Inspiração Juvenil

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Sábado – 24 de novembro

Dúvidas

O vaidoso e arrogante, chama-se zombador; ele age com extremo orgulho. Provérbios 21:24

Ouvi a pergunta “por quê?” quase uma dezena de vezes em poucos minutos. Seria irritante se não viesse de uma criança que conversava com o pai enquanto observava a natureza. Com toda a paciência e amor paternal, o homem respondia a cada um dos “por quês?” de seu filho sem se cansar e se alegrava ao ver a expressão de admiração no rosto do pequeno.

Acho muito interessante a curiosidade das crianças. Quando não conhecem algo, perguntam e observam mais de perto o objeto em questão para explorá-lo. A criança está aberta a se aproximar daquilo que lhe é desconhecido. Deveríamos também ser abertos para conhecer mais.

Quando pensamos em Deus, temos que entender que é impossível compreendê-Lo completamente. Ele é infinito; portanto, sempre haverá algo mais para aprender sobre Seu poder. Essas informações deveriam nos deixar mais interessados Nele, mas não é assim que ocorre com algumas pessoas.

Há céticos que decidiram que nenhuma evidência os convencerá da verdade da existência de Deus. Esses descrentes são dominados pelo orgulho e se alegram em zombar daqueles que creem. O apóstolo Pedro ensinou que isso seria comum perto da volta de Cristo: “Primeiro vocês precisam saber que nos últimos dias vão aparecer homens dominados pelas suas próprias paixões. Eles vão zombar de vocês, dizendo: ‘Ele prometeu vir, não foi? Onde está Ele? Os nossos pais morreram, e tudo continua do mesmo jeito que era desde a criação do mundo.’ Esses zombadores esquecem, de propósito, que há muito tempo Deus deu uma ordem, e os céus e a terra foram criados. […] Estão sendo guardados para o Dia do Julgamento e da destruição dos que não querem saber de Deus” (2 Pedro 3:3-7, NTLH).

Ter dúvidas sobre Deus não é pecado, pois Ele está muito além de nossa capacidade de compreensão. Pecado é colocar nosso orgulho em ação e nos recusarmos a conhecê-Lo mais. Como um pai que ama seu filho, o Senhor está disposto a resolver todas as nossas dúvidas. Se permitirmos, Ele começará agora e continuará por toda a eternidade.


Sexta-feira – 23 de novembro

Comensalismo condicional

Quem fecha os ouvidos ao clamor dos pobres também clamará e não terá resposta. Provérbios 21:13

“Comensalismo” é o nome que se dá à dependência que alguns animais têm em relação a outros na natureza. O peixe-palhaço, por exemplo, é uma espécie comensal. Para escapar de seus predadores, costuma se abrigar nos tentáculos das anêmonas e, de vez em quando, aproveita-se de restos de alimentos deixados naquele local. Os tentáculos ardentes das anêmonas, que o protegem contra predadores, não afetam o peixe-palhaço.

Em nossas relações, acontece uma espécie de comensalidade condicional. Precisamos uns dos outros, e todos precisamos de Deus. Porém, quem se recusa a ser solidário com o semelhante perde a oportunidade de receber até os benefícios divinos.

A história do bom samaritano nos ajuda a entender melhor esse assunto. Um homem, que havia sido assaltado, estava caído, precisando de auxílio. Um sacerdote e um levita passaram e fingiram que não viram. “Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’” (Lucas 10:33-35).

O samaritano era rejeitado pelos judeus e acusado de não merecer o reino do Céu; porém, ele era o que estava mais perto do reino. Como tinha um coração sensível ao sofrimento alheio, Deus também tinha o ouvido sensível a suas necessidades. Não adianta ser religioso, como o levita e o sacerdote da parábola, se não nos dispomos a cuidar do próximo.

Não se trata de troca de favores com Deus. Tudo o que recebemos Dele é por pura graça. No entanto, quando nos recusamos a ser graciosos com nosso semelhante, estamos fechando o canal pelo qual Deus envia as bênçãos para nós.

Por isso, esteja sempre disposto a ajudar o próximo.


Quinta-feira – 22 de novembro

Não pule etapas

Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza. Provérbios 21:5, ARA

Não tenho muito talento para a culinária. Sei preparar bem algumas poucas opções na cozinha, mas há uma coisa que eu considero a minha “especialidade”: cuscuz. Quanto mais ao sul do Brasil, menos esse prato é conhecido; porém, onde nasci, muitos gostam.

Para preparar um bom cuscuz é preciso seguir três etapas muito importantes. Primeiro deve-se molhar a farinha de milho e colocar sal a gosto. Em seguida, deixar a massa descansar por alguns minutos e depois colocar em uma cuscuzeira ao fogo e esperar até cozinhar. Se qualquer uma dessas etapas for pulada, o alimento não ficará pronto como deveria ser.

Nossa vida pode ser comparada ao preparo de uma receita na cozinha. Se pularmos etapas importantes, nunca conseguiremos saborear a existência como poderíamos. É preciso viver todas as fases da vida com o coração aberto para aproveitarmos cada uma delas e crescermos com o que elas têm para nos ensinar.

O provérbio de hoje faz um contraste entre alguém que respeita o processo de conquista diária e outro que é apressado e atropela as etapas. O respeito ao processo é a diferença fundamental entre o sucesso e o fracasso.

Alguns pulam etapas essenciais e prejudicam o desenvolvimento. Há quem deixe de vivenciar plenamente a fase de estudos com namoros precoces; outros pulam a etapa do namoro e se aventuram na intimidade própria do casamento.

Deus espera que Seus filhos tenham paciência para viver cada fase da vida. Ele deu o exemplo na história da redenção. Embora tivesse pressa de resolver o problema do pecado, Ele não pulou etapas, “mas, vindo a plenitude dos tempos, […] enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4:4, ARC). Nem um minuto adiantado ou atrasado, Deus sempre age na hora exata.

O Céu tem bênçãos reservadas para cada fase de nossa vida. Crianças, jovens, adultos e idosos devem experimentar a vida abundante que Jesus prometeu, mas isso só acontecerá se fizermos nossa parte. Se você quer ter uma vida plenamente feliz, viva cada fase com paixão e mantenha-se disposto a deixar Deus guiá-lo em tudo.


Quarta-feira – 21 de novembro

Obedecer é melhor

Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao SENHOR do que oferecer sacrifícios. Provérbios 21:3

“O Estado sou eu.” Essa foi a frase que marcou a vida do rei francês Luiz XIV. Com esse pensamento, ele queria dizer que tudo, inclusive a legislação da nação, estava sob seu domínio. Essa atitude ficou conhecida na história como absolutismo. Esse sistema de governo foi rejeitado pelas grandes nações do mundo porque se afasta muito daquilo que é o melhor para a maioria das pessoas.

Se o domínio absoluto de um governante é inadmissível neste mundo, pois nenhum ser humano pode deter tanto poder assim, imagine em relação ao reino de Deus. Pessoa alguma tem autoridade suficiente para desfazer uma clara ordem divina. Mas alguns cristãos acham que podem mudar o que Deus estabeleceu.

Na história do cristianismo, algumas pessoas afirmaram ter autoridade para dar ordens contrárias àquilo que foi instituído por Deus. Por exemplo, o Senhor estabeleceu o sábado como dia santo, mas o dia de adoração foi mudado para o domingo. Deus estabeleceu alimentos permitidos e não permitidos, mas alguns querem liberar qualquer tipo de alimento. Isso é uma tentativa de legislar sobre o que o Céu já legislou. Não é assim no reino de Deus.

Podemos interpretar mal a liberdade que recebemos de Deus. Assim, nós nos comportamos às vezes como pequenos “reis”, imaginando que temos poder absoluto sobre a própria vida e que, por isso, podemos desconsiderar o que Deus ordena. Quando agimos assim, entramos em um terreno muito perigoso.

Certa vez, Saul se comportou assim, desobedecendo a uma ordem clara de Deus. O Senhor havia pedido que os amalequitas fossem destruídos e, com eles, tudo o que lhes pertencia, incluindo os animais.

Entretanto, Saul poupou o melhor do gado e, quando foi confrontado pelo profeta Samuel, o rei tentou justificar a desobediência com supostas ofertas para Deus.

“Samuel, porém, respondeu: ‘Acaso tem o SENHOR tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros’” (1 Samuel 15:22).

Precisamos entender que Deus está interessado em gente obediente. Nunca conseguiremos comprá-Lo com nossos bens. Como filhos amados, devemos fazer Sua vontade. O Senhor quer obediência, não sacrifícios.


Terça-feira – 20 de novembro

Feridas que curam

Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser. Provérbios 20:30

É comum vermos notícias de minas que desmoronaram. Em alguns desses acidentes, os mineiros conseguem escapar de modo quase cinematográfico, como foi o caso do acidente na mina de San José, no Chile, em 2010.

Em 5 de agosto daquele ano, parte da mina desmoronou, deixando 33 homens presos em um espaço a muitos metros de profundidade. Somente no dia 22 do mesmo mês, o grupo foi localizado. E, então, iniciaram-se os trabalhos de resgate. Para retirar os homens do interior da terra, foi cavado na rocha um espaço suficiente para passar a cápsula Fênix II. Ela tinha cinco metros de altura e 60 centímetros de diâmetro, espaço suficiente para levar um homem de cada vez.

Máquinas muito potentes foram necessárias para fazer o buraco pelo qual seriam trazidos os homens de volta à superfície. Sem aquele “ferimento” na rocha, não haveria salvação para os 33 homens.

Às vezes, estamos envolvidos em situações tão complicadas que necessitamos de soluções extremas e urgentes. Muitas vezes, Deus permite que passemos por grandes “perfurações” em nossa vida para que, finalmente, tenhamos as difi­culdades resolvidas.

Na Bíblia, encontramos algumas situações em que Deus permitiu que alguém fosse atingido por um mal menor para que um mal maior fosse evitado. O exemplo de Nabucodonosor pode nos ajudar a entender. O orgulho havia soterrado seu coração. Se continuasse daquele jeito, o rei estaria perdido. O Senhor, porém, permitiu que “a sentença sobre Nabucodonosor [fosse cumprida] imediatamente. Ele foi expulso do meio dos homens e passou a comer capim como os bois. Seu corpo molhou-se com o orvalho do céu, até que os seus cabelos e pelos cresceram como as penas de uma águia, e as suas unhas como as garras das aves” (Daniel 4:33). O próprio rei reconheceu a importância daquele período difícil (Daniel 4:34).

Quando Deus permitir que problemas cheguem à nossa vida, tenhamos paciência, pois pode ser que Ele esteja cavando o buraco pelo qual a paz terá acesso a cada um de nós. As feridas permitidas por Deus são remédios para nossas maiores dores.


Segunda-feira – 19 de novembro

Todos são importantes

A beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabelos brancos. Provérbios 20:29

A mãe de Fernando acordou naquele domingo decidida a fazer uma faxina na casa e envolveu a família inteira no projeto. A instrução dada ao filho foi: “Fernando, deveremos jogar no lixo tudo que for velho nesta casa. Essas coisas só nos atrapalham.” Pensativo, o pequeno menino perguntou: “Mamãe, também jogaremos o vovô no lixo?”

A inocência dessa criança retrata uma dura realidade vivida por muitos idosos. Depois de uma vida inteira de serviço à sociedade e aos familiares, alguns são jogados como entulhos em um canto da casa ou em asilos. Certa vez, visitei um asilo público. Infelizmente, encontrei muitos idosos abandonados pela família em condições sub-humanas.

Para Deus, não existe uma idade mais importante que a outra. Em cada fase da vida, somos muito especiais para o Céu. Todas as faixas etárias têm sua beleza e suas responsabilidades.

Dando instruções a Tito, Paulo escreveu: “Ensine os mais velhos a serem moderados, sérios, prudentes e firmes na fé, no amor e na perseverança. Aconselhe também as mulheres mais idosas a viverem como devem viver as mulheres dedicadas a Deus. […] Que elas ensinem o que é bom, para que as mulheres mais jovens aprendam a amar o marido e os filhos e a ser prudentes, puras, boas donas de casa e obedientes ao marido, a fim de que ninguém fale mal da mensagem de Deus! Aconselhe também os homens mais jovens a serem prudentes” (Tito 2:2-6, NTLH).

Deus não está interessado em quantos aniversários já comemoramos ou se temos grandes talentos para oferecer a Ele. O maior interesse do Eterno é que estejamos disponíveis em Sua obra. Se nos colocarmos nas mãos Dele, seremos usados em cada fase da vida. Deus não joga ninguém no lixo. Quem quer que se coloque nas mãos Dele será usado para Sua glória.


Domingo – 18 de novembro

Pense bem!

Pense bem antes de prometer alguma coisa a Deus, pois você poderá se arrepender depois. Provérbios 20:25, NTLH

A imagem correu a internet com uma velocidade tremenda. A fotografia mostrava uma tatuagem feita nas costas de um rapaz com a seguinte inscrição: “Cida, amor eterno.” Depois mostrava a mesma tatuagem com uma alteração. Aproveitando os espaços entre as palavras e demonstrando a decepção com o fim do relacionamento, a “nova” tatuagem dizia: “Cidadão do Céu. Amor eterno só de mãe.” Parece que houve uma precipitação do rapaz ao colocar aquelas palavras na pele. Possivelmente, ele fez a primeira tatuagem movido por sentimentos que o impediram de medir as consequências de suas decisões.

Às vezes, fazemos promessas precipitadamente. Isso é desastroso nas relações humanas e pior ainda com Deus. A Bíblia é clara quando fala sobre esse assunto: “Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração para fazer promessas diante de Deus. Deus está nos Céus, e você está na Terra, por isso, fale pouco. Das muitas ocupações brotam sonhos; do muito falar nasce a prosa vã do tolo. Quando você fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos desagradam a Deus; cumpra o seu voto. É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir” (Eclesiastes 5:2-5). Em geral, pessoas que caem nesse erro têm uma religião altamente emocional e pouco racional. Não podemos ser guiados apenas pelo que sentimos.

Uma religião predominantemente emocional faz pessoas prometerem coisas enquanto choram por causa de uma música bonita ou enquanto se emocionam com uma história contada por um pregador. Não é assim que devem ser nossas decisões espirituais. O apóstolo Paulo escreveu: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês” (Romanos 12:1).

Reconheço que, quando nos deparamos com a história da redenção, é inevitável que a emoção brote no coração. Não há como não aquecer a alma com tanto amor demonstrado por Deus. Mas, todas as vezes que formos prometer algo a Ele, devemos pensar bem e avaliar se conseguiremos cumprir. Cristo, nosso grande exemplo, cumpriu tudo o que prometeu. Portanto, antes de prometer, pense bem!


Sábado – 17 de novembro

Sabedoria divina

Se é o Senhor quem dirige os nossos passos, como poderemos entender a nossa vida? Provérbios 20:24, NTLH.

Mais de uma década como professor me fez ter contato com muitas perguntas intrigantes dos alunos a respeito de coisas do dia a dia. As perguntas mais difíceis com as quais já me deparei são aquelas relacionadas a aspectos não revelados, ou parcialmente revelados, sobre Deus e sobre coisas referentes a Ele.

Lembro-me de um aluno que me pediu para explicar o infinito. Como eu poderia fazer isso se meu vocabulário é finito? Aliás, se o infinito pudesse ser explicado completamente, ele deixaria de ser infinito. Essa questão a respeito de Deus está muito além da nossa capacidade de entender.

Isso acontece quando nos aventuramos em alguns outros temas também. Por exemplo, é muito difícil para nós entendermos, na totalidade, a relação entre a soberania divina e a liberdade humana. Aqueles que decidem se entregar a Deus continuam livres, mas debaixo da vontade divina. O Senhor nos deixa livres para escolher o que quisermos; porém, sem perder o controle da história. Difícil de entender? Concordo!

Podemos tentar entender a soberania de Deus, mas nunca conseguiremos compreender completamente o Deus eterno. Como escreveu o profeta: “O Senhor Deus diz: ‘Os Meus pensamentos não são como os seus pensamentos, e Eu não ajo como vocês. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os Meus pensamentos e as Minhas ações estão muito acima dos seus’” (Isaías 55:8, 9, NTLH).

Algumas pessoas perdem um tempo precioso tentando compreender o incompreensível, quando há tanta coisa revelada que ainda não entendemos completamente. Se Deus não deixou revelados em Sua Palavra alguns conceitos a Seu respeito é porque eles não são necessários para nossa salvação. Na eternidade, teremos tempo suficiente para estudarmos as coisas mais complexas sobre a divindade.

Por enquanto, temos que buscar as verdades reveladas na Bíblia e estudá-las com muito cuidado. Embora haja uma distância eterna entre nossa mente e a de Deus, Ele está muito próximo de nós para nos ajudar a amá-Lo cada vez mais.


Sexta-feira – 16 de novembro

Vingança é prato que não se come

Não seja vingativo; confie em Deus, o Senhor, e Ele fará justiça a você. Provérbios 20:22, NTLH

“A vingança é um prato que se come frio.” Essa é uma frase bastante conhecida e repetida por gente que vive maquinando uma forma de devolver um mal que recebeu. Mesmo que dure muito tempo, algumas pessoas não sossegam enquanto não conseguem se vingar de alguém que as tenha prejudicado de alguma forma.

Essa atitude não deve ser comum entre aqueles que pertencem ao reino de Deus. Os súditos do Rei eterno não são vingativos, pois sabem que a vingança apenas piorará a situação. Precisamos entender que apenas Deus é justo o suficiente para retribuir o mal. Por isso, Moisés escreveu: “Deus Se vingará; Ele acertará contas com eles. Virá o tempo em que os inimigos cairão; o dia da desgraça deles está chegando depressa” (Deuteronômio 32:35, NTLH).

Esse assunto é tão sério que foi retomado por outros escritores bíblicos. Encontramos, por exemplo, um apelo do apóstolo Paulo baseado nas palavras de Moisés e de Cristo: “Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: ‘Eu Me vingarei, Eu acertarei contas com eles, diz o Senhor’. Mas façam como dizem as Escrituras: ‘Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha. Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem” (Romanos 12:19-21, NTLH).

Jesus demonstrou a atitude correta diante das injustiças quando estava pregado na cruz do Calvário. Ele não era culpado; portanto, não merecia estar ali, mas apanhou, cuspiram Nele, foi humilhado e caluniado. Apesar de ter poder suficiente para acabar instantaneamente com Seus inimigos em um segundo, Jesus não fez isso; pelo contrário, orou pedindo ao Pai que os perdoasse (Lucas 23:34).

Deus lança sobre nós um desafio para o qual Ele mesmo nos capacita. Em vez de buscar retribuir o mal com o mal, comendo pratos frios de vingança, devemos saborear os deliciosos pratos celestiais de perdão recheados com amor divino. O que devemos oferecer a nossos inimigos são banquetes de misericórdia e compaixão.

A vingança é um prato que os cristãos verdadeiros não comem.


Quinta-feira – 15 de novembro

O teste do marshmallow

A criança mostra o que é pelo que faz; pelos seus atos a gente pode saber se ela é honesta e boa. Provérbios 20:11, NTLH

Na década de 1960, o renomado psicólogo Walter Mischel desenvolveu, com uma equipe de pesquisadores, um dos mais famosos testes psicológicos da história: O teste do marshmallow. O grupo selecionou uma quantidade considerável de crianças de quatro e cinco anos de idade e as levou individualmente para o que chamaram de “sala das surpresas”. Cada criança era apresentada a uma guloseima (marshmallow ou outros doces). Em cima da mesa, além dos doces, existia uma campainha.

Para cada criança, era feita a seguinte proposta: ela podia comer imediatamente o doce ou esperar pelo retorno do pesquisador (sem saber quanto tempo isso duraria) e ganhar dois doces. A campainha servia para ela chamar o adulto, caso não aguentasse mais esperar. O objetivo do teste era avaliar o grau de força de vontade de cada uma. Algumas crianças conseguiram adiar o prazer de comer um doce em nome do benefício maior posterior, outras não conseguiram esperar.

Ao longo das décadas seguintes, os pesquisadores acompanharam cada uma das crianças e se surpreenderam com o que viram. Aquelas que tiveram o autocontrole de adiar o prazer tornaram-se adultos bem-sucedidos.

No campo espiritual, muita gente tem trocado os benefícios eternos por prazeres imediatos. Esse foi o problema de nossos primeiros pais. Quando Adão e Eva se depararam com o atraente fruto do conhecimento do bem e do mal, não hesitaram em comê-lo, mesmo tendo sido avisados das consequências ruins daquela decisão.

Depois daquele episódio no Éden, todos nós passamos diariamente pelo teste do marshmallow da vida. Somos tentados constantemente a escolher entre os prazeres imediatos do pecado ou a vida eterna no futuro próximo. Infelizmente, muitos têm escolhido o doce do pecado e rejeitado a abundância da salvação, do prazer e da vida eterna que Deus tem reservado para Seus filhos.

Não troque Jesus pelas ofertas do pecado. Deus tem muito para você. Vale a pena esperar.


Quarta-feira – 14 de novembro

Nossa luta de cada dia

Quem poderá dizer: “Purifiquei o coração; estou livre do meu pecado?” Provérbios 20:9

O grande adversário contra o qual eu e você temos que lutar constantemente é o pecado. Com exceção de Cristo, todos os seres humanos são pecadores. A pergunta feita pelo sábio no texto bíblico de hoje é retórica, ou seja, carrega a resposta embutida nela. Qual ser humano pode afirmar que não tem pecado? Nenhum. O apóstolo João disse: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8).

Por terem uma noção errada a respeito da natureza de Cristo, algumas pessoas chegam a conclusões falsas sobre o assunto da vitória sobre o pecado. Elas defendem que Cristo tinha uma natureza pecaminosa como a nossa. Mas isso não é verdade. A Bíblia revela que Jesus tinha uma natureza singular: moralmente como Adão antes do pecado e fisicamente como Adão depois do pecado. Portanto, Cristo não tinha propensão para o mal.

Todos nós teremos que conviver com a natureza pecaminosa até que Cristo volte. Isso não significa que possamos justificar nossos erros e viver em pecado. Devemos nos unir ao Pai celestial para que Nele tenhamos condições de obter vitórias sobre nossa natureza.

É verdade que tropeçamos, mas a graça de Cristo está disponível para nos perdoar. Mesmo que conseguíssemos a façanha de viver sem cometer atos pecaminosos, continuaríamos sendo tão pecadores quanto sempre.

Aqueles que tentam negar o pecado que habita em si ou mascará-lo estão tomando a pior atitude que poderiam. Quando nos deparamos com um adversário mais forte que nós, a solução não é fingir que ele não está ali. O melhor caminho é buscar um recurso que nos torne mais fortes que ele. No caso da luta contra o pecado, devemos nos unir a Cristo. Nele, somos mais que vencedores (Romanos 8:37).


Terça-feira – 13 de novembro

Pacificadores

É uma honra dar fim a contendas, mas todos os insensatos envolvem-se nelas. Provérbios 20:3

Você já ouviu falar da turma do “deixa disso”? Essa é uma expressão usada para aquelas pessoas que chegam para evitar as brigas. Quando percebem que os ânimos estão muito alterados e que a situação vai virar uma confusão, essas pessoas tentam acalmar os nervosinhos.

Todo cristão deveria fazer parte da turma do “deixa disso”, pois, como filhos de Deus, devemos ser pacificadores. Esse é o recado central do provérbio de hoje. Onde há cristãos, os conflitos deveriam ser muito raros. Sempre que estiver ao nosso alcance, devemos pacificar o ambiente. Jesus disse que quem age assim é mais feliz (Mateus 5:9).

Em contraste com a atitude cristã, está a tendência dos insensatos de não apenas incentivar as brigas, mas também de se envolver nelas. Essas pessoas se alegram quando presenciam ou promovem uma briga na escola, uma discussão no futebol ou fomentam intrigas em redes sociais.

Jesus Cristo nos dá o maior exemplo de pacificação. Quando houve a rebelião no Céu, Ele atuou para resgatar os rebeldes. Mesmo depois que a terça parte dos anjos foi expulsa, Cristo continuou lutando para acabar com o conflito, fazendo-Se homem para erradicar o mal.

Ellen White descreve como será o clima após o fim da guerra cósmica: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não existem mais. O Universo inteiro está purificado. Uma única pulsação de harmonia e felicidade vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeita alegria, declaram que Deus é amor (O Grande Conflito, p. 678, linguagem adaptada).

Assim como Cristo atuou na dimensão universal para acabar com os conflitos entre o bem e o mal, nós também devemos agir na dimensão terrestre para acabar com os conflitos entre as pessoas ao nosso redor. Sejamos pacificadores!


Segunda-feira – 12 de novembro

Zero álcool

O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles. Provérbios 20:1

“Se beber, não dirija.” Essa é uma frase muito conhecida no Brasil e no mundo, devido às campanhas para evitar mortes no trânsito. A cada ano, o número de pessoas que perdem a vida por causa da união da bebida alcoólica com a direção é alarmante. Mas tomar bebidas alcoólicas não é prejudicial apenas no trânsito.

Um site especializado em saúde listou muitos efeitos nocivos do álcool para o corpo humano. Vou partilhar alguns:

ü O consumo frequente de álcool afeta gravemente as funções cerebrais.

ü O autocontrole é perdido, a memória, a capacidade de concentração e as funções motoras são alteradas gravemente.

ü O álcool causa danos graves, que podem ser permanentes, tanto nas células cerebrais como em nervos periféricos.

ü Também ocasiona a redução de vitamina B1, o que causa a doença de Wernicke­-Korsakoff, que provoca a alteração dos sentimentos, pensamento e memória.

ü Provoca transtornos de sono na grande maioria das pessoas que o consomem com muita frequência.

Algumas pessoas consomem vinho sob a desculpa de estar fazendo bem ao coração. Mas tomar vinho para cuidar do coração é algo que não é necessário. O que ajuda o coração humano são os flavonoides. Esses elementos estão mais presentes no suco de uva integral do que no vinho.

O apóstolo Paulo faz eco ao conselho dos provérbios ao escrever: “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito” (Efésios 5:18). Essa é a melhor substituição que nós podemos fazer. Deixar as substâncias que prejudicam o corpo e nos encher do Espírito Santo. Não existe dose grande demais de Deus. Quanto mais melhor.

O álcool deixa os sentidos deturpados, Deus nos faz ter o discernimento aguçado; o álcool acaba com os neurônios, Deus nos deixa cada vez mais inteligentes; o álcool deixa nossos olhos turvos, o Espírito Santo é colírio que nos faz ver melhor. Portanto, encha-se de Deus e dirija sem medo na estrada da vida eterna.


Domingo – 11 de novembro

Nas alturas com Deus

O temor do Senhor conduz à vida: Quem O teme pode descansar em paz, livre de problemas. Provérbios 19:23

Em viagens de avião, acho especialmente interessante o momento da decolagem. A aeronave alcança uma velocidade altíssima em poucos metros devido à potência das turbinas. Perto do fim da pista, os pneus da frente descolam do chão e, em seguida, os traseiros fazem o mesmo.

À medida que a aeronave se afasta do solo, as coisas vão aparentemente ficando menores. Os aviões estacionados ao lado da pista ficam parecendo brinquedos, as casas ao redor do aeroporto vão ficando minúsculas. Quanto mais alto estivermos, menores as coisas ficarão.

Isso ajuda a entender o que o versículo de hoje está dizendo ao se referir ao fato de o temor do Senhor nos livrar de problemas. O texto está apontando para o que acontece quando estamos com Deus. Os problemas até chegam a nós, mas não nos aprisionam, não nos escravizam, não nos oprimem nem nos deprimem.

Como isso acontece na prática? Ellen White ensinou que “a oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele” (Caminho a Cristo, p. 93). Quando estamos em comunhão com o Pai, circulamos em uma atmosfera diferente daquela em que vivem os desconectados do Céu. Como somos “elevados” a Deus, os problemas da Terra vão ficando cada vez menores. É como a visão de quem está dentro do avião. Os problemas até estão lá, mas como estamos nas “alturas” com Deus, eles não nos assustam.

O segredo de viver uma vida de paz não é ter uma existência sem problemas. Isso é impossível. Enquanto estivermos no mundo contaminado pelo pecado, enfrentaremos a doença de parentes, a morte de queridos, problemas pessoais; enfim, na guerra entre o bem e o mal, nós sofremos os efeitos colaterais. Para viver em paz, é preciso estar com Deus.

Quando decolamos no avião da comunhão diária com o Pai, os problemas vão ficando cada vez menores. Quanto mais perto do Céu estivermos, menores ficarão os desafios da vida, até chegarmos ao ponto de eles não nos incomodarem mais. Olhando de cima, os problemas não nos assustam.


Sábado – 10 de novembro

Declaração de amor

O que se deseja ver num homem é amor perene; melhor é ser pobre do que mentiroso. Provérbios 19:22

O homem sai do supermercado acompanhado da esposa, com um carrinho de compras cheio de itens. Um pouco antes de chegar a seu carro, ele segura a mulher pelo braço e começa a gritar: “Eu amo você! Eu amo você!” Enquanto diz essas palavras, agride a esposa com socos.

Calma, é uma cena fictícia, mas o que você diria de uma situação como essa? No mínimo, isso seria contraditório. Amor só de palavras é um sentimento vazio e mentiroso. O verdadeiro amor se demonstra por meio do que fazemos.

O provérbio de hoje possui várias traduções diferentes; porém, os comentaristas concordam que o sentido mais provável do texto é o contraste entre quem ama de verdade e quem mente a respeito de seu amor.

O verdadeiro amor é revelado quando agimos em coerência com o que dizemos sentir. Não adianta dizermos que amamos os pais, por exemplo, quando os desrespeitamos e lhes desobedecemos. Esse amor é falso. Declarar amor aos irmãos e usar constantemente palavras e atitudes violentas é amar de forma falsa. Dizer que ama os amigos da igreja e viver falando mal deles é mentir sobre esse amor.

Declarar amor pelas pessoas é algo importante. Podemos e devemos dizer palavras de carinho para quem amamos, mas não podemos parar por aí. O maior exemplo que temos nesse caso é Jesus Cristo. Ele amou com palavras e ações. Ao se referir ao amor de Cristo, o apóstolo Paulo disse: “Vivam em amor, como também Cristo nos amou e Se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Efésios 5:2).

O apóstolo João conhecia muito sobre o amor. Talvez seja o assunto sobre o qual ele mais tenha escrito. Também por isso, João é conhecido como o discípulo do amor. Aconselhando os cristãos de todas as épocas, escreveu: “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (1 João 3:18).

Quando Jesus habitar em nosso coração, teremos amor verdadeiro e perene, pois Ele, que é o amor, nos dará essa condição. Com Cristo, nossos atos e palavras são sempre uma linda declaração de amor.


Sexta-feira – 9 de novembro

Aprendendo com os outros

Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio. Provérbios 19:20

“Não tenho nada a aprender com ela.” Assim dizia o aluno do internato ao receber a recomendação de conversar com a psicóloga da escola. Diante do conselho disciplinar da instituição, o garoto se manteve irredutível em sua posição de rebeldia. Aquele aluno apresentava comportamento agressivo e notas muito baixas. Além disso, não demonstrava vontade alguma de mudar de atitude.

Não era a primeira vez que ele era levado para a comissão de disciplina; mas, pela atitude do aluno, estava parecendo que seria a última. Todos queriam ajudá-lo a vencer suas dificuldades; porém, era necessário que ele quisesse. Infelizmente, ele estava blindado para qualquer tipo de conselho. A escola estava disposta a dar mais uma chance, mas ele não ouviu ninguém. Como consequência de suas decisões, acabou sendo desligado da escola.

Como esse aluno, algumas pessoas acham que podem viver sem aprender com os semelhantes. Carregam a certeza de que são autossuficientes. Vivem dentro de uma bolha emocional e não permitem que gotas de conhecimento dos outros as alcancem.

Essa atitude de rejeição em relação às lições que podemos aprender com outras pessoas tem muito a ver com o egoísmo e a falta de humildade que o pecado colocou dentro de nós. Precisamos permitir que o Espírito Santo nos convença de que não viveremos tempo suficiente para aprendermos sozinhos todas as lições.

O provérbio de hoje nos incentiva a aprender com as outras pessoas. Segundo o autor do provérbio, somente chegaremos à sabedoria se estivermos dispostos a aprender com os semelhantes. Para isso, precisamos permitir que Deus plante em nós um espírito humilde e servidor como o de Cristo.

Os pais, professores, pastores e muitos outros têm muitas experiências para contribuir com o nosso crescimento como seres humanos. Se nos recusarmos a aprender com eles, isso nos privará de receber a sabedoria que Deus quer nos dar.

Nunca devemos nos esquecer de que há Alguém que nos ensinará as melhores e mais valiosas lições da vida. Estou falando de Jesus Cristo. Ele mesmo pediu: “Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim” (Mateus 11:29). As lições de Cristo nos ajudarão a viver melhor aqui e também nos prepararão para a eternidade.


