daquilo que fazemos, o que fazemos não passa de árvore marcada para cair. Tudo aquilo que tem base falsa, a despeito de nossa dedicação e ansiedade, não passa de futilidade. É correr atrás do vento!

O ser humano, sem a assistência divina, facilmente pode perder o senso do que é importante. Passa a confundir o ouro verdadeiro com lata e perde o que realmente tem significado. O que ganharão afinal os homens de negócios que trabalham desde a manhã até à noite e, para completar a rotina, ainda levam trabalho para casa? Alienação e distanciamento da família? Saúde debilitada? Vida abreviada? O que edificarem será com grande probabilidade mal gasto porá aqueles que nada fizeram.

Ironicamente, o salmo 127 é um dos poucos salmos atribuídos a Salomão, o velho rei de Jerusalém que, em parte de sua vida, esqueceu-se do que era prioritário. Edificou casas, plantou vinhas, entregou-se a diversões, construiu palácios e acumulou riquezas (Ec 2:3-11). Mas sua edificação, tanto literal quanto figurativa, foi destruída. Seu reino pereceu em ruínas. Seus casamentos se tornaram uma desastrosa negação de Deus e uma enorme fonte de frustração.

O que aconteceria se hoje, em vez de atolar-se em trabalho, você se desse ao luxo de completar o dia com outras atividades que talvez não lhe tragam resultados imediatos? Que tal se você, neste dia, reservasse tempo para almoçar com o cônjuge, fizesse um piquenique com os filhos, visitasse seus pais ou alguém idoso ou enfermo? Difícil? Pense no seguinte: em dez anos, tais atividades serão as mais lembradas. Os negócios e preocupações que lhe parecem tão importantes hoje terão desaparecido, e você não terá a mínima lembrança.


ÚLTIMA CHANCE – 25 DE AGOSTO 2018

“Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei” (Atos 24:25).

O apóstolo Paulo havia sido preso em Jerusalém e enviado a Cesaréia, onde ficava o centro do governo romano da Judéia, presidido por Félix. Um dia o governador e sua esposa Drusila o mandaram chamar para poderem ouvi-lo “a respeito da fé em Cristo Jesus” (v. 24).

E assim Paulo compareceu diante de Félix, um homem ambicioso, cruel e sensual. A seu lado estava a bela judia Drusila, que se casara anteriormente com um gentio, que, para agradá-la, havia se tornado judeu.

O sermão de Paulo versou sobre três temas: justiça, domínio próprio e juízo vindouro. Ao ouvir Paulo pregar sobre a justiça, Félix deve ter pensado nos subornos que havia pago e recebido e em todas as injustiças que cometera.

Félix e Drusila ainda não haviam se recuperado de seu assombro, quando Paulo aborda o tema do domínio próprio. Os dois empalideceram, ao sentir a consciência apontar-lhes o dedo, como a dizer: “Isto é para vocês!” Drusila devia estar pensando no marido que abandonara, e em sua união ilícita com Félix.

Paulo chegou então ao ponto culminante de seu sermão: o juízo vindouro. E afirmou ao orgulhoso casal que esta vida não é tudo. Que embora um homem possua ricas vestes, mulheres, vinhos, carruagens e residências elegantes, ele terá de comparecer um dia perante o tribunal de Cristo.

Paulo fez com que Félix vislumbrasse esse tribunal, e ao vê-lo, Félix tremeu, amedrontado. Que tremendo impacto causara essa pregação! Infelizmente, porém, este foi um sermão perdido, porque Félix tremeu, mas não se arrependeu. Antes, interrompeu o sermão de Paulo dizendo: “Agora pode ir. Quando eu puder, chamarei você de novo.” E assim Paulo voltou para a sua cela e Félix para sua vida de impiedade.

“Havia sido permitido que um raio de luz do Céu brilhasse sobre Félix, quando Paulo arrazoou com ele a respeito da justiça, temperança e juízo vindouro. Esta foi a oportunidade que o Céu lhe enviara para que visse seus pecados e os abandonasse. Mas dissera ao mensageiro de Deus: ‘Por agora vai-te […]’ (At 24:25). Menosprezara a última oferta de misericórdia. Nunca mais deveria receber outro convite de Deus” (Atos dos Apóstolos, p. 427).

Félix foi uma vítima do amanhã. Dizer “amanhã” quando Deus diz “hoje” pode significar “adeus para sempre”.


EXPERIÊNCIA EM PRIMEIRA MÃO – 24 DE AGOSTO 2018

“Porque desde criança você conhece as sagradas letras” (II Timóteo 3:15).

Espere um instante. Não faça isso. Sei exatamente o que alguns de vocês estão fazendo. Estão deixando de prestar atenção ao que digo: “O Pr. Amilton está falando sobre períodos devocionais diários, não é? É uma boa hora para eu dar uma caminhada mental até a geladeira e ver o que existe ali para comer”.

Entendo sua relutância. Alguns de nós já tentaram estabelecer um momento tranquilo diário e não foram bem-sucedidos. Outros têm dificuldade em se concentrar. E todos estamos ocupados. Assim, em vez de passar tempo com Deus, ouvindo sua voz, deixaremos que outros passem tempo com Ele e, depois, nos beneficiaremos da experiência deles. “Essas pessoas são boas em devocionais diários. Vou apenas aprender com elas”.

Se essa é sua estratégia, se suas experiências espirituais são de segunda mão, e não de primeira, gostaria de desafia-lo com este pensamento: você age assim com outras áreas de sua vida? Creio que não. Você não diz: “Vou mandar alguém sair de férias por mim”. Você faria isso? Não! Você quer ter a experiência em primeira mão; o descanso em primeira mão.

Há certas coisas que ninguém pode fazer por você.

Ore comigo: “Senhor, que minha experiência contigo seja pessoal e profunda. Que eu jamais delegue a outros o privilégio de poder ouvir-Te em primeira mão. Em nome de Jesus, amém!


LIVRES DA CULPA – 23 DE AGOSTO 2018

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo (Salmo 32:1 e 2).

No final dos anos 60, o noticiário americano centralizava-se nos veteranos que voltavam da guerra do Vietnã. Mas um veterano japonês da Segunda Guerra Mundial também estava retornando para casa. Por 25 anos, ele se escondera nas montanhas das Filipinas. Esse veterano, ainda vestido com restos do seu uniforme, era um frágil e emaciado ser humano. Vivera com medo, sem saber que a guerra terminara. Longe da civilização, vagueara pelas florestas sobrevivendo em total isolamento. Quando foi encontrado perambulando pelas selvas filipinas, mal pôde acreditar que a guerra tinha acabado. Pensava que aquelas notícias eram apenas um ardil dos inimigos.

Hoje, há outros indivíduos que ainda vivem prisioneiros nas cadeias da incredulidade, carregando enormes fardos de culpa. Mas a guerra acabou, amigo. Jesus libertou os cativos condenados. Uma culpa mal resolvida é nociva para a saúde física, mental e espiritual. Como uma pedra no sapato, ela deixa nossa consciência em carne viva, a menos que nos libertemos dela.

É bom entendermos que há pelo menos três tipos de culpa. Existe a culpa psicológica, que ocorre por não termos atingido a meta que nos propusemos, ou porque falhamos em atingir as expectativas de alguém. Em segundo lugar, está a culpa relacional, que ocorre quando falhamos no relacionamento com outra pessoa; por termos dito ou feito alguma coisa que ofendeu alguém. Finalmente, há o sentimento de culpa decorrente da compreensão de que pecamos, ou quebrantamos a lei de Deus. Essa é a culpa moral.

Jesus é a resposta para todos esses três tipos de culpa. Quando falho em alcançar os padrões impostos a mim mesmo, confio nEle. Ele é meu conforto quando magoo alguém com palavras ou ações. Peço-Lhe que me dê a graça para pedir perdão. Quando minha consciência me condena por haver quebrantado a lei de Deus, arrependo-me e confesso.

Quando damos esses passos, a culpa se vai. Reconheça seu pecado. Confesse-o para Jesus e aceite o Seu perdão. Ele coloca em liberdade os cativos da culpa. Substitui a acusação pela aceitação.


DEUS ESTÁ AO SEU LADO – 23 DE AGOSTO 2018

“Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assíria edo seu enorme exército, pois conosco está um poder maior do que o que está com ele. Com ele está somente o poder humano, mas conosco está o SENHOR, o nosso Deus, para nos ajudar e para travar as nossas batalhas. E o povo ganhou confiança com o que disse Ezequias, rei de Judá” (II Crônicas 32:7-8).

O rei Ezequias tinha certeza de que o rei da Assíria atacaria Jerusalém. Ele reuniu seus conselheiros e esforçou-se para levantar as defesas e preparar a cidade. Então reuniu o povo e lembrou-o de que, independentemente do tamanho do exército adversário, Deus era maior. “E o povo ganhou confiança”.

Não é errado temer o que vemos que pode acontecer. É realismo. O errado é não buscar o auxílio de Deus e não humilhar-se em adoração a Ele. Entre outras coisas, nosso louvor lembra o inimigo de quem Deus é e quão bem o conhecemos. Sempre tenha em mente que o inimigo não quer que você adore a Deus. Portanto, toda vez que tentar construir um altar a Deus em sua vida, o inimigo procurará detê-lo.

Você tem enfrentado alguma oposição? Tem sentido o inimigo preparando-lhe um grande ataque? Fica confuso ao ver como é pequena sua força e seu poder? Não se preocupe, ore e lembre: “Porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo” (1Jo 4:4).

Quando o rei Ezequias enfrentou um inimigo poderoso, contou a verdade ao povo – Deus é maior. Tenha em mente que, ao reconhecer e louvar a Deus em meio à oposição do inimigo, haverá muito mais poder em você que nele.

Ore comigo: “Obrigado, Senhor, por estares comigo em tudo o que enfrento. Por maior que seja aquilo que vem contra mim, Tu és mais poderoso e mais forte. Peço que estejas comigo nas coisas que enfrento hoje. Em nome de Jesus, amém!


INTEGRIDADE – 21 DE AGOSTO 2018

“Jacó aproximou-se do seu pai Isaque, que o apalpou e disse: ‘A voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú’” (Gênesis 27:22).

Rebeca daria uma daquelas atrizes que atuam espetacularmente como espiãs. Elas conseguem informações privilegiadas sem ninguém saber como, nem onde. Ela chamou seu filho Jacó e disse: “Eu ouvi tudo. Seu pai vai abençoar seu irmão. Mas eu quero que você receba a bênção. Vamos armar alguma coisa. Fica só entre nós.” E explicou o plano para Jacó.

A reação de Jacó foi de surpresa. Não discutiu se era certo ou errado, mas se ia funcionar. “Deixe comigo. Vá por mim. Tudo vai dar certo. Fique tranquilo. Não se preocupe. Seu pai não vai descobrir”, disse Rebeca. A bênção seria dada. Significava posses, privilégios e influência. Nessa hora, quando interesses, dinheiro e poder estão em jogo, a integridade deve brilhar como farol, indicando como navegar com segurança.

Ato seguinte: preparo do guisado no “micro-ondas” de Rebeca. Jacó vestiu algo que nunca havia vestido e sem ter ensaiado imitar a voz do irmão, entrou nos aposentos do pai levando a bandeja com o prato preparado ao gosto dele. Isaque, em sua cegueira, duvidou de que em pouco tempo seu filho estivesse de volta com a caça. Nesse ponto, ao dizer que Deus o tinha ajudado a encontrar a caça rapidamente, a mentira de Jacó até então escrita em fonte light, foi reescrita em negrito. O pai pediu que Jacó se aproximasse. “Deixe-me apalpar… deixe-me sentir o cheiro das vestes. Humm… é verdade. A voz é de Jacó, mas as mãos são de Esaú.” Não havia Estatuto do Idoso, nem se falava em falsidade ideológica, mas o que Jacó estava fazendo era o avesso do respeito à experiência; era tirar vantagem da idade e cegueira do pai. Faltava coerência entre o interior e o exterior; consistência entre palavra e ação; entre a voz que falava e as mãos que faziam.

Faltava integridade, palavra que traz em si a ideia de número ou valor inteiro. Não é um valor aproximado, nem fração, porcentagem de outro número. Nem é o 6 virado em 9 ou o 9 virado em 6. Não é um 8 cortado pelo meio.

Quando Isaque disse a Jacó que faltava integridade entre a voz e as mãos, estava advertindo a todos nós para que sejamos verdadeiros naquilo que falamos, que não manipulemos as situações em nosso favor. E que deixemos de lado táticas que demonstrem esperteza.

A promessa para aquele que anda em integridade é: “A luz raia nas trevas para o íntegro, para quem é misericordioso, compassivo e justo” (Sl 112:4).


À IMAGEM DE CRISTO –  20 DE AGOSTO 2018

“Você sabe muito bem que Ele é bom e que quer fazer com que você mude de vida” (Romanos 2:4, NTLH).

Veja a agenda de Deus para o seu dia: fazer com que você seja mais semelhante a Cristo.

“Pois aqueles que [Deus] de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho” (Rm 8:29). Você vê o que Deus está fazendo? Moldando você para ser “conforme à imagem do Seu Filho”.

Jesus enfrentou medos com coragem; Deus quer que você faça o mesmo.

Jesus sabia a diferença entre certo e errado; Deus quer que saibamos também.

Jesus serviu aos outros e deu sua vida pelo perdido; podemos fazer a mesma coisa.

Jesus lidou com a ansiedade em relação à morte; você também pode.

O desejo de Deus, o Seu plano, Seu derradeiro objetivo, é moldar você à imagem de Cristo.

Ore comigo: “Precioso Pai celestial, obrigado por moldares minha vida para que ela seja como a do Teu Filho, Jesus. Que eu me torne mais semelhante a Ele a cada minuto e hora do dia. Tece as linhas da minha vida, Pai, de tal maneira que a tapeçaria final revele a verdadeira imagem de Cristo. Em nome de Jesus, amém!”


O SENHOR OUVE! – 19 DE AGOSTO 2018

“Volta-Te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça” (Salmo 6:4).

Houve momentos difíceis na vida de Davi. Por mais que se esforçasse para ver uma saída, não conseguia enxergar um raio de luz. Tudo era escuridão à sua volta. Sentia-se acabado, destruído e completamente derrotado.

Aonde vão os filhos de Deus nessa hora? Davi clama: “Volta-Te, Senhor.” Por que “volta-Te”? Porque ele sentia como se Deus o tivesse esquecido. Sentia-se abandonado. Só via trevas e tormentas. Nenhuma explicação. Nenhuma resposta.

Na ocasião em que Davi escreveu este salmo, estava enfermo. “Tem compaixão de mim, Senhor, porque eu me sinto debilitado; sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão abalados.” Sal. 6:2. Que tipo de doença o atormentava? Não sabemos, mas o texto nos leva a pensar que o problema físico estava afetando suas emoções e sua alma. “Também a minha alma está profundamente perturbada; mas Tu, Senhor, até quando?” Verso 3.

Como você se sente quando o médico acaba de dar-lhe a notícia de que está com câncer? Como manter uma atitude mental positiva se você está diante dos resultados cruéis dos exames médicos? Dá vontade de gritar: “Senhor, se Tu és Deus, onde estás?” “Se Tu atendes à oração dos Teus filhos, até quando?”

Davi não era diferente de você nem de mim. Por isso, ele chora diante de Deus. Há momentos em que sua fé vacila, sua paciência chega ao limite, seu ânimo diminui e pergunta: “Até quando?” Você pode imaginar aquele bravo guerreiro chorando e quase duvidando diante das circunstâncias? Quão grandes eram essas adversidades que quase fizeram um gigante como Davi desabar? É possível que neste instante você esteja passando por uma situação semelhante, mas não desanime.

O que mais impressiona no Salmo 6 não é a dor e o sofrimento do salmista. Não são as aflições e adversidades que ele enfrentou, mas a maneira extraordinária como termina o salmo: “O Senhor ouviu a minha súplica, o Senhor acolhe a minha oração.” Verso 9.

O Senhor sempre ouve. Pode parecer que demora. Pode dar a impressão de que não atende, mas Ele sempre ouve. Ele está ouvindo você neste momento. Por isso, clame como o salmista: “Volta-Te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça.”


CERTEZA DA SALVAÇÃO – 18 DE AGOSTO 2018

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

No Novo Testamento, a salvação é sinônimo do perdão dos pecados, e o texto de hoje nos assegura que nossos pecados são perdoados quando nos aproximamos de Cristo em contrição. Todo cristão deveria ter certeza do perdão e consequentemente da salvação, os quais são ofertas da graça. A primeira carta de João foi escrita para que os cristãos conheçam a posição deles diante de Deus. De fato, se o Evangelho de João representa a declaração da salvação, sua primeira carta é a afirmação da certeza dela. Nessa carta, os verbos “saber” e “conhecer” e seus equivalentes aparecem mais de 40 vezes. Por exemplo: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus” (5:3, ARC). “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (3:14). “Esta é a confiança que temos para com Ele […]. Sabemos que nos ouve” (5:14,15). “E nisto sabemos que O conhecemos: se guardamos os Seus mandamentos” (1Jo 2:3, ARC). “Sabemos que somos de Deus” (5:19).

A fé em Cristo traz a certeza do perdão, pois, como afirma o texto de hoje, “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Também é dito: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1). Juntos, esses textos asseguram que o perdão e a salvação trazem convicção à vida daqueles que estão em Cristo. Muitos se manifestam temerosos de falar em certeza da salvação porque julgam que isso, de alguma forma, representaria um perigo para a humildade e um estímulo ao pecado.

Seria a certeza do perdão divino razão para tratarmos o pecado com leviandade, como alguns poderiam pensar? Apenas se não entendermos o custo do perdão! Ao falar a respeito da pecadora que fora perdoada e Lhe lavava os pés com perfume e lágrimas de contrição, Jesus afirmou que o grande amor que ela mostrou provava que os seus muitos pecados já haviam sido perdoados (Lc 7:47). A consciência do perdão tona-nos dedicados. Leva-nos a amá-Lo mais e a viver em serviço dedicado. O amor torna-se um poderoso incentivo à vida consagrada e, ao mesmo tempo, é o único e autêntico obstáculo ao pecado.


JESUS DISSE NÃO – 17 DE AGOSTO 2018

“Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dEle para o outro lado, enquanto Ele despedia a multidão” (Mateus 14:22).

Deus nos criou para relacionamentos – com Ele e com outros: cônjuge, filhos, amigos e irmãos em Cristo.

O mundo, porém, quer saber de resultados. Competitividade, lucratividade, produtividade.

Quantos relacionamentos sacrificamos para alcançar resultados? Quanta gente deixamos para trás quando desempenhamos as tarefas com a mentalidade do mundo? Esquecemo-nos de perguntar a Deus não apenas o que devemos fazer, mas como devemos fazê-lo.

As multidões se reuniram ao redor de Jesus e quiseram proclamá-Lo rei. Em vez de aproveitar-se daquilo, Ele as despediu. Por quê? Leia o versículo 23: “Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar”.

Disse não ao que era importante para dizer sim ao que era vital.

Disse não a uma oportunidade boa para dizer sim a uma oportunidade melhor. Não foi uma decisão egoísta. Foi uma escolha cujo propósito era definir prioridades. Se Jesus julgou necessário dizer não às exigências da multidão para orar, você não acha que também devemos fazer o mesmo?

Ore comigo: “Senhor, não quero sacrificar meu relacionamento contigo e com outros na tentativa de fazer ‘grandes coisas’ para o Teu reino, conforme os padrões do mundo. Ensina-me a viver de acordo com Teus padrões e a dizer não na hora certa. Em nome de Jesus, amém!”


UM PEDIDO ESTRANHO – 16 DE AGOSTO 2018

Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia” (Josué 14:12).

Há muitos pedidos na Bíblia. A mãe de Tiago e João aproximou-se de Jesus e Lhe pediu um “favorzinho”: “Manda que, no Teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à Tua direita, e o outro à Tua esquerda” (Mt 20:21). Ela queria para os filhos os lugares de maior honra e autoridade. Mas se eles entendessem que Jesus, em vez de ser entronizado seria crucificado, certamente não teriam pedido à mãe para fazer esse pedido.

O cego Bartimeu, de Jericó, ao ouvir que Jesus estava passando, pôs-se a clamar: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” “Perguntou-lhe Jesus: Que queres que Eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver” (Mc 10:51).

Um homem que estava no meio da multidão interrompeu o sermão de Jesus para pedir-Lhe que ordenasse a seu irmão que repartisse com ele a herança. Mas Jesus Se recusou a atender esse pedido porque refletia profundo egoísmo.

Salomão pediu sabedoria. Um outro pediu fé: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9:24). Esta é uma oração que todos devemos fazer, na certeza de que seremos atendidos. Os pedidos refletem o caráter do solicitante.

Um dos pedidos mais estranhos foi feito por Calebe a Josué, e revela nobreza de caráter: “Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia.” Um homem de 85 anos estava pedindo um monte, cheio de gigantes e cidades fortificadas, que aterrorizaram o povo de Israel. Mas foi esse o lugar que Calebe quis ter como herança – uma montanha cheia de dificuldades, um obstáculo para ocupar a Terra Prometida.

Quando John Paton era jovem e estava estudando para se tornar missionário nas ilhas do sul do Pacífico, no começo do século 19, seu tio procurou desencorajá-lo dizendo: “John, se você for para essas ilhas será devorado pelos canibais.” John Paton contestou dizendo: “O senhor vai morrer logo e será comido pelos vermes. Para mim faz pouca diferença ser comido pelos vermes ou pelos canibais.” Paton trabalhou durante trinta anos nas ilhas do sul do Pacífico e não foi devorado pelos canibais, mas ganhou muitos deles para Cristo.

Paton e Calebe pertenciam àquela classe de homens dos quais a Bíblia diz que “da fraqueza tiraram força” (Hb 11:34). O mundo deve muito a eles.


O DEUS DAS SURPRESAS – 15 DE AGOSTO 2018

Isto é impossível aos homens, mas, para Deus tudo é possível” (Mateus 19:26).

A história da ressurreição fala do Deus do inesperado. A tumba vazia fala do Deus das bênçãos inesperadas. Ele é o Deus das impossibilidades possíveis, ou, para dizer de outra maneira, Deus torna o impossível possível.

Imagine a cena: Ao nascer o sol em Jerusalém, pintando o horizonte de escarlate, as duas Marias dirigem-se apressadamente ao lugar onde Jesus fora sepultado para cuidar de uma tarefa bastante comum. Não é a esperança que leva as mulheres pelas ruas silentes, naquela manhã de domingo. É o dever. Pura devoção. Elas vão ao sepulcro para dar, nada esperando em troca. A última vez que viram o corpo de Jesus, ele estava quebrantado, cheio de marcas, espancado e ensanguentado. Não havia mais pulso; o coração não batia. Seu corpo sem vida estava frio e inerte. As duas Marias estavam simplesmente fazendo uma tarefa que precisava ser feita, sem pensar em receber nada como retorno. Nós, também, somos chamados a dar sem esperar agradecimento. Somos bons apenas por amor à bondade. Servimos apenas pelo amor ao serviço. Há ocasiões em que fazemos uma tarefa simplesmente porque ela precisa ser feita. Quando o fazemos, Deus nota. Ele conhece nossa dedicação. Ele vê nosso fiel serviço.

Quando as duas Marias se aproximaram do sepulcro, Deus estava para fazer algo maravilhoso. Ele é o Deus das surpresas inesperadas. A pedra havia sido removida. O sepulcro estava vazio. Cristo havia ressuscitado. Ao saírem para fazer sua tarefa, elas foram as primeiras a ver a tumba vazia. Foram elas que primeiro testemunharam o milagre da ressurreição. Elas foram as primeiras a dar testemunho do Cristo ressurreto.

Quando cumprimos nosso dever, Deus nos surpreende. Quando, com altruísmo, fazemos o que precisa ser feito porque aquilo precisa ser feito, Deus nos deixa maravilhados. Ele tira as pedras do nosso caminho. Ele abre portas de oportunidade. Ele opera milagres inesperados. Muitos milagres acontecem quando menos esperamos. Eles ocorrem quando pessoas de fé e coração sincero dedicam-se a seguir o Cristo vivo a qualquer preço. Ao assim fazerem, o Deus do inesperado opera milagrosamente para remover as pedras. Procure encontrar bênçãos inesperadas de Deus em sua vida, hoje.


NÃO DESISTA DE ORAR – 14 DE AGOSTO 2018

“Faze-me ouvir do Teu amor leal pela manhã, pois em Ti confio. Mostra-me o caminho que devo seguir, pois a Ti elevo a minha alma” (Salmo 143:8).

Lembre-se de que, se você não tem se dedicado à oração, não pode esperar que as coisas mudem da noite para o dia. Sua vida é como um transatlântico que leva algum tempo para dar a volta e rumar em outra direção. Na verdade, você pode ter dificuldade para, a princípio, detectar alguma diferença. A oração pode mudar o rumo de sua vida, mas nem sempre isso acontece no momento em que você pronuncia as primeiras palavras.

Não desista de orar, pois você pode estar prestes a receber as respostas. Lembre-se de que sua viagem não é um cruzeiro rápido próximo ao porto, mas um longo percurso que se estende por toda a vida em direção ao seu destino. Desistir não é uma opção.

Quanto mais você caminha com o Senhor, abrindo a Ele o seu coração, e colhendo as muitas vitórias que Ele lhe dá, mais perseverante você se torna. Peça a Deus que transforme a sua vida em testemunho do poder da glória divina e que, dessa maneira, muitas outras pessoas aprendam a depositar nEle toda confiança.

As Escrituras recomendam que oremos sem cessar. Devemos agir assim, mesmo quando o desânimo nos ronda e não há sinal visível de mudanças. Lembre-se que as misericórdias do Senhor se renovam cada manhã e, quando você menos esperar, Ele intervirá em sua vida com Seu amor leal.

Ore comigo: “Senhor, apresento a Ti as coisas que mais me assustam e peço Tua proteção para mim e para meus entes queridos. Dá-me sabedoria, força e discernimento para ouvir Tua voz em meio a situações sombrias ou angustiantes. Em nome de Jesus, amém!”


A DÁDIVA DA AMIZADE – 13 DE AGOSTO 2018

“O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17:17).

Nós os conhecemos muito bem. Entram numa roda e puxam conversa, cumprimentam. Soltam piadas. Brincam com os outros e logo estão num grupo rodeados de amigos. O que as pessoas que conquistam amigos costumam fazer? Que qualidades surgem em sua mente quando você ouve a palavra “amigo”? Aqui estão algumas ideias de como atrair amizades:

Seja amigo. Diga: “Oi, bom-dia, tudo bem?” Mostre interesse naquilo que a pessoa está fazendo, torne-se disponível para ajudar no que for preciso.

Seja o primeiro a sorrir. Não espere que o outro sorria primeiro. Mostre um sorriso genuíno, espontâneo, sincero que venha de dentro do coração. Quando você sorri, está dizendo para o outro: venho na qualidade de amigo. Mesmo que esteja sem jeito de dizer alguma coisa no grupo, sorria.

Escute. Faça perguntas e espere respostas. Demonstre que está interessado e comente aquilo que a outra pessoa disse. Ao escutar, você está dizendo: “Aceito você e valorizo sua opinião.”

Diga uma palavra de apreciação, um elogio. As pessoas gostam de elogios sinceros. Por que não deixar que seu amigo saiba dos talentos e virtudes que ele tem? Descubra alguma coisa boa para dizer para seu amigo e diga: “Você está com uma camisa bonita!”, “Mudou de penteado, hein?”, “Que jogada de craque aquela que você fez!” Jesus foi especialista nisso. Ele disse à samaritana: “Você falou a verdade.” Da mulher que o ungiu, Ele disse: “Ela fez o que pôde.” Quantas vezes uma palavra de apreciação nos tirou do fundo do poço!

Dê liberdade aos seus amigos. Não procure controlá-los. Não seja ciumento nem possessivo. Eles precisam de tempo para os hobbies deles, para os estudos e para ficar sozinhos.

Torne tangível sua amizade. Um bilhetinho, o empréstimo de um livro de que você gostou, um e-mail quando estiver de férias e no aniversário do amigo, um cartão de Natal – todas essas coisas, em maior ou menor grau, vão dizer: “Gosto de você.”

Ore pelos seus amigos. Alguns deles ficam sem jeito de pedir que oremos por eles, mas sabemos, pelo que estão passando, que necessitam da ajuda e da bênção de Deus. Ore por eles, e faça-os saber disso.

Hoje, ao se encontrar com um amigo, demonstre de alguma maneira que você o aprecia.


UM CORAÇÃO DE PAI – 12 DE AGOSTO 2018

“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR teu Deus te dá” (Êxodo 20:12).

Não se sabe exatamente a origem do Dia dos Pais, embora uma fonte indique que, há cerca de 4 mil anos, um jovem da antiga Babilônia chamado Elmesu teria gravado uma mensagem em um cartão de cerâmica para seu pai, desejando-lhe boa saúde e vida longa.

No Dia dos Pais, todos os pais merecem homenagens, mas o pai bom merece ainda mais. Porém, o que significa ser um bom pai numa sociedade complexa como a nossa?

Ser pai é ter a autoridade para dizer o que o filho deve fazer; ser bom pai é ensinar pelo exemplo o que ele deve fazer.

Ser pai é corrigir os erros do filho; ser bom pai é elogiar os acertos dele.

Ser pai é arrumar um colégio para o filho; ser bom pai é ajuda-lo na escola da vida.

Ser pai é sugerir uma boa profissão para o filho; ser bom pai é investir na formação do caráter dele.

Ser pai é sonhar com um futuro brilhante para o filho; ser bom pai é amá-lo ainda que seja um fracasso.

Ser pai é sacrificar o sucesso pelo sucesso do filho; ser bom pai é sacrificar a vida pela vida do filho.

Ser pai é comprar brinquedos para o filho; ser bom pai é brincar com ele.

Ser pai é transmitir seu ponto de vista ao filho; ser bom pai é ouvir o ponto de vista dele.

Ser pai é dizer ao filho que o ama; ser bom pai é amá-lo de verdade.

Ser pai é admirar exemplos de paternidade; ser bom pai é se transformar em modelo de paternidade.

Ser pai é imitar as virtudes dos pais terrestres; ser bom pai é estar presente mesmo quando se está ausente.

Ser pai é buscar acesso à mente do filho; ser bom pai é viver no coração dele para sempre.

Ser pai é estar conectado ao filho pelo DNA genético; ser bom pai é estar ligado a ele pelo DNA do amor.

Parabéns a você que, espelhado no Pai celestial, tem feito seu melhor para ser um bom pai.


NENHUMA GOTA DE LÓGICA – 11 DE AGOSTO 2018

“Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nEle” (I João 4:16).

Alguns dos cenários da Bíblia se parecem mais com as aventuras de Sinbad, o marujo, do que com histórias da escola bíblica de férias. Lembra-se destes personagens?

Davi. O homem segundo o coração de Deus. O rei entre todos os reis. O matador de gigantes e compositor. Ele também é o cara cujos óculos ficaram embaçados como resultado de um banho no telhado. Infelizmente, a água não era dele, assim como a mulher que ele estava observando.

Adão vestido de folhas de figueira e com manchas do fruto proibido. Moisés jogando a vara no meio de um ataque de nervos. O rei Saul procurando a vontade de Deus numa bolha de cristal. Noé, bêbado e nu na própria tenda.

Esses são os escolhidos de Deus? Essa é a linhagem real do Rei? São esses que deveriam levar a cabo a missão de Deus?

Mesmo depois de gerações de pessoas terem cuspido em Seu rosto, Ele ainda as amou. Depois de uma nação de escolhidos tê-Lo deixado nu e de ter dilacerado sua carne, Ele ainda assim morreu por eles.

Isso não tem uma gota de lógica. E, ainda assim, é a mesma irracionalidade que dá ao evangelho sua maior defesa. Pois apenas Deus poderia ter amado assim.

Ore comigo, agora: “Deus Pai, os maiores oceanos deste mundo não podem conter o Teu amor. As maiores montanhas não chegam às alturas do Teu amor. Ele vai das profundezas do mar à estrela mais alta do Universo. Sim, ele enche nossos corações e nós dá alegria. Em nome de Jesus, amém!


VOCÊ SABE DECIDIR? – 10 DE AGOSTO 2018

Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher” (Salmo 25:12).

Se você pudesse fazer um levantamento das vezes em que tomou decisões erradas, qual seria o resultado?

“Pastor”, dizem as pessoas, “eu tinha certeza de que meu casamento iria dar certo.” “Achei que este negócio era o grande negócio da minha vida.” “Nunca pensei que vir a este país seria a minha desgraça.” “Escolher esta profissão foi um erro.”

Agora, imagine como seria sua vida se Deus, que nunca erra, o tivesse instruído no caminho que você devia escolher. Você acha que as coisas seriam diferentes?

Uma das estrelas da música brasileira morreu vítima da Aids, em plena juventude. Numa das suas últimas entrevistas, disse: “Não me arrependo de nada que fiz. Se tivesse que viver outra vez, viveria tudo de novo.” Mas se tivesse feito as decisões certas, com certeza teria vivido mais.

Saber viver é saber decidir. Quando Francisco Pizarro e um grupo de espanhóis chegaram à ilha de Gallo, o líder viu que os companheiros se acovardavam diante das perspectivas do sofrimento que lhes aguardava. Então, com a ponta de sua espada, fez uma linha simbólica sobre a areia da praia e disse: “Deste lado vos espera a morte, a fome, a chuva o desamparo e a glória. Deste outro, a vida descansada em tranquila pobreza. Cada um faça a sua escolha.” Tendo dito isto, foi o primeiro a pular a linha, e 13 dos seus companheiros pularam atrás dele. Foi assim que se iniciou a conquista do império dos incas.

