Janelas para a Vida

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Sábado – 21 de julho

O CAMINHO DO INSENSATO

O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos. Prov. 12:15.

No livro de Provérbios, insensato é antônimo de sábio. Uma pessoa sábia é aquela que vive em comunhão diária com a Pessoa Sabedoria, que é Jesus. De suas horas de meditação na palavra de Deus provém a capacidade de discernir o bem e o mal, e o poder para escolher e praticar o bem. O resultado é uma vida feliz e produtiva.

O insensato é tudo ao contrário. Ele acha que a vida é sua, e que não precisa de ninguém para ser feliz. Ele se fecha nos seus próprios conceitos, tem sua própria escala de valores e seus objetivos de vida muito particulares. As pessoas à sua volta sabem que algo anda mal com ele, porque vive se machucando e magoando os que o rodeiam. Ele não é feliz, por mais que proclame sê-lo. A busca desesperada de seu coração por um pouco de paz o leva constantemente a tomar atitudes prepotentes, soberbas e, por vezes, ridículas. Mas ele não percebe. “Aos seus próprios olhos parece reto”, diz Salomão.

A característica que mais se destaca na vida do insensato está descrita na expressão: “Aos seus próprios olhos.” Ele acha que é dono da verdade. No seu entender, todo mundo está errado. Ele sobe na montanha da suficiência própria e dali contempla os outros como se eles fossem cordeirinhos pastando no vale da ignorância.

Essa atitude machuca o insensato, porque o mundo não é uma “ilha”. Ninguém vive sozinho. Todos precisamos de todos. Não no sentido de “usar” as outras pessoas, mas de ouvi-las. Muitas vezes, podem vir idéias revolucionárias até de uma criança de três anos. Ouvi alguém dizer que todos somos anjos de uma só asa. Precisamos de outra para voar.

Você pode ver o insensato, todos os dias, em todos os lugares: no lar, na empresa, na loja, na rua, na escola. A grande pergunta é: “Sou um deles?” Como saber? Fácil! Antes de sair hoje de casa, pergunte-se: “Já me aconselhei com Deus?” Com Deus, ninguém discute. Diante dEle, não há argumentos que valham. Diante de Sua palavra, você só tem dois caminhos: humilhar-se e aceitar seu conselho ou rejeitá-lo, orgulhosamente. “O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.”


Sexta-feira – 20 de julho

AQUIETAI-V0S

Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra. Sal. 46:10.

Este é um conselho difícil. Quem é capaz de aquietar-se quando as coisas andam mal? Imagine uma equipe de futebol jogando pelo título mundial. Faltam cinco minutos para o fim do jogo e o time está perdendo. Você pensa que a ordem do treinador será: “aquietai-vos”? Como aquietar-se quando se está desempregado ou uma enchente se aproxima, destruindo tudo o que encontra no caminho, ou quando você acaba de descobrir que seu filho está com leucemia?

Evidentemente, o “aquietar-se” que o salmista menciona não tem nada que ver com cruzar os braços e dormir descansadamente enquanto as coisas desabam à sua volta.

O Salmo 46, de onde extraí o verso de hoje, é um salmo de confiança. O salmista começa dizendo: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” Note esse pensamento muitas vezes ao longo da Bíblia. Deus nunca prometeu que você estaria isento de momentos difíceis. Sua promessa é que, em meio das tribulações, Ele será seu “refúgio” e “socorro bem presente”.

Neste salmo, se repete três vezes a expressão: “Deus está conosco”. Esse é o motivo por que precisamos aquietar-nos. Enquanto corremos de um lado para o outro, tentando resolver os problemas do nosso modo, não há tempo para ver que “Deus está conosco” que Ele é o nosso refúgio, fortaleza e socorro bem presente.

O verso de hoje é um convite para separar tempo para Deus, antes de sair correndo por aí. Nesse tempo, a sós com o Criador, você poderá conversar com Ele, ler Suas promessas escritas na Bíblia, meditar nelas. Então, você perceberá que não está sozinho. “Deus está conosco”. E, como disse Paulo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8:31.

“Aquietai-vos” Para quê? Para “saber que Eu sou Deus”, e para “contemplar as obras do Senhor.” Sal. 46:10 e 8.

Você não precisa se desesperar diante do drama que está vivendo. Aquiete-se, converse com Deus, conte a Ele tudo o que está acontecendo, diga-Lhe que você não tem forças nem recursos. Veja que Ele está ao seu lado, pronto a entregar-lhe as vitórias que Ele já conseguiu para você. “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra.”


Quinta-feira – 19 de julho

MENINA DOS OLHOS

Guarda os Meus mandamentos e vive; e a Minha lei, como a menina dos teus olhos. Prov. 7:2.

Na primeira vez que visitei a Suíça, eu tinha apenas dezenove anos. Fui para participar de um congresso mundial de jovens. Naquela ocasião, conheci a cidade de Montreux, na Suíça Francesa. Impressionou-me a sua paisagem deslumbrante e nada mais. Outro dia, porém, li que hoje Montreux tornou-se uma cidade famosa por causa da Clínica La Prairie, que afirma ter o poder de retardar o envelhecimento, e que recebe milionários e gente famosa de todo o mundo. A verdade é que o ser humano faria qualquer coisa para prolongar a vida. Pagaria qualquer preço e percorreria qualquer distância.

O provérbio de hoje apresenta o segredo de uma vida longa e feliz do ponto de vista divino. “Guarda os Meus mandamentos”, diz. Ao mencionar os mandamentos e a lei, Salomão não está falando exclusivamente dos dez eternos princípios apresentados em Êxodo 20, mas do Torah que continha todos os ensinamentos do Pentateuco, que envolviam leis de higiene, alimentação e convivência comunitária.

Guardar, no sentido pleno da língua hebraica, significa entesourar. Usando a mesma expressão, Davi diz: “Guardo no coração as Tuas palavras.” Sal. 119:11. Os princípios estabelecidos por Deus devem ser conservados no cofre do coração, e dali inspirar todos os procedimentos da vida. O ser humano que segue esses princípios tem paz, porque tem uma consciência tranqüila, e tem vida longa porque o respeito aos conselhos divinos lhe garante segurança. Não vive apenas mais; porém, melhor. Vive com qualidade.

A Clínica La Prairie, entre os vários tratamentos anti-rugas, tem uma aplicação que consiste na passagem de uma corrente elétrica, através de eletrodos de ouro, sobre a pele do rosto. Um luxo desses só é permitido para pessoas com muito dinheiro.

Talvez você nunca passe duas semanas nessa clínica, mas com certeza pode apoderar-se do provérbio de hoje: Pode abrir o coração e fazer dele um cofre para entesourar as recomendações de Deus e andar nos Seus caminhos. Os resultados são garantidos. A Revista National Geographic, na sua edição de novembro de 2005, afirma que as pessoas com esperança, e que seguem os princípios bíblicos, tem possibilidades de viver mais. Por isso, “guarda os Meus mandamentos e vive”.


Quarta-feira – 18 de julho

TRAIÇÃO

Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia. Sal. 55:12.

Absalão, o filho rebelde de Davi, avançava com seus exércitos em direção a Jerusalém. O rei amava a cidade e sabia que, se permanecesse ali para enfrentar o inimigo, a cidade de Jerusalém seria destruída. Guiado pelo bom senso, Davi iniciou a retirada.

“Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando. Então, fizeram saber a Davi, dizendo: Aitofel está entre os que conspiram com Absalão.” II Sam. 15:30 e 31.

Aitofel tinha sido até então membro do conselho de Davi. O rei confiava nele, e a sua tristeza aumentou ao sentir-se traído por um amigo.

Toda traição é dolorosa. Mas quando o traidor é alguém em quem você confia, dá a impressão de que o chão estremece sob os seus pés. Não existem piores inimigos que aqueles que se fingem de amigos, porque eles conhecem você e sabem quais são os seus pontos frágeis.

Perceba a tristeza do rei: “Mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à casa de Deus.” Sal. 55:13 e 14.

É assombroso saber que Aitofel congregava com Davi na mesma igreja. Também existem traidores na igreja, entre os que dizem ser cristãos. É assustador, mas é real. Pessoas que nunca permitiram que o evangelho trabalhasse no coração, vivem um cristianismo teórico, de fachada. Mas o coração nunca foi convertido.

O fim de Aitofel foi triste. Acabou traindo a si mesmo: Suicidou-se. A amizade é algo tão sagrado que o próprio Senhor Jesus Cristo chama-Se de o nosso amigo. O traidor por conveniência, por inveja ou simplesmente por maldade, pisa na terra sagrada da amizade para corrompê-la com a traição.

Se você foi ferido pela atitude desleal de um “amigo”, peça a Deus que tire a mágoa de seu coração. Administre a traição com altruísmo. Aprenda a perdoar. Jesus aceitou o traidor Judas e participou da última ceia com Ele. Não o condenou. Deixou que a própria vida se encarregasse de cobrar-lhe o preço da traição.


Terça-feira – 17 de julho

NÃO RECUE!

O perverso quer viver do que caçam os maus, mas a raiz dos justos produz o seu fruto. Prov. 12:12.

Para entender a mensagem de hoje, é preciso lembrar que, na Bíblia, o homem justo é aquele que busca companheirismo diário com Jesus e segue os Seus conselhos. Jesus é a pessoa justiça. Separado dEle ninguém pode ser justo. Aquele que escolhe seus próprios caminhos e vive sem ter em conta os conselhos divinos é chamado perverso. Perversão é a deturpação do bem. A pessoa pode achar que está seguindo o bem e, no entanto, perverteu o seu caminho.

Segundo a declaração de Salomão, “o perverso quer viver do que caçam os maus”. Ele ambiciona, deseja e sonha com as coisas prontas. Não está disposto a pagar o preço. Ignora que o êxito é um processo e não a meta. Você é feliz enquanto cresce, não porque “chegou lá”.

Nenhuma vitória autêntica é pré-fabricada. Nenhum sucesso real é resultado de uma fórmula mágica. O perverso prefere seguir o caminho fácil: estelionato, desonestidade, trapaça. Ele quer a caça pronta. De algum modo, consegue dinheiro, conforto, um bom carro e uma boa casa. Se é possível comprar consciências é fácil pagar o preço.

O caminho dos justos é diferente. O texto diz: “A raiz dos justos produz o seu fruto.” Plante hoje uma semente de laranja e observe. Leva tempo para germinar. Desde que a muda aparece até que o pé da laranja produza frutos, leva pelo menos quatro anos. Mas o fruto é doce porque é o resultado de um processo natural.

A vida é assim. O justo espera. As coisas boas não acontecem de um dia para o outro. É preciso plantar, trabalhar e esperar em Deus.

Qual será a sua atitude neste novo dia? Sairá confiando apenas na sua capacidade profissional e na sua habilidade para os negócios? Ou, antes de sair, pedirá a direção divina e submeterá a Deus todos os seus projetos?

Faça de hoje um dia de vitória, de justiça e de dependência divina. Não perca a fé, embora tenha motivos de sobra para “jogar a toalha”. Espere no Senhor, porque “o perverso quer viver do que caçam os maus, mas a raiz dos justos produz o seu fruto”.


Segunda-feira – 16 de julho

ELE OS DERRIBARÁ

E, visto que não atentam para os feitos do Senhor, nem para o que as Suas mãos fazem, Ele os derribará e não os reedificará. Sal. 28:5.

O Brasil teve um boxeador chamado Adilson Rodrigues da Silva, mais conhecido como “Maguila”. Homem grande, forte e duro. Quando, em certa ocasião, ventilava-se a possibilidade de lutar com Mike Tyson, um jornalista lhe perguntou: “Você tem medo de Tyson?” A resposta do folclórico Maguila foi: “Eu não tenho medo de ninguém, eu só tenho medo dos juízos de Deus.”

A declaração desse homem simples, com cara de mau, pareceria ter sido inspirada no salmo de hoje. Esta não é uma súplica, apenas uma declaração do salmista. É uma profecia que descreve o fim de pessoas que se endurecem contra Deus.

O dramático dessa situação é que Davi está falando, neste verso, do seu filho Absalão e os que junto a ele tentaram arrebatar-lhe o reino. Portanto, não se pode pensar que esta seja a maldição de um rei irado contra os seus inimigos. Lembre-se de que na última batalha contra o filho rebelde, Davi ordenou a seus generais: “Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim.” II Sam. 18:5.

Davi, neste caso é uma pálida figura do modo como Deus trata as criaturas rebeldes. Ao inteirar-se da morte do seu filho, pendurado pela cabeça entre os galhos de uma árvore e atravessado de flechas, Davi chora: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” II Sam. 18:33.

O amor de Deus pelos seres humanos é inquestionável. Os maus e os bons são amados pelo Senhor. Mas é inquestionável o fato de que os rebeldes receberão de maneira natural a conseqüência das decisões erradas que tomaram.

No salmo de hoje, Davi não menciona apenas a palavra de Deus. Aqueles rebeldes não se opuseram ou menosprezaram só os ensinamentos divinos. Aquelas pessoas negaram os “feitos” e “o que as mãos de Deus” fizeram. Deus é muito misericordioso com a criatura, vai além da teoria. Mostra-Se. Mostra Seus feitos. Todos os dias. Em cada esquina. Em detalhes simples ou em acontecimentos extraordinários, Suas obras estão sendo mostradas por amor ao ser humano.

Mas a criatura parece não entender. Rejeita-O. Endurece-se, “e, visto que não atentam para os feitos do Senhor, nem para o que as Suas mãos fazem, Ele os derribará e não os reedificará”. Vale a pena pensar nisso hoje.


Domingo – 15 de julho

COMO VOCÊ TRATA OS ANIMAIS?

O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel. Prov. 12:10.

Você sabia que o caráter de uma pessoa pode ser medido pela maneira como trata os animais? “O justo”, afirma Salomão, “atenta para a vida dos seus animais.” Na verdade, o justo atenta para a vida. Sabe que a vida é uma expressão do amor de Deus. No caso dos animais, é uma vida dependente.

Quando Deus criou o ser humano, disse-lhe: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” Gên. 1:28.

O verbo dominar não significa apenas subjugar com propósitos egoístas, mas cuidar e proteger. A vida humana é uma vida inteligente, e os animais são seres irracionais.

A maneira como tratamos os animais expressa, de certo modo, a maneira como tratamos a vida e os seres humanos que estão sob a nossa responsabilidade. As pessoas merecem compaixão. Merecem justiça. Seja justo. “O justo atenta para a vida.”

No lado oposto da justiça está a injustiça, que se deriva em crueldade. O perverso é déspota até quando é compassivo. Olha para baixo. Como se, pelo fato de precisarem de ajuda, as pessoas fossem menos humanas do que ele.

Se pudéssemos levar ao laboratório os sentimentos do perverso, veríamos que a crueldade não passa de uma autopunição inconsciente pelo desassossego que seu coração sente. O perverso não é feliz. Não sabe explicar por que, mas sente que falta algo e se culpa por isso e se maltrata com atos de crueldade para com os demais. Acredita que isso aumentará a dor que ele inconscientemente acha que merece.

Se pudesse olhar em outra direção, veria que ser feliz é simples. Não tem complicação nenhuma. É apenas reconhecer-se como criatura. Reconhecer que existe um Deus. Seguir os Seus conselhos e enfrentar as lutas da vida com a certeza de que não está sozinho.

Viva hoje uma experiência de amor e de justiça. Faça o bem a quem supostamente precisa de você, porque: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.”


Sábado – 14 de julho

NADA TEMEREI

Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal? Sal. 56:4.

O verso de hoje apresenta uma luta estranha no coração do salmista. “Nada temerei”, declara ousadamente. Mas no verso anterior ele diz: “Em me vindo o temor”. Afinal de contas, Davi está ou não com medo? A resposta é: Está e não está. Ele era um ser humano. Sua mente via a iminência do perigo e temia. Não era tão néscio para fazer de conta que tudo estava bem, quando não estava. A autêntica fé não leva ninguém a desafiar o perigo. Se o fizesse, a pessoa cairia na presunção.

Na mente do salmista acontecia algo dramático. O medo instintivo o assaltava, mas não o dominava. “Em Deus ponho minha confiança”, declara ele. Num determinado momento, o medo e a confiança se agarravam numa luta corporal pelo controle da mente.

Todos os dias acontece o mesmo conosco. Sabemos que podemos confiar. O Senhor nos tem dado abundantes provas de Seu amor protetor. Queremos confiar, mas o temor parece mais forte do que as próprias forças.

Existe momento em que nos sentimos confusos. Respondemos de modo mais estranho aos desafios que a vida apresenta.

Por que acontece isso conosco? Talvez porque ainda não descobrimos o segredo que Davi descobriu. “Em Deus, cuja palavra eu exalto” (Sal. 56:4), afirma ele. O destaque nessa frase é a Palavra de Deus. Ela é eterna. Não falha. É confiável. “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente.” Isa. 40:8.

Todo aquele que conhece a Palavra de Deus, confia nEle. A fé não cresce de forma mística, romântica ou filosófica. É um crescimento concreto e prático. “Vem… pela palavra de Cristo.” Rom. 10:17.

O resultado final de confiar em Deus e na Sua Palavra é dizer como Davi: “Que me pode fazer um mortal?” Sal. 56:4.

Portanto, hoje, parta para a luta da vida confiando nas promessas divinas. Haverá pedras no caminho, com certeza, mas você terá a orientação oportuna de Deus para passar por cima das dificuldades. Diga: Em Deus, cuja Palavra eu exalto, ponho a minha confiança e não temerei. “Que me pode fazer um mortal?”


Sexta-feira – 13 de julho

NÃO SE DESVIE

Não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas. Prov. 7:25.

Os anos que vivi na selva cumprindo parte do meu ministério me ensinaram a importância de não desviar-me do caminho. Quantas vezes escolhi caminhos errados querendo encurtar distâncias e me dei mal. Na selva, isso pode ser fatal.

A vida está cheia de caminhos. Sedutores, mentirosos, falsos e enganadores. A insensatez é apresentada no livro de Provérbios como uma mulher bonita que pretende levar você ao almejado vale da felicidade. A isca que ela usa é o prazer. Não existe nada de errado com o prazer, porque está relacionado com os sentidos e estes foram estabelecidos pelo Criador. A felicidade envolve prazer, mas o prazer nem sempre envolve felicidade. A busca do prazer pelo prazer é loucura. O fim é perdição e morte. A realidade, no entanto, é que vivemos num mundo em que as pessoas confundem felicidade com prazer.

O verso de hoje traz a advertência divina sobre o perigo de desviar-se. “Não andes perdido nas suas veredas”, diz, referindo-se aos caminhos sedutores da necessidade.

Não sei se você andou perdido alguma vez. Um sentimento de solidão e medo apodera-se do coração. À medida que o tempo passa e o medo aumenta, parece que você fica anestesiado. Nada mais importa. Caminha sem cuidado, não mede conseqüências e aproxima-se temerariamente do perigo.

Essa é a figura que o sábio descreve no verso de hoje. Cada vez que o ser humano se desvia voluntariamente dos caminhos de Deus, vai caindo imperceptivelmente no terreno do cinismo. A consciência não dói mais. A pessoa fica insensível e avança perigosamente na senda de sua autodestruição.

Viva com sabedoria. Reviva seus sonhos, lute pelas pessoas que você ama, pelos valores e princípios que vêm do Senhor e caminhe vitorioso na conquista dos seus ideais.

Não saia hoje para cumprir a sua agenda sem ter a certeza de que está andando nos caminhos de Deus. Aprenda a desconfiar de seus “instintos”, e a ser mais obediente aos conselhos divinos. “Não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas.”


Quinta-feira – 12 de julho

AUXÍLIO DOS CÉUS

Ele dos Céus me envia o Seu auxílio e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. Envia a Sua misericórdia e a Sua fidelidade. Sal. 57:3.

Não é difícil quebrar correntes que escravizam. Não é impossível soltar grilhões que paralisam. Sabemos onde está o problema e achamos remédio para esse tipo de opressão.

Mas como lutar contra correntes que não vemos? Como livrar-se de grilhões que, disfarçados de complexos ou traumas, paralisam as emoções?

A obra de livramento que o salmista menciona hoje é algo que não está sob o controle humano. “Dos Céus me envia o Seu auxílio e me livra”, disse ele.

O livramento divino abrange todas as áreas da vida. Deus precisa livrar o ser humano das fraquezas, das intenções tolas do coração pecaminoso, da ignorância, do preconceito e da rebeldia.

O salmista afirma: “Acha-se a minha alma entre leões.” Verso 4. A maioria desses leões estava dentro dele mesmo, atormentando-o em todo o tempo. Os complexos impedem de crescer. Sufocam, asfixiam e levam a cometer insensatez.

Davi afirma que achou auxílio, vindo dos Céus. Esse auxílio chegou ao aflito, na forma de “misericórdia” e “fidelidade”. As duas coisas são atributos divinos que podem ser achados na pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Quando o ser humano pára de fugir e deixa-se encontrar pelo Senhor Jesus, os grilhões que o impediam de ser feliz são finalmente destruídos.

Davi viveu essa experiência de forma dramática. Este salmo foi escrito enquanto o salmista se escondia de Saul, numa caverna. Naquela ocasião, Saul estava nas suas mãos. O coração de Davi, com certeza, carregava mágoa porque estava sendo perseguido injustamente. Se matasse o rei inimigo, estaria “agindo certo”, mas o grande inimigo do futuro rei de Israel não era Saul, era ele mesmo. Precisava vencer seus traumas e a mágoa que carregava no coração.

Dos Céus veio auxílio em forma de misericórdia e fidelidade para livrá-lo do veneno interior que sua alma destilava.

Esse milagre também pode acontecer com você hoje, se clamar no seu coração: “Ele dos Céus me envia o Seu auxílio e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. Envia a Sua misericórdia e a Sua fidelidade.”


Quarta-feira – 11 de julho

CONHECIMENTO PRÁTICO

Segundo o seu entendimento, será louvado o homem, mas o perverso de coração será desprezado. Prov. 12:8.

A palavra “conhecimento”, em hebraico sékel, significa literalmente inteligência para resolver situações difíceis, como no caso de Abigail diante da insensatez de seu esposo Nabal.

Durante muito tempo, os pastores de Nabal tinham levado suas ovelhas para pastar nos campos de Davi. Lá, receberam segurança, proteção e muitas vezes comida. Agora, Davi e seus homens, andando pelo deserto de Basã, precisaram de alimento. Nabal, a quem a Bíblia descreve como homem “duro e maligno em todo o seu trato”, negou-se a ajudar aquele de quem sempre recebera ajuda.

Isso encolerizou Davi. Tomando quatrocentos homens, ele partiu para destruir o ingrato e malvado Nabal. A esposa desse homem perverso, Abigail, ao inteirar-se da atitude insensata do marido, saiu ao encontro de Davi, levando comida em abundância. Assim, conseguiu apaziguar a ira do futuro rei de Israel. A Bíblia descreve Abigail como sendo mulher de “bom entendimento”, o mesmo termo que Salomão usa no provérbio de hoje.

Sabedoria, entre outras coisas, é a capacidade de descomplicar a vida, de fazê-la simples, de evitar problemas e criar soluções. O homem que atua desse modo “será louvado”, diz o texto, referindo-se ao resultado natural de viver com sabedoria.

A maioria dos problemas que enfrentamos poderia ser evitada, especialmente no terreno dos relacionamentos. Relacionamentos problemáticos desencadeiam uma vida problemática. Existem pessoas que são problemas ambulantes. Aonde vão, sempre “encontram” problemas, ignorando que elas mesmas são as criadoras de dificuldades.

Como distinguir os assuntos da vida que precisam ser discutidos ou evitados? Como saber se vale ou não a pena “brigar” por um ponto de vista? A sabedoria é a única virtude que nos capacita a saber a diferença. A sabedoria é um dom que Deus concede aos que humildemente O procuram para seguir Seus conselhos.

Faça de hoje um dia de decisões sábias. Aprenda a renunciar, a pedir perdão ou a mudar de rumo, se for necessário, porque “segundo o seu entendimento, será louvado o homem, mas o perverso de coração será desprezado”.


Terça-feira – 10 de julho

DEPENDER DE DEUS

Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem. Sal. 60:11.

Na parábola do filho pródigo, depois de ter esbanjado tudo, o filho procura ajuda com um fazendeiro rico que o manda cuidar dos porcos. Final triste para um judeu. Os judeus não podiam sequer passar perto de um porco. A lição é que o socorro humano, por melhor que seja, é vão. É como um simples comprimido para a dor de cabeça, quando o problema é um tumor cerebral.

