Tempo de Refletir

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FEVEREIRO 2019


SEXTA-FEIRA, 01 DE FEVEREIRO 2019 – POR FAVOR, NÃO DESISTA! 

“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil” (I Coríntios 15:58).

Você está prestes a desistir? Por favor, não faça isso. Está desanimado como pai? Aguente firme. Está cansado de fazer o bem? Apenas faça um pouco mais. Você é pessimista em relação ao seu trabalho? Arregace as mangas e encare-o novamente. Nenhuma comunicação em seu casamento? Faça mais uma tentativa. Não consegue resistir à tentação? Aceite o perdão de Deus e vá lutar mais um round. Seu dia está repleto de tristeza e desapontamento? Seus amanhãs estão se transformando em nuncas? Esperança é uma palavra esquecida?

Lembre-se: aquele que termina não o faz sem feridas ou cansaço. Muito pelo contrário; tal como o boxeador, está cheio de cicatrizes e sangue. Atribui-se a Madre Teresa a seguinte frase: “Deus não nos chama para sermos bem-sucedidos, mas apenas fiéis”. O lutador, tal como nosso Mestre, está trespassado e cheio de dor. Ele, tal como Paulo, pode até mesmo estar cansado e ferido. Mas continua.

A terra da promessa, avisa Jesus, aguarda aqueles que permanecerem (Mt 10:22).

Não é apenas para aqueles que dão a volta da vitória ou bebem ou champanhe. Não senhor. A terra da promessa é para aqueles que simplesmente resistem até o final.

Vamos resistir?

Ore comigo agora: “Senhor Jesus, quando a estrada parecer longa demais, os fardos muito pesados, a dor muito grande, dá-me a força para seguir em frente. Nos dias que forem cheios de tristeza e desapontamento, enche meu coração de esperança. Que eu possa resistir com um espírito de vitória e triunfo, por amor ao Teu reino. Em Teu nome, em nome de Jesus, amém!


SÁBADO, 02 DE FEVEREIRO 2019 – PRA MIM O VIVER É….

“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

Algumas das peças literárias mais poderosas da história foram escritas por líderes aprisionados. Parece que há algo no confinamento – talvez a incerteza ou mesmo os abusos sofridos – que faz o prisioneiro focalizar a mente em convicções fundamentais. Mas, enquanto muitos autores aprisionados assumem uma atitude de mártir, atacando o sistema e aqueles que os aprisionam, Paulo soa radicalmente diferente.

A Epístola aos Filipenses é uma das chamadas “Cartas da Prisão”. O apóstolo parece sentir no ar o pesado clima da execução (1:23), provavelmente em Roma. Mas, no que ele se concentra? Paulo focaliza a vida centralizada em Cristo, cuja marca é a alegria. Como cristãos que vivem hoje em liberdade e desfrutam de oportunidades, facilmente podemos nos concentrar em pontos periféricos que, embora atrativos, têm pouco valor. Corremos o risco de perder a perspectiva daquilo que é essencial. Pense em como você completaria a frase a seguir: “Para mim o viver é…” Observe algumas alternativas e a consequência lógica de cada uma:

Para mim, o viver é dinheiro… e morrer é deixar tudo para trás.
Para mim, o viver é fama… e morrer é rapidamente ser esquecido.
Para mim, o viver é poder… e morrer é perder tudo.
Para mim, o viver é possuir… e morrer é partir de mãos vazias.

Quando o dinheiro é objetivo da vida, estamos destinados a viver subjugados ao medo de perde-lo, o que nos transforma em paranoicos, desconfiados. Quando a fama é o alvo, nós nos tornamos competitivos, envenenados pela inveja. Se orientados pelo poder, nós nos tornamos servos de nós mesmos, vaidosos e arrogantes. Quando o viver é possuir, acabamos sendo possuídos pelo materialismo, escravizados pela ambição de ter, para quem “o suficiente nunca é suficiente”. E assim os falsos deuses nos destroem.

“Para mim o viver é Cristo” porque apenas Ele nos satisfaz, quer tenhamos ou não, sejamos conhecidos ou anônimos, quer vivamos ou morramos. A boa-nova: a morte não tirará nada de nós. Ela apenas fixa para sempre o que já é nosso em Cristo.


FINAL GRANDIOSO – 03 DE FEVEREIRO 2019

“Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra” (Marcos 4:30, 31).

Telêmaco era um eremita. Mas um dia algo lhe disse que ele devia ir a Roma. Ele saiu do deserto e foi. Embora Roma fosse uma cidade nominalmente cristã, havia jogos em que os gladiadores lutavam até que um deles morresse. A multidão vibrava, com sede de sangue.

Telêmaco foi assistir a uma dessas lutas. Oitenta mil pessoas estavam no estádio. Ele ficou horrorizado. Os gladiadores que estavam se matando também não eram filhos de Deus? Ele saltou da arquibancada para dentro da arena e se colocou entre os gladiadores. Foi empurrado para o lado, mas voltou. A multidão ficou irada e começou a apedrejá-lo. Mas ele continuou se interpondo entre os lutadores.

Então o prefeito de Roma emitiu uma ordem e uma espada resplandeceu ao Sol. Num instante, Telêmaco estava morto. Os espectadores silenciaram. De repente a multidão entendeu o que havia acontecido: um homem santo havia morrido. Algo extraordinário ocorreu naquele dia em Roma: as lutas entre gladiadores foram suspensas. Através de sua morte um homem deu início a um movimento que extirpou do império uma prática criminosa.

Grandes realizações começam com uma ideia. Uma reforma começa com um homem. A parábola do grão de mostarda nos ensina que o reino de Deus começa pequeno, mas terminará como uma árvore frondosa que abriga muitas nações. No Antigo Testamento, uma das figuras mais comuns para representar um grande império é a de uma grande árvore, e as nações súditas como aves que se aninham nos seus ramos (Ez 31:3, 6).

“Jesus não poderia ter escolhido uma figura melhor do que o insignificante grão de mostarda para ilustrar a maneira como o reino de Deus opera na mente de pessoas não regeneradas. Os líderes judaicos olhavam com desprezo para a multidão heterogênea que ouvia Jesus, especialmente os poucos pescadores e camponeses iletrados que se assentavam ao Seu lado. Eles concluíram que Jesus não podia ser o Messias, e que o ‘reino’ que Ele proclamava nunca daria em nada” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 409).

Mas eles se enganaram, pois o reino de Deus cresceu e continuará crescendo até atingir o mundo todo.


DIREÇÃO DIVINA – 04 DE FEVEREIRO 2019

“Pela fé, Abraão obedeceu quando foi chamado para ir à outra terra que ele receberia como herança. Ele partiu sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8).

Para viver na vontade do Senhor é preciso caminhar com Ele passo a passo, fazendo o que você sabe ser a vontade dEle a cada dia. Por exemplo, é sempre da vontade de Deus que o adoremos, que oremos sem cessar, estudemos Sua Palavra e Lhe rendamos graças. É sempre da vontade de Deus que vivamos no temor do Senhor e sejamos encorajados pelo Espírito Santo (At 9:31).

Se você deseja descobrir os planos de Deus para seu futuro, escute atentamente a orientação do Espírito à medida que caminha com Ele. Quando você conta com o Espírito para cada passo, Ele o conduz até onde precisa ir a fim de avançar para o futuro que Ele lhe reservou. Não conhecemos todos os detalhes do porvir. No entanto, sabemos que o futuro que Deus tem para nós é muito melhor que qualquer um de nossos planos.

Abraão não sabia para onde estava indo quando saiu na jornada para a qual Deus o chamou. Mas Ele sabia que seguir a direção de Deus e fazer a vontade dEle era a única forma de viver. Sua vida se tornou uma das histórias de maior sucesso de todos os tempos. E tudo que Abraão fez foi seguir fielmente a direção do Senhor.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Senhor, quero estar aberto para receber Tua direção e seguir Teus planos, um passo de cada vez. Preciso de Teu auxílio para discernir Tua vontade e cumpri-la com um coração obediente. Por favor. Em nome de Jesus, amém!


A PALAVRA DO SÁBIO – 05 DE FEVEREIRO 2019

“A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia” (Provérbios 15:2).

O piloto chamou a comissária e disse: “Estamos com problemas técnicos. A situação é gravíssima. Comunique aos passageiros a notícia, mas faça-o de maneira sutil.” A aeromoça pegou o microfone e disse: “Por favor, senhores passageiros, ajustem os cintos para os cadáveres não se espalharem.”

Você está rindo? A história não é real. Foi inventada por alguém. Mas ilustra o que Salomão diz com relação aos perigos do exagero. Qualquer notícia, história ou fato pode ser apresentado de duas maneiras. “O sábio”, diz Salomão, “adorna o conhecimento”, dá vida ao fato, mas não muda a veracidade do acontecimento. “O insensato”, ele acrescenta, “fala estultícias.” Os sinônimos de estultícia são: tolice, exagero, grosseria.

A pessoa de êxito, em qualquer área da vida, usa a palavra como o artista usa o pincel. Cria imagens, beleza, transmite otimismo, traz paz ao espírito dos ouvintes. As pessoas gostam de ouvi-la até quando ela tem que dizer coisas duras, verdades que doem, realidades difíceis de serem aceitas. Já o insensato, querendo “adornar o conhecimento”, cai no terreno ridículo do exagero e da tolice.

Às vezes, sem pensar, exageramos e destruímos vidas, sonhos e projeções futuras de pessoas a nossa volta. “Você nunca será nada na vida.” “Já disse isso mil vezes.” “Você sempre chega tarde.” “Você só vive para me dar problemas.” “Ninguém trabalha aqui.”

As pessoas que vivem ou trabalham com você cometem erros? Sem dúvida. Também você e eu os cometemos, todos os dias. Mas é preciso usar as palavras “sempre”, “nunca”, “ninguém”?

É só uma maneira de dizer? Uma força de expressão? Para quem fala, talvez. Não para quem ouve. O que pouca gente percebe é que as palavras ditas contra outros podem nos ferir muito mais do que a eles. As feridas aparecem mais tarde, depois de anos. Mas aparecem como chagas abertas sangrando impiedosamente.

O remédio é Jesus. Quanto mais perto dEle você viver, quanto mais permitir que Jesus tome o controle de sua vida, mais sábio você será. Lembre-se: “A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.”


PERGUNTAS DE DEUS – 06 DE FEVEREIRO 2019

“Que falta os seus antepassados encontraram em Mim, para que Me deixassem e se afastassem de Mim?” (Jeremias 2:5).

Desde a antiguidade, as perguntas têm feito parte do repertório humano de comunicação e aprendizado. Por exemplo, o método socrático era baseado em perguntas e respostas para estimular o pensamento e iluminar as ideias. A política e a literatura registram perguntas famosas como: “Até tu, Brutus?” (Júlio César) e “Ser ou não ser” (Shakespeare).

A capacidade de fazer perguntas é tão importante que o etnomusicólogo Joseph Jordania sugeriu que esse é um aspecto essencial da habilidade cognitiva do ser humano e aquilo que o distingue dos animais. Estudos mostram que alguns macacos aculturados e bem treinados conseguem dar respostas por meio de gestos, mas não conseguem formular perguntas.

O objetivo das perguntas varia de acordo com as circunstâncias. Podemos perguntar para obter informação, motivar a reflexão ou levar a pessoa a repensar suas atitudes. As respostas, igualmente, variam conforme as perguntas. Podemos responder com o silêncio, com “sim” ou “não”, com outra pergunta, com um discurso analítico ou com a mudança de vida.

Na Bíblia há muitas perguntas. As interrogações fazem parte da teologia. Desde que a serpente perguntou a Eva “Foi isto mesmo que Deus disse?” e Deus perguntou a Adão “Onde está você?”, as perguntas têm acompanhado o ser humano. Se o jornalismo trabalha com as seis perguntas básicas da informação (o que, quem, quando, onde, como e por que), os autores bíblicos procuram ir mais fundo em seus questionamentos. As perguntas divinas, assim como as perguntas retóricas, nem sempre pedem respostas, mas sempre exigem reflexão.

