Nossa Esperança 2019

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PALAVRAS DO LEITOR

A Bíblia tem algumas palavras marcantes, capazes de transmitir muito conteúdo em poucas letras. Esperança é uma delas e a minha preferida. Ela ocorre cerca de 290 vezes no texto sagrado e 4.406 nos escritos de Ellen White. Não há dúvida de que toda a Revelação oferece uma base segura para nossa esperança. Esse termo representa a mensagem distintiva da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele pode expressar nossa unidade e identidade. Ao cantarmos “Oh, Que Esperança”, por exemplo, nos tornamos uma família ao redor do mundo. Experimentei isso alguns anos atrás no Jardim do Sepulcro, em Jerusalém. Estávamos em um programa especial e cantamos esse hino em português. Alguns norte-americanos se aproximaram com lágrimas nos olhos e perguntaram se éramos adventistas. Respondemos que sim e nos abraçamos ali. Mesmo com idiomas diferentes, estávamos unidos pela harmonia de nossa esperança. Na Divisão Sul-Americana, a palavra “esperança” representa um compromisso com a missão. Há mais de uma década, nossos projetos, livros missionários, veículos de comunicação e programas evangelísticos levam essa marca. Afinal, além de profundidade bíblica e identidade teológica, ela também possui um grande potencial missionário, pois apresenta nossa mensagem de maneira positiva. Somos uma igreja movida pela esperança. São muitas as razões para que estas Meditações Diárias sejam um alimento para sua esperança. Por meio delas, quero compartilhar mensagens espirituais que têm sido relevantes para mim. Preparei cada texto na expectativa de que, “se ajudar uma só pessoa a ter esperança, não terei vivido em vão” (Martin Luther King). O personagem central deste livro é Cristo, o verdadeiro motivo de nossa esperança. Ele é “a esperança da glória” (Cl 1:27). Nele centralizam-se “nossas esperanças de vida eterna” (Ellen G. White, Carta 100, 1895). Ele é a ponte que liga o passado ao futuro, conecta o Antigo ao Novo Testamento e ambos ao momento em que Ele virá com as nuvens “e todo o olho O verá” (Ap 1:7).
A esperança de todos os que morreram fiéis é a ressurreição, mas ela só é digna de confiança porque Ele já ressuscitou. Aguardamos o momento em que nosso corpo será glorificado, porque o corpo Dele já foi glorificado. Temos certeza de que subiremos ao Pai, porque Ele já subiu. Viveremos para sempre, porque Ele vive para todo o sempre. Nossa esperança é confiável, porque Ele é confiável. Por isso, como disse Ellen White: “Sejamos animados pelo pensamento de que o Senhor logo virá. Que essa esperança alegre nosso coração” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 287). Aproveite cada mensagem para fortalecer o sentimento de alegria, compromisso e expectativa em seu coração.


MEDITAÇÃO NOSSA ESPERANÇA EM ÁUDIO


FEVEREIRO 2019


JANEIRO 2019


ESPERANÇA CERTA – 01 DE JANEIRO 2019

Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1 Coríntios 15:19

Esperança é o sentimento que melhor traduz o ano-novo e a expectativa de tudo o que virá pela frente. Ela é a âncora da alma. Não tem barreiras de etnia, cultura ou classe social e está por trás dos desejos e decisões que se multiplicam nestes dias. Segundo alguns estudos, uma pessoa deverá gastar, em média, sete anos de sua vida esperando por algo que nunca vai acontecer. Por isso, mais importante do que ter esperança em alguma coisa, é buscar a esperança certa. A esperança de alguns está neste mundo. Para gente assim, todos os desejos de ano-novo são daqui, estão aqui e ficarão aqui. Mas nem tudo por aqui é negativo. A família, os amigos, bons líderes e profissionais competentes podem ser um apoio positivo. Porém, a maioria se concentra no quarteto da ilusão: poder, dinheiro, sucesso e prazer. Positivas ou negativas, as fontes de apoio do mundo nunca oferecem verdadeira esperança. A esperança certa está no Céu. Se houver uma inversão de valores, você acabará frustrado e decepcionado e, segundo Paulo, será a pessoa mais infeliz da Terra. Ellen White diz que a humanidade fracassará em todas as suas tentativas de progresso se “negligenciar a única Fonte de esperança” (Caminho a Cristo, p. 20). Quando a esperança está no Céu, você encara a vida com outros olhos. Enxerga mais além, vê Deus no comando, entende o valor do sacrifício de Cristo, reconhece a atuação do Espírito Santo e sabe que em breve todo o sofrimento acabará. A esperança certa não ilude nem decepciona. Ao contrário, como diz John Maxwell, ela “brilha mais quando a hora é mais escura, motiva quando o desânimo aparece, canta quando todas as melodias silenciam, escuta respostas quando ninguém está falando, supera os obstáculos quando ninguém está ajudando, enfrenta dificuldades quando ninguém está se preocupando, sorri confiantemente quando ninguém está sorrindo, tem as respostas quando ninguém está perguntando, ousa dar quando ninguém está repartindo e traz vitória quando todos estão perdendo”. Ao começar este ano, tenha em mente a frase de um conhecido autor evangélico: Jesus “viveu a vida que não poderíamos viver e recebeu a punição que não poderíamos suportar, para oferecer uma esperança à qual não poderíamos resistir”. Escolha a esperança certa. O Senhor Se encarregará dos resultados.


QUE QUERES QUE EU TE FAÇA? – 02 DE JANEIRO 2019

Perguntou-lhe Jesus: Que queres que Eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Marcos 10:51

Jesus gostava de usar perguntas. Com elas, levava os ouvintes à reflexão, ensinava novas mensagens e revelava a essência do coração das pessoas. Em Marcos 10, encontramos Jesus em duas situações diferentes, fazendo uma dessas perguntas reveladoras. Em busca de promoção pessoal, Tiago e João procuraram Jesus. Depois de prepararem o caminho, ouviram a pergunta: “Que quereis que vos faça?” (v. 36). A resposta revelou que eles queriam posição de destaque e autoridade num futuro reino do Messias. O Mestre foi firme com os dois e explicou para eles os princípios de Seu reino (v. 39). Na outra situação, Jesus ouviu os gritos que a multidão não conseguiu silenciar. Era Bartimeu, a quem Jesus dirigiu a mesma pergunta (v. 51). A resposta foi imediata: “Que eu torne a ver.” “Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora” (v. 52). Enquanto Tiago e João mostraram a força do egoísmo e a necessidade de repreensão, Bartimeu revelou a intensidade da fé e a necessidade de um Salvador. Os discípulos saíram vazios, tristes e precisando aprender uma lição. Bartimeu saiu curado, elogiado e perdoado. Neste começo de ano, ao receber de Jesus a mesma oportunidade, qual será sua postura? Ellen White aconselha: “Ao entrares em um novo ano, faze-o com nova resolução de seguir direção progressiva e ascendente. Seja tua vida mais elevada do que tem sido até aqui. Faze que o teu objetivo não seja buscar o próprio interesse e prazer, mas promover o progresso da causa de teu Redentor. Não permaneças numa atitude em que sempre necessites tu mesmo de auxílio, e outros tenham de guardar-te para te conservar no caminho estreito. Podes ser forte para exercer influência santificadora sobre outros. Podes estar em atitude em que o interesse de tua alma se desperte para fazer bem a outros, para consolar os aflitos, fortalecer os fracos e dar teu testemunho em favor de Cristo sempre que se ofereça oportunidade” (Testemunhos Seletos, v. 1,
p. 239). Busque a Deus pelo motivo certo e ouça, pela fé, a pergunta que abrirá seus olhos e fará de você um candidato ao trono dos salvos no reino do Céu.


TOTALMENTE DO SENHOR – 03 DE JANEIRO 2019

O coração de Asa foi, todos os seus dias, totalmente do Senhor. 1 Reis 15:14

No cenário de apostasia de muitos dos reis de Israel e Judá, diferencia-se o reinado de Asa. Após os longos e bem-sucedidos reinados de Davi e Salomão, o reino foi dividido. O declínio foi imediato com o reinado de Roboão em Judá e piorou ainda mais nos dias de Abias, que reinou em seu lugar por apenas três anos. Foi um rei tão fraco que em sua biografia a Bíblia gasta mais tempo falando de Davi do que dele mesmo. Asa, seu filho, assumiu o trono. O que você esperaria do novo rei nesta condição? Era filho e neto de péssimos governantes. Mesmo assim, Deus o preparou para liderar Seu povo. O governo de Asa teve uma duração maior que o de seus antecessores. Durante 41 anos, ele “fez o que era reto perante o Senhor” (1Rs 15:11). Sua liderança foi séria, começando a obra de reforma na própria casa. Não foi perfeito, mas exerceu uma influência espiritual positiva. É dito sobre ele que seu coração “foi, todos os seus dias, totalmente do Senhor” (1Rs 15:14). Pouquíssimas vezes a Bíblia repete palavras tão fortes e profundas sobre outros personagens. Apesar de pouco conhecido por muitos, Asa se tornou muito conhecido por Deus. Se a Bíblia fizesse uma descrição sobre você, qual seria? Ainda há tempo para buscar uma biografia como a de Asa. Estamos começando o ano, e este é o tempo para construir uma caminhada em que todos os dias o coração seja inteiramente do Senhor. A recomendação inspirada é direta e forte: “Consagrem tempo a orar, a examinar as Escrituras, a pôr o eu sob a disciplina de Jesus Cristo. Vivam em contato com o Cristo vivo, e assim que fizerem isso, Ele os segurará firmemente com mão forte que jamais afrouxará” (Nossa Alta Vocação, p. 99). “Mais oração e menos conversa é o que Deus deseja. Isso transformaria Seu povo em uma torre de força” (Review and Herald, 15 de junho de 1897). Priorize sua vida espiritual e repense sua rotina diária. Sobre isso, Dwight Moody disse certa vez: “Se você está tão ocupado que não tem tempo para estar em comunhão com Deus, saiba que você está mais ocupado do que deveria.” Comece organizando um tempo especial, na primeira hora do dia. Faça desse momento um hábito insubstituível e permita que Deus transforme seu comportamento e multiplique seu testemunho. Seja totalmente do Senhor, e Ele realizará em sua vida o que parece impossível.