Isso não significa que devamos rejeitar os recursos humanos. Médicos, advogados, arquitetos e enfermeiras são necessários. Tecnologia, remédios e dinheiro são úteis. Mas devem ser vistos como instrumentos de solução e não como a solução em si.

O ser humano se decepciona por depositar sua confiança nas próprias forças e não em Deus. Acontece individual e coletivamente. Aconteceu com Israel. O povo de Israel se esqueceu de Deus nos tempos de bonança. Achava que os bons ventos nunca passariam, que a colheita sempre seria farta e o sol sempre brilharia.

Deus não discute quando a criatura se apodera da vida e vive como se o Criador não existisse. O Senhor observa em silêncio a insensatez humana. A vida se encarrega de ensinar ao ser humano que “vão é o socorro do homem”.

Quando o salmista escreveu este salmo, Israel vivia um momento desses. As coisas não andavam bem. O salmista começa dizendo: “Ó Deus, Tu nos rejeitaste e nos dispersaste; tens estado indignado; oh! Restabelece-nos.”

Deus abandona o ser humano? Nunca! É o homem que abandona a Deus. Depois, sofre, chora e se lamenta. O peso da incerteza toma conta de seu coração. Todos os seus esforços são vãos. Também, pudera. Porventura, não é pó? Não foi tomado dele e a ele voltará? Pode alguém construir um edifício sólido com pó?

O salmista aprendeu essa lição ao ver a tragédia de seu povo. Todos precisamos aprender. Às vezes com lágrimas, com gemidos, sem saber aonde ir nem o que fazer. Mas todos, mais cedo ou mais tarde, precisamos aprender a depender de Deus.

Hoje, antes de sair de casa, diga a Jesus no seu coração: “Senhor, ‘presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem’.”


Segunda-feira – 09 de julho

OLHE ALÉM DE VOCÊ

A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado. Prov. 11:25.

Nunca ninguém perde por ser bom. É verdade que vivemos num mundo de traição e ingratidão. Muitas vezes, as pessoas pagam o bem com o mal, mas o princípio bíblico continua sendo o mesmo. Mais cedo ou mais tarde, se você for generoso, receberá a recompensa de sua generosidade. Hoje, tudo pode parecer derrota. Mas, se tiver paciência, logo, logo, na volta da esquina, do outro lado da curva – porque a vida é uma estrada de muitas curvas – você verá a recompensa de sua generosidade.

De acordo com a declaração de Salomão no verso de hoje, a prosperidade é a recompensa das pessoas generosas. O substantivo “prosperidade”, no original hebraico vem do verbo dûssan, que literalmente significa “ser feito gordo”, no sentido de receber muitas bênçãos, riquezas, saúde e dinheiro. E embora todos esses benefícios sejam realidade na vida da pessoa generosa, a maior bênção está descrita na segunda parte do texto: “Quem dá a beber será dessedentado.”

Na Bíblia, sede é usada como símbolo dos anseios do coração humano. A sede da alma não se mitiga com dinheiro ou coisas materiais. Existe no íntimo do ser um profundo e incompreensível desejo de estar bem com a vida. O ser humano demora para entender que esse desejo é o anelo natural de estar em paz com Deus.

Uma pessoa egoísta acha que está no centro do Universo. Busca tudo para si. Não tem capacidade de enxergar fora do seu pequeno mundo de ambições pessoais. Essa maneira de enxergar a vida a transforma num redemoinho de traumas e complexos que não a deixam ser feliz. Todas as águas do mundo não são suficientes para acalmar a sede de seu coração.

Mas quando a pessoa pára de beber sozinha e preocupa-se em dar de beber, descobre que finalmente achou o que tanto procurava. O que você recebe é proporcional ao que você entrega.

Faça de hoje um dia de generosidade, não apenas com as coisas que possui, mas também com os seus sentimentos, porque “a alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado”.


Domingo – 08 de julho

RECONHEÇA-O

Tributai ao Senhor a glória devida ao Seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade. Sal. 29:2.

O louvor é o instrumento divino para ajudar-nos a enfrentar as tormentas da vida. Os salmos nos mostram isso. A vida de Davi era uma vida de perseguição e luta. Quantas vezes, sentiu-se abandonado e se perguntava: “Por que acontece tudo isso comigo?” Se o poeta Victor Hugo vivesse nos dias de Davi, talvez lhe responderia: “O olho do homem enxerga melhor a Deus através das lágrimas.” Quando tudo anda bem, damos por “entendido” que Deus está presente. É preciso passar por dificuldades para ver o Senhor como uma realidade.

No salmo de hoje, Davi louva a Deus pela tormenta. A tempestade, o céu escuro, os relâmpagos e os trovões, em vez de assustá-lo, levam o seu espírito a adorar. Aliás, o salmista achava motivo para adorar a Deus em tudo. No Salmo 8, ele adora por causa da Lua e das estrelas. No Salmo 19, ele adora por causa do firmamento. E aqui, no Salmo 29, porque ouve o barulho ensurdecedor do trovão.

Uma vida vitoriosa precisa ser uma vida de louvor. O louvor é a gratidão pela certeza da existência do Sol, mesmo que seja de noite ou a tormenta pareça dominar as circunstâncias.

No verso de hoje, encontramos dois imperativos: tributai e adorai. Essas palavras se complementam. Uma leva a outra.

Tributar é reconhecer a Deus como tal; e adorar é submeter-se à Sua vontade. Ele é Deus e nós somos criaturas. O salmista, num salmo curto de apenas onze versos, reconhece a Deus como Senhor dezoito vezes, e em sete ocasiões menciona a “voz do Senhor”. Sua adoração não é composta só de palavras carregadas de emoção. É a disposição de obedecer à “voz do Senhor”. E quando você está disposto a obedecer a Deus não tem porque temer diante das tormentas da vida. Jesus é o seu piloto e levará seu barco ao porto seguro.

Quais são os desafios que você tem pela frente hoje? Sente-se pequeno diante das circunstâncias? Reconheça a Deus como seu Deus. Aceite ser guiado por Ele, e você verá, mais cedo do que imagina, o sol brilhando outra vez. E não se esqueça: “Tributai ao Senhor a glória devida ao Seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.”


Sábado – 07 de julho

FONTE DE VIDA

A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência. Prov. 10:11.

Falava pouco, e dizia muito. Era o professor preferido. Quase não sorria. Sempre sério e circunspecto, movia-se com lentidão, como se estudasse cada passo que ia dar. Acho que hoje eu sublinharia cada frase dita por ele. Meu professor era uma fonte de sabedoria.

Anos depois o encontrei novamente. Estava doente. Os anos tinham quebrantado o seu corpo, mas não afetaram a sabedoria de suas palavras.

As escrever o devocional de hoje, lembro-me do meu velho professor. A boca do justo é um manancial de vida. O manancial é a fonte das águas. Será inesgotável enquanto recolher as gotas de chuva que molham a terra. Se não chover, o manancial acaba. A abundância de suas águas é conseqüência da chuva que vem de cima; portanto, se o manancial tivesse vida estaria sempre olhando para o céu, consciente de que ele é a origem de suas águas.

Figura simples, mas profunda. Deus é a fonte da verdadeira sabedoria. Se você o procurar todos os dias, a sua vida se tornará fonte inesgotável. Suas palavras serão água para o sedento que agoniza no deserto deste mundo. Você será o oásis onde peregrinos cansados se deterão para receber encorajamento, palavras de ânimo e consolo. Por onde você for, será manancial de refrigério e fortaleza.

Ao longo da vida tenho encontrado pessoas como o meu velho professor. As águas que bebi dessas fontes ajudaram-me a crescer, ensinaram-me a viver, e abriram os meus olhos para horizontes sem-fim. Foram instrumentos de Deus para mostrar-me o caminho.

Beba hoje da fonte inesgotável que é Jesus, receba Suas bênçãos para ser uma bênção por onde for na jornada deste dia. Uma palavra sua, dita na hora certa e da maneira apropriada, pode mudar o rumo de muitas vidas.

O resultado pode não ser visto hoje. Mas, um dia, quem sabe, alguém escreva acerca de você o que eu estou escrevendo do meu velho professor.

Que hoje seja um dia de vitória: “A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência.”


Sexta-feira – 06 de julho

LEVA-ME PARA A ROCHA

Desde os confins da Terra clamo por Ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim. Sal. 61:2.

Há momentos em que o ser humano sente-se longe de Deus. A vida espiritual pode estar bem. Não existe motivo aparente para sentir-se derrotado, mas a sensação de um Deus distante perturba a alma. Isso é fruto da natureza pecaminosa que o ser humano carrega, mesmo depois da conversão. Esse tipo de sentimento estará dentro dele até que chegue o dia em que finalmente possa ver cara a cara a Jesus.

O salmo de hoje apresenta uma oração feita de todo o coração. As orações devem ser assim. O formalismo é uma barreira intransponível para aproximar-se de Deus. Você deve dizer a Deus, na sua oração, o que está sentindo e não apenas o que acha que deve dizer.

Quando você ora de todo o coração, uma das primeiras coisas que reconhece é quão pequeno e finito é, e quão grande e poderoso é o Senhor. Isso cria em você o senso de dependência e não de insignificância. É um cristianismo doente aquele que leva a criatura a sentir-se distante de Deus.

Davi sentia que estava “nos confins” da Terra. Mas a criatura deseja sentir-se perto do Criador e, por isso, suplica: “Leva-me para a rocha que é alta demais para mim.”

Os padrões da vida cristã sempre estarão altos demais para o ser humano. No entanto, é justamente a obediência a esses padrões que garante a felicidade na Terra. Que situação contraditória. O salmista quer chegar perto, mas sente que a rocha é alta demais.

O que fez Deus para vir ao encontro do homem? “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós.” João 1:14. Referindo-se ao povo de Israel, Paulo afirma: “E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma Pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.” I Cor. 10:4.

A palavra “pedra”, no texto original, é petra (rocha) e não lithos (pedra). Jesus é a rocha eterna e não “é alta demais”, no sentido de inatingível. Ele Se fez homem, veio a este mundo para guiar os seus passos e ser o seu refúgio constante.

Antes de sair para a luta da vida, diga hoje no seu coração: “Desde os confins da Terra clamo por Ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim.”


Quinta-feira – 05 de julho

ANDAR EM INTEGRIDADE

Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido. Prov. 10:9.

Nossos dias são de insegurança. Há violência por todos os lados. Você sai de casa de manhã e não está seguro de voltar à noite. As empresas que prestam serviço de segurança têm crescido muito nos últimos anos. Quem não deseja proteger-se?

No verso de hoje, encontramos a receita divina para andar seguro. “Quem anda em integridade”, afirma o escritor bíblico, “anda seguro”. Integridade, em hebraico tõm, significa completo. Se as flechas envenenadas estiverem ferindo todo mundo, você estará seguro se todo o seu corpo estiver protegido no refúgio. Não pode deixar nada do lado de fora. Nem a cabeça, nem os braços, nem os pés. O refúgio é sua segurança.

Esta é a recomendação divina: Ande nos caminhos do Senhor com todo o seu ser, de forma completa, com sua mente, com seu corpo e com sua alma. Não se divida, não se desintegre. Isso pode ser fatal.

A antítese de integridade, na opinião de Salomão, é a perversão. O dicionário define a perversão como corrupção ou deterioração. Quando uma pessoa morre, seu corpo entra em deterioração. É um processo lento. Segundo a segundo. Minuto a minuto. Dia após dia, até que fica completamente apodrecido e, com o tempo, vira pó.

Esse é o futuro para quem não segue com integridade os conselhos divinos. O perigo que corremos não é o que os homens podem nos fazer. Não são as ameaças da noite ou do dia, nem os flagelos ou cataclismos da natureza. O grande perigo é ficar com um pé dentro do refúgio e com o outro fora dele.

Pretender servir a dois senhores é cruel. Nenhum ser dividido tem paz. Vive, mas está morto. Desintegrando-se. Deteriorando-se num processo lento, doloroso e irreversível.

Há esperança para quem se feriu psicológica e emocionalmente tentando viver uma vida dupla? Há sim. Quando Jesus esteve na Terra, encontrou pessoas destruídas, como a samaritana, Maria Madalena e Zaqueu, e os reconstruiu por dentro. Ele os fez de novo e os curou.

Hoje, Jesus continua disposto a fazer maravilhas. É só ir a Ele e dizer: “Aqui estou, Senhor! Toma a minha vida nas Tuas mãos.” Faça isso de todo o coração, porque “quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido”.


Quarta-feira – 04 de julho

PAZ NA TEMPESTADE

Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor está sobre as muitas águas. Sal. 29:3.

O Salmo 29, de onde tiramos o texto de hoje, era usado especificamente na Festa dos Tabernáculos que acontecia no mês de Tisri ou outubro, mais precisamente nos primeiros oito dias da festa. A Festa dos Tabernáculos era o período em que os israelitas acampavam em tendas feitas de maneira tosca, a fim de lembrar a experiência de seus antepassados quando Deus os tirou do Egito. Um dos grandes perigos dessa festa eram as tempestades que podiam chegar. Outubro era um mês de fortes chuvas. Por isso, esse salmo tem como título: “A voz do Senhor na tempestade.” A expressão “a voz do Senhor” é repetida sete vezes, e em cada uma faz-se referência a uma situação calamitosa como árvores sendo arrancadas, trovões, terremotos etc.

Quando conheci Shawn, ele vivia uma tempestade parecida. A esposa havia ido embora de casa e levara com ela as duas filhas do casal. Com indignação na voz, ele se perguntava: Por quê? Tinha perdido a vontade de viver. Sentia que havia chegado ao fim da linha.

Todos enfrentamos tempestades. Casais diante de um possível divórcio, filhos que não se entendem com os pais, colapsos financeiros, sociedades desfeitas; dívidas, depressão, enfermidades. Tempestades que, de alguma maneira, se abatem sobre os filhos de Deus, gerando medo, desânimo e desespero. O que fazer?

Só existe uma saída: ouça a voz do Senhor! Isso mesmo, ouça a voz do Senhor no meio da tempestade. Ele está com você. Se a vida tem tempestades, você tem um Deus que não vai permitir que seu barquinho afunde. O profeta Isaías ilustra isso ao dizer que, mesmo que você passe pelos rios, eles não o submergirão e o fogo não queimará e nem a chama arderá em você!

Pode ser que a meteorologia da sua vida esteja prevendo forte tempestade para hoje. Não saia de casa sem antes ouvir a voz de Deus. Essa é a única garantia que você tem de ter paz em meio à tormenta. Enfrente o dia com coragem e com a certeza da vitória, porque “ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor está sobre as muitas águas” e, principalmente, está com você hoje.


Terça-feira – 03 de julho

TEIA DE ARANHA

Estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca. Prov. 6:2.

Nunca diga algo que precise ser explicado. Palavras sábias são claras, cristalinas e verdadeiras. A mentira é como a teia de aranha. Quanto mais você tenta sair dela, mais preso fica. Quanto mais explica, mais complica.

A palavra é uma das maiores bênçãos do ser humano. É o maior e melhor instrumento de comunicação. Através dela, você pode dar a conhecer os sentimentos mais nobres ou mais baixos. Com a palavra, você constrói, desenha e descreve os quadros mais belos. Com ela, também trai, desfigura e engana.

O sábio Salomão apresenta, no verso de hoje, a palavra como instrumento de opressão. Irônico como pareça, a vítima é o próprio dono da palavra.

Outro dia, li a notícia de uma criança de dois anos, que morreu asfixiada com uma sacola de plástico. Dói-me só o fato de imaginar aquela criança querendo tirar a sacola da cabeça, desesperada, tentando respirar, enquanto o plástico penetrava cada vez mais em suas narinas. O provérbio de hoje transfere essa situação para a pessoa que fala sem pensar. Asfixia-se nas suas próprias palavras. Enreda-se, fica preso.

A pessoa que mente o faz por insegurança. Finge ser o que não é. Pinta quadros irreais, descreve situações fictícias. Esconde a verdade por medo. Na realidade, não se aceita como é.

Quando Jesus disse à samaritana: “Vai, chama teu marido”, recebeu como resposta: “Não tenho marido.” Mentira. Tinha sim. Mas Jesus criou um clima de amor e segurança para ela abrir o coração. “Bem disseste”, afirmou o Mestre. Ele olha para dentro da mulher, para o seu mundo interior cheio de sombras, inseguranças e temores. Jesus está sempre disposto a encaminhar as pessoas pela senda da verdade, porque esse é o único caminho da liberdade e paz.

A partir daquele momento, a samaritana não precisaria mais mentir. Estava livre da prisão de suas mentiras, meias verdades, ou simplesmente omissão.

Encontrar Jesus é achar segurança e liberdade. A vida torna-se cristalina e as palavras transparentes. Lembre-se do conselho do sábio: “Estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.”


Segunda-feira – 02 de julho

SEDE DE DEUS

Ó Deus, Tu és o meu Deus forte; eu Te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de Ti, meu corpo Te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Sal. 63:1.

Este salmo foi escrito por Davi, enquanto atravessava o deserto de Judá, perseguido por seu próprio filho Absalão e traído por Aitofel, um dos seus conselheiros mais próximos.

O salmista estava ferido e triste. Mas, em meio à tristeza, ele faz uma declaração extraordinária de fé: “Ó Deus, Tu és o meu Deus forte.” A expressão “meu Deus” denota a profunda experiência espiritual de alguém que, em certo momento, largou o braço poderoso de Deus e conheceu as profundezas do pecado. Mas levantou-se e fez de sua comunhão com o Senhor algo pessoal.

Davi não se contentava em saber que existia um Deus. Ele queria que esse Deus fosse seu. Spurgeon dizia: “Podem anjos entoar canção mais doce que esta?” Acredito que não. Não pode haver sentimento mais sublime do que a paz que se apodera do coração de quem fez de Deus o “seu Deus”.

O verso de hoje mostra como o salmista chegou a ter essa experiência. “Eu Te busco ansiosamente.” Na linguagem original, diz: “Eu Te busco de manhã.” É assim que aparece em outras versões da Bíblia. Se juntarmos as duas expressões, teremos encontrado o segredo de Davi: “Buscar a Deus, de manhã, com ansiedade.” Isso não é fácil, porque o ser humano prefere a ação em lugar da devoção.

Quando você sai correndo, de manhã, para cumprir seus deveres diários, sem ter passado tempo com Deus, pode ser que as coisas saiam como planejadas. Mas haverá num cantinho do coração a sensação de que algo está errado. É a inconsciente saudade de Deus, a instintiva necessidade da alma.

Enquanto andava pelo deserto de Judá, o salmista contemplava a terra sem vida, árida, exausta. A falta da água tornava aquele lugar terra de chacais, cobras e escorpiões; terra de morte, ávida por uma gota de água. Aquele quadro deprimente impressionou-lhe o coração, e Ele diz: “A minha alma tem sede de Ti.”

Jesus é a fonte de água que satisfaz a sede do coração. Quem beber dEle, nunca mais sentirá o vazio da alma. Por isso, diga hoje como Davi: “Ó Deus, Tu és o meu Deus forte; eu Te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de Ti.”


Domingo – 01 de julho

NÃO GUARDE ÓDIO NO CORAÇÃO

O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões. Prov. 10:12.

O ódio não é apenas o desejo violento de querer que o outro morra. O ódio tem muitas formas. Murmuração, fofocas, conclusões erradas, mentiras caluniosas, relatos falsos que mancham a reputação, são roupagens que veste o ódio.

Salomão, no verso de hoje, diz que “o ódio excita contendas”. Faz mais. Abre feridas, quebra relacionamentos. Constrói muros, destrói amizades, paralisa, desmotiva e mata.

O ódio tem suas raízes na mágoa não curada, na incapacidade de perdoar, no ressentimento guardado. O pior de tudo é que não faz tanto mal ao odiado como à pessoa que odeia. Seu coração é um depósito de veneno. Antes de jorrar para fora, a substância letal corrói o próprio depósito.

Nenhuma pessoa sensata guardaria ódio em seu coração porque estaria cometendo suicídio. Não tem sentido. É loucura. Irracionalidade. Existe um caminho melhor para curar as feridas. É o caminho do amor. “O amor cobre todas as transgressões”, declara o verso de hoje.

Cobrir, do hebraico kasah, tem que ver com apagar o fogo até extingui-lo. Se você tentasse apagar um incêndio usaria água ou gasolina? O amor é água. O ódio, gasolina. “Acertar as contas”, levado pelo ódio, coloca você em desvantagem.

Como amar se alguém o feriu? Como ver o inimigo impune, sem que receba “o que merece”? É justo alguém não pagar pelo mal que fez?

Em toda vingança há duas vítimas. Por isso, é autodestrutiva. Deus ensina que esse não é o caminho que conduz à felicidade.

Algumas pessoas vieram angustiadas me procurar depois de se vingar. “Deveria estar feliz”, dizem arrependidas, “mas, não estou. Antes, pelo menos tinha a motivação de destruí-lo. Agora que consegui o que queria, me sinto vazia e acabada.”

Hoje, como todo novo dia, é uma nova oportunidade para avaliar e reavaliar. Para onde estou indo? O que estou fazendo com a vida? Quais são as minhas motivações? Como isto tudo afeta as pessoas que amo?

Antes de sair para enfrentar os desafios, lembre-se: “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.”


JULHO 2018


Sábado – 30 de junho

DEUS O FARÁ

Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Sal. 37:5.

O relógio digital do aeroporto da Sibéria indicava 29 graus negativos. Era um frio de doer. O que me fazia tremer, porém, não era a madrugada gelada daquele lugar, mas a possibilidade de perder o vôo. Alguma vez o avião já o deixou por uma questão de minutos? É muito desagradável, ainda mais no meu caso. Estava febril, e os sintomas da gripe evidenciavam um corpo cansado, depois de uma semana intensa de trabalho. O que mais queria naquele momento era voltar para casa, mas tudo dava errado. A possibilidade de perder o vôo era cada vez mais real. Isso me deixava nervoso e fazia sentir-me mais enfermo.

De repente, veio à minha mente o salmo de hoje: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará.” Como bálsamo que traz alívio, as palavras do salmista trouxeram ao meu coração ansioso a paz que precisava. Percebi que estava me afogando num copo d’água. Aquilo era problema? Permanecer, na pior das hipóteses, mais 24 horas, numa cidade que, embora castigada pelo clima, é o lar de milhões de seres humanos maravilhosos, era motivo para sentir-me deprimido? Mas a vida é assim. Perdemos a paciência com facilidade. Complicamos as coisas. Superestimamos as dificuldades. Nós nos destruímos desnecessariamente.

Pense nas lutas que você deve enfrentar hoje. Mas não pense sozinho. Experimente confiar em Deus. Depois, pense com calma. Não deixe seus sentimentos negativos ofuscarem o raciocínio. Agora, responda: Essa dificuldade que você está enfrentando é motivo para sentir-se tão mal, a ponto de magoar as pessoas à sua volta? Por que não levantar os olhos e entregar o seu caminho ao Senhor?

O salmo diz: “Ele fará.” Isto não significa necessariamente que você ficará de braços cruzados. Deus o fará colocando paz em seu coração e dando-lhe a capacidade de ver o problema por outro prisma. Então, talvez você perceba que o problema não é tão grande. E se for? Bom, Deus é Deus. Soberano e eterno. Todo-poderoso. Não conhece impossíveis. Se Ele foi capaz de abrir o Mar Vermelho, não pode também abrir o mar de dificuldades na sua frente? Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará.”


Sexta-feira – 29 de junho

MALDADE OU DIVERSÃO?

Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio. Prov. 10:23.

Quatro jovens de classe média alta voltavam de uma festa quando viram um homem dormindo num ponto de ônibus. Um deles teve uma idéia, e os outros concordaram. Jogaram três litros de álcool e atearam fogo em cima da vítima. O homem virou uma tocha humana, enquanto os jovens fugiam rindo às gargalhadas.

O quadro descrito não é uma história criada para fazer um filme de terror. Aconteceu na capital de um grande país. Os advogados dos jovens presos alegaram que os seus clientes não queriam cometer um crime, “só queriam se divertir”.

Quase vinte e três séculos atrás, Salomão descreveu esse tipo de pessoas. Só faltou colocar o nome delas. Existe gente que só quer “se divertir”, mas que vai deixando um rastro de dor, sangue e sofrimento em pessoas inocentes.