Quinta-feira – 8 de novembro

Transformação

O homem de gênio difícil precisa do castigo; se você o poupar, terá que poupá-lo de novo. Provérbios 19:19

“Eu nasci assim, eu cresci assim. Eu sou mesmo assim. Vou ser sempre assim.” Esse é o trecho de uma música da década de 1980 que virou tema de um programa de TV. Embora a música se refira a uma personagem específica, essa letra poderia ser o tema da vida de muitas pessoas que decidiram morrer com os mesmos defeitos com os quais nasceram.

Infelizmente, algumas pessoas querem justificar os defeitos de caráter colocando-­os em um patamar genético. Segundo esses indivíduos, nascer, por exemplo, com o gênio difícil seria a justificativa para tratar os outros com brutalidade, brigar com as pessoas na rua e xingar os parentes. “Eu sou assim mesmo”, dizem alguns.

A Bíblia apresenta três histórias de pessoas que nasceram com o gênio difícil, mas não morreram com ele. O primeiro deles é o apóstolo Pedro. Ele era um homem impetuoso, daqueles que não levam desaforo para casa. Quando Jesus foi preso, Pedro reagiu com violência. A Bíblia registra assim a atitude do apóstolo: “Simão Pedro, que trazia uma espada, tirou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O nome daquele servo era Malco.)” (João 18:10).

Outros dois discípulos de Cristo que tinham dificuldades de controlar seu instinto agressivo eram Tiago e João, conhecidos como os filhos do trovão. Certa vez, os samaritanos não receberam bem a Jesus e Seus discípulos e, ao verem isso, “os discípulos Tiago e João perguntaram: ‘Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?’” (Lucas 9:54).

A transformação de um gênio difícil pode acontecer pelo poder divino. Os três personagens acima deixaram o Espírito Santo agir e foram transformados de forma inimaginável. Em suas cartas, Pedro trata os irmãos com muito amor. Tiago aconselha sobre o cuidado com aquilo que falamos e sobre paciência. E o apóstolo João passou a ser conhecido como o discípulo do amor.

Não existe gênio difícil demais que não possa ser transformado pelo poder de Deus. Ele consegue mudar a vida e as tendências ruins de qualquer um que abrir o coração. Pelo poder de Deus, poderemos dizer: “Eu nasci assim; mas, pela graça de Jesus, não morrerei assim.”


Quarta-feira – 7 de novembro

Eternos alunos

Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender. Provérbios 19:18, NTLH

É fato que aprender um novo idioma é importante. Mas a ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre qual é o momento certo para começar a ensinar uma nova língua a uma criança. Alguns defendem que um recém-nascido já deve entrar em contato com o novo idioma, mas outros recomendam que seja introduzido com a alfabetização da língua materna. Existem muitas outras linhas de argumentação sobre esse assunto.

No entanto, sobre uma coisa há consenso entre os estudiosos da área: quanto mais tarde se começar a estudar um novo idioma, mais difícil será aprendê-lo. Isso tem a ver com as ligações entre os neurônios que ficam cada vez mais rígidas com o passar do tempo.

Assim como o aprendizado de uma nova língua, existem algumas lições morais e espirituais que são aprendidas com mais facilidade quando ensinadas nos anos iniciais da vida. O provérbio de hoje é um alerta sobre esse assunto. É melhor se permitir aprender os princípios divinos enquanto a mente está arejada pela juventude. Essa não deve ser uma preocupação apenas dos pais; os filhos também devem dar atenção a esse assunto.

Salomão se referiu a isso: “Lembre do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: ‘Não tenho mais prazer na vida’” (Eclesiastes 12:1, NTLH). Aqueles que resolvem deixar o conhecimento divino controlar sua mente desde a juventude terão a alegria de desfrutar uma vida de felicidade ao lado de Cristo.

A palavra de Deus está disponível para todos os que quiserem aprender mais da “linguagem” de Deus, e os anjos do Senhor ajudarão a cada um que estiver interessado em aprender.

Aproveite a oportunidade e esteja sempre como o coração aberto para aprender cada dia mais de Deus. Ele quer ensinar lições novas para você todos os dias. Abra agora o coração para Cristo, aprenda cada vez mais de Seu amor e seja eternamente um aluno do Céu.


Terça-feira – 6 de novembro

É proibido ser pobre?

Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor e Ele o recompensará. Provérbios 19:17

A década de 1930 foi marcada por muitas histórias interessantes no Brasil. Uma delas seria cômica, se não fosse trágica. Ela aconteceu na cidade de Fortaleza, capital do Ceará.

No ano de 1932, foi construído o primeiro arranha-céu da cidade. Os jornais publicavam manchetes anunciando a inauguração do hotel Excelsior. Era o orgulho da classe rica de Fortaleza subir até a cobertura do edifício e admirar paisagens, desde o mar até as montanhas. Uma coisa, porém, ameaçava o clima de riqueza da cidade.

Desde o início da década, estava acontecendo uma das piores secas de todos os tempos no interior do Ceará, e muitas pessoas estavam fazendo o conhecido êxodo rural em direção à cidade de Fortaleza. A classe mais rica exigiu uma atitude do governo, que imediatamente criou sete currais cercados com varas e arames farpados, para onde eram enviados todos os retirantes da seca. Lá, eles tinham as cabeças raspadas e eram vestidos com sacos de farinha. Naquela época, era crime ser mendigo em Fortaleza, e a pena era ser enviado para esses campos de concentração.

Tratar os necessitados com maldade é pecado, sejam quais forem os motivos. Mais que doar roupas e alimentos, cuidar com amor dos mais necessitados envolve olhar nos olhos, ouvir as histórias de vida, ajudar nos problemas emocionais, não se preocupar apenas com o estômago, mas também com o coração.

Quem age assim, diz o sábio, empresta a Deus. Isso não significa que o Céu tenha qualquer tipo de dívida conosco. O que a Bíblia está querendo dizer é que, quando ajudamos uma pessoa pobre, Deus Se sente tão feliz que é impulsionado a devolver o que fizemos em forma de bênçãos. Por isso, o versículo enfatiza a recompensa divina. Isso não é teologia da troca, mas um incentivo de Deus para que tratemos bem aqueles que não têm nenhuma vantagem a nos oferecer.

Quando esteve na Terra, Jesus deu muita atenção àqueles que passavam por qualquer tipo de necessidade, principalmente aos pobres de espírito. Faça o mesmo por seu próximo e colha as recompensas de Deus.


Segunda-feira – 5 de novembro

Obediência por amor

Quem obedece aos mandamentos preserva a sua vida, mas quem despreza os seus caminhos morrerá. Provérbios 19:16

Imagine que, ao chegar à sua casa, você encontre uma Ferrari vermelha 0 km estacionada na garagem. Você imagina que deve ser de algum amigo de seu pai. Ao entrar em casa, percebe que seus pais estão na sala acompanhados de um homem que você não conhece. Eles chamam você para sentar no sofá, pois querem falar algo importante.

Meio desconfiado, você se senta e ouve palavras impensáveis: “Filho, esse senhor é o dono de uma rede de lojas e ouviu que você gosta muito de Ferrari. Ele veio dar a você aquela que está estacionada lá fora.” Com uma felicidade inexplicável no peito, você pergunta: “O que eu fiz para merecer?” “Nada”, responde o homem com um sorriso.

O senhor que lhe deu o carro pede apenas que você lhe dê uma carona até sua loja mais próxima. O que você faria? Dizer não a esse pedido seria, no mínimo, uma tremenda ingratidão, você não acha?

Quando pensamos na guarda dos mandamentos de Deus, podemos seguir um caminho semelhante. Recebemos um presente que é muito mais valioso que uma Ferrari. A Bíblia diz que todos os seres humanos pecaram (Romanos 3:23) e que, por isso, têm como recompensa natural a morte (Romanos 6:23). Portanto, o que nós merecemos ganhar de Deus é a morte, apenas isso.

Qualquer benefício que recebemos de Deus é devido à grande misericórdia e ao grande amor Dele para conosco. O Céu nos oferece de graça a vida, à qual não tínhamos direito. Jesus Cristo morreu em nosso lugar para que pudéssemos viver. Diante desse presente, qualquer pedido que Deus nos faça sempre será muito pouco. Ao ouvirmos a orientação divina para guardarmos os mandamentos, nossa atitude deve ser de feliz submissão em resposta a tudo o que Jesus fez, faz e fará por nós.

Nossa obediência não deve ser uma forma de comprar os favores de Deus, não é assim que o Céu trabalha. Ela deve ser uma demonstração de amor e gratidão por quem fez tanto por nós.


Domingo – 4 de novembro

Goteira

O filho tolo é a ruína de seu pai, e a esposa briguenta é como uma goteira constante. Provérbios 19:13

Ping… ping… ping… ping… Já está ficando irritado ao ler? Imagine ouvir uma torneira pingando constantemente. É perturbador. Foi assim que eu me senti em uma noite há algum tempo. Já estávamos dormindo, mas fui acordado no meio da noite com esse barulho irritante. A torneira da cozinha estava pingando sobre uma panela e, quanto mais o silêncio da madrugada aumentava, mais insuportável aquele barulho ia ficando. A ilustração do provérbio de hoje fala de maneira direta sobre como é irritante viver com alguém que não para de reclamar de tudo e de todos.

“Pessoas goteiras” reclamam de tudo. Não importa se o que está ao redor é bom ou ruim. A reclamação não é motivada por fatores externos, mas por uma atitude interna que leva o indivíduo a derramar suas gotas de veneno por todo canto.

Essas pessoas reclamam quando faz calor e quando faz frio. Reclamam do emprego e do desemprego. Reclamam se a igreja está cheia e se está vazia. Reclamam se o pregador falou muito ou se pregou pouco. Reclamam se o chefe fiscaliza muito ou se ele não dá atenção. Reclamam se a prova estava muito fácil ou se estava muito difícil. Reclamam, reclamam e reclamam.

A consequência direta na vida de pessoas assim é o afastamento dos outros. Ninguém gosta de viver perto de quem não para de pingar seus lamentos e críticas em todo lugar. Outra consequência é que os próprios “reclamões” vão se envenenando e ficando cada vez piores.

Qual é a solução mais lógica para uma torneira que pinga sem parar? Simples: apertá-la um pouco mais. Torneira apertada não fica pingando. Às vezes, Jesus precisa nos “apertar” um pouco mais para que paremos de reclamar tanto. Se prestarmos atenção, Deus já nos deu muitas bênçãos e não temos motivos reais para reclamar.

Temos recebido do Céu o ar para respirar, alimento, moradia, roupas; enfim, se nos concentrarmos nas bênçãos de Deus, em vez de goteiras de reclamação, seremos como uma chuva de gratidão.


Sábado – 3 de novembro

Contracultura

A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas. Provérbios 19:11

Existia um costume entre os adolescentes da escola em que eu estudava no ensino fundamental. Na hora do intervalo, um grupo de alunos escolhia dois colegas que seriam incentivados a brigar. O método era simples. Eles faziam intrigas entre os dois para provocar o conflito. O momento de “glória” acontecia quando um dos dois se irritava e partia para a violência. Quando isso ocorria, os brigões sempre eram chamados à sala do diretor de disciplina.

Do ponto de vista cristão, a glória nunca é caracterizada por atitudes de violência. Pelo contrário, o homem tem seu momento de glória diante de Deus, quando responde às ofensas com amor. Essa é uma atitude contracultural, pois o que a sociedade prega, de maneira geral, é que não devemos “levar desaforo para casa” e pagar as ofensas “com a mesma moeda”.

Cristo é o nosso padrão cultural nessas e em muitas outras questões. Ele demonstrou como devemos reagir quando somos insultados. Ele nos ensinou na prática. Quando Moisés pediu para Deus mostrar Sua glória, o Senhor fez com que ele visse Sua bondade. Moisés disse: “Peço-Te que me mostres a Tua glória. E Deus respondeu: “Diante de você farei passar toda a Minha bondade” (Êxodo 33:18, 19).

Na encarnação, Jesus deu uma demonstração ainda mais evidente de Sua glória. Na oração sacerdotal, Ele orou assim: “Eu revelei no mundo a Tua natureza gloriosa, terminando assim o trabalho que Me deste para fazer” (João 17:4, NTLH). Sim, foi ao morrer na cruz que nosso Senhor esteve em Seu auge. Ao morrer para que tivéssemos condições de ter os pecados perdoados, Ele revelou Sua glória. É nossa oportunidade imitar a Cristo, buscando a glória do amor sacrifical e do perdão.

Sem Cristo, o conceito de glória está sempre contaminado com algum tipo de violência e humilhação para o oponente. A cultura do reino de Deus está na contramão disso. Nela, o perdão eleva a pessoa a uma situação gloriosa. Seja contracultural. Seja como Cristo. Perdoe.


Sexta-feira – 2 de novembro

Liderança

Não fica bem o tolo viver no luxo; quanto pior é o servo dominar príncipes! Provérbios 19:10

Estávamos todos na reunião do clube de desbravadores da igreja do bairro e, naquele domingo, um de nossos colegas foi escolhido para comandar a ordem unida. Ele deveria nos conduzir nas evoluções, dar os comandos de descansar, sentido, entre outros. Era a primeira vez que ele assumia uma posição de comando. Não deu muito certo. Ele começou a ter atitudes autoritárias e até ofensivas contra o grupo. Apesar de ser uma excelente pessoa, o poder não fez muito bem para ele.

Qualquer um de nós pode chegar a posições de liderança dentro do grupo social do qual fazemos parte. Alguns se tornam líderes da sala de aula, do grêmio escolar, do time de futebol, etc. Ser reconhecido como líder é algo bom; mas, se quem recebe essa responsabilidade não tem sabedoria para administrar bem sua posição, os problemas são garantidos. Esse é o tema do provérbio de hoje.

Salomão não está tentando ensinar que ter uma vida luxuosa ou com poder é algo errado ou reservado para alguns “escolhidos”. O sábio está dizendo que líderes que não compreendem o dever de dedicar seus recursos e influência para o bem dos outros estão desperdiçando a bênção divina.

Em Eclesiastes, Salomão lamenta a escolha de pessoas tolas para cargos importantes: “Eu tenho visto neste mundo uma injustiça que é cometida pelos que governam: eles colocam pessoas tolas em altos cargos e deixam de lado pessoas de valor. Tenho visto escravos andando a cavalo e príncipes andando a pé como se fossem escravos” (Eclesiastes 10:5-7, NTLH).

O melhor padrão nesse assunto não poderia ser outra pessoa além de Jesus Cristo. Ele é o líder no Céu. Tem, sob Seu comando, todos os anjos e os seres criados dos planetas não caídos. Tem autoridade e poder para acabar com o problema do pecado de forma rápida e definitiva, eliminando os que se envolveram com o mal. Mas Ele age de modo diferente. Tornou-Se servo e Se humilhou com a intenção de resgatar Seus liderados rebelados. Ele é nosso grande exemplo.

Quando você tiver a oportunidade de liderar qualquer empreendimento, lembre­-se de tratar as pessoas com a sabedoria do Céu e de imitar o maior líder de todos os tempos: Jesus Cristo.


Quinta-feira – 1 de novembro

Autoestima

Quem obtém sabedoria ama-se a si mesmo; quem acalenta o entendimento prospera. Provérbios 19:8

“Eu me amo. Não posso mais viver sem mim.” Esse era o slogan de uma propaganda veiculada na TV há alguns anos. É um jeito cômico de falar sobre algo muito importante para todos nós: a autoestima.

Autoestima é a avaliação que fazemos a respeito de nós mesmos. Ela pode ser positiva ou negativa. Algumas pessoas têm uma baixa autoestima, porque não gostam da própria voz, do formato do nariz, da altura, do peso; enfim, há algo no corpo que as incomoda.

Uma autoestima saudável é fruto de um conjunto de fatores que, somados, farão com que gostemos do que vemos no espelho. Não se trata apenas de questões físicas. Uma pessoa com um corpo malhado pode ter uma baixa autoestima, enquanto alguém acima do peso pode estar com a sua autoestima equilibrada. Alguns fatores contribuirão para que a autoestima esteja em um bom nível:

  1. Conhecer os pontos fortes e focar neles. Algumas pessoas supervalorizam o que têm de ruim e minimizam aquilo que têm de bom. Se olharmos com cuidado para dentro de nós, encontraremos pontos fortes que devem ser explorados. Devemos investir no que fazemos de melhor.
  2. Cuidar da saúde. Se o corpo está saudável, nossa mente conseguirá trabalhar melhor. Isso é um fator essencial para uma boa autoestima. A alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas serão muito benéficas para o bem-estar físico e emocional. O corpo sadio será um excelente fator para que gostemos de nós mesmos.
  3. Estudar. Crescer intelectualmente é um fator muito importante para uma autoestima saudável. A leitura de bons livros e outras atividades culturais contribuem para uma melhor avaliação pessoal.
  4. Conhecer o amor de Deus. “Pelo Seu poder, o Senhor Todo-Poderoso me mandou entregar a seguinte mensagem às nações que tinham levado embora toda a riqueza do Seu povo: – Quem toca no Meu povo toca na menina dos Meus olhos” (Zacarias 2:8, NTLH). O Céu tem muito amor por nós. O Rei do Universo nos valoriza tanto que deu a vida para nos salvar.

Ter a autoestima equilibrada é resultado de fatores internos, externos e celestiais. Se não nos esquecermos de fazer nossa parte e nos lembrarmos do cuidado que Deus tem para conosco, nunca teremos problemas com a autoestima.


Quarta-feira – 31 de outubro

Bajulação

Muitos adulam o governante, e todos são amigos de quem dá presentes. Provérbios 19:6

Você sabe o que significa bajular alguém? Essa é a ação de elogiar, ajudar ou falar com alguém apenas por interesse. Barack Obama pronunciou uma frase célebre sobre esse assunto: “Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que o avisem quando você erra.” Alguns bajulam o chefe no trabalho, outros bajulam o professor na escola e outros, os ricos e poderosos. No entanto, homens de Deus nunca bajulam ninguém. Elias nos dá o exemplo.

O profeta havia profetizado três anos de seca em Israel como resultado dos pecados do rei Acabe e de sua família. O rei ímpio não admitia ser culpado por nada e buscava encontrar o profeta a qualquer custo. Um dia, esse encontro aconteceu e cada um deles revelou o seu caráter.

“Quando viu o profeta, Acabe disse: – Então é você que está aí, você, o maior criador de problemas de Israel!” (1 Reis 18:17, NTLH). Nessa hora, Elias poderia fazer duas coisas, pelo menos. Ele poderia bajular o rei e aliviar sua mensagem ou poderia agradar a Deus e ser fiel ao que acreditava. Elias decidiu ser fiel e disse: “Eu não sou criador de problemas para o povo de Israel! […] Você e o seu pai é que são criadores de problemas, pois abandonaram os mandamentos do Senhor Deus e adoraram as imagens de Baal” (1 Reis 18:18, NTLH).

O profeta do Carmelo poderia ter bajulado o rei, mas ele era um homem de Deus e agiu como tal. Ellen White faz o seguinte comentário sobre esse episódio: “Consciente de sua inocência perante Acabe, Elias não tentou se justificar ou bajular o rei. Também não procurou desviar a ira do rei anunciando as boas-novas de que a seca estava chegando ao fim. Ele não tinha desculpas a pedir. Indignado e preocupado em preservar a honra de Deus, Elias devolveu a acusação de Acabe, declarando ousadamente que eram os pecados do rei e de seus pais que haviam trazido sobre Israel essa terrível calamidade” (Profetas e Reis, p. 140, linguagem adaptada).

Bajulação não é uma característica daqueles que servem a Deus. Nem Deus deve ser bajulado, Ele deve ser adorado, o que é muito diferente. O Céu nos desafia a falarmos sempre o que precisa ser dito, com educação e amor, sem importar quem precisa ouvir. Deus faz assim conosco. Siga Seu exemplo!


Terça-feira – 30 de outubro

Princípios

Melhor é o pobre que vive com integridade do que o tolo que fala perversamente. Provérbios 19:1

Há alguns dias, participei de um almoço com um amigo policial. Durante o bate­-papo, conversamos sobre os homens da lei, que, de vez em quando, são flagrados cometendo delitos. Ele contou que uma vez foi reprovado por alguns colegas de farda ao não aceitar suborno de um traficante. Lamentamos o fato e comentamos como os valores estão cada dia mais invertidos.

O que vale mais na vida? Dinheiro ou valores morais? Infelizmente, na sociedade em que vivemos, a resposta já não é mais um sonoro e uníssono “valores morais”. Os conceitos que eram considerados nobres há algum tempo estão sendo diluídos entre as pessoas. O que era certo está, aos poucos, passando a ser errado. Virgindade antes do casamento, honestidade na escola, fidelidade no matrimônio são valores cada dia mais raros no Brasil.

Acontece que, para Deus, as coisas não mudaram. O que era certo continua sendo certo, e o que era errado continua sendo errado. Por isso, o sábio diz que é melhor ganhar pouco dinheiro, mas ser íntegro. Chamamos esses conceitos que não mudam de princípios divinos. Um princípio tem três características. Ele é atemporal, universal e eterno. Isso significa que um princípio bíblico vale em todo o tempo, passado, presente e futuro, e em qualquer lugar e cultura.

Por exemplo, a Bíblia tem princípios para a orientação sexual humana. Deus criou homem e mulher para viverem sua sexualidade dentro do contexto matrimonial monogâmico e heterossexual. As Escrituras também têm princípios de saúde e orientam sobre os alimentos que são apropriados para consumo humano. Esses são alguns dos princípios imutáveis da Palavra de Deus.

Viver os princípios bíblicos faz de nós pessoas melhores. Crescemos em vários aspectos e nos tornamos íntegros. A integridade é um valor tão raro em nossos dias que, quando as empresas acham alguém assim, logo a colocam em cargos de confiança. Ser honesto, gentil e confiável é tão importante quanto a qualificação profissional do indivíduo.

Hoje, Deus nos faz um convite para colocarmos os valores da vida em seus devidos lugares. Dinheiro, posição social, prestígio, tudo isso é importante, mas nada pode ficar acima dos princípios divinos.


Segunda-feira – 29 de outubro

Amigo chegado

Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão. Provérbios 18:24

O historiador Leandro Karnal, em uma palestra para estudantes universitários, sugeriu um teste para alguém saber se as pessoas ao seu redor eram realmente amigas. Segundo ele, a melhor forma de saber se alguém de fato nos ama é quando contamos nossas vitórias. As derrotas da vida, as doenças, os fracassos conquistam a solidariedade das pessoas. Segundo o professor, quando contamos nossas vitórias a alguém e percebemos que essa pessoa ficou realmente feliz com nossa felicidade, então identificamos um amigo. Os outros ficarão com inveja ou incomodados com o sucesso alheio.

O teste é válido, mas existem outras formas de identificar um amigo de verdade. Como sugere o provérbio de hoje, podem existir muitos amigos ao redor. A palavra para “amigos” no original bíblico do versículo de hoje sugere que esses não são verdadeiros; estão a seu redor por puro interesse.

Jesus contou a história de um jovem que pediu a sua parte da herança e partiu para um lugar distante: “Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe. Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha. O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade. Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos. Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada” (Lucas 15:13-16, NTLH).

Aqui há outro teste para avaliar os verdadeiros amigos. Quando você tem algo a oferecer, muitos estão a seu redor. Quando você estiver precisando de ajuda, estarão com você apenas os amigos verdadeiros. No caso do filho pródigo, ele tinha muitos “amigos” enquanto havia muito dinheiro no bolso dele, mas nenhum amigo quando ele precisou cuidar de porcos.

Devemos valorizar os amigos verdadeiros e amá-los com sinceridade. Mas não podemos nos esquecer de que o amigo mais chegado que podemos ter é Jesus Cristo. Ele nos deu várias demonstrações de amizade verdadeira ao Se alegrar com nossas vitórias e estar conosco nos momentos mais difíceis da vida. Jesus é o melhor amigo que podemos ter.


Domingo – 28 de Outubro

Álbum de casamento

Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor. Provérbios 18:22

O dia do casamento é algo fantástico. Todas as pessoas estão bem vestidas, a igreja é ornamentada de maneira especial. Há pétalas de flores pelo chão e música bonita sendo tocada para deixar o ambiente mais agradável.

Em algum momento, começa um cortejo pelo centro do auditório. Entram o pastor que fará a celebração, os padrinhos e o noivo. Então, a porta da igreja se fecha. Em instantes, a pessoa mais esperada chegará: a noiva. Ela vem com seu vestido branco. Todos se levantam para vê-la passar. As mulheres comentam entre si a respeito dos detalhes do vestido. Tudo parece perfeito.

O pastor faz um sermão curto, mas muito bonito, com conselhos bíblicos para o casal. Há a troca de alianças e, finalmente, as palavras tão esperadas. Em um tom solene e feliz, o ministro diz: “Eu vos declaro marido e mulher. O que Deus uniu, não separe o homem.” É tudo muito lindo.

Como resultado de toda aquela festa, algumas semanas depois, fica pronta a lembrança mais palpável da cerimônia: o álbum de casamento. Na minha casa, ele fica guardado na sala, e é muito comum que minha esposa o entregue às visitas mais íntimas para que elas vejam. É muito bom rever as fotos e sentir novamente aquela emoção.

Deus deseja que aqueles sorrisos do dia do casamento sejam algo permanente ao longo da vida de casados. É verdade que os problemas chegam; mas, se o casal se entregar a Deus, as dificuldades não terão o poder de acabar com a felicidade do lar. Porém, a felicidade do lar é definida, em grande medida, antes do glorioso dia da cerimônia de casamento. Escolher bem o cônjuge é uma questão essencial da vida. É por isso que Salomão toca nesse assunto várias vezes nos provérbios.

Os critérios para se procurar alguém com quem se relacionar devem respeitar alguns princípios essenciais. Em primeiro lugar, um cristão namora pensando em casar. Não é do agrado de Deus que os jovens fiquem brincando com os sentimentos dos outros ou apenas se divertindo com o corpo alheio. “Ficar” não é uma opção para o cristão. Seu futuro cônjuge deverá amar a Deus acima de qualquer coisa, respeitar os pais e ter boas aspirações para o futuro. Orar sobre esse assunto desde já é o melhor que você pode fazer. Assim, os sorrisos registrados no álbum de casamento serão repetidos por toda a vida.


Sábado – 27 de outubro

Não existe loteria para a vida

Lançar sortes resolve contendas e decide questões entre poderosos. Provérbios 18:18

Deus não aprova os jogos de azar; porém, muitas pessoas se aventuram nessa prática. A loteria é uma das mais famosas formas de tentar a sorte. A possibilidade de alguém acertar os números sorteados é tão remota que deveria desanimar os jogadores. Os cálculos matemáticos apontam que existem mais de 50 mil combinações numéricas possíveis. Se alguém apostar em um jogo de seis dezenas, a probabilidade de ganhar é de uma em mais de 50 mil. Isso equivale a cerca de 0,000002% de chance de ganhar. É muito improvável que se ganhe.

Quando a Bíblia fala em “lançar sorte” não está se referindo a jogos de azar. Essa expressão aponta para uma espécie de sorteio cujo resultado era guiado por Deus. Era feito apenas por um profeta ou alguém designado pelo Céu. O profeta Josué, por exemplo, usou esse recurso para descobrir quem era o responsável pelo pecado que levara Israel à derrota na guerra. Está escrito: “Amanhã vocês se apresentarão, tribo por tribo, e haverá sorteio. A tribo que eu indicar virá à frente, grupo de famílias por grupo de famílias. Aí o grupo de famílias que eu indicar virá à frente, família por família. Finalmente a família que eu indicar virá à frente, homem por homem” (Josué 7:14, NTLH). Os “sorteios” bíblicos eram muito diferentes dos sorteios de hoje e não nos dão autorização para participarmos de jogos de azar.

Um cristão não conta com a sorte. Um cristão não crê na sorte. As vitórias na vida de alguém que pertence ao reino de Deus são resultado do esforço pessoal combinado com a vontade de Deus. As decisões que um filho de Deus deve tomar também não devem estar baseadas em escolhas aleatórias de “papeizinhos”. A razão nos foi dada pelo Criador para que a usemos nessas ocasiões.

A resolução dos problemas, o sucesso acadêmico ou profissional, a felicidade na vida emocional e a vitória espiritual não são resultado do acaso. Em todos esses casos, há dois elementos que se uniram: a graça de Deus e o esforço do homem.

É interesse do inimigo do bem que o ser humano abra mão da capacidade de escolher. Assim, ele pode manipular os resultados e nos levar à ruína eterna. Devemos ser senhores de nosso destino. Deus está no comando, mas não passa por cima de nossa vontade. Portanto, busquemos sabedoria no Eterno para tomar as nossas decisões, pois no jogo da vida eterna não há loteria.


Sexta-feira – 26 de outubro

Toda história tem dois lados

O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione. Provérbios 18:17

Acena é de um acidente automobilístico. Ninguém se feriu com gravidade, mas os dois carros envolvidos ficaram bem danificados. A perícia chegou para apurar o ocorrido e começou a tomar os depoimentos das pessoas que haviam testemunhado o fato.

César, um mecânico de automóveis que passava pelo local, relatou: “Percebi um barulho estranho no motor do carro A, acho que o acidente pode ter sido causado por uma falha mecânica.”

Joana, conhecida da motorista do carro B, fez a seguinte declaração: “A motorista está passando por alguns problemas de saúde e, inclusive, está tomando remédios que a deixam com muito sono. Ela pode ter dormido ao volante e avançado a preferencial.”

Cada um dos motoristas deu a sua versão dos fatos e jogou a culpa no outro. O perito terá dificuldades para julgar esse caso. Todos os depoentes estavam falando a verdade a partir de seu ponto de vista da situação.

A cena acima é apenas uma ilustração que nos traz uma lição importante para a vida: toda história tem, no mínimo, dois lados. Isso quer dizer que precisamos ter cuidado ao emitirmos nossa opinião sobre qualquer coisa. É mais prudente ouvir todos os lados envolvidos no acontecimento para, só depois, assumir um posicionamento quanto ao fato. Essa atitude nos pouparia de muitos problemas; especialmente, evitaria que fôssemos vistos como pessoas precipitadas.

A história mais importante de todas também tem vários pontos de vista. A história da redenção tem o lado divino que fez tudo para salvar o pecador, pagando um preço muito alto. Outro ponto de vista é o dos anjos. Eles viram a rebelião no Céu, sabiam da inocência de Jesus e sofreram com o sacrifício de seu Criador. Há ainda o ponto de vista do diabo. Ele achava que poderia ganhar a guerra, mas perdeu; por isso, quer levar muitos consigo.

Quem deseja acertar na vida e ser justo com as pessoas deve evitar a todo o custo a precipitação. Ouvir as partes envolvidas em uma disputa, prestar atenção a detalhes importantes e, acima de tudo, atender às orientações do Espírito Santo são dicas infalíveis para não tomar decisões injustas. Ouça todos os lados da história e, no fim das contas, fique do lado certo.


Quinta-feira – 25 de outubro

Espírito correto

O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimido, quem o levantará? Provérbios 18:14

Onde você acha que estaria uma mulher alguns anos depois de levar um tiro em um assalto e ficar tetraplégica? Talvez alguém respondesse: “Em casa, deprimida e lamentando o ocorrido.” Mas não foi assim que Patrícia Pereira dos Santos reagiu. Em 2016, ela se tornou a quinta nadadora mais rápida do mundo em sua categoria nas Paraolimpíadas do Rio de Janeiro.

Em depoimento à imprensa, Patrícia disse: “Independentemente de qual seja a circunstância de uma dificuldade da vida, é você levantar a cabeça e acreditar que pode ser diferente. Não porque as pessoas querem que seja, mas sim você. Foi o que fiz.” Ela deu uma excelente demonstração de determinação.

Não podemos viver submissos a nossas emoções. Um problema pode até nos trazer tristeza, mas esse sentimento não deve nos dominar e fazer com que desistamos da vida. Nossos pensamentos têm uma influência muito grande sobre o corpo. Muitas doenças se originam na mente e depois afetam o corpo.

Ellen White escreveu: “Muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo. Quando um é afetado, o outro se ressente. O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultado de depressão mental. Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais e a convidar a decadência e a morte. A doença é muitas vezes produzida, e com frequência grandemente agravada pela imaginação. Muitos que atravessam a vida como inválidos poderiam ser sãos, se tão somente assim o pensassem. Muitos julgam que a mais leve exposição lhes ocasionará doença, e produzem-se os maus efeitos exatamente porque são esperados. Muitos morrem de doença de origem inteiramente imaginária” (A Ciência do Bom Viver, p. 241).

Infelizmente, as dificuldades, os acidentes e as pessoas más podem nos alcançar ao longo da vida. Nossa atitude interna diante desses acontecimentos determinará o quanto eles nos afetarão. Não estou falando de autoajuda, mas de ajuda do Alto.

Quando Deus habita em nosso ser, nós temos condições de superar os problemas de cabeça erguida. Deus é a fonte da nossa felicidade; com Ele, temos o espírito certo para enfrentar qualquer dificuldade.


Quarta-feira – 24 de outubro

Calma!

Quem responde antes de ouvir, comete insensatez e passa vergonha. Provérbios 18:13

Se existisse um trending topics de reclamações sobre as empresas de internet, a velocidade entregue pelas companhias de sistema de banda larga estaria no topo. É muito comum alguém contratar uma determinada velocidade de internet e receber apenas uma parte.