Foi uma decisão na procura de riqueza e de glória terrenas, é verdade. Mas, todos os dias, a cada instante, precisamos tomar decisões para a vida ou para a morte, para a felicidade ou para a desgraça. Nessas horas, Deus está disposto a instruir você para fazer a escolha certa.

O que fazer para que a ajuda divina seja uma realidade? O texto afirma: “Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá.” “Temer ao Senhor” é tê-Lo presente, reconhecê-Lo como Criador, reconhecer-nos como criaturas, abrir os olhos e os ouvidos aos Seus conselhos através da leitura da Bíblia, e depois partir sem medo para os desafios que o aguardam ao longo da estrada.

Torne sua, hoje, a oração do salmista, e lembre-se: “Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher.”


AS CAVERNAS DA RELIGIOSIDADE – 09 DE AGOSTO 2018

“Se vocês soubessem o que significam estas palavras: Desejo misericórdia, não sacrifícios, não teriam condenado inocentes” (Mateus 12:7).

É impossível ficar mais escuro. São inúmeras as cavernas e profundas as armadilhas. O subterrâneo exala o mau cheiro das boas intenções.

Jesus reservou somente palavras severas para os religiosos de Sua época. “Hipócritas!” “Guia cegos” “Sepulcros caiados” “Víboras!” “Serpentes!” Não tolerou os que usavam a religião para oprimir e os que transformavam a fé em competição (cf Mateus 23).

Infelizmente, o cenário não mudou muito de lá para cá. Ainda existe muita maldade que veste as roupas da religião e usa a Bíblia como marreta. Ainda está na moda ter títulos que exalem santidade e usar gráficos de desempenho para medir a fé. E ainda é comum que alguém tenha de encontrar fé apesar da igreja, em vez de encontra-la dentro da igreja.

Mas também é fato que, quando o universo obscuro da religiosidade chega ao ápice da escuridão, Deus encontra nessas cavernas alguém para acender uma luz. Foi o que Lutero e os reformadores, por exemplo, fizeram.

Não é fácil acender uma luz numa caverna escura. Contudo, aqueles de nós cuja vida foi iluminada por causa desses indivíduos corajosos somos eternamente gratos.

Ore comigo: “Obrigado, Senhor, porque não deixas Teu povo imerso nas trevas da religiosidade vazia. Ilumina os cantos escuros da falsa piedade em minha vida e ajuda-me a ter a coragem de acender uma luz onde ela for necessária. Em nome de Jesus, amém!”


INCULPÁVEIS – 08 DE AGOSTO 2018

“Mas agora Ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresenta-los diante dEle santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Colossenses 1:22).

A cruz fez o que cordeiros sacrificados não puderam fazer. Apagou nossos pecados, não por um ano, mas por toda a eternidade. A cruz fez o que o homem não pôde fazer. Concedeu-nos o direito de conversar com Deus, amá-Lo e até mesmo viver com Ele.

Não importa a quantos cultos de adoração você comparece ou as boas obras que faz: sua bondade é insuficiente. Você não consegue ser bom o suficiente para merecer perdão. Ninguém consegue.

Por isso há culpa no mundo.

Por isso precisamos de um Salvador.

Você não consegue me perdoar pelos meus pecados e eu não consigo perdoar você pelos seus. Duas crianças numa poça de lama não conseguem limpar uma à outra. Precisam de alguém limpo.

Também precisamos.

Portanto, desista das tentativas de aplacar a própria culpa. Não há como. Não é com uma garrafa de uísque ou com assiduidade impecável aos cultos. Sinto muito. Não me interessa as proporções de sua maldade. Você não consegue ser suficientemente mau a ponto de esquecer a culpa. E não me interessa a dimensão de sua bondade. Você não consegue ser suficientemente bom para superá-la.

Você precisa do Salvador. Você precisa de Jesus!

Ore comigo: “Querido Pai, obrigado porque Teu perdão não depende de minha bondade nem de minha religiosidade, pois jamais seria capaz de merecê-lo. Obrigado porque ele é fruto de Tua graça transbordante. Em nome de Jesus, amém!”


O ANJO DO SENHOR – 07 DE AGOSTO 2018

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Salmo 34:7).

Era uma noite escura. Mais escura ainda na caverna de Adulão, onde Davi estava escondido, tremendo de medo, perseguido por Saul. O salmista fugia para o sul, e chegou à terra dos filisteus, onde foi capturado. Levado perante Aquis, rei de Gate, fingiu-se de louco. Ele “se fingia de doido”, diz o relato, “esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba”.

Aquis teve compaixão dele e mandou soltá-lo. Davi, então, andou errante pelo deserto até chegar à cova de Adulão, onde se escondeu por vários meses e escreveu o Salmo 34. Nele, apresenta o caminho para livrar-se do medo que invade a vida quando chegam dificuldades aparentemente insolúveis.

O salmista tenta hoje levar você a enxergar com os olhos da fé o que seus olhos físicos não conseguem ver. Disse ele: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra.” Você nunca está só quando a tormenta chega.

Deviam ser quatro da manhã quando chegamos ao rio naquela madrugada fria do mês de setembro. Estávamos viajando rumo a Cruzero, o ponto mais alto do altiplano peruano. Uma cidade bucólica, encravada nas montanhas, a 4.000 metros sobre o nível do mar.

Uma equipe nossa tinha partido para lá na noite anterior para preparar os detalhes de nossa chegada. Mas, naquela manhã, ao chegarmos ao rio, encontramos a caminhonete da equipe atolada, quase sendo arrastada pela correnteza. Duas mulheres empurravam o veículo, descalças, com os pés dentro da água fria, com temperatura abaixo de zero. Todos os esforços pareciam inúteis quando, de repente, vimos aparecer um jipe. O motorista tirou um cabo de aço, atou-o à caminhonete, puxou-a, guardou o cabo de aço e desapareceu misteriosamente. Quem chamou aquele homem nos prados solitários do altiplano? De onde ele veio para nos ajudar?

Eu vi lágrimas nos olhos dos meus companheiros. Vi a emoção escrita nos seus rostos. Ninguém dizia nada, mas todos sabíamos que era o cumprimento da promessa divina: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra.”


JESUS AINDA PURIFICA – 06 DE AGOSTO 2018

Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I João 1:7).

“A dor é tão profunda. As feridas são tantas. Fico arrepiado só de ver a pessoa”. Talvez esse seja o seu problema. Talvez você esteja vendo a pessoa errada ou pelo menos muito da pessoa errada. Lembre-se: o segredo de ser como Jesus é “fixar os olhos” nEle. Experimente desviar o olhar daquele que feriu você e colocar seus olhos nAquele que salvou você.

Jesus nos limpou. Ele purificou nosso coração do pecado.

Além disso, Ele ainda nos purifica! João nos diz: “Estamos sendo limpos de todo pecado pelo sangue de Jesus”. Em outras palavras, estamos sempre sendo limpos. A purificação não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade no presente. Quando uma partícula de poeira cair sobre a alma de um santo, a poeira será lavada. Quando um ponto de sujeira penetrar o coração de um filho de Deus, a sujeita será limpa. Jesus ainda lava os pés de Seus discípulos. Jesus ainda remove manchas. Jesus ainda purifica Seu povo.

Ore comigo: “Deus Pai, nós Te louvamos porque nos amaste o suficiente para enviar Teu Filho para morrer por nós. Que possamos aproveitar cada oportunidade para contar aos outros sobre o Teu amor, especialmente àqueles que se sentem deixados à margem da vida. Em nome de Jesus, amém!


COMO RESISTIR A TENTAÇÃO – 05 DE AGOSTO 2018

“Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim Alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hebreus 4:15).

Foi no deserto que teve lugar a grande luta entre o bem e o mal. Para Adão e Eva, a luta foi travada num jardim. Hoje, esse conflito segue acontecendo na sala de aula, no quarto, no local de trabalho, etc.

Lá no deserto, estavam frente a frente Jesus e o príncipe das hostes do mal. Todas as câmeras do Universo estavam voltadas para a batalha que seria travada. Os anjos também contemplavam a luta. “Todas as forças da apostasia se puseram a postos contra o Filho de Deus. Cristo Se tornou o alvo de todas as armas do inferno” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 116). Foi a grande batalha pelos habitantes da Terra.

A primeira tentação foi direcionada a uma necessidade percebida e sentida: a satisfação da fome. Nesse caso, Jesus poderia usar Seu poder em benefício próprio. A segunda tinha a finalidade de transformar Jesus em um galã, com atuação cinematográfica espetacular, deixando as multidões extasiadas e boquiabertas. Saltaria do templo e um anjo O ampararia no ar. Daí para frente, com toda certeza, a multidão que O acompanhasse ficaria apenas aguardando o espetáculo seguinte. Nessas duas primeiras investidas, o tentador começou com as palavras “se Tu és”.

Finalmente, na terceira tentação, o inimigo fez um oferecimento a Jesus. Ele não precisaria passar pelo caminho do sofrimento, da agonia e da negação para ter o domínio dos reinos da Terra. Bastaria tão somente dobrar os joelhos diante de Satanás. Seria um atalho para a conquista deste mundo.

Temos que pensar na tentação não apenas em termos de fazer o que não devemos, mas de esquecer nossa verdadeira identidade.

A tentação diz: esqueça quem você é só por cinco minutos, um dia, um fim de semana. Não há nenhuma câmera oculta registrando o que ninguém vai descobrir. É só desta vez. Outros também fazem isso. Não vai prejudicar ninguém.

É quando nos esquecemos de quem somos que nos tornamos presa fácil do inimigo. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é” (1Jo 3:2).

O que Jesus tinha na linha de frente para enfrentar a tentação? “Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti” (Sl 119:11). E isso funcionou perfeitamente.


EMOÇÕES E PENSAMENTOS NEGATIVOS – 04 DE AGOSTO 2018

“Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria” (Salmo 30:11-12).

Eu nunca realizei um estudo científico sobre o assunto, mas, pelo que já vi, creio que há mais pessoas no mundo que não se sentem amadas do que as que se sentem. Isso é trágico e explica por que há tantas pessoas dominadas por emoções e pensamentos negativos.

O ponto de partida para ficarmos livres de emoções e pensamentos negativos é imergindo completamente no amor de Deus. Quando pudermos receber e confiar completamente no amor de Deus, estou convencido de que essas coisas desaparecerão.

Mas como alcançar esse nível de confiança? Por meio da Palavra, da oração, do louvor e da adoração. Depois que conheci Jesus, aprendi a ganhar controle sobre minha mente e a distinguir as mentiras em minha cabeça por meio da Bíblia; a comunicar-me com Deus na oração e a experimentar a liberdade de viver do modo de Deus; e sobre o poder da adoração e do louvor. Descobri que, toda vez que eu louvava a Deus, as vozes negativas em minha cabeça eram silenciadas. Se você fizer isso toda vez que pensamentos negativos vierem à sua mente, eles, por fim, desaparecerão. O louvor e a adoração são extremamente importantes para manter uma mente sã e limpa; eles silenciarão as vozes desencaminhantes, endireitarão seu caminho e o capacitarão melhor para ouvir Deus falar ao seu coração.

Ore comigo, agora: “Senhor, obrigado pro curares as nossas feridas quando estamos com o coração partido. Tu nos levantas quando estamos fracos e vulneráveis. Eu Te louvo e Te dou graças porque me tens dado uma mente sã. Graças Te dou porque tenho a mente de Cristo. Ajuda-me a ser renovado no espírito do meu entendimento, a fim de dissipar as emoções e os pensamentos negativos. Neste dia, ponho veste de louvor, em vez de espírito angustiado, e Te glorifico como Senhor das minhas emoções e dos meus pensamentos. Em nome de Jesus, amém!


UM NOVO AMANHÃ – 03 DE AGOSTO 2018

“Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tito 2:13).

Vivemos sob constante ameaça; nuvens de incerteza cobrem nosso horizonte. Abrir um pacote, viajar de avião, trem, ou ir ao centro da cidade se tornaram eventos estressantes. Precisamos de esperança, pois muitas perguntas invadem nossa mente: Quem controla o futuro? Terão os terroristas a última palavra? Existe uma perspectiva melhor?

Sim, há alguém que controla o futuro e que planeja um final feliz para o mundo. Perto do fim do Seu ministério terrestre, Jesus Cristo prometeu aos discípulos: “Mandará o Filho do homem os Seus anjos, que ajuntarão do Seu reino todos os escândalos e os que praticaram a iniquidade” (Mt 13:41). Com essas palavras, Ele garantiu vir e destruir o mal, substituindo-o pela justiça. Ele tem o futuro em Suas mãos.

Por que eu creio nisso? Porque Ele tocou leprosos e devolveu-lhes a saúde. Porque Ele tocou os olhos do cego, e deu-lhes visão. Porque Ele tocou o paralítico e o endemoninhado e devolveu-lhes a normalidade. Porque Ele falou uma palavra, e o morto reviveu. Sim, eu creio que Ele quem o futuro nas mãos. E terá a última palavra.

Está planejado um evento infinitamente glorioso que sobrepuja qualquer ação terrorista. Surgirá uma nuvem cujo brilho é mais intenso que a fumaça e o fogo de ataques suicidas. Jesus promete que veremos “o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória” (Lc 21:27). Quando isso acontecer, o reino será estabelecido, todos os enfermos e os que sofrem serão curados. Os “mortos em Cristo” (1Ts 4:16) viverão de novo.

Essa promessa nos infunde esperança. As Escrituras nos garantem que a história da Terra findará com a aparição gloriosa de Jesus. Podemos nos alegrar nisso.


APERFEIÇOADOS – 02 DE AGOSTO 2018

“Ele aperfeiçoará para sempre os que estão sendo santificados” (Hebreus 10:14).

Quando se levantar pela manhã, vá até o espelho e contemple a pessoa santa que vir ali. Não desvie os olhos. A imagem da perfeição está olhando para você.

Eu sei o que você está pensando. “Pessoa santa? Perfeição? Com certeza não faz ideia de minha aparência às seis da manhã!”

Faço ideia, sim. Cabelos emaranhados. Roupas de dormir amarrotadas. Cara amassada. Nacos de sono grudados nos cantos de olhos inchados. Uma imagem assustadora.

O que torna esse momento matinal tão santo é sua honestidade. Você vê nele exatamente o que Deus vê.

E quem Deus ama.

Sem maquiagem. Sem camisa passada. Sem sapatos de grife. Sem camadas de imagens. Sem joias indicando status. Simplesmente uma despojada honestidade.

Só você.

Vá em frente, apare os bigodes, penteie os cabelos e cubra as manchas na pele. Faça isso pra garantir o emprego. Faça isso por causa daqueles que têm de sentar-se a seu lado. Mas não o faça para Deus. Ele já o viu como você é na realidade. E, para Ele, em Cristo, você é perfeito.

Ore comigo: “Muito obrigado, Pai, porque me vês como realmente sou e, ainda assim, me amas. Ensina-me a cuidar de meu corpo e de minha aparência com sabedoria, sem buscar primeiramente Tua aceitação ou a aprovação de outros. Em nome de Jesus, amém!


SALVO! – 01 DE AGOSTO 2018

“Lembrou-se da Sua misericórdia e da Sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da Terra viram a salvação do nosso Deus” (Salmo 98:3).

Paris tem suas atrações. E suas histórias. Uma de suas atrações é a catedral de Notre Dame, com sua grandiosidade e o som extravagante de seus sinos. Uma de suas histórias é a de Quasímodo, um homenzinho de aspecto grotesco que, desde sua meninice, vivia preso no campanário dessa catedral. Seu carcereiro, Frollo, era um magistrado obcecado em expulsar ciganos da cidade e responsável pela morte da mãe do corcunda. Desde a morte da mãe, o homenzinho feio vivia preso no campanário da catedral, proibido de ter contato com o mundo.

Desde que o pecado entrou neste mundo, você e eu, de algum modo, também vivemos condenados a uma vida de solidão e desespero. Também temos um carcereiro pronto a destruir nossos sonhos, valores e virtudes. Não tínhamos futuro, apenas um passado de culpa, até que o Senhor “lembrou-se da Sua misericórdia e da Sua fidelidade”.

O resultado dessas duas virtudes divinas é a nossa salvação. Salvação significa liberdade. Somos livres outra vez. Para sonhar, para viver, para voar pelo céu azul infinito de uma nova história.

Você não precisa viver preso às suas recordações passadas. Não há motivo para viver escondido nos tenebrosos túneis da culpa. Desabroche como a flor. Amanheça como o dia. Liberte-se como a borboleta do casulo. Viva. Na cruz do Calvário, pela misericórdia e pela fidelidade de Deus, o preço de sua culpa já foi pago. Hoje, “todos os confins da Terra” precisam ver o milagre que aconteceu na sua vida.

A história diz que um dia, cansado de viver na solidão, Quasímodo desceu da torre e todo mundo zombou do seu aspecto grotesco.

A sua história, com certeza, terá um final diferente porque, quando você descer do Calvário, onde teve o seu encontro com Jesus, todos verão o milagre da transformação.

Agradeça a Deus. Um coração agradecido é o primeiro passo na jornada de um dia de vitória, e você tem motivos suficientes para agradecer porque: “Lembrou-se da Sua misericórdia e da Sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da Terra viram a salvação do nosso Deus.”


AGOSTO 2018


SOMENTE PELA FÉ – 31 DE JULHO 2018

“E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo!” (Atos 2:21).

Se está tentando salvar a si mesmo, você nunca tem certeza de coisa alguma. Você nunca sabe se se feriu o suficiente, se chorou o suficiente ou se aprendeu o suficiente. Este é o resultado da religião computadorizada: medo, insegurança, instabilidade. E, mais ironicamente, arrogância.

Isso mesmo, arrogância. O inseguro é o que mais se vangloria. Aqueles que tentam salvar a si mesmos promovem a si mesmos. Aqueles que são salvos pelas obras mostram as obras. Os que são salvos pelo sofrimento revelam cicatrizes. Aqueles que são salvos pela emoção expõem seus sentimentos. E aqueles que são salvos pela doutrina – bem, você já entendeu. Eles andam com a doutrina a tiracolo.

Você ousa se colocar diante de Deus e pedir que Ele o salve por conta do seu sofrimento, do seu sacrifício, das suas lágrimas ou do seu estudo?

Eu também não.

Paulo também não. Foram necessárias décadas para descobrir aquilo que ele escreveu em apenas uma sentença.

“O homem é justificado pela fé” (Rm 3:28). Não por meio de boas obras, sofrimento nem estudo. Tudo isso pode ser resultado da salvação, mas não são a causa dela.

Como você escapará do julgamento de Deus? Só há uma maneira. Por meio da fé no sacrifício de Deus. Não é o que você faz, mas o que Ele faz.

Ore comigo: “Senhor Jesus, Tu me convidaste a confiar em Ti para obter salvação e para o suprimento de todas as necessidades da minha vida. Mas confiar pode parecer uma solução muito fácil. Sou tentado a procurar maneiras mais complicadas de consertar minha culpa, minha vergonha, minha ira ou minha dor. Perdoa-me e ajuda-me a ter fé somente em Ti. Em teu nome, Jesus, amém!”.


IRMÃO SAULO – 30 DE JULHO 2018

“Então Ananias foi, entrou na casa, pôs as mãos sobre Saulo e disse: ‘Irmão Saulo’” (Atos 9:17).

Fernando Pessoa disse: “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Um momento inesquecível na vida de Paulo foi aquele em que ele recebeu a visita de Ananias, três dias depois de sua conversão. Ao receber a incumbência de conversar com Saulo, Ananias reagiu como qualquer um de nós reagiria. Tinha suas reservas. “É isso mesmo, Senhor, que Tu queres? Ele perseguiu o Teu povo e lançou homens e mulheres na prisão!”

Como seria sua aproximação e qual seria o tom de sua conversa com a pessoa responsável pela morte de muitos dos seus amigos, pessoas que haviam estado lado a lado com você na igreja, cantando hinos e participando do culto?

De sua parte, Paulo se perguntava: “Como vou ser recebido pela comunidade cristã? Será que vão me deixar em quarentena para ter certeza do que aconteceu comigo?”

Saulo estava orando, enquanto aguardava a visita de alguém dentre os cristãos. De repente, sem esperar, sentiu uma mão tocando-lhe o ombro. Em seguida, ouviu palavras que jamais ouvira antes: “Irmão Saulo.”

Como perseguidor, ele não merecia tais boas-vindas. Ele também não esperava ser abraçado pelas pessoas a quem perseguira. Portanto, ele nunca se esqueceu daquele gesto e daquelas palavras.

Ao tocar Paulo no ombro, Ananias estava dizendo: “Eu o aceito. Estou com você. Vai dar tudo certo. Não se preocupe.”

Henry Drummond escreveu certa vez: “Quantos pródigos são mantidos fora do reino pelo caráter frio, desagradável daqueles que professam estar dentro.”

O evangelho nos resgata do medo de ser rejeitados. Jesus foi mestre na arte da aceitação. Somos convidados a demonstrar essa aceitação no olhar, no tom de voz, no sorriso, no toque, no aperto de mão. Hoje, como extensão de Seu ministério, a igreja deve dar boas-vindas aos Saulos, Zaqueus, Madalenas e mendigos do caminho, pois Ananias seguiu o exemplo do Mestre.

Com essas duas palavras e com seu gesto de aceitação, Ananias estava plantando no coração de Paulo a semente da graça de Deus.

No fim de sua vida, Paulo escreveu: “Essa afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior’” (1Tm 1:15).


PEDINDO SABEDORIA A DEUS – 29 DE JULHO 2018

“Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tiago 1:5).

Se quando oramos por sabedoria Deus a concede generosamente, deveríamos orar por sabedoria todos os dias e não apenas quando precisamos dela com urgência.

O momento mais premente em que oramos por sabedoria é quando as circunstâncias são difíceis e não sabemos que fazer. Nessas ocasiões é consolador saber que Deus não só está disponível e pronto para ajudar como prometeu faze-lo.

Entretanto, não apenas de esperar uma situação de emergência para orar por sabedoria. Quantas vezes nos defrontamos com uma decisão repentina ou uma situação urgente em que a resposta teria sido muito mais firme, melhor ou mais efetiva se tivéssemos recebido mais da sabedoria de Deus antecipadamente! No início de seu governo, o rei Salomão, quando impelido a requerer de Deus o que desejasse, pediu sabedoria. Deus atendeu a seu pedido com prazer (1Re 3:5-10). É isso que também precisamos saber. Em outras palavras, devemos pedir antes que chegue a necessidade.

Se não tiver a sabedoria de Deus, você vai tentar resolver as coisas por si mesmo e poderá tomar decisões erradas. Mas, quando pedir diariamente a Deus sabedoria, você se descobrirá tomando uma decisão tão certa que se espantará. Terá insights sem precedentes. Poderá oferecer conselhos sadios, sentir o perigo iminente. Saberá o momento certo de falar e o que e como dizer.

Peça a Deus sabedoria neste momento. Pode confiar que Ele a concederá, pois é o que promete em Sua Palavra.

Ore comigo: “Deus, obrigado porque Tua palavra promete que me darás sabedoria quando a pedir. Ajuda-me a ser sábio todos os dias, em todas as decisões, especialmente quando precisar agir rapidamente. Ajuda-me a saber o que fazer e o que não fazer em toda situação. Em nome de Jesus, amém!”


A IRA É MORTÍFERA! – 28 DE JULHO 2018

“Porque, como imagina em sua alma, assim ele é” (Provérbios 23:7).

John Hunter, famoso cirurgião do século 18, sofria de ataques de angina, agravados por contínuas explosões de ira. Mas, em vez de enfrentar o problema, ele apenas lamentava: “Minha vida está à mercê de qualquer patife que decida me aborrecer.” E assim aconteceu. Um dia, um “patife”, colega seu no Hospital Saint George, em Londres, discutiu com ele. O Dr. Hunter saiu furioso da reunião e caiu morto na sala ao lado.

O filósofo chinês Confúcio declarou: “Um homem irado está sempre cheio de veneno.” Na verdade, o espírito irado, amargo, que não perdoa, gera produtos químicos negativos prejudiciais à saúde.

Como podemos lidar com a ira? Há nas Escrituras alguma orientação que nos ajude a vencê-la? Sim. Nem sempre podemos determinar se vamos ficar irados, mas podemos escolher impedir que a ira nos controle. Paulo aconselha: “Irai-vos e não pequeis” (Ef 4:26). Em outras palavras, ao sentir a emoção da ira, não permita que ela o controle. Não se deixe vencer pela ira. Admita que está irado. Seja honesto com Deus. Entregue sua ira para Ele. Negar e reprimir a emoção da ira somente causa mais traumas físicos e emocionais. Extravasá-la de modo impróprio apenas criará mais barreiras e afastará as pessoas. Expressá-la diante de Deus, e contar-Lhe honestamente como nos sentimos, abre nosso coração para a cura que vem do Céu.

Quando Caim irou-se contra seu irmão Abel, Deus perguntou: “Por que andas irado?” (Gn 4:6). Seria bom que nos perguntássemos: “Por que estou irado?” Tendo identificado a causa da ira, somos incitados pelo apóstolo Paulo a lidar com ela: “Não se ponha o Sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Ef 4:26 e 27).

Leve sua ira ao Senhor. Peça que Ele revele a causa dessa ira. Se for o caso, vá até a pessoa com quem esteja irado e procure endireitar as coisas. Se não controlarmos a ira, o inimigo poderá usá-la para nos controlar e destruir.


EXPECTATIVAS  – 27 DE JULHO 2018

“Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dEle para o outro lado” (Mateus 14:22).

Todos nós temos expectativas em relação a Deus, mas, quando a dor entra em nosso mundo e essas expectativas não são satisfeitas, as dúvidas começam a surgir. Procuramos Deus, mas não conseguimos encontra-Lo.

Os discípulos também tiveram dúvidas. Jesus não atendeu às expectativas deles, no dia em que alimentou cinco mil homens e os enviou, sozinhos, para o barco. A tempestade logo se abateu sobre eles. Jesus sabia disso, mas deixou que a enfrentassem sem Sua presença.

A maior tempestade daquela noite, no entanto, não aconteceu no céu, mas no coração dos discípulos. Eles estavam com medo e confusos. Por que o Mestre não vinha ajuda-los?

Talvez seja essa a sua situação atual. Você está no meio da tempestade e, por mais que se esforce para ver Jesus, não consegue avista-Lo. Mas, o exemplo do que ocorreu com os discípulos, o Senhor virá, no momento em que Ele julgar necessário. E, então, acalmará a tempestade em sua vida.

Ore comigo: “Senhor arranca do meu coração qualquer tipo de desapontamento para contigo. Que eu aprenda a ver que tudo o que fazes, mesmo quando não me atendes, é para o meu próprio bem. Em nome de Jesus, amém!


EM TODO O TEMPO – 26 DE JULHO 2018

“Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (Salmo 113:3).

É comum louvar a Deus quando o coração transborda de alegria e gratidão. É também comum procurá-Lo quando as coisas parecem escapar do controle e você sente que não tem mais forças para continuar resistindo aos furacões da vida. Não falo de furacões como o Katrina ou o Vilma, que arrasaram tudo, mas pelo menos deixaram a esperança da reconstrução. Refiro-me àqueles vendavais emocionais que levam embora até a vontade de continuar vivendo.

O que acontece quando o ser amado um dia olha para você e diz: “Foi bom enquanto durou, mas estou partindo porque quero ser feliz”? O que você sente quando, depois de toda uma vida de trabalho, a traição de alguém em quem você confiava parece destruir todos os seus sonhos? Como reagir diante do corpo inerte do filho amado, ou do diagnóstico de um câncer terminal em plena juventude?

Buscar a Deus nos momentos de alegria e de tristeza será mais fácil se a declaração do verso de hoje for uma realidade na experiência. Louvar o nome de Deus precisa ser um ato permanente. “Do nascimento do sol até ao ocaso.” Andando, viajando, trabalhando, vivendo, o louvor deve estar presente em cada pulsar do coração.

O humanismo de nossos dias concentra a atenção do homem no próprio homem. “Busque a solução dentro de você”, afirma. “Tire a energia interior”, declara. A teologia bíblica é teocêntrica. Segundo ela, todos os caminhos e intenções humanas devem convergir para Deus. A Bíblia ensina que Deus está no Céu, mas quer estar na vida da criatura. Todos os dias e em todos os momentos.

Deixará você que Deus caminhe ao seu lado hoje? Pedir-Lhe-á orientação antes de tomar a decisão que precisa tomar? Desligar-se da presença de Jesus, um minuto que seja, é como tirar o tubo de oxigênio de um enfermo terminal.

Se você aprender a sentir a presença de Deus em todo o tempo, será mais fácil fazê-lo em meio à dor, quando as lágrimas o impedirem de enxergar o Senhor.

Abra o coração a Jesus. Abrace seus amados antes de sair de casa. Encoraje o fraco, conforte o triste e encare com segurança os desafios deste dia. Ah! Não se esqueça: “Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor.”


PAIS QUE ORAM – 25 DE JULHO 2018

“Derrame o seu coração como água na presença do SENHOR. Levante para Ele as mãos em favor da vida de seus filhos” (Lamentações 2:19).

Pais, podemos levar nossos temores paternais a Cristo. De fato, se não o fizermos, choraremos por nossos filhos. Temores transformam alguns pais em guardas de prisão paranóicos que monitoram cada minuto, verificam o passado de cada amigo. Eles prejudicam o crescimento e comunicam desconfiança. Uma família que não dá espaço para respirar sufoca um filho.

Por outro lado, o medo também pode criar pais permissivos. Por medo de que seus filhos se sintam muito confinados ou cerceados, eles abaixam todas as fronteiras. Muito abraço e pouca disciplina. Eles não percebem que a disciplina correta é uma expressão de amor. Pais permissivos. Pais paranóicos. Como podemos evitar os extremos? Nós oramos.

Jesus diz pouca coisa sobre criação de filhos, não faz nenhum comentário sobre surra, amamentação, rivalidade entre irmãos ou educação escolar. Contudo, as ações falam muito alto sobre oração. A cada vez que um pai ora, Cristo responde. Sabe qual é Sua grande mensagem para mães e pais? Tragam seus filhos a Mim. Crie-os numa estufa de oração!

Ore comigo: “Senhor Jesus, Tu amas nossos filhos ainda mais do que nós amamos. Tu queres o que é melhor para eles ainda mais do que nós queremos. Podemos confiar que Tu cuidarás de nossos filhos e nos guiarás em nossa busca por sermos pais piedosos. Em nome de Jesus, amém!


GRAÇA SEM FRONTEIRAS – 24 DE JULHO 2018

“Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, o profeta; todavia, nenhum deles foi purificado, somente Naamã, o sírio” (Lucas 4:27).

As palavras do texto bíblico de hoje foram pronunciadas por Jesus em Seu primeiro sermão, em Sua cidade natal. Naamã era comandante do exército da Síria. Nas paredes de sua casa havia placas, espadas especiais, medalhas e condecorações que ele recebera em sua carreira militar. A narrativa bíblica, no entanto, diz que num ambiente rodeado de toda essa demonstração de fama e poder, ele sofria de lepra. Trabalhava na casa dele uma garota israelita que fora capturada numa das incursões a Israel, quem sabe liderada pelo próprio Naamã. Essa garota se tornou agente de boas-novas e fez saber por meio da esposa de Naamã que ele poderia ser curado se fosse a Israel se encontrar com o profeta Eliseu.

Munido de uma carta de apresentação do rei da Síria, Naamã levou consigo vários presentes – 350 kg de prata e 72 kg de ouro – e se dirigiu ao rei de Israel. Se fosse hoje, chegaria escoltado por batedores numa caravana de Mercedes-Benz. O comportamento do rei foi de estranheza, pois nunca havia curado ninguém, e encaminhou o sírio até o profeta.

Naamã, como estava acostumado à pompa e circunstância, salas VIP e honrarias, exibição de poder, esperava uma cura ostentosa, uma ocasião de grande espetáculo. Mas ficou chocado pela recepção fria e pela atitude de indiferença do profeta. Eliseu não enviou senão uma receita para o tratamento: se quisesse sarar da lepra, Naamã teria que mergulhar sete vezes nas lamacentas águas do rio Jordão. O ego de Naamã despertou-lhe o patriotismo e ele argumentou que os rios de Damasco eram melhores. Mas, com a ajuda de seus assessores, o bom senso prevaleceu. Ele resolveu mergulhar sete vezes e o milagre aconteceu. Ele foi curado! Fisicamente, se tornou nova pessoa.

A narrativa está ali por alguma razão, mostrando que o perdão, a salvação e a vida nova vêm pela graça de Deus, independentemente de riqueza, posição, nacionalidade, e está ao seu alcance agora. Não são necessárias peregrinações nem caravanas; ela está ao seu alcance agora. Onde você está: na sala, no quarto, no escritório, no ambiente de trabalho. “Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros; Eu os purificarei de todas as suas impurezas” (Ez 36:25).


POR QUE NÃO AGIMOS DESSE MODO – 23 DE JULHO 2018

“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, pegaram cada um o seu incensário, nos quais acenderam fogo, acrescentaram incenso, e trouxeram fogo profano perante o SENHOR, sem que tivessem sido autorizados. Então saiu fogo da presença do SENHOR e os consumiu. Morreram perante o SENHOR” (Levítico 10:1,2).

As coisas que você faz podem tornar-se rotineiras. Se você realiza um ritual, mesmo que seja sagrado, é fácil esquecer-se de seu significado. Nadabe e Abiú foram exemplos característicos. Eles não levaram a sério algo que deveria ser santo e pagaram um alto preço por seu erro.