Talvez nenhum autor da Bíblia tenha feito tantas perguntas quanto Jeremias. O livro que leva seu nome tem muitas perguntas, como: “Se você correu com homens e eles o cansaram, como poderá competir com os cavalos?” (12:5) e “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas?” (13:23). Porém, uma de suas perguntas mais importantes é a que se encontra no verso de hoje. É, na verdade uma pergunta de Deus.

Será que o Senhor foi infiel ao concerto para que os israelitas o trocassem por ídolos inúteis e se tornassem eles mesmos inúteis? Por que trocar a Glória (2:11) por nulidade? Essa pergunta é feita a você e a mim.

O que respondemos?


TEMOS GRANDE VALOR – 07 DE FEVEREIRO 2019

“Que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

Tente, agora mesmo, imaginar a figura de Jesus com as mãos estendidas. Imagine aqueles pregos cruéis, enferrujados e rombudos sendo cravados em Sua tenra carne. Imagine os nervos e tendões esticados sobre a cruz. Imagine a dor atroz que se alastra pelos Seus braços e pernas ao Ele ser suspenso entre o céu e a terra. Imagine a coroa de espinhos empurrada sobre Sua cabeça e o sangue espesso brotando de Sua testa e correndo pela Sua barba. Veja os Seus olhos cheios de agonia. Ouça o Seu grito de aflição. Escute suas palavras de pesar. Sinta a dor que atravessa todo o Seu corpo.

Apesar de tudo isso, o Seu sofrimento físico, por mais doloroso que fosse, constitui apenas uma fração do Seu real sofrimento. A culpa do mundo, a qual Ele levou, O separa do Seu amoroso Pai. Ele é julgado como um pecador – desprezado, condenado e acusado. Na cruz, Ele está sozinho. Ele sente Sua própria alma sendo dilacerada. Separado do Pai, Ele pende na cruz, agonizante. Por que sofreu assim?

Ele experimentou a dor que os pecadores sentirão no fim do tempo, ao estarem totalmente separados de Deus. Ele sente o que é estar perdido. Naquelas horas agonizantes na cruz, Ele absorve em Si mesmo toda a vergonha e degradação do pecado.

Naquele momento tenebroso, Jesus não Se vê atravessando a porta do sepulcro. Ele vê apenas a escuridão da sepultura e os horrores da morte. Mas Ele está disposto a passar por tudo isso por você e por mim. O Calvário brada para nós: “Vocês têm valor! Vocês são Meus por Eu tê-los criado. Eu os fiz. Eu os moldei. Vocês são Meus por meio da redenção. Vocês são mais do que pele cobrindo ossos.”

O Calvário revela a imensidão do amor de Deus. Gosto da maneira como o poeta Frederick William Faber se expressa:
“O amor de Deus é mais vasto
Que a medida da mente do homem.
O coração do Eterno é o mais maravilhoso e bondoso.”

O Seu cálido coração quebranta o meu frio coração de pedra, e eu ajoelho-me diante dEle em louvor.


PAIZINHO – 08 DE FEVEREIRO 2019

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados” (Romanos 8:15-17).

Mateus 6:26 nos diz que Deus é Pai, “vosso Pai Celestial”. Isto é emocionante. A realidade de Deus ser Pai de cada cristão é um dos grandes e recorrentes temas do Sermão do Monte.

Todos quantos nasceram de novo foram adotados na família de Deus. Essas pessoas renunciaram a seu antigo pai e a seus hábitos pecaminosos e aceitaram a Deus como Pai. Passaram a fazer parte da grande família dos redimidos. Estão, portanto, em condições de chamar Deus de “Aba, Pai”. Aqueles que ainda têm o diabo como pai não podem fazer isso. “Aba” é um termo carinhoso, como a palavra “papai” em português. Que maravilha! O Deus do Universo é meu Papai. Não admira que eu não precise me preocupar. Não admira que eu não tenha temor. Deus é Aba para mim. Esse fato fornece a base da confiança.

Contudo, Deus não tem apenas a proximidade de um papai; Ele também possui o poder de um Criador. Foi Ele quem trouxe os mundos à existência. “Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles” (Sl 33:6). “Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir” (Verso 9). Nosso Aba também é o poderoso Criador das aves e das flores.

Essa é a razão por que não devo me preocupar. Ele tem a proximidade de um papai e o poder de um Deus galáctico. Que Senhor!

Mas isso não é tudo. Nosso Aba Criador também tem o coração de um redentor. Ele nos amou tanto que deu Seu Filho para morrer em nosso lugar, a fim de que tivéssemos vida eterna.

Este é o Deus a quem servimos. Ele é Papai, Criador e Redentor, tudo de uma vez. Seu cuidado por nós não se limita apenas à esfera espiritual; abrange também nosso vestuário e sustento de cada dia. Quem pode ficar ansioso tendo tal Senhor como amigo?


O NEVOEIRO DO CORAÇÃO ABATIDO – 09 DE FEVEREIRO 2019

“O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, Ele me salvou. Retorne aos seu descanso, ó minha alma, porque o Senhor tem sido bom para você” (Salo 116:6-7).

É um nevoeiro espesso que, em silêncio, aprisiona a alma e recusa-se a dissipar-se facilmente. Depressão, desânimo, desapontamento, dúvida. Todos são companheiros dessa presença temida.

Se você já foi traído por um amigo, sabe o que quero dizer. Se foi rejeitado pelo cônjuge ou abandonado por pai ou mãe, é certo que já viu esse nevoeiro. Se ficou de vigília ao lado da cama de uma pessoa amada, então também reconhece essa nuvem. Se está nesse nevoeiro agora, pode ter certeza de uma coisa: Jesus o entende perfeitamente e está caminhando com você nessa neblina silenciosa.

Quando Marcos descreve a cena do Getsêmani depois da última ceia, mostra um Jesus agonizante, tenso, angustiado. “Um homem de dores” (Is 53:3). Um homem que luta contra o medo, debate-se com seu próprio compromisso e anseia por alívio.

Encontraremos aqui a prova de que os momentos de tristeza, angústia e dúvida não são, obrigatoriamente, sinais de espiritualidade fraca, fé vacilante, falta de oração.

Faremos bem em nos lembrar disso quando ouvirmos sussurros de culpa em meio à depressão ou condenarmos outros por não saírem sozinhos do fundo do poço.

Em sua compaixão, o Mestre compreende, e nos guia (ou nos carrega!) até a névoa dissipar.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Senhor, anda comigo quando eu atravessar o nevoeiro do coração abatido. Tu sabes o caminho, pois já passaste por ele. Por favor. Em nome de Jesus, amém!”.


SER AMIGO É MELHOR – 12 DE FEVEREIRO 2019

“O olhar de amigo alegra o coração” (Provérbios 15:30).

Embora seja muito importante pertencer a uma família, ser amigo é melhor do que ser membro de uma família. Porque um amigo se pode escolher. Mas não se pode escolher irmãos, pais, primos, tios e outros parentes. Além disso, irmãos e irmãs, pais e filhos, às vezes discutem, brigam e até se agridem. E não há nada pior do que briga em família.

Vejam o que aconteceu com Caim e Abel. As relações entre os dois se deterioraram a tal ponto que Caim matou o próprio irmão. E o matou por motivo fútil, o que hoje seria considerado homicídio qualificado. O noticiário moderno tem veiculado inúmeros casos de filhos que planejaram a morte dos próprios pais.

Ser amigo também é melhor do que ser namorado. Porque namorados que não são amigos logo se separam. A verdadeira amizade se confunde com o amor verdadeiro. E há um texto bíblico que revela até que ponto pode chegar esse sentimento: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13).

Ter amizade cristã é interessar-se o suficiente pelos outros a ponto de tirar tempo para eles. Tirar tempo para ajudar o vizinho. Para visitar um doente. Para socorrer alguém com o carro quebrado à beira da estrada.

A amizade cristã nunca admite que haja na congregação uma única pessoa prestando seu culto a Deus em solidão. E há entre nós rostos solitários, no meio da multidão, que vieram a nós não tanto em busca da doutrina correta, da igreja assinalada pela profecia, mas em busca de uma palavra de carinho, de afeto, de solidariedade, de compreensão, de amizade, de amor. E quando as pessoas não encontram em nosso meio o carinho de que precisam, elas, muitas vezes, vão embora para outra igreja, que poderá oferecer menos doutrina, porém mais amor. Daí muitos irmãos se admiram dizendo: “Como é que pode? Trocou a verdade pelo erro!” O fato é que elas não trocaram a verdade pelo erro. Trocaram a frieza pelo amor.

Quando Deus perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”, Caim procurou fugir à sua responsabilidade, dizendo: “Sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4:9, ARC). Mas a resposta de Deus a Caim, e a cada um de nós, não deixa dúvida: “Sim, você é guardador do seu irmão!

O mundo acredita no evangelho do egoísmo, em que cada um deve cuidar de si mesmo. Mas Deus diz: “Levai as cargas uns dos outros” (Gl 6:2). Ele diz que você deve se importar com seu irmão, porque este é o verdadeiro evangelho: o evangelho do amor.


DEUS PROVÊ – 13 DE FEVEREIRO 2019

“A terra e tudo o que nela há são do Senhor; o mundo e todos os seus habitantes Lhe pertencem” (Salmo 24:1).

Deus criou todas as coisas. Ele é o dono de tudo, e isso é mais que suficiente para suprir aquilo de que precisamos. Tudo em nosso mundo pertence a Deus, inclusive nós mesmos. Deus mostrou Seu amor quando nos deu a terra. No entanto, Ele quer que O busquemos como nosso Provedor.

Ele conhece todas as suas necessidades e é plenamente capaz de suprir todas elas, mas Ele quer que você se aproxime dEle em oração e peça. O Criador do Universo deseja muito ter um relacionamento com você. Não está interessado em ser um Papai Noel ou um simples benfeitor. Deus ouve suas orações e atende a elas quando você ora com um coração sincero, que o ama.

Quando não conhecemos bem a Deus, dificilmente entendemos Suas respostas. Pensamos que, se Ele não respondeu como pedimos ao orar, foi porque não ouviu. A oração não determina o que Deus deve fazer. A oração é uma parceria com Deus em todos os aspectos de nossa vida.

Se vivêssemos sempre nos caminhos de Deus em vez de pensar que sabemos mais que Eke, não teríamos falta de nada. Não permita que o medo de não ter o suficiente o faça duvidar de que Deus suprirá suas necessidades. Continue a pedir. Ele é seu provedor e tem tudo aquilo que você necessita.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Muito obrigado, Senhor, por Tua generosidade. Desenvolve em mim confiança cada vez mais firme em Tua provisão. Entrego a Ti todas as minhas ansiedades e preocupações, certo de que Tu agirás conforme Teus bons propósitos. Em nome de Jesus, amém!


NOSSO LAR NÃO É AQUI – 14 DE FEVEREIRO 2019

“Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião” (Salmo 137:1).

Um dia, os assírios dirigidos por Nabucodonosor chegaram a Jerusalém. Destruíram tudo e levaram prisioneiros os filhos de Israel.

Os anos do exílio foram tristes. Longe de casa, da família e dos amigos, os exilados só tinham duas opções: esquecer definitivamente Israel ou viver em Babilônia, com os olhos fixos em Sião, abrigando o sonho de retornar um dia para o lar.

Um dia, também, o inimigo de Deus chegou até a raça humana, destruiu seus sonhos, valores e princípios e a levou escrava ao seu reino, para servir no seu palácio.

A história de Israel é um símbolo da história humana. Como os israelitas, hoje estamos longe do verdadeiro lar. Este mundo cheio de tristeza e angústia – consequências naturais da entrada do pecado – não é a nossa casa. Somos estrangeiros e peregrinos vivendo num mundo ao qual Jesus Se referiu assim: “O Meu reino não é deste mundo.”

O salmista disse que enquanto os filhos de Israel viviam em Babilônia, com frequência sentavam-se às margens dos rios e choravam de saudade, lembrando-se de Sião, o santo monte, símbolo do governo de Deus.

O perigo que corremos hoje é esquecer que este mundo não é o nosso lar definitivo. Estamos aqui apenas peregrinando, por força das circunstâncias, rumo à casa do Pai. Somos estrangeiros vivendo num país alheio.