É incômodo tentar acessar uma página na web e ter que esperar mais do que o necessário ou tentar enviar um arquivo e ver o upload acontecer lentamente. Nossa geração não aguenta lentidão; mas nem tudo pode ou deve ser rápido. Algumas coisas precisam ser mais lentas.

Vivemos em uma época em que quase tudo é instantâneo. O macarrão é instantâneo, os relacionamentos são instantâneos, a internet é (ou deveria ser) rápida. Estamos acostumados a coisas velozes. Esse ritmo de vida tem afetado demais a todos e causado ansiedade e impaciência.

Antigamente, as pessoas esperavam por várias semanas e até meses pela resposta de uma carta. Hoje, se não respondem à nossa mensagem imediatamente, ficamos chateados. Temos pressa!

Essa característica afeta também a capacidade das pessoas de escutar umas às outras. Alguns problemas poderiam muito bem ser evitados se os envolvidos apenas parassem para ouvir o que o outro realmente tem a dizer. Só que a pressa faz com que as pessoas tirem conclusões precipitadas e façam julgamentos igualmente precoces.

O provérbio de hoje nos adverte exatamente contra isso. A ansiedade impede que ouçamos o outro até o fim e causa conclusões erradas, o que resulta em vergonha. Não podemos deixar que o ritmo acelerado da sociedade nos transforme em tolos que não conseguem ouvir antes de responder. Muitas brigas no casamento, no trabalho, na igreja, na escola seriam evitadas pela simples atitude de ouvir. O próprio Jesus nos advertiu: “Não andeis ansiosos” (Mateus 6:25, ARA).

Hoje, o Céu envia um desafio para nós: antes de tirar qualquer conclusão e proferir qualquer resposta, é preciso ouvir quem quer que seja até o fim de sua fala. Certamente não será fácil, mas é a dica de Deus para nos livrar de problemas. Peça a ajuda Dele!


Terça-feira – 23 de outubro

O melhor nome

O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros. Provérbios 18:10

Você gosta do seu nome? Existem algumas pessoas que têm nomes, digamos, diferentes, não é? Se você não gosta muito do seu nome, lembre-se de que a forma como você vive determinará o valor dele. Nos tempos bíblicos, o nome tinha uma importância maior do que hoje.

Deus, por exemplo, tem vários nomes e títulos, com significados diferentes. El-Shaddai significa “Deus Todo-Poderoso”, Jeová-Jireh quer dizer “Deus proverá”, Adonai significa “Senhor”. Esses são apenas três de muitos. Para prevenir a quebra do terceiro mandamento, o povo de Israel evitava falar o nome de Deus, o que acabou fazendo com que ele se perdesse na história. O que chegou até nós do nome mais sagrado de Deus foi o tetragrama YHWH. A tradução mais provável é “o Eterno” ou “o Deus Eterno”. O nosso Deus existe por Si mesmo, não tem princípio nem fim (Êxodo 3:14; 6:3).

Certa vez, Moisés pediu para ver a glória de Deus: “‘Por favor, deixa que eu veja a Tua glória.’ Deus respondeu: ‘Eu farei com que todo o Meu brilho passe diante de você e direi qual é o Meu nome sagrado. Eu sou o Senhor e terei compaixão de quem Eu quiser e terei misericórdia de quem Eu desejar.’ E disse ainda: ‘Não vou deixar que você veja o Meu rosto, pois ninguém pode ver o Meu rosto e continuar vivo’” (Êxodo 33:18-20, NTLH).

Perceba que o nome de Deus se revela em Sua misericórdia e compaixão para com os pecadores. Misericórdia é não dar a alguém a punição merecida, e compaixão é se colocar no lugar do outro. Conhecer o nome de Deus significa saber que Ele é amor, cheio de misericórdia e compaixão.

Sempre respeite o nome de Deus e, ao clamar a Ele, lembre-se do que diz o provérbio de hoje: “O nome do Senhor é nossa torre forte.” Longe de Deus, estaremos em constante perigo. Abrigados Nele, estaremos protegidos do mal.

Sobre o nome mais precioso do Universo, a Bíblia tem o seguinte registro em palavras lindas: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Cada um de nós pode ter a certeza da salvação, porque temos um Deus que nos ama. Invoque o nome do Senhor e você será salvo.


Segunda-feira – 22 de outubro

É melhor ficar calado…

Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado. Provérbios 17:28, NTLH

A primeira vez que li o provérbio de hoje dei uma gargalhada. Ainda bem que eu estava sozinho, assim ninguém poderia me chamar de louco. Vou explicar a razão. Uma vez alguém disse a seguinte frase a um colega em tom de reprovação:

“É melhor ficar calado e deixar as pessoas pensarem que você é bobo do que falar algo e fazê-las terem certeza.” Não sei se você percebeu, mas a pessoa estava apenas reproduzindo um conceito bíblico.

Aqueles que são muito apressados em falar e sempre querem dar opinião sobre tudo, correm o sério risco de ganhar uma fama negativa, especialmente se falarem a respeito de algo que não conhecem. No mundo de hoje, em que as redes sociais dão voz e visibilidade rápida às pessoas, há muita gente falando mais do que deveria.

O provérbio de hoje fala a respeito da importância de avaliarmos bem o que falamos e quando falamos. Pode ser que, em determinadas situações, não falar seja a coisa mais sábia a fazer. Na pior das hipóteses, as pessoas nos respeitarão pelo fato de não termos falado alguma bobagem.

O patriarca bíblico Jó entendia bem o que significa ter pessoas ao lado falando mais do que deviam. Na tentativa de dar uma resposta a todo o seu sofrimento, seus amigos o magoaram ainda mais, a ponto de Jó falar: “Ah! Se vocês ficassem calados, poderiam passar por sábios!” (Jó 13:5, NTLH). Naquele momento de sofrimento, o silêncio ajudaria mais do que formular ideias que faziam o patriarca sentir-se pior do que já estava.

Esse é um princípio importante e que precisa ser lembrado todos os dias. É bom pensar bem antes de falar. É preciso deixar as palavras “passarem pela razão” antes de saírem pela boca. Até porque, quando saem da boca, as palavras não voltam mais e podem provocar estragos muito grandes.

Quando nos encontramos diante de situações a respeito das quais não temos informações profundas e seguras, devemos controlar nossa vontade de falar. É mais seguro. Precisamos ter a consciência de que não temos obrigação de sempre dar nossa opinião.

Uma palavra errada, dita de forma errada e na hora errada, pode deixar marcas profundas em alguém. Por isso, Deus nos desafia hoje a medirmos bem nossas palavras. Ore pedindo ajuda a Ele. Apenas do Senhor virá a sabedoria para falar a coisa certa na hora certa.


Domingo – 21 de Outubro

Foco

O homem de discernimento mantém a sabedoria em vista, mas os olhos do tolo vagueiam até os confins da terra. Provérbios 17:24

Mário está assistindo à TV enquanto tem seu computador sobre as pernas baixando o último episódio de sua série favorita. Ao mesmo tempo, ele conversa pelo celular com os amigos para marcar a saída da noite para o parque da cidade onde jogarão futebol. Se não fosse suficiente, ele ainda quer ouvir seu cantor predileto no fone de ouvido.

Quem sabe alguns de nós já tenhamos vivido algo semelhante. A falta de concentração é uma característica da geração atual. Recentemente, o psicólogo estadunidense Daniel Goleman lançou um livro cujo título é Foco. No material, ele expõe os benefícios de se manter concentrado em seus objetivos. Em entrevista à revista Época, o autor disse: “Hoje, todos nós, não apenas os jovens, nos sentimos invadidos por tecnologias digitais, porsmartphones e e-mails, todos esses recursos degradam nossa capacidade de concentração.”

Ter foco é algo essencial para o sucesso em todas as áreas da vida. Concentrar-se nos estudos ajudará a tirar melhores notas, assim como ter foco nas atividades físicas contribuirá para o melhor desempenho nos esportes. Na vida espiritual, não é diferente.

O apóstolo Pedro passou por uma situação que nos ensina a importância de se manter o foco espiritual no lugar certo. Ele e os outros discípulos estavam atravessando o mar da Galileia. Uma tempestade repentina começou a sacudir o barco. No meio da aflição deles, Jesus apareceu andando por sobre as águas agitadas. Pedro pediu para andar com Jesus e recebeu a autorização. Com o olhar fixo em Cristo, ele deu alguns passos sobre a água, mas logo desviou os olhos de Jesus e começou a afundar. Sua única segurança era manter o foco no Salvador.

“Quantas vezes, ao passarmos pela aflição, fazemos como Pedro! Olhamos para as ondas, em vez de manter os olhos fixos no Salvador. Os pés vacilam, e as impetuosas águas avançam sobre nossa alma. Jesus não disse a Pedro que fosse até Ele para que perecesse; não nos chama a segui-Lo, para depois nos abandonar” (O Desejado de Todas as Nações, p. 382).

Não existe tempestade de problemas que possa afundar o cristão que mantém os olhos fixos em Cristo. Se mantivermos o foco em Deus, estaremos seguros contra as ondas do mal. Somente assim poderemos chegar ao porto seguro.


Sábado – 20 de outubro

O melhor remédio

O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Provérbios 17:22, ARA

Crianças internadas em alguns hospitais brasileiros têm sido abençoadas com o trabalho dos “Doutores da Alegria”. Utilizando o humor, esse grupo tem contribuído no tratamento de diversas doenças, inclusive o câncer.

Segundo um site especializado em saúde: “Os Doutores da Alegria são atores profissionais especializados em técnicas circenses que receberam orientações médicas para trabalhar com crianças e jovens hospitalizados. Realizam visitas ‘médicas’ nos próprios leitos dos hospitais, onde fazem brincadeiras, como transplantes de narizes vermelhos, transfusões de milk-shake, mímicas e outras atividades, visando melhorar o ânimo e o estado de humor dos pacientes internados.”

No mesmo artigo, é dito que “questões como as do efeito da alegria, do humor e do riso em nossas vidas nos recolocam diante de um mistério, de uma condição de humildade com relação ao quanto devemos caminhar”.

Enquanto para a ciência essa ligação entre a alegria e a saúde é algo ainda relativamente novo, na Bíblia, esse é um tema bem claro. Segundo o livro de Deus, podemos entender que pessoas felizes, que vivem sempre buscando o lado bom da vida e com um sorriso no rosto, têm mais saúde. Isso quer dizer que nossa atitude interior pode gerar em nós efeitos físicos que nos farão crescer ou regredir na vida.

Ser alegre não depende do dinheiro que se tem ou do local onde se mora. Estive um mês como missionário na África e trabalhei com pessoas muito pobres. Apesar da situação financeira ruim, nunca vi gente tão alegre quanto aquelas pessoas. Elas cantavam com entusiasmo e transmitiam carinho e amor a todos. Por outro lado, conheço pessoas ricas que são amargas, não sorriem com facilidade e sempre estão prontas para reclamar da vida.

A alegria não nasce em nós nem ao redor de nós; nasce acima de nós, no coração de Deus, e Ele a transmite a Seus filhos. O fator essencial para quem quer ter alegria e, consequentemente, saúde, é estar ligado a Jesus, a fonte da verdadeira alegria. Segundo a Bíblia, a alegria é fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). Portanto, conecte-se com Deus e seja uma espécie de “doutor da alegria” para ajudar a curar as enfermidades físicas e espirituais das pessoas.


Sexta-feira – 19 de outubro

Amigo e irmão

Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão. Provérbios 17:17, ARA

Um homem encontrou o João na rua e disparou a falar: “Olá, meu amigo, tudo bem? Como vai o seu filho? Gostei da roupa nova que você comprou para ele ontem, hein? E sua esposa está de carro novo! Carrão o dela! E você ficou melhor da gripe? Três dias de cama não é fácil. E aquele prato do seu almoço de ontem? Fiquei com água na boca. Que bom te encontrar, amigo. Um abraço!”

Quando o homem se afastou, João olhou para a esposa, que estava ao lado, e perguntou: “Quem é esse cara? Nunca o vi na vida.” A esposa respondeu com meio sorriso no rosto: “Deve ser um de seus 3.500 amigos do Facebook.”

Algumas pessoas se expõem tanto na internet que conseguimos saber detalhes de sua vida. Isso não é bom! Mesmo assim, há coisas muito boas nas redes sociais. Nelas, as distâncias se encurtam e, de maneira rápida, é possível se comunicar com pessoas do outro lado do mundo. Tenho amigos que moram na Austrália e, por meio da internet, consigo falar com eles em tempo real.

Apesar disso, uma pergunta precisa ser feita em tempos de amizades virtuais: Quantos desses são amigos de verdade? Com quantos desses “amigos” você pode contar nas horas difíceis?

Hoje, infelizmente, com a virtualização dos amigos, está cada vez mais difícil construir uma amizade verdadeira, pois isso demanda tempo de convivência, diálogo e companheirismo. Muitas vezes, a preocupação com a conta bancária, o status e a ostentação têm feito com que as pessoas prefiram passar mais tempo trabalhando do que construindo amizades verdadeiras.

Na Bíblia, encontramos um exemplo de amizade genuína: Davi e Jônatas. Em nome da amizade, eles enfrentariam a morte. O relacionamento deles era firme porque Deus os unia. “Quanto àquilo de que eu e tu falamos, eis que o Senhor está entre mim e ti, para sempre” (1 Samuel 20:23, ARA), disse Davi. Sem dúvida, nosso melhor amigo deve ser Jesus, mas Ele mesmo deixou em nosso provérbio de hoje o incentivo para que tenhamos bons amigos aqui na Terra.

Eu tenho, além de Jesus, uns poucos amigos de verdade. Você também deve ter alguém em quem você confia muito. Essas pessoas são presentes de Deus. Na maioria das vezes, você encontrará ou identificará os verdadeiros amigos quando estiver passando por momentos difíceis. Quando as coisas ficam ruins, os amigos se tornam irmãos. Que tal orar por seus amigos agora e depois enviar uma mensagem dizendo que os ama?


Quinta-feira – 18 de outubro

Enxurrada

Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda. Provérbios 17:14

Uma história impressionante aconteceu com um pastor adventista no Chile. Em uma semana de muita chuva, os rios que cortavam a cidade em que ele morava transbordaram. O pastor estava dormindo em casa, quando foi acordado com um barulho muito grande. Olhou pela janela e viu uma grande enxurrada se aproximando. Quando saiu pela porta da frente de sua casa, ele foi arrastado por uma onda de lama e água. Milagrosamente, o pastor conseguiu se agarrar a uma palmeira que ficava alguns metros à frente e ficou se segurando na árvore por quase seis horas até o resgate.

A água é um dos elementos mais fortes da natureza. Quando vem em grande quantidade, ela tem uma força destrutiva. Por isso, o sábio compara problemas não resolvidos a um pequeno vazamento em uma barragem. Caso esse “probleminha” não seja resolvido logo, pode gerar uma corrente de problemas muito maiores.

Precisamos resolver as pendências da vida enquanto elas ainda não tomaram proporções grandes. Adiar conversas ou, simplesmente, ignorar os fatos pode ser muito prejudicial. Por isso, a Bíblia nos apresenta três princípios que nos ajudarão a não deixar pequenos problemas virarem grandes questões.

  1. “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão” (Mateus 18:15). O primeiro princípio diz respeito à conversa pessoal que deve existir entre aqueles que se desentenderam. Observe que Jesus mandou ir falar com o irmão, não com o Facebook, os vizinhos ou colegas.
  2. “Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha” (Efésios 4:26). O segundo princípio diz respeito ao tempo em que deve ser resolvida a discussão. É preciso solucionar as pequenas questões entre as pessoas o mais rápido possível, antes que elas cresçam.
  3. “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9). O terceiro princípio fala sobre nossa atitude diante das questões que surgem ao convivermos com outras pessoas. Devemos buscar sempre a paz, nunca a guerra.

Não permita que pequenos problemas se tornem uma enxurrada de dificuldades sem controle em sua vida. Como Cristo, devemos trabalhar para termos o melhor relacionamento possível com todos os que estão ao nosso redor. Faça isso logo e sempre.


Quarta-feira – 17 de outubro

O pingue-pongue da vida

Quem retribui o bem com o mal, jamais deixará de ter mal no seu lar. Provérbios 17:13

Você já jogou tênis de mesa alguma vez? Os orientais se destacam muito nessa modalidade. A japonesa Mima Ito, por exemplo, além de chegar à final de muitos campeonatos mundiais, ficou conhecida pelo seu recorde de “raquetadas”.

O princípio que norteia esse esporte é simples. Sempre devolva a bolinha para o adversário. Quando o jogador não consegue devolver a bolinha perde o ponto.

Algumas pessoas vivem o princípio do tênis de mesa em seus relacionamentos. Sempre querem devolver a “bolinha” que receberam para quem a enviou. Em geral, isso se aplica, especialmente, ao mal. Receberam o mal de alguém, devolvem o mal para a pessoa. Alguns indivíduos, contudo, devolvem o mal em retribuição ao bem.

No pingue-pongue da vida sempre deveríamos lançar o bem para os outros, mesmo que tenhamos recebido o mal. O apóstolo Paulo nos ensinou: “Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita” (Gálatas 6:9, NTLH). Mesmo que já tenhamos nos decepcionado ao recebermos o mal em troca do bem, a promessa bíblica é de que, na hora certa, colheremos o que plantamos.

Jesus foi mais enfático ainda no que diz respeito a nossas reações em relação às pessoas que nos fazem mal: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Mas Eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa. Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste” (Mateus 5:38-42, NTLH).

Quando alguém nos enviar uma bolinha cheia de “efeito do pecado” e veneno da maldade, nosso papel é devolver uma bolinha recheada de amor, perdão e misericórdia. Mesmo ofensas graves como as que foram apresentadas por Jesus no Sermão do Monte podem ser devolvidas com o amor cristão.

Como agir assim? Se estivermos ligados a Jesus, aprenderemos a ter atitudes semelhantes às Dele. Na cruz, Cristo deixou claro o que significa pagar o mal com o bem. Agindo como Ele, seremos campeões no pingue-pongue da salvação.


Terça-feira – 16 de outubro

Afaste-se da morte

Melhor é encontrar uma ursa da qual roubaram os filhotes do que um tolo em sua insensatez. Provérbios 17:12

Já morei em alguns lugares do Brasil e, em todos eles, encontrei quero-queros. Você conhece esse pássaro? Uma de suas principais características é o canto forte. Além disso, ele é bem conhecido pelo instinto de proteção ao ninho e aos filhotes. Já levei alguns “voos rasantes” desses pássaros ao passar próximo aos ninhos que eles haviam feito no gramado. Certa vez, sem perceber, eu me aproximei de um filhote e fui perseguido por dois quero-queros que pareciam bem chateados comigo.

Se os pássaros reagem com ferocidade quando percebem que seus filhotes estão em perigo, imagine uma ursa. Por si só, os ursos são animais fortes e, quando estão enfurecidos, são muito violentos. Na internet, há alguns vídeos de ursos ferozes que nos dão uma ideia do quanto seria perigoso encontrar um animal desses.

O provérbio de hoje usa esse temido animal para ilustrar o perigo da tolice. Segundo o sábio, é melhor encontrar uma ursa irada que um tolo fazendo tolice.

A explicação é simples. Uma ursa enfurecida pode até acabar com a vida de alguém; porém, não pode pôr em risco a salvação de ninguém. Contudo, a companhia de uma pessoa insensata pode acabar com a vida terrena e eterna. Pessoas tolas levam a vida sem a preocupação de estar conectadas com o Salvador e de ter ações que combinem com a moral divina. Na Palavra de Deus, tolice equivale a rejeitar as orientações divinas.

Esse tipo de ser humano levará qualquer um que se associar a ele para a ruína completa e eterna. Contra eles, o Senhor diz: “Como uma ursa de quem roubaram os filhotes, Eu sairei […] [e] os devorarei ali mesmo; como uma fera, Eu os despedaçarei” (Oseias 13:8, NTLH). Esse será o trágico fim dos tolos.

Por isso, devemos nos manter o mais afastado possível daqueles que levam uma vida sem Deus. Devemos pregar o evangelho para eles, mas não temos a obrigação de ser amigos, sair juntos e participar de seus pecados.

Se quisermos andar em caminhos seguros, devemos ficar cada dia mais perto de Jesus Cristo e cada dia mais longe de quem não quer se associar com o Céu. Assim estaremos livres da morte eterna.


Segunda-feira – 15 de outubro

Telefone sem fio

Quem perdoa uma ofensa mostra que tem amor, mas quem fica lembrando o assunto estraga a amizade. Provérbios 17:9, NTLH

Vivemos em uma época em que as crianças já não brincam mais na rua. Isso ocorre pela sensação de insegurança nas cidades, pela difusão dos jogos eletrônicos, pela facilidade de acesso à internet e os diversos recursos que ela possui e, também, por uma cultura do sedentarismo que, infelizmente, ameaça muitas pessoas.

Nesse processo, muitas brincadeiras coletivas do passado foram se perdendo. Uma delas é o “telefone sem fio”. Para brincar, os participantes faziam um círculo e um deles dizia uma mensagem no ouvido do vizinho, que deveria passar a mesma mensagem para o próximo, até chegar ao último, que falaria a mensagem para que todos ouvissem. O objetivo era ver se a mensagem chegaria ao último como saiu do primeiro. Em geral, havia algum tipo de modificação. Algumas mensagens chegavam ao último participante completamente diferentes da original.

Essa brincadeira acaba sendo uma pequena demonstração da realidade. Quase sempre, quando passamos para frente informações que recebemos de outros, elas vão acrescidas de nossa interpretação. Em certo sentido, o provérbio de hoje se refere a isso. O sábio quer nos ensinar que a melhor coisa que fazemos é “cobrir as ofensas”. Ele não está falando em encobrir os pecados dos outros. O que o provérbio quer nos ensinar é que não devemos promover brigas ao ficar difundindo as ofensas e intrigas de outras pessoas.

Infelizmente, algumas pessoas se divertem ao ver outras brigando. Esse não é o papel do cristão. Quem segue a Cristo ama como Ele amou; quem ama promove a paz. Diz o escritor bíblico: “Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência” (1 Coríntios 13:6, 7, NTLH).

Quando alguém comete um erro e nós ficamos sabendo, devemos fazer o possível para ajudar essa pessoa a abandonar o pecado e continuar a caminhada cristã. Nunca deveríamos ser os agentes da inimizade levando fofocas de um canto a outro. Imagine se Jesus difundisse nossos erros para outras pessoas?

Nosso papel é promover o amor e a paz, assim como nosso Mestre fez. Que em nosso “telefone sem fio” passem apenas mensagens de amor, paz e esperança.


Domingo – 14 de Outubro

Ourives celestial

O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o Senhor prova o coração. Provérbios 17:3

É interessante o processo de purificação da prata e do ouro. O ourives coloca o metal em uma vasilha (o crisol) e aquece até que o metal fique incandescente. O calor deve ser exercido na medida certa. O objetivo não é queimar a prata ou o ouro, mas purificá-lo. Quando o metal começa a refletir a imagem do ourives como um espelho, ele está no ponto ideal de purificação e já pode ser retirado do crisol. Não existe prata e ouro de qualidade sem a ação do fogo.

O provérbio de hoje compara esse processo de purificação do ouro e da prata com as provas pelas quais Deus permite que passemos na vida. Em vez de castigos divinos, elas devem ser encaradas como oportunidades de aperfeiçoamento. O apóstolo Paulo, sem dúvida, é um bom exemplo de uma pessoa que passou por esse processo. Ele enfrentou duras provas ao longo da vida, mas não foi quebrado por nenhuma delas.

Sobre seus momentos difíceis, ele mesmo diz: “Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas” (2 Coríntios 11:24-28, ARC).

Paulo suportou muito sofrimento em favor do evangelho; porém, no final da vida o percebemos calmo, mesmo diante da morte. As cartas da prisão nos dão uma boa ideia a respeito disso. A Timóteo, ele escreveu: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda” (2 Timóteo 4:6-8, ARC).

Muitas vezes, como Paulo, passamos por momentos difíceis na vida. Essas ocasiões são oportunidades de crescermos como cristãos. O fogo das aflições não irá nos queimar, apenas nos permitirá refletir cada vez mais a imagem de nosso Deus. Permita que o grande Ouvires celestial purifique sua vida e torne você ainda mais valioso.


Sábado – 13 de outubro

Ame os idosos

O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e se obtém mediante uma vida justa. Provérbios 16:31

“Saudade veio sem se convidar, veio sem pedir licença, fez chorar quando um sorriso meu parecia tão seguro. Não conhece a diferença entre o rico e o pobre, ela vem para qualquer um que saiba amar. Não é dor que se aprenda a lidar, tem sempre a mesma força, o mesmo jeito de me machucar.” Esse é um trecho de uma bela canção que ouvi há alguns dias. Ela foi cantada por uma menina no velório do avô.

Fiquei impressionado porque, mesmo muito emocionada, a garota conseguiu cantar a música inteira com muita afinação e precisão. Era uma forma de celebrar a vida de seu querido avô, a quem ela tanto amava. Aquele velhinho que estava no caixão recebeu muitas palavras de elogio. Todos os que se aproximavam exaltavam seus dias de vida, nos quais ele havia construído uma reputação respeitada por todos e criado filhos que se tornaram cidadãos de bem e úteis para a sociedade.

Em certos países orientais, os idosos são muito respeitados por todos. Os conselhos desses homens e mulheres são ouvidos e seguidos de maneira atenciosa. Infelizmente, no ocidente o respeito aos mais velhos não é algo comum; pelo contrário, com tristeza vemos muitas reportagens sobre idosos que são maltratados em casas, hospitais e asilos.

Deus espera que todos nós respeitemos e cuidemos dos idosos. Homens e mulheres de cabelos grisalhos, rostos cansados e marcados por histórias de vida com experiências boas e ruins merecem nosso cuidado e amor. O provérbio de hoje nos mostra o quanto Deus valoriza essas pessoas, especialmente aqueles que viveram uma vida justa a Seu lado.

Um dia, todos nós também estaremos com os cabelos grisalhos, com o rosto marcado pelo tempo e com o corpo cansado pelas lutas. Quando chegarmos lá, poderemos ter a consciência pesada por não termos tomado as melhores decisões na vida ou estaremos tranquilos por conta do dever cumprido. Devemos viver cada minuto de nossa existência de tal forma que não tenhamos arrependimentos pesando sobre os ombros no futuro.

Naquele velório, falei que gostaria de seguir o exemplo de vida daquele homem. Ele viveu com o Senhor, viveu para o Senhor e morreu no Senhor. Cuide dos idosos hoje e se cuide para que, quando seus cabelos embranquecerem, você esteja amparado e tranquilo ao lado de Deus, servindo de modelo de vida para todos os que conheceram sua trajetória.


Sexta-feira – 12 de outubro

Lições de um bebê

Quem examina cada questão com cuidado, prospera, e feliz é aquele que confia no Senhor. Provérbios 16:20

Quando meu filho nasceu, foi colocado imediatamente nos braços da minha esposa e pudemos vê-lo bem de pertinho nos seus primeiros segundos de vida fora da barriga da mãe. A sensação de ver meu filho nascer e depois tê-lo em meus braços foi indescritível. Eu gastaria páginas e páginas tentando explicar e não conseguiria.

Algumas horas depois de ele nascer, quando os médicos já tinham feito a maioria dos exames pós-parto, pude desacelerar meu coração e admirar meu filho dormindo em paz no berço do hospital.

Eu sempre soube e sempre disse que os cristãos deveriam confiar em Deus. Preguei para a minha igreja algumas vezes sobre isso e achava que compreendia esse conceito até que peguei meu filho em meus braços pela primeira vez.

Ele havia acabado de mamar e estava sonolento, prestes a dormir. Minha esposa pediu que eu o colocasse em meus braços e o fizesse dormir. Eu sempre tive receio de pegar crianças bem pequenas no colo. A cerimônia de dedicação de bebês era um desafio para mim. Mas, ali no hospital, peguei o Daniel em meus braços. Ele não estava preocupado se eu o deixaria cair, não queria saber para onde eu o levaria, apenas se aconchegou a mim e adormeceu calmamente. Foi incrível! Então compreendi! É assim que Deus espera que façamos com Ele.

No Salmo 131, Davi fala sobre a atitude dele em relação a Deus. Para ilustrar, usa a figura de uma criança: “Mantive os pés no chão, cultivei um coração tranquilo. Como o bebê aconchegado nos braços da mãe, assim minha alma está satisfeita” (Salmo 131:2, A Mensagem).

A ideia de Davi é que devemos nos jogar nos braços do Pai e descansar em Sua vontade, sem nos consumirmos com o medo do futuro, seguindo na direção que Ele indicar sem nos preocuparmos com o que haverá depois da próxima curva da estrada. Só conseguiremos ser felizes de verdade a partir do momento em que aprendermos a confiar irrestritamente em Deus, como uma criança confia em seus pais.

A confiança plena não é algo natural em nós. Temos sempre a tendência de querer resolver tudo do nosso jeito. Como o salmista, devemos aprender a depender totalmente do Pai do Céu. Nos braços de Deus, você pode descansar seguro e tranquilo.


Quinta-feira – 11 de outubro

Cristocentrismo

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Provérbios 16:18, ARA

Durante a Idade Média, acreditava-se que a Terra estava parada no Universo, e o Sol, a Lua, as estrelas e os outros planetas giravam em torno dela. Essa teoria se chama geocentrismo. Nos dois últimos séculos do período medieval, surgiram dois homens que mudaram essa visão. O primeiro foi Nicolau Copérnico, que lançou as bases do heliocentrismo, e Galileu Galilei deu continuidade a esse pensamento. O modelo apresentado pelos dois mostrava que quem estava parado era o Sol, e os planetas giravam em torno dele.

Algumas pessoas são “eucêntricas”. Acham que a vida gira em torno delas. Não é muito agradável ficar perto de alguém que não para de contar vantagens sobre si mesmo. Parece que, para estas pessoas, tudo gira em torno delas. A Bíblia nos apresenta um princípio muito importante a respeito desse assunto. O prejuízo do orgulho não é apenas social, mas também espiritual.

Encontramos em 2 Crônicas 32, a história do rei Ezequias. Depois de ter sido miraculosamente curado por Deus, ele recebeu a visita de príncipes babilônios e, em vez de contar as bênçãos espirituais, resolveu contar vantagens sobre suas riquezas e conquistas materiais. O orgulho que morava em seu coração fez com que valorizasse mais o que ele tinha do que aquilo que Deus havia feito. Como resultado, seu reino foi invadido, e suas riquezas levadas embora.

Pessoas orgulhosas estão trabalhando contra si mesmas. É como se elas estivessem preparando a própria queda. O orgulho é o resultado direto de um coração não consagrado a Deus, pois essa distância do Salvador faz o ser humano achar que é maior e melhor do que realmente é.

Conforme ensina Ellen White, o contrário disso ocorre: “Quando a mente e o coração estão cheios do amor a Deus, não será difícil partilhar aquilo que faz parte da vida espiritual. Grandes pensamentos, nobres aspirações, clara percepção da verdade, propósitos altruístas, desejos de piedade e santidade encontrarão expressão em palavras que revelem a qualidade dos tesouros do coração” (Profetas e Reis, p. 347, 348).

Quem alimenta o orgulho está cavando o buraco em que será enterrado. Por isso, não basta decidir abandonar o orgulho; é preciso se aproximar de quem pode eliminá-lo da vida. O foco não deve estar em nós. Abramos o coração hoje para que Jesus seja o centro de nossa vida.


Quarta-feira – 10 de outubro

Vasos de verdade

O rei se agrada dos lábios honestos; e dá valor ao homem que fala a verdade. Provérbios 16:13

Conta-se a história de um príncipe que estava querendo escolher uma moça para se casar. Todas as moças do reino queriam aproveitar essa oportunidade, especialmente a filha de um camponês pobre que sempre via o príncipe passear a cavalo. A moça era apaixonada pelo príncipe, mas nunca havia nem chegado perto dele.

As meninas que queriam concorrer à vaga de princesa foram convocadas para uma reunião. Era uma multidão de garotas. A camponesa apaixonada era uma delas, mas pensava consigo mesma que nunca teria chances diante de tantas moças bonitas e de famílias influentes.

O príncipe pediu a atenção de todas e anunciou que a definição de quem se casaria com ele sairia do resultado de um concurso. Ele, então, pediu que os servos entregassem para cada garota um vaso de barro com terra e um pacote com algumas sementes. Ele explicou que aquelas eram sementes de rosas. Depois de seis meses, quem trouxesse as rosas mais lindas, originadas a partir daquelas sementes, seria a princesa do reino.

Seis meses se passaram e chegou o dia de apresentar o resultado do cultivo. Muitas moças se apresentaram com lindos vasos com rosas. Porém, bem perto da hora de começar a avaliação, a filha do camponês ainda não havia chegado.

Ela estava triste porque sua rosa não havia germinado. Seria muito vergonhoso ir àquela avaliação, ela pensava. Contudo, seu pai a convenceu, e ela foi. Quando chegou, recebeu olhares de reprovação e pequenas risadinhas de desprezo. Seu vaso estava vazio.

