Meditação da Mulher

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Sábado – 29 de setembro

Jesus me ama

Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Por isso não temeremos, […] ainda que estrondem as suas [da terra] águas turbulentas. Salmo 46:1-3

Todas nós encontramos águas turbulentas em algum momento. Elas ameaçam nos puxar para baixo e nos afogar. (Então, seja cortês com seus companheiros de viagem, pois você não sabe que torrente impetuosa eles estão tentando atravessar!) Sua água turbulenta pode ser o diagnóstico de um câncer. Talvez a morte tenha levado embora um querido seu. Um emprego perdido, ou um filho que se perdeu para as drogas. Ou relacionamentos rompidos. Olhamos para todos os lados e vemos mais água do que terra seca.

Meu rio particular me varreu numa manhã perfeitamente calma, sem nuvens. Traída. Não amada. Aterrorizada. Quis correr para longe! Decidi trabalhar com a máquina de cortar grama, desejando que seu ruído afogasse os sons de desespero que meus ouvidos não suportavam escutar. Sozinha! Minha mente bradava. Aos poucos, a palpitação do motor começou a soar numa cadência diferente. Não, sozinha não! Jesus me ama! Comecei a cantar, com voz trêmula a princípio, depois aumentando o volume e a força a cada volta em torno do Quinta l, até me ouvir bradando: “Sim, Cristo me ama! A Bíblia assim me diz!”

“Estou com você”, Ele prometeu. “Você pode enfrentar essa dureza. Não tema.” Exausta, como no chão da caverna de Elias, a calma por fim levou embora a ira, com a certeza de Seu poder para proteger e salvar.

“Quando passares pelas águas Eu serei contigo”, Ele prometeu. Talvez seja um Mar Vermelho, e Ele vai emparedar as ondas agitadas, empilhando as preocupações suficientemente perto para serem tocadas, mas sem que elas mesmas nos toquem; abrindo caminho e andando no próprio leito do mar.

O passar dos anos me fez ver que a outra parte também tinha um rio para atravessar, e o amor incomparável de Deus certamente foi tão grande para com ele como o foi para comigo. O braço forte de Deus, de misericórdia e graça, envolveu-o com tanto carinho como envolveu a mim. A agonia do Seu filho na cruz foi por ele, assim como foi por mim. Talvez, naquele lugar melhor, eu chegue a entender tudo, assim como nosso filho de quatro anos de idade, lutando para ver sentido naquilo que não tem sentido: “Pode ser que, quando a gente chegar ao Céu, o papai vai nos ver e vai dizer: ‘Oi, mamãe e crianças! Venham aqui!’” Pode ser.

Jeannette Busby Johnson


Sexta-feira – 28 de setembro

Bênção dupla

E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19, ARA

“Onde posso ter colocado isso? Como pode ter sumido?” Eu me fazia essas perguntas enquanto a frustração aumentava.

Professora do ensino fundamental, nascida surda de um ouvido e com perda parcial no outro, eu precisava do meu aparelho de audição. Não o encontrava, e tinha que ir trabalhar. Esquadrinhei a casa toda como um detetive, em busca de alguma pista que me fizesse encontrá-lo, mas sem resultado. Peguei um aparelho antigo que eu ainda guardava e fui à escola. Ele não se encaixou bem e tinha menos potência que o atual, mas teria que servir.

Depois de orar e procurar por dez dias, sem sucesso, resignei-me ao fato de adquirir um novo aparelho.

No dia seguinte, depois das aulas, fui consultar Elizabeth, a audiologista que me vendeu o aparelho. Quando entrei no consultório, várias pessoas estavam lá, comemorando o aniversário dela. Por acaso, era o meu aniversário também, e elas me convidaram a participar. Depois de algum tempo, as visitas saíram, e Elizabeth e eu ficamos sozinhas.

Contei a ela sobre a perda do meu aparelho e disse que precisava encomendar um novo. Elizabeth me avisou que a empresa me cobraria uma taxa de setenta e cinco dólares se eu cancelasse a encomenda. E acrescentou: “Sinto muito, mas não tenho controle sobre essa parte”. Eu disse que entendia. Como não tinha outras opções, eu lhe disse que podia confirmar a encomenda.

Agradecida por conseguir um novo aparelho, voltei para casa. O jantar era o item seguinte naquele dia. Tirei um rolo de folha de alumínio para forrar uma panela. Quando comecei a rasgar um pedaço da folha do rolo, saltou dali meu aparelho de audição! Mal pude acreditar! Não consegui imaginar como ele teria ido parar ali.

Agradeci muito ao Senhor e telefonei para Elizabeth na manhã seguinte. Quando lhe perguntei sobre a taxa de cancelamento, ela me disse que, como eu havia feito a encomenda no fim do dia, o pedido ainda não tinha sido enviado. Portanto, não haveria taxa a ser paga.

Dei graças ao Senhor novamente, dessa vez, pela bênção dupla com a qual Ele supriu minha necessidade.

Márcia Mollenkopf


Quinta-feira – 27 de setembro

Não sabemos a hora

Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá. Mateus 24:44, ARA

Nasci depois da Segunda Guerra Mundial, o que significa que sou suficientemente jovem para ter testemunhado uma onda de avanços tecnológicos, e velha o suficiente para ter dificuldade em me manter atualizada com relação a eles. Vi o telefone passar do sistema de discagem com o dedo para um smartphone. A correspondência escrita vinha na forma de uma carta ou telegrama postal, mas agora o Facebook e o e-mail nos alcançam pelo toque de um comando. Sim, o mundo se move a uma razoável velocidade com todas essas maravilhas da alta tecnologia que nos seduzem.

Existem algumas coisas que não conheci enquanto me transformava em adulta, as quais considero perturbadoras hoje: um declínio espiritual significativo no mundo, por exemplo. Raramente ouvia falar em homicídios. Não sentia medo de ir à escola ou ao trabalho porque alguém poderia carregar uma arma para matar pessoas inocentes. Furacões e tornados eram conhecidos, mas tsunamis, aquecimento global e vórtices polares eram conceitos desconhecidos para mim! Embora a Bíblia mencione terremotos e fomes, a devastação global nos últimos anos é incalculável. O próprio mal no coração humano é tão evidente que terrorismo é uma palavra comum em todo o mundo.

Todos esses eventos e mudanças me levam à conclusão de que a Segunda vinda de Jesus se aproxima. As pessoas caracterizam esses eventos mundiais como comuns, que não refletem, necessariamente, o fim do tempo. “Devido ao avanço da tecnologia”, dizem elas, “o que acontece é que simplesmente tomamos mais conhecimento de crimes e desastres.” Jesus, porém, disse: “E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. […] E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:12, 14, ARA). Ele também advertiu em relação a guerras e rumores de guerras, fomes, pestes e terremotos. Sinais, disse Ele, do Seu retorno.

Isso tem um som deprimente? Isso lhe causa medo? Não deveria! Jesus promete um lugar melhor, chamado Céu, com vida eterna. Nessa promessa, podemos encontrar conforto. Nós, cristãos, fomos comissionados a partilhar as boas-novas e a participar da comemoração celestial da “volta para casa”.

Pai do Céu, ajuda-nos a permanecer fiéis e a conservar o foco da nossa esperança em Ti, a fim de que estejamos prontas para o Teu retorno.

Evelyn Greenwade Boltwood


Quarta-feira – 26 de setembro

Devemos orar

Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. 2 Crônicas 7:14, ARA

Aoração é um privilégio. Não é apenas um privilégio; mas, para o povo de Deus, também não é algo opcional. A fim de entrar no reino do Céu, precisamos orar. Para permanecermos conectadas com o poder divino, devemos orar. Para convidar o Senhor a participar da nossa vida e circunstâncias, precisamos orar. Antes de orar, porém, devemos ter humildade.

Se estivermos passando por tempos bons ou por dificuldades na vida, nossa reação deve ser de oração e fé. Pois, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6), e uma oração sem fé é ineficaz. A Palavra de Deus diz: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16). Portanto ambas, a justiça e a fé, são essenciais para se obter resposta à oração.

Devemos orar pelo Espírito Santo e pela chuva serôdia. Devemos orar por nós mesmas, nossa família, nossos amigos, vizinhos, colegas e inimigos. Devemos orar pelas filhas e pelos filhos pródigos que se afastaram da companhia do Salvador. Devemos orar para que voltem aos braços de Jesus.

Devemos orar pelos líderes de cada uma das grandes nações, entendendo que elas só permanecerão grandes enquanto honrarem a Deus. Se honrarmos a Deus, Ele nos honrará e responderá às nossas orações. Amoravelmente, Ele expôs o processo de sete passos da oração, como se vê no texto de hoje.

Os passos são: (1) humildade, porque ela precede a oração; (2) oração, porque ela nos leva a buscar a Deus; e (3) buscar a Deus, porque Ele nos afasta da impiedade. (4) Deus ouve nossas orações. (5) Ele perdoa nosso pecado. Por fim, (6) Ele sara nossa terra. Se a terra não é curada ou restaurada, talvez seja porque (7) precisamos voltar a nos humilhar e nos unir em oração fervorosa.

As pressões da vida não nos devem trincar; também não devemos nos distrair com os cuidados deste mundo; precisamos ser vigilantes. A única maneira de fazermos isso e sermos bem-sucedidas é a seguinte: como lemos na paráfrase A Mensagem: “Sejam alegres, em qualquer situação; orem o tempo todo; deem graças a Deus, não importa o que aconteça. É como Deus quer que vocês, que pertencem a Cristo Jesus, vivam neste mundo” (1 Tessalonicenses 5:16-18).

Devemos guardar a fé. Devemos trabalhar para o Mestre. Acima de tudo, devemos orar.

Tamara Brown


Terça-feira – 25 de setembro

Padrinhos de casamento

E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mateus 25:10, ARA

Meu esposo, Abe, e eu ficamos muito felizes ao sermos convidados como padrinhos do casamento de nossa sobrinha. Segundo o costume filipino, ser padrinho é uma honra e uma responsabilidade. A noiva e o noivo nos escolheram para sermos seus defensores, conselheiros e guias ao longo daquela jornada da vida sem mapa, como marido e mulher e, posteriormente, como pais. Um padrinho sábio orienta os recém-casados a buscarem também o conselho dos pais.

Quando meus pais eram convidados para ser padrinhos, sacos de mantimentos – para serem cheios de arroz como presentes para os noivos, suas famílias, padrinhos e parentes – cobriam as paredes da cozinha e da sala de jantar. Quanto maior o casamento, mais sacos eu via cobrindo as paredes. Aos poucos, dia a dia e semana a semana, esses sacos seriam enchidos com arroz à medida que a colheita chegava dos arrozais.

Assim, para o casamento que aconteceria em Maryland, decidi incrementar nosso presente em dinheiro com arroz, não só para os recém-casados, mas também para os pais dos noivos. Sei que o arroz não estraga quando conservado seco, e comprei vários sacos com antecedência. Planejei o arroz como surpresa para todos aqueles que, potencialmente, receberiam presentes. Comprei os sacos de arroz e os carreguei na van, sem dizer nada para Abe a respeito deles. Ele poderia não entender a tradição de dar arroz como presente. Eu queria estar preparada, caso algo acontecesse comigo antes do dia da cerimônia.

Essa preparação para o casamento me fez pensar, de repente, nas dez virgens em Mateus 25:1 e 2: “Então, o reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes” (ARA). Pensei: Acho melhor contar a Abe o meu plano quanto aos sacos de arroz na van, para que ele não os distribua entre amigos ou os coloque na garagem, expostos à umidade ou água da chuva. Não quero me apresentar aos noivos sem um presente – assim como não quero ser encontrada sem azeite em minha lâmpada, à semelhança das cinco virgens néscias. Quero ser uma digna madrinha para o Noivo celestial.

Falemos a outras pessoas sobre Jesus, para que estejam prontas quando Ele nos chamar à festa das bodas.

Rose Eva Bana Constantino


Segunda-feira – 24 de setembro

Reunião

Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. 1 Tessalonicenses 4:16, 17

Não faz muito tempo, ajudei a organizar o almoço do quadragésimo encontro da minha turma do Ensino Médio. Foi maravilhoso nos reunirmos outra vez após todos esses anos. Em particular, foi fascinante ter a oportunidade de saber algo sobre as jornadas da vida de antigos colegas – a carreira e os interesses que desenvolveram, a família que eles formaram e as metas que conquistaram.

As conversas se prolongaram além do tempo em que nosso grupo devia desocupar o local do almoço, e por sorte ninguém apareceu para nos dispersar. Quando, por fim, o restaurante fechou as portas, nós nos dirigimos ao saguão de um hotel próximo, onde alguns do grupo estavam hospedados. Conversamos por várias horas ainda; então, logo chegou o momento de nos separarmos. Infelizmente, um dos colegas que havia participado do encontro naquele dia desmaiou inesperadamente e faleceu apenas algumas semanas depois; um duro lembrete sobre a fragilidade da vida.

Algumas despedidas são mais previsíveis, embora não menos indesejáveis. Recentemente, meus pais se alegraram com a visita de amigos de longa data que haviam se mudado para os Estados Unidos muitos anos antes, e com os quais mantinham contato regular. Agora, na faixa dos oitenta anos, esses amigos haviam embarcado no longo voo até Sydney, sabendo que aquela seria, quase certamente, a última oportunidade de encontrarem amigos e familiares na Austrália. Na verdade, suas palavras de despedida foram: “A gente se vê no Céu!”

Que bênção é saber que Jesus está organizando a maior de todas as reuniões – uma para a qual todos estamos convidados. Um encontro que não mais envolverá separação daqueles que nos são tão queridos. Uma ocasião em que veremos nosso Salvador face a face e, por fim, compreenderemos plenamente nossa jornada pela vida e veremos como os planos de Deus para nós se desdobraram.

Indiscutivelmente, planejo estar lá. Espero que você também aceite o convite!

Jennifer M. Baldwin


Domingo – 23 de setembro

Hospitalidade

Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação. 1 Pedro 4:9

Recentemente, o pastor da minha igreja falou à congregação sobre hospitalidade. Depois de cada ilustração, ele dizia: “Você está praticando a hospitalidade?”

Para muitos de nós, era uma pergunta embaraçosa. Havia silêncio; ninguém ousava dizer: “Sim, estou.”

A repetida pergunta do pastor me fez lembrar da hospitalidade estendida a estranhos por meu filho Micky, então com sete anos de idade.

Num dia quente, cansada de corrigir provas, deitei-me no sofá para descansar um pouco. Logo a seguir, caí no sono.

Um casal chamou ao portão. Micky, que brincava lá fora, convidou-os para entrar. Ele os deixou muito à vontade, pedindo que se assentassem. Ele me sacudiu, mas meu sono era pesado. Talvez ele estivesse nervoso ao receber os visitantes sozinho, mas lhes ofereceu suco. Posteriormente, contaram-me que Micky fez várias perguntas ao casal. Ele falava como um garoto crescido.

De repente, abri os olhos e vi um casal sentado no sofá, com copos de suco nas mãos. Fiquei aturdida. Não sabia quem eram aquelas pessoas. Os estranhos, porém, estavam, obviamente, gostando da conversa com meu filho.

Sentei-me de imediato. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, meu filho disse: “Mamãe, esse titio e a titia moram em nossa comunidade. Eu vejo eles todos os dias, quando ando de bicicleta.”

O casal se pôs em pé e disse: “Oi, irmã! Que filho querido você tem! Apreciamos a hospitalidade dele.” E relataram o cenário todo para mim. Em resposta, sorri para eles. Eles disseram: “Somos novos nesta comunidade. Estamos tentando fazer amizades e é por isso que estamos aqui na sua casa.” Dali em diante, eles se tornaram nossos amigos chegados.

Eu me descontraí e fiquei feliz por saber que meu filho havia sido hospitaleiro com desconhecidos. Hoje, ele está casado e continua sendo hospitaleiro. Louvo a Deus por ele.

Na Bíblia, vemos que Abraão também ofereceu hospitalidade a estranhos – sem saber que eram anjos. A Bíblia ensina a importância de sermos hospitaleiros.

Sejamos mutuamente hospitaleiros e desfrutemos as bênçãos de Deus ao longo desse processo.

Premila Masih


Sábado – 22 de setembro

Surpresas do nosso Pai celestial

Confiam no Senhor os que temem o Senhor; Ele é o seu amparo e o seu escudo. Salmo 115:11, ARA

Um forte terremoto, em setembro de 2010, destruiu boa parte do centro da cidade de Christchurch, Nova Zelândia, e alguns dos seus magníficos prédios históricos tiveram que ser demolidos. Muitos moradores recorreram a sanitários improvisados no Quinta l, moraram em barracas, esperaram que suas casas fossem inspecionadas e tentaram voltar a uma vida normal, na medida do possível. Enquanto continuavam os tremores, a frustração, a raiva, a dor e o sofrimento se combinavam, cansando os nervos e esgotando a paciência.

Ninguém esperava o que viria pela frente. Outro grande terremoto sacudiu Christchurch em fevereiro de 2011, acabando com a confiança e a esperança, e mergulhando as pessoas no desespero. Dois outros fortes tremores, medindo 5.9 e 6.4 na escala Richter, abalaram a cidade novamente em junho, estilhaçando toda esperança que houvesse restado.

Não foi necessário lidar apenas com a perda material, mas também com a emocional, psicológica e financeira. Incapazes de se ajudarem, as pessoas se voltaram ao governo em busca de respostas. Por mais que o ministro de Canterbury, responsável pela recuperação pós-terremoto, quisesse dar respostas, ele não podia, porque não tinha conhecimento sobre o amanhã. Como poderia ter?

Ao dirigir de volta para casa, usar o controle remoto para abrir a garagem e ligar a calefação, dei-me conta de que todas essas coisas eram bênçãos que eu julgara serem uma realidade à qual eu tinha direito automático. Eu tinha energia elétrica, uma casa que permanecia intacta, aquecimento para me manter confortável durante o inverno e estradas decentes nas quais dirigir. Cuidando das minhas tarefas da noite, comecei a contar as bênçãos – eram muitas. Bênçãos que eu havia considerado direitos inquestionáveis até ali. Agora, ao viver cada dia, lembro-me das muitas bênçãos ao meu redor e louvo a Deus por me abrir os olhos diante delas.

Há um bocado de tremores e choques secundários que continuam abalando as pessoas em Christchurch. Ninguém sabe o que lhes reserva o futuro, e nenhum de nós chegará a saber; contudo, podemos descansar por sabermos quem controla o futuro.

Louvado seja Deus pela segurança que temos Nele!

Grace Paulson


Sexta-feira – 21 de setembro

Tremenda responsabilidade

Durante o dia, o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite. A coluna de nuvem não se afastava do povo de dia, nem a coluna de fogo, de noite. Êxodo 13:21, 22

Alguns anos atrás, foi-me confiada a responsabilidade de iniciar uma carreira. Ao assumir o cargo, reconheci minha incapacidade, ineficiência e falta de conhecimento para realizar o trabalho, a despeito de minha disponibilidade. Assim, humildemente, fui para o meu apartamento, coloquei-me de joelhos e me inclinei diante do meu Pai celestial. Entreguei a vida e a vontade ao Senhor, pedi uma renovada consagração da minha vida e a orientação de Deus para o trabalho. Gradualmente, as minhas tarefas se tornaram mais claras e desenvolvi um programa de trabalho. Apreciei plenamente o tempo que passei naquela função e senti a mão de Deus em ação por meio dos muitos desdobramentos, da maturidade e dos resultados de nossos esforços.

Aquela foi uma tremenda responsabilidade da qual jamais me esquecerei, mesmo que quisesse, porque ainda vejo os frutos da dedicação e do trabalho árduo, frutos para os quais busquei o auxílio e a direção do Senhor a cada dia.

Algumas tarefas são mais desafiadoras que outras, e algumas podem parecer grandes demais, até chegarmos a perceber que temos o conhecimento e a capacidade de fazer a obra. Também podemos nos sentir sobrecarregadas por outras tarefas e sentir alívio somente quando as colocamos aos pés da cruz, pedindo a direção de Deus. É fácil nos deixarmos levar pelo eu quando achamos que estamos sendo bem-sucedidas; porém, quando nos mantemos fiéis a Deus e permanecemos aos pés de Jesus, o resultado é o equilíbrio em nossas responsabilidades. Contar com o envolvimento do Senhor nos dá satisfação, e podemos descansar confiantes porque os frutos de nosso labor estão sob Seu cuidado.

Pode surgir também uma pressão adicional quando temos consciência dos comentários e atos de outras pessoas em relação ao nosso trabalho. Então nos enredamos em nosso desejo de agradar. Nessas ocasiões, nós nos esquecemos muito facilmente de nossa educação e capacidade, e nos sentimos assoberbadas. O foco naquilo que desejamos alcançar e no nosso relacionamento com o Senhor é muito importante e deve ser o centro de nossas metas. Nosso Pai nos dá a oportunidade de assumir e delegar responsabilidades. Oro para que Deus nos conceda a sabedoria de ir a Ele quando estivermos diante de tremendas responsabilidades.

Elizabeth Ida Cain


Quinta-feira – 20 de setembro

Abençoada perspectiva

Como são felizes os que em Ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração! Salmo 84:5

Dirigindo de volta para casa, enquanto meu filhinho Dakota ocupava o assento traseiro do carro, que para nós era novo, minha mente corria de um pensamento estressante para outro.

Era março, um mês que, em nosso caso, trazia mais despesas que dezembro. Metade das pessoas da nossa família faz aniversário em março, e é nessa época que tiramos férias, geralmente. Naquele ano, tínhamos acabado de esvaziar nossas economias para comprar um veículo. E, como se não bastasse, as coisas no trabalho estavam muito agitadas.

“Mamãe”, Dakota inocentemente interrompeu meus pensamentos. “Eu queria orar a Jesus para agradecer por este carro.”

Foi então que percebi que todas as coisas que me haviam estressado eram, na verdade, as coisas pelas quais eu devia ser grata! Era realmente uma bênção ter, por fim, um segundo carro. Eu era abençoada por ter um emprego, um lar e uma família. Também era abençoada por poder gozar férias regularmente. O mais importante: era abençoada por todos os familiares cujo aniversário comemoraríamos naquele mês, sendo um deles o meu precioso filho.

Ao longo dos anos, tenho apreciado a lição que meu filho me ensinou naquele dia. Ele me fez pensar que cada situação na vida pode ser vista de duas maneiras: através das lentes da preocupação ou das lentes da gratidão. Alguns dizem que não deveríamos usar a palavra “abençoada” com referência às coisas boas em nossa vida, porque isso deixa implícito que os desfavorecidos não são tão abençoados por Deus. Eu discordo. Hoje tenho menos do que no dia em que aprendi aquela lição de gratidão. No entanto, eu ousaria dizer que sou ainda mais abençoada agora do que era na época. Não tenho mais saúde para trabalhar em tempo integral, mas sou abençoada porque as necessidades continuam sendo supridas, mesmo com a redução das nossas entradas. As férias podem ser mais simples, nossos presentes de aniversário menores (ou mais criativos) e nossos automóveis, provavelmente, não sejam substituídos a curto prazo. Contudo, somos abençoados por ainda passarmos tempo juntos como família, pelos aniversários a comemorar e pelos carros que continuam andando.

Afinal, as bênçãos não devem ser medidas pelo valor monetário do presente, mas pela gratidão de quem o recebe.

Lori Futcher


Quarta-feira – 19 de setembro

Tempo aceitável

O Senhor Deus diz ao Seu povo: “Quando chegar o tempo de mostrar a Minha bondade, Eu responderei ao seu pedido.” Isaías 49:8, NTLH

Pouco antes de minha graduação na universidade, orei a Deus para que me arranjasse um emprego, o quanto antes. Eu me apavorava diante da ideia de ficar desempregada. Uma amiga me ligou na semana seguinte à graduação para me informar sobre uma vaga de emprego. Fui contratada. Por fim, um emprego e um salário há muito tempo aguardados! Contudo, o emprego se revelou um desafio, desde o início. Durante a entrevista, perguntaram-me sobre minhas crenças religiosas e os efeitos que poderiam ter sobre meu horário de trabalho. O entrevistador me garantiu que minhas crenças seriam respeitadas. Depois de ter sido contratada, porém, o supervisor me pressionava constantemente para que eu mudasse minha posição. O ambiente de trabalho se tornou extremamente desconfortável por causa de minhas impopulares crenças cristãs.

Por fim, o inevitável aconteceu. Fui demitida e, por consequência, fiquei arrasada. Onde está Deus no meio disso tudo? Entretanto, Deus me fez lembrar do testemunho cristão que Ele me permitira revelar no emprego: “Eu dou vida a você e o uso para reconciliar o povo comigo” (Isaías 49:8, A Mensagem). Senti paz ao saber que Deus me havia usado. Tive fé que logo teria outro emprego.

A despeito dos meus melhores esforços, vários meses de desemprego seguiram minha demissão. Aqueles meses me ensinaram o que realmente significa depender de Deus. Percebi que Ele me segurava na palma de Suas mãos. O tempo passado com meus pais, em casa, me deu a oportunidade de fazer trabalho voluntário, o que acabou sendo uma verdadeira bênção. Durante aquele tempo em casa, descobri o estilingue do meu pai, o qual Deus usou para me ensinar uma lição objetiva. Um estilingue é usado para arremessar algo. Para que seja eficaz, a atiradeira deve ser puxada para trás. Quanto mais energia for usada para esticá-la, mais longo será o lançamento e a probabilidade de alcançar o alvo. Percebi que eu era o projétil no estilingue de Deus. Meus reveses atuais são o meio de Deus me puxar para trás enquanto me prepara para o arremesso rumo ao alvo. Não tem sido fácil, pois há dias em que pergunto a Deus: “Quando serei liberada?” Sua terna resposta é coerente: “Quando chegar o tempo…”

Caso você esteja agora em um período de retrocesso na vida, fortaleça-se com as infalíveis promessas de Deus. Ele lhe concederá o Seu favor e a lançará no Seu tempo certo.

Racquel Boswell


Terça-feira – 18 de setembro

O divino dedo que orienta

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. Romanos 8:28, ARA

Nunca me canso de observar como Deus atua na vida dos Seus filhos. Ontem conversei com minha doce amiga. O que ela contou me tocou profundamente e me levou a registrar sua história. Ela me confidenciou que teve um problema grave que a forçava a consultar uma psicóloga a fim de receber aconselhamento semanal. Embora a psicóloga a ouvisse com total atenção, um dia ela a interrompeu: “Como é que você tem tantos problemas, e mesmo assim é tão feliz?” Minha amiga explicou que tinha problemas, sim, mas Deus era o alicerce da sua vida. Cristo era a fonte de sua alegria de modo que, mesmo em meio aos problemas, sua fonte de alegria flui continuamente. Depois de mais duas consultas, minha amiga percebeu que acontecera uma dramática reversão de papéis. Em vez de a psicóloga ouvi-la, agora era ela quem ouvia enquanto a psicóloga despejava seus problemas diante de minha amiga. Em uma sessão, a psicóloga disse abruptamente: “Quero conhecer o seu Deus!” Minha amiga mencionou textos bíblicos que havia memorizado anteriormente, e a conselheira perguntou: “Como você consegue fazer isso?”

Na semana passada, quando minha amiga chegou para sua sessão de aconselhamento, a psicóloga anunciou que precisava de estudos semanais da Bíblia. Ela deseja não só conhecer o Deus da minha amiga, mas também conhecer Sua Palavra tão bem como minha amiga conhece. Assim, agora, minha querida amiga tem o privilégio de levar a essa preciosa alma o conhecimento de Deus, o Pai, e do Seu plano de salvação por intermédio de Jesus Cristo. Espero que, em breve, a psicóloga diga, assim como o eunuco etíope: “Aqui há água. Que me impede de ser batizad[a]?” (Atos 8:36).

Sim, minha amiga achou que tinha problemas que requeriam atenção. Porém, ela não tinha como saber que seus problemas seriam o barco que seu Senhor usaria para singrar um oceano de desespero a fim de resgatar uma de Suas filhas perdidas: a psicóloga.

Nosso tremendo Deus nem sempre impede que Seus filhos passem por dificuldades; em vez disso, quando confiamos Nele, Deus usa essas circunstâncias para mostrar não só a Sua glória, mas também Sua graça. Deus usou os problemas de minha amiga para mostrar Sua graça a uma pessoa machucada.

Jasmine E. Grant


Segunda-feira – 17 de setembro

A lição na lavanderia

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. Salmo 139:23, 24, ARA

Pode Jesus usar algo trivial para nos ensinar uma lição? Indiscutivelmente!

Uma das coisas que me irritam é algum lenço de papel perdido e escondido no meio da roupa. Certa vez, na lavanderia, achei que havia examinado cada peça em busca de lenços ocultos. Certa de que havia livrado as roupas de algum desastre imprevisto, dei todos os comandos para que o ciclo de lavagem começasse. Quando toda a agitação terminou, abri rapidamente a tampa a fim de transferir a carga para a secadora. Para meu desgosto, cada peça estava impregnada com os remanescentes do lenço de papel de alguém.

Cuidadosamente, eu sacudi tudo e pincei os fiapos do meio das roupas antes de jogá-las na secadora. No entanto, o papel havia ficado enredado nas fibras da roupa, dificultando a retirada de todos os indesejáveis e perturbadores fragmentos na carga inteira.

Enquanto lidava com minha tarefa, o texto do Salmo 139:23 e 24 me veio à mente. Então, orei para que Jesus sondasse minha mente. Desde aquele dia, procuro confessar algum pecado assim que ele me vem à lembrança. Devido ao incidente, convido Jesus a fazer uma inspeção completa.

Quando coloquei a última peça de roupa na secadora, naquele dia, esperei que o filtro removesse todo fragmento restante do lenço perdido.

Ao pensar nessa analogia entre minha vida e a carga de roupa para lavar, concluí que Jesus é para nós o Filtro supremo.

Quando Deus, o Pai, olha para nós por intermédio de Cristo, Ele nos vê apenas como puros e sem os “fiapos” do pecado maculando nossa beleza.

Ao terminar de secar a roupa, orei: Deus Pai, muito obrigada por Teu Filho, Jesus, que me perdoa os pecados. Sonda-me hoje para que eu me torne limpa.

Sim, a roupa saiu da secadora livre de felpas, ilustrando para mim que Jesus também pode me tornar pura.

Mesmo que meus pecados sejam como escarlata, posso me tornar branca como a neve (ver Isaías 1:18). Muito obrigada, Senhor!

Não só terminei de lavar a roupa, mas minha alma se sentiu mais leve também!

Mary Louis


Domingo – 16 de setembro

Olhos fixos no alvo

Por isso, tenham o cuidado de fazer tudo como o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou; não se desviem, nem para a direita, nem para a esquerda. Deuteronômio 5:32

Não sou fã de cavalos. Às vezes, nas férias, tento cavalgar, e isso não é ruim; mas não saio andando a cavalo todos os fins de semana. Minhas duas primeiras experiências com cavalos me ensinaram muito!

Quando eu tinha uns onze anos de idade, nossa escola organizou um evento. Naquele evento, podíamos, na prática, tentar cavalgar. Eu havia observado outras crianças fazerem a tentativa, e o cavalo parecia realmente dócil. Provavelmente, ele tivesse sido escolhido exatamente por essa razão. Assim, sendo aventureira, decidi pagar e tentar. Bem, no momento em que montei no cavalo, ele disparou na velocidade de um relâmpago. Vi uma cerca se aproximando e pensei: É isso aí. Vou cair no momento em que este cavalo tentar saltar sobre a cerca. Mas, aparentemente, o cavalo não sabia saltar, para meu grande alívio, e, de algum modo, o proprietário conseguiu manter o cavalo sob controle. Aquilo me abalou. Não havia explicação para o motivo pelo qual o cavalo tinha decolado, a não ser que ele quisesse ir para casa porque, para ele, o dia havia sido longo.

Minha Segunda experiência com um cavalo aconteceu quando eu estava em lua de mel. Meu jovem marido e eu decidimos dar uma volta por uma fazenda próxima. Muitas pessoas estavam ali naquele dia, e fomos todos emparelhados com o cavalo que os fazendeiros julgavam ser o mais compatível conosco. Montamos nos cavalos e foi aí que perdi de vista o meu esposo. O animal que eu cavalgava partiu e foi para casa, ansioso por descansar e comer alguma coisa. Fui a primeira a chegar à fazenda. Você pode imaginar o quanto aquele cavalo estava ansioso por voltar para casa. Tinha em mente uma só coisa: chegar – o mais depressa possível!

Essas experiências me fazem lembrar de um texto em Deuteronômio, no qual lemos: “Não se desviem, nem para a direita, nem para a esquerda” (5:32). Precisamos permanecer na trilha, obedecendo a Deus e não permitindo que alguém ou algo nos leve a fazer aquilo que não deveríamos. Assim como o cavalo que estava decidido a voltar para casa, nós precisamos ter a determinação de permanecer no caminho de Deus, aconteça o que acontecer.

Minha oração em favor de cada uma de nós é que permaneçamos concentradas em Deus, em Sua Palavra e em Seu propósito para nós.

Clair Sanches-Schutte


Sábado – 15 de setembro

Lições da árvore de pecã

O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração. 1 Samuel 16:7

Em uma manhã de outono, comecei a abrir nozes pecã da árvore no Quinta l. Algumas tinham cascas grossas; e outras, muito finas. As formas variavam – longa, curta, redonda. Eu procurava pecãs cujas nozes fossem carnudas, nutritivas e satisfatórias ao paladar. Nunca soube o que encontraria no interior de cada casca que quebrava. Ao abri-las, achei algumas nozes bonitas, gostosas. Outras, porém, estavam secas ou estragadas. Outras ainda não haviam chegado à plena maturidade. Umas poucas nozes tinham vermes habitando no interior. Enquanto quebrava a casca das diferentes pecãs, comecei a pensar em como ilustram vários princípios bíblicos.

Primeiro, assim como ocorre com as pecãs, não conhecemos o coração de outra pessoa simplesmente ao olhar a “casca”, o exterior. Embora tenhamos a tendência de julgar pela aparência exterior, a Bíblia diz que somente Jesus pode ver o coração. Quando nós, ao passar tempo com outros, permitirmos que Ele nos mostre suas necessidades, Ele também nos mostrará como lidar com elas.

Segundo, apenas Deus pode ver se o coração de alguém está espiritualmente seco pela falta daquela nutrição que vem pelo tempo passado com Jesus. Deus nos mostrará quais corações, ao nosso redor, estão sofrendo estiagem espiritual, com a diminuição da esperança ou da coragem. Frequentemente, Ele nos levará a encontrar palavras e maneiras de animar esses corações feridos. Podemos convidá-los a orar conosco ou a fazer parte de um grupo de estudo da Bíblia.

Terceiro, Jesus não joga fora os espiritualmente imaturos ou os corações que, aos nossos olhos, parecem estragados devido às escolhas pecaminosas do passado. Jesus sabe que, mais do que os outros, eles necessitam de aceitação, interesse, tolerância, perdão e amor. À medida que crescem ou são curados, necessitam – mais do que nunca – de nossa paciência. Tanto o crescimento quanto a cura levam tempo. Jesus gostaria que nós os tratássemos com a mesma misericórdia e graça com que Ele nos trata. Jesus não apenas vê o coração por trás da casca, mas Ele o aceita e o ama.

Senhor, ajuda-nos a ser como Tu és – alguém que não julga pela aparência, mas que é tolerante, compassivo e amoroso. Amém.

Rebecca Crittenden Lowry Banks


Sexta-feira – 14 de setembro

Se você conhecesse… – parte 2

Jesus lhe respondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você Lhe teria pedido e Ele lhe teria dado água viva”. João 4:10

Se você conhecesse… Ela sentia sede – de amor e aceitação, de pertencer a alguém, ser valorizada, ter esperança. Ali estava ela junto ao poço, ao meio-dia, tentando não apenas suprir suas necessidades, mas, pelo menos, evitar mais dor. No entanto, a resposta a tudo o que seu coração anelava estava ali, diante dela. Mas ela não percebeu. Como poderia? Deus não tinha a aparência que ela esperava que tivesse. Ela nunca havia pensado que Deus apareceria em Samaria e falaria com ela. Havia aprendido a discutir sobre o que é certo e errado, mas não aprendera a respeito de um Deus de graça e amor que busca até uma rejeitada entre os rejeitados.

Se você conhecesse… O mesmo é verdade para nós hoje. Nosso coração tem fome e sede de amor, aceitação, acolhida, esperança, coragem, propósito e alegria. Tentamos suprir nossas necessidades de muitas maneiras. Tentamos ser suficientemente esbeltas, bonitas, inteligentes, educadas, bem-sucedidas, suficientemente algo para, por fim, sentir que somos valiosas e amáveis a ponto de fazer a diferença. Embora alguns dos nossos esforços ajudem por algum tempo, nada mata a fome por completo. Se tão somente conhecêssemos a Deus, se tão somente entendêssemos o Seu carinho por nós, se tão somente acreditássemos que Ele nos amou a ponto de ter feito – e de ainda vir a fazer – qualquer coisa por nós, se soubéssemos, nós pediríamos a Ele que nos preenchesse.

Ele teria dado… Se conhecêssemos a Deus e confiássemos Nele completamente, e Lhe pedíssemos que suprisse aqueles profundos anseios do nosso coração, Ele o faria. Não talvez. Não possivelmente. Não se formos suficientemente boas. Não se correspondermos à expectativa ou se fizermos tudo certo. Se pedíssemos, Ele o faria.

De que você tem sede? Já comunicou isso a Deus? Já falou com Ele honestamente a respeito do seu coração e seus anelos? Você realmente crê que Ele a ama por completo e deseja receber você mais do que é possível imaginar?

Se você conhecesse… Ele faria isso. Escolhamos confiar em Deus e em Seu amor por nós, e crer que Nele somos amadas e valorizadas. Ele é o Deus que saiu do Seu caminho para buscar uma sedenta desprezada e transformá-la na primeira evangelista em âmbito global. Ele está em busca de você também.

Tamyra Horst


Quinta-feira – 13 de setembro

Se você conhecesse… – parte 1

Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-Me de beber, tu Lhe pedirias, e Ele te daria água viva. João 4:10, ARA

Se você conhecesse… Ela viera ao poço à hora Sexta , provavelmente em torno do meio-dia, considerando que as horas eram contadas a partir do nascer do sol. Possivelmente desejasse evitar as outras mulheres. Ir ao poço no início da manhã não era apenas a tarefa de buscar a água necessária, essencial para o dia, mas era um encontro social. As mulheres conversavam, fofocavam e a ignoravam.

Ela sabia o porquê. Todas sabiam. Ela vivia com um homem que não era seu marido. Já havia tido cinco maridos – na esperança de que um homem ficasse com ela, que a protegesse, sustentasse, fizesse com que ela se sentisse bonita e amada. Mas ela havia passado por eles, um após outro. Seu coração ainda anelava acreditar que era amada e desejada, aceita e acolhida. No entanto, a mensagem que cada relacionamento lhe deixava era de que ela simplesmente não correspondia à expectativa, que sua carência era grande demais e que seu coração era muito faminto. Ela nunca encontraria o que estava procurando.

As mulheres a viam como uma pecadora – usada e sem valor. Ninguém queria ser sua amiga. Ir ao poço pela manhã era um doloroso lembrete de quem ela era, e de como simplesmente não estava à altura. Ela via as amigas rindo e conversando, enquanto seu coração ansiava por apenas uma pessoa que a amasse, que acreditasse nela, que quisesse algo mais para ela.

Então ela vinha na metade do dia, quando se sentia segura. Ninguém estaria lá. Ninguém apontaria o dedo, cochichando. Ela não sentiria a dor de estar só, de não ser desejada.

Quando ela viu o Homem sentado junto ao poço, ficou surpresa. Ela reconheceu, pelas roupas, que Ele era judeu. O que estaria um judeu fazendo em Samaria? Os judeus evitavam Samaria como evitariam uma praga, fazendo um desvio de dois dias de viagem para não se tornarem impuros e contaminados. Entretanto, ela sabia que estaria segura. Poderia chegar, pegar água e sair. Ele não falaria com ela. Não só os homens não falavam com mulheres em público, mas Ele era um homem judeu e ela, uma mulher samaritana. Os judeus não queriam ter nada que ver com os samaritanos.

Contudo, Ele falou com ela. Deus também falará com você hoje. Faça questão de ouvir.

Tamyra Horst


Quarta-feira – 12 de setembro

Só é necessária uma centelha

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus. Mateus 5:16, ARA

Tive uma experiência esclarecedora certo dia, quando minha curiosidade me levou a uma loja de velas que eu acabara de descobrir. Fiquei por vários minutos junto à entrada da loja e absorvi a maravilhosa exposição de aromas, formas e cores.

As velas sempre me fascinaram; mas, muitas vezes, já fui repreendida porque, na verdade, nunca levei um fósforo aceso ao pavio delas depois de trazê-las para casa. Elas simplesmente são bonitas demais para serem derretidas! Mas as velas não são feitas com um propósito? Para serem acesas? Uma vela acesa libera uma fragrância especial, lançando ao seu redor um agradável brilho.

As pessoas podem ser como as velas – frias, duras, cerosas – com seu pomposo pavio apagado, inútil. À semelhança de velas que permanecem no lugar que lhes foi designado, sobre o consolo de uma lareira ou sobre uma mesa, juntando pó, algumas pessoas fazem o mesmo, levando anos até perceberem seu potencial. Então, um dia, alguém chega com uma palavra animadora ou mão prestativa e acende uma chama na alma, liberando a bondade e o talento que permaneceram aprisionados lá dentro por tanto tempo.

Mulheres, assim como acontece com velas exclusivas, vocês também são especiais! Por sua fragrância, forma, cor, sua cálida cintilação, as pessoas serão atraídas a vocês e ao Deus a quem servem. Vocês podem honrá-Lo usando o talento que Ele lhes deu para ajudar quem estiver ao seu redor.

Aprecio minhas velas ainda mais agora, após perceber que está certo acendê-las, permitindo que liberem calor, fragrância, luz e charme. Ao abrir a Palavra de Deus, encontro não apenas paz, mas também coragem e sabedoria para partilhar com quem estiver ao meu redor enquanto deixo brilhar minha luz. Então, da próxima vez em que vocês forem às compras, adquiram uma vela perfumada e deixem que ela seja outro lembrete sobre como viver a vida cristã. Façam questão de acendê-la com frequência, e deixem o amor de Deus derreter e remoldar seu coração.

Querido Pai, por favor, acende a vela da minha vida para que eu brilhe e seja uma boa testemunha Tua no meu lar, na igreja e na comunidade. Que eu seja acolhedora, fragrante e graciosa em tudo o que fizer hoje, para que o nome de Jesus seja glorificado. Amém.

Stephanie Arthur


Terça-feira – 11 de setembro

Não se preocupe

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Filipenses 4:6, 7, ARA

Vencida pela tristeza e o receio, eu estava em meu aposento e refletia sobre a cirurgia do meu pai.

Vários meses antes, minhas irmãs e eu havíamos recebido um telefonema de nossa mãe dizendo que papai estava gravemente enfermo, com rins policísticos, uma doença genética que leva à multiplicação de cistos nos rins. Deram a ele um período de dois meses durante o qual seria decidido o início da diálise ou se ele receberia um transplante de rim. Ele foi colocado em uma lista de espera de cinco anos para receber o rim de alguém que falecesse; a melhor solução, porém, seria o rim de um doador vivo. Minhas três irmãs e eu nos oferecemos para doar um rim. Depois de examinado o nosso sangue, recebemos a notícia de que todas nós tínhamos o tipo sanguíneo compatível e tínhamos três, entre seis, marcadores de DNA com características semelhantes. O último passo era fazer uma ultrassonografia dos nossos rins para ver se havíamos herdado a doença. Louvado seja o Senhor! Nenhuma de nós a apresentava. As semanas seguintes voaram enquanto mais exames eram realizados para descobrir a candidata mais viável. No meu caso, a vantagem era de cinco por cento. Fiquei emocionada! Eu poderia ajudar meu pai.

Ao aproximar-se o dia da cirurgia, eu estava no meu quarto, orando, consumida por pensamentos do tipo “E se…?” E se o sistema imunológico do meu pai rejeitar o rim? E se eu tiver complicações? E se eu não puder cantar mais?

Pensei em Jesus, clamando a Deus no Jardim do Getsêmani. Pensei em como Ele, angustiado, caíra sobre Sua face, prostrado em oração, implorando: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (Mateus 26:39). Então, senti uma paz que me cobria, porque meu Jesus conhecia minhas preocupações. Por que ficar ansiosa? Passei a amar mais a Jesus depois de contemplar o grande sacrifício que Ele fez por mim. Se Ele pôde dar Sua vida, eu poderia doar um rim e saber que Deus estaria comigo, independentemente do resultado. Graças a Deus, meu pai recebeu o rim com sucesso e hoje está curado!

Querido Deus, com ação de graças, hoje oro pedindo a Tua paz.

Margie Salcedo Rice


Segunda-feira – 10 de setembro

Santo, Santo, Santo. Amém!

Permite-me viver para que eu Te louve; e que as Tuas ordenanças me sustentem. Salmo 119:175

Joshua é o filho de nove anos de idade da minha cunhada. Quando bebê, Joshua sofreu com malária cerebral. Isso causava graves crises de convulsão. Embora sua mãe o levasse a diferentes hospitais, a condição do menino não melhorava. A mãe pediu a Deus, várias vezes, que permitisse a morte de Joshua, mas Deus permaneceu em silêncio. Então ela pediu que Deus a deixasse morrer a fim de descansar de seus fardos. Deus ainda permanecia em silêncio. Outras mulheres reclamavam que ela não conseguia controlar o comportamento de Joshua na igreja, quando ele gritava e corria pelo corredor, perturbando as pessoas. “Por que trazer uma criança como essa à igreja?”, elas perguntavam. A mãe de Joshua o levou de igreja em igreja, mas as pessoas sempre reclamavam.

Certo dia, alguns anciãos da igreja organizaram um jejum com o propósito de orar em favor de Joshua. O menino permaneceu em silêncio na igreja por três semanas consecutivas. As mulheres começaram a perguntar de novo: “Onde está aquela mãe com o menino barulhento? Já por três Sábado s que nós não a vemos. Talvez tenha levado o filho ao hospital outra vez.” A mãe de Joshua entreouviu as mulheres falando e respondeu: “Estou aqui. O Senhor realizou um milagre.”

As antigas convulsões também haviam deixado Joshua mudo – incapaz de falar. Certa manhã, porém, após as orações dos anciãos, Joshua falou em voz alta: “Mamãe!” Ele passou a noite toda chamando sua mãe e olhando para ela atentamente. Como minha cunhada louvou a Deus por esse segundo milagre! Várias vezes, pessoas não crentes a haviam abordado sugerindo que consultasse curandeiros em busca de ajuda. Ela sempre lhes dizia, firmemente: Deus sabe por que Joshua ainda está vivo, embora mudo.

Em dezembro de 2014, Joshua, com nove anos, conseguiu pronunciar uma oração: “Mtakatifu, mtakatifu, mtakatifu. Amém!” (Santo, Santo, Santo. Amém!) Até hoje, essa é a oração de Joshua todas as manhãs e todas as noites.

A mãe de Joshua sente-se grata ao Senhor pelos milagres que Ele tem realizado em favor de seu filho. Sua fé e confiança são fortes, e ela crê que um dia Joshua falará.

Sim, o Grande Médico, o amorável Jesus, atua em favor de qualquer pessoa cuja vida seja desafiadora. À semelhança da mãe de Joshua, nós também podemos confiar no auxílio Dele e glorificar Seu nome.

Debbie Maloba


Domingo – 9 de setembro

Mulheres missionárias

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias. Provérbios 31:10, ARA

Muitas mulheres já sacrificaram muitas coisas para viajar para longe do seu lar e dos familiares e se aventurar em lugares desconhecidos, servindo como missionárias com seus jovens esposos. Em lugares remotos, cuidaram de enfermos, fizeram o parto de bebês e ensinaram um grande número de crianças. Aprenderam a ser agricultoras e horticultoras, a fim de terem alimento suficiente para seus filhos. Outras chegaram a ajudar a construir a casa ou a pilotar o barco missionário por entre agudos recifes. Muitas caminharam longas distâncias em trilhas estreitas, com seu bebê nos braços.

Uma jovem mulher deixou seus pais no seguro lar da família e, com o bebê, viajou para encontrar o esposo que os esperava numa ilha remota no Pacífico. Viajaram num velho caminhão até o planalto. Lá, ela foi apresentada ao seu novo lar – uma construção de bambu e grama, apoiada por troncos. Cuidadosamente entrou na casa e colocou seus estimados e poucos presentes de casamento em uma prateleira da área de estar. Deitou gentilmente a menininha no berço que seu esposo havia feito. O jovem casal cuidou das dezenas de enfermos. Faziam curativos nos ferimentos, suturavam carnes rasgadas, tratavam leprosos e contavam histórias sobre Jesus e Sua breve volta.

Em uma noite escura e fria, uma centelha do fogão voou para a cobertura de palha e a consumiu em chamas. Instantaneamente, a casa se tornou um inferno, enquanto labaredas vermelhas enchiam o céu. O esposo gritou. A mãe fugiu da casa, mas o bebê ainda continuava no berço onde havia sido colocado. O pai agarrou o bebê e o lançou pela janela para os vizinhos, que tinham ouvido o grito e ali esperavam. Aquela esposa missionária nunca mais foi a mesma. Naquele incêndio, ela perdeu todas as preciosas posses e algo do seu espírito aventureiro, e quase perdeu seu bebê.

Ela viveu naquela ilha por mais de vinte anos, fazendo partos, apoiando seu esposo e recebendo pouco reconhecimento. No entanto, Deus conhecia o seu coração. O Senhor também sabe exatamente onde ela repousa, aguardando que Ele venha. Quero encontrá-la no dia da ressurreição, com as muitas outras mulheres missionárias de valor que viveram e se sacrificaram tanto.

Deus chama cada uma de nós para sermos mulheres de valor em nosso campo missionário exclusivo.

Joy Butler


Sábado – 8 de setembro

Tomou seu remédio?

O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Provérbios 17:22, ARA

“Vovó, tomou seu remédio hoje?” Meu neto de quatro anos de idade me fez a pergunta, certa manhã. Por causa dessa pergunta, agora sempre sorrio toda vez que vejo alguém tomando seus comprimidos. Pensar sobre essa pergunta singela me traz à mente coisas que nunca considerei antes.

Primeira: a pergunta me diz que ele é esperto – independentemente do que possa pensar a vovó coruja. Também mostra sua preocupação com o meu bem-estar. Ele sabe que tenho problemas para evitar resfriados e, embora não entenda ainda as razões médicas para tomar a medicação, ele parece ter certeza de que tomá-la vai me ajudar.

Segunda : essa pergunta demonstra o poder da propaganda. Obviamente, a criança ouve os comerciais que, com frequência, fazem estardalhaço no rádio e na televisão e internalizam esse discurso.

Terceiro: sua pergunta também me diz que ele está aplicando minhas necessidades àquilo que ele já viu ou ouviu. Agora, toda vez que me dirijo ao lugar onde estão guardadas as pílulas, ele me faz um gentil lembrete de cuidar da minha saúde.

Pensar sobre a pergunta do meu neto me faz lembrar de algo mais que preciso fazer, a cada dia, para ter saúdeespiritual: louvar a Deus por Suas bênçãos sobre a minha vida. Sei que começar e terminar o dia com uma nota de louvor e gratidão pode, verdadeiramente, prolongar a vida de uma pessoa e ajudá-la a permanecer saudável. Talvez seja por isso que agora cantarolo louvores o tempo todo. Fiquei sabendo que pessoas agradecidas têm mais resistência a enfermidades comuns e melhor bem-estar físico e mental. Salomão, o homem mais sábio que já andou na Terra, escreveu: “O coração alegre é bom remédio” (Provérbios 17:22, ARA). E louvar a Deus faz com que eu me sinta alegre.

O lembrete do meu neto me ajuda, também, a recordar que minhas palavras devem levar aqueles que me rodeiam a ter melhor saúde espiritual (Provérbios 12:6). Anseio por aquela terra do porvir, onde ninguém precisará perguntar: “Você tomou seu remédio?” Anelo andar pelos terapêuticos jardins celestiais (Apocalipse 22:2).

Médico dos médicos, Tu és o meu Deus! Já me ajudaste e protegeste no passado. Ajuda-me a escolher palavras que dão vida e anunciam cura às nações. Graças Te dou, ó Deus, porque os justos viverão para sempre e Te servirão no Céu.

Nelly Thomas


Sexta-feira – 7 de setembro

Fruto do Espírito

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Gálatas 5:22, 23, ARA

No meu país é cultivada uma variedade de frutas. Gosto de comparar esses tipos de frutas deliciosas e nutritivas com o fruto do Espírito.

Amor. Para mim, a nutritiva maçã representa o amor. O amor pelos outros manifesta-se na bondade. A Bíblia diz: “Porque todo o que tocar em vocês toca na menina dos olhos Dele” (Zacarias 2:8).

Alegria. A manga, repleta do ferro que fortalece o corpo, me faz lembrar da alegria. Que deliciosa, suculenta e encorpada fruta é a manga! “Porque a alegria do Senhor os fortalecerá” (Neemias 8:10).

Paz. A banana, carregada de magnésio, com seu sabor distinto, me faz lembrar de relações harmoniosas, um produto da paz. Amo bananas. Elas contribuem para um sono profundo. “Em paz me deito e logo adormeço, pois só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança” (Salmo 4:8).

Longanimidade. Os moranguinhos, cheios de vitamina C, chegam até nós pelos esforços de muitos que cultivam as plantações de morango recebendo um salário mínimo. Os trabalhadores suportam as dificuldades com paciência e realizam seu trabalho de doer as costas sob um sol ardente. Nós também devemos ser pacientes: “Sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor” (Efésios 4:2).