Pela descrição de Levítico 10, sabemos que Nadabe e Abiú desconsideraram as instruções. Tal negligência não foi um simples engano, mas um ato de desrespeito para com Deus. A atitude deles parece imprópria quando lembramos que eles eram filhos de Arão, sobrinhos de Moisés. Eles presenciaram milagres, andaram no meio do Mar Vermelho e comeram o maná. Seu pai se tornara o primeiro sumo sacerdote, e eles, como seus filhos, foram aceitos no sacerdócio.

Êxodo 24:9-10 nos conta que Nadabe e Abiú estavam entre os 74 homens que subiram ao monte com Moisés e viram a Deus. No entanto, quando chegou o momento de honrar a Deus pela obediência, não julgaram importante fazer o que Ele queria.

Você já chegou a ser assim tão negligente? Você ora tanto quanto Deus deseja? Tem reservado diariamente um tempo para meditar em Sua Palavra? Se a resposta é não, peça a Deus que lhe renove o entusiasmo de passar tempo com Ele. Restabeleça a paixão e o significado de estar na presença de Deus.

E, ore comigo, agora: “Pai Santo, ajuda-me a nunca ser descuidado em relação aos Teus caminhos ou à Tua Palavra. Capacita-me a não permitir que qualquer coisa relacionada à minha adoração a Ti torne-se sem vida ou se transforme num ritual sem profundidade. Mantém frescas e vivas em meu coração as disciplinas da oração, do louvor e da leitura da Tua Palavra. Em nome de Jesus, amém!


RENDIÇÃO E CONFIANÇA – 22 DE JULHO 2018

“Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei” (Isaías 12:2).

Em uma das mais magníficas passagens de todas as Escrituras, Jesus declara poderosamente a essência da vida cristã. Marcos 14:36 nos diz: “E dizia: Aba, Pai, tudo Te é possível; passa de Mim este cálice; contudo, não seja o que Eu quero, e sim o que Tu queres.”

Aba é uma palavra que meninos e meninas ainda pequenos usam ao dirigir-se a seu pai, uma palavra do dia-a-dia que indica uma obediência infantil e confiante. Mesmo quando Ele não entendeu, Jesus chamou Seu Pai de “Papai”. Confrontado com a cruz, de frente com a escuridão e desespero, tentado a duvidar, Ele chamou Seu Pai de “Papai”.

A vida pode ser cruel, mas Deus não é. A vida pode não ser justa, mas Deus é! Confiar não significa que entendo ou que aceito o que está acontecendo. Confiar não significa que eu goste do que está acontecendo ou que aquilo seja justo. Não significa que as experiências sejam justas ou que eu as mereço. Confiar não significa que eu acredito que Deus tenha sido a causa do que estou passando.

Confiar significa que entendo que Deus me ama, e que Ele vai guiar-me através desta experiência. Significa que, apesar do que está acontecendo, ainda tenho confiança em Deus. Significa que descanso em Seu cuidado e amor, embora não entenda. Confiar significa que creio que Ele não me deseja nenhum mal. Ele é meu amigo.

“[Deus] nunca desapontará os que nEle depositam sua confiança.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 9. pág. 213. Por isso, eu me rendo a Ele com confiança absoluta. Com o profeta Isaías, proclamo: “Confiarei e não temerei” (Is 12:2). Com o compositor, canto: “Confiar e obedecer, pois não há outro meio de ser feliz em Jesus a não ser confiar e obedecer.”


OUSE IMAGINAR – 21 DE JULHO 2018

“Os outros discípulos lhe disseram: Vimos o Senhor! Mas ele lhes disse: Se eu não vir as marcas dos pregos nas Suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a mão no Seu lado, não crerei” (João 20:25).

A dúvida de Tomé não nasceu da timidez nem da desconfiança, mas da relutância em acreditar no impossível.

A maioria de nós é do mesmo jeito, não é? Desconfiamos de tudo o que é implausível. Caminhamos com cautela e uma pitada de cinismo. Difícil imaginar que Deus possa nos surpreender.

Por isso, cometemos o mesmo erro que Tomé cometeu: esquecemo-nos de que “impossível” é uma das palavras favoritas de Deus.

Quando foi a última vez que você imaginou o inimaginável? Já faz muito tempo desde que se apropriou da promessa divina de fazer “infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos?” (Ef 3:20).

Tomé disse que creria se tivesse apenas uma pequena prova. E Jesus (sempre muito paciente com nossas dúvidas) deu a Tomé exatamente o que ele pediu. Estendeu as mãos uma vez mais. Num misto de surpresa e alegria, Tomé exclamou: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20:28).

O resultado dessa experiência? A tradição popular diz que ele foi par a Índia, onde tiveram de mata-lo para fazê-lo parar de falar sobre seu lar preparado na eternidade e sobre seu Amigo que havia voltado dos mortos.

Ore comigo, agora: “Senhor Deus, liberta-me do excesso de cautela, do cinismo e do medo de imaginar o inimaginável. Creio que podemos fazer muito mais do que ousaríamos pedir ou até mesmo pensar! Em nome de Jesus, amém!


CONFIANÇA E FIDELIDADE – 20 DE JULHO 2018

“O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz” (Provérbios 16:20).

A vida é uma rosa cheia de espinhos. Há problemas, todos os dias. Diante deles, o ser humano tem apenas duas alternativas: ou confia em Deus e segue as instruções divinas ou confia no próprio entendimento e tenta encontrar a saída para seus problemas nas próprias forças.

Confiar é condição necessária para desenvolver qualquer relacionamento. Não há como viver sem confiar. Tudo que fazemos envolve confiança. Confiamos no padeiro, no motorista de ônibus, no piloto do avião… Muitas vezes, a confiança é traída. Por mais que o ser humano seja bom e tente cumprir suas promessas, está limitado pela sua própria humanidade. Por exemplo: Eu prometo dar uma bicicleta para meu neto no final do ano, e o que acontece se eu morrer dentro de um mês?

Promessas humanas são falíveis, por serem humanas. Intenções humanas, com frequência, são egoístas e mentirosas. Nascem de um coração contaminado pelo vírus do pecado. Projetos humanos são passageiros e limitados, por causa da temporalidade da criatura.

Por isso, o conselho de Salomão é: “O que confia no Senhor, esse é feliz.” É loucura confiar em Deus e, ao mesmo tempo, procurar a solução para os problemas da vida no esforço humano. “Confiar no Senhor” significa entrega, submissão e obediência. Essas atitudes não são próprias da natureza humana, mas são a única garantia de vitória. Por isso, o texto diz: “Atenta para o ensino [e] acha o bem.”

Como todo dia, hoje também é um dia de decisões. Você está vivo. Viver é decidir. Para o bem ou para o mal, para a tristeza ou para a alegria. Dê a Deus a chance de ser o seu guia. Afinal de contas, o Criador conhece o caminho melhor do que a criatura. Ele é Deus. Suas promessas nunca falham.

Antes de sair de casa ou de iniciar suas atividades diárias hoje, coloque sua vida nas mãos de Deus. Peça que Ele o ensine a viver, porque “o que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz”.


NÃO TENHA MEDO. CREIA! – 19 DE JULHO 2018

“Não tenha medo; tão somente creia” (Marcos 5:36).

Há momentos na vida quando tudo o que você tem a oferecer é nada comparado àquilo que você está pedindo para receber. Jairo está nesse ponto. O que um homem poderia oferecer em troca da vida de sua filha? A situação é totalmente simples: Jairo está cego para o futuro e Jesus conhece o futuro. Assim, Jairo pede ajuda a Ele.

Mas antes de Jesus e Jairo chegarem muito longe, são interrompidos por emissários de sua casa: “Sua filha morreu”, disseram eles. “Não precisa mais incomodar o Mestre!” (Mc 5:35).

É aqui que Jesus assume o controle. “Não fazendo caso do que eles disseram” (v. 36).

Gosto dessa frase! Ela descreve o princípio crítico para ver o que não pode ser visto: ignore o que as pessoas dizem. Crie um bloqueio. Desligue-as. Feche os olhos. E, se for preciso, vá embora.

Ignore aqueles que dizem que é tarde demais para recomeçar.

Desconsidere aqueles que dizem que você nunca conseguirá coisa alguma.

A fé às vezes começa ao se colocar algodão nos ouvidos.

Jesus se volta imediatamente para Jairo e implora: “Não tenha medo; tão somente creia”.

Ore comigo: “Senhor Jesus, Tu nos disseste que teremos problemas e atribulações aqui na Terra mesmo sendo Teus filhos. Mas Tu também prometeste nos ajudar a lidar com esses problemas. Tu prometeste Tua graça para superar e Tua força para suportar triunfantemente os momentos difíceis que surgirão em nosso caminho. Em nome de Jesus, amém!”


UM CÂNTICO NA NOITE – 18 DE JULHO 2018

“Mas não há quem pergunte: Onde está Deus, o meu Criador, que de noite faz surgirem cânticos?” (Jó 35:10).

Dentre os amigos de Jó, apenas Eliú teve um vislumbre de sabedoria. Deus repreendeu os outros três homens por suas explicações incorretas a respeito do sofrimento de Jó (Jó 42:7-9). Eliú não estava em completa sintonia com a soberania de Deus, mas compreendeu que alguma coisa boa resultaria do sofrimento de Jó. Ele observou que as pessoas clamam a Deus geralmente por livramento, mas raramente pelo próprio Deus (Jó 34:10).

Davi passou por sofrimentos, e Deus concedeu-lhe um cântico: “Coloquei toda minha esperança no SENHOR; Ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no SENHOR” (Sl 40:1-3).

Quando você buscar a Deus em seus momentos difíceis, Ele lhe dará um cântico de adoração e louvor. Seu coração voltará a cantar, não importa quão terrível ou difícil seja a situação. Sempre que louvar a Deus, Ele interferirá na situação para remi-la e transformá-la de alguma forma. Louve a Deus pela maneira como Ele vai trabalhar em meio a sua dor, pelas vidas que Ele tocará mediante seu testemunho. Você talvez nunca venha a conhecer o alcance de seu testemunho, mas esteja certo de que Deus vai usa-lo para glorifica-Lo e atrair outros para mais perto de Jesus.

Ore comigo, agora: “Senhor, quando eu passar por uma noite escura da alma, peço que ilumines minhas trevas com a Tua presença. Diante da situação mais obscura, erguerei cânticos de louvor a Ti, sabendo que habitarás no meio deles. Em nome de Jesus, amém!”


ACEITE E OFEREÇA GRAÇA – 17 DE JULHO 2018

“Levem saúde para os doentes. Ressuscitem os mortos. Toquem os que são considerados imundos. Expulsem demônios. Vocês são tratados com generosidade, por isso vivam generosamente” (Mateus 10:8, AM).

Existe algo dentro de nós que reage à dádiva gratuita de Deus. Temos a estranha mania de criar leis, sistemas e regras que nos tornarão “dignos” de nosso presente.

Por que fazemos isso? A única razão que me ocorre é o orgulho. Aceitar a graça significa aceitar que precisamos dela, e a maioria das pessoas não gosta de fazer isso. Aceitar a graça também significa perceber nossa situação desesperadora, e a maioria das pessoas também não está muito propensa a admitir isso.

A Bíblia fala de alguém que recebeu um favor inesperado e certamente o aceitou de bom grado: Barrabás (Mt 27:16-26). Estava encalhado, sem esperanças, no corredor da morte. Talvez não tenha entendido o favor e certamente não o merecia, mas não estava disposto a recusá-lo.

É bom perceber que nossa condição não é muito diferente da de Barrabás. Nós também somos prisioneiros sem chance de apelação.

Nada mais apropriado, portanto, que transbordar de gratidão porque Deus age em nosso interior para que possamos receber a salvação, pela graça. E nada mais apropriado, também, que tratar outros com a mesma graça que recebemos.

Ore comigo, agora: “Senhor, obrigado pela graça da salvação. Perdoa-me pelas ocasiões em que meu orgulho me impediu de receber outras manifestações dessa bondade imerecida. Ajuda-me a tratar os outros com a mesma graça. Em nome de Jesus, amém!”


SUA VERDADEIRA IDENTIDADE – 16 DE JULHO 2018

“Alguns creram nEle e O receberam, e a estes Ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12, NTLH).

Quando alguém pergunta “Quem é você?”, provavelmente sua primeira resposta será “Meu nome é…”. Se você der também o sobrenome, posso chegar mais perto ainda de sua identidade. Se eu for visitar uma universidade e fizer a mesma pergunta, ouvirei muitas respostas: “Sou novato”, “faço Administração”, “toco na banda”, “canto no coral”, etc.

Há outro grupo que encontra sua identidade no trabalho e vai responder: sou médico, advogado, professor, empresário, tenho meu próprio negócio, etc. Outros, ainda, encontram sua identidade se referindo ao lugar de nascimento: sou nordestino, paulista, gaúcho, etc. Para alguns, você nem precisa perguntar “Quem é você?”, porque, quando vêm falar com você, têm um crachá com o nome e a função que exercem. Sua identidade fica resumida à identificação que têm naquele pedaço de plástico.

Depois de tudo isso que você leu, pergunto: O que torna você mais você? Você está contente com a pessoa que é? Que outras características pessoais você quer ter? Há alguma coisa sobre você que o faz diferente de todos os demais e o torna especial? Você está contente com a pessoa em que se tornou?

Hoje o mundo utiliza diferentes padrões para avaliar nossa identidade. Um deles está relacionado com posses. Você se sentiria uma pessoa mais importante se tivesse uma BMW ou um Uno Mille? Se em lugar de um Casio tivesse um Rolex? Depois de se preocupar com o que tem, sua reação pode ser igual à declaração de alguém que disse: “Levo minha vida comprando coisas que eu não preciso, com dinheiro que eu não tenho, para impressionar pessoas de quem eu não gosto.”

Quando nossa identidade está em Cristo, já não vamos nos preocupar pelo fato de sermos medidos de acordo com os padrões do mundo. Quanto mais eu ensaiar quem sou em Cristo, mais perto vou chegar da identidade que Deus deseja que eu tenha.

Quem somos nós? Sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13, 14), e amigos de Cristo (Jo 15:15). Fomos redimidos e perdoados de todos os nossos pecados (Cl 1:14). Nada pode nos separar do amor de Deus (Rm 8:39). Podemos todas as coisas em Cristo, que nos fortalece (Fp 4:13).

O melhor que Jesus pode dizer sobre a nova identidade é que somos uma nova criação: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5:17).


SEDENTO DE DEUS – 15 DE JULHO 2018

“Ó Deus, Tu és o meu Deus, eu Te busco intensamente; a minha alma tem sede de Ti! Todo o meu ser anseia por Ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmo 63:1).

Se você estivesse perdido no deserto sem comer ou beber, buscaria alimento e água onde pudesse encontra-los, independentemente das condições em que os encontrasse. Não se importaria com as impurezas da água ou com seu gosto desagradável porque desejaria sobreviver. Deus, porém, tem muito mais para você que apenas a sobrevivência.

Do que você tem fome e sede no momento?

Quando ansiou por Deus, o rei Davi disse: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por Ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” (Sl 42:1-2). Ele queria o Senhor mais que tudo. A presença de Deus era alimento e água para ele.

Você já teve essa sede de Deus? Às vezes não a experimentamos até saber o que significa peregrinar no deserto de nossos desejos. Agarramos o que o mundo tem a oferecer apenas para descobrir que isso nos deixa vazios.

Jesus disse certa vez: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água vida” (Jo 7:37,38). Jesus citava um convite: ”Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas” (Is 55:1). Quando saciarmos a sede espiritual no Senhor, seu Espírito fluirá através de nós, e rios de água vida correrão de nós.

Beba de tudo o que Deus tem para você em Sua Palavra, em Sua presença e em oração e louvor, e jamais terá sede novamente.

Ore comigo: “Senhor, mais do que qualquer outra coisa, quero a Tua presença. Faz correr Teus rios de água viva em meu coração de modo que possam revigorar minha alma e, então, fluir através de mim para um mundo seco e sedento. Em nome de Jesus, amém!”


FORÇA NA FRAQUEZA – 14 DE JULHO 2018

“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (II Coríntios 12:10).

Dave Dravecky confiava sua vida a Deus a cada manhã. Ele era jogador de beisebol e lançador da uma equipe em São Francisco, Califórnia. Quando um câncer foi descoberto em seu braço, ele simplesmente colocou-se nas mãos de Deus, e um milagre aconteceu. Embora uma cirurgia tivesse removido o músculo utilizado para lançar a bola, contrariando todas as previsões, Dave voltou a jogar. Milhares de torcedores o aplaudiram muito no dia em que ele reapareceu, vencendo uma partida. Porém, uma semana depois, durante um jogo em Montreal, ele quebrou o braço e caiu diante da multidão horrorizada.

Enquanto era retirado de campo, Dave reafirmava sua fé em Deus, e a manteve durante longos meses de incerteza. Dessa vez, os médicos tiveram que amputar seu braço. Mas ele nunca demonstrou o menor sentimento de amargura. Jornalistas de todo o país exaltavam a fé desse bom cristão. Acredito que foi preciso mais fé para Dave aceitar a situação de deficiência, do que para pedir o milagre da cura. Com a aceitação da vontade divina por parte de Dave, Deus exibiu um milagre maior do que a cura física.

Paulo também tinha um mal físico incurável. Por três vezes, pediu que Deus o curasse. A resposta de Deus foi direta: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” A resposta de Paulo foi notável: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas… Sinto prazer… nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12:9 e 10).

Podemos nos tornar mais fortes espiritualmente quando chegamos a nosso ponto mais fraco. É que Deus está perto, e, pela fé, estendemos nossa mão e seguramos Sua mão, certos de que Ele não nos soltará.


FÉ EM MEIO À ESCASSEZ – 13 DE JULHO 2018

“Depois disso Jesus apareceu novamente aos Seus discípulos, à margem do mar de Tiberíades. Foi assim: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo; Natanael, de Caná da Galiléia; os filhos de Zebedeu; e dois outros discípulos. ‘Vou pecar’, disse-lhes Simão Pedro. E eles disseram: ‘Nós vamos com você’. Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada. Ao amanhecer, Jesus estava na praia” (João 21:1-4).

Essa não foi a primeira noite que Pedro passou no mar da Galiléia, também conhecido como mar de Tiberíades. Afinal de contas, ele era pescador. Como os outros, ele trabalhava à noite, pois sabia que os peixes vinham se alimentar perto da superfície após o entardecer e voltavam para as profundezas durante o dia.

Não, essa não foi a primeira noite que Pedro passou no mar da Galiléia. Nem foi a primeira noite em que não pescou nada.

Na maioria das manhãs, Pedro e seus parceiros vendiam peixe, consertavam as redes e iam para casa descansar, levando um saco de dinheiro e um sentimento de satisfação. Naquela manhã em participar, não havia dinheiro. Não havia satisfação. Eles trabalharam a noite inteira, mas não tinham nada para mostrar como resultado, exceto costas cansadas e redes gastas. Todas as manhãs, a orla se transformava num mercado onde os moradores do local vinham comprar seu peixe, mas naquele dia não tinham nenhum peixe.

Mas, ao amanhecer, tinham Jesus. E isso fez toda diferença.

Ore comigo: “Pai, muitas vezes a escassez chega, mas sei que, mesmo nessas horas, Jesus está conosco. Nunca permita que eu desanime quando me faltarem dinheiro e bens, mas fortalece minha fé na provisão que vem de Cristo. Em nome de Jesus, amém!”


PARTICIPAÇÃO COMPLETA – 12 DE JULHO 2018

“E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (João 2:25, ARA).

Leia a tradução de J.B. Phillips para Hebreus 4:15: “Pois nosso Sumo Sacerdote não é incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas – Ele próprio participou plenamente de toda a nossa experiência de tentação, exceto pelo fato de jamais ter pecado”.

A ênfase é sobre a empatia total de Jesus.

Ele próprio. Não um anjo. O próprio Jesus.

Todas as nossas experiências. Todos os sofrimentos e tensões. Sem exceção.

O empresário põe um capacete e entra na fábrica como se fosse um dos empregados. O assistente social passa uma noite na rua com os sem-teto. O general almoça com os soldados no refeitório.

Os três querem dizer: “Eu me identifico com vocês e os entendo”. Só há um problema. Os empregados da fábrica sabem que o capacete do empresário some depois da visita. Os desamparados sabem que o assistente social estará numa cama aconchegante na noite seguinte. E os soldados têm perfeita consciência de que, para cada refeição que o general faz no refeitório com eles, fará muitíssimas outras no alojamento dos oficiais. Por melhores que sejam suas intenções, a participação deles é parcial.

No caso de Jesus, no entanto, Sua participação foi completa. Para quê? Para que pudesse compreender nossas fraquezas.

Ore comigo: “Muito obrigado Jesus, porque compreendes minhas fraquezas. Quero andar cada vez mais perto de Ti, debaixo de Tua graça e de Tua plena aceitação. Em nome de Jesus, amém!”


O NOSSO DILEMA – 11 DE JULHO 2018

“Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” (Mateus 27:22).

Ele foi acordado por seus oficiais de manhã bem cedo. Levantou-se impaciente, irritado, com a intenção de resolver logo o problema. Era um homem que desejava manter a posição, o prestígio e a popularidade. Ao olhar para Jesus, uma batalha começou a tomar lugar em sua mente. O bom homem que estava adormecido dentro de si despertou. O coração de Pilatos dizia: “Deixe Jesus viver.”

Ele tentou arrazoar com a multidão. Estava tão confuso que a narrativa de Lucas diz que ele fez a mesma afirmativa em três momentos diferentes, dizendo: “Não achei nEle crime algum.” Cinco vezes postergou a decisão, esperando que a multidão mudasse de ideia. Três vezes esteve frente a frente com Jesus, olhando nos olhos dEle. A consciência lhe dizia: “Não há nada de errado com esse homem. Talvez um pouco de mistério, sim. Mas não há nenhuma razão para prendê-Lo.” E depois de interrogar Jesus, Pilatos ficou convencido de que Ele não fizera nada digno de morte.

Além disso, Pilatos tinha recebido um bilhete da esposa. Não era apenas uma questão de intuição feminina. Ela havia tido um sonho no qual viu Jesus sendo crucificado, ressuscitado e voltando em glória. O bilhete era curto: “Não se envolva com este Inocente […]” (Mt 27:19).

“Que mal fez? Vou castigá-Lo e soltá-Lo”, disse ele. Mas as vozes da multidão prevaleceram. Prevaleceram o medo e a fome de poder de Pilatos. Ele sabia o que devia fazer e não fez. Sabia o que devia dizer, mas não disse, por causa da “pressão do grupo”.

Para amainar a ira do povo, mandou açoitar Jesus. Depois de tentar soltar Jesus, sem resultado, ele perguntou: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Essa pergunta é definida por alguns pregadores como a mais importante que qualquer ser humano possa fazer. Pilatos fez essa pergunta há muito tempo, mas cada um de nós, em algum momento da vida, deve responder à mesma pergunta.

Como governador romano, ele tinha a última palavra, mas deteve a voz da consciência e tomou a decisão final de crucificar Jesus.

Como vamos responder à pergunta: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Vamos aceitá-Lo como alguém inocente? Não deixe que os outros, a multidão, as circunstâncias o levem a tomar uma decisão diferente daquela que você tem convicção de ser a melhor.

Quero convidá-lo para que responda pessoalmente: “O que eu, ___ (coloque seu nome), farei de Jesus, chamado Cristo?”


NÃO TENHA MEDO! – 10 DE JULHO 2018

“Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia” (Isaías 26:3).

Jesus nunca desamparou os seus. Ele sempre fez questão de mostrar a luz no fim do túnel, de apontar caminhos e conceder esperança. Por isso, muitas vezes Ele falou com o propósito de dar segurança aos Seus discípulos – os de então, às vésperas de enfrentar muita perseguição em seus dias, e os que os sucederiam, eu e você. Um exemplo são as palavras de Cristo em João 16:33: “Eu lhes disse essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Paz. Esperança. Promessa. Bonança após a tempestade.

E isso não ocorreu uma única vez, A segurança que vem de Cristo é constante. Ao conversar com Seus amigos mais próximos, Ele disse: “Tudo isso lhes tenho dito enquanto ainda estou com vocês. Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que Eu lhes disse. Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (Jo 14:27).

Jesus nos deixou a paz. Ele nos deu Sua paz.

Não se turbe o seu coração.

Não tenha medo.

Ore comigo: “Pai, obrigado pela segurança que temos em Jesus. Uma paz que excede todo o entendimento e que nos protege de todo o medo. Que nas horas de angústia sempre nos lembremos disso. Em nome de Jesus, amém”.


UMA QUESTÃO DO CORAÇÃO – 09 DE JULHO 2018

“Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti” (Salmo 119:11).

O Salmo 119 é um poema com 22 estrofes, e cada uma dessas estrofes leva como título uma das 28 letras do alfabeto hebraico. O título da primeira estrofe é Aleph, a primeira letra do alfabeto, e assim todas as estrofes são nomeadas com o restante das letras.

No maior livro da Bíblia, o maior capítulo exalta e celebra a lei, a Palavra de Deus. A Bíblia é chamada pelo salmista como “Tua Palavra”. A Bíblia pode ser, na estante, o livro mais importante ou pode ser como qualquer outro livro. A diferença está na quantidade de tempo que lhe dedicamos e para que a usamos.

Uma das coisas fascinantes na Bíblia é que ela é um livro para gente jovem. Verso 9 – Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Nesse verso está a pergunta mais difícil a ser respondida por um jovem: Como pode se manter puro diante de tanta imoralidade aberta e disponível a qualquer hora? Já que tem tanta energia e hormônios à flor da pele, como o jovem pode ser e se manter puro?

Como podemos salvar o coração, a mente e o corpo do jovem? Seria bom que essa pergunta fizesse parte de sua oração: “Como posso manter puro meu coração?” A resposta é clara. A Bíblia deve ser nosso guia e devemos cuidar para exercitar vigilância, para que nossa vida esteja de acordo com o que Deus pede.

Verso 11 – Guardei no coração a Tua palavra. Que lugar melhor existiria ou que solo seria mais fértil para a Bíblia do que um novo coração?

Vamos esconder, entesourar, guardar dentro do coração renovado a Palavra de Deus!

Um famoso pregador resumia o verso 11 da seguinte maneira: “A melhor coisa, no melhor lugar, para o melhor propósito.” Ou seja, a melhor coisa – a Palavra de Deus; no melhor lugar – o coração; para o melhor propósito – guardar-nos de pecar.

“A Tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119:105). A lei, ou a Palavra de Deus, não se apresenta como espelho, mas como lâmpada para nossos pés. E já que é uma lâmpada para os pés, somos capazes de andar confiantes onde antes tropeçávamos. “Uma luz, nova e preciosa, irradia de cada página. A verdade é revelada, palavras e frases se tornam claras e apropriadas para a ocasião” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 132).

A Bíblia é mesmo a Palavra de Deus!


FIEL SEMPRE – 08 DE JULHO 2018

“Deus não é injusto; Ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por Ele… Queremos que cada um de vocês mostre essa mesma prontidão até o fim, para que tenham a plena certeza da esperança” (Hebreus 6:10,11).

Servos confiáveis. Eles são a amarração da Bíblia. Seus atos raramente são relatados e seus nomes quase nunca mencionados. Contudo, não fosse por sua leal devoção a Deus, muitos eventos grandiosos nunca teriam ocorrido. Veja alguns exemplos:

Considerando que era um dos apóstolos, André é mencionado, para nossa surpresa, apenas algumas vezes. Contudo, toda vez que é mencionado, ele está fazendo a mesma coisa: apresentando alguém a Jesus. Sem holofotes, sem palco, sem comentários – nada mal para um epitáfio.

Epafrodito faria parte dessa lista. O refinado elogio de Paulo a Epafrodito foi expresso por meio destas palavras: “Ele quase morreu por amor à causa de Cristo”. Você pode apostar que Paulo, que sabia o que significava morrer pela causa, levava esse sacrifício muito a sério.

Seus cabelos estão grisalhos. Sua pele está enrugada. Talvez suas mãos tremam ao tocar a face da criança. Mas não há nada de senil nas palavras dela. “É Ele. É o Messias”. Ana sabia. Ela orava e jejuava por aquele dia havia oito décadas. Servos fiéis têm um jeito de saber o que é uma resposta de oração quando a veem, e um modo de não desistir enquanto não a enxergam.

Ore comigo: “Senhor Jesus, que eu possa ser fiel a ponto de te servir de modo confiável. Quando sentir vontade de desistir, dá-me esperança. Quando me sentir desanimado, lembra-me de que Tu caminhaste pela Via Dolorosa, seguindo até à morte. Que minha vida seja vivida de maneira firme e fiel a Ti. Em nome de Jesus, amém!”


CORAÇÃO QUEBRANTADO – 07 DE JULHO 2018

“O centurião e os que com ele guardavam a Jesus… ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mateus 27:54).

Era uma época violenta, uma terra violenta, uma gente violenta – e ele era um homem violento. O centurião romano era um guerreiro de coração empedernido, calejado e rude, um soldado de sorte, sempre em guarda contra armadilhas inesperadas. Ele era verdadeiramente um candidato improvável para o reino de Deus. Sendo o superintendente de execuções, seu coração encontrava-se endurecido.

Na manhã de sexta-feira, ele recebeu ordens de conduzir a execução. Seu único pensamento era: Vamos fazer o que temos que fazer, e logo! As Escrituras chamam-no de centurião, um comandante de 100 soldados. Ele ficou admirado por Jesus não oferecer resistência.

O centurião era um militar endurecido. Ele fora treinado para vencer. Existe um pouco do centurião em todos nós. Por vezes, lutamos defensivamente para proteger nossos pequenos reinados. Opiniões conflitantes tornam-se campos de batalha entre indivíduos. Mas existia algo diferente acerca de Jesus, que atraía sua atenção. O olhar de dor de Jesus trouxe-lhe serena confiança. Diante de todo aquele sofrimento, nenhuma palavra dura saiu de Seus lábios.

O centurião ouviu o Salvador orar: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23:34). Ao contemplar o drama que se desenrolava diante dele, algo o deixava como que fora de si. Ele estava sendo atraído para aquele Homem.

O centurião pode ter lembrado do julgamento feito por Pilatos. Jesus era poderoso na fraqueza. Sua cruz era o Seu trono. Sua coroa de espinhos, Seu diadema de glória. Ali na cruz, o centurião exclamou: “Verdadeiramente este era Filho de Deus.”

Até mesmo o centurião foi transformado pelo poder de Deus. Jesus tomou aquele oficial romano sem sentimento, cruel e empedernido, e transformou-o em outro homem.

Jesus ainda Se dedica a transformar corações calejados. Seu amor ainda vence nosso orgulho. Por que não permitir que Ele faça isto por você, hoje?


COMPARTILHE GRAÇA! – 06 DE JULHO 2018

“Se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz” (João 13:14 e 15).

Jesus sabia quem era e o porquê de Sua vida. Quem era Ele? O Filho de Deus. Por que estava na Terra? Para servir ao Pai. Jesus sabia qual era Sua identidade e Sua autoridade e, “assim, levantou-se da mesa, tirou Sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos Seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em Sua cintura” (Jo 13:4,5).

Jesus tocou as partes malcheirosas e feias de seus discípulos. Sabendo que viera de Deus. Sabendo que iria para Deus. Sabendo que poderia simplesmente levantar a sobrancelha ou pigarrear e todo anjo do Universo se colocaria imediatamente à Sua disposição. Sabendo que toda a autoridade era dEle, Ele trocou Suas vestes pelo uniforme de servo, rebaixou-se até a altura do joelho e começou a esfregar e limpar a imundície, a sujeira e a podridão que os pés deles haviam coletado durante a jornada.

Jesus lavou as partes mais imundas da sua vida. Ele não passou direto nem levou a bacia na direção de outra pessoa. Você não pode compartilhar Sua graça com outras pessoas?

Aceitar a graça é aceitar o voto de distribui-la.

Ore comigo: “Senhor Jesus, como podemos nós, que já fomos amados de tal maneira, não fazer o mesmo pelos outros? Porque nos perdoaste, podemos perdoar os outros. Porque Tu tens um coração perdoador, podemos ter um coração perdoador. Todos nós estamos aqui por Tua graça e, em determinado ponto, todos nós precisamos compartilhar um pouco da graça”.


VER COM OS OLHOS DE DEUS – 05 DE JULHO 2018

“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem (Mateus 13:16).

Repetidas vezes o Novo Testamento nos conclama a olhar para as pessoas com os olhos de Deus. Somos convidados a ver as pessoas de uma nova maneira. O apóstolo Paulo afirma isto em II Coríntios 5. Ele escreve sobre Jesus morrendo por todo o mundo, tendo em vista a salvação de cada um dos seres humanos (versos 14 e 15). Ele escreve sobre a diferença que faz o sacrifício, como devemos olhar para as pessoas através do amor de Cristo.

Sob essa ótica, passamos a olhar para elas como pessoas por quem Cristo morreu. Você sabe o que isto significa? Significa que essas pessoas têm um valor infinito.

Olhar para as pessoas com os olhos da graça. É isso que importa. É isso que faz a diferença neste mundo. Não ficamos fascinados com a embalagem. Olhamos o que existe no interior. Focalizamos aquilo em que as pessoas se tornam.

Isto faria diferença no trabalho. Há pessoas no seu local de trabalho que têm tanto para dar, mas que são deixadas em seu canto só por causa da aparência.

Faria diferença no casamento. Precisamos ser valorizados por aqueles que estão perto de nós, e precisamos ser valorizados principalmente pelo que há em nosso interior.