O príncipe entrou no salão, e todos fizeram silêncio. Ele observou com muita atenção cada uma das moças e seu respectivo vaso com rosas deslumbrantes. Em um cantinho do salão, ele encontrou a jovem camponesa com seu vaso vazio. Perguntou a ela o que havia acontecido. Ela respondeu que a semente não germinara. Foi a primeira vez que ela falou com seu amado. Algo inesperado ocorreu. O príncipe pegou em sua mão, atravessou o salão com ela, a levou ao palco e anunciou que ela seria a nova princesa do reino. Ele explicou que todas as sementes eram estéreis e que apenas aquela moça havia falado a verdade; por isso, era a única digna de ser a princesa.

O Príncipe do Universo, Jesus Cristo, também fica feliz quando Seus súditos são verdadeiros. Faça-O feliz, e a justiça e a verdade florescerão em seu caráter.


Terça-feira – 9 de outubro

Aceite o perdão

Com amor e fidelidade se faz expiação pelo pecado; com o temor do Senhor o homem evita o mal. Provérbios 16:6

Conta-se que um indivíduo se envolveu em uma briga de bar e acabou matando um homem no Velho Oeste norte-americano. Por causa disso, estava no corredor da morte esperando o dia da execução. A população da cidade resolveu pedir ao governador do Estado para perdoá-lo.

Depois de analisar o caso, o governador resolveu conceder o perdão, mas queria conhecê-lo antes. Colocou a carta de perdão em uma Bíblia, disfarçou-se de pastor e foi à prisão. Quando chegou à cela, portando a carta que o livraria da morte, foi mal recebido e veementemente rejeitado. Mesmo assim insistiu dizendo ao preso que tinha dentro daquele livro algo muito bom, mas o condenado não o recebeu. Quando o governador foi embora, o carcereiro falou ao preso o que ele havia perdido.

No dia da execução, o condenado pediu para pronunciar suas últimas palavras e então disse: “Não estou morrendo porque matei um homem, estou morrendo porque rejeitei o perdão.” Essa é uma boa ilustração para a condição dos perdidos no juízo de Deus.

O provérbio de hoje nos diz que o amor e a fidelidade são os motores que impulsionam o perdão dos pecados. Essa é uma verdade no plano humano e principalmente no divino. O amor e a fidelidade de Jesus Cristo nos garantem que podemos ter os pecados apagados para sempre.

Cristo Se fez homem e suportou sobre Si todos os nossos pecados. Não há demonstração maior de amor do que essa. Além disso, Ele foi fiel à Sua missão em cada segundo em que esteve em nosso planeta. Mesmo nos momentos mais difíceis, não fraquejou.

Por isso, o profeta disse: “Quem é comparável a Ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da Sua herança? Tu, que não permaneces irado para sempre, mas tem prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas iniquidades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miqueias 7:18, 19). O perdão de Deus é garantido a todos os que O buscam.

Sou muito grato a Deus por Seu amor que me alcança e que pode alcançar a qualquer pessoa com perdão e salvação. Resta-nos aceitar o perdão divino e viver em gratidão e amor.


Segunda-feira – 8 de outubro

Liberdade

O Senhor fez tudo para certos fins, e o fim dos maus é a desgraça. Provérbios 16:4, NTLH

“Você decide”. Esse era o título de um programa de TV muito famoso na época em que eu era adolescente. Transmitido uma vez por semana em uma grande emissora brasileira, o programa apresentava uma história em que sempre estavam envolvidos elementos de drama e ação. Na última parte de cada episódio, o programa era interrompido, e duas opções de final eram apresentadas ao público, que deveria ligar para escolher. A mais votada era exibida como desfecho da história. O jargão do apresentador se tornou famoso: “O final, você decide.”

Na vida, também é assim. Deus nos deu a capacidade de decidir que rumos queremos tomar. É sobre isso que o provérbio de hoje está falando. Ele não se refere a qualquer conceito de predestinação divina; apenas usa uma linguagem poética para falar das consequências de nossas escolhas.

Deus não planejou o pecado e o sofrimento. Ele criou o mundo sem defeito. A humanidade foi feita para se relacionar em perfeita harmonia e interagir com Deus e a natureza, usando sua liberdade. Entretanto, o homem resolveu se afastar desse plano perfeito. Quando Adão e Eva escolheram desobedecer ao Criador e comeram o fruto proibido, as coisas deixaram de ser como Deus planejara. Hoje vivemos em um planeta diferente daquele que estava nos planos originais do Criador.

Colhemos as consequências da fatídica mordida no fruto do conhecimento do bem e do mal. É como afirmou Salomão: “Tudo o que aprendi se resume nisto: Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo” (Eclesiastes 7:29, NTLH). Foi assim que aconteceu no Éden e é assim que continua acontecendo hoje. Complicamos o que é simples e estragamos o que é bom.

Mas nem tudo está perdido. A mesma liberdade que nos tirou do Éden pode nos conduzir de volta para lá. Precisamos escolher nascer de novo e, a cada dia, renovar nosso compromisso com Deus. Essa decisão também tem consequências: Jesus nos salvará por Sua graça e nos colocará de novo no plano original de Deus.

O Eterno nunca planejou o mal nem predestinou ninguém para sofrer. Esse é um ensinamento do inimigo querendo mudar a imagem de Deus em nossa mente. Tudo o que Cristo quer para nós é o bem. Permita que Jesus conduza sua vida, e os divinos planos de amor serão a rota de sua felicidade.


Domingo – 7 de Outubro

Como consagrar tudo para Deus?

Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

Podemos consagrar o futebol, o passeio, o almoço, a festa de aniversário e tantas outras coisas da vida a Deus? Sim, podemos! Quando aceitamos o desafio de colocar todos os nossos planos nas mãos do Pai celestial, o Céu desce até nós para nos ajudar a tomar as melhores decisões. Envolvidos pelo clima divino, podemos acertar a direção em que devemos seguir e, dessa forma, o sucesso na vida será uma consequência natural.

O princípio da consagração é: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Esse versículo é o eco do provérbio de hoje no Novo Testamento. Enquanto é dito no Antigo Testamento: “consagre tudo”; no Novo, recomenda-se: “façam tudo para a glória de Deus”.

Seria muito bom se alguém inventasse o “pó da consagração”. A receita “infalível” poderia ser: “Dilua duas colheres desse pó em um copo de suco de uva e, pronto, você está consagrado neste dia!” Não existe, porém, o pó da consagração ou qualquer outra fórmula mágica. Sem relacionamento direto com Deus, não há vida espiritual.

A consagração é encontrada quando dedicamos tempo todos os dias para estudar a Bíblia e orar. Além disso, é fundamental falar de Deus para outras pessoas. Se dedicarmos um tempo a cada dia para esse processo, estaremos no caminho certo.

Quando temos um momento com Jesus ao acordarmos, podemos caminhar com Ele ao longo de todo o dia. Nosso momento de comunhão deve ter a duração do período em que estivermos acordados. Devemos estar conectados com Deus nas atividades esportivas, acadêmicas, familiares, sociais e profissionais, ou seja, em tudo o que fizermos.

Devemos também dedicar nossas redes sociais a Deus. Que nossas conversas no WhatsApp glorifiquem o nome do Eterno! Que o conteúdo que acessamos na internet e o que vemos na TV sejam para a glória Dele! Quem decide ter esse estilo de vida terá sucesso. A Bíblia garante.

Se deseja consagrar a Deus toda sua vida neste dia, ore: “Pai celestial, quero consagrar tudo o que eu sou e tenho ao Senhor. Faça da minha vida um motivo de glória a Seu nome. Peço em nome de Jesus, amém!”


Sábado – 6 de outubro

Tudo para Deus

Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

Quando você pensa em alguém consagrado a Deus, o que vem à mente? Alguém que anda lentamente, quase não sorri, vive com um semblante fechado e um aspecto de dor constante? Espero que não seja essa a imagem de consagração que você tenha. No entanto, há quem ache que ser consagrado é coisa de velho, que já curtiu a vida e agora pode viver como está descrito acima. Isso é um engano. Consagração é coisa de gente de qualquer idade, que quer ser feliz.

O provérbio de hoje é um lindo convite à consagração. Mas o que é consagração? É dedicar tudo o que você é a Deus. É colocar Deus em primeiro lugar em sua vida. É viver ao lado Dele em todos os momentos. É conhecê-Lo por meio de Sua Palavra. É ser amigo de Deus.

Talvez todos esses conceitos ainda sejam abstratos para alguns de nós; então, vamos observar algumas situações práticas que ilustram o que precisamos aprender.

João marcou com seus amigos uma partida de futebol para as 16h do domingo. Eles gostam muito de jogar juntos. Contudo, aquela partida será mais que um jogo; eles a consagraram a Deus. Além dos amigos da igreja, eles convidaram garotos que não conhecem a Cristo para jogar juntos. Antes de começar, João chamou a todos para orar, pedindo que Deus esteja com eles naquele momento. Depois da partida de futebol, todos foram para a casa do João. A mãe dele preparou uma limonada, e os amigos que não eram da igreja foram convidados para o culto daquela noite. O futebol foi consagrado a Deus.

Maria queria ir ao shopping passear um pouco no sábado à noite, mas desejava que esse passeio fosse consagrado a Deus. Então, ela ligou para Mônica, sua colega de classe que não conhecia a Bíblia, e a convidou para irem juntas; Mônica aceitou. Antes, no entanto, Maria levou a amiga ao programa jovem do sábado à tarde na igreja e apresentou Mônica para as outras meninas da comunidade. Depois do pôr do sol, elas foram passear juntas.

Essas são apenas duas situações que servem para ilustrar que qualquer atividade da vida pode e deve ser consagrada a Deus. Esportes radicais, viagens, estudos, namoro; enfim, quando a Bíblia fala de tudo é tudo mesmo. Quando vivemos assim, Deus é nosso companheiro e cuida pessoalmente de nossa felicidade. Então, tome a decisão agora mesmo. Consagre tudo a Deus!


Sexta-feira – 5 de outubro

Gratidão

Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito. Provérbios 16:2

Um garotinho foi com a mãe à feira comprar frutas. Em uma das barracas, o feirante, com um sorriso no rosto, ofereceu ao menino uma laranja de presente. O garotinho pegou a fruta e já ia sair do local quando a mãe disse: “Como se fala, filho?” Esperando uma palavra de gratidão, a mãe repetiu: “Como se fala, filho?” O garotinho, então, olhou para o dono da barraca, estendeu a mão com a laranja e disse: “Descasca!”

A ingratidão é um dos piores sentimentos que alguém pode cultivar. Um “muito obrigado”, às vezes, é o maior pagamento que poderíamos dar a alguém que nos fez algo de bom. Nem sempre, porém, nos lembramos de agir assim. O pior de tudo, é que somos ingratos com Deus constantemente.

Uma das razões de nossa ingratidão é que, com frequência, estamos almejando as coisas que ainda não temos e nos esquecendo de desfrutar aquilo que Deus já nos deu. Se pararmos para pensar a respeito, perceberemos muitas coisas que ganhamos de Deus. Deveríamos ser gratos por isso.

Não existe problema em alimentarmos sonhos e termos novos projetos, mas não podemos viver no futuro. Essa atitude nos impede de desfrutar o hoje, o lugar em que Deus nos colocou, os presentes que Ele já nos deu. Precisamos nos policiar para não ficarmos tão concentrados no depois e acabarmos nos esquecendo de viver o agora.

Uma das atitudes que deveríamos ter com frequência é a de parar um pouco e olhar para trás. Em nosso passado, há muitas coisas boas que nos foram dadas pelo Céu; devemos reconhecer isso, como nos estimula o hino: “Conta as bênçãos, conta quantas são, recebidas da divina mão. /Uma a uma, dize-as de uma vez. /Hás de ver, surpreso, o quanto Deus já fez” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, nº 244).

Com frequência, a ingratidão está acompanhada da ansiedade. Como não conseguimos parar de pensar no futuro, esquecemos dos presentes recebidos. A oração é uma aliada fundamental para rebatermos esse sentimento. Ela acalma o coração e diminui a ansiedade. Menos ansiosos, enxergamos com mais clareza os presentes de Deus.

Reconheça as infinitas bênçãos de Deus em sua vida e ore assim para se livrar da ingratidão: “Querido Pai, muitas vezes esqueço dos presentes que recebo de Ti e reclamo pelo que ainda não tenho. Perdoa-me por isso, e obrigado por tudo o que tem concedido a mim!”


Quinta-feira – 4 de outubro

Sonhos maiores

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor. Provérbios 16:1, ARA

Vi na TV, há alguns dias, uma criança sendo entrevistada por uma repórter. Perguntar coisas a crianças pode ser perigoso, pois elas são muito sinceras. Toda simpática, a jornalista se abaixou para ficar mais perto do menino, que devia ter uns seis anos de idade: “O que você quer ser quando crescer?” Poderíamos esperar qualquer tipo de resposta: bombeiro, médico, agricultor, etc. Aquele menino pensou por uns dois segundos e soltou a resposta dele: “Grande.” Saiu correndo e deixou a moça meio sem jeito.

E você? Tem sonhos? Quando eu era criança dizia para minha mãe que eu queria ser pastor. Deus realizou meu sonho. Não há problema em sonharmos e planejarmos nosso futuro, mas não devemos nos esquecer do alerta do provérbio de hoje.

Deus não impede que tracemos planos para nossa vida. É importante que planejemos o futuro e estabeleçamos metas; aliás, esse é um dos segredos das pessoas de sucesso. A organização é um pré-requisito para a vitória e não podemos esquecer de trabalhar duro pelos objetivos estabelecidos.

A segunda parte do versículo nos indica, por outro lado, que mesmo que façamos planos, Deus é quem dará o rumo certo para nossa vida, se permitirmos. Ele sabe de tudo, nos criou e, por isso, é seguro confiar nossos sonhos em Suas mãos.

Salomão reconheceu a onisciência divina e a falta de visão humana: “Deveras me apliquei a todas estas coisas para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto no futuro” (Eclesiastes 9:1, ARA). Se tudo está nas mãos de Deus, a melhor coisa a fazer é confiar a vida a Ele.

Saber que Deus cuida de nossos sonhos traz muita tranquilidade, pois a visão multifocal Dele nos dá a garantia de que o melhor acontecerá. Podemos encontrar descanso e paz em Deus, lançando sobre Ele todas as nossas preocupações; pois Ele cuida de nós (1 Pedro 5:7).

Não se esqueça de que Deus só pode atuar na vida daqueles que permitem. Então, entregue hoje seus sonhos nas mãos Dele e descanse.


Quarta-feira – 3 de outubro

Humildade antes da honra

O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra. Provérbios 15:33, ARA

Orapaz vai conversar com o pai de sua pretendente e leva um amigo para ajudá-lo. O papel do amigo é supervalorizar tudo o que ele falar. Depois de combinarem, foram para o encontro. “Você trabalha”?, perguntou o pai da menina. “Tenho um trabalhinho”, responde o rapaz. “Trabalhinho, não. Ele é quase dono da empresa” emenda o amigo, cumprindo o combinado. Em certa altura da conversa, o rapaz espirra, e o pai da menina diz: “É gripe”? “Apenas um resfriado” responde o rapaz. “Resfriado, não. É quase uma tuberculose”, completa o amigo. Em tom de brincadeira, a história acima revela o desfecho da exaltação orgulhosa: o envaidecido sempre acaba envergonhado.

O orgulho cega as pessoas e as coloca em situações difíceis. Pessoas orgulhosas geralmente são solitárias porque pouca gente gosta de andar com elas. Não há verdadeira honra para quem age dessa maneira. O que resta é desprezo e zombaria, mesmo que de forma velada.

O contrário também é verdade, e o provérbio de hoje já havia revelado isso há muitos anos. Pessoas humildes são queridas e recebem honras dos companheiros e, principalmente, de Deus.

Na Bíblia, há um homem que se encaixa perfeitamente no versículo de hoje. Estou falando de João Batista, o precursor de Jesus. Ele tinha tudo para ser orgulhoso. Era um pregador reconhecido em seu país (as pessoas viajavam para vê-lo pregar), e até os líderes políticos tinham receio de mexer com ele.

Em vez de se orgulhar por todas essas coisas, João Batista mantinha a humildade. Certa vez, ele falou sobre Jesus: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). Dessa forma, a promessa bíblica se cumpriu na vida dele. João foi honrado pelo próprio Deus. Sobre ele o Mestre falou: “Entre os nascidos de mulher, não surgiu ninguém maior do que João Batista” (Mateus 11:11). Já pensou em Jesus dizendo isso a seu respeito? Seria muita honra!

Não há problema em termos as melhores notas, usarmos roupas caras, sermos bonitos ou termos talento artístico, a menos que permitamos que o orgulho tome conta do coração. Quando reconhecemos que nossos talentos vêm de Deus, colocamos o orgulho embaixo de nossos pés. Se você e eu quisermos receber a verdadeira honra, não precisamos pedir a ninguém para nos exaltar; basta buscarmos humildade em Jesus. Ele nos honrará no tempo certo.


Terça-feira – 2 de outubro

Boas notícias

Um olhar animador dá alegria ao coração, e as boas notícias revigoram os ossos. Provérbios 15:30

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos soldados passaram meses e até anos sem voltar para casa. Certamente, a saudade dos familiares era tremenda. Alguns chegavam ao extremo de facilitar acidentes para ter baixa do serviço militar e, assim, poderem voltar para o lar.

O principal meio de comunicação com a família eram as cartas. Entretanto, quem estava na frente da batalha tinha muita dificuldade de receber e enviar notícias. Havia soldados responsáveis por levar essas cartas ao front. Sempre que algum deles chegava, todos ficavam apreensivos para saber se havia alguma correspondência dos parentes.

O soldado Bill Moore, por exemplo, escreveu o seguinte para a noiva: “Minha querida e adorável Bernadean! Você é tão adorável, querida, que eu muitas vezes me pergunto como é possível que você seja minha. Sou realmente o cara mais sortudo do mundo, você sabe. E você é a razão. Até o seu nome soa adorável para mim.” Eles se casaram depois da guerra e viveram 63 anos juntos.

Imagine a alegria de Bill e Bernadean todas as vezes que viam o carteiro se aproximar. Certamente, esses mensageiros viram muitos sorrisos nos rostos e lágrimas nos olhos de gente cujos amados estavam distantes. Ser portador de boas notícias é algo muito bom. Como nos ensina o provérbio de hoje, elas podem trazer vida novamente a alguém que está doente.

Temos o privilégio de ser portadores das boas notícias de Deus para o mundo. No meio da guerra travada entre o bem e o mal, somos afetados pelos resquícios desse conflito milenar. Muitas pessoas sofrem pelas consequências do pecado e gostariam muito de viver sem sofrer. É por isso e para isso que existe o evangelho.

A palavra evangelho significa “boas-novas”. Deus já venceu a guerra e nos chama a viver em um lugar onde nunca mais teremos que chorar ou sentir saudade. O mundo precisa saber dessa boa notícia e nós temos o privilégio de ser portadores dela. Podemos anunciar que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16, ARA).

Temos a oportunidade de ser aqueles que levarão sorrisos aos rostos dos que sofrem e vigor aos que estão com os ossos secos de sofrimento. Deus tem a mensagem, e nós podemos ser Seus mensageiros.


Segunda-feira – 1 de outubro

Camisa de ouro

O avarento põe sua família em apuros, mas quem repudia o suborno viverá. Provérbios 15:27

Ao ler o jornal em um dia desses, deparei-me com uma manchete que me chamou a atenção: “O triste fim do ‘homem da camisa de ouro’ na Índia”. A matéria falava da morte de um homem chamado Datta Phuge. Ele era especulador imobiliário e agiota, muito conhecido por sua obsessão por ouro.

Ele recebeu o apelido apresentado na manchete porque comprou uma camisa toda em ouro no valor de 820 mil reais. O indiano gostava de usar essa camisa e muitos outros utensílios, como pulseiras, anéis e pingentes de ouro.

Segundo o jornal, ele foi levado para uma emboscada por um amigo do filho, devido a uma dívida que tinha quase no valor de sua valiosa camisa. A ganância foi o motivo de sua morte.

A avareza é uma das características mais destrutivas que alguém pode cultivar. Quem dá ao dinheiro um valor maior do que ele realmente tem acaba se tornando escravo das riquezas. E isso vale tanto para ricos quanto para pobres. Existem ricos não avarentos e pobres que são extremamente ligados ao pouco dinheiro que têm.

O grande problema é que os bens materiais são passageiros. Dinheiro, camisas de ouro, carros caros, tudo isso um dia deixará de existir. Nada disso será levado para a sepultura. No dia da morte, dinheiro no banco não faz diferença alguma.

É lógico que não podemos sair gastando o dinheiro de qualquer forma. Economizar é importante. “Muitos desprezam a economia, confundindo-a com a avareza e a mesquinhez. A economia, porém, harmoniza-se com a mais ampla liberalidade. Verdadeiramente, sem economia não pode existir real liberalidade. É preciso que poupemos, a fim de podermos dar” (A Ciência do Bom Viver, p. 206). Devemos buscar o equilíbrio em tudo, inclusive em nossa relação com as finanças.

Em vez de destruirmos a vida ao dar valor exagerado às coisas materiais, deveríamos acumular tesouros do Céu, como disse Jesus. Ele tem uma roupa reservada para nós que vale muito mais que uma camisa de ouro, mas só a receberemos se nosso coração estiver livre do amor ao dinheiro.

Hoje, todos nós temos a oportunidade de comprar a roupa certa. Não uma camisa de ouro, mas uma vestidura branca lavada no sangue de Cristo. Essa preciosa vestimenta cobre nossos pecados e nos dá possibilidade de salvação. Use os créditos de Jesus e ande vestido com a camisa certa.


OUTUBRO 2018


Domingo – 30 de setembro

Palavras sem maldade

O Senhor detesta os pensamentos dos maus, mas Se agrada de palavras sem maldade. Provérbios 15:26

“Ele é lindo, mas quando abre a boca decepciona a todas.” Assim falava uma garota entristecida com o resultado de uma conversa com um dos rapazes mais bonitos que ela já conhecera. Ela estava encantada por ele até que trocou algumas palavras com o “bonitão”.

Nossas palavras têm o poder de encantar as pessoas ou de causar tristeza e decepção. Deus também está atento ao que falamos. O provérbio de hoje nos ensina que palavras sem maldade agradam o Pai celestial, o que nos leva à conclusão lógica de que palavras cheias de maldade O desagradam e entristecem.

Existem muitas formas de entendermos a expressão “palavras sem maldade”. Uma delas diz respeito a algo que acontece com certa frequência, mesmo entre os cristãos: piadas de duplo sentido. Não há pecado em um filho de Deus contar uma situação engraçada e rir com seus amigos. Há problema, no entanto, quando a piada contada tem conotações imorais e de desrespeito a qualquer classe de pessoas. Como súditos do reino de Deus, não deveríamos nem contar nem gargalhar com histórias imorais.

Outra aplicação da expressão “palavras sem maldade” diz respeito aos xingamentos. Parece um pouco óbvio escrever que cristãos não deveriam falar palavras de baixo calão, mas nunca é demais relembrar nosso dever de usar a boca apenas para o bem. Mesmo nos momentos de raiva, não há justificativa para deixarmos a nossa língua falar coisas que desagradam a Deus.

Há ainda outra forma de nossas palavras estarem cheias de maldade: a fofoca. Algumas pessoas se deleitam em falar mal da vida alheia, destruindo a reputação de outros em rodinhas de conversas. Os verdadeiros filhos de Deus deveriam se manter afastados de qualquer tipo de fofoca.

Aconselhando os cristãos de Éfeso, Paulo falou sobre as características das palavras que devem sair da boca de um filho de Deus: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29).

A oração é uma forma maravilhosa de usarmos nossa linguagem. Então, ore hoje para que Deus ajude você a sempre proferir palavras de bondade!


Sábado – 29 de setembro

Os mais frágeis

O Senhor derruba a casa do orgulhoso, mas mantém intactos os limites da propriedade da viúva. Provérbios 15:25

Um aluno com sérias limitações cognitivas foi matriculado na escola em que eu trabalhava. A turma na qual ele foi inserido era a mesma, havia muito tempo. Ele era o “novato estranho”, como alguns o chamaram. Percebi que ele estava excluído do convívio da sala.

Um dia combinei com o coordenador de disciplina para retirá-lo da minha aula por alguns momentos, pois eu queria conversar com a turma sem que o menino ouvisse ou percebesse que o assunto era ele. Assim aconteceu. Graças a Deus, os colegas mudaram de postura e, na formatura daquela turma, o “novato estranho” era amigo de todos e até foi homenageado.

Sempre existiram pessoas com necessidades especiais e que, por conta de alguma circunstância, precisam de apoio dos demais por terem determinadas limitações. Nos tempos bíblicos, em geral, as viúvas sofriam com a falta de proteção. Em algumas ocasiões, tinham parte da sua propriedade invadida por pessoas que não respeitavam seus direitos. Como não tinham quem as defendesse, essa classe de pessoas ficava exposta ao abuso.

Contudo, Deus respeita os direitos de todos e atua para que os mais fragilizados sejam defendidos na sociedade. Seguindo o exemplo Dele, nós também devemos ser defensores dos direitos dessas pessoas. Essa atitude começa na escola, quando não participamos de bullying contra qualquer colega ou quando tratamos bem os funcionários mais simples que, às vezes, passam despercebidos pela maioria.

Também agimos como Deus age quando tratamos com bondade o pedinte que está na calçada ou respeitamos a fila de atendimento no hospital. São pequenas ações que nos colocam na posição cristã de respeito aos direitos dos mais necessitados.

Atender às necessidades e respeitar os mais frágeis da sociedade era uma característica dos primeiros cristãos. Sobre a igreja apostólica, veja o que o evangelista escreveu: “Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um” (Atos 4:34, 35). Esse é o padrão de sociedade para os cristãos. Gente que cuida de gente e se importa com o próximo, sem discriminar quem, de alguma forma, tem necessidades especiais.

Do mesmo modo como Deus nos trata, devemos tratar os outros. Assim, contribuiremos para que a sociedade seja mais justa e glorificaremos o nome do Senhor.


Sexta-feira – 28 de setembro

Multidão de conselhos

Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros. Provérbios 15:22

Todos os dias, tomamos muitas decisões. Hoje, por exemplo, você já decidiu a hora em que leria este texto, com qual roupa vai sair de casa, se responderia ou não os recados do WhatsApp; enfim, sempre estamos tomando decisões pequenas ou grandes. Porém, você sabe quais são as decisões mais importantes da vida?

Entre elas, está o que faremos profissionalmente por toda a vida. Nesse assunto, a melhor coisa é escolher algo de que gostamos; afinal, passaremos uma vida inteira fazendo isso.

A decisão que envolve com quem passaremos toda a vida também é muito importante. A pessoa com quem nos casamos é peça fundamental para a felicidade. Uma escolha errada nessa área nos trará muitos problemas.

Mais importante do que tudo é a decisão sobre quem adoraremos. Alguns escolhem entregar a vida a Deus, mas outros preferem ignorá-Lo. Em algum momento na vida, todos terão que ter uma posição sobre esse assunto.

O provérbio de hoje nos indica um caminho seguro para tomar decisões: pedir conselhos. Em geral, jovens e adolescentes têm um ímpeto de achar que sabem tudo e podem encontrar sozinhos o rumo da vida. Seguir por esse caminho é entrar na contramão da felicidade e do sucesso, pois a sabedoria dos outros pode nos ajudar a ser mais sábios.

Por isso, pedir conselhos é a melhor forma de acertarmos nas nossas decisões. Outras versões do versículo bíblico de hoje falam em “multidões de conselhos”. Quanto mais perguntarmos a outras pessoas sobre as nossas futuras decisões, menos possibilidades de erros teremos.

É lógico que precisamos nos aconselhar com pessoas que sabem mais do que nós. Nossos pais, por exemplo, já viveram muitas das experiências pelas quais estamos passando. Eles deveriam ser os primeiros a ser consultados. Nossos professores podem ajudar muito com conselhos inteligentes. O pastor da igreja pode ser alguém muito apropriado para ser consultado também.

Nunca se esqueça, no entanto, de pedir conselhos Àquele que nunca erra: Jesus Cristo. Em Sua palavra, Ele deixou o direcionamento para uma vida feliz. Em qualquer decisão da vida, esteja amparado pelos melhores conselheiros que encontrar e não deixe de contar com as dicas da Mente mais inteligente do Universo.


Quinta-feira – 27 de setembro

Rico ou pobre?

É melhor ter pouco com o temor do Senhor do que grande riqueza com inquietação. Provérbios 15:16

Considere as duas situações abaixo:

  1. João e Maria trabalham duro e ganham o suficiente para pagar as contas da casa e comer. Às vezes, sobra um pouco de dinheiro para fazer um passeio na praia, mas sem exagerar nos gastos. Eles têm um carro usado com o qual se deslocam, quando o veículo não está quebrado.
  2. José e Antonieta são empresários, donos de uma grande rede de postos de combustíveis. Como cada unidade tem um gerente de confiança, eles não precisam se preo­cupar muito com o andamento dos negócios. Como querem que as coisas continuem bem nos postos, os dois estão atentos a todos os detalhes dos negócios. Eles têm tempo e dinheiro suficientes para fazer viagens repentinas todas as vezes que têm vontade.

Qual das duas você acha que é a melhor situação de vida? Você gostaria de morar com qual das duas famílias? Alguém precipitado poderia responder sem pensar que viver com José e Antonieta seria melhor, mas não podemos julgar a situação dessa maneira. A melhor resposta para as perguntas acima é outra pergunta: Em qual das duas famílias há paz?

Essa é a mensagem central do provérbio de hoje. Não importa se a casa é de uma família rica ou pobre, o que vai determinar se uma família é melhor de conviver que a outra será o clima que domina aquele lar. O provérbio não quer dizer que todo rico é infeliz e todo pobre é feliz.

De acordo com Salomão, o que realmente traz felicidade para alguém é ter o temor do Senhor no coração, e isso só ocorre com quem entrega a vida a Jesus Cristo. Com Ele, pouco importam os bens materiais.

Se o João e a Maria forem pessoas que não ligam para Cristo e se as únicas coisas que ocupam os pensamentos deles forem o trabalho e o pouco dinheiro que têm, a casa deles não será um bom lugar para viver. Da mesma forma, se o José e a Antonieta não temerem o Senhor, forem mesquinhos e pensarem apenas em si, a casa deles também não será um bom lugar.

Se houver Cristo em qualquer uma dessas famílias, a paz reinará. Não existe problema em você e eu sonharmos com conforto e dinheiro no bolso. Não há pecado nisso. O erro está em fazermos desses sonhos o objetivo central da vida. Independentemente de nossa condição financeira, podemos ser felizes se o centro de nossa vida for Jesus Cristo.


Quarta-feira – 26 de setembro

Todos podem ser lindos

A alegria embeleza o rosto. Provérbios 15:13, NTLH

O garoto chega da escola chateado e vai direto procurar sua mãe. Ele a encontra lavando as louças na cozinha. Sem rodeios, o menino faz uma pergunta: “Mãe, eu sou bonito?” A mãe deixa o prato, fecha a torneira, enxuga as mãos, abraça o filho querido e diz: “O importante é que a mamãe ama você.” O garoto ficou um pouco decepcionado com a sinceridade amorosa da mãe.

Você já conheceu alguém que, à primeira vista, considerou feio, mas, depois de conviver com aquela pessoa, sua opinião sobre a aparência dela mudou? O diferencial não foi nenhuma cirurgia plástica nem a resolução de seu problema de visão. O que aconteceu é que, ao conhecer melhor a pessoa, o que ela tinha por dentro, seus sentimentos, alegria e bom humor foram fazendo com que você a visse por uma perspectiva diferente.

O contrário também acontece. Uma pessoa com uma beleza exterior notável pode se tornar feia depois de um tempo de convívio. Não porque ela tenha mudado esteticamente, mas seu modo ruim de agir impede que a beleza física se destaque e ressalta os aspectos negativos de sua personalidade.

Alguém disse certa vez que existem quatro tipos de pessoas: A bela-bela, a bela­-feia, a feia-bela e a feia-feia. A bela-bela é aquela pessoa que é bonita por dentro e por fora. A bela-feia é aquela que é bonita por fora, mas não por dentro. A feia-bela é aquela que é bonita por dentro, mas nem tanto por fora e a feia-feia é aquela pessoa que é feia por dentro e por fora.

Não devemos estar tão preocupados com o pensamento dos outros sobre nossa aparência física. Os padrões de beleza de nossa sociedade são arbitrários e, muitas vezes, irreais. Nossa grande preocupação deve estar em como somos por dentro.

A alegria de viver faz com que nos tornemos bonitos. As pessoas gostarão de estar perto de nós, se perceberem que as colocamos “para cima”, que sempre temos uma palavra de ânimo e procuramos ver sempre o lado bom da vida.

Onde podemos encontrar alegria permanente? A Bíblia diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos” (Filipenses 4:4, ARA) e diz também: “Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós os justos; exultai, vós todos que sois retos de coração” (Salmo 32:11, ARA).