Benignidade. Os figos, doces e suculentos representam o atributo da benignidade. Ela produz compaixão e consideração para com os outros. “Quem cuida de uma figueira comerá de seu fruto” (Provérbios 27:18).

Bondade. O kiwi, pequeno fruto com alta concentração de vitamina C e sabor especial, me faz lembrar da generosidade e bondade de Deus para conosco, até mesmo nas menores bênçãos – que devemos partilhar com outros. “A bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida” (Salmo 23:6).

Fidelidade. Uma confiante crença na sólida verdade me faz lembrar do robusto abacaxi. “O justo viverá pela sua fé” (Habacuque 2:4, ARA).

Mansidão. “Lembramo-nos […] dos pepinos, das melancias”, reclamaram os israelitas a Moisés, que era conhecido por ser manso diante de Deus (Números 11:5).

Domínio próprio. Uvas doces e seu suco podem se transformar em vinho. “Todo atleta em tudo se domina” (1 Coríntios 9:25, ARA).

Que nossa vida também revele o fruto do Espírito!

Priscilla E. Adonis


Quinta-feira – 6 de setembro

A alegria de cultivar laços

Seja constante o amor fraternal. Hebreus 13:1, ARA

Minha licença anual do trabalho, em 2014, tornou-se uma experiência alegre para mim – as tão aguardadas férias para o encontro com minhas irmãs.

Havíamos estado separadas por um bom tempo. No dia 3 de maio de 2014, tivemos, finalmente, a oportunidade de estarmos juntas, graças à nossa sobrinha Annie que providenciou tudo. Ela comprou nossas passagens aéreas e de navio, pela internet, com bastante antecedência em relação à época do encontro. Embora esses meios de transporte público estivessem quase lotados, ainda havia um lugar para nós, graças à nossa sobrinha.

Graças a Deus porque tudo foi bem, com boas acomodações e os preparativos antecipados feitos para nossa visita a parentes e amigos. Encontramos colegas de escola, amigos e, o mais emocionante de tudo, cada um dos meus irmãos, sobrinhas, sobrinhos, tios e tias. Visitamos as igrejas e escolas em nossa cidade natal, ansiosas por observar o avanço da obra de Deus.

Sentimos grande alegria ao saber como Deus havia feito prosperar a obra. O tempo bom que passamos visitando os membros da igreja foi uma alegria completa para mim. Juntos, nós comemos, fomos à igreja, animamos uns aos outros e conversamos sobre o progresso da igreja que costumávamos frequentar. (No dia 21 de dezembro de 1961, minhas duas irmãs e eu havíamos sido batizadas na mesma igreja em Gabawan, Filipinas.) Havia cinquenta membros do nosso grupo lá, naquela tarde de Sábado . Para mim, foi uma alegria ver muitos rostos conhecidos na igreja; embora alguns estivessem faltando, seus filhos continuavam a servir ao Senhor em seu lugar. Todos nós aguardamos ansiosamente sua ressurreição por ocasião da volta de Cristo.

Fico na expectativa de um outro período de férias e de alegre reencontro. Não minha sobrinha, mas meu Salvador já fez os arranjos para essa jornada – o transporte, as acomodações e o itinerário. Sei que essa futura reunião será de indizível júbilo. Nós nos encontraremos com os nossos queridos no Céu para viver uma eternidade com vínculos mais profundos do que aqueles que já formamos aqui. Veremos que nossos sacrifícios financeiros e pessoais em favor da obra de Deus terão resultado em muito mais pessoas para o Reino.

Continuemos formando laços uns com os outros – no serviço e na alegria – até que Ele venha outra vez.

Evelyn G. Pelayo


Quarta-feira – 5 de setembro

Colt Magnus

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6, ARA

Ele era apenas um pontinho preto e peludo atravessando a rua. Achei que, possivelmente, eu o houvesse atropelado. Notei dois homens na esquina com uma placa: “Saco de alimento grátis e quarenta dólares por um cachorrinho.” Naquele momento, fiquei vulnerável. Sobre o assento do carro estavam as cinzas do meu cão, Parra, que eu havia acabado de levar para ser sacrificado por causa de sua idade avançada e enfermidade. Em casa, restava o único irmão de Parra, Independence Day. Mas sobravam só vinte dólares na minha carteira.

Parei para verificar se o cachorrinho estava bem, enquanto um dos homens explicou que não podiam ficar com ele. A próxima coisa de que me lembro foi que eles se afastaram do carro com meus vinte dólares. E dei a partida como a orgulhosa dona de um cãozinho novo e um saco, pela metade, de ração para cães.

Nas semanas seguintes, dei ao cachorrinho de dois meses o nome de Colt Magnus. Cerca de um ano depois, durante uma visita ao veterinário, Colt se comportou mal, tornando-se agressivo. Fiquei perplexa e conversei longamente com o veterinário. Ele achou que Colt, provavelmente, tivesse sido muito maltratado antes que eu me tornasse a sua dona. Digamos, simplesmente, que Colt revelava alguma reação social quando estranhos se aproximavam. O veterinário me perguntou o que eu planejava fazer com ele.

Atualmente, Colt é um saudável cão de quatro anos de idade, preto brilhante, com 18 quilos. Ele ainda tem alguns problemas, vez ou outra. Contudo, aprendi muita coisa ao ensiná-lo. Por exemplo, devo ter gentileza nas mãos e uma voz calma, porém firme. Se eu agir de modo abrupto ou lhe der um tapinha inesperado, ele passa a ficar com medo.

Colt já aprendeu que o fato de eu estar aborrecida significa simplesmente que ele precisa fazer algo de modo diferente. Ele sabe, agora, a diferença entre agir com raiva e agir com amor. Às vezes, eu só olho para ele e ergo uma sobrancelha. Ele se senta, pende a cabeça e parece triste por seu mau comportamento.

Esse processo de treinamento me faz pensar em nosso Pai celestial. Quando cometemos erros e O procuramos em busca de perdão, Ele, de modo amoroso e cuidadoso, nos corrige com bondade. Paciente, Ele nos mostra o que precisamos mudar. Não fala de modo ríspido e não grita; em vez disso, fala palavras de correção e orientação – com amor. Sou muito grata por esta oportunidade de aprender.

Mary E. Dunkin


Terça-feira – 4 de setembro

“Poderia Me ouvir ?

Eu o ensinarei – diz o Senhor – e mostrarei a você o caminho por onde deve andar. Eu mesmo lhe darei conselhos e o vigiarei. Salmo 32:8, BV

Era Terça -feira de manhã. Havia caído neve na noite anterior; não muita, mas o suficiente para criar um problema, já que a temperatura havia caído significativamente durante a noite, transformando a neve em gelo.

Terça -feira é um dos dias separados para a visita ao meu pai de noventa e cinco anos que mora em uma casa de repouso. Permita-me explicar: não me importo com o frio ou em sair sobre a neve caída recentemente, mas quando há gelo, não há conversa. Então, o que vou fazer hoje?, perguntei a mim mesma. Talvez visitar papai um pouco mais tarde do que costumeiramente? OK. Talvez eu faça isso. De repente, ouvi aquela Voz terna e suave, dizendo: Não vá para fora hoje. Continuei preparando o desjejum, ignorando a Voz, e dizendo: Mas a temperatura vai subir um pouco, e posso ir hoje à tarde. Outra vez, a Voz disse: Não vá para fora hoje. Sem prestar qualquer atenção à Voz, continuei planejando mentalmente o dia. Quem sabe…? Então, de súbito, a Voz veio a terceira vez, em tom mais alto e enfático: Você não Me ouviu dizer que não deve sair hoje? Dessa vez, eu prestei atenção, ri e disse: “OK, Senhor. Eu ouvi!”

Mas o que vou fazer agora? Não costumo ficar em casa às Terça s-feiras. Imediatamente, algumas tarefas domésticas me vieram à mente, e tive um dia satisfatório. Telefonei para a casa de repouso e fiquei sabendo que papai estava bem.

Na Sexta -feira à tarde, o filho da minha vizinha apareceu e perguntei: “Como vão as coisas?”

Ele respondeu: “Na Terça -feira (sim, naquela mesma Terça -feira em que fiquei dentro de casa), não percebi como havia gelo na calçada. Saí, caí e machuquei o ombro. O doutor disse que nada se quebrou, mas estou sentindo muita dor.”

Quando ele disse isso, meu pensamento foi: Muito obrigada, Senhor, porque ele não fraturou nenhum osso. E obrigada, Senhor, por me ajudar a ouvir e obedecer. Enquanto refletia sobre essa experiência, pensei em como Deus, com Seu amor e bondade, fala todos os dias para impedir que nos machuquemos – espiritual, física e emocionalmente. Entretanto, com frequência, nós não ouvimos.

Agora, minha oração diária é: Que eu seja mais disposta não apenas a Te ouvir, mas a Te obedecer, Senhor.

Estejamos atentas hoje e recebamos as instruções Daquele que sabe o que é melhor para nós.

Maureen O. Burke


Segunda-feira – 3 de setembro

“O anjo me contou”

Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos Seus mandamentos. E os Seus mandamentos não são pesados. 1 João 5:3

Temos um casal de filhos e, desde pequenos, lhes ensinamos que nossos relacionamentos deveriam ter como base a confiança uns nos outros. Não deveria haver mentiras, e eles não deveriam esconder fatos do papai e da mamãe.

À medida que foram crescendo, percebíamos que nossos filhos tinham assimilado a ideia de família que havíamos passado para eles. Não mentiam e não nos ocultavam nada.

Costumávamos dizer a eles que os anjos veem tudo, anotam tudo e, quando Jesus voltar, salvos ou não, teremos que dar conta de todos os nossos atos. Sempre que acontecia algo, eles nos contavam, trocávamos ideias dos acontecimentos, respondíamos a alguns questionamentos, fazíamos outros e assim prosseguíamos.

Então eles se tornaram adolescentes e aconteceu um episódio que nosso filho mais velho não nos contou. Tomamos conhecimento do fato, o chamamos e conversamos sobre o assunto. Lembramos que os anjos anotam tudo, e eu perguntei: “Se o seu anjo aparecesse agora diante de nós, o que ele diria sobre esse fato?”

Ele me olhou, não falou nada e, em seguida, começou a sorrir. Então disse: “Mas o anjo não vai aparecer aqui.”

“Você sabe que isso não é impossível”, eu lhe disse. “Pode acontecer se Deus quiser.”

Depois que nos contou sobre o ocorrido, conversamos e confirmamos nossos propósitos de continuar como uma família unida e feliz, sem segredos, e em busca da vida eterna.

Passado um tempo, olhando bem sério para mim, ele perguntou: “Mãe, como é que a senhora soube disso?” Respondi com um sorriso: “O anjo me contou…”

Apesar de estar brincando com ele, acredito mesmo que Deus tem muitas maneiras de Se comunicar com Seus filhos. Como sabe, ouve e vê todas as coisas, Ele pode falar conosco por meio de um texto, de um amigo, de uma forte impressão ou até mesmo de um anjo!

Tenho certeza de que meu filho nunca se esqueceu da lição, e vai levá-la com ele por toda a sua vida.

Maria José Paulino da Silva Franco


Domingo – 2 de setembro

Amor eterno

Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí. Jeremias 31:3

Nasci em uma família religiosa, mas que não frequentava muito a igreja. Lembro-me de algumas poucas reuniões, às quais minha mãe me levava. Porém, não me recordo de termos a companhia de meu pai.

Quando eu tinha seis anos, duas tias minhas começaram a frequentar um pequeno salão, onde os membros da Igreja Adventista se reuniam. Pedi para acompanhá-las e gostei muito de frequentar os cultos, apesar de minha pouca idade.

Meu amor por Jesus foi crescendo dia a dia, e, aos oito anos, desejei ser batizada. Estava convicta de que aquele era o caminho a seguir. No entanto, tive que esperar mais seis anos até que meu sonho de me tornar parte da igreja como membro ativo se realizasse. Como meus pais não eram adventistas, os pastores ponderavam que seria mais prudente aguardar até que eu mesma tivesse maturidade suficiente para enfrentar alguns problemas decorrentes dessa decisão, como faltar às aulas realizadas aos Sábado s. Nesse meio-tempo, sofri perseguição da família e, durante um ano, fui impedida pelo meu pai de frequentar a igreja.

Nunca imaginei os planos que Deus tinha para mim! Aos 16 anos, conheci um estudante de Teologia, passamos a nos corresponder por cartas, e aos 17 anos começamos a namorar. Enquanto eu cursava a faculdade de Odontologia, ele concluía o seminário e iniciava seu ministério pastoral. Após seu primeiro ano de pastorado em um distante campo de trabalho em nosso país, concluí minha faculdade e nos casamos.

Orei constantemente a Deus e busquei me preparar da melhor maneira para ser uma bênção no ministério.

Ao longo de 35 anos trabalhando em Sua causa, descobri que o que mais necessito é estar em profunda comunhão com Deus. Aprendi que, se ocorrer em algum momento de as pessoas não agirem com amor e justiça conosco, nosso Deus usará as situações mais difíceis e as transformará em bênçãos. Sei que Ele sempre vai me amparar, por mais escuro que seja o caminho e eu não consiga ver nenhuma luz no seu final. Aprendi que Sua Palavra é plenamente confiável e que Suas promessas se cumprem.

Caminhar com Cristo e aprender a confiar Nele é algo único, e você só poderá compreender isso na prática. Deixe que o amor de Cristo a atraia hoje. Não resista a esse amor eterno!

Regina Mary Silveira Nunes


Sábado – 1 de setembro

O sonho de Deus

O Senhor dos Exércitos jurou: “Certamente, como planejei, assim acontecerá, e, como pensei, assim será.” Isaías 14:24

Ao fim de maio de 2003, já com 32 anos e ainda solteira, perguntei a Deus se estava errada por confiar a escolha de um marido a Ele, sendo que alguém me disse que eu não devia deixar nas costas de Deus responsabilidades que eram minhas. No entanto, se até escolher entre dois empregos bons Deus já havia me orientado, quanto mais sobre escolher um esposo!

Naquela noite, Deus me deu um sonho muito claro do meu futuro. Não dá para descrever aqui tudo o que vi, mas acordei com a imagem nítida dos cabelos claros compridos e cacheados daquele homem que me olhava sorrindo enquanto conversávamos e brincávamos com dois meninos pequenos.

Ao longo dos anos, Deus já me revelou outros detalhes sobre isso. Já me disse que sou livre para escolher outra pessoa, se eu não quiser mais esperar. Já me disse que a pessoa também sabe disso e que não era para eu me preocupar, pois estarei exatamente naquele lugar.

Já se passaram muitos anos. A decisão de continuar esperando pelo sonho de Deus é minha. Muitas pessoas queridas já me aconselharam a esquecer isso porque o tempo está passando e, talvez, tudo tenha sido apenas um sonho. Desculpem-me todos, mas sei que não foi. Quando você passa tempo com Deus, aprende a conhecer a diferença entre a voz Dele, a sua e a de Satanás. Não dá para confundir… Ainda bem!

Hoje, enquanto ainda espero, quero lhe incentivar a esperar também pelas promessas que Deus lhe fez. Mesmo que tenham se passado décadas, não tente ajudar Deus. Ter um filho com a serva Agar ou adotar o servo Eliézer não vai cumprir a promessa de um filho. Quando a gente tenta ajudar, é só catástrofe!

Se você está orando a respeito da escolha do seu cônjuge, não confie no que os seus olhos veem. Essa é uma das decisões mais importantes da vida. É loucura escolher sozinha! Deus vai orientá-la claramente se você estiver disposta a ouvir e a esperar Nele.

Prometo escrever o restante dessa história um dia. Mas hoje, pela fé, incentivo-a a se agarrar às promessas que Deus lhe fez e esperar por elas. Ainda que demorem muitos anos, o seu “filho da promessa” virá. Não porque mereçamos, mas porque foi Deus quem prometeu!

Kênia Kopitar


SETEMBRO 2018


Sexta-feira – 31 de agosto

Para onde me ausentarei ?”

Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Salmo 139:7, ARA

Não podemos nos esconder de Deus. Não podemos escapar do Seu amor.

Você já tentou se esconder de alguém, em um esforço por evitar essa pessoa? Talvez, quando criança, você tenha tentado escapar de um castigo muito merecido, escondendo-se da mãe ou do pai. Ou talvez você se lembre de ter participado da clássica brincadeira de esconde-esconde. Podemos ter tido sucesso em nossas tentativas naquela época, mas nunca poderemos nos esconder de Deus. Não há razão para correr; não podemos escapar do Seu amor.

Essa verdade torna-se cada vez mais evidente ao esquadrinharmos as Escrituras. Nada pode nos separar do amoroso cuidado de nosso Pai celestial, nem mesmo nossos pecados, pois “Ele faz nascer o Seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45, ARA). Paulo, em Romanos 8:35, pergunta: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (ARA). Os versos 38 e 39 respondem: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Deus expressa Seu amor por nós de inúmeras maneiras. Ele envia anjos para nos proteger, ajudar, confortar, guiar e dirigir. Mas não é essa a expressão plena do Seu amor por nós.

A expressão mais completa do Seu amor se manifesta em Jesus Cristo. Deus deu Seu Filho unigênito, enquanto ainda estávamos nos nossos pecados. Ele fez isso porque nos ama. Ele fez isso para nos salvar dos nossos pecados e de nossas constantes tentativas de nos ocultar. Fez isso a fim de estar conosco para sempre (João 3:16, 17; João 14:1-3). Não é mais necessário o esconde-esconde. Ora, isso é amor!

Oh, Pai, para onde me ausentarei da Tua presença? Se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás. Se tomo as asas da alvorada e habito nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a Tua mão e Tua destra me susterá. Muito obrigada por teres enviado Jesus Cristo para me livrar dos meus pecados, para que eu viva contigo para sempre (adaptado do Salmo 139:7-10).

Tricia Wynn


Quinta-feira – 30 de agosto

Mulher de fé

Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal? Salmo 56:4, ARA

Na Bíblia, algumas mulheres não tiveram seu nome mencionado, como a viúva de Sarepta, a mulher junto ao poço e a viúva de Naim. Por isso, a mulher neste devocional será conhecida apenas como uma mulher de fé.

Minhas duas filhas e eu podemos ficar na sua casa por uns dois dias? Essa indagação me pegou de surpresa quando atendi ao telefonema. Expliquei qual era a situação da minha residência. Uma senhora da igreja estava alugando um dos meus dormitórios. O outro dormitório pequeno não seria adequado para ela e duas adolescentes. Ela me garantiu que ficariam bem e que elas trariam sacos de dormir.

Diante dela, estava a data da audiência dos procedimentos do divórcio e do direito de guarda, no fórum. Os pais e irmãos dela, bem como o seu esposo, se opuseram quando ela se uniu à igreja. Após a audiência, as meninas não voltaram com ela. Com lágrimas, ela explicou: “Elas foram levadas para morar com minha irmã antes de passarem para a guarda do pai.” Ela não tinha dinheiro para um advogado, mas orações de fé sustentaram sua defesa.

  1. K. Chesterton disse: “A esperança é o poder de ser alegre em circunstâncias que sabemos ser desesperadoras” (Heretics, p. 159). Para obter alguma renda, essa mulher de fé começou a fazer faxina em casas. Por fim, recebeu o direito de visita supervisionada mediante uma taxa. Sua família achava que ela necessitava de avaliação psiquiátrica e prosseguiu nessa direção.

Dois policiais bateram à minha porta e perguntaram pela inquilina. “Sim, ela mora aqui.” Quando a mulher de fé saiu do seu quarto, a polícia a levou em custódia. Ela perguntou: “Posso levar minha Bíblia?” Fiquei pasma e perguntei ao policial: “Como pode o senhor entrar numa residência e simplesmente levar alguém embora?” Ele me mostrou um documento que havia sido assinado por uma pessoa que me era desconhecida. Eles a algemaram e a transportaram para o centro de atendimento psiquiátrico, onde ela deveria ficar por vários dias. Em vez de se sentir deprimida, essa mulher partilhou o amor de Deus com as pessoas daquele centro.

Que faria eu em uma situação semelhante? Deus vê; Deus cuida de Seu povo, especialmente em tempos turbulentos. Devemos permanecer fiéis em cada situação desagradável que encontramos na vida.

Retha McCarty


Quarta-feira – 29 de agosto

Mentiras, mentiras e mais mentiras

Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. Salmo 71:11, ARA

Segure-se no seu assento: tenho notícias maravilhosamente restauradoras! No Salmo 71:11, os inimigos do escritor estão dizendo que Deus Se esqueceu dele, embora o escritor tenha sido fiel a Deus e, agora, seja idoso. Os inimigos do escritor também ameaçam ir e prendê-lo.

Palavras desalentadoras podem vir até de fontes familiares na vida. Às vezes, essas palavras vêm de amigos. Às vezes, vêm de membros da família. Outras vezes, nosso cérebro pode nos trair. Contudo, as palavras de inimigos frequentemente não são verdadeiras. Seu objetivo é nos desanimar e fazer com que caiamos no poço do naufrágio espiritual.

Como funciona essa tática, no nosso caso? Bem, funciona assim. Vivemos neste mundo pecaminoso, cheio de doenças, aflição, desastres e perturbações. Caminhamos por muitos anos com Aquele que mais nos ama – Deus. Então, o inimigo da nossa alma vem a nós num momento em que estamos desanimadas e diz: “Deus não deve Se importar muito com você, pois você não conseguiu aquela promoção.” Ou: “Você não foi curada quando pediu a cura. Sua oração não foi atendida. Deus a abandonou e você agora está só.”

Quanto mais longa tenha sido nossa vida cristã, tanto mais desse tipo de coisa o inimigo lança contra nós. Infelizmente, algumas vezes, chegamos quase a acreditar. Talvez agora mesmo você esteja deslizando para dentro dessa armadilha. Nesse processo, você vai se distanciando de Deus, e essas mentiras vão corroendo sua fé.

“Não fiques longe de mim, ó Deus; ó meu Deus, apressa-Te em ajudar-me” (Salmo 71:12). Ajuda-me a crer em Ti quando não obtenho aquilo que quero, quando não entendo, ou quando não sou curada. Eventos ou situações decepcionantes na vida não são um reflexo de Deus. Em vez disso, dizem respeito a viver em um mundo caído e em um planeta desgarrado.

Não caia nas mentiras do inimigo. Mesmo que sua vida não tenha sido como você planejou que fosse, Deus não a abandonou. Tudo está contribuindo para seu maior bem ou para o bem de alguém mais.

Deus não deseja ficar distante de você agora. Não se permita ficar longe Dele.

Angie Joseph


Terça-feira – 28 de agosto

Ódio, mágoa, cura e perdão

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará. Mateus 6:14, ARA

Todo mundo que eu conheço já passou pela experiência de se sentir ferido, em uma ou outra ocasião. Pode ter sido como resultado de divórcio, falecimento, tragédia, fraude, pobreza ou alguma outra causa subjacente. A mágoa como resultado de uma mentira é algo que a maioria das pessoas já experimentou. A língua é uma arma perigosa. Tiago 3:8 diz: “A língua, porém, ninguém consegue domar. É mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.” A Escritura também diz que “tudo posso Naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). Portanto, sou capaz de obter a vitória sobre todas as circunstâncias penosas por meio de Cristo Jesus.

Aprendi que, se deixo de entregar minhas aflições ao Senhor e continuo a me demorar sobre elas, eu me vejo cercada de ódio. O ódio aumenta o risco de pressão alta, derrames, ataque cardíaco e até mesmo da incidência de morte.

Enquanto fazia a faculdade de enfermagem, aprendi que, às vezes, a depressão é a raiva voltada para dentro. Tendo detectado a razão para minha raiva, com o auxílio de Deus comecei a contrariar meus pensamentos, substituindo os negativos por positivos e terapêuticos. Agora sei que o melhor tratamento para o ódio é o perdão. Em geral, a pessoa que causou a mágoa segue em frente na vida, enquanto você fica explodindo eternamente. Falo de uma experiência pessoal, ocorrida anos atrás. Dou graças porque Deus me ajudou a crescer desde então.

Independentemente dos desafios que você esteja enfrentando hoje, a paz vem à tona quando você a encontra no coração, para perdoar. Perdoar por conta própria é impossível, “mas para Deus todas as coisas são possíveis” (Mateus 19:26).

Além disso, o perdão promove a cura. Se a sua mágoa passada levou você a ficar com raiva, peça que Deus a ajude, a fim de que a mágoa e a raiva não se transformem em ódio. Ele conduzirá você por um processo de cura e, com o tempo, a situação toda será, em grande parte, apagada de sua memória. Se, por alguma razão, ocorrer uma recaída, você descobrirá que já não dói tanto. Deus pode curar completamente. Deus tem feito isso por mim, e Ele fará o mesmo por você, se você Lhe der esse privilégio.

Minha oração, hoje, é que Deus nos capacite a perdoar tantas vezes quantas forem necessárias. Assim, quando Jesus vier, poderemos entrar em um mundo sem pecado e viver nele pela eternidade.

Cora A. Walker


Segunda-feira – 27 de agosto

Como construir um altar

Ele assim fez para que todos os povos da terra saibam que a mão do Senhor é poderosa e para que vocês sempre temam o Senhor, o seu Deus. Josué 4:24

Foi outro dia empolgante para Israel. Uma geração mais jovem testemunhara a miraculosa parede de água retendo o rio Jordão, enquanto seus pais haviam visto a mesma coisa na travessia do Mar Vermelho, muitos anos antes. Certamente, como Deus havia prometido, milhares de pés caminharam através do leito do rio sobre o chão seco! Que emoção!

Deus pretendia que a geração seguinte também soubesse desse dia milagroso, e instruiu Josué a convocar um homem forte de cada tribo para carregar uma pedra enorme do meio do rio Jordão. Ali, os sacerdotes haviam permanecido, segurando a arca, enquanto os israelitas e os rebanhos passavam. Assim que os sacerdotes com a arca e os doze homens com as grandes pedras estavam seguros no lado oeste do Jordão, o rio voltou a correr.

Os israelitas acamparam em Gilgal, e ali Josué dispôs as doze pedras grandes em forma de um altar que permanecesse para o futuro. Esse recurso visual permanente ali estava para que a geração seguinte fosse inspirada com o milagre realizado por Deus para conduzir aqueles escravos, do Egito para a Terra Prometida.

Sua casa tem alguns lembretes de como Deus tem guiado sua vida, tanto para fortalecer sua fé como para dar a seus filhos algo para incentivar sua jornada de fé? Aqui estão algumas sugestões para a edificação do seu altar pessoal.

  1. Anote experiências significativas que você já teve. Relacione a sequência de eventos nos quais você pôde ver a mão de Deus e como Ele resolveu um problema específico. Ou marque importantes encontros com Deus ao ler a Bíblia. Eu leio a Bíblia com caneta e régua à mão, para sublinhar versos especiais à medida que o Espírito Santo me impressiona. É fácil lê-los de novo e ser abençoada outra vez.
  2. Escreva nomes à margem da Bíblia quando você se sentir impressionada a orar por amigos e familiares. Procure, também, objetos em sua casa que a fazem lembrar de alguma notável experiência espiritual; assim, quando limpar ou tirar o pó desses objetos, seu coração se aquecerá outra vez.

Não deixe seu “altar” escondido. Faça questão de partilhar sua jornada de fé. E cada lembrete enriquecerá sua experiência!

Roxy Hoehn


Domingo – 26 de agosto

Minha companheira de quarto

Não se turbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, Eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver. Vocês conhecem o caminho para onde vou. João 14:1-4

Oprazo final da inscrição para o retiro espiritual havia passado. Eu sabia que, ao que tudo indicava, minha saúde não me permitiria participar. No fundo, eu me apegava a um lampejo de esperança de que, de algum modo, o Senhor me possibilitasse participar.

Então o telefone tocou. A doce voz de Francy disse: “Flo, temos um quarto para você no retiro. Sua companheira de quarto será Pele Alu.” Suspirei uma oração de agradecimento. No entanto, eu ainda precisava me submeter a vários exames, que indicariam se eu teria que buscar outras opiniões médicas. Mais uma vez, isso significava que eu poderia não ir ao retiro.

A doce voz continuou: “Não se preocupe, Flo; você ficará bem.”

Restavam três semanas até o retiro. A cada dia, a doce voz telefonava, ou minha amiga me visitava em casa para me incentivar a ir. Contudo, estava marcado um exame complexo uma semana antes do retiro, e perdi toda esperança de estar presente. Enquanto isso, minha companheira de quarto, Pele, também adoeceu. Nem Pele nem eu reservamos o quarto para o retiro. Em certo sentido, estávamos erguendo uma barreira e apresentando desculpas, em vez de permitir que Deus decidisse e agisse.

Na manhã da saída para o local do retiro, aquela doce voz ligou uma vez mais, não para perguntar se eu poderia ir, mas para perguntar em qual ônibus eu queria viajar. Dessa vez não resisti, pois não tinha desculpas. Meu exame dera bom resultado; minha prima Sulueti se dispôs a ficar com meus filhos. Pele também estava disponível para ser minha companheira de quarto. Temos sido amigas íntimas desde os dias do ensino médio sem, todavia, ter a oportunidade, em vinte anos, de estarmos juntas. O retiro proporcionou essa oportunidade. Desfrutamos completamente as orações, as anotações sobre a Escritura e o companheirismo. Pensando sobre essa experiência, minha mente se volta ao nosso lar celestial. Jesus nos prometeu um aposento; já está reservado para nós, pela fé. Haverá muito espaço, muitos amigos de longa data e, o melhor de tudo: o próprio Jesus estará lá!

Fulori Sususewa Bola


Sábado – 25 de agosto

Ore pelos filhos

Levante-se, grite no meio da noite […]. Levante para Ele as mãos em favor da vida de seus filhos. Lamentações 2:19

Parecia uma típica manhã de abril na Carolina do Sul, com uma brisa morna e acariciadora e um céu azul limpo que prometiam um dia maravilhoso. Entretanto, eu sentia um toque urgente no coração. Como mãe, aprendi a sussurrar orações por meus filhos quase tão subconsciente e continuamente como era respirar. Mas agora, por razões que eu desconhecia, uma voz na alma insistia para que eu orasse ao longo do dia todo por nossa filha mais nova, Karla.

Na verdade, essa impressão ficou tão forte que solicitei a Joyce, uma irmã da igreja, guerreira da oração, para que se unisse a mim nessa intercessão.

Karla está no colégio, estudando desenho industrial, e não é incomum que ela trabalhe até tarde no estúdio. Naquela noite, ela saiu da escola depois das 23 horas para fazer o trajeto de aproximadamente trinta minutos de carro para casa. Eu já havia ido para a cama; porém, de súbito fui despertada pela voz incomumente alta e ansiosa de nosso filho, saindo pela porta do seu quarto. “Vou sair já”, disse Martin. “Mamãe, a Karla sofreu um acidente. Ela tentou ligar para você, mas você estava dormindo, e então ela me ligou”, explicou ele. “Ela está na Rodovia 170. A polícia já está a caminho. Mamãe, ela está bem. Não se preocupe.” Assim que Martin saiu de casa, liguei para Karla.

“Mamãe, eu poderia estar morta!” A voz dela soava cheia de medo.

Mais tarde, quando vi os destroços que sobraram do carro, soube exatamente o que ela quis dizer. O carro foi torcido e curvado de todos os lados. O lado do motorista ficou tão danificado que parecia quase inexistente. Mesmo assim, nossa preciosa filha saiu andando, sem nenhum arranhão. “Mamãe”, disse Martin posteriormente, “isso foi um milagre.” Antes de voltar para a cama, enviei rapidamente uma mensagem de texto para Joyce, fazendo uma resumida recapitulação dos eventos e agradecendo suas orações. Na manhã seguinte, Joyce telefonou. “Ida, ontem à noite fui para a cama; porém, por alguma razão, não conseguia cair no sono. Eu me virava e revirava, mas simplesmente não conseguia dormir”, contou ela. “Por volta das onze horas, ouvi uma voz, alta e clara: Ore por Karla mais uma vez. Fiz isso. Depois, fechei os olhos e dormi.”

A oração continua, em grande parte, um mistério para mim. Contudo, uma coisa eu sei: Deus pede que oremos, e eu continuarei orando – pela vida dos filhos Dele.

Ida T. Ronaszegi


Sexta-feira – 24 de agosto

Aparências e gotas de chocolate

Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. João 7:24, ARA

Hoje pesquisei um pouco e cheguei a uma conclusão acerca de algo em que tenho pensando por muito tempo, acerca das gotas de chocolate. (Talvez seja aí que eu perca aquelas entre vocês que desdenham do chocolate ou talvez o tenham posto de lado há muito tempo, em troca da alfarroba.) Sou exigente quanto a chocolate, tão exigente que alguém pode pensar que sou fanática. Não gosto dele muito doce, e ele deve ser fresco.

Minha filha e seus dois adolescentes chegariam para uma visita. A expectativa era que a vovó tivesse um suprimento acessível de biscoitos. Aconteceria também um aniversário, e por isso um sorvete feito em casa era uma possibilidade, que pediria uma cobertura de chocolate feita em casa. Sendo esse o caso, comprei dois pacotes de duas marcas diferentes de gotas de chocolate. Ao chegar à minha casa, abri os dois pacotes e comparei o sabor e a data de fabricação. Revelação: as gotas mais baratas, que tenho usado ao longo de anos, eram, sem dúvida, melhores do que as da marca mais cara. Pode ser que a diferença de preço tenha levado os fregueses a fugir das gotas de chocolate mais caras, mas elas não pareciam tão frescas quanto as mais baratas.

Que lição se poderia aprender com minha experiência? A embalagem, seja de gotas de chocolate, seja de pessoas, nem sempre é prova da qualidade daquilo que está por dentro. A embalagem dourada e o preço mais elevado faziam com que as gotas mais caras parecessem mais desejáveis, mas eu escolheria as outras, sem sombra de dúvida.

Minha conclusão foi esta: não julgue pela aparência exterior ou pela primeira impressão. Procure conhecer as pessoas. Dê-lhes a oportunidade de provar quem e o que elas realmente são. Ninguém espera que sejamos amigas de toda pessoa que cruzar nosso caminho, mas cada indivíduo tem valor. Tenha em mente que estamos todos juntos no mundo, esperando ajudar uns aos outros a alcançar o reino e estarmos lá, nós mesmos. Assim como apreciamos o chocolate, condescendamos com um apreço mais profundo: “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que Nele se refugia” (Salmo 34:8, ARA).

O amor de Deus não fica mofado; não perde a validade. Suas promessas são refrescantes como o orvalho da manhã sobre uma rosa que desabrocha – ou como gotas de chocolate que acabam de sair da linha de produção.

Lila Farrell Morgan


Quinta-feira – 23 de agosto

Outro dia mais perto do paraíso

Permaneçam unidos, com uma única forma de pensar, esforçando-se para levar o povo a confiar na Mensagem, nas boas notícias. Filipenses 1:27, A Mensagem

No dia 15 de março de 2013, o Espírito Santo me impulsionou a pegar o telefone e ligar para minha amiga, no décimo quinto dia de trabalho com o livro que eu estava escrevendo: Santos em Treinamento. A editora Penny Estes Wheeler me emocionou ao dizer que ficaria feliz em me ajudar no que lhe fosse possível quanto ao projeto do meu livro.

Na verdade, temos sido amigas chegadas, há mais de vinte anos. Ela já foi minha mentora, meu ombro no qual chorar e minha caixa de ressonância quando preciso desabafar! Ela tem literalmente caminhado comigo e com minha família, na jornada com nosso filho, Sonny, e seu autismo. Eu a considero uma “mãe em Israel” e uma bênção para a família da igreja. Ela desfrutou uma carreira maravilhosa como escritora e editora; e, embora oficialmente aposentada agora, Penny ainda tem o coração de uma servidora.

Um dia, a bolsa dela me “telefonou”. Lembro-me de que foi no dia 4 de setembro de 2013, em torno das 17h30. Justamente um dia antes, eu lhe havia transmitido informações atualizadas sobre o projeto do meu livro. Ela me aconselhou a melhorar a estrutura dos parágrafos. Eu estava trabalhando nisso quando o telefone tocou. Depois de nos entendermos sobre quem estava ligando para quem, ela disse que seu celular devia ter sido apertado dentro da bolsa e, subsequentemente, tocado meu número enquanto ela acabava de sair de uma reunião de oração.

Nós duas rimos. Ela mora em Maryland, nos Estados Unidos, e eu moro em Alberta, no Canadá. “Acho que nossos anjos da guarda nos conectaram por alguma razão”, eu lhe disse.

Depois de nos despedirmos, inclinei a cabeça e orei pedindo alguma ideia relacionada com o telefonema. Então me veio à mente a imagem da capa de uma história que ocorreu na Rússia. Lembrei-me de que, na ocasião, o primeiro- ministro canadense estava assistindo a reuniões na Rússia. Quando informei Penny acerca dessa ideia, oramos para que a vontade de Deus se fizesse durante aquele momento tenso na história deste mundo.

Que bênção é orar com uma amiga que crê na oração intercessora! Cada dia em que qualquer uma de nós ora é um dia mais perto do Paraíso.

Deborah Sanders com Penny Estes Wheeler


Quarta-feira – 22 de agosto

Um bom nome

O bom nome vale mais do que muita riqueza; ser estimado é melhor do que ter prata e ouro. Provérbios 22:1, NTLH

Conheci meu esposo depois de, oficialmente, desistir da procura. Eu havia jogado as mãos para o alto, prometido solenemente não querer saber de namoro, e dito ao Senhor: “Se tens alguém para mim por aí, é melhor que me informes de modo muito claro, porque não estou mais procurando.” Dois meses depois, ele surgiu em minha vida. Nosso romance foi um turbilhão, e após três meses de relacionamento ficamos noivos, num tipo de dia horrível, de chuva congelante, em dezembro.

Quase todo mundo ficou chocado. Minha melhor amiga, porém, disse que havia percebido algo quando eu comecei a encaixotar meus pertences para colocá-los num caminhão de mudança em Los Angeles a fim de ficar mais perto do rapaz que eu estava namorando e que morava do outro lado do continente, em um outro país. Quem levou o maior choque? Minha mãe – ela ficou perplexa com a surpresa. O que eu estava fazendo? Minha vida inteira fora calculada. Sou o tipo de pessoa que faz listas e que valoriza um planejamento estratégico. Além disso, como poderia eu chegar a conhecer o rapaz em três curtos meses?

A verdade era: eu não precisava de mais tempo. Havia namorado o suficiente, e estudado acerca de relacionamentos em minha vida adulta, para saber exatamente o que eu não estava procurando, e – por outro lado – para saber precisamente o que eu procurava em harmonia com as normas de Deus para mim. E esse era Jordan! Cada partícula dele! Hoje, três anos e meio depois de casada, estou mais certa do que nunca de que Deus verdadeiramente planejara, desde o início, que estivéssemos juntos. Nunca houve dúvida. Minha mãe tem dito, repetidas vezes, que agora ela vê o grande plano de Deus em nos unir.

Muitas vezes, Deus pode ver, além da nossa visão, o que é melhor para nós. Jordan pode não ter sido rico ou morado em uma cidade famosa, mas ele tinha todas as qualidades que eram importantes: um coração puro, um espírito bondoso, uma sólida ética no trabalho, determinação e honestidade. Se eu tivesse seguido as palavras e os conselhos de tantos ao meu redor, nunca teria encontrado aquele que seria meu esposo. É fácil comparar ou valorizar segundo os padrões do mundo, mas os olhos de Deus são diferentes.

Valorize o que você tem com o auxílio dos olhos Dele, sem fazer a comparação por meio de olhos alheios.

Naomi Striemer


Terça-feira – 21 de agosto

Um anjo em seu caminho

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo. Salmo 23:4, ARA

Durante uns poucos anos, tive o privilégio de morar em Cranbrook, Colúmbia Britânica, no Canadá. Cranbrook fica na região sudeste da província, no sopé das Montanhas Rochosas. Verdadeiramente é uma região bonita, com majestosas montanhas, florestas, lagos, rios e uma diversificada vida silvestre.

Enquanto morei lá, tive a companhia dos meus três cães (dois terras-novas e um pastor-alemão), e juntos gostávamos de sair para fazer caminhadas na floresta próxima. As trilhas na floresta se prolongavam por quilômetros, frequentemente cruzando com outras trilhas. Embora houvesse uma lei naquela área proibindo animais sem correia, frequentemente havia cães correndo livremente. Meu pastor-alemão me protegia muito, e os outros dois machos andavam felizes demais para intervir, caso percebessem algum perigo se aproximando. Nós quatro passamos por alguns infelizes encontros com outros cães grandes que corriam em liberdade.

Por causa dos meus cachorros, desenvolvi o hábito de fazer uma pausa e pedir que Deus enviasse Seus anjos para caminhar conosco, e descobri que, quando parávamos para fazer oração, nunca tínhamos um encontro alarmante.

Em nossas caminhadas, justamente antes de atingirmos o topo de uma colina para descer rumo a um vale profundo, chegávamos a um cruzamento de trilhas. Todas as vezes, eu me animava a continuar a caminhada na direção desse vale ao repetir o Salmo 23. Certo dia, depois de pedir que Deus nos guiasse e protegesse, ao chegarmos ao cruzamento das trilhas e nos dirigirmos ao vale, meu pastor-alemão parou. Foi para um lado da trilha, como se estivesse perscrutando algum impedimento, depois para o outro lado e de volta outra vez. Olhou para cima, virou-se e deu a impressão de querer tomar a outra trilha.

Enquanto andávamos ao longo da trilha alternativa, não havíamos ido longe quando, no alto da colina, corriam dois cães grandes, sem coleira, com os quais nós havíamos nos encontrado anteriormente, com alguns resultados infelizes!

Admiro-me, cada dia, diante do cuidado vigilante de nosso amorável Pai, e diante de como Ele deseja que O convidemos para caminhar conosco.

A cada dia, podemos provar e ver como o Senhor é bom. “Como é feliz o homem que Nele se refugia” (Salmo 34:8).

Beverly D. Hazzard


Segunda-feira – 20 de agosto

Edificando para a eternidade

Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros. Romanos 12:4, 5, ARA

Deus nos deu olhos para ver, ouvidos para ouvir, nariz para cheirar, pele para tocar e uma língua para saborear. Assim como os membros do nosso corpo executam diferentes funções, devem também os membros da igreja exercer funções diferentes. Cada pessoa é abençoada com diferentes talentos que, por sua vez, edificam o reino de Deus.

Romanos 12:6 também nos diz que temos “diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada”. Isso significa que se espera de cada um de nós, com os variados talentos ou dons, que os usemos para a edificação do reino de Deus. Devemos semear esses talentos, dons e habilidades individuais como sementes para a conquista de almas para a eternidade.

Criaturas que recebem de Deus a vida devem dedicar ao seu Criador a honra, glória e louvor que são devidos ao Seu santo nome. Fazendo isso, crescemos para refletir Sua imagem e semelhança.

Nós multiplicamos nossos talentos em virtude da fé e, com ação de graças, cremos que nosso Redentor Se agrada ao avaliar a medida de nossos talentos semeados para edificação do Seu reino.

Com Seu auxílio, desenvolvemos esses talentos, crendo que Deus nos refinará, purificará e aperfeiçoará de acordo com Sua vontade, capacitando-nos para Sua obra.

Ninguém deve menosprezar seu talento como não sendo importante, já que Deus, em Sua sabedoria, entretece cada talento individual para criar uma linda tapeçaria. Todo talento deve ser empregado de modo tal que atraia nosso coração para mais perto de Deus.

Além disso, cada talento, devidamente usado, revela a homens e mulheres, meninos e meninas, um lampejo mais claro do Céu.

Quando entregarmos a vida à vontade de Deus, Ele nos capacitará para Sua obra. Ampliará nossos talentos, tempo e tesouros em parceria com Ele. Nós nos tornamos colaboradores de Deus. Ao fazê-lo, Ele nos coloca no caminho certo à medida que desempenhamos nossos deveres cotidianos com os olhos voltados para a glória de Deus e Seu reino, que, em breve, será estabelecido.

Samantha Bullock


Domingo – 19 de agosto

A vida é como uma tigela de cereais

Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos. Efésios 4:32, ARA

As estrelas ainda brilhavam no alto quando nossa família entrou no carro para a viagem de visita ao meu tio Francis. Ele era o tio da minha mãe, e uma ou duas vezes por ano visitávamos tia Ida e tio Francis. Duas horas de viagem nos levaram a um pequeno parque. Minha irmã e eu aproveitamos bem o playground, enquanto minha mãe e minha avó preparavam o desjejum sobre um fogareiro, e nosso pai nos observava enquanto brincávamos. De volta ao carro, três horas depois chegamos, e fiquei feliz porque passaríamos a noite lá. Não havia muita coisa para as crianças fazerem, mas minha mãe podia nos acompanhar até o piso superior e nos deixar explorar os dormitórios quase todos vazios, ou então papai nos levava para um passeio pela cidade.

Tio Francis e tia Ida dormiam na parte de baixo. Fiquei fascinada com suas toucas de dormir, penduradas na cabeceira da cama. Fora da porta da cozinha havia um poço com uma corda e um balde. Às vezes, tio Francis nos mostrava como tirar água do poço, antes que tivessem água encanada em casa. E tia Ida fazia seu próprio sabão, com a sobra da gordura culinária.

Na manhã seguinte, nós nos sentamos ao redor da grande mesa da sala de jantar. Até os pratos pareciam antigos. Eu não reconhecia tudo. Quando vi ovos mexidos e um prato com torradas, entendi que, para mim, daria certo. Mas aí, após a oração, uma tigela fumegante de algo foi colocada diante de mim. Tomei uma colherada. O gosto era terrível. A conversa fluía ao meu redor enquanto eu, bravamente, tomava uma colheradinha após outra até que a tigela estivesse vazia.

Naquele momento, tio Francis olhou em minha direção. “Ah, você gosta de cereais!”, ele disse entusiasmado. “Aqui, um pouquinho mais!” E serviu outra porção em minha tigela. Eu mal conseguia respirar, mas eu era uma criaturinha tão tímida que peguei bravamente a colher. Aconteceu que os olhos do tio continuavam sobre mim, e ele disse, surpreso: “Ah, você precisa de creme e açúcar no cereal.” Então ele adicionou os dois na tigela – e isso fez toda a diferença. De uma hora para outra, gostei dos cereais, e gosto até hoje.

A vida é como uma tigela de cereais. Até as coisas mais desagradáveis são melhor ingeridas se alguém acrescenta a doçura de um abraço, de palavras bondosas e um sorriso.

Eu procuro me lembrar disso.

Penny Estes Wheeler


Sábado – 18 de agosto

O poder da música

Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Efésios 5:19, 20, ARA

Eu amo a boa música. Desenvolvi esse gosto e entusiasmo ao ouvir, ao longo dos anos, cânticos que me traziam alegria ao coração, tanto pela manhã quanto ao meio-dia e à noite. Lembro-me de ter lido em O Desejado de Todas as Nações, escrito por Ellen G. White, que Jesus, durante a infância, “exprimia frequentemente o contentamento que Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais” (ver p. 73).

Lembranças de apreço pela música durante os anos da infância me vêm à mente com frequência, quando me recordo de ter frequentado a igreja com meus pais. No departamento das crianças, eu gostava de cantar, enquanto encenávamos a letra dos hinos que cantávamos. Meu apreço pela música não terminava no departamento infantil, já que depois dele havia um culto de adoração. Eu gostava de ouvir o coro da igreja, cantando bons e antigos cânticos evangélicos ou hinos, despertando a emoção em todos.

Em casa, eu me tornei ouvinte atenta dos meus pais, consciente e inconscientemente, durante as primeiras horas da manhã, quando ouvia mamãe cantando seu cântico favorito enquanto preparava o desjejum para a família. Como ouvinte curiosa, descobri que meu pai também tinha seu cântico favorito, porque eu o ouvia cantá-lo frequentemente. Ao cuidar de suas atividades diárias, dentro e fora de casa, ele cantava: “Oh, graça excelsa de Jesus! Perdido, me encontrou! Estando cego, me fez ver; da morte me livrou!” (“Graça Excelsa”, Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 208).

As promessas de Deus são verdadeiras, e dou-Lhe graças por inspirar compositores a escrever bons cânticos expressando essas promessas. A boa música tem o poder de inspirar e curar, quando estamos abatidas. Quando cantamos e ouvimos música, nossa mente é refrigerada e revigorada, pois a boa música é terapêutica. Por meio da música, Deus me ajudou a seguir em frente após a morte daquele que foi meu esposo por cinquenta e três anos. Diariamente, eu me lembro da letra do hino “Deus Cuidará de Ti”.

Unamo-nos, confiando, crendo e cantando os louvores e as promessas de Deus. Amanhã será melhor do que hoje, pois Ele retornará a fim de nos levar para o nosso lar celestial.

Annie B. Best


Sexta-feira – 17 de agosto

Livramento divino

O Anjo do Senhor fica em volta daqueles que O temem e os protege do perigo. Salmo 34:7, NTLH

Num dia claro, ensolarado, de agosto de 1998, eu me sentia incomumente emocionada, pois dentro de poucos dias minha filha começaria a frequentar formalmente a escola. Naquela Sexta -feira, depois de terminar as compras do mercado, minha filha e eu passamos pela costureira para buscar os uniformes escolares. Fiquei eufórica ao segurar os pequenos uniformes e inspecioná-los. Minha filha também não conseguia conter a empolgação, ao fazermos a prova final com a costureira.

Chegamos por volta das 14h45. Meu esposo, empreiteiro de construções, saudou-nos do seu escritório, que ficava no mesmo conjunto. Ele indicou que viria para casa dali a pouco. Em torno das 15h, ele entrou em casa pela porta da cozinha. Aí me deu um beijo de despedida e disse que sairia para pagar o salário semanal dos seus funcionários. Geralmente, ele saía de casa às Sexta s-feiras por volta das 15h15 para pagar os empregados. Todavia, naquela Sexta -feira, saiu quinze minutos antes, sem uma razão explicável.

Às 15h05, a porta da cozinha se abriu de supetão. Achei que meu esposo houvesse deixado algo para trás e havia retornado para buscá-lo. Olhei em volta, esperando vê-lo. Em vez disso, fixei os olhos diretamente em um homem mascarado, segurando um revólver. Aterrorizada, gritei de modo incontrolável. Ele ordenou que eu parasse de gritar.

“Onde está seu esposo, e onde está o dinheiro?”, ele quis saber, referindo-se ao pagamento dos salários. Eu disse que meu esposo havia saído e que não tínhamos dinheiro.

O assaltante foi até a sala de estar, onde minha mãe cuidava da minha filha e do bebê de quatro meses. Ao ver o pistoleiro, mamãe gritou: “Jesus! Jesus! Jesus!” Quanto mais o homem mandava que ela ficasse quieta, mais ela gritava.

Naquele momento, vi uma oportunidade de escapar pela cozinha e ir para o Quinta l – onde vi outro homem mascarado num veículo! Como o veículo não bloqueava a entrada da propriedade, pude correr e ir para a rua a fim de pedir socorro. Muito rapidamente, o trânsito se congestionou fora de casa, enquanto minha mãe também pôde escapar com as crianças – sem ferimentos.

Creiamos verdadeiramente que o anjo do Senhor se acampará ao nosso redor hoje e nos livrará.

Gerene I. Joseph


Quinta-feira – 16 de agosto

Amizade que vale a pena

O amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão. Provérbios 17:17, NTLH

Tendo o interesse comum em escrever, Lois e eu decidimos assistir a uma conferência de escritores. Como uma dupla heterogênea, fomos de carro de Ohio para Michigan. Embora ela dirigisse com um pé incapacitado, e eu tivesse uma infecção não contagiosa, ambas estávamos decididas a ir.

Após a conferência de escritores, Lois e eu decidimos formar um grupo de escritores, o Escribas Cristãos de Dayton, que cresceu rapidamente, chegando a uns cinquenta membros, e mantém esse mesmo número depois de todos esses anos. Alguns se mudaram ou se aposentaram, mas outros vieram ocupar esses lugares. Eu fui uma dessas que se mudaram. Durante as mudanças, Lois permaneceu e manteve o grupo unido.

Minha carreira como freelance floresceu enquanto meu esposo e eu nos mudávamos pelo país. Embora Lois seja uma escritora com muitas obras publicadas, sua carreira se inclinou na direção de orientar outros escritores dentro do grupo. Eu também me beneficiei; ao longo dos nossos quase quarenta anos de amizade, Lois permaneceu como minha constante incentivadora.

Meu esposo e eu nos mudamos para seis estados, com suas transferências de trabalho e depois com a aposentadoria. Não é fácil começar de novo – continuamente. A cada transferência, eu precisava sair e provar perante meu novo mundo que eu era capaz de produzir e de cumprir os prazos.

Como filha de um médico-missionário, e alguém que também teve uma longa carreira em um consultório médico, Lois sempre me ofereceu bons conselhos. Ela nunca me deixou pensar que eu não conseguiria fazer, fosse o que fosse: escrever a tarefa mais difícil ou superar a dor de uma enfermidade. Ela percebeu que a própria novidade de cada transição era o que aumentava minhas habilidades e me fornecia um novo combustível para escrever.

O fato de que Lois tinha fé em minha capacidade de adaptação e sua insistência no fato de que eu dava conta do desafio levaram-me à atitude: “Sim, eu posso!” Nossa amizade tem sido, na maior parte, a longa distância, mas é uma das amizades mais queridas que alguém poderia desejar. Podemos não ser vizinhas de porta, mas virtualmente estamos no coração uma da outra – e a amizade nos conserva jovens de espírito. Além de tudo mais, Lois e eu somos parceiras de oração. Ela é a consistência que torna real a amizade.

Sejamos esse tipo de amiga para outras pessoas.