 DEUS VAI ADIANTE – 04 DE JANEIRO 2019

O SENHOR é quem vai adiante de ti; Ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes. Deuteronômio 31:8

Um antigo provérbio inglês lembra que “aquele que é relutante em partir diz adeus muitas vezes”. Foi o que aconteceu com Moisés, em seus momentos finais com o povo de Israel. Ele tinha medo de que, após sua saída, o povo deixasse os caminhos de Deus. Suas palavras de despedida, apresentadas em Deuteronômio 31, repetem conselhos e desafiam: “Sê forte e corajoso.” Primeiro ele se dirige ao povo e depois a Josué. Na parte final do capítulo, Deus apresenta o mesmo conselho ao novo líder e ainda o repete mais quatro vezes no primeiro capítulo de Josué. Ao todo são sete lembranças de que liderança, fidelidade, novos desafios e conquistas exigem força e coragem. A garantia da presença divina permanece firme, mas ela não elimina os problemas. Você precisa avançar com fé e enfrentar as crises com força e coragem, confiando que Deus acalma a tempestade ou fortalece os braços para suportá-la. Como ensinou Ellen White, “nesta vida, devemos enfrentar terríveis provas e fazer grandes sacrifícios, mas a paz de Cristo é a recompensa” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, 215). Por isso, o desafio continua: “Seja forte e corajoso.” Quanto mais escura for a noite, mais valioso será o amanhecer. Deus estará a seu lado, mas encare os desafios confiando Nele e também fazendo sua parte. Não espere que tudo já apareça pronto em suas mãos; não se coloque como vítima de nenhuma situação ou pessoa e não desista diante da primeira dificuldade. Se cair, aprenda a se levantar e tenha sonhos ousados. Seja “forte e corajoso”. Deus está com você. A promessa mais marcante para Josué, e também para você, que tem um ano inteiro pela frente, está no verso 8, que diz: “O SENHOR é quem vai adiante de ti.” Se você ainda tem dúvida sobre o futuro, está enfrentando uma crise espiritual, emocional ou financeira, tem algum problema sério de saúde, está passando por uma prova de fé e se sente sozinho, fraco ou desanimado, renove essa certeza. Com o Senhor à frente, não há rio que não se detenha, muro que não caia ou porta que não se abra. Fortaleça sua confiança no Senhor e troque sua ansiedade pela paz que Ele oferece. Não se esqueça: seus problemas passam, mas Deus é eterno.


A MELHOR ESCOLHA – 05 DE JANEIRO 2019

Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó. Hebreus 11:24

A mãe biológica de Moisés teve apenas 12 anos para transmitir os valores que o protegeram “da exaltação, de ser corrompido pelo pecado e de se tornar soberbo em meio ao esplendor e à extravagância da vida na corte” (História da Redenção, p. 108). Certamente, seus primeiros 40 anos foram passados com os reis da 18a dinastia egípcia: Tutmés I, Tutmés II e a rainha Hatshepsut, sua mãe adotiva e filha de Tutmés I. Mesmo assim, Moisés manteve sua fé. “Talvez o possível temor de que [um hebreu monoteísta] tomasse a coroa tenha levado os sacerdotes de Amom a conduzirem uma revolução no templo vários anos antes, colocando no trono um filho ilegítimo de Tutmés II, o marido falecido de Hatshepsut” (Dicionário Bíblico Adventista, p. 915). Moisés preferiu o Deus de Israel ao trono do Egito. Tutmés III, o escolhido para reinar no lugar que poderia ter sido de Moisés, tornou o Egito a nação mais poderosa e civilizada de sua época. Foi também um grande construtor e, nesse período, oprimiu os escravos hebreus. Moisés e Tutmés III eram dois líderes no mesmo palácio. Ellen White deixa claro que “Moisés era o grande favorito dos exércitos de Faraó” (História da Redenção, p. 108). Mas as histórias tomaram rumos diferentes. Tutmés III preferiu o palácio, e Moisés fugiu para o deserto. Durante os 40 anos seguintes, Tutmés III morreu, e Moisés foi chamado de volta ao Egito, para trocar “o cajado de pastor pela vara de Deus” (ibid., p. 111). Dois líderes, duas escolhas e dois destinos. Um lutou pelo poder; o outro aceitou o chamado para o serviço. Um escolheu o povo do Egito; o outro, o povo de Deus. Um escolheu o palácio; o outro, o deserto. Um escolheu exaltar o próprio nome; o outro, o nome de Deus. Um escolheu oprimir; o outro, libertar. Resultado: um tem o nome na história; o outro, na eternidade. A múmia de Tutmés III foi encontrada em 1889 já danificada, e pude vê-la no museu do Cairo, no Egito. Moisés, porém, foi ressuscitado e está no Céu. Moisés fez a melhor escolha! Ele “recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:24, 25). Decida ficar ao lado do Senhor, mesmo que seja necessário pagar um alto preço. O tempo e a eternidade mostrarão os resultados.


UM POUCO MAIS – 06 DE JANEIRO 2019

E, apressando-se em despejar o cântaro no bebedouro, correu outra vez ao poço para tirar mais água; tirou-a e deu-a a todos os camelos. Gênesis 24:20

Com muita esperança na providência divina, Abraão enviou Eliézer para uma das viagens mais interessantes da Bíblia: a busca de uma esposa para Isaque. Foi uma jornada de oração e compromisso com Deus. Deus estava preparando Rebeca. O encontro foi inconfundível. Entre as mulheres que estavam reunidas junto ao poço, seu jeito cortês atraiu a atenção de Eliézer. Ao primeiro pedido de água, ela se adiantou. Deu de beber ao viajante e a todos os camelos. Porque decidiu fazer um pouco mais, foi a escolhida e entrou para a história do povo de Deus. Eliézer viajava com dez camelos, e cada um bebia cerca de 120 litros de água em dez minutos. Dá para imaginar seu imenso trabalho; mas, mesmo fazendo um favor, ela não desistiu. Rebeca representa um grupo de pessoas acima da média, que não se contenta com o comum, quer ir além e fazer um pouco mais. Essas pessoas não estão presas a limites humanos, não têm medo de desafios, aceitam correr riscos e encaram tudo com sorriso no rosto e gentileza nas palavras. Acreditam que “a recompensa dada aos que triunfam será proporcional à energia e fervor com que lutaram” (Atos dos Apóstolos, p. 313, 314). O aposentado japonês Shigemi Hirata é um exemplo de gente que faz um pouco mais do que se espera. Ele se formou em ceramista pela Universidade de Belas Artes de Kioto, aos 96 anos, tornando-se a pessoa mais velha do mundo a obter um título universitário. Depois de sua aposentadoria, Hirata dedicou 11 anos ao estudo de cerâmica e acabou se tornando uma celebridade em sua faculdade. Segundo ele, até estudantes que não o conheciam lhe davam parabéns. “Isso me dá energia”, ele acrescentou. Seus sonhos ainda não acabaram: “Meu objetivo é viver até os cem anos e, se estiver em forma, seria divertido obter outro diploma.” Ele está cumprindo fielmente o princípio japonês: “Treine enquanto eles dormem, estude enquanto eles se divertem, persista enquanto eles descansam, e então, viva o que eles sonham”. A verdade é que, “quando há vontade de fazer, Deus abre o caminho” (Obreiros Evangélicos, p. 433). As coisas grandes nunca se fazem na zona de conforto. Muitas vezes é preciso perder o sono para alcançar o sonho. Com fidelidade, dedicação e oração você chega lá.