O fato de vivermos neste mundo pode levar-nos a contemplar as coisas da Terra por mais tempo do que o necessário. Deitar raízes profundas é um risco. Lembrar quem somos e de onde viemos determina as nossas escolhas e prioridades.

É verdade que precisamos sobreviver. Trabalhar, estudar, construir uma casa para morar e educar os filhos é parte da nossa existência. Não podemos omitir-nos dessas responsabilidades. Mas até que ponto isso tudo está nos fazendo esquecer de Sião?

Cumpra as suas atividades hoje pensando na experiência de Israel, expressada pelo salmista: “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.”


OS DESEJOS DO CORAÇÃO – 15 DE FEVEREIRO 2019

“Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração” (Salmo 37:4).

O coração humano é uma fábrica de desejos. Nem sempre discernido, o desejo é um poder que motiva, uma força que leva à ação, uma imã que atrai; é o que eu quero ter, fazer e experimentar. Janela da alma, o desejo mostra para onde você está indo e qual será seu destino. Obsessão por objetos, coisas e pessoas, o desejo é a tentativa de conseguir algo para preencher um vazio na vida.

Segundo os psicólogos, os desejos não devem ser confundidos com as emoções, nem as emoções com os sentimentos, que estão para elas assim como as ondas para o oceano. Enquanto a emoção nasce na mente, o desejo está enraizado na estrutura corporal. Por isso, os romancistas e roteiristas o exploram em profusão, e os publicitários elaboram estratégias para criar um senso de necessidade e seduzir os consumidores. Em geral, a publicidade associa algo ou alguém com atributos desejáveis ao produto. Não é por acaso que tantas celebridades aparecem nas propagandas.

Procurar satisfazer os desejos do coração não é errado, pois essa é uma necessidade universal. O problema é se contentar com superficialidades. Dinheiro, sexo, comida, conhecimento, popularidade, status, poder, esporte, influência, carros, aparelhos e milhares de itens nesse nível não satisfazem realmente o coração. Hoje, as pessoas buscam cada vez mais prazeres, mas continuam infelizes. Tudo o que é finito traz satisfação temporária. Não devemos negar os desejos, mas avalia-los, hierarquizá-los e aprofundá-los.

Nosso maior desejo é por Deus, cuja ausência na vida jamais poderá ser compensada por substitutos. À primeira vista, no verso de hoje, parece que o salmista está dizendo que Deus nos dará coisas para satisfazer nosso coração. Mas, na verdade, quem enche nossa vida de alegria, felicidade e empolgação é o próprio Deus, que é o fim de toda a procura. Deus não promete gratificar os apetites pecaminosos do corpo, mas satisfazer os desejos santificados da alma. Para isso, precisamos conhecer a Deus pessoalmente, amá-Lo apaixonadamente, servi-Lo alegremente e obedecer-lhe completamente. Se você entregar-lhe seus caminhos, Ele colocará você na estrada da felicidade. Deus transforma o coração para que ele tenha o desejo correto.

Deleitar-se em Deus, mais do que um privilégio ou mandamento, é a maior alegria da vida. Para quem busca o Senhor, a satisfação vem como bônus. Qual é o grande desejo do seu coração? Nada o satisfará da maneira que você sonha, trazendo paz para sua alma, a menos que você encontre prazer em Deus. Assim como as células precisam de oxigênio, o girassol precisa do astro-rei e os pássaros precisam do céu, você precisa de Deus. Deleite-se nEle e você será deleitado.


SINCERIDADE – 16 DE FEVEREIRO 2019

“Bem sei, meu Deus, que Tu provas os corações e que da sinceridade Te agradas” (I Crônicas 29:17).

No supermercado das obras más, as prateleiras têm lugar de honra para coisas como mentira, dissimulação, deslealdade, engano, embuste, etc. Já no mercadinho das virtudes, rareia um produto chamado sinceridade. Aliás, não é pequeno o número de pessoas que, ao passarem diante das prateleiras das virtudes, desmerecem essa qualidade tão preciosa aos olhos de Deus, de acordo com a oração de Davi, no verso de hoje.

Oscar Wilde, chegou a dizer: “Um pouco de sinceridade é coisa perigosa; muita, é fatal”. O Marquês de Maricá não deixou por menos: ‘Se fôssemos sinceros em dizer o que sentimos e pensamos uns dos outros, em declarar os motivos e fins de nossas ações, seríamos reciprocamente odiosos e não poderíamos viver em sociedade”.

A Deus, que é onisciente e onipresente, não escapa nada do que pensamos e sentimos uns dos outros. Se Ele quisesse, deixaria cada um de nós numa situação incômoda e vexatória, toda vez que pensássemos e agíssemos com segundas intenções. Ficaríamos envergonhados e, ao mesmo tempo, inibidos. Nosso Deus, entretanto, lida bondosa e eticamente com Seus filhos. Jesus fez o mesmo, quando esteve na Terra, embora tenha desmascarado alguns líderes e sacerdotes hipócritas, numa situação extrema. Quando escreveu na areia os pecados dos que desejavam apedrejar Maria Madalena, expôs o envolvimento de cada um deles com aquela mulher, cuja vida pregressa fora consequência dos desejos carnais de seus acusadores.

Faz anos, uma congregação ficou desorientada e confusa, quando um fanático, com o dedo em riste e movido por um zelo “sem entendimento”, revelou que determinada pessoa ali presente era adúltera. Ele foi sincero, mas falhou quanto à maneira, ao momento e lugar. Como cristãos, devemos ser sinceros em tudo, mas combinando justiça com amor. O silêncio, em determinadas ocasiões, não é falta de sinceridade, mas prudência. Quando, porém, está em jogo a verdade ou a vida de alguém, faltar com a verdade é um grande mal.

Durante este dia, procuremos a ajuda divina para nos exprimirmos sem artifício, sem a intenção de enganar, de disfarçar o nosso procedimento.


QUANDO DEUS ASCENDE O FOGO – 17 DE FEVEREIRO 2019

“Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (Atos 4:31).

Um exemplo do que pode acontecer quando o Espírito de Deus toma conta de uma situação ou uma pessoa é o de um jovem seminarista gaulês de nome Evan Roberts. Na primavera de 1904, sofrendo insônia, muitas vezes ele acordava de madrugada com um “senso da presença de Deus e da comunhão com Ele”. Ao orar com alguns amigos, entendeu que Deus tinha um plano. Um desses amigos mostrou-se convicto de que Deus lhes daria 100 mil conversos no País de Gales.

Evan Roberts começou a pregar em uma reunião de jovens. A mensagem proclamada logo incendiou o país. Em algumas cidades, igrejas ficavam cheias desde as 18h00 até uma da manhã, todas as noites, durante um ano. Irmãos confessavam pecados a Deus e uns aos outros, ofensas eram perdoadas; propriedades e dinheiro, restituídos. Em 18 meses, de 1905 a 1906, quase não houve crimes. Em um dos raros julgamentos, o juiz levou o réu a Cristo enquanto o promotor e os jurados cantavam hinos. Nas minas gaulesas, o linguajar vulgar dos mineiros desapareceu e palavras gentis substituíram os palavrões. O reavivamento espalhou-se pelo mundo.

Deus deseja derramar o Seu Espírito sobre nós, tornando-nos agentes de transformação do mundo. Podemos ser instrumentos através dos quais o Espírito Santo fará a diferença. Quando Deus acende o fogo do reavivamento em nós, suas fagulhas alcançam outras pessoas ao nosso redor.

Durante o reavivamento gaulês, dois repórteres londrinos faziam uma reportagem sobre o assunto. Chegando a uma vila, pediram que um policial lhes indicasse o local das reuniões. O oficial respondeu: “Olhem no interior deste uniforme. O reavivamento de que vocês falam está no meu coração.” Realmente, o reavivamento sempre começa no coração de alguém. Ele pode começar hoje no seu e no meu. O Espírito Santo deseja fazer algo em nós.


O QUE MAIS É IMPORTANTE – 18 DE FEVEREIRO 2019

“Nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus” (I Coríntios 1:23-24).

Em sua Bíblia de quase mil páginas, o que é importante? Entre todos os deveres e as proibições, o que é essencial? O que é indispensável? O Antigo Testamento? O Novo? A graça? O batismo?

O que realmente importa?

Você provavelmente já se debateu com essa pergunta. Talvez tenha realizado os atos da religião e da fé, e ainda assim se veja, muitas vezes, como num poço seco. As orações parecem vazias. Os objetivos parecem impensáveis. O cristianismo se torna um amontoado de notas desafinadas. Onde está o cerne?

Considere estas palavras de Paulo: “Eu passei para vocês o ensinamento que recebi e que é da mais alta importância: Cristo morreu pelos nossos pecados, como está escrito nas Escrituras Sagradas; Ele foi sepultado e, no terceiro dia, foi ressuscitado, como está escrito nas Escrituras: e apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos” (1Co 15:3-5, NTLH).

Ali está. Quase simples demais. Jesus foi morto, sepultado e ressuscitou. Surpreso? A parte que interessa é a cruz. Nem mais, nem menos.

Ore comigo agora: “Senhor, quando eu anunciar as boas-novas, não quero que sejam apenas um relato de segunda mão, coberto com um verniz de religiosidade. Peço Tua ajuda para que meu evangelismo seja um testemunho das realidades que tenho vivenciado contigo. Que eu valorize mais a Tua cruz. Em nome de Jesus, amém!”


O ÁPICE DA CRIAÇÃO – 19 DE FEVEREIRO 2019

“Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais” (Mateus 10:29-31).

Dignidade humana. Esse é um tema muito debatido em nossos dias. É proclamado nos jornais, pelos escritores de livros e pelos noticiaristas de rádio e de televisão.

É na Bíblia, porém, que encontramos uma perspectiva mais ampla da dignidade humana. Lemos no Salmo 8 que Deus nos fez um “pouco menor do que os anjos” e nos coroou “de glória e de honra”. Fomos feitos para exercer domínio sobre todas as criaturas de Deus (ver versos 5-8). E Gênesis 1:26 e 27 nos diz que fomos feitos à imagem e semelhança da Divindade. Os seres humanos são o ápice da criação, as mais preciosas de todas as criaturas de Deus.

Talvez o maior presente já dado à natureza humana foi a encarnação da segunda pessoa da Trindade como Jesus de Nazaré. Pare para pensar um pouco sobre isto. Deus Se tornou um ser humano. Deus Se tornou um de nós, um conosco.

Todos os outros conceitos de dignidade humana perdem o brilho e se tornam insignificantes em face da luz que a Bíblia derrama sobre esse assunto. São falsas e mesquinhas as visões mundanas de grandeza humana.

É a partir da perspectiva do conceito bíblico de dignidade e valor humano que precisamos compreender a extensão e a profundidade do cuidado de Deus por nós. Jesus está nos dizendo na leitura bíblica de hoje que, se Deus cuida até mesmo de humildes pardais, certamente haverá de tratar com maior solicitude a parte mais importante de Sua criação. Conforme Jesus perguntou em Mateus 6:26: “Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?”

Esse argumento de Jesus é importante. Se Deus cuida das aves sem que elas precisem viver diariamente ansiosas, não cuidaria Ele tanto quanto ou até mesmo mais da obra coroadora da criação?

Amigo ouvinte, hoje é o dia de confiar mais em Deus. Hoje é o dia de aprender mais plenamente a lição do cuidado divino.


JANEIRO 2019


ELE NÃO SAI DE CENA – 31 DE JANEIRO 2019

“Ele começou a se amaldiçoar e a jurar: ‘Não conheço o homem de quem vocês estão falando!’” (Marcos 14:71).

Jesus, que mudou o curso da história mais do que qualquer outra pessoa, ainda hoje causa impacto em vastas multidões – mesmo naqueles que não confessam Seu nome.

Seu nome é pronunciado milhares de vezes todos os dias. Muitos o usam como uma interjeição, geralmente para expressar medo ou repulsa.

Alguma vez você já se perguntou por que as pessoas dizem “Jesus!” quando estão zangadas ou infelizes? Não ouvimos “Buda!” ou “Maomé!” ou “Krishna!” Por que será que sempre falam o nome do Homem da Galileia?