Começa com coisas consideradas inocentes; como colocar uma barata no bolso de uma menina ou jogar um colega com roupa na piscina. Atitudes “de crianças” que são até festejadas. Mais tarde, serão paredes pichadas e monumentos públicos depredados. Depois, corridas de veículos “envenenados” nas ruas da cidade, e finalmente assassinatos e outros delitos maiores. Tudo em nome da diversão. Às vezes, são os pais os primeiros defensores das “brincadeiras” dos filhos.

Que tipo de pessoa é você? Que tipo de filhos você cria? Que classe de educação você fornece? Justifica os erros? Tenta “explicar” os deslizes? A paternidade é um dom do qual, um dia, o ser humano, terá que prestar conta.

Quando o fundamento é Cristo, valores espirituais são parte da educação. Não apenas valores morais. Geralmente, a pessoa é moral para os outros. Mas é espiritual para Deus, que tudo vê. É possível ter valores morais e não espirituais. Mas é impossível ser espiritual e não ter valores morais.

Reflita hoje sobre suas atitudes como ser humano, como pai, como educador, e não comece as atividades deste dia sem lembrar que “para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio”.


Quinta-feira – 28 de junho

A VERDADEIRA RIQUEZA

Tu visitas a terra e a regas; Tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões. Sal. 65:9.

A sensibilidade do poeta encontra beleza onde as pessoas comuns vêem simplesmente fatos. No verso de hoje, o salmista enxerga Deus como um jardineiro amoroso e preocupado com o Seu jardim. “Tu visitas a terra e a regas”, descreve o poeta.

Se você levar em conta que a maior parte das terras bíblicas era deserta, entenderá mais ainda o cuidado maravilhoso do Criador com Sua criação.

Deus não criou desertos. Criou vida, vegetação, animais; enfim, um mundo dinâmico que explodia numa festa de cores e música. Foi a entrada do pecado que trouxe a morte, os desertos e a seca.

No verso de hoje, Davi retrata a Deus enriquecendo a Terra copiosamente. Assim são as coisas com Deus. Ele gosta de abundância, “prepara o cereal” para que o povo tenha o alimento na hora certa.

Para cumprir Seus propósitos Deus usa a chuva. “Os ribeiros de Deus são abundantes de água”, escreve o salmista. Esses ribeiros estão cheios, mas são apenas ribeiros. Não são rios enormes como o Amazonas ou o Nilo. O rio Jordão não passa de um ribeiro. Mas é um ribeiro constante. Não pára de irrigar a terra e trazer vida.

Uma vida sem Cristo é como um deserto. Outro dia, conversei com uma pessoa que me disse: “Minha vida é um deserto. Não tenho emprego, nem amigos, nem família, e agora já nem saúde.”

Esse homem me falava da dor que sentia ao ver os amigos da juventude prósperos e felizes. “O que fiz de errado?”, perguntava ansiosamente.

Quando lhe falei de Jesus, mostrou indiferença. Nunca prestou atenção às coisas espirituais. Para ele, ser honesto e respeitar as pessoas era a melhor religião, e isso era suficiente.

Mas a realidade estava dizendo o contrário. Sua vida não estava “enriquecida copiosamente”. Sentia-se árido, seco, improdutivo.

Antes de iniciar suas atividades hoje, diga como Davi: “Tu visitas a terra e a regas; Tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões.”


Quarta-feira – 27 de junho

SEJA DISCRETO

Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição. Prov. 11:22.

O provérbio de hoje não se refere exclusivamente à mulher. O tema do texto é a falta de discrição no ser humano. A palavra original para discrição é tã’am, que significa sabor. O homem ou a mulher sem discrição é como a sopa sem sabor. Ninguém a quer e, se alguém a aceita, é só por necessidade. Apenas a suporta.

A figura que Salomão usa é pitoresca. Feche os olhos e imagine uma porca tentando ser bonita, com uma jóia de ouro no focinho. Continua sendo porca. O seu problema não é a falta ou a sobra deste ou daquele adorno. O seu problema é ser porca.

Quando eu era pequeno, ouvia meu pai dizer: “Quem nasceu para ser porco será sempre porco.” Esta é uma verdade natural. A ciência não inventou nem descobriu alguma maneira de fazer com que o porco deixe de ser porco. Mas no reino de Deus existe algo que a ciência não pode explicar: os milagres.

A Bíblia fala do milagre da conversão como a mais marcante das realidades. Se existe algo que o porco não pode ter é discrição e bom senso – virtudes que tornam uma pessoa atrativa. Mas a Bíblia afirma que qualquer ser humano que se aproxima de Jesus e O busca diariamente recebe dEle sabedoria.

Conheci pessoas de personalidade horrível. Ninguém as aceitava, não tinham amigos e, embora prósperos financeiramente, eram vazios e solitários. Um dia, essas pessoas se encontraram com Jesus, O aceitaram como seu Salvador, e aconteceu algo que ninguém pode explicar. Parecia uma metamorfose, um processo de transformação inacreditável.

O apóstolo João é um deles. Ele chegou a Jesus como o filho do trovão, e no convívio com o Mestre se transformou no discípulo do amor.

Está você feliz com o seu jeito de ser? Acha que existe algo que deve mudar? Vá a Jesus, permaneça com Ele, procure-O todos os dias e se surpreenderá com a transformação que acontecerá em sua vida. Sem Jesus, a pessoa formosa será “como jóia de ouro em focinho de porco”.


Terça-feira – 26 de junho

POR AMOR DO SEU NOME

Porque Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás. Sal. 31:3.

Este é um salmo de aparentes contradições. O salmista afirma que o Senhor é a sua “rocha”, a sua “fortaleza”. Mas, no verso 10, lamenta: “Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos.” Que tipo de rocha e fortaleza é essa, que não pode tirá-lo da tristeza e dos gemidos?

Este salmo é um retrato da realidade humana. É a luta entre a fé e os sentimentos. De um lado, a confiança e a certeza. Do outro, a dúvida e a ansiedade. “Eu sei que Deus vai me proteger, mas será que isso vai acontecer?” Esse é o freqüente drama do cristão.

O verso de hoje traz a certeza de que Deus agirá. O salmista enfatiza: “Por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.” Aqui está envolvida a teologia do conflito cósmico e a razão do sofrimento humano.

Por que o inimigo traz dor, lágrimas e tragédias aos filhos de Deus? Ele deseja que a criatura pense que o sofrimento é causado por Deus e se revolte contra o Criador. Foi isso que Satanás disse a Deus com relação a Jó: “Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra Ti na Tua face.” Jó 2:5. Depois, o relato afirma: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça.” Jó 2:7.

Quem é que traz sofrimento ao ser humano? Satanás. Mas ele quer que você pense que é Deus quem o faz sofrer. Diante dessa realidade, Davi ora: “Por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.”

Quando você sofre, está em jogo o nome de Deus, Seu caráter e Sua soberania. O inimigo faz com que você feche os ouvidos aos conselhos divinos e acabe se machucando. Imediatamente, ele coloca na sua mente a idéia de que Deus é injusto, que não Se lembra de você ou que o abandonou. É nessa hora que Deus será sua rocha e sua fortaleza. Ele estenderá a mão para você por duas razões. Porque o ama e quer vê-lo feliz, mas também porque o Seu nome está em jogo. Cada vez que você sofre, os anjos do Universo estão ansiosos para ver como você reage. Com a sua maneira de reagir, estará enaltecendo a misericórdia divina ou denegrindo o caráter do Criador.

Por isso, hoje, descanse nas promessas de Jesus. “Porque Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.”


Segunda-feira – 25 de junho

AS VIRTUDES DOS OUTROS

Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Prov. 5:18.

Todo ser humano é um manancial de onde brota água limpa. Você precisa partir dessa hipótese se deseja ser feliz nos seus relacionamentos.

Por trás de qualquer divórcio, com freqüência, encontra-se uma lista infindável de queixas e lamúrias. Quase sempre, a pessoa que relata a história é a vítima e a outra parte, a culpada. Mas a experiência prova que não existe um só culpado. Pode ser que um seja mais e o outro menos culpado, mas ambos têm participação.

O provérbio de hoje fala especificamente do relacionamento matrimonial, embora o princípio possa ser aplicável a qualquer tipo de relacionamento: profissional, social ou familiar.

O princípio é: Veja a outra pessoa como se ela fosse um manancial. Espere dela sempre água pura, embora vez por outra apareça um pedregulho ou uma folha seca. Feche os olhos para os defeitos e destaque as virtudes. As pessoas geralmente são o que as outras esperam que sejam.

Cuide do manancial. A tragédia da humanidade hoje é que vive contaminando as fontes das águas. Um manancial descuidado, em pouco tempo, fornecerá água contaminada. Existem pessoas que deixaram de ser mananciais e tornaram-se poços de água amarga porque alguém atirou lixo e esgoto em suas águas limpas.

De alguma maneira, você é um líder. Tente tirar o melhor de cada ser humano. Todos têm valores e virtudes inexploradas. Seja como o mineiro. Cave fundo, mas com cuidado, porque existe o risco de que a mina desabe.

Enxergue as virtudes e enalteça-as. Corrija os defeitos com amor. Se você pedir a Deus que o ajude a agir dessa forma, a pessoa mais beneficiada será você mesmo, porque o texto diz que o manancial trará alegrias para você.

Faça de hoje um dia de busca de valores. Olhe as pessoas, não como são hoje, mas como o que podem chegar a ser se você souber encorajá-las, desafiá-las e ajudá-las.

Não comece a desenvolver as suas atividades sem passar um tempo com Deus e sem pedir que Ele o ajude a ver as pessoas como Ele vê você. “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.”


Domingo – 24 de junho

AS REGRAS DA VIDA

Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na Terra as nações. Sal. 67:4.

Prosperidade, quem não a quer? As pessoas fazem de tudo para encontrá-la. O ser humano percorre todos os caminhos para achá-la. No salmo de hoje, nos deparamos com um povo próspero e feliz, que se alegra e exalta o nome de Deus pelas bênçãos recebidas.

Por que o Senhor concedeu àquele povo o que todos procuram e não acham? A resposta é: Aquele povo aceitou a Deus como juiz e como guia.

Imagine o futebol sem regras e sem juiz. As pessoas entram no campo para disputar uma bola. Não há regras, trave, tempo, impedimento, falta, nem chute direto. O jogo começaria, mas nunca acabaria. À medida que o tempo passasse, os jogadores ficariam cansados, iriam saindo um a um, mas quem ganharia o jogo? Aonde chegaríamos? Que sentido teria tudo aquilo?

A vida é mais séria do que um jogo; no entanto, tem gente querendo entrar nela sem regras e sem juiz. Corre de um lado para outro, trabalha, luta, se esforça, acorda de manhã, dorme à noite. E, à medida que o tempo passa, um a um vai saindo do cenário. Podem até ter feito uma “jogada extraordinária”, mas que sentido teve tudo aquilo?

O salmo de hoje apresenta um povo feliz porque aceitou as regras da vida e aceitou também o juiz. Não existe outro modo de ser feliz.

Não é fácil ser guiado. O ser humano natural quer encontrar “seu próprio” caminho, viver do jeito que bem entende, sem dar satisfação a ninguém. Confunde as coisas, chama isso de liberdade, fere-se, frustra-se e, quando percebe que tomou o caminho errado, já é tarde. A Palavra de Deus contém as regras da vida. Ignorá-las é insensatez. Negá-las é loucura.

Medite hoje nas suas atitudes com relação a Jesus. Faça dEle o centro de sua experiência. Com Jesus no coração, não tema as circunstâncias adversas que a vida pode trazer. “Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na Terra as nações.”


Sábado – 23 de junho

O QUE É SEU VALE MAIS

Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Prov. 5:15.

Desejar o que pertence ao vizinho é próprio da natureza humana. Se algum dia você se surpreender desejando algo alheio, não se assuste. Isso é prova de que você é apenas um ser humano.

O problema começa quando você permite que esse desejo faça ninho em sua cabeça e tome conta do seu coração. Existem pessoas que podem cair até no perigoso terreno da obsessão.

A ambição é saudável, desde que seja o anelo de alcançar um alvo na vida. Uma pessoa sem ambição entra no terreno da mediocridade e mergulha de cabeça no fracasso. Empoeirada e enferrujada, envelhece sem ter chegado a lugar nenhum, após ter dado voltas e mais voltas em torno dos seus lamentos e queixumes.

Quando a ambição se transforma no desequilibrado desejo de querer tudo para si, você está diante de uma doença que traz frustração e amargura. Ninguém precisa lutar contra os outros. Não faça da vida uma competição contra rivais que só existem em sua mente. O mundo é vasto e existe um universo de oportunidades para todos. Cada um pode realizar seus sonhos, sem atrapalhar os sonhos alheios. Permita-se ser feliz com a vitória dos outros.

A cobiça é uma doença da alma. O remédio não está apenas nas mãos de um psicólogo, porque não é só uma alteração da mente. É uma ferida do espírito que precisa do médico divino.

O livro de Provérbios é uma coleção de conselhos dados por Deus para uma vida plena e saudável. O Senhor não está preocupado somente com o seu corpo, mas com todas as áreas de sua vida. E Ele sabe que, quando a criatura é dominada pelo vírus da cobiça, não pode ser feliz. A vida transforma-se na permanente dor de achar que o que os outros possuem é melhor. Deixa de observar e desfrutar as coisas belas da vida para concentrar-se em admirar as consecuções de todo mundo, menos as bênçãos que recebeu de Deus.

Jesus quer que você seja feliz. Quer curar as feridas ocultas do coração, que ninguém vê e conhece, mas que sangram, incapacitando-o de ser uma pessoa realizada e próspera. Por isso, Jesus lhe diz hoje: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.”


Sexta-feira – 22 de junho

EM TUA PRESENÇA

No recôndito da Tua presença, Tu os esconderás das tramas dos homens, num esconderijo os ocultarás da contenda de línguas. Sal. 31:20.

Patous de Arriba é um pequeno e antiqüíssimo povoado nas montanhas do norte de Madri. Dizem que se alguém deseja se isolar do mundo e ao mesmo tempo estar perto de uma grande cidade, aquele é o lugar perfeito. Inclusive, existe a lenda de um rei que se escondeu naquela região durante a invasão peninsular dos árabes e romanos, e há quem afirme que aquele povoado nunca ficou sabendo que houve uma guerra civil na Espanha.

O famoso cozinheiro francês François Fournier chegou um dia àquele povoado escondido às margens do rio Jarama e montou um primoroso hotel-restaurante de apenas sete quartos, decorado com antigüidades e obras de arte. O hotel chama-se: “O Tempo Perdido.”

Afirmam que, se você deseja se hospedar ali, é preciso fazer a reserva com meses de antecedência. É um lugar muito procurado por pessoas ricas que, desejosas de fugir dos problemas, se escondem naquele lugar aprazível.

O salmo de hoje nos fala de um lugar melhor aonde fugir dos embates da vida, que não é caro como “O Tempo Perdido”. Não precisa fazer reserva porque sempre há lugar para mais um. É a presença de Deus.

Há dois motivos pelos quais o salmista afirma que os filhos de Deus precisam se esconder “das tramas dos homens, … da contenda de línguas”. O texto nos dá a entender que o Filho de Deus é perseguido e atacado covarde e dissimuladamente.

Os inimigos não mostram o rosto. Não se identificam. “Tramam” às escondidas. Algumas versões dizem “conspiram”, “maquinam”. Você pensa que tudo está bem e, no entanto, eles estão preparando a arapuca sem você perceber. E qual é a arma? A palavra. Usam a língua, denigrem, caluniam e difamam.

O salmista afirma que o esconderijo para os filhos de Deus é o “recôndito da Tua presença”. O mais íntimo de seu ser, seu próprio coração. Você pode correr para os braços de Deus, como uma criança corre para os braços de seu pai, e esconder-se no Seu coração.

Como se faz isso? Orando. Aí onde você está. Se neste momento você abrir o seu coração, pode estar seguro de que Ele “no recôndito da Sua presença, te esconderá das tramas dos homens, num esconderijo te ocultará da contenda de línguas”.


Quinta-feira – 21 de junho

REVENDO OS PASSOS

Não declines nem para direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal. Prov. 4:27.

A palavra “mal”, no original hebraico, é beliya’al. Significa destruição. O conselho divino de hoje é: “Retira o teu pé do mal.”

Embora o ser humano de nossos dias tenha diante de si uma infinidade de caminhos, do ponto de vista bíblico só existem dois: o bem e o mal, a felicidade e a destruição, a vida e a morte. Rejeitar um implica, de maneira natural, aceitar o outro. Ninguém pode permanecer na neutralidade.

O provérbio de hoje é o clímax do capítulo quatro, que apresenta os benefícios de viver com sabedoria. A sabedoria provê vida (verso 3), proteção (verso 6), prosperidade (verso 8), vida longa (verso 10) e evita tropeços (verso 12).

Viver com sabedoria é andar no caminho que conduz à felicidade. Todos os seres humanos desejam ser felizes. Por que muitos chegam ao fim da jornada e descobrem que desperdiçaram a vida tentando ser felizes? Para ser feliz não basta desejar, é preciso achar o caminho. Este não pode ser estabelecido pela criatura, finita e limitada por sua própria humanidade. A fonte de informação precisa ser absoluta, concreta e ilimitada. Essa Fonte é Jesus.

Quando Ele esteve na terra, Tomé Lhe perguntou: “Como saber o caminho?” E Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.” João 14:5 e 6.

Andar no caminho é andar com Jesus. Todos os dias, a toda hora, sempre. Não olhar nem para a esquerda nem para a direita significa não soltar Seu braço poderoso, não se afastar dEle, não perdê-Lo de vista e tê-Lo presente nas diferentes atividades da vida.

Viver de outro modo é caminhar rumo à autodestruição. Este é um caminho sedutor, imperceptível e dissimulado. Viver sem Cristo é entrar no mundo de sombras, confusão, tristeza e desespero.

Hoje é um dia para rever os passos. Para onde estou indo? O que motiva as minhas ações? Quais são as intenções íntimas por trás das palavras socialmente aceitáveis que meus lábios pronunciam? Preciso retirar o meu pé do mal?

Encare sem temor os desafios deste novo dia, com a certeza de que sua vida e seus projetos estão nas mãos de Deus. E lembre-se: “Não declines nem para direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.”


Quarta-feira – 20 de junho

PROMESSA DE PROSPERIDADE

Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril. Sal. 68:6.

O salmista apresenta a rebeldia como a causa do fracasso e da improdutividade. Este salmo é o reflexo da experiência de Israel. Aquele povo conhecia a palavra de Deus e, no entanto, às vezes vivia como se Deus não existisse. Essa atitude é chamada de rebeldia. O significado do original hebraico, marah, aponta para o ato de desafiar a Deus. O profeta Isaías descreve da seguinte maneira a conseqüência triste da desobediência: “Porque Jerusalém está arruinada, e Judá, caída; porquanto a sua língua e as suas obras são contra o Senhor, para desafiarem a Sua gloriosa presença.” Isa. 3:8.

É trágica a conseqüência na vida de quem não leva em conta os conselhos divinos. Os israelitas acabaram espalhados por terras estranhas. A solidão, o cativeiro e o fracasso foram parte de sua história.

Existe esperança para aquele que perde tudo na vida por viver teimosamente? Há solução para uma vida desterrada e solitária? No verso de hoje, Davi descreve o sofrimento dos rebeldes e apresenta a promessa de restauração para aqueles que procuram o Senhor.

“Ele fará que o solitário more em família…” Essa não é uma referência para os solteiros. É uma promessa para os exilados. Eles tinham sido arrancados de suas famílias. Naqueles tempos, sem os meios de transporte e comunicação que hoje existem, a esperança de ver de novo os seres amados era mínima.

Essa promessa era um bálsamo curador na ferida daquelas pessoas, e continua sendo hoje para aqueles que, por desviar-se dos caminhos de Deus, perderam o amor e o respeito de pessoas amadas.

Volte os olhos a Deus e aos Seus ensinamentos. Aplique os princípios de vida à sua experiência. Experimente andar nos caminhos de Deus. Sonhos sem Deus geralmente acabam em pesadelos. Planos, sem Ele, conduzem a uma terra de lágrima, dor e cativeiro.

Não comece as atividades de hoje sem entregar seus caminhos e planos a Deus. E lembre-se: “Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.”


Terça-feira – 19 de junho

O RESULTADO DA SOBERBA

Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria. Prov. 11:2.

O primeiro balanço da empresa foi extraordinário. O sol parecia brilhar na vida de Júlio César. Tinha reunido dinheiro emprestado. Vários amigos lhe estenderam a mão só para ajudá-lo. Não acreditavam que o empreendimento daria certo. Mas deu. Em poucos meses, as portas se abriram e as oportunidades apareceram. De repente, Júlio César percebeu que estava rico, e aí começaram seus verdadeiros problemas.

Magoou amigos, brigou com as pessoas que lhe emprestaram o dinheiro, humilhou, ofendeu e maltratou gente inocente. Ninguém o conhecia mais. Houve uma mudança completa na sua maneira de ser. Orgulhoso, prepotente e vaidoso, achava-se o rei do mundo e esqueceu que um dia fora uma pessoa simples, pobre e humilde.

A situação financeira que o Brasil viveu durante os anos de inflação o ajudou a enriquecer. Subitamente, porém, o quadro econômico do país mudou. E, com dor, ele teve que aceitar que nunca fora um grande empresário. Fora apenas um jogador que sabia aplicar o capital.

Ficou pobre. Tão rápido como cresceu, caiu. Revoltou-se contra Deus, contra o governo, contra a sociedade e a família. Fugia dos credores e escondia-se dos amigos. Achava que eles iriam rir de sua situação.

A vida de pobreza e limitações não era mais para ele. Acostumara-se a viver esbanjando dinheiro. Por isso, não foi difícil encaminhar-se pelas sendas da desonestidade. Lamentavelmente, ele foi preso e condenado.

Quanta sabedoria há nas pessoas que se conservam humildes, ainda que a vida as conduza às montanhas mais altas da terra! Quanta tolice deixar-se marejar pelos triunfos e vitórias. Achar-se um semideus, indestrutível e eterno. Esquecer que o homem é apenas criatura – transitória, passageira e mortal.

Saia hoje de casa para cumprir as suas atividades diárias, mas vá com humildade, lembrando-se de que “em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria”. Prov. 11:2.”


Segunda-feira – 18 de junho

RECOMPENSA PARA O JUSTO

Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na Terra. Sal. 58:11.

Há uma pergunta que tem perturbado a humanidade: “Por que… Te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” Hab. 1:13. Parece que o profeta Habacuque sintetizou em poucas palavras o clamor de muita gente diante das aparentes injustiças desta vida.

Se você for honesto, é provável que seu futuro seja pobreza, limitações e até prisão. Mas você observa à sua volta pessoas sem escrúpulos que crescem, progridem e conseguem o que desejam. A cultura de injustiça que reina neste mundo, às vezes, leva as pessoas a questionarem se vale a pena ser honesto, pontual, puro, verdadeiro, abnegado.

O tema central do Salmo 58 é o abuso do poder judicial. Alguns estudiosos acham que este salmo foi escrito por Davi quando deixou de ser rei, misturou-se ao povo e percebeu a administração errada da justiça em Israel. Isto revoltou seu espírito. Pessoas que haviam sido colocadas em lugares estratégicos, para fazer justiça ao povo, estavam promovendo a opressão, vendendo consciências e deixando que a corrupção se apoderasse da corte. Era insuportável.

Não existe frustração maior que apelar a um juiz por justiça e, diante de todas as provas em favor de sua inocência, ser declarado culpado. Ou ver que um homem público se apodera de uma grande fortuna e aproveita a sua posição para ser declarado inocente.

Davi começa o salmo de hoje perguntando: “Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?”

Todo o salmo está cheio de indignação. Mas, no verso de hoje, o salmista expressa a certeza de que finalmente Deus operará dando a recompensa ao justo.

Esta não é uma justiça que acontecerá na vida eterna ou quando Jesus voltar. É uma promessa para este tempo; Deus é um Deus justo e vigilante. Não existe nada oculto aos Seus olhos. Quando Ele não intervém, é simplesmente porque está aguardando o momento mais oportuno para recompensá-lo.

Guarde esta promessa em seu coração. Não permita que a decepção se apodere de você nem que o veneno da revolta destrua a sua alma. Mais breve do que imagina “se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na Terra”.