E faria uma diferença enorme para os filhos. Eles precisam crescer sabendo que são valorizados pelo que existe em seu interior, por seu potencial, por seu caráter. Há muitas coisas no mundo dos adolescentes que falam exatamente o oposto. Eles são classificados pela aparência e pelo desempenho. Querem muito ser aceitos, ser populares. Mas a popularidade é tantas vezes determinada por coisas superficiais e exteriores.

Para Deus, o caráter é o que conta. Deus olha para a pureza dos nossos motivos. Ele olha para a sinceridade do nosso coração. Ele olha para a sinceridade de propósito em nossa vida. Quando olharmos com os olhos de Deus, também veremos muito além da superfície. Veremos não meramente o que as pessoas fazem, mas olharemos para a pureza do seu propósito. Veremos o valor de cada indivíduo. Teremos mais consideração para com os que estão próximos de nós. Afinal, eles foram criados à imagem de Deus e remidos pelo Seu sangue.


SUBSTITUA A ANSIEDADE – 04 DE JULHO 2018

“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (Lucas 12:25).

Nenhum de nós pode acrescentar um único momento a nossa vida ficando preocupado. De fato, o contrário talvez seja mais legítimo. Na verdade, deixamos de viver quando nos preocupamos. Além de desperdiçar tempo, a ansiedade é capaz de causar-nos problemas de saúde, que afinal poderiam encurtar a vida.

Jesus pede que rejeitemos a preocupação porque, independentemente de nossos problemas, Ele já os venceu: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham bom ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Podemos ficar livres da ansiedade passando tempo com Ele. “Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o Teu consolo trouxe alívio à minha alma” (Sl 94:19).

A ansiedade pode significar falta de confiança no cuidado de Deus por você. Ele demonstrará sua fidelidade se você se colocar diante dEle. “Não busquem ansiosamente o que comer ou beber; não se preocupem com isso. Pois o mundo pagão é que corre atrás dessas coisas; mas o Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, o reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas” (Lc 12:29-31).

Deus diz que não precisamos ficar ansiosos com nada; devemos apenas orar por tudo. Em vez de preocupar-se, leve suas preocupações Àquele que é a fonte do consolo, da força e da esperança. Deus tem seu futuro nas mãos.

Reflita sobre isso no dia de hoje e, ore comigo: “Querido Deus, peço que me ajudes a parar de me preocupar em relação às coisas e comece a passar mais tempo na Tua presença. Sei que o tempo que desperdiço é mais bem usado para orar e ouvir a Tua voz falando ao meu coração. Tu és a minha fonte de poder, esperança, amor, paz e descanso, e quero estar conectado a Ti, não às coisas que me preocupam. Em nome de Jesus, amém!


PROBLEMAS? – 03 DE JULHO 2018

“Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra” (Salmo 34:19).

A maioria das mensagens que recebo é de pessoas que estão atravessando o vale da aflição. Quase todas têm a mesma pergunta: “Por que os problemas aumentam na minha vida cada vez que decido aproximar-me de Jesus?”

O verso de hoje é a resposta. Neste verso, achamos duas promessas. A primeira é: “Muitas são as aflições do justo”; a segunda: “O Senhor de todas o livra.”

Se você quer ser um cristão autêntico, prepare-se para receber ambas as promessas. A primeira é que neste mundo você enfrentará momentos de dificuldade. Isso é bíblico. Escrevendo aos filipenses, Paulo disse: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo” (Fp 1:29). E o próprio Senhor Jesus afirmou diante de Seus discípulos: “No mundo, passais por aflições” (Jo 16:33).

O sofrimento é uma realidade da vida. É inevitável. Muito mais para quem decide seguir a Jesus. Mas a segunda promessa afirma que, finalmente, o Senhor livrará Seus seguidores de todas as dificuldades.

Muita gente imagina a felicidade como uma vida sem problemas. Mas, neste mundo, os espinhos fazem parte da rosa, a noite faz parte do dia e as lágrimas fazem parte da alegria. Você pode ser feliz em meio às dificuldades, se souber administrá-las na certeza de que o Senhor o livrará de todas elas.

O Salmo 34 é um hino de louvor a Deus porque Deus livrou o Seu povo, e não porque os Seus filhos não tiveram dificuldades. Entender esse fato pode ser o começo de uma nova dimensão na vida.

Deus cura o coração ferido, mas a intervenção divina não teria sentido se o coração não estivesse ferido. Ele restaura seus sonhos porque eles foram destruídos. Deus prometeu livramento, não isenção do problema.

Quais são as aflições que você está enfrentando hoje? Não importa. Antes de partir para enfrentar a montanha de dificuldades que está diante de você, decore este verso e repita-o ao longo do dia: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra.”


O PLANO DE DEUS PARA VOCÊ – 02 DE JULHO 2018

“Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em Meus caminhos” Provérbios 23:26.

Deus tem planos maravilhosos para você. Sei disso, pois Ele mesmo o prometeu. Ele diz que você nunca viu, ouviu ou imaginou algo tão extraordinário quanto os planos dEle para sua vida (1Co 2:9).

Não queira tentar garantir seu futuro com seus próprios planos. Ele, em Sua infinita sabedoria, sabe e deseja o que e melhor para você. Por isso, deseje estar no centro dos planos de Deus destinados ao seu bem, com a certeza de que Ele lhe dará todo o necessário para lidar com o que vem pela frente. Quando orar, confesse a Deus os seus temores e suas dúvidas e peça ao bondoso Pai celestial que Ele o fortaleça para que você persevere sempre.

Lembre-se de que Deus “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o Seu poder que atua em nós” (Ef 3:20). Mantenha os olhos fixos no Senhor, e Ele o guardará em perfeita paz enquanto o conduz ao futuro que preparou especialmente para você.

Lance todos os seus cuidados sobre o Senhor, sabendo que Ele cuida de você e não o deixará cair. O Senhor deseja segurar a sua mão hoje para que você ande ao lado dEle em direção ao futuro que Ele mesmo lhe preparou.

Reflita sobre isso e ore comigo: “Amado Deus, muito obrigado pelos planos perfeitos que tens para mim. Entrego meu futuro a Ti e peço que me concedas paz completa a respeito do amanhã. Obrigado, Espírito Santo, porque estás sempre comigo e me guiarás ao longo do caminho, a fim de que eu não me desvie. Em nome de Jesus, amém”.


LÂMPADA E LUZ – 01 DE JULHO 2018

“Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Provérbios 6:23).

Cristina, uma jovem portuguesa, me perguntava como era possível que um Deus de amor e liberdade pudesse ter ensinamentos tão limitadores e proibitivos. “Não combina”, dizia ela. “Algo está errado com a Bíblia.” Mas o erro não está na Bíblia, e sim com o conceito errado dos conselhos divinos.

Salomão fala hoje de três coisas: o mandamento, a instrução e as repreensões. Ele compara o mandamento e a instrução com a lâmpada e a luz. Ambas servem para romper o poder das trevas, que é destrutivo. Em meio à escuridão, você não enxerga o caminho e não tem condições de chegar ao seu destino. Em meio às sombras, você não anda com presteza, avança com dificuldade e, quando percebe, já está relegado a um segundo plano. Quando não há luz, você não distingue as formas nem as cores. Acreditando que está escolhendo o verde, pode estar pegando o vermelho. Em meio à escuridão, você caminha, sem saber, no rumo da própria morte.

O ser humano precisa da luz e da lâmpada. Sem eles, não há como atravessar a escuridão deste mundo e chegar com êxito onde deseja. É preciso luz para saber qual o caminho certo. Os mandamentos e as instruções divinas são essa luz. Seu propósito não é cercear a liberdade, mas iluminar o caminho.

As repreensões, por sua vez, têm como propósito despertá-lo quando está adormecido e trazê-lo de volta ao caminho da vida quando está se aproximando perigosamente da morte.

Pense, por exemplo, na última derrota que você sofreu. Tente descobrir a causa. Tudo aquilo teria acontecido se você tivesse prestado atenção às instruções divinas? A vida está cheia de leis e princípios. O respeito a essas leis é garantia de bem-estar. Menosprezá-las é teimosia e imprudência. O preço é sempre alto.

Antes de iniciar as atividades deste novo dia, olhe à sua volta. Comece por você e por seus amados. Que ajustes precisam ser feitos? Que passos precisam ser dados para conservar a harmonia de relacionamentos gratificantes? Tenha em conta a Deus. “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.”


JULHO 2018


LIVRE DO DOMÍNIO DO MAL – 30 DE JUNHO 2018

“Quando se aproximaram de Jesus, viram ali o homem que fora possesso da legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo, e ficaram com medo” (Marcos 5:15).

Logo que o barco chegou à praia, os discípulos ouviram gritos que vinham de uma elevação próxima. Então, viram um homem de cabelos longos, roupa em farrapos e olhar selvagem. Era incontrolável. Tinha sido excluído de qualquer contato humano, por isso vivia entre os sepulcros. Nem mesmo as correntes podiam prendê-lo. Era uma demonstração vívida de como a possessão demoníaca distorce e destrói a imagem de Deus no ser humano.

Antes disso, imaginando o que poderia estar acontecendo com ele, seus amigos tentaram levar curandeiros, adivinhos, pais-de-santo, jogar búzios, tarô, receitaram simpatias, encantamentos… mas nada tinha dado certo. Ele era um homem temido, evitado e abandonado.

Ao descrever com detalhes o que aconteceu, Marcos menciona três pedidos apresentados na realização do milagre:

O primeiro pedido é o dos demônios. Nas proximidades havia uma manada de porcos. Os demônios disseram: “Manda-nos para os porcos.” Quer dizer, preferimos continuar vivendo na sujeira, deitando e rolando na lama. E numa disparada, lá se foram os porcos num “salto olímpico” precipício abaixo. Os “frigoríficos” daquela época ficaram sem matéria-prima durante bom tempo.

O segundo pedido foi o dos habitantes de Gerasa. Os mais exaltados da cidade começaram a incitar a multidão, dizendo: “Se Jesus ficar por aqui, nosso pólo de produtos suínos vai perder a hegemonia. Queremos tranquilidade. Por favor, saia do nosso território.”

Finalmente, veio o pedido do homem curado, solicitando a Jesus que lhe permitisse ficar com Ele. “Quero um novo ambiente. Todos aqui já me conhecem. Não vão me aceitar.” Porém, Jesus lhe deu uma missão: “Volte para casa e para os seus amigos. Conte como Deus foi misericordioso com você.”

“Nem um dos sermões de Seus [de Jesus] lábios lhes caíra jamais ao ouvido. […] Podiam dizer o que sabiam; o que eles próprios tinham visto e ouvido, e experimentado do poder de Cristo. É o que a todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus, é dado fazer” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 340).

O homem voltou transformado para a cidade e para casa. Era uma nova pessoa. Vestido, limpo, sem cadeias nas mãos ou nos pés, em são juízo. Livre!

“Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram, eis que surgiram coisas novas!” (2Co 5:17).


E FECHOU-SE A PORTA – 29 DE JUNHO 2018

“As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada” (Mateus 25:10).

Poucas frustrações podem ser comparadas àquela de enfrentar uma porta fechada num momento decisivo. Pense naquele documento que precisava ser assinado e entregue no dia, mas não deu tempo. Ou no dinheiro que tinha que ser retirado do banco, no entanto, a agência estava fechada. Imagine os portões da universidade sendo fechados e seu vestibular tendo que ficar para outra vez. O check-in foi encerrado e o fim da viagem, que dependia de uma conexão, teve que ser adiado. Em todas essas situações e muitas outras, os sentimentos que frequentemente dominam as pessoas são a frustração, a raiva e, em alguns casos, até mesmo desespero.

Ali está você, desapontado, recriminando-se, gritando com aqueles que podiam dar um jeitinho de abrir a porta. “Se tivesse saído cinco minutos antes”, “Se tivesse começado meu trabalho com mais antecedência”, “Poderia ter vindo por outro caminho e teria chegado mais cedo”… E as desculpas que damos pelo atraso ou ausência são conhecidas: “O trânsito estava terrível”, “Pensei que o horário fosse outro”, etc.

Só que nenhuma dessas decepções poderá ser comparada a esta: “E fechou-se a porta.” Quanta implicação nessa frase! E, nesse caso ainda, a frase “não as conheço” soava muito mais definitiva, como se fosse uma fórmula decisiva de rejeição, forçando as moças a não insistir em nenhum “jeitinho” de entrar na festa de casamento.

Na vida espiritual, precisamos estar alerta. Não devemos jogar com a sorte, nem deixar para chegar em cima da hora, nem tampouco nos preparar no último momento.

Não é a aparência, nem são as lâmpadas ou os vestidos longos que vão separar as sábias das loucas: é o fato de estarem prontas, ainda que o noivo demore.

É por isso que cinco delas foram chamadas de loucas. Como as sábias, elas tiveram tudo à disposição: tempo, recursos e inteligência. Sabiam o que era prioritário, mas foram empurrando o mais importante para o fim, e o resultado é o que conhecemos. Pensavam que poderiam administrar suas prioridades; porém, veio o noivo, e descobriram que não dava para empurrar mais para frente o tempo, impedir que a porta fosse fechada. Não dava para puxar o ponteiro do relógio para trás. Elas descobriram que o tempo é inflexível, que não há “jeitinho”, que não adianta mencionar nomes, títulos, nada.

Na festa, estavam aqueles que não confiavam em si mesmos, por isso chegaram cedo, e com humildade estavam do lado de dentro.

A porta hoje está aberta. Há alguma coisa em seu caminho que esteja impedindo-o de chegar em tempo e entrar?


LIÇÕES DE HUMILDADE – 28 DE JUNHO 2018

“Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter” (Romanos 12:3).

Marian Anderson, grande contralto, mundialmente aclamada, era uma pessoa simples. Apesar de sua fama, permaneceu como exemplo de humildade para todos. Em uma entrevista, o repórter perguntou para ela qual foi o grande momento de sua vida. Ela poderia ter mencionado a noite em que o maestro Arturo Toscanini anunciou: “Uma voz como esta aparece uma vez em cada século.” Ela se tornou delegada da ONU, cantou para a rainha da Inglaterra e foi condecorada com a cobiçada Medalha Presidencial da Liberdade.

Qual desses momentos ela escolheu? Nenhum deles. Marian Anderson disse ao repórter que o maior momento da vida dela havia sido o dia em que chegou em casa e disse à sua mãe que ela não mais precisaria lavar roupa.

Faz parte da humildade saber sua importância pessoal e se manter no seu lugar. Faz parte também uma avaliação sincera de você mesmo e de suas capacidades. Não significa se vestir de saco e cinza com falsa modéstia. A humildade também não está ligada à fraqueza, como muitos pensam. Também não tem que ver com permitir que tirem vantagem de nós. Nem tampouco se tornar capacho na família, no trabalho e dos amigos, ou aceitar mansamente os revezes.

Humildade é uma palavra que quase desapareceu do nosso vocabulário e senso comum. Parece que foi distorcido aquilo que admitíamos ser um atributo desejável de caráter.

Como ter um conceito equilibrado de mim mesmo? Paulo tem a resposta: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; e, sendo encontrado em forma humana humilhou-Se a Si mesmo” (Fp 2:5, 6, 8).

Quando você tem um conceito de si mesmo “mais elevado do que deve ter”, não pensa em coisas como pedir desculpas, admitir erros, mudar de rumo ou se submeter à orientação de outro.

Como demonstrar humildade? Apresentando-me a tempo para os compromissos e honrando promessas. Mantendo a atitude de um eterno aprendiz, mesmo diante das coisas que já sei. Escutando mais do que falando. Expressando gratidão a Deus por Ele Se relacionar comigo.

A versão de Phillips traduz o texto de hoje assim: “Não acalentem ideias exageradas sobre si mesmos ou acerca de sua própria importância, mas procurem fazer juízo correto de suas capacidades à luz da fé que Deus lhes deu” (Rm 12:3).


JOSÉ DO EGITO – 27 DE JUNHO 2018

“José ficou na prisão, mas o Senhor estava com ele” (Gênesis 39:20, 21).

Era o filho mimado do pai. E o ambiente de casa ficou mais tenso quando ele ganhou do pai uma túnica colorida, enquanto os irmãos continuavam a vestir suas calças desbotadas e camisetas que já tinham perdido a cor original. E Jacó, como pai dessa turma, demonstrava preferência por José numa atitude aberta de favoritismo.

Para José, era camisa de grife. Para os outros onze irmãos, camisetas compradas na 25 de Março. Como adolescente mimado e ingênuo que era, José exibia seu casaco nos lugares aonde ia, enquanto os irmãos continuavam com o velho guarda-roupa.

Quando os filhos chegavam de volta a casa, Jacó apenas lhes perguntava como estava o rebanho. Mas quando José chegava, ele o abraçava e perguntava pelos professores, pela escola, por seus amigos, etc.

Os dez irmãos foram até o pai e disseram: “Pai, o senhor é culpado desse clima tenso aqui em casa. O senhor ama a José, dá mais presentes a ele do que a nós. O senhor cavou um abismo entre nós.”

Um dia, José teve um sonho. Podia ter ficado quieto, sem contar nem mesmo para o pai, mas foi simplório. Reuniu o pai e os irmãos e disse: “Gente, tive um sonho.” Resumo do sonho: “Vou mandar e vocês vão obedecer. Que tal?” Se já não havia clima de harmonia entre os irmãos e José, aí é que o ambiente desandou.

Imagino os irmãos falando para José: “Quem você pensa que é? Conta essa história direito! Vamos nos curvar diante de você? Espere aí!”

Alguns dias depois, Jacó pediu a José que fosse ver onde seus irmãos estavam cuidando do rebanho. De longe, os irmãos o identificaram. Eles estavam naturalmente com as roupas de trabalho do dia a dia. E José, como estava vestido? Com a túnica colorida. Em lugar de dizerem: “Lá vem nosso mano”, disseram: “Lá vem o sonhador.”

Ao chegar, o cercaram e perguntaram: “E agora, sonhador, o que você acha que vamos fazer com você?” Sabemos o que aconteceu. Jogaram-no num poço e depois o venderam a um grupo de ismaelitas.

“Mas, na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. […] Ali mesmo se entregou então completamente ao Senhor, e orou para que o Guarda de Israel estivesse com ele na terra do exílio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 213, 214).


O QUOCIENTE DA BONDADE – 26 DE JUNHO 2018

“Sede uns para com os outros benignos” (Efésios 4:3).

Centenas de profissionais acadêmicos reuniram-se para homenagear um homem que ganhara um Prêmio Nobel em Ciência. Durante as cerimônias preliminares, sua esposa esperava nos bastidores com as esposas de outros homens que também seriam homenageados. A esposa do ganhador do Prêmio Nobel não parecia muito animada. As outras mulheres quiseram saber o porquê.

“Como posso estar feliz tendo um marido como esse?” disse ela, e passou a descrever uma vida familiar patética. Imediatamente, as outras mulheres replicaram: “Ora, esta é exatamente a minha história.” Todas elas tinham a mesma experiência de negligência e abuso.

Enquanto os flashes das câmeras espocavam e dignatários faziam magníficos discursos, uma história bem diferente se desenrolava nos bastidores. Aquelas que eram íntimas dos homenageados conseguiam descrever apenas uma miséria comum a todas elas. Uma coisa é ser reto. Outra coisa é ser bondoso. É possível ter um alto QI, mas um baixo QB.

QB são as iniciais de quociente de bondade. Tem que ver com nossas relações interpessoais. O sucesso na vida não é o resultado apenas de sermos inteligentes, mas de como tratamos os outros. O fator bondade faz toda a diferença.

A bondade é um dos atraentes atributos de Deus. Ele é “clemente e misericordioso, tardio em irar-Se e grande em bondade” (Ne 9:17). O salmista declara com convicção: “Mui grande é a Sua misericórdia para conosco” (Sl 117:2). A bondade busca oportunidades para fazer bem aos outros. Ela se deleita em fazer os outros felizes. Bondade não é exigir; é dar. Pense como seria a atmosfera em nosso lar se todos fôssemos um pouco mais bondosos. Pense como seria o ambiente de trabalho se fôssemos um pouco mais bondosos. Pense como seriam nossas escolas, nossas igrejas e nossas comunidades se fôssemos um pouco mais bondosos.

Bondade produz bondade. As pessoas ao nosso redor refletem as atitudes que projetamos. Elas são como espelhos que reproduzem a nossa imagem. A garotinha estava muito certa quando, antes de dormir, orou: “Senhor, ajuda todas as pessoas más a serem boas, e todas as pessoas boas a serem bondosas.” Por que não pensar em alguém por quem você possa fazer um ato de bondade ainda hoje?


ELOGIOS FAZEM DIFERENÇA – 25 DE JUNHO 2018

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Provérbios 25.11).

Uma jovem esposa chamada Sandra entrou abruptamente no escritório do pastor e começou a contar uma longa e dolorosa história sobre seu esposo. Ele a tratava com desprezo, explicou Sandra. Nada do que fazia o agradava. Todos os dias, ela temia o momento em que ele voltava do trabalho para casa.

Sandra era uma mulher jovem e bonita, mas o seu sentimento de rejeição a transformara em uma esposa derrotada, tensa e fria. Quanto mais sentia o desdém do marido, menos motivada para agradá-lo ela ficava. Sandra estava aprisionada em um círculo vicioso. O pastor decidiu que era melhor fazer uma visita a Joe, o marido de Sandra. O homem ficou atônito ao ouvir que ele era a causa da depressão da esposa. Ele não percebera o que estava acontecendo.

O pastor deu uma sugestão: “Escolha 10 qualidades positivas em sua esposa, e agradeça a Deus por elas. Agradeça a Deus duas vezes por dia, uma vez pela manhã, e outra, a caminho de casa, vindo do trabalho.”

Isto não parecia ser muito difícil, e Joe concordou. Ele começou a agradecer a Deus pelas coisas que gostava em Sandra. Não passou muito tempo, e ela começou a mudar diante dos olhos dele. Ficou mais alegre, mais positiva, mais afetuosa. Joe continuou sendo grato por ela, e Sandra cresceu em respeito próprio e motivação.

Palavras positivas produzem ações positivas. Palavras negativas produzem ações negativas. A afirmação põe para fora o que há de melhor em nós, enquanto a crítica põe o que há de pior para fora.

O sábio disse: “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra” (Pv 12:25). “A palavra, a seu tempo, quão boa é!” (Pv 15:23). Os elogios têm poder incomum de transformar toda a atmosfera do lar, da sala de aulas, ou do ambiente de trabalho. Jesus era mestre em dar elogios. As pessoas ficavam maravilhadas pelas “palavras de graça” que fluíam de Sua boca (Lc 4:22).

O que você tem a agradecer em sua esposa, em seu esposo? Em seu filho, em sua filha? Em seu irmão, em sua irmã? Em seus amigos, colegas de classe ou de trabalho? Diga para eles. Sem temor, elogie as pessoas ao seu redor, e observe o resultado.


UMA FORTUNA ETERNA – 24 DE JUNHO 2018

“Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice, e as minhas culpas não Te são ocultas” (Salmo 69:5).

Faz alguns anos, em uma das populosas cidades da Índia, um táxi em alta velocidade atropelou um menino de rua. Um oficial do governo que testemunhou o acidente levou o menino ferido para o hospital mais próximo, onde ele recuperou-se gradualmente.

Todos os dias, o oficial e sua esposa visitavam o seu jovem amigo, ficando bastante apegados a ele. Uma vez que ele não tinha família, decidiram adotá-lo. Ao ter alta do hospital, com muita alegria, eles trouxeram-no para sua mansão como se ele fosse um membro da família.

Todos os dias, a mãe trazia o seu filho para o hospital para que os curativos fossem trocados. Uma manhã, ela viu-se muito ocupada e perguntou ao menino se ele podia ir ao hospital sozinho. “Claro que sim”, ele respondeu orgulhosamente. “Conheço bem as ruas desta cidade.” A mãe deu-lhe 1,25 dólar para que pagasse o médico, e, com um sorriso e um beijo, despediu-se do menino.

O menino dirigiu-se para o hospital. Então, apenas dobrou a esquina, e uma tentação passou por sua mente. Ele parou, abriu a mão e olhou para as moedas reluzentes. Nunca antes ele tivera tanto dinheiro nas mãos. Por que teria que dá-lo para o médico?

Por um minuto ele ficou pensando. Então, tomou uma decisão. Apertando as moedas, o menino saiu correndo rua abaixo, e nunca mais foi visto. O pai que ele abandonou tinha uma riqueza considerável. Todos os seus filhos tinham feito alguma faculdade e, posteriormente, ocupariam altos cargos no governo ou em empresas privadas. Ele planejara dar ao seu novo filho todas as vantagens, e até mesmo fazê-lo um herdeiro da fortuna da família. Mas aquele garoto jogou tudo isso fora por 1,25 dólar.

Por vezes, nós também abrimos mão de muito por tão pouco. Ficamos agarrados às moedas da desobediência e fugimos pela rua dos prazeres sensuais. Deixamos uma fortuna eterna para trás por causa de uns poucos adornos terrestres. Escolhemos o terrenal em detrimento do celestial, o presente em detrimento do eterno. Enquanto isso, nosso Pai celestial, com coração partido, ainda almeja dar-nos muito mais. Somos herdeiros da fortuna da família. Nunca nos esqueçamos disto.


QUANDO DEUS INTERVÉM –  23 DE JUNHO 2018

“Pois Tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo” (Salmo 61:3).

Uma noite, uma jornalista de Los Angeles decidiu pegar um atalho para voltar para casa. Ela começou a subir uma ladeira mal iluminada. Não demorou muito e ela ouviu passos atrás dela movendo-se cada vez mais rápidos. De repente, um estranho a atacou e começou a estrangulá-la com o seu próprio cachecol.

Naquele mesmo instante, a quilômetros de distância, a mãe daquela mulher despertou de um sono profundo. Ela acordou com um grande medo de que algo terrível estivesse para acontecer com sua filha mais velha. Imediatamente, aquela mãe ajoelhou-se ao lado da cama e começou a orar. Por 15 minutos, ela conversou fervorosamente com Deus, buscando Sua proteção para a filha. Depois de estar certa de que sua oração fora atendida, ela voltou para a cama e dormiu de novo.

Voltemos àquela ladeira. De repente, o assaltante parou. A mulher viu aquele homem levantar a cabeça por um instante, como se escutasse algo. Então, ele fugiu ladeira abaixo. Essa mulher e sua mãe estão certas de que Deus revelou-Se um fiel ajudador por causa daquela oração. É importante compreender que aquela mãe devota não estava orando para um Deus distante. Ela estava familiarizada com Sua voz. Ela O conhecia o bastante para saber que Ele havia respondido. Ela O conhecia o bastante para confiar em Sua proteção. Quando aquela piedosa mulher ajoelhou-se ao lado da cama, aquele forte poder estava realmente muito perto.

Na batalha entre o bem e o mal, a oração é uma arma poderosa nas mãos do crente. Através da oração, as forças do inferno são derrotadas. Ellen White escreve que, em resposta à oração de fé, Deus fará aquilo que Ele não faria se não pedíssemos (ver O Grande Conflito, pág. 525).

Infelizmente, neste planeta em rebelião, coisas ruins também acontecem com pessoas boas. De maneiras que nós não compreendemos totalmente, Deus usa o pesar, o desastre e o sofrimento para trazer-nos para mais perto dEle. Ele usa até mesmo o mal, pelo qual não foi responsável, para conseguir Seus propósitos de longo prazo.

Difícil de entender? Certamente que sim! Mas, mesmo assim, devemos confiar nEle. Mesmo assim, devemos continuar orando. Ele nunca vai nos abandonar, e aquilo que ainda não entendemos, Ele mesmo explicará, um dia, na eternidade.


UM BOM COMEÇO NÃO É SUFICIENTE – 22 DE JUNHO 2018

“Então Salomão acordou e percebeu que tinha sido um sonho” (I Reis 3:15).

Numa corrida, um bom começo e uma boa largada são importantes, mas não são suficientes para um bom resultado final. Há muitas pessoas que começam dieta, exercícios diários ou um projeto para melhorar a casa. Com o tempo, a dieta fica irregular, o exercício perde a frequência e a melhoria da casa nunca termina. Um bom começo é importante, mas o prêmio é para aquele que cruza a linha de chegada.

Salomão começou seu reinado bem jovem e com o pé direito. Num sonho, Deus apareceu para ele e o desafiou a pedir qualquer coisa que quisesse. Ele pediu o dom do discernimento, um coração atencioso e responsivo e sabedoria.

Algumas pessoas são espertas e astutas. Outras são bem formadas e têm bom preparo acadêmico; mas sabedoria é diferente. Por mais que estudemos, não há livro que dê resposta para toda situação difícil que enfrentamos. É nessas horas que a sabedoria se faz necessária. É o que aconteceu com Salomão, no caso das duas mães que disputavam a maternidade de uma criança, quando não havia teste de DNA para comprovar de quem era o filho. Sua decisão não foi a de um repente gênio, mas a de uma pessoa objetiva, a mais adequada e no melhor momento.

Salomão, além de ser sábio, se tornou também muito rico. Era um grande colecionador e patrono das artes. Escreveu três mil provérbios e mil e cinco cânticos, e os livros de Eclesiastes, Cantares e Provérbios, este último um verdadeiro tratado de sabedoria.

Qual foi o erro de Salomão? Deixou de andar nos caminhos do Senhor. Por conveniência política, casou-se com centenas de mulheres estrangeiras que não adoravam a Deus, e construiu altares para os deuses delas – e adorava com elas.

Salomão não foi o primeiro nem será o último a nos ensinar que, mesmo que tenhamos tido um bom começo, não nos está assegurado um final feliz e com êxito. Temos que continuar bem até cruzar a linha de chegada.

No fim da vida, Salomão “desceu ao túmulo como homem arrependido; mas seu arrependimento e lágrimas não conseguiram apagar […] os estigmas de seu infeliz afastamento de Deus” (E. G. White, Vidas que Falam [MM 1971], p. 200).

O conselho que Davi deu para Salomão também serve para nós: “Obedeça ao que o Senhor, o seu Deus, exige: ande nos Seus caminhos e obedeça aos Seus decretos, aos Seus mandamentos […]; assim você prosperará em tudo o que fizer e por onde quer que for” (1Rs 2:3).


A SÍNDROME DE ELIAS – 21 DE JUNHO 2018

“Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me” (I Reis 19:14).

Correr porque você está fazendo exercício é uma coisa. Correr quando você está com pressa é outra. Mas correr quando você está com medo é muito diferente. Com o restante da adrenalina que lhe tinha sobrado do Monte Carmelo, Elias pôs-se a correr para o mais longe possível, ao saber que a rainha Jezabel estava no seu encalço. Nessa maratona de fuga, correu tanto, até que se sentiu exausto, sem condições de dar um passo mais. No fim da corda. No fundo do poço.

Sentado ao pé de uma árvore, disse: “Senhor, chega. Não dá mais!” E continuou se lamentando: “Não sou melhor que os meus antepassados. Minha vida tem sido infrutífera. Se estou fazendo o melhor, por que as coisas não estão saindo como espero? Pensei que ia ter mais gente comigo. Na hora do ‘vamos ver’ só fiquei eu.”

Nessa situação, Deus foi ao encontro do profeta deprimido. Primeiro, Deus o atendeu fisicamente, fazendo-o dormir. Quando acordou, já tinha uma refeição pronta ao lado. Voltou a dormir. E depois veio a recomendação: “Alimente-se bem porque a caminhada vai ser longa.” E Deus disse: “Olha, não ficou só você, não! Há ainda outros 7 mil que foram fiéis como você.”

Quem ainda não passou por alguns dias de melancolia e depressão? Aqueles dias em que estamos sem pique, quando não nos importamos pelo que está anotado na agenda como urgente…

Podem ser fatos ocasionais ou uma sequência de coisas que levem a pessoa a se sentir deprimida. Ninguém deveria se sentir envergonhado por ser mencionado como alguém que está passando por depressão. Essas pessoas precisam ser escutadas e animadas. Às vezes, devem procurar um profissional, ou conversar com alguém em quem confiam, seja professor, pastor ou amigo.

Perguntaram a um grupo de jovens estudantes como eles enfrentam a depressão. Entre as fontes de ajuda, mencionaram: (a) estudo da Bíblia e oração; (b) conselho pastoral ou de um amigo; (c) orientação profissional.

Para aqueles que lutam contra a depressão, os três itens que esse mesmo grupo mencionou e que os ajudaram foram: (a) amigos; (b) escutar música; (c) receber conselho do pastor.

Se você está passando por um momento de desânimo, diga como o salmista: “Das profundezas clamo a Ti, Senhor; espero no Senhor com todo o meu ser, e na Sua palavra ponho a minha confiança” (Sl 130:1, 5).


TESOURO ESCONDIDO – 20 DE JUNHO 2018

“O reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo” (Mateus 13:44).

Há alguns anos, o geólogo Dr. Williamson fez uma expedição à Tanzânia. Certo dia, ele se encontrou em uma área deserta e enveredou por uma estrada arenosa. De repente, sua caminhonete, de tração nas quatro rodas, parou numa área pantanosa, com lama até a altura dos eixos. Sem muito entusiasmo, o geólogo começou a remover a lama ao redor dos pneus. Enquanto cavava, a pá tocou numa pedra. Sendo geólogo, ficou curioso para ver que tipo de pedra era. Tomou a pequena pedra e começou a limpá-la da lama. Quanto mais limpava, mais empolgado ficava, não acreditando no que estava vendo. Quando a pedra finalmente ficou limpa, o Dr. Williamson não pôde conter a alegria. Tinha nas mãos um diamante! Qualquer diamante seria uma surpresa nessa situação, mas o Dr. Williamson encontrou o que se tornou conhecido como o Diamante Rosado da Tanzânia. Hoje esse diamante está engastado no cetro da rainha da Inglaterra.

