Inspiração Juvenil

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Sábado – 21 de julho

O interior é mais importante

Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta. Provérbios 11:22

Tente pintar essa cena em sua mente. Um chiqueiro com muita lama podre no qual todos os dias os donos da fazenda jogam resto de comida, cascas de frutas e outras coisas mais que são descartadas da casa. Lá estão alguns porcos bem grandes que se esbaldam rolando na lama.

O fazendeiro, dono daqueles animais, resolve juntar muito dinheiro para comprar um lindo anel de ouro. Depois de muito trabalho e muitas economias, ele se arruma, passa seu melhor perfume e vai até a cidade mais próxima. Entra em uma joalheria e pede o anel de ouro mais caro que estiver na vitrine. A vendedora pega o anel, embrulha para presente e entrega o pacote para o fazendeiro. A viagem de ida e volta durou algumas horas, e a esposa dele está radiante pensando que ganhará aquele lindo e caro anel. Ela senta e espera o marido.

O homem chega em casa. Ela abre um sorriso. Seu olhar acompanha os passos firmes do esposo, que está se dirigindo para a porta de saída. Ela corre para a janela e contempla, sem entender, a razão de ele estar se dirigindo para o chiqueiro. O fazendeiro abre a porta da casa dos porcos, afunda seu pé na lama podre e se aproxima do animal mais velho. Perplexa, a esposa observa o marido colocar o lindo anel de ouro no focinho do porco, que, imediatamente após receber o presente, afunda-o na lama.

Essa cena não faz nenhum sentido, especialmente, porque é um desperdício colocar algo tão bonito em um lugar tão sujo quanto o focinho do porco. Salomão quer ensinar algo muito forte com essa metáfora.

Vivemos em uma sociedade que supervaloriza a beleza física. Muita gente vive constantemente preocupada com a estética. A beleza de uma pessoa sem princípios é tão desperdiçada quanto um anel no focinho de um porco.

Devemos cuidar da estética, mas nunca podemos nos esquecer de que o mais importante não está por fora. O que realmente importa é ter um caráter semelhante ao de Cristo. O tempo cuidará de deteriorar um corpo escultural, mas nunca destruirá um caráter de ouro. Deixe Jesus embelezar seu caráter. Com Ele no centro da vida, você será para sempre bonito por dentro e por fora.


Sexta-feira – 20 de julho

Parabéns pra você!

O desejo dos justos resulta em bem; a esperança dos ímpios, em ira. Provérbios 11:23

Hoje é meu aniversário! Em uma terça-feira, no ano de 1982, eu nasci como o primeiro filho do casal Fátima e Ferreira. Louvo a Deus pela dádiva da vida e por tudo o que Ele tem me dado ao longo desses anos. Como você, não sou perfeito; mas, olhando para trás, posso afirmar que, em cada passo da minha existência, Deus demonstrou Seu cuidado.

Minha mãe me contou que meu parto foi um pouco complicado, e eu corri risco de morte. Nossa família não tinha muitos recursos, mas nunca nos faltou o que comer. Graças a Deus e à visão positiva de meus pais, fui incentivado a estudar. Mesmo na escola pública, pude avançar nos estudos, cursar o nível superior e me tornar capaz de ganhar o sustento de minha família.

Tenho plena consciência de que não mereço tantas bênçãos, mas também sei que o Senhor não nos abençoa porque merecemos, mas porque Ele nos ama e escolhe nos agraciar com Seus presentes. Cada dádiva de Deus é fruto de Sua graça.

O provérbio de hoje nos incentiva a caminharmos com Cristo a cada dia. Não há justiça em nós; mas, quando estamos perto Dele, Seu manto de justiça nos cobre. Dessa forma, a Bíblia nos garante: o bem será o saldo de nossa vida.

A Bíblia revela o que temos que fazer para seguirmos os planos de Deus: “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’”, diz o Senhor, “‘planos de fazê­-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a Mim, virão orar a Mim, e Eu os ouvirei. Vocês Me procurarão e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração’” (Jeremias 29:11-13). Deus tem para nós presentes muito maiores do que podemos imaginar.

Não é necessário que hoje seja o dia de seu aniversário para que Deus lhe dê presentes. Se você se achegar a Ele e aceitar Sua justiça, as bênçãos celestiais cairão sobre sua vida em abundância. Eu resolvi aceitar a justiça de Cristo em mim e confirmar essa aceitação a cada dia. Convido você a fazer o mesmo. Assim, todos nós poderemos ouvir de Deus: “Parabéns pra você!”


Quinta-feira – 19 de julho

Justiça – II

Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. Provérbios 11:21

Certa vez, ouvi o desabafo de um amigo. Uma determinada pessoa fez uma crítica que o feriu bastante, desconsiderando os aspectos genéticos, a pessoa disse: “Seu pai foi vegetariano a vida toda e morreu de câncer.” Às vezes, nos deparamos com situações como essa. Pessoas que optam por seguir as claras orientações de Deus quanto à alimentação saudável são acometidas por doenças horríveis, enquanto pessoas que maltratam o próprio corpo com maus hábitos alimentares têm uma saúde aparentemente de ferro. Como entender? Asafe, autor do Salmo 73, ficou muito perturbado com o fato de os ímpios não terem aflições.

Quando observamos o referido salmo, facilmente notamos a inquietação do escritor com a questão da prosperidade dos ímpios. O mal-estar é mais acentuado quando ele observa as atitudes que caracterizam a vida das pessoas não comprometidas com Deus. Os ímpios são orgulhosos (v. 6) e fazem questão de exibir seu orgulho como um “colar” (NTLH), são violentos (v. 6), vivem maquinando planos perversos (v. 7), oprimem o próximo (v. 8), blasfemam contra Deus (v. 9), desafiam a Deus (v. 11) e, se não fosse o bastante, andam “sempre despreocupados, [aumentando] suas riquezas” (v. 12). Toda essa situação deixa não apenas o salmista, mas qualquer cristão, no mínimo, confuso. Asafe diz que “quase perdeu a confiança em Deus” (v. 3, NTLH).

O salmista desistiu de tentar entender a vida sob a ótica humana, abandonou seu intento de achar a solução por meio do raciocínio e entrou no santuário (v. 17). Ele finalmente compreendeu que as verdadeiras dificuldades da vida só desaparecem na comunhão com Deus.

Algumas perguntas devem ser respondidas em relação ao santuário. A primeira é: Quem o salmista encontrou no santuário? Quem aliviou as dúvidas de Asafe? Em Hebreus 12:2, está escrito: “Tendo os olhos fitos em Jesus, Autor e Consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que Lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-Se à direita do trono de Deus.”

Sim, nos móveis e ornamentos do santuário, o salmista encontrou Jesus. Somente compreendemos plenamente a vida quando encontramos nosso Senhor e Salvador. Asafe entendeu que, embora os justos sofram, eles terão um final glorioso e eterno ao lado de Jesus. Se olharmos para o final de tudo, teremos paz. Pela fé, entre hoje no santuário de Deus e sinta a alegria e a tranquilidade que só Cristo pode dar.


Quarta-feira – 18 de julho

Justiça – I

Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. Provérbios 11:21

Você já se perguntou a razão pela qual as pessoas que não querem saber de Deus aparentemente vivem tranquilas, enquanto muitos cristãos fiéis têm uma vida difícil? Esse assunto não é novo. É a delicada questão da aparente prosperidade dos ímpios.

A história do patriarca Jó nos ajuda a compreender mais profundamente esse assunto. Ele mesmo levanta essa questão para rebater a afirmação de seus amigos de que sua situação era uma consequência direta de seus pecados.

Jó expõe alguns fatos que certamente deixaram seus interlocutores bem desconsertados. Ele pergunta: Como vivem os ímpios? (Jó 21:7). Imagino que, naquele momento, ele avistasse ao longe a casa de algum vizinho que vivia bem, apesar de seu desprezo em relação a Deus.

Em seguida, Jó faz uma sequência de afirmações que, de certa forma, são contrastantes com sua vida. Os filhos dos ímpios desfrutam e herdam a prosperidade (Jó 21:8), enquanto ele, um inocente, perdeu os filhos. As casas dos ímpios têm paz, sem temor (Jó 21:9), em contraste com a sua casa que foi varrida pelas tempestades. Seu touro (do ímpio) gera, e não falha (Jó 21:10), já os animais de Jó foram roubados.

Não consigo parar de pensar na angústia daquele homem doente enquanto olha para os filhos dos ímpios e lembra-se dos seus. No versículo seguinte, ele deixa escapar uma gota da sua melancolia ao dizer que os ímpios deixam suas crianças correrem como um rebanho (Jó 21:11). Ele mais uma vez volta a se referir à perda dos seus filhos. De todas as perdas dele, certamente essa foi a mais dolorosa.

Tenho um filho, e o amor que sinto por ele vai muito além do que eu posso explicar. Só de imaginar a possibilidade de perdê-lo já me causa sofrimento. Hoje posso imaginar um pouco da dor de Jó ao perder dez filhos ao mesmo tempo. Nenhuma palavra humana poderia confortá-lo.

Jó sabia que a doutrina da retribuição direta não é uma verdade. Nem sempre quem faz coisas ruins recebe o troco imediatamente, e nem sempre quem faz coisas boas receberá sua recompensa na hora. Mas Deus tem um final preparado para cada um.

Quando Jesus voltar, os salvos morarão em um lugar onde tudo é perfeitamente justo. Confie na justiça de Deus e se prepare para viver no mundo de justiça e verdade que Ele está preparando para todos o que confiam em Seu amor.


Terça-feira – 17 de julho

A alegria de Deus

O Senhor detesta os perversos de coração, mas os de conduta irrepreensível dão-Lhe prazer. Provérbios 11:20

Certa vez, houve uma reunião no Céu para a qual os representantes de cada mundo não caído haviam sido convidados. Ali estavam muitos seres celestiais, a música era perfeita, o ar divino deixava todos muito à vontade. De repente, o clima ficou tenso, porque um intruso apareceu na reunião. Ninguém o queria lá. Ele não deveria estar lá, mas se achou no direito de ir.

A Bíblia descreve aquele momento assim: “Chegou o dia em que os servidores celestiais vieram apresentar-se diante de Deus, o Senhor, e no meio deles veio também Satanás. O Senhor perguntou: De onde você vem vindo? Satanás respondeu: Estive dando uma volta pela Terra, passeando por aqui e por ali” (Jó 1:6, 7, NTLH).

O que Satanás estava querendo dizer é que ele havia dominado a Terra e que todos os seus habitantes estavam sob seu governo. O que o inimigo não esperava era o que Deus tinha a dizer: “Você notou o Meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele. Ele Me teme e procura não fazer nada que seja errado” (Jó 1:8, NTLH). Em outras palavras, no ambiente terráqueo, dominado pelo pecado, havia um homem que dava alegria a Deus.

O inimigo ainda continua se sentindo o representante do mundo. Contudo, ele conseguiu piorar e muito as coisas por aqui. O pecado está mais aperfeiçoado, e as pessoas estão mais mergulhadas no mal. Porém, assim como Jó, ao nos comprometermos com o caminho da salvação, mesmo em um mundo perdido, poderemos dar alegria ao coração divino.

Como todo pai, o que mais alegra a Deus é ter os filhos por perto. Nenhum pai amoroso fica tranquilo quando os filhos estão longe. O coração de Deus também se alegra quando Seus filhos estão bem espiritualmente.

Às vezes, fico pensando o que Deus falaria a meu respeito caso precisasse confrontar o inimigo. O que você acha que Deus falaria a seu respeito? Não pense em seus pecados agora. Jó também era um pecador, mas a intimidade que ele tinha com o Pai fez dele uma pessoa especial. Ande com Deus e você será lembrado pelo Céu como alguém que tem as características de Jesus. Assim, você deixará Deus muito feliz.


Segunda-feira – 16 de julho

Espelho

Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal. Provérbios 11:17

“Acredite na bondade.” Assim termina um vídeo promocional de uma empresa japonesa. A peça publicitária, veiculada em canais de televisão, mostra um homem que todos os dias faz o bem para pessoas desconhecidas. Ele ajuda uma vendedora ambulante a empurrar um carrinho pesado, compra algumas frutas para uma senhora pobre, doa dinheiro para uma criança carente ir à escola e alimenta um cachorro de rua.

Durante o vídeo, o narrador pergunta o que o homem ganhará com esses atos. Na sequência da produção, percebe-se que ele não ganhou dinheiro nem fama. Por outro lado, fica evidente que o homem “recebia” o sorriso das pessoas ajudadas, a companhia do cachorro alimentado e a felicidade em ver a menina pobre uniformizada indo para a escola.

Fazer alguém feliz é a maior recompensa que podemos receber. Contudo, infelizmente, há quem queira agir assim com segundas intenções. A verdadeira bondade faz o bem aos outros sem avaliar se ganhará algo em troca.

O versículo de hoje estabelece um princípio muito interessante: o que você fizer pelos outros estará fazendo a si mesmo na mesma medida. Isso ocorre por dois motivos, pelo menos. Em primeiro lugar, porque quanto mais você pratica algo, mais aquilo se fortalece em você. Portanto, quem é bom para os outros entra na rota da bondade e começa a ter essa característica como parte de sua existência.

O segundo motivo é que a vida funciona como um espelho: reflete-se em nós tudo o que emitimos. Tratar alguém com cortesia gera cortesia de volta; tratar alguém com crueldade ou aspereza faz com que essas atitudes sejam devolvidas.

Há apoio bíblico para esse pensamento. Jesus falou: “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mateus 5:7) e acrescentou: “Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (Mateus 7:2).

O que você lançar para os outros será refletido em sua vida na mesma medida. Que você sempre emita bondade e amor!


Domingo – 15 de julho

Topa Tudo

A mulher bondosa conquista o respeito, mas os homens cruéis só conquistam riquezas. Provérbios 11:16

Na minha infância, havia um programa de TV chamado Topa Tudo por Dinheiro. A lógica da atração era levar as pessoas a fazer coisas engraçadas, pagar micos e se arriscar em brincadeiras perigosas para ganhar dinheiro.

Fora do mundo “encantado” da TV, existe gente que tem como lema da vida o título desse antigo programa. Topam tudo por dinheiro. Para ter lucro, abrem mão de princípios, amizades, respeito próprio e até da salvação. O provérbio de hoje contrasta duas atitudes. A primeira é representada por uma mulher que busca conquistar o respeito da sociedade. A outra é representada por homens que fazem tudo para acumular riquezas.

A expressão “só conquistam riquezas”, que ocorre na passagem de hoje, transmite a ideia de que os bens materiais são bem menos importantes que o respeito. Como não podia ser diferente, o texto está certíssimo. Pessoas que não têm mais nada na vida além do dinheiro são miseráveis. Certa vez, alguém disse que “há pessoas tão pobres, que a única coisa que têm é dinheiro”. Não existe pecado em ter muito dinheiro. Porém, se você tiver que optar entre ter mais dinheiro ou ter uma reputação limpa, sempre escolha a segunda opção.

O instituto Robert Half fez uma pesquisa nos Estados Unidos com mais de mil trabalhadores. O objetivo era descobrir qual a qualidade mais admirada em um líder. A resposta majoritária foi: integridade. O mundo dos negócios respeita uma pessoa que segue princípios, ou seja, que faz o que é certo, simplesmente porque é certo. Do ponto de vista cristão, a conquista do respeito tem a ver com o quanto estamos próximos de Cristo. Ellen White comenta que “se quisermos, podemos afastar-nos de tudo o que é baixo e inferior, e elevar-nos para uma alta norma; podemos ser respeitados pelos homens e amados por Deus” (A Ciência do Bom Viver, p. 491). Quanto mais próximos do Céu estivermos, mais respeitados seremos.

Durante a vida, você será tentado a buscar as vantagens financeiras que a desonestidade pode oferecer. Algumas pessoas lhe oferecerão possibilidades de enganar o sistema, deixar de pagar impostos, colar na prova, etc. Não vale a pena viver no “topa tudo por vantagens”. Busque o respeito de Deus e das pessoas. Isso é o que mais lhe trará lucros. A melhor decisão da vida é topar tudo por Jesus.


Sábado – 14 de julho

Pensamento autônomo

Sem diretrizes a nação cai. Provérbios 11:14

“Quem vai pela cabeça dos outros é piolho.” Esse é um ditado para enfatizar a necessidade de pensar por si mesmo. A frase acima pode resumir o provérbio de hoje. A palavra original para “diretrizes” dá a ideia de uma corda que puxa um barco. Em nossa passagem, há um alerta de que, sem o direcionamento da sabedoria divina, a vida pode seguir descaminhos trágicos.

Lembro-me da história de um vizinho na minha infância. Crescemos na mesma rua e com condições sociais semelhantes. Estudávamos na mesma escola e tínhamos um estilo de vida parecido. Ele, porém, começou a seguir os conselhos de garotos que faziam coisas erradas. Em pouco tempo, aquele rapaz se tornou um “fora da lei”. A última notícia que eu tive dele foi que estava preso por tráfico de drogas. Seguindo gente sem rumo, meu colega de infância se perdeu na vida.

Quem não quer ter destino semelhante precisa sintonizar a vida na frequência da sabedoria. Em geral, para ter sucesso na vida é preciso pedir conselhos para pessoas sábias, avaliá-los, aplicá-los às próprias condições de vida, analisar todas as variáveis envolvidas e, só depois disso, tomar as devidas decisões. Não custa lembrar também que todas as escolhas que fazemos devem estar fundamentadas nos princípios bíblicos.

Podemos definir o que foi exposto acima como autonomia. Todo cristão deve ser alguém de pensamento autônomo, julgar os conselhos à luz da Bíblia e tomar uma decisão própria.

Ellen White escreveu que “a verdadeira educação desenvolve essa qualidade divina, preparando os jovens para que sejam pensantes e não meros refletores do pensamento dos outros. Em vez de limitar seu estudo ao que as pessoas têm dito ou escrito, sejam os estudantes encaminhados às fontes da verdade, aos vastos campos abertos para a pesquisa, na natureza e na revelação. Que contemplem as grandes rea­lidades do dever e da vida, e a mente se expandirá e se fortalecerá” (Educação, p. 17).

Não devemos permitir que ninguém manipule nossos pensamentos. Deus deve habitar a nossa mente, devemos ouvir muitos conselhos e, só depois, decidir na direção daquilo que nos aproximará de Deus. Apenas Jesus Cristo deve receber autorização para ser o guia da sua consciência. Peça a Ele autonomia de pensamento e siga na rota da felicidade eterna.


Sexta-feira – 13 de julho

Pescadores e peixes

Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo. Provérbios 11:13

“Amor, já coloquei comida para os peixes”, eu disse à minha esposa todo empolgado. Ela, então, perguntou: “Qual a quantidade que você colocou?” “Não sei, apenas virei o potinho. Acho que caíram umas 20 bolinhas”, respondi inocentemente. Então ela disse: “Você quer matar os peixes? São apenas cinco bolinhas por refeição.” Rapidamente, tentei tirar o excesso, mas não consegui. Os peixes sobreviveram, mas nesse dia o sentido do ditado: “Peixe morre pela boca” assumiu um novo significado para mim.

Em nossa sociedade, existe muito “peixe” não apenas morrendo pela boca, mas também matando com a boca; para ser mais específico, com algo que fica dentro dela: a língua. Reputações são destruídas, mentiras são inventadas e propagadas, críticas exageradas são feitas, palavras fora de tempo são pronunciadas.

Especificamente sobre isso, Ellen White disse: “O professor pode fazer muito para desestimular o mau hábito que é a maldição da coletividade, da vizinhança e do lar, ou seja, o hábito de falar mal dos outros por detrás, tagarelar e criticar impiedosamente. Para esse fim não se deve poupar esforços. Que os estudantes sejam impressionados com o fato de que tal hábito revela falta de cultura, de educação e da verdadeira bondade de coração; inabilita a pessoa tanto para o contato com os que verdadeiramente são cultos e educados neste mundo quanto para a relação com os seres santos do Céu” (Educação, p. 235).

Aprofundando o assunto, ela continua: “Pensamos com horror nos canibais que se banqueteiam com a carne ainda quente e trêmula de sua vítima; mas será que os resultados dessa prática são mais terríveis do que a agonia e ruína causadas pela difamação, pela mancha da reputação, pela dissecação do caráter?” (ibid.).

Usar a língua para difamar, mentir e destruir pessoas é algo que ofende o coração de Deus. Isso faz com que Ele Se lembre do que Satanás fez no Céu quando tentou destruir a reputação divina diante dos anjos. Infelizmente, um terço deles acabou acreditando.

Da boca dos filhos de Deus nunca sairão palavras para destruir outras pessoas porque temos Jesus como modelo de conduta. Durante Sua jornada na Terra, Cristo apenas pronunciou palavras de edificação.

Não somos “peixes” que morrem pela boca, mas pescadores de homens. Em vez de difamarmos pessoas, que nossas palavras sejam a “isca” com as quais muitos sejam “pescados” para o reino de Deus.


Quinta-feira – 12 de julho

Bullying

O homem que não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua. Provérbios 11:12

Segundo a revista Nova Escola, “Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maus-tratos”.

Existem muitas formas de bullying. É praticado contra pessoas acima ou abaixo do peso, altas, baixas, negras e brancas. O mundo virtual não está livre desse tipo de ação preconceituosa.

Há alguns dias, um professor me contou que teve que visitar um aluno de uma escola em que trabalha para tentar convencer o menino a voltar a estudar. O garoto estava sofrendo ataques virtuais e não queria mais ir à escola.

Praticar bullying é errado não apenas diante da lei dos homens, também é, sobretudo, um pecado diante de Deus. Ninguém tem autorização divina para ridicularizar um filho Dele por qualquer que seja a razão. Sobre esse assunto, algumas coisas precisam ser deixadas bem claras. Em primeiro lugar, devemos insistir que um cristão verdadeiro não pratica nem apoia essa prática. Não ri de quem sofre nem anda com quem age assim.

Uma segunda verdade sobre o tema é que os praticantes de bullying precisam parar com urgência, pois estão em pecado. Devem pedir perdão a Deus e a suas vítimas.

Finalmente, gostaria de me dirigir a quem está sofrendo bullying. Você não pode ficar calado. Busque ajuda de seus pais, professores ou até mesmo de autoridades da cidade. Ficar calado apenas deixará o agressor mais livre.

Cada ser humano é muito precioso para Deus. Fazer mal a qualquer um deles ofende diretamente o Céu. Seja sábio e cuide para que da sua boca saiam apenas palavras que edifiquem o próximo. Siga a regra de ouro de Cristo: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam” (Mateus 7:12).


Quarta-feira – 11 de julho

Cidade abençoada – II

Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída. Provérbios 11:11

Nínive foi uma antiga cidade em que a maioria dos moradores se tornou consciente de seus pecados e, por isso, se arrependeu e trouxe livramento para seu território.

Veja o que aconteceu na capital assíria: “Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco. Quando as notícias chegaram ao rei de Nínive, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinza. Então fez uma proclamação em Nínive: ‘Por decreto do rei e de seus nobres: Não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas provar coisa alguma; não comam nem bebam! Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência. Talvez Deus Se arrependa e abandone a Sua ira, e não sejamos destruídos’. Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos, Deus Se arrependeu e não os destruiu como tinha ameaçado” (Jonas 3:5-10).

Podemos extrair algumas lições importantes sobre esse assunto a partir dos casos das três cidades bíblicas mencionadas ontem e hoje. Aprendemos, por exemplo, que uma pequena quantidade de justos faz muita diferença em uma cidade. Sodoma teria sido salva se tivesse alguns deles. Outra lição é que, quando há arrependimento, Deus tem prazer em poupar a cidade. Nínive nos mostra isso. Deus declarou: “Desejaria Eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Deus; não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ezequiel 18:23).

Não importa em qual cidade você vive, se existirem servos de Deus nela, mesmo que em pequena quantidade, ela receberá bênçãos do Céu. Você não tem como responder pelos outros. O que você precisa fazer é se preocupar em ser parte do grupo daqueles que amam Jesus de coração e demonstram isso na vida prática. Sempre que puder, influencie outros a tomarem a mesma decisão.

Sua cidade precisa que você seja um fiel servo de Deus. Você já pensou que suas escolhas poderão trazer grandes benefícios para seus vizinhos e colegas de classe? Portanto, entregue-se a Deus. Muitas pessoas serão abençoadas por sua decisão.


Terça-feira – 10 de julho

Cidade abençoada – I

Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída. Provérbios 11:11

A cidade em que você mora é grande ou pequena? Você gosta dela? O Brasil tem uma variedade muito grande de estilos de cidades. Algumas foram colonizadas por italianos e carregam marcas desse fato, outras têm uma influência alemã muito forte. Há aquelas que se assemelham a Portugal e muitas outras que construíram uma identidade própria. O Brasil tem grandes cidades, mas apenas uma entre as dez maiores do mundo.

A cidade mais populosa do mundo é Xangai, na China, com mais de 13 milhões de habitantes. São Paulo, a maior cidade brasileira, aparece em sexto lugar, com cerca de 11 milhões de habitantes.

Independentemente do tamanho, uma cidade pode ser influenciada para o bem ou para o mal, dependendo de como sua população se relaciona com Deus. Se o que predomina no lugar é o afastamento de Deus, consequências ruins serão sentidas. O contrário também é verdade: pessoas que amam a Deus abençoam os lugares em que moram.

A Bíblia nos apresenta exemplos dessa realidade. A situação de Sodoma e Gomorra é um deles. Quando Deus avisou Abraão que iria até Sodoma para destruí-la, o patriarca teve a seguinte conversa com o Senhor: “‘E se houver cinquenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinquenta justos que nele estão? Longe de Ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de Ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?’ Respondeu o Senhor: ‘Se Eu encontrar cinquenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles’” (Gênesis 18:24-26).

Temendo que não existissem 50 justos em Sodoma, Abraão foi diminuindo o número até chegar a dez. Ainda assim, não havia nem dez justos na cidade. Mesmo a família de Ló já havia sofrido o processo de apostasia. Apenas ele permanecia próximo de Deus. Por isso, a cidade acabou sendo destruída com fogo. As ações maldosas da maioria esmagadora da população causaram o fim da cidade.

Procure ser um canal de bênção para o local onde vive. Ore para que você seja daqueles que trazem o bem sobre o lugar em que mora. Que, hoje, sua oração seja: “Pai celestial, me ajuda a estar ligado a Ti, de forma que eu leve paz e salvação para minha cidade. Amém.”


Segunda-feira – 09 de julho

Prossiga!

Com a boca o ímpio pretende destruir o próximo, mas pelo seu conhecimento o justo se livra. Provérbios 11:9

Um dos filmes de que mais gostei foi Homens de Honra. Ele conta a história de um jovem negro, no final da década de 1940, nos Estados Unidos. Carl Brashear era filho de um agricultor pobre. Apesar das desvantagens financeiras e de viver em um período no qual pessoas não brancas eram marginalizadas na sociedade, ele estava determinado a conquistar seus objetivos. Seu sonho era entrar na Marinha e ser um mergulhador-chefe. Um negro nunca havia chegado nem perto disso.

Em uma das partes mais emocionantes do filme, Brashear vive um momento de crise, sendo incentivado por seus superiores a desistir de uma prova prática de mergulho. No entanto, ele resiste e completa a prova com perfeição, obrigando os oficiais da Marinha a aprová-lo no curso. Nesse contexto, seu instrutor-chefe lhe faz uma pergunta: “Por que você insiste tanto, apesar das dificuldades?” A resposta dele é simples, mas profunda: “Porque disseram que eu não conseguiria.”

O que as pessoas têm falado a seu respeito? Alguém tem dito que você não vale muita coisa? Ou que você não dará em nada? Seus “amigos” riem de você? Alguém já falou que não há salvação para você?

Certa fábula narra a disputa entre sapinhos. O desafio era subir uma parede muito íngreme. Os anfíbios começaram a subir enquanto o público gritava que eles não conseguiriam. Um a um foram internalizando aquelas palavras da multidão e desistindo, mas um deles continuava subindo apesar do grito de desânimo da plateia. Depois de muito esforço, o sapinho chegou ao topo da parede. Quando alguém perguntou quem ele era, a resposta veio: “É o sapinho surdo.”

Louve a Deus pelas pessoas que têm o costume de incentivar as outras. Porém, infelizmente, há muita gente por aí que vive para desestimular quem está a sua volta. Então, diante das coisas ruins que essas pessoas falam a seu respeito, seja como Brashear, que usou essas palavras como degraus, ou como o sapinho surdo, que não as ouviu. Não importa muito o que dizem a seu respeito, o que importa é o que Deus pensa sobre você. Para Ele, temos muito valor e um futuro glorioso. Creia nisso e prossiga rumo ao sucesso.


Domingo – 08 de julho

Confie e descanse

O justo é salvo das tribulações, e estas são transferidas para o ímpio. Provérbios 11:8

Todos os episódios do desenho animado Papa-léguas tinham um enredo semelhante. O Coiote planejava métodos mirabolantes para pegar o Papa-léguas, mas nunca conseguia. O Coiote sempre acabava caindo na própria armadilha.

Preparar o mal para os outros e ser prejudicado pelos próprios planos foi o que sempre aconteceu com quem tentou fazer mal aos filhos de Deus. Essa é uma verdade evidente no texto bíblico de hoje e, também, na história da igreja de Deus desde seu início. Vamos relembrar três histórias bíblicas nas quais essa verdade é demonstrada.

Quando o povo de Israel estava saindo do Egito, depois de muito tempo de escravidão, o faraó ainda não havia aprendido a lição e planejou encurralar os hebreus entre as montanhas e o mar. Deus abriu o Mar Vermelho, e Seu povo passou em terra seca. Os egípcios foram engolidos pelo mesmo mar com que contavam para encurralar os hebreus. “Naquele dia o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e os israelitas viram os egípcios mortos na praia” (Êxodo 14:30).

Outro episódio semelhante aconteceu séculos depois, durante o domínio medo­persa. A vida reta do profeta Daniel havia despertado inveja em algumas pessoas do reino. Para destruí-lo, eles arrumaram uma forma de jogar o hebreu na cova dos leões. O livramento de Deus, porém, inverteu a sentença: “E por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram atirados na cova dos leões” (Daniel 6:24). Fazer o mal para os outros realmente não compensa.

A história da rainha Ester é outro relato no qual se cumpre o provérbio de hoje. Aqueles que prepararam uma cilada para acabar com o povo de Deus terminaram enforcados na forca que eles mesmos prepararam.

Assim como nos exemplos bíblicos acima, algumas vezes os “coiotes” da vida maquinam o mal contra nós. Mas, se estivermos nas mãos de Deus, nossa vida seguirá na rota da salvação. Quando estamos com Jesus, “coiote” nenhum pode tirar a nossa paz nem a certeza da vida eterna.