Betty Kossick


Quarta-feira – 15 de agosto

Às vezes, não

Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um homem bom abandonado por Deus e nunca vi os seus filhos mendigando comida. Salmo 37:25, NTLH

Às vezes, Deus diz “sim” às nossas orações. Às vezes, Deus diz “espere”. Outras vezes, Deus diz “não”. Então, por que um Deus que está ansioso por ouvir nossas orações diria “não”? Deus nos traz valiosas lições quando Sua resposta é “não”. Reflita, por um momento, em três gigantes espirituais que experimentaram, todos eles, respostas negativas às suas orações.

Moisés suplicou para entrar na Terra Prometida. Deus disse “não”. Por quê? Deus queria que Moisés entendesse que o pecado tem graves consequências. Quando Jesus humildemente orou para que, se possível, fosse poupado da amarga separação de Seu pai pela morte, Deus disse “não”. O Pai queria nos salvar da única maneira possível – por meio da morte de Seu Filho, Jesus. Quando Paulo pediu que o “espinho” em sua carne fosse removido, Deus disse “não”. O apóstolo precisava de mais oportunidade para crescer por meio do sofrimento e da fé. Todos esses três exemplos nos mostram – nas palavras de Paulo – que a graça de Deus nos basta, mesmo que a resposta seja negativa (2 Coríntios 12:8). Deus tinha algo melhor reservado para todos eles.

Ele faz isso por você também. Talvez você tenha pensado que um certo alguém era o homem dos seus sonhos; se você não se casasse com ele, nunca seria feliz. Você orou e Deus disse “não”. Você disse, consigo mesma: Nunca serei feliz. Mas Deus tinha alguém melhor para você. Ele fez isso por mim quando, em meio à minha tristeza, Ele trouxe Trevor Fraser à minha classe de estudo da Bíblia. Olhei dentro daqueles grandes olhos castanhos e me esqueci de tudo o que se relacionava com o outro rapaz. O “não” de Deus para mim foi um ato de amor!

Talvez as negativas de Deus envolvam um cargo no emprego ou alguma outra circunstância. Como convivemos com o não? Primeiramente, lembre-se de Moisés, Paulo e Jesus – e do final da história deles. “Na vida futura, os mistérios que aqui nos inquietaram e desapontaram serão esclarecidos. Veremos que as orações na aparência desatendidas e as esperanças frustradas têm lugar entre as nossas maiores bênçãos” (A Ciência do Bom Viver, p. 474).

Minhas queridas irmãs, esperem com paciência para ver que alternativa Deus tem para vocês. Pois eu sei que o amanhã de Deus é melhor que o hoje!

Edith C. Fraser


Terça-feira – 14 de agosto

Este é o seu tempo

Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim. […]; e isto faz Deus para que os homens temam diante Dele. Eclesiastes 3:11, 14, ARA

Muitas pessoas se sentiriam bem mais confortáveis se tudo permanecesse sempre do mesmo jeito; mas não acontece assim. Tudo tem sua estação, seu tempo apropriado. Tive que me lembrar disso de modo dramático, quando vi meu esposo oficiar as cerimônias de casamento de nossos dois filhos. Uma das estações da vida de nossa família havia mudado.

Sou grata a Deus por estar nesta nova estação da minha vida; este tempo em que aprecio dois filhos no ministério, duas noras, três netinhos, minhas queridas amigas que amam o Senhor, e especialmente meu companheiro no ministério e o amor da minha vida há mais de trinta anos.

Isso de modo algum significa que não temos problemas para solucionar, batalhas a travar, temores a vencer, desafios a enfrentar, relacionamentos pelos quais lutar ou tristezas a carregar. Contudo, esta é ainda uma grande estação!

Embora muitas de nós apreciemos as estações da natureza que se alternam, as estações que mudam em nossa vida podem nos assustar. A mudança pode ser difícil, mas não tanto se aprendermos a atravessar cada fase com Deus. “Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião” (Eclesiastes 3:1, NTLH). Deus tem um propósito e um tempo para casa coisa sob o Céu, e agora mesmo cada uma de nós está em uma de Suas estações. Talvez seja o tempo de estudar ou de ingressar no primeiro emprego. Talvez seja o tempo do amor na juventude ou da perda do pai ou da mãe. Talvez seja a hora da chegada do bebê ou de uma enfermidade. Talvez seja a ocasião do ninho vazio ou da Quarta mudança em seis anos.

Qual é a sua estação na vida? Não tema. Comemore. Seja agradecida. Esta promessa permanece: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:20, ARA).

Seja qual for a estação na qual você estiver entrando, da qual estiver saindo, ou no meio da qual esteja, escolha dizer: “Esta é a minha estação, e é um grande lugar na cronologia de Deus!” O que você está aprendendo, doando ou experimentando? Abrace isso! Com o auxílio de Deus, você pode fazê-lo. Com Ele, essa pode ser sua melhor estação!

Raquel Queiroz da Costa Arrais


Segunda-feira – 13 de agosto

A resposta de Deus

Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24

Durante meu segundo ano na faculdade, eu me vi face a face com a exatidão da promessa de Deus em Isaías 65:24.

Fazer malabarismo com múltiplas funções e ter problemas financeiros e preocupações no trabalho devido a um grave acidente envolvendo meu pai haviam afetado nossa vida doméstica e resultado em muitas orações. O único problema, sob meu ponto de vista, era que Deus parecia estar dizendo “espere”, em vez de tomar conta da situação imediatamente, como eu vinha pedindo que Ele fizesse.

Naquele dia, em particular, eu ia a pé para a escola. Cheguei à rua principal, que eu devia atravessar. Dava para ver que ela estava movimentada. A partir de experiências anteriores, eu sabia que podia demorar vários minutos até poder cruzá-la.

Deus, faça com que alguém pare para que eu atravesse, orei em pensamento. Isso foi tudo. Eu havia cruzado aquela rua para a escola cinco dias por semana, quatro vezes por dia, desde agosto. Agora era março. Em todo aquele tempo, menos de cinco pessoas haviam parado para mim. Dois carros estavam passando enquanto eu caminhava até o cruzamento. Depois que passaram, o carro seguinte parou, e o motorista fez sinal para que eu atravessasse a rua!

Muito obrigada, meu Deus! Eu não merecia isso, pensei, humildemente, enquanto atravessava a rua.

Mais tarde, naquele dia, enquanto eu saía da aula, meu pai me ligou para dizer que precisávamos agilizar uns documentos importantes sobre os quais estávamos orando. Essa informação também veio como resposta a uma parte das nossas orações. Todavia, o que mais me lembro é da resposta à minha oração em pensamento: Deus, faça com que alguém pare para mim. Um motorista parar a fim de que eu atravessasse a rua era algo sem importância em comparação com a questão séria à qual meu pai se havia referido no telefonema. Entretanto, Deus me fizera lembrar naquele dia de que Ele ainda estava no controle, cuidando de mim e da minha família.

Deus sempre responde às orações tão obviamente como dessa vez? Não. Mas sabemos que Jesus está à frente dos pormenores da nossa vida. As pequenas bênçãos de Deus em nossa vida diária evidenciam Seu cuidado.

Hoje desafio você a atentar para as pequenas bênçãos que você pode ter recebido. Descubra a mão de Deus nos detalhes de sua vida.

Melinda Ferguson


Domingo – 12 de agosto

Nada é impossível para Deus

Os Teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no Teu livro antes de qualquer deles existir. Salmo 139:16

É maravilhoso saber que há um Deus que conhece tudo, vê tudo e pode fazer tudo. Fico impressionada ao olhar para trás e ver, em minha vida, o que Deus tem feito.

Morei com meus avós maternos até os quatro anos de idade. Quando fui morar com minha mãe, ela estava grávida do meu irmão e vivia com seu segundo marido. Cresci sabendo que minha mãe havia ficado viúva, e eu acreditava nisso. No entanto, quando cheguei à adolescência, comecei a perguntar por que minha mãe não tinha a certidão de óbito do papai ou uma foto dele. Ela nunca quis falar sobre meu pai ou sobre o passado e, com o tempo, a minha curiosidade se foi.

Quando eu tinha dezoito anos, casei-me com um rapaz extraordinário, da igreja. No convite do nosso casamento, ao lado do nome do meu pai, pedi que acrescentassem “in memoriam”. Sempre tive a curiosidade de saber como ele era, como havia falecido e muitas outras coisas a seu respeito. Nunca comentei os meus pensamentos com ninguém. Eu acreditava que tinha essas preocupações porque minha mãe não queria falar sobre o assunto, mas Deus conhecia todas as circunstâncias.

Um dia, quando abri uma página da minha rede de amigos na internet, vi a mensagem de uma garota que alegava ser minha prima. Ela dizia que meu pai estava vivo e que me procurava por mais de trinta anos! Fiquei atônita! Não podia acreditar no que tinha acabado de ler. Aceitei o convite para ser sua amiga virtual, e ela me enviou fotos do meu pai. Então liguei para minha irmã, que mora ao lado da minha mãe. Eu lhe enviei uma foto, pedindo que ela a mostrasse para mamãe, para confirmar. Para minha surpresa, minha mãe confirmou que era uma foto do meu pai.

Meu pai não havia morrido. Ele morava a 1.931 quilômetros de distância. Tive, por fim, a oportunidade de conhecê-lo, após trinta e quatro anos de separação. Pude vê-lo, e conhecer meus tios, tias e primos, que também ficaram emocionados ao me conhecerem. Dei a cada um deles um livro, Sinais de Esperança.

Tenho certeza de que Deus promoveu meu encontro com papai com um propósito – conquistá-lo para o reino do Céu. Sei que nada é impossível para Deus e que nada acontece por acaso. Existe alguém importante em sua vida, alguém que você precisa encaminhar para o Reino?

Nilva de F. Oliveira da Boa Morte


Sábado – 11 de agosto

Braço estendido

Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado. João 11:4, ARA

Satanás ataca quando fazemos um esforço para nos achegarmos mais a Deus. Felizmente, no fim, Deus sempre sai ganhando. Vi isso acontecer certa vez, enquanto fazia uma caminhada durante um retiro espiritual.

Eu olhava com atenção para a frente, tentando me firmar na lateral de uma rocha, quando ouvi gritos. Olhei para trás e vi uma aluna, descendo pela colina em minha direção, ganhando velocidade. Ela estendeu o braço para segurar em alguma coisa – qualquer coisa – enquanto gritava desesperadamente por socorro. De imediato, estendi meu braço, mas não a alcancei.

Naquele momento, os gritos pararam. Ela estava deitada quieta no chão; sua cabeça sangrava profusamente depois de bater com força em uma rocha a dois braços de distância de mim. Fiz uma rápida oração enquanto corria para o lado dela. Chamei seu nome. Nenhuma resposta. Seu pulso enfraquecia rapidamente. A ideia de que nós a perderíamos me sacudiu com violência. E agora? Silêncio assustador. Todos começaram a orar pedindo um milagre.

A ambulância chegaria rapidamente, mas precisávamos transportar a aluna para a estrada mais próxima. Os socorristas a atenderam enquanto eu voltava ao acampamento para buscar cobertores e informar o diretor. A caminhada até a estrada mais próxima parecia não chegar ao fim. Enquanto isso, a menina recupe­rou a consciência, mas cada leve movimento fazia com que vomitasse.

Uma hora depois, eu estava na sala de emergência do hospital solicitando a internação da menina. Gostaria muito de ter me lembrado do texto de hoje naquele momento – quando Jesus ouviu que Lázaro estava doente, Ele disse que a doença era para a glória de Deus, e que Ele seria glorificado. Contudo, lembrei-me, isso sim, de que Deus cuida de nós. Eu tinha certeza de que tudo ficaria bem.

Essa experiência, que aconteceu em um retiro espiritual, tornou-se um marco significativo em minha jornada de fé. Quantas vezes nos lembramos de que Deus está no controle, ao experimentarmos uma situação de vida ou morte? Não seria maravilhoso se nos lembrássemos de João 11:4 quando as coisas ficam difíceis? Graças a Deus, a aluna se recuperou. Louvado seja o Senhor por Sua bondade!

Rojean Vasquez Marcia


Sexta-feira – 10 de agosto

Disciplina com gentileza

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Gálatas 5:22, 23

Certa vez, enquanto trabalhava como voluntária para uma escola, observei (embora não pudesse ouvir) um professor repreendendo asperamente um pré-adolescente na presença de sua mãe. A mãe também atuava como voluntária, quando o professor lhe fez sinal para que levasse o filho à sala dele. Quando saíram da reunião particular, vi a face abatida do menino e notei que a mãe enxugava as próprias lágrimas. Eles retomaram seu trabalho no projeto de captação de recursos, mas fiquei com pena deles. Fui de mansinho até a mãe e lhe dei um rápido abraço, sem inquirir a razão de suas lágrimas.

Pouco depois, tive a oportunidade de me aproximar do professor quando ele estava sozinho. “Também já fui professora”, eu disse a ele, muito à vontade. “E já fui mãe de um aluno entusiasmado, que hoje é um pródigo.” Como o professor estava prestando atenção, continuei. “Meu filho, desde tenra idade, fazia tudo o que lhe era possível para ajudar. Mas uma determinada professora, numa escola cristã, interpretou a ajuda dele a outros colegas como mau comportamento na sala de aula. Certo dia, chegou a puxá-lo até o banheiro das meninas para espancá-lo e acusá-lo de desobediência. Depois, ela se recusou a aprová-lo para a série seguinte, no fim do ano letivo.”

Como meu ouvinte não mostrava sinal de desinteresse, acrescentei mais algumas informações. “Então, no ano seguinte, matriculei meu filho em uma escola pública. Também escrevi a um colunista da área de aconselhamento cristão que, em certo sentido, tornou-se um ativista em favor do meu filho e de outros como ele, que haviam sido maltratados por professores. Os esforços do colunista foram recompensados – na forma de uma nova estipulação que exigia, de professores em perspectiva para escolas paroquiais, que fossem aprovados em um curso de psicologia infantil. Infelizmente, meu filho sempre carregará uma profunda cicatriz infligida por aquela professora.” A seguir, apelei fervorosamente ao meu ouvinte para que tratasse com gentileza os alunos e seus familiares. Mais tarde, naquele dia, notei que ele chamava o pré-adolescente e sua mãe à sua sala para uma outra reunião. Dessa vez, todos saíram sorrindo.

Paulo, em Gálatas 5, relacionou a mansidão como um dos frutos do Espírito. No rosto de quem você colocará um sorriso hoje, por ter cultivado o fruto da amabilidade e tocado um coração?

Consuelo Roda-Jackson


Quinta-feira – 9 de agosto

Convite para o banquete celestial

Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos. À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado. Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado. E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir. Lucas 14:16-20, ARA

Sempre que lia ou ouvia essa parábola, nunca me imaginava entre aqueles que apresentavam uma desculpa para não participar do banquete. Aquele não era um convite para uma simples refeição; era para uma festa em um reino celestial além da descrição humana. Quem, entre nós, não aprecia um alimento especialmente servido, com o esmero de um banquete? Talvez minha recente interpretação dessa parábola não seja aquela que você aplicaria, mas ela tocou numa tecla significativa para mim. Na ocasião, eu trabalhava para alcançar metas que beneficiariam uma associação de condôminos, um campo local e uma universidade. Estaria eu disposta a deixá-las de lado em troca de uma festa no Céu?

No verão de 2013, tive um timoma (tumor no timo) que precisou de atenção médica. Foi feita a biópsia, e se concluiu ser arriscado demais realizar a cirurgia. Fiquei arrasada quando o médico disse: “Não há nada que possamos fazer por você.” Levou tempo para que eu atinasse com o fim do meu futuro. Minha partida seria logo ou se atrasaria um pouco?

Eu não estava pronta para ter os meus dias numerados. Tinha muitos projetos que desejava concluir. Havia sido recentemente nomeada como tesoureira da nossa associação de condôminos. Estava substituindo o método manual de contabilidade por programas de computador que seriam mais informativos. Trabalhava como voluntária nos arquivos da Universidade Burman, escaneando e gravando todos os documentos e fotos em formatos digitais. Havia muita coisa para fazer. Pensei: Sou a pessoa que pode encontrar respostas rapidamente para quem precisa de informações sobre a história passada. Será que eu me considero insubstituível? Então comecei a refletir sobre questões mais sérias. Foi naquela época que a parábola de Lucas 14 relampejou em minha mente.

Deus tem sido bom. Um exército de guerreiros da oração continua a orar por mim. Os desafios da minha saúde não são animadores, mas dou graças a Deus, continuamente, pelas bênçãos que Ele me concede.

Quando se anunciar o convite para o banquete, quero estar lá!

Edith Fitch


Quarta-feira – 8 de agosto

Desligue o microfone

Porque imenso é o Seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Salmo 117:2

Como parte dos requisitos para nos tornarmos cidadãos dos Estados Unidos, meu esposo e eu precisávamos fazer exames médicos. Verificamos a lista de todos os médicos e escolhemos a consulta mais barata; mesmo assim, ela nos custaria uns seiscentos dólares. Estando desempregados, não conseguiríamos pagar os exames a menos que esgotássemos o limitado dinheiro da nossa carteira. Deixamos o problema de lado e esperamos que Deus enviasse auxílio antes da data final.

Uma semana antes do encerramento do prazo, um homem veio falar comigo na igreja e pediu que eu o procurasse no fim do culto. Não pude vê-lo porque estava me preparando para liderar o programa do Ministério da Mulher que ocorreria à tarde. No entanto, o irmão Twumasi não desistiu. Ele foi falar com meu esposo.

Eu estava em pé, diante da congregação, quando meu esposo veio até mim com um sorriso e disse: “Desligue o microfone”. Pensei: Por quê? Então ele desligou o microfone e me disse: “O irmão Twumasi me deu um envelope, e ele é bem gorducho!” Adjei não conseguiu esperar que o programa acabasse para me contar a boa notícia. Por não querer que outros o ouvissem, ele havia pedido que eu desligasse o microfone. Posteriormente, vimos que aquele irmão da igreja nos havia presenteado com quinhentos dólares. Aquele presente era um milagre. Era uma resposta a nossas orações particulares ao Todo-Poderoso. Agora precisávamos de apenas cem dólares mais.

Fiquei muito feliz e mais do que agradecida a Deus. Porém, amigas, não foi uma surpresa, pois o nosso incrível Deus já Se mostrara fiel muitas vezes. Tudo o que pude dizer foi aquilo que o sábio autor de um hino escreveu: “Tu és fiel, Senhor! Dia após dia, Tuas bênçãos nos dás”. Deus é fiel, mas isso não é novidade. Ainda nos tempos do Antigo Testamento, Jeremias escreveu: “Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor!” (Lamentações 3:23, NTLH). O salmista exclamou: “O Teu amor leal se eleva muito acima dos céus; a Tua fidelidade alcança as nuvens!” (Salmo 108:4). Digo com Davi: “Senhor, eu Te darei graças no meio das nações; eu Te louvarei entre os povos. O Teu amor chega até os céus, e a Tua fidelidade, até as nuvens” (Salmo 57:9, 10, NTLH).

Mabel Kwei


Terça-feira – 7 de agosto

Deus visto por meio de Suas obras

Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Isaías 55:12, ARA

Caminhando ao ar livre no fim de uma tarde de outono, notei, na rua, as belas cores das folhas que haviam caído das árvores. Centenas jaziam no chão, no estacionamento da igreja ao qual eu havia chegado para minha caminhada costumeira.

O vento começou a soprar, e notei o movimento das folhas. A princípio lentamente, elas pareciam se alinhar como se estivessem aguardando instruções. A seguir, as folhas ficaram de lado e depois começaram a correr, dançar e saltar, como se estivessem a caminho da linha de chegada em um evento olímpico. Fiquei eufórica com a ideia de que meu Deus fizesse por mim algo tão emocionante! “Ah, como Ele deve me amar!”, exclamei. Aprecio o modo maravilhoso pelo qual meu Senhor me permite vê-Lo por meio de Suas obras.

Certa manhã, recentemente, fui convocada por aquela voz mansa e tranquila que me dizia: Venha ao nosso lugar especial; quero falar com você. Naturalmente, levantei-me e me preparei para encontrar meu Salvador. Enquanto esperava ouvir Sua voz, olhei pela janela, de onde podia ver altaneiras árvores de diferentes variedades e tamanhos. Então ouvi aquela mesma voz dizendo: Não comece o seu dia se ocupando. Sente-se aqui e espere que Eu fale com você. Afinal, conheço os planos que tenho para você hoje. Vi as árvores acenando e “batendo palmas”! A força do vento invisível as levava ao movimento, e os pássaros, aninhados em seus refúgios, começaram a bater as asas e voar.

Assim como o vento causa o balanço e a agitação das árvores, assim o Espírito Santo sopra sobre nós. Ele nos aconselha a nos erguermos sob a influência do poder de Deus quando diz: “Vá”. As árvores se movem por meio da força e da vontade do vento. Assim devemos nos mover pela vontade de nosso Santo Pai, “pois Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28, ARA).

Lenora Dorf


Segunda-feira – 6 de agosto

O presente

Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela. Provérbios 3:15, ARA

O aniversário da minha filha será em breve. Ela completará vinte e oito anos de idade. Estou pensando sobre o que comprar como presente de aniversário. Ocorreu-me que minha filha pode não abrir nem aceitar o presente que eu lhe enviar. Então, devo simplesmente deixar de comprar alguma coisa?

Tem havido uma divisão entre nós ao longo dos anos, e estamos afastadas. Nem me lembro do motivo pelo qual aconteceu a alienação. Parece que simplesmente acontece com as famílias hoje em dia, com mais frequência do que costumava acontecer. “Sinal dos tempos”, dizem alguns, mas eu discordo.

Creio que problemas na família têm ocorrido desde tempos mais antigos. Afinal, houve problemas na família de José, no Antigo Testamento. Seus irmãos ciumentos chegaram a jogá-lo dentro de um poço!

Isso significa, então, no caso da minha filha, que não devo comprar para ela nada de especial? Não, naturalmente não significa. Vou escolher cuidadosamente algo que, espero, ela desejaria.

Não é isso que nosso Pai celestial gostaria que fizéssemos e o que Ele tem feito por nós? Ele nos oferece um presente muito especial como expressão do Seu amor – Seu Filho!

É claro que a nós compete aceitar ou querer Seu presente. Parece que me lembro de uma queda que houve, há muito tempo, quando nos afastamos Dele. Não começou tudo com Adão e Eva e suas escolhas egoístas no Jardim do Éden?

Assim, a despeito de sermos responsáveis por começar uma divisão na família, Deus não nos dá um presente que seja menos do que o Seu melhor. De jeito nenhum! Ainda somos Seus filhos, e Ele nos ama. Continua a nos favorecer com muitas bênçãos. Acima de tudo, Ele nos dá o dom da unidade com Ele por meio de Jesus. Deus nos criou e deseja nos conceder vida eterna por intermédio do Seu Filho. Isso é precioso.

Entretanto, parece que temos essa natureza teimosa que quer fazer as coisas do nosso jeito e andar do nosso jeito. Às vezes, queremos coisas diferentes daquilo que nosso Papai do Céu deseja para nós. Contudo, Deus ainda assim é nosso Pai celestial e nos dá presente perfeito.

Que cada uma de nós aceite Seu precioso presente – vida abundante em Jesus.

Laura A. Canning


Domingo – 5 de agosto

Jesus Se importa

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Mateus 6:26, ARA

Na cidade onde moro, a capital de Gana, não é comum encontrar uma planta frutífera. Fiquei feliz diante da oportunidade de sair para junto da natureza quando o distrito da igreja da qual faço parte planejou um seminário de liderança em um fim de semana, fora da cidade.

O programa do seminário na Sexta -feira foi cancelado devido à chuva torrencial. Acordei cedo para, apressadamente, compensar o tempo perdido antes que começassem as atividades do Sábado . A caminho para a igreja onde seriam realizadas as reuniões, tive que descer para um vale. De repente, ouvi uma voz dirigindo meus olhos para o topo dos montes que rodeavam a igreja – as serras de Kpando.

O que vi era maravilhoso. Fiquei encantada. No topo do monte, havia árvores de mamão, apresentando belas frutas maduras de uma cor amarela muito vibrante. A princípio, vi apenas algumas aves, mas logo elas se reuniram, convocando outras com trinados de louvor. O aroma dos mamões trazia um grande número de aves. Eu nunca tinha visto uma cena tão linda! Os pássaros voavam alto, mais alto, e depois mergulhavam, bicavam os mamões batendo as asas, chilreando, dançando e louvado a Deus por Sua bondade.

Essa cena me fez lembrar do hino “Tu és fiel, Senhor”. Deus estava suprindo as necessidades das aves. Seus gorjeios me levaram, em pensamento, a Mateus 6:25 a 31, especialmente ao verso 26: “Observai as aves do céu […], vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?”

Se Deus toma providências em favor dos pássaros, que não plantam, não colhem nem depositam em celeiros, não tomará providências em nosso favor? Qual, então, é a nossa preocupação? Qual, então, é o nosso fardo? Aquele que diz que cuida de nós é fiel. Devemos responder às Suas promessas e à Sua bendita segurança, e experimentaremos a bondade do Senhor em nossa vida.

Jesus realmente cuida de nós. Ele nos ama tanto que, enquanto éramos ainda pecadores, morreu por nós (Romanos 5:8). Jesus está intercedendo em nosso favor a fim de que, onde Ele estiver, estejamos nós também (João 14:2). Nesse meio-tempo, Ele prepara uma mesa. Ele é fiel. Jesus realmente Se importa conosco. Amém.

Charlotte Osei-Agyeman


Sábado – 4 de agosto

Ele é sempre fiel

E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19, ARA

Era a Sexta semana após o Dia D, ou o dia da audiência do meu divórcio no fórum. O dinheiro que eu recebera por ocasião do acordo ia desaparecendo rapidamente com os pagamentos da hipoteca e impostos. Já era meados de junho, e eu ainda não tinha o emprego como professora pelo qual estivera procurando fazia meses.

Em uma tarde de Sexta -feira, telefonei para um distrito escolar próximo, em um estado vizinho. Sim, eles tinham uma vaga para professor de inglês. Na Segunda -feira, corri para entregar mais um currículo. “Na verdade, não temos emprego para professora de inglês”, disse o secretário. Outro desapontamento. Dirigindo de volta para casa, tentei me lembrar de como o Senhor havia suprido todas as nossas necessidades. Reivindiquei promessas bíblicas enquanto perguntava: “Como meus meninos mais velhos poderão voltar para o colégio? Como comeremos ou pagaremos a hipoteca?”

Naquela semana, fiquei sabendo de três possibilidades de emprego. Pedi ao Senhor que apenas uma vaga desse certo, para que eu soubesse que o novo emprego era a escolha Dele, e não minha. A escola local tinha outra pessoa que eles queriam contratar. O internato em outro estado havia pedido que outra professora ocupasse a função, mas levariam em conta o meu caso se ela não aceitasse. Dois dias depois, alguém ligou do departamento de educação da associação regional da minha igreja. Tinham três vagas, mas só uma se encaixava com os meus talentos e as necessidades familiares!

Na semana seguinte, dois dos meus garotos e eu dirigimos três horas até a escola com a vaga. Na entrevista, ofereceram-me o emprego. Aquilo que o Senhor providenciou era muito melhor do que qualquer coisa que eu houvesse imaginado. Meu filho mais novo e eu nos mudamos para uma casinha confortável perto da escola da igreja, onde eu lecionaria. Eu não precisava de uma babá. Meu filho parou de gaguejar. A comunidade da igreja abriu o coração para nós. “Meu Deus suprirá cada uma das suas necessidades.” E Ele fez isso, durante os vinte e cinco anos seguintes. Louvado seja o Seu nome. Suas promessas são fiéis!

Kirsten Anderson Roggenkamp


Sexta-feira – 3 de agosto

Longa espera

Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus. Salmo 46:10, ARA

A paciência é algo com o que muitas de nós lutamos. Por exemplo, algumas podem achar difícil aguardar pacientemente em uma fila do supermercado ou esperar que alguém as leve a algum lugar.

Meu esposo, que é cego, tinha horário marcado para um procedimento ambulatorial no hospital. Seu plano de saúde cobre o transporte para consultas médicas, de modo que telefonei para agendar a ida até lá. A van chegou, e o motorista foi muito atencioso. Quando chegamos ao nosso destino, ele me deu um cartão com o número para que eu ligasse quando estivéssemos prontos para retornar.

O procedimento demorou mais do que esperávamos; porém, eu havia informado a enfermeira que estávamos usando a van do plano, e eu precisava saber quando poderia contatar o motorista para que nos levasse de volta.

Enquanto estava na sala de espera, para minha surpresa, vi Kay, membro da igreja, trabalhando na escrivaninha. Ela me viu, veio e me abraçou.

Depois de duas horas, a enfermeira chegou e me deu o OK para telefonar pedindo o nosso transporte. Liguei para o número no cartão, mas ouvi uma gravação. Após sete minutos, desliguei o telefone e liguei outra vez.

Eu estava ficando muito impaciente. A recepcionista viu minha frustração e tentou ligar do telefone dela, mas foi inútil. Fiquei realmente aborrecida. Perguntei à recepcionista se ela conhecia Kay, que trabalhava no piso inferior. Ela respondeu: – Sim. Vocês frequentam a mesma igreja?

– Sim – respondi.

– Vou chamá-la, e ela vai encontrar uma carona para vocês.

Kay chegou e nós lhe contamos a situação. Ela disse para não nos preocuparmos. Como Kay tinha a lista dos telefones de membros da igreja, ela pediria que alguém nos buscasse. Louvei a Deus e relaxei.

O Senhor coloca pessoas em nosso caminho, embora nem sempre saibamos o porquê. Eu não tinha ideia de que Kay trabalhava ali, mas o Senhor sabia que eu precisaria de ajuda, e permitiu que eu a visse naquele determinado momento. Ela telefonou para um dos membros da nossa igreja, ele veio e nos levou para casa. Eu havia ficado tão impaciente e preocupada, sendo que o Senhor já estava providenciando tudo!

“Descansa no Senhor e espera Nele” (Salmo 37:7, ARA).

Elaine J. Johnson


Quinta-feira – 2 de agosto

Produza os melhores frutos – parte 2

Guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz. Provérbios 6:20-23, ARA

Aordem e a promessa contidas em Provérbios 22:6 não são apenas para os pais; são para todos os que respondem ao chamado de Deus. Como acontece com o ensino das crianças, não devemos ficar à mercê do caminho que naturalmente percorreríamos. O Salmo 51:5 nos faz lembrar: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (ARA). Temos, naturalmente, um coração corrupto, que deve ser redirecionado para o caminho que devemos seguir – o caminho de Deus.

Se amarmos nossos filhos e amarmos a nós mesmas, treinaremos nosso coração para seguir o caminho que Deus deseja. Isso significa que, tão logo quanto possível, toda criança deve ser levada ao conhecimento do Salvador, e que, diariamente, devemos buscar o conhecimento da vontade do Salvador para a nossa vida e para aquele dia.

À medida que minha atenção era atraída para as belas árvores carregadas de frutos que revelavam a arte da espaldeira, eu observava suas formas geométricas e a otimização do fluxo da seiva, cujo resultado eram frutos maiores e mais abundantes quando comparados com os que eu já vira em qualquer outro pomar.

Uns quarenta anos atrás, o chamado de Deus me levou ao estudo diário da Sua Palavra, e Ele continua a me mostrar o que precisa ser desbastado da minha vida. Isso Ele fará por qualquer uma de nós que buscar Sua vontade e cooperar com o processo da poda.

Para algumas, é a gratificação sexual que precisa ser retardada.

Para outras, pode ser o hábito de mentir ou de dizer meias-verdades que precisa ser cortado fora.

Para outras, ainda, pode ser o ódio contra inimigos – o chefe mesquinho ou colega de trabalho.

Hoje, a decisão é nossa, a decisão de cultivar uma vida bem orientada, capaz de produzir o fruto do Espírito Santo – uma escultura viva, um belo testemunho da interação entre o Jardineiro celestial e Suas criações humanas. Medite nas palavras da Escritura como guia, porque “o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz”.

Prudence LaBeach Pollard


Quarta-feira – 1 de agosto

Produza os melhores frutos – parte 1

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade. Gálatas 5:22

Alguns anos atrás, fiz uma viagem de trem, de Düsseldorf, Alemanha, para Lisboa, Portugal. A viagem proporcionou maravilhosas paradas culturais nas cidades que ficam ao longo do caminho: Paris, Munique, Innsbruck, Roma, Barcelona e Madri.

O trem passava velozmente por belos vales e encostas de montanhas, e minha atenção era atraída pelas árvores frutíferas que retratavam a arte da espaldeira (uma árvore ou arbusto que é levado a crescer num plano reto, em geral contra uma parede ou treliça). A técnica da espaldeira constitui uma forma bela e eficiente de cultivar árvores frutíferas. O cultivo de uma árvore desse tipo demonstra a arte da precisão, e pode levar de poucos a muitos anos. Não é algo para quem precisa ter recompensa imediata! A espaldeira é o atraso na gratificação do jardineiro.

Uma árvore bem cultivada vive por mais tempo e produz muito mais fruto, em um espaço menor. E também se torna uma peça de escultura viva, um belo testemunho da interação entre o jardineiro e a árvore. Primeiro, o esqueleto da árvore é formado por meio de podas cuidadosas, para que os ramos se acostumem com a posição precisa a fim de se tornarem o suporte rígido – o esqueleto da árvore. O resultado é uma forma geometricamente reconhecível, bem como a otimização do fluxo da seiva, que leva à produção de mais frutos, se comparada ao que se pode esperar de uma árvore que não é podada desse modo ou é desbastada sem a intenção de maximizar a produção.

O objetivo da poda dessas árvores frutíferas não é apenas lhes dar toda oportunidade de serem saudáveis e produzirem uma boa colheita, mas também permitir ao jardineiro a manipulação das árvores em formas que se adaptem ao espaço no qual elas crescem.

Um lembrete de Deus: o melhor treinamento dos Seus filhos começa o mais cedo possível, antes que qualquer um dos nossos pensamentos saia do alinhamento com Sua vontade. Daí a importância do mandado e da promessa contidos em Provérbios 22:6 (ARA): “Ensina a criança no caminho em que deve andar.”

Prudence LaBeach Pollard


AGOSTO 2018 


Terça-feira – 31 de julho

Patinhos

Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz. João 10:4, ARA

Em uma manhã de verão, meu esposo e eu fomos a um parque para aspirar ar fresco e apreciar uma lagoa tranquila. De repente, vimos uma mamãe pata com quinze patinhos cruzando uma rua movimentada. Os carros pararam para deixar que atravessassem. As crianças desciam das bicicletas para sorrir e se encantar. Entrando num jardim do outro lado da rua, a mamãe pata pulou por cima da borda de tijolos vermelhos de um canteiro. Os patinhos tentaram fazer a mesma coisa, mas caíram de volta no chão. Ela grasnou baixinho, voltou andando com seu gingado, e os chamou para que a seguissem.

Logo percebeu que eles ainda eram muito pequenos e não conseguiriam. Ela pulou de volta para o meio deles, para grande alegria e entusiasmo da ninhada que batia suas asinhas. Então a mamãe pata pegou outro trilho até chegar ao espaço aberto no jardim. Seus bebês logo se alinharam atrás dela e a seguiram, eufóricos. Mamãe havia encontrado um caminho sem obstáculos, pelo qual seus filhinhos conseguiam andar.

Esse incidente me fez pensar em Deus e em como Ele nos pede que O sigamos. Às vezes, porém, enquanto tentamos segui-Lo, encontramos obstáculos que não podemos superar. Nós caímos, e Jesus para e nos observa com olhos amorosos para ver se tentaremos de novo. Quando, por fim, clamamos que não conseguimos fazê-lo e pedimos Seu auxílio, Ele atende ao nosso clamor colocando-Se em nosso nível. Às vezes, Ele nos conduz por uma trilha mais suave, onde há menos obstáculos. Ele Se adapta à nossa situação e nos diz: “Está bem, vocês já tentaram bastante. Ainda precisam crescer para superar esse tipo de empecilhos. Vamos por outro caminho. Depois de crescerem mais, poderão lidar com desafios maiores e superar maiores obstáculos. Mas estarei sempre com vocês. Prometo que vocês conseguirão.”

Assim como aqueles patinhos, nós tropeçamos. Nós nos erguemos e tentamos mais uma vez saltar; porém, caímos. Com frequência, nossos obstáculos são o gosto por coisas proibidas, nossas emoções perturbadas pelo desejo de coisas erradas. Jesus pode nos ajudar a vencer esses empecilhos. Ele nos dará forças para vencer fragilidades e resistir às tentações. Como aconteceu com os patinhos, o percurso pode ser longo e cheio de perigos. No entanto, Ele sempre vai adiante de nós, escolhendo e preparando o caminho.

Monique Lucile de Oliveira


Segunda-feira – 30 de julho

Crescendo na graça aos pés de Jesus

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé. Efésios 2:8, ARA

Maria Madalena é minha personagem favorita em toda a Bíblia; creio que ela foi uma mulher “segundo o coração de Deus”. Para falar a verdade, tenho certeza disso! Veja, Maria ficou aos pés de Jesus em toda oportunidade que teve. Sabemos sua história de cor, mas eu gostaria de torná-la prática para nós.

Maria foi transformada; ela foi salva por sua fé. Cresceu na graça mediante seu relacionamento com Jesus. Não era mais a pessoa que havia sido. Sua antiga vida de pecado ficara para trás, e sua nova vida foi formada aos pés de Jesus. Há muitos aspectos incríveis em sua vida, porém o que realmente me toca mais é o lugar dela junto à cruz e à tumba vazia.

Quase todos haviam abandonado Jesus na hora da crucifixão, mas não Maria! Embora com o coração partido, ela fez a escolha de estar perto de Jesus – e foi ali que ela ficou. Desde o início, para ela, aquele era o lugar em que ficar (ver Lucas 10:39). E, naquele dia tremendo, é lá que você vai encontrá-la (João 19:25). Ela nada podia fazer para mudar a situação, então decidiu ficar o mais perto possível. Posso imaginar que Maria tenha chorado até adormecer, naquela noite de Sexta -feira. Muitas de nós, mulheres, choramos em muitas ocasiões. Sendo mulher, eu me coloco no lugar de Maria – eu, indiscutivelmente, teria chorado!

Para mim, o que é mais interessante em sua história é quando Jesus fala com ela na manhã da ressurreição. Ele coloca nos lábios dela, nos lábios de uma mulher – uma mulher transformada – a mensagem da ressurreição. Maria foi a primeira pessoa a receber a mensagem, e depois encarregada de espalhar a boa notícia!

O que dizer a seu e a meu respeito? Estamos crescendo na graça? Estamos espalhando as boas-novas? Permitimos que Jesus Se encarregue da nossa vida? “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé” é uma declaração muito importante. A salvação é dom de Deus. Não é nada que possamos conquistar com base em nossas boas obras. O importante é como permitimos que essa graça atue por nosso intermédio. Você e eu precisamos estar aos pés de Jesus a cada momento da nossa vida. É a única maneira de crescer na graça.

Quero ser encontrada aos pés de Jesus na Segunda vinda. Que dia glorioso será esse, minhas amigas! Minha oração é que continuemos a crescer na graça, mediante a fé.

Erna Johnson


Domingo – 29 de julho

Do acampamento para o Natal

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve!” Amém. Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20

“Mamãe, quanto tempo vai demorar até a reunião campal?”, Jeremy perguntava todos os anos, em algum dia de inverno pouco depois do Natal. E perguntava todos os anos, até entender como funcionava o calendário. Katrina e Jéssica, suas irmãs mais novas, seguiam os passos dele, fazendo a mesma pergunta várias vezes durante o inverno. Os três aguardavam com expectativa a reunião campal de cada ano. Era um tempo especial, no qual se sentiam livres nos mais de trezentos acres de terra no Vale Vista, para correr por todo e qualquer lugar com os amigos, muitos dos quais eles só viam uma vez ao ano. Eles iam às reuniões para crianças, aprendiam sobre Jesus, nadavam, brincavam, dormiam e faziam tudo de novo no dia seguinte. Eram dez dias de muita alegria. Cedo demais, eles acabavam. Arrumávamos a bagagem e voltávamos para casa.

E todos os anos, geralmente nessa viagem para casa, eu ouvia a pergunta: “Mamãe, quanto tempo vai demorar até o Natal?” Eu respondia: “Seis meses; isso dá cento e oitenta dias.” Depois, com frequência, ao longo dos meses de verão e no outono, a pergunta vinha de novo. “Quanto tempo falta?” Os três aguardavam o Natal com ansiedade, todos os anos. Era aquele tempo especial, quando podiam visitar familiares distantes. Brincavam com os primos, esperavam pelos presentes, aprendiam sobre Jesus, brincavam na neve e exclamavam ah! e oh! diante das luzinhas coloridas. Podia-se ver nos olhos deles o prazer puro. Mas não demorava muito para que aquele dia passasse a fazer parte da história, enquanto empacotávamos as luzinhas e outros enfeites para guardá-los até o ano seguinte. Então, dentro de poucos dias: “Mamãe, quanto tempo vai demorar?”

Essas duas perguntas, desde então, ficaram gravadas na minha mente como apontando para os dois mais importantes eventos na vida dos meus filhinhos. Ocasiões especiais que, até hoje, aguardamos a cada ano.

Há uma outra pergunta que tenho feito muitas vezes. Espero que meus filhos a façam também. Espero, inclusive, que você a tenha feito. É mais ou menos assim: “Papai, quanto tempo mais vai demorar até estarmos contigo no Céu?” Minha oração é que cada uma de nós espere aquele dia com uma expectativa maior ainda que a de Jeremy, Katrina ou Jéssica ao aguardarem a reunião campal ou o Natal.

Kathy Pepper


Sábado – 28 de julho

Reconhecimento cívico

De lá, buscarás ao Senhor, teu Deus, e O acharás, quando O buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Deuteronômio 4:29, ARA

Meu esposo tem uma sobrinha com múltiplos talentos, Melody, que ama crianças. Melody e seu esposo moram numa chácara em Mildura, Vitória, Austrália. Eles criaram quatro filhos e gostam de ir a uma igreja menor, em outra cidade, para adorar a Deus.

Melody ama a música; esse é um dos seus muitos talentos. Ela deu início a um coro de crianças, que fez sucesso em muitas competições. Depois de alguns anos, à medida que as crianças iam ficando maiores, o coro se dispersou. Então Melody, que também é entusiasta da cozinha vegetariana, começou a fazer apresentações de alimentação saudável no hospital onde trabalha como enfermeira. O hospital também pediu que Melody fizesse palestras sobre o viver saudável.

Outro projeto de Melody é a Escola Cristã de Férias para crianças dos primeiros anos do ensino fundamental. Ela e sua igreja pedem a reserva do Clube dos Cidadãos da Terceira Idade e o enfeitam com um tema diferente a cada ano. Para isso, é necessário fazer muitos preparativos. Eles coletam e congelam pães e bolinhos doados por uma padaria. A equipe de Melody, todos os anos, põe cartazes pela cidade, convidando as crianças que moram ali. Com o auxílio de outros homens e mulheres da igreja, reúnem e preparam alimento para dar às crianças como desjejum e almoço. Preparam joguinhos e trabalhos manuais que serão levados para casa após o evento. Essa Escola Cristã de Férias já acontece há alguns anos, mas a equipe da igreja de Melody nunca se cansa de receber as crianças no evento anual, para o qual elas vêm de ônibus. Atualmente, várias mães que não são membros da igreja trazem os filhos para os programas semanais da Escola Sabatina. Os membros do conselho cívico daquela cidade notaram a boa obra feita por Melody e sua igreja. Como resultado, indicaram-na, e a sua igreja, para o Prêmio do Dia da Austrália. Deus tem abençoado Melody e sua igreja por usarem quaisquer talentos que tenham para espalhar o amor de Jesus pela comunidade, em áreas nas quais haja necessidades.

Embora pequena, a igreja está causando um grande impacto na cidade e recebendo as bênçãos de Deus. Que talentos tem você para serem usados em nome de Jesus? Ele os abençoará, quando postos a Seu serviço.

Joan D. L. Jaensch


Sexta-feira – 27 de julho

Crepúsculos de verão

Naquele dia, quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher ouviram a voz do Senhor Deus, que estava passeando pelo jardim. Gênesis 3:8, NTLH

Eles são maravilhosos e causam deslumbramento quando os contemplamos. São perfeitos para, discretamente, deixar um ramalhete junto à porta da casa da mulher que encontrou e devolveu o seu cachorro, incontáveis vezes, e por ter levado o dito cachorro para uma corrida no campo, apesar de ter coisas mais importantes para fazer.

Eu amo os crepúsculos de verão. Sempre amei.

As lembranças: vaga-lumes dentro de um vidro. Delícias no carrinho do sorveteiro. Brincadeiras inesquecíveis de esconde-esconde com simpáticas crianças muito mais velhas do que aquelas com quem se ousaria conversar numa loja, por exemplo.

E mais lembranças: correr como o vento. O cheiro de fogueiras de carvão. Brigas de cuspir sementes de melancia. Família. Amigos. Deus.

Ultimamente, eu tenho me debatido com uma profunda tristeza existencial. Sou uma melancólica compositora de cânticos, que aprendeu a esperar que os sentimentos caiam pelo chão de tempos em tempos. Eles jazem em uma dolorida bolha em algum ponto da alma, como uma baleia encalhada na praia há uma semana. Então, finalmente, os receptores de serotonina no meu cérebro entram em alta rotação, e a baleia desliza miraculosamente de volta para o oceano.

Sei que essa tristeza terá solução, mas neste momento ela se acomoda pesadamente em mim. E o antídoto, minha terapia, são os crepúsculos de verão.

Acho que Deus está tentando me dizer, por meio do clima perfeito, dos prazeres simples e dos bons vizinhos, que, às vezes, tudo o que tenho que fazer por Ele – e por qualquer pessoa – é apreciar Suas dádivas.

Olhar para o céu e dizer: “Muito obrigada.” Ficar suspensa no tempo, agradecida porque nem tudo é triste, desesperador ou decepcionante.

É isso o que Ele quer para mim neste entardecer, em Sua companhia.

Vou aceitar seu convite.

Jennifer Jill Schwirzer


Quinta-feira – 26 de julho

Não era meu

Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie Nele, e Ele o ajudará. Salmo 37:5, NTLH

Quando minha irmã me contou a respeito de um convite feito pelo autor do livro que ela estava lendo, fiquei curiosa. O autor convidava os leitores a partilharem histórias do seu passado, contando como Deus havia transformado a vida deles para a Sua glória, a despeito desse passado. Achei que fosse uma grande ideia, mas não tinha certeza de que eu enviaria minha contribuição.

Enquanto lia o convite do autor, cheguei a um texto com letras miúdas. O parágrafo explicava que, se a história fosse escolhida, a pessoa não receberia nenhuma compensação – nem agora, nem no futuro. Independentemente de quanto dinheiro o livro rendesse, o colaborador receberia apenas um exemplar do livro. Nada mais. Hesitei. Não tenho problema em usar o dom que Deus me deu para colaborar com programas que vão ajudar outras pessoas. Porém, nesse caso, o compilador do livro, muito provavelmente, seria pago – somente o compilador.

Tão logo comecei a hesitar se escreveria para esse livro, meu Amigo – o Espírito Santo – impressionou-me com uma pergunta: “Exatamente para quem você estaria escrevendo?” Eu precisava considerar seriamente a pergunta. Se eu estivesse verdadeiramente escrevendo para Deus, o fato de não haver compensação não faria, absolutamente, diferença nenhuma para mim. A ideia de que eu poderia, potencialmente, tocar a vida de alguém com minha história seria tudo o que eu teria a considerar. Sim, eu entregaria esse trabalho a Deus, e deixaria que Ele fizesse a Sua vontade.

Como o prazo de entrega dos textos venceria no dia 31 de maio, comecei a me referir afetuosamente ao meu projeto como “Maio 31”. Quando alguns outros projetos imprevistos chegaram até mim, tive que deixar um pouco de lado o “Maio 31”. Como esse projeto era algo sobre o qual eu queria continuar falando com Deus e entregando a Ele, não me importei com o atraso. Quando pude começar a trabalhar no projeto, percebi, com alegria, que minha atitude para com ele havia mudado por completo.

Depois que entreguei o trabalho a Deus, Ele me ajudou a entender que o projeto “Maio 31” não era meu; era Sua dádiva para mim.

Eu me senti simplesmente grata por ter Ele usado minhas mãos como parte da obra para o Seu reino.

Maxine Young


Quarta-feira – 25 de julho

Minha vontade ou a de Deus

Pai, se queres, passa de Mim este cálice; contudo, não se faça a Minha vontade, e sim a Tua. Lucas 22:42, ARA

Creio que Deus tem um plano para cada pessoa nascida neste mundo. A despeito das circunstâncias, seu nascimento não foi um equívoco. Sempre digo aos meus alunos que eles precisam descobrir o propósito para o qual nasceram. “O que os distingue de todos os outros?”, pergunto a eles. Quando eles descobrem seu propósito e trabalham para concretizá-lo, encontram a felicidade. Por meio da oração, da leitura de Sua Palavra, da voz do Espírito Santo e de piedosos amigos, Deus revelará Sua vontade para a nossa vida. Deus revelará nossos talentos especiais, grandes ou pequenos, que fazem de nós aquilo que somos.

Deus, porém, nem sempre pode revelar Sua vontade enquanto estivermos apegados à nossa vontade. Entretanto, às vezes a vontade Dele está bem à nossa frente. Certa vez, eu disse a uma amiga que embarcava numa viagem: “Espero que você encontre o que está procurando, porque, às vezes, você pode dar a volta ao mundo em busca da felicidade, e o tempo todo ela está esperando que você a reconheça. Às vezes, você precisa encontrar-se primeiro. Priorize sua vida de acordo com a Bíblia. Então você encontrará equilíbrio, ao descobrir aquilo de que gosta ou não gosta.”

Creia que Deus tem planos para você. Que tremenda segurança experimentamos ao saber que, embora passando pelo vale escuro, Deus está conosco. A Bíblia não diz que não enfrentaremos desafios, mas que Deus nos ajudará a superá-los. Tudo o que precisamos saber, como cristãos, é que nosso Redentor vive. Ele garante nosso destino, tanto neste mundo como no mundo por vir. Que Deus incrível!

Na força de Cristo, submetamos a vontade a Ele. Jesus nos capacitará a ser uma força construtiva que ajusta as contas com as trevas deste mundo. Uma força que defende o que é direito, venha o que vier. Viver segundo a Sua vontade fará brilhar Sua verdade sobre os outros. Por nosso intermédio, Deus traz esperança aos desesperançados, e significado à vida dos que não se sentem valorizados. Outros desejarão saber mais sobre Sua vontade para a vida deles. Pessoas podem ser conquistadas quando vivemos segundo a vontade de Deus – não a nossa.

Senhor, que Tua vontade se faça em nossa vida hoje. Ensina-nos, enquanto ainda somos jovens, a Te reconhecer. Não permitas que experiências passadas nos roubem a herança que prometeste aos que vivem dentro da Tua vontade. Dá-nos a coragem de andar na luz que fizeste brilhar sobre o nosso caminho.

Deborah Matshaya


Terça-feira – 24 de julho

Cheia do Espírito

O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio. Provérbios 20:1, ARA

A maioria dos meus amigos provou bebida alcoólica quando eu era adolescente. Sob a influência dela, aconteceram vários casos de gravidez não planejada, e uma delas, sem saber, arriscou a vida ao combinar álcool com sua medicação. Um rapaz sofreu ferimentos graves quando seu carro, em alta velocidade, bateu em um poste.

Satanás usa o álcool para degradar a humanidade. Toma providências para que ele esteja amplamente disponível e seja socialmente aceitável. Se isso não bastasse, a ciência médica, hoje, promove o uso moderado do álcool para a saúde do coração, enquanto deixa de mencionar sua associação com o câncer, especialmente de mama. Na realidade, os vegetais e a água que o jovem Daniel escolheu como sua dieta em Babilônia – e uma atividade física regular – são mais eficazes na prevenção contra o câncer, para a saúde do coração e a função cognitiva do que qualquer quantidade de álcool.

O álcool contribui com um terço de todas as fatalidades nas rodovias. Além disso, é um fator que está relacionado à maioria dos casos de violência doméstica e abuso de crianças, ou seja, destrói famílias e indivíduos. Recentemente, nossos vizinhos mais próximos brigaram. Ficamos abalados diante das palavras iradas que lançaram um contra o outro, à medida que suas emoções se espiralavam fora de controle. O álcool havia causado a erosão de mais um precioso relacionamento.

Audrey Kishline fundou o Moderation Management, um grupo de apoio para pessoas que desejavam apenas refrear o uso da bebida, em vez de abster-se. Seis anos depois de fundar o grupo, ela teve uma crise pessoal, embriagou-se e dirigiu por uma rodovia no sentido contrário, matando duas pessoas. Ela foi condenada por homicídio e enviada para a prisão. O álcool prejudica o autocontrole, sendo que o autocontrole é exatamente o que é necessário para alcançar a moderação.

Em Efésios 5:18, Paulo escreve: “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito.” O Espírito produz “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22, 23). O contraste com Provérbios 23:29 é marcante: aqueles que são vítimas de “ais”, tristezas, brigas, ferimentos desnecessários, olhos vermelhos são os que “andam à procura de bebida misturada”. O conselho de Deus tem em vista o nosso maior bem. Deixe-se encher pelo Espírito Santo.

Nerida McKibben


Segunda-feira – 23 de julho

Alterado com um propósito

Em Sua mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade. Jó 12:10

Você respirará umas 18 vezes no próximo minuto, 1.000 na próxima hora, 26.000 até o fim do dia. No ano passado, você respirou aproximadamente 9.5 milhões de vezes. Para algumas pessoas, essa respiração se deu em meio a momentos de intensa dor, pesar, solidão, medo e perda.

Talvez você estivesse fazendo planos de se casar. O matrimônio não chegou a se concretizar, e você aprendeu a vestir o manto dos solitários com graça e dignidade. Algumas de vocês são mães ou avós que viram Satanás atrair seu filho ou neta ao longo do caminho para a destruição. Hoje, você não tem ideia de onde estejam ou do que estejam fazendo.