Se vivermos com Cristo, seremos lindos sempre, independentemente de como somos por fora. A verdadeira beleza está no coração de quem ama a Deus!


Terça-feira – 25 de setembro

Como devemos orar?

O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração do justo O agrada. Provérbios 15:8

“Aoração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele” (Caminho a Cristo, p. 93). A verdade expressa nessa citação deve ser compreendida e guardada no mais íntimo de nosso ser.

Algumas pessoas têm dificuldade de orar porque não sabem como falar ou o que falar enquanto oram. Então, qual a melhor resposta para a pergunta: O que falar na oração? A melhor resposta é: o que você quiser. Não é assim que fazemos com nossos amigos? Conversamos sobre tudo. É por isso que somos amigos.

Em 2012, passei um período na África fazendo uma série de evangelismo. O país em que estava, Moçambique, tem como língua oficial o português; porém, as pessoas mais velhas entendiam apenas o dialeto local, o shangana. Por isso, eu tinha um tradutor comigo. Tudo o que eu falava, ele traduzia. Ele era muito dinâmico e rápido na tradução.

Uma coisa, entretanto, começou a me intrigar. Ele traduzia tudo o que falava, menos minha oração. Quando eu começava a orar, ele se calava. Fiquei curioso por alguns dias, até que não resisti e perguntei ao ancião da igreja por que a oração não era traduzida. A resposta me envergonhou: “Pastor, ele não traduz a oração porque Deus entende.”

É óbvio que uma oração pública também envolve quem está ouvindo, mas, acima de tudo, orar é falar com Deus. Se Ele entender já é suficiente. “Deus entende.” É isso! Não precisamos complicar as palavras para impressioná-Lo nem disfarçar nossos sentimentos para que Ele não perceba. Apenas devemos abrir o coração e falar com Ele como falamos com os amigos, com sinceridade e transparência. Esse é o segredo da oração eficaz. Se agirmos assim, nunca mais consideraremos a oração uma coisa chata e monótona.

Jesus Cristo disse: “Já não os chamo servos […]. Em vez disso, Eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de Meu Pai Eu lhes tornei conhecido” (João 15:15). A melhor forma de estreitar essa amizade é conversando. Faça isso cada dia mais e seja íntimo de Deus.


Segunda-feira – 24 de setembro

Ore mais

O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração do justo O agrada. Provérbios 15:8

Uma pesquisa publicada no British Medical Journal da Inglaterra, em dezembro de 2001, estudou a relação da oração na recuperação de pacientes em hospitais. No total, 3.393 pessoas participaram da pesquisa, e os resultados das análises estatísticas demonstraram que a oração foi associada a menores taxas de mortalidade, menor duração das febres e menor permanência hospitalar. Os pesquisadores sugerem que a oração seja usada em conjunto com o padrão de cuidados médicos convencionais e que, embora o mecanismo pelo qual as orações funcionam não seja ainda conhecido, isso não elimina a validade das descobertas.

Aqueles que estão ligados intimamente com Deus não precisam de pesquisas científicas para saber sobre o poder da oração. Não precisam porque conhecem na prática como a oração faz diferença em todas as áreas da vida.

Devemos lembrar que “não há perigo de que o Senhor despreze as orações de Seu povo. O perigo está em que desanimem na tentação e prova e deixem de perseverar em oração” (Parábolas de Jesus, p. 175). Não podemos esquecer, como diz Bill Hybels: “A maior causa que leva a oração a não ser respondida é a falta de oração. Devemos orar mais e mais até que a oração seja um hábito tão profundo que nos sintamos mal quando não o fizemos.”

O escritor Jonh Maxwell nos lembra acertadamente: “O propósito da oração não é obtermos aquilo que desejamos, mas aprender a desejar aquilo que Deus tem para nós.” Ao contrário disso, alguns líderes espirituais da atualidade estão pregando a teologia da prosperidade e insistindo que podemos determinar o que Deus fará em nossa vida. Entretanto, nossas orações devem estar concentradas em desejarmos o que o coração de Deus deseja.

Podemos ir com confiança a Jesus em oração, tendo plena certeza de que Ele nos escutará. Como diz Ellen White: “Jamais é proferida uma oração, por vacilante que seja, jamais uma lágrima vertida, por mais secreta, e jamais alimentado um sincero anelo de Deus, embora débil, que o Espírito de Deus não saia a satisfazê-lo. Antes mesmo de ser pronunciada a oração, ou expresso o desejo do coração, sai graça de Cristo para juntar-se à graça que opera na pessoa (Parábolas de Jesus, p. 206). A oração tem poder. Creia nisso e ore!


Domingo – 23 de setembro

Mortos-vivos

O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração do justo O agrada. Provérbios 15:8

Imagine a seguinte situação: alguém acorda de manhã bem cedo, abre os olhos e decide respirar bem fundo. Aquela é a primeira de duas inspirações que a pessoa fará no dia. Ela vai guardar aquele ar até a noite quando voltar para casa após o trabalho. Em casa novamente, inspirará mais uma vez para que possa guardar ar para a noite de sono.

O que você acha dessa situação? Um absurdo? Loucura? Concordo com você. Essa é uma situação impensável do ponto de vista da fisiologia humana. Ninguém conseguiria viver assim.

Tão absurdo e louco quanto querer ter vida sem respirar é querer ser cristão sem orar. A oração é para a vida espiritual o que a respiração é para a vida física, ou seja, se você não orar será um morto-vivo espiritual.

A oração é uma das condições que Deus nos deixou para que pudéssemos avançar na vida espiritual. Quando Salomão estava inaugurando o templo, o Senhor deu uma série de conselhos ao povo: “E se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14, ARC).

Orientações sobre a necessidade de orar são encontradas muitas vezes na Bíblia. Jesus, por exemplo, disse: “Peçam e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos Céus, dará coisas boas aos que Lhe pedirem!” (Mateus 7:7-11, ARA). Nessa passagem, Jesus nem explica o motivo para orarmos; Ele simplesmente nos dá uma ordem para orar. A ordem de Jesus deveria ser mais que suficiente para implementarmos esse hábito em nossa vida.

Ellen White escreveu que “a oração é a respiração da alma”. Muitos de nós, porém, estamos andando pela vida como “zumbis espirituais”. Caminhando, mas mortos por falta de respiração espiritual.

O Céu nos desafia a orar várias vezes ao dia durante as nossas mais variadas atividades. Assim estaremos sempre renovando as forças para as batalhas espirituais que estamos enfrentando.


Sábado – 22 de setembro

A oração é a resposta

O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração do justo O agrada. Provérbios 15:8

Já fazia alguns dias que aquela moça queria conversar comigo. Era uma menina aplicada nos estudos e muito envolvida com as coisas da igreja. Na semana anterior, ela havia começado a namorar um colega da escola. Quando ela falou que queria conversar comigo, imaginei que fosse pedir algum conselho em relação ao namoro ou coisa parecida. Mas o que ela falou me surpreendeu.

Aquela estava sendo uma semana muito agitada e não tive como recebê-la em minha sala. Como estava precisando muito da conversa, ela resolveu escrever uma carta me contando o que estava acontecendo.

Seu problema era consigo mesma. Contou-me na carta que havia muito tempo vinha lutando com seu temperamento. Explodia facilmente e, por causa disso, às vezes, tratava mal alguns colegas. Ela queria ajuda para mudar.

Como pastor, conduzi o assunto para uma solução espiritual. Respondi que Deus já tinha mudado a vida de muita gente e poderia mudar a dela também. Um dessas pessoas foi o apóstolo Pedro. Ele era um homem de temperamento explosivo e que, muitas vezes, ofendia e até agredia as pessoas. Sob a ação de Cristo, ele se tornou um homem amável e amoroso em suas palavras e ações.

A transformação na vida de Pedro é notada em suas palavras: “Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei” (1 Pedro 2:15-17).

Propus um desafio à minha aluna: a partir daquele dia, ela deveria orar três vezes por dia especificamente sobre sua dificuldade. Pedi que ela fizesse isso por um perío­do de um mês, depois desse tempo, conversaríamos novamente sobre o assunto.

Menos de um mês depois, ela me procurou dizendo que já estava sentindo o efeito das orações. Estava recebendo a mudança do Céu. Para sua surpresa, ela estava mais calma, e as explosões de sentimentos já não eram mais tão frequentes.

A oração funciona assim. Você a aciona e, por meio dela, Deus age em sua vida. Se precisa de alguma vitória, não deixe de orar sobre isso. A oração abre as portas para a atuação divina. Deus agirá em sua vida, derramando bênçãos sem medida.


Sexta-feira – 21 de setembro

Medo das coisas certas

O insensato faz pouco caso da disciplina de seu pai, mas quem acolhe a repreensão revela prudência. Provérbios 15:5

Você já ouviu falar de uma doença chamada nomofobia? Ela é mais comum do que se pensa. Quem sofre desse distúrbio passa mal, tem crise de ansiedade e outros sintomas quando fica sem o celular ou o computador.

Certa vez, vi um jovem reagindo à ameaça do pai de lhe tirar o smartphone: “Eu prefiro apanhar a ficar sem meu celular.” Conhece alguém assim?

O medo de ficar sem o celular é sem dúvida injustificado e resulta de uma relação doentia com a tecnologia. Além disso, quando mal administrado, o medo, em qualquer de suas manifestações, é nocivo para o desenvolvimento humano. Mesmo assim, é saudável e até necessário termos determinados medos.

Em realidade, a desobediência a Deus e aos pais deveria aterrorizar as pessoas; ficar sem a devida orientação e disciplina divina e paterna após o erro também deveria ser motivo de muita apreensão.

Quando os pais repreendem os filhos, fazem isso para que eles cresçam como seres humanos conscientes de seus deveres e responsabilidades. Filhos conscientes consideram as palavras de correção dos pais como algo positivo. Isso também é realidade em nossa relação com o Pai do Céu.

O texto bíblico de hoje faz um contraste entre filhos insensatos e prudentes. O louco não atribui a importância devida ao que os pais falam. O prudente ouve e guarda na mente as palavras de disciplina para que não volte a cometer os mesmos erros no futuro.

É lógico que o ideal seria não errar, mas não é essa a realidade. Com base nos conselhos bíblicos, proponho atitudes melhores diante dos erros que cometemos:

  1. Admita o erro. Negar a falha não ajudará na solução do problema. Seja maduro e aceite que cometeu um equívoco.
  2. Arrependa-se do erro. Entristeça-se pelo que fez, refletindo sobre as motivações de seu comportamento.
  3. Assuma as consequências dos erros. O arrependimento nem sempre impede que o resultado das escolhas ruins ocorra. É sábio tirar lições das consequências dos erros.
  4. Abandone o erro. Crie estratégias para manter-se afastado das condições que o levarão a cometer o pecado novamente.

Deus ama perdoar. Não tenha medo Dele.


Quinta-feira – 20 de setembro

Deus sempre vê

Os olhos do Senhor estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons. Provérbios 15:3

Muitos reality shows foram lançados nos últimos tempos na TV mundial. Todos eles têm uma característica em comum: os participantes são vigiados por câmeras 24 horas por dia. Alguns canais por assinatura, inclusive, oferecem pacotes para assinantes que querem ter acesso a todas as câmeras do programa e acompanhar os participantes a qualquer momento. Não sei dizer onde está a parte legal disso, mas o fato é que esse tipo de programa tem feito cada vez mais sucesso.

O provérbio de hoje diz que Deus nos observa em cada minuto de nosso dia. Diferentemente dos programas citados acima, Ele não está curioso para ver o que estamos fazendo, mas interessado em nossa salvação. Por causa de Sua onipresença, Deus pode dar atenção exclusiva a todos os seres humanos ao mesmo tempo.

A Bíblia apresenta alguém que sentiu de perto esse cuidado do Céu. Hagar, serva da esposa da Abraão, estava triste, sentindo-se desamparada, vagueando pelo deserto, esperando um filho de Abraão. Aparentemente, ninguém a via. Entretanto, os olhos de Deus estavam sobre ela. A Bíblia diz que o “Anjo do Senhor encontrou Hagar perto de uma fonte no deserto, no caminho de Sur, e perguntou-lhe: ‘Hagar, serva de Sarai, de onde você vem? Para onde vai?’ Respondeu ela: ‘Estou fugindo de Sarai, a minha senhora’” (Gênesis 16:7, 8).

Naquele encontro, Deus confortou Hagar, garantiu que cuidaria dela e da criança e demonstrou cuidado com Seus filhos. Depois desse fato, Hagar deu um título a Deus que retrata tudo o que ela sentiu naquele momento: “Tu és o Deus que me vê” (Gênesis 16:13).

Sobre o provérbio de hoje, Bruce K. Waltke diz que o “Deus que não pode ser visto, mas que vê todas as coisas, sonda e penetra com discernimento todas as situações e faz distinção entre bons e maus, a fim de ajustar a História recompensando os primeiros e castigando os últimos, garantindo assim a ordem moral”. Seguindo esse pensamento, Kenneth T. Aitken explica sobre Deus: “Nenhum ato de bondade é trivial demais, nenhuma contravenção é banal demais, para chamar Sua atenção e receber Sua bênção ou Sua condenação.”

Quando se sentir sozinho e triste, lembre-se de que os olhos de Deus estão sobre você. Ele tem poder e no momento certo agirá para lhe proteger e abençoar. Deus está vendo. Isso é muito bom!


Quarta-feira – 19 de setembro

Bombeiros do Céu

A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. Provérbios 15:1

Ao redor de uma fogueira, muitas conversas importantes acontecem, boas histórias são contadas e sermões edificantes são apresentados. Por isso, sempre gostei de acendê-las nos acampamentos em que participava. Mas confesso que não dominava as melhores técnicas para isso.

Eu costumava usar palha, madeira seca, papel e fósforo. Empilhava tudo e colocava fogo no papel. No entanto, havia algo perigoso que eu fazia para adiantar o processo. Quando a pequena chama começava a flamejar, eu jogava algum combustível sobre a fogueira. Em contato com o fogo, o combustível, rapidamente, espalhava as chamas, que tomavam conta de todo o material. Isso poderia causar um grave acidente. Depois de aprender que não deveria agir assim, não repeti mais esse procedimento arriscado.

Em nossos relacionamentos, às vezes, a fogueira dos desentendimentos é acesa. Quando isso ocorre, a coisa mais certa a fazer é manter os combustíveis da discórdia bem longe dos envolvidos. Palavras ríspidas em reação a uma situação tensa podem incendiar uma amizade e queimar pessoas com rancor e mágoa.

Se o provérbio de hoje fosse aplicado sempre em nossas situações cotidianas, inimizades, agressões verbais, agressões físicas e até mortes seriam evitadas. Ao identificar a ira de alguém, o cristão deve usar palavras brandas para espantar o furor e jamais jogar mais combustível.

Imagine se esse conselho fosse seguido no trânsito? Na escola, se as provocações fossem respondidas com palavras calmas, muitas situações ruins seriam desfeitas. No futebol, se um xingamento fosse respondido com uma palavra mansa, brigas poderiam ser evitadas. O problema é que muitas pessoas, em vez de agirem com mansidão, pegam um galão de combustível e jogam sobre as chamas do desentendimento.

É um desafio muito grande ser xingado e responder de modo suave, mas quem nos aconselha a agir assim também nos oferece os meios para termos essa força. O domínio das próprias emoções é uma característica daqueles que andam com Jesus e foram batizados com o Espírito Santo. O apóstolo Paulo nos ensina que o domínio próprio é fruto do Espírito (Gálatas 5:23).

Se você abrir o coração, Cristo trabalhará em seu ser, e incêndios relacionais serão evitados, com palavras suaves e amorosas. Em vez de incendiário, você será uma espécie de bombeiro do Céu. Saia hoje com a água do Espírito Santo e evite que o fogo da discórdia queime pessoas e relacionamentos.


Terça-feira – 18 de setembro

Vergonha

A justiça engrandece a nação, mas o pecado é uma vergonha para qualquer povo. Provérbios 14:34

Ao longo dos últimos anos, o Brasil foi marcado por grandes escândalos de corrupção. A cada dia, novas notícias de pessoas envolvidas em atividades desonestas são veiculadas nos jornais. A famosa Operação Lava-Jato tem levado cada vez mais pessoas à prisão e revelado esquemas imorais envolvendo políticos e empresários.

Há algum tempo, um vídeo circulou pela internet no qual um apresentador de TV dos Estados Unidos da América fazia piada da situação brasileira. Ele mencionava o fato de pessoas influentes do país estarem levando vantagem com o dinheiro público.

Notícias desse tipo são vergonhosas. A imagem do Brasil no exterior fica manchada, e os problemas sociais aumentam devido ao desvio de recursos públicos.

Há muito tempo, Salomão já falava sobre esses efeitos para uma nação. No provérbio de hoje, ele descreve quais são os efeitos da justiça e da injustiça para um povo. Enquanto a primeira engrandece, a segunda envergonha.

Deus sempre Se opôs à corrupção. Os profetas bíblicos têm muitas mensagens contundentes contra esse pecado. Oseias, por exemplo, fez uma grave advertência, ao falar contra os corruptos de seu tempo: “Eles mergulharam na corrupção, como nos dias de Gibeá. Deus Se lembrará de sua iniquidade e os castigará por seus pecados” (Oseias 9:9).

Pela boca do profeta Amós, Deus também reprovou a injustiça de modo ainda mais forte: “Ouçam esta palavra, vocês, vacas de Basã que estão no monte de Samaria, vocês, que oprimem os pobres e esmagam os necessitados e dizem aos senhores deles: ‘Tragam bebidas e vamos beber!’ O Senhor Soberano jurou pela Sua santidade: ‘Certamente vai chegar o tempo em que serão levados com ganchos, e os últimos de vocês com anzóis. Cada um de vocês sairá pelas brechas no muro, e vocês serão atirados na direção do Hermom’” (Amós 4:1-3).

Por intermédio do profeta Isaías, Deus expressou Sua vontade para a raça humana, que vai bem na direção oposta à corrupção e à injustiça: “O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?” (Isaías 58:6, 7).

A corrupção envergonha a nação e põe seus praticantes na contramão da vontade divina. Seja sempre honesto e você honrará o nosso país.


Segunda-feira – 17 de setembro

Faxina espiritual

O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos. Provérbios 14:30

Gosto mais de ler e escrever do que de fazer os trabalhos domésticos. Varrer a casa, lavar a louça e os banheiros não são as ocupações que mais me atraem. Como marido, porém, devo fazer essas coisas para contribuir com as atividades domésticas. Não é justo que minha esposa faça tudo sozinha, além de cuidar do próprio trabalho e de nosso filho.

Se ninguém cuidar da casa, o lixo acumula, as louças ficam empilhadas na pia, e os banheiros ficam sujos. Por isso, é necessário, periodicamente, fazer uma faxina para que a casa fique limpa, e as pessoas possam ter saúde física e mental dentro dela.

Algo semelhante acontece com nossa mente. Ao andarmos pelas ruas, assistirmos a programas na TV, vermos filmes, conversarmos com pessoas, aos poucos, vão se acumulando algumas sujeiras de pecado em nosso coração. Impurezas como a inveja, citada no provérbio de hoje, a imoralidade, a raiva e a fofoca vão deixando o ambiente mental cada vez mais poluído. Por isso, é preciso fazer uma faxina espiritual.

Ter a consciência limpa é a forma de podermos caminhar em paz pela vida. Ninguém que carregue na mente pesos de pecado, culpa por erros do passado ou planos impuros para o futuro conseguirá viver de forma tranquila.

Não é a coisa mais agradável do mundo olharmos para dentro de nós mesmos e identificarmos os maiores defeitos, tendências ruins e coisas que gostaríamos que ninguém soubesse. Embora seja algo desagradável, limpar a mente é uma atitude essencial para a salvação.

A boa notícia é que quem limpa a consciência é Deus. O profeta Zacarias teve uma visão na qual a limpeza divina foi feita em favor de alguém: “Ora, Josué, vestido de roupas impuras, estava de pé diante do anjo. O anjo disse aos que estavam diante dele: ‘Tirem as roupas impuras dele.’ Depois disse a Josué: ‘Veja, eu tirei de você o seu pecado, e coloquei vestes nobres sobre você’” (Zacarias 3:3, 4). O perdão divino purifica o coração e restaura em nós a autoestima necessária para uma vida feliz e equilibrada.

Quer uma faxina em sua vida? Seu “trabalho” é apenas encarar a si mesmo no espelho da alma, identificar impurezas do coração e clamar a Deus para que faça o trabalho de limpeza espiritual que só Ele pode fazer.

Não importa o quanto estejamos sujos. Deus tem produtos de limpeza espirituais ideais para nos deixar limpinhos. Permita que Ele deixe a casa de sua vida limpa e perfumada com amor e pureza.


Domingo – 16 de setembro

Bondade

Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados! Provérbios 14:21

Havíamos passado as últimas quatro semanas arrecadando produtos de higiene e alimentos. Os jovens da igreja estavam empolgados com o trabalho que fariam naquela tarde. Algumas semanas antes, tínhamos recebido uma ligação nos informando que havia um asilo na cidade precisando de ajuda. Quase 50 idosos moravam lá, a maioria abandonada pelos familiares.

Juntamos o máximo possível de produtos, convidamos o grupo musical dos jovens e partimos para aquela ação que faria muito bem aos moradores do asilo. Sem dúvida, eles foram beneficiados. Além de sorrirem e conversarem, eles nos contaram sua história de vida e ouviram muitas músicas que falavam de Deus. Também li a Bíblia com eles e falei sobre o amor de Cristo.

Entretanto, não foram apenas aquelas pessoas que se beneficiaram com a ação. Nós também fomos muito beneficiados. Saímos de lá com muita felicidade no coração. A sensação de ajudar alguém é uma das mais gostosas que podemos sentir.

Infelizmente, não temos condições de ajudar todas as pessoas que sofrem no planeta. A pobreza e o sofrimento são efeitos do pecado que só acabarão com a volta de Jesus. No entanto, podemos aliviar o sofrimento daqueles que estão perto de nós.

Muitas pessoas precisam de comida, agasalho, ajudas materiais diversas ou simplesmente um pouco de atenção. O provérbio de hoje nos incentiva a tratarmos com bondade as pessoas que necessitam. Passar pela rua e jogar um pedaço de pão ou uma moeda para alguém não é exatamente tratar a pessoa como Deus espera. Deveríamos olhar nos olhos, perguntar o nome; enfim, mostrar interesse pelas pessoas.

Jesus fez isso conosco. Ele não lançou as bênçãos do Céu para a Terra, mas desceu aqui, identificou-Se conosco, comeu nossa comida e chorou nossas lágrimas. Ele é o maior exemplo de bondade do Universo.

Na próxima vez que você tiver oportunidade, ajude alguém, mas não se esqueça de que, muitas vezes, as maiores necessidades das pessoas são emocionais e espirituais. Faça como Jesus: seja bondoso com todos e ajude a melhorar o mundo de alguém.


Sábado – 15 de setembro

Amizade verdadeira

Os pobres são evitados até por seus vizinhos, mas os amigos dos ricos são muitos. Provérbios 14:20

Querer ser próximo de alguém por causa do dinheiro ou da influência que ele tem é algo mesquinho e triste. Amizades por interesse são vergonhosas. Por outro lado, a amizade verdadeira é um dos bens mais preciosos. Todos aqueles que possuem uma amizade verdadeira sabem o que significa ser amigo, independentemente do que o outro tem ou é. Esse tipo de relacionamento deve ser mantido e celebrado.

O poeta Vinícius de Moraes escreveu uma linda crônica em homenagem à amizade verdadeira: “Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. […] A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. […] Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente, os que só desconfiam – ou talvez nunca vão saber – que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.”

Essas palavras do poeta nos levam a refletir a respeito de como nos portamos como amigos. Será que, como o provérbio de hoje expôs, temos sido amigos apenas daqueles que podem nos oferecer alguma coisa ou nossas amizades são verdadeiras? Quando nos aproximamos das pessoas, estamos mais interessados em oferecer nossas dádivas ou em sugar o que os outros têm? Precisamos pensar sobre essas coisas.

Não se espera de um cristão que ele se aproxime de pessoas apenas para levar vantagem em relação a seus bens, sua influência ou suas habilidades. Fazer amizade com o melhor aluno da sala, por exemplo, apenas interessado nas vantagens que se poderá ter, é algo impensável para um seguidor de Cristo. Igualmente errado seria recusar a amizade de alguém apenas porque essa pessoa é pobre ou desprovida de habilidades aparentes.

Jesus nos dá o grande exemplo de como devem ser as amizades. Ele veio à nossa procura, desejando ser nosso Amigo, mas não estava interessado em tirar nada de nós, mesmo porque não temos nada para dar a Deus.

O que Ele mais quer é oferecer algo que nunca conseguiríamos ter sem Sua amizade: a salvação. Diante de tamanho exemplo, reconheça Jesus como seu amigo hoje e sempre e, como Ele, seja um amigo de verdade para as outras pessoas.


Sexta-feira – 14 de setembro

O Herói cósmico venceu

Os maus se inclinarão diante dos homens de bem, e os ímpios, às portas da justiça. Provérbios 14:19

Em geral, os enredos de filmes de ação são bem semelhantes. Sempre há um herói e um inimigo malvado. Durante o filme, o representante do mal leva algumas vantagens e, por algum tempo, parece que irá vencer. Próximo ao final do filme, há uma reviravolta, e o herói começa a ganhar. No fim de tudo, o bem vence o mal.

Na vida real, nós participamos de uma batalha cósmica, na qual também há um herói e um inimigo. Jesus luta contra o diabo; porém, há um detalhe diferente no enredo dessa história de amor e ação. A vitória do bem foi apresentada e confirmada muito antes do episódio final. Quando Jesus morreu na cruz do Calvário, Satanás foi completamente derrotado.

Em breve, a cena descrita no provérbio de hoje acontecerá em dimensões cósmicas. Satanás, seus anjos e todos os ímpios reconhecerão que Deus é justo e que o bem venceu.

Ellen White faz uma descrição emocionante desse dia: “O objetivo do grande rebelde foi sempre se justificar e provar que o governo divino é responsável pela rebelião. Nesse propósito, ele aplicou todo o poder de sua gigantesca inteligência. […]. Durante milhares de anos, esse chefe conspirador tem apresentado a falsidade em lugar da verdade. Mas agora é chegado o tempo em que a rebelião finalmente será sufocada, e a história e o caráter de Satanás serão revelados. Em seu último e grande esforço para destronar a Cristo, destruir Seu povo e tomar posse da cidade de Deus, o arquienganador foi completamente desmascarado. Os que a ele se uniram, veem o fracasso completo de sua causa. Os seguidores de Cristo e os anjos leais contemplam a extensão total de suas armações contra o governo de Deus. E Satanás se torna alvo de aversão universal. O inimigo vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. Desenvolveu suas habilidades para guerrear contra Deus; a pureza, paz e harmonia do Céu seriam uma tortura extrema para ele. Suas acusações contra a misericórdia e justiça de Deus silenciaram agora. A culpa que se esforçou por lançar sobre o Senhor recaiu inteiramente sobre ele. E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença” (O Grande Conflito, p, 670, linguagem adaptada).

O fim dessa batalha universal já está definido. Jesus já venceu. Escolha hoje o lado do vencedor!


Quinta-feira – 13 de setembro

Ira santa

Quem é irritadiço faz tolices, e o homem cheio de astúcias é odiado. Provérbios 14:17

Você já leu o texto bíblico que diz: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26, ARA)? A que tipo de ira esse texto se refere?

Nessa passagem, o apóstolo Paulo faz uma citação do Salmo 4:4, que diz: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.” Quando juntamos os dois versículos bíblicos podemos concluir inicialmente que a ira a que eles se referem não é uma ação violenta contra outra pessoa. O salmista recomenda que a pessoa irada deve consultar sozinha o próprio coração enquanto deita para dormir e, assim, sossegar.

A ira à qual esses textos aludem está mais relacionada ao coração do que às ações. Por isso, não tem nada a ver com violência física, emocional ou qualquer tipo de ofensa contra outra pessoa.

Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia nos ajuda a compreender o sentido real desses textos: “Várias sugestões têm sido dadas na tentativa de evitar a implicação de uma ordem para se irar, mas nenhuma delas é satisfatória. A solução mais simples parece ser a de considerar a ira nesta passagem como uma justa indignação. Um cristão que não se indigna contra as injustiças e a iniquidade pode ser também insensível a algumas situações que deveriam preocupá-lo. […]. Jesus não ficou irado por qualquer afronta pessoal, mas pelos desafios hipócritas a Deus e pelas injustiças cometidas contra os seres humanos (ver Marcos 3:5). A ira é justificável quando se dirige contra a conduta errada, porém sem animosidade contra o malfeitor. Ser capaz de separar esses dois elementos é uma conquista cristã” (vol. 6, p. 1.140).

Nessa perspectiva, é possível se irar (indignar) contra a corrupção do governo, contra uma injustiça qualquer, contra uma situação de humilhação na rua, mas sem pecar. O pecado ocorre quando essa ira se apresenta de forma ofensiva contra os outros.

A Bíblia não está recomendando que sejamos passivos diante do erro. A ideia é que devemos combater o ato errado sem agredir, de alguma forma, a pessoa que errou. Jesus é o grande exemplo disso. Ele odeia o pecado, mas ama o pecador.

Se, por algum motivo, o sentimento de ira aparecer em seu coração, submeta-o a Deus. Peça ao Senhor que seus motivos de ira sejam semelhantes aos Dele. Nunca aja com violência contra ninguém e jamais considere o pecado e a injustiça como algo normal. Agindo assim, até sua ira será santa.


Quarta-feira – 12 de setembro

Confiança equilibrada

O inexperiente acredita em qualquer coisa, mas o homem prudente vê bem onde pisa. Provérbios 14:15

Hoje em dia, é muito comum o comércio pela internet. O volume de compras e vendas é gigantesco; mas nem todas as páginas são de confiança. Esse é um alerta recorrente das autoridades da área.

Antes de comprar algo pela web, é preciso conferir se o site tem um bom histórico de vendas. Não se pode confiar irrestritamente em qualquer página. Esse fato, no entanto, não é motivo para rejeitarmos todos ossites e pararmos de fazer compras on-line. Com calma e informações prévias, é possível ter segurança para fazer negócios na rede mundial de computadores.

Fora do mundo digital, também é preciso termos cuidado com o nível de confiabilidade das pessoas e instituições com as quais nos relacionamos. Como no caso das compras on-line, em nosso dia a dia, devemos evitar, a qualquer custo, a confiança exagerada e a desconfiança desproporcional.

Não podemos negar que existem muitos motivos para termos receio de confiar nas pessoas; os exemplos ruins, porém, não podem ser pretextos para simplesmente deixarmos de confiar em qualquer indivíduo. O fato de termos sido traídos uma vez por alguém também não deveria ser motivo para decidirmos não mais confiar em ninguém. As pessoas são diferentes e podem mudar, inclusive quem traiu.

Jesus sabia que algumas pessoas não seriam confiáveis e, por isso, aconselhou Seus discípulos assim: “Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mateus 10:16). Prudência é a palavra de ordem. Não devemos confiar demais nem desconfiar excessivamente.

No entanto, existe uma pessoa que é completamente confiável e que nunca nos trairá: Deus. O salmista declarou: “É melhor buscar refúgio no Senhor do que confiar nos homens” (Salmo 118:8). O profeta Isaías disse: “Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna” (Isaías 26:4).

No Senhor, podemos fundamentar a vida na certeza de que Ele nunca falhará. Deus não muda e não pode ser levado ao sabor das circunstâncias. Ele é eterno e assim também é Sua Palavra.

Por isso, confie totalmente em Deus e peça ajuda a Ele para seus relacionamentos. Assim, você será feliz e navegará seguro pela rede da vida.


Terça-feira – 11 de setembro

Paradoxos da vida

Mesmo no riso o coração pode sofrer, e a alegria pode terminar em tristeza. Provérbios 14:13

Ao longo de mais de uma década como professor, já participei de muitas formaturas. Esses são momentos paradoxais. Em geral, essas celebrações de vitória acadêmica misturam sentimentos opostos. Em formaturas, muitas vezes, vi lágrimas e sorrisos brotando ao mesmo tempo do mesmo rosto. Expressões faciais que não conseguem definir direito o limite entre a dor da separação e a felicidade da conquista. A tristeza e a alegria coexistem paradoxalmente nesses eventos.

A vida é como uma imensa formatura. Se observarmos bem, em muitas situa­ções, nos deparamos com as contradições da existência. Não é difícil pensarmos em algumas:

A alegria de passar no vestibular é acompanhada da tristeza de deixar para trás os amigos da educação básica.

A alegria da promoção do pai contrasta com a tristeza de ter que deixar a cidade natal.

A tristeza pela morte de alguém pode estar acompanhada pelo alívio em ver quem tanto amamos livre do sofrimento e angústia de uma doença que o consumia e maltratava.

A tristeza de deixar os pais é acompanhada da alegria do início de um casamento.

A felicidade de ter um filho sempre carrega a apreensão com o futuro dele.

A vida é assim, cheia de paradoxos e contradições. Precisamos aprender a viver tranquilos apesar dessa realidade. Isso só é possível se descansarmos nos braços do Pai celestial.