Como no tempo de Jesus não havia bancos nem caixas-fortes, as pessoas enterravam seus pertences valiosos, porque temiam que, numa guerra, os inimigos se apoderassem deles. Mas o ponto dessa parábola do tesouro escondido é este: o homem encontrou alguma coisa tão valiosa que decidiu vender e se desfazer de tudo o que tinha para comprar o terreno onde encontrara o tesouro. Ficou tão empolgado que se dispôs a fazer qualquer coisa, como quando alguém quer comprar algo especial: uma bicicleta, uma moto, um computador, e está disposto a chegar ao ponto de se sacrificar. Também pode ser um carro, uma casa ou um objeto especial, pelo qual o comprador está disposto a cortar muitos extras para conseguir o que quer.

Jesus compara o evangelho ao tesouro escondido porque há imensa riqueza que ainda não descobrimos. “Temos estado a trabalhar, por assim dizer, próximos da superfície enquanto ricos veios de ouro estão mais embaixo, para recompensar aquele que cavar em sua procura” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 113).

O tesouro não tem nenhum valor se você não o abre, nem o utiliza. Podemos perguntar: “Que proveito tem para mim? Que diferença vai fazer?” Ou uma pergunta melhor: “Que diferença deveria trazer o tesouro do evangelho à minha vida?”


PERDOAR FAZ BEM À SAÚDE! – 19 DE JUNHO 2018                                                                                           

“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros” (Colossenses 3:13).

Estudos mostram a relação entre o rancor, o perdão e a saúde física. Numa terapia de grupo sobre o perdão, a Dra. Charlotte Witvliet pediu aos participantes que pensassem em alguém que os havia prejudicado no passado. Ao começarem a pensar no que tinha acontecido, os participantes perceberam que a pressão sanguínea subiu, as batidas do coração se tornaram mais frequentes, houve suor nas mãos e tensão muscular na testa. Além da influência do rancor sobre a saúde, há também manifestações de indigestão ou irritação no estômago; dor de cabeça ou enxaqueca, cansaço e insônia.

Procure em um dicionário a definição de perdão e verá que uma delas descreve um sentimento que não gostaríamos de admitir: “Deixar de lado o ressentimento contra alguém ou pretender vingança.” Quem já não lutou para deixar de lado o rancor, a raiva e a amargura? Quem não fica remoendo a maldade de outras pessoas?

Mas o que você faz quando alguém se aproveita maldosamente de você ao fazer um negócio? Ou o difama inventando histórias a seu respeito? Ou quando um colega de trabalho o faz perder a função? As primeiras reações são de indignação e revide. “Ele vai me pagar!” “Tomara que caia nas mãos da justiça!” “Que receba um castigo de Deus!” Caso queira comprovar qualquer alteração de sua pressão sanguínea, faça a medição nesse momento e verá.

A atitude de não perdoar, com todo o seu peso de rancor, pode depois de algum tempo comprometer o funcionamento saudável do corpo, enquanto a disposição e o ato de perdoar podem curar não apenas a mente, mas o corpo.

Como posso me livrar do rancor e do ressentimento? Como posso deixar de lado a dor que me causaram? Tenho que perdoar realmente ou simplesmente ignorar?

Quando Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34, ARA), Ele não estava dizendo que aquelas pessoas eram inocentes. Não! Ele simplesmente estava dizendo que não tinha nenhum ressentimento contra elas, que não tinha nenhum sentimento de amargura. Não guardava nenhum sentimento de vingança.

Perdoar: muito simples falar, mas difícil fazer. Nossa oração pode ser: “Senhor, coloca a paz de Jesus em meu coração. Aumenta cada vez mais meu sentimento de perdão a quem me feriu.”


ELE NOS LEVANTA DO PÓ – 18 DE JUNHO 2018

“Não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante” (Isaías 42:3).

Você conhece alguma coisa mais frágil e sem valor do que um caniço rachado? A imagem é de alguma coisa inútil, desprezível, a ser varrida para um canto, como aqueles objetos que já deram o que tinham para dar e não servem para mais nada.

A outra imagem é a de um pavio que fumega. Enquanto o pavio estivesse umedecido com azeite, havia luz clara e limpa, sem aquela fumaça sufocante e incômoda. De vez em quando, somos como esse pavio que fumega. Cansados, esgotados e esquecidos.

O fato é que o pecado nos atingiu e há somente duas maneiras de lidar com caniços rachados e pavios que fumegam: rejeitá-los ou tentar reafirmar seu valor pessoal, por meio da nossa amizade.

Dentro da visão messiânica, Isaías diz que Jesus não quebraria o caniço rachado – alguém agredido por palavras duras, pela fúria de outros; alguém desanimado pelo seu próprio fracasso ou porque seus direitos não foram reconhecidos.

Quantas pessoas esperam um ombro amigo, a mão que possa levantá-las, colocá-las de pé e sustentá-las por algum tempo. É um trabalho de restauração paciente, sem censuras, que preserva a dignidade de quem está sendo restaurado.

E o pavio que fumega, antes brilhante, depois débil, luta contra o vento que quer apagá-lo, mas espera um sopro de vida que possa fazer com que brilhe novamente. Acredite, você não está sozinho. Há alguém pronto para ajudá-lo a voltar a ter aquela firmeza e aquela luz viva. Alguém experimentado em restaurar.

Jesus está dizendo: “Venha, Eu vou colocá-lo de pé novamente. Venha, quero soprar vida em você para que sua luz volte a brilhar.” Ele está ao nosso lado quando nos sentimos isolados, sem força e feridos, quando lutamos contra o desânimo e a tentação.

Tudo o que temos que fazer é nos colocar nas mãos de quem está acostumado a restaurar. “Ele não colocará de lado o machucado e o ferido, e não menosprezará o pequeno e insignificante, mas os endireitará de maneira firme e permanente” (The Message).

Senhor, ajuda-nos a lembrar hoje que, para onde quer que formos, a certeza da Tua companhia nos trará nova paz ao enfrentarmos as batalhas da vida.


A MOEDA PERDIDA – 17 DE JUNHO 2018

“Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida” (Lucas 15:9).

As mulheres da Palestina recebiam tradicionalmente como presente de casamento uma coleção de dez moedas. Essas moedas eram levadas no pulso, usadas como colar ou pendentes ao redor na cabeça. Eram como se fosse hoje a aliança de casamento. Muitas as guardavam como sua posse mais preciosa para dar depois à filha mais velha, quando ela se casasse. Podemos então imaginar a grande perda que significava o desaparecimento de uma dessas moedas.

Em termos econômicos, o valor de compra de uma dracma equivalia ao salário de um dia. O valor dessa moeda, no entanto, era mais emocional – da mesma forma que guardamos uma lembrança simples de alguém a quem apreciamos. Quanto custa a fotografia dos filhos quando eram pequenos? Financeiramente, pouco; mas, em termos afetivos, muito.

Quando perdemos um objeto assim, viramos e reviramos tudo dentro de casa. Coisas, objetos inanimados de uma hora para outra adquirem valor incomum. Assim, encontrar a moeda tornou-se uma prioridade.

A moeda foi perdida não nas montanhas, nem em terra distante. O fato é que, por um aparente descuido e desatenção, alguma coisa valiosa acabou ficando perdida dentro de casa. Tanto a ovelha como a moeda foram achadas e falam da determinação de Deus em buscar o perdido. Deus está procurando, não porque tenha Se esquecido de onde estejamos. Ele sabe onde estamos. A ovelha e a moeda falam de Sua determinação em nos procurar.

Diante de Deus, as pessoas têm grande valor. Somos importantes para Ele. Assim, a parábola tem o objetivo de convidar a todos para que se regozijem com aqueles que foram achados. A transformação, mesmo que seja de uma só pessoa, traz alegria para Ele como também para aqueles que compartilham Seu amor.

A mulher da parábola fez três coisas: acendeu uma lâmpada para ver em que canto escuro estava a moeda. Depois varreu toda a casa. E, finalmente, pôs-se a procurar imediata e diligentemente.

É tempo de as moedas perdidas serem encontradas. Alguns dos nossos filhos que cresceram conosco, por decisão própria, se afastaram de Deus. A moeda perdida também “representa os que estão perdidos em delitos e pecados, mas não estão conscientes de sua condição” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 193). A oração é um canal de comunicação aberto que pode nos ajudar nessa busca.

A parábola termina com uma nota de regozijo: a moeda foi encontrada!


POBRES DE ESPÍRITO – 16 DE JUNHO 2018

“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Pobres, famintos, lamentadores! Será que essa é a visão que os outros deveriam ter daqueles que querem pertencer ao reino de Deus? Será que Jesus disse isso logo no início do Seu sermão para indicar que os pobres são mais receptivos ao evangelho? Se a pobreza for passaporte para o Céu, só haverá lugar em pé!

Quando Jesus fala da atitude daqueles que são cidadãos do reino, Ele coloca a pobreza de espírito em primeiro lugar. John Stott diz que “logo no início do Seu sermão, Jesus contradisse todos os pontos de vista sobre as expectativas nacionalistas do reino de Deus. O reino é dado aos pobres, não aos ricos; aos débeis, não aos poderosos”. Essa declaração serviria para mostrar que o princípio dominante no reino de Deus não é o poder nem a riqueza, mas sim a graça divina. Ser pobre de espírito não é fazer parte do clube “ai de mim”, nem dos que se fazem de vítima. Não é falsa humildade.

Como as bem-aventuranças são características daqueles que são cidadãos deste reino, o primeiro requisito é sentir a necessidade de ajuda divina e reconhecer sua pobreza espiritual. “A intuição de necessidade, o reconhecimento de nossa pobreza e pecado, é a primeira condição para sermos aceitos por Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 152).

O princípio dominante no mundo é outro: “Bem-aventurados os que são independentes.” A expressão “pobre de espírito” não se enquadra no mundo corporativo, onde as pessoas esbarram os ombros nos corredores das grandes empresas. Não se enquadra nas estrelas do esporte e do atletismo que querem ser as mais festejadas. Nem tampouco no pessoal afeito ao poder político, ou à procura de popularidade.

Falar hoje que alguém é pobre de espírito significa chamá-lo de “Zé Ninguém”. É uma referência feita a alguém sem iniciativa, que não sai da segunda marcha, e que sempre está perguntando o que é para fazer.

Quando se mencionava a pobreza nos tempos bíblicos, falava-se de pessoas que se igualavam ao status de mendigo hoje em dia. Um pobre não conseguia sobreviver sem a ajuda de alguém.

“Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e veem que em si mesmos nada possuem de bom, encontram justiça e força olhando a Jesus. […] Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 8, 9).


TRAGÉDIA OU TRIUNFO? – 15 DE JUNHO 2018

“Porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava” (Gênesis 39:23).

Ali estava o filho mimado sem a túnica colorida, fazendo sua viagem, sob o sol escaldante rumo a uma terra que nunca tinha visto. José chegou ao Egito e, diante da perspectiva dos egípcios, no último degrau de importância da escala humana – como escravo.

Pense na trajetória dele desde o momento em que foi vendido para os ismaelitas. Depois foi vendido para Potifar e exposto à tentação sexual. Foi acusado de assédio pela esposa do chefe e teve a reputação destruída pela repercussão do caso. Foi punido pelo fato de ter feito o que era certo, encarcerado muito tempo e esquecido pelo colega prisioneiro a quem ajudou e que foi libertado. Porém, em todo o relato não vamos encontrar uma só queixa de José sobre os irmãos, as circunstâncias ou culpando a Deus de que o tivesse abandonado. “Por esta disciplina Deus o estava preparando para uma situação de grande responsabilidade, honra e utilidade, e ele estava pronto a aprender, acolhendo de boa vontade as lições que o Senhor lhe queria ensinar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MD 2005], p. 320). Sua atitude foi sempre positiva. Para ele, o importante não era tanto o que estava acontecendo, mas sim como ele estava reagindo a tudo que estava acontecendo.

Pode parecer ironia, mas justamente Gênesis 39, onde se repete quatro vezes que “Deus estava com José”, é o capítulo que fala da acusação da esposa do chefe contra ele e de sua prisão. Felizmente, dois capítulos mais adiante, vemos como ele se tornou o governador mais importante, na época, porque era primeiro-ministro da nação que governava o mundo. “A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214).

As palavras do hino de Josh Groban, com versão em português intitulada “O Seu Amor”, de Rafaela Pinho, encontrariam eco no coração de José, enquanto ele atravessava esse período difícil:

O Seu amor levou-me até as montanhas, / me fez voar, planando pelo mar. / Foi ali, no alto dos Seus ombros, / que eu aprendi: ‘Sou forte pra lutar.’”

Obrigado, Senhor, por transformares aparentes tragédias em triunfos.


O SALMO DO PASTOR II – 14 DE JUNHO 2018

“Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas” (Salmo 23:2).

Não existe conjunto de palavras tão cheias de tranquilidade como estas: verdes pastagens e um lugar de águas tranquilas. O verdadeiro pastor se antecipa às necessidades das ovelhas. O pastor quer nos ver contentes, calmos e em descanso. Somente o pastor é que faz com que situações que de outra forma seriam torturantes e confusas terminem na direção certa.

“Em verdes pastagens me faz repousar.” Parece um imperativo de Deus ao ver nossa necessidade de intercalar atividade e períodos de descanso, e podemos visualizá-Lo falando: “Pare com essa corrida louca! Aonde você vai chegar?” Que tempo mais corrido o nosso! Levantamo-nos mais cedo, dormimos mais tarde, assim mesmo não temos tempo para fazer tudo o que queremos.

É quase como uma ordem de Deus falando para as ovelhas: “A caminhada foi longa e cansativa. Diminua o ritmo, cesse de correr sem o pastor.”

“Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos” (v. 5). Não importa a que hora do dia, as refeições devem ser momentos de paz e de confraternização. Se acontecer de você comer com o coração cheio de ansiedade e preocupação, vai perder até o apetite.

E como seria tomar uma refeição tendo os inimigos derrotados presenciando o banquete? Parece estranho. Mas é isso o que os reis do Oriente Médio faziam com os inimigos derrotados. Obrigavam-nos a sentar acorrentados e olhar de longe o rei fazendo a festa, celebrando a vitória. Frutas frescas e suculentas. Salgados apetitosos. Sucos da melhor procedência – e os derrotados apenas olhando.

Para o encerramento da Escola Cristã de Férias, a professora pediu a cada uma das crianças que memorizasse o Salmo 23 para recitá-lo no dia da formatura. Roberto, um menino que tinha nascido prematuramente, tinha dificuldades para memorizar.

No dia da formatura, lá estavam as crianças alegres, com suas becas, indo à frente e recitando o Salmo 23. Roberto seria o último. Estava nervoso e não parava de roer as unhas e os botões da beca. Quando chegou sua vez, deu um salto da cadeira, agarrou o microfone, limpou a garganta e disse com entusiasmo: “O Senhor é o meu pastor…”, e depois de alguns segundos terminou: “Isso é tudo o que eu preciso saber.”

É verdade, Deus é o nosso pastor e isso é tudo o que precisamos saber!


O SALMO DO PASTOR I – 13 DE JUNHO 2018

“O Senhor é o meu pastor” (Salmo 23:1).

O que posso escrever sobre o Salmo 23 que você ainda não conheça? Você já leu e escutou tanto sobre ele que qualquer coisa que eu diga ou escreva fica dentro do previsível. Mas cada vez que o lemos, percebemos por que ele é um salmo tão apreciado, fonte de conforto para tantos.

Quando pronuncio estas palavras: “O Senhor é o meu Pastor”, estou fazendo minha declaração de dependência. Estou dizendo que preciso de ajuda, que Ele é mais forte do que eu e sabe o que é melhor para mim.

Dizer que Deus é o Pastor do Seu rebanho, ou de Sua igreja, é uma coisa. Mas dizer que Ele é o meu pastor, é bem diferente. É algo confortante e animador! Por isso, o que também torna esse salmo tão especial é perceber o quão pessoal ele é. Coloque-se em cada uma das frases. Diga para si mesmo: “de nada terei falta” (v. 1); “me faz repousar e me conduz a águas tranquilas” (v. 2); “restaura-me o vigor” (v. 3); “mesmo quando eu andar por um vale […] não temerei perigo algum, […] a Tua vara e o Teu cajado me protegem” (v. 4); “a bondade e a fidelidade me acompanharão” (v. 6).

Certo menino estava muito doente. Os pais sabiam que ele logo ia falecer, por isso pediram a visita do pastor. À noite, o pastor foi fazer a visita solicitada e os pais o deixaram a sós com o menino. Naquela mesma noite, o garoto faleceu.

O pastor voltou na manhã seguinte, chorou com os pais e os consolou. Então, mencionou o que tinha dito em sua conversa a sós com o menino, no quarto. Em linguagem infantil, procurou mostrar como se tornar um com Deus, usando a frase “O Senhor é meu pastor”.

Ele tomou a mão do menino, segurou-lhe o polegar e disse: “Este dedo significa ‘O’, Deus único.” Depois tomou o indicador e disse “Senhor”. Para o dedo médio, disse “é”, ou seja, “Deus está aqui”. A seguir, tomou o dedo anular e disse “meu”, representando o compromisso e a certeza pessoal de relacionamento com Deus. Finalmente, para o dedo mínimo, disse “Pastor”, que é aquele que cuida de nós, humilhou-Se e morreu por nós. Mesmo que o menino não falasse nada com o pastor, ele o estava escutando. Antes de morrer, pôs a mão ao redor do dedo anular, como que dizendo: “O Senhor é meu pastor.”


O AMOR ESPERA – 12 DE JUNHO 2018

“O amor não conhece limites para sua paciência, fim para sua confiança, nem enfraquecimento de sua esperança; ele é capaz de superar tudo” (I Coríntios 13:7, Phillips).

Quando Elizabeth Barret se tornou esposa de Robert Browning, seus pais desaprovaram o casamento e a deserdaram. Elizabeth escrevia para eles quase toda semana, dizendo como os amava e que aguardava a reconciliação. Esperou meses e anos pela resposta.

Depois de dez anos, ela recebeu pelo correio uma caixa grande, que continha todas as cartas que ela havia escrito. Nenhuma tinha sido aberta. Apesar de essas “cartas de amor” terem depois se tornado parte da literatura inglesa, é realmente triste pensar que elas nunca foram lidas pelos pais de Elizabeth. O relacionamento rompido com a filha poderia ter sido refeito se eles tivessem pelo menos olhado algumas delas. A espera não teve resultado positivo, mas nem por isso o amor desistiu.

No capítulo dedicado ao amor, no verso mais curto, o apóstolo Paulo diz que o amor “tudo espera” (1Co 13:7). Há esperança de que o inimigo se torne amigo. De que volte o esposo ou a esposa que abandonou a casa.

Mesmo os namorados, depois de terem levado um “fora”, ainda interpretam qualquer comportamento do ex como sinal de esperança de que o namoro pode ser refeito. Assim, um telefonema, um olhar intencional, um sorriso ao cruzarem no caminho, um encontro que não era para acontecer, mas aconteceu – tudo isso atua como sinal e desperta esperança: “Ainda tenho esperança de que ele/ela volte para mim.”

E se a espera não der resultado, numa expressão de consolo, dizem: “Ah, pode deixar, meu/minha próximo(a) namorado(a) terá o magnetismo e o carinho que esse/essa não teve.”

A esposa espera que o marido alcoólatra largue a bebida e se torne o pai que os filhos precisam. Mas é o amor que a faz esperar.

Quando o filho ou a filha se rebelam e rejeitam os valores e a tradição da família e abandonam o lar, não há outra saída senão esperar.

O filho pródigo ainda é filho. Não interessa por quanto tempo tenha saído de casa, se foram dias, semanas, meses, quem sabe até anos, o pai continua esperando porque ama.

Deus é o campeão no quesito espera. O coração dEle é marcado pelo desejo de ver todos incluídos no Seu círculo de amor.


O PRINCÍPIO DA BANANA – 11 DE JUNHO 2018

“Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1:19).

Certa vez, uma mulher me contou como descobriu o “princípio da banana” com sua filha adolescente. Fiquei pensando: O que será esse “princípio da banana”? Ela explicou. Percebera que a filha sempre se traía quando tinham alguma discussão. A garota simplesmente não expressava o que de fato sentia.

Um dia, ela pegou uma banana, sentou-se ao lado da filha e lhe fez uma pergunta. Enquanto a moça respondia, a mãe descascou a banana e lhe deu uma mordida. Depois de mastigar aquele pedaço, fez outra pergunta, deu uma nova mordida, e assim sucessivamente. Então notou que a filha conversava mais à vontade. O que acontecera? Enquanto a garota respondida à pergunta, a mãe não podia fazer qualquer comentário; apenas mastigava e ouvia. Este é o “princípio da banana”: disposição para ouvir. Pergunte, e depois, ouça.

Jesus era Mestre em fazer perguntas e ouvir pacientemente. Ele Se concentrava nos outros. Muitas pessoas centralizam-se em si mesmas. Para elas, ouvir é apenas uma pausa. Mal podem esperar que o interlocutor pare de falar, para que digam o que pensam. Estão mais interessadas em expor suas ideias do que ouvir as dos outros.

Mas, se uma pessoa fala sozinha, nunca pode saber o que vai na mente de outra. A essência do cristianismo é o interesse por outros. O amor permite liberdade de expressão dos pensamentos e sentimentos mais íntimos. Amar uma pessoa é importar-se genuinamente com ela. João escreveu: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4:7).

Você não pode me amar se não me conhecer. E não pode me conhecer se não ouvir meu coração. Portanto, pegue uma banana, Descasque-a, faça uma pergunta e morda a banana. Depois, ouça com o ouvido e o coração.


ABRE MEUS OLHOS – 10 DE JUNHO 2018

“O Senhor abre os olhos aos cegos” (Salmo 146:8).

Uma noite, no ano de 1849, J. Hudson Taylor, um adolescente inglês, ajoelhou-se ao lado de sua cama e orou por mais profunda consagração a Deus. Antes de levantar-se, Hudson ouviu o chamado divino e decidiu: iria para China, por amor a Cristo.

A partir desse dia, Hudson Taylor comprometeu-se com sua missão. Agências missionárias tentaram desanimá-lo. Sua saúde não era muito boa, não tinha educação religiosa formal, nem tinha dinheiro suficiente para pagar o curso de medicina. Mas o maior obstáculo era a indiferença das pessoas com relação à China. As necessidades de milhões de chineses eram um ponto cego para a maioria dos cristãos. A China era algo remoto e intangível, não para Hudson Taylor.

Depois de muita insistência, uma agência o enviou para a terra dos seus sonhos. Taylor estabeleceu a Missão do Interior da China, trabalhando em áreas onde nenhum estrangeiro jamais estivera. Foi dele a primeira missão interdenominacional que abriu caminho para o evangelismo mundial, no século 19.

Hudson Taylor desempenhou um importante papel na origem do movimento missionário moderno. Ele abriu muitos olhos que estavam cegos às necessidades de milhões de pessoas que viviam e morriam sem Cristo. O segredo de sua visão missionária é que, ainda jovem, aprendeu a dar respostas para Deus. E assim sua consciência tornou-se sensível.

Quando Deus o impressionou a dar sua última moeda de meia-coroa para uma família necessitada, ele a deu. Quando Deus sugeriu que ele falasse sobre Cristo para um colega cínico, Hudson falou. Ele sentia mais de perto e via mais claramente do que seus contemporâneos, porque deixava que Deus o iluminasse passo a passo.

Existe alguma coisa que não deixa você ouvir a voz de Deus? Sugiro que faça esta oração: “Senhor, abre meus olhos para que eu veja meu pecado e a Tua graça purificadora. Ajuda-me a ver os pontos cegos ou os meus defeitos de caráter. Dá-me um coração disposto a entregar tudo a Ti. Em nome de Jesus, amém.”


DESÇA DO PEDESTAL – 09 DE JUNHO 2018

“Eu sou a luz do mundo” (João 8:12).

Ao longo da História, muitos têm distorcido o caráter de Deus em nome do cristianismo. Um camponês egípcio foi considerado santo por viver quase 90 anos sozinho no deserto. Simon Stylites levou a negação do corpo às últimas consequências. Viver só no deserto não foi o suficiente. Ele construiu uma plataforma a 20 metros de altura, e ali viveu por 37 anos, vestindo peles de animais. Um ermitão chamado Makarios de Alexandria também tornou-se uma lenda. Durante um jejum, permaneceu em um canto de sua cela sem falar ou mover-se por 40 dias.

A ideia de que um cristão não deve ter contato com o mundo, para não ser contaminado pelo mal, é uma perversão; uma compreensão errônea da missão de Cristo. Afinal, Ele mesmo veio até o fosso de serpentes deste mundo para nos salvar do veneno do seu pecado. E pediu ao Pai: “Não peço que os tire do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo 17:15).

Alguém disse que os cristãos são como um barco. Não há problema se o barco estiver na água, desde que não haja água dentro do barco. Não há problema estar no mundo enquanto o mundo estiver fora do cristão. A vontade de Deus é que os cristãos transformem o mundo. Temos que ser como a “luz” e o “sal”, causando impacto ao nosso redor.

Deus nos chama para iluminar a escuridão, para dar um sabor positivo ao nosso ambiente. Ele nos chama para ser moldadores do mundo, e não para ser moldados pelo mundo. Cheio do Espírito de Cristo, motivado por Seu amor, vá até o seu mundo e faça a diferença. Não fique encarapitado em seu pedestal de beatice, como Simon Stylites, vendo o mundo marchar para o lago de fogo. Desça e envolva-se com as pessoas. Fale do amor de Cristo e observe como Deus pode operar milagrosamente em favor delas.


REMIDOS PELO SANGUE – 08 DE JUNHO 2018

“E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da Terra. Aquele que nos ama, e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (Apocalipse 1:5).

Ainda no alvorecer, Eliud caminha pelo acampamento de Israel levando um pequenino cordeiro branco. Dirige-se ao tabernáculo, onde vai degolar o animalzinho. Carrega também uma nódoa em sua memória, um pecado que lhe carcome os ossos. Ele tem que endireitar aquilo. À entrada do pátio externo do tabernáculo, Eliud espera com outros que também levam ofertas pelo pecado. Vê o sacerdote realizar o antigo ritual. Agora, chega sua vez.

Ajoelha-se junto ao cordeiro e coloca uma mão em torno do seu pescoço. O sacerdote se aproxima, Eliud coloca outra mão na cabeça do animal e confessa seu pecado, tentando não olhar nos olhos do cordeiro, cujo pescoço é atingido pelo golpe de uma faca. O sangue jorra sobre o chão. O cordeiro agita as patas apenas uma vez, e cai, inerte. Assistentes do sacerdote levam a carcaça até o grande altar. Escoam o sangue por uma vala na base do altar e, então, colocam o animal morto para ser consumido pelo fogo.

O sacrifício desse animal aponta para o perdão divino. A graça é tão real para Eliud como o sangue que ainda lhe mancha as mãos. A graça de Deus é gratuita, mas o pecado tem um custo: a morte do próprio Filho de Deus. Cada sacrifício do Antigo Testamento prefigurava a morte de Cristo. Sem a morte do cordeiro não havia perdão.

Mas nem o sangue de um milhão de animais poderia expiar nosso pecado. Somente o sangue do eterno sacrifício pode fazê-lo. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). E para lembrar o Seu povo da natureza horrenda e mortífera do pecado, Deus o instruiu a oferecer sacrifícios. “Sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9:22).

Como Eliud, podemos nos dirigir, não ao antigo santuário, mas à cruz. E aí, ao confessarmos nossos pecados, nossa culpa é transferida para o imaculado Cordeiro de Deus. Somos redimidos e nos tornamos livres!


ASSUMA A RESPONSABILIDADE – 07 DE JUNHO 2018

“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (II Coríntios 5:10).

Em seus quatro anos, Billy já era o terror do jardim de infância da sua igreja. Empurrava e derrubava as outras crianças, dava-lhes pontapés, e geralmente deixava tudo desarrumado. Um dia, a professora lhe propôs: “Billy, você gostaria de fazer a oração?” O pequeno briguento fez uma oração muito simples: “Jesus, por favor ajude essas crianças a não caírem tanto.”

Que pedido! Em uma só frase, ele se eximiu da responsabilidade pelas quedas e pelos ferimentos das outras crianças.

Mudança e responsabilidade andam juntas. Não podemos ter nenhuma mudança de comportamento a menos que assumamos a responsabilidade por nossas ações. Se somos simplesmente vítimas do nosso ambiente, o ambiente torna-se o responsável, não nós. Se somos apenas o produto do que os outros fizeram conosco, então eles são os responsáveis.

Assumir a responsabilidade por nossos atos é o primeiro passo que damos em direção às transformações em nossa vida. A menos que sejamos os donos das nossas ações, sempre teremos desculpas para nossa conduta. Deus nos deu livre-arbítrio, Seu Espírito nos impressiona a fazer o que é correto e nos capacita para isso. A conscientização de que somos moralmente responsáveis por nossos atos, a confissão dos pecados e a decisão de mudar permitem que recebamos o perdão e o poder de Deus. A graça de Deus nos salva da culpa e das garras do pecado.dec

O ambiente influencia nosso comportamento. Nossas escolhas o determinam. Ninguém escolhe por nós. Deus nos deu a capacidade de fazer nossas próprias escolhas morais.

Não seremos julgados com base na decisão de outros. Seremos julgados por nossas próprias decisões. O apelo de Moisés para Israel, milênios atrás, ainda hoje fala ao nosso coração: “Os Céus e a Terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:19).

A escolha é nossa. Sua voz ainda nos fala, hoje. Escolha a vida.


TRANSFORMADOS – 06 DE JUNHO 2018

“Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nEle” (Colossenses 2:6)

Como entramos na vida cristã e como vamos continuar sendo cristãos? Entramos na vida cristã entregando a vida a Cristo, abrindo o coração para fazer aquilo que nos tornará cada vez mais semelhantes a Ele. Alguns esperam a perfeição e mudança imediata em tudo. Esperam atingir rapidamente um grau de maturidade cristã. Querem ser capazes de dizer: “Vejam como mudei! Como em poucas semanas já demonstro que sou um cristão maduro.” São aqueles que gostam de dar batidinhas nas próprias costas dizendo: “Menino bom, hein! Eu sabia que você ia conseguir!”

Alguns confiam em seus esforços, tentam abandonar um mau hábito, ser mais disciplinados, mas depois de algum tempo desistem.

John Ortberg menciona que a transformação espiritual só vai acontecer com um poder especial fora de nós. E a compara com a travessia do oceano. Alguns tentam dia após dia ser bons e se tornar espiritualmente maduros. É como tentar atravessar o oceano num barco a remo. É cansativo e sem resultado. Outros desistiram de se esforçar confiando somente na graça de Deus. São como náufragos à deriva num barco de borracha. Não fazem nada, senão aguardar que Deus venha socorrê-los e os tire dali. Remar ou ficar à deriva – nada disso vai trazer qualquer transformação espiritual. A melhor imagem que temos é a de um barco à vela que se move graças ao vento. Não podemos controlar o vento, mas um bom navegador discerne a direção do vento e ajusta as velas. Precisamos apenas saber em que direção queremos ir, ajustar as velas e aproveitar a brisa que Deus manda.

Cada vez que abro a Bíblia e permito que Ele fale a mim, cada vez que oro e conto minhas necessidades, estou abrindo as velas do meu barco para o sopro do Espírito Santo. Cada vez que levo alegria a alguém ou torno o fardo da outra pessoa mais leve, isso é também uma demonstração de que estou sendo impulsionado pelo Espírito.

Você está perdendo alguma batalha no seu dia a dia? Não atingiu aquela altura espiritual que desejava? Caiu justamente no erro que não queria cometer mais? Está cansado de tentar e não conseguir? O vento do Espírito está pronto para empurrar seu barco.

“O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” (Jo 3:8).


NO PRINCÍPIO – 05 DE JUNHO 2018

“No princípio Deus criou os céus e a Terra” (Gênesis 1:1).

Nenhuma introdução seria mais apropriada para as Sagradas Escrituras do que esta: “No princípio Deus criou os céus e a Terra” (Gn 1:1). E ao mesmo tempo não existe verso mais discutido da Bíblia e que tenha levantado mais controvérsias, separando teólogos, eruditos e cientistas. Em hebraico, são sete palavras que trazem a ideia de absoluta inteireza na primeira frase da Bíblia.

O verso nos leva bem ao começo de tudo. Antes da vida humana, dos planetas, do céu, da terra. Através das Escrituras, a criação é celebrada como vindo das mãos de Deus. Note que a atenção é chamada para o Criador, não para a criação.

Eugene Peterson, na introdução do livro de Gênesis em sua paráfrase da Bíblia The Message, diz: “Primeiro Deus. Deus é o fundamento da vida. Se não tivermos um sentido de primazia de Deus, nunca vamos fazer nada certo. Não Deus na margem; não Deus como uma opção; não Deus nos fins de semana. Deus no centro da circunferência; Deus primeiro e último; Deus, Deus, Deus.”

Veja estas verdades importantes que aprendemos de Gênesis 1:1:

1. A criação teve um começo. Desde quando o Universo existe? Isso continua sendo um mistério. “Ele é antes de todas as coisas, e nEle tudo subsiste” (Cl 1:17).

2. As Escrituras pressupõem Deus como Criador do Universo e de tudo o que existe.

3. Deus não dependeu de matéria pré-existente para criar o Universo. “Aquilo que se vê não foi feito do que é visível” (Hb 11:3).