Você não precisa ter medo das pessoas más. Se você estiver abrigado em Deus, sua proteção estará garantida. Portanto, nunca se esqueça de que compensa ficar debaixo dos planos de Deus. Ele sempre cuida para que você continue seguindo para o Céu. Confie e descanse!


Sábado – 07 de julho

Viva com esperança

Quando o perverso morre, a sua esperança morre com ele; a esperança dos maus dá em nada. Provérbios 11:7, NTLH

Alegria e tristeza fizeram parte daquela semana. Eu estava em Blumenau, que é uma cidade pela qual tenho muito carinho e onde moram bons amigos. Entre a felicidade do reencontro de queridos, aconteceram dois velórios ligados a pessoas da igreja em que eu estava pregando.

Um deles foi de um senhor bem idoso, patriarca de uma família cristã adventista do sétimo dia. Embora a tristeza fosse um sentimento presente e natural, o clima do velório não era de desespero. As lágrimas que rolavam no rosto dos familiares e amigos tinham um brilho de esperança.

O outro velório foi diferente. Era uma senhora de cerca de 40 anos que havia morrido de câncer. O detalhe é que a família não conhecia a mensagem da volta de Jesus e da ressurreição dos justos. Para os amigos e familiares, aquela era uma despedida definitiva, e o desespero estava estampado no rosto da maioria.

A morte é a maior certeza da vida, mas o problema não é morrer. O problema é morrer sem esperança, como o personagem do provérbio de hoje. Todo o esforço de acumular riquezas, honra ou qualquer outra coisa, se esgota no momento da última respiração.

Ao contrário do ímpio, quem escolhe viver com e para Jesus não encerra sua história no fim da vida. A morte será apenas um período de sono, interrompido pelo chamado do anjo da guarda por ocasião da volta de Jesus. O apóstolo Paulo resumiu esse momento da seguinte forma: “Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1 Tessalonicenses 4:16, 17).


Sexta-feira – 06 de julho

Cumbuca

A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona. Provérbios 11:6

Na África, uma das formas de capturar macacos é colocar um coco dentro de uma cumbuca e deixá-la em um lugar de fácil acesso aos animais. O coco passa bem apertado na boca da cumbuca; quando, porém, o macaco põe a mão no local e agarra a fruta para retirá-la, não é possível sair a mão e o coco juntos. Em geral, os macacos não soltam o coco e, presos na cumbuca, são capturados facilmente pelos caçadores.

Dessa prática surgiu o ditado “macaco velho não põe a mão em cumbuca”. Soltar o fruto é tudo o que o animal precisa fazer para escapar da morte, mas ele “prefere” morrer a largar o coco. Não critique o macaco; ele é irracional. Preocupante é o fato de muitas pessoas perderem a vida física e a espiritual de maneira semelhante.

O provérbio de hoje nos apresenta dois grupos de pecadores que estão em situações opostas. O primeiro grupo é formado pelos que, diante da graça de Cristo, tomam boas decisões na vida, abandonam o pecado, lutam contra as tendências ruins e vencem em nome de Jesus. O outro grupo é formado por aqueles que se entregam aos desejos carnais sem a mínima resistência e caem nas garras do inimigo.

O que tem aprisionado as pessoas hoje? A lista é tão grande que não caberia nas muitas páginas deste devocional. Mas vamos pensar sobre algumas que estão bem próximas de nós. Muita gente tem posto a mão na cumbuca do amor ao dinheiro, fazendo das riquezas o sentido da vida. Alguns se agarram aos prazeres sexuais ilícitos e não os largam até sofrerem as inevitáveis consequências do pecado.

Outras pessoas estão presas nas garras da inveja e vivem amarguradas porque gostariam que o vizinho ou colega de classe, por exemplo, não tivesse o carro ou o computador que tem. Há ainda aqueles que estão presos às drogas lícitas e ilícitas e só se libertarão quando não puderem mais viver. Infelizmente, mesmo avisadas, muitas pessoas escolhem continuar presas a sentimentos ruins e a tendências herdadas e adquiridas.

A morte de Jesus na cruz do Calvário, no entanto, garante que ninguém precisa estar condenado a morrer agarrado ao pecado. Ele nos libertou e garantiu a vitória contra o mal. Portanto, larguemos o pecado e nos agarremos firmemente na graça de Cristo. Com Ele, a liberdade está garantida.


Quinta-feira – 05 de julho

Deus quer seu coração

De nada vale a riqueza no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte. Provérbios 11:4

Se você pudesse voltar no tempo e dar uma volta pela cidade de Roma, na Idade Média, veria cenas muito tristes para alguém que crê em Deus. A cidade era a sede da maior igreja da época. O papa morava ali, e toda a cúpula da Igreja também residia por lá. Roma deveria ter sido um lugar em que se respirava santidade, mas não era assim.

Ao caminhar pelas ruas daquela ímpia cidade, você encontraria prostituição, idolatria, bebedeiras e muitas outras coisas incompatíveis com a vida cristã. Além de tudo isso, você veria a venda de indulgências acontecendo em todos os lugares. Uma frase comum da época era: “Quando a moeda no cofre cai, uma alma do purgatório sai.” Um dos mais famosos vendedores de indulgências na Alemanha era Johann Tetzel.

Uma das técnicas que ele mais gostava de usar era a do terror. Tetzel reunia as pessoas nas praças das cidades por onde passava e pregava um sermão sobre o sofrimento eterno e os terrores de ir para o inferno após a morte. Para deixar as pessoas mais impressionadas ainda, ele colocava a própria mão no fogo para demonstrar ao povo o que é queimar o corpo. Com a mão em carne viva, estendida para o público, dizia: “Se uma queimadura dessa na mão traz tanta dor, imagine o corpo todo queimando pela eternidade.”

Tetzel estava duplamente errado. Em primeiro lugar, a Bíblia não ensina a doutrina de um inferno eterno, onde os perdidos queimarão para sempre. As Escrituras também não falam nada a respeito da existência do purgatório. Isso tudo era invenção da Igreja para assustar os fiéis. Em segundo lugar, o inquisidor estava errado por ensinar que, ao dar dinheiro para a Igreja, os pecados da pessoa ou de um parente já morto seriam automaticamente perdoados.

No dia da ira divina, dinheiro, posição eclesiástica, posição social, beleza, boas obras não poderão livrar o pecador da condenação do pecado. Nada do que façamos ou deixemos de fazer nos dará a salvação.

Apenas a graça de Deus livrará o homem da morte eterna. Portanto, se você e eu quisermos dar alguma coisa para o Céu que influencie em nossa salvação, devemos entregar nosso coração. É a única coisa que realmente interessa a Deus.


Quarta-feira – 04 de julho

Não desista

A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói. Provérbios 11:3

Fazer as coisas da maneira certa nem sempre é a alternativa mais fácil, especialmente quando observamos pessoas que agem de modo imoral se dando bem. Às vezes nos frustramos por querer realizar algo maior na vida, mas não temos como fazer isso. Parece que, quanto mais sonhamos em alcançar nossos objetivos, mais dificuldades aparecem. Esse é um sentimento que pode nos levar ao desânimo e a desistir da luta, mas não precisa ser assim.

Quando estamos passando pelos momentos difíceis da vida, devemos pensar que eles podem ser uma preparação para as bênçãos que Deus quer nos dar. Se elas chegassem hoje, talvez não as desfrutaríamos da maneira correta, por não estarmos com o coração preparado para isso. Em alguns episódios na Bíblia, Deus teve que permitir momentos de tribulação e tristeza para Seus servos. Assim como nós, esses personagens ficaram tristes, mas, quando tudo passou, compreenderam que as dificuldades fizeram parte do processo de crescimento.

José foi um desses casos. Ele foi fiel a Deus quando passou pela escravidão, trabalhando muito, mesmo sem entender por que estava sofrendo. Foi íntegro ao enfrentar a tentação sexual e, como resultado, “ganhou” anos de prisão. Sem entender nada, manteve-se fiel aos princípios divinos na cadeia. Até que, finalmente, chegou a hora de receber o que Deus havia preparado para ele: a honra de ser governador do Egito.

Jesus Cristo era a integridade em pessoa e estava na Terra para salvar o pecador. Seu alvo maior era voltar para junto do Pai com Sua missão cumprida. No entanto, para alcançar isso, teve que passar por muitas situações difíceis. Foi humilhado e rejeitado, mas não desistiu.

Em vez de reclamarmos das dificuldades pelas quais passamos, devemos nos manter íntegros e firmes em Deus. Aproveite cada obstáculo da vida como preparo para as bênçãos futuras. Mantenha-se íntegro e espere o que o Céu planejou para você.

José percorreu um longo caminho em direção ao governo da nação mais poderosa do mundo e teve que passar pela prisão. Jesus teve que percorrer um caminho em direção ao Céu e, antes de chegar lá, teve que passar pela cruz. Tome esses maravilhosos exemplos como inspiração para sua vida. Coloque-se nas mãos de Deus, não desista, e a sua hora chegará!


Terça-feira – 03 de julho

Orgulho x humildade

Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. Provérbios 11:2

“Tenho orgulho da minha humildade”, assim brincava um amigo que tem um senso de humor muito apurado. Essa frase é absurdamente contraditória e não seria dita com seriedade por ninguém com o mínimo de bom senso. Orgulho e humildade são duas características humanas que se excluem. Onde uma está, a outra não pode ficar.

Ser humilde não é fazer pouco daquilo que temos de bom, não é negar nossas qualidades ou diminuir os talentos desenvolvidos. Ser humilde é reconhecer que as qualidades e talentos que possuímos foram dados por Deus e devem ser usados para a glória Dele. Orgulho e humildade trabalham em sentidos contrários e levarão quem os cultiva para destinos completamente distintos. Perceba:

O orgulho diz: “Eu sei”; a humildade diz: “Deus me deu a capacidade de saber.”

O orgulho diz: “Não preciso de ninguém”; a humildade diz: “Posso aprender um pouco mais com você.”

O orgulho diz: “Eu sou melhor que você”; a humildade diz: “Temos qualidades diferentes e podemos nos ajudar.”

O orgulho diz: “Quero tomar o lugar do outro”; a humildade diz: “Todos podemos vencer juntos.”

O orgulho diz: “Preciso superar os outros”; a humildade diz: “Preciso superar a mim mesmo.”

O orgulho diz: “Venha me servir”; a humildade diz: “Em que posso ser útil?”

O orgulho diz: “Não perdoo você”; a humildade diz: “Todos podemos errar. Eu perdoo você.”

O orgulho diz: “Faça isso e aquilo”; a humildade diz: “Vamos fazer juntos isso e aquilo.”

O orgulho diz: “Se não for do meu jeito, eu não quero”; a humildade diz: “Seu jeito também pode ser bom.”

O orgulho diz: “Preciso de roupas melhores que as dele”; a humildade diz: “Preciso compartilhar roupas com quem não tem.”

O orgulho diz: “Preciso aparecer mais”; a humildade diz: “Preciso fazer o outro crescer.”

O orgulho diz: “Eu sei que sou humilde”; a humildade é ignorante de si mesma.

O orgulho diz “Deus não existe”; a humildade diz: “Eu não existo sem Deus.”

Só podemos ser realmente humildes se estivermos ligados à fonte de toda a humildade: Jesus Cristo, que é humilde de coração (Mateus 11:30).


Segunda-feira – 02 de julho

Apenas um peso

O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer. Provérbios 11:1

Um experimento social foi feito nos Estados Unidos e repetido no Brasil. Uma mesa foi colocada na calçada de uma rua no centro de uma grande cidade e, sobre ela, vários relógios. Sobre a mesa, estava uma caixa de acrílico com o valor dos relógios. Nos EUA, custava dez dólares e, no Brasil, 20 reais. A pessoa deveria escolher o relógio que mais lhe agradasse, colocar o dinheiro na caixa e levar o que comprasse para casa.

Nos Estados Unidos todos os relógios foram levados, e o dinheiro de cada um deles, deixado na caixa. Para nossa tristeza, no Brasil, o experimento teve que ser interrompido porque cinco pessoas roubaram relógios, e o sexto indivíduo roubou os relógios e a caixa de acrílico com o pouco dinheiro de algumas pessoas honestas que pagaram para levar o objeto.

Deus odeia o engano e ama os acordos justos. Essa é a ideia central do provér­bio de hoje. Nos tempos bíblicos, as pessoas usavam, em geral, pedras como padrão de peso para vender e comprar grãos e outros produtos. Alguns indivíduos usavam pedras diferentes para vender e comprar coisas. Ao vender, colocavam as pedras mais pesadas e, ao comprar, as mais leves. Tudo com a intenção de levar vantagem na hora da negociação. O problema era tão sério que Deus, por meio de Moisés, teve que ser muito claro: “Não tenham na bolsa dois padrões para o mesmo peso, um maior e outro menor. Não tenham em casa dois padrões para a mesma medida, um maior e outro menor” (Deuteronômio 25:13, 14).

Usando como exemplo essas balanças antigas, na passagem de hoje, o Senhor nos adverte contra a desonestidade. Isso não deve fazer parte da vida de um verdadeiro membro do reino de Deus. Infelizmente, alguns que se dizem cristãos usam de meios ilícitos para levar vantagem na vida.

O ato de roubar é muito mais amplo do que podemos imaginar. Não se rouba apenas quando colocamos pesos diferentes na balança ou tomamos à força um objeto de alguém. Roubamos o conhecimento do outro ao colarmos na prova. Roubamos a confiança de alguém ao espalharmos um segredo.

A Bíblia diz que roubar é uma característica do inimigo de Deus (João 10:10). Portanto, como filhos do Rei e por Sua graça, temos o privilégio de ser honestos. Que essa seja sua realidade hoje e para sempre!


Domingo – 01 de julho

Férias!

O caminho do Senhor é o refúgio dos íntegros, mas é a ruína dos que praticam o mal. Provérbios 10:29

A maioria dos estudantes e muito profissionais desfrutarão de merecidas férias neste mês. Em geral, é um período em que nos despreocupamos com a agenda, desligamos o despertador, viajamos, reencontramos parentes e amigos.

As férias são o descanso após um período intenso de trabalho e estudos. Elas só fazem sentido se houve dedicação às atividades durante os outros meses do ano. Uma pessoa que não trabalha e não estuda não tem por que almejar pelas férias; afinal, ela já vive em “férias”. Na escola, há alunos que vivem o período letivo como se estivessem nas férias e, quando chegam as férias, continuam na escola para recuperar as notas baixas. Essa não é uma atitude muito inteligente. Para valorizarmos o descanso, precisamos realmente de esforço no trabalho.

Deus está preparando um longo período de férias para nós. Serão mil anos no Céu. O apóstolo João resumiu esse período assim: “Então vi descendo do céu um anjo que tinha nas mãos a chave do abismo e uma corrente pesada. Ele agarrou o dragão, aquela velha cobra que é o Diabo ou Satanás, e o amarrou por mil anos. Então o anjo jogou o Diabo no abismo e trancou e selou a porta para que ele não enganasse mais as nações até terminarem os mil anos. Depois desses mil anos é preciso que ele seja solto por um pouco de tempo. Em seguida vi alguns tronos, e os que estavam sentados neles receberam o poder de julgar” (Apocalipse 20:1-4, NTLH).

Enquanto estivermos de férias no Céu, Satanás estará na Terra sem ninguém para tentar, tendo tempo suficiente para refletir, tardiamente, na decisão que tomou.

O provérbio de hoje nos diz que devemos seguir no caminho do Senhor se quisermos ter um final feliz e desfrutar de tudo o que está preparado para nós. Estamos no período de trabalho espiritual. Não é hora de relaxar nem de dormir espiritualmente. A luta é grande contra o pecado, contra as nossas tendências ruins, mas, se não desistirmos, Deus garante que receberemos o prêmio final.

O mês de férias acabará logo, mas as férias que Deus está preparando para nós serão muito, muito longas. Poderemos viajar pelo Universo e viver ao lado do nosso Pai eterno. Prepare-se e não perca por nada a maravilha que será viver essas férias inesquecíveis!


JULHO 2018


Sábado – 30 de junho

A certeza do justo

O que o justo almeja redunda em alegria, mas as esperanças dos ímpios dão em nada. Provérbios 10:28

O provérbio de hoje conduziu meus pensamentos para uma das mais belas passagens bíblicas. O apóstolo João recebeu uma visão da Nova Jerusalém e a descreveu com palavras que enchem nosso coração de alegria e esperança:

“Então vi um novo céu e uma nova Terra. O primeiro céu e a primeira Terra desapareceram, e o mar sumiu. E vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. Ouvi uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: – Agora a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos Dele. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram. […] Ele me mostrou Jerusalém, a Cidade Santa, que descia do céu e vinha de Deus, brilhando com a glória de Deus. A cidade brilhava como uma pedra preciosa, como uma pedra de jaspe, clara como cristal. Ela era cercada por uma muralha muito alta e grande, com doze portões, guardados por doze anjos. Nos portões estavam escritos os nomes das doze tribos do povo de Israel. Havia três portões de cada lado: três ao norte, três ao sul, três a leste e três a oeste. A muralha da cidade estava construída sobre doze rochas, nas quais estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Apocalipse 21:1-14, NTLH).

Enquanto lemos palavras tão lindas, somos levados a imaginar aquela cidade gloriosa. Melhor do que isso é nos imaginar dentro da cidade. Vivemos em um período da história da humanidade em que está cada vez mais evidente que não podemos esperar muita coisa boa deste planeta. Os noticiários nos trazem cada dia notícias piores. Os escândalos na política são cada vez maiores, a maldade humana só aumenta.

Por isso, quem colocar sua esperança nas coisas deste mundo ficará sem nada no final. Porém, os que esperarem em Deus terão a alegria eterna, na cidade que Jesus preparou.

O melhor de tudo é que lá viveremos face a face com nosso Salvador Jesus. Almeje o Céu, Deus o garante para aqueles que O amam.


Sexta-feira – 29 de junho

Vida longa ou vida curta

O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada. Provérbios 10:27

Lembro-me muito bem da manhã do domingo de 27 de janeiro de 2013. Quando assisti ao noticiário matinal, não pude deixar de me impactar com a terrível manchete: “Tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul”. Aos poucos, as notícias foram sendo mais detalhadas.

Na madrugada daquele dia, durante uma festa na boate Kiss, um sinalizador manuseado por alguém dentro do lugar deu início a um incêndio. A fumaça tóxica produzida pela queima do interior da boate, combinada ao desespero, fez com que muitas pessoas perdessem a vida naquele dia. Para ser exato, 242 jovens, a maioria universitários, morreram tragicamente naquela triste madrugada. O Brasil inteiro lamentou o acontecido. Era de cortar o coração ver pais e familiares chorarem a perda de seus entes queridos.

Não foi Deus quem provocou a morte daqueles jovens. Ele certamente Se entristeceu muito com a tragédia. Apesar disso, é contra a natureza Dele impedir que jovens tomem as próprias decisões. Deus nos deixou livres para escolher aonde queremos ir. Se escolhermos ir a locais em que Ele é rejeitado, estaremos sujeitos a muitos perigos. Como Deus nos ama muito, Ele só quer o nosso bem; por isso, precisamos a aprender a caminhar nos passos de Jesus.

Um dos princípios do reino de Deus é a liberdade. O Senhor, embora tenha poder para nos forçar a fazer qualquer coisa, escolheu não agir assim. Quando nos criou, Ele colocou em nós a capacidade de escolher por qual caminho desejamos seguir e, inclusive, se escolhemos tê-Lo no centro da vida.

Porém, Ele nos deixou muitos avisos das consequências decorrentes das escolhas erradas. Infelizmente, o que aconteceu com aqueles jovens na boate se repete em grau maior ou menor ao redor do planeta. Muitas pessoas escolhem caminhos diferentes dos indicados por Deus e têm sua existência encurtada.

Somos livres para escolher por quais caminhos queremos seguir. Se analisarmos com calma, concluiremos que há apenas um caminho seguro. Sua vida poderá ser mais longa aqui na Terra e infinitamente longa na Nova Terra. Para isso, escolha estar sempre na presença de Deus. Andando com Ele, independentemente do que ocorrer nesta vida, a salvação estará garantida para você.


Quinta-feira – 28 de junho

Firme na tempestade

Passada a tempestade, o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre. Provérbios 10:25

O mais perto que já cheguei de um tornado foi à distância de 500 quilômetros. Moro no litoral do estado de Santa Catarina e, há pouco tempo, ocorreu um desses na cidade de Chapecó, no oeste do estado. Muita coisa foi destruída em pouco mais de cinco minutos, período em que aquele funil de vento esteve sobre a cidade. A força era tão grande que um caminhão foi arremessado para o outro lado da rua.

As tempestades chegam à vida de todas as pessoas. Não importa se somos cristãos exemplares ou pecadores inveterados, todos nós passaremos por momentos difíceis. Um exemplo disso é o patriarca Jó. As Escrituras o descrevem como um “homem íntegro e justo [que] temia a Deus e evitava fazer o mal” (Jó 1:1). Sua vida passou por um momento de tornado. Ele teve a existência sacudida em todos os aspectos. Em um curto período de tempo, Jó perdeu tudo o que tinha, seus dez filhos e a saúde. Infelizmente, a tragédia atinge todas as pessoas. No mundo, acontecem, indistintamente, coisas ruins com pessoas boas e más.

A grande questão não está no fato de passarmos ou não por problemas. O grande ponto é com quem passaremos pelas tempestades da vida. Isso fará toda a diferença no final. Quando o ímpio se vê diante de uma doença terminal ou da perda de um ente querido, tudo o que lhe resta é sofrer e definhar com a dor. Diante das mesmas calamidades, o justo tem em que se abrigar e se sustentar. A tristeza pode até ocupar um pouco do coração de quem está com Jesus, mas nunca o desespero. Na vida do justo, quando o problema chega não encontra espaço para dominar o ambiente, pois Deus já está habitando aquele lugar.

Foi assim que aconteceu com Jó. Apesar de sofrer dores físicas e emocionais quase sobre-humanas, sua fé não se abalou, seu estado emocional não ruiu e, quando tudo passou, ele estava mais forte em todas essas áreas. Em vez de destruir o patriarca, os problemas o fortaleceram. Sua vida se tornou um grande testemunho ao longo dos séculos.

Pode ser que você esteja passando por um grande problema neste momento. Quem sabe seus pais estejam se separando, sua família esteja em crise financeira, uma doença afete alguém que você ama ou o luto esteja machucando você. Mantenha-­se firme em Deus e lembre-se: nem mesmo uma tempestade conseguirá destruir alguém que anda de mãos dadas com Jesus.


Quarta-feira – 27 de junho

Sentindo prazer no bem

O tolo encontra prazer na má conduta, mas o homem cheio de entendimento deleita-se na sabedoria. Provérbios 10:23

Em alguma aula de ciências ou biologia, você já deve ter escutado a respeito de uma substância chamada serotonina. Ela exerce um importante papel no sistema nervoso, com variadas funções, como a liberação de alguns hormônios, a regulação do sono, da temperatura corporal, do apetite, do humor, da atividade motora e das funções cognitivas.

A falta de serotonina no corpo causa diversos distúrbios à saúde. Estudos na área de nutrição indicam que um deles é a compulsão por doces. Em geral, uma pessoa que esteja com falta dessa substância no organismo não conseguirá passar na frente de uma loja de doces sem ser muito tentada a consumir alguma coisa. Logicamente, a compulsão por doces trará consigo outras doenças a mais. Se a pessoa regularizar os níveis de serotonina no corpo, terá mais facilidade para lidar com essa compulsão alimentar. Nesse caso, o gosto do indivíduo está sendo definido por um fator interno.

Na vida espiritual, acontece algo semelhante. Nosso estado interno exerce grande influência na definição das coisas pelas quais somos atraídos. O nível de serotonina espiritual em sua vida dirá se você será compulsivo pelos “doces do pecado” ou se preferirá as “comidas saudáveis” da vontade de Deus.

Como diz o provérbio de hoje, cada pessoa terá prazer naquilo que mais se identifica com seu interior. O tolo será atraído pelo mal; já aquele que tem “inteligência espiritual” será atraído pelo bem. Isso acontece porque dentro de nós existem duas naturezas: a carnal e a espiritual.

Um famoso pregador da minha época de infância usava uma ilustração para destacar a importância de alimentarmos nosso lado espiritual. Ele dizia que dois leões estavam sendo preparados para uma luta. Um deles recebia três grandes refeições diárias, água de qualidade e um ambiente confortável para viver. O outro recebia, uma vez ao dia, um pouco de alimentação sem muitos nutrientes, bebia água contaminada e vivia em um lugar sujo e úmido. Depois de algum tempo, os dois leões foram colocados em uma jaula para se enfrentarem. O resultado da briga é óbvio. O leão mais bem alimentado venceu.

Sentiremos mais prazer no bem ou no mal dependendo de qual natureza estiver mais forte dentro de nós. Por isso, alimente sua natureza espiritual com a Bíblia e a oração. Assim, todas as vezes que o inimigo de Deus ofertar as “guloseimas do pecado”, você dirá: “O meu prazer está na lei do Senhor.”


Terça-feira – 26 de junho

Rico, poderoso e feliz

A bênção do Senhor traz riqueza, e não inclui dor alguma. Provérbios 10:22

Imagine-se trabalhando em uma grande empresa como um de seus principais executi­vos. Seu salário é alto; sua casa, luxuosa e seu carro importado é daqueles que pouca gente pode comprar. Para algumas pessoas, essa situação seria o ideal de vida feliz. Mas essa não é a realidade.

A versão eletrônica de uma revista de ampla circulação apresentou uma reportagem com o seguinte título: “Rico, poderoso e infeliz.” A matéria trazia uma pesquisa feita com 956 executivos de grandes empresas brasileiras. São homens que ganham altos salários, detêm um poder de influência social muito grande e vivem com um padrão de vida muito alto. A pesquisa revelou que 84% dos executivos do Brasil estão infelizes. As principais reclamações deles estão relacionadas à falta de tempo com a família e ao excesso de trabalho.

Não existe problema em ter muito dinheiro. A Bíblia apresenta muitos homens ricos que eram fiéis a Deus. Aliás, o provérbio de hoje nos diz que a riqueza pode ser uma bênção de Deus.

Salomão escreveu o seguinte sobre esse assunto: “Quando Deus concede riquezas e bens a alguém, e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e a ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus” (Eclesiastes 5:19). Para sabermos o que é a riqueza abençoada, precisamos entender o que ela não é.

Riquezas abençoadas nunca são resultado de perda da saúde, jamais são adquiridas ao se rejeitar os princípios bíblicos e não afastam quem as conquista de sua família.

Não há problema em acumular dinheiro, mas a verdadeira felicidade não é baseada em riquezas. Só podemos ser, de fato, felizes quando nos relacionamos com Deus, a fonte das riquezas verdadeiras.

A maior riqueza da vida de uma pessoa é estar com os cofres espirituais abarrotados da graça de Cristo. Só assim, seremos eternamente ricos, poderosos e felizes. Que essa seja sua realidade neste dia!


Segunda-feira – 25 de junho

Fala muito!

Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato. Provérbios 10:19

“Fala muito, fala muito…” Assim gritava o técnico de futebol, gesticulando e olhando com uma expressão de raiva para o banco de reservas do time adversário, onde estava o técnico da outra equipe também falando palavras não muito amigáveis. A cena foi reproduzida em muitos jornais esportivos naquela semana, e o que se falava era que a amizade de anos entre aqueles homens havia acabado naquele dia.

Dias depois, o autor da frase foi entrevistado e disse: “Eu também falo muito.” Admitiu que, no calor da competição, acabou se excedendo, mas que já havia conversado com o colega, e a amizade continuava como antes.

Algumas vezes, nós exageramos no falar e acabamos falando coisas das quais nos arrependemos. Isso ocorre quando sentimentos como raiva, paixão, nervosismo e euforia estão sem controle. Com as emoções à flor da pele, prometemos coisas, falamos sem pensar e ofendemos os outros.

Essa era uma preocupação do sábio Salomão. Quando escreveu Eclesiastes, ele tratou desse assunto: “Quando você for ao santuário de Deus, seja reverente. Quem se aproxima para ouvir é melhor do que os tolos que oferecem sacrifício sem saber que estão agindo mal. Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração para fazer promessas diante de Deus. Deus está nos Céus, e você está na terra, por isso, fale pouco. Das muitas ocupações brotam sonhos; do muito falar nasce a prosa vã do tolo. Quando você fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos desagradam a Deus; cumpra o seu voto. É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir” (Eclesiastes 5:1-5).

Embora o conselho de Salomão seja primariamente para um contexto religioso, o princípio deve ser usado para qualquer área da vida: “Fale pouco.” Quanto mais falamos, mais corremos o risco de dizer algo do qual nos arrependeremos depois. O apóstolo Tiago escreveu um capítulo inteiro de seu livro sobre esse assunto. Ele advertiu: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tiago 3:2).

Sei que não é fácil controlar a língua, especialmente quando estamos tomados por alguma emoção muito forte. Mas Deus pode nos ajudar nesse desafio. Em Deus, você poderá ter sucesso nessa empreitada. Entregue o controle de sua vida a Ele e de sua boca apenas fluirão palavras de bênção.


Domingo – 24 de junho

Fofoca

Quem esconde o ódio tem lábios mentirosos, e quem espalha calúnia é tolo. Provérbios 10:18

No século 14, espalhou-se pela Europa uma das epidemias mais mortais que a humanidade já conheceu: a peste bubônica. Transmitida pelas pulgas de ratos e outros roedores, a praga dizimou milhões de pessoas. É possível que metade da população da Europa tenha morrido em decorrência dessa doença. Tudo indica que a peste tenha chegado ao continente com os ratos que vinham dentro dos navios mercantes que traziam especiarias da Índia.

Os livros de História não definem quem foi o primeiro a contrair a doença. Quando as pessoas se aperceberam, já existiam milhares de europeus infectados e mortos. Houve um primeiro rato infectado que fez com que uma pessoa fosse infectada e, em seguida, duas, três, dez, cem, milhares, milhões.

Pragas se espalham assim: iniciam-se aos poucos e, de repente, estão atingindo um grande número de pessoas. A fofoca é como uma praga. Ela começa na boca infectada de ódio e pecado de uma pessoa, que passa para outra e, então, perde-se o controle da informação. O pior de tudo é que a fofoca pode destruir a reputação do indivíduo de quem se fala e abalá-lo emocionalmente.

A Bíblia chama as pessoas que vivem espalhando fofocas de tolas. Essas pessoas não percebem que, quanto mais espalham calúnias sobre outras, mais estão destruindo a própria reputação, que fica manchada perante a comunidade em que vivem. Pura tolice!

Uma frase atribuída ao antigo escritor Esopo diz: “Se não pode dizer uma coisa boa, não diga nada.” Esse é um princípio que deve nortear nossa vida. Falar mal das pessoas é prejudicial para todos os envolvidos. Mas há algo mais grave ainda nessa história.