Será possível que Jesus, Aquele a quem procuram rejeitar, nunca está longe de seus pensamentos? Será que lá no fundo se perguntam quem Ele realmente foi, se talvez tenha sido aquilo que alegou ser, o Filho de Deus?

Jesus é o Homem que não sai de cena. Foi assim desde o princípio na Galileia. Tentaram escarnecer dEle dizendo que era ilegítimo. Mas a multidão se aglomerava para ouvi-Lo, tocá-Lo, ser transformada.

Disseram que Ele expulsava espíritos imundos em nome de Belzebu, o príncipe dos demônios. Mas os demônios saiam gritando: “Sei quem Tu és: o Santo de Deus!” (Mc 1:24).

Espalharam que Ele estava ficando louco. Sua própria família disse isso e tentou afastá-Lo das multidões e levá-Lo de volta para casa (Mc 3:21). Ele, porém, Se manteve firme em Sua missão.

Contaram-Lhe que o rei Herodes planejava prendê-Lo, que o melhor a fazer seria fugir e esconder-Se. Mas Ele não hesitou, não temeu.

Foram à noite no jardim e O prenderam, depois que um traidor os levou até Ele. Eles O amarraram, bateram nEle e O submeteram a um tribunal ilegal. Mas Ele não tentou escapar.

Pregaram-nO na cruz e O vigiaram até o momento de Sua morte. Pensaram que assim O haviam silenciado e que Seu movimento chegara ao fim. Mas Ele ressuscitou dentre os mortos, deixando o sepulcro vazio.

Não saiu de cena e não sairá – mesmo que, como Pedro, O neguemos e O amaldiçoemos. O fato de Ele não nos deixar permanece como o centro da nossa esperança.


DIA DA EXPIAÇÃO – 30 DE JANEIRO 2019

“Porquanto nesse dia se fará propiciação por vocês, para purifica-los. Então, perante o Senhor, vocês estarão puros de todos os seus pecados” (Levítico 16:30).

O Dia da Expiação, Yom Kippur, era talvez o dia mais importante do ano para os israelitas. Era o dia em que o sumo sacerdote entrava na câmara mais interior do tabernáculo para oferecer sacrifício pelos pecados de toda a nação. O propósito desse sacrifício? A reconciliação de Deus com Seu povo.

O ritual descrito em Levítico 16 incluía o sacrifício de um bom e a aspersão de seu sangue sobre a relíquia mais sagrada de Israel: a arca da aliança. Incluía também a escolha de dois bodes. Um deveria ser sacrificado, simbolizando o pagamento necessário pelo pecado. O outro, o bode expiatório, era libertado, simbolizando os pecados do povo sendo levados para o deserto.

Por causa do sacrifício de Cristo por nossos pecados, todo dia é nosso dia da expiação. Diariamente aceitamos que Sua morte pagou os nossos pecados, que são levados para o deserto, onde nunca teremos de entrar.

À luz dessa verdade, como você se aproxima de Deus em oração? Você se coloca diante do Senhor como alguém que Ele valoriza e ama? Ou abaixa a cabeça como se ainda tivesse de obter a aceitação que já lhe foi concedida? Se você age com hesitação, reivindique hoje seu dia da expiação. Dirija-se a Deus com o coração aberto e agradeça por não haver nenhum obstáculo entre você e Ele.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Obrigado, Jesus, por teres pagado o preço por meus pecados. Por meio daquilo que fizeste, fui reconciliado com Deus e jamais serei separado dEle de novo. Ajuda-me a estender aos outros o amor e o perdão que me deste. Por favor. Em nome de Jesus, amém!


SEJA GRATO! – 29 DE JANEIRO 2019

“Oferecer-Te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o Teu nome, ó Senhor, porque é bom” (Salmo 54:6).

Os salmos retratam experiências humanas, com seus dramas, tristezas, problemas e dificuldades. Por exemplo, a traição. Davi era constantemente perseguido e traído. Parece que de alguma maneira a traição é tomada por alguns como uma ferramenta de sobrevivência.

No salmo de hoje, Davi agradece a Deus por tê-lo livrado da traição dos zifeus, que foram aonde estava Saul para avisá-lo de que Davi estava escondido em seu território.

Deus sempre está pronto a ajudar os Seus filhos sinceros. O verso de hoje apresenta a atitude de um coração agradecido pelo livramento que o Senhor operou. “Oferecer-Te-ei voluntariamente”, afirma o salmista. Em outras palavras: Isto que farei não é obediência a algo que Tu pediste. Isto é voluntário. Nasce no meu coração. Eu o faço em agradecimento ao modo maravilhoso como me ajudaste mais de uma vez.”

O salmista apresenta duas coisas que ele fará em gratidão a Deus: oferecer e louvar. A razão: “O Senhor é bom, pois me livrou de todas as minhas tribulações.”

Você não pode separar gratidão de louvor e entrega. Agradecer sem louvar e sem oferecer, não é agradecer. É apenas uma palavra oca que não passa de uma expressão criada pelas regras do comportamento social.

Louvar é fazer com que o mundo saiba o que aconteceu. Oferecer é sair da beleza das palavras e entrar na dimensão dos fatos. É tornar a teoria em prática.

O que pouca gente sabe é que, quando agradeço, se apodera do meu interior um sentimento de paz e satisfação, a ponto de reconhecer que “tudo é bom”, mesmo enfrentando as dificuldades mais duras.

Que motivos você tem para agradecer hoje? Veja a luz do novo dia. Sinta-se vivo. Olhe para cima. Contemple a misericórdia divina e diga: “Oferecer-Te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o Teu nome, ó Senhor, porque é bom. Em nome de Jesus, amém!”.


SEJA SÁBIO – 28 DE JANEIRO 2019

“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio” (Provérbios 6:6).

A formiga é usada por escritores sacros e seculares como exemplo de laboriosidade e previsão. Ela trabalha arduamente no verão para sobreviver nos tempos difíceis do inverno.

O sábio Salomão faz um convite para observar a vida desses pequenos insetos como um exemplo de persistência, coragem e diligência. Observar talvez seja uma das grandes virtudes da sabedoria. Passamos pela vida como loucos, correndo, agitados, sem tempo para observar o nascer do sol, o resplendor da lua ou até o simples gesto do cachorro que abana a cauda quando retornamos para casa. Essa falta de observação, faz de nós pessoas insensíveis e vazias. Meros robôs, que realizam um trabalho eficiente mas não desfrutam a vida.

Com a formiga, aprendemos que a vida é luta e que, para sair vitoriosos, é preciso laboriosidade, ordem e provisão.

As formigas não esperam “grandes projetos” para iniciar o dia trabalhando. Elas começam com o que têm à mão. Cumprem o dia-a-dia, não se detêm; simplesmente avançam. São muitas, e a soma de muitos pequenos trabalhos resulta num projeto fabuloso. Se você observar com lupa um ninho de formigas, verá a obra extraordinária de engenharia que elas desenvolvem e que seres humanos não conseguiriam realizar.

Tem mais. As formigas trabalham como um exército. Há ordem e disciplina. Não existem grandes realizações sem ordem. O preguiçoso não gosta de trabalhar, nem de observar a ordem. O resultado é fome, miséria e fracasso.

De todas as lições que a formiga ensina, a que mais me impressiona é a previsão. A formiga não consome tudo que encontra. Guarda, poupa, armazena. Para fazer isso, não passa fome nem desatende às necessidades da família. Isso seria avareza. Instintivamente, ela sabe que o inverno virá e não haverá condições de trabalhar; portanto, faz previsão. E quando as inclemências do frio chegam, enquanto outros animais passam fome, ela está protegida, alimentada e segura em seu ninho.

O que você pode aprender com a formiga? Quanto falta para o inverno da sua vida? “Vai ter com a formiga…, considera os seus caminhos e sê sábio.”


EDIFICADO NA PALAVRA – 27 DE JANEIRO 2019

“Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mateus 7:24).

Satanás reservou as maiores tentações especialmente para a geração que vive no tempo do fim. Isto não precisa nos perturbar, pois o maior derramamento do poder celestial para sustentar o povo de Deus virá também no fim.

Mateus 7:24-27 descreve dois grupos de pessoas. Um grupo consegue atravessar o tempo de tribulação. O outro grupo cai. Duas casas – uma construída sobre a areia e a outra, sobre a rocha. Duas casas passam pela mesma tormenta, mas uma sobrevive e a outra cai. Ellen White escreveu: “O próprio eu não passa de areia movediça. Se edificar sobre teorias e invenções humanas, sua casa ruirá. Pelos ventos da tentação, pelas tempestades das provas, será varrida. Mas estes princípios que [Jesus lhe deu] permanecerão. Receba-[O]; edifique sobre [Suas] palavras” (O Desejado de Todas as Nações, p. 314).

Nos últimos dias, Satanás soltará os ferozes ventos da tentação. Qualquer tentativa de edificar a espiritualidade sobre o formalismo ou sobre rituais religiosos terminará em desastre. Qualquer vida espiritual centrada em tentativas humanas de vencer a tentação ruirá como uma casa construída sobre a areia.

A casa espiritual que sobreviverá é aquela construída sobre a rocha firme, Jesus Cristo. Em nossa passagem para hoje, Jesus diz: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente.” Mat. 7:24. Edificar uma vida espiritual em Cristo é edificar uma vida de confiança em Sua Palavra. Uma vida edificada sobre a Palavra de Deus sobreviverá aos ventos da tentação. Ao abrirmos a Palavra de Deus, o mesmo Espírito Santo que inspirou a Palavra aplicará seus princípios ao nosso coração.

Encontrar tempo para a Palavra de Deus é o grande desafio da nossa apressada sociedade. Qualquer vida que não esteja edificada sobre a Palavra será varrida quando as tormentas da tentação vierem. A Palavra solidifica nossa fé. A Palavra é nossa rocha, nosso alicerce, a âncora da nossa fé. Hoje, tome a decisão de passar tempo com Deus através de Sua Palavra, e edifique sobre a rocha firme.


EXPULSE O MEDO – 26 DE JANEIRO 2019

“Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu reino” (Lucas 12:32).

Patrícia sempre se relacionou bem com sua família, acompanhando as três filhas pelos altos e baixos da adolescência. Mas agora, elas estavam casadas e moravam longe. O marido estava cada vez mais ausente por causa do trabalho. Sozinha, pensava sobre qual seria o propósito de sua vida. Uma sensação de medo a perturbava sempre na hora de dormir. E percebeu que se não dominasse o medo, este a controlaria. Precisava ter algo em que fixar a mente, e pediu a Deus um propósito claro ao qual pudesse apegar-se.

E Deus respondeu, fazendo-a entender que poderia ser uma mulher queixosa e estressada, centralizada em sua solidão, ou aceitá-la e, com ânimo, dedicar-se a ajudar outros. Patrícia focalizou a atenção em promessas como: “Eu que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29:11).

Deus dissipa nosso medo, assegurando-nos um futuro venturoso. “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai Se agradou em dar-vos o reino” (Lc 12:32). “Sede fortes, não temais” (Is 35:4). Patrícia encontrou uma saída para o medo, fixando a mente no propósito que Deus lhe dera. Passou a considerar Seu chamado como o ponto focal de seus pensamentos. Achou uma alternativa melhor do que somente pensar na solidão e no perigo. Olhou para Deus, e obteve um senso de propósito. Já não era mais uma vítima passiva.

O medo imagina sempre o pior. A fé vê o melhor; confia nos planos de Deus para nossa vida. Focalize as promessas de Deus, e viva com esperança.


TUDO É POSSÍVEL PARA DEUS – 25 DE JANEIRO 2019

“Também transforma os desertos em açudes e a terra seca em fontes de água” (Salmo 107:35).

Todos nós enfrentamos situações aflitivas por causa de uma decisão errada que tomamos, por atitudes e ações de outras pessoas ou por algo que nos acontece sem que tenhamos culpa alguma, e temos de arcar com as consequências.

Ao longo de uma caminhada de muitos anos com Deus, aprendi que, por mais impossível que uma situação me pareça, mesmo que eu não consiga ver como superá-la, ela não é impossível para Deus. Aprendi a confiar nEle em todas as circunstâncias.