No dia em que foi diagnosticado o seu câncer, você teve medo. Sentiu medo e incerteza de não chegar a ver sua filha se tornar a bela jovem que ela se tornou. Não, não é fácil superar a amargura que brota da descoberta da infidelidade de um cônjuge ou de encontrar coragem para sair de um relacionamento envenenado. Mas você encontrou essa força.

Quando seu bebê faleceu, você amaldiçoou a Deus. Quando perdeu sua mãe inesperadamente, seu mundo desabou. Mas nós, que ficamos aqui depois da morte de um ente querido, precisamos ir em frente. Deus nos dá aquelas 26.000 respirações por dia por uma razão. Apesar de todas as situações desafiadoras, Deus continua tendo um propósito especial para você.

Você pode estar em um país estrangeiro, longe de tudo e de todos os que você aprecia, ou aprisionada e lutando para sobreviver a circunstâncias inimagináveis. Pode sentir-se consumida pela raiva ou afundando no mais desolador desespero; seja qual for a circunstância, porém, Deus nunca a abandonará. Nossa vida foi alterada com um propósito. Independentemente de como foi alterada, o fato de que ainda temos fôlego é um favor que vem de Deus.

O salmista declara: “Todo ser que respira louve ao Senhor” (Salmo 150:6, ARA). Portanto, louvemos a Deus com o fôlego que Ele tão graciosamente nos concede. Vamos dar-Lhe graças por nossas oportunidades únicas e aceitarmos a paz que Ele nos oferece de graça.

Avery Davis


Domingo – 22 de julho

Deus está nos detalhes

E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Mateus 10:30, ARA

Neste mês, faz sete anos que sepultamos minha irmã Lynne, em Indiana. Meu pai trouxe para casa uma placa de pedra enviada para o funeral dela, e a colocou no jardim. Diz a placa: “Quando alguém que você ama se torna uma lembrança, a lembrança torna-se um tesouro.”

Três anos após o falecimento da minha irmã, minha mãe e eu observamos, de novo, um carro sair da funerária. Dessa vez era meu pai, morto pela leucemia. Lembrei-me destas palavras: Não mais dor, nem morte, nem pranto.

Naquele dia, escrevi no Facebook: “Meu pai estava presente quando eu vim ao mundo; eu estava presente quando ele o deixou.” Depois de ele arquejar pela última vez, às 3 da manhã, tentei aferir sua pressão sanguínea e sentir seu pulso. Um suspiro, e depois o silêncio. Às 3 da tarde, foram feitos os últimos arranjos na funerária. O mesmo horário em que meus pais haviam se casado.

Deus está nos detalhes. Eu sabia que papai não se lamentaria mais por causa de Lynne. Antes de morrerem, nenhum dos dois conseguia mais se levantar da cama ou caminhar, mas eles correrão para se abraçarem na manhã da ressurreição. Como arranjo floral, escolhi uma guirlanda para simbolizar o círculo de amor da minha família. A porta da tristeza está agora fechada para meu pai. Ele sentiu falta de Lynne pela última vez. Diante do caixão da minha irmã, papai dissera: “Eu a amo, fico feliz por você ter sido minha filha, e eu a verei quando Jesus voltar.” Diante do esquife do meu pai, eu disse: “Eu o amo, fico feliz por você ter sido meu pai e o verei quando Jesus voltar.” Os médicos disseram que ele teria aproximadamente seis meses de vida, mas ele sobreviveu por apenas seis semanas. Contudo, tive o privilégio de estar presente durante 58 dos 63 anos do livro de recordações do casamento dos meus pais.

No dia do falecimento de papai, notamos que a folhinha diária do calendário da minha mãe dizia: “Hill and dale [colina e vale] adormecem calmamente.” O interessante é que a casa dela, aqui, está no distrito Hills & Dales. Sim, Deus está nos detalhes.

Por meio de detalhes, Ele nos dá a garantia de Sua presença em tempos de pesar. Deus sempre está nos detalhes com um amor tão pessoal a ponto de saber o número de cabelos em nossa cabeça. Sim, detalhes.

Diane Shellyn Nudd


Sábado – 21 de julho

Olhos nos olhos

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7, ARA

Era dia de lavar roupa no internato que eu morava, em Nairóbi, Quênia. Como trinta e cinco meninas estariam lavando roupa naquele dia, decidi começar cedo. Levantei-me às 5 da manhã, fiz minha oração, organizei as peças de roupa e fui à lavanderia. Como pensei, eu era a única no local. Ou melhor, a única pessoa.

Quando comecei a pôr as roupas na máquina, tive a sensação de estar sendo observada. Deixei de lado o mau pressentimento; mas, alguns minutos depois, ouvi um choramingo – e um toque suave na barra do meu moletom. Quando olhei para baixo, vi a mais linda bolinha de pelo que já havia visto – na forma de um filhote de leão! Instintivamente, eu me ajoelhei e comecei a coçar a cabeça dele. O filhotinho ronronou, satisfeito e, na brincadeira, agarrou minha mão com as duas patinhas dianteiras, mordiscando meus dedos. “Ah, você está com fome”, eu disse. “Posso conseguir um leitinho morno para você no refeitório.” O filhote rolou e ficou de costas, permitindo que eu coçasse sua barriguinha. Por alguns segundos, eu me senti no Éden.

De súbito, um rugido profundo me fez voltar à realidade, congelando meu sangue. O filhote se pôs em pé nas quatro patas e, com a cauda firme entre as pernas e a cabeça baixa, o traidorzinho abriu covardemente o caminho de volta à sua mãe – uma leoa de 127 quilos. Fixei nela o olhar na porta de entrada da lavanderia e me lembrei da instrução dos guardas: “Nunca fuja de um felino selvagem; retroceda devagar, em silêncio, e mantenha os olhos no chão.” Um aviso essencial, sem dúvida. O problema era que eu estava na lavanderia, num beco sem saída, sem nenhum espaço para onde “retroceder”. E estivera com o olhar fixo nos olhos cor de avelã da leoa desde o seu primeiro rugido!

Lágrimas quentes de terror e desespero se avolumaram em meus olhos. “Querido Jesus…” As palavras ficaram trancadas na garganta; talvez eu morresse asfixiada antes de ser estraçalhada pela enorme fera. Naquele momento, a leoa apanhou o filhote pela nuca, virou-se e simplesmente se afastou.

Precisei tomar fôlego! As lágrimas corriam pelo meu rosto. Eu estava viva! Mal podia acreditar. Embora, fisicamente, ainda estivesse trêmula, emocionalmente, eu me sentia empolgada! Dei graças a Deus porque, uma vez mais, meu anjo da guarda estava mais perto de mim do que o meu inimigo. Ele sempre está ao nosso lado.

Evelia R. Cargill


Sexta-feira – 20 de julho

Campos de canola

Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, Ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. 2 Coríntios 4:6, ARA

Meu esposo e eu preferimos tempo nublado quando percorremos longas distâncias de carro no verão. Porém, quando o dia está cinzento, nosso espírito nunca fica verdadeiramente feliz. Vários anos atrás, em um dia nublado de julho, partimos em uma longa viagem. Larry colocou as últimas sacolas no porta-malas. Trancamos a porta e rumamos para o norte, esperando chegar à casa do nosso filho em três dias.

Três horas, 303 quilômetros: Whitecourt, Alberta [Canadá]. Paramos e nos esticamos. Depois tomamos o desjejum e fizemos o revezamento de motorista. O dia cinzento continua. Cinco horas, 59 minutos, 625 quilômetros: Beaverlodge, Alberta. Passamos devagar pela escultura de um castor, de 4 metros e meio de altura. As nuvens trouxeram chuva. Decidimos não tirar uma foto. Sete horas, 1 minuto, 714 quilômetros: Dawson Creek, Colúmbia Britânica, ponto inicial da Rodovia do Alasca. A chuva parou faz uma hora, mas nos sentimos entediados e apáticos sob o céu sombrio. Eu cochilei enquanto Larry dirigia. Sete horas, 30 minutos, 765 quilômetros: o céu continuava cinza. Estávamos quase em Taylor, Colúmbia Britânica, quando eu acordei. “Sempre gosto de ver o vale profundo ao descermos na direção do Peace River”, comentei com Larry. Ele sugeriu que fizéssemos um piquenique do outro lado.

Confirmei com a cabeça enquanto permanecia na expectativa da descida, mas então fixei os olhos no planalto. “Olhe!” Entusiasmada, apontei para os campos de canola a distância. Não há abertura nas nuvens, mas os campos estão dourados. Brilhantes. A despeito do dia cinzento, nublado, o tapete de pequenas flores cintilava, iluminando o campo, claro até o horizonte. Elas não refletiam luz; em vez disso, de algum modo, pareciam criá-la a partir de dentro.

Ao longo dos anos, muitas vezes pensei a respeito daqueles campos de canola. Eu também quero brilhar, não só quando é tempo de férias, mas também quando preciso dar nota a uma pilha de redações. Não só quando estou com amigos ou comemorando o nascimento de um neto, mas também quando faço compras no mercado, levo o lixo para fora, ou tomo uma decisão difícil.

Não quero, simplesmente, refletir alegria; quero que ela faça parte da minha vida de tal modo que brote e resplandeça a partir da minha alma.

Denise Dick Herr


Quinta-feira – 19 de julho

Amor severo

Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Apocalipse 3:19, ARA

Assisti a um documentário sobre o amor severo, há muitos anos, e o achei bem interessante. Pais que amavam seus filhos delinquentes, mas não toleravam seu mau comportamento, deram-lhes um ultimato. Os filhos precisavam assinar um documento contendo termos e condições para o benefício de viver na residência da família, e eles precisavam cumpri-las a fim de permanecer em casa. Às vezes, eles testavam seus pais e descumpriam o acordo, mas recebiam uma Segunda chance quando se arrependiam.

Nosso Pai celestial tem precisado praticar o amor severo por causa da nossa natureza rebelde. Desde a Criação, Ele delineou termos e condições que nos garantirão um lugar em Sua casa. Falou diretamente com Adão e Eva e lhes deu instruções específicas para morar no Éden. Eles poderiam desfrutar todos os benefícios, enquanto se abstivessem de comer determinado fruto. Eles descumpriram o acordo, Deus aplicou o amor severo, e eles foram expulsos do seu lar.

Os filhos de Israel, enquanto vagueavam quarenta anos no deserto, também receberam esses termos e condições por intermédio de seu líder, Moisés. Eles os violaram repetidas vezes, e Deus, novamente, precisou aplicar o amor severo. Eles esculpiram um bezerro de ouro e foram atingidos por uma praga. Reclamaram do maná, e Deus mandou codornizes, que os deixaram doentes. A rebelião de Miriã fez com que ela se tornasse leprosa. Parece que eles estavam em constante rebelião e violação dos termos e condições apresentados, sem nunca aprender com as transgressões anteriores, sempre testando a Deus. Como resultado, a maioria daqueles que começaram a jornada não teve permissão de entrar na Terra Prometida, e os que entraram só o fizeram por causa da intercessão de Moisés e da graça de Deus.

Não é triste ver como perpetuamos essa tradição? Sabemos que há um lar eterno a ser compartilhado com nosso Pai, livre de crimes, terrorismo, doenças, morte e todos os outros subprodutos do pecado. Os termos e condições para herdá-lo estão expostos na Bíblia, agora disponível em muitos idiomas e versões para agradar nosso gosto. Temos o benefício de aprender com as experiências documentadas na Bíblia. Ainda assim, continuamos a testar a Deus. A intercessão de Cristo nos tem protegido da merecida retribuição. Cumpre- nos, diariamente, renovar nosso contrato com Deus e, com Seu auxílio, evitar quaisquer violações, a fim de podermos viver no lar celestial como família.

Cecelia Grant


Quarta-feira – 18 de julho

A bicicleta retorcida

O Anjo do Senhor cerca com sua proteção os que O temem e os livra. Salmo 34:7, BV

Há muitos anos, meu esposo, Cyril, e eu morávamos em uma vila rural. Ele precisava percorrer onze quilômetros de bicicleta até a escola cada dia e, naturalmente, onze quilômetros outra vez, de volta, após lecionar o dia inteiro.

Um dia – perto do fim do semestre letivo, quando tanto os professores quanto os alunos estavam cansados – eu esperava que Cyril voltasse para casa a tempo para o chá. Eu olhava pela porta da frente quando vi algo um tanto incomum: um chapéu alto, pontudo, que se movia devagar do outro lado da nossa alta cerca. Pude identificar que o chapéu pertencia a um policial, porque o distintivo policial estava colado na frente do capacete. Um policial estava atrás da nossa cerca da frente.

Um momento depois, um segundo policial passou pela entrada até o jardim e caminhou em minha direção, andando pela calçadinha do jardim.

Ele me cumprimentou cortesmente e disse: “Seu esposo sofreu um acidente. No momento, está no Hospital Peace Memorial em Watford (a dez quilômetros de distância). Infelizmente, colidiu com um grande caminhão-tanque de combustível.” Enquanto eu visualizava meu esposo colidindo com um caminhão transportando petróleo em seu enorme tanque circular, perguntei ansiosamente por seu estado de saúde. Como resposta ao meu choque e às perguntas, o policial continuou: “Seu esposo não apresenta fraturas.”

Àquela altura da conversa, um policial muito alto surgiu por detrás da cerca – aquele cujo chapéu eu havia visto se movendo por trás e acima dela. Ele estava carregando os restos retorcidos da bicicleta do meu esposo. Na verdade, ela estava partida em duas metades.

Dei uma olhada naquele emaranhado e me perguntei como meu esposo, andando naquela bicicleta, pôde ter sobrevivido ao impacto do acidente. Então percebi que o policial alto estivera escondendo os destroços da bicicleta para que eu não desmaiasse com o choque, antes de saber o restante da história. Embora Cyril não estivesse com ossos fraturados, ele apresentava um grande calombo na cabeça. Depois de passar quinze horas dormindo, ele despertou e pôde erguer-se, amparado. Poucos dias depois, voltou para casa. Como nos sentimos gratos, todos, pela proteção de Deus!

Você não se sente feliz por Seus anjos se acamparem ao seu redor hoje?

Mônica Vesey


Terça-feira – 17 de julho

Seu olhar vigilante

O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, Ele está à sua direita. Salmo 121:5

Morei em um país em que as casas tinham que ser protegidas dos ladrões com barras de ferro nas portas e janelas, fazendo com que parecessem uma prisão. Os artífices, porém, transformavam o ferro em uma bela obra de arte.

O sobrado onde eu morava tinha um Quinta l rodeado por um muro de tijolos, com arame farpado em cima. Eu apreciava esse tipo de segurança, porque frequentemente precisava ficar naquele país sozinha, por várias semanas seguidas. Um dia, porém, descobri que o preço de estar segura podia se voltar contra mim.

Era Sexta -feira à tarde, e meu ajudante lavava meu carro como preparação para o Sábado . Abri a porta de casa e saí para falar com ele. Enquanto estava ali, uma repentina rajada de vento fechou a porta atrás de mim. A porta estava trancada, e eu havia deixado as chaves dentro. Entrei em pânico. Não havia maneira de voltar para dentro, já que todas as janelas e portas estavam protegidas com barras de ferro. Eu me vi em um terrível apuro: era Sexta -feira, o sol estava se pondo e encontrar um serralheiro naquele país era um desafio.

Meu único recurso era a oração. Informei ao meu ajudante que eu iria orar a Deus. Fiquei em pé junto à porta e orei silenciosamente ao meu Deus Todo- Poderoso. Contei-Lhe o meu problema e disse que precisava entrar antes que escurecesse. Pedi-Lhe que abrisse a porta, e coloquei a mão na maçaneta para virá-la, pela fé. E, que milagre! Ela abriu! Entrei louvando e dando graças ao Senhor por Sua intervenção. Creio firmemente que Ele queria que eu soubesse que fora Ele quem abrira a porta porque, naquele momento, outra rajada de vento passou com um forte ruído e fechou a porta atrás de mim. Tentei abri-la por dentro, mas não consegui. Usei outra porta para sair e tentei abrir aquela porta pelo lado de fora; ela não se moveu. A porta estava trancada por dentro e por fora. Por muitos dias, ninguém conseguiu abri-la, até que fui aconselhada a substituir a fechadura.

Que experiência e testemunho para o meu ajudante! Também foi um lembrete de que o Senhor está sempre pronto a responder às nossas orações, não importa o quanto nossos pedidos possam parecer insignificantes. Nós servimos a um Deus incrível.

Flore Aubry Hamilton


Segunda-feira – 16 de julho

Os tesouros de uma criança

Então disse Jesus: “Deixem vir a Mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos Céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Mateus 19:14

Subir em árvores, fazer comida de mentirinha, pintar, brincar com bonecas, desenhar, participar de um clubinho, mexer com barro, andar de bicicleta: a lista continua. Essas atividades, e outras mais, proporcionavam a recreação que eu apreciava na infância e fizeram parte do processo do meu amadurecimento de maneiras saudáveis.

Recordar a infância traz várias lembranças engraçadas, que nos divertimos em contar num círculo de amigos e parentes. Lembro-me de um dia da infância em que minha irmã e eu estávamos brincando. Fazíamos comida de faz de conta em nossa casinha de madeira para nosso primo Maikon. Tentei forçá-lo a beber “chocolate quente”. Na realidade, era terra fina que havíamos tirado do lado da rua e misturado com água. Felizmente, Maikon conseguiu escapar desse apuro com muita agilidade!

Quando reflito sobre minha infância, lembro-me de que eu sempre conservava meu nível de curiosidade acima do normal, tentando descobrir o desconhecido. As pessoas pareciam ser uma caixa de tesouros a ser aberta, e cada compartimento da minha casa era um lugar cheio de objetos estranhos, prontos a serem revelados. Portanto, cada dia era único e cheio de descobertas para satisfazer minha curiosidade infantil.

Nós, adultos, admiramos as crianças por sua sinceridade e, acima de tudo, por não se limitarem a uma visão única de mundo. Elas estão abertas a novas explicações que ajudem a responder à infindável enxurrada de perguntas. Um grande problema para a maioria dos adultos é que a rotina acaba com o nosso desejo de descobrir coisas novas, cada dia. Nós nos contentamos com a localização atual. Tendo perdido o senso de curiosidade e encantamento, julgamos já ter alcançado o topo do monte Everest – da nossa perspectiva – quando, na verdade, nem mesmo atingimos os primeiros quinhentos metros da escalada.

Quando Jesus disse que os pequeninos não deviam ser afastados da Sua presença, leio nas entrelinhas e interpreto também que Sua vontade é que nunca percamos o desejo de aprender maneiras novas e melhores de viver. Ele quer que tenhamos uma compreensão mais profunda de Sua vontade para conosco. O anelo de Jesus é que, assim como a criança confia em seus pais, você e eu desfrutemos Sua proteção, Suas perspectivas e – sempre – o Seu amor.

Mayla Magaieski Graepp


Domingo – 15 de julho

Quando Deus diz não

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; […] e guia-me pelo caminho eterno. Salmo 139:23, 24, ARA

Buscar a Deus para pedir várias coisas ou respostas aos problemas da vida é uma ocorrência diária para muitos cristãos, inclusive para mim.

Quando eu era criança, aprendi na Escola Sabatina que, quando pedimos, Deus pode responder “sim”, “não” ou “espere”. Devo admitir que a resposta com a qual tenho o maior problema é com o “não”.

Em um Domingo , uma querida amiga me pediu para que eu orasse com ela por uma resposta da qual ela precisava. Dizia respeito a algo muito importante para ela, e alegremente concordei em orar. A resposta para a sua situação devia vir na Quarta -feira seguinte. Assim, oramos e oramos, e meu esposo também se uniu a essas petições a Deus em busca de uma resposta. Então, a Quarta -feira chegou e recebi uma mensagem da minha amiga dizendo que ela não havia obtido a resposta desejada.

Minha amiga se sentia arrasada. Ela avançara em fé acerca dessa situação e havia inclusive gastado dinheiro na expectativa de uma resposta afirmativa.

Liguei para ela imediatamente.

Soluçando ao telefone, ela me contou do seu desapontamento com a resposta de Deus e disse que não conseguia entender por que Ele dissera “não”. Ouvi, coloquei-me no lugar dela e, no fim, disse: “Eu sei que essa não é a resposta que você queria. Mas, quando Deus diz “não”, Ele sabe o porquê. Ele sabe mais do que nós. Console-se com essa ideia.”

Quando desliguei o telefone, pensei nas respostas negativas em minha vida e nas muitas vezes em que não apenas fiquei zangada com a situação, mas também desapontada pelo fato de Deus não ter respondido como eu queria. Foi fácil dizer à minha amiga o que eu lhe disse, mas não era fácil aplicar essas palavras à minha própria vida.

Independentemente do fato, é verdade. Deus conhece o passado, o presente e o futuro. Ele me conhece – minha vida, meus desejos, meu caráter. Assim, quando Ele diz “não”, preciso confiar que, devido ao Seu conhecimento, está fazendo o que é melhor para mim. Sim, é difícil aceitar, mas é a verdade.

Então orei e pedi a Deus que, da próxima vez que Ele dissesse “não”, por favor também me fizesse lembrar das palavras que eu dissera à minha amiga e me ajudasse não apenas a aceitar Sua resposta, mas a confiar em Seu conhecimento.

Heather-Dawn Small


Sábado – 14 de julho

Combata o estresse

Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8:38, 39

Sem muito interesse, eu ouvia as partes rotineiras do culto, silenciosamente absorta numa discussão com Deus sobre as encruzilhadas espirituais em que me encontrava. Eu estava na igreja porque ainda acreditava, ainda confiava em Deus e sabia que precisava estar ali. Eu estava ali a despeito das minhas incertezas e de estranhos sentimentos de insatisfação. Estava ali por causa das consistentes demonstrações do amor e da bondade de Deus em minha vida. Mas me sentia cansada da jornada e desligada do corpo de crentes. Espiritualmente exausta por tentar me apegar tenazmente ao meu compromisso, eu simplesmente não conseguia sacudir a apatia resultante da fadiga.

Então, o coro começou a cantar a respeito de um velho e exausto soldado que queria desistir. O solista admoestou o velho e exausto soldado a “continuar firme”, “nunca desistir”, “guardar a fé”. O sobressalto me tirou da apatia, e senti que aquilo era uma resposta direta e imediata às perguntas que eu andava fazendo silenciosamente a Deus. O coro repetia a admoestação: “Continue firme, velho soldado.” Era como se não houvesse ninguém na igreja além de mim, e Deus estivesse falando diretamente comigo. Às vezes, quando oro, a resposta vem de forma discreta, comedida, que poderia perder-se caso eu não prestasse cuidadosa atenção. Deus não foi sutil daquela vez. Ele viu como Satanás havia intensificado sua guerra psicológica contra mim. Deus envidou um contra-ataque imediato para me defender. As palavras não estavam ocultas numa parábola. Deus, de modo simples, disse para mim no cântico: “Continue firme. Sei o que você está enfrentando. Entendi tudo. Não desista agora. Guarde a fé.” Recebi humildemente as instruções de Deus.

“Este velho soldado” ficará firme – e nunca desistirá. Guardará a fé e será vitorioso porque a graça de Deus lhe basta. Os desafios que enfrentamos a cada dia, às vezes, parecem insuperáveis, mas Deus é grande o suficiente para nos levar a um final feliz.

Assim, a despeito das montanhas que você enfrenta, repouse na convicção de que Deus está disposto a ampará-la. Avance, minha amiga, como um soldado. Guarde a fé.

Beverly P. Gordon


Sexta-feira – 13 de julho

Edificando sobre a rocha

Quando veio a inundação, a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar, porque estava bem construída. Lucas 6:48

Enquanto assistia ao noticiário, certa noite, soube do desabamento de uma biblioteca recentemente construída. A administração da escola solicitou recursos para ajudar na construção de uma nova biblioteca e também para comprar livros. Muitas pessoas contribuíram para o projeto de construção, de várias maneiras. Após alguns meses, a construção estava concluída e inspecionada. Foi marcada a data da cerimônia de abertura. Era o dia da entrega dos livros para a biblioteca. Os alunos tinham a expectativa de crescer academicamente com o auxílio de uma nova biblioteca.

Um dia, porém, uma tempestade chegou trazendo chuva pesada e ventos tão fortes que o prédio da nova biblioteca desabou. Toda aquela alegria e expectativa acabaram. Que cena triste, ver as prateleiras e os livros encharcados pela chuva e cobertos com detritos! O que havia causado o desabamento da biblioteca recentemente construída? Uma investigação posterior revelou que o alicerce não era sólido. Isso fez com que todo o investimento financeiro, as doações de livros, o tempo e a energia investidos naquele empreendimento acabassem em perda total.

Essa experiência me fez lembrar da parábola de Cristo sobre a inundação (Lucas 6:46-49). Duas casas foram construídas sobre dois fundamentos. No dia da grande tempestade, a casa edificada sobre a areia desabou, enquanto aquela construída sobre a rocha permaneceu firme, enfrentando a tormenta. As imagens no noticiário sobre o alicerce defeituoso me levaram a sentir um medo repentino; pois, imediatamente, refleti sobre o fundamento que eu havia deixado para meus filhos. Sei que tenho me saído bem ao cobri-los com diversos presentes em várias ocasiões. No entanto, dei a eles a dádiva de Jesus? Investi em sua educação, dando-lhes um bom alicerce acadêmico. Eu os ajudei a edificar sobre Jesus, a Rocha? Se não fui cuidadosa em ajudá-los a edificar o caráter sobre o firme alicerce, Jesus Cristo, então negligenciei dar-lhes o melhor de todos os presentes. Teriam eles condições de resistir aos fortes vendavais da tentação e das provas que se enfrentam neste mundo?

Senhor, perdoa-me naquilo em que falhei ao criar os filhos que confiaste ao meu cuidado. Que meu alicerce esteja em Ti e que eu siga Tua orientação, enquanto continuo a lançar o fundamento para eles.

Gertrude Mfune


Quinta-feira – 12 de julho

Cultivando o solo

Nunca tive a menor dúvida de que o Deus que iniciou esta grande obra em vocês irá preservá-los e conduzi-los a um final grandioso, no dia em que Cristo Jesus Se manifestar. Filipenses 1:6, A Mensagem

As parábolas de Jesus sempre me fascinaram. A que me cativa muito está registrada nos três Evangelhos Sinóticos (Mateus 13:3-8; Marcos 4:3-8; Lucas 8:5-8) – a parábola evocando a imagem da semente que tenta crescer.

Enquanto trabalhava on-line num projeto com outra escritora, recebi dela uma mensagem que tocou as cordas do meu coração. “Sei que você não se lembra de mim. Faz anos, e nosso encontro foi muito breve. Eu estava na escola fazia apenas quatro meses. Nunca tive aulas com você, mas eu a via com certa frequência, e as meninas no dormitório a amavam. Você causou um impacto positivo sobre mim.” Eu me senti humilde diante de suas generosas palavras. Ela também tinha razão ao dizer que eu não me lembraria dela!

Continuei lendo sua intrigante mensagem e fiquei sabendo de outras maneiras pelas quais minha vida tinha evidentemente tocado a vida dela: “Você sempre falava de maneira suave, bondosa e carinhosa.” Ler suas palavras sobre um incidente que havia ocorrido trinta anos antes me fez imaginar uma garota tímida, mas ansiosa, esforçando-se para crescer enquanto aspirava a atmosfera do rico solo ao seu redor. Louvei a Deus pela oportunidade de ser parte daquele ambiente que promovera seu desenvolvimento.

Mais tarde, quando minha nova amiga me contou sobre a declaração pessoal que sua filha escrevera como anexo à sua inscrição para o programa de residência, pude entender que ela havia transferido a mesma filosofia solidária à sua filha. “Sua sede insaciável de conhecimento combina com seu desejo igualmente inextinguível de ajudar os outros.”

Refletindo sobre sua primeira mensagem, eu quase podia ouvir a voz daquela menina, mas me concentrei na vulnerabilidade inerente em sua linha final: “Talvez algum dia eu possa dizer a todos que você é minha amiga.”

Jardineiro Mestre, muito obrigada por nos permitires ajudar, enquanto cuidas de pessoas frágeis. Muito obrigada por Te lembrares de nós enquanto tentamos enriquecer o solo ao nosso redor. Muito obrigada pelo “acabamento florido” que, com Tua permissão, as pessoas ao nosso redor experimentam – e que, por sua vez, também nos estimula.

Glenda-Mae Greene


Quarta-feira – 11 de julho

Oferta sacrifical

E todos os que estavam dispostos, cujo coração os impeliu a isso, trouxeram uma oferta ao Senhor para a obra da Tenda do Encontro. Êxodo 35:21

Muitas histórias foram registradas na Bíblia sobre como os filhos de Israel trouxeram voluntariamente dádivas para ajudar a obra do Senhor. Quando Moisés solicitou dádivas especiais para a edificação do tabernáculo, ele acabou tendo que pedir que as pessoas parassem de trazê-las, pois havia sido acumulada uma riqueza suficiente para o projeto em vista.

Hoje também, a benevolência dos membros da igreja tem possibilitado e promovido a disseminação do evangelho pelos distantes recantos do mundo. Como resultado das nossas dádivas, muitas novas igrejas foram construídas em lugares em que não teria havido nenhuma, a não ser pelas ofertas, dadas com sacrifício, por aqueles a cujo coração o Espírito de Deus falou. Deus sempre abençoa quando Seu povo traz uma oferta sacrifical e voluntária.

Minha igreja tem assumido vários projetos de reforma. Meu esposo e eu orçamos uma soma mensal a ser dada para a construção de uma nova escola com ensino médio. Além disso, há projetos de reforma na igreja que foram concluídos e para os quais contribuímos; porém, existem outros a serem implementados. Em um sábado, o pastor anunciou que a cozinha precisava ser reformada, e isso devia ser feito imediatamente, porque o fiscal do município não permitiria que continuássemos a usar as instalações em sua atual condição de violação das normas. Portanto, cada membro da igreja foi solicitado a doar 150 dólares como oferta de sacrifício. Isso somava 300 dólares, no nosso caso. De onde vamos conseguir esse dinheiro extra?, pensei. A voz suave e calma que fala comigo tão frequentemente me disse que eu não me preocupasse, pois Deus encontraria um caminho.

Geralmente, nossas contas relacionadas com empresas de serviços públicos, nos últimos cinco anos, têm ficado entre 350 e 550 dólares nos meses de novembro a fevereiro. Assim, tomamos algumas medidas drásticas para reduzir esse elevado custo. Como resultado, pagamos uma conta de 180 dólares em novembro e 259 dólares em dezembro. A economia foi suficiente para doarmos os 300 dólares para a reforma da cozinha.

Deus certamente nos abençoou quando Lhe entregamos uma oferta voluntária de sacrifício. Para qual causa Ele pede que você oferte algo com sacrifício, hoje? Ele já tem uma bênção reservada para você.

Eveythe Kennedy Cargill


Terça-feira – 10 de julho

Sem luz

Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará. Salmo 37:5, ARA

A viagem pela África foi planejada por dois anos. A família toda viajaria de Gâmbia para a Nigéria, onde eu seria delegada em um congresso de mulheres. Essa seria a primeira visita dos nossos filhos à Nigéria conosco.

Como era costume, entregamos nossa viagem por terra às mãos de Deus. Chegamos à fronteira de Gâmbia tarde da noite. O último ônibus para a vila do outro lado da fronteira estava vazio, esperando passageiros. Esperamos até às 21 horas, e não chegaram outros passageiros. Solicitamos ao motorista que prosseguisse; ele concordou, mas só se pagássemos pelos assentos vazios. Devido à situação na qual nos encontrávamos, concordamos. Antes de partirmos, outro passageiro chegou, e fomos em frente, na noite escura e chuvosa. A chuva caía com ventos fortes, as luzes do interior do ônibus se apagaram e percebemos que o veículo não tinha isolamento ao redor das portas.

A estrada esburacada estava cheia de sulcos, e tanto a cobertura quanto o piso do veículo permitiam a entrada da água. A seguir, passamos por um grande volume de água estagnada, e os faróis do veículo se apagaram. Uma grande quantidade de água inundou o veículo, encharcando nossos pés. A visibilidade era quase inexistente. Orei, confiando que Deus nos levaria ao término da jornada. Os responsáveis pelo ônibus pediram lanternas aos passageiros. Eu tinha uma, e outra mulher também. O cobrador sentou-se no topo do veículo e focalizava as lanternas sobre a estrada para que o motorista pudesse ver. Ele também tirou sua camisa para enxugar o para-brisa porque o ônibus não tinha o limpador.

Àquela altura, todos estavam molhados. Sentíamos frio e estávamos tensos porque não sabíamos o que aconteceria. As crianças ficaram com medo e se agarravam a nós. A família toda, agora, estava nas mãos de Deus; não tínhamos ninguém a quem recorrer, a não ser Jesus. Oramos por Sua intervenção enquanto o veículo atravessava a noite escura e tempestuosa.

A viagem, que deveria levar uns quarenta e cinco minutos, demorou três horas.

Por fim, vimos uma luz fraca ao longe – nosso destino. Eu sabia que Deus havia guiado e conduzido o ônibus. Eu O louvo por ter nos acompanhado até o fim da viagem.

Podemos estar enfrentando tempestades em nossa jornada ao longo da vida. Tudo pode parecer escuro e triste. Deus, porém, prometeu nos levar até o final. Tenha bom ânimo hoje!

Taiwo Adenekan


Segunda-feira – 09 de julho

Problemas com a impressora!

Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em Mim e Eu nele, esse dará muito fruto; pois sem Mim vocês não podem fazer coisa alguma. João 15:5

Recentemente, eu quis imprimir um documento em cores. Como meu laptop está normalmente conectado a uma impressora simples, preto e branco, eu o desliguei e o conectei à impressora em cores. Dei os comandos usuais para imprimir, mas nada aconteceu. Tentei de novo – mais duas vezes – e não saía nada impresso. De repente, percebi que não havia mudado o comando da impressora – de preto e branco para colorido. Às vezes, os pormenores da computação, como esse, me escapam! Tão logo mudei o comando, saíram três lindas cópias coloridas do meu documento!

Comecei a pensar em como as configurações-padrão da impressora são semelhantes às configurações-padrão que todos nós temos. Existem opções predefinidas naturalmente, que nos levam a seguir os caminhos e as tentações de Satanás. Se não nos conectarmos ativamente com Deus e não escolhermos que Ele governe a nossa vida – fazendo disso a primeira coisa a cada dia – iremos, por configuração, permitir que Satanás influencie aquilo que dizemos e fazemos durante o dia. Não é necessário escolher intencionalmente seguir Satanás para que isso aconteça. Precisamos apenas negligenciar passar tempo com Deus para nos desencaminharmos com facilidade.

Há pouco tempo, li: “Não é necessário que escolhamos deliberadamente o serviço do reino das trevas para cair-lhe sob o poder. Basta negligenciarmos fazer aliança com o reino da luz. Se não cooperarmos com os instrumentos celestiais, Satanás tomará posse do coração e vai torná-lo sua morada” (O Desejado de Todas as Nações, p. 324). Se não tivermos uma ligação vital diária com Deus, certamente cairemos nas armadilhas satânicas do amor-próprio, da autocondescendência e do pecado. Jesus confirmou esse fato quando disse que, mesmo que alguém seja libertado de um demônio, mas não preencha o vazio com Jesus, o espírito mau retornará com muitos outros para ali habitar (Mateus 12:43-45).

Não precisamos ser controladas pelo mal “por opção predefinida”. A cada manhã podemos orar: Eu quero mudar minha configuração-padrão hoje e me entregar ao Teu controle, Jesus. Agradeço o dom do Espírito que prometeste para preencher minha vida, ligando-me a Ti como o ramo à videira, a fim de produzir fruto para a Tua honra e glória.

Merian Richardson


Domingo – 08 de julho

Voo errado

Quem examina cada questão com cuidado prospera, e feliz é aquele que confia no Senhor. Provérbios 16:20

Tenho viajado bastante, ultimamente – para diferentes cidades na América do Norte, Europa e Ásia. Já passei por vários aeroportos e verificações de segurança, e vi todo tipo e tamanho de bagagens. Além disso, sou sempre fascinada em observar as pessoas enquanto vão e vêm para embarcar no seu voo.

Num belo dia de verão, enquanto caminhava para a aeronave da conexão que estava estacionada a uma curta distância do terminal, notei que havia vários aviões na pista, prontos para o embarque. Tomei o cuidado de passar pelo portão correto, mencionado em meu cartão de embarque, e entrei no avião. Depois de me acomodar no assento, dei graças a Deus por me haver conduzido até ali e sussurrei uma oração pedindo uma viagem segura e tranquila de volta para casa.

Devido à falta de espaço no lugar para a bagagem interna, algumas bagagens de mão foram examinadas à medida que os passageiros embarcavam. Enquanto a comissária de bordo dava as boas-vindas a todos naquele voo para Baltimore, duas mulheres se levantaram e disseram: “Mas nós achávamos que este avião iria para Atlanta!” Aparentemente, elas haviam se distraído com conversas e não notaram que tinham passado, por engano, por outro portão, embarcando no voo errado! É desnecessário dizer que nosso voo atrasou, enquanto a bagagem delas era descarregada e transferida para o avião certo.

Refleti sobre esse incidente enquanto nossa aeronave taxiava rumo à decolagem. Quantas vezes nos distraímos tanto a ponto de deixar de reconhecer para onde nos encaminhamos? Permitimos que as distrações nos impeçam
de passar tempo com nosso Senhor? Ao seguirmos pela jornada da vida, oremos pedindo direção e orientação, a fim de permanecermos no trilho e manter-nos concentradas nas coisas que nos ajudarão a crescer em nossa caminhada com Deus. Eu não gostaria de perder o encontro face a face com meu Salvador por ter me ocupado demais desfrutando os prazeres deste mundo.

Minha oração é que não percamos de vista nosso destino final ao vivermos o dia a dia. Conservemos firme a nossa fé ao viajarmos rumo àquele reino celestial que Jesus está preparando para você e para mim.

Rhona Grace Magpayo


Sábado – 07 de julho

Fé que expulsa a ansiedade

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:6, 7

Um dos problemas que parecem atormentar as mulheres é a ansiedade. Ficamos ansiosas por causa dos filhos, da vida conjugal, das finanças, do emprego (ou falta dele). Mencione o que quiser; nós sentimos ansiedade a esse respeito.

Recentemente, li uma declaração feita pelo guerreiro da oração, George Müller, e ela me prendeu a atenção: “O princípio da ansiedade é o fim da fé.” O fim da fé! Em outras palavras, quando oramos com um espírito ansioso, incrédulo, não estamos orando com fé. Isso impede a capacidade de Deus de responder às nossas orações. Felizmente, Müller continuou sua declaração com uma garantia maravilhosa: “E o princípio da fé autêntica é o fim da ansiedade.”

Por muitos anos, um dos meus entes queridos teve um problema que brotou em sua infância e afetou grandemente sua vida adulta. Eu orava por ele diariamente, mencionando cada vez a Deus todos os detalhes do problema. No fim das minhas preces, eu estava tão deprimida por repetir o problema aparentemente insuperável, que chegava a me arrastar ao longo do restante do dia. Comecei a evitar o momento da oração porque era muito deprimente. Embora achasse que estava deixando a questão nas mãos de Deus, na realidade estava debilitando minha fé medíocre ao me demorar nos detalhes. Foi somente depois de entender que eu orava sem fé que mudei minha oração. Deixei de apresentar a Deus todos os detalhes,  simplesmente fiz com que Ele Se lembrasse da minha preocupação. Em seguida, deixei que Deus providenciasse as respostas. Não me senti mais deprimida e ansiosa quanto à questão. Em um tempo notavelmente curto, comecei a ver grandes mudanças na situação do meu ente querido. Deus atuou de um modo como eu nunca havia sonhado. Agora, eu Lhe dou toda a glória, pois sei que não tenho nada a fazer, exceto crer.

Ellen White escreveu: “Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 330). Nada sabemos! Deus não está limitado ao nosso pensamento finito. Ele tem todos os recursos do Céu sob Seu comando. Por que não aceitar Seu amoroso convite: “Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso” (Mateus 11:28)?

Carla Baker


Sexta-feira – 06 de julho

Yolanda

Pode dizer ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal. Ele o cobrirá com as Suas penas, e sob as Suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade Dele será o seu escudo protetor. Salmo 91:2-4

Em 2013, o tufão Yolanda visitou as Filipinas e tocou o solo em Visayan Leste. Isso criou uma indizível devastação, destruindo propriedades e matando milhares de adultos e crianças. Muitos abrigos, escolas, hospitais e outros importantes prédios de atendimento ao público não puderam ser utilizados porque o tufão os derribou.

Barracas e outros abrigos temporários ficaram tão superlotados que doenças infecciosas se espalharam rapidamente entre os ocupantes. Até mesmo o pessoal da área da saúde foi gravemente afetado. O limitado abastecimento de alimento e água agravou a situação. Estradas bloqueadas dificultaram o transporte de artigos essenciais – especialmente quando se tratava de alcançar áreas remotas. O número de mortes aumentava diariamente, como resultado dessas condições. Além do grande número de mortes registradas, houve milhares de desaparecidos, entre membros das famílias, amigos e vizinhos. Até três semanas após a devastação inicial, alguns cadáveres ainda continuavam espalhados e sem identificação em muitos lugares, causando um odor insuportável. Os sobreviventes dessa calamidade, porém, recebiam com gratidão a assistência local e a que vinha do exterior. Organizações governamentais, não governamentais, individuais e particulares se uniram para fazer uma diferença positiva na vida das pessoas envolvidas naquela destruição esmagadora.

A enorme árvore de mangas do nosso vizinho mais próximo caiu sobre a casa deles e a arruinou, mas felizmente ninguém se feriu. Embora tivéssemos perdido uma mangueira menor, a maior permaneceu firme, sem colocar
a casa em perigo. Essa árvore me faz lembrar de algo mais que permanece firme: as promessas de Deus para Seus filhos fiéis. A Bíblia nos lembra de que as atuais provações que nos parecem insuportáveis servem, na realidade, para fortalecer nossa fé e preparar nossa alma para a salvação (1 Pedro 1:3-9).

Mais do que nunca, estou ciente de que nosso coração deve estar preparado para encontrar Jesus a qualquer momento. Sei que o Senhor nos ajudará. Podemos ter a confiança de que Ele nos guiará, a fim de que estejamos prontas a segui-Lo rumo ao lar.

Esperanza Aquino Mopera


Quinta-feira – 05 de julho

Um reflexo deficiente

O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor, vê o coração. 1 Samuel 16:7

Quando nos mudamos para a Flórida, uma das coisas que eu sabia que queria ter era uma casa com piscina. Duas casas nos interessaram. Uma tinha portas corrediças que nos davam a sensação de que a área do pátio dos fundos fosse uma extensão da sala de estar, mas ali não havia piscina. A segunda casa era menor, mas tinha piscina. Compramos a casa com piscina.

Amamos nossa casa nova. Ter uma piscina, porém, já me ensinou muitas lições.

Primeira, manter uma piscina dá um bocado de trabalho. Nossa piscina é coberta, mas ainda assim passamos tempo recolhendo folhas e outros materiais da superfície da água. Esse é um trabalho diário; de outro modo, seria um desgosto quando chegasse o fim da semana.

Segunda, manter uma piscina exige tempo e atenção. Precisamos considerar o nível da água. Se o nível fica baixo demais, pode queimar o motor da bomba. Se está muito alto, a água pode transbordar e inundar o quintal. Não manter o nível correto da água também pode deixar a piscina inutilizável.

Por fim, precisamos verificar o equilíbrio do pH da água (níveis de alcalinidade e acidez). Se não atentamos para isso ou deixamos de utilizar os produtos químicos adequados, a água terá um curioso tom de verde ao qual minhas meninas se referem como “sopa de ervilha”. Isso também impede a utilização da piscina.

Ter uma piscina e manter uma piscina são duas coisas diferentes. Do mesmo modo, professar ser cristão e realmente ser um cristão são duas coisas diferentes. Eu me considero cristã, mas – a menos que mantenha meu relacionamento com Deus – estou iludindo a mim mesma. Se não dedico tempo para ler e estudar a Bíblia, minha vida espiritual tem seu nível rebaixado, e tomo decisões sem a orientação de Deus – uma receita garantida para o desastre. Por fim, se não oro nem permito que o Espírito Santo cubra minha natureza pecaminosa, o reflexo da minha vida – quando as pessoas olharem para ele – será sombrio. Isso, do mesmo modo como uma piscina não cuidada é inutilizável, vai me transformar em uma cristã inútil.

As necessidades da piscina me fazem lembrar, diariamente, da minha necessidade de viver em Cristo, de modo a ser uma fonte transparente de água limpa, refrescante – que reflita claramente o Seu amor.

Tamara Marquez de Smith


Quarta-feira – 04 de julho

O poço que nunca secou

Esses homens são fonte sem água e névoas impelidas pela tempestade. A escuridão das trevas lhes está reservada. 2 Pedro 2:17

A seca foi severa e longa. Harrison e sua família tiveram que abandonar a casa à beira-mar em Putput, Nova Irlanda, Papua Nova Guiné, e fugir para as montanhas a fim de encontrar água e alimento. O córrego que passava por sua propriedade havia secado. Sobreviveram, dia após dia, bebendo água de coco e comendo a polpa fresca. Dentro de pouco tempo, os cocos também acabaram. Mergulharam mais fundo na floresta em busca de qualquer coisa comestível. Alguns dias, comiam samambaias e inhames silvestres cozidos em bambu sobre o fogo. Harrison ia regularmente ao mar para pescar e suplementar a dieta. Durante o tempo difícil, ele continuou louvando a Deus pela vida e encorajando a família.

Vários meses se passaram. Encontrar água, agora, era um desafio crítico. Sentavam-se sob uma árvore seca junto ao mar e contavam histórias da Bíblia acerca de pessoas para quem Deus havia providenciado água em tempos difíceis – Hagar e Ismael, os filhos de Israel no deserto, a mulher junto ao poço, carente da água da vida. De repente, tudo ao redor deles ficou mortalmente silencioso. A família se perguntou: Será que uma tormenta está se formando? Naquele instante de quietude, um estrondo ensurdecedor explodiu no silêncio, tão perto que eles sentiram o chão tremer.

“O que foi isso?”, indagou Harrison, com os olhos arregalados. Ele caminhou uns noventa metros na direção do barulho e, para seu espanto, viu um buraco grande, amplo, que havia acabado de se formar na terra. Inspecionando mais de perto, entendeu que estava olhando para um poço recém-cavado, cheio de água fresca, cristalinamente limpa. Um rápido gole confirmou que não era água salgada. Jubiloso, correu para anunciar o milagre à sua família. Todos se assentaram à margem do poço e louvaram ao Senhor.

Harrison dedicou aquele poço ao serviço de Deus – e ele nunca secou. Hoje, os residentes de Putput apreciam a escola que Harrison também construiu ali. A sede de acampamentos em Putput oferece um convidativo local para retiros de mulheres. Aquele poço miraculoso continua a ser uma bênção para muitos!

De modo semelhante, quando Deus faz um milagre em nosso coração, Ele transforma a seca do pecado numa fonte de água viva. Que nós levemos para alguém, hoje, a água da vida.

Fulori Sususewa Bola


Terça-feira – 03 de julho

Mas vovó, é o meu aniversário!

Sei o que estou fazendo. Já planejei tudo, e o plano agora é cuidar de vocês! Não os abandonarei. Meu plano é dar a vocês o futuro pelo qual anseiam. Jeremias 29:11, A Mensagem

Nosso neto Anthony decidiu trabalhar em um emprego temporário antes de voltar ao colégio de ensino médio. Seu irmão, Andrew, veio junto para fazer companhia ao meu esposo e a mim. Dali a poucos dias, Anthony completaria dezessete anos de idade, e seu supervisor sugeriu que ele tirasse uma folga em seu dia especial. Eu disse a Anthony que ele estava naquele emprego fazia menos de duas semanas, e que não parecia conveniente tirar essa licença tão cedo. Anthony insistiu no fato de que não haveria problema, pois o supervisor já estava impressionado com a sua ética no trabalho.

Na manhã do aniversário de Anthony, 3 de julho, tudo parecia bem. Anthony e Andrew ficaram em casa com meu esposo, que repousava na cama, enquanto eu cuidava de algumas coisas. Enquanto estava fora, recebi um telefonema que mudaria nossa vida para sempre. Era uma ligação de Anthony. “Vovó”, disse ele, “aconteceu alguma coisa com o vovô!” Anthony já havia ligado para a emergência. Dentro de minutos, eu já estava em casa e encontrei meu esposo sentado na borda da cama, sentindo-se fraco. O pessoal do resgate chegou. Depois de examiná-lo, aconselharam uma ida ao pronto-socorro.

Quando chegamos ao hospital, meu esposo olhava para mim, mas não conseguia falar. Uma enfermeira gritou, freneticamente: “Ai, não! Seus batimentos cardíacos caíram para trinta!” Meu esposo estava tendo um leve ataque cardíaco. Embora nunca houvesse sofrido problemas no coração antes, ele foi internado no hospital, onde permaneceu por seis dias. Informamos a família, os amigos e os guerreiros de oração para que entrassem em ação imediata em favor da cura do meu esposo. Deus é muito maravilhoso e atua sempre no momento certo. Ao longo dos meses seguintes, notamos melhoras na saúde do meu esposo.

Refletindo sobre a situação, vi que Anthony e Andrew comemoraram o dia 3 de julho sendo instrumentos para salvar a vida do seu avô. Enquanto eu estava mais preocupada com a ética no emprego, Deus já havia planejado tudo segundo Sua vontade. A promessa de Jeremias 29:11 tornou-se mais significativa para mim devido a essa experiência. Louvo a Deus por Sua cronometragem e Seu cuidado.

Senhor, dá-nos um coração que sempre aceite Tua orientação para a nossa vida.

Vivian E. Brown


Segunda-feira – 02 de julho

Minha inclinação

Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro. Provérbios 18:10, ARA

Minha mãe e meu irmão de nove anos de idade assistiram a uma assembleia mundial da igreja, vários anos atrás. Enquanto estavam lá, meu irmão precisou usar o sanitário. Mamãe não podia mais levá-lo consigo para o toalete das mulheres; por isso, meu irmão foi para o dos homens com instruções estritas de se encontrar com mamãe do lado de fora. Depois de esperar fora do sanitário e ver homens entrando e saindo – sem sinal do meu irmãozinho –, ela ficou preocupada. Aproximou-se de um senhor e perguntou se ele havia visto um garoto no sanitário. “Sim”, respondeu ele. “Parece que ele vai sair logo.” Mamãe continuou esperando, mas ainda não havia sinal do meu irmão. De repente, ela disparou para dentro do sanitário masculino e encontrou meu irmão brincando com a água da pia. Naturalmente, ordenou que ele a acompanhasse, e ficou também muito aliviada por ele estar bem. Posteriormente, mamãe me contou que, enquanto decidia, em oração, se entrava ou não no sanitário masculino, ela sentira uma “força” que a levou a entrar em busca do seu garoto.

A história da minha mãe me fez perguntar: Não deveríamos nós também permitir que a “força” do Espírito Santo oriente nossa caminhada com o Senhor? Nós O buscamos em cada situação da vida?

Sei que eu tenho uma inclinação, uma tendência, de reagir de modo impulsivo diante das situações. Mas, quando permito que o Espírito Santo seja a força motriz em minha vida, tenho uma inclinação espiritual. Em vez de reagir, posso responder com fé, repousando na sabedoria de Deus. “O próprio espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados” (Romanos 8:16, 17, ARA).

Em outras palavras, já que sou filha de Deus, Seu Espírito está dentro de mim e me atrai continuamente para mais perto Dele. Tenho direito a tudo o que Ele tem – e a tudo o que Ele é – porque Ele morreu por mim. O salmista escreve: “Os que conhecem o Teu nome confiam em Ti, pois Tu, Senhor, jamais abandonas os que Te buscam” (Salmo 9:10).

Oro para que todas nós continuemos aprendendo a andar com uma inclinação espiritual. Ao fazer isso, seguiremos a orientação do Espírito e buscaremos a Deus e Seu auxílio em toda ocasião de necessidade.

Margo Peterson


Domingo – 01 de julho

Valor inestimável

Quando eu disse: Os meus pés escorregaram, o Teu amor leal, Senhor, me amparou! Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o Teu consolo trouxe alívio à minha alma. Salmo 94:18, 19

Sentada diante da escrivaninha no dia 1o de julho de 2010, abatida e com olhos lacrimejantes, eu me sentia sozinha e inútil. Meu esposo havia morrido repentinamente em um acidente automobilístico fazia quase seis meses. Eu não tinha mais um motivo para viver. Minha identidade e meu senso de valor próprio sofriam imensamente. A vida parecia ter perdido seu sentido.

Enquanto me encontrava ali sentada, em desespero, o telefone tocou. Era minha sobrinha. “Titia”, disse ela, “hoje de manhã li o devocional que você escreveu e que foi publicado no livro do Ministério da Mulher deste ano, na data de hoje. Eu estava precisando daquilo que você escreveu. Muito obrigada!” Não muito depois disso, uma amiga me telefonou para dizer que o mesmo devocional, intitulado Meu Consolador, também lhe havia trazido ânimo. Deus acabava de me dar dois abraços! Eu me senti humilde diante disso, e valorizada – justamente aquilo de que eu precisava naquele momento.

Que bênção e conforto perceber que temos um Deus que sabe o tipo de incentivo de que necessitamos e quando necessitamos! Diante de outros tempos desafiadores na vida, enquanto enfrentava situações que pareciam não se resolver, experimentei abraços que só eu poderia ter reconhecido. Às vezes, o estímulo excedia qualquer coisa que eu pudesse imaginar.