Segundo Jesus, quando fazemos algo ruim para um filho Dele, estamos agindo contra Ele mesmo. Cristo afirmou: “O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram” (Mateus 25:40). Portanto, quando o fofoqueiro está destruindo alguém com suas mentiras, está falando mal do próprio Deus.

Nossa atitude como cristãos deve ser a de sempre nos preocuparmos em falar bem das pessoas. Se não podemos fazer assim em relação a alguém, é melhor ficarmos em silêncio. Não devemos ser portadores da “bactéria” da fofoca. Deus deseja que da nossa boca saiam apenas palavras que promovam o bem do outro.


Sábado – 23 de junho

Influência

Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros. Provérbios 10:17

Um brasileiro que mora em Sydney resolveu ter uma atitude diferente no dia de seu aniversário. Decidiu comprar 30 presentes, embalá-los e sair nas ruas da cidade para presentear 30 desconhecidos. Sua intenção era espalhar alegria naquele dia. O vídeo que ele produziu mostra a satisfação das pessoas ao receberem os mimos. A ação do aniversariante produziu sorrisos nas pessoas e, segundo os relatos dos amigos que o ajudaram, também criou uma corrente do bem, pois outras pessoas tiveram atitudes semelhantes.

Quando entendemos que as coisas que recebemos de Deus são presentes de amor, somos impulsionados a estender esses benefícios para os outros. Os presentes divinos podem vir em diversas versões, inclusive na forma de disciplina. O provérbio de hoje mostra duas posturas diferentes em relação a esse presente do Céu.

A primeira é a de uma pessoa que se sente agradecida pela preocupação de Deus em enviar a disciplina para ela. Em contraste, a outra pessoa ignora a repreensão. É como se Deus, por meio de um mensageiro, enviasse um presente, e a pessoa fingisse que não era para ela.

O recado central do versículo de hoje é que nossa atitude diante da repreensão não diz respeito apenas a nós mas afeta também os outros. A pessoa que escolhe o bem não beneficia apenas a si mesma; igualmente, quem escolhe o mal não prejudica só a si.

“Jesus disse aos Seus discípulos: ‘É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar’” (Lucas 17:1, 2). Sim, nós somos responsáveis pelo que as nossas decisões causam na vida dos outros.

Todas as vezes que você for tentado a fazer algo errado, pense que poderá causar sofrimento a seus pais, influenciar colegas para a mesma ação e escandalizar quem está ao redor. Quando estiver diante da possibilidade de uma boa ação, realize-a na certeza de que estará abençoando a vida de muitas pessoas.

Ao lado de Cristo, sua vida será um presente para a humanidade, gerando uma onda do bem que será difícil de ser contida.


Sexta-feira – 22 de junho

Salário justo

O salário do justo lhe traz vida, mas a renda do ímpio lhe traz castigo. Provérbios 10:16

No Brasil, a expressão “Lava Jato” ganhou outras conotações há algum tempo. Além de se referir ao lugar em que se lavam carros de maneira rápida, a expressão virou também sinônimo de combate à corrupção. A operação Lava Jato prendeu, julgou e condenou muitas pessoas por causa das mais variadas formas de corrupção. Muitos dos condenados haviam recebido desonestamente milhões de reais e tiveram que devolver o dinheiro e perder a liberdade.

Não adianta enriquecer de maneira ilegal. Ainda que a corrupção de alguém passe despercebida pela justiça humana, nada escapa da justiça divina. Por isso, o melhor que podemos fazer é trabalhar com honestidade, inteligência e diligência.

Salomão faz um contraste entre uma vida honesta e uma vida de pecados. Podemos entender o conselho de hoje pelo menos de duas formas. A primeira diz respeito ao ato de trabalhar honestamente, sem preguiça e com alegria para ganhar o salário justo. Esse é um princípio defendido ao longo da Bíblia. O apóstolo Paulo escreveu: “Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10) e acrescentou: “O trabalhador merece o seu salário” (1 Timóteo 5:18). O dinheiro ganho com honestidade é abençoado por Deus. É muito mais engrandecedor trabalhar honestamente e ganhar um pequeno salário do que ganhar muito dinheiro por meios desonestos.

A segunda forma de aplicarmos o provérbio de hoje diz respeito às decisões espirituais. Quem foi justificado pelo sangue de Cristo e vive em harmonia com esse fato terá a vida eterna garantida.

Se Deus fosse nos dar o que merecemos, receberíamos com justiça a morte. Mesmo assim, em Seu infinito amor, Ele nos presenteia com a vida eterna (Romanos 6:23).

Em relação aos compromissos da vida, se quiser ser bem-sucedido e ter paz, seja diligente, esforce-se, trabalhe duro e seja honesto. Assim, seu salário será uma recompensa merecida. No âmbito espiritual, porém, apenas creia em Cristo, entregue­-se a Ele e receba de graça o que você não merece: a vida eterna baseada nos méritos divinos.


Quinta-feira – 21 de junho

Rico ou pobre?

A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, mas a pobreza é a ruína dos pobres. Provérbios 10:15

Se ao ler o provérbio de hoje você sentiu certo estranhamento, não pense que é só você. Foi assim comigo também quando li pela primeira vez esse versículo. Aparentemente, ele está dizendo que é um defeito ser pobre. Mas não foi isso que o sábio quis dizer.

No versículo, Salomão está descrevendo uma realidade muito comum nos dias dele, em especial nas nações vizinhas a Israel.

Os pobres eram desprezados e isolados socialmente. O que acontecia, em geral, era que alguém que nascesse pobre continuaria nessa condição a vida toda e deixaria essa herança para os filhos.

Em Israel, a situação era um pouco diferente. Ali, “as restrições de venda das terras e as provisões dos estatutos do jubileu e do sétimo ano tinham a intenção de impedir tanto a pobreza abjeta quanto o acúmulo de propriedade” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 1101). A intenção de Deus com Seu povo era diminuir ao máximo a desigualdade social.

Diferentemente da antiguidade, a pobreza hoje não precisa ser a ruína de uma família. Se houver uma atitude correta diante da vida e escolhas que direcionem para uma mudança de condições, é possível superar esse estado social.

Uma atitude apropriada é não se vitimizar. Ninguém deve se afundar na amargura e viver reclamando da própria situação. O “coitadismo” prejudica nossa percepção das possibilidades de mudança. Precisamos olhar para a vida com otimismo e esperança.

Quanto às escolhas, é preciso decidir não se conformar com a situação e buscar meios de sair da pobreza, usando os dons e talentos adquiridos. Estudar também é uma forma de ascender socialmente. Pessoas como o neurocirurgião Ben Carson e o capelão do senado norte-americano Barry Black são exemplos disso.

A pobreza não é uma maldição de Deus sobre as pessoas, muito menos um destino do qual não se possa fugir. Com atitudes certas, essa situação pode ser superada.

Com Deus, independentemente da conta bancária, teremos tudo o que é necessário para nossa felicidade. Convide-O para sua vida e encha os cofres de sua vida com graça e amor.


Quarta-feira – 20 de junho

Conhecimento é poder

Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína. Provérbios 10:14

Na fachada de uma biblioteca nos Estados Unidos, está escrita a frase “Knowledge is power” [Conhecimento é poder]. Essa é uma ideia que perpassa toda a história da humanidade. Quem adquire conhecimento sempre tem destaque na vida.

Na primeira carta ao jovem Timóteo, Paulo o orienta a aplicar-se à leitura (1 Timóteo 4:13, ARA). É verdade que o apóstolo estava se referindo especificamente à leitura do Antigo Testamento, mas esse conselho pode ser aplicado a outras áreas do saber.

O cristão não precisa restringir-se à leitura da Bíblia. Existe um vasto campo de conhecimento pelo qual podemos nos aventurar. Naturalmente, ao selecionarmos nosso material de leitura, devemos acionar critérios espirituais para não expormos a mente ao que esteja em desarmonia com o ensino das Escrituras.

O profeta Daniel e seus três amigos são um bom exemplo de pessoas que se dedicavam aos estudos. A Bíblia os caracteriza como cheios “de sabedoria, inteligência e instrução” (Daniel 1:4, AA). Na sequência, é dito que eles eram versados “em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei” e que Nabucodonosor “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (Daniel 1:20, ARA).

Assim como eles, o cristão deve se dedicar aos estudos da ciência, filosofia e outros assuntos. É verdade que a vida moderna é muito cheia de compromissos, mas, se nos organizarmos e aproveitarmos os pequenos momentos de folga, conseguiremos ler muito mais.

Sobre isso, Ellen White disse: “Alguns momentos aqui e outros ali, que poderiam ser dissipados em conversas inúteis; as horas matutinas tantas vezes desperdiçadas no leito; o tempo gasto em viagens […] se se tivesse um livro à mão, e estes retalhos de tempo fossem empregados estudando, lendo ou meditando, que não poderia ser conseguido!” (Parábolas de Jesus, p. 343, 344). Sem dúvida, a leitura de materiais edificantes é um grande privilégio.

Deus deseja o seu crescimento intelectual e que você experimente o poder do conhecimento.


Terça-feira – 19 de junho

A correção de Deus

A sabedoria está nos lábios dos que têm discernimento, mas a vara é para as costas daquele que não tem juízo. Provérbios 10:13

Tenho um amigo que foi missionário em um país do Oriente Médio. Ele me contou que, nas escolas daquele lugar, os professores têm sempre uma régua grande de madeira na mão durante as aulas. Quando querem corrigir algum aluno, aplicam uma “reguada” nas costas ou na cabeça do estudante. Os pais apoiam essa atitude dos professores.

Essa é uma questão cultural daquele país; não temos intenção de julgá-la aqui. Em nosso país não é assim, embora seus avós, possivelmente, se lembrem da palmatória, que era um pedaço de madeira que tinha uma função semelhante à régua das escolas citadas acima. No Brasil de nossos dias, os professores não podem aplicar castigos físicos em seus alunos.

O versículo de hoje nos diz que aqueles que se comportam de maneira irresponsável serão castigados com a vara. Quando esse provérbio foi escrito, era comum que os juízes autorizassem o açoite com vara nas costas de criminosos.

A verdade é que Deus nunca deixa um filho andar pelo caminho do erro sem tentar corrigi-lo. Ele sempre tem um meio de advertir o pecador que está indo em direção à morte e que precisa mudar de caminho.

Quando o povo de Deus estava apostatando, Deus enviou os babilônios, liderados pelo rei Nabucodonosor. Os judeus foram levados para a capital daquele império e ficaram exilados ali por um período de 70 anos. Deus usou essa situação ruim com o objetivo de salvar uma nação.

Sobre Sua forma de agir conosco, o Senhor declara: “Eu corrijo e castigo todos os que amo. Portanto, levem as coisas a sério e se arrependam” (Apocalipse 3:19, NTLH). Deus está mais interessado em nossa salvação eterna do que em uma suposta felicidade passageira que possamos ter aqui. Se for necessário nos contrariar e nos castigar para nos salvar, Ele fará isso.

Nossa atitude, diante da correção divina, deve ser de submissão, gratidão e mudança. Deus poderia, simplesmente, nos abandonar e deixar que caminhássemos para a morte sem nenhum alerta. Mas, por Seu imenso amor, Ele nos busca, nos repreende e disciplina para nos salvar.

Ame a Deus cada dia mais, inclusive quando Ele o castigar. Tudo o que o Senhor quer é o seu bem aqui e, principalmente, na eternidade.


Segunda-feira – 18 de junho

Incompreensível e inexplicável

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Tenho dificuldade de entender algumas coisas, sobretudo nos campos da eletrônica e da informática. Por exemplo, o que acontece dentro do computador para que, ao serem apertadas as dez teclas correspondentes às letras da palavra “computador”, essa expressão seja escrita na tela da máquina? Alguns amigos dessa área já tentaram me explicar os processos lógicos que conduzem a esse fenômeno, mas confesso que, para mim, entender isso é complicado.

Quem sabe para você seja mais fácil compreender a linguagem dos bits, mas existem coisas que são mais complicadas, não é mesmo? Mas há algo que, para qualquer ser humano, é impossível de se entender e explicar completamente. Estou falando do amor de Deus.

Para nos ajudar, o Senhor estabeleceu um exemplo prático na vida do profeta Oseias. Está escrito: “Quando o Senhor Deus falou pela primeira vez por meio de Oseias ao povo de Israel, Ele disse a Oseias: – Vá e case com uma prostituta de um templo pagão; os filhos que nascerem serão filhos de uma prostituta. Pois o povo de Israel agiu como uma prostituta: eles foram infiéis e Me abandonaram. Então Oseias foi e casou com Gomer, filha de Diblaim” (Oseias 1:2, 3, NTLH).

Por algumas vezes, Gomer deixou Oseias e, por ordem divina, o profeta teve que buscá-la de volta e ainda aceitar os filhos que eram resultado da prostituição. Tanto nos dias de Oseias, quanto nos nossos dias, essa ordem de Deus soa bastante estranha. Somente quando analisamos todo o livro do profeta, entendemos o que o Senhor queria dizer.

Oseias estava representando Deus; Gomer, o povo de Israel, e, por extensão, a nós também. Somos tão pecadores e traidores em relação a Deus quanto Gomer foi para com Oseias. Mesmo assim, Deus aceitou fazer um compromisso conosco. Muitas vezes O abandonamos, mas Ele Se esforça para nos resgatar. Apenas uma coisa explica isso: o amor.

Jesus falou: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). O amor de Jesus é suficiente para cobrir todos os nossos pecados. Não tente entender, apenas aceite, mesmo que seja inexplicável e incompreensível.


Domingo – 17 de junho

Comemore os passos, ajude nas quedas

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Você já viu uma criança aprendendo a andar? No início, os pais acompanham cada passo dado, mas os tombos são frequentes. Nunca veremos pais mentalmente sãos brigando com uma criança nessa faixa etária porque ela caiu. O normal é que os pequenos passos sejam motivos de comemoração e as quedas recebam a atenção necessária para a criança se reerguer e continuar andando.

De certa forma, todos nós somos “crianças espirituais”, aprendendo a caminhar na trilha que leva ao Céu. O apóstolo Pedro conhecia muito bem a importância de ser tratado com misericórdia ao pecar. Quando traiu Jesus, ele não foi exposto pelo Mestre. Não recebeu repreensões públicas para que sofresse ainda mais pelo erro cometido. Jesus o tratou com o mesmo amor que gostaria que Pedro tivesse pelos pecadores.

João descreve da seguinte forma a conversa de repreensão e reconciliação de Jesus com Pedro: “E perguntou pela terceira vez: ‘Simão, filho de João, você Me ama?’ Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: ‘Você Me ama?’ E respondeu: ‘O Senhor sabe tudo e sabe que eu O amo, Senhor!’ E Jesus ordenou: ‘Tome conta das Minhas ovelhas’” (João 21:17, NTLH). Quando Pedro compreendeu o amor que Jesus estendia a ele, estava pronto a tratar os novos conversos com o mesmo sentimento. Compreendendo isso, ele escreveu: “Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1 Pedro 4:8).

O amor é a principal marca na vida do cristão. Alguns pensam que estão na luz por guardarem de forma legalista a lei. Embora seja importante cumprir a lei, essa não é a característica que revela a luz na vida do ser humano. “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram” (1 João 2:9-11).

Quando caímos na caminhada espiritual, o Pai celestial corre para nos ajudar. Ele faz isso por dois motivos. Primeiro, para não permanecermos caídos mas também para nos ensinar a tratar bem os outros.

Portanto, viva o dia de hoje comemorando as vitórias espirituais das pessoas à sua volta e seja um instrumento divino para ajudá-las.


Sábado – 16 de junho

Cortinas

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Na igreja em que cresci, existia uma grande cortina verde na parede à frente, na plataforma. Ela ficou lá por anos e, pelo que me lembro, não era retirada com muita frequência. Certa vez, a comissão da igreja resolveu retirá-la para mudar o visual. Quando isso foi feito, percebeu-se que a parede por trás dela estava toda deteriorada. A cortina não nos deixava ver as manchas do tempo. Por isso, convivíamos com a “parede feia” sem problemas.

Às vezes fazemos como aquela parede. Vivemos nos cobrindo com as cortinas da vida para tentar encobrir os pecados. Quem age assim está vivendo de modo hipócrita. Se não for abandonada, essa conduta será a causa de nossa perdição. Encobrir o pecado é uma das avenidas mais largas para a morte espiritual e eterna.

O provérbio de hoje fala do amor que “cobre” pecados. Cobrir, no sentido em que essa palavra foi usada, tem a ver com perdoar, purificar e dar força para abandonar o mal.  O amor que “cobre todos os pecados” tem as características do Senhor. Como conhecedor do amor divino, o apóstolo Paulo escreveu um dos mais lindos poemas de amor da humanidade: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:4-7).

Todos nós cometemos pecados de vez em quando. Essa é uma realidade que atinge desde o ateu até o mais consagrado líder religioso. Isso acontece porque dentro de nós existe uma “natureza pecaminosa”. Ela passou a ser parte do que somos desde que Eva comeu do fruto proibido. A partir de então, todos estamos sujeitos a tropeçar em nossas tendências ruins.

A boa notícia é que Deus nos ama de maneira tão intensa que deu Seu Filho unigênito para morrer em nosso lugar (João 3:16). O sangue de Cristo derramado na cruz é a maior prova de Seu amor por nós. Esse amor cobre nossos pecados, perdoando e santificando nossa vida.

Em vista disso, devemos nos conectar com Deus a cada dia, arrancar as “cortinas” que encobrem nossos pecados e deixar Cristo cobri-los com Seu sangue. Assim, seremos limpos por dentro e por fora.


Sexta-feira – 15 de junho

Não coloque lenha na fogueira

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Lembro-me com saudades dos acampamentos do clube de desbravadores na minha infância e adolescência. Eles eram frequentes e muito divertidos. Embora dormir na barraca não fosse tão confortável, era muito legal aquela aventura que, em geral, durava o fim de semana.

Gostava muito de ficar em volta da fogueira ouvindo histórias bíblicas contadas pelo capelão do clube. Era um período de muita paz. Quando acabavam esses encontros e todos iam jogar bola ou fazer outras atividades, eu gostava de observar a fogueira.

O provérbio de hoje contrasta dois sentimentos: o ódio e o amor. O ponto central do versículo está na atitude dos dois em relação aos pecados das pessoas. A principal característica do ódio é colocar “lenha na fogueira” dos pecados dos outros. Quem odeia não se satisfaz com o sofrimento natural de alguém que cometeu um erro. Ele sente prazer em aumentar a dor, provocar mais brigas e aumentar o problema. A pessoa que guarda o ódio em seu coração, quando vê alguém triste por ter cometido um pecado, coloca o dedo na ferida e aumenta a angústia.

Do outro lado está o amor. Ele age de modo diferente do ódio. Seu prazer está em diminuir o sofrimento das pessoas. Quando se depara com uma situação de conflito, promove a paz nos corações. Jesus falou: “Bem-­aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).

O amor trata o ofensor como um amigo a ser conquistado, não como um inimigo a ser vencido. O cristão amoroso faz questão de, cobrir as transgressões do outro com o “cobertor do amor”. Quem carrega ódio no coração usa a exposição do erro do outro como uma forma de vingança.

Diferentemente, a pessoa amorosa suporta a injúria para trabalhar em um processo de reconciliação e salvação do ofensor. Isso não indica que não devamos repreender o erro, mas que, se isso for necessário, agiremos sem expor a pessoa envolvida.

Por si só, o pecado já resulta em terríveis consequências para o pecador; o peso na consciência é apenas uma delas. O cristão jamais coloca mais “lenha na fogueira”, mas administra “remédios” amorosos para diminuir a dor dos que sofrem. Não alimente a fogueira do pecado na vida de ninguém. Ore para que hoje você seja usado como bênção na vida das pessoas.


Quinta-feira – 14 de junho

Fonte de vida

A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. Provérbios 10:11

Uma de minhas grandes aventuras missionárias aconteceu na África. Eu e alguns colegas passamos quase um mês na cidade de Maputo, capital de Moçambique. Vimos muita desigualdade social; alguns com muito e muitos com quase nada. Uma grande quantidade de pessoas estava em situação de miséria, especialmente, com dificuldade para conseguir água para beber.

Um grupo de missionários que esteve lá antes de nós se esforçou para diminuir esse sofrimento. Construiu poços artesianos em algumas comunidades e, junto a esses poços, igrejas. A água atraía muitas pessoas para aqueles locais, e elas acabavam ouvindo a Palavra de Deus. A água, elemento da natureza, era a porta de entrada da água da vida: Jesus Cristo.

Assim como aqueles poços na África atraem pessoas para o evangelho, também podemos escolher ser uma fonte de vida para as pessoas que estão ao nosso redor. Usando a fonte de água como metáfora, o provérbio de hoje nos esclarece quais são as escolhas dos ímpios e dos justos. Enquanto os maus escolhem levar coisas ruins para os outros, os justos escolhem que as suas palavras sejam fonte de vida.

No Oriente, as fontes de água não são muito valorizadas. Naquela região do mundo, as fontes são locais em que as pessoas gostam de se reunir para saciar a sede e levar água para os outros. Da mesma forma, os cristãos devem ser vistos como fontes de vida para as pessoas saciarem sua sede espiritual.

Como fontes de vida, precisamos ter um conteúdo puro. É importante nos lembrarmos de que nossos pensamentos, palavras e ações são fruto de, pelo menos, dois fatores. O primeiro deles se refere às informações que ouvimos. As músicas que entram em nossa mente e as nossas conversas formam nossas ideias e, logicamente, aquilo que falamos. O segundo fator é o que vemos. Os filmes, séries e vídeos em geral afetam nossa influência sobre os outros. Por isso, selecione bem os conteúdos aos quais se expõe.

O grande segredo nesse assunto foi revelado por Cristo: “Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14). Se quisermos jorrar vida, diariamente teremos que beber de Cristo, a Água da vida (João 4:14). Assim, a vida Dele será em nós uma fonte que produzirá vida nos outros.


Quarta-feira – 13 de junho

Detalhes

Aquele que pisca maliciosamente causa tristeza, e a boca do insensato o leva à ruína. Provérbios 10:10

“Dá uma piscadinha, Daniel.” É assim que pedimos a nosso filho para repetir o que ensinamos a ele. Como ainda é pequeno, Daniel não tem coordenação motora suficiente para piscar. Então ele fica tentando nos imitar fechando e abrindo os olhos de uma maneira muito engraçada. Ele já entendeu que essa é uma expressão de carinho e, quando encontra as pessoas na rua, às vezes, pisca sem nós pedirmos e sempre arranca expressões de admiração de quem recebe a piscadela.

O provérbio de hoje nos apresenta alguém que, diferentemente de uma criança inocente, com uma “piscadinha” causa dores nos outros. Porém, também nos apresenta esse mesmo indivíduo sofrendo como consequência de suas ações imorais.

Pequenas ações podem fazer grande diferença na vida. Um comercial do departamento de trânsito britânico mostrava, de maneira bastante realista, a diferença que cinco quilômetros por hora podem fazer em um atropelamento. No vídeo, a 65 km por hora, a vítima ficava em um estado gravíssimo; a 60 km por hora, ela caía no chão após o atropelamento; mas, em seguida, apenas se levantava com pequenas lesões.

Não importa qual seja a área da vida, devemos nos preocupar com as pequenas coisas. Alguns minutos perdidos todos os dias podem causar um prejuízo tremendo em um ano inteiro. Poucos reais desperdiçados com frequência se tornarão uma fortuna em alguns anos. Pequenas palavras podem causar uma dor terrível a outras pessoas. Um gesto minúsculo poderá ser o início de um grande sofrimento para alguém.

Hoje temos a oportunidade de estender a mão para cumprimentar alguém, dar um sorriso para quem está triste, dizer uma palavra de ânimo para quem precisa, comprar um lanche para quem está com fome ou, simplesmente, ouvir alguém.

Cada detalhe da vida pode contribuir com a felicidade ou a tristeza dos outros. Fique atento e nunca esqueça do maior detalhe de todos: Cristo ama muito você!


Terça-feira – 12 de junho

Fugindo para a morte

Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto. Provérbios 10:9

Você consegue imaginar alguém que acha que está bem escondido da polícia e acaba morto da maneira mais inusitada possível? Aconteceu com um homem chamado Matthew Riggins. Ele tinha 22 anos de idade e fugia da polícia após invadir uma residência em Barefoot Bay, na Flórida. Para não ser capturado pelas autoridades, ele se escondeu dentro de um lago; porém, acabou morto por um jacaré de mais de três metros.

Matthew chegou a ligar para a namorada dizendo que estava sendo perseguido pela polícia e que havia conseguido despistar os guardas se escondendo no lago. O corpo foi encontrado no dia seguinte com algumas marcas de mordida; o animal foi localizado algum tempo depois.

Fazer as coisas da maneira certa é a melhor forma de viver. É lógico que não fazemos isso para ganhar a salvação ou pontos com o Céu. Não é assim que Deus trabalha. É em resposta ao grande amor divino que devemos seguir à risca as recomendações éticas e espirituais do Senhor.

Aqueles que estão se preparando para ir morar no Céu têm uma atenção especial quanto aos princípios e normas estabelecidos pelo Criador. O profeta Isaías escreveu para alertar o povo de Deus: “Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal, é esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará” (Isaías 33:15, 16).

A vida já é muito dura sem a nossa contribuição; se resolvermos andar pelos caminhos errados, então acrescentaremos sofrimento sem necessidade. O provérbio de hoje nos garante que, se decidirmos andar no caminho certo, teremos segurança no viver. A promessa não é de vida fácil, mas de estarmos seguros em Deus, com a consciência tranquila e encarando os problemas sem o peso da culpa.

Hoje, você vai se deparar com dois caminhos: o do bem e o do mal. Escolha o caminho do bem. Assim, você não precisará fugir de ninguém nem ser ameaçado pelos dentes afiados do inimigo de Deus. Esconda-se no Senhor. Com Ele, sua vida estará segura.


Segunda-feira – 11 de junho

Um sorvete muito perigoso

Os sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o leva à ruína. Provérbios 10:8

Os esquimós têm um jeito muito interessante de pegar lobos. Enfrentá-los seria muito perigoso; por isso, eles desenvolveram uma técnica que usa o instinto do animal. A estratégia é eficiente na maioria das vezes porque conta com a “colaboração” do próprio lobo.

A armadilha consiste em uma faca muito afiada e uma quantidade grande de sangue de qualquer animal. Em um processo de congelamento, que não é difícil naquela região, os esquimós vão colocando algumas camadas de sangue congelado na ponta da faca até que a lâmina fique coberta com uma fina camada de gelo.

Após o término desse processo, a faca é colocada no chão em uma região em que os lobos costumam caçar. O cheiro de sangue atrai o lobo até a armadilha. O animal começa a lamber o sangue congelado, e essa ação provoca algumas reações. Em primeiro lugar, a língua quente do animal começa a derreter o gelo. Em segundo lugar, o gelo deixa a língua do lobo dormente e, assim, ele não sente quando a lâmina começa a cortá-la. Aquela armadilha é um grande “sorvete de morte”. Os ferimentos levam o lobo à morte devido à hemorragia e, então, os esquimós pegam o animal.

A boca do lobo o leva à morte, assim como, segundo o versículo de hoje, a boca do insensato o leva à ruína. O contrário da atitude do ímpio é aceitar os mandamentos, o que nos leva a concluir que o ímpio está tão ocupado com as suas palavras que não dá atenção às recomendações divinas que salvariam sua vida.

Satanás tem um punhal envolto em tentações para cada um de nós. O que envolve esse punhal são nossas inclinações naturais para o mal. Somos tentados todos os dias a ceder às tendências ruins. Ser tentado não é pecado. O problema é quando, distantes de Deus, não temos condições de lutar contra o mal.

Quando não nos atentamos para os mandamentos de Deus e cedemos ao pecado, estamos “tomando o sorvete do mal”, que amortecerá nossa mente e não nos deixará sentir as punhaladas do inimigo. Satanás é especialista em fabricar essas armadilhas espirituais. Para alguns, a lâmina do mal estará envolta em pornografia, para outros em inveja, para outros em fofoca…

Não permita que qualquer parte do seu corpo seja a porta de entrada da morte para você. Cerque-se dos mandamentos divinos e esteja protegido das armadilhas do inimigo.


Domingo – 10 de junho

Nome limpo

A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá. Provérbios 10:7

É  possível que existam poucas pessoas no planeta que não saibam quem foi Osama Bin Laden, mas não era assim até o dia 10 de setembro de 2001. Antes dos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, ele era conhecido apenas em seu campo de influência.

No dia 12 de setembro de 2001, um dia após os ataques terroristas em Nova York, o nome Osama Bin Laden era falado em todos os meios de comunicação do mundo. Ele se tornou o homem mais procurado do planeta. Porém, há uma curiosidade sobre seu nome.

Em árabe, a palavra “bin” significa “filho de”, ou seja, o terrorista mais procurado do mundo era Osama bin (filho de) Laden. O pai de Osama, o Sr. Laden, ao que tudo indica nunca se envolveu com atos terroristas ou outras ações de guerra. Ele era um homem de negócios que morreu em 1967 em um acidente de avião na Arábia Saudita.

Os atos de Osama sujaram o nome de seu pai e de toda a família. Assim ocorre também com aqueles que escolhem marcar a vida pelo mal. Segundo o versículo de hoje, eles terão um nome apodrecido.

Em contraste, aqueles que escolherem andar ao lado de Deus e fazer Sua vontade terão nomes cristalinos e uma reputação digna de um seguidor de Cristo. O nome de Deus é eterno e digno de honra. Sobre o santo nome divino, o salmista escreveu: “Permaneça para sempre o Seu nome e dure a Sua fama enquanto o sol brilhar. Sejam abençoadas todas as nações por meio Dele, e que elas O chamem bendito” (Salmo 72:17).

Todos os dias temos a oportunidade de limpar ou sujar nosso nome. Fazemos isso com palavras e atitudes. A cada dia, estamos produzindo a marca que deixaremos para a posteridade.

Para os que estão com o nome sujo e a reputação manchada pelo pecado, existe um líquido poderoso para purificar e limpar qualquer mancha produzida pelo mal. Trata-se do sangue de Jesus Cristo. Com ele, nada pode tornar seu nome apodrecido.

Agora é um bom momento para orar e pedir a Deus que limpe você de todas as manchas do pecado e o ajude a ter um nome limpo na Terra e, em breve, um novo nome na eternidade.


Sábado – 9 de junho

O amor compensa

As bênçãos coroam a cabeça dos justos, mas a boca dos ímpios abriga a violência. Provérbios 10:6

“O crime não compensa.” Embora tenha se tornado um chavão, essa frase não perdeu sua verdade. Realmente, viver fora da lei, cedo ou tarde, acabará acarretando prejuízos para quem escolhe essa conduta.