POR QUE VOCÊ ESTA CHORANDO? – 07 DE JANEIRO 2019

“Mulher, por que você está chorando?” “Levaram embora o meu Senhor”, respondeu ela, “e não sei onde o puseram”. João 20:13, NVI

Em 1910, o casal de pioneiros Ignacio e Cecilia Kalbermatter trabalhava em um distrito pastoral que abrangia todo o Paraguai. Naquela época, eles perderam o primeiro filho, Ismael, com apenas um ano e oito meses de idade. Por conta de uma viagem, Ignacio só soube do falecimento do filho cinco dias depois. Do Paraguai, o casal foi para a Bolívia. Um dia, depois de terminar as atividades domésticas, Cecilia foi ao quarto e se deparou com uma cena chocante: a filha de nove meses havia se sufocado com a própria fralda. Foi um golpe duro demais, e Cecilia chorava todos os dias, desconsolada. Afinal, havia perdido seus dois primeiros filhos no campo missionário. Dias depois, passando pela sala de sua casa, ela ouviu uma voz que dizia: “Cecilia, Cecilia”. Não havia ninguém na casa, e sua resposta imediata foi: “Fala, Senhor, tua serva está ouvindo.” A mensagem foi clara: “Por que você está chorando? Não chore mais.” A dor continuava forte, e dias depois ela ainda não conseguia controlar as lágrimas. Foi quando ouviu novamente a voz que dizia: “Não chore.” Mas seu pedido ao Senhor foi insistente: “Por favor, me ajude a não chorar mais.” Foi o dia de sua restauração. A partir dali, o consolo do Senhor a acompanhou. Ela teve mais quatro filhos. Ignacio e Cecilia viveram dias difíceis de pioneirismo, entrega e sacrifício. Eles não desistiram, e a igreja cresceu na região em que serviram. Décadas depois, o neto do casal retornou ao Paraguai para ser presidente da Igreja Adventista para todo o país. O que antes havia sido o distrito do avô tornou-se uma União, presidida por seu neto, também chamado Ignacio Kalbermatter. Desde o final de 2017, o bisneto de Ignacio e Cecilia, Hiram Kalbermatter, é o presidente da Igreja Adventista para toda a Bolívia. Seus filhos foram sepultados naqueles países, mas seus descentes voltaram para continuar a obra. Um dia você entenderá a razão de toda a dor. Como disse Wilson Sarli, “a despedida é a lei da Terra, mas o reencontro é a lei do Céu”. Até lá, confie que “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32).


CONFIE NO SENHOR – 08 DE JANEIRO 2019

Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra. Jó 19:25

Alguns anos atrás, tive uma conversa muito difícil com duas mulheres decepcionadas com Deus. Eram mãe e filha encarando o drama da morte. A mãe havia perdido o esposo poucos meses antes, e a filha, bem jovem, também havia ficado viúva. Seu esposo, um comerciante bem-sucedido, entrou em uma forte depressão e acabou tirando a própria vida. Um drama difícil de explicar e entender. Nossa conversa não terminou bem. As duas estavam revoltadas e foram claras: “Não queremos mais saber de Deus. Nossa confiança Nele acabou.” Não foi fácil, mas terminei apenas lhes deixando uma questão para reflexão. Perguntei: Quando vocês estão em um trem, que entra num túnel escuro, como reagem? Pulam fora do vagão ou seguem firme até chegar do outro lado? Ao passar pelo túnel escuro do sofrimento, Jó decidiu segurar firme na mão de Deus. Esteve no palco do grande conflito entre Cristo e Satanás, e isso, com certeza, não foi fácil. A Bíblia diz que ele era “íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1). Por que Jó precisou enfrentar tamanha provação? A reputação divina estava em suas mãos; pois, se ele falhasse, as acusações do inimigo triunfariam. De um lado, Deus assumia que Seu servo não falharia; do outro, Satanás insistia que Jó não resistiria. Por que outros filhos fiéis tiveram destinos diferentes? Enoque foi transladado sem ver a morte, Moisés descansou e ressuscitou, Elias foi arrebatado em um carro de fogo. E, no caso de Jó, qual foi o segredo de sua vitória apesar de tanto sofrimento, doença, perda, rejeição e morte na família? A única resposta é a confiança em Deus. Ela foi muito bem descrita nas palavras que encontrei em um quadro, durante uma visita pastoral. A mensagem dizia: “Meu Deus, não Te entendo, mas confio em Ti.” Não tenha dúvida de que o “Senhor não coloca sobre alguém fardos demasiados para serem carregados. Ele calcula o peso de cada carga antes de permitir que esteja sobre o coração dos que estão trabalhando juntamente com Ele” (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 297). Em realidade, nossa bendita esperança nos motiva a enfrentar os desafios da vida. Nossa jornada não é fácil, mas a confiança em Deus fortalece nossos passos, orienta nossa direção e nos prepara para o fim do trajeto, quando encontraremos as respostas definitivas para todas as nossas dúvidas. Vale a pena confiar em Deus.


OBJETIVO CLARO – 09 DE JANEIRO 2019

Onde quer que Ele entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-Lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da Sua veste; e quantos a tocavam saíam curados. Marcos 6:56

Certa vez, uma frase escrita em um muro me impressionou: “Apenas os hospitais são capazes de provar que todos os homens são iguais.” Uma descrição simples e ao mesmo tempo profunda do egoísmo, orgulho e vaidade que dominam o coração, dividem os seres humanos e causam tantas tragédias. Jesus era o contrário dessa descrição. Deixou a glória do Céu e não alimentou o orgulho no coração. Mesmo sendo Deus, em Sua humanidade não Se tornou autossuficiente. Sua fama era tão grande que as pessoas faziam qualquer sacrifício para encontrá-Lo, receber Seu toque, ouvir Suas palavras e ter cura ou libertação. Porém, isso não fez Dele uma pessoa egocêntrica. O risco do orgulho e autossuficiência eram imensos. Ele foi tentado a pegar uma carona na fama e deixar de lado a verdadeira razão de Sua vinda
à Terra. Poderia cair na tentação, tantas vezes sugerida pelos apóstolos e esperada pelas multidões, de Se tornar rei e libertar o povo do domínio romano. Mas Jesus não perdeu Seu objetivo. Que tremendo contraste quando comparamos a exaltação de Satanás e a humilhação de Jesus. O objetivo de Satanás era o eu; o de Cristo, a humanidade. O inimigo queria o benefício próprio; Jesus, a nossa salvação. E você? Como agiria se tivesse as mesmas oportunidades? Imagine todos querendo estar perto de você, ouvir sua voz e tocar sua roupa. Você conhece, com clareza, o objetivo de sua vida? Sabe quem realmente é e quem está
no comando de seus sentimentos? Lembre-se de que “não temos exteriormente inimigos que precisemos temer. Nosso grande conflito é contra o eu não consagrado. Quando vencemos o eu, somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 21, 22). Ter o foco certo não é pensar menos de si mesmo, mas menos em si mesmo. Isso traz recompensa imediata. Siga o exemplo de Jesus, mantendo a humildade e o objetivo da vida claro. Benjamin Franklin nos lembra: “Quando somos bons para os outros somos ainda melhores para nós mesmos.”


MAIS DO QUE NEGÓCIOS – 10 DE JANEIRO 2019

Não temas; pelo contrário, fala e não te cales. Atos 18:9

Um encontro que foi muito além de negócios. Assim começou a história de Samuel e Cecília. Ele é advogado da Associação Paulistana e responsável pela locação de imóveis. Cecília é consultora de imóveis em São Paulo. Em 2015, tiveram um primeiro contato quando ela se colocou à disposição para ajudá-lo em sua área de trabalho. Como havia muitas transferências de pastores, e ele precisava de novos imóveis, prontamente aceitou. Tiveram vários contatos, e Samuel observou o interesse de Cecília nas questões espirituais. Por isso, decidiu convidá-la para ir a uma igreja adventista. Ela aceitou e, ao participar da Escola Sabatina, ficou interessada no “livrinho” que as pessoas usavam. Ele não perdeu tempo, entregou a própria Lição e explicou como poderia usá-la diariamente. No sábado seguinte, Cecília chegou cedo à classe, triste por não ter respondido a todas as questões da Lição, mas prometendo que no sábado seguinte terminaria. Para surpresa de Samuel, ela já tinha respondido a quase toda a Lição do trimestre. Samuel entendeu a carência espiritual de Cecília, ofereceu um curso bíblico, e ela aceitou. Não demorou para que ela também pedisse o batismo. No dia 7 de novembro de 2016, entregou o coração a Jesus em uma festa batismal realizada no escritório da própria Associação. Hoje continua firme na fé e ajudando na liderança de sua igreja local. A história que começou com negócios chegou ao batistério. O que teria acontecido se Samuel preferisse não misturar as coisas? Estariam até hoje tratando apenas de negócios. Quando alguém entrega a vida a Cristo, não é chamado para ser apenas membro de igreja, mas para abraçar uma missão que envolve muito mais do que negócios, estudos ou amizades. Não se engane. Por trás de altos muros, profissões bem-sucedidas, nomes importantes, cargos poderosos ou corações aparentemente endurecidos existe muita gente sincera. Há muitos com “fome da Palavra”, e você só vai ​descobri-los construindo pontes e oferecendo uma mensagem de esperança. Deus está buscando pessoas “que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas” (Evangelismo, p. 63). Atenda hoje ao chamado divino, dizendo: “Eis-me aqui.”