Meu filho tem três anos de idade e, perto da nossa casa, há uma fazendinha, onde vivem vários animais. Ele gosta muito de observar as galinhas. Meu filho costuma caminhar em direção aos bichinhos; mas, quando chega perto da cerca, sempre busca minha mão. Sem segurar a minha mão, ele não tem coragem de se aproximar. Entretanto, a presença paterna faz com que ele enfrente o medo das inofensivas aves.

Entre nós e Deus não é diferente. De mãos dadas com Ele, conseguimos enfrentar as contradições da vida sem medo. Mesmo em meio aos paradoxos da vida, podemos avançar confiantes no amor eterno do Pai.


Segunda-feira – 10 de setembro

Caminhos

Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte. Provérbios 14:12

“O caminho é esse mesmo? Você tem certeza?”, perguntou Maria, apreensiva, no banco do passageiro. “Claro, é esse o caminho”, afirmou João, enquanto eles avançavam por uma estrada pela qual nunca tinham passado. Depois de quase uma hora de viagem naquela rodovia, João, também já desconfiado do caminho, resolveu “dar o braço a torcer” e parar para perguntar. Encostou o veículo em um posto de combustível, desceu para falar com o frentista e voltou para o carro. Envergonhado, teve que admitir que sua certeza estava errada. Eles teriam que voltar quase cem quilômetros para tomar o caminho correto.

Às vezes, vivemos situações semelhantes na vida. Talvez você nunca tenha se perdido dirigindo um carro, mas, quem sabe, já tenha descoberto caminhos errados em sua trajetória. Muitos de nós vivemos isso em algum momento da existência.

Todas as vezes que tentamos seguir a direção que queremos, estamos arriscando entrar em caminhos errados que nos levarão a destinos completamente diferentes daqueles que sonhamos.

Isso pode acontecer, por exemplo, com as relações amorosas. Um casal em jugo desigual pode pensar que seu namoro é o caminho certo, mas não sabem que podem estar tomando um rumo de morte espiritual, moral e social.

Outra área em que podemos nos enganar é na escolha da profissão. Às vezes, escolhemos áreas de atuação que podem nos parecer interessantes, mas que, em longo prazo, nos trarão prejuízos e falta de realização.

Essas coisas acontecem quando escolhemos nosso rumo sem o auxílio divino. Quando sentamos no banco do motorista da vida e nos guiamos por onde achamos que é certo, entramos em rotas perigosas. O melhor e mais seguro que podemos fazer é sair do banco do motorista e entregar a direção da vida para Deus. Ele sabe quais os caminhos que levam à vida e sabe evitar os que conduzem à morte.

Por isso, faça hoje a seguinte oração: “Senhor, dirige minha vida. Tira-me das rotas perigosas e guia-me pela estrada que leva à vida eterna. Entrego o controle do meu destino em Tuas mãos. Em nome de Jesus, Amém.”


Domingo – 9 de setembro

A dor e a delícia de ser quem é

Cada coração conhece a sua própria amargura, e não há quem possa partilhar sua alegria. Provérbios 14:10

A expressão: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, de Caetano Veloso, contém uma verdade sobre os seres humanos. Existem coisas sobre as pessoas que nós não sabemos, e isso deve nos deixar mais cautelosos quando formos tentados a julgar alguém.

Conheci um jovem que era revoltado com a vida. Na escola, desrespeitava os professores e agredia os colegas. Ele quase foi desligado do colégio, mas, finalmente, a direção soube de sua história. Ele era fruto de uma relação extraconjugal do pai. A mãe o desprezou, e a família do pai não o aceitava. Nos feriados, ele ficava sozinho no residencial do internato, porque o pai não o queria em casa. Quando conhecemos toda a história, passamos a enxergá-lo de modo diferente. Os resultados foram surpreendentes. Ele melhorou muito.

Entrei em contato com a história de uma jovem que não tolerava a presença de homens mais velhos. Ela mantinha uma distância maior que a normal dos professores, pastores e outros homens de mais idade. Era algo estranho. Até que veio à tona acontecimentos do passado que estavam guardados no fundo de seu ser. Ela havia sido violentada pelo padrasto na infância e adolescência. Qualquer homem mais velho trazia a ela a imagem de seu algoz.

Precisamos ter cuidado com os julgamentos que fazemos em relação a outras pessoas. Às vezes, comportamentos estranhos, atitudes violentas e reações desproporcionais são apenas maneiras de se defender de alguma angústia interior. Somos rápidos para rotular os outros como mal-educados, imaturos, etc. No entanto, se conhecêssemos a dor de algumas pessoas, certamente assumiríamos outra postura com elas.

Deus é o único que conhece cada ser humano em seu aspecto mais íntimo. Ele sabe qual é a dor e a delícia de sermos quem somos. É por isso que Ele sempre nos trata com misericórdia, pois conhece os motivos mais íntimos para nossas ações.

Da próxima vez que encontrar alguém que aja de maneira estranha, esforce-se para não julgar. Procure olhar essa pessoa com os olhos de Jesus. Coloque-se no lugar dela, aja com maturidade e respeito. Isso resultará em bênção para você e para o próximo.


Sábado – 8 de setembro

Erro no sistema

Os insensatos zombam da ideia de reparar o pecado cometido, mas a boa vontade está entre os justos. Provérbios 14:9

Quem usa computadores, em algum momento, já teve que ter paciência com travamentos ou fechamentos bruscos da página. Algumas vezes, mensagens de erro aparecem com ofertas de reparos. Certa vez, cliquei em uma dessas ofertas e tive que esperar um bom tempo enquanto o computador reparava o erro. Não sei explicar o que aconteceu com o sistema operacional; mas, quando finalmente o computador voltou a funcionar, o erro estava resolvido.

Reparar o erro não é apenas uma função automática de um sistema operacional de computador. Também é uma característica de todos aqueles que têm o coração transformado por Cristo.

Existe um vírus chamado pecado que foi colocado em nosso “sistema” no dia em que Adão e Eva comeram do fruto proibido no jardim do Éden. Deus havia avisado ao casal que eles deveriam ficar longe daquela árvore; eles, porém, não deram ouvidos. Desde aquele dia, todos os seres humanos passaram a ter defeitos em sua natureza.

Todos cometem erros, desde o pastor da igreja até o membro mais novo na fé. O apóstolo Paulo disse: “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Mesmo sendo tão iguais assim, existe uma coisa que distingue os pecadores que são de Cristo daqueles que não são: a atitude pós-pecado.

Quando “o sistema operacional” comete um erro, quem não entregou a vida de modo completo a Jesus continua a vida como se nada tivesse acontecido. Não surge na consciência uma mensagem indicando que eles devem fazer algo em relação àquela falha. Já os que são 100% de Jesus, agem de maneira diferente. Como seres humanos eles falham, mas seu diferencial é o arrependimento. O Criador do “sistema operacional” envia uma mensagem oferecendo perdão e a indicação da reparação do erro. Os cristãos verdadeiros atendem ao chamado divino.

Confissão e arrependimento são as primeiras coisas que devemos fazer. Além disso, é preciso ter disposição para reparar o erro cometido. Se prejudicamos alguém, devemos fazer o possível para consertar o que fizemos. Se demos prejuízo, devemos ressarcir.

Um dia, o Criador restaurará nosso “sistema operacional” para a condição de perfeito. Até lá, sigamos com Ele todos os dias de nossa vida. Ele nos ajudará a reparar os erros cometidos.


Sexta-feira – 7 de setembro

Mantenha distância

Mantenha-se longe do tolo, pois você não achará conhecimento no que ele falar. Provérbios 14:7

Você já deve ter ouvido falar das ondas eletromagnéticas nas aulas de física ou ciências. Elas são responsáveis por muitos benefícios trazidos pela tecnologia; porém, há um problema surgindo no horizonte. A revista Superinteressante expôs a situação: “As ondas eletromagnéticas são tão comuns que normalmente ninguém se dá conta delas. […] Benéficas servas da humanidade, uma das marcas registradas do século 20, essas ondas estão agora sob a implacável luz de uma grave suspeita: mesmo nas fracas doses emitidas pela rede de distribuição de energia ou pelos eletrodomésticos, dos cobertores elétricos aos aparelhos de TV, dos secadores de cabelo às máquinas de café, elas poderiam causar câncer.”

Não existem estudos claros provando a relação entre essas ondas e o câncer; como prevenção, porém, o melhor a se fazer é ficar o mais longe possível delas. Se realmente essas ondas são prejudiciais, a única medida segura é a distância.

No entanto, é fato comprovado que há pessoas que liberam “ondas de tolice” para quem está a seu redor. Suas palavras são condutoras de coisas imorais e inúteis que não prejudicam apenas a elas, mas causarão um “câncer na alma” daqueles que dão atenção às suas palavras.

Não é pecado mantermos distância de pessoas que insistem em viver contra os princípios divinos; pelo contrário, estaremos seguindo uma clara recomendação bíblica exposta no provérbio de hoje. O que essas pessoas transmitem não adiciona nenhum tipo de conhecimento para o bem.

É lógico que não devemos nos isolar de pessoas que ainda não conhecem Jesus; devemos estar perto delas, tentando influenciá-las para o bem e pregando a Palavra de Deus a elas. Não é sobre pecadores comuns que o sábio está falando. O versículo de hoje se refere àqueles que já decidiram viver longe de Deus. Desses, mantenha distância!

Um dia, Deus separará definitivamente os salvos dos perdidos. Quando isso ocorrer, deixaremos de nos preocupar com quem nos relacionamos, pois todos seremos perfeitos.

Até a volta de Jesus, selecione bem seu grupo de amigos e fique longe de quem quer influenciar você para o mal. Nunca se esqueça de sempre estar bem perto daqueles que querem influenciar você para o bem e, acima de tudo, fique sempre bem próximo de Jesus Cristo.


Quinta-feira – 6 de setembro

Pagando o preço

Onde não há bois o celeiro fica vazio, mas da força do boi vem a grande colheita. Provérbios 14:4

Um dos maiores sites de notícias do Brasil trouxe uma matéria que impressiona só pela chamada: “Estudante de 17 anos passa em dez vestibulares de medicina.” Na lista de faculdades, estão as mais concorridas do Brasil, e o garoto escolheu a USP para estudar.

A matéria reproduziu uma declaração do aluno sobre a sua rotina de estudos: “Eu tinha aula de manhã, e ficava, às vezes, até as 17h30. Quando eu chegava em casa continuava estudando. De três a cinco horas por dia. Só parava para jantar e tomar banho. Nos fins de semana, eu costumava estudar umas sete horas por dia.”

Um professor contou que “o rapaz sempre foi muito focado. Sempre tirou notas altíssimas em todas as disciplinas, mesmo as que ele dizia não ter muita afinidade. Mas o que mais chamava atenção nele era sua performance participativa. Ele participava de tudo: olimpíadas, aulas de aprofundamento, simulados. Tudo o que a escola oferecia, ele aproveitava, e muito bem”. Esse jovem soube usar o tempo e o vigor para crescer na vida.

O provérbio de hoje apresenta uma situação que envolve trabalho, produção e dedicação. Em um contexto agrícola, o sábio mostra um agricultor que dispensou o uso de bois para o serviço com a terra e, sem essa força de trabalho, o resultado da produção foi nulo. A mensagem é clara: quem não está disposto a investir em si mesmo e em seu trabalho acabará de mãos vazias.

Algumas pessoas querem ter uma grande colheita dispensando os bois do arado. São pessoas que sonham em ser bons alunos, mas não querem abrir mão da diversão para estudar um pouco mais. Pessoas desse tipo também acham que serão espirituais sem dedicar tempo para a devoção pessoal.

Pagar o preço do sucesso é necessário em quase todas as áreas da vida. Se quiser chegar ao topo, terá que pisar na base, escalar obstáculos e ferir os pés. Até Cristo teve de pagar um preço alto para alcançar o sucesso. Ele pagou o preço da cruz para nos salvar.

Para passar em vestibulares, conseguir o emprego dos sonhos, ter sucesso na escola ou ser o melhor no esporte, é preciso pagar o preço com esforço e dedicação. A única área em que não temos preço a pagar para alcançar um grande bem é a salvação. Nesse caso, o preço foi pago por Cristo. Portanto, valorize e aceite o preço pago por Cristo e seja feliz.


Quarta-feira – 5 de setembro

Retidão

O que anda na retidão, teme ao Senhor. Provérbios 14:2, ARA

Dirigir não é exatamente o que eu mais gosto de fazer. Sempre que posso andar no banco do carona, não perco a oportunidade. Um dos motivos é que a estrada me dá sono, especialmente quando estou em uma rodovia com retas muito longas. Por não ter que frear, ou mudar a marcha, desviar de carros e pedestres e fazer outras manobras, o tédio logo vira sono.

Na vida espiritual acontece o contrário do que ocorre comigo nas rodovias. A “retidão” das pistas me causa sono; a retidão do cristão, porém, o mantém bem acordado. Quanto mais reto é o nosso caminho pela vida, mais alerta estaremos. O sono espiritual não pega quem está “dirigindo” no caminho da retidão.

A Bíblia apresenta uma série de personagens que andaram em retidão diante de Deus e dos homens. Um deles foi o patriarca Jó. Ao descrevê-lo, o próprio Deus disse que ele era “íntegro e reto, temente a Deus e que se [desviava] do mal” (Jó 1:8, ARA). Nessa descrição poética de pessoa de Jó, Deus coloca em paralelo integridade e temor a Deus, retidão e desviar-se do mal. Perceba a beleza da palavra retidão no contexto bíblico. O reto é aquele que se desvia do mal.

No mundo em que vivemos, a retidão só será alcançada se estivermos atentos às ciladas do mal e nos desviarmos delas. Isso exige uma decisão firme e particular de não deixar os olhos descansarem sobre a tentação. Se sabe que o caminho pelo qual está seguindo vai levar você para o pecado, desvie-se dele para ser reto diante de Deus.

Na prática, isso significa que é melhor desligar o computador quando você percebe que está sendo tentado a acessar sites impróprios; é melhor terminar o namoro se você percebe que estão em um caminho moralmente muito perigoso; é melhor trocar de grupo de amizade se a turma em que você está agora só quer levar você a locais que não são aprovados por Deus. A atitude de se desviar do mal fará com que você seja reto.

Todos nós sabemos que precisamos ser retos e, portanto, evitar que o mal faça morada em nosso ser. Mesmo assim, alguns de nós vivem caindo no pecado e outros, em vez de se desviarem, correm e abraçam o mal como se fosse algo bom. Isso acontece por não terem força moral para mudar suas atitudes.

A solução para tudo isso é seguirmos em uma estrada reta em direção a Deus todos os dias de nossa vida. Permita que Jesus seja o motorista de sua vida e, assim, o mal sempre ficará fora de sua rota.


Terça-feira – 4 de setembro

Uma bênção para o mundo

A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua. Provérbios 14:1

Se eu entregasse a você agora uma panela com água e perguntasse: Daqui a 30 minutos esta água estará congelada ou fervendo? Depois de me olhar desconfiado e pensar que estou ficando louco, sua resposta certamente seria: “Depende de onde colocarmos a panela”. Está certo. Se colocarmos a panela sobre o fogo, a água estará fervendo, mas se a colocarmos no congelador, a água virará uma pedra de gelo. O líquido é o mesmo; a forma dele, porém, dependerá do elemento com o qual entrar em contato.

Em aspectos gerais, somos todos iguais. Contudo, o que seremos daqui a dez anos dependerá das pessoas, lugares e circunstâncias com as quais entrarmos em contato no presente. De maneira especial, o contato com Deus (ou a ausência desse contato) fará grande diferença na nossa composição espiritual, moral e até física.

O provérbio de hoje fala de duas formas com as quais uma mulher pode se apresentar diante da sua família e da sociedade. Ela pode ser sábia ou insensata. Embora o texto trate de uma figura feminina, qualquer um de nós pode ser sábio ou insensato. Vai depender do que temos como princípios em nossa vida.

A diferença entre um sábio e um insensato está na “temperatura” das coisas com que entram em contato. Se são colocados na geladeira do pecado, virarão pedras de gelo, completamente insensíveis aos apelos divinos; mas, se estiverem expostos ao fogo do Espírito Santo, dentro de algum tempo, estarão fervendo espiritualmente.

Portanto, quem nós seremos daqui a 30 minutos ou daqui a dez anos começa a ser definido agora. Se nós passamos muito tempo com más companhias, assistindo a programas ruins na TV, jogando games violentos ou vendo o que não deveríamos na internet, ficamos semelhantes a essas coisas. Por outro lado, se gastamos tempo com a Bíblia e com a oração, se frequentamos a igreja, se temos boas amizades e cuidamos com o que vemos e ouvimos, certamente seremos pessoas sábias.

A consequência imediata de nossa decisão será o benefício ou não daqueles que estão a nosso redor. Como a mulher do versículo de hoje, nós também levamos coisas boas ou ruins para os ambientes que frequentamos. Por isso, decida hoje estar rodeado de Deus e daqueles que O amam. Assim, você será uma bênção para o mundo.


Segunda-feira – 3 de setembro

Satisfeito

O justo come até satisfazer o apetite, mas os ímpios permanecem famintos. Provérbios 13:25

Um homem em um carro de luxo olha para um helicóptero e pensa: “Como eu gostaria de ter um helicóptero.” Ao lado, há outro homem em um valioso carro off road pensando sobre o carro de luxo: “Esse é o meu sonho.” Paralelo a ele, está outro homem em um carro novo pensando: “Um off road não seria nada mal.” Ao lado, outro homem pensa em seu carro velho: “Um carro novo é meu sonho.” Nesse momento, um ciclista olha para o carro velho e deseja: “Como eu gostaria de ter um carro.” Um homem na parada de ônibus cogita: “Como gostaria de ter uma bicicleta.” Da janela de um apartamento, um homem em cadeira de rodas lamenta: “Puxa, aquele homem na parada de ônibus pode ir aonde quiser.”

Esse é o enredo de um vídeo que circulou pelas redes sociais que trata basicamente da característica humana de não se satisfazer com o que tem. Sempre estamos querendo ter as coisas do outro. Nosso celular não é o melhor, a casa em que moramos podia ser igual à do colega, o carro do meu pai é inferior ao do pai do meu amigo. E por aí vai…

O provérbio de hoje trata sobre estar satisfeito. O apetite sobre o qual o texto fala não é apenas a vontade de comer, mas refere-se a tudo quanto gostaríamos de possuir na vida. Muitos de nós têm no coração um sentimento de insatisfação constante. São pessoas que estão sempre de olho nas coisas dos outros e são incapazes de se alegrar com o que têm.

Essa é uma situação que caracteriza quem ainda não entregou completamente a vida a Deus. Como existe um vazio no coração, tentam preenchê-lo com coisas, títulos e dinheiro. A fome por mais é tão grande que não pode ser saciada.

O apóstolo Paulo nos dá uma lição muito forte sobre esse assunto: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso Naquele que me fortalece” (Filipenses 4:12, 13).

Quando entregamos a vida nas mãos de Jesus Cristo, Ele ocupa todos os espaços do nosso ser, de tal forma que, embora não tenhamos tudo o que gostaríamos de ter, somos felizes com o que temos. A única fome que deve ser constante em nossa vida é a fome por Deus. Dele nunca deveríamos estar completamente saciados. Buscá-Lo mais é nosso dever hoje e o será por toda a eternidade.


Domingo – 2 de setembro

Amor em forma de disciplina

Quem não castiga o filho não o ama. Quem ama o filho castiga-o enquanto é tempo. Provérbios 13:24, NTLH

Embora fosse bem jovem, com cerca de sete anos, lembro-me bem daquele dia. Eu estava no banho com meu irmão, três anos mais novo, e disputávamos espaço em nossa “piscina”, uma bacia grande que tínhamos no banheiro. Como apenas um de nós cabia nela, quem conseguisse entrar primeiro seria o dono do “pedaço”.

Começamos a empurrar um ao outro, gritar e chorar. Aquela disputa épica deve ter durado cerca de um minuto, tempo suficiente para os dois estarem chorando. De repente, a porta do banheiro se abriu. A dobradiça rangeu um pouco e, do lado de fora, estava uma figura grande, imponente, segurando um objeto assustador nas mãos. Era a minha mãe com um cinto na mão.

Ali mesmo, fomos disciplinados e aprendemos rapidinho a dividir a bacia/piscina. A lição ficou para toda a vida. Não guardo nenhuma mágoa pelas correções de minha mãe. Às vezes, ela teve que usar os castigos físicos, outras vezes, usou métodos diferentes. Agradeço a Deus por ter dado coragem e amor a ela para fazer o que deveria ser feito.

Em geral, os pais corrigem por amor. Talvez você não compreenda muito bem isso agora ou até fique com raiva cada vez que eles proíbem de ir para a rua, retiram o celular, impedem você de assistir à sua série favorita ou usam o castigo físico. Mas acredite: tudo isso é feito com o intuito de fazer você crescer.

Como diz o provérbio de hoje, se o pai disciplina, é porque ama e quer ver o filho feliz. Diante disso, a grande questão é: Como reagir à disciplina imposta pelos pais?

Os filhos devem aceitar a correção e refletir em suas ações que resultaram na repreensão. Encare a disciplina como oportunidade de crescimento. Se nos colocamos em posição de aprendizes na vida, conseguimos aprender com nossos erros e, assim, não vivemos repetindo decisões erradas.

Evitar o castigo é sempre melhor. Quem reflete nas decisões que toma consegue isso. Agir com cautela e sempre de maneira bem pensada nos ajudará a errar menos e, consequentemente, sofrer menos castigos.

Deus é um Pai amoroso. Ele castiga Seus filhos para a salvação. Por isso, seus pais, seguindo o modelo do Pai do Céu, fazem o mesmo. Aceite a disciplina que vem de Deus e de seus pais. Dependendo da situação, essa pode ser a maneira mais evidente de demonstrar amor.


Sábado – 1 de setembro

Injustiça

As terras dos pobres produzem boas colheitas, mas os homens desonestos não deixam que elas sejam aproveitadas. Provérbios 13:23, NTLH

A fome é uma das mazelas mais terríveis da Terra. Não é fácil ver crianças desnutridas e com corpos esqueléticos por não terem nem três refeições semanais. Estima-se que cinco crianças morrem por minuto no planeta vítimas da desnutrição. O mais triste, no entanto, é saber que essa situação poderia ser diferente, caso a corrupção não desviasse os recursos que saciariam a fome de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Se a corrupção no mundo diminuísse, menos pessoas estariam padecendo sem comida. Essa é a avaliação de Selim Jahan, diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sediado em Nova York. Em entrevista, ele afirmou que “a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro. Quando você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção, você tem dinheiro, mas o perde”.

Por causa da injustiça e da desonestidade de alguns, os pobres sofrem. Essa é uma realidade no Brasil e na maioria dos países do planeta. Embora não tenhamos como resolver toda a miséria e injustiça do mundo, devemos fazer o possível para amenizar a situação.

Nossas atitudes devem confrontar a injustiça. Em primeiro lugar, não podemos aceitar a corrupção. Já ouvi alguém dizer: “Todos roubam, qual o problema de eu roubar também?” Nunca podemos nos conformar com o mal.

Cristãos também devem fazer o que estiver ao alcance para combater a injustiça social. Não devemos virar o rosto para as coisas erradas. Se estiver dentro das nossas possibilidades, devemos fazer alguma coisa.

Em terceiro lugar, não devemos ser corruptos nos pequenos atos. Devolver o troco recebido a mais, pagar os impostos e não consumir pirataria são formas de não compactuar com as injustiças.

Infelizmente, enquanto vivermos neste planeta, veremos e sofreremos injustiças. Porém, nunca devemos nos acostumar com elas. Assim, faremos o possível para diminuí-las, sonhando com a volta de Jesus, quando todo o mal deixará de existir.


SETEMBRO 2018


Sexta-feira – 31 de agosto

Herança

O homem bom deixa herança para os filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é armazenada para os justos. Provérbios 13:22

Você já ouviu falar de Leonardo da Vinci? Certamente, nas aulas de História e Artes seus professores devem ter mencionado esse gênio da humanidade. Da Vinci viveu de 1452 a 1519. Ele foi cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta, músico e alquimista. O italiano deixou para a humanidade um legado não apenas artístico, apresentado em suas famosas telas e obras de arte, mas também contribuiu muito no campo das ciências exatas e da saúde.

O chileno Leonardo Santelices Ahumada, professor de arquitetura, desenho, artes e filosofia na Universidade Católica de Quito, capital do Equador, fez um resumo das contribuições de Da Vinci: “Leonardo da Vinci é a imagem clara do homem universal. Hoje vivemos a Era da Especialização. Já Da Vinci abre um espectro de possibilidades. Não está centrado em apenas ser pintor, ou anatomista, ou engenheiro. Sua busca era o aprofundamento do homem como um todo e como parte da natureza.” Leonardo da Vinci morreu há vários séculos, mas seu legado chegou até nós e não permite que a lembrança do gênio medieval se perca.

Ninguém tem a obrigação de ser um gênio como Da Vinci nem de deixar um legado que atravesse os séculos, mas todos nós temos a oportunidade de deixar uma herança para nossos descendentes, e não estou falando exatamente de bens materiais.

Muitos pais deixam riquezas para os filhos; mas, em muitos casos, pouco tempo depois, tudo isso acaba, porque o essencial não foi transmitido para a posteridade. Caráter, valores morais e fé são coisas que não se vão e constituem a verdadeira herança que uma pessoa pode receber. Essas “riquezas” estão disponíveis a todos e podem ser acumuladas a partir da comunhão com Deus, dos bons relacionamentos que construímos na vida e da responsabilidade com as coisas que vem à nossa mão para ser feito. O que pensamos sobre a honestidade, a maneira como tratamos os necessitados, a dedicação às nossas atividades profissionais, tudo isso vai formando a herança que deixaremos para nossos filhos e netos.

Se Jesus não voltar antes, todos nós morreremos e seremos lembrados de alguma forma. Como você gostaria de ser lembrado? A maior herança que poderíamos deixar para as gerações futuras são resultados das escolhas que fazemos agora. Portanto, decida viver de tal forma que, ao se lembrarem de sua vida, as pessoas reconheçam o importante legado de fé, amor e esperança que você deixou.


Quinta-feira – 30 de agosto

Deus e as máquinas

O infortúnio persegue o pecador, mas a prosperidade é a recompensa do justo. Provérbios 13:21

Infelizmente, algumas pessoas tratam Deus como se Ele fosse uma máquina automática, como aquelas que servem artigos alimentícios e guloseimas em aeroportos, por exemplo. Se você está com sede, aperta o botão e, em segundos, a bebida estará disponível. Se está com fome, vai até a máquina, aperta o botão e pronto: sua vontade será atendida. Depois vira as costas para a máquina e vai embora. Afinal, essas máquinas existem para nos servir e não para serem nossas amigas.

Deus não pode ser tratado assim. Ele está disposto a suprir nossas necessidades, mas Ele não é uma máquina que funciona na hora e da maneira que queremos. Fé não é manipular Deus para que Ele faça nossa vontade. Fé é confiar de tal forma em Deus que, se a resposta que queremos vier, O louvaremos, mas se ela não vier, também O louvaremos. Foi assim com Jó, com os três amigos de Daniel na fornalha ardente. Isso é temer a Deus sem interesse e amá-Lo sem restrições.

Daniel mostrou isso na cova dos leões. José evidenciou seu amor por Deus no Egito. Ester mostrou que faria o certo, mesmo que perdesse a vida. Paulo foi decapitado pelo evangelho. Com exceção de João, todos os apóstolos morreram como mártires.

A lista é grande, e muitas páginas poderiam ser escritas sobre cada um dos personagens acima. Entretanto, o “personagem” em destaque hoje é você. Por isso, pergunto: Você ama a Deus sem interesse? Seu compromisso com Ele independe das bênçãos recebidas? Se o Senhor não lhe desse mais nenhuma bênção até o fim de sua vida, ainda assim você O amaria?

Se observarmos com calma, todos os dias recebemos muitas bênçãos de Deus: o ar que respiramos, a casa em que moramos, forças para trabalhar e estudar e muitas outras. Entretanto, alguns ainda exigem mais de Deus.

O maior bem que Deus poderia nos oferecer é a salvação. Não foi uma máquina que nos salvou. Jesus decidiu entregar a vida por nós e fez isso por amor. Então, não vire as costas para Ele. Viva este dia na presença de Deus, servindo-O de todo o coração.


Quarta-feira – 29 de agosto

Prosperidade

O infortúnio persegue o pecador, mas a prosperidade é a recompensa do justo. Provérbios 13:21

Vivemos em uma época em que a religião tem virado uma espécie de comércio. Tenho certeza de que, se Jesus entrasse fisicamente em algumas igrejas hoje, Ele também pegaria o chicote e viraria as mesas dos cambistas da fé.

Lembro-me de uma vizinha que um dia chegou em casa após o culto de uma dessas igrejas, com uma vassoura de palha nas mãos. Até aí, nada estranho. A coisa ficou feia quando ela começou a varrer o marido enquanto o pobre homem dormia. Depois soubemos que ela tinha comprado aquela vassoura “abençoada” por cem reais. O líder religioso charlatão havia lhe dito que tudo o que fosse varrido com aquela vassoura ficaria livre das maldições do diabo.

Isso seria cômico se não fosse trágico. Infelizmente, existe muita gente “negociando” a fé. Nas palavras de Paulo, essa é uma atitude contrária ao verdadeiro ministério: “Portanto, visto que temos este ministério pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendando-nos à consciência de todos, diante de Deus” (2 Coríntios 4:1, 2).

No entanto, uma coisa precisa ser observada. Não haveria igrejas assim se não existissem pessoas interessadas nelas. Infelizmente, há muita gente interessada nos benefícios da cruz de Cristo, mas não quer carregar a própria cruz. Desejam os milagres de Jesus, mas rejeitam o Jesus dos milagres. A fé dessas pessoas é comercial. O pensamento é procurar uma igreja que ofereça benefícios, sem ensinar fidelidade ao evangelho. Nesse modo de pensar, a procura por Deus é completamente por interesse.

A teologia da prosperidade é uma das faces mais podres da deturpação que o diabo fez do evangelho eterno. É verdade que há muita gente sincera nessas igrejas e que estão ali enganadas. Por isso, é preciso que o evangelho puro seja proclamado, a fim de que os honestos que estão confundidos pelas mentiras do inimigo possam ouvir a voz do Pai e se render diante da cruz de Cristo.

O evangelho de Jesus é para libertar o homem do pecado em todas as suas formas, inclusive da ganância disfarçada de piedade. Permita que o Espírito Santo ensine você a amar a Cristo de todo o coração.


Terça-feira – 28 de agosto

Efeito manada

Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal. Provérbios 13:20

Muitas pessoas desconhecem o poder que o grupo exerce sobre os indivíduos. Essa força, porém, é real, e a Bíblia não é a única que fala sobre ela. Os profissionais da psicologia social há muito tempo vêm estudando a influência que o grupo exerce sobre as pessoas. Esse assunto já foi tema de muitos experimentos, sendo um dos mais famosos o “experimento Asch”.

O estudo recebeu esse nome graças a seu líder, o cientista Solomon Asch. Nascido em Varsóvia, na Polônia, Asch terminou seu doutorado em 1932, na Universidade de Colúmbia, EUA, e, na década de 1950, começou a fazer experimentos sociais importantes.

A pergunta que ele pretendia responder com seus estudos era: Como e até que ponto as forças sociais moldam as opiniões e atitudes das pessoas? Ele queria dados científicos de algo que é fácil de ser observado no cotidiano. Não sei se o Dr. Asch tinha conhecimento do provérbio de hoje, mas o texto bíblico trata exatamente desse assunto.

No experimento, a equipe de estudiosos chamava voluntários que queriam participar de um suposto teste de visão. Entravam na sala oito pessoas, mas sete delas eram atores e apenas uma era de fato voluntária. O aplicador do “teste de visão” mostrava para o grupo figuras em dois cartões, e cada um deveria dizer qual figura do cartão dois era idêntica à figura do cartão um.

Então, propositalmente, os atores davam a resposta errada de modo unânime. A intenção era ver se o voluntário manteria sua opinião, claramente correta, mesmo ficando contra todo o grupo. No total, 123 voluntários participaram da pesquisa, e eles eram sempre os últimos a responder. O resultado foi impressionante, pois mostrou que 75% dos participantes escolheram a alternativa errada ao menos uma vez; 37% dos voluntários erraram a maioria das respostas; 5% deles acompanharam a opção incorreta todas as vezes.

Essa força do grupo tem um nome popular: efeito manada. Isso é uma referência aos animais que, em manada, correm todos na mesma direção, sem saber a razão. No experimento de Asch, os voluntários optaram pelo erro, mesmo acreditando que a resposta certa seria outra. Eles fizeram isso por conta da força do grupo. Não queriam ser diferentes dos demais.

Precisamos ter cuidado com o grupo com o qual andamos, pois poderemos ser influenciados para o mal. Por isso, busque sempre andar com Jesus e com quem O ama. Assim, você não sofrerá o efeito manada.