Vi a entrevista de um homem condenado a mais de 200 anos de prisão. Na época, ele já estava preso havia 15 anos. Entre suas respostas, lamentou não poder estar com os filhos e a esposa.

Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, o homem afirmou que, se pudesse voltar no tempo, não teria ingressado na vida do crime. Ele disse que tinha muito medo de que seus filhos acabassem envolvidos com essas coisas.

O entrevistado relatou que, quando seus filhos vão visitá-lo, ele sempre diz: “Se você pensar em fazer alguma coisa errada, veja se é isso que você quer para sua vida.”

Aquele homem estava convicto de que o crime não compensa. Essa é uma verdade apresentada no texto bíblico de hoje. No melhor estilo poético dos Provérbios, Salomão contrasta as bênçãos de Deus com as maldições da violência. Aqueles que escolherem o mal sofrerão as consequências correspondentes.

Por meio do profeta Habacuque, Deus reforçou esse conceito: “A violência que você cometeu contra o Líbano o alcançará, e você ficará apavorado com a matança, que você fez, de animais. Pois você derramou muito sangue, e cometeu violência contra terras, cidades e seus habitantes” (Habacuque 2:17).

É verdade que nós vivemos em um mundo em que a violência aparece na fala das pessoas, em suas ações, em seus posts na internet e até em seus olhares, mas não precisa ser assim em nossa vida. Nosso Mestre nos ensinou a viver de maneira diferente. Enquanto as pessoas eram violentas com Cristo, Ele orava pedindo o perdão para elas.

Como Jesus, devemos ser sempre amáveis e corteses com as pessoas. Assim, a frase que resumirá nossa vida será: “O amor sempre vale a pena.”


Sexta-feira – 8 de junho

Acorde!

Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha. Provérbios 10:5

Dormir quando deveria estar trabalhando é uma atitude que pode levar qualquer pessoa à falência. Porém, por trás desse conselho, há um princípio poderoso para a vida espiritual. Não podemos dormir na hora do trabalho para o Senhor.

Quero convidar você para fazer uma viagem no tempo até o jardim do Getsêmani no ano 31 d.C. Lá estão Jesus e alguns dos discípulos. O Mestre os convida para orar e também vai fazer o mesmo sozinho um pouco mais à frente. A situação é tensa, mas os discípulos parecem não perceber isso.

Se você olhar a cena de fora vai ver um homem suando sangue, angustiado e sofrendo, enquanto outros homens dormem tranquilos na relva, despreocupados com o que ocorrerá em seguida. Sem conhecer o contexto, poderíamos pensar que o homem que está suando sangue, Jesus Cristo, não tem a tranquilidade da confiança em Deus, enquanto os homens que dormem confiam na providência divina. Mas não é isso que está acontecendo. Aquela não era hora de dormir, mas de orar.

Pouco tempo depois de Cristo pedir que os discípulos orassem, o motivo ficou claro: Jesus foi preso e seria interrogado e torturado pelos líderes judeus. E os discípulos? Fugiram e se esconderam, cheios de medo de serem capturados. Por sua vez, Cristo estava sereno em meio às tribulações. Os discípulos dormiram na hora em que deveriam ter buscado força do Alto para enfrentar o que viria.

Existe tempo para tudo. Por exemplo, a infância, adolescência e juventude são fases em que a pessoa deve se concentrar mais nos estudos. Se você estiver em alguma dessas fases, faça bom uso do tempo, porque ele não vai voltar.

Quanto à preparação espiritual, o tempo em que vivemos nos mostra que é hora de orar, estudar a Bíblia e crescer na graça. Aqueles que “dormirem” nesse ponto, correm o sério risco de, ao acordarem, terem perdido o tempo da salvação. Com lamento, terão que dizer: “Passou a época da colheita, acabou o verão, e não estamos salvos” (Jeremias 8:20). Que essa não seja sua realidade! Não é hora de dormir! É tempo de trabalhar!


Quinta-feira – 7 de junho

Diligência

As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. Provérbios 10:4

O empregado já tinha dez anos na empresa e nunca havia recebido uma promoção. Naquela manhã, no entanto, ele estava muito chateado. O motivo era que Antônio, um funcionário que estava na empresa havia apenas um ano, acabara de ser promovido para um cargo de chefia. O funcionário antigo resolveu procurar o patrão para reclamar.

Depois de ouvir pacientemente todas as palavras do homem, o chefe perguntou:

– Você ligou para aquele fornecedor que eu pedi ontem?

– Sim – o homem respondeu – mas ninguém atendeu, então desisti.

O chefe então pegou o telefone e ligou para o ramal do empregado que havia sido promovido. Com o aparelho em viva voz, ele perguntou:

– Antônio, você ligou para aquele fornecedor que pedi ontem?

– Sim, várias vezes, mas parece que o telefone está com defeito. Então pedi ao motorista da empresa que me levasse até lá. Conversei com ele e pedi um desconto para nossa compra. Também entrei em contato com mais duas empresas que fornecem o mesmo produto e fiz orçamentos com ótimos preços. Enviei para o seu e-mail há 15 minutos. Quando o senhor decidir qual é o melhor, por favor, me avise que eu fecho o negócio.

O patrão agradeceu e desligou o telefone. Então olhou para o empregado chateado e perguntou se ele ainda queria falar mais alguma coisa.

Envergonhado, o homem saiu da sala do chefe sem dizer palavra alguma.

A preguiça tem feito com que muitas pessoas percam oportunidades de crescimento acadêmico, profissional, sentimental e espiritual. Em contraste, a diligência, ou seja, uma atitude de busca pela excelência, tem feito pessoas alcançarem as alturas de suas profissões e também da vida espiritual.

Pessoas de sucesso cumprem com suas obrigações, mas sempre estão preocupa­das em dar o melhor e em superar expectativas. Livre-se da preguiça e faça mais do que esperam de você. Deus recompensará sua diligência.


Quarta-feira – 6 de junho

Deus cuida dos justos

O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios. Provérbios 10:3

Conta-se a história de uma senhora muito pobre que telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda. Um ateu que ouvia o programa resolveu usar a situação para ridicularizar a fé cristã. Conseguiu o endereço da senhora, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma grande compra no mercado e levassem para a mulher, com a seguinte orientação: “Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o diabo!”

Ao chegarem, a mulher os recebeu com alegria em sua casa e foi logo guardando os alimentos. Não parecia surpresa. Então os secretários do ateu lhe perguntaram: “A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?” A mulher, em sua simplicidade da fé, respondeu: “Não, meus filhos. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!”

Existem várias promessas bíblicas semelhantes à que foi apresentada no provérbio de hoje. Davi, por exemplo, disse: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão” (Salmo 37:25). O profeta Isaías escreveu: “É esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará” (Isaías 33:16).

Uma chave para entendermos essa promessa de suprimento das necessidades é o conceito de “justo”. Você pode pensar: “Eu sou pecador; então, Deus não está preocupado em suprir minhas necessidades.” Não é assim que funciona.

Todos nós somos pecadores. Não existe um ser humano que seja perfeito ou impecável. Isso porque o pecado não é apenas um ato; é uma condição. Mesmo uma criança com alguns dias de vida, já é pecadora. Todos nascemos pecadores e, por isso, acabamos cometendo atos maus.

A justiça a que se refere o texto não diz respeito a pessoas que pararam de pecar, mas a indivíduos que aceitaram a graça de Cristo, entenderam Seu ato substitutivo na cruz e abriram o coração para a entrada do reino de Deus na vida. Essas pessoas são cobertas pela justiça de Cristo e, assim, podem ser chamadas de justas.

Se estiver com a vida nas mãos de Deus, nem o diabo conseguirá atrapalhar o cuidado do Céu para com você. Apenas se esconda em Cristo, e Ele cuidará do restante.


Terça-feira – 5 de junho

Dinheiro devolvido

Os tesouros de origem desonesta não servem para nada, mas a retidão livra da morte. Provérbios 10:2

Aquela havia sido uma semana bastante agitada e, especialmente naquela sexta-­feira, eu estava com muitas coisas para resolver. À noite, começaria uma semana especial na igreja. Como pastor, eu estava preocupado com os preparativos.

Fui a um caixa eletrônico sacar algum dinheiro e, na hora de fazer a operação, minha esposa me ligou. Enquanto eu operava a máquina, conversamos. Faça a soma desses três fatores: preocupações com o trabalho, ligação da esposa e saque em um caixa eletrônico. O resultado não foi bom.

Coloquei o cartão na máquina, digitei a senha, guardei o cartão na carteira e, simplesmente, saí apressado para o estacionamento. Ouvi alguém falando: “Ei, moço?!” Não achava que fosse comigo, então continuei caminhando. A voz, então, insistiu.

Quando olhei para trás, um casal estendeu umas cédulas em minha direção. Confesso que nos primeiros segundos não entendi o que estava acontecendo, até que a senhora falou: “Você esqueceu de tirar o dinheiro do caixa.” Senti um frio na barriga. Era uma quantia que faria falta. Agradeci ao casal e saí apressado para continuar o dia. Não sei o nome daquela mulher, mas tenho certeza de uma coisa: ela tinha o princípio expresso no provérbio de hoje gravado no coração. Ela sabia que ficar com um dinheiro que não lhe pertence é algo muito errado.

O que aquela senhora ganhou ao me devolver a quantia? Aparentemente nada. Mas lhe garanto que a decisão dela foi a melhor que poderia ter tomado. Falo isso por mim, logicamente, mas também por ela. Naquela noite, ela pôde deitar em seu travesseiro e descansar com a consciência tranquila.

A honestidade deve ser sempre valorizada. Não ouça as vozes do mundo que recomendam que você leve vantagens financeiras por meios ilícitos. O conselho divino do provérbio de hoje é a maneira mais segura de você lidar com o dinheiro. Alguns trocados a mais aqui não compensarão a perda das riquezas que Jesus tem preparado para nós.


Segunda-feira – 4 de junho

Lágrimas de pais

O filho sábio dá alegria ao pai; o filho tolo dá tristeza à mãe. Provérbios 10:1

Ao longo da minha vida profissional na Educação Adventista, já tive a infeliz oportunidade de participar de muitas comissões de disciplina. Quando essa comissão se reúne em um colégio, em geral, o caso é grave, e o desgaste será grande para todas as partes envolvidas.

Lembro-me de um dos casos em que o aluno foi flagrado distribuindo drogas aos colegas. Ele tentou negar o fato, mas as evidências eram muito fortes, e outros colegas também confirmaram o acontecimento. Toda a situação era muito triste; por isso, eu não consegui conter as lágrimas quando os pais do garoto chegaram ao colégio e se reuniram com a comissão.

A vergonha estava estampada no rosto dos dois. O garoto também não conseguia olhar em nossos olhos. Relatamos aos pais os motivos daquela convocação. Embora eles já soubessem o que havia ocorrido, mostramos as evidências dos fatos e questionamos o aluno que, naquele momento, já não tinha mais como negar. Depois de nos pronunciarmos, perguntamos se os pais gostariam de falar alguma coisa. Esse, sem dúvida, foi o momento mais triste daquela reunião.

Após alguns segundos de silêncio, o pai pediu a palavra. Ele disse: “Estou tremendamente envergonhado neste momento e …” A sua voz embargou, e ele começou a chorar, revelando toda a dor que sentia. Sua esposa também chorava muito. Eu e mais alguns componentes da direção também não conseguimos conter as lágrimas. Aqueles pais sofreram uma vergonha indescritível como consequência das decisões erradas do filho.

O provérbio de hoje trabalha com uma das características da poesia hebraica chamada antítese. A parte final do provérbio traz uma ideia contrária ao começo. Salomão não está querendo dizer que apenas o pai se alegra e a mãe se entristece. É óbvio que ambos se alegram com as ações boas e se entristecem com as ações más dos filhos.

Todos nós somos filhos e temos a oportunidade de alegrar ou entristecer o coração dos nossos pais. Então, o que temos feito com mais frequência? Damos mais alegrias ou tristezas àqueles que passam a vida cuidando de nós?

Espero que você dê a seus pais muitos motivos para sentirem alegria.


Domingo – 3 de junho

Água e pão

Aos que não têm bom senso ela diz: “A água roubada é doce, e o pão que se come escondido é saboroso!” Provérbios 9:16, 17

Morei na Bahia durante cinco anos. Próximo à minha residência, existia uma casa de recuperação de dependentes químicos mantida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Cerca de 40 pessoas que haviam se afundado nas drogas viviam naquele lugar para tentar vencer o vício e retornar para uma vida saudável.

Uma das normas do local era que só ficaria internado ali quem quisesse. Não existiam grades, cercas ou qualquer tipo de vigilância para impedir eventuais fugas. Ouvi um dos funcionários contando que era comum famílias deixarem jovens para o tratamento em um dia e, na manhã seguinte, eles fugirem e voltarem para as drogas.

As histórias de quem lutava contra o vício eram muito semelhantes. Em algum momento, eles se deixaram levar pelas amizades, influências de “amigos” ou situações adversas da vida e experimentaram a droga pela primeira vez. Em pouco tempo, deixaram de ser “limpos” para levar uma vida miserável.

Em geral, quando o traficante oferece a droga, apresenta as sensações de prazer momentâneas e a companhia dos “amigos de drogas”. Porém, ele nunca fala das cruéis consequências do uso de narcóticos.

No provérbio de hoje, a iniquidade personificada tenta convencer o jovem de que o erro compensa. Essa é a grande mentira do inimigo de Deus. Drogas ou qualquer outro tipo de pecado não podem oferecer nada de bom para ninguém. O que é apresentado como vantagens, na verdade, é apenas uma fachada para esconder as desgraças do mal.

Para nos pegar, o inimigo mostra o pecado como água doce e pão saboroso; contudo, suas propostas não passam de ilusão. Quem mergulha no mal perceberá mais cedo ou mais tarde que a água é amarga e que o pão está embolorado. Não há vantagem em pecar.

Para encontrar a água doce que sacia a sede eterna e o pão fresquinho que mata a fome espiritual, é preciso fugir do pecado e correr para os braços de Jesus. Ele afirmou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a Mim nunca terá fome; aquele que crê em Mim nunca terá sede” (João 6:35).

Não se deixe enganar com as mentiras de Satanás. Você não foi feito para viver em uma casa de recuperação. Foi feito para viver na casa do Pai.


Sábado – 02 de junho

Poder atômico

Se você for sábio, o benefício será seu; se for zombador, sofrerá as consequências. Provérbios 9:12

Em agosto de 1945, aconteceu o mais destrutivo ataque militar da história das guerras. Na Europa, os aliados já haviam vencido; mas, na manhã fria do sexto dia do mês, o avião batizado de Enola Gay saiu de sua base aérea carregando duas bombas atômicas.

Os alvos eram duas cidades no Japão. A primeira a ser atacada foi Hiroshima. O avião lançou uma cápsula cheia de elementos atômicos com alto poder de destruição. Cinco segundos após tocar o chão, os efeitos da explosão da bomba já tinham matado mais de 100 mil pessoas. Em Nagasaki, o resultado foi semelhante. Nas duas cidades, em poucos segundos, mais de 200 mil pessoas morreram. Se esse já não fosse um número aterrador, milhares de outras pessoas morreram nos dias seguintes pelo efeito da radiação, e muitas crianças nasceram defeituosas devido à contaminação radioativa deixada pelas ogivas.

À semelhança das bombas atômicas, as nossas decisões pessoais têm um poder tremendo. Essa é a mensagem central do provérbio de hoje.

Um exemplo bíblico dessa constatação é a vida de muitos reis de Israel. Veja o que está registrado sobre Jeoás: “No trigésimo sétimo ano do reinado de Joás, rei de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dezesseis anos. Ele fez o que o Senhor reprova e não se desviou de nenhum dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer; antes permaneceu neles” (2 Reis 13:10, 11).

As más escolhas do rei levaram a nação israelita para mais longe de Deus; porém, o mais prejudicado foi ele mesmo. Seu nome ficou registrado negativamente na história, e sua salvação parece bem questionável.

Jesus advertiu sobre a realidade de que teremos que prestar contas de cada uma das nossas decisões. Nada escapará dos livros de registros do Céu. Está escrito: “Mas Eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado” (Mateus 12:36).

Muitas pessoas estão acumulando decisões erradas, que são como ogivas nucleares prestes a explodir. Os efeitos atingirão aqueles que estão ao redor, mas serão mais intensos sobre quem decidiu. Por isso, ore pedindo sabedoria a Deus e ajuda da parte Dele para seguir a rota da eternidade.


Sexta-feira – 01 de junho

Crescimento infinito

Instrua o homem sábio, e ele será ainda mais sábio; ensine o homem justo, e ele aumentará o seu saber. Provérbios 9:9

A quinta dinastia do Egito antigo teve um ministro que se tornou conhecido por suas frases sábias, seu nome era Ptah-hotep. Uma delas dizia que “os limites da arte não são alcançados. Nenhum artista possui habilidades perfeitas”. Ele estava expondo uma verdade sobre os humanos que está presente também em nosso provérbio de hoje.

Quando o artista do Universo nos criou, Ele nos fez perfeitos. Não existia nada de errado conosco; porém, mesmo naquela situação, ainda tínhamos o que crescer. A cada dia, Adão e Eva aprendiam algo novo sobre a natureza, sobre Deus e sobre eles mesmos. Se tivessem sido fiéis, esse processo seria infinito.

Depois da entrada do pecado, a necessidade de crescermos sem parar se tornou ainda mais urgente. Por melhores que sejamos, com certeza há algo a mais que precisamos aprender. Um dos pensamentos mais prejudiciais para um ser humano é: “Cheguei à minha melhor versão, não tenho mais como melhorar.”

O texto bíblico de hoje nos apresenta algumas verdades essenciais para uma vida feliz. A primeira delas é que sempre há alguém que sabe mais que nós. Precisamos manter um coração humilde para aceitar que não somos o “suprassumo” do mundo. Por mais competentes que sejamos, temos o que aprender com outros mais experientes e competentes que nós.

A segunda verdade do texto de hoje é que os verdadeiros sábios são aqueles que nunca estão satisfeitos com o que conhecem, ou seja, têm consciência que ainda podem crescer mais. Isso não tem a ver com insatisfação crônica, mas com humildade e reconhecimento de nossas limitações.

Na vida espiritual, essa verdade se torna ainda mais forte. No dia em que acharmos que somos perfeitos, então estaremos dando o primeiro passo rumo ao declínio total. Sempre teremos como crescer na graça e no amor de Deus. Mesmo no Céu e na Nova Terra, quando não teremos mais pecado, ainda cresceremos no conhecimento do amor de Deus.

Somos uma obra de arte em construção, e a especialidade do Artista supremo é colocar em nós, a cada dia, um pouco mais de Sua genialidade. Permita que Deus modele você hoje.


JUNHO 2018


Quinta-feira – 31 de maio

O néctar da vida

Não repreenda o zombador, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará. Provérbios 9:8

As abelhas podem ser encontradas em todos os continentes do mundo, com exceção da Antártida. Existem mais de 20 mil espécies desses insetos pelo planeta. Gosto de observá-las “trabalhando” em um jardim. Elas vão de flor em flor “degustando” os sabores que o canteiro oferece. Mesmo que existam espinhos nas flores, as abelhas não “reclamam”; apenas desviam e continuam aproveitando o que a vida tem de bom.

As abelhas são insetos fantásticos. Elas conseguem tirar o melhor das flores sem destruí-las. Nós também temos diariamente a oportunidade de tirar o melhor “néctar” que a vida pode oferecer. É verdade que a vida não é feita apenas de flores; às vezes, os espinhos nos machucam. Porém, até desses momentos, poderemos tirar lições para o nosso crescimento.

O provérbio de hoje nos diz que os filhos de Deus também erram. Por isso, precisamos aceitar que, apesar de caminharmos na estrada dos justos, não somos perfeitos e, às vezes, cometeremos erros e seremos repreendidos.

Nessas horas, como as abelhas, devemos tirar o melhor do que a vida nos oferece, mesmo que seja uma repreensão. Nossos pais, professores, pastores nos repreendem porque nos amam. Quando compreendermos isso, será cumprido o versículo de hoje em nossa vida: amaremos aqueles que nos repreendem. Eles fazem isso porque querem nosso crescimento.

O verdadeiro sábio reconhece seus erros e fica agradecido por ter sido corrigido. Confesso que, como você, não gosto de ser repreendido, mas tenho tentado tirar lições para a vida dessas situações. Em vez de ficarmos aborrecidos por chamarem nossa atenção, devemos valorizar quem teve amor e coragem do nos mostrar em que precisamos melhorar.

Assim como as abelhas tiram o melhor das flores, tire o melhor da vida. Mesmo que apareçam “espinhos”, existirá uma lição para ser aprendida. Deus sempre coloca à nossa disposição o néctar da vida. Aproveite!


Quarta-feira – 30 de maio

Armadilhas

Quem corrige o zombador traz sobre si o insulto; quem repreende o ímpio mancha o próprio nome. Provérbios 9:7

Os pesquisadores das universidades de Exeter (Reino Unido) e Cape Town (África do Sul) estão chamando de “armadilha ecológica” um problema que está fazendo com que a população dos “pinguins-africanos” diminua. Esses animais costumam se deslocar no mar para regiões com abundância de peixes para se alimentarem. Porém, um problema ambiental os ameaça e prejudica.

As mudanças climáticas no planeta têm “enganado” os pinguins que viajam muitos quilômetros para regiões sem alimento e, por isso, acabam morrendo. Eles se deslocam “pensando” que vão encontrar fartura; mas, na verdade, encontram a morte. Os pesquisadores gostariam muito de poder “avisar” para esses animais que eles estão perdendo tempo naquelas viagens. Porém, não podem porque não falam o “pinguinês”.

Diferentemente desses pesquisadores, Deus além de saber falar nossa língua, ainda Se fez homem e habitou entre nós. Isso permite que Ele compreenda nossa dor e esteja mais próximo de nós para prestar auxílio nas horas difíceis.

Deus sempre está ao alcance de uma oração; porém, algumas vezes, os seres humanos são como os pinguins que buscam alimento em locais onde eles não existem. Deus fala o “humanês” para que nós entendamos que só há alimento verdadeiro para a alma se estivermos ligados a Ele.

Jesus falou: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que Eu der é a Minha carne, que Eu darei pela vida do mundo” (João 6:51). Não adianta nadar pelo oceano da vida em busca de alimento em outro lugar. Muitas vezes, o inimigo de Deus prepara armadilhas que nos indicam caminhos falsos e que levam à morte. Apenas Cristo é o caminho que leva para a vida.

Quais são algumas armadilhas que desviam os filhos de Deus do caminho seguro? Das coisas ilícitas podemos citar as drogas, o crime, a pedofilia, a pornografia e muitas outras. Das coisas lícitas podemos citar a TV, a internet, os jogos eletrônicos, os divertimentos sadios, mas que tomam muito tempo, tornando-se empecilhos para uma comunhão mais íntima com Deus.

Fuja das armadilhas do inimigo e “nade” sempre para Cristo. Nele, há alimento farto e eterno.


Terça-feira – 29 de maio

Sonhe alto

A sabedoria construiu sua casa; ergueu suas sete colunas. Matou animais para a refeição, preparou seu vinho e arrumou sua mesa. Provérbios 9:1, 2

Nessa altura do livro de Provérbios, a sabedoria personificada está se preparando para influenciar as pessoas com seus convites especiais. Para isso, ela monta uma estratégia com a qual pretende alcançar seus objetivos. Primeiro ela constrói uma casa perfeita, e as sete colunas nos indicam isso. Depois, ela prepara a refeição e a mesa sobre a qual servirá a comida. Cada detalhe é pensado para que ela alcance aquilo que havia sonhado.

O que a sabedoria faz é um grande exemplo para cada um de nós. Todos temos sonhos. São coisas que gostaríamos de ter, viagens que queremos fazer, profissões que gostaríamos de aprender; enfim, cada um de nós tem objetivos traçados para a vida.

Mais importante que ter objetivos e sonhos é trabalhar para alcançá-los. Existem muitas pessoas que passam a vida toda sonhando, mas não se levantam para trabalhar pelos ideais.

Quem deseja realizar seus sonhos precisa, em primeiro lugar, preparar o coração para a conquista. Ao arrumar a mente, é necessário traçar os objetivos e interiorizar a meta com clareza. Ter os alvos de maneira clara na mente ajudará a dar os passos seguintes.

O segundo passo é o planejamento. Não importa se você demorará alguns anos para alcançar seu alvo. Planeje os passos que devem ser dados até lá. Estabeleça horários, discipline-se financeiramente, se for o caso, e tenha em mente todas as etapas do percurso.

Após o planejamento da rota, é hora de investir na preparação. Conheci alguém que sonhava em ser médico, mas não queria gastar mais tempo estudando e perder o compromisso “inadiável” de um jogo de futebol. Se quiser alcançar sua meta, você terá que percorrer o caminho que leva até lá. Algumas vezes, a estrada é árdua e será preciso suar a camisa e renunciar a alguns divertimentos imediatos em nome do sonho. A preparação é necessária para chegar aonde você quer.

Nesse processo, a persistência é fundamental. Talvez, no meio do caminho em direção ao sonho, você se canse ou enfrente dificuldades. Não desista! Você pode estar bem próximo do alvo. Sonhe alto, mas, pela manhã, acorde e trabalhe duro. Assim você chegará aonde quer.


Segunda-feira – 28 de maio

Autoflagelação

Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte. Provérbios 8:36

Como professor e pastor, por duas vezes me deparei com alunos que usavam a autoflagelação como recurso para punir a si mesmos por erros cometidos. Coisas simples como uma questão errada na prova de matemática ou uma palavra mais grosseira com um amigo geravam nesses dois indivíduos um sentimento de culpa capaz de fazer com que eles se cortassem com navalhas e dessem socos na parede até machucar a mão.

Esse é um comportamento que precisa ser acompanhado de perto não apenas por um pastor, mas também por um psicólogo. Foi assim que administrei a situação desses dois alunos. Não é saudável machucar a si mesmo. Essa é uma atitude que alguém pratica quando está sofrendo algum tipo de desvio espiritual e psicológico.

Mesmo sem violentar o próprio corpo, muitas pessoas praticam uma espécie de autoflagelação espiritual, sem perceber. Agridem a alma, afastando-se de Deus e acarretando para a vida prejuízos eternos.

Podemos ver essa estratégia do inimigo de maneira muito clara nos capítulos dois e três do livro do profeta Daniel. No capítulo dois, o rei Nabucodonosor sonhou com uma estátua cujas características eram: cabeça de ouro, peitos e braços de prata, quadris de bronze, pernas de ferro, pés de barro e de ferro. No sonho, existia uma pedra que foi lançada sem o auxílio de mãos humanas e que atingia os pés da estátua, a destruía e dominava todo o mundo.

No capítulo três, o rei Nabucodonosor constrói uma imagem que era semelhante à do capítulo anterior. Tinha cabeça, peitos e braços, quadris, pernas e pés. Embora os metais fossem diferentes, as partes do corpo estavam lá. O interessante é que no capítulo três a estátua é toda de ouro, e a pedra não mais aparece.

A pedra representa a volta de Jesus e, ao reproduzir parcialmente o sonho, Satanás tira justamente a parte que faz referência a Cristo. O motivo é muito simples: sem Jesus não há vida. Esse é o grande plano do diabo para nós, uma vida sem Cristo. O inimigo não precisa tirar ninguém da igreja; para ele é suficiente afastar as pessoas de Jesus. Quem está na igreja, mas sem comunhão com Cristo, está tão perdido quanto se estivesse no mundo.

Por isso, é preciso estar a cada dia bem junto a Cristo, por meio da oração, do estudo da Bíblia e do testemunho. Não machuque a si mesmo vivendo sem Jesus. Entregue-se a Ele e viva a eternidade desde já.


Domingo – 27 de maio

Polegar para cima

Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor. Provérbios 8:35.

Na Roma antiga, era comum ouvir a expressão latina pollice verso. Ela queria dizer literalmente “polegar virado” e era muito usada nos jogos romanos que envolviam os gladiadores. Segundo a tradição, quando um dos lutadores estava vencido e em uma posição em que não poderia se defender, com o polegar, o imperador definiria se o vencedor completaria a luta executando o outro ou se o perdão seria estendido. Polegar para cima indicava o perdão, polegar para baixo indicava a execução.

Na arena, a vida do guerreiro estava nas mãos do imperador. Ele escolhia se o homem continuaria vivo ou se teria a existência encerrada naquele momento.

Na vida espiritual, não é bem assim. Não existe um imperador decidindo se você irá viver ou morrer. Está em suas mãos a escolha pela vida eterna.

Em Provérbios, a sabedoria personificada nos indica como devemos fazer para obter vida eterna. A primeira coisa é procurar. Como todos os outros tesouros, a eternidade é um bem que precisa ser buscado. O ato de buscar indica que temos interesse e que estamos dispostos a deixar outras coisas em nome daquele bem. A salvação é completamente gratuita. O preço foi pago por Jesus no Calvário; porém, precisamos dar um passo em direção a ela. Jesus ilustrou essa lição com uma parábola: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo” (Mateus 13:44).

Perceba que os outros passos expostos no texto bíblico inicial são dados pela sabedoria. Em resposta à nossa busca, ela se deixa encontrar e nos dá o favor de Deus como presente adicional. Isso significa que o coração do Pai se alegrou com a nossa atitude de buscar a vida.

O apóstolo João nos diz: “E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1 João 5:11, 12). Portanto, buscar a vida é uma referência direta a desenvolver um relacionamento íntimo com Jesus Cristo. Ele é o Pai da Eternidade.

Se depender de Deus, você sempre terá vida. Aliás, por você, Ele abriu os braços na cruz. Aceite-O, ame-O, e a vida será sua.


Sábado – 26 de maio

Espera ansiosa

Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa. Provérbios 8:34

Uma das histórias mais comoventes de todos os tempos envolveu um cachorro da raça akita e seu dono, um professor universitário japonês chamado Hidesabur? Ueno. O cachorro Hachiko foi achado em 1924, ainda filhote, pelo professor perto da estação de trem. Por ser um apreciador de cães, Ueno o levou para casa e cuidou dele.

A amizade entre os dois ficou cada dia mais profunda, a ponto de Hachiko todos os dias acompanhar seu dono pela manhã para a estação do trem e esperar sua volta no final da tarde. Em maio de 1925, o professor Ueno morreu em decorrência de um derrame sofrido em seu ambiente de trabalho.

Hachiko ficou com os familiares do professor, mas fugia constantemente de casa para ir até a antiga casa do dono. Ao perceber que não o encontrava mais ali, resolveu esperar todos os dias na estação de trem. Ele repetiu essa espera por nove anos, quando morreu doente e ainda esperando encontrar o querido dono.