Domingo – 17 de junho

O PREÇO DA LOUCURA

Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si a ignomínia. Prov. 3:35.

O texto de hoje diz literalmente: “Os sábios brilharão.” A palavra hebraica é ti’parah, que significa receber uma coroa brilhante. A pessoa que recebe o ti’parah recebe uma distinção especial que o diferencia das pessoas comuns. Deus promete isso para os sábios.

Sábio, no sentido bíblico, não é a pessoa que possui muito conhecimento, mas que sabe usar o conhecimento para administrar a vida. A Bíblia está cheia de conselhos que abrangem todas as áreas. A pessoa que dá ouvidos a esses conselhos é uma pessoa sábia. Ela se destacará nitidamente entre a multidão.

O lado oposto da sabedoria é necedade. No verso de hoje, Salomão se refere a ela como loucura. Só uma pessoa sem equilíbrio, sem amor pela vida, rejeita os conselhos divinos. Com esta atitude, infelizmente, “tomam sobre si a ignomínia”. O sinônimo de ignomínia é “vergonha”.

O caminho da vergonha é ilógico. As pessoas desprezam os conselhos de Deus, achando que são antiquados e obsoletos. Acreditam que descobriram um caminho melhor, seguem os seus instintos e inclinações, racionalizam os conceitos divinos, humanizam os princípios estabelecidos por Deus. Tudo isso, em nome da felicidade e da liberdade. No entanto, o fim é ignomínia e vergonha.

Que ironia! Queriam brilhar e são estrelas sem luz. Ansiavam aparecer e andam ocultos na poeira dos seus próprios erros. Ambicionavam deslumbrar e envelheceram apagados pela vergonha que seu espírito de independência lhes trouxe.

Outro contraste entre loucos e sábios é que os últimos “herdam” honra, enquanto os primeiros “tomam sobre si a vergonha”. Para herdar, você não precisa fazer nada. A herança é o fruto do amor. Os sábios não esperam nada e, no entanto, recebem tudo. Os loucos lutam para conseguir tudo e só encontram ignomínia.

Aprenda a ser sábio. Esse aprendizado leva tempo. É um processo muitas vezes demorado e doloroso. Mas vale a pena.

Não saia hoje para enfrentar os desafios da vida sem a certeza de que Jesus está no controle de sua vida. Porque: “Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si a ignomínia.”


Sábado – 16 de junho

SALVA-ME, Ó DEUS

Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma. Sal. 69:1.

O salmo de hoje é o segundo mais citado pelos escritores do Novo Testamento. João, Lucas, Mateus, Marcos e o apóstolo Paulo usaram várias referências deste maravilhoso poema.

O salmista está em dificuldades. Isso não é novidade. Os problemas sempre o acompanham, ainda na velhice. Estavam presentes, tentando destruir-lhe a fé e a confiança em Deus.

Desta vez, o espírito de Davi estava terrivelmente conturbado. Suas emoções estavam afetadas. O estresse tinha tomado conta de todo o seu ser.

“As águas me sobem até à alma.” Ele clama em busca de ajuda, e o socorro divino aparece. Este salmo vai além do livramento do salmista. Refere-se também ao livramento de Sião em um tempo de crise. Na realidade, os sofrimentos pessoais do salmista são uma espécie de maquete dos sofrimentos coletivos da nação.

Parece que a dor emocional de Davi era causada por uma falsa acusação levantada contra ele. “São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão, me odeiam; … os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso, tenho de restituir o que não furtei.” Verso 4. Quem eram esses inimigos? Pouco importa. O que interessa é saber que, na hora da angústia, o salmista sabia onde procurar socorro.

Os problemas da vida são como águas turvas e ameaçadoras. Por vezes, chegam a ser tão torrenciais que a pessoa perde até a vontade de continuar vivendo. O salmo anterior fala de triunfo de vitória, e este tem como tema central os perigos e as dificuldades. Quão próximos estão a vitória da derrota, a alegria da tristeza e a vida da morte.

O fato de que tudo está bem com você hoje, não é garantia de que amanhã continuará desse jeito. Por isso, é necessário aprender a cada minuto a depender de Deus. Assim, quando as águas turbulentas chegarem “até à alma”, saberemos lançar mão dos recursos invisíveis da fé e da confiança em Deus.

Quão triste ou quão alegre está você hoje? Pouco importa. Nesta vida sempre haverá sol e chuva, primavera e inverno. Mas se você tem certeza de que sua vida está nas mãos do Senhor, saberá dizer: “Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.”


Sexta-feira – 15 de junho

BEM OU MAL

Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal,este lhe sobrevirá. Prov. 11:27.

Quando eu era adolescente, gostava de contemplar as águas correntes do rio. O Rio Rimac, que desce das montanhas geladas do Peru e desemboca no Oceano Pacífico, passa próximo do colégio onde eu estudava. Rimac significa “Rio Falador”. O nome era perfeito. É um rio barulhento, especialmente na época das chuvas, que arrasta muitas pedras. Eu gostava daquele barulho. Assim, ninguém podia me ouvir quando lia poesias em voz alta, tentando aperfeiçoar a minha dicção.

Certo dia, retornando do rio, descobri no galho de um velho “sauce”, um ninho de vespas. Subitamente veio à minha mente a idéia de derrubar o ninho. O texto de hoje afirma: “Quem procura o bem alcança favor.” Aqui, eu aprendi que quem corre atrás do mal também o alcança. Derrubar aquele ninho de vespas, evidentemente, não era nenhum bem. Por inocente que parecesse a minha brincadeira, estava correndo atrás do mal.

Não foi fácil conseguir o meu objetivo. À medida que os dias passavam, o propósito das minhas idas ao rio já não era mais praticar a dicção e, sim, derrubar o ninho de vespas. Passava muito tempo jogando pedras. Até que, em um fatídico dia, alcancei o que procurava. O ninho veio abaixo e, em questão de segundos, uma nuvem de vespas voava atrás de mim. A única saída foi jogar-me, com roupa, no rio e depois lutar com a correnteza para não ser levado pelas águas.

Salomão havia descrito centenas de anos atrás o que me aconteceria. Acho que eu não conhecia esse provérbio e, se o conhecia, não lhe dei importância. Graças a Deus, o “mal” foi apenas um enxame de vespas me perseguindo.

Certamente, hoje você está à procura de alguma coisa. A vida é uma procura permanente. Todos andamos em alguma direção, e os que não andam retrocedem. A pergunta é: Para onde vai? Qual é a direção de sua caminhada? Procura o bem ou o mal? Está certo de que o caminho que você escolheu tem como propósito o bem? Isto é indispensável. Você não pode sair de casa hoje sem responder com honestidade a essas perguntas, porque: “Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá.”


Quinta-feira – 14 de junho

APRESSA-TE EM VALER-ME

Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-Te em valer-me, pois Tu és o meu amparo e o meu libertador. Senhor, não Te detenhas! Sal. 70:5.

Que seria do Universo se, por um instante, Deus deixasse de agir? Que cataclismo universal aconteceria se o Senhor Se esquecesse de Sua criação? No entanto, quando a dor visita o ser humano, o primeiro pensamento que vem à sua mente é que Deus o abandonou e não Se lembra mais de Suas promessas.

O próprio salmista expressa com veemência: “Não Te detenhas!” Ele não tem a mínima idéia da tragédia que aconteceria se o Senhor Se detivesse.

Quando o Senhor Jesus esteve na Terra, disse: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também.” João 5:17. Deus nunca pára, nunca se detém, jamais ignora o que acontece com Seus filhos.

Seu trabalho é diário. Protege e liberta. Seus olhos sempre vigilantes seguem os passos de cada ser humano. Ele está sempre pronto a socorrer.

O verso de hoje mostra o segredo para desfrutar o cuidado de Deus: reconhecer que você é “pobre e necessitado”. Deus não pode fazer muito por aquele que diz: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma.” Apoc. 3:17.

A suficiência própria é uma barreira intransponível entre a criatura e o Criador. O humanismo de nossos dias é atrevido e impede que as bênçãos de Deus nos alcancem.

O caminho mais curto para chegar ao trono da graça divina é reconhecer: “Eu sou um pecador. Nada de bom há em mim. Venho a Ti, carente e necessitado. Faze por mim o que eu não posso fazer por minhas próprias forças.”

Como anda sua vida financeira, familiar, profissional ou espiritual? Já lutou sozinho, tentando recuperar o controle da situação, mas parece que nada dá certo? Diga como o salmista: “Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-Te em valer-me, pois Tu és o meu amparo e o meu libertador. Senhor, não Te detenhas!”


Quarta-feira – 13 de junho

SER LEAL

Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita junto de ti confiadamente. Prov. 3:29.

De todos os defeitos de caráter, com certeza a deslealdade é um dos piores. O homem desleal age na surdina, disfarça, aparenta e se finge de amigo.

Outro dia, recebi a carta de uma pessoa revoltada. Seu melhor amigo, a quem ele ajudara a ingressar na empresa, o traiu covardemente e ficou com o seu cargo. “Podia esperar essa atitude de qualquer um, menos de quem eu considerava o meu melhor amigo”, dizia.

Conversei pelo telefone com uma senhora que convidou sua melhor amiga para morar com ela por um tempo, devido aos momentos difíceis que a amiga atravessava. Quando abriu os olhos, a amiga estava tendo um caso com seu esposo. “Como pode existir gente tão fingida, mentirosa e hipócrita?”, perguntou ela.

No texto de hoje, Salomão se dirige a esse tipo de pessoas. Gente que, por inveja, insegurança, ambição ou complexo, não sabe ser leal.

A traição prejudica mais o traidor do que o traído. Qualquer dor que vem de fora passa. Pode levar um pouco de tempo, mas passa. A ferida sara e depois só restam cicatrizes. As feridas interiores são fatais. Destroem a vida lentamente.

Um dia, caí na banheira, bati a cabeça e perdi os sentidos. Quando acordei, examinei meu corpo e aparentemente estava bem. Não sangrava, não havia hematomas, nada que me chamasse a atenção. Meia hora mais tarde, tornei a desmaiar. Levaram-me ao hospital e, depois de alguns exames, fui internado de emergência. Quando o perigo passou, o médico me disse: “Se você demorasse mais para chegar aqui, teria morrido.” Por fora não tinha nada, mas por dentro estava sangrando.

O traidor sangra. Pode não saber, mas sangra por dentro. Não é feliz. Não desfruta a vida. Sua deslealdade o machuca mais do que machucou o amigo. Aquilo que consegue com a sua traição só destrói a paz do coração.

Em Jesus, há plenitude. Em Jesus, você adquire força para lutar legitimamente por seus sonhos, sem lançar mão de atitudes covardes como a traição. Em Jesus, a vida ganha dimensões altruístas.

Faça de hoje um dia de amizade leal com aqueles que o admiram e confiam em você. “Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita junto de ti confiadamente.”


Terça-feira – 12 de junho

DEUS CUIDARÁ DE VOCÊ

Não me rejeites na minha velhice, quando me faltarem as forças, não me desampares. Sal. 71:9.

Rejeição e desamparo. Palavras terríveis. Sentimentos que estremecem as entranhas de qualquer mortal. Duras realidades de um mundo de pecado. Tudo que começa, chega ao fim. O tempo é irreversível. Implacável. Os ponteiros do relógio não param. Quando um dia você se olha no espelho, descobre que a beleza da juventude foi embora e a força da mocidade fugiu.

A maioria dos países latinos preocupa-se pouco com as pessoas idosas. Ser velho, em alguns lugares, é sinônimo de agressão. Anciãos acabam rejeitados e desamparados. No verso de hoje, o salmista não mostra preocupação pela rejeição e o desamparo humano. Não dos homens. Afinal de contas, ele disse muitas vezes nos salmos que não temeria o que o homem pudesse lhe fazer. A sua preocupação é com Deus. É isso o que realmente conta.

A vida com Cristo é bela e gratificante em todas as suas etapas. Ser criança tem suas vantagens e desvantagens. Você pode dormir e brincar o dia todo sem preocupação, mas não pode ir aonde quer. A juventude chega trazendo suas coisas boas e más. Você toma suas próprias decisões, tem força, energia, pode escalar o pico mais alto ou mergulhar nas águas cristalinas do mar à procura de corais. Mas não tem a experiência que só a vida dá. Muitas vezes você paga um preço muito alto por isso.

Um dia, a velhice chega. Aposentado, você vê suas responsabilidades cumpridas e seus filhos grandes e prósperos. Mas sente o peso dos anos. A visão se apaga, a audição diminui e as forças minguam.

Essa é uma realidade da qual ninguém escapa. Você precisa de sabedoria para administrar a velhice e desfrutar as coisas boas que a vida lhe reserva. O que importa é o que Davi pede no salmo de hoje: “Não Te ausentes de mim, ó Deus.” Verso 12.

Uma vida sem Deus é uma vida vazia, oca e sem sentido. Uma velhice sem Ele é uma tarde cinzenta. Anuncia a chegada de trevas, solidão e desamparo. Vale a pena viver cada minuto da existência em comunhão com o Deus da vida.

Hoje, não importa que etapa da vida você esteja vivendo, diga em seu coração: “Não me rejeites na minha velhice, quando me faltarem as forças, não me desampares.”


Segunda-feira – 11 de junho

QUEM ESCAPA?

A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa. Prov. 19:5.

Dois pensamentos destacam-se no texto de hoje. O primeiro é: toda ação tem uma reação. A falsa testemunha recebe o castigo. O segundo é: o mentiroso não vai longe. Mais cedo ou mais tarde, é descoberto e exposto à vergonha.

Ambas as atitudes, o testemunho falso e a mentira, têm raízes egoístas. A testemunha falsa vende sua consciência por dinheiro ou algum outro tipo de vantagem. Uma senhora, vítima de atropelamento, declarou no leito de morte que o testemunho que havia dado no tribunal, anos atrás, e que destruiu a vida de uma pessoa, tinha sido comprado e ela queria pedir perdão à vítima. O gerente de uma grande empresa chegou ao topo da instituição usando mentiras. Entre elas, estava o fato de que nunca tinha acabado o curso de administração. Seu título era falso.

No caso da mulher, o resultado de vender a consciência teve como conseqüência desespero e angústia na hora da morte. No segundo caso, o resultado final foi a vergonha a que foi exposto quando se descobriu a mentira.

Se os motivos de ambos eram egoístas, se ambos buscavam benefícios e lucro, por que tiveram um final triste?

O verso de hoje responde a essa pergunta. Tudo tem um preço. Todo ato, uma conseqüência. No momento pode parecer que dá lucro, mas o tempo é juiz implacável. A pintura de fora caiu e, de repente, você se depara com a realidade grotesca.

A verdade é dolorosa. Mas não fuja dela. Fugir da verdade é fugir da realidade e cair num poço sem fundo. Nessa queda vertiginosa você perde a noção das coisas. Confusão, angústia, tormento diário. Você se incapacita para enxergar as pequenas satisfações que a vida lhe apresenta. A dor de ser ou não ser o asfixia. Sua personalidade fica distorcida e sua identidade se desfigura. Quem é você? Aquele que as pessoas acham ou aquele que você é? Como pode ter paz? Como ser feliz se só existe confusão dentro de você?

Em Jesus, as dores acabam. Diante dEle ninguém precisa aparentar. Ele é a Verdade e a Vida. Tendo a Jesus em seu coração, seus pés caminharão na verdade e seus lábios não proferirão mentiras. Pense nisso, porque “a falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa”.


Domingo – 10 de junho

POR QUE SOFRER?

Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. Sal. 32:9.

O pecado é paradoxal. Destrói e ensina. Abre feridas que são capazes de matar e, no entanto, deixam marcas que ficam como agentes de instrução. Davi sabia muito bem como o pecado pode destruir e ensinar.

No Salmo 51, que é uma oração de arrependimento, o salmista promete a Deus: “Ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores se converterão a Ti.” Sal. 51:13. Davi está disposto a ensinar com sua trágica e dolorosa experiência.

No salmo de hoje, ele cumpre a sua promessa. É um salmo de instrução. O primeiro de doze salmos desse tipo.

A preocupação do salmista aqui é que você e eu aprendamos a maior lição que alguém pode aprender: o pecado destrói o que toca; portanto, fuja dele.

Davi sabia o que falava. Tinha passado noites inteiras sem dormir, atormentado pelo peso da culpa e dias de angústia e desespero, castigado pela própria consciência. “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo dia. Porque a Tua mão pesava dia e noite sobre mim”, afirma ele nos versos 3 e 4.

Ele aprendera a lição, a duras penas, com dor e lágrimas. E depois de ter passado por essa experiência trágica, aconselha. “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento.”

Qual é a diferença entre o animal e o ser humano? A liberdade. O homem pode escolher e decidir. O animal é apenas um escravo dos seus instintos. Mas até os animais rejeitam às vezes coisas que os prejudicam. Já o ser humano, sendo livre, insiste em andar por sendas que o levarão para a destruição.

Cavalo e mula. Duas figuras interessantes. O cavalo tem a tendência natural de correr para longe. A mula empaca. Figuras da natureza que Davi usa para instruir.

Hoje é um dia de decisões para você. Decisões para a vida ou para a morte, e você é livre para sofrer, para errar, para chorar, ou para viver feliz ao lado das pessoas que ama.

Vá com Deus pelos caminhos desta vida. Saia com a lição que o salmista ensina. Eu quero tomar o conselho para mim, hoje: “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.”


Sábado – 9 de junho

CHAMADO À REFLEXÃO

A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o Senhor que o seu coração se ira. Prov. 19:3.

A vida é um caminho. Encontramos essa metáfora em muitos clássicos da literatura, e não somente na Bíblia. Na Odisséia, Homero apresenta Ulisses caminhando durante dez anos, desde Tróia até seu lar em Itaca. Bunyan, na sua obra O Peregrino, relata a jornada do Cristão, desde a cidade chamada Destruição até a Cidade Celestial.

Se você fizer uma análise séria da Bíblia, chegará à conclusão de que ela apresenta um só caminho em direção à felicidade e à vida eterna. As pessoas em nossos dias pensam diferente. Acham que existem muitos caminhos para chegar a Deus, e que o importante é ser sincero naquilo que se acredita. Pensar de maneira diferente disso é considerado politicamente incorreto.

Quando Jesus esteve na Terra, disse: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” Mat. 7:13 e 14.

Se Jesus vivesse em nossos dias, seria considerado politicamente incorreto. Mas o Seu ensino está aí, mostrando que a felicidade neste mundo depende da escolha certa do caminho.

No livro de Provérbios se repete a palavra “caminho” aproximadamente 100 vezes. A sabedoria, segundo Salomão, não consiste apenas em algo que você faz, mas no caminho que você transita. Rejeitar o caminho de Deus é rejeitar o próprio Deus.

Junto ao caminho, você encontra a ênfase na liberdade humana. É freqüente o tema do contraste entre a vida daqueles que aceitam andar no caminho e os que o rejeitam. A verdadeira religião não é uma religião de proibições, mas de escolhas. Você escolhe, você decide. Você também colhe o fruto da decisão que tomou. “Quem planta ventos, colhe tempestades”, não é um velho ditado popular?

O texto de hoje é um chamado à reflexão. Para onde você está indo? Aonde o levará o caminho no qual você transita? Assegure-se de escolher o caminho certo. Ele o conduzirá a Jesus.


Sexta-feira – 8 de junho

O ANJO DO SENHOR

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Sal. 34:7.

Era uma noite escura. Mais escura ainda na caverna de Adulão, onde Davi estava escondido, tremendo de medo, perseguido por Saul. O salmista fugia para o sul, e chegou à terra dos filisteus, onde foi capturado. Levado perante Aquis, rei de Gate, fingiu-se de louco. Ele “se fingia de doido”, diz o relato, “esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba”.

Aquis teve compaixão dele e mandou soltá-lo. Davi, então, andou errante pelo deserto até chegar à cova de Adulão, onde se escondeu por vários meses e escreveu o Salmo 34. Nele, apresenta o caminho para livrar-se do medo que invade a vida quando chegam dificuldades aparentemente insolúveis.

O salmista tenta hoje levar você a enxergar com os olhos da fé o que seus olhos físicos não conseguem ver. Disse ele: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra.” Você nunca está só quando a tormenta chega.

Deviam ser quatro da manhã quando chegamos ao rio naquela madrugada fria do mês de setembro. Estávamos viajando rumo a Cruzero, o ponto mais alto do altiplano peruano. Uma cidade bucólica, encravada nas montanhas, a 4.000 metros sobre o nível do mar.

Uma equipe nossa tinha partido para lá na noite anterior para preparar os detalhes de nossa chegada. Mas, naquela manhã, ao chegarmos ao rio, encontramos a caminhonete da equipe atolada, quase sendo arrastada pela correnteza. Duas mulheres empurravam o veículo, descalças, com os pés dentro da água fria, com temperatura abaixo de zero. Todos os esforços pareciam inúteis quando, de repente, vimos aparecer um jipe. O motorista tirou um cabo de aço, atou-o à caminhonete, puxou-a, guardou o cabo de aço e desapareceu misteriosamente. Quem chamou aquele homem nos prados solitários do altiplano? De onde ele veio para nos ajudar?

Eu vi lágrimas nos olhos dos meus companheiros. Vi a emoção escrita nos seus rostos. Ninguém dizia nada, mas todos sabíamos que era o cumprimento da promessa divina: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra.”


Quinta-feira – 7 de junho

OS PERIGOS DO CRÉDITO

Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro. Prov. 11:15.

A palavra original hebraica que se traduz por “outrem”, no texto de hoje, significa literalmente “estranho”, alguém que você não conhece ou conhece pouco. Não é prudente ser fiador de um desconhecido, embora muitas vezes você só conheça realmente uma pessoa quando lhe dá dinheiro ou poder.

Existe algo fascinante, misterioso e ofuscante com o dinheiro. Ele cega, confunde e corrompe muita gente. Amizades foram desfeitas, famílias destruídas e relacionamentos rompidos porque alguém foi avalista de uma pessoa que dizia ser amiga.

O texto de hoje não tem que ver simplesmente com o ato de ser fiador de outro. O tema de fundo é o mau uso do crédito. Não existe base bíblica para afirmar que o uso do crédito seja errado, mas existem abundantes conselhos sobre o sábio uso do dinheiro. Quando você pede dinheiro emprestado, se coloca numa situação de dependência que não é saudável.

A cultura dos nossos dias é consumista. A propaganda tem como propósito vender o que você nunca imaginou comprar. Existe algo de cruel na publicidade, que cria em você necessidades que não existem. A pessoa sente-se infeliz e miserável por não poder comprar o que vê na televisão ou no jornal, e acaba gastando o dinheiro que não tem.

O cartão de crédito e o cheque especial facilmente se tornam passaportes para a autodestruição. As dívidas se transformam numa bola de neve que aumenta de dimensão à medida que o tempo passa.

O conselho de hoje é: Não pense que a melhor ajuda que você pode oferecer a uma pessoa que está se afogando no mar das dívidas é emprestar-lhe dinheiro ou ser fiador dela. A melhor saída nessas circunstâncias é ela parar e reavaliar o sistema de vida e as prioridades. Ver onde está sendo gasto o dinheiro. Depois, confiar em Deus, clamar, ser fiel a Ele na administração dos recursos financeiros e acreditar que Deus pode colocar em ordem a escala de valores e prioridades para sair da situação na qual se encontra.

Lembre-se: “Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro.”


Quarta-feira – 6 de junho

A TORMENTA PASSARÁ

Levanta-Te, ó Deus, pleiteia a Tua própria causa; lembra-Te de como o ímpio Te afronta todos os dias. Sal. 74:22.

O salmo de hoje ensina como orar quando a aflição bate à porta do coração e dá a impressão de que Deus está sendo cego e surdo diante dos acontecimentos. Existe gente que não tem Deus em conta. Caçoa da fé dos que buscam ao Senhor. Às vezes, é o professor universitário ridicularizando você na sala de aula, ou o chefe incrédulo rindo dos seus princípios, ou o patrão sem escrúpulos querendo que você concorde com algo que vai contra a sua consciência.

Este é outro dos salmos escritos por Asafe. Pelo contexto, entendemos que ele viveu num momento da história de Israel em que o exército inimigo tinha destruído o santuário. Qual é a mensagem deste salmo para você hoje, diante de inimigos que perseguem seu corpo, mas tentam chegar também ao santuário do seu ser, que é a sua consciência?