Com frequência, recebo os abraços de Deus na forma de promessas bíblicas. Por exemplo, Ele promete que não carregaremos fardos além daqueles que somos capazes de suportar (1 Coríntios 10:13). Essa promessa me encoraja muito. Sua Palavra nos informa que Ele está perto, o tempo todo. Outra de Suas promessas é que Ele nunca falhará nem nos abandonará (Josué 1:5). Saber que Deus está sempre disponível, à distância de uma oração apenas, por si só é tranquilizador e confortante, de modo especial em tempos de sofrimento e perda.

Naquele dia de julho, Deus afirmou, por meio daqueles abraços, que eu tenho um valor inestimável para Ele. Na verdade, todas nós temos esse valor. Nada, em nossa vida, é difícil demais para Ele. Deus nos convida a procurá-Lo quando nos sentimos alegres, tristes, iradas ou emocionalmente destruídas. Ele está ali, para nos abraçar. Está ansioso por nos fazer superar qualquer coisa atravessada no nosso caminho.

Marian Hart-Gray


JULHO 2018


Sábado – 30 de junho

O sistema divino de segurança

Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. 1 Pedro 5:8, ARA

Recentemente, ao visitar familiares na América do Norte, nós nos hospedamos em um bairro de casas bonitas. Gramados extensos, bem cuidados, eram pontuados aqui e ali por majestosas árvores e coloridos arbustos ornamentais, ao redor de cada casa. Os ondulantes jardins desciam até a margem da rua. Como europeia, fiquei intrigada diante da completa ausência de qualquer muro, sebe ou cerca divisória entre as propriedades ou mesmo entre os jardins e a rua. Assim, quando cachorros de aparência feroz, latindo alto, correram na direção da rua para me encontrar durante minha caminhada matutina, fiquei mais do que apreensiva. Para meu completo espanto e alívio, porém, todos pararam exatamente onde começava a rua.

Quando contei aos parentes sobre o meu espanto, eles me disseram que uma cerca elétrica invisível rodeava cada propriedade. A corrente elétrica, circulando pelas cercas invisíveis, reagia com um mecanismo na coleira dos cães, dando nos animais um choque de baixa voltagem. Era esse choque através da coleira que levava os cães a uma parada abrupta, quando os fios da sua propriedade terminavam. Essa medida de proteção impedia que os cães ferissem alguém.

Aos olhos de Deus, nós, Seus filhos, somos muito mais preciosos do que qualquer casa imponente. Ele nos chama de Seu “tesouro pessoal” (Malaquias 3:17) e pagou um preço imenso para adquirir cada uma de nós das mãos do inimigo. Para nos proteger, Ele nos circundou com uma cerca invisível. Ela não apenas impede que prejudiquemos aqueles que nos rodeiam, como também nos salva dos ataques de nosso inimigo espiritual, o diabo. Escrita em nosso coração e invisível aos demais, a lei do amor de Deus, Sua régia lei – os Dez Mandamentos – é esse muro de proteção ao nosso redor. Os mandamentos nos estimulam a tratar os outros com o mesmo amor e compaixão com que Deus nos trata. Ao mesmo tempo, eles impedem que nosso comportamento prejudique os outros e consequentemente cause muita dor a nós também. Afinal, seria amarga a colheita do mal que somos tão frequentemente tentadas a semear.

Deus não nos deu Sua lei para estragar nossa diversão ou tirar o prazer da vida. Ele nos deu Sua lei para nos proteger. Ele anseia que desfrutemos a vida em sua plenitude. Possamos todas nós dizer como o rei Davi: “Quanto amo a Tua lei! Medito nela o dia inteiro” (Salmo 119:97).

Revel Papaioannou


Sexta-feira – 29 de junho

Marcados

Sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:40, ARA

Um amigo deixou uma mensagem no telefone para nos informar que sua esposa, a quem havíamos visitado no hospital alguns dias antes, falecera. Disse também que já haviam sido feitos os arranjos para o funeral, a data fora marcada, e ele esperava que estivéssemos presentes.

Naturalmente, sabíamos que isso era o mínimo que devíamos fazer, já que éramos considerados parte da família.

Enquanto visitávamos a família no dia do funeral, o dirigente da cerimônia, aparentemente, ordenou que cada veículo recebesse uma placa a fim de ser reconhecido como parte da procissão fúnebre. Enquanto a família enlutada prosseguia para a igreja, notamos que nosso veículo havia recebido a placa. Tínhamos, involuntariamente, entrado na fila com os outros veículos e agora não restava escolha a não ser seguir em frente.

Enquanto aguardávamos no carro que a procissão começasse, ouvimos pes­soas que se aproximavam. De repente, alguém abriu a porta do nosso carro e deixou que duas pessoas entrassem (obviamente, alguém que viera para a cerimônia).

O que está acontecendo?, eu me perguntava. Quem são essas pessoas? Como é que podem fazer isso? Ficamos sabendo que os dois indivíduos – estranhos para nós – eram parentes da falecida. Precisavam de carona. Nosso carro foi escolhido para levá-los porque havia recebido a placa.

Logo soubemos que aquilo que ocorrera era prática costumeira naquela sociedade. Felizmente, para nós, essa era uma situação segura, e tudo saiu bem. Nossos passageiros não nos deram motivo de alarme ou temor.

Além disso, embora – àquela altura – não tivéssemos escolha quanto à questão, pudemos proporcionar um serviço muito útil. No fim, tivemos o privilégio de encontrar algumas outras pessoas e saber algo sobre a vida delas.

Estávamos no lugar certo, na hora certa, e fomos marcados para servir.

Como nos relacionamos com pessoas que Deus usa para nos tornar conscientes das bênçãos que podem ser nossas quando temos a disposição de experimentar o privilégio do serviço?

Entre na fila. Permita que a marquem para o serviço de Deus hoje.

Quilvie G. Mills


Quinta-feira – 28 de junho

Sinal de alerta

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Mateus 26:41, ARA

“É claro que vou orar por você!” Confiantemente, tranquilizei minha amiga a respeito da apresentação que ela faria no Maná Matutino, uma reunião de oração por audioconferência em um dia da semana. “Pode contar comigo como sua companheira de oração silenciosa!”, afirmei. Na véspera do dia da apresentação da minha amiga, escrevi “Maná Matutino” sobre um papel autoadesivo amarelo, e o colei sobre minha mesa de modo visível, para não me esquecer. Escrevi “Maná Matutino” na palma da minha mão esquerda, a fim de me lembrar de pôr o relógio para despertar em tempo para a audioconferência das 5h30. Antes de ir para a cama, coloquei o número da conferência entre o despertador e o telefone; depois, caí no sono.

O despertador tocou, estridente, às 5h25 na manhã seguinte. Acendi a luz, deslizei para fora da cama e tomei um copo de água fria para acordar. Tremendo um pouquinho naquele ar frio antes da alvorada, disquei o número do programa e fiz oração por minha amiga e sua apresentação.

Enquanto participava da oração, um pensamento interrompeu meu movimento na direção de uma cadeira: Posso simplesmente ficar sentada na cama. Seria muito mais confortável! Acomodando-me contra os travesseiros, coloquei o telefone no modo speaker e puxei o cobertor ainda morninho para baixo do meu queixo. Relaxei ao ouvir a voz amigável do moderador da reunião e me deleitei com a música especial, ao unir meus pensamentos intercessores com os relatos de louvor dos participantes. Fechei os olhos para a oração e os abri – uma hora mais tarde –, tendo perdido por completo a apresentação da minha amiga!

Durante o dia todo, lutei sob um fardo de desapontamento comigo mesma. Eu havia planejado tão cuidadosamente e ainda assim falhei. O que dera errado? Quem ficava aparecendo em minha mente era Pedro. Hmm. Pedro, com a audaciosa declaração de ser o guarda-costas de Cristo – inclusive até à morte. Pedro, com as pálpebras pesadas ao tirar um cochilo no Getsêmani, em vez de vigiar em oração quando Jesus ansiava por seu apoio. Assim como o bem-intencionado Pedro, eu também havia me omitido, descuidadamente.

Naquela manhã, meu fracasso – minha preguiçosa condescendência própria – foi um abrupto sinal de alerta. Senhor, ajuda-nos, hoje, para que o espírito pronto subjugue a carne fraca, e sejamos fiéis cumpridoras de promessas.

Carolyn Rathbun Sutton


Quarta-feira – 27 de junho

Deus está sempre no controle

O Senhor Deus me disse: “Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir; Eu vou guiá-lo e orientá-lo”. Salmo 32:8, NTLH

Já notou como um simples dia pode mudar sua vida inteira? Talvez você receba um telefonema perguntando se gostaria de se mudar para o Havaí. Ou um convite para fazer trabalho missionário na Rússia. Quando nasce uma netinha, você recebe o feliz anúncio: “Ela chegou!” E a vida muda para você.

Há telefonemas que você não quer receber. Ligações de um policial ou do hospital ou do necrotério. Talvez um filho ligue para dizer que escolheu um estilo de vida alternativo. Talvez o cônjuge telefone para dizer que não vai mais voltar para casa. Rapidamente, assim, nossa vida pode mudar.

Recentemente, recebi um telefonema que nunca desejei receber. Don, meu esposo, ligava para dizer que nosso carro havia sofrido perda total. Isso nunca é o que você quer ouvir. Mas, louvado seja o Senhor, meu esposo fora poupado e estava bem. Um carro pode ser substituído, mas a vida do meu marido não!

Quanto mais falávamos sobre o acidente, mais víamos a mão de Deus naquele evento. Não havia carros por perto quando Don deslizou para o lado da estrada, batendo em gelo e neve. Ao virar o volante, ele rodopiou e atingiu o banco de neve do outro lado da estrada. O impacto fez o carro virar três ou quatro vezes antes de parar na posição normal. Todas as janelas se quebraram, fazendo com que a neve enchesse o carro. Quando tudo terminou, Don não apresentava arranhões, cortes ou contusões! Mais tarde, ele disse que sentiu como se alguém houvesse segurado sua cabeça, já que nem sequer tivera um torcicolo. Embora seus óculos de grau e de sol tivessem voado, foi fácil
encontrá-los na neve. Logo após o acidente, outros carros pararam e estranhos o ajudaram. Um casal aposentado foi o primeiro a parar. Ficaram com ele até que a ambulância e a polícia chegassem. Depois de feito todo o atendimento, eles se ofereceram para levar Don para casa, um oferecimento muito generoso, pois o incidente aconteceu a duas horas de distância de casa! Ao conhecer o bondoso casal, Don descobriu que a mulher havia acabado de escrever um livro infantil sobre anjos. Don, definidamente, sentiu como se aquela mulher houvesse sido o seu anjo naquele dia!

É impressionante como Deus coloca as pessoas certas em nosso caminho quando precisamos delas. Sou muito grata porque Deus nos guia e nos observa – e está sempre no controle!

Louise Driver


Terça-feira – 26 de junho

Dízimo e confiança

“Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em Minha casa. Ponham-Me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.” Malaquias 3:10

Minha vida financeira estava em frangalhos. Vivia contando os dias até o próximo pagamento do salário, enquanto o custo de vida, inesperadas despesas com o automóvel e outras contas só aumentavam. Para piorar as coisas, minha consciência me incomodava a respeito do dízimo. Fui criada para acreditar que devolver o dízimo era essencial. Contudo, uns dois anos antes de chegar ao ponto atual, eu me havia permitido deixar de entregar o dízimo porque (segundo meu raciocínio) não dava conta de fazê-lo. Eu era mãe solteira, e o dinheiro era apertado. Planejei deixar de dizimar só por algum tempo. Voltaria a ele quando as coisas melhorassem. Racionalizei que isso fazia sentido financeiramente, e que Deus compreenderia. Mas esse “período” estendeu-se a uns dois anos. Minha consciência me convencia de que devia começar a devolver o dízimo outra vez. Mesmo assim, ainda acreditava que não tinha condições de fazer isso.

Certa noite, lutei longamente com Deus. Sem paz no coração, fiquei argumentando que eu simplesmente não tinha dinheiro suficiente. Essa conversa chegou mais perto de ser uma conversa real do que qualquer outra que eu já houvesse tido com Deus – não audível, mas muito real. Deus me estimulou a confiar Nele e entregar o dízimo, fazendo-me lembrar de que aquele dinheiro não era meu. Objetei, com um balancete das minhas receitas e despesas, e por fim cedi. Seria presunção argumentar com Deus. Eu disse: “OK, vou devolver o dízimo.”

Cheguei a entender que entregar o dízimo não diz respeito a dinheiro. Diz respeito a confiar que Deus cuidará de nós. Deus é o proprietário de todo o dinheiro do mundo. Devolvemos o dízimo para nos lembrarmos de onde vem realmente o nosso sustento – não porque Deus necessite do dinheiro.

Justamente no mês seguinte depois de eu ter começado a dar o dízimo, recebi um inesperado e generoso bônus no trabalho. Devolver o dízimo tornou-se, agora, minha alegria a cada mês, e minha vida financeira é completamente outra. Incentivo você a confiar em Deus no que diz respeito às suas necessidades financeiras. Ponha Deus à prova. Ele vai cuidar de você também.

Jeanene MacLean


Segunda-feira – 25 de junho

Ele é capaz

Mediante a palavra do Senhor foram feitos os céus, e os corpos celestes, pelo sopro de Sua boca. […]Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo surgiu. Salmo 33:6, 9

Recentemente, assisti a uma entrevista com Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro que foi ao espaço. Nessa entrevista, ele disse que sua crença em Deus aumentou após a viagem espacial. É impossível não crer na existência de Deus depois de haver contemplado a imensidão do Universo. É maravilhoso contemplar a natureza e cada detalhe perfeito que só um Deus vivo tem o poder de criar. Não é maravilhoso o poder de Deus? Ele é tão poderoso que precisa apenas dizer palavras para trazer coisas à existência!

Esse mesmo poder que estabeleceu os mundos no espaço e encheu a Terra com coisas bonitas continua acessível a nós hoje. A Bíblia mostra que esse poder não serviu apenas para criar, mas também para curar. Quando Jesus andou sobre esta Terra, falou aos leprosos, e eles foram curados. Por Sua voz, demônios foram expelidos. Jesus falou à tempestade, e ela cessou. Então, permita-me dizer outra vez: esse poder está à sua disposição hoje.

Que coisas você gostaria de ver mudadas em sua vida? O mesmo poder que criou o mundo pode criar vida nova em nós. O mesmo poder que curou pessoas ainda opera curas hoje. O mesmo poder que expeliu demônios tem força para expelir nossas ansiedades. O mesmo poder que acalmou a tempestade pode acalmar as tormentas da vida. Ele substitui a insegurança, o desalento e o desespero por paz. O poder de Deus pode nos transformar. Com demasiada frequência, quando olhamos para nós mesmas, vemos muitas ações imperfeitas. Porém, o poder de Deus, mediante o sacrifício de Cristo, fez tudo para nos tornar pessoas melhores, com força de vontade para superar maus hábitos.

Amiga, o que você gostaria de pedir que Deus mudasse em você? Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. A coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas.” Deus pode tirar um mau gênio e hábitos que prejudicam nossa saúde.

O rei Davi orou: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável” (Salmo 51:10).

Que essas promessas bíblicas sejam a sua oração hoje. Lembre-se de que Deus tem o poder de criar em você um coração puro, cheio de amor e bondade.

Meibel Mello Guedes


Domingo – 24 de junho

Que Deus! – parte 2

Porém Tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-Te e grande em bondade, Tu não os desamparaste. Neemias 9:17, ARA

As miríades de sistemas de crença – e de deuses – que me rodeavam enquanto eu crescia tornavam difícil que eu fizesse ideia daquilo que os deuses pensavam. Parecia que eles deixavam os seres humanos a adivinhar o que acontecia por trás dos bastidores. As várias crenças dessas religiões também nos mantinham no escuro acerca daquilo que causava tanto infortúnio e enfermidades no mundo. Muitas pessoas dispendiam esforço e dinheiro para apaziguar os espíritos. Sacerdotes de diferentes templos ofereciam, às vezes, respostas às nossas perguntas, mas essas interpretações conflitantes nos confundiam ainda mais. A incoerência e a falta de um sistema unificado de crenças deixavam muitos de nós, adoradores, em dúvida e temor.

Portanto, quando conheci Jesus, o Deus cristão, mediante a influência da escola paroquial que frequentei, Seu amor e compaixão – Sua disposição de morrer por mim para que eu fosse salva – foi uma verdade do evangelho que tocou minha alma. Que Deus!

Mais tarde, por meio de estudos bíblicos numa igreja cristã, meu conhecimento de Deus se aprofundou, e vislumbres posteriores do caráter de Deus me levaram a tomar a decisão de me unir à igreja. Foi maravilhoso aprender que meu Deus não faz brincadeiras comigo. Ele é coerente e empenhado em me conceder alegria, paz e vida abundante – pois entreguei a vida a Ele.

Ao longo dos anos, como cristã, passei a apreciar o imutável amor de Deus por mim, embora meu amor por Ele tenha tido altos e baixos. Depois de quase cinquenta anos de caminhada com Deus, aprendi a confiar completamente Nele, descansando no cumprimento de Suas promessas. Ele me dá confiança e segurança, mesmo em um mundo incerto. Ele me levantou o ânimo. Tem concedido a mais profunda alegria, mesmo em meio às tempestades da vida. Não preciso pagar para que outro ser humano interceda por mim diante de Deus ou me diga o que Deus quer de mim. Ele me deu Sua segura Palavra com poder, forças e orientações para a vida diária – seja o que for que me atravesse o caminho.

Sim, meu Deus está ao meu lado. Ele deseja o que é melhor para mim. Ele me perdoa os pecados quando O decepciono e realinha minha vontade com a Dele. Leva-me a lugares para onde nunca sonhei ir na vida. Ele me encoraja. Promete Seu poder, amor e graça. Que Deus!

Sally Lam-Phoon


Sábado – 23 de junho

Que Deus! – parte 1

O amor do Senhor Deus não se acaba, e a Sua bondade não tem fim. Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor! Lamentações 3:22, 23, NTLH

O Muro das Lamentações, na velha Jerusalém, atrai milhares de crentes e turistas todos os dias. O muro antigo (conhecido como o Muro Ocidental, com sua altura de quase 57 metros no lado oeste do Monte do Templo na Velha Jerusalém) tem sido um local para oração e peregrinações há séculos. As pessoas escrevem suas orações em pedaços de papel e os inserem nas fendas dos blocos inferiores, onde a junção entre as pedras se desgastou. Muitos acreditam que essa é uma forma especial de terem as suas orações respondidas. A verdade é que pessoas de várias crenças religiosas têm deixado orações no muro. O interessante é que as pessoas podem mandar orações por e-mail, fax, Twitter e textos no celular para serem colocadas no muro. Pode-se também pagar alguns desses serviços com cartão de crédito, bem como fazer doações para ajudar a manter esses serviços em funcionamento.

Porém, esse interessante esquema de oração reflete conceitos não bíblicos acerca de quem é Deus e de como Ele interage com aqueles a quem criou.

Longe do Muro das Lamentações de Jerusalém, cresci em meio a uma mistura de outras crenças supersticiosas: taoísmo, confucionismo e animismo (a crença de que espíritos habitam em objetos). As crenças ao meu redor eram tão variadas, tão instáveis, tão inconsistentes (dependendo da pessoa com quem você falava), que fiquei muito confusa, quando criança, ao ouvir as interpretações daquilo que acontecia em nossa vida cotidiana. A oração devota era também parte importante desse culto, com ofertas aos milhares de espíritos e deuses, que eram volúveis como os seres humanos que os serviam. Lembro-me de devotos ocupando-se em oferecer um tipo de incenso frequentemente queimado em práticas religiosas orientais, pela manhã e à noite, sobre os altares. Dias especiais de festas requeriam ofertas especiais como galinhas, patos ou porcos (dependendo da condição financeira) e visitas ao templo. Como criança, eu apreciava o fato de que, após ofertar alimento aos deuses, você mesma o comia!

Entretanto, Deus desejava revelar a mim, pouco a pouco, quem Ele realmente é. Ele deseja fazer o mesmo por você – hoje. Estejamos sempre atentas e ansiosas por aprender mais acerca de quem é Deus.

Sally Lam-Phoon


Sexta-feira – 22 de junho

Surpresas do nosso Pai celestial

Bendirei o Senhor em todo o tempo, o Seu louvor estará sempre nos meus lábios. Salmo 34:1, ARA

Como presente especial de aniversário e do Natal de 2012, minha filha Cheri e meu genro Jeff me deram uma viagem para a Escócia, com eles, no final de julho de 2013. Antes de passear pela Escócia, como era nosso plano, tiraríamos algum tempo para tentar localizar a casa onde meu pai fora criado antes de ir para os Estados Unidos com a idade de dezoito ou dezenove anos. Tínhamos apenas uma foto em preto e branco de 7,6 x 12,7 centímetros da casa em Uddingston, não longe de Glasgow.

Em junho, tivemos nossa primeira surpresa. Jeff descobriu que a esposa do seu patrão é escocesa. O irmão dela, Steve, e sua família ainda moram na Escócia e – veja só – em Uddingston. No início de julho daquele ano, Steve fez uma viagem de negócios aos Estados Unidos. Foi combinado que ele encontrasse Jeff na emissora de rádio onde trabalhava. Nessa ocasião, Steve se ofereceu para tirar folga do trabalho após nossa chegada à Escócia, para nos buscar no hotel e nos ajudar a localizar a casa do meu pai. Ele levou uma cópia da fotografia da casa e trocou informações com Jeff. Parecia que Deus, definidamente, planejara essa virada surpreendente de acontecimentos.

Cumprindo seu trato, Steve nos encontrou no hotel na manhã do dia 24 de julho. Enquanto íamos de carro, ele nos contou que, a princípio, não tinha ideia de onde estaria a casa. Então, mostrou a foto a seu filho, que sabia exatamente onde ela se encontrava, já que tinha amigos que moravam na propriedade adjacente. Foi emocionante sair de Uddingston por uma estreita estrada vicinal. No fim da estradinha – em uma clareira perto do rio Clyde – localizava-se uma casa de blocos de arenito, de dois pisos. Exatamente aquela que eu só conhecia por uma foto. (O nome da casa fora mudado de Clydeside para Greyfriar House, porque os últimos habitantes haviam sido monges Greyfriar.) Embora a casa estivesse vazia, e suas portas trancadas com cadeado, foi emocionante, ainda assim, ver a casa onde meu pai e sua família moraram antes de migrar para os Estados Unidos no fim da década de 1920!

Nosso Pai celestial orquestrou essa feliz e empolgante surpresa para nós, a fim de que pudéssemos visitar a casa do meu pai terrestre. Deus aprecia fazer coisas maravilhosas por Seus filhos. Devido ao Seu constante interesse por nosso bem-estar e felicidade, não deveríamos louvá-Lo continuamente?

Patrícia Mulraney Kovalski


Quinta-feira – 21 de junho

A bota inclinada

Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7, ARA

Há ocasiões na vida em que afundamos no desespero e desanimamos. Ficamos tão sobrecarregadas com os cuidados deste mundo, e escravizadas por eles, que nos esquecemos das consoladoras palavras de Deus: lançar sobre Ele nossas ansiedades, pois Ele cuida de nós.

Em uma terça-feira de manhã, eu me preparava para trabalhar, ainda me recuperando da gripe. Os cuidados do meu mundo jorravam sobre mim com a força de um tsunami e me reduziam a lágrimas de impotência. Preocupações como pilhas de contas a pagar, problemas em família, pressões do trabalho, prestação de contas e exaustão. Sentindo que eu não conseguiria avançar, encostei a cabeça na parede e clamei chorando, com lágrimas silenciosas, diante do meu Pai celestial.

No entanto, eu ainda precisava terminar de me vestir para o trabalho. No closet, guardo as botas, apoiadas por suportes internos que as deixam eretas contra uma parede. Abaixei-me e peguei o par de botas pretas. No espaço deixado pelas botas que eu havia retirado, uma bota marrom, guardada ao lado das botas pretas, inclinou-se por sobre o espaço vago e contra o par seguinte de botas. Assustada, instintivamente empurrei a bota marrom de volta. Assim que empurrei de volta a bota marrom, ela se encostou lentamente contra a bota ao lado.

Então entendi. Deus, em Sua infinita compaixão e amor por mim, havia acabado de me fazer lembrar, vívida, mas gentilmente, que eu devia me apoiar Nele. Ele seria o meu consolo, minha força interior, Aquele que supre todas as minhas necessidades. Uma sensação de paz me inundou. Minha alma transbordou de ações de graça e louvor a Deus.

Amigas, nós servimos ao Todo-Poderoso que, como diz o Salmo 24, é o “Rei da Glória”, “forte e valente”, “valente nas batalhas”, o “Senhor dos Exércitos”. Deus é o nosso Pastor atento, amoroso, que conhece cada uma de nossas necessidades e promete suprir todas, segundo Sua boa vontade.

Jesus diz, em Mateus 6:26: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem, nem armazenam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais do que elas?”

Então, anime-se hoje, tenha fé em Deus e apoie-se Nele.

Cynthia Best-Goring


Quarta-feira – 20 de junho

O custo da reconstrução

Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Ezequiel 36:26

Vários anos atrás, passei por cirurgias nos meus dois joelhos. Primeiro, o joelho direito, e aquilo foi um milagre. Em apenas poucas semanas, pude voltar a lecionar. A dor se fora, e senti que eu estava bem, e nova.

Então veio a cirurgia do joelho esquerdo. Uma dor sem fim me forçava a suspender muitas atividades. Quando eu não conseguia mais ficar em pé, consultei outro cirurgião. Marcamos a data para a reconstrução. O grande dia finalmente chegou. Recebi um joelho novo. O cirurgião ficou satisfeito com o resultado.

Minha filha, Patti, havia chegado para ficar comigo durante a primeira etapa da minha convalescença. Ela encheu os meus dias com sorrisos animadores. Achei que eu estava indo muito bem. Então Patti precisou ir embora. Foi uma luta, em meio a horas cheias de dor, de tentar me lembrar de ingerir os remédios, fazer exercício e dar conta das tarefas de casa.

Aquelas primeiras semanas após a cirurgia me fizeram lembrar, muitas vezes, de que a reconstrução é muito mais séria que a construção. Na verdade, àquela altura, eu ainda teria muitas semanas mais de desconforto antes de conseguir me movimentar livremente outra vez. Minha experiência me fez lembrar daquilo que Deus prometeu a Ezequiel e a todos os outros que estivessem dispostos a ouvir: Ele lhes dará um coração novo. Não se pode comparar um joelho a um coração, mas o princípio é o mesmo. Meu cirurgião havia prometido que substituiria o joelho defeituoso por outro, reconstruído. Deus, porém, promete remover nosso coração de pedra e substituí-lo por um coração de carne. Ele nos dará um espírito novo. Devo estar disposta a deixar meus caminhos egoístas e receber o enxerto de um espírito abnegado.

O que isso significa na vida diária? Em vez de encher somente a minha despensa, vou ajudar a encher a despensa do atendimento filantrópico. Em vez de esperar que outros distribuam literatura, vou fazer parte dessa ação missionária. Em vez de dizer: “Não sei fazer nada”, vou escolher permitir que Deus me use de maneiras que sejam uma bênção para outros. Esse é o custo da reconstrução do coração operada por Deus. Nossa parte na reabilitação é viver o compromisso de Cristo: “Não seja feita a Minha vontade, mas a Tua” (Lucas 22:42). O custo pessoal da nossa reconstrução será a bênção para mais alguém.

Patrícia Cove


Terça-feira – 19 de junho

Testemunhando por Jesus

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito. João 3:16, ARA

Certo dia, eu estava conversando com um dos meus muitos sobrinhos e  explicando a ele o que Deus requer de um cristão. Meu querido sobrinho não crê no cristianismo. Ele acredita que esse seja um sistema de crenças usado para controlar as pessoas. Expliquei-lhe que ser cristão significa aceitar a Cristo como Salvador pessoal e manter um relacionamento de amor com Ele, o que nos levará a fazer Sua vontade.

Enquanto continuávamos a conversa, expliquei-lhe que ser um cristão autêntico é seguir a vontade de Deus, porque nós O amamos e porque Seu Filho, Jesus Cristo, nos ama tanto que morreu para nos salvar dos nossos pecados.

Os cristãos devem ter uma ligação muito próxima com Cristo a fim de obedecer à Sua vontade. Fazer escolhas para obedecer – na força de Deus – é um processo permanente. Na verdade, é a obra de uma vida inteira. A Bíblia se refere a esse processo como santificação. Podemos fazer todas as coisas por meio de Cristo, que nos fortalece (Filipenses 4:13).

Expliquei que o meio de obter forças em Cristo é falar com Ele por intermédio da oração. Nós O ouvimos pelo estudo da Bíblia. Pedimos a orientação do Espírito Santo para saber qual é a vontade e o propósito de Deus para nossa vida.

Meu sobrinho diz que acredita apenas em Jeová. Assinalei que os cristãos creem em Jeová também. Deus tem muitos nomes, e Jeová é um dos Seus nomes. Significa Senhor. Mostrei-lhe o nome de Jeová na Bíblia (Êxodo 6:3; Salmo 83:18; Isaías 12:2; 26:4).

Durante essa conversa, minha oração era (e ainda é) que meu sobrinho, algum dia, entenda que não podemos fazer nada para salvar a nós mesmos. A disciplina própria para obedecer à lei de Deus não nos salva. Somente o sangue derramado por Jesus pode perdoar nossos pecados e nos purificar.

Eu disse ao meu sobrinho que a única coisa que podemos “fazer” em favor da própria salvação é simplesmente escolher entregar o coração, a vontade e a vida a Deus. Nada temos em nós mesmos para merecer Sua graça, pois, como a Bíblia indica, nossa “justiça” é como trapos imundos à vista de Deus (Isaías 64:6). Oro para que minha família e meus amigos conheçam por si mesmos o amor de Jesus.

Com amor, podemos testemunhar de Jesus àqueles que nos rodeiam, mas somente Deus pode salvar.

Moselle Slaten Blackwell


Segunda-feira – 18 de junho

O despertar

Ele, com júbilo, verá a face de Deus. Jó 33:26, ARA

Descobri um nódulo na mama no fim da adolescência. O médico disse que parecia ser um tumor benigno, e que devíamos observá-lo por algum tempo. Certo dia, a mama começou a doer, e voltei ao médico. O exame revelou que o pequeno nódulo havia crescido de modo significativo nos poucos meses desde meu exame anual. Ele me mandou diretamente do seu consultório para o hospital e marcou a cirurgia para a manhã seguinte.

Naquela manhã, quando a enfermeira me acordou, fiquei assustada porque eu sabia que, se o tumor que crescera de repente tivesse se tornado canceroso, o médico removeria a mama. Às 6h30, a enfermeira me aplicou uma injeção. “Para você relaxar”, disse ela. “Não vamos anestesiá-la até pouco antes de ir para a sala de cirurgia, às sete horas.” Mas o tempo não passava nunca até que voltassem para me anestesiar. A enfermeira se aproximou, e lhe perguntei: “Que horas são?”

Ela riu e disse que era tal hora – que não registrei em minha mente nublada. Então, como se ela estivesse falando com outra pessoa, eu a ouvi dizer: “Ela está saindo agora da anestesia. Está perguntando pelas horas toda vez que venho vê-la, nesta última meia hora. A cirurgia foi bem. O tumor não era canceroso.”

Abri os olhos para ver com quem ela estava falando. Ali, olhando para mim com amor nos olhos, estava meu pai. Ele havia pedido licença do trabalho para estar comigo quando eu acordasse da minha aterrorizante cirurgia! Agora, mais de cinquenta anos depois, penso com frequência naquele momento confortante, quando abri os olhos e vi meu amoroso pai sorrindo para mim na sala de recuperação.

Nem todas nós estaremos vivas quando Cristo retornar. Algumas de nós encontraremos nosso anjo da guarda conosco, ao nos erguermos da tumba, assim como a enfermeira estava comigo na sala de recuperação. E, ao olharmos para cima, veremos nosso Salvador, sorrindo para nós de modo tranquilizador e amoroso. É-nos dito: “Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:51, 52). Se formos fiéis, mas não estivermos entre os vivos quando Cristo retornar, os anjos saudarão todos os que passarem pela primeira ressurreição. Ah, que alegria!

Darlenejoan McKibbin Rhine


Domingo – 17 de junho

Preencho os critérios ?

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele. Romanos 12:2, NTLH

Tive um insight a uma hora da madrugada de sábado e precisei procurar a palavra peculiar.

O dicionário Merriam-Webster a define de duas maneiras: (1) característica de uma só pessoa, grupo ou coisa, e (2) diferente daquilo que é usual ou normal.

Durante toda a minha vida cristã, tenho ouvido que os seguidores de Deus devem ser considerados um “povo peculiar”. Muitas vezes, essa declaração me deixava constrangida – com imagens mentais de um grupo de indivíduos um tanto parecidos com membros de alguma seita. Os detalhes que essa imagem transmitia não traziam nada de convidativo, na falta de uma palavra melhor. Então eu me perguntava: O que significa ser peculiar neste mundo – levando em conta o exemplo vivo que Jesus nos deixou?

Ah! Uma revelação desse tipo é como um soco certeiro no estômago. Jesus era peculiar. Na verdade, Jesus era um sopro de ar fresco para as pessoas que viviam no cativeiro “espiritual” de si mesmas. Ele rompia a norma. Os líderes da igreja não O entendiam – a maioria deles. Não apreciavam o fato de Ele não Se submeter aos seus rituais e tradições. Jesus era especial, singular e, possivelmente, parecesse um pouco excêntrico, às vezes. Jesus, o Salvador do mundo, que Se assentava na casa de um gentio, era a síntese do peculiar. Era Aquele que Se apresentava no meio de multidões e pregava sobre Deus o Pai, o Céu e a graça excelsa – não sobre leis, regras e tradições. Ele amava pecadores.

Então, o que é ser peculiar neste mundo? Creio que signifique viver uma vida coberta pela graça de Jesus. Creio que uma pessoa que compreenda aquela paz que excede todo entendimento será vista como peculiar. Este mundo não entende o amor puro de Jesus – o amor que nunca falhará.

A pessoa que ama como Cristo Jesus, em um mundo que sofre e está em constante desavença consigo mesmo, essa é uma pessoa peculiar. Gostei da ideia de ser peculiar. Podem me incluir.

Joey Lynn Norwood Tolbert


Sábado – 16 de junho

Paz em meio a disparos

Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia. Isaías 26:3

A maravilhosa Semana de Oração, que incluíra uma cerimônia de Santa Ceia na sexta-feira, havia acabado em nossa igreja. Quando se encerrou o programa dos jovens na tarde de sábado, alguns adolescentes e jovens decidiram assistir a um filme na igreja, e concordei em participar. Assim que o filme terminou, nós nos preparamos para ir embora. Enquanto um amigo e eu guardávamos o equipamento, alguns dos jovens ficaram do lado de fora, conversando. De repente, o tio de um dos adolescentes chegou. Sem fôlego, ele disse: “Vão para casa imediatamente. Um homem armado está dirigindo pelo bairro e ameaçando qualquer um que veja pela frente.” O homem levou seu sobrinho e outro jovem para casa.

“Por favor, pessoal”, eu disse, “vamos todos para casa. E não tomem nenhum atalho.” Enquanto eu falava, o celular de um amigo tocou. Uma mulher, que mora na rua onde está localizada nossa igreja, relatou: “Acabo de ver um homem armado em um carro vermelho. Ele está ameaçando as pessoas.”

Enquanto o pessoal da igreja saía em grupos de dois e três, notei que a única pessoa que iria voltar sozinha era eu. Não era tarde, de modo que comecei a andar. Depois de dar alguns passos, Deus tocou o coração de minha amiga Vasty. “Deixe-me ir com você à sua casa”, ela se ofereceu. “Vamos nós duas com a minha bicicleta até sua casa”.

Aceitei seu oferecimento. Partimos de bicicleta rumo à minha casa. Ao sairmos da igreja e entrarmos em outra rua, vimos um grupo de pessoas que, subitamente, começavam a correr – como se estivessem desesperadas. Então ouvimos os tiros. Vencida pelo medo, eu disse: “Senhor, socorra-nos!”

Vasty disse: “Não olhe para trás! Siga sem parar. Simplesmente siga pelo caminho para sua casa. Agora vá! Vá! Vá!” Suas palavras me trouxeram uma sensação de segurança e coragem. Meu temor se foi.

Vasty me deixou em casa e continuou seu caminho. Minutos depois, ela telefonou para dizer que havia chegado em segurança e estava bem.

Muito obrigada, Senhor, por desejares que dependamos de Ti e confiemos em Tua proteção. Muito obrigada por Teu cuidado e por amigos que nos ajudam em situações difíceis – e nos confortam.

Carmem Virgínia dos Santos Paulo


Sexta-feira – 15 de junho

Um vínculo especial

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Apocalipse 3:20

Tenho um netinho muito fofo. Logo ele completará dois anos. Eu o amo tanto! Quando o vejo, quero abraçá-lo, pegá-lo no colo e falar com ele. Não existe no mundo sensação melhor do que aquela quando ele estende os bracinhos para mim. Passamos tempo conversando. Não entendo muito daquilo que ele diz, mas isso realmente não importa, porque nossa ligação é muito especial. Passamos bastante tempo olhando fotos no meu celular ou na máquina fotográfica. (Não posso deletá-las, embora estejam no computador há longo tempo, porque ele gosta muito delas.) De vez em quando colorimos, lemos livros ou brincamos com carrinhos; sempre nos divertimos muito.

Apesar disso, às vezes, quando me aproximo, ele vira a cabeça e enterra o rosto no ombro de sua mamãe, ou corre e se esconde atrás das pernas dela, não querendo nada comigo. A rejeição me aflige por um momento. Preciso recuar e dar tempo a ele para que me procure de novo. Em geral, dali a pouco, ele se torna mais cordial e podemos passar algum tempo juntos outra vez. Mesmo assim, às vezes, ele não tem interesse na vovó. Quando isso acontece, preciso ser uma observadora do lado de fora – observá-lo, mas sem tocar nele – e assim perdemos a nossa ligação.

Na última vez em que ele se afastou de mim, pensei no meu relacionamento com Jesus. Quantas vezes Jesus precisou retroceder e esperar que eu me prontificasse a passar tempo com Ele de novo? Quantas vezes magoei Seu coração quando escolhi sair em busca de alguma distração secular, em vez de correr na direção do Seu conforto? Quantas vezes Ele permaneceu batendo à porta do meu coração?

Não quero tratá-Lo desse jeito, porque perco muito quando não passo tempo com Ele. Saio perdendo quando deixo de refletir Sua bondade para comigo e Suas muitas bênçãos em minha vida. Mesmo quando minhas palavras e pensamentos ficam truncados e não fazem sentido para ninguém mais, Ele compreende. Sinto que Ele sorri para mim, assim como sorrio para meu neto quando ele balbucia seus pensamentos. Agora, todos os dias procuro dizer a Jesus que eu desejo conhecê-Lo melhor.

Jesus é seu amigo também. Deus, o Pai, é o seu papai. Eles desejam passar tempo com você. Que tal procurá-Los hoje e experimentar essa ligação especial que coisa alguma pode superar?

Mona Fellers


Quinta-feira – 14 de junho

Deus responde à oração

Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Salmo 91:15, ARA

Meu itinerário de viagem me levaria a dois países. Um deles exigia visto para a entrada. Eu tinha um número limitado de dias durante os quais poderia solicitar o visto antes de viajar. Embora levasse apenas uma semana para processar o visto, por algum motivo houve atraso. Assim, eu não tinha recebido o visto quando chegou a hora de viajar.

Precisei deixar o passaporte, a fim de que o visto fosse carimbado nele. Como eu podia viajar sem passaporte para o país que não pedia o visto, deixei o passaporte para trás e planejei que ele fosse enviado por DHL (um serviço expresso de correio internacional) depois de processado pela embaixada. Naturalmente era algo arriscado, porque eu estaria no país sem o meu principal documento internacional de identidade. Contudo, não havia outra escolha.

Eu deveria sair no domingo para esse país. Ao aproximar-se a data da partida, esperamos, contamos os dias e oramos. A quarta-feira chegou. A quinta-feira chegou. Ainda não havia notícia do visto. Agora eu não teria nem mesmo o passaporte, caso houvesse uma nova demora na concessão do visto.

A sexta-feira chegou. E também a informação de que o visto fora concedido! Entretanto, enviar o passaporte por DHL na sexta-feira significava que ele chegaria só na segunda – um dia depois da data do voo. Isso era muito complicado. Como grupo de líderes, oramos fervorosamente e jejuamos pedindo a intervenção do Espírito Santo quanto à solução do meu dilema. Por fim, meu esposo pôde viajar para trazer meu passaporte e voltar para casa no mesmo dia. O Senhor ouviu nosso clamor e nos socorreu naquela situação.

Eu gostaria de testemunhar que não há nada mais importante na vida do que a oração. A oração é nossa conexão com Deus, especialmente em crises. É nossa força e nossa ponte para o Céu. Quando começarmos a invocar Seu nome, certamente O encontraremos. Sua promessa é que Ele ouve nossas orações.

Querido Senhor, muito obrigada pelo ministério do Espírito Santo, que Se une às nossas petições e intercede em nosso favor. Graças Te dou por não nos deixares sós na batalha da vida, pois todo o Céu está ao nosso lado.

Caroline Chola


Quarta-feira – 13 de junho

Sementes

Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Lucas 8:5, ARA

Não faz muito tempo, entrei em um mercado e vi uma exposição de pacotes de sementes. Pensei em plantar algo que não desse muito trabalho. Assim, escolhi um envelope de sementes de melancia e uma variedade de papoulas. Conheci pessoas que haviam enterrado restos de cozinha e depois encontraram plantas crescendo no lugar. Algumas dessas plantas produziram uma colheita tão boa quanto a de sementes plantadas em um canteiro apropriado. Então, embora não tivesse mão boa para plantar, semeei as sementes – de acordo com as instruções – esperando o mesmo milagre. Eu as regava e observava. Por fim me cansei, me esqueci delas e nunca colhi as melancias.

Quanto às papoulas, plantei-as num vaso grande para colorir aquela área. Elas desabrocharão em todas as cores, pensei, lembrando-me da figura no envelope. Passei a regá-las com mais frequência do que havia feito com as sementes de melancia. Um dia, notei, com desgosto, que as formigas haviam construído uma colina em forma de vulcão no centro do meu “jardim” de papoulas. Enquanto despejava o veneno sobre o montinho, concluí que as formigas já haviam devorado as sementes – mas continuei regando o vaso diante da eventualidade de haver permanecido alguma semente.

Um dia, vi que duas folhinhas verdes haviam aparecido no vaso. Algumas horas mais tarde, notei um pontinho roxo. Seria alguma das papoulas que eu havia plantado? Será que eu realmente teria flores? Sim! O tempo revelou que eram as flores! Mas não papoulas. Em lugar delas, petúnias. Em pouco tempo, as petúnias roxas caíam em cascata pelas laterais do vaso, abrilhantando o jardim. Que resultado inesperado das sementes que eu plantara!

Ao seguirmos vida afora, estamos sempre plantando sementes. Temos expectativas quanto a elas. Muitas vezes cremos que aquilo que plantamos emergirá exatamente como imaginamos. Contudo, a colheita daquilo que foi plantado no coração dos outros poderá nos surpreender. Os resultados podem nos desapontar ou surpreender, mas nossa responsabilidade é simplesmente plantar. Quero continuar semeando – não apenas sementes no meu jardim, mas também amor no coração de outras pessoas. Posso deixar os resultados com Deus. “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio ceifaremos, se não desanimarmos” (Gálatas 6:9).

Leni Uría de Zamorano


Terça-feira – 12 de junho

Jesus me ama também!

E Eu […] atrairei todos a Mim mesmo. João 12:32, ARA

Não havia ninguém naquele cômodo, mas do cantinho mais distante, em doces tons infantis, chegavam quatro palavras cantaroladas: “Jesus… me… ama… também.” O Sr. Ninguém, o periquito, havia descoberto que podia atrair qualquer pessoa – de qualquer parte da sala – para junto da sua solitária gaiola, ao inclinar sua adorável cabecinha azul e papagaiar essa frase.

Acabei por decidir que também queria um periquito e me coloquei a investigar quais técnicas produzem as aves mais falantes. Uma orientação aparecia regularmente: tenha apenas um pássaro, pois quando estão afastados daqueles de sua espécie, eles se unem ao mundo humano a fim de ter relacionamento com alguma coisa. No fim, entretanto, decidi ter dois pássaros que cantassem, em detrimento de um que falasse. Também descobrimos que aqueles alimentadores de beija-flor que se prendem por sucção ao vidro da janela – e posicionados à altura dos olhos do outro lado da mesinha do desjejum – atraem minúsculas joias flamejantes que usam seu delgado bico para sugar o “suco para bebês”, a poucos centímetros dos nossos olhos. Essas aves também apreciam a vida em comunidade.

A ave solitária que fala para chamar a atenção me faz lembrar que muitas de nós sofremos com o isolamento social. Uma irmã da igreja certa vez me disse que, enquanto saía do culto sozinha, o ancião à porta apertou a mão dela, dizendo: “Feliz sábado” e, ao mesmo tempo, já estendia a mão para a pessoa atrás dela. Essa irmã me disse que pensou: Não tenho necessidade de que o senhor me aperte a mão. Eu preferiria receber um abraço da sua esposa.

O solitário coração humano anseia algo que lhe preencha o vazio. Quando pais e outros adultos não passam tempo com os filhos e os jovens, notando a presença deles e proporcionando um diálogo e atividades significativas, estariam literalmente matando à míngua a natureza social dos filhos e jovens? Esses filhos e jovens buscariam reconhecimento de outros modos, assim como fez aquele passarinho que falava? Sairão à procura de recursos insalubres ou se envolveriam em passatempos espiritualmente prejudiciais para preencher o vácuo no coração?

Quando não nos comunicamos com nossas irmãs ao redor, notando sua presença, e apreciando a pessoa que elas são, envolvendo-as em nossas atividades, também as estamos matando de fome? Lembremo-nos de que, por nossa bondade e atenção, podemos garantir – e mesmo demonstrar a elas – que Jesus as ama também.

Janet Lankheet


Segunda-feira – 11 de junho

A pasta perdida

Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa. Isaías 41:10

Eu tinha uma pasta que queria enviar a uma amiga na Índia. Então, fui ao meu bagunçado quarto de despejo para buscá-la, mas não a encontrava. Durante as semanas seguintes, procurei por ela no quartinho sempre que me sobrava um tempo. As prateleiras. O armário. Até a pilha de coisas no chão. Mas não consegui localizá-la.

Certo dia, um amigo, pastor na Índia, em visita, veio ao meu escritório. Ele viera para assistir a algumas reuniões e fazer umas viagens, e retornaria para a Índia dentro de duas semanas. Ele conhecia minha amiga na Índia e se dispôs a levar a pasta para ela.

Nesse meio-tempo, frustrada por não conseguir encontrar a pasta, desisti de procurá-la e perguntei a um amigo do escritório se eu poderia ficar com a pasta dele, que era exatamente como a minha. E garanti que eu lhe daria a minha quando a encontrasse. Relutantemente, ele concordou. Fiquei, porém, um pouco inconformada com esse acordo, porque a pasta dele era usada e parecia um pouco gasta comparada com a minha, que era praticamente nova. Fiquei contente porque, pelo menos, eu poderia mandar uma pasta por intermédio do pastor, sabendo que minha amiga a apreciaria muito e faria bom uso dela.

Quando eu soube que o pastor passaria para buscar a pasta, decidi procurar diligentemente a minha, uma vez mais. Orei com fervor enquanto ia ao quartinho para verificar de novo.

Assim que entrei no quarto, fui direto a uma pilha de coisas no chão. Embora tivesse procurado naquele local antes, mexi na sacola superior da pilha. Para minha total surpresa e alegria, ali estava a pasta – dentro da sacola! Ela parecia tão linda e nova! Eu a encontrei apenas alguns dias antes que o pastor chegasse para buscá-la.

Sei que essa descoberta foi um milagre, pois eu havia procurado naquele mesmo lugar várias vezes antes, sem encontrá-la. Imediatamente dei graças a Deus por ter ouvido e atendido à minha oração. Minha fé se fortaleceu.

Mesmo em uma questão pequena como essa, nosso amorável Deus atenta para os nossos desejos e é bondoso ao ouvir nossas preces. Sejamos perseverantes na confiança que depositamos Nele!

Stella Thomas


Domingo – 10 de junho

Terremoto – parte 2

Dando sempre graças por tudo. Efésios 5:20, ARA

Melissa e eu continuamos olhando a bagunça do terremoto – e que bagunça! Pisando cautelosamente em volta de vidro estilhaçado, lâmpadas quebradas, móveis tombados, passamos pelo restante da casa. No meu escritório, muito mais livros estavam espalhados pelo chão do que aqueles que haviam permanecido nas prateleiras. No dormitório, castiçais de bronze e outros objetos decorativos haviam caído de prateleiras altas sobre a cama.

– Que coisa! – exclamou Melissa. – Se você estivesse na cama, poderia ter se machucado! Esses castiçais são pesados. – Ela fez uma pausa. – Mas então, como é que o fato de ser agradecida fez você parar de tremer?

– Os pesquisadores descobriram que, quando você pensa em alguém ou em alguma coisa que você realmente aprecia, e experimenta o sentimento que acompanha o pensamento, o ramo calmante parassimpático do sistema nervoso autônomo é acionado. Esse padrão, quando é repetido, proporciona um efeito protetor sobre o coração. Os padrões eletromagnéticos no coração dos participantes da pesquisa se tornaram mais coerentes e ordenados, quando eles ativaram sentimentos de apreço.

– Tudo bem, então! – disse Melissa. – Vamos limpar essa bagunça.

Enquanto varríamos, amontoávamos e colocávamos o entulho dentro de sacos e latões de lixo, Melissa cantava: “Graças, Senhor…” Quatro horas e meia mais tarde, a casa estava, pelo menos, habitável.

Nas semanas seguintes, aprendi que a maneira mais rápida de encontrar minúsculos fragmentos de vidro quebrado que o aspirador deixa para trás era andar pela casa de pés descalços. Quase diariamente, havia outras coisas pelas quais também dar graças, ao tomarmos conhecimento do impacto do terremoto na região. Precisei comprar apenas a geladeira.

Em sua visita seguinte, Melissa quis saber: – Você sempre diz que a gente deve procurar a borda prateada em cada nuvem escura. Você encontrou alguma para o terremoto?

– Sim – respondi. – Encontrei a borda prateada: estou usando esse terremoto como oportunidade para deixar de acumular coisas, e simplificar a vida.

A Escritura é o manual para o viver de cada dia, e a pesquisa sobre a função do cérebro confirma a admoestação da Escritura no sentido de dar graças continuamente, de todo o coração (ver o Salmo 9:1, 2).

Arlene R. Taylor


Sábado – 9 de junho

Terremoto – parte 1

Alegrem-se sempre. 1 Tessalonicenses 5:18

“Que bagunça!”, gritou Melissa, a menina da vizinha. Um eufemismo, para dizer a verdade. “E olhe! As janelas da sala se foram!” O quadro não era completamente inesperado.

O epicentro do terremoto de 24 de agosto de 2014 foi a menos de quatro quilômetros da minha casa. Aquilo que não estava no chão estava torto nas paredes ou saindo das gavetas. Comecei a tremer enquanto as lágrimas se sucediam, descendo espontaneamente pelo meu rosto.

Melissa segurou minha mão. “O que vamos fazer?” Continuei imóvel na cozinha. Percebi, vagamente, que meu cérebro e corpo não estavam reagindo tanto pelas pilhas de vidro estilhaçado e louça quebrada cobrindo o piso de lajota – isso tudo era apenas material. O fato era que minha casa, o lugar para onde eu retornava tanto mental quanto fisicamente após as viagens, não mais parecia um refúgio. Era uma área de desastre.

Tentando me recompor, um pouquinho da pesquisa sobre as funções do cérebro me iluminou o pensamento: temor e gratidão não podem coexistir simultaneamente no cérebro. Bem, pensei, aqui está uma oportunidade de colocar essa pesquisa em prática. Imediatamente comecei a dar graças. Conscientemente. Em voz alta. “Sinto-me agradecida porque não estávamos aqui quando o abalo ocorreu e porque a casa ainda está em pé. Sou grata porque ninguém se machucou. Dou graças porque as janelas são substituíveis. Dou graças…”

Melissa acrescentou: “Não houve incêndio, os amigos estão chegando para nos ajudar na arrumação, a máquina de lavar louça não estava vazia, de modo que ainda temos algumas louças e copos, e a geladeira andou só um metro para o meio da cozinha, e não foi até a sala.” Ela deu uma risadinha. “Mas os poucos quadros que ainda continuam nas paredes ficaram tortos. Realmente tortos!”

Depois de dois minutos de gratidão, eu já começava a me sentir mais calma e centrada.

– Ei, você parou de tremer – disse Melissa.

– Sim – reconheci. – Escolher ser agradecida mudou tudo.

– É por isso que a Bíblia diz que devemos ser agradecidos? – perguntou Melissa.

Confirmando com um movimento da cabeça, pensei: O antídoto para o temor e o choque está claramente exposto na Escritura: “Em tudo dai graças.”

Arlene R. Taylor


Sexta-feira – 8 de junho

Aquietai-vos

Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra. Salmo 46:10, ARA

O ano de 2014 foi difícil para mim, porque naquele ano perdi duas irmãs. O dia 8 de junho também foi especialmente difícil – seria o aniversário do nascimento do meu querido filhinho David. Ele teria completado quarenta e seis anos naquele ano. Nascido prematuramente, com problemas de saúde, David não sobreviveu por muito tempo, e não tive a oportunidade de segurá-lo antes que ele morresse.