A história do cachorro fiel ficou tão famosa que a prefeitura da cidade construiu uma estátua em homenagem a Hachiko em frente à estação de trens de Shibuya, no Japão, e, em 2009, foi lançado um filme baseado nessa história. Aquele cão esperava ansioso pelo encontro com seu dono naquela estação.

Vivemos em um período da história da humanidade em que é cada vez mais difícil tomar decisões corretas. As pressões para entrarmos por caminhos tortuosos são muito grandes e vêm de todos os lados.

Diante desse quadro, o que nos resta fazer é buscar a Deus com todas as forças e nos apegarmos a Seus princípios eternos. Como sugere o texto bíblico de hoje, devemos nos esforçar para começar cada dia sob a orientação da sabedoria divina, pois apenas ela nos ajudará a decidir pelo caminho certo.

Hachiko, sem resultado, esperou por seu dono por nove anos naquela estação de trem. No entanto, se esperarmos Jesus, não nos decepcionaremos. Deus prometeu que, se pedíssemos sabedoria, Ele Se revelaria como Aquele “que a todos dá livremente, de boa vontade” (Tiago 1:5).

Ore agora pedindo sabedoria do Céu. Renove esse pedido a cada manhã e espere com fé. Ele garante: você receberá.


Sexta-feira – 25 de maio

Um poder impressionante

Quando determinou as fronteiras do mar para que as águas não violassem a Sua ordem, quando marcou os limites dos alicerces da terra. Provérbios 8:29

Nos últimos anos, foram exibidas várias imagens de tsunamis na televisão mundial. Esses fenômenos assustadores acontecem em decorrência de terremotos que ocorrem em alto-mar e geram o efeito de ondas gigantes. Segundo a revista Mundo Estranho, “a maior onda do mundo da qual se tem notícia aconteceu em 9 de julho de 1958, na baía de Lituya, no Alasca. Tudo começou quando um terremoto enorme (que atingiu entre 7,9 e 8,3 pontos na escala Richter) sacudiu a falha de Fairweather, a 13 km de onde a onda estourou. O sacode […] fez com que aproximadamente 30 milhões de m³ de terra e pedras fossem lançados no mar. O impacto dessa massa na água levantou um vagalhão de 524 m de altura!”

Por ter acontecido em uma área desabitada, a gigantesca onda não fez vítimas humanas. Mas o mar excedeu seu limite e causou uma grande destruição na vegetação. Felizmente, o que aconteceu na costa do Alasca foi uma exceção raríssima em um mundo afetado pelo pecado. Imagine como seria a vida se o mar invadisse as praias constantemente? Deus mantém o mar em seus limites por amor a nós. O provérbio de hoje fala do poder fantástico que Deus exerce sobre a natureza.

Deus estabeleceu os limites do mar no início de tudo: “E disse Deus: ‘Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca.’” (Gênesis 1:9, 10). Essa foi uma das demonstrações da onipotência divina.

Quando Deus conversava com Jó e queria convencê-lo de que Ele não perdia o controle de nada, o Senhor questionou dizendo: “Quem represou o mar pondo-lhe portas […] quando fixei os seus limites e lhe coloquei portas e barreiras, quando Eu lhe disse: Até aqui você pode vir, além deste ponto não, aqui faço parar suas ondas orgulhosas?” (Jó 38:8-11).

O poder de Deus é extraordinário. Além de controlar as leis da natureza, Ele ressuscitou mortos, curou paralíticos, deu visão ao cego, transformou água em vinho, multiplicou comida, dentre muitas outras coisas.

O mais importante mesmo é saber que o Deus onipotente está disposto a nos livrar do mal. Não precisamos ser engolidos pelo tsunami do pecado. Deus tem poder suficiente para nos salvar. Peça a Ele essa força divina; Ele deseja concedê-la a você hoje.


Quinta-feira – 24 de maio

Eternidade emprestada

O Senhor me criou como o princípio de Seu caminho, antes das Suas obras mais antigas; fui formada desde a eternidade, desde o princípio, antes de existir a terra. Provérbios 8:22, 23

A menos que se interesse por engenharia, quando olha para um prédio, uma pessoa comum não fica pensando no que há nos fundamentos da construção. Porém, a parte mais importante de um edifício é o alicerce. Se ele não for forte, o prédio estará condenado a ruir. O provérbio de hoje, mal interpretado, pode fragilizar todo o fundamento do cristianismo. Ele é motivo de discussões no meio teológico.

Pessoas que não respeitam as regras de interpretação bíblica e não são guiadas pelo Espírito Santo querem usar o provérbio de hoje como base para dizer que em algum momento da eternidade Jesus não existia e, então, foi criado por Deus, o Pai. Essa interpretação está errada. A construção de doutrinas bíblicas deve ser sempre baseada em textos literais das Escrituras, não em parábolas ou textos figurativos como o provérbio acima.

A Bíblia ensina que Jesus é eterno. Essa é uma verdade evidente. O profeta Isaías enumera vários títulos que são de Jesus. Ele escreveu: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e Se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6, ARA). O Pai da Eternidade não poderia ser alguém criado. Ellen White também tem uma declaração inspirada a respeito desse assunto: “Em Cristo, há vida original, não emprestada, não derivada” (O Desejado de Todas as Nações, p. 532).

O Deus eterno nos criou para sermos também eternos; porém, um dia, os seres humanos decidiram deixar a conexão com o Céu e fizeram com que o prédio da eternidade ruísse para eles. Toda a criação, que era perfeita, perdeu seu brilho, e a morte passou a ser parte da vida. A eternidade que tínhamos era emprestada e nós a trocamos pelo pecado. Contudo, Aquele que concedeu a eternidade resolveu devolvê-la a nós. Só que para isso, Ele teria que sofrer terríveis humilhações, receber sobre Si nosso pecado e morrer em nosso lugar.

O sacrifício do Eterno nos garantiu novamente a possibilidade de vivermos para sempre. Por Seu sacrifício eterno, podemos ter a certeza de que estamos no caminho da eternidade. Abra o coração para Jesus, conecte-se novamente a Deus, pois Nele há amor infinito por você.


Quarta-feira – 23 de maio

Você ama a Deus? – II

Ando pelo caminho da retidão, pelas veredas da justiça, concedendo riqueza aos que me amam e enchendo os seus tesouros. Provérbios 8:20, 21

Infelizmente, hoje o amor virou um sentimento banalizado. Um casal de namorados com alguns dias de relacionamento já está usando a expressão “eu amo você”. Nos filmes e novelas, qualquer relacionamento descompromissado usa a palavra amor. Perdeu-se parcialmente o real significado da palavra.

Jesus demonstrou o que é o verdadeiro amor. Mais que um sentimento, amor é ação. Jesus demonstrou Seu amor ao morrer em nosso lugar. De igual forma, pede que o amor por Ele seja demonstrado também por meio de obras. O Mestre disse: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (João 14:15). A obediência é a prova de amor a Deus.

Nas palavras daquele que é conhecido como discípulo amado, temos mais uma confirmação de que amar Jesus é mais que um sentimento: “Aquele que diz: ‘Eu O conheço’, mas não obedece aos Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à Sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos Nele: aquele que afirma que permanece Nele, deve andar como Ele andou” (1 João 2:3-6).

Na relação com Deus, precisamos manter a coerência entre palavras e ações. Provaremos que O amamos quando estivermos dispostos a Lhe obedecer. Essa é uma mensagem central na Bíblia. De nada adianta sabermos que Jesus preparou um lugar indescritível para nós, se não O amamos de todo o nosso coração e demonstramos isso em nossas atitudes. O Céu é maravilhoso, mas pertence apenas àqueles que amam a Deus.

João descreveu o Céu: “Então o anjo me mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, no meio da rua principal da cidade. […] Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os Seus servos O servirão. Eles verão a Sua face, e o Seu nome estará em suas testas. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre” (Apocalipse 22:1-5).

O preço da nossa entrada no Céu já foi pago por Jesus. A nossa parte é amar de todo o nosso coração a Deus, que nos amou primeiro. Faça isso e você será muito feliz.


Terça-feira – 22 de maio

Você ama a Deus? – I

Ando pelo caminho da retidão, pelas veredas da justiça, concedendo riqueza aos que me amam e enchendo os seus tesouros. Provérbios 8:20, 21

O censo do IBGE de 2010 indicou que no Brasil 86,8% da população se declara cristã. Esse número envolve católicos e evangélicos. É, sem dúvida, um grande número de pessoas que declaram seguir a Cristo. Cada uma dessas pessoas e, logicamente, todas as outras são muito amadas por Jesus.

O amor de Deus é estendido igualmente a cada ser humano. Deus não ama mais os cristãos e menos os ateus. Sendo assim, então o que diferencia as pessoas? A resposta é simples: o amor que elas sentem por Deus.

O provérbio de hoje nos ensina que existem algumas bênçãos que são exclusivas daqueles que amam a Deus. O apóstolo Paulo escreveu que “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam” (1 Coríntios 2:9).

Esse versículo tem um detalhe para o qual devemos dar bastante atenção. As coisas que olhos não viram, ouvidos não ouviram e não subiram ao coração humano foram preparadas “para os que O amam”. Esse trecho do versículo não pode passar despercebido.

Circula no meio teológico a falsa doutrina do universalismo. Segundo ela, o amor de Jesus é tão grande que no dia do juízo final salvará a todas as pessoas da Terra. “Jesus não deixará Seus filhos se perderem por causa de pecados”, dizem os defensores dessa teoria.

Contudo, essa não é a realidade bíblica. Jesus ama a todos. Ele ama todas as pessoas, não importa o pecado que elas cometam, mas deixou bem claro que, se essas pessoas não se arrependerem, ficarão fora do Céu. Todos os salvos são amados por Jesus, mas nem todos os amados por Ele terão a vida eterna.

João, o discípulo amado, escreveu que “nós amamos porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Não é mérito nosso amar Jesus; apenas respondemos ao amor que Ele nos ofereceu. “Foi assim que Deus manifestou o Seu amor entre nós: enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio Dele (1 João 4:9). Nosso amor é baseado no amor de Jesus, que foi demonstrado primeiro.

Por isso, se você quiser desfrutar bênçãos especiais de Deus, dedique todo seu amor a Ele.


Segunda-feira – 21 de maio

Jesus é melhor

Meu fruto é melhor do que o ouro, do que o ouro puro; o que ofereço é superior à prata escolhida. Provérbios 8:19

Houve um homem que teve vergonha de anunciar que seguia Jesus. Seu primeiro contato com o Mestre foi da forma mais discreta possível. Ele não queria que seus colegas de trabalho e vizinhos soubessem de sua admiração por Cristo.

Ele tinha um cargo muito importante em sua cidade, todos o respeitavam, e o grupo social do qual fazia parte rejeitava qualquer tipo de conversa sobre aceitar Jesus e Suas mensagens. Na verdade, o meio ao qual aquele homem pertencia fazia questão de desconstruir as mensagens de Jesus. Para eles, Jesus não passava de um homem comum que deveria ser ignorado.

Existia outro fator que dificultava a vida daquele indivíduo. Ele era muito rico, e suas posses tinham uma ligação muito forte com sua profissão e com o grupo social que ele frequentava. Ter Jesus como senhor da vida implicaria renunciar ao padrão de vida e ao prestígio social. O preço de sua conversão ao cristianismo seria muito alto, e ele não estava certo de que valeria a pena. Essa dúvida se intensificou a partir do dia em que ele teve seu primeiro contato com Cristo. Em uma noite, ele marcou um encontro com o Salvador. Depois daquele encontro, Nicodemos não viveu mais em paz até que resolveu declarar seu amor por Cristo. Na crucifixão de Jesus, ele se apresentou para guardar o corpo do Filho de Deus, mas não parou por aí.

Ellen White descreve um quadro emocionante desse homem: “Depois da ascensão do Senhor, quando os discípulos foram dispersos pela perseguição, Nicodemos tomou ousadamente a frente. Empregou sua fortuna na manutenção da igreja em formação que os judeus esperavam que fosse extinta com a morte de Cristo. No tempo de perigo, aquele que fora tão cauteloso e cheio de receios mostrou-se firme como a rocha, fortalecendo a fé dos discípulos e fornecendo meios para levar avante a obra do evangelho. Foi desprezado e perseguido pelos que haviam mostrado a ele reverência em outros tempos. Tornou-se pobre em bens deste mundo; no entanto, não vacilou na fé que surgira naquela conversa noturna com Jesus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 177).

Nicodemos escolheu o que existe de mais valioso na vida e fez de Jesus o Senhor da existência. Como ele, experimente ter Cristo no trono do coração. Assim, você poderá cantar com convicção o refrão de uma conhecida canção cristã: “Jesus é melhor, sim, que ouro e bens.”


Domingo – 20 de maio

Ofertas imperdíveis

Comigo estão riquezas e honra, prosperidade e justiça duradouras. Provérbios 8:18

Alguns elementos têm uma capacidade de evaporação muito grande. Eles passam do estado líquido para o gasoso em temperatura ambiente. Na química, essa propriedade é chamada de volatilidade. Produtos como o éter são altamente voláteis e, por isso, precisam ficar guardados em recipientes fechados; do contrário, desaparecerão sem que se perceba.

Fora do campo da química, há outras coisas que são voláteis e desaparecem com muita rapidez. É comum vermos pessoas perderem a saúde para ganhar dinheiro, abandonarem a família por conta de ilusões e venderem princípios para obter prosperidade. O grande problema desses indivíduos é que, mesmo que encontrem o que procuram, logo perderão essas “conquistas”.

No provérbio de hoje, a sabedoria personificada fala mais uma vez a respeito dos bens eternamente duráveis que oferece aos homens. A primeira oferta de Deus são as riquezas. Porém, não exatamente as coisas materiais. Jesus nos alertou: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no Céu” (Mateus 6:19-21). Embora não exista pecado em ser rico, o tesouro mais precioso para nós deve ser a vida eterna.

A segunda oferta divina é a honra. Deus prometeu a Seu povo: “Honrarei aqueles que Me honram, mas aqueles que Me desprezam serão tratados com desprezo” (1 Samuel 2:30). A honra divina coloca o homem na mais alta posição: a de filho de Deus.

A terceira oferta do provérbio de hoje é a prosperidade. Essa é uma palavra muito distorcida em nossos dias. Alguns líderes religiosos a usam para arrancar dinheiro das pessoas. Na Bíblia, o sentido de prosperidade está relacionado com sucesso integral e vai muito além de conquistas materiais.

Finalmente, a sabedoria nos oferta a justiça, que é o caráter amoroso de Deus reproduzido na vida dos crentes. Todas essas imperdíveis ofertas são vivenciadas pelo cristão por meio da fé unicamente nos méritos de Cristo. Tudo o que Deus oferece é eterno; o tempo e a ferrugem não podem levar.

A volatilidade das coisas terrenas nunca compensará as riquezas eternas que Deus quer nos dar. Receba as ofertas divinas; elas estarão com você para sempre.


Sábado – 19 de maio

Antes de tudo

Amo os que me amam, e quem me procura, me encontra. Provérbios 8:17

Em uma matéria publicada no site da BBC Brasil sobre a relação entre sucesso e acordar cedo, o autor escreveu: “Alguns estudos indicam que ‘madrugar’ traz bons resultados. Em 2008, uma pesquisa da Universidade do Texas indicou que os estudantes que acordam cedo têm nota média superior aos que têm hábitos mais noturnos. Um estudo da universidade alemã de Heidelberg indica que pessoas que acordam cedo tendem a ser mais proativas – antecipando problemas melhor em seus trabalhos.”

Madrugar não é benéfico apenas no mundo dos negócios e estudos. Na vida espiritual, acordar cedo para ter contato com o Eterno é um hábito fortificador para a espiritualidade. Necessitamos encontrar Jesus a cada manhã para receber Dele forças contra a natureza pecaminosa.

Não existe nada de sobrenatural nas primeiras horas do dia; porém, a madrugada é, sem dúvida, a melhor hora para se encontrar com Deus. É hora de silêncio e sem interrupções na conversa com Deus. Do lado fora, poucos carros circulam nesse horário, o que contribui para o clima de tranquilidade. Além disso, quando você acorda cedo para falar com Deus, está dizendo ao Universo que Ele é prioridade na sua vida e que, antes de falar com qualquer pessoa, você prefere falar com o Pai do Céu.

A oração da madrugada é acompanhada da promessa que lemos em nosso provérbio de hoje. Quem faz o esforço de acordar cedo para ter momentos de comunhão com Jesus e persevera neles vai encontrar o Salvador.

Jesus é um grande exemplo desse esforço por mais comunhão com Deus. A Bíblia diz que “de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-Se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando” (Marcos 1:35). Esse texto fala de uma madrugada que sucedeu um cansativo dia de trabalho de Cristo. Que exemplo! Estar em comunhão com o Pai era tão importante para Cristo que, mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, Ele resolvia interromper o período precioso de sono para ter mais tempo em oração.

Certamente esse é um desafio para todos nós. É tentador ficar na cama um pouco mais e acordar “em cima da hora”. Por isso, ore agora e peça a Deus que ajude você a ter desejo sincero de orar e estudar a Bíblia de manhã bem cedo. Deus deseja muito Se encontrar com você também. Tenha certeza de que Ele atenderá com alegria a esse pedido.


Sexta-feira – 18 de maio

Governo e sabedoria

Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça; também por meu intermédio governam os nobres, todos os juízes da terra. Provérbios 8:15, 16

Em 2016, o Brasil viveu mais uma vez um processo traumático de impeachment de um governante. A presidente foi condenada em um processo que durou alguns meses e passou pelo poder legislativo federal. Seu mandato foi interrompido, e o vice-presidente assumiu o cargo de presidente da República.

O governo de um país, estado ou município só terá condições de seguir um caminho reto, quando tiver o provérbio de hoje como uma realidade em seus princípios. Essa perspectiva também se aplica ao governo de uma casa, de uma igreja, de um pequeno grupo, etc. Em qualquer nível de liderança, é preciso ter a mão de Deus como guia para as decisões.

O profeta Daniel escreveu uma declaração importante sobre esse assunto: “Louvado seja o nome de Deus para todo o sempre; a sabedoria e o poder a Ele pertencem. Ele muda as épocas e as estações; destrona reis e os estabelece. Dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir” (Daniel 2:20, 21). A história da humanidade está nas mãos de Deus. Embora Ele escolha não interferir na liberdade das pessoas, inclusive na hora de votar, nada escapa a Seu controle e, na hora certa, Ele sempre age.

Quando o governo se submete à autoridade e sabedoria divinas, podemos aplicar irrestritamente este verso: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas” (Romanos 13:1). Logicamente, governos tiranos e ímpios estão fora dessa declaração bíblica.

Por escolha própria, Deus colocou sobre nós a possibilidade de governarmos nossa existência. Mesmo quando nos entregamos a Ele completamente, ainda repousam sobre nós as decisões finais a respeito do que faremos com os conselhos que recebemos do Céu. No juízo final, ninguém poderá colocar sobre Deus ou sobre o diabo a culpa de sua perdição. Os dois tentam nos influenciar, mas a decisão final é nossa.

A sabedoria divina é o segredo dos bons governos. Portanto, para que você possa governar a própria vida da melhor maneira possível e não sofrer o processo de “impeachment celestial”, apodere-se da sabedoria divina, aplique-a à sua vida. Deus quer ajudar você nesse processo.


Quinta-feira – 17 de maio

Ódio ao mal

Temer ao Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso. Provérbios 8:13

A palavra alemã schadenfreude é um termo técnico para representar uma característica vivida por algumas pessoas. Schaden significa “dano”, e freude, “alegria”. Quem tem essa característica gosta de ver o sofrimento de pessoas. Imagens de violência e dor geram certa dose de prazer em alguns.

Inveja e rivalidade são as maiores causas desse comportamento. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos: “Nesse caso, o observador não tem nenhum benefício tangível, e a desgraça não representa uma justiça social. Em vez disso, infortúnios de alvos rivais ou invejáveis agradam porque fazem as pessoas se sentirem melhores com elas mesmas”, explicou Susan Fiske, uma das responsáveis pelo estudo.

Sentir prazer com o mal é uma atitude contrária à natureza de Deus; portanto, todos aqueles que amam o Senhor de verdade vão se sentir felizes com a justiça, paz e retidão. Essa é a essência do provérbio de hoje. O ódio ao mal é uma característica daqueles que realmente amam a Deus.

Essa é uma verdade repetida muitas vezes na Bíblia. O salmista falou de seus sentimentos em relação ao mal da seguinte forma: “Detesto o ajuntamento dos malfeitores, e não me assento com os ímpios” (Salmo 26:5). Ele ainda diz: “Odeio e detesto a falsidade, mas amo a Tua lei” (Salmo 119:163).

O livro de Salmos novamente nos aconselha: “Odeiem o mal, vocês que amam o Senhor, pois Ele protege a vida dos Seus fiéis e os livra das mãos dos ímpios” (Salmo 97:10). Ainda no Antigo Testamento, o profeta Amós escreveu: “Odeiem o mal, amem o bem; estabeleçam a justiça nos tribunais. Talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, tenha misericórdia do remanescente de José” (Amós 5:15). O apóstolo Paulo faz eco a essa verdade bíblica em sua carta aos Romanos, em que escreve: “O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom” (Romanos 12:9).

Deus espera que nós valorizemos o bem. Isso implica evitar compartilhar o mal nas redes sociais, cuidar com as nossas palavras e gestos, não assistir a filmes violentos e viver o bem em cada uma de nossas ações. O conselho de Paulo é muito apropriado: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem” (Romanos 12:21). Ame o bem!


Quarta-feira – 16 de maio

Temer a Deus

Temer o Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso. Provérbios 8:13

Você teme a Deus ou tem medo Dele? No contexto bíblico, temor e medo são coisas diferentes. Ter medo do Senhor é algo indevido. Deus não representa uma ameaça para quem O ama. Por outro lado, temê-Lo é necessário e envolve pelo menos três aspectos da vida cristã: adoração, amor e serviço.

O primeiro aspecto do temor a Deus está explícito em Gênesis 22:5: “Disse ele [Abraão] a seus servos: Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos.” Adorar envolve entrega total. O contexto do versículo anterior é o momento no qual Abraão estava subindo o monte para sacrificar o filho Isaque. Como pode haver adoração em uma situação como aquela?

Adoração consiste em plena submissão à vontade divina. Abraão não compreendia tudo a respeito da ordem que recebera do Céu; mas, como adorar o Criador significa obedecer-Lhe mesmo quando não entendemos tudo o que Ele pede, Abraão subiu o monte Moriá com o filho.

Temer a Deus envolve um segundo aspecto: o amor. Muitas pessoas nos tempos em que vivemos têm uma concepção errada sobre esse sentimento. Infelizmente, o amor se tornou algo banalizado. Em muitos relacionamentos curtos e superficiais, a palavra amor é usada de forma leviana. Mas amar a Deus envolve compromisso e é mais do que um sentimento. Amar a Deus leva-nos em direção à Sua vontade.

Em Deuteronômio 11:13, lemos que devemos “amar o Senhor [nosso] Deus, e […] O servir de todo o [nosso] coração e de toda a [nossa] alma” (ARC). Precisamos amar a Deus sem restrições, com tudo o que temos e somos. Às vezes, isso não é fácil porque envolve abrir mão de coisas que gostamos, em prol das que Deus gosta.

O serviço é a terceira característica de um cristão que teme a Deus. Infelizmente, é comum vermos professos cristãos cuja única atividade religiosa que exercem é sair de casa, ir até a igreja e “assistir” ao culto. Não são ativos na causa de Deus. É certo que nem todos estarão nos púlpitos pregando. Mas Deus deu diversos dons à igreja, e cada membro deve trabalhar de acordo com os dons recebidos. Ninguém ficou sem receber pelo menos um dom.

Temer a Deus aprofundará nossa intimidade com Ele. Não tenha medo de Deus; tenha o temor Dele.


Terça-feira – 15 de maio

Uma família especial

Eu, a sabedoria, moro com a prudência, e tenho o conhecimento que vem do bom senso. Provérbios 8:12

O provérbio de hoje fala de uma família metafórica formada pela sabedoria, prudência, pelo conhecimento e bom senso. Essa é a “família da sabedoria”. Todos eles moram na mesma casa e trabalham pelo mesmo propósito. A boa notícia é que quem quiser pode se unir a essa família e desfrutar as virtudes que a caracterizam.

A prudência diz respeito à sabedoria aplicada; o bom senso se refere à habilidade nas situações práticas, nas relações interpessoais e na tomada de decisões.

Encontramos um bom exemplo de prudência na história da escolha de Davi como rei de Israel. Perceba a situação delicada na qual ele estava. Deus o havia ungido como rei e, portanto, já tinha rejeitado Saul; porém, a sucessão real ainda não havia acontecido. Certamente existia um mal-estar entre os súditos e, especialmente, no palácio.

Até Jônatas, o filho do rei e herdeiro natural do trono, havia reconhecido Davi como sucessor legítimo de seu pai. Isso fica evidente em um gesto de sua parte: “Jônatas tirou o manto que estava vestindo e deu-o a Davi, junto com sua túnica, e até sua espada, seu arco e seu cinturão” (1 Samuel 18:4). Nos tempos bíblicos, o ato de dar a capa a alguém significava um reconhecimento de passagem de poder. Jônatas estava dizendo a Davi que abdicava de seu direito hereditário em nome da vontade de Deus.

Diante desse quadro, Davi poderia se adiantar e tomar o trono de Saul. Ele tinha o apoio do príncipe e de grande parte da população. Depois de suas bem-sucedidas campanhas militares, era comum ouvir-se em Israel o canto das mulheres: “‘Saul matou milhares, e Davi, dezenas de milhares’” (1 Samuel 18:7). Davi não se impressionou com esses aplausos. Foi prudente e esperou o tempo certo.

Como Davi, precisamos ter sabedoria e prudência. Ao tratar de assuntos pes­soais de nossos amigos ou ao comentarmos sobre outras pessoas não podemos ser precipitados e levianos. Diante de questões que envolvem nosso futuro, segurança e saúde física e emocional, devemos ter todo o cuidado possível para não comprometermos questões essenciais da existência como essas.

A sabedoria e a prudência não foram privilégios exclusivos de Davi. Para você ser como ele, basta ingressar na família da sabedoria divina e ser companheiro de seus membros. Se você quiser, Deus garante a você esse direito real.


Segunda-feira – 14 de maio

Amor exclusivo

Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. Provérbios 8:10, 11

A ganância tem sido a causa de muitas tragédias em nossos dias. Assassinatos, latrocínios, traições conjugais, mentiras, tudo tem sido usado para acumular um pouco mais de dinheiro. Para alguns, o lugar dos bens na vida chega a levá-los a insanidades.

Esse foi o caso de um homem no Rio de Janeiro, em 2016. Ele tinha um emprego rentável, uma família bonita e morava em um lugar privilegiado da cidade. Porém, passou a enfrentar problemas financeiros e, nesse momento, foi revelado o lugar que os bens materiais ocupavam na vida dele.

Pouco antes de assassinar os dois filhos e a esposa para depois cometer suicídio, o homem escreveu uma carta em que explicava o motivo daqueles atos terríveis: “Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força […], melhor acabar com tudo logo e evitar o sofrimento de todos.” Para esse indivíduo, era melhor matar e morrer do que perder o padrão de vida que tinha.

Isso é o contrário do que nos ensina o provérbio de hoje. Em vez de amar o ouro, a prata e as pedras preciosas, o sábio nos aconselha a amarmos a sabedoria. Perceba que esse é um amor exclusivo: ou você ama as riquezas ou a sabedoria. O alerta é que o amor às riquezas pode trazer mais decepções do que vantagens; porém, quando amamos a sabedoria, conseguimos resultados excelentes, inclusive financeiros.

Não existe pecado em ser rico. O problema é quando possuir bens se torna o grande objetivo da vida. Pessoas que agem assim se tornam servas do dinheiro, mas o ideal é que fosse o contrário. Não devemos nos prostrar diante da ganância, pois estaríamos negando a Cristo.

Jesus nos alertou: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6:24). A relação é muito clara. Quem é servo do dinheiro, automaticamente, se exclui do reino de Deus. Isso independe da quantidade de recursos que se tem. Existem pobres que são servos do dinheiro e ricos que são servos de Deus.

O importante é que você saiba que o principal objetivo da vida deve ser crescer em sabedoria. Para isso, decida amar a Deus de todo o coração. Com a sabedoria Dele, não importará se você tem muito ou pouco dinheiro. Você será feliz em qualquer situação.


Domingo – 13 de maio

Palavras

Minha boca fala a verdade, pois a maldade causa repulsa aos meus lábios. Todas as minhas palavras são justas; nenhuma delas é distorcida ou perversa. Provérbios 8:7, 8

Você já ouviu falar da flor Taraxacum officinale? Talvez você a conheça pelo nome popular: dente-de-leão. Uma das características mais conhecidas dessa flor é a beleza de suas pequenas pétalas que se espalham pelo ar sob a ação do vento. Elas são brancas, bem leves e, uma vez espalhadas, dificilmente conseguiríamos recolhê-las novamente.

Assim também são as palavras que falamos. Depois que elas saem da boca, não conseguimos mais recolhê-las e, muito menos, evitar os efeitos sobre quem as escutou. O provérbio de hoje trata desse tema. As palavras da sabedoria são um exemplo para as nossas. Elas são justas, retas e bondosas. Se as pessoas seguissem esse exemplo, muitas mágoas poderiam ser evitadas.

Palavras justas são aquelas que estão cheias da justiça divina, ou seja, permeadas pelo que Cristo ensinou. O ideal é que a cada vez que fôssemos falar algo, medíssemos as palavras pelas Escrituras Sagradas; assim, falaríamos apenas com justiça e evitaríamos ofender pessoas.

As palavras se tornam retas quando nelas não há distorção da verdade. Vivemos em uma sociedade em que a mentira é usada como recurso para o ganho. O político mente para ganhar a eleição, o jovem coloca uma mentira nas redes sociais para receber mais likes, o estudante mente para tirar uma nota maior. A sabedoria divina nos ensina que, custe o que custar, devemos usar sempre a verdade.

As palavras também precisam ser bondosas. Algumas pessoas, em nome da sinceridade, são cruéis com o próximo. Falar a verdade é necessário, mas isso não nos autoriza a usar a língua para maltratar os outros. Jesus falava verdades duras para as pessoas, mas sempre colocava amor em Suas palavras. Devemos falar a verdade sempre, mas recheada e embalada pelo amor divino.

O apóstolo Paulo deu um conselho a um jovem ministro sobre como deveria cuidar das palavras: “Timóteo, guarde o que lhe foi confiado. Evite as conversas inúteis e profanas e as ideias contraditórias do que é falsamente chamado conhecimento; professando-o, alguns desviaram-se da fé. A graça seja com vocês” (1 Timóteo 6:20, 21).

O vento levará nossas palavras para lugares que nem imaginamos; portanto, cuide para que sejam justas, retas e bondosas. Para acertar sempre, imite as palavras de Jesus.