O alvo final dos ataques do inimigo não é você. O verdadeiro sofrimento que os filhos de Deus experimentam não é físico. O inimigo de Deus quer deturpar o caráter de Deus. Levar você a pensar que Deus não Se interessa por seus problemas, que Ele é injusto, ao permitir que aconteçam tragédias na sua vida.

A maioria dos seres humanos não percebe esse propósito maligno do inimigo. Mas o salmo de hoje mostra que Asafe entendeu. Por isso, ele clama: “Levanta-Te, ó Deus, pleiteia a Tua própria causa.”

Cada vez que a dor chega à sua vida, está em juízo a soberania de Deus. Seu amor, Sua misericórdia e o Seu caráter justo são julgados. Essa é a explicação existencial para o sofrimento dos inocentes.

Todos os dias há milhões de seres angelicais observando a reação do ser humano diante da dor. O que fará? Amaldiçoará a Deus, como deseja o inimigo, ou se esconderá nos braços de Jesus até que a tormenta passe?

O momento doloroso que você está vivendo agora tem explicação à luz do conflito universal entre Cristo e Satanás. Mas a promessa divina é certa. Deus não Se esqueceu de você e, mais cedo do que imagina, o inimigo terá que engolir toda a dor e tristeza que lhe causou.

Com essa certeza, enfrente as dificuldades e clame como Asafe: “Levanta-Te, ó Deus, pleiteia a Tua própria causa; lembra-Te de como o ímpio Te afronta todos os dias.”


Terça-feira – 5 de junho

NÃO ADIE A BONDADE

Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo. Prov. 3:28.

Por que alguém diria ao seu próximo “volte amanhã” se tem condições de ajudá-lo hoje? A única razão é que não deseja fazê-lo. Nesse caso, por que não dizer simplesmente: Não! A resposta desse vizinho talvez fosse de que está usando de delicadeza, esperando que o próximo entenda que não vai ser ajudado e o deixe em paz. Para muitos, essa pode ser uma maneira sutil de livrar-se de um “problema”. Para Deus, é falta de sabedoria. Mais cedo ou mais tarde, a própria pessoa é vítima de sua “esperteza”. Nada destrói mais a alma do que a sensação do dever não cumprido.

Há dois assuntos em questão no texto de hoje. O primeiro é: Ajude sempre que você puder. Você será a pessoa mais beneficiada. Era um dia quente em Samaria, quando um peregrino aproximou-se de uma mulher solicitando ajuda: “Dá-Me de beber”, lhe disse. A samaritana podia ajudar. Tinha um balde para tirar água e dar de beber àquele cansado peregrino. Mas duvidou, hesitou, argumentou e, como está relatado, quase perdeu a grande oportunidade de viver a mais extraordinária experiência de sua vida. Jesus não estava pedindo água simplesmente porque Ele precisasse. Ele é o dono de todas as fontes das águas. Jesus pediu-lhe de beber porque queria ajudá-la e reafirmar o princípio de que, quando você ajuda, você é a pessoa mais beneficiada.

Outro ponto em questão é o fato de pensar que você está sendo gentil quando faz uso da mentira em nome da “delicadeza”. Se o homem descrito por Salomão no verso de hoje dissesse não, o próximo com certeza procuraria outros caminhos para solucionar o seu problema. Mas, ao ouvir a falsa promessa, a pessoa não é apenas deixada sem ajuda, como também é prejudicada.

Sabedoria não é livrar-se dos problemas da maneira mais “elegante”. Isso é omissão. E a omissão gera um vazio inconsciente que perturba a alma e incomoda a vida.

Este é mais um dia para você. Vai sair por aí, tentando evitar os problemas ou vai fazer tudo o que vier às suas mãos para fazer? Nada é tão bom como chegar à noite com a consciência do dever cumprido. Com a ajuda de Deus, faça de hoje um dia de realizações. “Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.”


Segunda-feira – 4 de junho

NO TEMPO DE DEUS

E minha alma se regozijará no Senhor e se deleitará na Sua salvação. Sal. 35:9.

Você já foi vítima de uma injustiça? Alguém tenta destruí-lo e você está chegando ao seu limite? Se é assim, entenderá o que Davi sentia quando escreveu este salmo.

“Levantam-se iníquas testemunhas e me argúem de coisas que eu não sei”, lamenta-se no verso 11. E continua: “Pagam-me o mal pelo bem… como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.” Versos 12 e 16.

O que você faria nessas circunstâncias? Davi escreveu este salmo, conhecido como um dos quatro salmos imprecatórios. Imprecar é desejar o mal para o inimigo. O Salmo 109 é o pior deles. Alguns comentaristas contam pelo menos trinta maldições nele.

Acho que é muito humano querer ver o inimigo engolindo seu próprio veneno. É humano, digo. Não cristão. Jesus veio para ensinar-nos um caminho melhor. “Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” Mat. 5:44. E Paulo confirmou: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados… a Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor.” Rom. 12:19.

Por esse motivo, escolhi o verso de hoje para a sua meditação. Nele, encontra-se retratada a atitude de Cristo diante das injustiças.

O contexto em que Davi escreveu este salmo é narrado no livro de Samuel, da seguinte maneira: “Tomou, então, Saul três mil homens… e foi ao encalço de Davi e dos seus homens. … Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna; entrou nela Saul. … Ora, Davi e os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma.” I Sam. 24:2 e 3.

Aquele era o momento. Saul estava nas suas mãos. Inclusive, os soldados de Davi lhe disseram: “Hoje é o dia do qual o Senhor te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer.” Verso 4.

Se Davi tivesse tomado a justiça nas mãos, talvez na hora sentisse o “gostinho” da vingança. Mas, depois, teria experimentado o amargo sabor da culpa.

Davi preferiu esperar. Deus tinha-lhe prometido o reino, e Ele, a Seu tempo, lhe daria. Aquele que deixa a justiça nas mãos do Senhor nunca fracassa.

Por isso, diante das piores injustiças que você estiver sofrendo, permita que Deus aja em seu favor, e sua “alma se regozijará no Senhor e se deleitará na Sua salvação”.


Domingo – 3 de junho

EM QUE VOCÊ CONFIA?

Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem. Prov. 11:28.

Augusto e Adela formavam um casal aparentemente feliz, até que Adela conheceu o evangelho e deparou-se com princípios de vida que ignorava. Augusto acreditava que Adela era ingênua demais para acreditar nas “tolices” antigas da Bíblia.

Juntos tinham construído uma grande fortuna. Mas Adela reconhecia que não teriam conseguido todo esse dinheiro se não tivessem entrado no terreno da desonestidade, da mentira e da boa-fé das pessoas – coisas que não estava mais disposta a praticar, agora que conhecia os princípios espirituais e morais que a Bíblia ensina.

Foi aí que começaram as discussões e desavenças. Ambos moravam na mesma casa e eram proprietários da mesma empresa, mas possuíam conceitos completamente diferentes da vida e dos negócios. A situação ficou insustentável, e a conseqüência natural foi o divórcio.

Adela ficou insegura com a separação. Tinham dois filhos pequenos e, embora tivesse feito tudo para salvar o casamento, chegou à conclusão de que, se quisesse ser leal à sua consciência e a Deus, teria que aceitar aquela solução inevitável.

Augusto aproveitou-se da fragilidade da esposa e dos princípios que agora orientavam a vida dela, e apoderou-se da empresa, deixando-a praticamente na miséria. O único Deus que ele reconhecia era o dinheiro, e o tinha em abundância. Em seu coração, não havia lugar para a generosidade, nem para a compreensão. Argumentava que a esposa estava vivendo a vida que escolhera para si.

O tempo passou. Cinco anos. No início, Adela parecia grama seca e sem vida. Parecia. A realidade era outra, porque acreditava nas promessas divinas e estas diziam que ela “reverdeceria”. E assim foi. Começou outra empresa nos fundos de sua casa, com a ajuda de alguns vizinhos. Hoje, possui uma florescente empresa de alimentos pré-cozidos.

Augusto faliu, vítima de suas ambições desmedidas. Você não acha que vale a pena pensar na experiência de Augusto e Adela? Sim, porque “quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem”.


Sábado – 2 de junho

DEUS É O JUIZ

Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta. Sal. 75:7.

Quando Adolf Hitler estava no pináculo da glória, o mundo inteiro ficava atento a qualquer declaração sua. Ao revisar jornais e revistas daquele tempo, posso ver quanto espaço ele ocupava nos noticiários internacionais.

Já se passaram mais de cinco décadas de tudo aquilo. Se hoje você perguntar na rua quem foi Adolf Hitler, se surpreenderá com o número de jovens que nem sequer ouviram falar o nome do carrasco nazista.

Quem determina a história? “Deus é o juiz”, afirma o salmista hoje, “a um abate, a outro exalta.” O poder. Qualquer poder humano é transitório. Os reinos caem e se levantam, um atrás do outro. As nações mudam de governantes. Nenhum poder humano é eterno. Só o poder de Deus controla o destino das nações e das pessoas, valendo-se dos erros e dos acertos de cada um.

Houve momentos na história de Israel em que o povo pensava que Deus tinha perdido o controle da situação. O que mais pensar quando os justos sofrem e os perversos crescem e progridem? A que outra conclusão pode-se chegar quando os exércitos inimigos destroem a cidade de Deus e espalham os Seus filhos pelos quatro cantos da Terra?

Ainda hoje se repetem os mesmos dramas na vida das pessoas. Quantas vezes, ferido, agonizante, sem forças, você se esforça para ver a Deus sentado no Seu trono, controlando as situações. As lágrimas o impedem de ver o governante supremo do Universo. Dá a impressão de que o trono está vazio e os maus triunfaram.

Mas, no salmo de hoje, o salmista conta os atos heróicos do libertador de Israel. Este salmo é um hino de gratidão porque a noite passou, as sombras se esvaíram e o sol da libertação voltou a brilhar. “Graças Te rendemos, ó Deus; graças Te rendemos, e invocamos o Teu nome, e declaramos as Tuas maravilhas.” Sal. 75:1.

Qualquer pessoa que circunstancialmente recebeu poder, pode achar-se um pequeno Deus. Você pode estar neste momento sofrendo as conseqüências de uma atitude soberba por parte de alguém. Essa pessoa acha que o poder vai estar nas suas mãos para sempre. Mas não é verdade. O poder que realmente vale não vem “do oriente, nem do ocidente, nem do deserto.” Quando Deus quer, esse poder chega ao fim.

Lembre-se disso se você está sofrendo. E lembre-se mais ainda quando lhe confiarem o poder, porque “Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta”.


Sexta-feira – 1º de junho

SONO SUAVE

Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave. Prov. 3:24.

A noite envolve trevas. Inclusive, quando a lua cheia brilha esplendorosa, há penumbra por todo o lado. A noite sempre é um período de tempo que traz temor. Envolve perigos. Todas as guerras começam à noite. O inimigo sempre espera que o sol se oculte para atacar. No período da noite, o corpo tende a relaxar. Aparece o sono, e a escuridão oculta ameaças assustadoras.

Existe gente que não consegue dormir quando a noite chega. Entre os remédios mais vendidos sem receita médica estão os comprimidos para dor de cabeça e para dormir. Há pessoas que têm medo da escuridão e só dormem com a luz acesa. O medo que a noite traz não tem origem conhecida. É simplesmente um medo inconsciente, instintivo. A dificuldade para dormir é associada muitas vezes ao estresse e outros problemas psicoemocionais.

No verso de hoje, encontramos uma promessa extraordinária. “Quando te deitares, não temerás.” Se você analisar a expressão, verá que é mais do que uma simples promessa. É a descrição de uma experiência. É uma realidade concreta.

Quem usufrui essa experiência abençoada? Lembre-se de que este verso é parte do capítulo três de Provérbios. Esse capítulo começa dizendo: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos.” Depois vem uma promessa: “Porque eles… te acrescentarão anos de vida e paz.” Verso 2.

A promessa divina não é simplesmente vida. É vida e paz. De que serve uma vida atribulada, desesperada e conturbada? A paz é primordial para dar sentido à vida. Uma pessoa em paz é muito mais produtiva durante o dia. E, quando a noite chega, ela deita e dorme um “sono suave”, sem alterações, nem tormentos nem temores. A chave é: Siga os conselhos divinos. Não tente viver só. Tenha Deus presente em todos os seus empreendimentos.

A perspectiva de um novo dia está diante de você. Está seguro de que Jesus está no comando de sua vida? Já entregou os seus planos e projetos a Ele? Então, enfrente sem medo as lutas e os desafios que a vida lhe apresentar, certo de que nada pode destruir quem está nas mãos de Deus.

E, à noite, “quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave”.


JUNHO 2018


Quinta-feira – 31 de maio

A AUTORIDADE DIVINA

Pois até a ira humana há de louvar-Te; e do resíduo das iras te cinges. Sal. 76:10.

Nenhum julgamento tem final feliz enquanto o culpado não reconhece a culpa. Infelizmente, cada dia se multiplicam culpados que reivindicam inocência, mesmo diante do veredicto do juiz e da montanha de provas.

O verso de hoje tem uma projeção profética extraordinária. Fala do fim do conflito universal entre Cristo e Satanás.

Lá no Céu, num distante passado, levantou-se um anjo de luz tentando tirar o governo das mãos do Criador. Acusou-O de ser injusto e egoísta e reivindicou para si a adoração e a obediência.

Com astúcia, seduziu uma terça parte dos anjos. Então houve uma batalha, e Lúcifer e suas hostes inimigas saíram derrotadas. Essa guerra não foi com armas físicas. Foi uma luta de idéias. O campo a ser conquistado era o coração das criaturas. Aquela guerra transferiu-se para a Terra, e as argumentações do inimigo são as mesmas do princípio: Deus é injusto e não merece ser adorado nem obedecido.

De um lado, o inimigo – através do engano, a sedução e a mentira – tenta atrair a maior quantidade possível de seguidores. Do outro, Jesus Cristo, com a verdade de Sua palavra chama aqueles que estão dispostos a obedecer aos Seus conselhos. E hoje o mundo está dividido em dois grandes grupos. Não existe, como muita gente ensina, muitas igrejas, filosofias e maneiras de encarar a vida, porque não existem muitos senhores.

Só há dois comandantes, dois caminhos e dois grupos. O Senhor Jesus Cristo, em certa ocasião, disse: “Quem não é por Mim é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha.” Mat. 12:30. Isto é dramático. Sou ou não sou. Não existe um terceiro território.

Finalmente, quando Jesus vier pela segunda vez, muita gente entenderá que esteve errada. Isso revoltará as pessoas. Ficará provado que a Bíblia tinha razão. Mesmo assim, sabendo que seu futuro próximo é a morte, essas pessoas se ajoelharão diante de Jesus e reconhecerão a autoridade de Deus e Sua soberania.

Essa cena está sendo descrita pelo salmista no verso de hoje. “Até a ira humana há de louvar-Te”, afirma Asafe.

Se mais cedo ou mais tarde a humanidade inteira vai ter que reconhecer a soberania divina, não é prudente entregar o coração a Jesus?

Faça isso antes de sair para os deveres diários e não se esqueça de que até a ira humana terá que louvar um dia a pessoa de Jesus.


Quarta-feira – 30 de maio

MUDANÇA DE ROTA

Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido. Prov. 12:1.

Aquela tarde, o mar parecia enlouquecido. De um momento para outro, as ondas se agitaram com violência e perdi o controle da situação. Foram minutos que pareceram horas. As tentativas dos meus colegas para me ajudar eram inúteis. A certa distância, via a silhueta de minha esposa que esperava o nosso primeiro filho. Aquela cena comoveu-me profundamente. Imaginar que meu filho cresceria sem pai gerou em mim uma vontade sobre-humana de continuar lutando com o enfurecido mar. Foi inútil, perdi a consciência.

Quando acordei, estava na praia. Um salva-vidas tinha-me levado até a areia. Aquela noite, deitado no silêncio do meu quarto, pensei em tudo o que havia acontecido. Jovem ainda, com apenas vinte e três anos, estava pensando em renunciar a um ministério que mal tinha começado. As coisas não marchavam do jeito que eu queria. Em algum momento, imperceptivelmente, estava perdendo a rota do vôo que Deus tinha planejado para mim. Precisava de uma correção. Correção não é castigo, é criar circunstâncias para mudar o rumo.

Ao conduzir o avião, o piloto encontra tormentas no caminho. Essas tormentas podem destruí-lo ou fazer com que ele mude de rumo para chegar salvo ao destino. A vida na Terra é uma viagem rumo ao glorioso destino que Deus tem preparado. Com freqüência, imperceptivelmente, nos esquecemos disso e saímos da rota. Deus permite que apareçam nuvens assustadoras que nos forçam a corrigir o rumo do vôo. Não rejeite a disciplina. Aceite-a como um instrumento de redenção.

Vale a pena avaliar a rota todos os dias. É preciso. Imprescindível. Necessário. Nenhuma correção vinda de Deus tem propósitos destrutivos. A correção divina é um instrumento de amor. O verso de hoje diz: “Quem aborrece a repreensão é estúpido.”

Sinta-se amado por Deus, embora soprem ventos contrários na sua vida. Aceite a repreensão divina, medite e mude o rumo, porque “quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido”.


Terça-feira – 29 de maio

SEDE DA ALMA

Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. Sal. 42:1.

Em cidades como Nova Iorque, ou Paris, a água não é mais simplesmente água, é bebida de luxo. Com mais de 700 marcas para escolher, “eau de bonteille” pode custar até o absurdo preço de 15 dólares num restaurante sofisticado, como o Alain Ducase, de Nova Iorque.

Nos últimos anos, a venda de água engarrafada no mundo tem aumentado bastante, e a indústria daquilo que os americanos estão chamando de “a essência da vida” chega hoje a 7 bilhões de dólares anuais só nos Estados Unidos. Tudo porque, de repente, a humanidade parece ter redescoberto os benefícios da água para a saúde.

Está comprovado que as pessoas bebem pouca água. Calcula-se que a maioria dos habitantes do planeta vive cronicamente desidratada. Todos os dias, um adulto perde por volta de um litro de líquido e, se esse líquido não for reposto, haverá prejuízo para o organismo.

O texto de hoje apresenta a figura da corça suspirando pelas correntes das águas. Nas terras desérticas, era comum ver as manadas das corças movendo-se de um lugar para outro, buscando uma poça de água. Às vezes, uma corça solitária perseguida pelos predadores ficava exausta e machucada de tanto correr, e o seu último refúgio era uma poça de água. O animalzinho descia a colina e nadava no meio da água, procurando ocultar-se de seus inimigos. Para a corça, a água não era algo opcional, era assunto de vida ou morte.

Porém, o Salmo de hoje não está falando apenas de água, está falando de Deus, o único Ser capaz de suprir a sede da alma. “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sal. 42:2), diz Davi.

“Sede do Deus vivo.” Nossos dias estão cheios de deuses mortos. Inventamos pequenos deuses, manipuláveis, dirigíveis, só para tentar enganar a sede da alma. Brincamos de acreditar em Deus, mas o coração continua sedento. Como um deserto sem vida, esperando uma gota de água, uma palavra de amor, um gesto de ternura, uma atitude de carinho.

Ah, se o ser globalizado de hoje abandonasse um pouco suas conexões mirabolantes e parasse na sua corrida louca, descobriria o segredo da vida vitoriosa do salmista e também diria: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma.”


Segunda-feira – 28 de maio

COLECIONE PEQUENAS VITÓRIAS

O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso. Prov. 12:11.

Dos 915 versos que tem o livro de Provérbios, 74 tratam, de um modo ou outro, da importância de levar a vida a sério e construir os sonhos sobre fundamentos seguros.

Existe gente derrotada porque “corre atrás de coisas vãs”. No original, a palavra rêqênsignifica “coisas vazias” ou “fantasias”. A ilustração perfeita seria uma coisa bem adornada e atrativa por fora, mas vazia por dentro, como as bolinhas de sabão atrás das quais as crianças correm entusiasmadas, mas que só trazem frustração porque explodem quando são alcançadas. Existem, mas não existem. Não têm consistência. Nada as sustenta, além da imaginação.

No provérbio de hoje, Salomão parece dizer: “Acorde! Coloque o seu pé no chão. Lavre a terra, sue a camiseta. Não fique na arquibancada da vida torcendo para que tudo aconteça. Entre e participe.”

Deus vai abençoar o que você acha que merece e pelo qual está disposto a lutar. Mas lembre-se: Davi derrotou o gigante Golias, mas usou a funda. A maioria das guerras de Israel foi vencida porque Deus ia à frente do exército, mas o povo precisava sair ao campo de batalha.

Confiar em Deus não significa ficar de braços cruzados, esperando que o sucesso caia do céu. O verdadeiro sucesso não é um grande acontecimento, nem uma única e grande vitória. O sucesso que Deus oferece é composto de pequenas vitórias diárias.

Correr atrás de fantasias, esperar um “golpe de sorte”, ou uma “herança” é falta de senso, loucura, ingenuidade. São as pessoas que agem assim que formam a longa fila dos derrotados.

Faça de hoje um dia de pequenas vitórias. No trabalho, no lar, na vida pessoal; enfim, lavre a sua terra, concerte a torneira que está pingando, troque a lâmpada queimada, conserte o relacionamento destruído. Acumule pequenas vitórias. Não fique sonhando somente com grandes conquistas, porque “o que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso”.


Domingo – 27 de maio

EXISTE PERDÃO

Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Sal. 85:10.

O martelo da culpa é cruel. Crucifica você no madeiro de sua própria história. Os pregos das lembranças paralisam sua vida. As pessoas passam e você fica imobilizado. Como se a derrota fosse a autopunição que “merece”.

Quando a culpa não o perturba pode ser mais perigoso. O cinismo é fatal. É o abismo sem fundo de onde não existe retorno. É o ponto final de qualquer história.

O Salmo 85 é a visão do salmista da maneira como Deus lida com o problema da culpa do ser humano. Este salmo fala do Calvário. Ali, numa inglória cruz, encontraram-se a graça e a verdade e se beijaram a justiça e a paz.

Ao andar nos seus próprios caminhos, a criatura escolheu voluntariamente o caminho da morte. Não havia esperança na sua triste existência. O princípio universal da justiça estabelecia a conseqüência natural de sua escolha: morte. Esta é uma verdade inquestionável. Não é castigo divino. É fato. Realidade lógica. A criatura rebelde tinha perdido o direito à vida. Era justo. A justiça e a verdade estão unidas em seu veredicto: morte. Mas no Calvário a justiça não se encontra com a verdade, mas com a graça. O que é graça? É uma dádiva. Você não merece. Ninguém merece. A justiça demanda que o homem morra. Mas quem morre é Jesus e, pela graça, outorga a salvação ao homem.

A verdade é que a criatura pecou e merece morrer. Na cruz, essa verdade se beija com a paz. O homem aceita o perdão divino. E, embora seja verdade que ele pecou, experimenta paz porque Jesus morreu no seu lugar. Sua culpa foi expiada. O preço de sua rebeldia foi pago, seu pecado foi perdoado. Não pretenda entender. Apenas aceite.

Não mais noites de insônia. Não mais culpa, nem desespero, nem vontade de morrer. Um novo dia amanhece na sua vida. O Senhor lhe entrega uma página em branco para escrever uma nova história.

Parta hoje para uma nova experiência. Quando o martelo da culpa bater no seu coração, quando a consciência gritar: “culpado”, e a história dos seus erros o atormentar, olhe para a cruz do Calvário, onde “encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram”.


Sábado – 26 de maio

ANDAR SEGURO

Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé. Prov. 3:23.

Desde o trágico 11 de setembro, ninguém mais se sente seguro. O sistema de segurança dos aeroportos tem aumentado extraordinariamente. Longas e desagradáveis filas, malas que são abertas e revistadas, passageiros interrogados… Hoje, requer-se muita paciência e tempo, desde o momento em que você chega ao aeroporto até o avião decolar. Os governos dos Estados Unidos e da Inglaterra solicitaram aos devidos Congressos o aumento drástico do orçamento para segurança. Outros governos fizeram o mesmo, e todos vivem dominados por um temor escondido que incomoda e enerva.

“Andar seguro” é vital porque não adianta sair de casa se você não tiver a certeza de que vai retornar. Por isso, existem leis e sinais de trânsito comunicando aos condutores as informações necessárias para chegar em segurança ao seu destino. Por isso, as empresas gastam fortunas para proteger os seus executivos. Tudo para cuidar desta vida passageira e fugaz.