Nunca se esqueça de que, com Deus, nada é impossível, porque o Senhor é o Deus dos impossíveis para os que nEle creem. O próprio Jesus disse que “tudo é possível para Deus” (Mt 19:26). Não há como ser mais claro que isso.

Deus pode transformar o deserto de nossa vida numa existência frutífera e produtiva quando viemos em Seus caminhos.

Uma das maiores garantias do amor de Deus é que Ele age em tudo para o nosso bem quando O amamos e vivemos de acordo com os planos e propósitos que Ele tem para nós (Rm 8:28). Não podemos ver tudo de bom que Deus reservou para nossa vida se não O amarmos suficiente para orar, buscar Sua ajuda e obedecer à Sua vontade.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Ó Senhor, Deus dos impossíveis, eu Te louvo e Te adoro porque nada pode Te impedir de cumprir Teus bons propósitos. Grava essa realidade em minha memória, para que eu confie cada vez mais em Ti em todas as circunstâncias. Em nome de Jesus, amém!


A PREOCUPAÇÃO É CEGA – 24 DE JANEIRO 2019

“Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de Ti nas terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar” (Salmo 42:6).

Vimos ontem que Jesus nos disse para “olhar para” as aves e “considerar” os lírios. Ele nos afirmou que, se olhássemos para essas coisas e as considerássemos, aprenderíamos lições inestimáveis de confiança na solicitude de Deus.

Mas a preocupação é cega. Não tem olhos para as aves, nas quais poderia encontrar paz; não tem mente para as flores, nas quais poderia descobrir a verdade. A preocupação recusa-se a aprender as lições da natureza.

A preocupação também se recusa a aprender as lições da história. É aqui que entra nosso texto bíblico de hoje. O salmista se sente animado com a lembrança da história, com a lembrança da terra do Jordão e do monte Hermom. Esses lugares lhe trazem à mente o concerto e as promessas divinas. Sua alma talvez estivesse abatida, mas ele conseguia lembrar-se da promessa de Deus a respeito de um futuro melhor; conseguia lembrar-se da orientação de Deus na história passada. Podia ter esperança no futuro porque se lembrava do que Deus havia feito no passado.

Esse pensamento nos faz relembrar da lição ensinada por Ellen White sobre a direção divina no passado. “Ao recapitular a nossa história passada, havendo percorrido todos os passos de nosso progresso até ao nosso estado atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 162).

A preocupação não é cega somente às lições da natureza e da história, mas também às lições da vida. Vamos combatê-la, pois ainda estamos aqui; conseguimos fazer isso até aqui na vida, vencendo obstáculos que pareciam insuperáveis. Com a ajuda de Deus, suportamos o insuportável e realizamos o irrealizável. O Deus que nos ajudou ontem, nos ajudará amanhã.

A principal diferença entre a fé e a preocupação é que a primeira tem olhos, enquanto a segunda não os tem.


CONTEMPLAR – 23 DE JANEIRO 2019

“Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual Ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dEle nos santos e a incomparável grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da Sua poderosa força (Efésios 1:18 e 19, NVI).

Deus quer que olhemos para as coisas que nos fazem entender melhor a Sua Pessoa e o Seu amorável cuidado por nós. As primeiras palavras que a versão Almeida Corrigida usa para traduzir Mateus 6:26 são “olhai para”. Na Almeida Atualizada lemos “observai”. Deus quer que retiremos os olhos de nós mesmos e de nossos problemas. Ele quer que enxerguemos além de nossas necessidades e desejos.

Ele pede, portanto, que “olhemos para” as aves do céu. Elas têm uma lição para nós. Paulo diz isso de maneira magistral em nossa passagem bíblica de hoje, quando afirma que os olhos do nosso coração precisam ser iluminados com respeito à grandeza do amor de Deus e ao plano que Ele tem para nós. Seus planos para nós são mais elevados do que aqueles que fazemos para nós mesmos.

A fim de contemplar a extensão e a profundidade do amor de Deus por nós, precisamos “olhar para” Ele, tanto em Sua Palavra como no livro da natureza.

Nossa passagem nos leva um passo adiante na compreensão de Mateus 6:28, onde recebemos ordens para “considerar” a lição dos lírios. A palavra “considerar” é um termo mais forte e enérgico do que a expressão “olhar para”. Pressupõe meditação e consideração das coisas divinas num nível mais profundo.

Deus quer que nós O compreendamos melhor. Quer que compreendamos mais plenamente Seu grande amor e cuidado por nós. Deseja que nos volvamos, para além da ansiedade e da preocupação, em direção à fé. É por isso que nos ordena “olhar” e “considerar” Suas lições na natureza e na Bíblia.

“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus”, diz o Senhor por intermédio do salmista (Sl 46:10). Quão quieto você tem andado ultimamente? Você passa a maior parte do tempo olhando para o quê?

A resposta a essas perguntas revelará muita coisa sobre seus objetivos e prioridades; a resposta dirá muito sobre a qualidade da sua fé.


DEUS OUVE E RESPONDE – 22 DE JANEIRO 2019

“Ó povo de Sião, que mora em Jerusalém, você não vai chorar mais. Como Ele será bondoso quando você clamar por socorro! Assim que Ele ouvir, lhe responderá” (Isaías 30:19).

Nossa amizade não apenas nos beneficia, como também beneficia aqueles que nos cercam. Quando as pessoas nos procuram com necessidades ou preocupações, podemos oferecer alguma ajuda ou podemos não ser capazes de atender às necessidades delas de modo algum. Mesmo que não tenhamos o que as pessoas realmente necessitam, Deus tem. Quando somos amigos de Deus, podemos dizer às pessoas: “Não tenho o que você precisa, mas conheço alguém que tem. Vou pedir ao meu amigo! Vou interceder junto a Deus por você”.

Sabemos que Deus tem o poder de intervir nas circunstâncias, ajudar seus filhos a deixarem de usar drogas, gerar progressos financeiros, operar milagres na área da saúde ou reconciliar casamentos. Quanto mais intimamente conhecemos a Deus, mais confiança temos na Sua disposição e capacidade de ajudar as pessoas. Quando elas nos procuram, podemos ir a Deus e saber que Ele virá em nosso socorro. Podemos realmente pedir a Deus para nos fazer um favor e ajudar alguém a quem amamos mesmo quando sabemos que essa pessoa não merece. Podemos orar com compaixão com um coração amoroso – e Deus ouve e responde.

Deus ama você e ama o som da sua voz subindo até Ele em oração e comunhão. Vá até Ele com frequência não apenas para suprir as suas necessidades, mas também para atender às necessidades dos outros.


O CRISTO REJEITADO – 21 DE JANEIRO 2019

“Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam” (João 1:11).

A história de Jesus de Nazaré é inacreditável em muitos aspectos, mas um deles se destaca mais do que os outros: o Criador do Universo veio ao mundo que Ele fez, mas nós, Suas criaturas, O rejeitamos.

Como isso pôde acontecer? Como as criaturas do pó da terra puderam desprezar as mãos que as moldaram? Como homens e mulheres, sujeitos a uma vida cuja expectativa é de 70 a 80 anos, foram capazes de dar as costas para Aquele que é eterno?

Que benevolência! Que paciência! Que humildade! Apenas o fato de vir a este mundo em forma humana, submetendo-Se às leis da hereditariedade, já seria uma grande humilhação. Além de tudo, Ele veio ciente da rejeição, do sofrimento e da morte que O aguardavam. Essa história deixa qualquer mente confusa.

Muito antes de João escrever as duras palavras “veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam”, Isaías já havia predito a rejeição que Cristo sofreria: “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um Homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não O tínhamos em estima” (Is 53:3).

Ele foi rejeitado no passado e ainda é rejeitado hoje. Por quê? Porque Ele é a Luz que brilha no coração de cada pessoa. A Luz que revela como somos. Sob essa Luz enxergamos quem realmente somos. Não é uma imagem bonita de se ver. Essa é a razão de, na época de Jesus e ainda hoje, a maioria das pessoas responder: “Apaguem a Luz!”

“Este é o julgamento: a Luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a Luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3:19).

Mas a rejeição não foi total, louvado seja Deus, e hoje também não é. No texto original grego as duas palavras traduzidas como “Seu” e “Seus” em João 1:11 são diferentes. Ele veio para o Seu mundo, e o Seu povo não O recebeu. Ele ordenou que as ondas cessassem, e elas obedeceram; Ele partiu os pães e os peixes, e eles se multiplicaram em Suas mãos. A natureza cobriu a Sua face com as trevas no momento em que Ele ficou pendurado na cruz em agonia.

E houve algumas pessoas (não a maioria, mas algumas) que não O rejeitaram, não disseram: “Apaguem a Luz”, mas que abriram o coração para recebê-Lo.

Naquela época, alguns. Hoje, alguns. Quero estar entre eles, hoje e todos os dias.


A LÍNGUA QUE DEUS FALA – 20  DE JANEIRO 2019

“Aceite a instrução que vem da Sua boca e ponha no coração as Suas palavras” (Jó 22:22).

Não há língua que Deus não possa falar. Isso nos leva a uma agradável pergunta. Em que língua Ele está falando com você? Não me refiro a um idioma ou dialeto, mas ao drama diário de sua vida.

Há ocasiões em que Ele fala a “linguagem da abundância”. Seu estômago está satisfeito? Suas contas estão pagas? Ainda tem uns trocados no bolso? Não tenha tanto orgulho daquilo que você possui a ponto de não escutar o que precisa ouvir. Será que você tem o bastante para dar muito?

E quanto à “linguagem da aflição”? Ela fala num idioma que evitamos. Mas eu e você sabemos como Deus fala ternamente nas antessalas dos hospitais e junto ao leito dos doentes.

Deus fala todas as línguas – inclusive a sua. Em que língua Deus está falando com você?

Em que língua Deus está falando com você agora? Pense numa forma em que Deus nos fala, a despeito do que esteja acontecendo em nossa vida.


JESUS, O CONQUISTADOR VIVO! – 19 DE JANEIRO 2019

“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltando, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem” (Apocalipse 1:12 e 13).

Uma voz falou com João, o último discípulo vivo de Jesus, e o instruiu a transmitir uma mensagem às igrejas da Ásia. Quando João se virou para ver a fonte daquela voz, teve uma bela visão do Cristo ressurreto; e então, maravilha das maravilhas, a visão de Jesus tornou-se uma presença viva (Ap 1:10-16).

Como único fundador remanescente da Igreja Cristã, João sentiu o peso das igrejas repousando sobre seus ombros. Durante anos ele havia esperado o retorno de Jesus, para trazer triunfo à igreja. Mas agora quão tenebrosa era a perspectiva! Os líderes pioneiros estavam mortos. A igreja escorregava gradualmente para a apostasia. O futuro reino de Cristo parecia mais remoto que nunca. E João, provavelmente na casa dos noventa anos, estava exilado na rochosa Ilha de Patmos (verso 9). Não é de admirar que Jesus tenha vindo para animá-lo.

“Ricamente favorecido foi este amado discípulo. Ele tinha visto seu Mestre no Getsêmani… Vira-O suspenso na cruz do Calvário, objeto de cruel zombaria e abuso. Agora é permitido a João contemplar uma vez mais a seu Senhor. Mas quão mudada está Sua aparência! Não é mais um homem de dores, desprezado e humilhado pelos homens. Está envolvido em vestes de esplendor celestial. … Sua voz é como a música de muitas águas. Seu rosto brilha como o Sol” (Atos dos Apóstolos, pág. 582). João saiu dessa visão com sólida fé na vitória final do Cristo vivo. As mensagens de Cristo que o apóstolo passou às igrejas devem ter-lhes dado semelhante segurança.

Jesus está conosco hoje. O mesmo Jesus que falou à infeliz mulher samaritana junto ao poço de Jacó e pelo poder atraente de Sua presença abriu diante dela uma vida mais rica e satisfatória. O Jesus que confortou os enfermos, tristes, solitários e lhes incutiu vida nova ao fluir dEle a virtude curadora. O Jesus que Se curvou sob o peso de nossos pecados ao arrastar-se até o Calvário, a fim de ali morrer para libertar-nos do quinhão de infelicidade, frustração e culpa que cabe ao pecador. O Jesus que morreu para mostrar o caminho do viver autêntico. Esse Jesus vive! Está Ele vivo no seu coração? Então você terá hoje um dia maravilhoso!