4. Deus é o único Criador de tudo o que existe. Nada de ficção, de que a vida surgiu espontaneamente por processos evolutivos; a Bíblia fala de um Deus pessoal que criou todas as coisas com um propósito.

5. Nossa existência e a deste mundo têm um propósito. Esse primeiro verso das Escrituras responde a três perguntas importantes: “De onde vim?” (pergunta solene sobre a origem). Dependendo da resposta que dermos a essa primeira pergunta, vamos encontrar resposta a outras duas: “Para onde vou?” (pergunta sobre o futuro), e “Para que vivo?” (pergunta sobre o sentido da vida).

Amigo ouvinte, “cada manhã nos despertamos para alguma coisa que em toda a eternidade nunca foi antes e nunca será depois. E você que desperta nunca foi o mesmo antes nem será também o mesmo depois”, como se fosse tudo uma nova criação.

Que bom saber que Deus é o nosso Criador!


ARREPENDIDO? – 04 DE JUNHO 2018

“Deem fruto que mostre o arrependimento” (Mateus 3:8).

O verdadeiro arrependimento produzirá mudança de atitudes, palavras e comportamento. Porém, inclui mais do que isso. Não significa simplesmente pedir desculpas e prometer nunca mais cometer o mesmo erro. Não significa punir a si mesmo, deixar de comer ou deixar de comprar algumas coisas. O verdadeiro arrependimento tem facetas que servem para medir até onde ele é verdadeiro.

Ao se encontrar com Jesus, você perceberá que deixou alguns rastros não luminosos pelo caminho. Precisará de humildade e honestidade para acertar algumas coisas, para restaurar um relacionamento rompido por causa de uma provocação, do que falou numa explosão de raiva ou de uma mentira.

Quando duas pessoas se encontram arrependidas com o objetivo de restaurar o relacionamento, estão ambas no território da graça. Ficam de fora as racionalizações que tentam explicar o porquê do erro cometido: “Fiz isso porque”, “Mas”, “Minha intenção era outra”… Quando você tenta explicar, passa a ideia de que quer encolher o máximo possível seu erro. É melhor encarar esse momento com humildade e reconhecer como o filho pródigo que errou: “Pequei contra o Céu e contra ti” (Lc 15:18).

Diga simplesmente: “Sei que você ficou ferido com o que falei. O erro foi meu. Perdoe-me.” Deus vai preparar suas palavras e o coração da pessoa com quem você vai falar para que a restauração seja efetivada. Se não der para falar pessoalmente, telefone ou use o correio eletrônico para não deixar a reconciliação para depois.

A outra faceta é a que chamamos de restituição. É a reposição pelo prejuízo material causado à outra pessoa; dívidas reconhecidas, mas não pagas, etc. O exemplo bíblico mais patente é o de Zaqueu. Imediatamente após seu encontro com Jesus, ele disse: “Vou devolver a quem cobrei mais do que devia, de quem tirei proveito me valendo da ignorância das pessoas.”

É o que diz o pensamento: “O reconhecimento da dívida sem esforço para pagá-la não é arrependimento.” Desse ponto de vista, o arrependimento não é fácil.

Você pode orar hoje a Deus, dizendo: “Senhor, no centro do meu pecado está o desejo de seguir meu próprio caminho. Escolho hoje sair do meu caminho para o Teu caminho. De meus planos para Teus propósitos, de minha independência para a Tua soberania. Ao voltar para Ti, espero na Tua graça e na Tua misericórdia.


UM CORAÇÃO SEDENTO – 03 DE JUNHO 2018

“Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador!” (Salmo 19:14).

O autor Mortimer Adler diz que, quando lemos uma carta de amor, “lemos cada palavra três vezes; lemos nas entrelinhas, pesamos cada frase, percebemos a cor de cada palavra e procuramos um significado até mesmo na pontuação”. É por isso que depois de algum tempo os namorados já sabem a carta de memória. O importante não é a carta em si, mas quem a escreveu. É isso que dá significado à carta. É aquela carta que você abre primeiro, vai ler com interesse e a separa de todas as outras.

Que lugar a Bíblia ocupa em nossas afeições e em nosso tempo? Quando você lê a Bíblia, abre o coração para o que Deus está revelando? Como a vida devocional se enquadra em sua agenda? Encontrar tempo para um momento devocional com qualidade é, hoje, grande desafio para todos, e muitas vezes nos sentimos frustrados por não dedicar a quantidade ou a qualidade de tempo necessário para isso. Você precisa tornar esse momento uma “ilha” no meio de tudo o que está fazendo e pedir que Deus lhe fale ao coração. Esse momento requer mais do que apenas desligar o celular e fechar a porta do escritório ou do quarto.

Parar e se sentar é um grande desafio. Não é um momento de inatividade. É um momento para ampliar sua sensibilidade espiritual e restaurar a alma. Necessitamos procurar a Deus com interesse; aproximar-nos dEle com fome e sede. Peça-Lhe ouvidos para ouvir e percepção para sentir a maneira pela qual Ele está tentando Se comunicar com você.

A quietude é muito importante para perceber com mais nitidez a voz de Deus. Deus não escolheu Se revelar a Elias no vento forte, no terremoto nem no fogo. A agitação pela qual o profeta estava passando pedia apenas uma voz mansa e suave. Deus falou a Elias por meio do sussurro.

A voz de Deus se torna mais clara num ambiente calmo e numa atmosfera de silêncio. Para ouvir um sussurro ou uma voz mansa e suave você não pode estar de um lado da sala e a outra pessoa no lado oposto. Tem que haver proximidade.

“Quando as Tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a Ti” (Jr 15:16).


ADOTADA PELA ESPERANÇA –  02 DE JUNHO 2018

“Por um ato de fé, Raabe, a prostituta de Jericó, deu as boas-vindas aos espias, e escapou da destruição que veio sobre aqueles que se recusaram a confiar em Deus” (Hebreus 11:31, The Message).

Há pessoas que atraem para si um cognome ou epíteto que as acompanha até mesmo depois da morte: Ivan, o terrível; Ricardo, coração de leão; Átila, o flagelo de Deus; e outros.

Foi mais ou menos o que aconteceu com Raabe. Ela era cananita. Fora criada num ambiente pagão. Era uma namoradeira. Uma “dama da noite”. Por que o escritor de Hebreus foi tão rude não omitindo esse detalhe ao falar de Raabe, dizendo que fora prostituta? Se ela fosse apresentada hoje dessa maneira em qualquer igreja, a irmandade de “gosto mais refinado” não aprovaria a participação dela entre os membros.

No passado, é verdade, ela havia sido prostituta, mas passou a fazer parte do povo de Deus. De seus herdeiros vieram reis e também o próprio Jesus. Paulo diz que ela não era sacerdotisa, nem era de linhagem real. Como uma “dama da noite”, dificilmente esperaríamos que fosse usada por Deus. Ao apresentar Raabe dessa maneira, Deus estava querendo dizer: “Vejam, que surpresa! Olhem só como a graça é maravilhosa! Vejam como Deus olha as pessoas de maneira diferente de vocês. Que mudança a graça pode realizar na vida de uma pessoa!”

No caso de Raabe, Deus levou em conta a fé dela, não sua “profissão”. Deus foi ao encontro de uma jovem que disse: “Eu quero mudar.”

Dificilmente imaginaríamos que Deus pudesse incluir uma prostituta em Seus planos. Foi essa atuação de Deus que levou Paulo a afirmar: “Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus” (1Co 1:27-30).

Deus é soberano. Ele escolhe quem quer. Raabe é uma dessas surpresas. Ela mesma disse aos espias: “Pois o Senhor, o seu Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na Terra” (Js 2:11).


SINAL DE DEUS? – 01 DE JUNHO 2018

“Pois bem. Vou pôr um pouco de lã no lugar onde malhamos o trigo. Se de manhã o orvalho tiver molhado somente a lã, e o chão em volta dela estiver seco, então poderei ficar certo de que Tu realmente me usarás para libertar Israel” (Juízes 6:37, NTLH).

Há muitos que tomam este episódio do Antigo Testamento como se fosse uma norma para tomar decisões em determinadas situações. O caso de Gideão não foi mencionado na Bíblia com a finalidade de se tornar numa fórmula espiritual.

Quem sabe você também já tenha usado sua “porção de lã” diante de uma situação em que queria ter a segurança de que aquela era a vontade de Deus. Pode ter pensado que uma maneira segura e rápida de tomar uma decisão seria pedir um sinal de Deus.

Alguns são muitos criativos: “Senhor, se quando eu estiver indo para a cidade cruzar com uma caminhonete amarela, isso será sinal de que devo aceitar esse emprego e não o outro.” “Se eu encontrar um lugar para estacionar, é sinal de que Tu queres que eu curse biologia e não fisioterapia.” “Se a estrela piscar uma vez, devo dizer ‘sim’; se piscar duas, digo ‘não’; e se piscar três, é ‘ainda não’.” “Senhor, que ele telefone… que ela envie um e-mail.” Ou diante da decisão de terminar o namoro, dizemos: “Vou escrever ‘sim’ e ‘não’ em dois pedacinhos de papel. O que sair, é o que vou fazer.” Quando o papel está de acordo com o que pensamos, nos apressamos em executar o “plano”. Que bom! Era isso mesmo! Mas quando o papel desafia nossa preferência, levando-nos à decisão que temíamos, colocamos em dúvida o que fizemos. “Será que eu realmente orei com fé? Acho que deveria orar de novo.” E completamos: “Senhor, agora é pra valer.”

Outro motivo pelo qual somos inclinados a pedir um sinal de Deus é a necessidade de fugir às consequências de nossa decisão. Ao pedir um sinal, se as coisas não derem certo, e as consequências forem as que temo, poderei jogar a culpa no processo, não em mim mesmo.

Deus nos deu um cérebro dotado de capacidade de pensar, avaliar e pesar as decisões. Mas quantas vezes, com preguiça de pensar, seguimos um atalho. Queremos colocar Deus dentro de nossos limites e manipular os eventos a nosso favor, conforme nossa vontade.

Hoje, também, mudar de emprego, mudar de curso, escolher o(a) companheiro(a) para toda a vida, são decisões que requerem discernimento, sabedoria e boa dose de entrega. Peçamos a Deus que nos faça submissos e humildes para aceitar Seus planos para nossa vida.


JUNHO 2018


ABRIGO E REFÚGIO – 31 DE MAIO 2018

“E será um abrigo e sombra para o calor do dia, refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva” (Isaías 4:6).

Sombra, abrigo, refúgio, esconderijo. São lugares para aqueles que se sentem cansados, com medo e/ou perseguidos pelo inimigo. São lugares de confiança, de proteção, para trazer paz, refazer as forças e apagar o medo.

Sombra para o calor do dia. Quem já enfrentou uma longa caminhada, sob o sol quente, com vegetação escassa ou no cerrado, na época da seca, conhece o valor da sombra. E como é bom quando no caminho aparece uma árvore para fornecer uns minutos de sombra e descanso, a fim de refazermos as forças para prosseguir.

A “sombra” no seu dia de trabalho pode ser aquele colega que se detém para cumprimentá-lo; pode estar na voz e no jeito de a esposa falar ou sugerir, ou mesmo escutar; pode ser alguém que se oferece para ajudá-lo num projeto, quando sabe que seu tempo está escasso. Precisamos de uma “sombra” quando temos mais trabalho sobre a mesa do que o tempo nos permite realizar. Quando nossas responsabilidades aparecem como um redemoinho de compromissos e prazos finais. Precisamos da “sombra” do Onipotente para descansar e nos refazer.

O verso de hoje também fala de refúgio e abrigo contra a tempestade. Quando a chuva vem mais rápido e mais forte do que se espera, temos que correr e procurar refúgio. Quantas campais de desbravadores não sofreram com a chuva… Painéis e cenários desfeitos, colchões e cobertores ensopados de água e transtorno na programação. Aí tínhamos que procurar abrigo e refúgio em galpões, ginásios, salões e escolas. Pelo menos, ficávamos abrigados.

Gosto muito desta oração: “Confio hoje no poder de Deus para me guiar. Na força de Deus para me sustentar. Na soberania de Deus para me ensinar. No olhar de Deus para velar. No ouvido de Deus para me ouvir. Na palavra de Deus para me falar. Na mão de Deus para me proteger. No escudo de Deus para me proteger. Nas hostes de Deus para me defender. Cristo comigo, Cristo adiante de mim, Cristo na minha retaguarda, Cristo dentro de mim, Cristo sobre mim. Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda. Cristo na largura, Cristo na extensão. Cristo na altura, Cristo no coração de cada homem que se lembra de mim…”

É bom saber e lembrar que Deus cuida de nós e é escudo, abrigo e refúgio em qualquer momento.


VOLTE SEM MEDO – 30 DE MAIO 2018

“Não tenha medo”, disse-lhe Davi, “pois é certo que eu o tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai” (II Samuel 9:7).

A história dele é uma das mais bonitas da Bíblia. Está entremeada de incidentes nos quais se manifesta a graça de Deus. Ele esperava crescer para viver como príncipe, mas no dia em que seu pai, Jônatas, e seu avô, Saul, foram mortos numa guerra, na fuga apressada do palácio, uma queda o deixou aleijado para o resto da vida. Nessa ocasião, ele devia ter entre quatro e cinco anos. Seu nome era Mefibosete.

Ele tentou se esconder de Davi e se refugiou na cidade de Lodebar. Daí para a frente, sempre se via como alguém defeituoso, aleijado, inútil. Ou, conforme suas próprias palavras, como “um cão morto” (v. 8).

À medida que crescia, escutava os outros lhe dizerem: “Você é que devia estar sentado lá no trono. Cuidado! Davi é seu inimigo. Ele vai enviar seus soldados para prendê-lo e levá-lo ao palácio.”

Bem distante dali, um dia Davi andava pelo palácio e meditava em sua própria vida, e em como Deus o levara da posição de simples pastor de ovelhas para ser rei. Seu coração se encheu de gratidão. Perguntou a um dos servos do palácio, Ziba, se conhecia algum descendente da casa de Saul. Quando soube da história de Mefibosete, pediu que o comandante do exército, acompanhado da cavalaria real, o trouxesse ao palácio, dizendo: “A quem eu possa mostrar a lealdade de Deus” (v. 3).

Antes que Mefibosete imaginasse, a graça do rei saiu à sua procura. O sonho de criança, de morar em um palácio, tornou-se realidade. E não apenas isso, ele agora era membro da família real, e podia comer à mesa junto com o rei e seus filhos.

Nós somos os “Mefibosetes” da vida. Nascemos para ser filhos do rei, mas levamos no corpo as marcas da queda. Perdemos nosso lugar no palácio para nos refugiar em algum lugar deserto. Por nós mesmos, não podemos nos aproximar do rei.

Quando você pensar que foi esquecido por Deus, quando estiver no limite de não acreditar em mais nada, a graça sairá ao seu encontro.

Não importa o que tenha acontecido com você, nem por quanto tempo tenha se escondido de Deus. Você pode voltar. Você será recebido, e reassumirá sua posição como filho do rei.


CRISE NO JARDIM – 29 DE MAIO 2018

“Adiantando-Se um pouco, prostrou-Se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mateus 26:39).

Segundo a literatura médica, uma pessoa pode transpirar gotas de sangue, estando sob estresse que produz terror excessivo ou cansaço extremo. Voltaire, o cético francês, em seu ensaio sobre as guerras civis da França, descreveu uma cena na qual um homem suava sangue. Quase dois anos depois do massacre do Dia de São Bartolomeu, o Rei Carlos IX teve uma estranha doença para a qual não se achou cura. Seu sangue gotejava pelos poros. Para Voltaire, “aquilo foi o resultado de medo excessivo, de uma violenta luta interior e da vingança divina contra o pecado”.

Houve uma noite em que Jesus suou gotas de sangue. O destino do mundo estava em jogo, e Ele Se deparava com uma escolha difícil: voltar para o Céu, assegurando Sua salvação, ou enfrentar a cruz como um pecador condenado e, assim, garantir a nossa salvação.

Ellen White escreveu: “O tremendo momento chegara – aquele momento que decidiria o destino do mundo. Na balança oscilava a sorte da humanidade. Cristo ainda podia, mesmo então, recusar beber o cálice reservado ao homem culpado. Ainda não era demasiado tarde. Poderia enxugar da fronte o suor de sangue, e deixar perecer o homem em sua iniquidade. … Sofrerá o Inocente as consequências da maldição do pecado, para salvar o criminoso? Trêmulas caem as palavras dos pálidos lábios de Jesus: ‘Pai Meu, se este cálice não pode passar de Mim sem Eu o beber, faça-se a Tua vontade.’” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 690).

Cristo não podia suportar a ideia de nossa perdição. O sangue que verteu de Sua fronte naquela noite e, depois, na cruz, é o sangue remidor, o sangue da salvação, vertido por você e por mim, a vida de Deus entregue a um preço infinito. Tudo o que nos resta é dizer: “Obrigado, Jesus, porque derramaste o Teu sangue, para que possamos experimentar o derramamento da Tua graça.”


O ESPELHO DE DEUS – 28 DE MAIO 2018

“Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da Palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tiago 1:22-24).

Arthur Bietz fala de uma princesa africana cujos súditos enalteciam sua beleza e graça. Contudo, sua autoestima foi aniquilada no dia em que um comerciante que ali passava lhe vendeu um espelho. Horrorizada com o reflexo da sua própria feiura, ela o despedaçou.

Assim como um espelho, a lei de Deus revela exatamente quem somos. É possível que, ao nos contemplarmos nela, fiquemos também horrorizados com o que virmos. Porém, destruir ou ignorar a lei não vai mudar nossa condição. As imperfeições continuarão no mesmo lugar.

Uma olhada superficial na lei de Deus pode nos dar um sentimento de condescendência e, em nossa presunção, podemos imaginar que estamos muito bem. Mas Jesus revela que a obediência à lei vai além da superfície da letra; tem que ver com o coração. Aqui estão alguns exemplos dados por Ele.

Transgredir o sexto mandamento: “Não matarás” (Êx 20:13), vai muito além do ato físico de matar. A raiva descontrolada, o ressentimento e a amargura são uma violação do mandamento.

Transgredir o sétimo mandamento é muito mais do que o ato físico do adultério. O olhar lascivo precede esse ato. Os que permitem à mente inundar-se com imagens de atos sexuais, nudez, pornografia ou lascívia – em sua realidade ou em fantasia, por meio de vídeos, filmes, ou programas de televisão – estão violando o sétimo mandamento.

Diante da lei, todos somos pecadores. Nossa única esperança é a graça de Deus. Nosso orgulho, fruto de justiça própria, e nossa presunçosa complacência nunca poderão salvar-nos. Somente a graça de Deus pode nos redimir. Sem ela, estamos perdidos. Agora mesmo, celebremos essa graça, e, através dela, obedeçamos à Sua lei.


O VIVER É CRISTO – 27 DE MAIO 2018

“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

Assim como Paulo, João Huss foi totalmente comprometido com o Senhor. Condenado a morrer na fogueira, Huss enfrentou a chamada “cerimônia de degradação”, na qual dignatários da Igreja o despojaram de sua identidade como sacerdote e cristão. Primeiro, o cálice da Ceia do Senhor foi tomado de suas mãos, e os dignatários apresentaram acusações contra Huss. Ele respondeu dizendo: “Espero beber do cálice no reino de Deus.” Depois, removeram suas vestes uma a uma, pronunciando, uma após outra, a respectiva maldição. Huss respondeu que estava disposto a sofrer essa vergonha em nome do Senhor.

Finalmente, recebeu uma coroa de papel. Nela, via-se a figura de três demônios brigando pela posse de uma alma, e a inscrição: “Este é um arqui-herege.” Os bispos pronunciaram a última maldição: “Encomendamos sua alma ao diabo!” João Huss respondeu calmamente: “E eu a encomendo ao misericordioso Senhor Jesus Cristo.” Esse corajoso homem, na verdade, estava dizendo: “Vocês podem tirar tudo de mim. Podem degradar-me publicamente, mas não podem tirar o que me é mais precioso: minha relação com o Senhor Jesus Cristo.”

João Huss ecoou as palavras de Paulo. Aprisionado em Roma, Paulo escreveu a carta aos filipenses, considerada por muitos estudiosos “a epístola da alegria.” Ele perdeu a liberdade, mas seu coração rejubilava. Sua reputação foi conspurcada, mas o coração estava cheio de alegria. Perderia a vida, mas, com júbilo, escreveu: “para mim, o viver é Cristo” (Fp 1:21).

Paulo continua: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:7 e 8). Se você foi despojado de tudo, riquezas, fama, trabalho, família, alegria e amigos, mas ainda tem Cristo, tem o suficiente.

Paulo e Huss descobriram isso. Você também o pode.


MAIS DEVAGAR! – 26 DE MAIO 2018

“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (Isaías 56:2).

Conta-se que o biólogo Thomas Huxley chegou atrasado a uma cidade onde devia fazer uma palestra. Apressado, entrou em uma carruagem e gritou para o condutor: “A toda velocidade!”, no que foi atendido. Huxley tomou seu lugar e, depois de alguns solavancos, perguntou: “Escute aqui, amigo, você sabe aonde eu quero ir?”

“Não, senhor”, o condutor respondeu, “mas estou indo o mais rápido possível.”

Hoje, muitas pessoas vivem correndo, sem saber para onde vão. Um pânico frenético as colocam em movimento, mas elas nem sabem por quê. Vão até o limite para alcançar o sucesso, e, então, ficam pensando: “Mas o que é, realmente, o sucesso?” Deus tem uma resposta.

O sábado nos convida a refletir sobre os valores importantes da vida, fazendo-nos lembrar de nossa origem. Ele nos fala de um Deus que Se preocupa conosco. Em meio ao ritmo alucinado da vida do século 21, o sábado é um convite para que reavaliemos nossas prioridades.

Quando o faraó egípcio impeliu os filhos de Israel para além de seus limites num projeto de construção, Moisés os levou de volta à guarda do sábado. Irado, Faraó fez esta acusação: “O povo da terra já é muito, e vós o distraís das suas tarefas” (Êx 5:5). A palavra “distrair” nessa passagem também pode ser traduzida como “guardar o sábado”. Moisés sabia que os israelitas poderiam perder o rumo. Sabia que seus fardos poderiam obscurecer a visão de Deus, e os convidou a desfrutar o descanso sabático.

Reavaliemos nossas prioridades. Liguemo-nos outra vez com o Criador. Voltemos às nossas origens. O Senhor ainda nos convida a descobrirmos os valores eternos, em meio à pressa dos nossos dias. Sem esta pausa sabática para refletir e adorar, perderemos nossa perspectiva. Com ela, a vida estará no rumo certo.


DEUS ME CONHECE – 25 DE MAIO 2018

“O Senhor fez a Terra pelo Seu poder; estabeleceu o mundo por Sua sabedoria e com a Sua inteligência estendeu os céus” (Jeremias 10:12).

O pensamento do poder criativo de Deus é incrível. Com toda a nossa tecnologia moderna, com todo o nosso conhecimento de computadores, limites espaciais e neuropsicologia, jamais fomos capazes de criar sequer uma minúscula centelha de vida no laboratório! Mas você já se sentiu tão abismado diante do tremendo poder de Deus que tenha começado a imaginar como é possível que Ele olhe para a Terra e Se preocupe em cuidar dos insignificantes seres humanos espalhados aqui?

A mensagem da Bíblia é que o Deus que criou as incontáveis complexidades do mundo tem interesse pessoal em cada um de nós. Podemos ter um vislumbre da majestade do nosso Criador nos lugares e momentos menos esperados: No esplêndido pôr-do-sol – com sua beleza singular, coroando os últimos momentos de cada dia. Na profusão de flores perfumadas – cada uma pontilhando a paisagem com seus delicados matizes. Nos fragrantes pinheiros e folhas de outono. Nas geadas de inverno e nos picos nevados. Em cada botão que se abre, bem como nas minúsculas sementes. Vemos no mundo inteiro a impressão digital do toque do Mestre.

Diante disso, devemos unir-nos ao louvor de Davi: “Grandes são as obras do Senhor. … Em Suas obras há glória e majestade” (Salmo 111:2 e 3).

Deus não só deu aos homens e mulheres um belo universo onde viver, como cuida de todas as demais necessidades deles. Não lhe traz paz de espírito o fato de saber que Deus está no controle do Seu Universo? E nós fazemos parte desse Universo – na verdade, do ponto de vista da Terra, somos a parte mais importante do Seu Universo. Nenhum problema em nossa vida é pequeno demais para levarmos ao Deus do fantástico átomo e do delicado beija-flor; nenhum problema é grande demais para levarmos ao Deus que sustém incontáveis mundos no espaço e os mantém funcionando “pontualmente”!

Que paz e confiança podemos desfrutar ao saber que nada pode acontecer em nossa vida que seja pequeno demais ou difícil demais para Deus resolver. E porque Ele é Onisciente e continuamente confiável, fará sempre o que é melhor para nós, fundamentado em um amor que é eterno.


O SÁBIO É CAUTELOSO – 24 DE MAIO 2018

“O sábio é cauteloso e desvia-se do mal, mas o insensato encoleriza-se e dá-se por seguro” (Provérbios 14:16).

Um jovem casado, assediado por muitas mulheres, recebeu o conselho sábio de seu patrão, um homem cristão e experiente: “Não dê atenção a essas damas.” O jovem respondeu com ironia: “Há muita sabedoria em números”, referindo-se ao livro bíblico de Números. “É possível”, disse o patrão, “mas, com certeza, há mais sabedoria no Êxodo.”

O provérbio de hoje apresenta uma advertência: Fuja do mal. Não complique a sua vida. Evite a tentação. O primeiro pecado do mundo aconteceu porque Eva achou que podia “administrar” a tentação. Sua segurança estava em conservar-se longe da árvore. Você conhece o fim da história.

Pessoas sábias jamais correm riscos desnecessários. Não querem saber quão perto podem chegar do precipício. O insensato rejeita os conselhos, encoleriza-se quando alguém tenta mostrar-lhe o perigo. Sente-se seguro e acha que nada tem a aprender.

Séculos atrás, o apóstolo Paulo estabeleceu um princípio de segurança espiritual. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10:12).

As grandes derrotas da vida não acontecem quando estamos em guarda. Mas quando, confiados em nossas vitórias passadas, achamos que estamos seguros e abaixamos a guarda.

Aconteceu com Belsazar, em Babilônia. Seu império parecia invencível. Seus inimigos estavam dominados e dedicou-se a viver em clima de festa. Foi uma noite de festa que se transformou em tragédia, porque o exército medo-persa invadiu e destruiu Babilônia.

Aconteceu com Golias. O que poderia fazer um garoto, com uma funda e cinco pedrinhas? Abaixou a guarda. Num segundo, o gigante jazia derrotado no chão.

Fuja do mal. Seja sábio. Pare hoje mesmo de brincar com o perigo. Não abaixe a guarda. Não sinta segurança nas suas próprias forças. Isso pode ser fatal.

Que Deus lhe dê um dia maravilhoso. E não se esqueça de que “o sábio é cauteloso e desvia-se do mal, mas o insensato encoleriza-se e dá-se por seguro”.


DEUS CRIOU VOCÊ – 23 DE MAIO 2018

“Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida” (Salmo 104:33).

Você já experimentou a sensação de estar boiando sem rumo no mar desta vida? Então, leia esta meditação. O Salmo 104 é a versão poética do Gênesis. O tema central é o reconhecimento de Deus como Criador e Sustentador do Universo.

No verso de hoje, o salmista promete cantar louvores a Deus enquanto viver. Essa promessa é motivada pela segurança que experimenta ao reconhecer-se criatura, obra-prima do Criador. Diferente do homem de nossos dias: humanista, relativista, pluralista, que deseja ser o deus de seu destino, dono absoluto de seus padrões de comportamento.

Que ironia! A liberdade que o homem procura vira libertinagem. A independência que busca transforma-se em escravidão dos próprios instintos. Machuca-se, fere-se, destrói-se e não é feliz.

O salmista sabe que é criatura. Aceita este fato. Não é submissão irracional. Seu desenvolvimento dependerá justamente de saber que tem um Criador que o colocou neste mundo para escalar montanhas e voar pelo azul infinito de realizações inéditas.

A loucura do homem é paradoxal. Trágica sua busca sem sentido. Quanto mais procura, menos acha. Perde-se no labirinto de seu raciocínio, sufoca-se na sua amargura e na sua angústia. Mergulha como o peixe no seu próprio aquário e, exausto, tira a cabeça buscando o oxigênio que não achou nas suas próprias águas.

Eu não quero essa vida para mim, parece dizer o salmista; por isso, reconhecerei meu Deus como Criador, enquanto viver. É a única garantia de que a minha vida continuará tendo sentido.

E quanto a você? Não acha que chegou a hora de escutar menos as explicações humanas e volver mais os olhos em direção a Deus? Ele é seu Criador e sabe melhor do que ninguém como funciona a intrincada maravilha de sua mente e de seu corpo.

Não inicie as atividades hoje sem reconhecer-se criatura. Deus é pai, você é filho. Diga como Davi: “Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida.”


PREGUIÇA – 22 DE MAIO 2018

“Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria” (Provérbios 14:23).

Sabino gosta de falar. Não há nada de errado nisso; afinal de contas, falar é um dom recebido de Deus. O problema de Sabino é que ele criou um universo encantado de palavras dentro do qual parece mover-se com facilidade. As pessoas olham para ele e não sabem se brinca ou fala sério. Pela convicção que coloca no que diz, dá a impressão de que ele acredita nas fantasias que inventa.

Sabino passa necessidades e privações. Foge do trabalho como o gato foge da água. Nenhum trabalho está à sua altura. Já passou dos 30 anos e continua esperando que um dia apareça o emprego certo para “o nível de sua preparação”.

Ao lermos o conselho de Salomão hoje, temos a impressão de que Salomão conheceu de perto o Sabino. O verso de hoje afirma: “Pare de falar e faça alguma coisa porque, de outro modo, você vai viver em permanente pobreza.”

A palavra “trabalho”, usada no texto de hoje, em hebraico é eseb. Literalmente, significa “instrumento doloroso”. É a referência ao trabalho depois da entrada do pecado, quando Deus disse a Adão que, a partir daquele momento, ele comeria com dor.

Segundo o verso de hoje, o homem sábio prefere o trabalho do que “meras palavras”. Estas só conduzem à pobreza, enquanto o trabalho promove o crescimento.

Na maioria das vezes, o falar muito é primo-irmão da preguiça. E esta anda tão devagar que, mais cedo ou mais tarde, é alcançada pela pobreza ou pela desonestidade.

Não fuja do trabalho honesto. “Em todo trabalho há proveito”, afirma Salomão. Qualquer trabalho, seja pequeno ou grande, enobrece o ser humano. Cruzar os braços e aguardar uma “melhor oportunidade” é o caminho mais curto para a inutilidade. E uma vida inútil é uma morte prematura.

Hoje pode ser um dia diferente na sua experiência. Faça o que vier às suas mãos para fazer, mas faça-o! A vida é como uma máquina. Nunca funcionará se você não apertar o botão. É preciso começar.

Comece e lembre-se: “Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria.”


QUEM É O HOMEM? – 21 DE MAIO 2018

“Que é o homem, que dele Te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Salmo 8:4).

Outro dia, um homem envolvido em mil e um problemas disse: “O que vim fazer neste mundo? Vim só para sofrer? Melhor teria sido não haver nascido.” Alguma vez você já se perguntou para que veio ao mundo? Qual é o propósito de sua existência? Quem é você?

Uma noite, o salmista contemplava o céu infinito, a lua e as estrelas e, de repente, ao ver toda aquela beleza natural, perguntou com espontaneidade: “Que é o homem?” O que é o homem diante da magnificência do Universo? Uma partícula de pó? Nada? Quase nada?

Enquanto muitos acreditam que o ser humano é nada mais do que um animal racional, ou seja, um animal um pouco superior aos outros animais, Davi, contemplando o espetáculo daquela noite maravilhosa, responde sua própria pergunta, afirmando: “Fizeste [o homem], … por um pouco, menor do que Deus” (Sl 8:5).

Que é o homem, afinal de contas? Um pouco maior que os bichos ou um pouco menor que os anjos? Depende da sua perspectiva. Para você, o homem é fruto do acaso? Um acidente milenar? Ou fruto do amor maravilhoso de Deus?

Se ele é fruto do acaso, então sua existência não tem um propósito. Tudo que acontece com ele é um acidente. Ele é uma pobre vítima de um destino desconhecido.

Por outro lado, se é fruto do amor de Deus, ele sabe de onde vem e para onde vai. Tem nas mãos o mapa que o conduzirá à realização de seus sonhos. Tem à sua disposição a Tocha que iluminará sua vida nas circunstâncias mais escuras. Tem o braço forte de seu Criador, que a cada passo sussurra aos seus ouvidos: “Não tenha medo, Eu serei contigo.”

Você pode estar vivendo o drama mais horrível da vida. Como ser humano sujeito ao desânimo e ao derrotismo, pode sentir que não existe saída para os problemas que o rodeiam. Mas se acreditar que você é fruto do amor de Deus, até a dor e as lágrimas têm sentido. Nada que acontece na vida dos filhos de Deus acontece por acidente. Tudo tem um propósito. Talvez ele não possa ser visto hoje, mas amanhã será esclarecido.

Por isso, hoje, tente olhar além das nuvens. Diante da pergunta do salmista: “Que é o homem, que dele Te lembres?” Responda: Eu sou um filho maravilhoso de Deus.


RIQUEZA  OU COROA? – 20 DE MAIO 2018

“Aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia” (Provérbios 14:24).