Salomão fala no provérbio de hoje de “segurança no teu caminho”. Só que esse caminho é o trajeto da vida. O destino final é salvação ou perdição, vida ou morte eterna. O sábio menciona uma “segurança” que não custa nada. É oferecida gratuitamente a todas as pessoas sinceras e humildes que estão dispostas a ouvir os conselhos divinos.

O caminho desta vida está cheio de arapucas e placas mentirosas tentando tirá-lo do caminho certo. Curvas acentuadas, defeitos na pista e perigos mil por todos os lados. O propósito dos ensinamentos divinos é abrir os seus olhos para você não tropeçar, dar-lhe visão para não se aproximar temerariamente do abismo, adverti-lo quando está ultrapassando a velocidade prudente.

Salomão conhecia por experiência própria a dor e a tristeza que o pecado traz. Ele desviou-se do caminho certo nalgum momento da vida. Teve suas noites de desespero e angústia, sentiu o peso da culpa batendo impiedosamente no seu coração, mas finalmente achou perdão e restauração em Jesus.

Por isso, hoje, volte os olhos para os conselhos divinos. E, antes de sair para suas atividades, lembre-se de que “andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé”.


Sexta-feira – 25 de maio

DEUS INCOMPARÁVEL

Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras. Sal. 86:8.

A sua atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de seu Deus. Se seu Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros”, “amuletos, “energia”, “luz”, “aura”. “Deus está em tudo”, afirma a criatura. Repete isso todos os dias e acaba acreditando.

É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a “serviço” da criatura. A tragédia é que diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses “criados” são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles.

Foi essa realidade que levou Davi a fazer a oração registrada no Salmo 86. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Vive um momento terrível. “Estou aflito e necessitado.” Verso 1. Da perspectiva humana, parece não haver solução. Não tem mais forças para continuar lutando. Limita-se a chorar. As lágrimas parecem lavar o coração da angústia que o sufoca.

Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus Criador. O seu Deus estava acima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso, nesta oração, ele suplica e ao mesmo tempo confia.

Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer?

Antes de iniciar a caminhada deste dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes, por que não o fará agora? Então, com o coração cheio de confiança, repita: “Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras.”


Quinta-feira – 24 de maio

PONDERA A VEREDA DE TEUS PÉS

Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Prov. 4:26.

Se aquela tarde eu não tivesse parado para pensar, teria continuado a viagem pelo caminho errado e, quando descobrisse, talvez fosse tarde.

Ponderar, pensar, meditar e avaliar são ações necessárias na estrada da vida. Vivemos num mundo de muitos caminhos. Alguém trocou os sinais da estrada. Achando que estamos na direção certa, podemos estar aproximando-nos da morte.

Quão bom é Deus que nos deu o tempo dividido em dias, semanas, meses e anos. É como se dissesse: “Estas são paradas para você ponderar.” Você percebe que a noite é inevitável. O sol se esconde e aparecem as sombras como um convite natural para o descanso. O que você faz antes de dormir? Que pensamentos ocupam sua mente?

“Pondera a vereda dos teus pés”, é o conselho divino. O que deu certo e o que deu errado? O que pode melhorar? O que pode ser deixado de lado? É preciso fazer um desvio do plano original? Quantas vezes o piloto tem que mudar a rota de vôo porque surge uma tempestade ameaçadora? Esta vida está cheia de tempestades e perigos. A maravilha do cérebro humano é que ele pode “reprogramar-se” a fim de enfrentar as tormentas da vida.

Pondere. Pondere e avance com segurança. Avalie. Não existe empresa, família ou indivíduo que tenha possibilidade de chegar seguro ao alvo desejado sem avaliar os procedimentos.

Qual é o rumo de sua vida até aqui? Está conduzindo a família do jeito que você planejou antes do casamento? Nunca é tarde para começar de novo, quando você percebe que tomou o caminho errado.

Hoje é um novo dia. Há sol, há vida. Há pessoas correndo atrás dos seus sonhos. Não é verdade? Onde você vive está escuro por causa das nuvens? Não importa, de todos os modos olhe para fora. Abra a janela de sua vida. Não se feche. Abra-se para Jesus porque, apesar da tormenta, o sol continua brilhando por cima das nuvens.

Essa dor que o perturba vai passar. Esse problema que o preocupa tem solução. Porque Jesus está no controle de sua vida, ou não está? Para ter certeza: “Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.”


Quarta-feira – 23 de maio

INGREDIENTE DA FELICIDADE

Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado. Sal. 82:3.

Virgil Gheorghiu, no seu romance A Vigésima Quinta Hora, narra o drama de Iohann Moritz, um simples camponês romeno que não se preocupara com as dificuldades que os judeus da sua terra enfrentavam, até que, na guerra, o confundiram com um deles. Foi levado a um campo de concentração, apesar de seus protestos. Mais tarde, no caminhão que conduzia os judeus, alguém lhe perguntou: “Por que você está tão revoltado?” E ele respondeu: “Não tenho nada contra os judeus, mas eu não sou um de vocês.” E o judeu lhe retrucou: “Eu sei. Só que agora você é.”

Dificilmente o ser humano entenderá como se sente o fraco, o órfão, o aflito, ou o desamparado, até subir no caminhão que leva todas essas pessoas pela estrada da vida injusta que a estrutura social lhes impõe. Mas o conselho divino é: Preocupe-se com eles, se quiser ser feliz.

O verso de hoje não apresenta uma ordem, mas um ingrediente da felicidade. Não é um fardo, nem uma obrigação. Os ensinamentos bíblicos são segredos para uma vida feliz. Fazer o bem faz bem. A alegria que você proporciona, com um gesto de nobreza, deixa em você um sentimento de satisfação e paz que não poderia comprar com todo o ouro do mundo.

Eu devia ter dez ou onze anos de idade, quando achei uma nota de cinqüenta soles. Fiquei feliz, exultante, dei pulos de alegria. Era muito dinheiro. Naquele tempo dava para comprar um par de chuteiras, meu grande sonho. De repente, cruzei com outro garoto da mesma idade. Estava chorando.

– O que aconteceu – perguntei-lhe.

– Perdi uma nota de cinqüenta soles que meu pai me deu para pagar a conta da mercearia – disse.

Não pensei duas vezes. Devolvi a nota.

Foi apenas um ato de honestidade? Pode ser, mas me fez muito bem. Ao seguir meu caminho, já não tinha a euforia que senti quando achei a nota. Era outro sentimento. Uma paz que nunca antes havia sentido. Valia muito mais que um par de chuteiras.

Ao transitar pelos caminhos da vida hoje, lembre-se do conselho divino. “Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente com o aflito e o desamparado.” É simples e faz bem.


Terça-feira – 22 de maio

USO CORRETO DO PODER

Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca. Prov. 16:10.

O provérbio de hoje tem a ver com o uso do poder. O poder, como a energia elétrica, serve para o bem ou para o mal. Sabiamente orientada, a energia elétrica pode salvar vidas. Mal usada, já matou muitas pessoas. O poder nas mãos de uma pessoa dependente de Deus pode fazer as pessoas mais felizes. Nas mãos de um insensato, pode ser instrumento de tirania e destruição.

“Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas”, afirma o texto. É inquestionável. O rei tem poder, suas decisões são autorizadas. Tem poder também o gerente, o pai, o diretor, o chefe, o professor… Alguns mais, outros menos. A pergunta é: Como estou usando o poder que me foi confiado? Uso dois pesos e duas medidas? Sou justo, humano, sensível e compreensivo? Ou simplesmente o uso para demonstrar que “aqui quem manda sou eu”?

A segunda parte do verso declara: “No julgar não transgrida.” É interessante o verbo julgar. Significa determinar, dar a sentença. Quando duas crianças disputam o mesmo brinquedo, o pai define como fica a situação. Quando num jogo de futebol os dois times discutem se foi falta ou não, é o juiz quem determina.

A advertência de Salomão para quem exerce o poder é “no julgar não transgrida”. Literalmente, “não transgredir” significa “não trair a justiça”.

Seja um homem justo. Onde quer que você exerça o poder, use-o com sabedoria e estabeleça valores. São os valores que servem de fundamento para relacionamentos saudáveis. Viva esses valores. As pessoas estão atentas para ver se você segue os valores que defende.

Toda pessoa que exerce o poder é como o modelo de uma obra de arte. As pessoas não seguem os valores que você estabelece nem a visão de futuro que você escreve na pauta da empresa ou a um lado de sua mesa de trabalho. As pessoas seguem você. Portanto, ame-as, compreenda-as, e ajude-as a crescer. Esse é o uso correto do poder.

Um dia, quando chegarmos ao último capítulo de nossa história, queiramos ou não, teremos que prestar contas a Deus da maneira como usamos o poder. Nesse dia, quero dizer: “Senhor, fui apenas um instrumento nas Tuas mãos. Obrigado porque, através da minha insuficiência, o Teu poder foi suficiente para fazer as pessoas felizes.” Não se esqueça: “Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca.”


Segunda-feira – 21 de maio

FAZE-ME JUSTIÇA, Ó DEUS

Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto. Sal. 43:1.

Outro dia, uma senhora perdeu a guarda do filho, só porque o marido tinha muito dinheiro e contratou os melhores advogados. A senhora estava revoltada e decidiu fazer um trabalho de macumba contra o marido. Foi nessas circunstâncias que ela conheceu o evangelho e aceitou a Jesus.

Para aquela mulher e tantas outras pessoas que sofrem injustiças, a oração do salmista deve ter muito sentido. Fraude e injustiça andam de mãos dadas. O fraudulento usa a mentira, o disfarce, o engano e a astúcia como armas. Compra consciências e acha que tem o controle da vida.

Quando você é vítima de alguma injustiça, pode chegar até o fundo do poço. Era assim que Davi se sentia. Ele diz no verso 2: “Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?”

Rejeição e opressão. Na há nada mais doloroso do que se sentir rejeitado. Nada mais humilhante do que estar oprimido. A vítima da injustiça perde a auto-estima e cai na depressão.

Aonde vão os filhos de Deus diante das adversidades? Quando você acha que a vida não está sendo justa com você, quando bate às portas das oportunidades e todas se fecham?

O salmista sabia aonde ir. Ele implora a Deus por justiça. “Faze-me justiça, ó Deus”, ele clama. Fazer justiça, do verbo hebraico shapat, tem um sentido jurídico. Shapat expressa a atividade de uma pessoa que atua como intermediária entre duas partes que estão em conflito.

Na vida espiritual, também existe um conflito permanente. Não é justo o que o inimigo faz com os filhos de Deus na Terra. Não é justa a maneira como ele destrói famílias, estraçalha sonhos e acaba com as pessoas.

A morte de Cristo na cruz do Calvário foi a resposta divina ao clamor humano. Nunca houve e nunca haverá ato vindicatório maior que o sacrifício de Jesus na cruz.

Por isso, hoje, não se sinta diminuído diante das injustiças da vida. Levante a cabeça, olhe o horizonte de oportunidades que Deus apresenta diante de você e clame: “Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto.”


Domingo – 20 de maio

FAÇA E ACONTEÇA

Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. Prov. 10:26.

A preguiça mata. Lenta, imperceptível e dissimuladamente. Mata porque o preguiçoso nada realiza, e uma vida sem realizações é uma agonia que não acaba. E, quando acaba, termina em pobreza e miséria.

O preguiçoso vive jogando a culpa de sua triste situação nos outros ou na falta de oportunidades. Ignora que as oportunidades não caem do céu; é preciso criá-las.

Salomão compara o preguiçoso com o vinagre e a fumaça. Ninguém os suporta. Você os tolera. Que empregador é feliz com um empregado que se limita a fazer o que se lhe ordena?

O trabalho é uma das maiores bênçãos porque lhe dá sentido e propósito à vida. A vida não é só existir, é também fazer e acontecer. O trabalho faz as coisas acontecerem.

O trabalho é um dos temas mais tratados do livro de Provérbios. O objetivo de Salomão é ensinar as pessoas a serem felizes. Não há felicidade sem realização, e esta é resultado do trabalho.

Não invente desculpas. A vida é curta. Desperdiçar tempo buscando pretextos para adiar as oportunidades é tolice. Não espere o trabalho ideal. Vá atrás dele e, enquanto não o achar, faça o que vier às suas mãos. Não existe trabalho indigno ou humilhante. Qualquer trabalho, por insignificante que pareça, é o primeiro passo para chegar ao trabalho dos sonhos.

As instituições e empresas estão procurando pessoas com vontade de fazer as coisas acontecerem. Grandes salários são a conseqüência natural de diligência e entrega. Jesus disse um dia: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” Luc. 16:10.

Sacuda hoje a poeira dos pés. E, mesmo desempregado, faça o que vier à mão para fazer. Mas faça-o com dedicação e entusiasmo, como se fosse o grande trabalho com o qual você sonhou.

Quando uma pessoa está bem com Deus, está bem consigo mesma e tem vontade de sair da atual situação das coisas. Faça de hoje um dia de realizações. Fuja da preguiça porque “como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam”


Sábado – 19 de maio

LIVRE DO MEDO

Acaso, nas trevas se manifestam as Tuas maravilhas? E a Tua justiça, na terra do esquecimento? Sal. 88:12.

O medo e a insegurança estão presentes todos os dias na experiência humana. Você pode negá-los ou confundi-los com timidez e fragilidade; porém, o medo e a insegurança estão escondidos em algum canto da natureza humana e se manifestam, às vezes, em forma de agressividade e violência.

Quando uma criança não recebe amor e segurança, acaba fabricando fantasmas imaginários. Cresce pensando que todas as pessoas são uma ameaça e percebe o mundo da perspectiva do temor.

Ela não se torna um adulto feliz. Grita com os outros, agride, machuca e fere, tentando ser feliz. Pode ter formação universitária em “liderança”, “qualidade total”, ou “inteligência emocional”, mas seus temores inconscientes são maiores que seus conceitos conscientes, e acabam destruindo, num minuto, o que, às vezes, se construiu em vários anos.

O salmista pergunta: “Acaso, nas trevas se manifestam as Tuas maravilhas?” Não. Quando a alma está cheia de trevas, não é possível ser feliz. A vida é “terra do esquecimento”, terra da morte. Morrem os sonhos, a família, os planos futuros. Nós os matamos todos os dias com as nossas atitudes, irremediavelmente controladas pelo mundo inconsciente de feridas e chagas que alguém abriu quando éramos crianças.

Existe esperança de recuperação? Existe cura? Sim. O próprio salmista acrescenta no verso 13: “Mas eu, Senhor, clamo a Ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de Ti a minha oração.” O salmista achou remédio para seus males em Jesus.

Clame ao Senhor. Chore diante dEle se for preciso. Ninguém o verá no oculto de sua câmara ou no silêncio do seu coração. Identifique suas feridas e, se não conseguir, peça ao Senhor que assim mesmo o cure delas. Mas seja livre. Para amar, para ser feliz e fazer felizes as pessoas que você ama. Livre para viver sem temor e vencer. Para ser humilde e aprender a pedir perdão. Para aceitar que nem sempre é vitorioso quem chega em primeiro lugar.

Pergunte hoje mais uma vez a Deus: “Acaso, nas trevas se manifestam as Tuas maravilhas? E a Tua justiça, na terra do esquecimento?”


Sexta-feira – 18 de maio

A SABEDORIA CRIADORA

O Senhor com sabedoria fundou a Terra, com inteligência estabeleceu os Céus. Prov. 3:19.

Não adianta querer entender a vida e seus complicados meandros. Quanto mais a ciência avança e faz novas descobertas, mais a criatura fica confusa. A ciência acaba de descobrir que, se você pudesse contar as células de seu corpo, veria que a maior parte delas são micróbios.

Eles pululam por todo o corpo, nos olhos, na boca, no nariz, nos ouvidos e no cabelo. O jornalista do Washington Post, Joel Achemback, os descreve como “criaturas microscópicas que, ao serem amplificadas, se assemelham a terríveis monstros de um filme de terror”. Esses microorganismos abundam especialmente nos intestinos, onde podem ser achados aos bilhões.

Como é possível viver assim? Mas vivemos e somos considerados pela própria ciência como criaturas sadias. Isto prova que jamais seremos capazes de entender os mistérios dos Céus e da Terra.

Outro dia, uma escritora holandesa que conheci no aeroporto de Atlanta, ao saber que era um escritor evangélico, me fez uma pergunta: “Que base de informação você tem, além da Bíblia, para afirmar que Deus existe?” A minha resposta foi: “Que base teria eu para afirmar que Ele não existe?”

Deus não precisa provar que existe. Podemos vê-Lo através de toda a Sua obra de criação, complicada e misteriosa, como este assunto dos micróbios em nosso corpo. Quem não acredita em Deus, sim, precisa provar que por trás de toda esta maravilha não existe um Deus Criador!

Aceitar que “com sabedoria o Senhor fundou a Terra”, é imprescindível para uma vida sadia e equilibrada. Ter a Deus gera segurança, porque a criatura sozinha se sente instintivamente confusa, perdida e sem sentido. Assemelha-se a um barco sem controle em alto-mar. É incapaz de compreender a si mesma e vagueia buscando um sentido para a existência.

Antes de iniciar hoje as suas atividades diárias, volte os olhos para esse Deus Criador. Se bilhões de micróbios não são capazes de destruir o seu corpo, como você acha que o vírus do pecado poderá destruir a sua alma? Não se esqueça de que “o Senhor com sabedoria fundou a Terra, com inteligência estabeleceu os Céus”.


Quinta-feira – 17 de maio

TU ÉS DEUS

Antes que os montes nascessem e se formassem a Terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és Deus. Sal. 90:2.

Você nasceu para viver. O plano original de Deus era que o ser humano vivesse eternamente. Sua imortalidade dependeria de sua relação com a fonte da vida, que é Deus.

Infelizmente, Adão e Eva cortaram essa relação. Comeram do fruto do qual Deus havia dito: “Não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gên. 2:17. O resultado foi a morte, “porque o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23), como afirma Paulo.

Teria sido menos doloroso se depois do pecado a criatura morresse instantaneamente. O sofrimento teria sido evitado. Mas a morte é um processo lento que, no caso de Adão, levou 930 anos para chegar ao fim.

Aqueles anos foram de morte lenta. Dor, sofrimento e angústia foram o resultado de sua desobediência. Engano, mentira e traição passaram a formar parte de sua experiência. Já imaginou ver o corpo dilacerado do filho Abel? Nada disso teria acontecido se o primeiro casal tivesse seguido o conselho divino.

As experiências duras de uma vida de dor ensinaram aos primeiros seres humanos que a obediência aos conselhos divinos é garantia de uma vida feliz. Apesar disso, ninguém possui imortalidade. Só Deus existe “de eternidade a eternidade”.

Não tenha medo da morte. Encare-a como encara todos os desafios da vida. Estamos neste mundo para aprender a administrar a vida. Se você não souber administrar 70 ou 80 anos, como administrará a eternidade?

O seu Deus é eterno e tem prometido retornar na pessoa de Seu filho para procurar você. Naquele dia, chegará ao fim a experiência amarga da morte. Você ressuscitará e viverá eternamente.

Por isso, deixe brilhar a esperança em seu coração hoje. Nada está perdido. Nada está acabado. Embora da perspectiva humana a morte pareça estar vencendo, ela será finalmente derrotada, porque: “Antes que os montes nascessem e se formassem a Terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és Deus.”


Quarta-feira – 16 de maio

ESCOLHA A VERDADE

O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento. Prov. 12:19.

A dona de casa entrou no açougue e pediu um frango de dois quilos. O açougueiro tirou o último frango que lhe restava, e disse: “Este é o último frango. Mas, infelizmente, só pesa um quilo e novecentos gramas. Acho que cem gramas não faz muita diferença, faz?”

“Que pena!”, respondeu a dona de casa, “quero preparar uma receita especial e o frango tem que pesar exatamente dois quilos. Terei que ir a outro açougue.” “Não, não”, interrompeu o açougueiro. “Agora lembrei; tenho mais um frango na outra geladeira, espere só um minuto.” Ele levou o frango para dentro e retornou com o mesmo frango. Colocou-o na balança e, com esperteza, disse: “Aqui está, exatamente dois quilos.”

“Obrigada!”, disse a senhora, “estou tão agradecida ao senhor que decidi levar os dois frangos!”

A mentira não vai longe. Dá a impressão de que resolve o problema, mas é como um “band-aid” colocado sobre a ferida purulenta. Mais cedo ou mais tarde, a verdade se revela como um furacão que arrasa tudo o que a mentira constrói.

Existem mentiras que inventamos para os outros e mentiras que fabricamos para nós mesmos. Ambas são irmãs siamesas. Acabamos acreditando em nossas próprias mentiras. Somos vítimas de nossas palavras. Ninguém coloca a faca em nossas costas. Somos nós que a cravamos no próprio peito.

A boca fala o que o coração vive. A palavra expressa o que a mente pensa. Se a mentira é como a teia de aranha que vai enrolando a pobre vítima até sufocá-la, então a mente e o coração do mentiroso são uma teia de confusão, onde a penumbra reina. Ele não sabe se é dia ou noite, se vai ou se vem, se vive ou morre.

Quando o ser humano abre o coração a Jesus, o Salvador ilumina os rincões mais escuros da alma. Chega a transparência, a vida desabrocha, brilha o coração e os olhos se incendeiam com a luz da autenticidade.

Não fuja de Jesus . Fugir dEle é fugir da verdade e perder-se na escuridão e nas trevas da mentira. Faça de hoje um dia de reencontro com Jesus, com a verdade e com a justiça. Comece a iluminar em casa, na escola, no trabalho ou por onde for, porque “o lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento”.


Terça-feira – 15 de maio

NADA LEVAREMOS

Pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará. Sal. 49:17.

No dia em que escrevo esta meditação, estou em Poza Rica, México. Acabo de tomar conhecimento da morte do príncipe Ranier, de Mônaco. Mônaco é um pequeno país, com apenas dois quilômetros quadrados de território. O príncipe Ranier, ao longo dos seus 56 anos de governo, conseguiu transformar esse pedaço de terra num país charmoso, freqüentado pelas maiores personalidades do mundo. Hoje, Mônaco é uma das capitais mundiais do jogo e um dos paraísos fiscais que atrai grandes fortunas. Evidentemente, o príncipe era um dos homens mais ricos do planeta.

Mas o texto de hoje afirma que “em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará”. Nesta vida, você pode acumular riquezas. Mas, na hora da morte, isso não lhe serve de nada.

Sabedoria é aprender a depositar a confiança e a expectativa em valores eternos. Lamentavelmente, vivemos num mundo pragmático, onde se acredita só naquilo que se pode ver e tocar. Essa filosofia materialista da vida provoca dor, porque tudo o que você toca, inclusive a própria vida, escapa de você como areia entre os dedos.

Não existe nada de errado com a riqueza, fama, poder ou cultura. Tudo tem o seu lugar na experiência humana. Mas, para ter sentido de permanência, tudo isso precisa ser construído sobre bases duradouras que o tempo não é capaz de acabar. Essas bases não são materiais. Não adianta querer vê-las, nem tocá-las. É necessário aceitá-las pela fé.

Você está se sentindo triste, insatisfeito e vazio, hoje? Tenta descobrir a causa para isso e não consegue porque, aparentemente, não existe nenhum motivo para sentir-se assim? Você está bem na vida profissional, familiar, social e financeira e, no entanto, acaba de passar a noite com a sensação de que algo está errado?

Tire os olhos daquilo que é transitório e visível. Busque a Jesus e os valores eternos. Comece com coisas simples, como dizer: “Eu te amo” às pessoas queridas que estão próximas de você. A morte, um dia, pode levar essas pessoas. Mas nada tirará de você as lembranças dos momentos felizes que viveram juntos, “pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará”.


Segunda-feira – 14 de maio

HONRA AO SENHOR

Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda. Prov. 3:9.

Prosperidade financeira não é apenas o resultado da habilidade humana para os negócios. Biblicamente, é um dom divino.

Honrar ao Senhor com os bens é reconhecer que Deus é dono de tudo, e que a criatura é apenas administradora daquilo que recebeu do Criador. Esse fato é apresentado por Salomão como o segredo de uma vida próspera.

O texto de hoje está no capítulo três, que tem como tema central a sabedoria que Deus oferece gratuitamente aos que a buscam. Viver com sabedoria é reconhecer que Deus é o Criador e o ser humano, a criatura. Esse reconhecimento não é apenas teórico e intelectual, é prático e experimental. Sair da teoria e entrar na realidade da vida prática é: “Honrar a Deus com os bens”. O resultado disso é a prosperidade financeira.