O MELHOR LUGAR DO MUNDO – 11 DE JANEIRO 2019

Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo a Sua palavra. Lucas 10:39, NVI

Envolvida em um grave acidente, Adriana protestava contra Deus. Não aceitava que isso acontecesse com uma pessoa tão boa, honesta e dedicada à família. Ao ser socorrida no hospital, porém, entrou em contato com um profissional que lhe ofereceu mais do que recuperação física. Conhecendo seus questionamentos, ele decidiu entregar a ela livros e CDs com mensagens espirituais. As músicas começaram a preencher seu tempo, alimentar seu coração e foram fundamentais para sua recuperação. Adriana encontrou respostas para seus dilemas, entendeu claramente o propósito de Deus para sua vida e decidiu se entregar inteiramente a Jesus. Um dos hinos que mais a tocou foi “O Melhor Lugar do Mundo”, fruto da parceria entre Lineu Soares e Valdecir Lima. Lineu sentiu-se chamado para o ministério da música aos oito anos de idade, quando seu pai, pastor Melchiades Soares, cantava na sexta formação do quarteto Arautos do Rei, de 1972 a 1975. Desde então, Lineu tem trabalhado com produção musical e direção de grupos em diferentes internatos adventistas no Brasil. Já Valdecir Lima é formado em Teologia e Letras, mas é também um letrista de raro talento. Ao compor “O Melhor Lugar do Mundo”, Lineu e Valdecir buscaram destacar o contraste entre a busca desumana por sucesso e a necessidade de estar com Deus em qualquer momento, lugar ou condição. Mas não foi fácil. Segundo Lineu, essa foi uma de suas composições mais trabalhosas. O resultado final, porém, se tornou uma bênção para a Igreja Adventista em toda a América do Sul e em outras partes do mundo. Aproveite a mensagem inspiradora desse hino para renovar seu compromisso de passar cada dia, desde a primeira hora, aos pés do Salvador. “Consagre-se a Deus pela manhã; faça disso a sua primeira atividade. Que sua oração seja: ‘Toma-me, ó Senhor, para ser Teu inteiramente. Deponho todos os meus planos a Teus pés. Usa-me hoje para o Teu serviço. Fica comigo, e que tudo o que eu fizer seja efetuado por Ti’” (Caminho a Cristo, p. 70).


OS SETES “NÃOS” DA VITÓRIA – 12 DE JANEIRO 2019

E logo o Espírito O impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos O serviam. Marcos 1:12, 13

No deserto da tentação, o inimigo usou suas melhores estratégias, mas Cristo foi o vencedor. Naquele momento, Ele rejeitou o caminho do poder e da glória e aceitou a trajetória do sofrimento e da cruz, definindo como conquistaria os seres humanos para Deus. Para que essa conquista também seja sua, apresento os sete “nãos” da vitória. 1. Não fique vulnerável. O inimigo sempre vai tentar você em seu ponto mais fraco. Cuidado, se você não quer negócio com o diabo, não vá olhar suas “vitrines”. 2. Não deixe que o apetite e o prazer dirijam suas decisões. Quando eles falam mais alto, você cai mais baixo. Aprenda a dizer não. 3. Não permita que as coisas materiais se tornem mais importantes que as espirituais. Crescimento espiritual é sempre melhor do que abundância, fartura ou prosperidade material. 4. Não coloque suas necessidades pessoais acima da Palavra de Deus. Desculpas como “eu estava passando necessidade, minha família precisa comer, meu casamento não estava bem, todos fazem isso” não justificam o pecado. 5. Não aceite interpretações parciais das Escrituras. O diabo tentou fazer isso com Jesus. Como Cristo, seja guiado pela mensagem completa e não apenas por aquilo que lhe interessa. 6. Não troque honra por poder. A glória só tem valor quando exercida dentro dos limites éticos da Palavra de Deus. 7. Não enfrente o inimigo com lógica ou argumentação. Ele sabe como derrubar seus argumentos e distorcer sua lógica. A tentação só pode ser enfrentada com profundidade na Palavra e intensidade na oração. Quando ele bater à sua porta, peça que Jesus atenda. Ellen White deixa claro que, no deserto da tentação, Cristo não estava sozinho, “pois os anjos estavam à Sua volta exatamente do modo como são comissionados por Deus para ministrar em favor dos que se encontram sob os temíveis assaltos do inimigo” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 177, 178). Se você também estiver no meio das feras da tentação, saiba que estará protegido pelos anjos e terá a seu lado o Sumo Sacerdote que foi “tentado em todas as coisas” (Hb 4:15) e Se tornou vitorioso para vencer em sua vida.


DISTÂNCIA PERIGOSA – 13 DE JANEIRO 2019

Mas Pedro O seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim. Mateus 26:58

Simão Pedro foi um homem intenso e inconstante. Em muitas situações, seguiu Jesus de longe. Em Mateus 26, por exemplo, encontramos seis momentos em que ele estava fisicamente perto de Cristo, mas seu coração mantinha uma distância perigosa. O primeiro aconteceu na santa ceia (v. 20-30). Em uma das mais solenes cerimônias religiosas da história, seu coração estava distraído, e sua visão, sem foco. Nesse caso, ele representa aqueles que vão à igreja com preocupação meramente relacional e mundana. Sempre distraídos das realidades ​espirituais profundas, perdem a oportunidade de consagrar a vida a Deus. No segundo momento, Pedro rejeitou o alerta e preferiu a exaltação (v. 31- 33). Em vez de se apoiar em Cristo, optou por exaltar a própria condição. Esse fato simboliza os que brigam por cargos e posições, são autoconfiantes, duros na crítica e sempre tentam ser melhores que os outros. No terceiro, Pedro expressou com palavras o que não sentia no coração (v. 35). Foi convincente ao afirmar: “Morrerei, mas não Te negarei.” Representou uma religião feita de boas intenções, mas da boca para fora. No quarto momento, dormiu quando deveria estar orando (v. 37-45). Jesus foi insistente, mas Pedro não resistiu. Quando agimos assim, começamos a perder o interesse pelas coisas de Deus. Na oração, aumenta o cansaço e diminui a vontade. A Bíblia fica fechada; a Lição da Escola Sabatina, esquecida; e os escritos de Ellen White, empoeirados. No quinto, Pedro tentou resolver as coisas de seu jeito (v. 51-54). Não teve paciência e enfrentou sozinho a multidão. Nesse caso, ele agiu como aqueles que não perseveram em oração. Se Deus não age, querem dar o próprio jeito. No sexto, tentou esconder sua identidade religiosa (v. 69-75). A queda foi desmascarada com o cantar do galo. Essa situação ilustra a realidade das pessoas que, para não perder amigos, negam o que acreditam e perdem oportunidades de testemunhar, por medo e vergonha. Não se distancie de Jesus. Siga-O de perto, fundamente sua vida Nele, e você será constante e firme como uma pedra.


TRÊS VEZES TRÊS – 14 DE JANEIRO 2019

Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu Me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente. Mateus 26:75

O trabalho persistente de Jesus para transformar o caráter de Pedro é apresentado na Bíblia em três sequências de três que foram marcantes na vida do apóstolo. No texto de hoje, vamos dar destaque à primeira sequência, que ocorreu no momento de sua negação (Mt 26:69-75). Jesus tentou preparar Pedro, mas ele preferiu confiar na própria força. O resultado você já conhece: ele negou três vezes sua identidade. Quando alguém anda com Jesus, sua impressão fala mais que sua expressão. Foi um momento tão dramático que no final ele saiu e “desatou a chorar” (Mc 14:72). Essa história teve um ponto da virada. Em Lucas 22:60 a 62, encontramos o momento em que o olhar desesperado de Pedro se cruzou com o olhar perdoador de Jesus. Ele esperava censura e condenação, mas encontrou perdão e restauração. Antes da queda, Pedro “era sempre ousado e ditatorial, falando inadvertidamente segundo o impulso do momento. Ele estava sempre pronto para corrigir os outros e expressar os próprios pensamentos […]. Mas ele se converteu, e o Pedro convertido era diferente do irrefletido e impulsivo Pedro. Embora conservasse seu primitivo fervor, a graça de Cristo ajustou seu zelo. Em vez de ser impetuoso, autoconfiante e presunçoso, era agora calmo, ponderado e dócil” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 334, 335). O interesse de Cristo por Pedro não parou por aí. Logo após Sua ressurreição, por meio de anjos, Jesus mandou um recado nominal a Pedro (Mc 16:7). O discípulo foi lembrado pelo nome, porque é assim que Deus trata os filhos que caem e se afastam. Ele sabe seu nome e o pronuncia para buscar e salvar você. A parte final da história foi ainda mais emocionante. Condenado à morte, “o apóstolo se lembrou de seu grande pecado em haver negado a Jesus na hora de Seu julgamento. Antes tão despreparado para reconhecer a cruz, agora ele considerava uma alegria entregar a vida pelo evangelho […]. Como último favor, rogou aos seus algozes que fosse pregado na cruz de cabeça para baixo. O pedido foi atendido, e dessa maneira morreu o grande apóstolo Pedro” (Atos dos Apóstolos, p. 537, 538). Olhe para Jesus hoje e O verá olhando para você com amor e compaixão.