Há dois caminhos e dois destinos: o céu ou o inferno, a felicidade ou a desgraça, a riqueza ou a pobreza. Você é a única pessoa que pode escolher por si. O resultado de sua escolha será vida ou morte.

O livro de Provérbios dá a impressão de ser repetitivo. As palavras “sabedoria” e “insensatez” são as que mais se repetem. O destino final dos sábios é prosperidade e glória. O fim dos insensatos é vergonha e tristeza.

A vida é curta e apenas uma. Assemelha-se à nota de um real. Você pode gastá-la como quiser, mas apenas uma vez. Não existe volta. Se você a desperdiçou e a morte o surpreender, não há uma segunda oportunidade.

A sabedoria que vem de Deus desperta em você a consciência da brevidade e da seriedade da vida. Você não se assusta nem se desespera, mas aproveita com sensatez cada minuto da existência.

No texto de hoje, Salomão enfatiza a recompensa de viver com sabedoria. Ele menciona a riqueza como a coroa que os sábios conquistam. Riqueza, aqui, tem o sentido de felicidade, prosperidade, êxito e tudo aquilo que o ser humano almeja.

Você pode receber satisfação ou tristeza no fim da vida. Depende só de você. A vida lhe dá tempo e espaço. É você quem decide com que preenchê-los.

Lamentavelmente, sabedoria não é algo que se encontra nas prateleiras do conhecimento humano. Só o companheirismo e a comunhão diária com Jesus o ensinam a viver. Você lê a Palavra de Deus e imediatamente ela produz na sua mente um pensamento, que se transforma em sentimento, e que dá lugar à decisão.

As decisões diárias alimentam-se de informações. Se estas vêm de Deus, as decisões são sábias. Se vierem apenas dos seres humanos, são apenas humanas. E, como tudo aquilo que provém do homem, são inconsistentes, passageiras e sujeitas a erros.

Faça de hoje um dia de decisões sábias. Busque na Palavra de Deus a orientação oportuna para viver com sabedoria, porque “aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia”.


MARTA E MARIA –  19 DE MAIO 2018

“Respondeu o Senhor: ‘Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada’” (Lucas 10:41, 42).

Você já deve ter preparado a lista de tudo que pretende fazer hoje. Isso é bom para ativar a memória e não deixar de fora compromissos com data marcada. Aprendi a fazer essa lista depois de muito tempo. Uma vez pronta, enumerava os itens em ordem de importância. No entanto, quantas vezes atropelei a lista, movido por aquilo que eu julgava ser urgente: se eu não for agora, se eu não telefonar agora, se eu deixar para depois… não encontrarei a pessoa, perderei a vez, perderei a promoção; é somente até tal hora, etc. O que era mais importante acabava atropelado pelo urgente.

Alguma vez você já se sentiu culpado por não ter tido tempo de ler a Bíblia ou fazer com calma sua oração? É difícil não tomar partido dividindo o mundo entre Marias e Martas. Equivocadamente, temos jogado uma contra a outra, querendo contrapor devoção e dever, a espera e a ação. De um lado, Maria, contemplativa, ouvindo. De outro, Marta em atividade, falando. A verdade é que somos um misto de Maria e Marta. Imagino que Marta tenha se sentado por alguns minutos aos pés de Jesus, mas começou a se preocupar com o almoço para os treze visitantes inesperados (Jesus e Seus discípulos). Se tivesse um freezer e um micro-ondas, seria mais fácil. Mas ela ia e vinha, não parava.

Deus não coloca em nosso dia mais coisas do que possamos administrar, nem empilha sobre nossos braços mais coisas do que possamos carregar.

Há pessoas que não sabem se sentar nem por cinco minutos. Parece que as cadeiras em que se sentam estão providas de um mecanismo ejetor que as faz levantar, andar, sair, viajar. Ir e fazer ou se sentar e escutar? Jesus não estava dizendo que uma estava certa e a outra, errada. Na realidade, Ele quer que imitemos Maria em sua devoção e Marta em sua atividade.

Gostaria de convidá-lo a dar um passo de fé, colocando o mais importante antes do urgente. Faça uma experiência se sentando aos pés de Jesus logo no início do dia. Tenho certeza de que você vai conseguir organizar melhor a agenda e vai cumprir seus deveres com mais alegria e satisfação. Mesmo que você tenha que se levantar mais cedo, seja para ir ao trabalho ou à faculdade, reestude sua agenda: sentar-se, escutar e depois ir e fazer.


ACESSO ILIMITADO – 18 DE MAIO 2018

“Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Mateus 27:51).

Um dos momentos em que me sentia excluído e tremendamente discriminado ao viajar, era quando, logo depois de iniciado o voo, um comissário de bordo fechava a cortina que separa a primeira classe e a classe executiva do restante dos passageiros. Do lado de lá da cortina, o jantar era servido antes em pratos, talheres e copos especiais. Do lado de cá, isto é, do meu lado, não eram necessários pratos porque cada um recebia o sanduíche na mão mesmo. As cortinas fechadas diziam: “Aqui é uma classe especial, por favor, não passe, não se aproxime, mantenha-se longe.”

A Bíblia fala de outra cortina. Era uma cortina muito bonita, artisticamente trabalhada. Estava naquele lugar havia muitos anos. As cores eram as mesmas usadas na corte real: azul púrpura e escarlata. Nela havia também querubins bordados.

Era uma cortina imensa, de tecido encorpado. Mãos humanas não seriam capazes de rasgá-la. Em sua solenidade, o que aquela grande cortina parecia dizer era: “Pare! Não se aproxime! Nenhum acesso há para você neste lugar.” Apenas o sumo sacerdote tinha direito de passar além da cortina, uma vez ao ano, e somente por alguns momentos.

Na sexta-feira daquela Páscoa, quando Jesus estava morrendo na cruz, a cortina se rasgou de alto a baixo. Isso significou a remoção de todas as barreiras e dificuldades para nos aproximarmos de Deus. As limitações que havia no templo – para gentios, mulheres e escravos – terminaram. Todos igualmente temos acesso a Deus. “Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo” (Ef 2:13).

Deus não está mais limitado a um lugar. Ele está acessível em qualquer tempo. Você não precisa ser um gigante espiritual para orar.

A cortina rasgada é um convite de Deus a todos aqueles que desejam se aproximar dEle como um Pai amorável. O véu rasgado é um novo caminho para todos aqueles que reconhecem sua necessidade de um Salvador.

“Vamos então nos aproximar sem medo, confiada e ousadamente do trono da graça (o trono do favor imerecido de Deus para os pecadores), para que recebamos misericórdia (para nossas falhas) e achemos graça e ajuda apropriada e oportuna, vindo justamente quando a necessitamos” (Hb 4:16, Versão Amplificada).


REDENÇÃO E LIBERDADE – 17 DE MAIO 2018

Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do Seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados” (Colossenses 1:13, 14).

A tradição sobre Abraão Lincoln conta que, certa vez, ele foi visitar um mercado no qual estava sendo realizado um leilão de escravos. O leiloeiro subiu ao estrado e começou a falar rapidamente sobre a primeira pessoa a ser leiloada. Era uma jovem negra, de mais ou menos vinte anos de idade. Sua vestimenta estava gasta, mas limpa. À medida que os lances eram feitos, ela se demonstrava com medo e ansiosa por saber quem seria seu comprador. Finalmente, Lincoln deu o maior lance, pagou o preço e recebeu o documento de compra.

A moça começou a acompanhá-lo, mas ele se voltou e perguntou para ela: “Para onde você está indo?” “Como? Eu vou com o senhor! Você me comprou e eu lhe pertenço.” “Ah, você não entendeu! Eu não comprei você para ser minha escrava, eu a comprei para deixá-la livre.” Então, pegou o documento de compra e escreveu cinco letras grandes: LIVRE. Em seguida, assinou seu nome e deu para ela. “O que significa isto?”, perguntou ela. “Significa que você está livre.” “Então, posso ir a qualquer lugar que eu queira ir?” “Exatamente, você está livre.” “Bem, se estou livre para fazer o que desejo, quero ir com o senhor.” Assim, naquele dia ela acompanhou Abraão Lincoln, não como escrava, mas como alguém que tinha sido liberta.

Redenção era a palavra usada no mercado de escravos de Roma. Tem mais a ver com o pagamento de um débito ou penalidade, com o propósito de libertar um escravo ou prisioneiro. Um escravo poderia ficar livre de sua escravidão, se alguém estivesse disposto a comprá-lo, para então libertá-lo.

Pela Sua morte na cruz, Jesus pagou o preço do resgate e redimiu o pecador de sua posição de escravo. Ele é o único que pode nos livrar do cativeiro. Pagou o resgate do ser humano com a própria vida.

“O Filho do homem veio para […] dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc 10:45).

E Pedro fala do preço: “Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos […] mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19).

“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos” (Rm 8:15).


BENDITA ESPERANÇA – 16 DE MAIO 2018

“Aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tito 2:13).

Esperança é uma das palavras mais queridas do vocabulário cristão. Ela tem alimentado a fé e fortalecido muitos cristãos através do tempo, e nos momentos mais difíceis da vida. A esperança é um chamariz para o futuro. Um desejo que acariciamos e gostaríamos que se concretizasse. Ela não deve ser confundida com otimismo, que depende em muito das circunstâncias: “Espero que apareça o emprego de que estou precisando; espero que aquele relacionamento vingue; que o marido abandone a bebida; que o tratamento dê certo; que o inimigo se torne amigo; etc.”

A esperança não depende de circunstâncias positivas. Também não é o mesmo que pensar positivamente: “Sei que um milagre está a caminho.” Nem tampouco é o mero desejo focalizado em coisas: curso, casa, dinheiro, promoção. A esperança faz parte do tecido da existência humana e está urdida e entremeada nos grandes acontecimentos da vida.

Esperança é o noivo e a noiva, no altar da igreja, dizendo “sim” um para o outro no dia do casamento. É o que leva esse mesmo casal a tentar mais uma vez, muitos anos mais tarde, depois de despedaçadas as esperanças.

Esperança é a razão por que aquele time continua treinando. É por isso que temos o exame de ingresso nas universidades. É por isso que os hospitais estão abertos, na esperança de restaurar a saúde das pessoas.

Através do tempo, o povo de Deus desenvolveu a esperança do advento. O desejo de se encontrar com o Salvador. Uma expectativa do futuro. Paulo deu uma definição especial para o evento da segunda vinda de Jesus: ele a chamou de “bendita esperança”. Para ele, essa esperança não era mero desejo ou coisa incerta. Não era algo que, caso mantenhamos a esperança, talvez chegue a se cumprir. Não cabe aqui nenhum sentimento de ansiedade, nem de meia verdade, que admita que talvez Cristo não volte. A esperança de Paulo era segura. Era uma expectativa confiante na vinda de Cristo.

Quantas mães cansadas de lutar para manter os filhos se levantam cedo, trabalham o dia todo, deitam tarde e aguardam o dia em que essa luta vai terminar! Quantos enfermos crônicos necessitam diariamente de cuidados médicos e gostariam que logo essa fase passasse!

“Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. […] Pois em breve, muito em breve ‘Aquele que vem virá, e não demorará’” (Hb 10:35, 37).


ARRISCAR-SE – 15 DE MAIO 2018

“É isto que eu quero dizer: ‘Arrisque-se em sua vida e você conseguirá muito mais do que sonhou’” (Lucas 19:26, The Message).

Risco de verdade tem que deixar você com medo. Um incidente que teve lugar há muitos anos fala da coragem frente ao risco. Um homem, cambaleante e morrendo de sede, estava atravessando o deserto quando viu um poço. Ao se aproximar, encontrou uma pequena lata, e dentro dela um papel com anotações que diziam: “Estimado amigo, há suficiente água neste poço para todos, mas algumas vezes o couro da bomba seca, e você precisa preparar a bomba para poder puxar a água. Se você procurar embaixo da pedra à sua esquerda, encontrará uma garrafa fechada cheia de água. Calma. Por favor, não beba a água. O que você tem que fazer é pegar a garrafa d’água e derramar a primeira metade vagarosamente no poço para umedecer o couro da bomba. Depois disso, derrame o restante vagarosamente e comece a bombear imediatamente. Você obterá água. Este poço nunca secou. Tenha fé. E quando terminar, não se esqueça de encher a garrafa e colocar o papel de volta na latinha, deixando-a no mesmo lugar. Boa sorte e boa viagem. Atenciosamente: seu amigo, Pedro Deserto.”

A garrafa com água é suficiente apenas para matar sua sede, mas não para salvar sua vida. O que você faria? Você se arriscaria?

Como seria diferente a Bíblia se Noé não se arriscasse a construir um barco que nunca tinha visto antes; se Abraão tivesse dito não ao convite de Deus para ir a um lugar que não sabia onde ficava; se Davi decidisse continuar cuidando das ovelhas em vez de lutar contra o gigante; se Maria tivesse dito ao anjo que, como adolescente, não estava interessada em ser mãe. Se Jesus não tivesse Se arriscado a deixar o Céu, não haveria esperança para nós. Acrescente-se ainda uma legião de personagens bíblicos que se tornaram heróis porque se arriscaram.

Em cada dia há um convite para você se arriscar, inovar, crescer, criar, aprender, sair da mesmice, ousar. Quem sabe hoje seja um dia para isso. Arriscar-se a formar uma nova amizade, a dizer “o erro foi meu”, a cumprimentar o vizinho, escrever uma poesia, a começar aquele projeto que há tempo você sonha executar.

Faça como o homem que tinha dez talentos, a quem Jesus sugeriu imitar: “Arrisque-se e você conseguirá muito mais do que sonhou.”


“ESTÁ TUDO BEM! ” – 14  DE MAIO 2018

“Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las” (Marcos 9:3).

Robert Louis Stevenson conta uma pequena história. Um navio estava em dificuldade, enfrentando séria tempestade. Os passageiros estavam assustados. Finalmente, um deles, desobedecendo às ordens de segurança, subiu até a cabine de comando para ver o capitão. Ele estava em seu posto de dever segurando o timão e, ao perceber que o homem estava amedrontado, deu-lhe um sorriso de saudação. Retornando para junto dos outros passageiros, o homem disse: “Vi o rosto do capitão e ele sorriu. Está tudo bem.”

“Vi o rosto do capitão e está tudo bem” pode ser a frase na qual se baseia a história da transfiguração. O propósito pelo qual Jesus estava Se retirando era para orar, apoiar-Se na onipotência do Pai e pedir que Lhe fosse dada uma manifestação da glória que Ele tivera com o Pai desde a eternidade.

Não nos esquecemos da manjedoura, do batismo de Jesus, da tentação, mas a transfiguração também se afigura um acontecimento importante na vida do Mestre. Ela está conectada com a morte e a ressurreição dEle, além de ser um prenúncio de Sua segunda vinda.

Junto com Jesus apareceram duas figuras do passado: Moisés e Elias. Os dois patriarcas conversaram com Ele. Moisés foi ressuscitado dentre os mortos e o outro, transladado ao Céu. O rosto de Jesus resplandeceu. Suas vestes se tornaram brancas. Não era alucinação o que os discípulos estavam presenciando; era Jesus mesmo, o Messias, o Filho de Deus. A voz falou: “Este é o Meu Filho amado em quem Me agrado. Ouçam-nO!” (Mt 17:5). Isso explicava tudo o que acontecia ali.

Muitas vezes desejamos experiências iguais à do alto do monte da transfiguração, como fins de semana com Deus, semanas de oração, vigílias, etc. Queremos manter aquele sentimento de entrega e proximidade com Deus, e de paz no coração. Esse sentimento é importante, mas temos que voltar para o dia a dia de trabalho e de estudo. Se ao menos pudéssemos ter conosco aquele sentimento de proximidade! E a reação dos discípulos? Queriam congelar o evento. Sentindo o ambiente, Pedro disse: “Vamos ver quem é o dono do terreno e comprar esta propriedade! Vamos montar três barracas e ficar por aqui mesmo.”

Mas Jesus disse: “Não! Precisamos descer a montanha e nos encontrar com as pessoas.” O discipulado envolve seguir em frente, se misturar, interagir.

Pedro, Tiago e João bem poderiam ter dito: “Nós vimos o rosto do capitão e Ele sorriu. Está tudo bem!”


MÃE É MÃE – 13 DE MAIO 2018

“Honra o teu pai e a tua mãe” (Êxodo 20:12).

“Uma simples mulher existe, que, pela imensidão do seu amor, tem um pouco de Deus, e pela constância de sua dedicação tem muito de anjo. Sendo jovem, pensa como anciã, e sendo idosa, age com o vigor da juventude. Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida, e quando sábia, assume a simplicidade das crianças. Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos seus filhos, e rica, empobrecer-se pela infelicidade deles. Forte, estremece ao choro de uma criancinha. Fraca, sabe altear-se com a bravura dos leões. À sua sombra, todas as dores se apagam. Em vida, não sabemos dar-lhe o devido valor. Quando a perdemos, daríamos tudo o que temos para vê-la de novo e receber dela um abraço, ou ouvir uma palavra de seus lábios”. Essas não são apenas palavras de um poeta, mas, sobretudo, verdades da vida que tenho confirmado por experiência pessoal e observação.

O Dia das Mães foi oficializado no Brasil, em 1932 pelo então presidente Getúlio Vargas. Lembra as virtudes básicas e as qualidades desse ser que tem “um pouco de Deus, e muito de anjo”. O Dia das Mães é um justo monumento em honra à criatura que dá sua “vida humanizada em sangue, e o seu sangue santificado em leite”. No seu pequeno universo, a mãe é ao mesmo tempo fada, rainha, sábia, professora, “sacerdotisa”, mediadora, médica e anjo da guarda. Prestimosas, infatigáveis, indo e vindo no recesso dos lares, aconselhando, supervisionando, amparando, consolando, respondendo a perguntas infindáveis, essas silenciosas protetoras são insubstituíveis. Depois de Deus, elas representam a maior influência para o bem que conhecemos. A elas cabe escrever, no compêndio vivo que é uma criança, as grandes lições da vida. Por alguns anos, elas chegam mesmo a estar no lugar de Deus para os seus filhos.

E você? Honra, respeita, reverencia e considera a mãe que Deus lhe permitiu ter? Você ainda a tem? Pense na reafirmação de amor, consideração e respeito em seu relacionamento com esse dom precioso, exclusivo, único, “irrepetível”!


EU OS OUVIREI! – 12 DE MAIO 2015

“Providenciarei para suas necessidades antes que eles peçam” (Isaías 65:24, New Century Version).

Em continuação à história de ontem, leia o que a médica missionária conta: Como é comum quando lidamos com crianças, achei que eu estava em apuros. Poderia eu, honestamente, dizer “Amém” em resposta à oração da menina? Eu simplesmente não conseguia acreditar que Deus poderia atendê-la. O único jeito de obtermos a bolsa de água quente seria por encomenda à minha terra natal, via correio.

Eu estava na África havia quatro anos. Jamais tinha recebido uma encomenda postal de minha família. E se alguém enviasse um presente, poria ali uma bolsa de água quente? Afinal, eu morava na linha do Equador.

No meio da tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Quando cheguei, o carro já havia partido e deixado um pacote de 11 quilos na varanda.

Não consegui abrir a caixa sozinha. Pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Trinta a quarenta olhos arregalados acompanhavam atentos cada movimento. Na camada de cima havia roupas de cores vivas e brilhantes. Os olhinhos das crianças brilhavam à medida que as distribuía. Na camada seguinte havia ataduras para os pacientes leprosos, caixinhas de uvas passas, pacotes de farinha que se transformariam em deliciosos bolos no fim de semana.

Quando coloquei as mãos de novo na caixa, pasmem… “Uma bolsa de água quente, novinha em folha!” gritei.

Eu não havia feito nenhum pedido. Rute, aquela menina que havia orado na reunião de oração, saltou do banco da frente e gritou: “Se Deus mandou a bolsa de água quente, mandou também a boneca!” Enfiando as mãos na caixa, começou a procurar a boneca. E lá estava ela, maravilhosamente vestida!

Rute não duvidara nem por um instante. Olhando para mim, perguntou: “Posso ir junto levar a boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba o quanto Jesus a ama?”

Esse pacote estivera a caminho por cinco meses. Foi iniciativa de minha ex-professora de escola bíblica, cuja líder atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. E uma das alunas dela decidiu, cinco meses antes, enviar junto uma boneca, em resposta a uma oração de outra menina de 10 anos de idade que acreditou fielmente que Deus atenderia à sua oração, ainda naquela tarde.

Não podemos duvidar de que Deus atende nossas orações, muitas vezes antes mesmo de pedirmos!


ANTES DE CLAMAREM – 11 DE MAIO 2018

“Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei” (Isaías 65:24).

Helen Rosenweare, que foi médica missionária no antigo Congo Belga, conta uma experiência que comprova a promessa do texto de hoje. Ela a intitula “A Bolsa e a Boneca”. Veja que interessante relato:

Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço, ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar uma incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação. Mesmo morando na linha do Equador, as noites eram frias como aragens traiçoeiras.

Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos para bebês nessa situação e os panos de algodão para envolvê-los. Uma outra foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente. Sem demora, voltou desconsolada, pois a bolsa havia se rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. “Era nossa última bolsa de água quente”, ela me disse.

Assim como no Ocidente se diz que “não adianta chorar sobre o leite derramado”, na África Central se diria que “não adianta chorar sobre bolsas de água quente estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas.

“Muito bem”, disse eu, “coloquem o bebê em segurança tão próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das lufadas de vento frio. Mantenham o bebê aquecido.”

Na tarde seguinte, fui orar com as órfãs que vez ou outra queriam reunir-se comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem incentivá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei a dificuldade em manter o bebê aquecido já que a única bolsa de água havia estourado, e que o bebê poderia morrer se passasse frio. Mencionei a irmãzinha de dois anos que não parava de chorar e sentia a perda e a ausência da mãe.

Durante as orações, uma das meninas africanas de 10 anos orou: “Por favor, Deus, manda-nos a bolsa de água quente. Amanhã talvez será tarde, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa de água quente ainda hoje.”

Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha ousadia, a menina acrescentou: “E, Senhor, já que estás cuidando disso, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba que também a amas de verdade.”

Será que havia meios de Deus atender a essa oração? Amanhã você saberá a segunda parte desta história.


VINHO NOVO – 10 DE MAIO 2018 

“Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus Lhe disse: ‘Eles não têm mais vinho’” (João 2:3).

Quantos de nós já não assistimos casamentos nos quais um pequeno erro levantou um riso de complacência da audiência. Um pastor contava de um casamento que tinha oficiado. Durante o ensaio, o noivo o puxou de lado e lhe fez uma oferta: “Vou lhe dar 100 reais para o senhor mudar os votos matrimoniais. Quando o senhor for falar os votos para mim, gostaria que deixasse de fora a parte que diz ‘promete amar, honrar e proteger…’.” E então entregou os 100 reais ao pastor.

No dia do casamento, noivo e noiva estavam no altar diante da igreja, e na hora dos votos, o pastor olhou para o noivo e disse: “Promete obedecer à sua esposa em cada um dos seus pedidos? Promete levar o desjejum na cama cada manhã de sua vida? Promete que amará eternamente sua esposa e não olhará para nenhuma outra mulher enquanto ambos viverem?” O noivo engoliu em seco e com voz titubeante disse: “Sim”.

Depois da cerimônia, foi reclamar com o pastor e perguntou o que tinha acontecido. “Pensei que tivéssemos feito um trato!” O pastor devolveu a nota de 100 e disse: “A oferta da sua noiva foi melhor.”

Pensemos em outro casamento. Todos os detalhes haviam sido cuidadosamente checados: o dia, local e hora do casamento, o convite, a lista de convidados, a ornamentação, padrinhos, damas de honra, música, vestido da noiva, a recepção, etc. E ali estavam os convidados, tios, tias, primos, irmãos. E o vinho acabou… Nenhum vinho. Nada. Diríamos hoje: “Uma falha indesculpável.”

Há momentos na vida em que o vinho acaba, a música cessa e as flores murcham. O sonho se torna pesadelo. Como entender que, de um lugar de onde saía amor e companheirismo, agora saia ódio, apatia, indiferença? O carinho vira empurrão, a palavra amorosa se torna em xingamento, e o elogio é interpretado como provocação. Temos que parar, pensar e nos desarmar, depois dizer: “Não é porque o começo deu errado que não possamos consertar.”

Hoje Jesus quer realizar em você e em sua família o milagre do vinho novo. O milagre da abundância, da transformação e de novas possibilidades. Ele quer mudar a tristeza em alegria, o afastamento em aproximação e o orgulho em perdão.

“Todas as águas comuns da vida, Cristo pode transformar em vinho do Céu” (E. G. White, O Lar Adventista, p. 28).

Diga para Jesus: “Senhor, preciso do milagre do vinho novo em minha vida e em minha família; por favor, muda a tristeza em alegria, a intranquilidade em paz.”


A LUTA NO JARDIM – 09 DE MAIO 2018

“Apareceu-Lhe então um anjo do Céu que O fortalecia” (Lucas 22:43).

Duas grandes batalhas do grande conflito foram travadas em jardins. No jardim do Éden, Adão resolveu desobedecer a Deus. Não resistiu à tentação e escolheu sua vontade em lugar da vontade do Pai. No jardim do Getsêmani, Jesus, o segundo Adão, escolheu fazer a vontade do Pai sobre a Sua vontade. Assim como a decisão de Adão afetou o homem, a decisão de Jesus também teve seu alcance.

Naquela noite, Jesus devia sentir o coração pesado, como nós às vezes sentimos, resultado de grande decepção ou de uma surpresa desagradável. Tudo que é conhecido pelo homem, em termos de tristeza e apreensão, Ele demonstrava em Seu semblante. Se você estivesse ali no Getsêmani, num canto do jardim, escutaria o clamor de Jesus. Era intensa a luta dEle para Se submeter à vontade de Deus. Agonia. Um forte conflito interno. A luta entre duas forças, e o sentimento de solidão.

Lucas diz que apareceu um anjo para socorrer Jesus. Nós também temos anjos para nos ajudar em nosso Getsêmani. O Dr. George Morrison disse: “Cada vida tem seu Getsêmani e cada Getsêmani tem seu anjo.”

A oração de Jesus no Getsêmani não foi de derrota e desespero, foi uma oração de entrega. Foi uma oração de submissão à vontade de Deus. Enquanto Ele fazia essa oração para o Pai, um anjo veio do Céu para fortalecê-Lo.

“Nessa horrível crise, quando tudo estava em jogo, quando o misterioso cálice tremia nas mãos do Sofredor, abriu-se o céu, surgiu uma luz por entre a tempestuosa treva da hora da crise, e o poderoso anjo que se acha na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caíra, veio para junto de Cristo. […] Ele Lhe apontou os Céus abertos, falando-Lhe das almas que seriam salvas em resultado de Seus sofrimentos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 693).

Jesus fez a mesma oração três vezes. Três vezes foi tentado no deserto, e três vezes foi tentado no Jardim.

Jesus esteve sozinho em Sua agonia para que você não precise estar sozinho. Quando enfrentamos tristeza em nosso próprio Getsêmani, temos a promessa: “Clame a Mim no dia da angústia; Eu o livrarei” (Sl 50:15).


“JAMAIS REJEITAREI!” – 08 DE MAIO 2018

“Quem vier a Mim Eu jamais rejeitarei” (João 6:37).

Aceitação é ser recebido incondicionalmente. Não precisamos cumprir requisitos, receber uma senha, nem chegar no horário. Queremos ser aceitos como somos, ter a certeza de que não existe relutância da parte de Deus para nos aceitar do jeito que somos e como estamos – soltos, livres, com nossas peculiaridades.

Aceitação é uma palavra importante dentro do domínio da graça. Jesus nunca fez um teste com Seus discípulos para decidir se os aceitaria. Não foram aceitos primeiro como aspirantes e depois comprovados como discípulos. Não houve um período de prova no qual estariam sob observação para definir sua admissão no grupo. Jesus também não os deixou em quarentena. Não houve nenhum processo de triagem com Pedro ou Tomé, nem mesmo com Judas, só para ter segurança de que os melhores seriam escolhidos.

Desde o início do Seu ministério, quando chamou os dois primeiros discípulos, até o Calvário, crucificado entre ladrões, Jesus gastou Sua vida revelando a graça de Deus para aqueles que O rodeavam. Demonstrou que a graça é inclusiva. Aceitou ir à casa de Mateus, que tinha convidado um bando de cobradores de impostos e outros “pecadores”. Aceitou a mulher samaritana, a quem escolheu para ser a primeira pessoa a revelar Sua missão. Visitou Zaqueu na casa dele. Tocou leprosos e atraiu crianças a Si.

Por que multidões acorriam a Ele? Ele as aceitava independentemente de sexo, raça ou profissão, ao contrário dos fariseus e mestres que estavam sempre corrigindo os outros, criticando ou encontrando faltas. Com Jesus, as pessoas podiam se dar ao luxo de ser elas mesmas.

Em nosso dia a dia, a aceitação no trabalho depende de desempenho, na escola, de nossas notas; para jogar no time, dos gols ou pontos que marcamos. Às vezes, queremos transferir para o domínio da graça os mesmos critérios. Queremos ter parte no processo de aceitação. Mas a graça nos aceita, a despeito de nossa inaptidão e incapacidade.

Ellen G. White diz: “Devemos ir com todas as nossas fraquezas, leviandades e pecaminosidade, e, arrependidos, lançar-nos a Seus pés. Ele Se alegra ao envolver-nos em Seus braços de amor, curar nossas feridas e purificar-nos de toda impureza” (Caminho a Cristo, p. 52).

Plenitude e riqueza da graça de Deus! Todos são incluídos. Ninguém vai ficar de fora. Seu abraço inclui todos nós.

 


SENTINDO UMA VISÃO – 07 DE MAIO 2018

Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz” (Lucas 11:34).

Há imagens que facilmente ficam retidas na retina e nos trazem satisfação: o peixe cortando a água, o espectro do arco-íris, o pôr do sol vermelho em zarcão, aquela fita branca que o jato deixa no céu, o mar de encontro às rochas, um pássaro de plumagem multicolorida, o céu estrelado de verão.

O olho é chamado de “o órgão imperial do corpo humano”. Do começo ao fim da Bíblia, os olhos são mencionados em relação a muitas coisas: onipresença – “Os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a Terra” (2Cr 16:9); cuidado de Deus – “como a menina dos Seus olhos” (Dt 32:10); inspeção divina sobre o funcionamento da igreja: rodas cheias de olhos (Ez 1:18; 10:12); algo repentino – “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15:52). E no Sermão do Monte, Jesus diz: “Os olhos são a candeia do corpo” (Lc 11:34).

Não há nenhum outro órgão no corpo humano que se compare em estrutura e adaptabilidade e que tenha mecanismos tão complexos como o olho humano. Temos a pupila com acomodação automática para maior ou menor entrada de luz. Temos a lente com foco e acomodação automática. Posso enxergar perto ou longe ao mesmo tempo. Posso ver a caneta ou o microfone que está na mão e, ao mesmo tempo, olhar para o céu.

O astrônomo ajusta o telescópio até chegar ao ponto exato do espaço; o pesquisador ajusta o microscópio para ver detalhes da imagem. Posso olhar para a montanha que quero escalar e imediatamente, com focalização automática, ver em meu relógio se já é hora de sair. Com razão, Leonardo Da Vinci disse: “Quem acreditaria que um espaço tão pequeno pudesse conter as imagens de todo o Universo?”

Os olhos também têm sua linguagem que não dá para esconder. Os olhos fulminam quando estão indignados; piscam de contentamento; brilham quando estão entusiasmados ou são doces quando mostram simpatia. Permanecem imóveis quando você está com medo; caídos quando você está triste; ou em fogo quando quer vingança. Há ternura nos olhos da criança e dos noivos sobre o altar. Se os olhos dizem uma coisa e a boca diz outra, em qual dos dois você vai acreditar?

Para aqueles que nasceram cegos e nunca chegaram a ver ou para aqueles que sempre tiveram a felicidade de enxergar, a Bíblia tem uma promessa: “Olho nenhum viu […] o que Deus preparou para aqueles que O amam” (1Co 2:9).

Agradeçamos a Deus as maravilhas do sentido da visão.


DEUS SABE TEU NOME – 06 DE MAIO 2018

“Ele chama as Suas ovelhas pelo nome” (João 10:3).

O ouvido humano está finamente sintonizado para captar especialmente dois sons: o som de uma moeda caindo no chão e nosso próprio nome. Você pode estar numa sala cheia de gente, com aquele vozerio e burburinho, mas se seu nome for falado, você vai identificar facilmente. Não existe nada tão pessoal como nosso nome. Se escuto meu nome, paro e procuro descobrir de onde veio a voz.

Você já esteve às seis da tarde em alguma estação do metrô de São Paulo? Ou na Rua 25 de Março, no mês de dezembro? Já assistiu a reportagens mostrando a saída da multidão de um grande estádio? Vemos apenas o povo, a multidão, um grupo de humanos. Mas, para Jesus, cada rosto é diferente. Cada rosto tem sua história. Cada um é Seu filho. Cada um tem nome. Ele não chama: “Pessoal, sigam-Me!” Ele nos chama individualmente.

Pense agora por um momento: seu nome é pronunciado pelos lábios de Deus! E não somente isso, mas também tem seu nome escrito nas mãos dEle! “Veja, Eu gravei você nas palmas das Minhas mãos” (Is 49:16). Isaías se lembrava de que muitos marinheiros tinham o nome daquelas pessoas a quem amavam em diversas partes do corpo. Nosso nome está gravado nas mãos de Deus. O acesso é mais fácil e rápido do que qualquer clique de computador. Apenas um movimento na mão e ali está o seu nome, o meu nome.