Sábado – 12 de maio

Cristianismo genético?

A vocês, homens, eu clamo; a todos levanto a minha voz. Vocês, inexperientes, adquiram a prudência; e vocês, tolos, tenham bom senso. Provérbios 8:4, 5

Toda a humanidade é convidada a dar atenção às palavras do sábio; porém, Salomão direciona a mensagem da sabedoria para dois grupos nesses versículos. O grupo dos tolos é formado por aqueles que conhecem a mensagem divina, mas a rejeitam. Esses precisam de arrependimento urgente. Gostaria, no entanto, de enfatizar o outro grupo.

O grupo dos “inexperientes”, no qual estão incluídos os jovens que ainda não entregaram o coração à sabedoria, mas que ainda não assumiram compromisso com o mal. Esse grupo está para decidir de que lado do grande conflito se colocará.

“Ninguém nasce cristão, as pessoas nascem filhos de cristãos.” Esse é um argumento usado por um famoso defensor do ateísmo para criticar a forma como os pais cristãos educam seus filhos no caminho de Deus. Não concordo com as críticas dele, mas preciso concordar com a frase reproduzida acima.

Na verdade, ninguém nasce cristão. O cristianismo não é algo que herdamos geneticamente. Precisamos de uma transformação espiritual, de uma conversão. Essa é uma decisão que todas as pessoas deverão tomar em algum momento da vida. Infelizmente, alguns jovens frequentam a igreja apenas porque é uma tradição da família e não porque compreendem o propósito de sua ação.

A salvação é algo muito individual e, se não decidirmos por ela, não a alcançaremos. A espiritualidade de seus pais ou cônjuge não serve para você. No dia da volta de Jesus, ninguém poderá se agarrar na perna de alguém para pegar uma carona para o Céu. Cada um terá que ter decidido por si mesmo.

Se lhe fosse pedido para dar um motivo pelo qual é cristão, você poderia fazer isso? Por que você guarda o sábado? Por que você não come carne de porco? Por que você vai à igreja? As respostas a essas perguntas não são tão óbvias quanto parecem. Alguns cristãos simplesmente não sabem respondê-las. Vivem no automático.

Jesus precisa ser a grande resposta a todas essas perguntas. Ele deve ser o motivo de sua fé. É o Salvador que dará sentido à vida e sabedoria aos inexperientes. Se sua religião não tem Jesus como o centro, não adianta guardar mandamentos, seguir um regime alimentar estrito ou outro esforço pessoal qualquer. Tudo precisa nascer em Cristo e apontar para Ele. O poder de escolha é algo que nasce com você. Use-o para decidir-se por Cristo agora e sempre.


Sexta-feira – 11 de maio

O grito

A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz. Provérbios 8:1

O norueguês Edvard Munch pintou, no final de século 19, uma série de quadros aos quais ele deu o título de “O Grito”. O mais famoso é de 1893 e retrata a figura de uma pessoa. Não é possível identificar se é homem ou mulher, mas a expressão de desespero de alguém sobre uma doca é retratada de forma contundente. O artista conseguiu expressar a angústia de tal forma que o quadro é considerado um dos mais importantes da arte mundial.

Ao olhar essa imagem, fico imaginando que há muitas pessoas “gritando” de desespero por aí. Gente que não sabe mais o que fazer com as angústias internas; jovens que não conseguem lidar com a separação dos pais; adolescentes que sofrem muito com a morte de alguém querido; casais que já não sabem mais o que fazer para salvar o relacionamento matrimonial. Quem sabe, você mesmo, neste momento, esteja vivendo um período de angústia e “grite em silêncio” por socorro.

O provérbio de hoje mostra a sabedoria personificada gritando pela atenção das pessoas. Obviamente, ela não está desesperada com a própria situação. A angústia dela é pela atenção de seus ouvintes. É interessante que, muitas vezes, o nosso “grito” de desespero se dá por taparmos os ouvidos ao clamor da sabedoria divina.

O Espírito Santo é o agente divino que “força as cordas vocais”, gritando para que nós nos arrependamos de nossos pecados, abandonemos os caminhos do mal e nos voltemos para o caminho da vida. O problema é que, muitas vezes, as pessoas escolhem endurecer o coração. Elas até ouvem os “gritos” do Espírito Santo, mas fingem não ouvir. O resultado é que vão se afundando cada dia mais no mal, e muitas morrem sem a esperança de salvação.

A boa notícia é que o Espírito Santo nos chama constantemente e não se cansa de nos buscar: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião” (Hebreus 3:15). Louvado seja Deus por insistir em nos salvar!

O que precisamos fazer é abrir o coração para Ele, derramar aos pés de Cristo todos os nossos gritos de angústia e confiar que o sangue derramado no Calvário é suficiente para nos livrar de todo o mal. Se fizermos assim, um dia poderemos dar um grito de vitória ao entramos pelas portas das mansões celestiais.


Quinta-feira – 10 de maio

Gladiadores de Deus

Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas. Provérbios 7:25

No império romano, os imperadores tinham uma necessidade urgente de manter a ordem e ganhar a confiança das pessoas. O objetivo era garantir a manutenção do poder. Para isso, eles davam comida para a população e promoviam espetáculos públicos. Esse método foi chamado ironicamente pelo humorista e poeta romano Juvenal, que viveu por volta do ano 100 d.C., de “política do pão e circo”. Dentre as atrações públicas promovidas pelo império, estavam as lutas dos gladiadores.

Em geral, esses guerreiros eram prisioneiros de guerra e escravos que eram colocados nas arenas romanas para lutarem até a morte. Às vezes, os gladiadores também lutavam com animais selvagens, como leões e tigres. Para permanecerem vivos, esses homens tinham que derramar muito sangue.

O provérbio de hoje sugere que também temos uma luta a travar. Essa batalha não é contra gladiadores ou animais selvagens, mas contra o pecado. Alguns cristãos interpretam de maneira equivocada a graça de Cristo e acham que não precisam fazer nenhum esforço contra as tendências ruins. Para sermos salvos, dependemos exclusivamente dos esforços de Cristo, mas a luta diária contra o pecado precisa ser encarada, pela fé, por cada um de nós.

Segundo o sábio Salomão, o filho de Deus deve fazer duas coisas. A primeira delas é evitar pensar no pecado. Para isso, é preciso ocupar a mente com coisas boas. A segunda ação é evitar andar no caminho da tentação. Essas atitudes, embora pareçam simples, necessitam de um empenho por parte do cristão, pois elas vão contra a nossa natureza pecaminosa.

Provavelmente, o apóstolo Paulo estivesse pensando nas batalhas romanas quando escreveu aos hebreus: “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hebreus 12:4, ARC). Essa metáfora é muito forte e retrata bem o esforço que alguns terão que fazer para resistir à tentação.

A nossa natureza está corrompida, e cada um de nós carrega em si tendências ruins contra as quais teremos que lutar até a volta de Jesus. Alguns carregam, por exemplo, a tendência para a violência, outros para a impureza sexual, etc.

Não precisamos lutar sozinhos contra o pecado. O Espírito Santo está à nossa disposição para nos ajudar na arena da vida. Os gladiadores do Céu têm o Imperador do Universo ao seu lado.


Quarta-feira – 09 de maio

Correndo para a vida

E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro. Provérbios 7:22, ARA

Guardo diversas medalhas de participação em corridas de rua. É muito boa a sensação de completar um percurso. Dependendo do clima do dia, é mais fácil ou mais difícil chegar ao fim da corrida. Em dias quentes, o desgaste é maior, e o esforço físico é extenuante.

Uma coisa é comum quando estou prestes a completar a corrida: quando avisto a linha de chegada, parece que recebo uma dose de força extra. Mesmo que esteja extremamente cansado, consigo correr mais rápido. Quem me vê apenas nos metros finais pode pensar que sou um atleta de alta performance, mas essa força é apenas resultado da visão da chegada.

No provérbio de hoje, o sábio descreve alguém que também está fazendo uma corrida, mas em direção à morte. Alguém que está apressadamente se dirigindo para o fim de sua vida. É assim que acontece com todos aqueles que decidem trilhar os caminhos que o inimigo de Deus sugere. Mas não precisa ser assim comigo nem com você.

Temos a oportunidade de participar da corrida que conduz para a vida eterna. Nessa corrida, o treinador Jesus Cristo corre ao nosso lado e, mesmo quando pensamos que não conseguiremos, Ele está conosco nos incentivando e injetando forças. Ele já participou de uma corrida muito mais difícil quando esteve na Terra. Seu percurso teve que ser completado com uma cruz pesada nas costas e com soldados O açoitando o tempo todo. Além disso, teve que levar todos os nossos pecados sobre si. Mesmo assim, Ele completou o percurso e recebeu a “medalha de campeão”.

Por causa da vitória de Cristo, nós podemos “correr” com a segurança de que teremos Sua ajuda e de que estamos nos dirigindo para a vida e não para a morte. Quando estiver difícil continuar, ouça o Senhor dizendo: “Continue correndo, Eu venci para você vencer.”

Podemos ser atletas espirituais que correm para a glória eterna e com um fator motivador: já estamos avistando a linha de chegada. Falta pouco para alcançarmos a vitória. Entregue sua vida a Cristo mais uma vez e complete a corrida.


Terça-feira – 08 de maio

Um novo amanhecer

Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. Provérbios 7:9

Escrevo este texto enquanto o Brasil acompanha mais um escândalo. Desta vez, a confusão se estabeleceu no ramo alimentício. A Polícia Federal fez uma operação de fiscalização em diversos frigoríficos brasileiros para verificar as condições da carne que era comercializada. Eles haviam recebido denúncias de que os produtos vendidos estavam em más condições. Quando os policiais chegaram à sede desses estabelecimentos, constataram que uma parte da carne vendida estava estragada, outra parte misturada com papelão e muitos produtos cancerígenos usados na manipulação daquilo que chegaria à mesa das pessoas.

A repercussão desse fato foi muito grande. As redes sociais se encheram de desabafos e reclamações. Uma das pessoas colocou um lamento: “Cada dia descobrimos que o mundo está pior, agora é a carne que não presta mais para comer.” O que essa pessoa escreveu está absolutamente correto. As coisas estão piorando a cada dia.

O mundo está em seu “pôr do sol” final. As pessoas se tornam mais cruéis e interessadas em ganhar dinheiro sem se preocupar se estão prejudicando alguém. A violência apenas cresce e, mesmo com o desenvolvimento da medicina, as doenças continuam avançando sobre o planeta e matando muita gente. A escuridão cresce sobre o planeta Terra.

Mas não precisamos andar nas sombras neste mundo escuro. Deus deixou vários recursos para que iluminemos o caminho. O salmista escreveu: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho” (Salmo 119:105, ARA). A Bíblia é como uma lanterna que nos ajudará a ter luz em um mundo cercado de escuridão. Por isso, precisamos todos os dias estudá-la com atenção e oração.

Às vezes, as trevas do mundo podem nos assustar, mas temos um escape para essa situação. Um dia, Cristo voltará e fará um novo amanhecer. Ele iluminará tudo novamente. Como diz a letra de um belo hino: “Jesus é o Sol, Jesus é o Sol. Fonte de luz, o Sol dos sóis. E se a noite vier ao meu viver, meu Sol trará o amanhecer.”

Mesmo que o mundo esteja cada dia mais escuro, existe a esperança de um amanhecer eterno. Fique com Deus e você nunca estará no escuro.


Segunda-feira – 07 de maio

Bombas nucleares

Ele vinha pela rua, junto à casa de certa mulher, andando de lá para cá, próximo da casa dela. Provérbios 7:8, Nova Bíblia Viva

A bomba atômica é uma potente arma de destruição em massa. Os poucos países que possuem essa tecnologia são temidos por isso. O perigo de uma guerra nuclear é altíssimo, pois muitos inocentes poderiam perder a vida caso isso ocorresse.

Satanás também tem as suas “bombas atômicas” com as quais quer destruir nossa vida. O provérbio de hoje fala de duas delas. A primeira é a ociosidade.

Este é um mal tremendo. O profeta Ezequiel a inclui nos pecados de Sodoma: “Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados” (Ezequiel 16:49). Comentando essa passagem, Ellen White diz: “A ociosidade é a maior maldição que pode recair ao homem; pois que o vício e o crime seguem em seu cortejo. Enfraquece o espírito, perverte o entendimento, e avilta a alma. Satanás fica de emboscada, pronto para destruir aqueles que estão desprevenidos, cujo tempo vago lhe dá oportunidade para insinuar-se sob alguns disfarces atraentes. Ele nunca é mais bem-sucedido do que quando vem aos homens em suas horas ociosas” (Patriarcas e Profetas, p. 156, 157).

A segunda “bomba atômica espiritual” é a tentação. Satanás a lança especialmente nos momentos em que estamos sem nada para fazer, tendo sempre o cuidado de enviar algo específico para nossa maior fraqueza. Para arrematar com sucesso seu intento maligno, o diabo inclui um ambiente favorável ao pecado. Ele arma toda a cena para facilitar a decisão pelo mal.

Se quisermos ter um destino diferente do personagem do provérbio de hoje, teremos que nos manter bem afastados das armas de destruição em massa de Satanás. A ociosidade precisa ser eliminada da nossa vida, e as tentações devem ser resistidas até o fim.

Existe um “abrigo nuclear” espiritual completamente seguro. Nele nenhuma bomba do mal nos atingirá. A presença de Deus é o lugar mais resguardado em que podemos estar. Por isso, abrigue-se hoje sob as asas do Pai celestial e esteja protegido contra as forças do mal.


Domingo – 06 de maio

Direção

Eu estava à janela da minha casa, olhando entre as cortinas, observando gente inexperiente que passava, e percebi um jovem sem rumo na vida. Provérbios 7: 6, 7, A Mensagem

Uma história surpreendeu o mundo em 2013. Um homem, natural de El Salvador, chamado Ivan foi encontrado nas Ilhas Marshall, no oceano Pacífico, depois de ficar à deriva por 13 meses. O tempo é tão grande que as autoridades locais ficaram céticas em relação à história.

Segundo Ivan, ele e um amigo saíram da costa do México para pescar pequenos tubarões e foram surpreendidos por uma forte tempestade que fez com que o motor do barco parasse de funcionar. Algumas semanas depois, seu amigo faleceu devido a uma doença e à fome. Ivan afirmou que sobreviveu tomando água da chuva e comendo peixes e pássaros.

De modo semelhante, na vida espiritual, há quem também esteja à deriva. Trata-se de gente que não sabe de onde vem nem para onde vai. Pessoas assim vivem no oceano da existência levadas pelos ventos das opiniões alheias e pelas marés do humor e do temperamento. Esses indivíduos são presas fáceis do inimigo de Deus.

Viver sem foco é perder tempo. É muito comum nos distrairmos e esquecermos o que é essencial e o que pode ser deixado para depois. Daniel Goleman, autor do livro Foco: A Atenção e seu Papel Fundamental para o Sucesso, afirma que as redes sociais são grandes responsáveis pela perda de foco na atualidade. Ele disse em uma entrevista à revista Veja: “Hoje, todos nós, não apenas os jovens, nos sentimos invadidos por tecnologias digitais, por smartphones e e-mails. Todos esses recursos degradam nossa capacidade de concentração.”

Essa atitude prejudica o futuro acadêmico de uma pessoa e, também, pode atrapalhar o futuro espiritual. No provérbio de hoje, lemos sobre um jovem que está prestes a cair em uma tentação mortal, e sua principal característica é não saber qual o rumo que a vida está tomando.

Moisés nos deu um exemplo sobre foco espiritual. Quando teve que escolher entre o Egito e Canaã, a Bíblia diz que: “Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa” (Hebreus 11:26). Enquanto o escritor do Pentateuco manteve os olhos no Céu, não perdeu o rumo certo da existência; por isso, escolheu certo.

Se o barco da sua existência está à deriva, Jesus oferece um porto seguro. Com Ele, você navegará apenas por rotas confiáveis e, em breve, atracará no destino eterno.


Sábado – 05 de maio

Conversas

Eles o manterão afastado da mulher imoral, da mulher leviana com suas palavras sedutoras. Provérbios 7:5

A origem terrena de todos os males está no diálogo travado entre a serpente e Eva embaixo da árvore do conhecimento do bem e do mal. Dentre os erros cometidos pela primeira mulher, estava o de desenvolver uma conversa com quem estava pronto para lançar seu veneno mortal sobre ela e, consequentemente, sobre toda a humanidade.

Gosto de pensar que, se Eva tivesse cortado a conversa na primeira frase da serpente, nós não estaríamos vivendo em um mundo com tanta tragédia e dor. Mas ela ouviu as palavras sedutoras de Satanás.

Eva não foi a única na Bíblia a travar conversas demoradas com o inimigo. O homem mais forte do mundo foi facilmente derrotado porque se deixou levar pela conversa de uma mulher ímpia. Sansão não deveria entrar no acampamento filisteu, a menos que fosse para guerrear contra eles. Porém, ele entrou, conversou, se afeiçoou e casou com uma inimiga.

Traído na noite de núpcias, Sansão não aprendeu a lição. Tempos depois, em uma nova sessão de conversas impróprias, ele conheceu Dalila, que se aproveitou dos sentimentos dele para descobrir como derrotá-lo. Se Sansão não tivesse conversado com os filisteus, não teria morrido cego e amarrado a duas pilastras.

O provérbio de hoje faz uma clara advertência a não darmos ouvidos às palavras sedutoras da mulher imoral nem nos aproximarmos demais dela. Essa é a atitude mais sensata. Esse conselho serve para qualquer tipo de tentação. Não dialogue com o inimigo.

Os diálogos com o diabo acontecem pelos meios mais diversos. Por exemplo, muitos estão dialogando com o tentador por meio de novelas; outros, por meio de jogos eletrônicos violentos; outros conversam com a serpente seduzidos pela pornografia; outros, em festas que desonram a Deus.

Nossas palavras não devem ser desperdiçadas com papos infernais. O apóstolo Paulo aconselhou: “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Colossenses 4:6).

Não gaste o tempo com o que é imoral ou com o inimigo disfarçado em uma tentação. Invista seu tempo conversando com Deus. Ele sabe o que é melhor para você.


Sexta-feira – 04 de maio

Parente próximo

Diga à sabedoria: “Você é minha irmã”, e chame ao entendimento seu parente. Provérbios 7:4

Em minha infância, gostava muito de brincar com meu irmão; mas, de vez em quando, brigávamos também. Se você tem irmão ou irmã, é possível que saiba do que estou falando. Em geral, por mais que os irmãos briguem, eles não se tornam inimigos. Existem laços sanguíneos e sentimentais muito fortes e profundos entre eles.

Situações semelhantes acontecem entre pais e filhos, primos, tios e sobrinhos. Mesmo com pequenos desentendimentos, os laços familiares são mais fortes e mantêm as pessoas da família ligadas umas às outras.

Os laços familiares são muito importantes para qualquer pessoa. Essa ligação com aqueles que têm o mesmo sangue ajuda-nos a viver com mais segurança e com a certeza de que existem pessoas com as quais podemos contar nas horas boas e ruins da vida.

Sob a inspiração do Céu, o autor do provérbio de hoje usou essa metáfora para falar de como devemos nos relacionar com a sabedoria divina. Quando o sábio nos aconselha a dizer para a sabedoria “você é minha irmã”, está indicando que deveríamos ter uma ligação sentimental muito forte com ela.

Além disso, recomenda-nos que a chamemos de parente, o que indica uma obrigação de tê-la por perto. Podemos entender melhor essa expressão ao relembrarmos a história das viúvas Noemi e Rute. A Bíblia diz que “Noemi tinha um parente por parte do marido. Era um homem rico e influente, pertencia ao clã de Elimeleque e chamava-se Boaz” (Rute 2:1).

Nos tempos do Antigo Testamento, uma mulher viúva teria o direito de ser amparada pelo parente mais próximo de seu marido. Por isso, Noemi disse a Rute: “Boaz, senhor das servas com quem você esteve, é nosso parente próximo. Esta noite ele estará limpando cevada na eira” (Rute 3:2). A aproximação acabou fazendo com que Boaz cumprisse seu papel de redentor de Rute.

Ao tratarmos a sabedoria como parente, estamos dizendo que queremos tê-la sempre junto a nós. Rute foi redimida por seu parente próximo. Do mesmo modo, a sabedoria divina encarnada em Cristo será a nossa salvação.

Quem deseja ter uma existência livre de confusão deve se “aparentar” com a sabedoria divina e se beneficiar com sua graciosa presença. Pela graça de Cristo já somos parentes Dele, pois fomos adotados como filhos de Deus.


Quinta-feira – 03 de maio

A menina dos olhos

“Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.” Provérbios 7:1, 2, ARA

Você já espirrou com os olhos abertos? É quase impossível. Isso por conta do reflexo, que funciona como um sistema de defesa do corpo. Ao espirrarmos, as pálpebras se fecham involuntariamente, impedindo, assim, que se rompam os sensíveis vasos capilares da região do olho. O mesmo acontece nos impactos repentinos que sofremos.

O olho é um dos principais órgãos do corpo humano e também um dos mais sensíveis. A íris, conhecida como a menina dos olhos, é uma das partes dessa maravilhosa máquina. Seu papel é controlar os níveis de luminosidade, assim como faz o diafragma de uma câmera fotográfica. Deus compara o cuidado com Seus ensinamentos ao cuidado que o corpo tem com a íris do olho.

No capítulo 7 de Provérbios, o sábio pede que o filho guarde seus mandamentos como quem protege a íris do olho. Isso se dá porque mais precioso do que “a menina dos olhos” (ARA) é a vida que será protegida por esses preceitos.

Perceba que a proteção só virá se houver uma ação da parte do filho em guardar os mandamentos como um bem delicado e precioso.

Muitos jovens têm pouca consideração pelo que Deus deixou claro na Bíblia. Alimentam-se de coisas que desagradam ao Senhor, frequentam lugares contrários à vontade do Céu, acessam sitesvergonhosos, namoram de forma impura. Mesmo sabendo o que é certo e errado, escolhem ficar com o mal.

Deus considera Seus mandamentos importantes para nossa felicidade. Ele não pede que cumpramos Suas recomendações para inflar Seu ego. Deus quer o nosso bem.

O profeta Zacarias expressou o quanto somos preciosos para o Céu: “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Ele me enviou para buscar a Sua glória entre as nações que saquearam vocês, porque todo o que neles tocar, toca na pupila dos olhos Dele’” (Zacarias 2:8).

Você é a “menina dos olhos de Deus”, portanto, escute o que Ele tem a dizer. O desejo do Pai é que a sua felicidade seja plena.


Quarta-feira – 02 de maio

Escolhas e consequências

Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa? Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés? Provérbios 6:27, 28

Estudei na mesma escola desde as séries primárias até o término do ensino fundamental. Tive muitos colegas queridos. Gostaria de contar brevemente a história de dois deles, que chamarei de José e João.

Os dois estudaram na mesma escola, tinham condições sociais bem semelhantes e eram alunos inteligentes. Depois que terminaram o ensino fundamental, foram para escolas diferentes cursar o ensino médio e começaram a tomar decisões que os levaram a rumos completamente distintos.

João se dedicou aos estudos, entrou na faculdade de música e hoje é um maes­tro de sucesso na cidade em que mora. Por sua vez, José tomou outras decisões, envolveu-se com pessoas erradas, teve dificuldades para terminar o ensino médio e não entrou para a faculdade. Acabou preso por causa de alguns delitos.

Ambos tiveram as mesmas oportunidades, mas fizeram escolhas diferentes. Esta é a maior lei da vida: “lei das escolhas e consequências”. É sobre isso que o provérbio de hoje fala. Quem escolhe pisar em brasas não pode reclamar por queimar os pés. Quem escolhe mexer com fogo não deve se assustar ao queimar a roupa.

Todas as decisões que você toma, boas ou ruins, são acompanhadas de consequências equivalentes. É verdadeira a famosa frase: “Você é livre para escolher, mas é obrigado a colher as consequências de suas escolhas.” Essa frase é a reprodução de uma ideia bíblica: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7).

Uma das características fundamentais do reino de Deus é a liberdade. É por isso que aqueles que amam o Senhor, O amam de verdade, pois só há amor verdadeiro quando existe a possibilidade de não amar. Podemos escolher não andar com Deus, mas as consequências virão no pacote das decisões.

Deus nos adverte a respeito desse assunto. Por meio de Moisés, Ele disse: “Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam” (Deuteronômio 30:19). Se você se colocar nas mãos de Deus, Ele o ajudará a tomar sempre as melhores decisões.


Terça-feira – 01 de maio

Cobiça

Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares. Provérbios 6:25

Salomão retoma nesse capítulo um assunto que muito o preocupa: a impureza sexual. Embora o sábio tenha escrito seus provérbios há milhares de anos, eles são extremamente atuais. Hoje ainda a juventude tem desafios nessa área. O aspecto abordado no provérbio de hoje é como alguém pode ser atraído para esse mal.

A ideia do texto é que para não ser seduzido pela impureza deve-se evitar o contato visual. Esse princípio serve para todos os pecados. Tudo começa com a cobiça, que é o resultado de observar demoradamente o objeto de desejo.

Cobiçar é um pecado. Deus deixou isso muito claro no décimo mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êxodo 20:17, ARA). Essa preocupação divina é explicada pelo poder que esse pecado tem de gerar outros em nossa vida.

O apóstolo Tiago escreveu: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:13-15, ARA).

Na Bíblia encontramos um exemplo de como a cobiça dá origem a muitos males na vida. Sansão nasceu de maneira milagrosa e recebeu uma missão especial de Deus: ele deveria combater os filisteus. Seus pais se prepararam física e espiritualmente para sua chegada. Em seu corpo, Sansão carregava um símbolo da sua dedicação ao Senhor: o cabelo comprido.

Mesmo com uma origem tão especial, Sansão foi um fracassado em sua vida moral e espiritual. Seu insucesso começou com a cobiça por uma mulher que não deveria ser sua. A Bíblia descreve o diálogo com os pais da seguinte forma: “Seu pai e sua mãe lhe perguntaram: ‘Será que não há mulher entre os seus parentes ou entre todo o seu povo? Você tem que ir aos filisteus incircuncisos para conseguir esposa?’ Sansão, porém, disse ao pai: ‘Consiga-a para mim. É ela que me agrada’” (Juízes 14:3). Essa decisão decretou o início da tragédia na vida de Sansão.

Se tivermos que desejar algo, que seja mais comunhão com o Céu.


MAIO 2018


ABRIL 2018


Segunda-feira – 30 de abril

Liberdade na lei

Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida. Provérbios 6:23

Imagine uma sociedade sem leis. Cada motorista poderia guiar seu carro na velocidade que quisesse, tendo ou não carteira de habilitação e sem nenhum controle em relação às bebidas alcoólicas. Os mais fortes poderiam invadir a casa dos mais fracos para pegar seus pertences, pois não existiriam leis de propriedade.

De alguma forma, as ideias do russo Mikhail Bakunin teriam esse tipo de resultado. Bakunin viveu no século 19 e desenvolveu a teoria política conhecida como “anarquismo”, palavra de origem grega que quer dizer ausência de poder.

Muitas pessoas tentaram implantar o anarquismo no mundo, mas ninguém obteve sucesso. O motivo é muito simples: para que haja ordem e liberdade reais, é necessário que existam regras que sirvam como parâmetro social de convivência; do contrário, é impossível viver em sociedade.

Você já deve ter percebido que uma sociedade sem leis, em vez de livre, seria, na verdade, um caos. Nós apenas somos livres para ter um celular, por exemplo, porque existe uma lei que me garante o direito de tê-lo. Sem essa lei, minha liberdade seria inexistente. Para haver liberdade real, as regras são necessárias.

O mandamento é lâmpada que ilumina o caminho. Davi escreveu: “A Tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Salmo 119:105). Ele acrescenta: “Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos” (Salmo 19:8).

Essa é a ideia central do provérbio de hoje. A existência dos mandamentos de Deus proporciona a oportunidade de termos clareza sobre o que é certo e errado e sobre as consequências boas e ruins de nossas decisões. Algumas pessoas estão caminhando no escuro e pensam que estão na luz.

A lei de Deus não é um muro que tira a nossa liberdade; ela é uma cerca que nos protege do mal. Se a nossa conduta estiver fundamentada nesse pensamento, a Bíblia nos garante que seremos felizes. Ao contrário do que o diabo quer nos convencer, seremos verdadeiramente livres.

Das muitas bênçãos que o Céu nos dá, a lei é uma delas. Por isso, hoje é dia de orar agradecendo a Deus por Sua lei, fazendo o mesmo voto que o rei Davi fez: “Obedecerei constantemente à Tua lei, para todo o sempre” (Salmo 119:44).


Domingo – 29 de abril

Tudo ou nada

Quando você andar, eles o guiarão; quando dormir, o estarão protegendo; quando acordar, falarão com você. Provérbios 6:22

Algumas coisas na vida pedem uma posição absoluta, ou seja, não admitem parcialidade. Por exemplo, não é possível estar parcialmente grávida. Também não é possível estar quase casado, assim como não se pode estar quase vivo. Na vida espiritual, também existe essa impossibilidade. Quem está quase salvo está completamente perdido.

O provérbio de hoje nos aponta a situação de quem aceitou os ensinamentos de Deus, aplicados em sua vida pelos pais. Essas lições alcançarão todos os momentos do dia: enquanto trabalha, dorme e acorda. A ideia de Deus é que os preceitos divinos acompanhem o cristão em todas as horas e ambientes. Não existe uma entrega a Deus que não inclua todos os aspectos da vida. Com o Senhor é tudo ou nada.

Ao mencionar a expressão “eles o guiarão”, Salomão usa uma figura muito apreciada por seu pai, Davi. “Guiar” se refere ao trabalho do pastor de ovelhas que conduz os animais indefesos por caminhos distantes de perigo. Assim também acontecerá conosco.

Quando colocarmos os ensinos bíblicos como os princípios de vida, seremos guiados por caminhos seguros, nos quais cumpriremos a vontade de Deus para nós. O problema acontece quando queremos separar a vida secular da vida religiosa.

Para o verdadeiro cristão, tudo é religioso. O seu trabalho deve louvar a Deus. Suas atitudes como aluno devem exaltar o nome do Altíssimo. Seu namoro deve ser uma honra ao Céu. A prática de esportes precisa fazer as pessoas lembrarem-se de Deus. Absolutamente tudo deve ser usado para a glória de Deus. Foi isso que Jesus quis dizer quando falou: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37, ARC).

Quando Zaqueu, por exemplo, entregou a vida a Jesus, todos os aspectos de sua existência mudaram. Antes, ele era mesquinho e ladrão, mas a conversão o tornou justo e honesto.