AINDA TRÊS VEZES TRÊS – 15 DE JANEIRO 2019

Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu Me amas? Pedro entristeceu-se por Ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu Me amas? E respondeu-Lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as Minhas ovelhas. João 21:17

A segunda sequência de três no trato de Jesus com Pedro confirmou a restauração do apóstolo (Jo 21:15-17). Ele já havia visto Jesus três vezes depois da ressurreição, mas sem nenhuma palavra de reprovação. Mas eles precisavam conversar. Pedro havia recebido três novas oportunidades para apagar de sua memória as três vezes que negou a Jesus, porque, para pecados profundos, Deus sempre providencia oportunidades intensas. Havia chegado o momento da confirmação: “Amas-Me mais do que estes?” Para facilitar, havia um termo de comparação. Mais do que os outros ​discípulos amavam? Mais do que aos barcos, as redes e a pesca? Esse parâmetro é importante porque, como disse Ellen White, apenas “quando amarmos a Deus acima de tudo, as coisas temporais ocuparão o lugar certo em nossas afeições” (O Lar Adventista, p. 372). Outro objetivo de Jesus era ensinar Pedro a amar e ter paciência com as pessoas. Comentando essa ocorrência da vida do apóstolo, Ellen White diz que “sem o amor de Cristo, [Pedro] não podia ser um fiel pastor do rebanho do Senhor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 815). Por trás de uma única pergunta, repetida três vezes e de forma insistente, Jesus queria demonstrar o quanto realmente acredita em recomeços. Ellen White explica: “Afirmam alguns que, se uma pessoa tropeça e cai, jamais poderá recuperar sua posição; mas o caso [de Pedro] contradiz tal ideia. […] Ao confiar a seu cuidado as almas pelas quais havia dado a vida, Cristo deu a Pedro a mais forte evidência de confiança em sua restauração. E ele foi incumbido de apascentar não só as ovelhas, mas os cordeirinhos – uma obra mais ampla e delicada do que aquela que lhe havia sido indicada até então” (The Youth’s Instructor, 22 de dezembro de 1898). Pedro (e por que não você e eu também?), com justiça, poderia repetir a confissão de um pregador atual: “Eu dei incontáveis razões para Jesus não me amar, mas nenhuma delas foi forte o suficiente para mudá-Lo.” Por conta disso, renove também seu amor por Jesus.


MAIS TRÊS VEZES TRÊS – 16 DE JANEIRO 2019

Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu. Atos 10:16 A terceira sequência de três na vida de Pedro se deu no contexto de seu envio à missão (At 10:9-22).

Na primeira, durante a negação, ele escondeu seu amor por Jesus. Na segunda, ouviu três vezes a mesma pergunta e foi desafiado a provar seu amor por Jesus. Na terceira, foi chamado a mostrar seu amor pelos filhos de Jesus. Tudo aconteceu enquanto ele orava, ao meio-dia. Era a hora da fome, e veio exatamente uma visão sobre comida. O problema é que dentro do lençol estavam animais puros e impuros. A ordem que recebeu foi para comer de tudo, mas sua rejeição foi imediata. Apenas depois de três insistências, o apóstolo aceitou não tratar como impuros os estrangeiros a quem Deus já havia tocado o coração. Alguns tentam tirar a visão do contexto para abolir a separação entre animais limpos e imundos (Lv 11). Fica claro, porém, que não aconteceu uma mudança na alimentação de Pedro, mas em sua visão acerca das pessoas a quem deveria pregar. Por isso mesmo, ele foi questionado depois não pelo que havia comido, mas com quem havia partilhado a refeição (At 11:3). Pedro já havia escutado do próprio Mestre o “ide” (Mt 28:18-20), mas sua compreensão ainda era limitada. A visão do lençol “tanto serviu para repreender Pedro como para instruí-lo” (Atos dos Apóstolos, p. 135). Deus é especialista em lidar com as duas pontas da linha ao mesmo tempo. Enquanto trabalhava com Pedro de um lado, também tocava o coração de Cornélio, de outro. A única diferença é que Ele precisou insistir com Pedro três vezes, enquanto, com Cornélio, precisou de apenas uma (At 10:3-8). De acordo com Ellen White, “Cornélio era centurião romano. Era homem rico e de nobre nascimento, e seu cargo era de confiança e honra. Gentio de nascimento, ensino e educação, pelo contato com os judeus adquirira o conhecimento de Deus e O adorava com coração verdadeiro” (Atos dos Apóstolos, p. 132). O centurião romano atendeu ao chamado prontamente. O grande apóstolo Pedro precisou que o Espírito Santo insistisse três vezes. Deus foi persistente com Pedro para que ele pregasse o evangelho a Cornélio. Da mesma forma, Ele insiste conosco hoje para que, cheios de amor à verdade e às pessoas, saiamos para compartilhar Sua mensagem de salvação.


VISÃO POSITIVA – 17 DE JANEIRO 2019

Ao partirem, disse-lhes: Não contendais pelo caminho. Gênesis 45:24

Neal C. Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista de 1979 a 1990, gostava de contar a história de uma de suas passagens por Gana, país da África Ocidental. Ao visitar uma tribo, deram-lhe uma escultura na qual a mão de uma pessoa segurava um ovo. Achando o presente diferente, perguntou ao líder da tribo se tinha algum significado especial. A resposta foi rápida: “Sim. A liderança é como um ovo na mão. Se apertar demais ele quebra e se soltar demais ele cai.” Tremenda sabedoria! O desafio é encontrar esse equilíbrio não apenas na liderança, mas em todas as áreas da vida. Nelson Mandela disse certa vez que “uma boa cabeça e um bom coração sempre farão uma formidável combinação”. Infelizmente, não é assim que muita gente tem vivido. Você tem observado como as pessoas, em geral, estão mais negativas, tensas, críticas e desiludidas? Há uma multidão olhando apenas para o lado cinza da vida. Não é assim que devemos nos portar. Precisamos alimentar uma visão mais positiva e equilibrada da vida para sermos “sal da terra” e “luz do mundo”. Tudo começa pela fonte de alimento espiritual. Quem bebe da Água da Vida tem o fruto do Espírito (Gl 5:22, 23). Por sua vez, quem bebe água mortal do pecado vai refletir as obras da carne (Gl 5:20, 21). O cristão deve ser um instrumento de paz, agir sempre com equilíbrio e ter uma visão positiva da vida. Porém, isso só se torna realidade quando permitimos que Deus trabalhe em nós. Ellen White adverte: “Muitos pedem ao Senhor que os torne humildes, mas não estão dispostos a se submeterem à necessária disciplina. Quando sobrevém a prova, quando as aflições ou mesmo os contratempos ocorrem, o coração se rebela, e a língua profere palavras que são como setas envenenadas ou saraiva de granizo” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 176). Quando seguimos o exemplo de Cristo, nossos sentimentos, pensamentos, palavras e ações iluminam e dão sabor ao mundo. Os desafios da vida são como frágeis ovos em nossas mãos. Com equilíbrio, não os quebramos nem os soltamos. Permita que o Espírito Santo tempere sua mente e seu coração com as virtudes do Céu. Assim, você terá sempre a leveza e a firmeza necessárias para abençoar a todos que estiverem sob sua influência.


MEU VERSO PREFERIDO – 18 DE JANEIRO 2019

Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33

Frequentemente me perguntam, em entrevistas ou programas especiais, qual o meu verso preferido. Agora você já sabe. Mateus 6:33 me acompanha há muitos anos. Cada vez que alguém pede uma dedicatória ou assinatura, faço questão de colocá-lo junto do meu nome, para que o foco não esteja na identidade do homem, mas na mensagem de Deus. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus tem vários significados para mim: Significa separar um tempo cada dia para estar com o Senhor. Dedico minha primeira hora para estudar e orar, dentro do possível, no mesmo horário e lugar. Logo cedo, a mente está mais tranquila, paciente e receptiva. Por isso, posso ouvir melhor a voz de Deus. Tenho comigo a Bíblia, a Lição da Escola Sabatina, as Meditações Diárias e um livro de Ellen White. Aprendi que aquele que “foge de Deus pela manhã dificilmente O encontrará no resto do dia” (John Bunyan). Em segundo lugar, significa estudar a Bíblia com mais interesse, profundidade e regularidade. Já imaginou o que aconteceria se você abrisse a Bíblia com a mesma frequência que abre o WhatsApp ou liga a televisão? Em terceiro lugar, significa orar com mais intensidade e confiança. Ellen White lembra que a “oração é um meio estabelecido pelo Céu para se obter êxito. Apelos, pedidos, solicitações entre os homens movem as pessoas e atuam em parte para controlar os negócios das nações. Mas a oração mobiliza o Céu” (Refletindo a Cristo, p. 151). Em quarto lugar, significa depender completamente do Senhor. “Somos por nós mesmos incapazes de fazer qualquer bem; mas o que não somos capazes de fazer, o poder de Deus há de realizar em toda pessoa submissa e crente” (O Desejado de Todas as Nações, p. 98). Por fim, significa aceitar a vontade de Deus, descansar em Seus braços e ter paz no coração. Nem sempre as coisas acontecem como queremos. Por isso, devemos entender que a vontade de Deus é sempre melhor. Quando Ele está no comando, todas as outras necessidades são atendidas. Convido você a fazer do Senhor o primeiro em sua vida. Quem O prioriza pode descansar na certeza de que nada realmente necessário faltará.