Jesus, como bom Pastor, conhece pelo nome cada ovelha do Seu rebanho. O jornalista Tim Laniek perguntou a um pastor de ovelhas se ele realmente conhecia as ovelhas. O pastor respondeu: “Eu sei o ano em que nasceram, as circunstâncias do nascimento, se fraturaram alguma pata, a que doenças são mais suscetíveis, que animal mais temem; conheço o temperamento de cada uma; se costumam se desgarrar do rebanho, etc.”

Não podemos imaginar Jesus, como nosso bom Pastor, nos conhecer menos do que isso. Ele também conhece as circunstâncias do seu nascimento, como seus pais o trataram, e como está seu coração agora.

“Jesus nos conhece individualmente, e comove-Se ante nossas fraquezas. Conhece-nos a todos por nome. Sabe até a casa em que moramos, o nome de cada um dos moradores. Tem por vezes dado instruções a Seus servos para irem a determinada rua, em certa cidade, a uma casa designada, a fim de encontrar uma de Suas ovelhas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 479).

Como é bom ter a certeza de que Jesus sabe nosso nome!


O QUE É SER CRISTÃO? – 05 DE MAIO 2018

Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos” (Atos 11:26).

O que é ser cristão? Será que existe resposta simples para essa pergunta? O que você responderia? Por que você é cristão? Nasceu numa família cristã? Leu algum livro, estudou em escola cristã, assistiu a uma palestra, um amigo o convidou para estudar a Bíblia?

À medida que crescia o número de seguidores de Cristo em diferentes lugares, eles também recebiam nomes diferentes. Assim, foram chamados de “nazarenos”, pois, como Jesus era de Nazaré, foi fácil transferir esse título para Seus seguidores. Foram também identificados como “galileus”, já que os doze discípulos eram da Galileia. Como então surgiu o nome “cristãos”?

Não, não foi o departamento de comunicação da igreja do primeiro século que se reuniu e disse: “Irmãos, precisamos de uma identificação. De uma nova marca que possa despertar interesse em todos e chegar facilmente ao coração deles.” Eles também não fizeram uma pesquisa ou levantamento colhendo ideias para saber como deveriam ser chamados. Na cidade de Antioquia, depois de um ano de trabalho feito por Barnabé e Paulo, os habitantes da cidade começaram a chamar os seguidores de Cristo de cristãos.

O que levou esse povo a chamar de “cristãos” os seguidores de Cristo? Sem dúvida, as mensagens repetidas que exaltavam a vida e o ministério de Jesus. Mas não apenas isso. Acima de tudo, o exemplo vivo daqueles que haviam se tornado seguidores de Cristo, sua maneira de falar, de vestir e especialmente a compaixão mostrada aos necessitados – tudo isso falava profundamente do que estava no coração daqueles homens e mulheres.

Atualmente, a palavra “cristão” perdeu força e autenticidade. Existe embutida nessa palavra vasta gama de ideias religiosas verdadeiras e falsas. Chamamos de cristã uma pessoa que tem altos padrões morais, ou que na Páscoa e no Natal vai à igreja.

No terceiro século, Cipriano, bispo de Cartago, escreveu ao seu amigo Donatus: “Este é um mundo triste, Donatus, um mundo incrivelmente mau. Mas descobri nele um povo tranquilo e bom que aprendeu o grande segredo da vida. Eles encontraram uma alegria e sabedoria que são mil vezes melhores do que qualquer prazer da nossa vida pecaminosa. São desprezados e perseguidos, mas não se importam. São senhores da sua alma. Eles venceram o mundo. Essas pessoas, Donatus, são os cristãos […], e eu sou um deles.”

Como ser cristão? É simples, muito simples. Basta aceitar Jesus como Salvador e permitir que Ele transforme sua vida.


O ADEUS DE UM HERÓI – 04 DE MAIO 2018

“Você verá a terra somente a distância, mas não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel” Deuteronômio 32:52.

Ali estava um grande líder, um gigante espiritual, o homem escolhido por Deus para libertar Seu povo do cativeiro. Havia recebido os dez mandamentos da lei de Deus e escrevera mais do que qualquer outro escritor bíblico que o sucedeu.

Naquele dia ele se levantou mais cedo do que de costume. Antes de o sol nascer. Era seu último dia na Terra com um povo que ele amava e com o qual tinha sofrido.

Mas ainda tinha providências a ser tomadas, coisas a ser colocadas em ordem e palavras finais a dizer para a nova geração.

Israel teria um novo começo naquela terra que manava leite e mel. E se alguém tinha direito a esse novo começo era Moisés. Viver na Terra Prometida tinha sido sua motivação por todo o caminho, desde que deixara o Egito. Ele deve ter implorado a Deus: “Senhor, por favor, deixe-me entrar. Eu sofri com esse povo e sonhei com este momento. Estou só a poucos dias da realização completa. Por quê?”

Despedidas são momentos difíceis tanto para quem sai como para quem fica. Os pastores que ficam de cinco a seis anos numa igreja sabem disso. A vida dos membros começa a fazer parte da sua vida, como a vida dos pastores também começa a fazer parte da vida dos membros da igreja, mas se separam esperando no futuro se reencontrarem pelo caminho. Para Moisés, tinham sido quarenta anos.

Sua vida passou como se fosse um filme diante dele: a educação que recebera da mãe, o dia em que matara o egípcio, seu chamado diante da sarça ardente… Relembrou todas as maravilhas que Deus havia realizado por seu intermédio: a libertação de Israel, a abertura do Mar Vermelho e a derrota do exército egípcio. Lembrou-se do maná, da água fluindo da rocha, da nuvem e da coluna de fogo. E agora, com o coração partido, subia o monte sozinho.

Lá de cima, viu Canaã, a terra com a qual sonhara por quarenta anos. Do outro lado, olhou e viu as tendas e barraquinhas do povo com quem ele estivera acampando por quatro décadas. Deve ter sido uma ocasião de muita emoção para Moisés.

Chegou então o momento. Nenhuma fanfarra tocava. Nenhum discurso. Ninguém lia seu obituário. Não havia trombetas tocando enquanto seu corpo baixava à sepultura. Deus foi quem marcou o lugar onde Seu querido líder descansou.

A história não terminou ali. Deus marcou o lugar da sepultura e, como grande amigo de Moisés, levou-o para junto de Si.


GRAÇA E ACEITAÇÃO – 03 DE MAIO 2018 

“Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e “pecadores” estavam comendo com Jesus” (Marcos 2:15)._

As pessoas frequentam e gravitam em torno dos lugares onde são aceitas. Para um momento de ânimo e até mesmo para relaxar, gostamos de estar com os amigos e grupos onde somos aceitos, onde nos sentimos à vontade e onde não temos medo de ser nós mesmos.

Levi Mateus, ao aceitar o convite de Jesus para ser um de Seus discípulos, quis comemorar esse feito apresentando Jesus aos seus amigos. O melhor que ele sabia fazer era convidar a todos para uma refeição em comum, em sua casa, tendo a Jesus como hóspede de honra. Quem sabe naquele grupo que Marcos chamou de pecadores havia ladrões, adúlteros, moças que tinham cometido aborto, beberrões e usuários de drogas. Não sei que pregador iria se sentir à vontade no meio de um grupo assim. Mas Jesus não Se surpreendeu. Ele reconheceu com que grupo estava e disse: “Eu não vim para chamar justos, mas pecadores” (Mc 2:17).

Naquele que é chamado o sermão mais importante do século 20, o teólogo Paul Tillich definiu graça como “aceitação daquilo que é rejeitado”. Ele diz: “A graça nos atinge quando andamos no vale escuro de uma vida sem significado e vazia… Quando sentimos que a nossa separação é mais profunda do que a habitual… Algumas vezes naquele momento, uma onda de luz invade as trevas como se estivesse dizendo: Você está aceito. Você é aceito por aquilo que é maior do que você e que você não conhece… Não procure nada, não realize nada, não tente nada agora. Simplesmente aceite o fato de que você está aceito! Se isto acontece conosco, experimentamos graça. Depois de tal experiência, talvez não sejamos melhores do que antes… Mas tudo está transformado. Naquele momento a graça conquista o pecado e a reconciliação transpõe o abismo da separação.”

Assim, não temos de persuadir a Deus e nem vencer sua relutância para que nos aceite. Tudo aquilo que precisamos fazer é abraçar a graça de Deus e receber Sua aceitação.

Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto (Ef 2:17).

“Deus aceitará a cada um dos que se chegam a Ele, confiando inteiramente nos méritos de um Salvador crucificado. […] Pode não haver êxtase de sentimentos, mas haverá uma duradoura e pacífica confiança” (ME 1:354).


DEVOÇÃO E LEALDADE – 02 DE MAIO 2018

“Então aqueles três [chefes do batalhão dos trinta] atravessaram o acampamento filisteu, tiraram água da cisterna e a trouxeram a Davi” (II Samuel 23:16).

Toda vez que leio a narrativa bíblica para essa fase da história de Israel, fico fascinado com a garra e a coragem dos soldados de Davi. Eram guerreiros que vieram dos quatro cantos de Israel. Não eram aprendizes entusiastas, mas soldados experimentados. Dentre os 37 mencionados no capítulo 23 do segundo livro de Samuel, três se sobressaíam. Eram os mais corajosos dentre os corajosos e os mais fortes dentre os fortes. Eles portavam no uniforme medalhas e condecorações conquistadas no campo de batalha. Conheciam a dureza da batalha não por simulação, mas em campo aberto.

O primeiro mencionado é Jabesão, que enfrentou com sua lança 800 homens numa mesma batalha e os venceu. O segundo do trio era Eleazar, que ao lutar desde a manhã até a tarde, agarrou a espada com tanta firmeza que no fim do dia não conseguia abrir a mão. E o terceiro era Samá. Os filisteus queriam a plantação de lentilhas que abastecia o exército de Israel. Samá resistiu sozinho e Israel venceu a batalha.

Porém, no meio das façanhas desses guerreiros há um relato interessante. Os três foram se encontrar com Davi na caverna de Adulão. E num instante de saudade ou nostalgia, Davi pensou alto: “Ah, se eu pudesse beber daquela água do poço de Belém.” Quem já acampou em regiões de calor, depois de beber vários dias água praticamente morna, nos momentos de calor intenso, sente o desejo de se refrescar com água bem fria. E os três, que estavam por perto, disseram: “Você ouviu o que o chefe falou? Ele quer aquela água geladinha que tem próximo ao portão de Belém. Vamos lá!”

Havia dois lugares estratégicos em qualquer cidade: o portão e o poço. Apesar de o local estar cercado pelos filisteus, os guerreiros foram, encheram um “cantil” gigante e fizeram uma surpresa para seu líder. Eles entregaram para Davi o “cantil” como se igualassem o feito às grandes conquistas anteriores. Porém, a reação de Davi espantou os guerreiros.

Ao perceber que eles haviam demonstrado devoção arriscando a vida, Davi considerou aquela água sagrada demais para beber e satisfazer sua sede. Para ele, era como se bebesse o próprio sangue daqueles homens, por isso derramou-a como oferenda ao Senhor.

Há um imenso exército de homens e mulheres dedicados e leais que se sacrificam e querem ver o reino de Deus estabelecido. Você deseja ser um deles?


FAZENDO REVEZAMENTO – 01 DE MAIO 2018

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos” (Deuteronômio 6:6, 7).

Nos Jogos Olímpicos de Atenas, a equipe feminina norte-americana de revezamento tinha sido classificada para a competição com o melhor tempo. Entre as quatro atletas, estava Marian Jones, que tinha ganhado quatro medalhas na olimpíada anterior, em Sidney.

A corrida de revezamento tem sua estratégia. Nela, o primeiro e o último corredores são os mais importantes. Há um tempo certo e um espaço certo em que o bastão deve ser entregue para quem vai correr depois. Um bom treinador vai dizer que a corrida é ganha ou perdida naquele momento. Qualquer hesitação ou erro de cálculo naquela hora significa derrota.

Marian Jones seria a segunda a correr e passaria o bastão para Lauryn Williams, que ia correr o terceiro trajeto. Lauryn começou a correr enquanto Jones se aproximava, estendeu o braço para trás para receber o bastão, mas a entrega não se completava. Três vezes Marian Jones estendeu o bastão para frente. Finalmente, na quarta tentativa, ela completou a entrega, mas já haviam ultrapassado o trecho permitido para entregar o bastão e foram desclassificadas.

Pais, professores e líderes de jovens que estão na responsabilidade de transmitir valores às gerações futuras estão preocupados com essa transferência de valores. Quanto mais adequado for o relacionamento entre pais e filhos e quanto mais amigável for o relacionamento entre professores e alunos, melhor será para que os valores continuem sendo transmitidos. O conselho de Moisés é sábio: procure o lugar e a hora que sejam mais apropriados, em cada oportunidade e repetidamente. “Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-os na testa” (Dt 6:7, 8).

Sabedor dos valores que o mundo adota, eu ficaria muito intranquilo e inseguro se permitisse que minhas filhas tomassem suas decisões por si mesmas. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente” (Rm 12:2).

Depois de entregarmos o bastão, vamos torcer para que completem a corrida.


MAIO 2018


ABRIL 2018


A ALEGRIA DO ENCONTRO – 30 DE ABRIL 2018

“Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho” (Isaías 53:6).

A ovelha não tem o instinto do boi, do cachorro, do gato ou do pássaro, de voltar no fim do dia para casa. É um animal tímido, frágil, que se assusta facilmente. Ela não tem mecanismos e recursos de defesa como outros animais, que têm garras, dentes, espinhos, carapaça, nem correm bastante para fugir do predador. Elas não são espertas e ágeis como outros animais. Você já viu alguma apresentação circense com ovelhas? Elas têm a tendência de se desgarrar, perdem-se com facilidade, percebem que estão perdidas, mas não sabem como voltar ao rebanho.

Existe no pecado a tendência de nos afastar, de nos levar ao esconderijo, de aproveitar o anonimato e viver como fugitivos. De respondermos à insinuação curiosa dizendo: “Deixa ver como é”; “É só desta vez”; “Eu sei aonde estou indo”; “Eu não vou ficar lá”. E nesse afastamento muitos de nós vamos parar no fundo do poço ou à beira do abismo. Ou ficamos enroscados, presos, atolados na lama. E por nós mesmos nunca vamos sair de onde nos metemos.

A procura começa por iniciativa de Deus, e quando Ele busca, nos encontra. Foi assim com a ovelha, com a moeda, com a samaritana, com Saulo de Tarso e com Adão. É Ele quem Se movimenta em nossa direção.

Você se sente perdido agora? Aceite a ajuda do Pastor. Não interessa se está longe ou no mais profundo abismo, Ele pode tirá-lo de lá. Pare de correr, se esconder, se machucar e se martirizar, querendo se convencer, orgulhosamente, de que pode encontrar o caminho de volta sozinho. Deus quer ser nosso pastor e nos trazer de volta ao redil.

Quando o pastor encontra a ovelha, volta de maneira triunfante. Seus melhores sentimentos e suas melhores intenções foram recompensados. “Ele [viu] o fruto do penoso trabalho de Sua alma e [ficou] satisfeito” (Is 53:11, ARA).

“Eu já fui ovelha errante, do pastor eu me afastei, / Quis seguir os meus caminhos e do aprisco me ausentei […] / De repente, ouvi ao longe uma voz tão familiar, / Era o meu pastor chamando, quase rouco de gritar. / Me avistou lá no penhasco e correu pra me alcançar, / Estendeu o seu cajado, conseguiu me resgatar” (“Ovelha Errante”, Jader Santos).


UNIDADE E DIVERSIDADE – 29 DE ABRIL 2018

“Vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (I Coríntios 12:27).

Este anúncio estava exposto na frente de uma igreja: “Garantia de sermões de trinta minutos, ou você está liberado de assistir o próximo sermão. Você escolhe somente oito mandamentos. Bancos reclináveis com encosto para a cabeça. A oferta é retirada no fim, seguida de suco de abacaxi com hortelã.” A quem queriam alcançar e qual era o objetivo desse anúncio, também não sabemos.

Usando criatividade, se você tivesse que fazer o marketing da igreja por meio de uma frase cativante, que levasse qualquer pessoa que a lesse a dizer: “Tenho que conhecer essa igreja”, que aspecto salientaria? Volta de Jesus, ação comunitária, carinho e calor humano, compreensão das profecias, a mensagem especial sobre nossa saúde, ou o quê?

A Bíblia tem dezenas de imagens para explicar o que é uma igreja. Encontramos figuras como arca, farol, rede, exército, família, noiva, etc. Cada uma salienta diferentes aspectos das atividades da igreja.

Uma imagem rica é a que compara a igreja ao corpo. Um corpo forte e saudável se caracteriza, em primeiro lugar, pela unidade. A Bíblia menciona, de maneira enfática, a importância da unidade na igreja. Não devemos pensar que unidade é uniformidade ou homogeneidade: “creia como eu creio”; “pense como eu penso”; “faça como eu faço”. Mesmo que existam diferenças de pensamento entre as gerações, conflitos teológicos e o desafio de um rápido crescimento que ameace sua unidade, a igreja superará esses desafios e permanecerá forte e unida.

Assim, lá no extremo norte, na Noruega, bem como em Ushuaya, extremidade oposta, no sul da Argentina, temos os mesmos princípios e alimentamos a mesma esperança da volta de Jesus. “Unidade na diversidade é um princípio que permeia toda a criação” (C.B.A., v. 5, p. 1.164).

Em segundo lugar, vem a diversidade. Temos culturas, línguas e dietas diferentes. Toleramos e respeitamos a diversidade. Será que não podemos avançar um degrau acima e celebrar também nossas diferenças e nossa diversidade?

Finalmente, vem a vitalidade. O que precisamos para ter uma igreja mais viva, alegre e dinâmica? Culto mais participativo? Clima de aceitação e carinho? Multiplicidade de ministérios? Mais jovens participando?

O convite é para que, onde você estiver, em qualquer lugar, num grupo grande ou pequeno, mostre que está vivamente ligado ao corpo de Cristo e ao povo de Deus.


ORAÇÃO PERSISTENTE – 28 DE ABRIL 2018

“Jesus contou aos Seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar” (Lucas 18:1).

Quantas vezes você seria capaz de tocar a campainha até ser atendido? Você chama pelo telefone até a linha cair? Insiste se a linha estiver ocupada? Não gostamos de insistir. Queremos nos valer de posição social ou de relacionamentos para ter nossos pedidos atendidos prontamente. Queremos ser clientes preferenciais em todos os lugares, sem filas ou esperas, e que nossos pedidos sejam atendidos no tempo e da maneira como desejamos.

Por outro lado, não gostamos que insistam conosco. Você e eu certamente conhecemos pessoas que chegam a ser inoportunas quando querem alguma coisa de nós. Insistem além da conta, chamam pelo telefone a toda hora – e fora de hora. Quando menos você espera, recebe o aviso de que alguém o aguarda. “Ah! Não é possível! De novo? Por favor!” É aquele tipo de pessoas que você atende de pé e com a porta aberta.

A viúva dessa parábola era insistente. Ela não ficou preocupada, esfregando as mãos. Pensou: “Não tenho outra opção. Ele é a pessoa para solucionar meu problema. Já sei, vou insistir e persistir.” E foi o que ela fez. Incomodou até que finalmente conseguiu. Não pela bondade do coração do juiz, mas pela insistência.

A lição que Jesus queria ensinar era de contraste. Se alguém conseguiu resposta de um juiz insensível, com muito mais razão podemos perguntar: “Deus não vai me atender?”

Em seu livro Oração, Phillip Yancey menciona as palavras do escritor e pai Jerry Sittser: “Ao longo dos anos, meus filhos têm me pedido muitas coisas: CD players, bicicletas, barcos, carros, casas, férias exóticas […] tudo o que se possa imaginar. Não lhes dou atenção na maior parte das vezes. Meu coração endurece a cada pedido. Meus ouvidos, no entanto, ficam aguçados quando persistem, porque em geral a persistência indica seriedade no assunto” (Oração, p. 180).

A persistência deve então ser vista como sinal de um pedido genuíno.

É bom saber que não temos um Deus relutante, mesquinho para nos atender; que pede que nos arrastemos e fiquemos rastejando no pó, para ser convencido de nos dar algo. Temos um Pai desejoso de nos socorrer, ajudar, proteger. “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos Céus, dará coisas boas aos que Lhe pedirem!” (Mt 7:11).


LAVADOS COM SANGUE – 27 DE ABRIL 2018

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 22:14 ARA).

Há um pessoal que dificilmente você vai encontrar com roupa limpa durante seu período de trabalho: mecânicos, tratoristas, limpadores de chaminé e aqueles que trabalham em minas de carvão. Além de as roupas ficarem visivelmente sujas na hora de lavar, precisam de um solvente especial para tirar as manchas de graxa, de tisne ou de barro.

Era um encontro de fim de semana no interior de Santa Catarina com líderes de desbravadores do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina [conta José Maria Barbosa Silva]. Nas atividades do sábado à noite estavam a tirolesa, caminhada, um pequeno trecho de descida num riacho e passar entre dois tonéis com fogo.

Como tinha chovido na hora da descida no riacho, sabendo que o seu leito tinha um misto de barro e lama, quis ser o segundo da fila para não pegar tanto refluxo da subida de lama e folhas enquanto andava. Na minha frente estava um líder de desbravadores baixinho. Um Zaqueuzinho. Enquanto a água estava para ele quase nos ombros, para mim estava um pouco acima da cintura.

Depois das atividades, a camiseta tinha perdido sua cor original, e fiquei meia hora debaixo do chuveiro tomando banho com o jeans para tirar o barro que tinha se impregnado nela. Posso dizer que uma das melhores coisas que pode acontecer conosco é desfazer-nos de uma roupa barbaramente suja que trazemos em nosso corpo e tomar um bom banho.

A mudança de vestes na Bíblia é usada várias vezes como ilustração de mudança de vida e de uma nova experiência. Do sumo sacerdote Josué, o anjo disse: “Tirem as roupas impuras dele.” E depois disse para o próprio Josué: “Veja, eu […] coloquei vestes nobres sobre você” (Zc 3:4). A mesma coisa o pai fez com o pródigo que chegou com a roupa cheirando a guardador de porcos. O pai falou: “Tragam a melhor roupa e vistam nele” (Lc 15:22). E no livro de Apocalipse quando um dos anciãos pergunta: “Quem são estes que estão vestidos de branco?” A resposta foi: “Estes são os que […] lavaram as sua vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:13, 14).

Elas não nos fazem puros, mas são um emblema da pureza que nos vêm através de Jesus. Ao andarem de branco no Céu, significa uma permanente lembrança de que fomos justificados pela fé.

“Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois Ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto de justiça” (Is 61:10).


ELE TEM PODER – 26 DE ABRIL 2018

“Jesus disse: ‘Jovem, eu lhe digo, levante-se!’” (Lucas 7:14).

Duas multidões. Dois grupos indo em direções opostas. Duas procissões contrastantes. De um lado, uma multidão vibrante que havia presenciado alguns milagres de Jesus e O acompanhavam. Era como se estivessem em plena primavera. Do outro, o cortejo fúnebre do jovem filho único de uma viúva. Não sabemos o nome dele, sua idade, nem o motivo da morte. Pela quantidade de pessoas que acompanhavam o cortejo, tanto o filho como a viúva deviam ser pessoas apreciadas em Naim.

O natural seria que a multidão que ia com Jesus se colocasse ao lado para que o cortejo fúnebre passasse. O que a multidão triste não sabia é que estava se aproximando do Doador da vida. Tenho certeza de que se eles soubessem que era Jesus que estava à frente do outro grupo, teriam enviado um recado para Ele. Mas não há nenhum registro de que nem mesmo dos lábios da mãe, que estava à frente do esquife, tenha saído algum pedido. O único apelo era o do coração de mãe. Assim, Jesus tomou a iniciativa de ir ao encontro dela e disse: “Não chore pelo seu filho. Vou trazê-lo de volta à vida.” Isso mostra que mesmo diante de dor incrível, Jesus tem a solução. Era o coração dEle mostrando simpatia e compaixão pela mãe que tinha perdido o filho único.

Jesus Se sente atraído por aqueles que estão tristes e com o coração quebrantado. Ele conhece nossa dor, nossas necessidades, nosso desamparo; e ninguém está mais disposto a nos ajudar quando estamos em problemas do que Jesus.

Jesus falou seis palavras que mudaram a situação: “Jovem, eu lhe digo, levante-se!” (Lc 7:14). Naquele momento, estava se cumprindo Sua palavra: “Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em Mim, não morrerá eternamente” (Jo 11:25, 26).

Depois de Jesus o haver ressuscitado, sua feição estava corada, cheia de vida. Mãe e filho se uniram num abraço. Foi um momento de graça para ambos. “A procissão fúnebre volveu a Naim como um cortejo triunfal. […] Sua palavra [de Jesus], que chama os mortos à vida, não é de maneira nenhuma hoje menos eficaz do que ao dirigir-se ao jovem de Naim. […] Esse poder não diminui pelo espaço dos anos, nem se esgota pela incessante atividade de Sua excessiva graça. A todos quantos creem, continua a ser um Salvador vivo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 319).


APLAUSO E LAMENTO – 25 DE ABRIL 2018

“Quando Se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela” (Lucas 19:41).

Qualquer outro desfile é esquecido, mas este é lembrado ano após ano, século após século. É a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Durante Seu ministério, Ele sempre evitava chamar atenção. Dizia às pessoas que curava que não contassem o milagre para ninguém. E sempre andava a pé com Seus discípulos. Mas naquele momento todos se surpreenderam, quando Jesus pediu um burrinho para montar. Generais e reis usavam cavalo somente quando iam para a guerra. Mas, quando um rei ou general vinha trazendo paz, montava um burrinho. E Jesus escolheu um que ainda não tinha sido usado.

O cortejo começou em Betânia, e à medida que se aproximava de Jerusalém, a adesão era cada vez maior. O aplauso e o vozerio eram cada vez mais crescentes.

O livro O Desejado de Todas as Nações diz que esse cortejo era diferente daqueles feitos pelos conquistadores. Os troféus que Jesus exibia eram os endemoniados a quem Ele tinha libertado e os cegos, coxos, surdos e mudos a quem Ele havia curado. As crianças a quem Ele havia dado atenção estavam ali, agitando palmas. Estavam ali também naquela multidão as viúvas e órfãos a quem Jesus ajudara; os leprosos a quem o Mestre tinha curado e aqueles a quem Ele tinha ressuscitado – e Lázaro era quem conduzia o animal. Todos cantavam sua libertação, a pessoa diferente que eram agora e a oportunidade de novo começo.

Mas, por um momento, Jesus deteve a procissão; Ele estava chorando. Devia ser um motivo muito forte para mudança tão brusca no clima emocional.

Jesus chorava sobre Jerusalém como uma cidade de oportunidade perdida e por não ter aceitado quem Ele era. Viu no futuro a cidade em chamas, e ouviu os gritos e o clamor de mulheres e crianças que morreriam ali. Chorava por aqueles que O rejeitaram. Quantas vezes Ele tinha explicado Sua missão, mas eles não entenderam. Até mesmo os discípulos tinham cada um sua agenda.

Jerusalém, você teve tantas oportunidades! Bênçãos, convites, ensinamentos, milagres. Mas todos foram recebidos com indiferença. Ele disse para Jerusalém: “Quantas vezes Eu quis […], mas vocês não quiseram” (Mt 23:37).

Que pena! Não esqueça os convites que Deus faz!


PRECISA DE UM MILAGRE? – 24 DE ABRIL 2018

“Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados, ou: Levante-se, pegue a sua maca e ande?” (Marcos 2:9).

Era uma cena potencialmente desanimadora: quatro homens levando um paralítico numa padiola. Eram amigos dele. Tinham muita pena, pois havia anos ele estava naquela situação. Ao saberem da fama que se espalhava sobre os milagres de Jesus, disseram: “Nosso amigo precisa ver Jesus. Ele precisa de um milagre. Temos que promover um encontro entre os dois.”

Mas toda aquela euforia e disposição deram de frente com um desafio quando chegaram à casa de Pedro (cf. O Desejado de Todas as Nações, p. 267, 268). Gente apinhada nas portas, crianças nas janelas, pessoas por todo lado. Não havia nenhuma indicação de fila especial para portadores de deficiência. Ao pedirem licença, as pessoas que não queriam perder nenhum lance e desejavam escutar cada palavra de Jesus se uniram mais ombro a ombro. Faziam-se de surdas. Porém, o amor sempre encontra um caminho. E esse não era um grupo que por qualquer razão procura desculpa a fim de escapar de um compromisso. Eram persistentes e insistentes, e tiveram uma ideia ousada: “Vamos colocar nosso amigo frente a frente com Jesus. Vamos descê-lo pelo teto!”

Pontos a favor: não havia ninguém no caminho para o teto; seria bem mais rápido; tinham cordas para amarrar a maca.

Pontos contra: “Ninguém fez isso antes; eles vão nos expulsar.”

E o paralítico, a princípio com um misto de medo e apreensão, encontra-se agora diante de Jesus. O Mestre, olhando mais para o interior do homem, disse: “Os seus pecados estão perdoados.”

Esse era seu maior fardo. Era o elemento paralisante que o prendia. Sabia que ele mesmo era culpado por estar naquela situação. Sua reação foi imediata: “É disso mesmo que estou precisando.” Foi à presença de Jesus para uma coisa e recebeu outra melhor. É sempre assim quando vamos a Jesus em dependência e necessidade.

Quando Jesus disse “Toma o teu leito e anda”, ele começou a sentir que seus músculos, até então entravados, começaram a reagir. Sentiu elasticidade nas veias. Podia se levantar. Podia voltar a ser o que sempre sonhara. Ele entrou carregado na maca que o acompanhava havia anos, mas saiu ele mesmo carregando a maca – e com os pecados perdoados.

Hoje, a graça de Cristo é suficiente para fazê-lo voltar a andar e para tirar o fardo pesado do pecado que eventualmente você esteja carregando.


EM TERRENO PROIBIDO – 23 DE ABRIL 2018

“Salomão aparentou-se com Faraó, rei do Egito, pois tomou por mulher a filha de Faraó e a trouxe à Cidade de Davi” (I Reis 3:1).

Tudo corria bem em todos os domínios do reino de Salomão. Ele desfrutava paz, e as nações vizinhas admiravam a sua sabedoria. “A princípio, ao virem-lhe riquezas e honras mundanas, ele permaneceu humilde, e grande foi a extensão da sua influência” (PP, p. 51). Mas a história registra uma melancólica virada na trajetória desse grande governante. Ele, agora, estava se afastando da adoração de Jeová para se curvar ante os deuses do paganismo.

Um passo decisivo nessa direção foi aventurar-se em terreno proibido. Com a intenção de fortalecer suas relações com o poderoso reino egípcio, tomou a filha de Faraó como sua esposa. Ele presumiu que sua sabedoria e o poder do seu exemplo conseguiriam levar suas mulheres a abandonar a idolatria. A intenção era boa, mas os métodos não tinham a aprovação divina. Esse comportamento estranho começou a se delinear à medida que Salomão foi perdendo de vista a Fonte de seu poder e glória. Suas inclinações carnais ganhavam ascendência sobre a razão, e por isso a confiança em si mesmo aumentava.

Não podemos permitir que nossas paixões nos ceguem a razão. O sábio rei tornou-se, de uma hora para outra, um homem tolo. Muitos de seus provérbios descem o chicote nos tolos. Um exemplo: “Por falta de senso, morrem os tolos” (10:21). A tolice de se curvar perante deuses pagãos era um caminho para a morte. E notemos, agora, a maior incoerência de Salomão em face do que ele escreveu em Eclesiastes 5:1: “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal”. E a Bíblia registra o ponto a que Salomão chegou: “Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses” (1Re 11:4).

Um dos métodos do diabo é levar-nos a adotar costumes mundanos. Sua estratégia é gradativa e começa por coisas aparentemente insignificantes: jugo desigual no namoro e casamento, jeitinho daqui e jeitinho dali para burlar o fisco, enfeites e adornos, e assim por diante. Tais coisas constituem o primeiro degrau. Com o tempo, porém, os pés do tolo alcançam o último degrau da escada da apostasia.

Nossa salvaguarda consiste em estarmos em perene comunhão com Deus. A oração é um antídoto contra a estultícia.


AMOU PRIMEIRO – 22 DE ABRIL 2018

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (I João 4:19).

Que bela flor é o amor-perfeito! Com suas pétalas multicores, embeleza tantos jardins! Significa amor romântico e perene. Diz-se que apaixonados, quando se ausentavam por longo tempo, o davam de presente, como garantia que seu amor nunca seria esquecido. Associa-se também ao amor materno. Quando presenteado no Dia das Mães simboliza amor infinito. Por essas e outras estórias, a flor leva esse nome. De origem europeia, se adapta melhor a clima mais frios. Não resiste ao calor, definha. Por mais belo e romântico que seja, o amor-perfeito é frágil, finito. Logo, não é tão perfeito! Contrapõe-se ao verdadeiro e perfeito amor, que não depende do clima e é infinito: Deus. Ele é a origem do amor. Ele nos amou primeiro, não pelo que somos, mas porque Ele é amor.

Como gosto da primeira carta de João! Joia preciosa! Vale a pena ler e reler, para que sejamos impregnados de sua essência: o amor de Deus! Expresso na entrega de seu Único Filho para nos salvar. Derramado nos corações daqueles que O conhecem.

Que nosso amor não seja efêmero como a flor, mas duradouro, pois se origina em Deus, o Eterno. Que possamos amar “em ação e em verdade” (3:18) e que nossas vidas exalem o perfume do autêntico amor perfeito!

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