Segunda-feira – 27 de agosto

Pregar é viver

O mensageiro perverso causa a desgraça, mas o de confiança traz a paz. Provérbios 13:17, NTLH

Trabalhar na obra da pregação do evangelho é o melhor remédio divino para a fraqueza espiritual. Se você sente que está frio espiritualmente, comece a trabalhar para Deus, e a situação mudará.

Ellen White conta a história de um viajante que, de tanto caminhar pela neve, estava quase congelando. De repente, ele ouviu os gemidos de um companheiro de viagem que também quase morria de frio. Então, mesmo sentindo a ameaça do frio, o viajante ficou com dó do outro e decidiu salvá-lo. Por muito tempo, esfregou as pernas do companheiro, para que ela não congelasse. Como não conseguiu colocá-­lo em pé, o viajante acabou carregando o pobre homem, até um lugar seguro. Foi então que percebeu que, ao se esforçar para salvar aquele viajante, acabou salvando a si mesmo, pois, ao tentar ajudar o desconhecido, todo o esforço empregado para carregá-lo fez com que o sangue dele mesmo se aquecesse (Obreiros Evangélicos, p. 198, 199).

Gosto dessa história porque me faz pensar que, enquanto eu estou trabalhando pela salvação de outros, eu me mantenho vivo espiritualmente. Boa parte dos problemas da igreja seriam resolvidos se os membros trabalhassem mais.

O próprio Senhor Jesus retratou o poder do trabalho missionário: “Venham a Mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o Meu jugo” (Mateus 11:28, 29).

O jugo é um instrumento de trabalho. Quando o fazendeiro põe o jugo sobre um animal, o está preparando para o serviço. O que Jesus estava querendo dizer é que trabalhando para Ele, nós teremos nossas cargas aliviadas e poderemos viver descansados Nele.

Se quisermos estar cada dia mais vivos espiritualmente, devemos nos envolver com a pregação do evangelho. Fale de Cristo para alguém todos os dias e você receberá poder vivificante da parte de Deus.


Domingo – 26 de agosto

Uma mensagem urgente

O mensageiro perverso causa a desgraça, mas o de confiança traz a paz. Provérbios 13:17, NTLH

O gigantesco império persa dominou quase todo o mundo antigo. Sua extensão era não apenas um símbolo de sua grandeza mas também um desafio para a administração. Em um tempo em que não existiam meios de comunicação em massa, fazer com que as informações saíssem de um ponto do império e chegassem a outro era um grande desafio.

Para resolver esse problema, foi desenvolvido o eficiente sistema de correio persa. Funcionava assim: um mensageiro pegava o envelope ou a mensagem e cavalgava o mais rápido que pudesse por alguns quilômetros até alcançar o posto seguinte, onde havia outro cavaleiro descansado que continuaria a viagem. Dessa forma, as encomendas e as cartas do imperador chegavam a qualquer lugar do império com muita velocidade. A transmissão da mensagem dependia da responsabilidade de cada mensageiro.

Nós também temos uma mensagem a levar, e Deus nos confiou a missão mais que especial de levar as boas-novas de salvação para toda a humanidade. Essa função de proclamar nos foi deixada pelo próprio Mestre. Cada cristão precisa estar engajado nesse trabalho por uma simples questão de amor a Deus e ao próximo. Martyn Lloyde-Jones falou o seguinte sobre esse assunto: “O fato de a igreja afastar-se da pregação é o responsável, em grande parte, pelo estado da sociedade moderna. […] A igreja, havendo abandonado sua verdadeira tarefa, tem abandonado a humanidade mais ou menos entregue a seus próprios recursos.”

Temos o privilégio e também a responsabilidade de nos envolvermos na proclamação do evangelho. Deus escolheu Se revelar ao mundo por meio de Seu povo. Isso também tem a ver com crescimento espiritual. Sobre isso, o pastor Alejandro Bullón escreveu: “A fim de viver essa experiência, a igreja deve passar por um processo de crescimento e, para atingir esse ideal, Deus lhe designou a Grande Comissão. A igreja precisa entender isto: Deus deseja que Seu caráter seja refletido ao mundo por meio de Seus membros. Eles também precisam entender que essa missão de testemunhar de Jesus não é nada menos que uma ferramenta divina destinada a produzir essa revelação.”

Existe uma mensagem urgente para proclamarmos, e você pode fazer parte dessa missão falando sobre o evangelho para quem está sob sua influência. Engaje-se no correio do Céu. Jesus conta com você.


Sábado – 25 de agosto

Os dois caminhos

O bom entendimento conquista favor, mas o caminho do infiel é áspero. Provérbios 13:15

Você já deve ter visto, em filmes de guerra, as perigosas minas terrestres. Elas foram muito utilizadas durante as duas grandes guerras do século passado. As minas eram explosivos pequenos enterrados em pouca profundidade de modo que, ao alguém pisar, ocorria uma explosão. Com cerca de meio quilo de explosivos, ao ser acionada, a mina se fragmentava, ferindo ou matando quem estivesse por perto.

Em 1997, 157 países assinaram o Tratado de Ottawa. Segundo esse acordo, as nações não deveriam produzir, manusear ou instalar minas terrestres nos combates militares. Além disso, deveriam retirar da terra possíveis minas que estivessem armadas. Esse tratado foi assinado, dentre outros motivos, porque as minas atingiam tanto militares quanto civis e, mesmo anos depois do fim do conflito, as bombas enterradas continuavam a fazer vítimas inocentes.

Andar em campo minado é uma das tarefas mais arriscadas que alguém poderia ter. Os militares que fazem o desarme desses campos usam roupas especiais e equipamentos que servem para evitar que eles pisem nessas pequenas bombas soterradas. Ninguém, em sã consciência, escolheria andar em um campo minado.

Apesar disso, algumas vezes, escolhemos andar por caminhos perigosos. O provérbio de hoje chama esse caminho de áspero. Esse é um dos grandes paradoxos bíblicos. O caminho que leva ao Céu é estreito, e o caminho que leva à perdição é largo (Mateus 7:13, 14). O caminho mais largo deveria ser o mais fácil de andar, mas não é assim.

O caminho mais seguro é o estreito. No largo, as pontes são frágeis e, muitas vezes, caímos ao tentar atravessá-las. Existe muita areia movediça, na qual vamos afundando aos poucos e, às vezes, sem perceber. No caminho largo, existem armadilhas prontas para nos pegar e, ao cairmos em uma delas, o “dono” do caminho faz questão que fiquemos lá. Os sorrisos do caminho largo são falsos, e as gargalhadas apenas escondem angústia e tristeza. Andar por esse caminho é muito perigoso, pois ele leva à ruína completa.

Às vezes, pisamos em minas que dilacerarão nossa vida espiritual e mutilarão nossas vontades celestiais. Todos os dias, devemos escolher andar pelo caminho estreito. Ele é apertado, mas, nele, temos a companhia de Jesus, o que nos garante segurança. Escolha hoje andar no caminho de Deus e você será muito feliz.


Sexta-feira – 24 de agosto

A chama não pode apagar

A esperança que se retarda deixa o coração doente, mas o anseio satisfeito é árvore de vida. Provérbios 13:12

Você acha que Jesus está demorando a voltar? Essa aparente demora faz sua fé desanimar? Então, quero lhe contar a história de um homem que não desanimava de ver Jesus por nada.

Nos meses que antecederam à data marcada, os adventistas mileritas venderam tudo o que tinham e investiram na pregação da volta de Jesus. Aquele evento tornou-se prioridade para eles; por isso, não mediram esforços para proclamá-lo.

O dia 22 de outubro de 1844 chegou e, com ele, uma alegria que não cabia no coração. Era o dia de encontrar o Salvador. O líder do movimento, Guilherme Miller, havia trabalhado duro para pregar a mensagem da volta de Cristo. Muitas pessoas estavam, como ele, aguardando para ver Jesus nas nuvens. O dia passou, a noite chegou, e Jesus não veio. Um grande desapontamento se estabeleceu em todos os adventistas.

Em vez de desanimar, Miller afirmou que tinha uma nova “data” para a volta do Senhor. Ele disse que aguardaria Jesus para “hoje, hoje e hoje, até que Ele venha.” Que fé!

Mais de 160 anos já se passaram desde aqueles dias e, infelizmente, alguns adventistas não têm mais a chama da volta de Jesus acesa no coração. Vivem como se não tivessem essa esperança. Dela não falam, com ela não sonham, para ela não se preparam; não querem deixar o mundo.

Quanto tempo do dia temos passado pensando na volta de Jesus? Será que ainda pensamos nela? Quando foi a última vez que falamos sobre isso a alguém ou a nós mesmos? Se não arde no coração o desejo pela volta de Jesus, não existe real motivo para a vida cristã.

O Senhor parece estar demorando, mas o tempo é de Deus e não nosso. Nossa preocupação deve estar em como estamos. O “quando” é do Senhor. Precisamos voltar a ter a chama da volta de Jesus acesa no coração. Não podemos nos deixar abater por causa do tempo. Devemos fazer como Guilherme Miller que, diante da aparente demora, resolveu aguardar Jesus “hoje, hoje e hoje, até que Ele venha”. Jesus está voltando, os sinais demonstram isso. O evento é certo. A chama não pode se apagar. Você está preparado?


Quinta-feira – 23 de agosto

A maior esperança

A esperança que se retarda deixa o coração doente, mas o anseio satisfeito é árvore de vida. Provérbios 13:12

Por que você é um cristão? Por que frequenta a igreja? Existem muitos motivos pelos quais podemos ser cristãos e, especialmente, adventistas do sétimo dia. A tradição da família, os princípios cristãos que nos ajudam a viver em paz no mundo, o hábito e outros motivos que nos levam a frequentar a igreja. A despeito de todos os motivos acima mencionados, nenhum é mais importante para justificar a vida cristã do que a esperança na volta de Jesus.

Jesus prometeu: “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, Eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver” (João 14:1-3).

O conhecido versículo bíblico acima foi pronunciado por Cristo a Seus discípulos quando eles estavam angustiados pela iminência da separação do Mestre. Eles ainda não compreendiam muito bem as palavras de Jesus a respeito do que ocorreria em breve e ficaram amedrontados em pensar que teriam que continuar o trabalho sem o Senhor.

Alguns motivos fazem do retorno de Jesus a promessa mais importante da Bíblia. Primeiramente, porque esse evento é a razão de nossa carreira cristã. A existência de escolas, hospitais e igrejas adventistas só se justifica se o pano de fundo for a esperança na volta de Jesus. Se essas instituições perderem o foco, perdem também a razão de existir.

Além disso, a volta de Jesus é a única solução para os problemas do mundo. Por mais que tenhamos estratégias para combater a violência, a destruição do meio ambiente, a corrupção e outros problemas que têm afetado cada um dos moradores do planeta Terra, nada disso é definitivamente eficiente. Somente o retorno de Jesus dará a solução final para os problemas da humanidade.

Não sei quando foi a última vez que você orou pela volta de Jesus. Você sente vontade de que Ele volte logo? Essa será a mais sublime cena da história da humanidade. Ore e se prepare para esse dia feliz.


Quarta-feira – 22 de agosto

Processos

O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais. Provérbios 13:11

Minha esposa é muito habilidosa na cozinha. Ela prepara pratos deliciosos. Uma das coisas que eu mais gosto são os bolos. Ela sabe fazer de muitas maneiras: integrais, recheados, simples e elaborados. No entanto, uma coisa todos eles têm em comum: para que fiquem prontos, precisam passar por um processo. Desde a separação dos ingredientes, passando pela mistura deles na quantidade certa, até o tempo necessário no forno, que deve estar na temperatura adequada.

Não são apenas os bolos que necessitam de um processo para ficarem prontos. Tudo o que realmente é duradouro e seguro passa por um processo até ficar no ponto ideal. Um exemplo disso é o que está relatado no provérbio de hoje. Quem quer acumular dinheiro de maneira segura, honesta e responsável deve fazer isso sem queimar etapas essenciais.

Para serem duradouros, satisfatórios e corretos, relacionamentos amorosos devem passar por um processo, que vai desde a amizade até o casamento, passando por autorização dos pais e namoro respeitoso. Se essas fases não forem respeitadas, o resultado final será prejudicado.

Outro exemplo é a construção da carreira. Em geral, os melhores profissionais começam como bons estudantes, exercem funções simples, dedicam-se diariamente ao aprimoramento das habilidades, ganham experiência para depois se tornarem reconhecidos em sua área de atuação.

Na vida espiritual, também funciona assim. Tudo depende de um processo. Ninguém é um ateu hoje e um cristão consagrado amanhã. A conversão pode ser instantânea, mas o crescimento espiritual é resultado de um processo. O estudo da Bíblia, a oração e o testemunho, praticados diariamente, vão transformar qualquer pessoa em um cristão forte.

Deus respeita os processos da vida. Jesus poderia ter vindo como um adulto, mas preferiu passar pelo processo de crescimento até chegar à maturidade e cumprir Sua missão.

Se estiver disposto a passar por todas as etapas da vida, você poderá torná-la plena, útil e equilibrada, e os resultados serão dignos de comemoração. Respeite os processos. Deus está formando você.


Terça-feira – 21 de agosto

A cultura do instantâneo

O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais. Provérbios 13:11

Desenvolver rotina é algo que não está na moda. Vivemos em um tempo em que tudo precisa acontecer muito rapidamente. A internet tem que ser rápida, os carros precisam ser cada vez mais velozes, a comunicação precisa ser instantânea. Estamos na era do instantâneo.

Não precisamos mais gastar uma manhã inteira na cozinha para prepararmos uma macarronada ou uma lasanha. Lembro-me de que, quando eu era criança, minha mãe demorava horas para preparar uma lasanha com suas diversas camadas de massa e molhos. Hoje, se quisermos, podemos ter uma lasanha pronta em alguns minutos. Basta colocarmos no forno de micro-ondas (outro símbolo da busca por processos mais rápidos) por alguns minutos e teremos uma lasanha prontinha para comer.

Outra prova de que a sociedade em que vivemos tem dificuldades com processos longos e trabalhosos é o que acontece nas academias de musculação espalhadas pelas cidades. Muitos “atletas” estão optando por um processo mais rápido para o ganho de massa e definição muscular. À custa da saúde, há quem opte por tomar anabolizantes e acelerar o processo. Gente que pensa assim não está disposta a esperar com paciência pelo processo natural de atividades físicas regulares e suas consequências.

O mesmo tem acontecido com quem quer perder peso. Alguns apelam para remédios ou dietas mirabolantes e, muitas vezes, acabam emagrecendo; mas, com a perda de peso, também perdem a saúde. Pura pressa! O processo normal seria mais seguro e duradouro.

A moda entre a juventude atual é “ficar”. O processo que existia há algum tempo o qual começava com conhecer uma pessoa, conversar por alguns dias, passear juntos, estabelecerem uma amizade e só depois chegar ao namoro é quase desconhecido hoje. Aliás, se você resolver descrever esse processo para a maioria dos jovens não cristãos, eles o chamarão de careta. A sociedade pede processos cada vez mais rápidos e sem profundidade.

Na vida, nem tudo pode ou precisa ser instantâneo. Essa pressa nos priva de muitas coisas boas. Que tal desacelerar um pouco e curtir os pequenos detalhes da existência?


Segunda-feira – 20 de agosto

A maior fonte de conselhos

O orgulho só gera discussões, mas a sabedoria está com os que tomam conselho. Provérbios 13:10

No provérbio de hoje, existe uma clara comparação entre o orgulhoso e o sábio. A atitude ruim do orgulhoso, que não aceita a opinião dos outros e acha que sabe de tudo, o prejudica muito e o coloca em conflitos constantes. Ele tem uma vida muito difícil devido às próprias escolhas. Em contrapartida, o sábio não sabe de tudo, mas busca conselhos quando tem que tomar decisões importantes.

Embora existam muitos seres humanos habilitados para nos aconselhar, Deus deixou muitos conselhos registrados na Bíblia. Ela é o livro mais importante da humanidade e precisa ser o livro mais importante de sua vida. O pensador cristão Amós R. Wells considerava a Bíblia essencial em sua vida e expressou esse sentimento em um lindo poema.

“Quando estou cansado, a Bíblia é minha cama; ou na escuridão, ela é minha luz.

Quando estou com fome, ela é o pão da vida; ou com medo, o meu escudo na luta.

Quando estou doente, a Bíblia é o remédio que cura; ou se solitário, nela encontro meus amigos.

Quando vou ao trabalho, a Bíblia é minha ferramenta; ou tocando, ela é a harpa com sons maravilhosos.

Quando sou ignorante, a Bíblia é minha escola; ou afundando, ela é como terra firme.

Quando estou com frio, a Bíblia é meu fogo; ou me são asas, se às alturas eu aspiro.

Quando estou perdido, a Bíblia é meu guia; ou nu, ela é como veste rica e quente.

Estou eu preso? A Bíblia me é liberdade; ou acossado pela tempestade? É abrigo na tormenta.

Se me aventuro, a Bíblia é como o heroico mar; ou se vou ao descanso, como a coroa florida.

Sendo que te tens dado a ti mesmo para mim, como não deveria eu mesmo dar-me a ti, ó grande livro?”

Esse tributo à Bíblia é a expressão de um coração que ama o livro sagrado. Essa deveria ser também a nossa atitude. Se seguirmos o que Deus inspirou os profetas a escreverem, teremos uma vida de paz, mesmo que os problemas cheguem.

Seja sábio, ame a Bíblia, faça dela a sua companheira diária e conselheira de todos os momentos. Ame a Deus e Sua Palavra. Você só ganhará com isso.


Domingo – 19 de agosto

Brilhar por Cristo

A luz dos justos resplandece esplendidamente, mas a lâmpada dos ímpios apaga-se. Provérbios 13:9

Em 2016, ocorreu um apagão em Porto Rico, pequena ilha do mar do Caribe. Um raio provocou um incêndio em uma usina hidrelétrica do país e fez com que quase todas as casas da ilha ficassem sem energia elétrica. Foram muitas horas de escuridão até que a fonte da energia fosse reestabelecida. Nenhuma lâmpada voltou a brilhar até que estivesse novamente conectada à origem da sua luz.

Na vida espiritual, “apagões” também ocorrem quando não estamos devidamente conectados com o Céu. Nenhum ser humano emitirá a verdadeira luz se não estiver ligado à usina de energia cósmica, que é Deus. Essa é uma verdade bíblica evidente em diversos textos, inclusive no provérbio de hoje. Quero falar sobre um personagem bíblico que ilustra bem o que estamos aprendendo hoje. João Batista brilhou muito, mas com a luz de Cristo.

Sobre ele, a Bíblia diz: “Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens” (João 1:6-9).

João Batista era um homem iluminado. Quando ele pregava, muitas pessoas queriam ouvi-lo. Quando ele advertia, as pessoas o respeitavam. No entanto, ele sabia que a luz que brilhava nele tinha sua origem em Jesus e, por isso, não se desligava da Fonte nem permitia que os raios do pecado o tirassem da ligação com o Céu. Com essa luz, o pregador do deserto pôde falar sobre a salvação, repreender pecadores e até ter o imenso privilégio de batizar o próprio Filho de Deus.

Nós também temos a oportunidade de brilhar. Contudo, nosso brilho é como o de uma lâmpada no teto. Ela só emite luz enquanto estiver ligada à fonte de energia. Sem isso, ela não conseguirá exercer a função para a qual foi criada. Só seremos felizes de verdade se estivermos ligados a Cristo.

Se quisermos, Cristo nos iluminará com Sua luz perfeita e poderemos iluminar a vida de outras pessoas. Não deixe que os raios do pecado desconectem sua vida espiritual da Fonte, produzindo “apagões” de amor e santidade. Por meio da oração e do estudo da Bíblia, ligue-se todos os dias a Jesus, e sua vida iluminará a todos que estiverem a seu redor.


Sábado – 18 de agosto

Ostentação

Algumas pessoas não têm nada, mas fazem de conta que são ricas; outras têm muito dinheiro, mas fingem que são pobres. Provérbios 13:7, NTLH

Ostentação. Essa é uma palavra muito ouvida em nossos dias. Alguns estilos musicais são classificados com esse termo. São músicas com letras que exaltam o consumismo desenfreado e a exposição de artigos de luxo. É realmente algo lamentável de se ver e ouvir. Mesmo entre os que rejeitam esse estilo musical, há quem ame viver a ostentação.

Querem apresentar ao mundo o carro novo, a camisa de marca, o tênis caro, etc. O problema é ainda maior quando essa ostentação é falsa. A pessoa sacrificou o próprio orçamento ou o orçamento dos pais para ter algo apenas para mostrar aos outros. Eu chamo isso de “pobre ostentação”.

As pessoas que entenderam o que realmente tem valor na vida não andam exibindo por aí a riqueza material que têm. Quem é sábio alegra-se com a riqueza acumulada no Céu. Jesus advertiu: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).

O Mestre nos deixou advertências fortes sobre esse assunto: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lucas 12:15). Para ilustrar o que estava ensinando, Jesus contou uma parábola a respeito de um homem que colheu mais do que esperava e, em vez de dividir o excedente, resolveu construir mais celeiros para armazenar tudo e lucrar mais. No final da história, Cristo apresenta a repreensão divina ao homem: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?” (Lucas 12:20). Arrematando a lição, Jesus disse: “Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus” (Lucas 12:21).

É uma grande ilusão exibir coisas caras para tentar impressionar os outros. Talvez você até consiga impressionar um grupo de colegas ou pessoas que ainda não entenderam o que realmente tem valor na vida, mas nunca conseguirá impressionar a Deus.

A única coisa que deveríamos “ostentar” é a graça de Jesus sobre nós. Ele é a nossa maior riqueza. Por isso, deixe que apenas Cristo apareça em sua vida.


Sexta-feira – 17 de agosto

Polos iguais

Os justos odeiam o que é falso, mas os ímpios trazem vergonha e desgraça. Provérbios 13:5

Porta da geladeira é um local muito democrático. As pessoas colocam recados, enfeites, figuras de frutas, fotografias e muitas outras coisas. Em geral, esses objetos estão fixados por um ímã. É pequeno e fica escondido por trás das figuras; mas, sem ele, nada ficaria pendurado na geladeira.

Ímãs são objetos formados por materiais ferromagnéticos que têm a propriedade de atrair outros corpos de materiais ferromagnéticos. Na escola, logo nas séries iniciais, aprendemos que o ímã tem dois polos, “norte” e “sul”, e que os polos iguais se repelem, e os polos diferentes se atraem.

Assim como dois polos iguais de ímãs se repelem, deveríamos repelir o pecado; mas, infelizmente, nossa condição natural funciona exatamente ao contrário. Como os dois polos diferentes, somos atraídos para o pecado. O mal nos causa uma atração quase irresistível. Ainda bem que existe a palavra “quase”.

Quando nos ligamos a Deus, a situação muda bastante. Com Ele, passamos a ter repulsa pelo mal. Uma das provas dessa verdade está logo no início da história da humanidade. Instantes após a entrada do pecado, Deus prometeu que colocaria no coração do homem uma vontade de se afastar do que não é certo. Está escrito: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gênesis 3:15). Se, em Sua misericórdia, Deus não tivesse implantado no coração humano a inimizade contra o mal, estaríamos perdidos.

Ellen White comenta esse fato: “A inimizade contra Satanás não é natural ao coração humano; é implantada pela graça de Deus. Quando a pessoa que era dominada por uma vontade obstinada e má é posta em liberdade, e se entrega de todo o coração à influência dos celestiais instrumentos de Deus, opera-se um milagre; assim também quando um homem esteve sob o poder de forte ilusão, e chega a compreender a verdade moral. […] A mudança do coração humano, a transformação do caráter, é um milagre que revela um Salvador sempre vivo, operando para salvar pessoas. Uma vida coerente em Cristo é grande milagre” (O Desejado de Todas as Nações, p. 407).

Deus oferece hoje a você e a mim a oportunidade de odiarmos o mal. Livre-se do pecado e abra o coração a Cristo. Com o ímã do Espírito Santo em sua vida, você estará sempre ligado a Jesus.


Quinta-feira – 16 de agosto

Sublinhado e negrito

Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando. Provérbios 13:3

Se você estiver conversando pelo WhatsApp e seu interlocutor escrever: “ESTOU FALANDO SÉRIO COM VOCÊ”, possivelmente, por causa das letras em caixa alta, você entenderá que a pessoa está irritada. O que você faz para enfatizar parte de uma postagem de texto no Facebook? Usa caixa alta? Negrito? Sublinhado? Há muitos recursos para isso. Mesmo em textos formais como documentos de registro de nascimento ou casamento, algumas coisas vêm em negrito ou itálico como forma de dar ênfase à informação.

Os escritores bíblicos não tinham esse recurso, mas usavam outra estratégia para dizer que uma parte do texto era importante ou muito relevante. Eles usavam a repetição. Se você observar alguns trechos bíblicos, perceberá que alguns elementos se repetem muito. Essa era a forma de dizer que o assunto é importante.

O versículo de hoje é uma dessas ênfases por repetição do texto sagrado. O assunto destacado é o cuidado com o que se fala. Salomão aborda esse tema muitas vezes em provérbios, mas muitos outros autores bíblicos também fazem alertas sobre esse assunto. Se o Espírito Santo inspirou os profetas a falar tanto sobre isso, todos nós precisamos dar atenção a esse tema.

Infelizmente, mesmo entre o povo de Deus, há pessoas que falam mal das outras, trocam acusações e fazem fofocas; isso enfraquece o corpo de Cristo e tira o foco da missão divina. Quando coisas desse tipo ocorrem, a igreja fica parecida com um exército que, em vez de atacar o inimigo, atinge os próprios soldados. Ao ver cenas assim, o inimigo assiste satisfeito àqueles que deveriam combatê-lo, destruindo-se mutuamente. Uma igreja em que as pessoas fazem fofoca ou usam de calúnia e difamação é um exército que se autodestrói e fortalece o inimigo.

A respeito do uso que devemos fazer de nossa capacidade comunicativa, o salmista escreveu: “Também a minha língua sempre falará dos Teus atos de justiça, pois os que queriam prejudicar-me foram humilhados e ficaram frustrados” (Salmo 71:24). Essa é uma boa decisão. Deus a destacaria com negrito e sublinhado.

Desafio você hoje a ficar calado sempre que não tiver algo de bom a dizer de alguém. Com a ajuda de Deus, isso será possível.


Quarta-feira – 15 de agosto

Caminho seguro

O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão. Provérbios 13:1, ARA

“Se você não parar de jogar bola dentro de casa, vai acabar quebrando alguma coisa”, disse a mãe, alertando o filho sobre os vasos de porcelana. O menino pensou em dar apenas mais um chute na bola e parar. Porém, ele acertou o vaso preferido da mãe, deixando-o espatifado no chão. O restante da história envolve um castigo merecido para o garoto desobediente.

Em geral, quando as mães advertem os filhos a respeito de algum perigo e não são ouvidas, acontece exatamente o que elas falaram. É impressionante! Isso vale para tudo: nos esportes, nas relações de amizade, nos relacionamentos amorosos, nas saídas com os amigos; enfim, em todas as outras áreas em que as mães se pronunciam. Parece até profecia de profeta verdadeiro: sempre se cumpre.

Quando somos jovens, achamos que sabemos de tudo e, por isso, temos a tendência de desprezar o que nossos pais dizem. O provérbio de hoje é bem enfático ao advertir contra isso. Quem ouve a instrução dos pais é considerado sábio. O contrário é verdade.

Deus considera esse assunto tão importante que escreveu um mandamento especial para a postura dos filhos para com os pais: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na Terra” (Êxodo 20:12, ARA).

Quantos jovens teriam a vida prolongada se tivessem escutado o conselho dos pais para não se envolver com drogas, não sair com determinados tipos de pessoas nem frequentar certos lugares. Enfim, escutar os pais é uma ótima forma de prevenir muita dor de cabeça. Em geral, os pais querem o bem dos filhos e, por isso, seus conselhos devem ser observados.

Há também um sentido mais amplo para o versículo de hoje. Todos somos filhos do Pai celestial e, se formos sábios, daremos atenção àquilo que Ele nos fala. Como resultado, caminharemos seguros.

Tanto no sentido literal quanto no espiritual é muito bom quando ouvimos o que nossos pais têm a dizer. Pare para conversar com eles e coloque em prática seus conselhos.


Terça-feira – 14 de agosto

Tratamento bíblico para a ansiedade

O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima. Provérbios 12:25

Devo confessar que sou uma pessoa ansiosa. Acho que não em nível de doença, mas, muitas vezes, eu me pego sofrendo por coisas do futuro e desligado do que está acontecendo no presente.

Em algum momento da vida, o escritor bíblico, poeta, profeta e rei Davi esteve muito ansioso por questões diversas. Em Deus, porém, ele descobriu como enfrentar esse mal e escreveu essa receita em um salmo. Ele disse: “Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança. Deleite-se noSenhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie Nele, e Ele agirá: Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente. Descanse noSenhor e aguarde por Ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal” (Salmo 37:3-7).

Existem quatro verbos nesse texto que são “santos remédios” para a ansiedade: Confiar, deleitar, entregar e descansar. Se aplicarmos essas atitudes em relação a nosso Pai celestial, conseguiremos viver menos ansiosos em relação ao que acontecerá conosco amanhã ou no ano que vem.

Outra receita bíblica para conter o avanço da ansiedade foi ensinada por Jesus Cristo: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mateus 6:34). Em outras palavras, o que o Senhor disse é que devemos viver um dia de cada vez. Um dos grandes males do ansioso é não desfrutar o dia de hoje porque está sofrendo com o amanhã e, quando o amanhã chega, ele já está preocupado com o depois de amanhã. Assim, ele vai se autodestruindo.

Existe mais uma prescrição bíblica contra a ansiedade. Ela vem do apóstolo Pedro. Ele escreveu: “Lancem sobre Ele [Jesus] toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês” (1 Pedro 5:7). Nesse texto, há duas verdades importantes sobre o assunto. Em primeiro lugar, devemos colocar sobre Jesus aquilo que nos aflige. Em segundo lugar, precisamos cultivar a certeza de que Ele tem cuidado de nós. Basta olhar para o passado e veremos como isso é verdade.

Nenhum de nós precisa viver como escravo da ansiedade, sendo destruído de dentro para fora por esse mal, pois Deus cuida de cada um de nós.


Segunda-feira – 13 de agosto

Ansiedade

O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima. Provérbios 12:25

Pessoas ansiosas são aquelas do tipo que enviam um e-mail e, dois minutos depois, ligam para conferir se a pessoa já viu a mensagem. Se você quiser deixar um ansioso à beira da morte, passe por ele e diga: “Amigo, tenho algo para falar com você, mas só amanhã.” Possivelmente o ansioso não conseguirá dormir direito naquela noite.

Essas situações são engraçadas, mas podem ser sintomas de uma mente que está à beira do colapso. O transtorno de ansiedade tem acometido um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo. Os cientistas estão estudando com mais atenção esse problema. Fiz uma busca sobre o assunto na internet, e o resultado foram 180 mil trabalhos acadêmicos em português.

Recentemente, Augusto Cury publicou o livro Ansiedade: como enfrentar o mal do século. Nessa obra, o médico descreve um transtorno que denominou de “Síndrome do pensamento acelerado”. Segundo Cury, essa síndrome tem desencadeado a ansiedade patológica em muitas pessoas. Seus sintomas são: fadiga ao acordar, dores de cabeça e musculares, baixas condições de suportar frustrações, dificuldade de lidar com pessoas lentas, sofrimento por antecipação, déficit de concentração e de memória, entre outros.

“Pensar é bom, mas pensar demais pode prejudicar a sua saúde”, diz Cury. Você pode ficar ansioso caso seu pensamento se mantenha por tempo demais no futuro, a ponto de impedir que viva e desfrute o presente. Existem muitos estudos científicos e tratamentos médicos para a ansiedade. Todos eles são muito importantes e devem ser utilizados por todos os que sofrem desse mal.

Infelizmente, ainda existem muitas pessoas com preconceitos a respeito de procurar ajuda médica ou psicológica em casos de problemas psicoemocionais. Ter transtorno de ansiedade, depressão ou qualquer outra doença não é sinônimo de falta de fé.

Não existe pecado em usar a medicina para tratar nossos problemas de saúde. No entanto, existem muitos “tratamentos bíblicos” para ajudar a controlar a ansiedade.

Nosso Deus está sempre preocupado com os mínimos detalhes de nossa vida e sempre deseja nosso bem-estar. Por isso, abra o coração, descanse em Deus e tenha paz.


Domingo – 12 de agosto

Sobre falar tudo o que se pensa

O homem prudente não alardeia o seu conhecimento, mas o coração dos tolos derrama insensatez. Provérbios 12:23

Imagine se todas as pessoas pudessem escutar em um alto-falante tudo o que você pensa sobre elas ao longo do dia? Esta é uma frase atribuída ao filósofo clássico Aristóteles: “O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sobre tudo o que diz.”

Aplicar esse ensinamento em nossa vida nos livraria de muitos problemas. Algumas pessoas, porém, veem virtude em falar o que lhes vem à mente sem a mínima reflexão. O provérbio de hoje nos instrui a respeito desse assunto. Falar tudo o que se pensa não é sábio.