TE ÉS FIEL – 19 DE JANEIRO 2019

E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19

Muitos dos hinos que nos inspiram nasceram de uma experiência dramática. Mas não foi assim com “Tu És Fiel, Senhor”, (Hinário Adventista, no 35), composto por Thomas O. Chisholm (1866-1960). Chisholm nasceu em uma cabana de madeira crua nos Estados Unidos. Teve um começo humilde, só conseguiu completar o primário, e, mesmo assim, com muito sacrifício. Apesar disso, aos 16 anos, começou a carreira de professor, dando aulas na mesma escola em que havia estudado. Depois de aceitar a Cristo, aos 21 anos, tornou-se editor e, em 1903, com 37 anos, foi ordenado ao ministério. Pouco tempo depois, acabou tendo que abandonar suas atividades pastorais, por problemas de saúde. Decidiu, então, mudar-se com a família para uma fazenda onde teve melhores condições para se dedicar à poesia e à composição de hinos. Foi um período muito produtivo poeticamente. Sua maior inspiração vinha dos momentos devocionais com Deus. Foi nesse contexto que compôs “Tu És Fiel, Senhor”. A mensagem expressou, de maneira profunda, o sentimento de gratidão ao Senhor por Sua grande fidelidade. Em 1916, já se sentindo melhor, voltou a trabalhar como vendedor de seguros, mas continuou compondo hinos. Numa carta de 1941, Chisholm disse: “Minha renda não tem sido grande durante todos esses anos, devido à minha saúde debilitada que me persegue há muito tempo. Mas não posso deixar de registrar a fidelidade de Deus, que Se mantém infalível e tem me dado muitas e maravilhosas manifestações de Seu cuidado providencial. Por isso meu coração está cheio de gratidão.” Em toda sua longa vida, ele escreveu mais de 1.200 poemas com mensagens espirituais, dos quais 800 foram publicados. Aproveite este momento para renovar sua confiança em Deus, dizendo para Ele: “Tu és fiel, Senhor, ó Deus eterno! / Teus filhos sabem que não falharás! / Nunca mudaste, Tu nunca faltaste, / Tal como eras, sim, sempre serás. / Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor! / Dia após dia Tuas bênçãos nos dás / Tua mercê nos sustenta e nos guarda; / Sim, para sempre, ó Deus, fiel serás.”


O RELÓGIO DE DEUS – 20 DE JANEIRO 2019

Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. Marcos 13:35, 36

O efeito da Segunda Guerra Mundial e a preocupação com o uso de bombas atômicas motivaram um grupo de cientistas da Universidade de Chicago a criar o que foi chamado de Relógio do Fim do Mundo. Nesse símbolo, a meianoite representa o fim do planeta. O lançamento desse relógio foi em 1947, durante a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética. Naquela ocasião, marcava sete minutos para a meia-noite. Desde então, tem sido avançado ou retrocedido em intervalos regulares, dependendo da situação mundial. Em janeiro de 2017, foi mudado de três para dois minutos e trinta segundos; em janeiro de 2018, chegou a dois minutos para a meia-noite. O que esse grupo de cientistas tem feito apenas amplia a mensagem profética. Afinal, Jesus já falava do fim do mundo à meia-noite, e Ellen White também disse: “A vinda de Cristo será, por assim dizer, à meia-noite” (Maranata: O Senhor Vem!, p. 53). Antes desses cientistas, Deus já tinha o próprio relógio. Que horas ele deve estar marcando? Não conhecemos o dia nem a hora (Mt 25:13), mas podemos concluir com facilidade que, na situação em que o planeta está, ou Cristo volta logo ou o mundo vai acabar por si só. Já não é apenas um tema profético, mas uma questão evidente. Entretanto, apesar de todas as crises e tragédias, o mundo só vai terminar no momento em que o relógio de Deus indicar. “Silenciosamente, despercebida como o ladrão à meia-noite, virá a hora decisiva que determina o destino de cada homem, sendo retraída para sempre a oferta de misericórdia ao homem culpado” (O Grande Conflito, p. 491). Jesus precisa intervir e começar a escrever uma nova história, do ponto onde o pecado a interrompeu. Podemos dizer que já “ouvimos os passos de um Deus que Se aproxima” (Evangelismo, p. 219), e com muito mais intensidade. O grande risco, porém, é a acomodação. É muito perigoso achar que tudo está normal e não perceber a agitação dos ventos e a força dos alertas. Não tire os olhos do Céu nem troque a eternidade pelo que está ao redor. Hoje é o dia de preparo para nossa esperança. Amanhã pode ser muito tarde.


O QUE VOCÊ TEM NAS MÃOS? – 21 DE JANEIRO 2019

Perguntou-lhe o SENHOR: Que é isso que tens na mão? Respondeu-lhe: Um bordão. Êxodo 4:2

O chamado de Moisés foi marcante. Aparentemente esquecido no deserto por muitos anos, Deus lhe apareceu em uma sarça ardente. Tiveram uma conversa séria, na qual Deus o desafiou com a pergunta: “Que é isso que tens na mão?” Por meio das mãos de Seu servo, Deus usaria coisas simples para alcançar resultados extraordinários. Mas qual era o currículo de Moisés? Um consultor de empresas adaptou sua situação para o mercado de trabalho atual: 1. Nome: Moisés 2. Filiação: Órfão. Conviveu poucos anos com os pais biológicos. Foi criado por uma família rica. Acabou abandonando de forma abrupta a casa dos pais adotivos. 3. MBA: Nenhum 4. Cursos de negociação: Nenhum 5. Experiência profissional: Tem girado pelo mercado, o que indica dificuldade de ficar muito tempo no mesmo lugar. 6. E-mail: Não usa computador. Afirma que seu forte é a palavra falada no contato direto com as pessoas. 7. Aparência: Pouco asseada; usa barba longa e descuidada. Com esse currículo, Moisés não encontraria mais que um emprego simples e de baixo salário. No entanto, nas mãos de Deus, ele fez muito mais: negociou com Faraó a libertação de incontáveis escravos israelitas; conduziu e orientou essas pessoas no deserto por cerca de 40 anos; ele as treinou para vencer batalhas; delegou autoridade e poder aos chefes das tribos; organizou todo o sistema de leis do povo; e preparou seu sucessor para concluir o estabelecimento de Israel. O que você tem nas mãos e o que está fazendo com isso? Não importa quantos e quais sejam seus recursos ou habilidades. Nas mãos de Deus, eles se multiplicarão. Apenas faça como o missionário e explorador britânico David Livingstone, quando orou: “Deus, envia-me para qualquer lugar, desde que vás comigo. Coloca qualquer carga sobre mim, desde que me carregues, e desata todos os laços de meu coração, menos o laço que prende o meu coração ao Teu.”


MILAGRE NA PRISÃO – 22 DE JANEIRO 2019

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36

Participando do projeto Missão Calebe, os jovens desenvolvem sua vocação missionária e servem à comunidade, estabelecendo novas igrejas, dando estudos bíblicos e levando pessoas ao batismo. Cada ano os milagres e histórias emocionantes se repetem. Os participantes deixam sua marca, mas também são transformados nesse grande movimento missionário. O desafio de cada calebe, como são chamados, é usar sua paixão e criatividade, típica dos jovens, para quebrar barreiras e levar a mensagem a lugares desafiadores. E eles nunca decepcionam. Em Luzilândia, no Piauí, um grupo de calebes aceitou o desafio de levar esperança à pequena cidade de Matias Olímpio, com pouco mais de 10 mil habitantes. Eles não tinham ideia dos milagres que Deus estava preparando. O auditório alugado para a campanha evangelística ficava nos fundos da delegacia. Sem que eles soubessem, todas as noites, aproximadamente 20 detentos acompanhavam a mensagem de dentro das celas. Até que um dos missionários decidiu visitar a delegacia e descobriu o que estava acontecendo. Os presos não apenas ouviam a mensagem, mas também atendiam ao apelo de onde estavam. A equipe de jovens começou a visitar todos os dias a cadeia e dar apoio pessoal aos detentos. Durante a pregação da noite, mencionavam os nomes dos encarcerados que, do outro lado, respondiam “amém”. Como resultado, três detentos foram batizados. No momento do batismo, o pastor Marcos Elias, que dirigia a cerimônia, percebeu que um dos policiais se emocionava a cada palavra que ouvia. Após a reunião, o pastor buscou mais informações e descobriu que era o delegado Sampaio, chefe da polícia na cidade. Sampaio também ouviu as mensagens evangelísticas, de seu escritório. Em uma das noites, passou em frente ao auditório, observou o que estava acontecendo, mas não entrou. No dia seguinte, foi tocado pela pregação e começou a frequentar as reuniões. Cada noite, emocionado, atendia ao apelo e, no encerramento do programa, foi batizado. Além dele, mais 43 pessoas foram batizadas. Deus continua surpreendendo ainda hoje. Para toda ousadia missionária, Deus concederá milagres mais surpreendentes. Experimente isso em sua vida.


O ERRO DOS OUTROS – 23 DE JANEIRO 2019

Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Mateus 7:3

Com certeza você já ouviu falar dos fariseus. Um grupo de pessoas muito preparadas e influentes, mas que, nos dias de Jesus, estavam mais preocupadas em criar regras, criticar e condenar. Não eram capazes de enxergar os próprios erros. Foram até chamados de sepulcros caiados, tamanha a falsidade que acabavam representando. Mas parece que alguns representantes deles ainda continuam por aí, provocando sérias crises no ambiente profissional, na família e até na igreja. Observe quantos casamentos terminam porque marido e mulher se ​acusam mutuamente. Só conseguem enxergar o erro do outro sem reconhecer as próprias falhas. Na igreja, há quem julgue e critique a postura, o descuido com os princípios ou o posicionamento de outra pessoa sem notar que tem problemas tão sérios ou piores em outras áreas da vida. Outros defendem seus pontos de vista, por mais corretos que sejam, criticando a opinião alheia duramente. Com razão alguém disse, usando um simples jogo de palavras, que “normalmente o problema não é o problema, mas o problema é como se trata o problema”. Muitas atitudes são piores que o problema em si. “Qualquer que seja o procedimento de outros, devemos representar a Cristo, fazendo o que Ele faria em circunstâncias idênticas. […] O segredo do nosso êxito está em que revelemos o mesmo espírito” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 156). Você sempre vai conquistar mais com os joelhos no chão do que com a língua e ajudar muito mais com seus conselhos e orações do que com suas críticas e acusações. Isso não significa ignorar problemas reais que estejam afetando famílias ou igrejas, mas apenas agir da maneira certa. Ellen White orienta: “Os soldados de Cristo talvez nem sempre revelem perfeição em sua marcha, mas as suas faltas não devem suscitar, da parte de seus companheiros, palavras que debilitem, e, sim, palavras que fortaleçam e que os ajudem a recuperar o terreno perdido” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 344, 345). Preocupe-se mais com seus erros do que com o erro dos outros. Seja misericordioso e paciente em seus relacionamentos. Procure agir com os semelhantes do jeito que Deus age com você.