Mas não tem gente milionária que não reconhece a Deus? É verdade. Uma pessoa pode ser rica, mas não próspera. Riqueza tem que ver com patrimônio e saldo bancário. Prosperidade tem que ver com felicidade. Riqueza tem que ver com satisfação egoísta dos apetites, e prosperidade tem que ver com realização.

De que vale o saldo bancário quando a família está destruída? Que significado tem o patrimônio quando o filho vive escravo das drogas? O dinheiro pode comprar sonho, saúde, beleza ou sabedoria? Com dinheiro, você pode comprar um bom colchão, remédios, cosméticos ou livros. Mas a vida é feita só das coisas que se podem comprar?

Deus promete prosperidade. Não você servindo ao dinheiro e escravo do seu patrimônio. Mas utilizando o dinheiro para honrar a Deus e para tornar mais felizes as pessoas, começando com a sua família.

Cada novo dia deve ser um dia de renovação. Renovar-se é pensar, analisar e mudar de rumo, se for necessário. Renovar-se é viver. Mudar é característica de pessoas sábias, e a sabedoria é um dom que vem de Deus.

Por isso, hoje, encare os desafios da vida e repita o conselho inspirado de Salomão: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda.”


Domingo – 13 de maio

TUDO PASSA

Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. Sal. 90:10.

Você conhece a teoria do creme dental? Segundo essa teoria, quando você começa a usar um novo tubo, coloca porções generosas na escova de dente. Mas, a partir da metade, inconscientemente passa a usar quantidades menores porque sabe que lhe resta pouco.

Com a vida é a mesma coisa. Quando somos jovens temos a impressão de que a eternidade é nossa. Quando chegam os anos da velhice, cada momento se torna valioso, porque sabemos que o tempo está chegando ao fim.

A Bíblia relata que os primeiros seres humanos viviam em média 850 anos. Com a entrada do pecado, o tempo de vida foi encurtando. Hoje, é uma raridade alguém passar dos cem anos. O salmista afirma que, aos oitenta, tudo “é canseira e enfado”.

A realidade é contundente. Você não tem todo o tempo do mundo para realizar o que planeja; portanto, é preciso levantar-se diariamente cedo e, depois de passar um tempo com Deus, trabalhar incansavelmente na realização dos seus planos.

Outro dia, conversei com um homem de 60 anos que me disse: “Vivi, mas não aconteci. Olho para trás e nada construí. Às vezes, me pergunto se valeu a pena ter vivido.” Sim, a vida é breve e fugaz, mas em vez de levá-lo ao pessimismo ou à autocompaixão, isso deveria conduzi-lo Àquele que permanece para sempre. É justamente “porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”, que devemos construir os nossos sonhos, planos e realizações sobre a única Pessoa que não está limitada nem pelo tempo nem pelo espaço: Deus.

O pouco vivido com Jesus é muito, e o muito vivido sem Ele é vazio, desespero e frustração. Não importa qual seja sua idade, se você a partir de hoje passar a viver em comunhão com o Deus da eternidade, Ele o ajudará a realizar em pouco tempo o que você, sozinho, não conseguiu construir na vida inteira.

Nunca é tarde para quem acredita em Deus. Todo dia é um novo dia. A vida é um permanente começar. A despeito dos problemas e dificuldades, encare hoje os desafios, sabendo que nesta vida “tudo passa rapidamente, e nós voamos”.


Sábado – 12 de maio

ANSIEDADE OU PRECAUÇÃO

A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra. Prov. 12:25.

Os nativos da tribo campa me ensinaram lições de vida prática. Certo dia, esqueci a mochila no barco. Fiquei desesperado, tentando descobrir a maneira de recuperar meus pertences. “Não há nada que possamos fazer agora”, disse o chefe da aldeia. “Amanhã, o barco retornará e o condutor trará a sua mochila de volta.”

“E se ele não trouxer?”, perguntei ansioso. “Nesse caso”, respondeu o sábio cacique, “guarde suas forças para resolver o problema amanhã.”

Você sabe muito bem que a ansiedade não resolve nada, só causa sofrimento. Mas se você for tão humano quanto eu, a sua tendência é passar horas analisando um problema cuja única solução é o tempo. Lamentavelmente, o tempo não é feito apenas de segundos e minutos, mas também de horas, e às vezes meses e anos.

Que solução há em pensar durante a noite que seu ente querido estaria vivo se não tivesse viajado? Qual é o benefício de desesperar-se por um amor que chegou ao fim? Para que mergulhar na areia movediça das lamentações por um negócio que já faliu?

No texto de hoje, Salomão aconselha que, diante de casos que não têm solução humana, a melhor saída é falar palavras de otimismo.

“Eu lhe disse.” “Eu já sabia.” “Agora você entende?” “Quantas vezes lhe falei?” e outras expressões como essas não são, com certeza, “a boa palavra” que o texto menciona.

Você está enfrentando hoje algum drama? Tem a ver com o seu casamento, com a situação de um ente querido, com os negócios ou o emprego? Depois de colocar o problema nas mãos de Deus, peça que Ele o ajude a ver a diferença entre lutar para superar a dificuldade ou preocupar-se inutilmente com algo que, pelo menos hoje, não tem solução.

Se seu problema não pode ser solucionado hoje, durma confiando nas promessas de Deus. E, como disse o velho cacique, guarde suas forças para solucionar o problema quando o momento oportuno chegar.

Hoje é um novo dia. Olhe o brilho do sol. Não há sol onde você está? Olhe a luz do dia. Sabe por que ela existe? Porque, por trás da tormenta, o sol continua brilhando. Espere um pouco e a tormenta passará. Não se esqueça: “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.”


Sexta-feira – 11 de maio

SOU TEU DEUS

Escuta, povo Meu, e Eu falarei; ó Israel, e Eu testemunharei contra ti. Eu sou Deus, o teu Deus. Sal. 50:7.

Existem muitas vozes. Todos pretendem ter a sua verdade. Não é politicamente correto achar que há uma só verdade. O relativismo deu origem ao pluralismo. Todos querem ser ouvidos. Do ponto de vista bíblico, as pessoas precisam ser escutadas e respeitadas.

Deus deu a cada um o direito de escolher o seu caminho. Nem o próprio Criador obriga a criatura a aceitar algo que ela não quer.

Ao povo de Israel, Deus disse: “… te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.” Deut. 30:19.

No salmo de hoje, Deus pede para ser ouvido. O ser humano parece disposto a ouvir qualquer voz, menos a de Deus. Cria suas próprias teorias, estabelece seus critérios, define seus valores, determina o que é moral ou imoral. Mergulha nas suas filosofias existencialistas, no seu raciocínio humanista e, fazendo uso da liberdade que Deus lhe deu, nega inclusive o seu Criador.

Mas Deus pede: “Escuta, povo Meu.” Sal. 50:7. Por que Deus deseja ser ouvido? Por que chama a atenção das pessoas? “Eu sou Deus, o teu Deus”, disse Ele. Ele precisa da obediência dos Seus filhos para continuar sendo Deus? Nutre-se da atitude servil de Suas criaturas? Claro que não. Ele chama a atenção dos filhos porque deseja vê-los feliz. Ele conhece o fim desde o princípio. Sabe, melhor do que ninguém, o que é certo e o que é errado. Conhece o caminho que conduz à vida ou à morte. Ele é Deus.

O ser humano cria uma infinidade de pequenos deuses: idéias, filosofias, objetos. Prefere ouvir esses deuses fabricados. Ao fazê-lo, segue suas próprias inclinações. Mas Deus lembra: “Eu sou Deus, o teu Deus”. Você pode dizer: “Sim, Senhor, eu O aceito”, ou pode também continuar andando nos seus caminhos e escolhendo as suas veredas.

De que tamanho é o seu Deus? Isso vai determinar a sua atitude diante dos problemas da vida. Um Deus pequeno pode funcionar quando tudo vai bem. Mas quando a tormenta chegar, que “energia” é capaz de livrá-lo da angústia? Por isso, hoje, ouça o Senhor dizendo: “Escuta, povo Meu, e Eu falarei… Eu sou Deus, o teu Deus.”


Quinta-feira – 10 de maio

ESPERANÇA OU EXPECTATIVA?

A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá. Prov. 10:28.

Há diferença entre esperança e expectativa. Expectativa é olhar para o futuro sem saber o que vai acontecer, mas desejando que aconteça o melhor. Esperança é a certeza de que o futuro trará o melhor que Deus tem para você.

A esperança tem o seu fundamento na palavra de Deus. A expectativa, no sentimento do ser humano. A esperança é alimentada todos os dias, a despeito das circunstâncias adversas e as dificuldades do caminho. A esperança vem da confiança nas promessas divinas. Por isso, é patrimônio dos justos.

No livro de Provérbios, justiça não é somente um determinado padrão de conduta. Justiça tem que ver com o caráter, com as intenções íntimas e os desejos ocultos do coração. O esforço e a disciplina humana podem modificar as atitudes exteriores, mas não transformam o coração. Portanto, justiça é fruto da obra de Deus. Um homem justo é aquele que permite Deus agir em sua vida.

O justo é um homem de fé. Confia no Senhor porque O conhece. Sabe quem é Deus porque passa tempo a sós com Ele. Esse companheirismo diário com o Criador gera a esperança em seu coração. Sabe que pode confiar nas promessas divinas. Tem certeza de que elas se cumprirão, mesmo que a sua mente não entenda como, nem quando.

As pessoas que não vivem essa experiência de comunhão e companheirismo com Deus são chamadas por Salomão de perversas. Perversão não é a simples ignorância do bem, é a deliberada rebelião contra o bem, o endeusamento do ego, a soberba espiritual e o desejo de banir por completo a existência de Deus.

O perverso olha para o futuro e espera. Mas suas expectativas não têm fundamento seguro. São apenas desejos. Confia na sorte, no destino ou, na melhor das hipóteses, na força de suas mãos ou na “energia interior”. Mas ele é criatura, embora não o reconheça, e como criatura é passageira e mortal.

Onde está depositada a sua confiança? Quem está no controle das suas expectativas futuras? As respostas a estas perguntas são transcendentais, porque “a esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá”.


Quarta-feira – 9 de maio

ANJOS TE GUARDARÃO

Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Sal. 91:11.

Você atravessava a hora mais difícil de sua vida. De repente, alguém que nunca tinha visto, e que nunca mais viu, apareceu para ajudá-lo. Prepare-se; ele pode ter sido o anjo do Senhor enviado para socorrê-lo.

Anjos existem. Por mais que a mente pragmática do ser humano resista em aceitar, anjos são uma realidade. Espíritos ministradores em favor da humanidade, eles muitas vezes tomam a aparência humana para correr em seu auxílio.

Eles estão por todos os lados. Correm de um lugar para outro. Sua missão é proteger. A Bíblia é enfática ao afirmar a existência e a missão dos anjos. Nas horas mais difíceis de minha vida, tenho percebido o trabalho dos anjos em meu favor.

Certa ocasião, Abraão estava com a faca levantada, pronto a sacrificar seu filho Isaque. Era um teste de fé. Deus nunca permitiria a morte de Isaque. A Bíblia afirma que, no momento fatal, o anjo do Senhor disse: “Abraão! … Não estendas a mão sobre o rapaz.” Gên. 22:11 e 12.

Quantas vezes o anjo do Senhor surge no momento em que estamos para fazer algo do qual nos arrependeremos a vida toda. Com freqüência, ele fala ao seu ouvido no momento em que você precisa tomar uma decisão que pode definir o futuro de muita gente. Como é bom saber que você não está sozinho ao transitar pela difícil estrada da vida.

Peça hoje a Deus que envie o seu anjo para acompanhá-lo na jornada deste dia. Você precisa tomar uma decisão difícil? Está com medo, porque tem pela frente um exame ou uma entrevista difícil? Teme equivocar-se na resposta que precisa dar? A viagem que está para empreender está lhe causando estresse? Não tema. Você nunca está sozinho. Deus está pronto a dar-lhe sabedoria para tomar as decisões certas. E, além disso, promete que enviará Seus espíritos ministradores para ajudá-lo no momento em que você sentir que suas forças não são suficientes.

Por isso, hoje, antes de iniciar as atividades do dia, feche os olhos e repita: “Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos.”


Terça-feira – 8 de maio

UMA EXPRESSÃO DE AMOR

Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem. Prov. 3:12.

Dois verbos expressam a mensagem de hoje: amar e repreender. Na mente do sábio, a repreensão é conseqüência do amor.

O ser humano nunca entenderá o amor divino, por uma simples razão: Ele julga o caráter de Deus da sua perspectiva de homem. E o amor humano, por mais puro que pareça, traz a mancha do egoísmo. Ama, esperando algo em troca, por interesse ou por conveniência.

Com Deus, as coisas são diferentes. Ele ama porque Sua natureza é o amor. Ama sem esperar nada em troca, simplesmente pelo fato de amar. O amor leva o Senhor a querer o bem de Seus filhos. Muitas vezes, quando o filho amado, fazendo uso de sua liberdade, corre nesciamente em direção da morte, o pai usa o instrumento da repreensão para trazê-lo de volta ao caminho da vida.

Em hebraico, a palavra repreensão ou castigo é yakay, e literalmente significa convencer. É pena que às vezes a única maneira de convencer o filho é através da dor. Talvez por isso a maioria dos tradutores usa a palavra castigo. O próprio Senhor, falando de Israel, disse: “Eu lhe serei por pai, e ele Me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.” II Sam. 7:14.

Você consegue imaginar um Deus com o rosto vermelho de raiva e o chinelo na mão correndo atrás do garoto malcriado? Claro que não! Deus é amor e nunca perde a paciência. Seu “castigo” ou “repreensão” nada tem a ver com raiva. É por amor que tenta convencer o filho acerca do futuro triste que o aguarda, caso continue na senda do mal, e permite que as próprias decisões erradas do homem lhe tragam dor e produzam lágrimas. Infelizmente, essa é a única linguagem fácil de ser entendida pela criatura.

Qual é a direção da estrada que você escolheu? Já parou para avaliar, ou será necessário cair exausto, sem forças e ferido para ficar convencido de que existe uma estrada melhor?

Hoje é um novo dia, e todo novo dia é também uma nova oportunidade de tomar decisões sábias. Que decisão poderia mudar o rumo de sua vida? Lembre-se: “O Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem”.


Segunda-feira – 7 de maio

NASCIDO EM PECADO

Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Sal. 51:5.

O jovem que falava comigo acabara de perder o emprego outra vez. Estava triste porque pagava seus estudos na universidade com o dinheiro que recebia. “O pior de tudo”, disse aflito, “é que eu sou o único culpado. Sou orgulhoso e explosivo e isso está destruindo a minha vida.”

Como esse jovem, há muitas pessoas que percebem que existe algo de errado com elas. Tentam mudar, mas não conseguem. São conscientes de que há dentro delas uma força estranha que as leva a fazer coisas que não gostariam de fazer, e se perguntam: “Por que sou assim?”

A resposta está no versículo de hoje. Davi também tinha esse problema que o levou não a perder um emprego, mas quase a vida eterna.

Este salmo foi escrito depois que Davi mandou assassinar Urias, para esconder seu adultério com a esposa do general. Foi um pecado consciente, e premeditado. No início, quando a tentação apareceu, ele tentou fugir. Mas descobriu que dentro dele havia uma força misteriosa que o empurrava para longe de Deus e de Seus princípios.

Davi caiu e caiu feio. Meses depois, quando ele pensava que tinha cometido o crime perfeito, confrontou-se com o profeta Natã e não pôde fugir do seu pecado. O salmista correu desesperado, entrou numa cova e, arrependido, escreveu o Salmo 51.

No verso de hoje, Davi fala da natureza pecaminosa. Disse: “Nasci em pecado.” Todos nascemos em pecado, separados de Deus e com uma natureza que não gosta de andar nos caminhos da vida. É uma natureza egoísta, que dá guarida e alimenta os sentimentos mais grotescos do ser humano: ciúme, inveja, maledicência, cobiça, lascívia, etc.

Ninguém é culpado de ter nascido assim. A culpa que carregamos é não querer tomar o remédio para esse problema. Jesus morreu na cruz do Calvário e comprou a nossa liberdade. Hoje, só continua sendo escravo da natureza pecaminosa quem quer.

Não tente lutar sozinho. Com esforço humano você pode disfarçar, aparentar e dissimular. Mas não pode mudar. A única esperança de transformação está em Cristo. Só nEle há vida. Vida plena, abundante e cheia de significado. Mas isso só pode ser realidade na vida de quem reconhecer: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.”


Domingo – 6 de maio

PARA A VIDA OU PARA A MORTE

O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar. Prov. 12:26.

A história de Dilma é escabrosa. Foi presa, acusada de contaminar com o vírus HIV um número enorme de pessoas. Confrontada pela justiça, disse que depois de ter sido sempre fiel a seu esposo e ter sido contaminada por ele, saía todos os dias para se vingar dos homens. Ela se relacionava de propósito com todos os que se aproximavam dela. “Queria levar para a morte o maior número de homens”, disse, sem sinal de arrependimento. Dilma não teve tempo de ser julgada. Morreu pouco tempo depois de ser presa.

O caso de Dilma horrorizou a opinião pública. Muita gente dizia entender por que ela havia agido desse modo. Uma pessoa em desespero chega ao limite da irracionalidade. No entanto, o texto de hoje fala do perverso que, sem aparente justificativa, leva o maior número de pessoas para o caminho do mal.

O provérbio de hoje fala do poder da influência. Palavras, atitudes, gestos e posturas exercem influência nas pessoas que nos rodeiam, desde os familiares até os companheiros de trabalho, de estudo, ou membros da comunidade.

Um pai que fuma ou bebe está transmitindo uma mensagem para seus filhos. Não diz nada com palavras, mas com a sua conduta está afirmando: “Filho, eu sei que você me admira e gostaria de ser como eu, quando crescer. Então veja o que estou fazendo e faça o mesmo.”

A influência é um dos maiores dons que recebemos de Deus. Quanto mais aumenta o raio de atuação, aumenta também a responsabilidade. Alguém disse com sabedoria: “És responsável por aqueles que conquistas.”

Para onde estou levando as pessoas que me amam? Que valores estou transmitindo? Quando o dia do acerto de contas chegar e eu estiver diante do tribunal divino, terei que explicar com detalhes por que fiz o que fiz e disse o que disse.

“Ó, Senhor! Tu conheces o caminho melhor do que ninguém. Tu que és o próprio Caminho, a Verdade e a Vida, ensina-me a ser ovelha obediente e submissa, de modo que a minha vida seja uma inspiração para as pessoas que se relacionam comigo.”

Gostaria de orar assim? Faça-o no silêncio do coração, no recôndito da alma, e enfrente hoje os desafios da vida, sabendo que “o justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar”.


Sábado – 5 de maio

COMO PALMEIRA

O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Sal. 92:12.

Estou cansado. A viagem de Foz do Iguaçu, no sul do Brasil, a Lexington, na parte centro-oeste dos Estados Unidos, levou quinze horas. O sono quase me domina enquanto Jorge dirige o veículo que nos conduz a Nashville. Apesar do cansaço, é impossível deixar de admirar o pôr-do-sol e especialmente o colorido majestoso das folhas.

“Você devia ter chegado aqui quinze dias atrás; era uma explosão de cores e formas”, diz o meu companheiro.

O outono está chegando ao fim no hemisfério norte. As folhas ainda caem, deixando um espetáculo deprimente que anuncia o inverno. Quem contempla as árvores aparentemente secas e sem vida, não imagina que depois do longo inverno outras folhas brotarão e virá novamente a explosão de cores e formas.

Isso me anima. O verso de hoje diz: “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano.” Sal. 92:12. Esse verso fala de esperança, a despeito das circunstâncias duras e difíceis que possam aparecer. Esperança é a certeza de que amanhã tudo vai ser melhor do que hoje porque Jesus está no controle da vida.

A palmeira era considerada a rainha das árvores naquelas terras desérticas. Enquanto outras árvores não passavam de arbustos, por falta de água, a palmeira crescia ereta e garbosa porque aprofundava suas raízes até achar o líquido nas profundezas da areia sem vida.

Assim são os justos. Eles sabem onde procurar sabedoria, e aprendem a viver uma vida de prosperidade e felicidade apesar das adversidades que a vida pode apresentar.

Já é tarde na estrada que leva de Lexington a Nashville, mas nunca é tarde para quem busca a Jesus, fonte de justiça e de vida. As folhas caem por aqui, anunciando a chegada do inverno rigoroso. Apesar disso, não há por que ficar triste ou temer. Esse inverno também passará e chegará a primavera, anunciando que um dia, talvez mais próximo do que esperamos, chegará a primavera eterna onde o Sol da Justiça brilhará para sempre.

Não desanime. Encare este novo dia com o coração cheio de esperança, porque: “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano.”


Sexta-feira – 4 de maio

ACEITE A DISCIPLINA

Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão. Prov. 3:11.

Todos os dias, em cada esquina, a vida nos apresenta surpresas. Algumas agradáveis, outras tristes. Damos as boas-vindas às primeiras. Rejeitamos as segundas. Afinal de contas, o ser humano não foi criado para sofrer. Foge de tudo que lhe provoca dor.

A dor é um elemento estranho no Universo perfeito de Deus. Morte, tristeza e lágrimas não existiam quando o mundo saiu das mãos do Criador. Espinhos e sofrimento apareceram no cenário edênico como conseqüência do pecado.

Hoje, a dor e o sofrimento são realidades da vida. Chegam em forma de adversidades, conflitos, problemas e uma variedade de experiências traumáticas. O que fazer com elas? O que Deus faz para livrar do pecado Seus filhos?

Erradicá-lo num instante, não poderia. O pecado, como qualquer enfermidade, tem um processo de duração, às vezes longo e insuportável. Mas precisa de tempo para amadurecer e chegar ao fim.

O que Deus faz é redirecionar o sofrimento. Quando a dor chega, vem com o propósito de destruir. Esse é o alvo do inimigo. O que mais lhe apraz é fazer a criatura sofrer e levá-la a pensar que Deus é o causador.

Mas Deus toma o sofrimento e lhe dá um novo rumo. Usa-o como instrumento de educação, formação, restauração e correção. O sofrimento muda de propósito e de nome. Não se chama mais dor, senão disciplina. A dor destrói e mata. A disciplina traz vida. A dor adormece, a disciplina acorda.

Portanto, não rejeite a disciplina. Aceite-a, administre-a. Deixe-se educar, polir e burilar. Você e eu somos pedras brutas. Existe dentro de nós um diamante escondido que só as adversidades da vida serão capazes de fazer aparecer.

Amanhã será outro dia. As nuvens de hoje terão passado. O sol brilhará de novo, e com ele brilhará você. Acredite nisso: “Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão.”


Quinta-feira – 3 de maio

A BOLA DE PANO

Do Céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Sal. 53:2.

Quando era menino, eu gostava muito de futebol. Meu sonho era ter uma bola de couro. Naquele tempo, para mim, era quase um sonho impossível.

Um dia estava tentando fazer uma bola de pano. Tinha juntado papel, pano, agulha e linha. Havia me ferido várias vezes com a agulha, mas a bola não saía do jeito que eu queria. Nisso, ouvi a voz do meu pai chamando. Fiquei chateado. Não podia haver momento mais inconveniente para ele chamar. Eu estava concentrado na confecção da minha bola, e ele continuava chamando. “O que será que ele quer?” pensei, mas continuei tentando resolver meu problema.

Diante da insistência do meu pai, levantei-me e fui. Ao chegar perto dele, não podia acreditar no que estava vendo. Ele tinha nas mãos uma linda bola, dessas de couro e cadarço que se usava antigamente. “Eu não deveria dar-lhe esta bola porque você não veio imediatamente”, disse meu pai.

O tempo passou. Já vivi muito. Hoje, também sou pai e sei que, quando o pai chama, é só para o bem do filho. Nada há neste mundo que o pai deseje mais do que a felicidade do filho. Jesus um dia afirmou: “Se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” Luc. 11:13.