Recordar toda essa tristeza naquele dia me fez suspirar pelo momento de segurá-lo. Minha esperança está em Jesus, que reunirá famílias e amigos quando retornar a fim de nos levar consigo para casa. Tive, naquela noite, uma experiência incomum. Eu a relatei no Facebook no dia seguinte para animar outras pessoas. Dizia: “Quando me preparava para dormir ontem à noite, só a luz noturna do meu banheiro estava acesa. Eu estivera olhando para o céu e orando, expressando gratidão a Deus por Sua graça e misericórdia. Era quase lua cheia, e ela brilhava muito. Então, nuvens cobriram seu radiante brilho, sugerindo tormentas iminentes. Eu me senti triste e excluída.”

Continuei: “Orando com os olhos abertos, implorei a Deus que ouvisse minhas preces. Perguntei se Ele poderia fazer com que a Lua aparecesse de novo, só por mim, antes que eu terminasse a oração e fosse para a cama. Assim, eu saberia – sem dúvida – que Ele me ouvia. Sussurrei meu pedido mansamente enquanto olhava para o ponto onde a Lua devia estar naquele céu escuro. Em menos de um minuto, a claridade da Lua surgiu por trás das densas nuvens. Fiquei feliz só pela claridade e dei graças a Deus por Sua misericórdia e bondade. Então, de súbito, a Lua apareceu com seu brilho pleno. Fiquei tão empolgada! Eu sabia que tinha lágrimas de felicidade nos olhos. Nem cinco minutos depois, a Lua sumiu outra vez, e o céu ficou completamente escuro de novo. Terminei minha prece, dei boa-noite e disse ‘muito obrigada’ ao meu Rei.”

Concluí a postagem: “Dormi como não tenho dormido há muito tempo. Não precisei de nenhum tipo de medicação ou chá de ervas. Simplesmente adormeci com o amor de Deus no coração e na mente. Naqueles momentos a sós com Deus, aprendi muito. Tive o desejo de partilhar essa experiência com vocês.”

“Aquietai-vos”, é o Seu lembrete, “e sabei que Eu sou Deus.” Aquiete-se, hoje, diante Dele.

Judith Fletcher Norwood


Quinta-feira – 7 de junho

Irrompendo por entre as nuvens

“Sou”, disse Jesus. “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu. Marcos 14:62

Alguma vez você já pensou no reino de Deus irrompendo por entre as nuvens? Que dia glorioso será aquele!

Tive a oportunidade de passar o verão em Atlanta, Geórgia. Minha rotina, pelo menos na maioria dos dias, incluía a meditação no início da manhã, com oração durante a caminhada.

Em uma determinada manhã, eu me senti inspirada pela temperatura agradável, a brisa refrescante e os muitos sons e vistas da natureza.

Observei esquilos saltitando, o orvalho sobre cada folha de grama e o viço verde das árvores estendendo-se para o alto. Notei as flores perfumadas abrindo as pétalas para receber o vigor matutino.

Então eu o contemplei – um sol espetacular, amarelo e laranja, brilhante, irrompendo pelo céu. Por um momento, ele pareceu afastar árvores e pássaros a um lado para abrir espaço para si mesmo! Demorei-me ali a fim de assimilar a beleza do momento e capturar a lembrança no meu cérebro como uma câmera que grava uma fotografia.

O sol nascente, de imediato, encheu minha mente com pensamentos acerca daquele dia magnífico, quando Cristo irromperá através das nuvens para receber Seu povo, uma aparição gloriosa que será vista por todo olho.

Meu coração se enterneceu enquanto eu pensava naquele maravilhoso dia. Que bem-aventurada esperança é esta, brilhando como o sol dentro do coração!

Desfrutemos a beleza sobre a Terra enquanto aguardamos a vinda de Cristo. Pratiquemos boas obras enquanto preparamos o coração para encontrar nosso Salvador e Rei Jesus.

Você não quer estar lá? Eu quero. E, em meio aos versos do cântico de Jeff Wood, “Lado a Lado”, podemos fazer planos de nos encontrarmos no Céu:

“Lado a lado aqui, crendo em Seu amor. Adorando o Rei, Senhor. Avançando em fé, movidos pelo amor. Deus nos acompanhará. Vamos para o Céu, com mãos e mãos unidas; lado a lado com Jesus. Nós vamos para o Céu cantar canções em coro. Eu e você vamos lá…” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no492).

Enquanto aguardamos, oremos fervorosamente uns pelos outros para que ninguém falte naquele dia.

Ella Clark-Tolliver


Quarta-feira – 6 de junho

Meu propósito

Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha? Ester 4:14

Certo dia, Luíza, a filha de sete anos de idade de uma querida amiga de infância, sentou-se ao meu lado e pediu que eu lhe contasse uma história. Li para ela a história de Amy Carmichael, missionária cristã que cuidava de órfãos e pregava sobre Jesus na Índia.

Quando terminei de ler a história, disse a Luíza que Deus tinha um propósito para a vida de Amy da mesma forma como Ele tem um propósito especial para cada uma de nós. Com os olhos brilhantes, Luíza me olhou e perguntou: “E qual é o meu propósito?”

Eu não tinha pistas a respeito do propósito de Deus para a vida daquela criança, e lhe disse que, possivelmente, seu propósito tivesse que ver com algo que ela gostava de fazer – como distribuir livros sobre Jesus. Desapontada, Luíza perguntou: “É isso? É esse o meu propósito? Só isso?”

Sua reação espontânea e sua disposição de fazer coisas mais difíceis para Deus me tocaram. Garanti a ela que, um dia, Deus revelaria completamente Seus propósitos para a vida dela. Desde então, tenho orado para que Deus honre a fé dessa menininha e, algum dia, torne conhecido para ela o Seu plano. Estou certa de que ela o cumprirá de todo o coração.

Isso me faz pensar naqueles que passam uma vida inteira estudando, sonhando, trabalhando, divertindo-se e vivendo sua rotina, mas sem realmente dedicar tempo para examinar se estão cumprindo propósitos específicos de Deus para a sua vida. Não me refiro simplesmente ao trabalho que fazemos nos ministérios da nossa igreja. Minha pergunta é: Estamos realmente pedindo a Deus que nos ajude a enxergar o quadro completo, Seu sonho para a nossa vida?

A rainha Ester orou e jejuou antes que Deus revelasse mais pormenores acerca do Seu propósito para a vida dela. Quando teve certeza da vontade de Deus, ela encontrou a coragem de concretizar esse propósito, embora isso significasse arriscar a própria vida. Amy Carmichael fez a mesma coisa. E assim podemos fazer, você e eu.

Como a pequena Luíza, desejo cumprir o propósito de Deus para mim, mais do que qualquer coisa. E quanto a você? Está disposta, hoje, a buscar o Seu propósito para você e depois – por Sua graça e na Sua força – cumpri-lo?

Kênia Kopitar


Terça-feira – 5 de junho

Mingau de aveia. De novo, não!

Vocês comerão até ficarem satisfeitos, e louvarão o nome do Senhor. Joel 2:26

Em agosto de 1993, eu aguardava o embarque em uma nova aventura. Iria como estudante missionária para Ruanda. Quando cheguei, fui imediatamente abraçada por várias famílias de missionários. Eles me ajudaram na adaptação ao novo estilo de vida. Uma das coisas com as quais eu precisava me acostumar era falar francês. Embora houvesse estudado esse idioma durante anos e o entendesse, eu não falava francês fluentemente. Também tive que aprender acerca da cultura e dos costumes do povo. Precisava me acostumar também com estradas trepidantes e com o fato de morar sozinha.

Uma das outras coisas – e a principal – foi me acostumar com a comida. Bem, eu gosto de tipos diferentes de comida, de modo que aprender a comer algo novo não significava um problema. Logo aprendi que ficaria mais barato comprar alimento no mercado em vez de no restaurante. Isso significava que minhas escolhas quanto ao desjejum eram muito limitadas. A Sra. VanLanen me ensinou a preparar mingau de aveia para o desjejum.

Eu havia comido mingau de aveia em casa, quando era criança, com minha mãe. Mas não gostava. Agora, eu estava num país diferente, e precisava sobreviver. Então, tentei o mingau de aveia de novo. Depois de comê-lo durante duas semanas, percebi, uma vez mais, que eu não gostava daquilo. Não sou fã de mingau de aveia. A ideia de comer mingau de aveia no desjejum a maior parte do tempo não era atraente. Eu precisava descobrir uma solução para esse dilema, e rápido.

Quando perguntei à Sra. VanLanen se havia outro jeito de usar aveia no desjejum, ela me mostrou como fazer granola. Depois disso, tive granola, tofu ou ovos no desjejum, e passei a ser uma feliz acampante.

Essa experiência me fez lembrar do tempo que os israelitas passaram no deserto. Eles reclamavam de que não tinham os substanciosos alimentos do Egito. Começaram a ficar preocupados com comida. Em vez de confiar em Deus, começaram a se queixar e a resmungar de novo. Então, quando Deus lhes deu maná para comer, reclamaram de que aquilo não era suficiente.

Davi nos faz um lembrete quanto a ser agradecidas e louvar a Deus: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de Seus benefícios” (Salmo 103:2, ARA). Deus pode não enviar maná, ou aveia, mas Ele enviará aquilo de que precisamos. Vamos Lhe render graças!

Dana M. Bean


Segunda-feira – 4 de junho

Peçam

Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Mateus 7:7

Meu filho estava para se casar. As cores da cerimônia eram azul-petróleo e dourado. Decidi perguntar à noiva, Marsha, que cor ela queria que eu usasse. Azul-petróleo, foi sua resposta. Onde eu encontraria um traje com essa cor?

Decidi pedir à minha amiga Charlotte, que ama costurar, que fizesse para mim uma roupa de uma só cor – azul-petróleo – e fomos para a loja de tecidos.

Ao entrar na loja, pedi ao Senhor que nos ajudasse a encontrar um tecido nessa cor. Charlotte me aconselhou, primeiro, a escolher o modelo do traje. Nós nos sentamos à mesa dos moldes e começamos a olhar as revistas com modelos. Em determinado momento, uma senhora de mais idade sentou-se ao meu lado. Escolhi, por fim, um modelo que me agradou. Mostrei-o à Charlotte. Aquela revista de modelos era desconhecida para ela (não era do tipo Manequim ou Moda & Moldes). Charlotte não sabia onde encontrar a metragem de tecido que seria necessária.

A senhora ao meu lado perguntou o número do meu manequim e mostrou a Charlotte exatamente onde encontrar a metragem necessária para fazer o vestido.

A seguir, precisávamos encontrar o tecido. Em voz alta, eu disse que não sabia qual era a tonalidade do azul-petróleo. A mulher, novamente, veio em meu socorro. Pediu que eu a acompanhasse à seção das linhas. Ela pegou um retrós de linha azul-petróleo e o entregou a mim. Era muito bonito. Expressei a ela o meu agradecimento.

Charlotte e eu fomos em busca do tecido. Quase na parte final da prateleira, Charlotte encontrou um tecido na cor exata da linha, com um delicado desenho dourado. Eu o comprei.

Foi somente depois de voltar para casa que tive o “estalo”. O tecido era azul-petróleo com um padrão dourado. Coisa fora de série! Meu Deus é incrível! Primeiro, ele manda uma senhora para nos ajudar. Segundo, Ele me deu um tecido com as cores exatas do casamento.

Jesus disse: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta” (Mateus 7:7). A primeira palavra desse verso é peçam. Mulheres, peçam sempre. Falem com o Senhor a respeito de tudo – não importa o quanto o pedido seja pequeno.

Ruth Cantrell


Domingo – 3 de junho

Amando os amigos em tempos difíceis

Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Gálatas 6:2

Michelle e eu nos conhecemos no colégio. Juntas, comparávamos as notas, estudávamos para as provas e aproveitávamos um ocasional recesso. Reconhecíamos nossa amizade como uma dádiva do Senhor. Porém, Deus tinha planos para fortalecer ainda mais nossos laços por meio das provações que viriam.

Pouco antes do meu último ano como estudante universitária, em desespero, dei fim a um relacionamento com um homem que, conforme eu sentia, não era o melhor que Deus tinha para mim. Não muito depois, Michelle me telefonou: “Estou indo buscar você. Precisamos nos divertir um pouco no centro da cidade.”

Esforçando-me para ir em frente, eu não tinha expectativa de me divertir muito. Contudo, em algum ponto no meio da despretensiosa saída, meu ânimo se ergueu. O atencioso convite de Michelle se tornou o ponto da virada no meu caminhar com Deus. Aceita por uma de Suas filhas, pude me voltar ao Pai celestial para receber Sua cura.

Não demorou muito, encontrei-me na posição de carregar um fardo. Michelle e eu havíamos feito planos para comer uma pizza no fim de semana. A caminho, Michelle se envolveu em um acidente automobilístico. Dirigindo logo atrás dela, eu me encolhi ao ver o lustroso carro vermelho da minha amiga colidir com outro veículo. Estacionando rapidamente no acostamento, corri para ficar ao lado da minha amiga. Embora agitadas, nós duas nos regozijamos porque nem ela nem o outro motorista sofreram ferimentos. Mais tarde, naquela noite, lemos Romanos 8:28 juntas: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito.”

Quer estejamos na faculdade, no trabalho ou criando filhos, o fiel Senhor coloca em nossa vida mulheres solidárias que participam da nossa jornada. Amizades divertidas e despreocupadas têm, certamente, seu lugar em nossa vida. Entretanto, os relacionamentos criam raízes ao compartilharmos o cálice do sofrimento umas com as outras. Nenhuma de nós escapa dos inevitáveis desafios e aflições da vida. Agradamos a Deus, porém, ao seguir o exemplo de Cristo, de amar nossos amigos em todo o tempo. Assim como Cristo demonstrou Seu amor por nós ao Se submeter à cruz para morrer, nós também devemos nos preparar para amar os outros em tempos difíceis.

Bronwyn Worthington


Sábado – 02 de junho

Seriedade ao atender às orações

Ouve a minha oração, Senhor! Chegue a Ti o meu grito de socorro! Não escondas de mim o Teu rosto quando estou atribulado. Inclina para mim os Teus ouvidos; quando eu clamar, responde-me depressa! Salmo 102:1, 2

Ao longo dos meus vinte e três anos como cristã, tenho aprendido que, a despeito de durezas e provações, nós nos tornamos fortes quando nos apoiamos completamente em Deus, Aquele que não comete erros.

Na ocasião em que recebi o pedido de divórcio, eu estava desempregada, com duas crianças pequenas, e dependente do sistema jurídico para resolver questões civis e financeiras. Embora tivesse vontade de desistir, algo dentro de mim dizia: “Coragem! Estou com você.”

Certa manhã, porém, embora houvesse encontrado emprego como diarista, recebi uma ordem de despejo por causa do aluguel atrasado. Eu me prostrei e clamei ao Senhor por auxílio. Em seguida, naquela mesma manhã, meu vizinho, que estava de mudança para a capital, ofereceu-nos a sua residência como moradia. Em compensação, eu cuidaria da sua propriedade. Deus nos instalou em uma casa de 360 metros quadrados! Dei graças a Deus, mas deixei com Ele o lembrete de que ainda estávamos sem comida na despensa. Quando terminei de orar, uma querida irmã bateu à nossa porta e me disse: “Eu estava no mercado quando ouvi uma voz dizendo: ‘Leve produtos da mercearia para a casa da Rosana, pois eles não têm nada para comer.’” Ela nos deu tanta comida que mal cabia tudo na despensa. A Deus seja a glória!

O tempo passou e consegui um bom emprego. Depois que meu pai faleceu, minha mãe veio morar comigo e decidimos comprar um terreno para construir uma pequena casa. Com as economias dela, minha mãe deu a entrada para o imóvel. Com os recursos a que eu ainda tinha direito pelo divórcio, construí uma casa inacabada. Mais uma vez clamei ao Senhor. Alguns dias depois, meu irmão telefonou e disse: “Irmã, fiquei sabendo que você precisa terminar sua casa. Vou ajudar você a terminá-la.” A gratidão encheu o meu ser. Deus não brinca quando se trata de atender a uma oração. Ele a leva a sério.

Devemos confiar no Senhor, e Ele fará o restante. Precisamos combinar nossa fé com o esforço. Acima de tudo, necessitamos confiar no auxílio divino, crendo que podemos superar qualquer necessidade e prova com a ajuda Daquele que nos fortalece.

Seja forte! Deus é fiel. Ele diz: “Coragem! Estou com você!”

Rosana Nieton Andrade


Sexta-feira – 01 de junho

Achei que você fosse morrer!

Isto é o Meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados. Mateus 26:28, NTLH

Scotty lançou os braços ao redor das minhas pernas e gritou: “Por favor, não vá, mamãe; por favor, não vá!” Levantei-o e o abracei, explicando que eu não demoraria. Meu esposo o tirou dos meus braços, mas Scotty continuava gritando, chamando-me para voltar enquanto eu saía do trailer. Atravessei o terreno do acampamento para doar sangue no veículo que estava realizando os procedimentos. Era a primeira vez que eu fazia a doação, e o choro incontrolável de Scott retinia em meus ouvidos e aumentava minha ansiedade.

Retornei para o acampamento mais cedo do que esperávamos. Eu não havia preenchido os critérios para a doação de sangue. Antes de abrir a porta do trailer ouvi Scott chorando, completamente desolado. Quando entrei, ele saltou dos braços de Dave e mais uma vez envolveu minhas pernas com os seus braços.

– Ah, mamãe! – ele soluçou. – Eu achava que você ia dar todo o seu sangue! Achei que você fosse morrer!

Seu alívio era quase palpável. Aos cinco anos de idade, ele não entendia o que significava “doar sangue”. Simplesmente entendeu que eu entregaria meu sangue para que alguém, que ele não conhecia, pudesse viver.

À medida que crescia, ele começaria a aprender mais acerca do sangue que foi derramado para trazer vida. A história da cruz se tornaria mais do que simplesmente uma história. Ela se tornaria uma dádiva preciosa oferecida a todos, para lhes salvar a vida. Mais do que tudo, ele chegaria a entender que a dádiva do sangue era para ele, a fim de que pudesse viver eternamente.

As palavras que Scott ouvia a cada cerimônia de Santa Ceia criariam raízes em seu coração: “Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, dizendo: – Bebam todos vocês porque isto é o Meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o Seu povo” (Mateus 26:27, 28, NTLH).

A promessa do sangue que salva a vida é para você! “Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los […]. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como um cordeiro sem defeito nem mancha”
(1 Pedro 1:18, 19, NTLH).

Ginny Allen


JUNHO 2018


Quinta-feira – 31 de maio

Esperando em Deus

Durante todos os dias do meu árduo labor, esperarei pela minha dispensa. Jó 14:14

Como jovem mamãe que começava a amamentar, eu enfrentava desafios ao suprir as necessidades do meu bebê. Ela chorava com frequência, e eu procurava amamentá-la todas as vezes. Mas ela não se resignava a esperar, como eu gostaria que fizesse. O processo era frustrante para ela e fisicamente doloroso para mim. Às vezes, eu chorava com ela. Eu era capaz de suprir aquilo de que ela precisava; mas, primeiro, precisávamos aprender a passar juntas pelo processo. Na verdade, eu queria nutrir esse impaciente pequeno tesouro que Deus deu ao meu esposo e a mim, após nove longos meses de expectativa.

Assim como meu bebê, às vezes, tenho clamado a Deus para que supra uma necessidade – e que o faça imediatamente! Pedi a Ele um certo emprego que eu considerava o melhor para mim. Como acontecia com meu bebê, que precisava aprender a esperar minha ajuda a fim de ter suprida sua necessidade de alimento, clamei a Deus a respeito da minha necessidade de trabalho, porque uma mudança de cidade me havia deixado mais uma vez sem emprego. Precisei sair à caça de emprego várias vezes, como resultado das transferências de meu esposo pastor para diferentes localidades.

Considerei a experiência de procurar emprego frustrante e assustadora. A despeito da minha frustração e do medo, Deus já estava atuando em meu favor, aguardando pacientemente que eu me acalmasse e seguisse a Sua orientação.

Às vezes, mesmo como Suas filhas, choramos diante de Deus para que nos alimente, embora Ele já tenha preparado uma mesa diante de nós. Simplesmente não a enxergamos através das lágrimas de um opressivo temor e frustração. Às vezes, em minha vida, tenho pedido ao Senhor um certo emprego ou cargo que considero o melhor para mim. Nem sempre consegui o emprego que eu realmente queria, mas sempre aquele que Deus considerava o melhor – no lugar e no tempo certo. Ele estava me ensinando a esperar por Ele.

Assim como aconteceu com minha filhinha bebê recém-nascida, Deus estava a par de cada detalhe das minhas necessidades e da minha vida. A qualquer momento, eu podia olhar para trás e ver que Ele me concedia tempo para aprender, assim como dei à minha chorosa recém-nascida o tempo e o auxílio de que ela precisava a fim de eu poder suprir-lhe as necessidades.

Deus promete não reter nada que seja bom para Seus filhos. Esperar em Deus pode ser um processo demorado, mas tem sua recompensa eterna.

Betty Glover Perry


Quarta-feira – 30 de maio

O que há na sua horta ?

Porque, assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Soberano, o Senhor, fará nascer a justiça e o louvor diante de todas as nações. Isaías 61:11

Às vezes, Deus nos dá dias extraordinariamente tranquilos. Ontem foi um dia desses para mim. Comecei ajudando a servir sopa em uma cozinha da cidade. De lá, fui para a igreja e ajudei em uma classe infantil de estudo da Bíblia. Eu me senti abençoada. Concluí que, estando o Senhor envolvido no negócio de servir, nossa participação em Seu serviço para com os outros produz algo especial no nosso coração.

Quando voltei para casa, mais tarde, passei a maior parte do restante do dia ao ar livre. A natureza é um lugar lindo onde ficar. Traz muita paz à minha alma. Nunca me canso de contemplar as diferentes plantas. Vou de um canteiro ao outro, só olhando. Elas mudam, crescem e produzem constantemente. Notei algumas vagens prontas para serem colhidas, e os tomates-cereja e os amarelos começando a se formar.

Também passei tempo com meus bichos de estimação. Eles gostam de ser paparicados e de ouvir nossas conversas mansas. Querem o toque humano e gostam da minha companhia. Também me agrada ficar entre eles. Notei duas lindas penas de pavão na varanda da frente, como se Deus me houvesse deixado um presente. Filha, estas são para você, eu O imaginei dizendo. Observando atentamente a cor e o padrão dessas penas, admirei aquela requintada obra de arte. Encontrei um vaso de metal ali fora e coloquei dentro dele as penas. Coloquei o vaso, estrategicamente, sobre o parapeito da janela do alpendre dos fundos, para que todos o vissem.

Sentada na cadeira de balanço, com nosso cão Peaches aos meus pés, notei duas corruíras investigando o galpão em busca de possíveis lugares para o ninho. O último ninho havia sido destruído por um dos nossos gatos. Acomodei uma caixa para pássaros, bem no alto, nos caibros do galpão, e esperei que as corruíras o descobrissem. Temi que não retornassem após a sua perda (e não as teria censurado por isso), mas ali estavam elas – abrindo o coração com gorjeios e voando de um local para o outro. Elas estão felizes, e eu também.

Muito obrigada, Senhor, pelo privilégio de estar rodeada por Tua criação.

Tem você um lugar onde possa se distanciar do estresse da vida e estar mais perto de Deus?

Rosemarie Clardy


Terça-feira – 29 de maio

O poder de um círculo de oração

Brigarei com os que brigam com você, e seus filhos, Eu os salvarei. Isaías 49:25

Uma pequena “igreja no bosque”, localizada no noroeste do Pacífico, tornou-se famosa por seus poderosos círculos de oração. Eu fui uma das que pediram oração, como a seguinte história testifica.

Durante a Operação Liberdade Iraque, Paul Lee, um membro mais jovem da família, e médico, foi convocado para trabalhar no Oriente Médio. Sua região, arrasada pela guerra, sofreu ataques várias vezes. Certa ocasião, solicitaram que ele se mudasse para outro cômodo no alojamento. Vinte e quatro horas antes de sua mudança, tiros de morteiro demoliram completamente aquilo que deveria ser seu quarto. Os dois médicos que ainda viviam ali estavam de plantão na clínica médica naquele momento e, portanto, foram poupados.

Em outra ocasião, justamente do lado de fora da clínica de Paul, um grande carro-bomba explodiu, deixando na rua uma cratera de 18 metros de profundidade. Muitos iraquianos feridos foram levados à clínica. Nos quinze meses de trabalho, o destacamento de Paul viu algumas das mais amargas batalhas do conflito. Como resultado, Paul testemunhou muitas mortes e sofrimento. Durante uma renhida batalha, ele se viu segurando um soldado adolescente nos braços, consolando-o e orando por ele. O jovem, por fim, morreu. Duas outras vezes, Paul teve experiências semelhantes. Esses incidentes de cortar o coração produziam uma tristeza profunda. Quando era possível, ele se retirava para seu quarto a fim de lutar contra o assalto da depressão.

Certa vez, quando telefonamos para Paul, ele estava de cama já havia alguns dias, deprimido e lutando com as duras realidades da guerra. Como médico, Paul sentia que tinha a responsabilidade de ajudar a salvar a vida de cada um dos soldados. Contudo, a morte era, com demasiada frequência, o resultado final dos graves ferimentos do campo de batalha. A incapacidade dele, de salvar a vida de cada soldado, lhe trouxe um sentimento de desespero.

Durante aqueles quinze turbulentos meses, porém, membros fiéis do círculo de oração da igrejinha no bosque oraram por Paul. Cada semana, seu nome era mencionado no boletim da igreja, e as pessoas oravam. Com o passar do tempo, Paul começou a experimentar a restauração e o rejuvenescimento.

Querida amiga, forme um círculo de oração e depois fique atenta aos milagres! Deus prometeu contender com o inimigo e salvar nossos preciosos queridos, no Seu tempo e do Seu modo.

Patty L. Hyland


Segunda-feira – 28 de maio

Às vezes faço coisas tolas

Vocês valem mais do que muitos pardais! Mateus 10:31

Era uma daquelas aflitivas manhãs de sexta-feira, com três compromissos em sequência. Minha mente estava preocupada com outras coisas, mas senti que eu era organizada e terminaria o dia com todas as missões executadas.

Ao sair, conversei brevemente junto à porta com uma visitante desconhecida no prédio, enquanto eu carregava dois sacos grandes para jogar na lixeira basculante. Tranquei a porta e coloquei as chaves no meu bolso. Quando cheguei ao carro, acomodei a bolsa sobre o porta-malas, orgulhando-me por ter “usado a cabeça”, pois assim não jogaria acidentalmente a bolsa no contêi­ner enquanto deixava os sacos lá dentro. Eu não poderia perder um minuto pescando minha bolsa ali do fundo, se isso houvesse acontecido.

Encontrei uma vaga de estacionamento perto do consultório médico. Estendi a mão para o outro assento a fim de pegar a bolsa, mas ela não estava ali. Então me lembrei: eu não a havia retirado de sobre o porta-malas. O que fazer? Eu não tinha tempo de voltar para casa e refazer o mesmo caminho, porque minha consulta começaria em três minutos. Telefonei para minha irmã, que mora no mesmo prédio, e não obtive resposta.

Durante esse trauma, suspirei uma oração pedindo um milagre. Um breve momento depois, minha irmã chegou com minha bolsa. Não pude crer na minha boa sorte. Ela não parou para explicar coisa alguma, de modo que eu teria que esperar. Louvei ao Senhor por Sua bondade.

Minha parada seguinte era no correio, e quem eu encontraria, senão a desconhecida com quem havia falado ao sair do prédio?

Ela me contou o restante da história. Ela me viu passar de carro, com a bolsa sobre o porta-malas. Tentou chamar minha atenção, mas eu estava concentrada no trânsito enquanto saía do estacionamento do prédio para a rua movimentada. Ela recolheu a bolsa, que caíra no centro da faixa de direção. Agora, ela estava em um dilema. Perguntava-se como faria para entregá-la a mim. Justamente nesse momento, ela viu minha irmã saindo do prédio, e tudo foi resolvido. Abracei a mulher e lhe agradeci por ter sido parte de um milagre em minha vida naquele dia.

Meu Deus, que cuida dos pardais, também intervém quando faço coisas impensadas. Não posso ser suficientemente agradecida pelo valor que Ele me atribui.

Edith Fitch


Domingo – 27 de maio

Respostas a caminho

Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. […] em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros. Jó 19:25-27, ARA

Eu me pergunto: Se Jó houvesse sido uma mulher, que nome teria ela? Que tipo de mulher teria sido? Uma coisa é certa: ela se ergueria após aquelas provas como vitoriosa em nome de Jesus, com fé e forças que somente o fogo purificador de Deus pode produzir.  Atualmente, há mulheres que, como Jó, enfrentam aflições a cada dia. É possível que também se perguntem: Isto pode ficar ainda pior? Há mulheres que imploram a Deus por respostas, porque elas mesmas não sabem o que o futuro lhes reserva. Precisam encontrar forças para enfrentar o dia seguinte.

Você alguma vez já se sentiu como se fosse a única pessoa no planeta a enfrentar determinado sofrimento? Já lamentou o fato de que não tinha aparentemente ninguém com quem partilhar sua frustração?

Lembre-se, porém, de que Deus está perto para ouvir nossas frustrações e receber nossa dor. Está sempre pronto a nos conceder paz e, por fim, a compreensão de que Seus caminhos são perfeitos – mesmo que não os compreendamos agora. Além disso, Deus nos dará sabedoria para lidar com as situações dolorosas – tanto agora como no futuro.

Hoje, eu sinto no coração um sentimento especial – e compaixão – por mulheres ao redor do mundo que, como eu, desejam ser mães. Todavia, simplesmente não conseguimos pôr em ação o capítulo da gravidez. Nos dias em que essa situação muito pessoal pesa sobre mim, luto para conservar um sorriso no rosto. Oro para que Deus não apenas me ajude a conservar a fé, mas para que me mantenha concentrada Naquele que dá a verdadeira força. Há dias em que o diabo insiste em me deixar com raiva, a ponto de eu querer desistir até de Deus. Mas sei que meu Redentor vive! E Ele não me deixará em desespero.

Assim, hoje, sinto a necessidade de me dirigir às leitoras que poderiam estar passando por essa experiência ou uma semelhante, a fim de encorajá-las. Deus intervirá em nosso favor, a Seu modo. Ele continuará fazendo brilhar Sua luz sobre nós, para que a reflitamos sobre outras que estiverem lutando. Mais importante: Deus responde, sim, às orações. Não percam a esperança. Deus lhes dará as respostas de que necessitam, e o resultado final ultrapassará suas expectativas. Isso acontecerá no tempo Dele, não no nosso. Ele é capaz!

Yvita Antonette Villalona Bacchus


Sábado – 26 de maio

Ela vai voltar!

Mas nós confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus. Salmo 20:7

Quando minha ex-sogra (já falecida) ficava dias no quarto escuro com a cabeça coberta por um cobertor, devido à tristeza por ver alguns de seus filhos afastados dos caminhos de Deus, muitas vezes, eu lhe disse que orasse mais e se preocupasse menos com a questão espiritual dos filhos. Hoje entendo melhor a dor que ela sentia. Entretanto, temos o privilégio de contar com um Deus pessoal, que percebe todas as coisas e conhece o presente, o passado e o futuro de cada um de Seus filhos.

A dor que as mães sentem pela condição espiritual de seu filho é, também, sentida pelo próprio Deus. No entanto, essa dor é muito mais intensa no coração de Deus; afinal, Ele é o Criador e conhece os filhos muito mais do que as próprias mães. Mesmo assim, Deus as consola. Ele nos deixou muitas promessas em Sua Palavra. O Senhor transmite consolo por meio de uma música que afaga o coração da mãe cuja esperança fenece pela demora em ver seu filho voltar aos caminhos de Deus. Ele faz com que a mãe ligue a TV no exato momento em que um filho diz ter sido a resposta das orações intercessoras da mãe. Ele faz alguém testemunhar durante uma vigília na igreja, dizendo que as orações de sua mãe a fizeram voltar para os caminhos do Senhor. Deus usa muitas maneiras de Se comunicar com a mãe que ora, que insiste e nunca desiste.

O amor de mãe atrelado à oração intercessora pode fazer qualquer impossível ser destroçado aos pés do Criador. É esse amor que Deus quer nos ensinar. O mesmo amor que permeia todas as atitudes do Criador. O amor que nunca desiste, que tudo perdoa.

Em 2014, uma dessas mães, depois de jejuar pelo terceiro sábado seguido em favor da situação espiritual de sua filha e clamar a Deus para que Ele atendesse à sua oração, ouviu a voz firme, porém amorosa do próprio Deus: Tudo isso está acontecendo para atender à oração que você sempre fez por ela: ‘Que minha filha seja adventista por convicção, não por tradição.’ Pare de chorar, porque ela vai voltar, mas não agora. Vai demorar, e você precisa ser forte.” Essas palavras, ditas com firmeza e ternura, levaram essa mãe a se lembrar de Eclesiastes 3:1: “Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião” (NTLH). Seu coração foi preenchido pela esperança. Essa mãe nunca mais se deixou dominar pelo medo. Ela continua orando e jejuando com fé, não com desespero. Ela confia nas palavras do próprio Deus: “Ela vai voltar.”

Adriana Seratto


Sexta-feira – 25 de maio

Atenção ou objetivo?

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. Hebreus 12:2, ARA

Eu estava parada num canto do ginásio da universidade, observando um instrutor que ensinava uma turma de garotos entusiasmados e saltitantes de dez anos de idade a fazer acrobacias enquanto saltavam do trampolim.

– Estão vendo a placa que diz “saída”, naquela parede bem ali na frente? – perguntou o instrutor.

– Sim! – responderam os meninos, ansiosos para que a diversão começasse.

– Agora olhem bem atrás de vocês – continuou o professor. – Estão vendo aquele pôster lá em cima, naquela parede?

– Sim! – disseram em coro, girando a cabeça a fim de olhar para trás, para a parede oposta.

– Bom! – disse o professor. – Agora, quando chegar a vez de vocês, quero que comecem saltando. Quando estiverem prontos para virar, olhem primeiro para a placa de saída na frente de vocês, depois virem a cabeça e olhem para o pôster bem atrás.

Um por um, cada aluno tentou a nova manobra.

Embora nunca tivessem feito aquilo antes, quando seguiram as simples instruções de olhar reto para a frente, para a placa de saída, e depois virar-se para olhar reto para trás de si, para o pôster, o corpo deles fazia a volta, suave e facilmente.

A simples mudança na forma de olhar permitiu-lhes virar o corpo, sem esforço, na direção oposta.

Nessa experiência, vi mais uma vez a lição que o Espírito Santo está pacientemente me ensinando de formas ainda mais profundas:

Nós nos movemos na direção para a qual estamos olhando.

Quando olhamos para fracassos passados, movemo-nos em direção à autocondenação. Quando olhamos para as atuais circunstâncias difíceis, movemo-nos na direção do desalento.

Contudo, quando olhamos para Jesus, nós nos movemos rumo à alegria. Rumo a um futuro e a uma esperança. Rumo à segurança, ao conforto e à vitória.

Querido Deus, que eu dê cada passo, faça cada oração e viva cada momento olhando para Jesus, o autor e consumador da minha fé. Amém.

Kelly Mowrer


Quinta-feira – 24 de maio

Sensação de perigo

Eu estarei sempre com vocês, até o fim do mundo. Mateus 28:20, BV

Tive alguns problemas no trabalho. Ser gerente e mais jovem do que a maioria daqueles a quem supervisionava trazia alguns desafios. Entretanto, notei um padrão que costumava acontecer quanto à época dessas relações desafiadoras no trabalho. Elas aconteciam após períodos de refrigério espiritual em minha vida. O primeiro evento desafiador ocorreu logo após o sábado em que nosso programa “Pentecostes e Além” foi transmitido de Kingston, Jamaica, onde moro.

Três dias depois, aconteceu um problema no trabalho. Um mês mais tarde – após outro fim de semana espiritualmente rico do qual participei com as mulheres da minha igreja – o problema no trabalho ressurgiu. A situação chegou ao ponto de ebulição depois de um poderoso período de oração e jejum que eu fora levada a organizar. O Espírito Santo Se havia manifestado nas palavras e no trabalho da diretora do Ministério da Mulher durante a reunião. Grilhões foram quebrados e pessoas foram libertas.

Na semana seguinte, no trabalho, “as bruxas estavam soltas”, como diz o ditado. Assim como aconteceu com Elias, entrei numa crise de temor, depressão, ansiedade – e queria fugir. Não encontrava lugar nenhum onde me esconder. Tive medo de ser assassinada. Começando na noite da sexta-feira seguinte, orei todo o tempo – até desmaiar no sábado à noite. Na segunda-feira, quando voltei ao trabalho, um membro da equipe veio e me ordenou: “Vá mudar seu carro de lugar.” Ela também exigiu que eu mudasse a hora de sair do trabalho. Tive, naquela noite, uma indizível sensação de medo. Durante boa parte da noite, senti uma séria inquietação e temi grandemente os sons noturnos que, segundo julguei, indicavam minha morte iminente. Orei até cair no sono.

Acordando na manhã seguinte, senti como se tudo fosse novo. Dei graças a Deus por Sua misericórdia. Então, a mesma diretora do Ministério da Mulher que se havia dirigido a nós no período anterior de oração e jejum me telefonou. Ela contou que percebera que eu estava passando por um problema e havia começado a orar. “Estou ligando”, disse ela, “para anunciar que isso teve fim. Deus triunfou.” Fiquei muda, já que não havia conversado com ela – ou com qualquer outra pessoa – sobre o que acontecia no trabalho.

Sei que Deus dirige nossa vida e que nenhuma arma forjada contra nós prevalecerá. Quando estamos em Cristo, somos mais que vencedoras (Isaías 54:17; Romanos 8:37).

Keisha D. Sterling


Quarta-feira – 23 de maio

Doença do coração e do cabelo

Não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas Eu vejo o coração. 1 Samuel 16:7, NTLH

Recordo-me de uma frase que meu filho tinha a intenção de usar em uma redação na escola: “Um amigo do cabelo da minha mãe”. Bem, em certo sentido ele tinha razão. Meu cabelo precisa, sim, de um amigo. Na verdade, ele precisa de todos os amigos que puder conseguir – o que seria confirmado por uma série de desilusões em salões de beleza. Devido à textura fina e fraca, bem como à lisura natural do meu cabelo, eu o reduzi a um restolho que eu possa secar com uma sacudidela, num instante. Fora, na rua, com as janelas do carro abertas, fios desgarrados esvoaçam sem me impedir a visão ou sem exigir um pente quando eu chegar ao destino. Todas aquelas belezas bem penteadas deviam ter a mesma sorte!

Todavia, (ai de mim!) tenho problemas de saúde e beleza mais sérios do que essa falha superficial. Sofro de um problema no coração, não reconhecido pelos médicos clínicos. Os sintomas exigem a intervenção do Grande Médico, que esquadrinha não a minha desgrenhada aparência exterior, mas meu coração, com suas manchas espirituais e arritmias de caráter. O apóstolo Paulo diagnostica essa condição: “Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. […] Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (Romanos 7:21, 24, 25, NTLH). Jesus sacrificou a vida para resolver meu problema do coração, enobrecer meus motivos e atos e restaurar a beleza do meu caráter. Sua prescrição para a reabilitação cardíaca – tempo com Sua Palavra e comunhão com Ele – verdadeiramente transforma a vida.

“Então, o que acham?”, pergunta Paulo. “Deus está ao nosso lado, assumiu nossa condição e Se expôs ao pior quando enviou o próprio Filho. Haveria alguma coisa que Ele não faria por nós de modo espontâneo e feliz? […] Aquele que morreu por nós – e por nós foi ressuscitado para a vida! – está na presença de Deus neste exato momento, intercedendo por nós. Acham que alguém será capaz de levantar uma barreira entre nós e o amor de Cristo por nós? Não há como!” (Romanos 8:31-34, A Mensagem).

Essa notícia é melhor ainda que cabelo encorpado e ondulado! E muito melhor que reabilitação cardíaca.

Andréa Kristense


Terça-feira – 22 de maio

Ele está sempre conosco!

Alegrem-se sempre no Senhor. […] Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:4, 6, 7

Como mulheres, passamos por diferentes fases na vida. Em cada fase, estamos sempre aprendendo novas lições. Felizmente, em meio a cada transição e mudança, servimos a um Deus “que não muda como sombras inconstantes” (Tiago 1:17).

Meu esposo é pastor, e já moramos em vários lugares diferentes em nossa vida juntos. Como resultado, nossa filha está sempre em movimento; ela não consegue se acomodar em um lugar só por muito tempo. Recentemente se mudou para a Coreia do Sul a fim de lecionar inglês por um ano, bem como decidir o que quer fazer como especialização. É uma jovem muito determinada, mas estar em outro país nem sempre é fácil. Ela já enfrentou muitos desafios ao longo do caminho. Conta com um grande sistema de apoio em sua família e nos muitos bons amigos que Deus colocou em seu caminho por lá. Ela também abraçou a cultura e o povo. Sua alegria é tão contagiante que, recentemente, alguém lhe disse que queria assimilar esse mesmo espírito. Todavia, por mais que tudo isso seja ótimo, nem sempre podemos ajudá-la, e até mesmo amigos queridos nos quais ela se apoia com toda a confiança podem frustrá-la. Como resultado, ela tem aprendido a ficar cada vez mais próxima Daquele que nunca a deixará nem abandonará (Deuteronômio 31:6). Mais cedo ou mais tarde na vida, todos precisaremos de alguém que nos segure a mão em meio a quaisquer mudanças que o mundo nos trouxer. Nossos familiares e amigos podem ser um grande apoio, mas é possível que ainda assim nos desapontem, às vezes. Porém, Jesus Cristo nunca falha. Ele “é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8). Como diz aquele cântico, Ele é um amigo constante que nota as necessidades de um pardal. Então, por que Ele não cuidaria de mim?

Imagine que alegria teríamos se tão só aprendêssemos a nos apoiar inteiramente em Jesus ao longo de todas as estações da vida! Como Davi escreveu: “Entregue suas preocupações ao Senhor, e Ele o susterá” (Salmo 55:22).

Minha oração é que percebamos, até mesmo neste mundo em constante mudança, que: “Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus” (Romanos 8:39, NTLH).

Judith M. Mwansa


Segunda-feira – 21 de maio

Sentiu esse cheiro?

Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante. Levítico 26:6, ARA

Meu esposo e eu moramos no campo, com cães, gatos, uma ave e cabras. A cada entardecer, aguardamos a hora do culto, dando a Deus graças por Suas bênçãos.

Nos meses mais frios do ano, usamos aquecimento a gás em nossa casa. Em um dia de outono, achei que estava sentindo cheiro de gás. “Você está sentindo esse cheiro?”, perguntei ao meu esposo. Não querendo que algo grave acontecesse, telefonei para a empresa de gás. Eles mandaram alguém à nossa casa para verificar se havia algum vazamento, mas não encontraram nada.

No ano seguinte, a mesma coisa aconteceu. Dessa vez, fui à empresa e expliquei que eu sentia o cheiro de gás pela manhã, depois que a casa havia sido fechada. “Bem”, disse um funcionário, “vamos mandar alguém para verificar de novo.” Vários dias passaram, e ninguém apareceu (suspeito que eles tenham achado que eu me inquietava por qualquer coisa). Meu esposo, que é praticamente cego, começou a “farejar” pela casa, mas não sentiu cheiro de gás. Então notei que estávamos consumindo mais combustível do que o normal. Assim, decidi passar pela companhia, pagar a conta e conversar com o pessoal outra vez.

Um dos funcionários, que eu já conhecia, estava lá. Eu lhe falei sobre minhas preocupações. Ele disse que faria trabalho externo no dia seguinte. Durante o culto, meu esposo deu graças a Deus por minha chegada oportuna à companhia de gás no início daquele dia. No dia seguinte, quando o funcionário da companhia veio para a visita, contei sobre nosso consumo anormalmente excessivo, e ele foi direto para fora e verificou o medidor do gás. “O meu leitor do gás ficou doido”, ele relatou. “Isso significa que há um vazamento sério. Desliguei seu gás e voltarei às oito horas amanhã de manhã com ajudantes. Tenha o cuidado de não acender seu fogão elétrico hoje à noite. O vazamento é grave.” Quando os funcionários chegaram na manhã seguinte, encontraram o vazamento embaixo da casa.

Depois de repararem o vazamento, mostraram-me o cano velho, que apresentava um grande buraco. Pedi para ficar com o cano. Para mim, ele era testemunha do amor e da proteção de Deus sobre nós. Verdadeiramente, Ele cumpriu Sua promessa: “Ele o cobrirá com as Suas penas, e sob as Suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade Dele será o seu escudo protetor” (Salmo 91:4).

Elaine J. Johnson


Domingo – 20 de maio

A atitude que você escolhe

Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Filipenses 4:8

Recentemente, eu li que uma atitude positiva pode ser o catalisador de uma reação em cadeia para pensamentos, eventos e resultados positivos. Vários meses atrás, eu estava, às 2 da madrugada, preparando-me para sair do aeroporto de Ho Chi Minh City, no Vietnã. Eu tinha acabado de me encontrar com mulheres das igrejas do país. Meu coração estava repleto de alegria e gratidão, não só pela maneira como Deus havia dirigido as reuniões, mas também pelos dez nón lá (chapéus em forma de cone) que estava levando para casa. O nón lá é algo característico no traje típico da mulher vietnamita e proporciona proteção do sol ou da chuva, recolhe água da chuva e pode servir como cesto ou sacola.

Ao apresentar meu passaporte no balcão da companhia aérea, notei que o funcionário estava tendo dificuldade para encontrar meu nome na lista de passageiros. Ele se afastou e voltou uma hora depois, dizendo: “Lamento, senhora, mas não terá permissão de retornar para casa. Seus documentos não estão relacionados no sistema. Terá que esperar um milagre.” Voltei calmamente ao meu assento e comecei a orar. Não por um milagre, mas por uma atitude de louvor naquela situação complexa. Em minha aflição, regozijei-me pelo fato de Deus estar no Céu e de eu ser Sua filha. A paz veio ao meu coração e pude aguardar com esperança. Depois de outra hora, o homem por trás do balcão voltou-se para mim e disse: “A senhora tem sorte. Washington respondeu, e a senhora está livre para embarcar. Seu nome está na lista.” Corri para o portão de embarque cantando e louvando a Deus pela bênção.

Ao planejar o dia que vem pela frente, considere isto: Qual será sua atitude hoje? Você se sentirá temerosa, zangada, preocupada, amarga ou pessimista? Nesse caso, seria um bom remédio meditar naquilo que Paulo está dizendo para nós hoje. Pense naquilo que é correto, amável, admirável e digno de louvor. Pense com otimismo a respeito de si mesma e do seu futuro. Dê graças Àquele que lhe deu tudo e, no íntimo, creia que Ele deseja lhe dar muito mais. Lembre-se: a maior parte da nossa felicidade ou desgraça depende da nossa maneira de pensar, e não das circunstâncias. Um coração infeliz significa uma vida infeliz; um coração alegre enche o dia com um cântico (Provérbios 15:15).

Raquel Queiroz da Costa Arrais


Sábado – 19 de maio

Imposto predial

E será que, antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. Isaías 65:24, ARA

Ao voltar para casa após cuidar de uma série de compromissos, parei na entrada a fim de retirar a correspondência antes de ir para a garagem. Foi surpresa encontrar um boleto da prefeitura para o pagamento de imposto sobre propriedade. Meus impostos já tinham sido descontados na parcela do financiamento. Por que recebi este boleto? Justamente agora, quando estou trabalhando em um projeto que apareceu inesperadamente e que me esvaziou as finanças? Após o choque inicial, comecei a orar pedindo orientação.

Como passavam apenas alguns minutos das três horas da tarde, achei que teria chance de falar com uma determinada representante antes do fim do seu turno das 9 às 17 horas. Assim, telefonei para discutir a questão com ela. Infelizmente, fui obrigada a falar com vários dos seus colegas de trabalho, de vários departamentos, antes de ser encaminhada à sua secretária eletrônica.

Graças a Deus por Suas palavras de ânimo: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus” (Filipenses 4:6). Assim, dormi bem naquela noite, embora me lembrasse de uma época na vida em que eu não teria dormido um minuto, preocupada com o que cortar a fim de poder pagar os impostos em tempo.

Comecei a dar graças a Deus pelos recursos que Ele providenciara para a troca do carpete no piso superior, bem como para outras substituições e projetos dispendiosos, mas necessários. Meu dinheiro para emergências havia se esgotado, e tudo dentro do período de menos de um ano.

No dia seguinte, telefonei repetidas vezes para a representante, mas em vão. Embora tentada a ficar ansiosa, continuei dando graças a Deus por Sua promessa de paz (versículo 7) e Sua admoestação no sentido de orar “sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). No terceiro dia, a representante com quem eu havia tentado falar retornou, por fim, a minha ligação.

Jesus, certa vez, instruiu Pedro a pagar imposto com dinheiro encontrado na boca de um peixe (Mateus 17:27); dessa vez, embora não com dinheiro da boca de um peixe, Deus ainda assim tomou providências – com o auxílio daquela representante – para o pagamento do imposto da minha propriedade por intermédio da conta de crédito imobiliário, como de costume.

Deus a sustentará e conservará em paz, em meio a qualquer provação.

Cora A. Walker


Sexta-feira – 18 de maio

Milagre na família

Venham e ouçam, todos vocês que temem a Deus; vou contar-lhes o que Ele fez por mim. Salmo 66:16

Era uma noite de sexta-feira como tantas outras. Tudo corria bem, até que o telefone tocou. Era minha filha, desesperada, pois encontrara meu único neto, Lucas, de apenas 4 anos, caído no chão sem pulso e sem respiração. Nunca esqueceremos aquele dia. Seus pais tentaram reanimá-lo, sem sucesso. Como louca, minha filha dirigiu até o pronto-socorro, enquanto seu marido continuava tentando, em vão, reanimá-lo no banco traseiro do carro.

Os momentos que se seguiram foram os mais angustiantes de nossa vida. Não sabíamos se o Lucas voltaria à vida. Se voltasse, quais seriam as sequelas? Ele havia levado um forte choque elétrico e tivera parada cardiorrespiratória. Em meio a tanta agonia, pedimos oração aos amigos e irmãos da igreja. Esse pedido foi passando de uma pessoa para outra e, rapidamente, formou-se uma grande corrente de oração que chegou até o Campori de Desbravadores da região, que estava ocorrendo naquele fim de semana. Todos oravam.

A condição de Lucas era estável, porém gravíssima. Queríamos muito a sua cura! Mesmo assim, nós o entregamos nas mãos de Deus para que cumprisse nele Sua vontade. Amanheceu o dia de sábado, e o Lucas continuava sedado e entubado na Unidade de Terapia Intensiva. Tínhamos medo quando o telefone tocava, pois podia ser do hospital. Mas a igreja continuava em oração.

No domingo, foi retirado o tubo para a realização de alguns testes, e ele reagiu bem. Dali para a frente, milagrosamente, Lucas passou a melhorar a cada dia. Na segunda-feira, finalmente foi para o quarto, apesar de ainda estar muito debilitado. Os médicos diziam que sua recuperação seria lenta e que precisávamos ter muita paciência. Na terça-feira, meio trôpego, Lucas já andou um pouco. Ele desenvolveu uma grave pneumonia em decorrência de uma complicação durante a entubação, e isso preocupava bastante os médicos.

Entretanto, Deus foi restaurando o Lucas de tal maneira que, no sábado seguinte, ele teve alta e entrou andando pela igreja. Todos choraram, porque viram um grande milagre ao vivo e em cores. Os próprios médicos, quando tomavam conhecimento da história completa, diziam, em uma só voz: “Isso foi um milagre.” Lucas ficou sem nenhuma sequela física ou neurológica. Tenho certeza de que essa experiência serviu para tocar muitos corações. Assim como ocorreu com o Lucas, Deus pode fazer um milagre por você.

Maria de Fátima Mayor


Quinta-feira – 17 de maio

Empenhados em regozijar-se

Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza. Jeremias 31:13, ARA

Quando meu pai morreu repentinamente, e de modo violento, em um acidente, fiquei arrasada. Ele havia bebido naquele dia. Na tentativa de atravessar uma rua movimentada, foi atingido por um carro e depois atropelado por outro. Vi o corpo, e aquela imagem ainda me assombra quatro anos depois. O que realmente me perturba, porém, é o fato de eu questionar a sua condição espiritual por ocasião da morte.

Durante os dias do velório, eu ouvia várias pessoas insistirem que é preciso regozijar-se até mesmo com a morte, dizendo que não devemos nos entristecer e lamentar. Tudo o que eu queria fazer era gritar, mandar calarem a boca. O que elas sabiam sobre como eu me sentia? Naquele momento, eu estava zangada com Deus por ter permitido que meu pai morresse daquele jeito. Com o que eu deveria me regozijar? Eu não conseguia nem mesmo reunir energia para clamar a Deus. Estava num poço escuro e fundo, e a única pessoa que poderia me tirar dali era Aquele a quem eu dera as costas.

Eu precisava admitir, contudo, que a Bíblia tem muitas exortações quanto a regozijar-se, louvar e dar graças. Ela não faz nenhuma especificação relativa ao “quando”. Paulo diz que devemos nos regozijar sempre (1 Tessalonicenses 5:16). O livro dos Salmos está repleto de cânticos de louvor durante tempos de estresse e ansiedade extremos. Por que eles dizem isso? Por que cantar quando você quer chorar e desistir? Davi e Jeremias (ver Lamentações 3:22, 23) perceberam o poder do regozijo em tempos de tristeza.

Há um poder indizível em nosso louvor. Regozijar-se não quer dizer apenas “Eu Te agradeço” e “Glória, aleluia!” É um estado mental, uma decisão consciente que se toma e que diz de modo enfático: “Senhor, aconteça o que acontecer, confio em Ti e sei que estás no controle.” Quando podemos proclamar como Jó: “O Senhor o deu e o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (Jó 1:21), nós acionamos uma cadeia de eventos que levam o diabo a fugir da presença de Deus em nós. Erguemo-nos da nossa situação não apenas vivos, mas vitoriosos.