Se permitirmos que os princípios bíblicos sejam tudo em nossa vida, o provérbio de hoje se cumprirá em nós. Seremos guiados, protegidos e alertados pela Palavra de Deus. O resultado disso será uma existência segura e teremos felicidade real. Se Jesus for tudo para você, sua vida será tudo de bom, e nada tirará sua salvação.


Sábado – 28 de abril

Vigilância 24 horas

Meu filho, obedeça aos mandamentos de seu pai e não abandone o ensino de sua mãe. Amarre-os sempre junto ao coração; ate-os ao redor do pescoço. Provérbios 6:20, 21

Uma notícia que tem ficado cada vez mais frequente nos jornais é a de agências bancárias atacadas por bandidos no período da noite. Em geral, eles arrombam as vidraças e estouram os caixas eletrônicos com dinamites. Um fator que facilita essas ações é a inexistência de vigilantes no período noturno.

Recentemente, o sindicato dos bancários do Rio Grande do Sul enviou uma proposta para sua entidade de representação nacional, solicitando que a vigilância bancária passasse a ser 24 horas por dia. Segundo o sindicato, isso dificultaria a ação dos marginais e preservaria o patrimônio financeiro dos bancos.

Assim como as agências bancárias, na vida espiritual o “ladrão de almas” também gosta de atacar quando o cristão está sem vigilância. Ele fica à espreita e, quando percebe que a vida do cristão, está desprotegida, ele entra e rouba. No provérbio de hoje, Salomão está falando de vigilância 24 horas contra o mal. E ele ilustra essa lição de duas formas.

Em primeiro lugar, os ensinos dos pais, representantes de Deus, devem ser memorizados no “coração”, ou seja, guardados na mente, de forma que possam sempre ser lembrados quando necessário. Em um momento de tentação, caso existam bons princípios gravados na mente, o Espírito Santo os trará à lembrança como defesa contra o pecado.

Em segundo lugar, as lições devem ser atadas ao pescoço, ou seja, os ensinos divinos passados pelos pais servem de proteção contra as decisões ruins e contra as tentações. Seria uma espécie de corrente protetora ao redor do corpo, de tal forma que, assim, o cristão estaria guardado do mal.

Como fazemos essa vigilância na prática? Jesus deu uma dica: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Vigiar tem a ver com a nossa preparação espiritual. Quanto mais fortes estivermos espiritualmente, menos seremos vítimas das armadilhas de Satanás. Portanto, a oração e o estudo da Bíblia devem fazer parte da rotina de todos aqueles que desejam vencer o mal.

A sua “agência bancária espiritual” precisa estar com vigilância 24 horas contra as investidas do maior ladrão que já existiu. Faça a sua parte, e Jesus enviará anjos para guardar sua vida para sempre.


Sexta-feira – 27 de abril

Promotores de intrigas

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] aquele que provoca discórdia entre irmãos. Provérbios 6:16, 19

Chegamos ao fim da lista dos sete pecados que Deus odeia. Nunca será demais relembrar que essa lista não é exaustiva, ou seja, Ele também Se desagrada dos outros pecados. Em último lugar na relação de Salomão, mas não menos ofensivo, está o ato de causar discórdia entre as pessoas. O filósofo francês Pierre Lecomte disse que “a origem de todas as guerras, a fonte de todos os males está em nós”. No que se refere às intrigas entre as pessoas, o filósofo está coberto de razão. Os motivos que levam às contendas nascem no ser humano.

É verdade que os desentendimentos são comuns na vida. O provérbio de hoje não lança uma condenação sobre os mal-entendidos corriqueiros, mas sobre pes­soas que sentem prazer em provocar discórdia. São indivíduos que vivem para causar intrigas entre outras pessoas.

Para os desentendimentos corriqueiros da existência humana, Jesus deixou uma orientação, não uma condenação. Ele disse: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão” (Mateus 18:15). Esse é o melhor método de resolver problemas entre irmãos. O problema divino é contra os promotores de intrigas. Definitivamente, Deus odeia isso.

Foi assim que o inimigo causou um racha no Céu. Plantando discórdia entre os anjos e Deus, ele arrastou a terça parte das queridas criaturas celestiais. É especialidade de Satanás plantar intrigas, e todos aqueles que têm comportamento semelhante estão trabalhando com ele.

Em contraste, uma característica comum a todos os convertidos é a promoção do amor fraternal. O apóstolo João escreveu: “Agora que vocês purificaram as suas vidas pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração” (1 Pedro 1:22).

Os seres humanos foram criados para viver em harmonia entre si. Essa é uma verdade tão importante que Davi dedicou um salmo inteiro ao bom relacionamento entre os irmãos. Ele disse: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes” (Salmo 133:1, 2).

Se você tiver que interferir no relacionamento de outras pessoas, faça isso para promover a paz e o amor. Assim, Deus ficará feliz.


Quinta-feira – 26 de abril

Testemunha falsa

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] a testemunha falsa que espalha mentiras […]. Provérbios 6:16, 19

Durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, um fato envolvendo nadadores estadunidenses ganhou notoriedade na mídia. O acontecido não se relaciona a algum recorde mundial dentro das piscinas. Tudo ocorreu bem longe das raias sem resultar em orgulho algum para os participantes.

Em uma das noites, durante o período dos jogos olímpicos, os nadadores saíram para farrear e, embriagados, pararam em um posto de gasolina para usar o banheiro. Uma confusão aconteceu, e eles acabaram na delegacia de polícia, denunciando que haviam sido assaltados. Rapidamente a mídia mundial noticiou o suposto roubo e começou a criticar a segurança pública do Brasil.

Poucos dias depois, ao ouvir testemunhas, a polícia chegou à versão verdadeira da história. Os nadadores estavam bêbados e quebraram objetos do banheiro do posto. Foram contidos pelos seguranças e tiveram que pagar o prejuízo causado. Para esconder essa versão, eles mentiram para as autoridades.

Por causa de sua mentira no processo, eles foram indiciados pelas leis do país. Mentir às autoridades é crime, e Deus considera a mentira como um pecado odioso.

O cenário por trás do provérbio de hoje é de um tribunal e de uma testemunha que, sem motivo, mente para prejudicar alguém. Esse é um pecador diferente daquele que mente para ganhar alguma vantagem. Davi sentiu isso na pele. Ele escreveu: “Não me entregues ao capricho dos meus adversários, pois testemunhas falsas se levantam contra mim, respirando violência” (Salmo 27:12). Esse pecado quebra o nono mandamento da lei de Deus, que diz: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16, ARA).

O Criador odeia a testemunha falsa porque essa ação é um traço da imagem de Satanás no homem. O homem foi criado para refletir apenas a imagem de Deus; porém, com a entrada do pecado, aspectos da personalidade diabólica foram sendo colocados nos seres humanos. Satanás foi uma testemunha falsa desde que se rebelou contra a divindade, e ele imprime essa característica naqueles que permitem.

Deus tem um conselho a respeito desse assunto. Por meio do profeta Zacarias, Ele diz: “Eis o que devem fazer: Falem somente a verdade uns com os outros, e julguem retamente em seus tribunais” (Zacarias 8:16). Deus é justo e verdadeiro e espera que Seus filhos também sejam testemunhas verdadeiras do evangelho.


Quarta-feira – 25 de abril

Calos de pecado

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […]pés que se apressam para fazer o mal […]. Provérbios 6:16, 18

Aqueles que gostam de frequentar academias de musculação estão acostumados com uma situação. Nos primeiros dias, as mãos são bastante sensíveis ao contato com as barras de ferro. Às vezes, até ficam feridas devido ao atrito com o metal. Mas, depois de algum tempo praticando os exercícios, calos vão se formando até chegar ao ponto de não haver mais nenhum tipo de prejuízo para as mãos.

Os calos se formam de tanto insistirmos em repetir a atividade. Com a mente acontece algo semelhante. O apóstolo Paulo falou sobre isso a Timóteo: “Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada” (1 Timóteo 4:2). Esses homens aos quais o apóstolo se referia criaram “calos” na mente de tanto repetir pecados.

Assim são aqueles que cometem a abominação contra Deus exposta no provérbio de hoje. Como vimos ontem, essa propensão para o mal, nasce no coração; mas, quando alimentada, expressa-se pelo corpo.

Os pés são usados nesse versículo como um símbolo de um corpo em movimento. Perceba que os pés não caminham; eles correm, o que indica uma ansiedade para fazer o mal. Essas são as pessoas que decidiram amar o pecado. Esses indivíduos não lutam contra a tentação por um tempo para depois cederem e cometerem os atos maus. Eles partem direto para a iniquidade, sem peso na consciência.

Para chegar a ter “calos de pecado” na mente, a pessoa deu alguns passos. Em primeiro lugar, deu margem para o inimigo entrar em sua vida. Isso pode ser feito por meio de filmes, músicas, livros, amizades e festas contrários ao Céu. Em seguida, o mal começou a se tornar familiar. Coisas que antes eram estranhas, passaram a ser corriqueiras. Finalmente, a mente começou a criar um “calo” para o mal, não tendo mais peso ao pecar.

Deus odeia essa atitude de gostar de praticar o mal porque não foi para isso que Ele nos criou. O ser humano foi formado para se relacionar pacificamente com o Senhor, com o próximo, consigo mesmo e com a natureza. O pecado, no entanto, perverteu esses quatro níveis de relacionamento. Isso ofende com profundidade o coração de Deus.

Para fugir dessa situação é preciso que estejamos em constante comunhão com o Pai, estudando a Bíblia e orando com fé. Assim, nossa “pele espiritual” será sensível às coisas de Deus.


Terça-feira – 24 de abril

Aparências

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […]coração que traça planos perversos […]. Provérbios 6:16, 18

Imagine que você acordou hoje com muita vontade de comer uma maçã. Vai até a fruteira e, para sua decepção, não encontra nenhuma fruta. Porém, seu coração se anima quando lembra que a poucos metros da sua casa tem uma frutaria que vende lindas e grandes maçãs. Apressadamente, pega o dinheiro e vai em busca da “fruta perfeita”.

Ao chegar à frutaria, você logo observa uma maçã linda, vermelha e brilhante. Com água na boca, paga o valor correspondente e corre para casa. Sentado à mesa na cozinha, você parte o fruto ao meio e… seu semblante cai. Por dentro, está tudo estragado. Não dá para comer. Embora o fruto fosse lindo por fora, estava podre por dentro. Portanto, era uma fruta inútil.

Assim como uma maçã linda por fora e podre por dentro perde a razão de existir, não adianta um cristão ser bonito por fora e podre por dentro. Segundo Salomão, essa é uma das coisas que Deus odeia. Algumas pessoas têm uma aparência de cristianismo, mas por dentro estão apodrecidas pelos pensamentos perversos.

Aconselhando o jovem Timóteo, o apóstolo Paulo falou sobre essa classe de pessoas: “Pois muitos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais e não terão respeito pela religião. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem. […] Amarão mais os prazeres do que a Deus; […] fique longe dessa gente!” (2 Timóteo 3:1-5, NTLH).

Jesus condenou veementemente pessoas assim: “Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão“ (Mateus 23:27, NTLH).

Devemos cuidar para não sermos cristãos apenas de aparência. O homem corrupto é corrupto de dentro para fora, pois primeiro o pecado passa pela mente, cresce no coração e só depois aparece nas ações.

Se permitirmos que o Espírito Santo habite em nosso coração, poderemos ser genuínos cristãos por dentro e por fora. Oremos para que o nosso interior e exterior sejam purificados pelo sangue de Jesus. Assim, não causaremos surpresas ruins ao “dividirmos” nossa vida com outras pessoas.


Segunda-feira – 23 de abril

Violência

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] mãos que derramam sangue inocente. Provérbios 6:16, 17

O jornal O Globo divulgou uma pesquisa assustadora sobre a violência no Brasil. Um trecho da matéria publicada em 2016 dizia: “O Brasil atingiu a marca recorde de 59.627 mil homicídios em 2014, uma alta de 21,9% em comparação aos 48.909 óbitos registrados em 2003. A média de 29,1 para cada grupo de 100 mil habitantes também é a maior já registrada na história do país, e representa uma alta de 10% em comparação à média de 26,5 registrada em 2004.”

Certamente, muito sangue inocente foi derramado para que essas estatísticas estarrecedoras pudessem aparecer dessa forma. Mas a violência não é uma característica apenas da atualidade. Desde a entrada do pecado, a maldade tem acompanhado a humanidade. Por isso, Salomão escreveu o provérbio de hoje. Ele deixa claro que Deus odeia todas as formas de violência.

A expressão “derramar sangue inocente” abrange muito mais do que o ato de matar alguém. Incorre nesse pecado quem humilha, engana, despreza e violenta qualquer um dos filhos de Deus. As injustiças sociais ofendem o coração do Pai.

Pouco antes de Babilônia invadir Judá e destruir Jerusalém, levando parte dos habitantes para a capital do império, Deus fez uma advertência contra a violência entre os homens: “Ele me disse: ‘Você viu isso, filho do homem? Será algo corriqueiro para a nação de Judá essas práticas repugnantes? Deverão também encher a terra de violência e continuamente Me provocar a ira? E veja! Eles estão pondo o ramo perto do nariz!’” (Ezequiel 8:17).

Esse foi um dos motivos que levaram o Senhor a permitir a invasão dos babilônios. Ele disse: “Por isso com ira Eu os tratarei; não olharei com piedade para eles nem os pouparei. Mesmo que gritem aos Meus ouvidos, não os ouvirei” (Ezequiel 8:18).

Deus espera que Seus filhos cuidem dos mais vulneráveis. Na escola, na igreja, na rua, os verdadeiros cristãos estarão sempre defendendo os inocentes. Praticar a violência com ação ou omissão não é uma atitude que alegra o coração do Pai. Os cristãos devem ter amor e cuidado com o próximo.

A violência do pecado não poupou nem a Deus. O maior inocente da humanidade morreu violentamente em nosso lugar. Mas a violência que Jesus sofreu no Calvário nos habilita a sermos mansos e justos como Ele é. Por isso, ore para que a violência não seja uma realidade em seus atos e palavras. Deus ficará feliz com isso.


Livrando-se da Mentira- 22 de Abril 2018

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] língua mentirosa […]. Provérbios 6:16, 17

Cientistas americanos fizeram um experimento para estudar a reação das pessoas ao mentir. Eles separaram um grupo de estudantes de enfermagem e pediram que falassem verdades e mentiras sobre os filmes que seriam apresentados às pessoas. Os estudiosos perceberam algumas reações comuns a todos os ouvintes na hora da mentira.

A primeira reação era esconder as mãos nos bolsos ou para trás. A explicação dos psicólogos é que, quando falamos, nossos gestos reforçam o que dizemos, e o mentiroso, mesmo que inconscientemente, não quer que seu corpo reforce a mentira. A segunda reação foi tocar de forma excessiva no rosto, especialmente na boca, o que seria uma vontade interna de amordaçar-se para não falar inverdades. Finalmente, os estudantes ficavam muito agitados na cadeira, o que indicava uma reação de conflito interno por conta da situação.

A conclusão do estudo foi que mentir não é natural para o ser humano. Mesmo aqueles que mentem conscientemente têm algum tipo de reação negativa em seu corpo. Os estudantes da Bíblia já sabiam disso. Deus não nos criou para a mentira. Como vimos ontem, ela interrompeu os planos perfeitos do Céu.

A forma mais eficiente de fugir desse mal é sendo um “filho da verdade”. Jesus apresentou essa verdade quando esteve na Terra. Ele, repreendendo um grupo de mentirosos, disse: “Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).

Quando usamos a mentira, aderimos à influência do inimigo e negamos a liderança de Deus em nossa vida. Foi o que aconteceu no Éden: “Eva creu realmente nas palavras de Satanás, mas a sua crença não a salvou da pena do pecado. Descreu das palavras de Deus, e isto foi o que a levou à queda. No juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a oportunidade de aprender o que é a verdade” (Patriarcas e Profetas, p. 55).

Para se filiar a Deus basta abrir o coração e entregar-se por completo a Ele. Nosso Deus é o Pai da verdade, e o diabo, seu inimigo, é o pai da mentira. Portanto, entregue a vida por completo ao Senhor e seja filho do Pai certo.


Língua Mentirosa – 21 de Abril 2018

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] língua mentirosa […]. Provérbios 6:16, 17.

Há alguns dias meu filho, de dois anos, esteve doente. Embora ele ainda não consiga expressar seus sentimentos com palavras, era perceptível que seu corpo estava dolorido, assim como a garganta que, segundo o médico, estava bem inflamada. Eu e minha esposa tínhamos um sentimento em comum: preferiríamos que aquela doença estivesse em nós.

Em geral, os pais são assim. Quando um filho sofre, eles sofrem também. Com Deus não é diferente, e Satanás sabe disso. Para fazer o Senhor sofrer, o inimigo faz de tudo para atingir Seus filhos.

A primeira arma do diabo contra os filhos do Pai celestial foi a mentira. Ela foi a artimanha usada por Satanás para enganar os anjos no Céu e os primeiros humanos; ele ainda continua usando esse artifício.

Após se rebelar contra Deus, o antigo querubim da guarda começou um trabalho de convencimento dos anjos a respeito do governo de Deus. Ele lançou mentiras sobre o caráter divino dizendo que o Senhor era um ditador e que não havia amor em Seu reino. Ele conseguiu convencer, por meio da mentira, uma grande parte dos anjos de que valeria a pena se rebelar contra o governo celestial. Assim, um terço dos anjos de Deus foi retirado da presença do Pai, causando grande sofrimento ao Criador.

Essa mesma tática foi usada na primeira mentira da Terra. Satanás lançou dúvidas sobre as intenções de Deus em relação ao primeiro casal. Toda a humanidade deveria viver em um planeta perfeito. Não haveria mortes, doenças, separações e todas as outras coisas ruins que presenciamos hoje. No entanto, uma mentira contada pelo inimigo privou a humanidade dos benefícios que Deus havia planejado para ela.

Ellen White escreveu que Adão e Eva “foram informados de que teriam que perder seu lar edênico. Tinham cedido aos enganos de Satanás e crido em suas palavras de que Deus mentira. Pela sua transgressão, tinham aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles, e não era seguro permanecer no jardim do Éden, pois em seu estado pecaminoso poderiam ter acesso à árvore da vida e perpetuar uma vida de pecados” (História da Redenção, p. 40, 41).

A mentira privou os filhos do Pai celestial de desfrutarem um Universo perfeito. Isso feriu Seu coração de Pai. Por isso, o Senhor odeia a mentira. Se você quiser alegrar o Céu, faça da verdade seu estilo de vida.


Sexta-feira
20 de abril
 

Como se livrar do orgulho

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: olhos altivos […]. Provérbios 6:16, 17

A Bíblia sempre indica soluções para o problema do pecado. Hoje, apresentarei dicas inspiradas para evitar que o orgulho tome conta da vida. Em primeiro lugar, saiba exatamente quem você é. O apóstolo Paulo escreveu: “Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu” (Romanos 12:3). Saber quem somos e quem não somos é um antídoto contra os olhos altivos.

Em segundo lugar, você deve tratar os outros com igualdade. O convite bíblico nos diz que devemos amar o próximo como a nós mesmos (Marcos 12:33). Perceba que os nossos irmãos não estão nem acima nem abaixo de nós. Somos iguais.

Um dos pontos fracos do orgulhoso é querer sempre ser glorificado pelo que faz. A Bíblia nos ajuda com esse ponto também: “Contudo, quem se gloriar, glorie-se no Senhor, pois não é aprovado quem a si mesmo se recomenda, mas aquele a quem o Senhor recomenda” (2 Coríntios 10:17, 18).

A quarta dica inspirada para fugir do orgulho é se colocar em uma posição humilde. As Escrituras atestam: “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:12). O apóstolo Pedro completa esse pensamento nos dizendo qual a atitude mais acertada para um cristão: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte” (1 Pedro 5:6, ARC).

A humildade, que é o contrário do orgulho, não é encontrada naturalmente em nós. Porém, a Bíblia nos apresenta a fonte inesgotável dessa virtude, da qual podemos nos alimentar sempre que precisarmos. Somente a comunhão com Deus nos fará pessoas humildes. O próprio Jesus nos aconselhou: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde” (Mateus 11:29, ARC).

Embora tivesse todas as honras possíveis no Céu, o Mestre Se fez homem. Nasceu de forma humilde, viveu com simplicidade, nunca rebaixou pessoa alguma, sempre tratou a todos com respeito, jamais promoveu a exaltação própria.

O ódio de Deus contra os olhos altivos é perfeitamente entendido porque esse mal tirará muitos de Seus filhos do Céu. Por isso, devemos fugir do orgulho. Mas isso só será possível se mantivermos comunhão com Cristo. Apenas Nele está a fonte da verdadeira humildade. Portanto, ligue-se a Ele hoje e a cada dia de sua vida.


Quinta-feira
19 de abril

 

Deus odeia o orgulho

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: olhos altivos […]. Provérbios 6:16, 17

Na lista de Salomão das coisas que Deus odeia, o orgulho aparece em primeiro lugar. A pergunta natural diante desse fato é: Por que Deus odeia tanto o orgulho? O resumo da resposta é: porque esse sentimento faz o Senhor Se lembrar da origem do mal.

Lúcifer foi o primeiro orgulhoso do Universo. A Bíblia descreve o que aconteceu em seu coração: “Você era o modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza. Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam. […] Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso Eu o designei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. […] Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso Eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis” (Ezequiel 28:12-17).

Todos os anjos olhavam para Lúcifer e o admiravam. Porém, sua beleza física, inteligência, posição social e conduta moral o fizeram começar a pensar sobre si mais do que deveria. A vida do principal anjo do Céu começou a ficar centralizada no eu. Perceba como o profeta Isaías o descreve: “Você que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo’” (Isaías 14:13, 14). Nesse texto, existem cinco referências à palavra “eu” no discurso de Lúcifer.

O orgulho nos afasta de Deus. Satanás e seus seguidores foram expulsos do Céu devido aos pecados cometidos. Assim também, todos os orgulhosos que não se arrependerem do mal serão excluídos do reino celestial. O profeta Isaías nos mostra a atitude de Deus em relação ao orgulhoso: “A arrogância dos homens será abatida, e o seu orgulho será humilhado. Somente o Senhor será exaltado naquele dia” (Isaías 2:17).

Uma pessoa orgulhosa quer que a sua imagem seja exaltada sempre; porém, ela não percebe que, quanto mais se aprofunda no orgulho, mais se parece com o inimigo de Deus. Devemos nos policiar a cada dia para não cometermos esse pecado. O ideal é odiá-lo tanto quanto Deus odeia. Não alimente o orgulho no coração. Ore hoje para que Deus purifique sua vida desse mal. Permita-se ser transformado à semelhança de Jesus, que é manso e humilde de coração.


Quarta-feira
18 de abril
 

Deus odeia o pecado

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta. Provérbios 6:16

Uma pesquisa inglesa conseguiu mapear o ódio no cérebro das pessoas. O estudo verificou a atividade cerebral de dezenas de homens e mulheres enquanto elas viam fotos de desafetos e de pessoas que amavam. Percebeu-se que, quando alguém tem reações de ódio, o cérebro ativa áreas de ações físicas, como se o corpo se preparasse para atacar ou se defender.

O texto de hoje fala sobre o ódio de Deus. Essa passagem é classificada como “provérbio numérico”. Possivelmente, o estilo em que foi escrito fosse uma forma didática usada nas escolas da época. O número não é a parte mais importante do provérbio, mas um recurso de apreensão da atenção do leitor. Não quer dizer que Deus odeia apenas essas sete coisas, mas que elas são especialmente ofensivas ao Céu.

Quando a Bíblia diz que há coisas que Deus odeia, ela está se referindo a características que são contrárias ao caráter divino. O ódio de Deus não é um sentimento descontrolado como acontece com os humanos, mas uma aversão de Sua natureza perfeita às ações que se opõem à Sua essência.

O pecado é completamente incompatível com a santidade de Deus. O apóstolo João escreveu em sua primeira carta: “Esta é a mensagem que Dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; Nele não há treva alguma” (1 João 1:5). É por isso que os pecadores que amam o pecado serão retirados da presença do Eterno.

Em nossa vida, as duas coisas também não podem conviver. Pecados acariciados e santidade são incompatíveis. O apóstolo João continua esclarecendo o assunto: “Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 João 1:6).

Como Deus faz, precisamos dirigir nosso ódio contra o pecado. Sem esquecer de amar os pecadores, devemos rejeitar qualquer vestígio de mal que queira dominar nossa vida. Enquanto estivermos na Terra, teremos que lidar com a natureza pecaminosa e nossas tendências particulares para o mal. Esse fato, no entanto, não é motivo para nos conformarmos com o pecado. Devemos odiá-lo cada dia mais.

A primeira promessa de Deus após a queda do homem foi: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela” (Gênesis 3:15). É a graça que nos faz odiar o mal e amar o bem. Peça ao Senhor que o ajude a odiar o pecado e a viver uma vida vitoriosa contra a tentação, até que Jesus volte e restaure tudo.


Terça-feira
17 de abril
 

Destruição repentina

Por isso a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente. Provérbios 6:15

Uma das mais conhecidas catástrofes mundiais envolvendo vulcões foi a erupção do Vesúvio, no ano 79 d.C. As cidades de Pompeia e Herculano foram completamente destruídas pelo calor da fumaça e da lava emitidas do centro do vulcão.

Estudos apontam que o Vesúvio entrou em atividade, soltando pequenas quantidades de fumaça, dois dias antes da destruição total das cidades. Ao que tudo indica, as pessoas que morreram foram as que não quiseram sair das cidades quando o vulcão deu os primeiros avisos de que entraria em atividade intensa. Isso me faz pensar no sujeito do provérbio de hoje. Por suas escolhas ruins, ele será abatido.

Ao se afastarem de Deus, os antediluvianos permitiram que o inimigo do bem se apoderasse de seus pensamentos. Mesmo avisados por 120 anos da chegada do juízo de Deus, muitos não se arrependeram dos maus caminhos.

Ellen White faz uma descrição dramática da situação daquelas pessoas: “Deus outorgara a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. Empregaram o ouro e a prata, as pedras preciosas e as madeiras finas, na construção de habitações para si, e se esforçaram por sobrepujar uns aos outros no embelezamento de suas moradas, com a mais destra mão de obra. Procuravam tão somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar Sua existência. Adoravam a natureza em lugar do Deus da natureza” (Patriarcas e Profetas, p. 90, 91).

A destruição chegou para todas essas pessoas de maneira repentina, devido à falta de atenção aos avisos divinos. Quando quiseram escapar da morte, já era tarde demais. Deus nunca envia juízo contra os humanos sem avisar antes.

Embora não devamos entregar a vida a Jesus por medo da destruição, não devemos, igualmente, perder de vista as consequências que serão sofridas por aqueles que decidirem não aceitar a salvação. As chamas que consumirão todas as cidades da Terra só queimarão aqueles que rejeitarem as advertências divinas e negarem o convite da salvação. Por isso, fique atento aos sinais de amor que Deus tem enviado e escolha agora estar livre da destruição repentina.


Segunda-feira
16 de abril
 

Inteligência para o bem

Tem no coração o propósito de enganar; planeja sempre o mal e semeia discórdia. Provérbios 6:14

“Se ele usasse essa inteligência para o bem, seria um grande profissional.” O autor dessa frase referia-se ao homem que projetou o túnel usado para o assalto do Banco Central, em agosto de 2005, na cidade de Fortaleza. A ação foi tão impressionante que virou filme. Empilhado, o dinheiro roubado chegaria a uma altura de 33 metros.

Meses antes, uma casa havia sido alugada do outro lado da rua, de frente para o banco. Por semanas, os bandidos cavaram um túnel que saía de dentro da casa e alcançava diretamente o chão do cofre. Quando li sobre tudo isso, tive que concordar com o autor da frase que introduz este texto. O projetista é muito inteligente; pena que usou sua capacidade intelectual para o mal.

O provérbio de hoje também fala a respeito de alguém que usa a capacidade intelectual para o mal. Essa é a marca do perverso. Ele não se contenta em ser mal sozinho; quer que outras pessoas também compartilhem de suas maldades.

Essa característica estava presente nas pessoas que desencadearam a primeira destruição global do planeta. Os antediluvianos eram hábeis em planejar coisas ruins. Assim os descreve Moisés: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (Gênesis 6:5).

Sobre essas pessoas, Ellen White comenta que “os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoraram as criaturas de sua própria imaginação; e, como resultado, se tornaram mais e mais desprezíveis” (Patriarcas e Profetas, p. 91). Mesmo vivendo em um ambiente cujas pessoas eram, praticamente, testemunhas do Éden, os pensamentos eram repletos de maquinações diabólicas.

Você não tem ideia do que é capaz de alcançar se concentrar sua capacidade intelectual para aprender coisas úteis, planejar ações solidárias, selecionar bons amigos, buscar crescimento acadêmico, entre outras atitudes positivas.

Passa a usar a mente só para o mal, alguém que deixa de alimentar-se das Escrituras. Se quiser ser diferente do projetista do túnel do Banco Central e das pessoas antediluvianas, deixe Jesus inundar seu coração com Sua Palavra. Assim, sua mente estará cheia de bons pensamentos que trarão crescimento para todos ao seu redor.


Domingo
15 de abril
 

Tatuagem

Pisca o olho, arrasta os pés e faz sinais com os dedos. Provérbios 6:13

O homem mais tatuado do Brasil é um paulista. Ele tem 99% do corpo coberto por tatuagens. Até as solas dos pés estão tatuadas. Porém, como as tatuagens feitas embaixo dos pés estão descascando, o RankBrasil considerou que ainda havia partes “em branco”. No Guinness Book, quem detém o recorde de homem mais tatua­do do mundo é o australiano Lucky Diamond Rich. Ele tem 100% do corpo tatuado, inclusive o interior dos ouvidos e o espaço entre os dedos.

Esses homens usam cada parte do corpo para representar sua paixão por tatua­gens. Nunca será demais reforçar que Deus não apoia essas marcas no corpo. Mas uma coisa é interessante em relação a esses dois homens: eles usam todo o corpo para viver algo em que acreditam.

Quem resiste a se entregar a Jesus acaba usando todo o corpo para o mal. Esse é o caso da pessoa retratada no provérbio de hoje. Seus olhos, pés, dedos e tudo o mais existem para maquinar o mal. Essa é a posição contrária à vontade de Deus para nós. Paulo nos ajuda a estabelecer o padrão verdadeiro. Ele escreveu: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31).

Em outras palavras, o que Deus quer é que usemos tudo que temos e somos para louvar Seu nome. Cada aspecto de nossa vida deve ser motivo para que o nome de Deus seja glorificado.

Nesse sentido, quando estiver em seus momentos de recreação, jogando futebol, andando de skate, ou em alguma outra atividade, você deve estar sempre pensando em glorificar a Deus. De igual forma, os relacionamentos amorosos devem ser caracterizados pela exaltação ao nome de Deus.