Esta é a mensagem de hoje. Davi afirma que Deus olha do Céu para ver se há alguém que O busque. Por que o Pai deseja que o ser humano O busque? Porque longe de Jesus a criatura não pode ser feliz. Poderá ferir-se talvez, tentando fazer sua “bola de pano”, mas qualquer realização será passageira. Jesus deseja que você seja sábio para viver a vida na sua plenitude. Mas, longe de Jesus, é quase impossível. Sem Ele não há sabedoria.

Paulo diz aos coríntios que Jesus Se tornou, da parte de Deus, “sabedoria”. Portanto, buscar a Jesus é buscar sabedoria. Encontrá-Lo é achar sabedoria. E ser sábio, meu amigo, é saber viver, saber vencer, saber perder e até saber morrer, com dignidade.

Ainda dá tempo de fazer deste o grande ano de sua vida, a virada de sua existência. Busque sabedoria em Jesus, e lembre-se de que “do Céu, olha Deus… para ver se há… quem O busque”.


Quarta-feira – 2 de maio

LÍNGUA COMPRIDA

O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína. Prov. 13:3.

Existe um ditado árabe que afirma: “Cuidado para que a tua língua não enforque o teu pescoço.” A figura da língua comprida, nesse ditado, simboliza a rapidez e leviandade com que algumas pessoas falam.

Viver é comunicar-se. No relato da criação, Deus fez Eva porque não era bom que o homem estivesse só. A vida sem comunicação seria incompleta. O relacionamento humano deve ser uma estrada de duas vias.

O instrumento de comunicação que o Criador entregou ao ser humano foi o dom da palavra. A palavra seria a ferramenta que serviria para construir pontes e unir vidas. A entrada do pecado, porém, tornou a palavra um instrumento ambivalente. Com ela, o ser humano pode construir ou destruir, ferir ou curar, levantar ou derrubar.

Pessoas sábias são felizes porque aprenderam a usar a palavra como bálsamo curador e pincel restaurador. A palavra dita em tempo oportuno revoluciona vidas e transforma situações. Olhe à sua volta. Existe gente cujo coração é terra seca, esperando uma gota de água. Essa gota pode ser a palavra e a sua boca, o manancial.

O texto de hoje apresenta o resultado do uso da palavra. Se você falar com prudência, na medida certa e da maneira adequada, receberá como recompensa a vida. “O que guarda a boca conserva a sua alma”, diz o provérbio. O original hebraico diz: “conserva a sua vida”. A vida é, em parte, o resultado do que você faz com a palavra.

Por outro lado, “o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína”. Prov. 13:3. Abrir os lábios com facilidade é falar sem pensar, instintivamente, sem medir conseqüências. Irônico como possa parecer, a vítima não é o próximo, mas o próprio dono da palavra.

Use hoje o dom da palavra para elogiar e não para bajular, para aconselhar e não para criticar, para perdoar e não para condenar. Busque a Jesus, o Verbo, a Palavra de Deus e peça que Ele habite em você e fale através de suas palavras. Ouça, aceite, abra os braços, dê oportunidades, construa e restaure sem esquecer que “o que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína”.


Terça-feira – 1º de maio

TRONO FIRME

Desde a antiguidade, está firme o Teu trono; Tu és desde a eternidade. Sal. 93:2.

Quando você sofre e não sabe por que, está em disputa o trono de Deus. Quando você olha ao seu redor e vê injustiça, está em jogo a autoridade divina. Quando os noticiários mostram uma criança mutilada na guerra, a luta concentra-se em torno da soberania divina.

Alguém tenta arrebatar o trono de Deus. Alguém quer usurpar a autoridade divina. Alguém acusou Deus, desde o princípio, de ser ditador, injusto e arbitrário.

Esse intento de desfigurar o caráter divino, com a finalidade de apoderar-se do trono, foi iniciativa de Lúcifer, considerado o mais formoso de todos os anjos.

O surgimento do mal no coração de Lúcifer é um mistério. A Bíblia não explica. Simplesmente mostra as conseqüências que essa rebelião trouxe para ele e seus seguidores.

Apesar dos ataques do inimigo, o trono de Deus foi preservado. “Desde a antiguidade, está firme o Teu trono”, afirma Davi. Lúcifer perdeu e foi expulso do Céu. A partir daí, o conflito foi transferido para este mundo e, especificamente, para o coração humano.

Cada vez que a dor toca a porta do seu coração, o inimigo quer que você pense que é Deus o causador do seu sofrimento. Mas a Bíblia afirma que a dor nasce na mente do inimigo. Não no coração de Deus. O Senhor só quer o melhor para Suas criaturas. Seus pensamentos são de amor e não de ódio.

O inimigo o faz sofrer com o propósito de que você se revolte. Naquele instante, ele toma o controle do seu coração e enche sua vida de amargura. Você perde a paz e não consegue ser feliz nem fazer felizes as pessoas que ama.

Não permita que os sentimentos de amargura tomem conta do seu coração. Faça como Jó em meio à dor. Diga: “Eu sei que o meu Redentor vive.” Jó 19:25. Então Jesus assumirá o trono do seu coração. Você estará pronto a enfrentar as vicissitudes da vida com otimismo.

Não saia de casa, hoje, sem ter a certeza de que Jesus ocupa o trono de seu coração. Na luta milenar entre Cristo e Satanás, deixe que o Salvador seja vitorioso, porque: “Desde a antiguidade está firme o Teu trono; Tu és desde a eternidade.”


MAIO 2018


ABRIL 2018


Segunda-feira – 30 de abril

CONFIA NO SENHOR

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Prov. 3:5.

Vivemos em um mundo de engano e mentira. A propaganda promete maravilhas em letras garrafais e esconde a verdade em letras miúdas. Existe gente cujo instrumento de trabalho é a esperteza usada para explorar a confiança das pessoas. A fraude é parte dos negócios. Cobra-se o máximo e entrega-se o mínimo. Disfarça-se, esconde-se a verdade. Pinta-se o que é velho e vende-se como novo.

Diante desse quadro, não é estranho achar que todo mundo mente. A confiança é um produto em extinção e, para muita gente, torna-se difícil aceitar a existência de Deus como verdade, vivendo numa cultura fraudulenta.

No entanto, o conselho de Salomão é: “Confia no Senhor.” Prov. 3:5. Esse é um convite ao convívio com Deus. Para você confiar em alguém, precisa conhecê-lo, e para conhecer uma pessoa precisa conviver com ela.

Como se convive com Deus? Separando tempo todos os dias para cultivar o companheirismo com Ele através da oração e do estudo da Bíblia. É preciso disciplina para isso, porque a natureza humana não gosta do companheirismo com Deus. É independente, deleita-se em tomar suas próprias decisões e “estribar-se no seu próprio entendimento.” “Eu acho”, “eu penso”, “eu creio”, são expressões freqüentes da natureza humana. Portanto, separar um tempo diário para comungar com Deus requer esforço. Você sabe que nada que valha nesta vida se consegue sem esforço.

Quanto mais você cultivar o companheirismo diário com Jesus, tanto mais você aprenderá a confiar nEle. Permita que Ele participe de suas decisões e ações. O resultado será uma vida de alegria, satisfação e paz, mesmo em meio às dificuldades e provações.

Se você estiver lendo esta meditação antes de começar o dia, já é um bom ponto de partida para sentir que Jesus estará ao seu lado ao longo desta nova jornada. Confie no Senhor. Ele nunca falha. Os céus e a terra podem passar. Palavras e promessas humanas podem ir e vir, mas as promessas divinas permanecem para sempre. Portanto: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.”


Domingo – 29 de abril

REPREENSÃO E ENSINO

Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem Tu repreendes, a quem ensinas a Tua lei. Sal. 94:12.

Você quer ser feliz? A felicidade abrange todas as áreas da vida. Não é apenas um estado de espírito. É uma experiência real. Você pode ser feliz sempre. Cada minuto, cada dia, cada ano, apesar das circunstâncias e a despeito das dificuldades. A felicidade não é determinada por fatores externos, sejam positivos ou negativos.

O salmista explica, no verso de hoje, que a felicidade está atrelada à repreensão e relacionada com o ensino. Ninguém aprende sem repreensão. Sem aprendizagem não existe felicidade. A felicidade não é algo que se alcança num segundo. É um longo caminho de aprendizagem que envolve descobrimento, renúncia e, muitas vezes, sacrifício.

Infelizmente, desde a entrada do pecado, o melhor instrumento de instrução parece ser a dor. A criança aprende que o fogo queima quando experimenta a dor. O garoto aprende que correr desenfreadamente é perigoso quando leva um tombo ou bate a cabeça. Um dia ele cresce. E, quando seria factível pensar que aprendeu a lição, ele descobre que dentro de si existe uma natureza que, apesar de conhecer o caminho da felicidade, resiste a andar nele.

Deus usa a repreensão para abrir os olhos da criatura rebelde e trazê-la de volta ao caminho. Existem pessoas que só se deixam encontrar por Jesus quando, exaustas, não têm outra alternativa.

Qual é o propósito da repreensão? O salmista responde no verso 13: “Para lhe dares descanso dos dias maus.” Isto me lembra as vezes em que tive que dizer “não” aos meus filhos, para livrá-los da dor e das frustrações.

Está você vivendo hoje um momento difícil? Antes de se lamentar ou achar que Deus o abandonou, por que não faz um balanço da vida? Por que não tenta descobrir a causa? Se algo não está saindo conforme os seus planos, por que não pensar que Deus está preparando outros planos maiores e melhores do que os seus?

Deposite a sua confiança em Deus, mesmo que tenha todos os motivos para “desconfiar”, porque: “Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem Tu repreendes, a quem ensinas a Tua lei.” Sal. 94:12.


Sábado – 28 de abril

ÁRVORE DE VIDA

A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida. Prov. 13:12.

Noel Borja poderia ter-se tornado milionário se tivesse lido e praticado o conselho bíblico de hoje. Ele tinha 30 dias para apresentar-se diante das autoridades e reclamar os 116 milhões de dólares que seu desaparecido avô deixara para ele como único herdeiro.

Infelizmente, a casa onde ele morava estava vazia. Procuraram-no por todos os lados, mas ninguém sabia o novo endereço. A carta que comunicava a notícia se perdeu numa montanha de correspondência não atendida. A data limite expirou e Noel nunca apareceu.

Teria sido tão simples avisar o seu novo endereço. Talvez ele até tenha pensado em fazê-lo. Seguramente disse: “Amanhã.” O amanhã nunca chegou, e ele nunca aproveitou aquela fabulosa quantia de dinheiro. Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje. Esse é o resumo do conselho de Salomão. O amanhã pode não chegar. Hoje é o dia. Agora é a vez.

Tudo que se adia traz tristeza ao coração. Uma decisão, um trabalho, uma resposta. Inventam-se desculpas para justificar essa atitude. As pessoas podem até acreditar nos argumentos que inventamos, mas a vida não. A realidade é dura. Mais cedo ou mais tarde cobra o preço do dever adiado.

Hoje é um dia para reavaliar a nossa atitude diante dos deveres e promessas, porque “o desejo cumprido é árvore de vida”. Prov. 13:12. Não existe melhor exemplo de abundância que uma árvore cheia de frutos. A exuberância de seu aspecto fala de prosperidade e plenitude. Há alegria, gozo e realização. O futuro parece promissor, o presente oferece segurança, e o passado, satisfação.

A árvore cheia de frutos fala do tempo exato da semeadura, do cultivo e da colheita, da estação certa da chuva e do sol. O que tinha que ser feito, foi feito na hora certa, nada foi adiado. Adiar a chuva, por exemplo, teria sido trágico no amadurecimento do fruto.

Este é o dia, não amanhã. Diga “eu te amo”, hoje. Peça perdão agora. Abra os braços para a reconciliação neste instante. Não adie porque “a esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida”.


Sexta-feira – 27 de abril

REFÚGIO E PROTEÇÃO

Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia, pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia. Sal. 59:16.

Muitas vezes Davi viu a sua vida ameaçada. Muitas vezes viveu circunstâncias nas quais sentia que tinha chegado ao fim. Do ponto de vista humano, não havia solução. Esta era uma dessas circunstâncias.

A noite estava escura. Do lado de fora, os guardas, como cães raivosos, vigiavam atentamente a casa de Davi. A ordem de Saul era: “Não o deixem fugir. Amanhã, eu mesmo o executarei” (I Sam. 19:11).“Então, Mical desceu Davi por uma janela; e ele se foi, fugiu.” I Sam. 19:12. Você pode imaginar a ira de Saul, ao descobrir que a presa havia fugido?

Lendo a história, como é narrada, você chegaria à conclusão de que a fuga do salmista foi o resultado da esperteza de sua esposa, Mical. Assim são os seres humanos. Tão logo saímos de uma circunstância difícil, pensamos: “Que sorte eu tive.” “Ainda bem.” “Foi por pouco.” Instintivamente, damos o crédito do livramento às pessoas, circunstâncias ou coisas.

Davi fez diferente. Ele disse: “Cantarei a Tua força.” Ele está se referindo à força divina. Aquele amanhecer poderia ter sido o mais trágico de sua existência. Quando a luz do novo dia despontasse no horizonte, ele poderia estar morto. No entanto, estava vivo e longe da fúria dos seus inimigos. Por isso, acrescentou: “Pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia.” Sal. 59:16.

Cada amanhecer é um presente da misericórdia divina. A noite pode ter sido escura e tenebrosa, cheia de perigos e violência. Mas o sol sempre sai, trazendo alegria, esperança e a perspectiva de uma nova oportunidade.

“Tu me tens sido alto refúgio”, agradece o salmista. Sua experiência é pessoal. O sol de um novo dia pode sair para o mundo. Mas a pergunta é: saiu para você? É Deus seu refúgio, sua fortaleza, no dia de sua angústia?

Só um Deus pessoal pode resolver o drama que você vive e que ninguém compreende. Isso é sair do convencionalismo, da rotina e da monotonia e entrar na dimensão da intimidade com o seu Deus.

Seu casamento está aparentemente condenado ao colapso? Está tudo obscuro à sua volta? Cante hoje como Davi: “Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia, pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.”


Quinta-feira – 26 de abril

PESCOÇO E CORAÇÃO

Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. Prov. 3:3.

É madrugada na cidade de San Luis, na Argentina. Ontem à noite, vi uma cena comovente. Júlio foi batizado e a esposa não sabia. Foi uma surpresa, porque durante anos ele rejeitou a Jesus. As 800 pessoas que estavam no teatro para ouvir a exposição da Palavra de Deus ficaram emocionadas.

Hoje, já é outro dia. Ainda não nasceu o sol, e da janela do hotel contemplo a cidade. Dentro de pouco tempo, milhares de pessoas iniciarão as atividades do dia. No fim da tarde, umas voltarão vitoriosas, e outras derrotadas. A vida é assim. Mas poderia ser de outro modo. Deus estabeleceu princípios para uma vida produtiva e feliz.

Um desses princípios está no provérbio de hoje. O sábio se refere aos conselhos divinos como a benignidade e a fidelidade. Ambas as palavras poderiam ser traduzidas também como misericórdia e verdade. O conselho de Salomão é que esses ensinamentos devem ser atados ao pescoço e escritos no coração.

Os judeus levavam esse conselho a sério. Atavam uma miniatura das tábuas da lei ao pescoço, de modo que cada vez que se movimentassem pudessem ver aquele símbolo dos conselhos de Deus e lembrassem que a obediência ou a desobediência a esses conselhos determinaria o triunfo ou a tragédia da pessoa.

É triste observar que o ser humano, por natureza, é formalista. Dá muita importância às coisas que se vêem e descuida das que não se vêem. Ata os conselhos ao pescoço, mas não os escreve no coração. Por isso, um dia Deus disse: “Este povo se aproxima de Mim e com a sua boca e com os seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim.” Isa. 29:13.

Nada há mais destrutivo do que o formalismo. Viver de aparências. Cumprir tudo em público, mas não viver a verdade, é prejudicial e destrutivo. Além de não funcionar, carrega o trauma da incoerência, que desequilibra a vida interior.

Já amanhece. No horizonte vejo o sol. Este é um novo dia. E, como todo ser humano deseja ser feliz, peço a Jesus que o conselho de Salomão seja uma realidade para mim: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreva-as na tábua do teu coração.”


Quarta-feira – 25 de abril

DIGNO DE SER LOUVADO

Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses. Sal. 96:4.

A sua atitude diante de Deus e a maneira como você O adora é proporcional ao tamanho do seu Deus. O salmista contrasta, neste salmo, o Deus “grande e mui digno de ser louvado” com os deuses criados pelo ser humano.

Se você fabricou seu próprio Deus, é lógico que no momento de adorá-Lo sua preocupação será apenas com você e seus sentimentos. Por mais que você chame de Deus o objeto que suas mãos ou sua mente fabricaram, inconscientemente você se sentirá superior. Esse tipo de Deus está a seu serviço. O centro de sua adoração é você, e não Ele.

É impressionante a quantidade de vezes que os salmos enaltecem e destacam a grandiosidade de Deus. Parece que os ensinamentos desse livro se projetam diretamente para os tempos em que vivemos, onde, para muitos, Deus não passa de uma simples “idéia”.

Assombrou-me a entrevista de um destacado professor universitário que nasceu e cresceu na igreja. “Deus é uma idéia positiva”, afirmou ele, diante das câmeras de televisão: “Se tivesse que dar hoje uma educação para os meus filhos, lhes ensinaria a confiar em Deus. Não como o Deus que os cristãos ensinam. Apenas como uma idéia positiva que faz muito bem.”

Sabe por que o ser humano chega a essa conclusão? Por causa do desejo de libertinagem, que ele confunde com liberdade. “Não quero um deus que me escravize.” “Eu já superei essa etapa”, diz, tentando libertar-se de qualquer princípio orientador que vá contra seu instinto.

O caminho da felicidade é estabelecido por um Deus “digno de ser louvado”, e “mais temível que todos os deuses”. Sal. 96:4. Esse temor não nasce do medo e sim da reverência, do reconhecimento de que não sou uma partícula independente, perdida no Universo. Tenho uma origem certa e um destino glorioso. Meu princípio e meu fim encontram-se no Deus eterno, que um dia me criou por amor.

Por mais que os desafios que você enfrente hoje sejam grandes, por mais que você sinta que não tem forças para resistir às provações da vida, não desanime nem desmaie. Não desista, nem esmoreça, “porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses”.


Terça-feira – 24 de abril

DE QUEM SERÁ A TERRA?

Porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela. Prov. 2:21.

O sonho de Israel era herdar a “terra”. Para eles, a “terra” era Canaã, aonde Deus tinha prometido levar Abraão e sua descendência. Mas quando Salomão escreveu este provérbio, os filhos de Israel já habitavam na terra. Jerusalém era a capital. Portanto, a promessa de hoje está se referindo a outra “terra”, e não simplesmente a este planeta. Aqui se fala de um mundo melhor, onde o pecado não trouxe os flagelos da dor e da tristeza.

Neste mundo há lágrimas, tragédias e morte. A sabedoria que Deus oferece aos Seus filhos não é um antídoto contra essas coisas, e sim a habilidade de lidar com elas e sair vitoriosos. Jesus mesmo disse: “No mundo, passais por aflições.” João 16:33.

Embora os que seguem os conselhos divinos tenham a habilidade de administrar os problemas desta vida, o plano final de Deus é levá-los a um mundo melhor. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram”, relata João, “… e lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apoc. 21:1 e 4.

No conselho de hoje, Salomão apresenta a integridade como resultado de uma vida sábia e como requisito para experimentar, ainda nesta vida, parte das bênçãos prometidas por Deus.

Integridade vem da palavra inteiro. O todo sem uma parte não é íntegro. Não é possível para o ser humano ser feliz dividindo-se diante das circunstâncias da vida. Dividir-se é ausência de compromisso e gera desintegração.

Querer andar por dois caminhos ao mesmo tempo é tolice. A ambigüidade destrói. A falta de integridade mata. Mata os sonhos, os valores e os princípios. E sem princípios não existe vida. São eles que sustentam a existência. Imagine, por exemplo, o caos se não existisse o princípio da gravitação.

A pergunta hoje é: Sou coerente? Existe harmonia entre as minhas palavras e os meus atos? Há integridade em meu proceder? Estou indo para uma terra melhor ou estou tentado a ir, ficando? Isto é fundamental “porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela”. Prov. 2:21.


Segunda-feira  – 23 de abril

GENEROSIDADE DIVINA

Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo. Sal. 116:7.

Este é um dos salmos mais extraordinários da Bíblia. Alguns expositores acreditam que é tão grandioso quanto o Salmo 23. É um hino de gratidão a Deus por causa de Suas obras maravilhosas de libertação.

No início do salmo, há um momento em que o salmista parece não ter forças para resistir às provações. “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza”, lamenta-se no verso 3. Mas se você continuar lendo, verá que em meio ao desespero o salmista clama a Deus. E o Pai ouve o clamor do filho sincero.

No verso de hoje, o salmista encontra-se de novo frente ao perigo. Mas dessa vez não cai em desespero. Sabe, por experiência, o que Deus é capaz de fazer, e fala para si mesmo: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo.”

A palavra generosidade é a chave. Tem que ver com misericórdia. Relaciona-se com um amor sem medida. É desse modo que Deus ama você. A proteção divina na hora da angústia não é um direito conquistado. Nada fizemos para merecer. Mas Deus, por Sua generosidade, estende a mão em nossa direção.

Deus prometeu cuidar de você nas horas mais difíceis. Ele sempre cumpre Suas promessas. Portanto, qual é o motivo para viver ansioso? Se Ele fez maravilhas no passado, por que não pode fazê-las hoje?

“Volta, minha alma, ao teu sossego.” Veja como o autor se dirige a si mesmo. Volta. Retorna. Há algo de errado com esta pessoa. Voou como pomba para longe do ninho, fugiu procurando socorro. As pessoas ansiosas sempre são pessoas fujonas. Fogem de Deus e da realidade. Criam fantasmas imaginários, desesperam-se, entram em pânico e cometem tolices.

Voltar ao sossego é voltar ao ninho. O ninho são os braços do Pai que estão sempre esperando. Sei que o drama que você está vivendo é grande. Mas em Cristo você terá a capacidade de enxergar a dimensão verdadeira do drama que vive e, a partir daí, achar a saída.

Portanto, não se desespere. Este pode ser o grande dia da virada. Com cristo, todo dia é um dia de vitória. Por isso: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo.”


Domingo – 22 de abril

O VISTO, POR FAVOR!

O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo. Prov. 28:26.

O visto. Um simples visto. Fiquei parado dois dias em Madri por falta de visto para entrar na Guiné Equatorial. Erro de informação? Falta dela? Informação incompleta? A essa altura não adianta mais tentar descobrir a causa. Estou em Madri, sem poder viajar, enquanto centenas de pessoas me aguardam em Malabo, a capital da ex-colônia espanhola.

Sentado na sala de espera do Hotel Astúrias, no centro de Madri, penso uma e outra vez na importância de um visto. Quando você precisa viajar para algum país, é dever do país adaptar-se àquilo que você acha, ou é seu dever cumprir os requisitos que o país exige? Eu achava que a taxa podia ser paga no consulado, mas o consulado exigia que a taxa fosse paga no banco. Quando a informação chegou a mim, os bancos já haviam fechado e não adiantou explicar a importância da minha presença em Malabo. Não consegui o visto. Fiquei em Madri e só poderei viajar no vôo que partirá depois de amanhã.

Tudo bem, amanhã os bancos estarão abertos e o problema estará solucionado. Mas agora penso na vida eterna. Chegará um dia em que todos teremos que apresentar o visto de entrada no reino dos Céus. A Bíblia afirma isso categoricamente. O Céu não é o fruto da imaginação de gente que tenta sublimar a dor e o sofrimento deste mundo. O Céu também não é a fuga para pessoas fracas, incapazes de enfrentar com responsabilidade, brio e coragem as agruras desta vida. O Céu existe. É uma das verdades mais cristalinas da Bíblia.

Quando a história deste mundo chegar ao fim, todos – queiramos ou não; acreditemos ou não – teremos que apresentar o visto de entrada. Nesse dia, não terá muito valor o que “achamos”, ou “pensamos”, ou “acreditamos”. Não terá muito valor qualquer explicação ou justificativa. Não é dever do país adaptar-se ao que você acha, é seu dever cumprir os requisitos que o país exige.

Por isso, hoje, antes de iniciar a luta da vida, verifique se o seu visto está pronto. Não é o que você acha, é o que Deus diz. Não é o que você imagina, é o que afirma a Palavra de Deus. Lembre-se: “O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.”

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