Parece fácil? De jeito nenhum! Cheguei a entender que Deus não age da maneira fácil. Porém, seja o que for que Ele fizer, Ele o fará com amor – e o fará bem. Então, empenhe-se em regozijar-se para sempre!

Greta Joachim-Fox-Dyett


Quarta-feira – 16 de maio

Uma criança os guiará

Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o Teu nome como fortaleza. Salmo 8:2

Nossas filhas e os netos vieram da Califórnia nos visitar no Colorado. Havíamos acabado de passar um dia divertido nas montanhas e andado por lojas em Estes Park, que é uma pitoresca cidadezinha justamente na entrada do Parque Nacional das Montanhas Rochosas. As crianças estavam cansadas e famintas, prontas a voltar para casa. A tarde de domingo chegava ao fim, e o trânsito era pesado ao retornarmos das montanhas. Avançávamos devagar, parando e seguindo. Ouviam-se queixas e resmungos ocasionais, provenientes dos assentos traseiros: “Quando vamos chegar?” “Estamos quase lá?”

De repente, ouvimos uma sirene. Enquanto parávamos em um semáforo, o carro da polícia passou zunindo. Quando nos pusemos lentamente a caminho de novo, pudemos ver muitas luzes piscando à nossa frente. Tudo indicava que houvera um acidente. As crianças ficaram subitamente em silêncio.

Ao nos aproximarmos das luzes piscando, vimos um carro na valeta e um carro da polícia no local. Adiante na rodovia, a pouca distância, havia outro acidente, mais grave. Os atendentes da ambulância carregavam alguém na maca. Um pouco mais adiante, havia ainda um acidente de moto. Alguém estava deitado no chão, rodeado pelo pessoal da emergência.

As crianças estavam muito quietas agora, e uma tímida voz infantil, do banco detrás, disse: “Acho que todos nós devíamos inclinar a cabeça e fechar os olhos – bem, todos nós, menos a mamãe, porque ela está dirigindo – e fazer uma oração por todas essas pessoas dos acidentes.” Então, fizemos justamente isso, e Charlotte, de oito anos de idade, proferiu uma singela, mas bonita oração, pedindo que Jesus estivesse com aquelas pessoas.

Estávamos todos cansados e ansiosos por voltar para casa, e talvez um pouco impacientes com a demora. Consequentemente, nenhum dos adultos no veículo havia comentado algo acerca de orar pelas vítimas dos acidentes. Pensei: Bem, “uma criança os guiará”.

Não é de admirar que Jesus tenha dito que todos deveríamos nos tornar como crianças se quiséssemos entrar no reino do Céu (Mateus 18:3). A singela fé e a confiança de uma criança, bem como a disposição de partilhar nossa fé do modo como Charlotte o fez, são coisas pelas quais devíamos orar hoje – e todos os dias.

Sharon Oster


Terça-feira – 15 de maio

Que é allelon?

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor. Romanos 13:8, ARA

O tempo de graça da Terra chegará em breve ao fim, quando Jesus vier com Seu glorioso cortejo de anjos, e devo comprovar que não estamos preparados. Uma norma, em particular, tem sido ignorada, negligenciada e até desprezada entre nós. A norma da qual falo se aplica a membros e não membros de igreja, a cada nação, tribo, língua e povo, e a todo homem, mulher e criança. Ela edifica ou derruba toda vida individual, todo relacionamento, família, comunidade, nação, continente e o planeta. A Bíblia fala dela mais do que sobre qualquer outra norma, e ainda assim muitos que alegam seguir a Bíblia a consideram com indiferença. Alguns, até, chegam a ignorá-la desafiadoramente, em nome de manter as normas!

Jesus a declarou explicitamente três vezes, Paulo a expôs duas vezes, Pedro  falou dela uma vez, e João a declarou seis vezes. Vezes adicionais sem conta, todos os escritores da Bíblia a mencionam de modo claro. Jesus e Paulo a expuseram como um resumo de toda a lei, revelando a todo-abrangente natureza de sua cobertura completa. No grande sermão sobre os sinais do fim em Mateus 24, Jesus disse que muitos entre o povo de Deus se envolveriam como antônimo direto dessa ordem, quando traíssem e odiassem uns aos outros (verso 10).

A norma, como você já deve ter adivinhado, é “amem-se uns aos outros”. Em grego é agapeo allelon. O simples número de variações dessa ordem de amar “uns aos outros” revela sua extrema essência na vida espiritual. Falamos frequentemente em agape, mas não muito em allelon. Contudo, o Novo Testamento usa esta última palavra quase tantas vezes quanto a primeira. “Uns aos outros” – allelon – ajuda-nos a compreender melhor agape, porque agape não pode ser experimentado à parte de allelon. Expansões incontáveis da ordem de amar “uns aos outros” salpicam as cartas do Novo Testamento. Entre outras coisas, nós devemos: dar preferência, edificar, admoestar, acolher, suportar e estimar uns aos outros. Formalistas frios, legalistas arrogantes, condescendentes sem princípios e pagãos ousados falham em viver à altura dessa norma. Sendo que já estamos aquém, caiamos com o rosto em terra diante de Deus hoje, admitindo que não amamos uns aos outros assim como Jesus nos amou.

Quem é allelon? Deus tem tudo que ver com “um ao outro”. E Deus viverá em nós se O recebermos.

Jennifer Jill Schwirzer


Segunda-feira – 14 de maio

Uma boa mulher

Uma boa mulher é difícil de encontrar, ela vale muito mais que diamantes. Provérbios 31:10, A Mensagem

Perdi a conta de quantas vezes, após um concerto, ouvi mulheres se expressarem dizendo que admiram o modo como estou usando meus talentos para Deus. Muitas vezes, logo a seguir, vem o comentário: “Nunca descobri quais são meus dons ou talentos!” Essa ideia me deixa espantada. Tantas mulheres maravilhosas perdem a autoestima ao compararem aquilo que Deus lhes deu com aquilo que Ele deu a outras!

Minha mãe é um exemplo clássico dessa síndrome. Ela foi mãe durante toda a sua vida adulta. Primeiro, foi mãe desacompanhada, lutando sozinha para sobreviver no fim da adolescência e na faixa dos vinte anos. Depois, foi mãe que ficava em casa, após se casar com meu pai quando estava na faixa dos trinta anos. Ela criou meu irmão e a mim. Aos meus olhos, e aos de Deus também, ela possui dons e talentos incontáveis, mas os maiores sempre foram suas habilidades como mãe. As lições e os princípios que incutiu em meu íntimo não têm preço. Os sacrifícios que se dispôs a fazer em favor dos filhos sempre me impressionaram. É verdadeiramente uma grande habilidade trabalhar de maneira abnegada em troca de pouco ou nenhum elogio, manter uma casa em bom estado, preparar refeições e treinar mentes juvenis. É uma ocupação que vem acompanhada de pesadas responsabilidades, exigindo tempo e paciência.

Hoje, com os filhos adultos, minha mãe pode explorar suas muitas outras habilidades, como arte e pintura. No entanto, sempre que ela olha para trás no tempo como se sua vida tivesse pouco significado, sou rápida em fazê-la recordar que sua vida foi e é preenchida com uma missão altamente valorizada nas cortes celestiais: a maternidade.

Todas nós recebemos diferentes talentos e dons. Nem todas serão mães e nem todas serão cantoras ou oradoras. Entretanto, todas têm algo grande e significativo que lhes foi dado por Deus.

Sejam quais forem os seus dons e talentos, eles são necessários no mundo. Assim como no caso da minha mãe, você tem um lugar muito especial, dado por Deus, que somente você pode ocupar. Tendo a Deus como sua força, você será mais do que capaz de ocupar esse espaço especial, pois “a mulher que merece admiração é a que vive no temor do Eterno” (Provérbios 31:30, A Mensagem).

Naomi Striemer


Domingo – 13 de maio

Dia da formatura

Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. Marcos 11:24, ARA

Era junho de 1986, e o dia da formatura se aproximava rapidamente. Eu havia acabado de passar nos exames finais de enfermagem, mas não tinha dinheiro para pagar o saldo devedor a fim de poder me formar. Não sabia o que fazer. Eu devia ao Colégio Oakwood 1.264 dólares. De onde conseguir o dinheiro? Eu sabia que minha família não tinha isso, mas sabia que meu Pai celestial tem “cabeças de gado aos milhares nas colinas” (Salmo 50:10)!

Ajoelhei-me e orei, perguntando a Deus o que Ele queria que eu fizesse. Sabia que Ele não me havia levado até ali para depois me abandonar. Reivindiquei a promessa de Marcos 11:24: “Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá.”

Chegou o fim de semana da formatura. Fui ao escritório do secretário, naquela sexta-feira, para ver se havia algo que eles pudessem fazer para que eu recebesse o meu diploma. Ele disse que eu precisava fazer o pagamento, e não havia nada que eles pudessem fazer. Eu teria permissão para participar das atividades da formatura na sexta-feira à noite e no sábado. No entanto, para participar no domingo – dia da formatura – eu precisava ter o cartão de autorização para a entrada e estar financeiramente em dia.

Minha família chegou à cidade para a formatura. Participei das atividades na sexta-feira e no sábado, mas ainda não estava liberada para a cerimônia de graduação.

No domingo, levantei-me, fui à capela do campus e orei para que Deus me mostrasse o que fazer. Disse a Ele da minha certeza de que Ele não me havia conduzido até ali para então me deixar. Senti o impulso de falar com o vice-presidente de finanças da instituição, Robert Patterson. Cheguei ao seu escritório às nove horas naquela manhã de domingo.

Ele estava lá! Chamou-me ao seu escritório depois de falar com o reitor a respeito da minha situação. Então, para minha surpresa, o Sr. Patterson assinou minha folha de liberação, dizendo que eu devia sair e dar motivo de orgulho à nossa escola!

A formatura teve início às 10h30, e consegui minha autorização às 10h15!

Graduei-me em Oakwood naquele dia e sei, sem sombra de dúvida, que não há nada difícil demais para Deus.

Deniece G. Anderson


Sábado – 12 de maio

Gloriosas por dentro

Então, Ele me disse: A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2 Coríntios 12:9, ARA

Meus anos de faculdade foram memoráveis. Ainda aprecio as amizades e as experiências que marcaram minha passagem pelo Union College. Rees Hall, o dormitório feminino, era o lar longe do lar, e foi lá que encontrei um mosaico muito bonito, pendurado no saguão. Dizia, simplesmente: “Filhas do Rei, gloriosas por dentro, esculpidas à semelhança de um palácio.” Meditei nessa frase, inspirada em um salmo de Davi. Como era apropriado que aquele incrível mosaico estivesse pendurado em um lugar por onde as moças passavam – jovens mulheres de diferentes origens, formação e posição social – para que pudessem ser influenciadas por esse lema inspirado! Espero que ele tenha moldado a mulher que me tornei, pois nunca me esqueci dele. Quanto a mim, sinto-me humilde diante do pensamento de que o Rei do Universo me considere Sua filha! Imagine! Eu, membro de Sua família real!

A expressão “gloriosas por dentro” é o que torna a ideia complicada. Precisamos viver à altura de muita coisa, como filhas do Rei. Espera-se muito de nós.

Muitas, entre nós, são fascinadas pela família real da Inglaterra. Somos “observadoras da realeza”, esperando mais dela do que dos britânicos comuns. Encantamo-nos com sua pompa e tradições. Queremos que ajam como realeza e conservem imaculada a imagem real. Mas eles também são humanos e, às vezes, os filhos e as filhas do rei e da rainha deslustram a coroa.

Um seriado popular da televisão britânica assistido por muitas pessoas apresenta os aristocráticos movimentos do lorde e da dama da mansão. A imponência da posição social costuma fascinar os espectadores. As filhas, que se tornam mulheres modernas com a mudança dos tempos, conduzem-se de um modo condizente com a magnificência do castelo dentro do qual residem. Dependendo das circunstâncias, a vida delas nem sempre é tão bela quanto no seriado. Talvez isso faça parte de um enredo que prende a atenção, mas não é o que desejamos para nós mesmas.

Como filhas do Rei celestial, desejamos ser dignas. A boa notícia é que, na realidade, não é tão difícil! Ao nos aproximarmos do trono de Deus para pedir perdão, Ele fica feliz em nos tornar puras outra vez. Ele estende Sua graça, de acordo com a necessidade. A força Dele é aperfeiçoada em nossa fraqueza. E mais uma boa notícia: Sua graça é suficiente para todas!

Bernadine Delafield


Sexta-feira – 11 de maio

Quando éramos uma família

Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Efésios 4:32, ARA

Hoje é o dia do septuagésimo quinto aniversário do meu pai e, por isso, telefono para ele. Ele está sozinho e sem amigos. Nunca mencionamos que meu aniversário é daqui a oito dias, e que ele não me manda presentes nem me telefona. Procuro honrá-lo como pai, como a Bíblia diz que deve ser feito, mas quase sempre é difícil.

Meu pai fica feliz por me ouvir e fala durante mais de duas horas, parando então para perguntar como estão as crianças. Sem ajuda, ele não se lembra do nome delas, embora minha filha tenha o nome da mãe dele. A não ser isso, nossa conversa é quase um monólogo oscilando entre dois assuntos: sua perna fraturada e o quanto sua mãe o prejudicou.

Tenho certeza de que sua perna ficará boa.

A mãe dele, minha avó Grace, foi a pessoa mais importante enquanto eu crescia. Foi por causa do seu terno amor em minha vida que cheguei a conhecer o Senhor. Assim, eu me canso de ouvir meu pai contar como ela o frustrava de todas as maneiras enquanto ele crescia na cidade de Nova York. Ela não o levou para a escola até ser forçada pelas autoridades, quando ele tinha nove ou dez anos. Eles se mudaram bastante pela cidade, de modo que ele nunca podia fazer amizades. Até o fato de ela ter se tornado religiosa o aborrecia, desequilibrando seu mundo adolescente, diz ele.

Enquanto ouço essas queixas, não faço questão de mencionar as maneiras pelas quais ele me humilhava quando eu era criança. No entanto, isso me vem à mente durante a conversa, especialmente quando ele começa uma história dizendo: “Quando éramos uma família…” Por um longo instante, não ouço nada do que ele diz. Nunca, jamais, entrou em minha mente que, em algum momento, houvéssemos sido verdadeiramente uma família. Minhas lembranças começam aos cinco anos de idade, quando mamãe o deixou por causa do alcoolismo dele.

Não conversamos sobre isso. Muito tempo atrás, eu disse que lhe perdoava e que ele não me devia nada. O Senhor fez isso por mim, e estou tentando fazer isso por meu pai. Continuo orando por algo mais do que sua perna quebrada. Oro para que o coração do meu pai seja tocado pela graça de Deus e para que Ele me ajude a realmente perdoar.

Lisa DeGraw


Quinta-feira – 10 de maio

Oração atendida, grande e pequena

Orem uns pelos outros. Tiago 5:16

Amais memorável resposta a uma oração minha ocorreu há muitos anos.Uma amiga da faculdade me informou que gostaria muito de participar de uma determinada viagem missionária. O custo da viagem seria dois mil dólares. Eu sabia que ela não tinha esse dinheiro. Muito menos eu tinha. O Senhor me impressionou a orar por ela.

Enquanto orava, senti que Deus abriria um caminho para minha amiga se eu pedisse ajuda em seu favor entre alguns dos membros abastados da minha família. Assim, escolhi quatro deles e, com espírito de oração, escrevi cartas perguntando se estariam dispostos a contribuir com 500 dólares cada um. Três deles responderam positivamente, e outro deu 125 dólares a menos do que a soma necessária. O prazo final para a entrega do dinheiro se aproximava. No último momento, os restantes 125 dólares chegaram pelo correio – sem terem sido solicitados! Aquela foi uma grande resposta à oração.

Recentemente, dei uma das minhas melhores Bíblias a uma amiga que não tinha nenhuma. Eu também tinha um marca-página que combinaria perfeitamente com o presente da Bíblia. No entanto, eu não conseguia encontrá-lo. Orei. Jesus respondeu à oração e me mostrou onde procurar e encontrar o marca-página. Comparado com a oração pelos dois mil dólares, esse foi um pedido pequeno. Contudo, Jesus também Se interessa pelos pedidos pequenos.

Um dia desses, pedi que meu esposo deixasse algumas coisas em nossa igreja, enquanto eu ia cuidar do meu cabelo. Essa tarefa levaria só um minuto ou pouco mais, porque a igreja ficava apenas a algumas quadras de distância. Quando ele chegou à igreja, ficou surpreso ao ver uma das nossas irmãs batendo à porta dos fundos, tentando entrar.

– Posso ajudá-la? – ele perguntou.

Aliviada por vê-lo, a mulher respondeu: – Preciso retirar alguns papéis importantes que deixei dentro da igreja mais cedo. Porém, a chave da igreja não está comigo. Justamente antes de o senhor chegar, eu estava orando aqui no estacionamento, pedindo auxílio.

Meu esposo, que estava com a chave, pôde socorrê-la.

Sigamos a admoestação bíblica de orar fielmente não apenas pelas necessidades pessoais, mas também pela necessidade das outras pessoas.

Frieda Tanner


Quarta-feira – 09 de maio

Oleiro perseverante

Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Jeremias 18:3

Tenho admirado muitos vasos de argila. Eles me fazem lembrar da ilustra­ção bíblica que nos compara ao barro sem forma e apresenta a Cristo como nosso perseverante oleiro.

Assim como acontecia com o antigo Israel, como precisamos nos submeter, continuamente, às mãos do Oleiro celestial! A fim de dar identidade a cada obra de barro, Cristo pressiona, achata e molda. Esse processo, com frequência, causa uma dor que, às vezes, não entendemos. Porém, Jesus continua formando cada uma de nós, com cuidado, de acordo com o objetivo e propósito que Ele determinou para nossa vida. Jesus imprime em nós o caráter Dele e nos molda como vasos de honra que Lhe trarão louvor e glória.

Você já viu um oleiro trabalhar? Como um dedicado escultor, ele se concentra perseverante e incansavelmente no trabalho que está modelando. O oleiro coloca o barro na roda, conservando as mãos naquela massa sem forma. Sem as mãos do oleiro sobre o barro, aquilo nunca seria algo diferente de um volume de massa sem forma. Entretanto, nosso amorável Criador não apenas nos forma. Ele também traz vida a um ser inanimado. Nós nos tornamos vasos moldados pelo amor. Ele nos traz à Sua companhia e nós O deixaremos satisfeito quando nos submetermos ao processo de formação.

Diferentemente de um oleiro humano trabalhando com uma porção de barro por apenas um curto período de tempo, o Oleiro celestial conserva Suas mãos sobre nós durante uma vida inteira. Que perseverança! Participamos de Sua vida por meio da leitura diária da Palavra. Por meio de frequente oração, percebemos o quanto somos dependentes Dele para tudo o que somos e fazemos. Pois, sem Ele, verdadeiramente nada podemos realizar (João 15:5).

O que deveria alegrar o nosso coração é que o Oleiro celestial não desiste de nós, mesmo quando não permitimos que Ele nos forme com a rapidez com que Ele desejaria. Durante aquelas ocasiões em que o barro humano – nosso coração – se endurece, Jesus ainda trabalha com paciência, refrigerando e abrandando o quebradiço vaso humano com o óleo do perdão e da graça. Não olhe para si mesma hoje. Você ainda é um vaso de barro em formação. Olhe para Deus, o perseverante e perfeito Oleiro. Toda vez que nos submetemos a Ele, Deus nos perdoa os pecados do passado e começa a nos moldar novamente. Em Suas mãos, nós nos tornamos vasos vivos para Sua honra e glória.

Maria Raimunda Lopes Costa


Terça-feira – 08 de maio

Misty

O Senhor Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos. Isaías 50:4, ARA

Corri pelo saguão da escola, ansiosa por dar início ao teste relacionado a drogas, a ser aplicado a condutores de ônibus escolar. Uma jovem senhora estava sentada, pacientemente, esperando.

–Bom dia! Você está pronta para usar o sanitário? – perguntei.

– Acabei de tomar um refrigerante, e assim acho que vou tentar – respondeu ela.

Infelizmente, o refrigerante não havia proporcionado uma hidratação adequada. – Por que você não toma um pouco de água? – sugeri.

A resposta dela não foi favorável, já que não gostava de beber água. Misty passou a me contar que havia estado enferma, com uma infecção respiratória, mas tinha pouco dinheiro para atendimento médico. Enquanto eu a animava e lhe mencionava meios de combater a infecção tomando mais água, ela acrescentou que também era fumante. Discutíamos a questão de deixar de fumar quando ela começou a contar alguns dos motivos de estresse em sua vida. – Você se lembra de que, um ano atrás, um rapaz esfaqueou a mãe até a morte? – ela me perguntou. – Ela era minha tia, e fui eu quem a encontrou. – Seus olhos começaram a lacrimejar enquanto ela continuava o relato. – Tudo isso me traz de volta a lembrança de abuso por parte do meu pai. – Pedindo em oração a orientação divina, enfatizei a ela a questão da disposição de Deus para ajudar quando pedimos Seu socorro. Perguntei se ela se importaria caso eu fizesse uma oração com ela. Misty prontamente concordou. Nós nos abraçamos. Então orei fervorosamente a Deus para que a protegesse dos assaltos de Satanás e a fortalecesse de todos os modos necessários. Com lágrimas correndo pelo rosto, ela me agradeceu antes de sair.

Um teste aleatório de drogas foi o meio pelo qual Deus cumpriu Sua promessa feita mais cedo, naquela manhã, durante meu tempo com Ele. A promessa era que eu saberia “dizer boa palavra” a uma pessoa cansada, e oferecer conforto. Se negligenciamos passar tempo com Deus cada dia, podemos perder a bênção da qual necessitamos a fim de ajudar aqueles que sentem dor e têm carências na vida. Quando passarmos tempo com Deus, porém, Ele ensinará e capacitará a todas nós.

Sandi B. Cook


Segunda-feira – 07 de maio

Curva na estrada

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação. 2 Coríntios 4:17, ARA

No dia 24 de agosto de 2014, às 3h20 da manhã, em Napa, Califórnia, experimentei o que é um terremoto de 6 graus. O abalo foi sentido por muitos quilômetros ao redor. Depois de passado o tremor, nós nos acomodamos de novo na cama, achando que tudo estava bem outra vez. Às 8h30 daquela manhã, conforme havíamos planejado, saímos para acampar ao norte.

Naquela tarde, quando nos instalamos em um parque para veículos recrea­cionais, verifiquei a caixa postal no celular. Nosso inquilino havia ligado para dizer que a pouca água que conseguia tirar do nosso poço estava marrom. Logo soubemos que o tremor havia causado alterações no sedimento em centenas de poços. Disseram-nos que devíamos esperar até que a terra se acomodasse e a água ficasse clara. Isso significava comprar água engarrafada para beber.

Ao voltar para casa, falei com alguém que me disse onde conseguir água boa de uma fonte. Estava localizada junto a uma estrada perto do topo da nossa colina, a poucos quilômetros de uma curva na estrada. Meu esposo e eu partimos à procura dessa fonte. Depois de descer a colina quase até a metade sem encontrar o cano, voltamos e nos dirigimos colina acima.

De repente, ali estava – o cano da água junto a uma curva na estrada. Não o havíamos percebido ao descer a colina porque o cano estava justamente onde havia uma curva fechada. Havíamos concentrado o olhar na estrada à nossa frente em vez de observar os detalhes ao longo do caminho.

Refleti a respeito dessa experiência. Nos projetos de vida, temos em mente planos, metas, objetivos e esperanças. Achamos que sabemos aonde ir e o que fazer. Contudo, a vida nem sempre acontece de acordo com nossas expectativas. Nem sempre notamos com clareza as curvas da estrada porque nos concentramos naquilo que está à frente. Desse modo, desconsideramos detalhes importantes. Porém, à medida que o tempo passa, podemos olhar para trás, para as estradas que já percorremos e, com o auxílio de Deus, obter uma perspectiva mais clara acerca da possível necessidade de dar a volta e seguir em outra direção para cumprir os Seus propósitos. Deus é bom, pois nos ajuda a reavaliar nossas jornadas.

Ele prometeu: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20).

Donna Voth


Domingo – 06 de maio

Andar por aí

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também. João 14:1-3, ARA

Você não gosta de ir a lugares onde nunca esteve antes? Viajar pode ser muito divertido. Entretanto, às vezes, você não sabe para onde poderá ir, ou quando, ou o que vai encontrar, especialmente se viajar de carro como meu esposo e eu fazemos.

Morei no Texas a maior parte da minha vida. Sou texana, com muito orgulho. É um ótimo lugar para viver. Nunca achei que fosse deixá-lo e me mudar para outro estado. Então me casei com Frank.

Frank foi criado no Texas. Ele sabe que grande estado é esse. No entanto, ele morou em Idaho por muitos anos. Frank não queria voltar para o Texas. Adivinha quem precisou se mudar? Nenhum dos meus amigos acreditava que eu faria tal coisa.

“O quê? Mudar-se do Texas para Idaho? De jeito nenhum!” Mas me mudei.

Desde a minha mudança para Idaho, Frank e eu já viajamos para muitos lugares e estados onde eu nunca havia estado antes. Outras montanhas, vales, lagos, pássaros e vida silvestre. Tem sido uma experiência maravilhosa e vibrante.

Também temos uma outra viagem planejada. É para um lugar em que nunca estivemos antes, mas que temos aguardado com expectativa por longo tempo. Temos ouvido muitas coisas boas a respeito desse lugar. Porém, a viagem será diferente, pois não levaremos nada conosco. Nem mesmo dirigiremos o automóvel. Faremos essa viagem especial voando. Desta vez, vamos para o Céu!

Iremos a lugares e veremos coisas que antes não tínhamos visto ou experimentado. Por aquilo que já lemos sobre o Céu, ele excederá todos os cenários de tirar o fôlego que tanto nos impressionam aqui. Uma vez estando lá, planejamos fazer muitas outras viagens. Lá edificaremos nossa casa. Estamos empolgados.

Mudança de novo – desta vez para o Céu, e mal podemos esperar. Anelamos entrar pelos portões de pérola da cidade. Por que não fazer planos de ir conosco?

Donna Sherrill Lewis


Sábado – 05 de maio

Paz que excede o entendimento

Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27, ARA

Por longo tempo, um dos meus dentes do siso teve uma cárie que o dentista obturava e restaurava. Após quase quatro anos durante os quais papariquei esse molar importuno, parte dele se quebrou. Eu ainda não estava convencida de que a parte restante teria que ser extraída. Acreditava firmemente que haveria uma alternativa à extração. Orei muito para que Deus revelasse essa alternativa. Na época em que eu estava no último trimestre da gestação do nosso segundo bebê, nada acalmava a dor de dente. Resolvi dar um jeito nele depois que o bebê chegasse.

Depois que o bebê nasceu, eu ainda vacilava na decisão de remover o dente. Na verdade, implorei a uma dentista para que o restaurasse, embora sabendo que essa não era a solução. Ela fez isso. A obturação chegou perto de um nervo, o que causou uma dor mais intensa. Corri de volta, suplicando que a dentista extraísse o dente. Para meu espanto, ela disse que não estava autorizada a removê-lo. Consultei vários dentistas, só para saber que eu tinha um tipo especial de dente do siso, que exigia uma extração cirúrgica. Esse procedimento envolveria cortar o maxilar para atingir as raízes que cresciam de lado.

O odontólogo especialista explicou os possíveis efeitos colaterais. Eu poderia ter insensibilidade por seis meses. A injeção para aliviar a dor poderia interferir na amamentação. Com medo, comecei a chorar, insistindo: “Acho que não estou preparada.” O profissional concordou. Fui para casa com meu dente do siso infeccionado, mas com uma extração agendada para o futuro.

Novamente orei pedindo um milagre. Dessa vez, implorei a Deus para que me desse paz e a Sua presença, se eu tivesse mesmo que passar pela cirurgia.

No dia da cirurgia, meus familiares e amigos oravam por mim. Eu sabia que Deus responderia a todas aquelas orações.

A cirurgia foi difícil, mas eu sentia muita paz, sabendo que o Senhor estava comigo. E, sim, o procedimento cirúrgico foi um sucesso.

Você precisa de paz diante de uma situação aflitiva em sua vida? Vá Àquele que concede paz e Lhe peça. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7, ARA).

Lynn Mfuru Lukwaro


Sexta-feira – 04 de maio

A esperança de Helen

O Espírito do Senhor […] me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Lucas 4:18, 19, ARA

Helen foi internada no hospital durante o meu turno. Após avaliar suas necessidades, expliquei-lhe tudo sobre os medicamentos e exames que seriam necessários. Sua reação foi calma, e ela se mostrou claramente agradecida. Senti algo especial em relação a ela e seu esposo, Neville. Na manhã seguinte, a medicação havia produzido seu efeito, e Helen estava pronta para ir para casa. Quando lhe dei alta, ela, orgulhosamente, anunciou que não havia fumado por dois dias!

Minha paixão pela medicina do estilo de vida despertou. Como os dois fumavam, pedi a Helen e Neville permissão para ajudar ambos a deixar de fumar, e eles concordaram imediatamente. Passei cerca de meia hora com eles. Ficaram muito agradecidos e expressaram como se sentiam estimulados diante dessa nova compreensão. Helen disse: “Como eu queria ter gravado um vídeo dos seus conselhos, para partilhar com meus amigos e familiares!”

“Bem”, expliquei, “eu apresentei uma série de quatro episódios sobre como deixar de fumar, e vocês podem assistir em vídeo. Será que seria suficiente?” Os dois ficaram eufóricos enquanto eu explicava como acessá-lo via internet e como encontrar o Canal da Esperança. Helen deduziu que, se eu trabalhava para uma rede de televisão cristã, eu devia ser cristã. De repente, percebemos com alegria que o “algo especial” que havíamos sentido mutuamente era o fato de sermos todos crentes. Aceitaram meu oferecimento de orar com eles e, formando um pequeno círculo, clamamos a promessa de que “para Deus tudo é possível” (Mateus 19:26, ARA; itálico acrescentado), reconhecendo que, acima de todas as coisas, o desejo de Deus para com Helen e Neville era que tivessem “prosperidade e saúde” (3 João 2, ARA). Sua fé se fortaleceu quando perceberam que o Céu estaria ao lado deles na batalha que tinham pela frente!

Quando me levantei da oração, notei que os pacientes nos outros três leitos do quarto de Helen se haviam aquietado, possivelmente para escutar através da cortina frágil que nos separava. A nova esperança de Helen já testemunhava para outros. Continuo orando para que Helen e Neville não apenas obtenham a vitória sobre a nicotina, mas que sua vida seja transformada pela verdade que haverá de irradiar-se para o restante da família.

Nerida McKibben


Quinta-feira – 03 de maio

A fidelidade de Deus

Louvem o Senhor, todas as nações; exaltem-No, todos os povos! Porque imenso é o Seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Aleluia! Salmo 117:1, 2

Em 1993, os Estados Unidos entraram em uma recessão econômica, que afetou hospitais e planos de saúde. Cargos administrativos intermediários foram realinhados, e pessoas que atuavam nessas posições foram dispensadas, já que era necessário “enxugar” e reorganizar vários departamentos. Simultaneamente, os hospitais congelaram a contratação de enfermeiros, dificultando a obtenção de um emprego. Eu estava empregada na administração intermediária e fui dispensada. Perder o emprego criou incerteza em nossa família, porque tínhamos filhos estudando numa escola cristã e nossa filha mais velha cursava a faculdade.

Desesperada, supliquei a meu esposo que conseguisse um segundo emprego. Instantaneamente o telefone tocou.

A pessoa se identificou como a diretora do Departamento de Enfermagem no Victor Valley College. Ela disse: “Seu nome foi bem recomendado para nós. Precisamos muito da sua experiência na área de pediatria. Poderia vir agora mesmo? Estamos esperando você.” Será que ouvi direito?, pensei.

Concordei em ir ao colégio, quase me esquecendo de que um acidente, meses antes, havia me deixado com medo de dirigir na rodovia. Felizmente, minha filha mais velha estava em casa, e me levou de carro.

Minha filha e eu nos surpreendemos ao descobrir que tanto a diretora como sua assistente estavam aguardando ansiosamente minha chegada. Sem mais cerimônias, elas me ofereceram o emprego! Esse emprego sustentou os estudos da minha filha até ela concluir o bacharelado de enfermagem. Grande é a fidelidade de Deus!

Em Malaquias 3:10, Deus promete que, se provarmos a Sua fidelidade, Ele derramará bênçãos sem medida. Você já testou a fidelidade Dele? Deus cumprirá Sua promessa registrada em Isaías 65:24: “Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei.”

Mesmo indignas, como somos, de receber Sua misericórdia, graça e fidelidade, Ele observa cada lágrima que cai dos nossos olhos. E, porque Ele é digno de ser louvado, podemos dar-Lhe honra e glória, pois Seu amor, misericórdia e fidelidade duram para sempre.

Edna Bacate-Domingo


Quarta-feira – 02 de maio

Necessidade desesperada de óleo

Seja cheio do Espírito Santo. Atos 9:17

Comprei minha primeira máquina de costura há uns dez anos e, ainda assim, continuo uma costureira novata. Temo que o trabalho ocasional que produzo testifique dessa triste realidade.

Minhas costuras ocorrem esporadicamente – à medida que o tempo e a criatividade permitem. Recentemente, depois de uma mudança de casa e de tudo o que se relaciona com isso, decidi fazer uma pequena peça de roupa para minha filha. Assim, tirei o pó da máquina adquirida fazia relativamente pouco tempo. Não sou muito boa quanto a seguir moldes, de modo que decidi criar minha obra-prima seguindo algumas dicas aqui e ali. Eu mal podia esperar para começar e concluir o projeto. Seria o máximo! O tecido estava cortado e pronto, e a máquina com as instruções estava preparada para a partida! Ou assim eu pensava.

Por alguma razão, essa máquina de costura relativamente nova (e relativamente cara) recusava-se a colaborar comigo. Não produzia os resultados que eu desejava. O fio continuava se partindo! Troquei a agulha, mudei a linha, e alterei a tensão, mais de uma vez. Mesmo assim, a linha permanecia ingovernável! Durante todo o tempo, eu ouvia um ruído que não se parecia com o habitual.

Uma voz baixinha me lembrou de que a máquina, provavelmente, necessitasse de um pouco de óleo. Não, eu não estava com vontade de lubrificar a máquina. Isso demoraria muito. Tive receio de não pôr as peças de volta no lugar certo; eu tinha um projeto para completar. Eu consertaria a questão do meu jeito. Além disso, uma linha que arrebenta toda hora não tem nada que ver com óleo, certo?

Cluque-cluque-cluque; depois, zás! De novo, não! OK, contrariando meu “melhor” raciocínio, decidi lubrificar a máquina. No entanto, eu não esperava consertar o problema.

Apliquei o óleo. Então, ah!, a máquina funcionou que foi uma beleza! Nada mais de ruídos estranhos. Nada mais de linha arrebentada. Nunca imaginei que o óleo fizesse tanta diferença!

Senhor, tenho muito que aprender! Lamento por ter julgado, continuamente, que eu tinha uma solução melhor. Perdoa-me por haver tentado agir sem o óleo do Espírito Santo. Sem Ti, Senhor, eu estalo e travo, e com frequência me quebro. Ajuda-me a ser preenchida e guiada por Teu Santo Espírito hoje. Preciso realmente de Ti! Amém.

Belinda Solomon


Terça-feira – 01 de maio

Estudo bíblico

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15, ARA

Uma das coisas de que eu menos gostava na escola era estudar para um exame – geralmente porque deixava para estudar justamente antes do exame. Você pode imaginar a tensão e aflição de tentar encher a cabeça com um semestre de trabalho escolar em poucas noites.

Por fim, a experiência e um pouco de sabedoria me ensinaram que, a fim de ter sucesso e me lembrar do que havia aprendido, eu precisava fazer um pouco de cada vez. Todas as noites, precisava tomar tempo para repassar o que aprendera na escola naquele dia. No fim do semestre, eu já havia aprendido a maior parte daquilo que havia sido ensinado e precisava apenas recapitular a matéria para que as coisas voltassem à minha mente.

Acontece a mesma coisa com a Palavra de Deus? Para dizer a verdade, houve um tempo em minha vida em que participar de um grupo de estudo da Bíblia era um pesadelo para mim. Eu sempre chegava à conclusão de que não sabia sobre o que as pessoas estavam falando. Meu conhecimento da Bíblia era muito limitado.

Como podia acontecer aquilo, sendo que eu havia crescido na igreja, assistido a todas as reuniões evangelísticas que a igreja promovia, estudado os guias de estudo da Bíblia toda semana (bem, eu tentava lê-los na sexta-feira à noite) e aprendido longas passagens da Escritura enquanto assistia ao programa da igreja para os jovens durante anos?

Isso me frustrava, porque a Bíblia parecia muito grande e com muita coisa para estudar, até que por fim me lembrei: um pouco de cada vez. Então, em vez de deixar a Bíblia de lado por causa da minha frustração diante do pouco que eu sabia, comecei a ler um pouquinho de cada vez. Com o passar dos anos, meu conhecimento da Palavra de Deus melhorou. Eu não me consideraria uma erudita, mas sabia muito mais do que aquilo que conhecia dez, cinco anos ou mesmo um ano atrás.

Não desanime diante do quanto existe para aprender na Palavra de Deus. Lembre-se: ela é dividida em livros, capítulos e versículos. Tome um pouco de tempo e dependa do Espírito Santo para ensiná-la e fortalecê-la à medida que seu conhecimento cresce.

Chegará o dia em que passaremos por um teste. Eu quero ser aprovada. E você?

Heather-Dawn Small


MAIO 2018


ABRIL 2018


 Segunda-feira – 30 de abril

Graça – nada de cupons!

Pois Deus revelou a Sua graça para dar a salvação a todos. Tito 2:11, NTLH.

Minha loja de departamentos favorita anunciou uma venda extraordinária em um fim de semana, e fui seduzida pela propaganda. Quando entrei na loja na tarde de domingo, nas últimas horas da liquidação, fiquei satisfeita porque ainda havia sapatos em oferta no número e modelo de que eu precisava.

Ao pagar meus tesouros, notei que a nota fiscal da loja indicava que, se eu voltasse no fim da semana seguinte, poderia economizar ainda mais dinheiro. Então, foi isso que fiz. Não prestei atenção, porém, à data dessa segunda liquidação. Quando cheguei à loja, descobri que estava um dia adiantada.

Naturalmente, voltei no dia seguinte e encontrei mais ofertas.

Dessa vez, a nota da loja mencionava outra venda agendada para alguns dias depois. Pensei: Já chega. Por enquanto, nada mais de compras na liquidação.

Durante todo aquele tempo, eu levava no carro cupons para determinados produtos de mercearia. Um ou dois já haviam perdido a validade, mas aproveitei mais alguns. Toda vez que pago algo naquele estabelecimento, vem junto ao recibo da caixa registradora mais um cupom. Às vezes, ele se refere aos mesmos produtos que acabo de adquirir. Outras vezes, o cupom diz respeito a algo que não quero ou de que não preciso. Com frequência, preciso avaliar o cupom, que geralmente se refere a algum produto de marca, e não ao preço de uma versão genérica do mesmo produto.

A mercearia está tentando me fisgar, de modo que preciso ter cuidado ao fazer as compras.

Além disso, ofertas de milhares de bens e serviços chegam à minha caixa de correspondência. Devo mudar de marcas ou de lugares onde comprar, a fim de aproveitar essas novas ofertas? Quando passamos a considerar o custo final e o esforço feito com relação a essas trocas, na verdade não se verifica uma economia. Aprendi que preciso ler as letrinhas miúdas e as “exceções” com muito cuidado.

Ah, como sou agradecida pela graça de Deus! Ela não vale para certos dias da semana apenas, ou durante certas horas de um dia. A graça de Deus não perde a validade. Não preciso manter um arquivo das condições sob as quais a Sua graça é eficaz. Pois, nas palavras daquele antigo hino, a graça de Deus é verdadeiramente “maior que o pecado meu” (Julia H. Johnston, 1910) [Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 213].

Bárbara Huff


Domingo – 29 de abril

Deus é suficiente

Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento. Provérbios 3:5

Uma universidade maravilhosa no Tennessee estava roubando meu primogênito. Meu precioso garoto havia crescido, e chegara o tempo de ele deixar nosso lar na Flórida.

Para mim, a ocasião era doce e amarga. Eu tinha orgulho do jovem que ele se tornara, e me sentia emocionada por ele estar pronto para cursar a faculdade.

Contudo, em algum lugar no fundo do coração, algumas questões perturbadoras me inquietavam. Amei meu filho o suficiente? Dissemos tudo o que há para se dizer entre mãe e filho? Ele sabe que a vida nunca havia sido tão doce até que seu primeiro sorriso se alojou no meu coração? Eu tinha muitas perguntas e uns poucos pesares.

Eu poderia tê-lo elogiado mais e criticado menos. Eu falava de seus erros aos gritos, e sussurrava seus êxitos. Meu filho único estava saindo, e havia coisas que eu precisava dizer.

Fomos ao seu restaurante mexicano favorito, só nós dois. Usei aquele tempo a sós com ele para conversar, como havíamos feito muitas vezes antes. Eu lhe disse que ele era meu milagre, uma dádiva de Deus.

Então me desculpei por não ter sido sempre a melhor mãe.

Antes que eu continuasse, meu filho segurou minha mão e disse: “Você foi ótima, mamãe! Está tudo bem entre nós!”

Eu precisava ouvir aquilo. Meu precioso rapaz tinha razão. Ele era bondoso, honesto e piedoso. Eu não havia sido suficientemente boa como mãe; porém, a graça de Deus fora mais do que suficiente.

Não compreendo como Deus foi capaz de transformar um menininho num homem forte, a despeito dos meus equívocos, mas não preciso compreender. Simplesmente preciso acreditar que o Artífice Mestre esteve e está moldando meu filho para que seja um homem de Deus. Não se trata da minha suficiên­cia, mas da suficiência de Deus.

Querido Senhor, minha oração, hoje, é em favor da jovem mãe que se esforça para criar os filhos. Oro também pela mamãe mais velha, que deseja voltar no tempo e fazer algumas coisas de maneira diferente. Por favor, explica a essas preciosas mulheres que Tua perfeição cobre suas falhas. Faze com que elas se lembrem de que Tua graça é mais do que suficiente para os filhos delas. Amém.

Rose Joseph Thomas


 Sábado – 28 de abril

Mais valiosos que pardais

Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! Mateus 10:29-31

Da janela do quarto dele, eu observava meu neto Nikolas entrando no ônibus escolar, naquele que seria seu último percurso de ônibus escolar em Lisle, Illinois. Ele e sua mãe se mudariam para a ensolarada Califórnia. Ela havia convidado seu pai e a mim para ajudar nessa transição. Eu estava feliz com o novo emprego dela, mas não com a mudança para tão longe. Enquanto olhava pela janela, recordei os anos que Nikolas havia passado com vizinhos, a família da igreja e amigos. Ele deixaria todos para trás. De repente, minha atenção foi atraída para o laguinho próximo, no qual dois patos faziam o seu “cruzeiro” pela água, sem a menor preocupação com a vida. Enquanto nadavam daqui para lá, a ondulação da água alcançava a margem do lago. Observei enquanto o processo se repetia. Nas árvores próximas, duas avezinhas gorjeavam suas melodias de primavera, louvando a Deus. Estendendo o olhar, vi um animal nadando no lago, parecendo desfrutar a serenidade do momento.

Bem diante dos meus olhos, estavam criaturas de Deus cuidando dos seus interesses, sem preocupação com o que comer e onde dormir.

Em contraste, eu estava sobrecarregada de cuidados, temor, tristeza e muitas perguntas, que me bombardeavam a cabeça quanto ao futuro de Nikolas e sua nova vizinhança. Será que encontraria uma escola cristã? Frequentaria uma igreja que ajudasse a desenvolver seu caráter? Ele se adaptaria à nova realidade? Minha principal preocupação era com a distância – nossas futuras visitas seriam muito menos frequentes.

Senti que Deus desejava que eu me demorasse junto à janela do quarto de Nikolas por uma razão: ter um vislumbre de Suas criaturas aproveitando os belos arredores, sem se preocupar com coisa alguma. Saem todos os dias para suas atividades, voando para lá e para cá sem achar que podem cair ao chão ou ser comidos pelo gato da vizinha, que fica à espreita no arbusto.

Foi então que me lembrei do verso bíblico sobre os pardais. Se Deus cuida dos passarinhos, Ele ama a mim e a minha família ainda mais, e também cuida de nós! Temos muito mais valor diante Dele do que as aves.

Shirley C. Iheanacho


Sexta-feira – 27 de abril

Uma lição com Noah

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem. Salmo 103:13, ARA

Eu havia passado um bom fim de semana com meu filho do meio, Norris, sua esposa, Kimberly, e meus dois netos, Noah (um ano e meio) e Gianna (nove meses). Juntos, havíamos ido à igreja, ao parque aquático das crianças e à exibição de fogos de artifício às margens do rio. No entanto, chegara a hora em que nós, os avós, faríamos a longa viagem de retorno de Ohio para a Carolina do Norte. Para mim, a distância parecia ser ainda maior, já que eu estava deixando meus familiares mais uma vez.

Notei que o pequeno Noah observava seu pai enquanto este orava em favor de nossa viagem, para que fosse segura. Tive curiosidade de saber o que se passava na mente do meu neto. Estaria ele pensando: Outra aventura? Outra viagem? Depois da oração, ele pegou suas duas notas de um dólar, que a bisavó Hughes havia mandado para seu segundo aniversário. Pegou sua sacolinha de fraldas. Depois, pegou minha mão e a colocou na maçaneta da porta. O homenzinho queria viajar também.

Todos os adultos sorriram diante dessa atitude independente. Estaria ele planejando viajar para a Carolina do Norte ou simplesmente sair de casa com seus artigos de primeira necessidade? Virei a maçaneta e o acompanhei, saindo pela porta da frente. Noah não se dirigiu ao nosso veículo. Em vez disso, foi diretamente para seu carrinho vermelho. Resolutamente, pôs suas notas de dólar sobre o assento, colocou a sacola de fraldas em cima do dinheiro, abriu a porta, entrou e sentou-se. “Acho que precisarei puxá-lo para algum lugar”, disse seu pai, trocando olhares divertidos conosco. Foi exatamente isso que aconteceu. Enquanto nos afastávamos de nossa incrível família, vimos nosso obediente filho, pai de Noah, puxando o carrinho rua acima, na calçada, enquanto Noah fazia sua viagem.

Esse incidente me fez lembrar de nossa total dependência do Pai celestial.  Temos nosso trabalho, dinheiro, veículos e objetos de uso pessoal. Entretanto, somos tão dependentes de Deus quanto meu neto dependia de seu pai terrestre para movimentar o carrinho. Não nos esqueçamos de nossa dependência do amoroso Pai celestial. Ele nunca nos guiará para o lugar errado. Ele estará constantemente conosco para nos dirigir, se permitirmos. Um dia, Ele virá para nos levar ao nosso destino final – o Céu e a vida eterna.

Charlotte Verrett


Quinta-feira – 26 de abril

O Deus da física e da beleza

Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista. Apocalipse 21:19, 20, ARA

Toda vez que alguém pergunta sobre o meu trabalho, respondo: “Eu leciono física.” Frequentemente recebo, como resposta, um olhar perplexo, significando: “Como é que você consegue gostar dessa matéria, tão cheia de leis maçantes e fórmulas?” Mas agora eu lhe pergunto: você já pensou que, sem essas leis, não estaríamos no planeta Terra? Simplesmente voaríamos por aí, sem tocar o chão, já que a lei da gravidade não existiria. Deus, porém, criou essa lei durante a semana da Criação (Gênesis 1), assim como todas as outras, necessárias para a ordem e a estrutura, com o único propósito de governar a nossa existência. Nem mesmo um minúsculo detalhe essencial foi deixado fora desse processo.

De modo incrível, nosso Deus das leis (assim como são estudadas na física) é também o nosso Deus que ama a ordem e a estética. Falando de maneira simples, Ele também criou – e ama – a beleza. Tomou tempo para formar a primeira mulher, Eva, e a fez extraordinariamente bela, modelando cada centímetro do seu corpo. O amor de Deus pela beleza ficou evidente, por meio da história sagrada, no peitoral do sumo sacerdote (Êxodo 28:17-20) e no templo de Salomão, tão cheio de beleza e esplendor. E nosso lugar definitivo para adorá-Lo durante a eternidade também será em meio a ouro, pedras preciosas e geometria, resplendor e beleza!

Com expectativa, imagino o Céu, onde adoraremos a Deus em meio a pedras preciosas. Aprenderei novas leis da física enquanto me deleito com a beleza da Nova Jerusalém. Tento imaginar as doze gemas dos fundamentos da Santa Cidade, cada uma de cor diferente.

E a física explicará a perfeição daquilo que estaremos vendo e apreciando com Ele, nosso Deus da beleza, ordem, simetria e leis amoráveis.

Você gostaria de participar comigo da adoração a Ele? Somente Deus é digno de receber glória, honra, louvor, bênçãos, sabedoria, força e poder! Amém! Encontro você lá!

Marli Ritter-Hein


Quarta-feira – 25 de abril

A mancha vermelha

Pelo que ainda que te laves com salitre e amontoes potassa, continua a mácula da tua iniquidade perante mim, diz o Senhor Deus. Jeremias 2:22, ARA

Certa noite, ao voltar de uma festa, descobri uma marca vermelha na frente da minha linda saia branca. Imediatamente coloquei a saia de molho em água fria e sabão. Mesmo assim, duas horas depois, a mancha continuava ali. Decidi deixá-la de molho a noite toda em água muito quente, ensaboada. Na manhã seguinte, a teimosa marca continuava firme. Lembrei-me, então, de que tinha um removedor de manchas em algum lugar da casa. Borrifei a solução sobre a mancha e mais uma vez a deixei de molho em água quente. Após algumas horas, a mancha havia sumido. Fiquei muito feliz, mas lamentei não ter me lembrado do removedor antes.

É isso o que fazemos com o pecado. Podemos ter um relacionamento com o Senhor, mas é possível que ainda haja maus atributos aos quais nos apeguemos – como raiva, ciúme, atitude não perdoadora, arrogância ou até o furto de pequenas coisas no trabalho. Nossos pecados podem incluir ingratidão, discussões, um pouco de crueldade ou insatisfação. A lista pode prosseguir. No íntimo, sabemos que não é isso o que Deus deseja em nós. Toda vez que nos comportamos mal, prometemos a nós mesmas que não o faremos de novo; porém, alguns dias depois temos um acesso de raiva, agimos de modo arrogante ou juramos não perdoar alguém.

O pecado, à semelhança da mancha teimosa em minha saia, precisa de algo mais forte que a força de vontade para eliminá-lo da nossa vida. Precisamos nos lembrar sempre do que Paulo escreveu: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19, ARA). Existe dentro de nós uma força que quer fazer o bem, mas as escolhas infelizes costumam prevalecer porque nossa natureza é pecaminosa. Davi reconheceu essa realidade ao escrever: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5, ARA).

Grande parte das manchas que colocamos sobre nós mesmas – sejam elas de maquiagem, sejam de terra ao trabalharmos no jardim – podem ser eliminadas mediante a lavagem. Entretanto, só Jesus pode remover as manchas que brotam da natureza pecaminosa com a qual nascemos.

Peçamos a Deus que perdoe nossos pecados e nos transforme. Somente Seu sangue pode remover as manchas do nosso coração. Ele espera ouvir esse pedido.

Peggy S. Rusike Edden


Terça-feira – 24 de abril

Por trás da aparência

Vocês são mestres em parecer importantes na frente dos outros, mas Deus sabe o que está atrás dessa fachada. Lucas 16:15, A Mensagem

Durante os meses do verão, Mark, um jovem estudante universitário na etapa final do seu curso de sistemas de informação, foi contratado para ajudar nosso departamento. Foi-lhe designado um espaço perto de mim, um lugar originalmente preparado para alguém que precisasse fazer uns poucos telefonemas ou ter um cantinho quieto onde trabalhar por um pequeno período.

Considerando o preparo de Mark e seu conhecimento das mais recentes tecnologias, ele deve ter se surpreendido, e até se desapontado, com o computa­dor de mesa, de nove anos de uso, em seu local de trabalho. Com frequência, o computador travava de repente. Com paciência, Mark o reiniciava toda vez e até solucionava impasses, com base em sua habilidade profissional.

Um dia, casualmente, ele mencionou que sabia como reconstruir o computador. Fiquei impressionada. Ele era conhecedor do assunto, consciencioso e confiável – um grande funcionário. Ainda assim, eu podia imaginar sua frustração com o computador, quando tentava fazer o trabalho solicitado.

Levei à administração a questão do velho computador que não funcionava direito. Afinal, tínhamos computadores que mal chegavam a dois anos de uso. Dentro de poucos dias, um computador mais novo foi entregue! O pessoal do departamento de apoio técnico, porém, percebeu que esse computador também apresentava problemas. Depois de muitas ligações para a assistência, um técnico levou o computador para trabalhar nele. Uma hora depois ele foi trazido, com o problema solucionado.

– É o mesmo computador? – perguntei a Mark mais tarde, naquele dia.

– Não sei – respondeu ele. – Por fora parece o mesmo; talvez por dentro seja diferente. Algo lá dentro pode ter sido trocado.

O computador, agora, funcionava bem.

Que dizer a nosso respeito? Será que nós, como alguns computadores, parecemos ótimas por fora, mas temos algo terrivelmente errado por dentro? Temos boa aparência, mas no íntimo temos algo defeituoso? Que será necessário para que o nosso desempenho se revele adequado? Felizmente, nosso Senhor sabe o que há por trás da nossa aparência. Ele consegue nos reaproveitar ou reconstruir à Sua semelhança. Permitamos que Seu Espírito atue em nós diariamente para sermos sempre agradáveis a Ele e aos outros.