SAIBA OUVIR – 18 DE JANEIRO 2019

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus…” (Eclesiastes 5:2).

“Deus deu a você dois ouvidos e uma boca por uma razão”, diz o ditado. A habilidade de ouvir é essencial para a vida. Os conselheiros nos dizem para ouvirmos uns aos outros. Os líderes espirituais nos dizem para ouvirmos a Deus. Mas dificilmente alguém nos dirá: “Ouça a você mesmo”.

Não estou sugerindo que temos uma voz interior que sempre sabe a coisa certa a dizer. Nem estou dizendo que deveríamos ouvir a nós mesmos em vez de ouvir a Deus e aos outros. Estou sugerindo que precisamos ouvir a nós mesmos para descobrirmos como os outros estão recebendo nossas palavras.

Os israelitas podiam ter seguido este conselho quando Moisés os liderava para fora do Egito. Poucos dias após a libertação miraculosa que enfrentaram, eles estavam reclamando (Êxodo 16:2). Apesar de sua necessidade por comida ser legítima, a maneira de a expressarem não era (v.3).

Sempre que o nosso falar é fruto do medo, da raiva, da ignorância ou do orgulho – mesmo que digamos a verdade – aqueles que ouvem, ouvirão mais do que as nossas palavras. Ouvirão emoções. Mas essas pessoas não sabem se essa emoção é fruto do amor e da preocupação ou do desdém e do desrespeito. Assim corremos o risco de sermos mal compreendidos.

Se ouvirmos a nós mesmos antes de falar em voz alta, podemos julgar os nossos corações antes que as nossas palavras descuidadas machuquem outros ou entristeçam o nosso Deus.


O SEGREDO DO HERÓI – 17 DE JANEIRO 2019

“Como o meu servo Calebe tem outro espírito e me segue com integridade, Eu o farei entrar na terra que foi observar” (Números 14:24).

Alguns personagens dos bastidores da Bíblia mereciam ser protagonistas. Coadjuvantes no roteiro da história sagrada, esses heróis quase anônimos têm lições preciosas para nos ensinar. Um deles foi Calebe, integrante de um grupo de doze espiões que fizeram uma missão de reconhecimento em Canaã. Sondada a terra, confirmou-se que ela manava leite e mel (ou seja, a região era ótima para criar gado e cultivar plantas). Porém, apesar dos enormes cachos de uva, com talvez mais de 6 quilos, muito maiores do que as escassas uvas encontradas no Egito, dez espiões (83%) transmitiram um relatório altamente pessimista. Somente dois (17%), Josué e Calebe, apresentaram um relatório positivo. Surpreendentemente, ambos os relatos eram verdadeiros!

Para os espiões pessimistas, de cujos nomes ninguém se lembra, a terra era cheia de gigantes, os anaquins, que pertenciam a uma distinta família, ou poderiam ser um grupo de lutares escolhidos por causa de sua estatura. Na opinião deles, os hebreus eram como gafanhotos aos olhos dos anaquins. Portanto, a terra era inconquistável. Já os espiões otimistas não viam tantos gigantes e estavam seguros de que poderiam vencer. Quem estava certo? Comparados com os gigantes, os hebreus realmente eram gafanhotos; mas, comparados com Deus, os gigantes é que eram gafanhotos! A diferença estava no olhar.

Calebe não era cego. Ele viu os gigantes, mas não deixou de ver a solução. Era um homem de fé, coragem e ousadia fora do comum, porque confiava em Deus e em si. A Bíblia enfatiza que ele seguia fielmente a Deus (Js 14:8,9,14). Ele acompanhava o Senhor de perto, com todo o coração, e tudo nele pertencia a Deus. A terra era dos gigantes, mas poderia ser dos hebreus, se eles acreditassem.

Por causa da incredulidade, aquela geração morreria no deserto, sem entrar na terra prometida. Porém, Calebe chegaria lá. Embora estivesse com 85 anos, ele reivindicou o direito de conquistar uma montanha de gigantes. Segredo? Calebe tinha “outro espírito” (Nm 14:24), o espírito de vitória. No poder de Deus, ele podia vencer todos os obstáculos.

Você tem que enfrentar gigantes hoje? Gigantes da dívida, da doença, depressão, incerteza, gigantes do medo, estresse, desencorajamento? Com o espírito de Calebe, você poderá vence-los. Se ainda temos os incrédulos e negativistas, podemos ter também os confiantes e otimistas. Seja um Calebe, com outro espírito. Reivindique hoje sua montanha de bênçãos. Os pessimistas e incrédulos morrem no deserto. Somente os otimistas e confiantes chegam à terra da promessa.


REFLITA O AMOR DE DEUS – 16 DE JANEIRO 2019

“Quem tem os Meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que Me ama será amado por Meu Pai” (João 14:21).

Somos espelhos de Deus. “E todos nós, no entanto, não temos um véu sobre nosso rosto e podemos ser espelhos que refletem claramente a glória do Senhor. À medida que o Espírito do Senhor trabalha dentro de nós, somos transformados com glória cada vez maior, e tornamo-nos mais e mais semelhantes a Ele” (2Co 3:18, NBV).

Paulo faz um paralelo entre a experiência cristã e a experiência no Monte Sinai vivida por Moisés. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, sua face refletiu a glória de Deus. “Os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (2Co 3:7).

Depois de contemplar a Deus, Moisés não podia deixar de refletir a Deus. O brilho que ele viu foi o brilho em que ele se tornou. Contemplar leva a se tornar. Tornar-se leva a refletir.

Não foi isso o que fizemos? Acampamos aos pés do Monte Sinai e contemplamos a glória de Deus. Sabedoria insondável. Pureza imaculada. Anos infindáveis. Força destemida. Amor imensurável.

Será que, ao contemplarmos Sua glória, ousamos orar para que, como Moisés, possamos refleti-la?

Ore comigo: “Deus todo-poderoso, Tua misericórdia é a maravilha deste mundo. Tu nos fazes fortes e nos dás a Tua paz. Queremos que nossa vida reflita a luz da Tua majestade. Em nome de Jesus, amém!”


DISCERNINDO A PALAVRA DE DEUS – 15 DE JANEIRO 2019

“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (II Samuel 23:2).

A serpente, no Éden, não tinha moral para dizer que falava por Deus. Suas sugestões não foram inspiradas pelo Espírito Santo. Eva estava ciente de que a ordem divina para que não tocasse no fruto da árvore da ciência do bem e do mal, era legítima. Deus não foi dúbio ao dizer que o resultado da desobediência levaria o transgressor à morte. Através das Escrituras, as ordens e instruções divinas não são ambíguas. Toda vez que a consciência humana se confronta com a verdade, não há como contestar o que Deus diz.

Mas a serpente apresentou-se diante de Eva para contestar o que o Senhor havia afirmado: “Certamente morrereis”. O inimigo, travestido na forma de um belo animal, jamais poderia dizer a Eva: “Estou aqui para falar o que o Senhor me comunicou”. Ao contrário, a serpente inverteu as cores do sinaleiro divino: onde estava vermelho, ela colocou verde.

Eva ultrapassou os limites e, instantes depois, Adão fez o mesmo, porque não admitiu a ideia de estar do lado de cá, enquanto Eva já estava do lado de lá. Ele foi solidário na hora errada.

Toda a desgraça que se abateu sobre a humanidade é fruto de uma atitude impensada.

Em nossos dias, há três tipos de porta-vozes. Há os que falam pelo Senhor, pois usam as Escrituras sem tirar nem acrescentar palavras. Esses são os pregadores leias, que não ousam dizer que têm uma mensagem diferente da que Deus falou. Pena que diminui o número dos que falam pelo Senhor! Outros há que usam as Escrituras, mas o fazem parcialmente. Subtraem os ensinos que não se ajustam a seus interesses egoístas, e alegam ser portadores das boas novas do Céu.

O terceiro grupo é constituído de pessoas incrédulas. De pessoas que não creem nas Escrituras Sagradas, não creem no sobrenatural. Para esse grupo, a verdade são as descobertas da ciência.

Vivemos num tempo em que precisamos estar atentos ao turbilhão de vozes que há no mundo. Quem fala pelo Senhor? A quem devemos dar crédito? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).


A SOLUÇÃO ESTÁ PERTO – 14 DE JANEIRO 2019

“Então Deus lhe abriu os olhos, e ela viu uma fonte” (Gênesis 21:19).

Quem já fez longas caminhadas em regiões arenosas, onde se escuta apenas a sua própria respiração e o roçar do tênis na areia, tem uma leve noção do que é caminhar no deserto. A mesma paisagem, grãos de areia jogados no rosto pela brisa, arbustos secos e o uivar do vento nas rochas e arbustos. São caminhadas cansativas e o desejo de chegar é permanente.

Esta é a história de uma fuga, de um exílio, mas também a história de um encontro. Em sua primeira fuga, ao se encontrar com o anjo perto de uma fonte, Hagar deu um nome para Deus: “Tu és o Deus que me vê” (Gn 16:13).

Hagar era escrava, mãe solteira e, por motivos de ciúme de sua patroa, Sara, não tinha ninguém para quem trabalhar. Pegou a rota do deserto – temperaturas escaldantes durante o dia e frias à noite.

Ali estava ela, sem rumo, sem força, sem água, um silêncio amedrontador; quando uma voz quebrou o silêncio. Deus falou para aquela mulher: “O que a aflige, Hagar? Não tenha medo!” (Gn 21:17).

Deus sabia não apenas onde Hagar estava, mas conhecia também a tristeza de seu coração. O anjo lhe assegurou que Deus tinha escutado seu clamor e o milagre ocorreu: O Senhor abriu-lhe os olhos. A solução estava bem perto dela.

Os olhos da mulher estavam cegos pelo desespero. Seus erros estavam além de qualquer conserto. Escondeu-se no sofrimento. Fez-se vítima da situação e começou a ter pena de si mesma.

Então, a voz lhe disse: “Não tenha medo!” Deus não a tinha perdido de vista. O Deus que vê a ajudou a ver um poço próximo dali. Ela não tinha ido além da distância em que a graça pudesse alcançá-la.

Por que ela não tinha visto a água que já estava lá? Pela mesma razão pela qual você e eu não discernimos saídas para nossos problemas.

“Hagar, aqui está você, com muitas preocupações que não sabe como administrar, fardos que não sabe como levar; mas há uma solução.”

Deus estava pronto para escutar a dor do coração de Sua filha e resolver os problemas que ela enfrentava na fuga.

Assim também, Jesus está interessado em nossa história. Ele pergunta a cada um de nós o que é que nos aflige e nos angustia. Não há necessidade que Ele não possa suprir. Ele nos dá outra visão. Você tem bem perto de si um poço, uma fonte.

Por que não orar: “Senhor, abre meus olhos para que eu descubra o que providenciaste para mim?”


 O PREÇO DO PERDÃO – 13 DE JANEIRO 2019

“E porá a mão sobre a cabeça do animal do holocausto para que seja aceito como propiciação em seu lugar” (Levítico 1:4).

No sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, o perdão exigia um preço.

Hoje, entendemos o perdão ao olhar o sacrifício de Cristo. No Antigo Testamento, o povo esperava pela salvação de Cristo. Os sacrifícios e as ofertas prenunciavam a provisão que viria por meio de Jesus. Os sacrifícios constituíam símbolos – a vida de animais inocentes era oferecida como pagamento pelos pecados do povo. O animal não era simplesmente colocado na porta do tabernáculo. Levítico 1:4 diz que o adorador colocava a mão sobre a cabeça do animal que seria morto. Uma vez consumado o sacrifício, os sacerdotes cuidavam do restante. Não antes. A morte do animal simbolizava a punição pelo pecado e a necessidade de perdão do povo a fim de ter um relacionamento com Deus.