Além disso, sua alimentação deve fazer as pessoas se lembrarem positivamente do nome de Deus. Na escola, suas atitudes também devem louvar o Senhor.

Só existe um caminho para que sua vida seja assim: a cruz de Cristo precisa estar “tatuada” em seu coração. Ninguém conseguirá refletir Jesus se não viver como o apóstolo Paulo que dizia “Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Se existisse um “Guinness Book espiritual”, você deveria constar como a pessoa mais preenchida por Jesus. Contudo, esse “título” não precisa ser exclusivo de ninguém. Todos os que querem podem ter Jesus “pintado” na vida. Por isso, escolha hoje ter Jesus 100% gravado em você.


Sábado
14 de abril
 

Víbora

O perverso não tem caráter. Anda de um lado para o outro dizendo coisas maldosas. Provérbios 6:12

“Ela é uma víbora.” Essa é a expressão geralmente usada para uma pessoa que gosta de falar mal da vida alheia. Mais do que isso, pessoas assim costumam destruir o outro com palavras. Víbora é uma palavra genérica para as mais de 180 espécies diferentes de cobras venenosas e se tornou o apelido daqueles que usam a boca para acabar com o semelhante. Segundo a Bíblia, uma das principais marcas de uma pessoa que está longe de Deus é seu descontrole em relação à língua.

No provérbio de hoje, a palavra “perverso” tem, também, o sentido de encrenqueiro. Essas pessoas sentem prazer em plantar discórdia. Para isso, uma das principais armas desses indivíduos é a língua. O caminho do ímpio é marcado por perversidade nas palavras.

Observe esse conselho divino ao povo de Israel: “Se vocês ouvirem dizer que numa das cidades que o Senhor, o seu Deus, lhes dá para nelas morarem, surgiram homens perversos e desviaram os seus habitantes, dizendo: ‘Vamos adorar outros deuses!’, deuses que vocês não conhecem, vocês deverão verificar e investigar. Se for verdade e ficar comprovado que se praticou esse ato detestável entre vocês, matem ao fio da espada todos os que viverem naquela cidade” (Deuteronômio 13:12-15). A dureza dessas recomendações nos mostra o quanto uma pessoa ofende a Deus quando prejudica seus semelhantes com sua influência. O salmista descreve esse tipo de gente da seguinte forma: “Sua boca está cheia de maldições, mentiras e ameaças; violência e maldade estão em sua língua” (Salmo 10:7).

O apóstolo Tiago faz uma ligação muito íntima entre o controle da vida em geral e da língua: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tiago 3:2). O contrário também é verdadeiro.

A morte de Jesus na cruz do Calvário foi suficiente para dar, a todos que quiserem, a força para vencer todas as inclinações ruins, inclusive a de envenenar ambientes e pessoas com a língua. Ninguém nasceu predestinado a ser uma “víbora”. O veneno nas palavras é inversamente proporcional à ligação com Deus. Quanto mais você for de Cristo, menos afetará as pessoas negativamente com o que sai de sua boca. Seja Dele hoje e todos os dias da sua vida. Assim, sua boca só proferirá bênçãos.


Sexta-feira
13 de abril
 

Surpresa!

Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe virá como um homem armado. Provérbios 6:10, 11

Um amigo estava fazendo aniversário e me pediram para enrolá-lo um pouco até que estivesse tudo pronto para a festa surpresa na casa dele. Não sou muito bom com essas coisas. Tentei, mas o aniversariante logo desconfiou que havia algo a mais em minha demora. Para “solucionar” o problema, fiz o seguinte: contei tudo a ele e pedi que fizesse “cara de surpresa”. Quando chegamos à festa, ele contou o que eu tinha feito. Quase fui expulso.

Naquele dia, não houve surpresa, mas o provérbio de hoje nos diz que haverá surpresa na casa do preguiçoso. A necessidade chegará sem avisar e será algo difícil de se livrar. Pura consequência das horas de sono sem necessidade.

Apesar de estar cavando sua ruína financeira e profissional, o preguiçoso pensa que está bem. Quando a pobreza chegar, ele ficará tão surpreso quanto ficaria se um ladrão invadisse sua casa. Porém, apenas o preguiçoso ficará surpreso, pois todos os que acompanharam as suas atitudes já previam que isso aconteceria.

O preguiçoso tem a impressão de que no final tudo dará certo. Ele pensa que o dinheiro cairá do céu e as conquistas virão prontas pelo correio. Quando ele se deparar com o fracasso, vai se assustar. Mas qualquer pessoa que observasse suas horas intermináveis de ócio, já anteveria este final.

Um aluno que passa o ano todo sem fazer atividades de fixação dos conteúdos e que não tira tempo para estudar diariamente, gastando esse tempo com diversões fúteis, pode até ter esperança de passar de ano, mas esse não é o resultado mais lógico para ele. Outro exemplo: Uma pessoa que faz um trabalho desleixado, chega atrasada e enrola pode até ter esperança de uma promoção na empresa, mas dificilmente será premiada com o crescimento profissional.

Há muita verdade no ditado popular que diz: “Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário.” Se quiser ser alguém de destaque na vida, você precisa espantar a preguiça. Assim, você vai evitar surpresas desagradáveis.


Quinta-feira
12 de abril
 

Sem desperdício

Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono? Provérbios 6:9

Deixe um pedaço de bolo ou caroços de feijão pelo chão e, em pouco tempo, um grupo de formigas estará em ação para levar a comida para o ninho. Em uma fileira muito organizada, cada uma delas fará a sua parte para completar o trabalho. Elas não desperdiçam nada; nem o tempo.

Ao contrário das formigas, o preguiçoso desperdiça horas deitado, sem se dar conta de que uma das coisas que nunca recuperaremos é o tempo perdido. Enquanto a vida passa e as oportunidades vão se esvaindo, a pessoa que cultiva a preguiça dorme, para acordar em uma altura da existência na qual será muito difícil tirar o atraso.

Um pensador disse: “Só existem dois dias no ano nos quais nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã; portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”

A lição do formigueiro hoje é: aproveite bem cada minuto da sua vida. Se você perguntar a um idoso sobre o tempo, ele dirá que a vida passa rápido demais. Isso é verdade. Os momentos em que você está na escola precisam ser aproveitados ou o tempo passará, e você terá perdido a oportunidade de se preparar para as etapas seguintes.

Se você perguntar a qualquer jovem sobre seus sonhos para o futuro, ouvirá sobre planos de cursar uma faculdade e ter um bom trabalho e uma vida financeira estável. Porém, alguns desses sonhadores desperdiçam tempo precioso com jogos eletrônicos e outros ladrões de tempo.

Algumas atitudes são importantes para quem não quer perder tempo. Tenha uma agenda e anote seus compromissos. Liste de maneira detalhada a hora de acordar, de se divertir, de estudar, de comer, de acessar as redes sociais, etc. Procure tirar o máximo proveito de seu dia.

O tempo é um dom precioso que Deus nos dá. Todos têm as mesmas 24 horas por dia, mas alguns administram esse tempo de maneira mais eficiente. Seja como as formigas; não desperdice nada, muito menos o tempo.


Quarta-feira
11 de abril
 

Trabalhe!

E ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Provérbios 6:8

Alguém disse em tom de gracejo: “Quem inventou o trabalho não tinha nada para fazer.” Embora essa seja uma frase humorística, existe muita gente que pensa assim e considera o trabalho uma maldição decorrente do pecado. Essas pessoas alegam que, em um mundo perfeito, o trabalho não existiria.

Esse é um pensamento equivocado. O trabalho foi criado por Deus. Antes do pecado, o Criador deu várias funções de trabalho para o casal. Adão trabalhou dando nome aos animais, e o casal deveria cuidar do jardim. Não existia ociosidade no Éden.

As formigas nos ensinam sobre a importância do trabalho. Elas têm um propósito bem definido: acumular recursos para o futuro, e o fazem sem se preocupar se as outras reconhecerão seu esforço. O que querem é alcançar o objetivo traçado. Mesmo quando a situação fica adversa, esses insetos enfrentam as dificuldades e continuam a atividade produtiva.

Eurico Santos descreveu como uma das espécies de formigas age em uma situação adversa: “As formigas-de-fogo se aninham em quase toda espécie de lugar e são extremamente prolíficas. Nem as inundações as podem deter […]; se tem noticiado que, quando as águas sobem e alagam uma colônia, elas formam um bolo, com a rainha e as crias no centro, e essa esfera viva flutua para a frente, até uma árvore ou terreno mais elevado, onde as obreiras recomeçam a construção do lar.”

Para hoje, as lições do formigueiro são duas. A primeira diz respeito ao nosso conceito em relação ao trabalho. Precisamos aceitar que trabalhar é algo bom. Jesus falou: “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e Eu também estou trabalhando” (João 5:17). Ele é o nosso grande exemplo.

A segunda lição é sobre como trabalhar. Estabeleça um alvo para a sua atividade e o persiga. Mesmo que as dificuldades apareçam, faça como as formigas, enfrente os contratempos e continue avançando na direção de seus sonhos. Não espere facilidade no caminho, prepare-se para, mesmo que tenha que enfrentar enchentes de problemas, continuar firme até ter a provisão necessária para o “inverno”.

Como dizem os antigos: trabalhar duro nunca matou ninguém. Olhe para as formigas e seja sábio!


Terça-feira
10 de abril
 

Cristão-formiga

Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante. Provérbios 6:7

Uma das fábulas de Esopo conta a história de dois insetos que encaravam a vida de maneira muito diferente. Enquanto a famosa cigarra, conhecida por seu canto inconfundível, passava todo o verão se divertindo e cantando, a pequena formiga se ocupava trabalhando para juntar comida suficiente para o inverno. Os diálogos são marcados pela ironia da cigarra que critica a pequena formiga por não parar de trabalhar e, assim, perder a oportunidade de curtir a vida. A formiga, por sua vez, dá lições de diligência que são desprezadas. Quando a estação mais fria chegou, a formiga tinha comida suficiente, e a cigarra sofreu com a falta de alimentos para saciar a fome.

Há um ramo da zoologia que estuda especificamente as formigas. Ele é chamado de mirmecologia. Segundo os especialistas, há 15.738 espécies de formigas catalogadas no planeta. Mas é possível que esse número passe de 20 mil, segundo alguns biólogos. Possivelmente, o texto de Provérbios se refira à espécie de formigas Messor semirufus ou formiga ceifeira. Ela é a mais comum na região da Palestina. Uma das suas principais características é o armazenamento de grãos no ninho. O trabalho é a marca desse inseto.

O versículo de hoje destaca a capacidade que essas formigas têm de executar o trabalho sem a necessidade de chefes vigiando ou líderes incentivando. Elas são automotivadas. Os pequenos insetos “internalizaram” o importante conceito de que na vida devemos fazer o que se tem para fazer, sem necessitar de recompensa.

A formiga sempre foi símbolo de prudência e diligência. Conta-se que alguns grupos de árabes colocam um desses insetos nas pequenas mãos de recém-nascidos e repetem as palavras: “Oxalá sejas igualmente inteligente e hábil.” Gostaria de parafrasear essas palavras dizendo: “Quem dera você entendesse que deve cumprir suas tarefas em casa, na escola e em qualquer lugar, sem que alguém precise vigiá-lo(a).”

Nenhum de nós precisa ser um “cristão-cigarra”, que pensa apenas em se divertir e tem preguiça de cumprir as suas obrigações. O “cristão-formiga” cumpre seus deveres acadêmicos, profissionais e espirituais sem precisar de vigias e sem esperar ordens ou elogios. Essa é a forma como Deus espera que vivamos. Assim, garantiremos “alimento” no “inverno” da vida presente até que chegue o “verão” da vida eterna.


Segunda-feira
09 de abril
 

Um grande exemplo

Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Provérbios 6:6

Assim diz um trecho de uma poesia de Olavo Bilac sobre o inseto escolhido por Salomão para servir de lição a seus leitores:

“As formigas

Cautelosas e prudentes,

O caminho atravessando,

As formigas diligentes

Vão andando, vão andando…”

A natureza é o livro de ensinamentos divinos que está mais disponível para os seres humanos. Mesmo onde não existem Bíblias, todos podem olhar para a fauna e a flora e encontrar as digitais do Criador e Suas lições.

Jesus utilizou bastante o recurso de ilustrações da natureza. Falando a Seus discípulos e outros ouvintes no sermão da montanha, Ele disse: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?” (Mateus 6:26). No mesmo capítulo, Jesus usa mais uma vez a natureza como ilustração: “Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, Eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles” (Mateus 6:28, 29).

O sábio indica que existe sabedoria a ser aprendida a partir das ações das formigas. Ao observá-las, aprenderemos lições importantes para uma vida mais produtiva e feliz.

O prefaciador do livro Formigas: Lições da sociedade mais bem-sucedida da terra conseguiu resumir as principais características do inseto. Ele escreveu: “Diligência no trabalho, foco no propósito, proatividade organizada, inteligência logística para provisão e cultura de consumo consciente, cooperação e trabalho em equipe, gestão de tempo e planejamento de ações harmônicas são algumas lições que podem saltar da atividade autômata das formigas.”

Assim como podemos aprender com os insetos, temos a possibilidade de reter lições úteis a partir de toda a vida natural criada por Deus. Observar a natureza é uma atividade que deveria fazer parte da nossa rotina. As formigas, aves, plantas, etc. têm muito a nos ensinar a respeito da vida aqui e na eternidade. Pare um pouco a cada dia e aceite o conselho de Salomão e de Jesus. Observe a natureza. Deus quer falar com você por meio dela.


Domingo
08 de abril
 

Preguiça

Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Provérbios 6:6

No livro O Peregrino, John Bunyan retrata o personagem Cristão caminhando em direção a uma terra especial. No caminho, ele encontra Indolente, acompanhado de Simples e de Presunção. Eles são vistos por Cristão a dormir à beira do caminho. Além disso, eles estão ensinando “os outros a presumirem que tudo lhes sairia bem no fim”. Indolente e seus companheiros levam outros a seguir seu exemplo. Cenas como essas podem ser combatidas com o ensino do provérbio de hoje.

O preguiçoso é exposto como alguém que passará por dificuldades não porque os recursos não existem, mas porque ele não quer ter o trabalho de lutar para consegui-los. O versículo de hoje chama o preguiçoso para tomar uma atitude. Ele deve se levantar da cama e ir observar as formigas.

Segundo a revista Brasil Escola, “a preguiça pode significar desde a falta de disposição para realizar determinada tarefa, até uma espécie de aversão pelo trabalho. Além disso, a preguiça está ligada à lentidão ou moleza e, muitas vezes, à negligência na realização de atividades”.

É preciso fazer uma diferenciação entre preguiça e descanso. Muitos preguiçosos defendem que suas intermináveis horas na cama ou no sofá são necessárias para uma boa saúde do corpo. Isso é um engano. O descanso só faz sentido quando ele vem depois do trabalho. Se não houve uma atividade com a qual o corpo se fadigou, não existe motivo para estar deitado.

Na sequência, a revista registra: “É importante ressaltar, todavia, que a preguiça é sintoma de algumas patologias como a narcolepsia, que é o excesso de sonolência, a depressão, cujos sintomas incluem passividade e falta de motivação, ou, ainda, síndromes ligadas ao cansaço, como a síndrome da fadiga crônica.”

A preguiça pode ser resultado de uma doença. Quando for assim, é preciso buscar tratamento com urgência. Mas também pode ser apenas uma escolha pessoal. Ambas as formas precisam ser combatidas. A Bíblia condena veementemente essa característica e alerta sobre os muitos prejuízos derivados dela.

Se você observar a vida de Jesus, perceberá que Ele foi muito diligente em Seu trabalho na Terra. Ele é o nosso grande exemplo. Por isso, afaste-se da preguiça. Seja ativo na vida!


Sábado
07 de abril
 

Seja você a solução

Então, meu filho, uma vez que você caiu nas mãos do seu próximo, vá e humilhe-se; insista, incomode o seu próximo! Não se entregue ao sono, não procure descansar. Provérbios 6:3, 4

Uma das campanhas do governo federal brasileiro para o trânsito tem a seguinte frase-chave: “Seja você a mudança que espera no trânsito.” Essas palavras carregam em si um significado muito profundo. Se cada motorista brasileiro agisse de acordo com o que gostaria que os outros fizessem, teríamos menos problemas nas ruas.

A frase da campanha de trânsito pode ser aplicada para as mais diversas áreas da vida, inclusive, nos relacionamentos e no âmbito espiritual. No provérbio de hoje, Salomão aconselha o filho a ir procurar a pessoa com quem ele tem problema. Apesar de o contexto direto do versículo tratar de problemas financeiros, o princípio do conselho do sábio serve para todas as situações.

Jesus recomendou: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mateus 18:15, ARC). Nesse texto, o Mestre dos mestres nos informa como devemos resolver um problema que, porventura, tenhamos com um semelhante. Em outras versões bíblicas, as palavras de Jesus foram traduzidas na forma do imperativo “vai ter com ele”.

O melhor jeito de resolver problemas que temos com alguém é em uma conversa “olho no olho”. Alguns preferem caminhos mais fáceis como a fofoca ou a vingança. Esses recursos aumentarão o problema em vez de resolvê-lo.

Para procurar alguém com quem você errou ou que errou com você, primeiro será necessária coragem para admitir que há uma questão a ser solucionada. Depois, você precisará de maturidade para saber que é a hora de admitir o erro. Em seguida, terá que ter cristianismo para pedir e oferecer perdão e, finalmente, precisará de honestidade para reparar o erro cometido ou aceitar a reparação.

Jesus é o nosso grande exemplo. Ao pecar, nossos primeiros pais contraíram o vírus do pecado e o transmitiram para toda a humanidade. Para resolver de forma definitiva essa questão, Cristo veio “ter conosco”. Embora, os causadores do problema fôssemos nós, Jesus veio para nos dar chances de recuperação e olhar em nossos olhos para nos perdoar.

Você tem alguma questão não resolvida com alguém? Tome a iniciativa de procurar essa pessoa hoje e tratar abertamente sobre a questão, com respeito e cristianismo. Talvez só falte isso para resolver tudo. Seja você a solução.


Sexta-feira
06 de abril
 

Promessas emocionadas

Empenhou-se por um estranho e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou. Provérbios 6:1, 2

Ser fiador é assumir o compromisso de honrar a dívida de outra pessoa, caso ela não pague. Essa era uma prática conhecida nos tempos bíblicos. As pessoas se comprometiam a pagar a dívida de alguém, em geral, um conhecido ou parente, caso essa pessoa tivesse dificuldades de quitar as despesas da negociação.

A pessoa do provérbio de hoje teve problemas financeiros porque se comprometeu com um estranho e acabou entrando em uma fria. Ela prometeu algo sem analisar todas as implicações.

Temos que ter muito cuidado com os compromissos que assumimos. Antes de empenhar a nossa palavra, seja em uma negociação financeira, em um relacionamento amoroso ou nas atividades escolares, é preciso analisar bem o que estamos prometendo para ver se teremos condições de honrar as promessas.

Na hora da emoção, muitos compromissos que não serão cumpridos são firmados. Um rapaz enfurecido promete que nunca mais vai pisar na escola. Uma moça apaixonada promete que vai se entregar para o namorado. Um homem irado promete se vingar de seu agressor. Uma mulher magoada promete não falar mais com quem a feriu. Todas essas promessas são do tipo que, após as emoções estarem controladas, provocam arrependimento.

Portanto, nunca prometa algo quando estiver emocionado. Essa recomendação serve para as boas e as más emoções. Quando você estiver eufórico, apaixonado, empolgado, tenha cuidado. Fazer promessas nessa situação é correr risco de falar mais do que se pode fazer. Se você estiver triste, depressivo, em luto ou qualquer outra situação ruim, não tome decisões que envolvam o futuro. Pode ser que, por causa da sua condição emocional, você fale coisas das quais se arrependerá depois. O ideal é que sempre tenhamos calma ao fazer promessas. Um ambiente de pressão é a fórmula certa para decisões precipitadas.

Essas recomendações servem, inclusive, para a decisão de seguir a Jesus. Não diga que não quer nada com Deus apenas porque está chateado por não ter um pedido atendido. Também não se decida por Ele no calor das emoções; pode ser que essa decisão seja passageira. O melhor que você faz é estudar a Bíblia, analisar as propostas de Deus para você e, com a consciência tranquila, assumir um compromisso com Jesus. Essa é a melhor decisão que você poderá tomar na vida.


Quinta-feira
05 de abril
 

Saúde financeira

Meu filho, se você serviu de fiador do seu próximo, se, com um aperto de mãos, empenhou-se por um estranho […]. Provérbios 6:1

Na década de 1990, um personagem de desenho animado fez muito sucesso: o Tio Patinhas. Ele era conhecido por ter uma piscina de moedas de ouro na qual se “banhava” todos os dias. Ele era avarento e ganancioso, sempre buscando acumular mais dinheiro. Algumas pessoas são assim também.

No capítulo 6 de Provérbios, Salomão inicia uma nova série de conselhos. Dessa vez, o assunto central é o dinheiro e as consequências ruins de uma má administração dos bens.

A Bíblia tem vários princípios que podem nos ajudar a ter uma excelente saúde financeira. Apresentarei cinco deles a seguir.

1. Planeje seus gastos. “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” (Lucas 14:28). Antes de sair gastando dinheiro aleatoriamente, planeje como gastará seus recursos. Isso fará seus recursos renderem mais.

2. Invista seu dinheiro em coisas úteis. “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?” (Isaías 55:2). Coloque suas finanças no que realmente vale a pena. Não invista recursos em coisas desnecessárias e em prazeres momentâneos.

3. Seja feliz com o que tem. “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (1 Timóteo 6:6-8). Algumas pessoas deixam de desfrutar o que têm para lamentar pelo que não têm. Aprenda a ser feliz com o dinheiro disponível para você.

4. Não ame o dinheiro. “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas […], pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Timóteo 6:9, 10). O dinheiro deve ser nosso servo, nunca o contrário. Ame as pessoas não as coisas.

5. Seja fiel a Deus. “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em Minha casa” (Malaquias 3:10). A fidelidade a Deus nas finanças é fator primário para um equilíbrio nessa área.

Mesmo que não venha a ter uma piscina de dinheiro, certamente você terá saúde financeira se colocar em prática esses princípios.


Quarta-feira
04 de abril
 

Livres das cordas do pecado

As maldades do ímpio o prendem; ele se torna prisioneiro das cordas do seu pecado. Provérbios 5:22

A Bíblia está repleta de histórias emocionantes. Uma delas é a do rei Manassés. Ele foi um homem que agiu intencionalmente para irritar a Deus e fez coisas horríveis. A descrição bíblica de seus pecados se assemelha muito a uma ficha criminal de um bandido da pior espécie.

Está escrito que “ele fez o que o Senhor reprova, imitando as práticas detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas. Reconstruiu os altares idólatras que seu pai Ezequias havia demolido; também ergueu altares para os baalins e fez postes sagrados. […] Nos dois pátios do templo do Senhor ele construiu altares para todos os exércitos celestes. Chegou a queimar seus filhos em sacrifício, no vale de Ben-Hinom; praticou feitiçaria, adivinhação e magia, e consultou médiuns e espíritas. Fez o que o Senhor reprova, provocando-O à ira” (2 Crônicas 33:2-6).

O rei Manassés é um exemplo do que o provérbio de hoje quer nos dizer. Ele recebeu uma educação que apontava para o Deus verdadeiro; mas, aos poucos, foi escolhendo trilhar pelo caminho do mal. Cada passo dado em direção ao pecado, fazia com que ele se emaranhasse mais nas cordas de Satanás.

Aos olhos humanos, talvez Manassés não tivesse mais chances, mas o Senhor tem uma misericórdia infinita e, por isso, buscou o rei ímpio. Enviou os assírios para o capturarem. Dentro da prisão, ele se arrependeu, e a Bíblia conta que Deus imediatamente o perdoou.

Ninguém está tão emaranhado nas cordas do pecado que não possa ser salvo por Jesus. Se pararmos de ser rebeldes e gritarmos pelo socorro do Céu, acontecerá conosco o que aconteceu com Manassés. A Bíblia diz: “Portanto Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio Dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).

A força para desfazer os nós do pecado não está no ser humano. Se quisermos ser livres, devemos recorrer a Jesus. Diz Ellen White: “Deus não nos deixou lutar com o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).

As cordas do pecado estão prendendo você? Jesus sabe desatar até os mais difíceis nós. Entregue-se a Ele e receba hoje a salvação.


Terça-feira
03 de abril 2018
 

Deus vê tudo

O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos. Provérbios 5:21

O garoto chegou em casa meio agitado. Entrou na sala e foi direto a uma mesinha que ficava na base da escada que dava acesso ao andar de cima. Sem perceber que seu pai o estava observando do alto, pegou a carteira do pai e tirou dinheiro. Quando viu que o pai descia as escadas, sem saber como escapar, o garoto colocou as mãos para trás e começou a conversar como se nada tivesse acontecido. Para despistar um pouco mais, ele pediu ajuda na lição de casa. Com amor e firmeza, o homem respondeu: “Meu filho, não me peça coisa alguma antes de soltar o pecado que está em suas mãos.”

Às vezes, queremos fazer o mesmo com Deus. Nossas mãos estão cheias de pecado e insistimos em pedir coisas como se nada estivesse acontecendo. Esquecemos que a onisciência é uma das características divinas.

Deus sabe de tudo. Salomão expõe essa certeza no provérbio de hoje. Parece que ele está reproduzindo a ideia escrita por seu pai no livro de Salmos: “Senhor, Tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos Te são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, Tu já a conheces inteiramente, Senhor” (Salmo 139:1-4). Jó também tinha essa certeza ao afirmar que “Deus vê o caminho dos homens; Ele enxerga cada um dos seus passos” (Jó 34:21).

Em relação a Seus filhos, o olhar constante de Deus é um alento. “Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que Lhe dedicam totalmente o coração” (2 Crônicas 16:9).

Destacando essa característica de Deus, Ellen White indica qual deveria ser a nossa reação: “Se acalentássemos uma impressão habitual de que Deus vê e ouve tudo que fazemos e dizemos, e conserva um registro fiel de nossas palavras e ações, e de que devemos deparar tudo isto, teríamos receio de pecar. Lembrem-se sempre os jovens de que, onde quer que estejam, e o que quer que façam, acham-se na presença de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 217).

Quando você está sozinho em seu quarto, Deus está vendo. Ao caminhar pelas ruas da cidade, Deus o observa. Não existe lugar em que o Senhor não veja você. O seu Pai está sempre a olhar do “andar de cima”. Ele quer ajudar você a vencer os pecados. Conte com Ele todas as vezes que sentir necessidade.


Segunda-feira
02 de abril
 

Separação trágica

Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Provérbios 5:18

Existem muitos aspectos da vida matrimonial que são destacados pela Bíblia. Um deles se expressa com um trava-língua: a indissolubilidade do casamento. Algumas pessoas, cristãs inclusive, questionam o “até que a morte os separe”. Vivemos uma época em que a palavra “divórcio” está na moda; mas, para Deus, essa é uma palavra muito ofensiva.

Jesus confirmou a indivisibilidade do casamento quando esteve na Terra. Ele disse: “E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne” (Marcos 10:8, ARC). Embora haja uma única opção bíblica para divórcio e novo casamento (relações sexuais ilícitas, segundo Mateus 5:32), essa separação nunca acontece sem sofrimento. Isso se dá por um único motivo: ao separar duas pessoas que são uma só carne, haverá ferimento e dor em ambas e, nunca mais, serão completas. Por isso, Jesus disse: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6, ARC).

O apóstolo Paulo também tratou desse assunto: “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o Seu corpo, do qual Ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela” (Efésios 5:22-25).

Paulo indica que o casamento é o símbolo da união entre Jesus e a igreja. Isso coloca uma responsabilidade maior ainda sobre essa instituição e mostra o quanto Deus espera estabilidade dela, assim como Ele deseja estabilidade em Sua relação com a igreja.

É possível que algum leitor saiba, por experiência, o que significa a separação matrimonial dos pais, por exemplo. Deus não planejou isso e, se eles permitirem, pode consertar essa situação. Se isso não ocorrer, lembre-se de que Deus nunca Se separa daqueles que O amam e, por isso, Sua presença pode compensar qualquer ausência. Com ajuda Dele, é possível reconstruir a vida e não cometer os mesmos erros dos pais.

Embora Deus ame aqueles que se divorciaram, Ele tem aversão à ideia de divórcio. O próprio Senhor declara: “Eu odeio o divórcio” (Malaquias 2:16). Ore, pedindo a Deus orientação sobre esse assunto e, quando pensar em casamento, relacione sempre essa ideia com o conceito de eternidade.


Domingo
01 de abril 2018
 

Separação necessária

Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Provérbios 5:18

Quando Deus celebrou o primeiro casamento, deixou algumas orientações importantes implícitas em Suas palavras. Podemos descobri-las lendo o episódio bíblico: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24, ACRF).

O primeiro aspecto importante é deixar pai e mãe. Moisés, inspirado por Deus, falou sobre o papel dos pais dos noivos em uma passagem em que eles ainda nem existiam. Adão e Eva não tinham pais para deixar, mas Deus já estava esclarecendo como isso seria importante.

Esse é um tema delicado e importante para o bom andamento do casamento. Gary Chapman, especialista no assunto, comenta: “Isso é o que os psicólogos chamam ‘cortar os laços psicológicos’. A pessoa não se apoia mais nos pais, mas em seu cônjuge. Se houver um conflito de interesses entre a esposa e a mãe do marido, ele deve ficar ao lado da esposa. Isso não significa que a mãe não deva ser tratada com carinho. […] O princípio da separação dos pais é, porém, extremamente importante. Nenhum casal alcançará seu pleno potencial no casamento sem essa separação psicológica dos pais.”

Podemos falar de, pelo menos, quatro aspectos da separação que os noivos devem ter dos pais. A primeira é a separação física. Diz o antigo ditado popular: “Quem casa quer casa.” Ter o próprio lugar é algo importantíssimo para os recém-casados. Morar com parentes nessa ou em qualquer outra fase do casamento acarreta prejuízos para o casal.

A segunda forma de separação que se faz necessária para um casal é a emocional. Os pais já se preocuparam bastante com os filhos durante toda a fase de crescimento. Depois do casamento, o casal deve cuidar dos próprios problemas e buscar amadurecer emocionalmente.

A terceira forma de separação é a econômica. O casal deve cuidar das próprias finanças, evitando dívidas e passos maiores que as pernas. A quarta forma é a separação espiritual. Os pais podem e devem orar pelos filhos depois de casados, podem aconselhar também, mas o casal deve cuidar da vida devocional, desenvolvendo a espiritualidade entre eles de forma autônoma.

Enquanto aguarda esse momento da vida, ore por seu futuro. Assim você estará plantando uma vida feliz para sempre.

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