Íris L. Kitching


Segunda-feira – 23 de abril

Remindo o tempo

Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto. Joel 2:25, ARA

Hoje em dia, Michael pode ser visto na casa de sua avó. Qualquer coisa que ele puder fazer para ajudar, ele fará. Faz as compras para ela, leva o lixo para fora. Faz pequenos reparos na casa. Michael passa a maior parte das férias com sua avó. Às vezes, até sinto um pouco de ciúme.

Houve um tempo em que Michael pensava só em si mesmo. Passou a maior parte da sua vida, dos catorze aos vinte e oito anos, no sistema corretivo juvenil e na prisão. Ano após ano, envolvia-se com problemas.

Por muitos anos, a avó de Michael não teve a oportunidade de vê-lo. Isso foi difícil para ela. Amava muito seu neto e sempre gostava quando Michael e seu irmãozinho podiam passar com ela as férias de verão e os feriados.

Como família, orávamos juntos, confiando em Deus e crendo que, quando Michael fosse libertado da prisão, mudaria de ideia e aceitaria a Deus como Salvador pessoal.

Muitos anos mais tarde, Michael, por fim, foi libertado da prisão. Agora era um adulto. Seu irmão mais novo agora era um rapaz. Suas irmãzinhas eram adolescentes, e sua avó estava com oitenta e cinco anos de idade e tinha Mal de Parkinson. Embora Michael houvesse perdido tantos anos longe da família, Deus remiu o tempo para ele, restaurando todo o tempo que ele não passara com sua avó e com a família. Michael entregou a vida a Deus; está estudando e trabalhando. A relação entre ele e sua avó nunca foi tão boa como agora.

A Palavra de Deus nos diz que Ele restituirá aquilo que o inimigo roubou de nós (Joel 2:25). Assim como aconteceu com o Israel de outrora, Deus ouviu as orações da avó de Michael e de sua família, que orava todas as noites. Deus viu as lágrimas que a mãe de Michael derramava. Tinha conhecimento da tristeza que a família dele sentia. Deus disse: “Sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, […] planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jeremias 29:11).

Demos graças a Deus porque Ele restitui os anos perdidos para aqueles que invocam o Seu nome.

Avis Floyd Jackson


Jesus Revestido de Pele – 22 de abril 2018

Aí o Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos Meus irmãos, foi a Mim que fizeram”. Mateus 25:40, NTLH

Minha filha Raquel tem um coração compassivo. Ela atrai os desprezados em sua escola do mesmo modo como algumas pessoas atraem animais abandonados. Eles parecem sentir que, nela, encontrarão uma defensora. Quase todas as tardes, Raquel aparece com alguém precisando de uma carona para algum lugar. Como Raquel ainda não tem carteira de habilitação, todas as caronas que ela dá a seus amigos dependem de mim, de seu pai ou de seu irmão. Certa noite, o amigo Zeca ligou e perguntou se ela podia levá-lo para casa, porque ele estava com enxaqueca e não queria ir andando para casa no frio. Eu ainda estava trabalhando e sugeri que ela pedisse ao seu irmão. Como não fiquei sabendo o que acontecera a seguir, localizei-a e perguntei o que o irmão havia respondido. “Ele não vai”, respondeu ela, “e eu também não tenho dinheiro para pagar para que ele leve meu amigo.”

Prefiro pensar que ela estava exagerando. Espero que meu filho não seja esse tipo de mercenário, mas eu não tinha energia para descobrir, de modo que simplesmente disse a ela que pegasse seu casaco e então daríamos a carona ao seu amigo. A caminho de casa após nossa boa ação, Zeca mandou uma mensagem de texto para ela, dizendo: “Eu não acredito em Deus, mas que Deus as abençoe. Vocês foram muito legais ao me darem carona até minha casa.” Brincando, eu disse a Raquel que lhe mandasse uma mensagem de volta, perguntando: “E quem você acha que nos mandou fazer isso?”

Eu acreditava que não valeria a pena praticar uma boa ação ou manter um diálogo com alguém sem introduzir a mensagem evangélica. A verdade, porém, é: todo ato de bondade, toda disposição de ouvir alguém, toda expressão de simpatia e interesse é a mensagem evangélica. Quando fazemos qualquer coisa para ajudar alguém, somos Jesus revestido de pele, representando Jesus para as pessoas de um modo que possam ver, ouvir e tocar.

Nunca mencionamos Deus na presença de Zeca, mas os pensamentos dele obviamente se elevaram a Deus como reação ao nosso ato de bondade. Deus nunca perderá uma oportunidade de alcançar alguém; por meio de cada palavra e gesto, daremos a Ele tantas oportunidades quantas forem possíveis.

Céleste Perrino-Walker


O Artista Mestre – 21 de Abril 2018

Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas. Apocalipse 21:19, ARA

A artista trabalha vigorosamente com o pincel rígido e pó de serragem para limpar o óleo de linhaça e resíduos de fundição das intrincadas peças de vidro colorido que estavam sobre a bancada de trabalho. Chumbo e solda unem as peças. Ela ergue cuidadosamente o grande painel, perpendicularmente à bancada, e o acomoda ali, usando o pincel para eliminar todas as partículas que se prendem a ele. Reunindo forças adicionais, ela ergue o painel diante de si e o segura contra a janela, por onde entra a luz solar.

A luz passa através da obra concluída e ilumina miríades de cores que ela incorporou a essa representação da segunda vinda de Cristo. Seu coração regozija-se diante da beleza que ela só podia imaginar enquanto o trabalho ainda jazia sobre a escura bancada.

Ao contemplar essa nova peça artística, não pode deixar de comparar o processo de criação àquilo que Jesus fez e ainda faz em sua vida. Ela tem estado junto à bancada do Artista Mestre por muitos anos. Tem sentido a pressão enquanto Ele recorta e retira pedaços quebrados de sua vida para fazer com que se encaixem no Seu molde perfeito. Tem sentido o calor ardente enquanto Ele solda todas as peças e as une com vínculos que não se partirão, antes de limpar os resíduos restantes.

Examinando sua obra, ela não pode deixar de recontar as promessas do Artista Mestre – promessas de vir, de buscar e de instalar em Sua casa a obra-prima para a qual dispensou tanto amor e atenção. Ela recorda a descrição desse lugar para onde em breve será levada. Muros de jaspe. Doze fundamentos, cada um feito com uma pedra preciosa diferente, com o resplendor que vem de dentro transluzindo com indizível brilho. Beleza além da mais ousada imaginação. Então ocorre à artista que a razão pela qual o Artista Mestre é tão qualificado e apto a realizar Sua obra é que Ele mesmo já esteve diante da bancada de trabalho. Suportou o processo de corte e abrasamento, chegando ao ponto da morte. Sabe o que é necessário para produzir uma obra perfeita, de beleza sem paralelo.

Enquanto a artista pensa sobre isso, seu coração se comove e se assombra diante do amor que o Artista Mestre dedicou à Sua obra. Ah, Jesus, perdoa-me a resistência que revelo às vezes diante do Teu trabalho como artífice. Graças Te dou por Tua amorável paciência. Amém.

Sylvia Stark


Sexta-feira
20 de abril
 
Aquela voz mansa e suave
 Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus. Salmo 46:10, ARA

Meu esposo e eu decidimos, após o nascimento de nosso segundo filho, mudar-nos para Palm Bay, Flórida, a fim de estarmos perto dos meus pais. Porém, ele permaneceria em Nova York e trabalharia por algum tempo para economizar dinheiro e adquirir nossa casa.

Dentro de pouco tempo, consegui um novo emprego. Embora meus pais ajudassem a cuidar das crianças, às vezes, eu precisava levá-las a uma creche – o que se tornou muito caro. Decidimos levar as crianças (Sasha, de dois anos, e Ryan, de um ano) de volta a Nova York para ficarem com meu esposo e sua mãe por algum tempo, porque a mãe dele não trabalhava e poderia cuidar das crianças.

O voo para Nova York foi muito estressante. Sasha vomitou e sujou toda a sua roupa, e Ryan não parava de chorar e pôr a mão nos ouvidos. Dou graças a Deus porque a comissária de bordo providenciou a ajuda de que eu precisava. Por fim, pousamos, e meu esposo estava lá, tão logo a porta do avião se abriu, para ajudar a levar as crianças. Quando chegamos ao prédio de apartamentos, notei que alguns deles tinham grades nas janelas. O apartamento da minha sogra, no décimo terceiro andar, não tinha. Poucos dias depois da nossa chegada, aconteceu algo que sacudiu o âmago do meu ser.

Eu estava ao telefone, na cozinha, quando ouvi claramente uma voz dizendo: “Vire-se devagar e olhe para a janela.” Ninguém mais estava na cozinha comigo, senão as crianças, mas a voz era muito clara. Virei-me devagar para a janela. Vi que Ryan havia subido ao parapeito da janela inesperadamente aberta, arriscando-se a uma possível queda do alto de treze andares! Lentamente desliguei o telefone e fui até a janela com calma, para não assustá-lo, e o trouxe para o chão com segurança.

O que teria acontecido se eu ignorasse a voz? E se eu tivesse gritado e corrido até a janela, assustando-o? A voz que ouvi era clara e calma e me permitiu reagir tranquilamente.

Você conhece essa voz? Elias no monte, enquanto esperava pelo Senhor, achou que Ele estivesse num forte vento, mas não estava. Deus não Se achava no vento ou no terremoto que o seguiu. Tampouco no fogo que veio depois. O Senhor Se manifestou a Elias numa “voz calma e suave” (1 Reis 19:12, NTLH).

Querida amiga, oro para que você ouça essa Voz calma e suave na sua vida. E quando a ouvir, saberá de quem é. Não hesite em atendê-la.

Dorett Alleyne


Quinta-feira
19 de abril

Deus nos ouve

Pois Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Apocalipse 21:4

Durante minha infância, eu era muito ligada ao meu pai, que era pastor e trabalhava com evangelismo. Como evangelista, ele passava muito tempo fora de casa, mas quando chegava, a cada quinze dias, trazia algum agradinho para mim e para meus irmãos. Isso gerava um bocado de expectativa.

Em 2002, fui para a universidade. Aquele ano foi muito bom, com muitas bênçãos. Entretanto, 2003 traria uma grande surpresa.

A princípio, tudo correu bem. Durante o mês de julho, fui para casa e passei agradáveis momentos com minha família, mas logo precisei retornar para continuar os estudos. Antes de voltar para o colégio, meu pai me sugeriu uma ideia. Pediu que eu orasse bem cedo todas as manhãs e lesse um livro inspirador de Ellen G. White. Ao mesmo tempo, cada dia, embora estivéssemos afastados, meu pai também estaria orando e lendo. Concordei com a proposta e comecei a ler e a orar cada dia, ao amanhecer, quando ele fazia a mesma coisa.

Esse arranjo, porém, não durou muito. Em setembro do mesmo ano, recebi a notícia que eu nunca desejaria ouvir. Meu pai falecera devido a um ataque cardíaco fulminante.

Foi aí que uma belíssima história entre mim e Deus começou a se desdobrar. Meu pai me dissera com frequência: “Nem sempre estarei com você, mas o Pai do Céu estará sempre com você.”

E, na verdade, assim aconteceu.

Quando fui informada sobre a perda do meu pai, literalmente senti um abraço de Deus. Ele sussurrou ao meu ouvido: “O mundo pode fazê-la chorar; então, simplesmente chore. Eu estou aqui.” Essa promessa permaneceu comigo o tempo todo.

Os milagres de Deus não pararam aí. Ele me deu condições de confortar minha mãe.

Sou muito grata porque Deus e meu pai eram tão amigos! Deus sabia que eu sofreria intensamente, e assim me preparou – por meio das palavras do meu pai. Agora espero o grande dia, quando encontrarei papai novamente e nunca mais teremos que nos separar.

Essa pode ser nossa esperança quando conhecemos a Deus.

Rosângela Carniato Camargo de Oliveira


Quarta-feira
18 de abril

Colibris versus aves canoras

Mas quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna. João 4:14

Toda manhã, quando leio meu devocional, sento-me diante de uma janela grande, que revela nosso quintal arborizado. Minha cadeira fica posicionada no lugar perfeito para visualizar uma impressionante variedade de aves que vêm às casinhas com alimento para pássaros.

Certo dia, a natureza me trouxe uma admirável lição objetiva. Observei um minúsculo beija-flor de peito vermelho chegar zunindo para provar o néctar açucarado que eu colocara num dos alimentadores. Justamente quando ele estava a ponto de introduzir seu longo e fino bico no orifício do alimentador, outro beija-flor se apresentou para buscar sua porção. Há quatro locais no frasco onde os colibris podem empoleirar-se e se alimentar, mas aqueles dois tiveram que marcar território e brigar por ele! Esvoaçaram e se atacaram e perseguiram um ao outro durante os trinta minutos seguintes, sem participarem uma única vez do néctar disponível.

Em comparação, observei uma atividade intensa no alimentador de aves canoras. Que variedade de pássaros! Cardeais, quebra-nozes, chapins, tentilhões, pardais e até um grande pica-pau. Ou eles ocupavam o mesmo alimentador ao mesmo tempo, ou se revezavam. Se o pica-pau ocupava espaço demais, os chapins saíam do caminho por alguns instantes e depois retornavam. Os quebra-nozes simplesmente se afastavam e davam espaço para o pica-pau. Todos cooperavam – chegando e saindo ou dando lugar uns para os outros.  E todos eles desfrutaram sua porção do banquete. Os colibris, porém, continuaram a exibir uma lição de futilidade, gastando seu tempo e energia desafiando um ao outro – sem participar do néctar que lhes sustenta a vida, bem ali diante deles.

Há muitas lições nessa observação da natureza.

Primeiro, a cooperação tem como resultado o bem. Ninguém vence ao tomar conta do espaço e pensar apenas em si.

Além disso, não pude deixar de pensar que Deus proporcionou o dom da vida para nós por meio de Jesus Cristo. Vamos nós participar da água viva que Ele providenciou ou vamos tentar passar grande parte da vida defendendo nossos caminhos egoístas? Se fizermos esta última escolha, acabaremos como aqueles dois beija-flores. O “néctar” estará disponível diante de nós, mas não aproveitaremos a nutrição.

Bev Owen


Terça-feira
17 de abril
 

Nada exceto o sangue de Jesus

Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis […] que vocês foram redimidos […], mas pelo precioso sangue de Cristo. 1 Pedro 1:18, 19

Mesmo agora, com os olhos da mente, posso vê-la como uma adolescente segura de si. Era inteligente, fazia grandes planos para o futuro e parecia concentrada no desejo de distinguir-se. Gradualmente, porém, a frequência da minha aluna às classes se tornou muito esporádica. Perguntei: – O que está acontecendo com você? Não a tenho visto nas aulas.

– Estou tendo alguns problemas – foi sua resposta. Eu lhe disse que estava preocupada e que ela podia falar comigo. Então Vera (não é seu nome verdadeiro) me contou que estava vendo vultos nas paredes do seu quarto, à noite, e ela se sentia desconfortável com uma presença estranha. Além disso, seus joelhos doíam e os pés não tinham condições de mantê-la em pé. As “aparições” se tornaram corriqueiras, e sua frequência às classes diminuía.

Certa noite, durante a reunião de oração, ouvi algo, que soava como lamentos e gritos, vindo de outra parte do prédio da igreja. Minha curiosidade foi despertada. Quando o pastor disse que uma jovem que estava tendo alguns problemas fora levada à reunião para uma oração especial, entendi que era minha aluna. Imediatamente saí da nave da igreja e me uni aos guerreiros da oração, ao primeiro-ancião e ao pastor para orar em favor de Vera.

Quando entrei na sala, o que vi foi esta cena: um homem forte como Sansão estava no chão, sentado, tentando segurar Vera, que era magra, mas lutava e se revolvia incontrolavelmente, com uma expressão ameaçadora no rosto. Seus lamentos e gritos enchiam a sala enquanto, individualmente, orávamos para que Deus rompesse a fortaleza dos demônios sobre aquela jovem. Cada pessoa intercedia com Deus pela libertação. A menção do sangue de Jesus parecia causar um frenesi no diabo, e Vera parecia perder os sentidos a cada menção de ser coberta pelo sangue de Jesus.

Continuamos a orar. De modo invisível, o sangue de Jesus foi aplicado. Gradualmente, os rosnados e as distorcidas expressões faciais cessaram, até que Vera ficou quieta e seu corpo rígido ficou relaxado, com uma expressão pacífica no semblante. Continuamos pedindo que Deus interviesse, aplicando o sangue de Jesus. As forças das trevas foram postas em fuga. Vera, então, entregou a vida completamente a Cristo, e não recebeu mais as visitas noturnas do inimigo. Como é precioso o sangue de Jesus!

Hyacinth V. Caleb


Segunda-feira
16 de abril
 

O que vocês estão discutindo ?

Ele lhes perguntou: “Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?” Eles pararam, com os rostos entristecidos. Lucas 24:17

Às vezes, quando meu coração sofre, faço uma pausa e não consigo seguir adiante. A seguinte história bíblica – contada do ponto de vista de um participante – aconselha-me a levar tudo a Jesus e continuar a jornada com Ele.

***

Nossa esperança quanto ao Messias conquistador se estilhaçou. Como foi que interpretamos Jesus tão mal? As mulheres estão claramente mais perplexas que nós. Elas enxergam ilusões de uma tumba vazia e anjos alegando que Jesus vive. Caminhamos penosamente pela estrada para Emaús, virando as costas a Jerusalém, afastando-nos da possibilidade de ver o Salvador ressuscitado.

“Sobre o que vocês estão discutindo?”, pergunta outro viajante. Cléopas para de maneira abrupta. Sério? Esse homem é o único visitante em Jerusalém que não sabe? A tristeza toma conta: pela perda de nosso amigo Jesus, pela perda dos sonhos de um Israel restaurado, pela perda de tempo seguindo o aguardado Messias.

Sempre como Pastor, Jesus não suporta perder uma ovelha, e assim Ele nos busca, convidando-nos a contar nossas mágoas e temores. O estranho pergunta de novo: “Que coisas?” Incentivados a narrar a história, retomamos a jornada com ele.

Quando Caim está revoltado, o Senhor vai a ele e pergunta: “Por que você está furioso?” (Gênesis 4:6). Deus deseja transferir o fardo de nosso coração para o Dele. Isso Lhe dá a permissão de ministrar em nosso favor. O Senhor aconselha Caim: “Saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” (v. 7). O estranho volta nosso foco para a Palavra de Deus. Ele nos ajuda a dominar o desalento e renova-nos a esperança.
A Escritura anuncia o Messias que morre para salvar. O sonho não morreu; o Salvador vive. O Viajante parece continuar a jornada quando chegamos à nossa casa; mas, não querendo nos separar de Sua confortadora presença, imploramos a Ele que entre e parta o pão conosco. Embora não vejamos de modo claro, Jesus Se revela plenamente quando O convidamos a ser o Mestre do nosso coração, o convidado à nossa mesa.

Como devo canalizar essa intimidade, esse coração ardente? Isso me impulsiona ao longo do caminho para a Nova Jerusalém? Quase sem fôlego, conto aos outros que Jesus vive, que temos esperança e um futuro? Ou permaneço em casa para saborear a refeição sozinha?

Rebecca Timon


Domingo
15 de abril
 

Sábado à noite em Jerusalém

Desde o pôr do sol do dia nove até o pôr do sol do dia dez, esse será considerado um dia sagrado de descanso, e nele ninguém deverá comer nada. Levítico 23:32, NTLH

Ao ler: “Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus” (Marcos 16:1), fiquei surpresa ao pensar que as lojas estariam abertas na noite de sábado. E me perguntei como teriam sido as noites de sábado em Jerusalém ou em qualquer outra cidade ou vila em Israel.

Quando eu tinha treze anos de idade, nossa família se mudou para a cidadezinha de Goodrich, Dakota do Norte. A noite de sábado era a maior noite da semana, quando todos – fazendeiros, moradores da cidade, crianças – iam ao centro. Podiam estar ali para fazer compras, encontrar amigos e andar de carro para cima e para baixo pela curta rua principal, mas ali estavam eles. Todas as lojas ficavam abertas; as luzes, acesas. A cidade fervilhava.

Como você supõe que seria a noite de sábado na Palestina? Será que as pessoas contavam as horas e os minutos até que o sol declinasse, e elas pudessem fazer o que haviam desejado fazer o dia todo, perdendo assim o repouso e o benefício do sábado? No tempo do Antigo Testamento, havia três práticas quanto às quais os profetas advertiam: a adoração de ídolos, a guarda do sábado e as questões relacionadas com justiça e compaixão. Bem, as pessoas se livraram dos seus ídolos, fizeram inúmeras regras quanto à guarda do sábado e continuaram ignorando a justiça e a misericórdia.

Quando Neemias retornou a Jerusalém após uma licença, descobriu que as pessoas estavam novamente profanando o sábado. “Portanto, ordenei que os portões da cidade fossem fechados antes que começasse cada sábado, logo que fosse ficando escuro, e que não fossem abertos de novo até que o sábado terminasse” (Neemias 13:19, NTLH). Então, ele descobriu mercadores “e negociantes que vendiam todo tipo de mercadoria” (v. 20) esperando, fora dos muros, que o sábado terminasse para que pudessem entrar na cidade; ele ameaçou prendê-los (v. 21). Mas, obviamente, a noite de sábado era um momento excelente para comprar e vender.

Fico contente porque as lojas estavam abertas para as duas Marias e Salomé; às vezes, imaginamos que o mundo delas era completamente diferente do nosso. Mas não era – a natureza humana não mudou. Necessitamos do Salvador ressurreto tanto quanto elas, se é que não mais ainda!

Ardis Dick Stenbakken


Sábado
14 de abril
 

Purifica-me com hissopo

Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Salmo 51:7, ARA

Por longo tempo, esse verso realmente não me dizia nada, até meu esposo e eu morarmos em Coventry, Inglaterra, por dois anos. Ele fazia mestrado, e eu ficava em casa, com nossa filha de três meses de idade. Essa foi a primeira vez que usei máquina para lavar a roupa; no meu país, fazia tudo manualmente.

No esforço por evitar danos tanto à máquina quanto às roupas, eu era muito cuidadosa ao separar as peças de acordo com as instruções sobre o funcionamento. Delicadas. Brancas. Coloridas. Lã. Também seguia, diligentemente, as graduações de temperatura para cada carga. Às vezes, eu deixava as roupas da minha filha de molho em detergente antes de colocá-las na máquina.

Um dia, enquanto separava as peças, acordei para o fato de que Deus me trata exatamente como trato minha roupa! Às vezes, Ele reconhece que estou numa situação delicada e preciso de um tratamento gentil. Outras vezes, caio tão baixo que preciso ser lavada com a temperatura mais quente. Mas, o tempo todo, percebo que Deus deseja que eu saia limpa depois do que Ele fez comigo. Após a lavagem, posso ser pendurada à sombra, fora da luz solar direta. Afinal, Ele não quer que eu perca a cor. Por vezes, Deus pode até me deixar estendida, para secar, como eu faria com as peças de lã.

A seguir, Ele alisa os amassados com um ferro em temperatura média, ou na graduação mais elevada para o linho. Sempre com o desejo de me tornar a pessoa que Ele quer que eu seja. Sempre com o suave cuidado do Mestre da lavanderia. Enquanto Ele trabalhava para me tornar melhor, precisei aprender a esperar pacientemente, em vez de reclamar e resmungar. Seus meios de me purificar sempre têm propósitos.

Muito obrigada, Senhor, por Teu hissopo. Muito obrigada pela máquina de lavar roupa. Lava-me com hissopo, e ficarei limpa.

Mukatimui Kalima-Munalula


Sexta-feira
13 de abril
 

O pão da santa ceia

Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim jamais terá fome. João 6:35, ARA

Usando um longo pilão de madeira, eu socava o trigo até que se tornasse farinha. Eu precisava de farinha – naquele posto missionário na África – a fim de fazer pão sem fermento para a Santa Ceia. Depois, com uma velha receita prática da missão e um pesado rolo para massa de macarrão, eu me inclinava sobre o estreito balcão da cozinha e alisava em finas camadas os grandes punhados da mistura de farinha, sal e óleo de amendoim. Um teimoso grão de sal rusticamente moído sobre minha língua ativava as glândulas salivares e me fazia antecipar a experiência da Santa Ceia.

Minha expectativa aumentava à medida que as pontas dos meus dedos, besuntadas de óleo, acomodavam a massa cor de caramelo aos cantos das assadeiras de biscoito. Eu visualizava meu polegar e dedo indicador, dali a vinte e quatro horas, tomando da salva o pedacinho de pão com aroma de terra. E previa como, ao final do sermão, seu sabor “farinhento” abrandaria meu apetite persistente. Assim, estendi a massa e esperei ter feito o suficiente para servir oito famílias da equipe e mais de cento e cinquenta estudantes.

Toda vez que eu sentia o aroma da massa úmida assando, frases surgiam em minha mente: “Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim jamais terá fome” (João 6:35, ARA). “Isto é o Meu corpo” (1 Coríntios 11:24). E me perguntava: “O que isso tudo significa para mim na vida diária?” Ao lado da Bíblia aberta, certa manhã fria, o lampião a querosene lançou nova luz sobre as antigas palavras: “O que vem a Mim jamais terá fome.” Li as palavras novamente. Ali estava a resposta simples, mas profunda, para minha antiga pergunta!

Vem a Mim. O pão da Santa Ceia diz respeito a abrir-me inteiramente a um relacionamento! “O que a comida é para o corpo, deve ser Cristo para a alma. […] Cristo fica sem valor para nós, se O não conhecemos como Salvador pessoal” (E. G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 389). O símbolo do pão também diz respeito a passar tempo com Ele ao longo de cada dia. Diz respeito a me aproximar Dele com oração e meditação em Sua Palavra. Diz respeito a fazer sábias escolhas subsequentes, ao estender renovada nutrição e energia providas pelo Pão aos pormenores corriqueiros da vida cotidiana.

Jamais terá fome. O símbolo do sagrado pão também promete que, em troca de abrir o coração, Jesus satisfará a mais profunda fome da minha alma.

Carolyn Rathbun Sutton


Quinta-feira
12 de abril
 

A fragrância da vida

Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas? 2 Coríntios 2:14-16, ARA

Com frequência, Deus escolhe falar a nós por meio de Sua criação. Certa vez, enquanto observava abelhas zumbindo ao redor e apreciava as intensas cores da primavera, minha amiga sentiu-se estimulada a comprar odorizantes de ambiente com aroma de limão; a fragrância encheu cada parte da casa dela.

Posteriormente, quando visitei minha amiga, a fragrância de limão me fez recordar outro aroma que, há muito tempo, encheu outra casa. Aconteceu no dia em que Jesus aceitou o convite de um líder judeu para participar de uma refeição. As Escrituras contam a história:

Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se Dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que Lhe derramou sobre a cabeça, estando Ele à mesa. Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres.

Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a Mim nem sempre Me tendes; pois, derramando este perfume sobre o Meu corpo, ela o fez para o Meu sepultamento. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua (Mateus 26:6-13, ARA).

É absolutamente maravilhoso ver Deus em ação por meio da natureza que, por sua vez, aponta para Ele.

Muito mais maravilhoso, porém, é que Deus tenha abençoado um gesto abnegado em Seu nome, para que se tornasse parte da história do evangelho! Paulo diz que nós também podemos ser “a fragrância de Cristo” entre aqueles que perecem. Quem você perfumará hoje com a fragrância do amor de Deus?

Yan Siew Ghiang


Quarta-feira
11 de abril
 

Vida abundante

Levantar-me-ei e irei ter com o meu pai. Lucas 15:18, ARA

A história do filho pródigo geralmente enfatiza ou a atitude egoísta de um filho ou do outro. Recentemente, reli essa história, prestando atenção ao modo como pode se relacionar comigo.

Assim como na parábola, meu Pai celestial me deu uma herança: talentos,  dons espirituais. Como vou usá-los? Eu os usarei para Deus ou em projetos egoístas ou seculares? Sabemos que os talentos e dons espirituais dados por Deus podem ser escondidos debaixo de uma vasilha (Mateus 5:15), em vez de promoverem o reino de Deus. O que dizer sobre o dom da saúde?

Infelizmente, a saúde é facilmente desperdiçada. Podemos fazer isso ingerindo aquilo que a Palavra de Deus proibiu, como bebida fermentada e alimentos impuros (ver Levítico 11). Também podemos desperdiçar a saúde ao não comer o suficiente daquilo que Deus providenciou como dieta saudável ou consumindo demais as coisas que Ele permitiu após o Dilúvio para substituir as frutas e os vegetais levados pela água.

Outra forma de prejudicar a saúde é dormir tarde e acordar cedo, sem sono suficiente entre um e outro. A escolha de não exercer moderação, seja no trabalho, seja no lazer, também contribui para esbanjar a herança da saúde. Se nós, como o filho pródigo, jogamos fora a saúde que Deus nos deu, podemos acabar tendo que conviver com as consequências.

Como aconteceu com o pródigo, podemos também “levantar-nos” e retornar ao Pai celestial, pedindo Seu auxílio para vencer maus hábitos e situações desesperadoras. Ele nos conduzirá a uma saúde melhor, mostrando onde buscar informações sobre mudanças positivas no estilo de vida. Ele nos dará o autocontrole de que precisamos para retornar ao plano original que Ele tinha para nós quando criou o ser humano. Quanto à insuficiência de repouso, Deus já incluiu um descanso semanal para nós (Hebreus 4:1-8). Ele planejou um período de 24 horas de descanso do estressante trabalho diário, para podermos repousar Nele.

O plano original de Deus era que vivêssemos eternamente. Por que esperar até perdermos a herança da saúde? Nosso Pai está à espera, aguardando que voltemos para Ele em busca do Seu auxílio. Ele Se emociona ao aceitar Seus pródigos arrependidos e conceder-lhes vida abundante (João 10:10).

Beth Versteegh Odiyar


Terça-feira
10 de abril
 

Que fazer ?

Invoca-Me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. Jeremias 33:3, ARA

Era sábado de manhã, e eu me preparava para contar a história das crianças na igreja. Eu tinha preparado uma história com muitos recursos visuais para mostrar às crianças. Enquanto verificava rapidamente os e-mails, encontrei uma mensagem da minha amiga Joyce, de Idaho. O recente tempo frio fizera com que a mangueira de água quente de sua máquina de lavar roupa congelasse e se rompesse – inundando por completo uma extremidade da casa. A lavanderia, a cozinha, a sala de jantar e a de estar haviam sido inundadas.

Seu e-mail mais recente contava como a equipe de socorristas havia tirado a água. Entretanto, tudo precisava ser substituído, até os armários da cozinha, paredes, carpetes e o piso (também o teto do porão). O trabalho não estaria concluído antes de três meses. Joyce precisava acampar-se em seu dormitório. Seu ânimo estava bom, enquanto descrevia como as coisas marchavam. Joyce contou que na sexta-feira, quando os operários chegaram para limpar o amianto das paredes e do teto, disseram que precisariam trabalhar até tarde naquele dia, para terminar o serviço. Se não terminassem naquele dia, só poderiam retornar depois de duas semanas, foi a informação que lhe deram. Joyce respondeu que eles teriam que sair às cinco horas daquela tarde, porque seu sábado começava logo depois. Os operários simplesmente balançaram a cabeça e disseram que não haveria essa possibilidade. “Vou orar para que vocês consigam concluir tudo até as cinco horas da tarde”, disse ela.

Durante o dia, mais operários apareceram para ajudar, porque a tarefa havia acabado no local de trabalho deles. Por volta das quatro horas (uma hora antes de eles precisarem sair), o isolamento de amianto havia sido completamente removido; e a limpeza, concluída!

Joyce honrou a Deus ao partilhar sua crença com aqueles operários, e Deus respondeu à oração dela de modo notável.

Lendo esse e-mail naquela manhã, fui impressionada a mudar a história das crianças que eu havia preparado. Em lugar dela, contaria a experiência de Joyce. Não só as crianças gostaram da história, como também os adultos. Muitas orações foram elevadas ao Céu em favor de Joyce naquele dia.

Ah, Deus Pai, ajuda-me a ter sempre a disposição de permanecer firme pela verdade e a partilhar com outros aquilo em que creio. Amém.

Anna May Radke Waters


Segunda-feira
09 de abril
 

Triunfante na adversidade

Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. […] Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam. Isaías 40:29, 31, ARA

O ano de 2006 foi repleto de trabalho e estudos. Eu teria um exame e, enquanto me preparava para ele, fiquei doente. A pesada carga de trabalho e a pressão do exame não foram os únicos fatores estressantes; minha mãe estava enferma, e minha irmã recebeu o diagnóstico de tumor no cérebro, o que só aumentou o estresse que já se acumulava. Então, certa manhã, fui sacudida do meu sono por uma dor de ouvido, dores na cabeça e convulsões na perna esquerda – estilhaçando qualquer esperança de estudos futuros.

À medida que as semanas transcorriam, ler e usar o telefone tornaram-se grandes desafios. Então, deitada em casa durante seis meses, experimentei graves crises de exaustão e, às vezes, depressão. Eu comia, tomava banho de chuveiro e ouvia música à noite, quando o sono me fugia. A quietude era o meu consolo enquanto eu orava e aguardava, com a esperança de cura.

O cântico “Deus Cuidará de Ti” tornou-se o meu preferido. Deus estava me preparando para o que viria: a perda de minha mãe em janeiro de 2007 e da minha irmã, dois anos depois. Na verdade, perdi sete membros da família em um período de onze meses. Quanta adversidade! Fiz várias visitas ao Irmão Jó. A Sagrada Escritura diz: “Ele era bom e honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado” (Jó 1:1, NTLH). Era rico em familiares, gado e servos, mas foi atingido pelos ataques de Satanás. Quando a esposa de Jó viu sua aflição, disse que ele devia amaldiçoar a Deus e morrer. Porém, Jó nunca, nem por um momento, desistiu de Deus. Em vez disso, em silêncio esperava, aguardava o livramento de Deus e confiava Nele, enquanto a resposta de Jó era: “Eu, porém, esperarei por melhores tempos, até que minhas lutas acabem” (Jó 14:14, NTLH).

Seja o que for que você esteja enfrentando atualmente, aguarde com paciência até que cheguem seus “melhores tempos”. Sim, essa mudança certamente virá, no tempo de Deus. Conserve sua confiança Nele – aconteça o que acontecer.

Foi esse o segredo de Jó para triunfar na adversidade. Que seja o seu segredo também.

Bula Rose Haughton Thompson


Domingo
08 de abril
 

Surpresa primaveril na macieira

Em Ti, Senhor, busquei refúgio; […] Tu és o meu refúgio seguro. Do Teu louvor transborda a minha boca, que o tempo todo proclama o Teu esplendor. Salmo 71:1, 7, 8

A fragrância da primavera já está no ar: céu azul, luz solar inundando os antigos pomares nas colinas ao redor da minha vila, abelhas zumbindo. Aproveito este dia maravilhoso para fazer uma caminhada pelos pomares, cantarolando uma melodia enquanto prossigo.

De repente, descubro que uma das velhas macieiras tem um buraco no tronco. Há muito tempo, um galho deve ter sido cortado. Agora, aquela parte do tronco parece estar oca. Chego perto da árvore para examiná-la. Espiando para dentro do buraco, vejo um filhote de pássaro, parcialmente crescido, ainda quase sem penas. Chilreando em alto som, ele saltita com ansiedade até a entrada do buraco. De súbito, entendendo que não sou nem sua mãe nem seu pai, ele fecha o bico e fica imóvel no lugar. Olhamos fixamente um para o outro.

A avezinha parece engolir em seco, diante da surpresa. Eu a imagino pensando: Eu me enganei, embora tenha sido um prazer conhecê-la. Mas acho melhor voltar para o meu ninho. Devagar, o filhote saltita de volta para o tronco da árvore, desaparecendo da minha vista. Não posso deixar de sorrir. Nós dois nos surpreendemos diante do inesperado encontro. Com o coração agradecido, ergo os olhos para o céu azul. Muito obrigada, Pai, por me haveres mostrado um dos Teus pequenos tesouros. Tenho certeza de que Deus também aprecia esses pequenos tesouros. Ele é o Todo-Poderoso Criador do Universo, Aquele que ama os mínimos detalhes de Sua criação como, por exemplo, esse filhote de passarinho escondido no tronco da árvore.

Assim como o tronco da árvore proporcionou segurança e proteção à pequena ave, assim o próprio Deus é nosso refúgio, proteção e segurança. Sejam quais forem os desalentos que estejamos enfrentando na vida agora mesmo, podemos entregar tudo a Deus. Nos envolventes braços do Seu poder, o coração e a mente podem ter a convicção de que Ele é nossa fortaleza. Ele é nosso porto seguro e nosso lar.

Continuo a caminhada, cantarolando “Abrigo na Rocha” e “Bela Manhã”.

Por que não deveria nossa alma estar em paz e louvar quando estamos cercados de tantas evidências do amor imutável de Deus em nossos lugares de refúgio e retiro pessoal?

Jaimée Seis


Sábado
07 de abril
 

Ouve o meu clamor!

Ouve o meu clamor, ó Deus […]. Desde os confins da terra eu clamo a Ti, com o coração abatido […]. Para sempre anseio habitar na Tua tenda e refugiar-me no abrigo das Tuas asas. Salmo 61:1, 2, 4

Sentada no ônibus de turismo, em silêncio, eu observava o desfilar da paisagem italiana. De repente, meu esposo, Geoff, inclinou-se para a frente, pôs a mão sobre a testa e gritou: “Ai, que azia!” Alarmada, perguntei se ele estava bem. Ele não respondeu. Ainda curvado e sentindo dor intensa, bebeu água e engoliu comprimidos de carvão. Por fim, depois de alguns minutos, a dor cedeu. Ao endireitar-se e expressar seu desejo de continuar o passeio, notei seu rosto pálido e a camisa encharcada de suor. Preocupada, perguntei:  “Tem certeza de que está bem?” “Sim, estou bem”, disse ele, tentando me tranquilizar.

Tentei relaxar ao me acomodar no assento. Após cinco minutos, meu esposo se agarrou ao assento à sua frente, declarando entre gemidos que aquela azia retornara. Sem hesitar, um amigo, preocupado, aconselhou Geoff a ir a um hospital. Quando meu esposo, médico, concordou, entendi que aquilo era grave. De imediato, minha mente congelou, e tudo o que pude pronunciar foi: “Socorro, Senhor!” Quando o pânico aumentou, uma enfermeira sentada atrás de nós colocou as mãos em meus ombros e disse: “Margie, vamos orar.” Imediatamente, senti os amoráveis braços de Deus a me rodear, enquanto eu ouvia aquelas tranquilizadoras palavras pedindo a orientação e proteção de Deus.

Enquanto o motorista do ônibus ziguezagueava pelas ruas tentando encontrar o hospital mais próximo, o pastor Quiroz veio, envolveu Geoff com os braços e começou a orar fervorosamente. Quando chegamos ao hospital minutos depois, os médicos examinaram Geoff e concluíram que ele estava sofrendo um ataque cardíaco. Orei novamente. “Socorro, Senhor!” As seis horas seguintes foram um borrão, enquanto meu esposo, por fim, passava por uma necessária angiografia e recebia dois stents que abriram sua artéria anterior esquerda descendente. Nove dias depois, voltamos para casa.

Refletindo sobre aquele período, percebi mais plenamente que Deus cuida de cada um de nós em nível muito pessoal. Enquanto o coração do meu esposo enfraquecia, sentado naquele ônibus, nossa fé em Deus teve a oportunidade de crescer e ser fortalecida sob as asas do amor de Deus.

Querido Deus, ouve o meu clamor! Ajuda-me a confiar em Ti.

Margie Salcedo Rice


Sexta-feira
06 de abril

O novo rosto de Jerby

Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens. Salmo 14:2, ARA

Jerby, um menino de sete anos de idade, é o mais novo de cinco crianças que moram na paradisíaca ilha de Palawan, Filipinas. Ele nasceu com o rosto deformado e incapaz de respirar normalmente pelo nariz. Outras complicações tornaram sua vida muito difícil. A família de Jerby era carente, incapaz de buscar atendimento médico para ele. Então um milagre aconteceu!

Um grupo missionário de médicos, enfermeiros e auxiliares especialmente treinados, do Centro Médico White Memorial de Los Angeles, Califórnia, chegou a Palawan. Jerby foi escolhido para fazer parte dos afortunados a receberem tratamento.

A equipe hospitalar realizou em Jerby uma série de delicadas cirurgias, que exigiam a perfuração do crânio. Como resultado, Jerby, agora, desfruta de saúde vibrante e cresce tanto física quanto espiritualmente. Anda de cabeça erguida – um testemunho silencioso da bondade de Deus para com ele. Jerby gosta muito de frequentar a igreja e está aprendendo mais sobre Jesus e revelando traços cristãos aos jovens colegas de classe.

Conheci Jerby e sua família enquanto convidava crianças para nossa Escola Cristã de Férias na vizinhança. Seus pais são muito gratos pelo sucesso do atendimento médico, mas não haviam tido a oportunidade de agradecer pessoalmente ao grupo médico que efetuara o milagre da cura antes de retornarem para seu país. Ajudamos a família de Jerby a estender sua gratidão aos missionários da saúde.

Atualmente, Jerby experimenta a verdadeira essência do amor cristão. Seus pais abriram a casa para nossa Escola Cristã de Férias e para a Escola Sabatina Filial, onde as crianças do bairro se encontram sob sua árvore de tamarindo.

Uma oportunidade maravilhosa de partilhar o evangelho na comunidade se abriu como resultado do atendimento e da compaixão do pessoal médico especializado e dedicado da América, movido pelo Espírito Santo.

Na verdade, o Senhor ainda olha para todos os Seus filhos, particularmente os menos afortunados entre nós. Ele envia Seu amor por intermédio da benevolência cristã de Seus escolhidos e prestativos mensageiros. Somente o tempo revelará o resultado final das pequenas boas ações que praticamos cada dia. Como o próprio Jesus disse, aquele bem que fizemos a um dos menores entre nós terá sido feito a Ele.

Zeny Marcelo


Quinta-feira
05 de abril

Deus é capaz

Jesus olhou para eles e respondeu: “Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis”. Mateus 19:26

Vários anos atrás, voei de Brisbane, Austrália, para Sydney, onde devia embarcar em outro avião para Guam, onde faria uma palestra. Eu teria noventa minutos em Sydney para retirar a bagagem, ir para o terminal internacional em outro prédio, despachar a bagagem para o voo seguinte, passar pela segurança do aeroporto e localizar o portão de embarque do avião para Guam. Infelizmente, o voo de Brisbane não partiu no horário programado. Atrasou meia hora, e assim comecei a pedir que Deus me permitisse chegar a Sydney com tempo para a conexão. Após uma hora de ansiedade, finalmente entreguei meus planos a Deus e me lembrei de que Ele poderia me fazer chegar a Guam se esse fosse o Seu plano.

Minutos depois, louvei a Deus quando o comandante da aeronave anunciou pelo sistema de comunicação que havia recuperado, durante o voo, quinze minutos do tempo perdido. Então, ao nos aproximarmos de Sydney, a intercomunicação soou de novo. Ouvimos o indesejado anúncio de que aviões estavam retidos no aeroporto de Sydney e que teríamos uma espera de quinze minutos. Ainda assim, pensei, eu teria tempo suficiente, embora apertado, para o voo de conexão. Quinze minutos sobrevoando o aeroporto se transformaram em quarenta e cinco. Novamente entreguei meus planos a Deus.

Quando, enfim, a aeronave pousou, eu tinha só trinta minutos antes do voo seguinte. Àquela altura, estava resignada a perdê-lo. Então os milagres começaram a acontecer. Primeiro, quase imediatamente encontrei minha bagagem na esteira. Depois, um bondoso passageiro me encaminhou ao terminal internacional, que era justamente o prédio seguinte, através de um estacionamento. Vários corredores do estacionamento estavam bloqueados, e pedi orientações a um senhor. Em vez de me orientar, ele me levou para o terminal, subiu comigo pelo elevador e foi ao balcão onde eu devia despachar a bagagem. Para minha surpresa, o funcionário me informou que eu ainda tinha tempo de despachar a bagagem e embarcar no avião.

Essa experiência notável fortaleceu minha fé e me fez lembrar, uma vez mais, não apenas do quanto a ansiedade é fútil, mas também como nada, verdadeiramente, é impossível para o Senhor.

Carla Baker


Quarta-feira
04 de abril

Florescendo por Cristo

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Tiago 1:2-4, ARA

Quando alcança a minha idade, a maioria das pessoas detesta aniversários! Um cartão de aniversário diz o seguinte: “Eu achava que você iria murchar no vaso, mas você continua desabrochando!” A despeito do envelhecimento, continuo louvando ao Senhor porque, frequentemente, tenho experimentado Seu poder para curar. Independentemente do quanto eu me torne idosa, ou da condição em que me encontre, escolhi florescer cada dia para Ele.

A colisão automobilística que matou minha mãe e separou meu pé do osso da perna foi minha primeira grande experiência com o sofrimento. Mas Deus tomou providências para que o melhor cirurgião ortopedista do país estivesse de plantão naquela noite, de modo que, embora seja improvável que eu escale o Monte Everest, consigo caminhar.

Então, dezessete anos mais tarde, enquanto eu fazia um teste rotineiro de esteira, o médico suspendeu subitamente o teste e marcou para mim uma cirurgia cardíaca no dia seguinte. Foi um choque saber que eu tinha uma válvula aórtica com um defeito congênito, quando a vida toda me considerei saudável!

Em uma sexta-feira, eu envernizava prateleiras parada sobre uma segura escada portátil de três degraus. Terminei a prateleira, segurei o suporte e desci um degrau. Achando que estivesse no último, saí da escada só para descobrir que havia mais um degrau. A queda sobre o piso duro resultou em um fêmur fraturado abaixo do quadril. Dor? Eu preferiria ter mais três filhos a passar por aquele tipo de dor outra vez! Após a cirurgia para colocar pinos a fim de firmar minha perna, fisioterapia e tempo, mais uma vez experimentei a cura de Deus.

Durante toda a minha vida, eu soube que a Bíblia diz que devemos nos alegrar quando chegam as provações, pois elas nos ajudam a desenvolver o caráter. Eu costumava orar de modo egoísta: “Senhor, por favor não permitas que algo ruim aconteça comigo. Deve haver outra maneira pela qual eu possa desenvolver o caráter que desejas que eu tenha, sem sofrimento.” Agora, depois de um bocado de sofrimento, mudei minha oração: Senhor, seja qual for o sofrimento que eu venha a suportar, não me deixes murchar no vaso. Dá-me, simplesmente, a força e a coragem para continuar desabrochando para Ti.

Kay Kuzma


Terça-feira
03 de abril  2018

Dando graças sempre

Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. 1 Tessalonicenses 5:18

Desde cedo eu ouvia, com frequência, meus pais usarem as palavras “agradecido” e “obrigado”, até ficarem gravadas em minha memória.
Infelizmente, cultivei uma atitude de ingratidão, mas graças a Deus meus pais nunca desistiram de mim. Sempre que surgiam oportunidades de ensino, meus pais me faziam lembrar de dizer “muito obrigada”, quer estivéssemos em casa, quer fora. Durante o culto doméstico, frequentemente eu ouvia “muito obrigado” nas orações do meu pai, enquanto ele dava graças a Deus por sua família. Quando minha mãe nos abraçava na hora de dormir, ela dizia “obrigada, meu Deus” por nós.

Certa vez, durante meu primeiro ano na faculdade, eu ia apressada para a aula quando alguém me chamou. Era minha colega de quarto que se aproximava. Estendendo a mão, ela disse: “Aqui está sua caneta favorita, daquele jogo que seus pais lhe deram quando você se formou no ensino médio. Pensei que você ficaria preocupada, achando que a havia perdido, e decidi correr para encontrá-la.” Suas palavras imediatamente me trouxeram à lembrança o que meus pais me ensinaram sobre gratidão. Eu disse “muito obrigada” e dei um abraço sincero em minha colega. Os tempos de universidade foram substituídos pelos tempos da aposentadoria. No entanto, desde aquela época até agora, tenho resolvido dar graças em todas as situações.

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, encontramos pessoas que deram graças em várias circunstâncias. O leproso samaritano curado voltou para expressar gratidão a Jesus (o único a fazer isso entre os dez leprosos curados, conforme Lucas 17:12-18). A profetisa Ana, da tribo de Aser, embora fosse viúva fazia oitenta e quatro anos, ainda servia a Deus noite e dia, jejuando e orando – e deu graças por ver o Bebê Jesus (Lucas 2:36-38). Eu, viúva também, lembro-me de ter agradecido a Deus por permitir que meu falecido esposo retornasse da Segunda Guerra Mundial para casa em segurança. Eu o vi trabalhando como ancião na igreja e exercendo outras responsabilidades, até que ele descansasse em Deus.

Deus é digno do nosso louvor. Vamos nos unir, dando graças a Ele por bênçãos passadas e presentes. Deus nos aconselha a sermos gratas (1 Tessalonicenses 5:18). Diz que, em tudo, devemos dar graças. Pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para com você e comigo.

Annie B. Best


Segunda-feira
02 de abril

Nascido para a música – parte 2

 

O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo. Sofonias 3:17, ARA

Meu falecido pai, Wayne Hooper, amante da música, costumava me incentivar a entoar mentalmente um cântico sacro toda vez que me sentisse estressada ou tivesse dificuldade para dormir à noite. Ele dizia que fazer isso permitiria que Deus me aquietasse com o Seu amor.

Já passei muitas noites despertando às três e meia da madrugada e ansiando para que Deus me aquietasse o coração com o Seu amor. Como me apeguei desesperadamente ao conforto dessa promessa durante a dor de um casamento desfeito, como mãe de crianças em idade escolar, enquanto procurava reconquistar a confiança e encontrar novamente um propósito para minha vida! Deus me sustentou durante o período triste enquanto meu amado pai morria de um câncer nos ossos. Eu me apoiei nos braços fortes de Deus quando meu querido irmão mais novo faleceu recentemente, por complicações resultantes de insuficiência hepática. Sentada ao lado do leito do meu irmão, em uma unidade de terapia intensiva por trinta e dois dias, elevei constantemente a Deus minhas orações silenciosas – e meus cânticos. Por Sua vez, Ele me confortava com a letra de “Fixa Teus Olhos no Mestre” e “Oh! Que Esperança!”

Creio que Deus criou cada uma de nós com um ouvido musical e espiritual. Ele nos fala por meio de letras sacras e belas melodias, erguendo-nos o ânimo enquanto nos molda o caráter ao cultivarmos com Ele um relacionamento que se aprofunda. Orar com as palavras de cânticos conhecidos nos ajuda a edificar a fé, enquanto Deus, uma vez mais, nos garante que cuida dos detalhes da nossa vida. Por meio dessas palavras em forma de oração, conclamamos o poder de Deus para os nossos dias, e Sua paz para as longas horas das nossas noites. A verdade é que Deus promete Se unir a nós em nosso cântico. “Regozijar-Se-á em ti com júbilo.”

Imagine isso! Deus Se regozijando em nós com um cântico, sempre nos atraindo para mais perto de Si. Deus nos criou para respondermos ao Seu cântico. À Sua música. Ele nos convida a viver nossa vida como um cântico que dará testemunho a outros do Seu amor e graça.

Escolha um cântico para elevar seu espírito quando surgir o próximo desafio. Afinal, você também nasceu para a música.

Jan Hooper Lind


Domingo
01 de abril 2018
 

Nascido para a música – parte 1

Cantarei ao Senhor toda a minha vida; louvarei ao meu Deus enquanto eu viver. Salmo 104:33

Meu falecido pai, Wayne Hooper, nasceu para a música. Com tenra idade, tendo crescido em uma família musical, recebeu um talento dado por Deus para cantar com excelência e maturidade. Ele amava ao Senhor e, posteriormente, dedicou a vida a compor e fazer arranjos de música sacra para a glória de Deus. Provavelmente, papai seja mais conhecido por ter cantado durante treze anos com o quarteto The King´s Heralds [Arautos do Rei] para o ministério radiofônico de A Voz da Profecia. Com frequência, ele estava ao piano, transformando alguma melodia original em um novo hino ou arranjo harmonioso.

Durante a aposentadoria, papai fez uma compilação de toda a sua música e ficou surpreso ao descobrir que havia arranjado e composto mil e quinhentos cânticos, incluindo o bem conhecido hino “Oh! Que Esperança!”, que ele compôs enquanto eu cursava o último ano do ensino médio.

Recordo-me do som da música – vocal e instrumental – percorrendo a casa durante meus anos escolares. Nossa família aguardava com expectativa o culto vespertino, quando cantávamos juntos enquanto expandíamos nosso conhecimento musical, habilidade de leitura e técnicas vocais – sempre orientados por papai.

Como resultado, cantar em conjuntos e corais ao longo da vida tem sido uma parte importante da minha experiência de adoração e louvor.

Sim, meu pai nasceu para a música. Música sacra. Quanto a esse ponto, ele era muito claro. Lembro-me de ouvi-lo citando o Salmo 98:1: “Cantai ao Senhor um cântico novo, porque Ele tem feito maravilhas” (ARA). Também passei a amar o Salmo 104:33: “Cantarei ao Senhor toda a minha vida; louvarei ao meu Deus enquanto eu viver.” Papai deixou para mim – e para incontáveis pessoas – o legado da música. Um legado que é realmente uma dádiva que podemos retransmitir para Deus.

Que legado você deixará para sua posteridade? Para o que você nasceu? Para o que você pode dizer “sim”, recebendo então os pensamentos, o poder, a segurança e a orientação de Deus em sua vida? Ele intercalará Suas palavras, melodias e propósitos no seu cântico, a fim de que seja uma bênção para outros.

Jan Hooper Lind

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