Quando você se apresenta a Deus para confessar os pecados, sente que o preço pago por Jesus é real? É tão real quanto se pusesse a mão na cabeça dEle enquanto Ele carregava a cruz para o Gólgota? Hoje, o perdão pode parecer tão sanitizado como a carne que é comprada no supermercado. É fácil esquecer que uma morte ocorreu para que pudéssemos ter a provisão.

Tenha em mente que o preço para o seu perdão foi pago pelo sacrifício de Jesus. O antigo sistema sacrifical serve de lembrança de que o preço era a própria vida.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor, ajuda-me a não me esquecer do preço que pagaste para que fosse perdoado. Não quero pensar que mereço o que Tu fizeste, sabendo que não preciso fazer mais nenhum sacrifício. Agora, o sacrifício que quero fazer é o ação de graças e louvor a Ti pelo que fizeste para me libertar das consequências do meu pecado. Em nome de Jesus, amém!”


ACEITE A DISCIPLINA – 12 DE JANEIRO 2019

“Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão” (Provérbios 3:11).

Todos os dias, em cada esquina, a vida nos apresenta surpresas. Algumas agradáveis, outras tristes. Damos as boas-vindas às primeiras. Rejeitamos as segundas. Afinal de contas, o ser humano não foi criado para sofrer. Foge de tudo que lhe provoca dor.

A dor é um elemento estranho no Universo perfeito de Deus. Morte, tristeza e lágrimas não existiam quando o mundo saiu das mãos do Criador. Espinhos e sofrimento apareceram no cenário edênico como consequência do pecado.

Hoje, a dor e o sofrimento são realidades da vida. Chegam em forma de adversidades, conflitos, problemas e uma variedade de experiências traumáticas. O que fazer com elas? O que Deus faz para livrar do pecado Seus filhos?

Erradicá-lo num instante, não poderia. O pecado, como qualquer enfermidade, tem um processo de duração, às vezes longo e insuportável. Mas precisa de tempo para amadurecer e chegar ao fim.

O que Deus faz é redirecionar o sofrimento. Quando a dor chega, vem com o propósito de destruir. Esse é o alvo do inimigo. O que mais lhe apraz é fazer a criatura sofrer e levá-la a pensar que Deus é o causador.

Mas Deus toma o sofrimento e lhe dá um novo rumo. Usa-o como instrumento de educação, formação, restauração e correção. O sofrimento muda de propósito e de nome. Não se chama mais dor, senão disciplina. A dor destrói e mata. A disciplina traz vida. A dor adormece, a disciplina acorda.

Portanto, não rejeite a disciplina. Aceite-a, administre-a. Deixe-se educar, polir e burilar. Você e eu somos pedras brutas. Existe dentro de nós um diamante escondido que só as adversidades da vida serão capazes de fazer aparecer.

Amanhã será outro dia. As nuvens de hoje terão passado. O sol brilhará de novo, e com ele brilhará você. Acredite nisso: “Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão.”


ATÉ QUE ELE VENHA! – 11 DE JANEIRO 2019

“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28 e 29).

Em um pequeno cemitério inglês existe uma tumba, na qual se vê um anjo, esculpido em mármore. Em uma das mãos, ele segura uma chave posicionada na direção de um cadeado. Com a outra mão, ele protege os olhos, enquanto olha para cima. E na base da tumba, está gravada a inscrição: “Até que Ele venha.”

A intenção do escultor era que víssemos, através dos olhos dos anjos, a glória de Deus por ocasião da vinda de Cristo, quando as sepulturas serão abertas e os crentes ressurgirão para a vida eterna. A morte não é o fim. A tumba não é uma urna eterna. Para os que creem na Bíblia, a morte é um curto descanso que durará até a volta de Jesus.

A Bíblia descreve a morte como um sono 53 vezes. Ao falar da morte de Lázaro para os Seus discípulos, o Mestre simplesmente declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou despertá-lo” (Jo 11:11). Jesus ressuscitou Lázaro milagrosamente para demonstrar Seu poder sobre a sepultura. Não precisamos temer a morte. Nosso amado Salvador põe um sinal na tumba de cada filho Seu.

Um dia, nosso Senhor vai descer à Terra. O céu será iluminado com Sua glória. Ele vai irromper entre nuvens. Assim como chamou Lázaro pelo nome, séculos atrás, também chamará nossos amados pelo respectivo nome. As sepulturas serão abertas, e eles também sairão. Mas haverá uma diferença significativa. Quando Lázaro foi ressuscitado, ele não recebeu um corpo imortal, glorioso. Ressuscitou para testemunhar o poder do Senhor, mas morreu outra vez. Quando nossos entes queridos forem ressuscitados, eles serão ressuscitados com corpos imortais e gloriosos, para nunca mais morrerem.

Uma nova vida pulsará em suas veias. Eles se levantarão com todo o vigor da juventude. Serão absolutamente perfeitos. E nós, os que estivermos vivos, também seremos transformados em um instante para receber nossos corpos imortais e gloriosos. Que esperança! Que promessa! Que ela conforte, hoje, o nosso coração.


ESPERE O INESPERADO – 10 DE JANEIRO 2019

“Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra, Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles […]. Quando O viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma” (Marcos 6:47-49).

Os discípulos estavam no meio da tempestade. A luz veio até eles. Uma figura surgiu, caminhando sobre as águas. Mas não era o que esperavam.

Talvez quisessem que anjos descessem ou que o céu se abrisse. Talvez esperassem uma proclamação divina para acalmar a tempestade. Não sabemos quais eram suas expectativas. Uma coisa, porém, é certa: eles não esperavam que Jesus caminhasse sobre as águas.

E, visto que Jesus voltou de uma forma que não esperavam, quase deixaram de perceber que as orações deles haviam sido respondidas.

Se não olharmos e ouvirmos com atenção, corremos o risco de cometer o mesmo erro. As luzes de Deus em nossas noites escuras são tão numerosas como as estrelas, se nos dignarmos a voltar o olhar para elas.

Por esperar uma fogueira, deixamos de enxergar a vela. Por esperar ouvir o grito, deixamos de perceber o sussurro.

Deus vem a nós por meio das velas tremeluzentes e nos sussurra: “Quando você duvidar, olhe em volta; estou mais perto do que você imagina”.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Senhor, quantas vezes minhas orações foram respondidas e nem percebi? Ajuda-me a ficar atento às manifestações inesperadas e sutis de Teu poder. Em nome de Jesus, amém!”


RISCOS DESNECESSÁRIOS – 09 DE JANEIRO 2019

“Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (Neemias 4:9).

A fé em Deus não elimina a ação humana. Deus é nosso refúgio e fortaleza, mas compete a cada pessoa fazer a parte que lhe cabe. Orar a Deus, pedindo-Lhe que nos proteja durante a noite, e então deixar propositadamente portas e janelas abertas, numa pretensa demonstração de fé é convidar o mal e arrostar perigos desnecessariamente. Pedir-Lhe que nos proteja numa viagem de carro, e então sair em alta velocidade, desrespeitando a sinalização, é atrair o desastre.

Um belo exemplo de ação combinada com oração nos vem de Neemias. Empenhado na reconstrução dos muros de Jerusalém, ele e seus colaboradores despertaram a ira dos inimigos do povo de Deus, que estavam decididos a impedir essa obra:

“Quando Sambalá, Tobias e os árabes, os amonitas e os asdoditas ouviram dizer que a obra continuava e que os buracos no muro estavam sendo tapados, ficaram furiosos. Tramaram levar um exército contra Jerusalém para provocar revolta e confusão” (Ne 4:7, 8, BV).

Diante dessa ameaça, Neemias tomou a atitude correta: orou, trabalhou e vigiou. Orar apenas e cruzar os braços, esperando que Deus faça Sua parte e também a nossa, é um convite ao fracasso. Por outro lado, confiar apenas na força e sabedoria humanas, dispensando o auxílio divino, é a maneira oposta de arriscar-se a ser derrotado.

A atitude certa é unir o esforço humano ao poder divino. “Cumpre-nos ser vigilantes. Ao passo que, como Neemias, recorremos à oração, levando todas as nossas perplexidades e fardos ao Senhor, não devemos sentir que nada mais temos a fazer. Precisamos vigiar da mesma maneira que orar” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 572).

Jesus tinha total confiança em Deus. Mas quando Satanás O levou ao pináculo do templo, e Lhe disse para atirar-Se dali abaixo, alegando que Deus O protegeria, Cristo recusou-Se a fazer essa exibição, respondendo: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mt 4:7).

O que Jesus queria ensinar é que não devemos pôr Deus à prova, colocando-nos deliberadamente em situação de risco, descuidada e desnecessariamente, e então esperar que Ele nos livre. Isso seria antes uma demonstração de dúvida e não de fé.

Podemos correr riscos por amor a Deus e à Sua Palavra, e não para testar os limites da proteção divina.


VOCÊ GOSTA DE GANHAR? – 08 DE JANEIRO 2019

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1).

Você é daqueles que gostam de discutir só para ouvir o som de sua “maravilhosa voz”? Você gosta de ganhar todas as discussões, mesmo com as pessoas que você mais ama, esposa, esposo, filhos, amigos? Muitos têm a ideia de que ganhar com base na argumentação é reduzir a outra pessoa ao completo silêncio, diminuí-la e humilhá-la. Significa tornar evidente que as ideias ou contribuições dela não valem nada. Ganhar dessa forma significa perder um relacionamento. Ganhar assim é roubar da outra pessoa sua humanidade, sua singularidade. Palavras matam. Palavras de rejeição, de ódio e de negação assassinam ou desabilitam a pessoa para a vida. Podem deixar cicatrizes como as feridas causadas por uma pistola.

Numa avenida movimentada, um casal já está atrasado para o jantar na casa de amigos. O endereço é desconhecido. Antes de sair, porém, a esposa havia consultado o mapa. Ele dirige o carro, e ela o orienta. Pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele “tem certeza” de que é à direita. Discutem. Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vai à direita, para perceber, então, que estava enganado. Com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e graciosamente diz que não há problema em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: “Querida, se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, por que não insistiu um pouco mais?” Ela responde: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga. Se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite. E algo que aprendi em minha vida de casada com você é que a melhor maneira de ganhar uma discussão é evitando-a. Por isso, tolero suas pequenas impertinências, pois você é muito maior do que elas”.

Belíssimo exemplo. Essa história, intitulada “Ser feliz ou ter razão”, aparece no livro “A Arte de Lidar com Pessoas”. Ela oferece uma verdadeira aula de habilidade na arte do relacionamento humano. Quanta energia é gasta apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de termos ou não. Quase todos nós sofremos da síndrome de “ter razão” e “impor ideias” a todo custo, desconsiderando o resultado final sobre as pessoas com quem convivemos. Busque hoje, pelo poder de Deus, a graça de ser tolerante.


NOVAS MISERICÓRDIAS – 07 DE JANEIRO 2019

“Grande é Sua fidelidade; Suas misericórdias se renovam cada manhã” (Lamentações 3:23).

As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. Isso não é incrível? A misericórdia que Ele demonstrou a você no passado não se esgota nem se enfraquece. Ele tem novas misericórdias para cada ida. Por causa das misericórdias divinas, todo dia de sua vida pode ser um novo começo. Quem não precisa de algo assim?

Talvez o dia de hoje não lhe pareça um novo começo. Talvez pareça “mais do mesmo”. Essa pode ser sua sensação quando circunstâncias difíceis ameaçam tomar conta de sua vida, quando as aflições rondam ou quando você precisa lidar com relacionamentos problemáticos.

Você terá dificuldade de ouvir a voz do Espírito de Deus lhe falando à alma em meio à alta voz de condenação do inimigo. Pode acabar tão deprimido e desanimado por tudo que está acontecendo – ou por aquilo que já aconteceu, ou por medo do que não vai acontecer em sua vida – a ponto de mal conseguir sair do lugar. Mas a boa notícia é que Deus pode livrá-lo disso tudo.

Você pode acordar a cada manhã com esperança em seu coração, sabendo que Deus tem tudo de que você precisa para superar os desafios diários e ingressar na vida que Ele lhe preparou.

Faça isso no dia de hoje e ore comigo agora: “Graças te dou, ó Pai, porque Tuas misericórdias se renovam continuamente. Como é bom saber que, em Ti, minha vida sempre tem um propósito e que Teu Espírito me capacita para fazer a Tua vontade. Em nome de Jesus, amém!