AÇÕES E INTENÇÕES – 24 DE JANEIRO 2019

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na Sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:1, 2

O livro dos Salmos tem uma grande riqueza histórica e teológica, mas também mostra a importância do louvor no contexto da adoração. Era o antigo hinário de Israel. Seus 150 salmos estão divididos em cinco “livros” que, segundo a tradição judaica, estão diretamente relacionados com o Pentateuco. Suas composições alcançam um período de cerca de 900 anos, desde o tempo de Moisés até o começo do 5o século antes de Cristo. O Salmo 1 é uma introdução geral ao livro. Ele separa justos e ímpios, dando destaque aos fiéis filhos de Deus. O justo é “bem-aventurado”, “não anda”, “não se detém”, “nem se assenta”, vencendo a atração e a decadência causadas pelo pecado. Suas ações são corretas, representam a vontade do Senhor e dão bom testemunho. Como ensina o salmo, o cristão deve ter compromisso com ações corretas, mas precisa ir mais além e ser movido por intenções puras. As ações são importantes para testemunhar aos homens, mas as intenções são fundamentais para ser avaliado por Deus. Ambas precisam estar em equilíbrio. Se não for assim, vamos repetir a história dos fariseus, que eram “perfeitos” por fora e corrompidos por dentro. Se as intenções não forem saudáveis, as ações serão equivocadas. Faremos o que é certo apenas para impressionar, receber aplauso, aprovação, promoção ou até mesmo para tentar garantir a vida eterna. Por isso, o salmista destaca que o prazer do cristão “está na lei do SENHOR” (Sl 1:2). Antes do fazer vem o ser. Antes de aparecer diante dos homens é preciso buscar a presença de Deus e colocar ações e intenções na ordem certa. Quando você busca a Deus, antes de qualquer coisa, tem prazer nestes momentos e faz deles um hábito que se repete “dia e noite”. Sua vida se torna “como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto […] faz [em sua vida] será bem-sucedido” (v. 3). Para que isso se torne realidade em sua jornada ao Céu, permita que Deus molde suas intenções, dirija suas ações e abençoe as consequências de suas escolhas. Só assim você será realmente bem-aventurado.


A SOLUÇÃO ANTES DO PROBLEMA – 25 DE JANEIRO 2019

De noite, porém, veio Deus a Labão, o arameu, em sonhos, e lhe disse: Guarda-te, não fales a Jacó nem bem nem mal. Gênesis 31:24

Alguma vez você já perdeu o sono, o apetite, a paciência ou talvez a fé por causa de algum problema aparentemente sem solução? Alguma dificuldade nos negócios ou nos estudos? Algum conflito dentro de casa, com os filhos ou entre marido e mulher? Uma questão envolvendo saúde, relacionamentos, ou mesmo a vida espiritual? Para ter paz em meio à tempestade, é importante conhecer com mais profundidade como Deus age nas crises. Precisamos entender que Ele é especialista em preparar soluções antes mesmo que os problemas surjam. Na noite anterior ao tenso encontro de Jacó com Labão, após a fuga do genro com sua família, Deus apareceu ao sogro e ordenou: “Guarda-te, não fales a Jacó nem bem nem mal” (Gn 31:24). No momento do confronto, o problema já estava resolvido. Enquanto Jacó imaginava a confusão que aconteceria, Deus já havia preparado a solução, e tudo terminou bem (Gn 31:55). Pouco tempo depois, Jacó buscou uma forma de reencontrar seu irmão Esaú. Era a oportunidade para colocar um fim às mágoas do passado. Jacó ficou apavorado com a notícia de que Esaú se aproximava com 400 homens. Clamou a Deus, lutou fisicamente com o Senhor no vale de Jaboque, temendo por sua vida e também por sua família. No momento do encontro, surpreendentemente “Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram” (Gn 33:4, NVI). O que deveria ter sido um confronto de vida ou morte acabou se transformando em um lindo reencontro de família. Deus havia previamente trabalhado no coração de Esaú. Há muitos exemplos na Bíblia, porém o mais poderoso vem do próprio Deus e Seu plano de salvação, “estabelecido antes da criação da Terra” (Patriarcas e Profetas, p. 63). Antes mesmo de surgir o problema do pecado, Deus já havia providenciado uma solução para todos os seres humanos. Isso realmente demonstra, com profundidade e segurança, a maneira como Deus trabalha ao resolver nossos problemas. Ele sempre tem uma solução. Tenha fé, paciência e perseverança. Descanse na providência de Deus. Ele cuida de você.


COMO VOCÊ SE RELACIONA COM O DINHEIRO? – 26 DE JANEIRO 2019

Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro. Lucas 16:13, NVI

Tratar de questões financeiras no ambiente espiritual é sempre um desafio. Mas Jesus não teve dificuldade com isso. Ele falou muito a respeito de dinheiro. Dezesseis de suas 38 parábolas dizem respeito a como lidar com o dinheiro e propriedades. Nos evangelhos, um em cada dez versos (288 no total) tratam diretamente com o tema do dinheiro. E mais: a Bíblia apresenta 500 versos sobre a oração, menos de 500 a respeito da fé, e mais de 2 mil sobre o dinheiro e as propriedades. Toda essa ênfase não acontece porque o Senhor precise de nossos recursos, mas porque Ele conhece a bênção e a maldição envolvidas nas finanças. Em Lucas 18 e 19, encontramos o contraste entre a maneira como dois homens se relacionavam com o dinheiro. No capítulo 18, vemos o jovem rico; no 19, Zaqueu. O jovem rico buscou a Jesus achando que tinha tudo e acabou sem nada; Zaqueu buscou a Cristo achando que não era nada e acabou recebendo tudo. O que o jovem rico não fez diante do pedido de Cristo, de dar seus bens aos necessitados, Zaqueu fez sem que Jesus lhe pedisse. O jovem rico preferiu ficar sem Jesus, mas com seu dinheiro e bens; Zaqueu preferiu ficar com Jesus e entregar seu dinheiro e bens. O nome do jovem rico ninguém conhece, mas Zaqueu entrou para a história. A maneira como você trata seu dinheiro faz toda a diferença. Para o teólogo escocês John Caird: “O que impede o homem de entrar no reino dos Céus não é o fato de possuir riquezas, mas o fato de as riquezas o possuírem”. O problema não está no dinheiro em si, mas na posição que ele ocupa em nossa vida. A questão não é o bolso, mas o coração. “O dinheiro não é necessariamente uma maldição; ele é de grande valor porque, se corretamente usado, pode fazer bem na salvação de pessoas, em bênçãos a outros que são mais pobres do que nós mesmos. Pelo uso inadequado ou insensato, […] o dinheiro se tornará um laço para o seu possuidor. Aquele que emprega o dinheiro na satisfação do orgulho e ambição o torna uma maldição em vez de uma bênção” (O Lar Adventista, p. 372). Não permita que o dinheiro o afaste de Jesus, mas que esteja sempre a serviço Dele.


RICOS DE ESPERANÇA – 27 DE JANEIRO 2019

E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo. Romanos 15:13

A primeira igreja adventista da Bolívia foi estabelecida na pequena cidade de Rosário. Foi para lá que me dirigi com outros líderes da Igreja para celebrarmos o centenário do adventismo naquele país em 2007. Saímos de La Paz num sábado, às 4h15 e viajamos em cinco caminhonetes 4×4, para chegar até o lugar. Durante mais de quatro horas, atravessamos o altiplano boliviano a uma altitude de 4.200 metros acima do nível do mar, em estradas de terra e atravessando pequenos rios, até chegar à cidade. Atualmente, na pequena cidade de Rosário, quase todos os habitantes são adventistas. O único templo de outra denominação está abandonado e destruído. Os irmãos ainda conservam o espírito dos pioneiros. Alguns chegam a caminhar quatros horas para ir ao culto cada sábado. Naquela época, o pastor local cuidava de 72 congregações e morava em quatro casas diferentes. O perímetro de seu distrito pastoral era cerca de 800 quilômetros. O casal tinha apenas uma filhinha de dois anos. Eles viviam um mês em cada casa, atendendo às igrejas mais próximas. Depois da visita, fiquei pensando na realidade daqueles irmãos e de seu pastor. Eles vivem em uma região financeiramente carente e têm muitos desafios; mas, em sua simplicidade, são “ricos de esperança”. A vida é comprometida com as coisas de Deus, e isso é o que tem mais valor. Também analisei a qualidade do meu comprometimento, em condições muito mais fáceis e favoráveis. E você? Já avaliou o nível de seu comprometimento? Sua liderança não está fazendo falta na igreja em que frequenta? Seu preparo pessoal não está sendo usado apenas para o crescimento profissional? Tem gente com “fome” da Palavra perto de você, esperando sua mão estendida para compartilhar esperança? Sua entrega pode ser maior do que tem sido? Ellen White assegura: “A tarefa a que somos chamados não requer riquezas, posição social, nem grandes capacidades. O que se requer é um espírito bondoso e abnegado e firmeza de propósito. Uma luz, por pequena que seja, se estiver sempre brilhando, pode servir para acender muitas outras” (A Ciência do Bom Viver, p. 355). Comprometa-se com a obra de Deus e enriqueça sua vida com fé e esperança.