AS LIÇÕES DOS PÁSSAROS – 06 DE JANEIRO 2019

“Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mateus 6:26).

Alguns anos atrás o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos publicou uma declaração relacionando o predomínio de doenças nervosas e a tendência de preocupar-se com o enfraquecimento e encurtamento da vida. Nessa declaração, estava a seguinte observação (sem dúvida alguma, inspirada nas palavras de Jesus): “Tanto quanto se saiba, nenhum pássaro tentou construir mais ninhos do que seu vizinho. Nenhuma raposa se afligiu porque tinha apenas uma toca na qual se esconder. Nenhum esquilo morreu de ansiedade, temendo não ter suprimentos para dois invernos em vez de um, e nenhum cachorro perdeu o sono pelo fato de não ter ossos reservados para sua velhice.”

O ponto que Jesus apresentou em referência ao cuidado de Deus dispensado aos pássaros não era de que eles não trabalham. Ninguém trabalha mais arduamente para sobreviver do que os pardais. Certamente eles não se sentam nos mourões da cerca, esperando que alguém coloque comida em seu bico. O que Jesus salientou é que eles não ficam ansiosos. Não se esforçam para enxergar um futuro que eles não podem ver, nem buscam segurança em coisas armazenadas e acumuladas.

Obviamente, afirmou Jesus, as pessoas têm mais valor do que os pássaros. Se o Criador cuida deles, você pode confiar que Ele cuidará de você.

A bela, delicada, mas curta vida das flores é usada no verso 28 para ilustrar um vislumbre semelhante.

Hoje, meu Pai, quero agradecer-Te as lições da natureza, que nos são apresentadas a cada dia. Ajuda-me, Senhor, a estar sintonizado com o que desejas me dizer. Ajuda-me a aprender a não me afligir, e sim confiar em Teu cuidado. Ajuda-me a encontrar paz em Teu amor. Em nome de Jesus, amém!


O PERDÃO É ESSENCIAL – 05 DE JANEIRO 2019

“E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perde os seus pecados” (Marcos 11:25).

Se quisermos ouvir a voz de Deus, devemos simplesmente ter um coração puro ao nos aproximarmos dEle – e uma maneira segura de estar limpo diante dEle é nos assegurando de que perdoamos a todos que nos magoaram ou ofenderam. O perdão não é fácil, mas é um pré-requisito para a oração eficaz, como lemos no versículo de hoje.

Embora os discípulos de Jesus estivessem familiarizados com os Seus ensinamentos sobre perdão, ainda assim o consideravam um desafio. Pedro perguntou a Jesus certo dia: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” (Mt 18:21). Jesus basicamente disse: “Não. Que tal setenta vezes sete?” O número sete representa a perfeição ou algo que é completo, então tudo que Jesus estava dizendo na verdade era: “Não coloque qualquer limite para o perdão; simplesmente continue perdoando”.

Quando perdoamos, estamos sendo semelhantes a Cristo; estamos agindo como Deus age – porque Ele é um Deus perdoador. Perdão é misericórdia manifesta; é amor em ação – não amor baseado em um sentimento, mas amor baseado em uma decisão, em uma escolha intencional de obedecer a Deus. Na verdade, creio que o perdão é a forma mais elevada de amor. O perdão e o amor andam de mãos dadas e expressá-los honra e glorifica a Deus, nos coloca em concordância com Ele e faz com que obedeçamos à Sua Palavra – o que nos ajuda a ouvir a Sua voz.


COMPREENDENDO – 04 DE JANEIRO 2019

“E Eliseu orou: ‘Senhor, abre os olhos dele para que veja’. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu? (II Reis 6:17).

Ela era uma senhora idosa – com mais de 80 anos, segundo informou durante nossa conversa após o culto. Havia algum tempo eu pregava sobre a graça e ela me surpreendeu ao afirmar:

– Finalmente entendi. Cresci na igreja, mas apenas nos últimos meses é que consegui entender!

– Entender o quê? – perguntei.

– Que não tenho que fazer nada para que Deus me ame. Que Ele me aceita do jeito que eu sou porque Jesus morreu por mim. Que diferença isso faz!

Essa senhora era como o jovem servo de Eliseu. O rei da Síria enviou cavalos, carros de guerra e soldados para capturar Eliseu, que por diversas vezes alertou o rei de Israel a respeito dos planos de ataque dos arameus. O exército arameu cercou a cidade de Dotã, local em que Eliseu se encontrava.

Bem cedo na manhã seguinte, o servo de Eliseu levantou e viu o exército inimigo por toda parte. “Ah, meu senhor! O que faremos?” (2Rs 6:15).

O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles” (v. 16). Em seguida, após a oração de Eliseu, o Senhor abriu os olhos daquele jovem e ele pôde ver as hostes celestiais enviadas para protegê-los. Ele compreendeu.

Será que corremos o risco de sermos como o servo de Eliseu? Será que é possível crescer na igreja, concluir o ensino fundamental, médio ou até o ensino superior e nunca entender? Será que é possível ocuparmos o banco da igreja, devolvermos o dízimo, sermos membros ativos e não percebermos a graça que nos envolve como uma nuvem?

Sim. A experiência dessa senhora idosa revela-nos que isso é possível.

Permita-me ir um pouco além. Será que é possível ser um funcionário da igreja, até mesmo um pastor, e nunca entender?

A resposta me faz tremer: sim!

A graça não pertence a este mundo. A menos que o Senhor abra os nossos olhos, jamais a entenderemos.

Senhor, abre meus olhos para que eu possa entender!


A MENINA DOS OLHOS DE JESUS – 03 DE JANEIRO 2019

“Pois o povo preferido do Senhor é este povo, Jacó é a herança que lhe coube. Numa terra deserta Ele o encontrou, numa região árida e de ventos uivantes. Ele o protegeu e dele cuidou; guardou-o como a menina dos Seus olhos, como a águia que desperta a sua ninhada, paira sobre os seus filhotes, e depois estende as asas para apanhá-los, levando-os sobre elas. O Senhor sozinho o levou (Deuteronômio 32:9-12, NVI).

Quando eu era garotinho, conta Daniel Guild, minha mãe me levou para tomar vacina. Foi para mim um grande conforto sentir a mão dela apertando a minha quando o doutor espetou meu braço com a agulha. Depois, quando eu tinha 12 anos, meu pai teve seu primeiro infarto. Quando me tornei motorista do caminhão da firma da família, por vários anos meu pai precisou sentar-se na cabina do caminhão, ao meu lado, porque a minha licença para dirigir era restrita. Isso nos aproximou muito. Sua morte me arrasou e eu não queria estar com ninguém a não ser com minha mãe, meus irmãos e minhas irmãs. Nenhum de nós falava muito. Simplesmente estarmos na presença um do outro era suficiente. Quando enfrentamos tempos difíceis na vida, ansiamos ter alguém perto de nós. Numa entrevista para obter emprego, numa auditoria de impostos, num caso em que é necessário esclarecer um mal-entendido, ou em algum outro tipo de trauma, necessitamos de apoio.

Quando Israel atravessou miraculosamente o Mar Vermelho, e depois enfrentou fome, sede e exércitos com gigantes, Deus repetidamente os tranquilizava: “Estou com vocês.” O tempo todo, “beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo” (1Co 10:4, NVI). De acordo com o texto de hoje, Jesus Cristo “protegeu” e “guardou” Israel tão devotadamente como uma águia ensina seus filhotes a voar, levando-os sobre suas asas quando hesitam. Cristo “guardou” Israel “como a menina dos Seus olhos”. A menina ou a pupila dos olhos é muito sensível, e por isso um toque no olho é extremamente doloroso. A pupila do olho não é apenas delicada, mas essencial à nossa visão, e por essa razão devemos protegê-la cuidadosamente. Jesus “guardou” Israel de ser tocado no olho para protegê-lo da dor e conservar clara e firme diante dele a visão da Terra Prometida.

Jesus nos promete: “Eu estarei sempre com vocês” (Mt 28:20, NVI). Somos “a menina dos Seus olhos”. Seja o que for que tivermos de enfrentar, Ele está conosco para proteger, escudar, guardar e cuidar. Suas asas pairam junto de nós em cada ocasião de necessidade. Ele nos conduz à Terra Prometida.


PENSAMENTOS CATIVOS – 02 DE JANEIRO 2019

“Levamos cativo todo pensamento, para torna-lo obediente a Cristo” (II Coríntios 10:5).

Manter cativos os pensamentos é algo muito sério. Jesus fazia isso. Lembra-se dos pensamentos que chegaram aos lábios de Pedro? Jesus havia acabado de profetizar a própria morte, sepultamento e ressurreição, mas Pedro não podia suportar essa ideia. “Chamando-o, à parte, começou a repreende-Lo, dizendo: ‘Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!’” E Jesus disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens” (Mt 16:22-23).

Percebe a firmeza de Jesus? É assim que um pensamento se manifesta. O Senhor foi tentado a considera-lo. Uma vida sem cruz seria muito melhor. Mas o que Ele fez? Colocou a prancha do desembarque no cais e ordenou: “Para trás de mim!” Era como se estivesse dizendo: “Você não tem permissão para entrar no meu pensamento”.

E se você fizesse o mesmo, amigo ouvinte? Se mantivesse cativos todos os pensamentos?


COMECE PELO COMEÇO – 01 DE JANEIRO 2019

“No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1:1).

Há muitos jeitos de iniciar um livro, um projeto, o ano e um novo momento da vida, mas a melhor maneira ainda é começar pelo começo. Continua válida a frase do autor do clássico Alice no País das Maravilhas: “Comece pelo começo, vá até o fim e então pare”.

Na Bíblia, o começo de tudo é Deus; por isso, a abertura do Gênesis diz: “No princípio Deus”. Essa é uma maneira incomum de iniciar um livro: sem contextualização, sem preparo, sem floreio. O autor apenas afirma a existência de Deus, na beleza de sua majestade e no silêncio de sua eternidade, sem tentar provar nada. Para ele, Deus não é uma criação da mente, mas a mente da criação. Absoluto, singular, indispensável, Deus é o começo de tudo, o Alfa e o Ômega, o A e o Z. Não por acaso, na primeira narrativa da criação (Gn 1:1-2:3), a palavra “Deus” aparece 32 vezes.

Na expressão “no princípio” está a origem de todas as coisas, porque estava lá o ser que contém tudo. Com Deus, o princípio é mais do que um simples começo, como se vê pela própria existência do mundo. Se Deus está presente, coisas boas sempre acontecem: a eternidade oferece tempo cronometrável, o espaço ganha beleza, os sons adquirem o ritmo de música, o desenho sai da tela e vira paisagem 3D, átomos se transformam em partículas de vida, a felicidade deixar de ser sonho e se torna real.

Nesse estágio, Deus estava sozinho. Ele antecede a filosofia, a teologia e a ciência. Tudo o que vem depois depende dele. Sem o Criador, não haveria mundos, estrelas, Sol, Lua, dias, anos, cidades, pessoas, você. Sem ele, haveria apenas o vazio ou, no máximo, o caos. Com Deus, o universo ganha plenitude. Hoje você fala porque as coisas existem, mas no relato sagrado as coisas existem porque Deus fala.

O personagem do prólogo de Gênesis não é uma abstração, mas uma pessoa. É um ser que pensa, sabe, pode, sente, ama e, por isso, cria. E cria de um jeito que só ele pode fazer. Cada estrela, cada flor e cada pássaro que existem foram feitos para transmitir uma mensagem de afeição eterna: “Eu amo você!” Se a ciência busca desvendar o mistério da realidade, a religião oferece o motivo da conectividade: Deus.

O Deus do princípio é também o Deus do epílogo. Ele está nas duas extremidades do tempo e da vida. No princípio e no fim, é o ponto de referência, presente nos momentos fundamentais da história e da vida. Ele une os meses, os dias, as horas e os minutos em um todo coerente e significativo. Com Deus, todo começo é bom e todo fim é maravilhoso. Deus estará com você cada dia do ano, para que você esteja com Ele por toda a eternidade.

TEMPO DE REFLETIR 2019


 

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