COISAS PEQUENAS – 28 DE JANEIRO 2019

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor. Mateus 25:21

O dia 28 de janeiro de 1986 entrou para a história. Às 11h38 de uma terça- feira, o ônibus espacial Challenger explodiu em pleno ar, aos 72 segundos de voo, com sete tripulantes a bordo. Todas as atenções estavam voltadas para o Challenger. Durante cinco anos, a NASA desenvolveu o programa que tinha sido elaborado para deixar as viagens espaciais mais rotineiras, com a ajuda de uma espaçonave reutilizável. O próprio Challenger já havia viajado nove vezes ao espaço, mas aquela seria a primeira vez em que um cidadão comum estaria no voo. Entre mais de
10 mil concorrentes, a escolhida foi a professora Christa McAuliffe, de 37 anos. A viagem seria transmitida para milhares de escolas nos Estados Unidos. A decolagem foi adiada duas vezes por problemas técnicos, mas o dia havia chegado. Trinta e seis segundos depois da decolagem, o Challenger atravessou a barreira do som e foi atingido por um forte vento lateral, que obrigou o sistema de navegação de bordo a corrigir a potência dos foguetes propulsores. Quando alcançou a potência máxima, uma chama começou a queimar as junções do foguete propulsor de estibordo e, em seguida, toneladas de combustível líquido envolveram a nave em uma bola de fogo. Tudo aconteceu tão depressa que não houve tempo para acionar nenhuma manobra de emergência. Enquanto o Challenger se desintegrava no ar, alguns tripulantes tentaram ativar suas provisões de oxigênio de emergência; mas, embora a cabine tenha se conservado praticamente intacta até cair no oceano, a pressão aerodinâmica matou aqueles que sobreviveram à explosão inicial. Uma investigação provou que juntas de borracha que deveriam ter selado a união entre os segmentos do foguete propulsor haviam falhado na decolagem. O relatório do acidente informou, mais tarde, que os gestores da NASA sabiam desse problema, mas o trataram como “um risco de voo aceitável”. Também estamos em viagem para o Céu. Não permita que coisas pequenas transformem sua esperança em tragédia. O alerta é claro: “A formação de nosso caráter será cheia de perigos, se avaliarmos mal a importância das coisas pequenas” (Parábolas de Jesus, p. 356). Ore hoje para que o Espírito Santo sele sua vida de modo que sua viagem ao Céu tenha um final feliz!


TEM ALGUÉM ESPERANDO POR VOCÊ – 29 DE JANEIRO 2019

Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista. Atos 9:11, 12

A conversão de Saulo é uma das histórias bíblicas que mais me impressiona, porque mostra como Deus pode conquistar corações duros, alcançar pessoas improváveis e usar métodos incomuns para isso. Saulo era um perseguidor convicto e muito culto. Tinha coragem e conhecimento para defender sua fé e matar os que não criam como ele. Deus o alcançou quando cumpriria seus planos em Damasco, fazendo com que caísse do cavalo e ainda ficasse cego. Deus não segue a lógica humana para cumprir Seus planos. Ele pode alcançar pessoas fáceis ou difíceis, usando métodos comuns e previsíveis ou incomuns e imprevisíveis. Não tenha medo de testemunhar a pessoas que pareçam inalcançáveis. Elas podem estar esperando por você. Após o encontro com Jesus, Saulo ficou três dias sem enxergar e foi levado para casa de um homem chamado Judas. Então um novo personagem entra em cena: Ananias. Sua missão foi ir ao encontro de Saulo para ​batizá-lo. Antes mesmo de enviá-lo, Deus havia revelado seu nome a Saulo, que o estava esperando. Ananias teve medo. Ele sabia muito bem quem era Saulo e entendia o risco que tanto ele quanto a igreja estavam correndo. Porém, Ananias obedeceu à ordem divina. Como resultado, o perseguidor temido se tornou uma das maiores referências da igreja cristã. O que teria acontecido se o medo tivesse paralisado Ananias? Sem dúvida, a história do cristianismo seria outra. Alguém também está esperando por você. Pode ser um vizinho, colega de trabalho, chefe, professor, autoridade, ou qualquer outra pessoa que Deus pode lhe mostrar. Quem sabe sejam os maiores inimigos da verdade que vão se tornar seus maiores defensores. Não se esqueça de que há “pessoas perplexas pela dúvida, oprimidas pelas fraquezas, fracas na fé, incapazes de se apegar ao Invisível; mas um amigo a quem podem ver, aproximando-se dessas pessoas em lugar de Cristo, pode ser um elo para firmar sua fé vacilante no Filho de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 297). Alguém espera por você hoje. Seja um agente de esperança e salvação.


OUTRO ESPÍRITO – 30 DE JANEIRO 2019

Porém o Meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-Me, Eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá. Números 14:24

Gosto de observar gente equilibrada, que produz unidade e harmonia por onde passa, refletindo o caráter de Cristo. Afinal, essas características são as maiores demonstrações de um cristianismo verdadeiro e concretizam o sonho de Deus para Seu povo. Calebe é um dos bons exemplos desse tipo de atitude. Você se lembra do momento em que o povo de Israel ficou dividido por causa do relatório dos 12 espias que visitaram a Terra Prometida? Foi uma situação cheia de desânimo, falta de fé e crítica. Lembra-se também da atitude de Calebe? Ao lado de Josué, ele escolheu ficar com as promessas de Deus, ver o que era positivo e motivar o povo a seguir em frente. Quando a maioria tinha um espírito de agitação, ele demonstrou equilíbrio e confiança na direção divina. Calebe teve “outro espírito”. Como resultado, herdou a Terra Prometida. No entanto, parece que é mais fácil seguir os negativistas e pessimistas. Foi assim também com a maioria do povo. Observe que, em Números 13, está a lista dos 12 príncipes que foram espiar a terra, exatamente a última vez em que o nome dos dez murmuradores foi mencionado. Eles acabaram no esquecimento porque a história não tem lugar para quem só enxerga o lado negativo. Esse tipo de pessoa sempre anda para trás e ainda tenta levar outros. Já aqueles que têm “outro espírito” são os que escrevem a história. Foi o caso de Josué e Calebe. Um se tornou líder do povo, e o outro, um conquistador vitorioso e destemido. E você? Qual é o seu espírito? Lembre-se do que disse Winston Churchill: “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.” A família, a sociedade e a igreja estão precisando desesperadamente de gente que tenha “outro espírito”. O mundo tem pessimistas e negativistas demais. Há uma carência de pessoas equilibradas, de gente que sabe defender a verdade com amor. Deus está chamando você para ser assim. Isso é ser sal e luz na Terra. Lembre-se, porém, de que o “outro espírito” vem apenas como resultado da atuação do Santo Espírito.


CONSOLADOR X ACUSADOR – 31 DE JANEIRO 2019

E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. João 14:16

Há um contraste muito forte na Bíblia entre os nomes e papéis do Espírito Santo e de Satanás. Eles trabalham intensamente pelo coração humano, mas com objetivos completamente diferentes. Consolador é uma das formas mais impactantes como o Espírito Santo é chamado. Esse termo é a tradução de uma expressão grega que se refere a alguém chamado para auxiliar como conselheiro, intercessor, mediador ou como advogado no tribunal. João chama o Espírito Santo dessa maneira quatro vezes em seu evangelho, e uma, em sua primeira epístola. Ao referir-se ao inimigo, João usa o termo acusador (Ap 12:10). Aliás, essa é uma das principais funções de Satanás. Por isso, esse nome o retrata muito bem. Nossas atitudes sempre demonstram qual desses poderes controla nossa vida. Infelizmente tem gente que confunde as coisas e age como acusador, dizendo ser usado pelo Consolador. Alguns chegam às igrejas com aparência de piedade; criticam a organização e a liderança sem fundamento ou espírito cristão, apresentam uma “nova mensagem”; têm um discurso unilateral, falando de um ou dois pontos doutrinários de forma insistente, ou aproveitam para semear dúvida na mente das pessoas. A história do povo de Deus mostra que sempre houve esse tipo de pessoas. Qual foi o resultado? Crises, agitação, divisão, dor e apostasia. Isso vem do Consolador? Com certeza, não. No fim, esses movimentos ficam pelo caminho. Seus líderes desaparecem e abandonam seus seguidores, muitos dos quais não conseguem se refazer espiritualmente. A Igreja, porém, avança firme. Mesmo frágil e defeituosa, ela é mantida pelo Senhor. No entanto, quanto mais perto da volta de Cristo, mais fortes, frequentes e insistentes serão esses movimentos. Essa é uma terrível estratégia do inimigo. Ellen White adverte: “Se Satanás não consegue prender as pessoas no gelo da indiferença, ele procurará impeli-las para o fogo do fanatismo” (Mente Caráter e Personalidade, v. 1, p. 38). A falta de equilíbrio sempre demonstra falta de Deus. Nestes últimos dias, precisamos nos unir ao redor da verdade e da missão, mas sempre no espírito do Consolador e não usando as armas do acusador.


 

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