Já ouvi algumas pessoas dizendo que, por serem “sinceras”, falam exatamente o que vem à cabeça. Com esse argumento, muitos confundem falta de educação com sinceridade. Jesus nos ensinou uma lição muito interessante sobre esse tema.

Pouco antes de encerrar Seu ministério terrestre, Cristo disse aos discípulos: “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora” (João 16:12). Certamente, o que Jesus tinha em mente não era algo ofensivo ou vulgar; mas, em Sua onisciência, Ele sabia que aquele não era o melhor momento para dizer.

Quero listar alguns conselhos que podem nos ajudar a lidar melhor com esse assunto:

  1. Procure cultivar bons pensamentos a respeito das pessoas. Isso o ajudará na hora de falar.
  2. Caso você tenha uma crítica a alguém e tenha vontade de expressar isso à pessoa, avalie se suas palavras irão ajudá-la ou apenas a colocarão para baixo.
  3. Se você estiver muito convencido de que deve falar, use palavras brandas e lembre-se de que deve tratar o outro como gostaria de ser tratado.
  4. Antes de sair falando tudo o que lhe vem à mente a respeito de alguém, pense que há muitas pessoas que pensam coisas a seu respeito, mas resolveram poupá-lo disso.
  5. Quer falar tudo o que pensa sobre alguém? Então, fale para Deus em oração. Ele vai lhe ouvir da maneira certa e poderá mudar o coração da outra pessoa e o seu também.

Cristo nunca disse palavras impensadas, porque Sua mente é santa. Do mesmo modo, se o Espírito Santo for o regente de nossos pensamentos, nossas palavras serão sempre fruto de pensamentos bons e trarão resultados maravilhosos.

Ore hoje, colocando seus pensamentos e palavras sob a influência divina.


Sábado – 11 de agosto

Remédio divino

As palavras do falador ferem como pontas de espada, mas as palavras do sábio podem curar. Provérbios 12:18, NTLH.

Acena se repetiu dezenas de vezes em minha infância. Minha mãe ao lado da minha cama colocando remédio e compressas quentes em meu ouvido, que doía muito. Na natação, constantemente entrava água em meus canais auditivos. Algumas gotinhas, um paninho quente e o carinho de mãe eram santos remédios. Em alguns minutos, o problema estava resolvido, e eu podia voltar a dormir em paz.

Muitas vezes, as pessoas ao nosso redor estão com certas dores e precisam de nossa ajuda. Às vezes, essas dores são físicas e precisam de remédios literais. É nosso dever cristão oferecer alento para quem sofre. Mas as dores mais insuportáveis são as que latejam na mente e no coração. São cortes profundos causados pela perda de alguém que se amava, pelo fim do casamento dos pais, pelo bullying sofrido na escola.

Conheci uma moça que havia sido abandonada pelos pais ainda bebê. Ela foi deixada em um abrigo para crianças quando tinha alguns dias de vida. Ela nunca conheceu os pais biológicos. Embora tenha sido adotada por uma boa família, a dor da rejeição doía fundo em sua alma.

Existem muitas outras histórias de dor como essa. Talvez, próximo a você, neste momento, exista alguém sentindo dores emocionais ou físicas quase insuportáveis. Deus nos dá o privilégio de sermos “remédios” para a vida das pessoas. Podemos aliviar o sofrimento do próximo com palavras, com um abraço, atenção ou mobilizando outros para conseguir doações. Precisamos ser um remédio de Deus para os outros.

Jesus nos deu o exemplo. Na cruz, “era o nosso sofrimento que Ele estava carregando, era a nossa dor que Ele estava suportando. Jesus não tinha pecado. Ele não tinha culpa de nada. Mesmo assim, Ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que Ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que Ele recebeu” (Isaías 53:4, 5, NTLH). Cristo Se fez o remédio da nossa doença pecaminosa.

Aproveite, hoje, todas as oportunidades para aliviar a dor de alguém. Com a ajuda de Deus, você poderá ser um remédio divino na vida de outras pessoas.


Sexta-feira – 10 de agosto

A verdade

Quem diz a verdade ajuda a cumprir a justiça, mas quem dá testemunho falso está a serviço da mentira. Provérbios 12:17, A Mensagem

Um turista estava visitando um museu na Europa e se impressionou com o que viu. Ao entrar no estabelecimento, percebeu que existiam vários objetos à venda. Eram artigos que serviriam como lembranças do passeio. Ao lado dos objetos, havia um recipiente cheio de moedas que deveria ser usado para trocar o dinheiro, caso o visitante não tivesse o valor certo da compra. Também ao lado dos objetos havia outra caixa onde deveria ser colocado o valor do utensílio escolhido. Depois de pago, era só levar o que se escolheu.

Não havia um vendedor ao lado dos objetos e muito menos um caixa para receber o dinheiro. Cada pessoa deveria colocar o valor e levar o objeto. Quando saiu do museu, o turista encontrou um morador local e perguntou se alguém cuidava do museu e das vendas. O morador respondeu que um homem abria e fechava o local, mas nem ele nem ninguém ficava fiscalizando o dinheiro. A pergunta do viajante parecia óbvia: “Ninguém mexe no dinheiro ou leva sem pagar um objeto?” Espantado, o homem respondeu: “Alguém faria isso?”

Naquele local, a honestidade era tão comum quanto respirar. Esse também é o sentido original do provérbio de hoje. A ideia de falar a verdade poderia ser traduzida literalmente como “respirar a verdade”, ou seja, para o filho de Deus não há esforço para ser verdadeiro; isso é parte de seu caráter.

Infelizmente, essa não é a característica da maior parte da sociedade contemporânea. A mentira é vista como “qualidade dos espertos”. Há quem considere mentir e levar vantagem como algo positivo. Contudo, não é assim com Deus. Aqueles que estão com o Senhor trabalham com a verdade de forma bastante natural.

O segredo para “respirarmos a verdade” está em Deus, viver com Deus e para Deus. Cristo falou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) e aqueles que O interiorizam, terão naturalmente a verdade exalando de seus poros.

Deveríamos fazer a pergunta do europeu ao turista para nós mesmos sempre: “Eu faria isso?” A relação com Cristo é a única forma de vivermos desconfiados de nosso coração e confiados na graça transformadora de Deus. Por isso, achegue-se a Jesus. Com Ele em sua vida, a verdade será tão natural quanto respirar.


Quinta-feira – 9 de agosto

Pavio curto

O insensato tem pavio curto e explode na hora, mas o prudente ignora o insulto e mantém a calma. Provérbios 12:16, A Mensagem.

Aexpressão “pavio curto” é aplicada a pessoas que se iram com facilidade. Essa metáfora se desenvolveu a partir da observação de como as bananas de dinamite explodem. Esses artefatos contêm um pavio, que é o conduto da chama até a pólvora. As dinamites mais primitivas eram acesas de modo manual, e, por isso, deveriam ter pavios longos para garantir o mínimo de segurança para quem as acendia.

Infelizmente, alguns se orgulham de explodirem rapidamente. Qualquer pequeno desentendimento é motivo para ofender, gritar ou até agredir. Essa não é a melhor atitude. Por isso, o provérbio de hoje reprova quem tem o pavio curto e elogia quem escolhe resolver problemas de maneira mais racional e civilizada.

Perceba, no texto bíblico de hoje, que as duas classes retratadas, os nervosinhos e os calmos, reagem de modo diferente aos desafios e problemas da vida. Isso nos ensina que a questão não está no que fazem conosco, mas no que fazemos com o que fazem conosco. Em algum momento, você será exposto a situações difíceis, como prejuízos e perseguições; suas reações devem estar sob controle.

Contudo, o domínio dos impulsos não é algo que nasce conosco, mas é fruto do Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu que o fruto do Espírito é: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5:22, 23, ARA).

Perceba que existem várias facetas do fruto do Espírito que são importantes para quem precisa deixar de ser uma bomba de ira sempre prestes a explodir. Domínio próprio, mansidão e longanimidade são qualidades de quem está ligado a Deus.

Por isso, hoje, amanhã e sempre, busque o Espírito Santo. Peça a Deus que Ele preencha sua vida. Ele pode transformar um barril de pólvora em um vaso de bênção. Não seja “pavio curto”. Jesus é manso e humilde de coração. Se você quiser, Ele alongará seu pavio e lhe dará um coração paciente e bondoso.


Quarta-feira – 8 de agosto

Ninguém é uma ilha

O insensato teima em fazer tudo do seu próprio jeito, mas o sábio pede e ouve os conselhos. Provérbios 12:15, A Mensagem.

Moro próximo à linda cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O município tem muitas belezas naturais e históricas, é banhado por lindas praias e habitado por um povo muito receptivo. Essa cidade é uma ilha e está ligada ao continente por uma ponte. Se não fosse isso, estaria isolada do restante do país. Aquela grande ponte é o meio pelo qual as mercadorias entram e saem do município e, por ela, muitos caminhões acessam o movimentado porto local.

Na vida, todos precisamos de pontes para não sermos ilhas isoladas. Todos nós temos a necessidade de conviver com outras pessoas. Mesmo aqueles que de maneira arrogante afirmam que não precisam de ninguém, se prestarem atenção, perceberão que precisam muito dos outros.

Na vida em sociedade, precisamos do motorista de ônibus, de profissionais de saúde, policiais, professores e outros. Além disso, as relações humanas dão um colorido especial à vida e delas extraímos conhecimento, motivação e inspiração. Não é possível vivermos sozinhos.

É verdade que a dependência total é um problema. Da mesma forma, a completa independência é impossível, e quem tenta chegar próximo a isso se prejudica. Então, a melhor postura que devemos assumir em relação às outras pessoas é a de interdependência, ou seja, todos precisam de todos.

O provérbio de hoje chama de insensato aquele que acha que pode viver sem a opinião e a ajuda dos outros. Por outro lado, o texto fala do sábio, que entende sua necessidade de conviver com outras pessoas para ser feliz e para tomar boas decisões.

Todas as vezes que tiver que tomar uma decisão importante, aconselhe-se com pessoas em quem possa confiar e que têm experiência de vida. Há sabedoria em ouvir os mais velhos. Quem viveu mais já passou pelo que passamos e pode nos ajudar.

O ser que mais viveu no Universo é Deus. Ele está vivo desde a eternidade; portanto, com Ele estão os melhores conselhos que poderíamos receber. Se quisermos acertar na vida, precisamos ouvi-Lo sempre. A Bíblia é o melhor compêndio de aconselhamento que existe, pois nela você encontrará os conselhos divinos.

Você não é uma ilha nem deve tentar ser. Construa pontes na vida para que os conselhos de seus pais, pastores, professores e, principalmente, de Deus encham sua mente de sabedoria e o guiem para a eternidade.


Terça-feira – 7 de agosto

Apenas a verdade

O mau se enreda em seu falar pecaminoso, mas o justo não cai nessas dificuldades. Provérbios 12:13

Amenina chegou na sala do capelão aos prantos. Ela havia saído da aula de matemática e pedido para ir conversar com o pastor da escola. Depois de acalmar a moça, o pastor perguntou por que ela estava tão nervosa. Ela, então, contou o motivo.

Segundo ela, sua mãe estava muito doente, com um câncer terminal, e isso estava atrapalhando seu desempenho nos estudos e nas provas. Quando o capelão soube dessa história, começou a mobilizar toda a educação básica do campus daquele internato, que também tinha ensino superior. Por alguns dias, professores e alunos oraram pela mãe da garota. Por algum motivo, ninguém verificou se a “história” era verdadeira.

Na semana seguinte, começou uma semana de oração na igreja do campus. Mais de duas mil pessoas reunidas naquele local. O capelão pediu autorização para o pastor da igreja para fazer um momento de oração pela recuperação daquela senhora.

Começamos a perceber uma coisa estranha. Todas as vezes que havia uma atividade importante em sala de aula, a aluna pedia para sair porque estava muito abalada com a doença da mãe. Então, a direção da escola pediu ao capelão para entrar em contato com a família dela para conversar sobre o problema.

Quando o pastor desligou o telefone, ele estava pálido. Pensamos que a mãe da menina tivesse acabado de falecer, mas não havia sido isso. Descobrimos que tudo não passava de uma grande mentira da aluna para fugir das responsabilidades acadêmicas. Quando foi confrontada com essa informação, a jovem tentou dizer que não era a mãe dela, mas a de uma amiga que ela considerava como se fosse sua. Enfim, era tudo uma grande mentira. Dava para perceber a frustração no rosto do pastor que moveu um campus inteiro em oração. A história se espalhou, e a menina, não suportando a vergonha, foi embora do internato.

A menina não ganhou nada com a farsa. Vez após outra, precisava inventar novas mentiras para cobrir a anterior. Como diz o provérbio de hoje, ela se embolou nas próprias palavras pecaminosas.

Trabalhar sempre com a verdade é a melhor decisão que podemos tomar. Por mais dura que seja, a verdade sempre é melhor que a mentira. Por isso, decida hoje dizer sempre a verdade.


Segunda-feira – 6 de agosto

Trabalho duro

Quem trabalha a sua terra terá fartura de alimento, mas quem vai atrás de fantasias não tem juízo. Provérbios 12:11

“Não fale em crise, trabalhe.” Essa frase foi muito difundida no ano de 2016. Esse foi um ano muito difícil devido à crise financeira mundial, agravada por crises políticas e notícias de corrupção no Brasil. Não quero tratar do pano de fundo ideológico da frase, mas acredito que há uma mensagem positiva nela. O trabalho duro pode superar qualquer coisa, inclusive uma crise.

O autor do provérbio de hoje estava tentando transmitir a ideia de que precisamos exercer com dedicação e esforço a função que nos foi designada em cada momento. Não podemos viver com a cabeça em um futuro incerto e negligenciar o que deve ser feito agora. Quem sonha em ser um renomado cirurgião não pode viver com a cabeça no futuro a ponto de deixar de estudar enquanto está no nono ano do ensino fundamental. Da mesma forma, um funcionário que deseja ser indicado para um cargo de chefia não pode negligenciar o trabalho simples que exerce no momento por estar com a cabeça concentrada na meta futura.

Não é fácil trabalhar duro, mas quem não age assim descobrirá que muito mais difícil é não ter com o que se manter ou não alcançar os objetivos futuros por causa de um trabalho malfeito no presente. Jesus trabalhou duro na carpintaria por 30 anos e, depois, por três anos e meio no serviço missionário. Ele afirmou: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também” (João 5:17, ARA).

O sábio Salomão nos aconselha: “Tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10, ARA), e Ellen White reforça esse conceito: “Precisamos seguir mais de perto o plano de Deus relativo à vida. Fazer o melhor que pudermos no trabalho que se acha mais perto, entregar nossos caminhos a Deus, e observar as indicações da Sua providência – eis as regras que asseguram orientação certa na escolha da ocupação” (Educação, p. 267).

Faça tudo o que estiver sob sua responsabilidade com o máximo de vigor possível. Não existe trabalho honesto desonroso. Feio é fazer malfeito o que se espera de você. Concentre-se em suas tarefas atuais e execute-as com esmero. Seu esforço de hoje poderá ser visto e recompensado no futuro.


Domingo – 5 de agosto

Cuide bem dos animais

Os bons cuidam bem dos seus animais, porém o coração dos maus é cruel. Provérbios 12:10, NTLH

Minha esposa diz que eu sou alguém muito paciente. Ela se refere principalmente ao fato de eu demorar a me irritar com alguém. Acho que ela tem razão. Não costumo ter explosões de raiva, mesmo quando sou prejudicado. Porém, pelo menos em um episódio, eu me lembro de ter ficado fervendo por dentro.

Um dos diretores do internato em que trabalho veio até a minha sala conversar sobre a situação de alguns alunos. Entre eles havia quem estivesse com dificuldades acadêmicas, problemas de relacionamento e desrespeito às regras do colégio. Nada disso me deixou furioso.

Contudo, uma situação relatada me tirou do sério. Um aluno havia maltratado muito um filhote de quero-quero, até o bichinho não aguentar e morrer. Só de lembrar, meu sangue ferve. Fico me perguntado o que leva um ser humano a fazer algo assim com um animal indefeso.

Com um tom de reprovação, a Bíblia relata a agressão sofrida por um animal. Balaão estava tentando amaldiçoar o povo de Deus e, montado em sua jumenta, foi interceptado por um anjo. Apenas o animal viu o ser celestial e, por isso, não quis prosseguir. Irritado, o falso profeta bateu na jumenta. Para repreender o homem em sua atitude animalesca, por um momento, Deus deu ao animal uma característica humana. Balaão foi surpreendido com a jumenta reclamando verbalmente do espancamento.

Deus cuida dos animais e não Se agrada com o sofrimento de Suas criaturas. Sobre isso, Ellen White adverte, ao comentar a covardia de Balaão: “Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 443).

Deus fez a natureza com muito amor e a deu a nós como um presente para que cuidássemos dela. Como gratidão a essa dádiva, temos o dever de tratar com carinho aquilo que Deus ama. Ame a criação divina, pois ela revela as digitais do Criador.


Sábado – 04 de agosto

O verdadeiro valor

É melhor ser uma pessoa comum e trabalhar para viver do que bancar o rico e passar fome. Provérbios 12:9, NTLH.

Aquela cena me chamou a atenção. O rapaz estava com um celular de última geração que custava muito dinheiro. O interessante é que todos sabiam que a família dele não tinha muitas posses. Aliás, ele estava com mensalidades atrasadas na escola e, com o valor daquele aparelho, daria para pagar quase três delas.

Depois de algum tempo, descobrimos que ele havia pressionado os pais para comprar aquele celular. Como não tinham dinheiro, dividiram o valor do aparelho em muitas vezes no cartão de crédito. Aquele menino não deixou seus pais em paz, enquanto seu desejo não foi atendido. O centro dessa história, porém, está no que motivou o adolescente a agir assim.

O garoto disse em casa que estava se sentindo inferior porque todos os colegas de classe tinham um celular de última geração, mas ele não. Para não se sentir diminuído, ele achava que deveria ter um. Contudo, ao adquirir osmartphone, o garoto estava vivendo acima de suas possibilidades. Estava imerso em uma ilusão.

Aquele rapaz estava errado em suas ações por, pelo menos, dois motivos. Primeiro, o valor de uma pessoa não está vinculado aos bens que possui. Não é o tênis que você calça, a camisa que veste ou o celular que usa que definirão o quanto você vale. Em segundo lugar, comprometer as finanças da família em nome de um desejo egoísta é algo muito errado.

O provérbio de hoje nos ensina que é melhor levar uma vida simples, digna e honrada, do que se exibir com roupas caras, aparelhos eletrônicos de última geração e viver sufocado com dívidas.

Se lembrarmos que o Rei do Universo deixou Seu trono de glória e escolheu sofrer na Terra em nosso lugar para nos salvar, conseguiremos perceber que o conceito de valor de Deus é diferente do que o mundo apresenta. O verdadeiro valor de uma pessoa é definido pela posição que ocupa diante de Deus. Quanto mais nosso pensamento se parecer com o de Cristo mais valiosos seremos para o Céu e mais valorosos seremos para as pessoas.

Se nosso valor está em um celular, em qualquer esquina, um ladrão pode nos tornar um ninguém. No entanto, quando colocamos a vida nas mãos de Deus e aceitamos a posição de Seus filhos, ladrão nenhum poderá tirar isso de nós. Viva o dia de hoje na certeza de que seu valor está em Cristo. Não existe nada mais importante no mundo.


Sexta-feira – 03 de agosto

Contrastes

O homem é louvado segundo a sua sabedoria, mas o que tem o coração perverso é desprezado. Provérbios 12:8

ABíblia apresenta dois personagens que ilustram muito bem a mensagem do provérbio de hoje. O primeiro foi sábio, o outro resolveu deixar o inimigo plantar o mal em seu coração. O primeiro foi louvado pelos homens; o segundo foi desprezado e teve um fim trágico.

Davi foi um jovem exemplar. Como um diligente pastor de ovelhas, fazia seu trabalho com esmero e, ao mesmo tempo, aprendia muitas coisas que seriam úteis em seu futuro. Quando foi trabalhar junto à corte do rei Saul, logo foi reconhecido como alguém de muito valor. A Bíblia diz que “Davi saiu-se bem em todos os lugares aonde Saul o enviou. Então Saul o promoveu a comandante do seu exército. E isso agradou a todo o exército, inclusive aos outros oficiais” (1 Samuel 18:5, NTLH).

Todo o reino admirava Davi. Ele ganhou a confiança dos mais pobres e até daqueles que tinham os mais altos cargos da monarquia. O segredo dele estava em Deus. Apesar dos erros que cometeu, ainda hoje é considerado um dos grandes homens da história da humanidade.

Em contraste com a vida de Davi, está a vida de seu antecessor, Saul, o primeiro rei de Israel. Ele foi selecionado por Deus, ungido como rei do povo escolhido e recebeu autoridade do Céu para governar. Tudo o que ele precisava fazer era, sabiamente, manter-se dentro dos preceitos e princípios divinos. Antes de tomar decisões importantes, o rei deveria consultar o profeta para saber se Deus aprovaria ou não sua escolha. Contudo, não foi isso que Saul fez. Ele preferiu guiar-se pela própria cabeça, desprezando a sabedoria divina.

Com um tom dramático, o cronista bíblico narra a tragédia final de uma pessoa que confiou mais em si mesma do que em Deus: “Então Saul pegou a sua própria espada e se jogou sobre ela. […] E assim Saul e os seus três filhos morreram juntos, e nenhum dos seus descendentes se tornou rei” (1 Crônicas 10:4-6, NTLH). Saul é um forte exemplo de que não compensa desprezar a sabedoria. Sem a orientação divina, resta apenas a tolice e os descaminhos que ela promove.

Davi e Saul: vidas em contraste. Os dois modelos de existência estão diante de nós. Qual dos dois escolheremos? Um leva à vida e o outro à morte. Espero que você escolha o modelo do sábio, guiando-se sempre pelo que as Escrituras orientam.


Quinta-feira – 02 de agosto

Firme na rocha

Os ímpios são derrubados e desaparecem, mas a casa dos justos permanece firme. Provérbios 12:7

Uma das fotos mais famosas do mundo, que ganhou em 1990 o prêmio World Press Photo, foi tirada na ilha francesa de Ouessant, no Finisterre da Bretanha. A dois quilômetros da costa, fica um farol chamado de La Jument. Ele é um dos faróis de mar mais fantásticos da costa francesa. O farol foi construído entre 1904 e 1911 para sinalizar perigosíssimas rochas submersas que produziram inumeráveis naufrágios.

Em momentos de tempestades, ondas gigantescas e muito violentas se chocam contra a parede do farol. A foto, no entanto, ficou famosa não por causa das ondas, mas porque, na hora em que toneladas de água abraçam o farol, há um homem em uma pequena porta correndo sério risco de morte.

Poucos instantes antes do click da máquina, dentro do farol, o faroleiro Theophile Malgorn, que na época tinha por volta de 30 anos, escutou os repetidos voos do helicóptero e pensou que algo anormal poderia estar acontecendo. Quem sabe o piloto estivesse tentando avistá-lo para avisar de algum naufrágio ou acidente. Quando ele abriu a porta, a onda atingiu o farol. Em milésimos de segundos ele fechou a porta a tempo de não ser arrastado pela onda, o que seria mortal.

A foto é impressionante! Como esse farol se mantém firme diante da força das ondas? A resposta é simples: ele está fincado na rocha.

Durante nossa vida, muitas ondas mortais nos ameaçam, mas se estivermos firmes na Rocha eterna, estaremos seguros. Jesus ilustrou essa verdade, ao dizer: “Portanto, quem ouve estas Minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas Minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda” (Mateus 7:24-27).

Jesus é a grande rocha de salvação. Todos aqueles que estiverem fundamentados Nele estarão a salvo das ondas do mal que querem nos arrastar para o oceano da morte eterna. Nosso papel é não abrir a porta do coração para o pecado e permanecermos abrigados em nosso querido Salvador. Se as ondas da vida baterem forte contra você, mantenha-se seguro em Cristo. Essa é a única forma de permanecer firme para sempre.


Quarta-feira – 01 de agosto

Conselhos seguros

Os planos dos justos são retos, mas o conselho dos ímpios é enganoso. Provérbios 12:5

Pense no seguinte dilema ético, proposto pelo filósofo Michael J. Sandel no livro Justiça: O que é fazer a coisa certa.

Imagine que você é o maquinista de um trem sem freio. Por uma falha mecânica, os freios não funcionam, e o acelerador está travado. A distância, é possível enxergar cinco trabalhadores sobre os trilhos. Se nada for feito, eles serão atropelados.

A poucos metros dos cinco homens, você percebe que há um desvio e que sobre os trilhos daquele desvio está um homem. Se colocar o trem na nova rota, aquele homem perderá a vida. O dilema é ter que decidir se cinco trabalhadores sobreviverão ou apenas um.

Muitas pessoas se posicionam de um lado ou de outro dessa questão. Alguns defendem que não se deve desviar o trem, mas a maioria concorda que se apenas uma pessoa perder a vida é melhor do que cinco.

Não existe resposta perfeita para esse dilema. Qualquer coisa que fizéssemos estaria atentando contra a vida de alguém. O autor do livro citado acima usa essa ilustração como ponto de partida para suas aulas sobre ética.

Se estivesse em uma situação semelhante, a quem você pediria conselho? A quem você procura para pedir conselhos quando está diante de dilemas éticos ou espirituais? As pessoas com quem você se aconselha podem influenciá-lo para o bem ou para o mal?

O provérbio de hoje nos lembra de que pedir conselhos aos ímpios é uma atitude muito perigosa. Eles não seguem princípios divinos em suas respostas e, certamente, dirão coisas contrárias à vontade de Deus.

A melhor atitude que podemos ter é procurar conselhos de pessoas que claramente seguem a Cristo. Podem ser seus pais, o pastor, um amigo mais velho ou qualquer outra pessoa que o influencie para o bem.

Dificilmente você estará como maquinista em um trem sem freio; mas, certamente, você se depara, todos os dias, com sua condição de condutor de suas decisões. Muitas vezes na vida, você terá que decidir entre duas ou mais opções complicadas. Por isso, sempre busque conselhos em Deus e nas pessoas que são íntimas Dele. Esse é o caminho mais seguro.


AGOSTO 2018


Terça-feira – 31 de julho

Uma escolha crucial

A mulher exemplar é a coroa do seu marido, mas a de comportamento vergonhoso é como câncer em seus ossos. Provérbios 12:4

Quanto mais cedo começarmos a pensar nos assuntos sérios da vida, mais bem preparados estaremos quando chegar a hora de decidir o rumo que tomaremos nesses aspectos da existência. Portanto, vamos falar de casamento. O provérbio acima faz um alerta quanto ao cuidado que se deve ter ao escolher o cônjuge.

Segundo o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia (vol. 3, p. 1112), “na época de Salomão, os pais orientavam os filhos na escolha do cônjuge. Hoje, os jovens não abrem de mão de fazer a própria escolha. Os fatos apresentados neste texto devem ser motivo de meditação e oração, cedo o bastante para evitar uma escolha irrefletida e o arrependimento por toda a vida”.

Uma escolha errada nesse aspecto poderá gerar dor de cabeça para a vida toda. Por isso, destaco três orientações inspiradas para quem não quer errar na tomada de decisão em relação a esse aspecto importante da vida.

  1. Ao escolher a pessoa com quem passará o resto da vida, “analise o caráter dela. Ela é paciente e cuidadosa? Ou será capaz de desprezar sua mãe e seu pai, justamente no momento em que eles precisarem de um filho forte em que se apoiar?” (Fundamentos do Lar Cristão, p. 24). Nesse conselho, Ellen White está falando especificamente para rapazes, mas o princípio dessas palavras pode ser aplicado também para as moças. Embora o conselho bíblico seja para deixar pai e mãe ao casarmos, não devemos, em hipótese alguma, desprezar os pais, especialmente na velhice deles, sob pena de quebrarmos o quinto mandamento. A escolha do cônjuge será crucial nesse aspecto.
  2. Os sentimentos não devem impedir o discernimento: “Pesem cada sentimento, e observem todo desenvolvimento de caráter naquele(a) a quem vocês pensam ligar o destino de sua vida. O passo que vocês estão prestes a dar é um dos mais importantes em sua vida, e não deve ser dado precipitadamente. Se bem que amam, não amem cegamente” (O Lar Adventista, p. 45, linguagem adaptada).
  3. Todos os planos, tanto individuais quanto do casal, devem estar em harmonia com a vontade de Deus: “O casamento afeta a vida futura tanto neste mundo como no vindouro” (A Ciência do Bom Viver, p. 359).

Casar não é brincadeira. Por isso, a coisa mais correta a fazer é abrir os ouvidos para as orientações divinas. Quem deseja acertar nesse ponto e não entrar em uma enrascada precisa também ter uma vida de oração e de submissão à vontade divina.


Segunda-feira – 30 de julho

O mundo é dos espertos, mas o Céu é dos salvos

O homem bom obtém o favor do Senhor, mas o homem que planeja maldades o Senhor condena. Provérbios 12:2

Você já ouviu falar da lei de Gérson? Não se trata de uma lei da física ou de uma nova emenda constitucional proposta por algum parlamentar. Essa expressão nasceu em 1976 em uma propaganda de cigarros protagonizada por um jogador de futebol chamado Gérson, um dos principais atletas da seleção campeã da copa de 1970.

O trecho que originou a expressão dizia: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também. Leve Vila Rica!” Nunca é demais lembrar que fumar é algo extremamente prejudicial à saúde e completamente desaprovado por Deus. Hoje em dia, a TV aberta nem veicula mais propagandas desse veneno, e as empresas são obrigadas a colocar nas embalagens fotos de pessoas doentes em decorrência do hábito de fumar.

A marca de cigarros da propaganda não existe mais, mas a lei de Gérson ganhou uma dimensão nacional. Poderíamos dizer que ela se tornou um traço da personalidade brasileira, caracterizada pelo conhecido “jeitinho brasileiro” ou pela famosa frase “o mundo é dos espertos”. É bastante comum ouvirmos falar de pessoas furando fila, tentando subornar o guarda de trânsito, ficando com o troco que receberam a mais ou adulterando gasolina para lucrar. A falta de honestidade do brasileiro é até motivo de piadas fora do país.

A situação é tão grave que, quando alguém encontra uma carteira com dinheiro e a devolve, vira notícia nos principais jornais do país. Certa vez, ouvi alguém falando em um tom de raiva a respeito de um homem que achou na rua uma mala cheia de dinheiro. Como a mala tinha a identificação de um banco, o homem foi até o estabelecimento e a devolveu. Em reconhecimento, o banco deu um calendário como brinde. Segundo a pessoa que falou comigo, a honestidade não “compensou”.

Devemos fazer o que é certo porque é certo e não esperando recompensas. A lei de Gérson deve ser eliminada de nossa vida e, em seu lugar, deve prevalecer a lei de Deus. O mundo pode até ser dos espertos, mas o Céu é para aqueles que escolheram aceitar a graça de Cristo e viver de acordo com a Sua vontade.


Domingo – 29 de julho

Corrijam-me, por favor!

Aquele que quer aprender gosta que lhe digam quando está errado; só o tolo não gosta de ser corrigido. Provérbios 12:1, NTLH

Imagine a seguinte cena: você entra em uma sala de aula de uma escola cristã e vê todos os alunos vestidos de roqueiros. Unhas pretas, faixas na cabeça, bocas com batons escuros. Como você reagiria?

Eu era o pastor daquela escola e, quando entrei na turma do terceiro ano do ensino médio, vi a cena descrita acima. Os alunos pararam de conversar e olharam todos para mim. Imagino que alguém tenha pensado: “Chegou a hora do juízo.” Eu fiquei em silêncio por alguns segundos, mas minha cabeça estava borbulhando. Fiquei em dúvida sobre o que fazer. Deveria ignorar o que estava vendo? Deveria apoiar o trote daquela semana? Deveria repreendê-los? Seria mais fácil se fosse um desses programas da televisão em que o público decide o final. Mas não era. Eu teria que decidir e rápido.

Resolvi corrigi-los. Falei como aquele trote era inadequado para um ambiente cristão e como estava triste por aquela turma ter decidido se vestir daquele jeito. Fui sincero e amoroso com eles. Falei tudo e saí da sala. Fui acompanhado por dois terços da turma que saiu para tirar a maquiagem e desfazer a fantasia (eu não pedi isso a eles). Mas um terço da turma não gostou da correção, infelizmente.

A verdade é que a disciplina é uma parte essencial do processo de aprendizagem. Todos os seres humanos erram e necessitam de orientação. O provérbio de hoje liga o aprendizado à nossa capacidade de nos submetermos à repreensão. Esse é um ensinamento importante para todas as idades. Ninguém consegue viver sem cometer erros. No trabalho, na escola, entre os amigos, é necessário que reconheçamos nossas falhas e aceitemos que outros nos ajudem a vencê-las.

Salomão chega a chamar de tolo quem rejeita a disciplina. Isso vai de encontro à cultura imposta pela mídia e pelo pecado. O que se prega no mundo é que não devemos baixar a cabeça quando erramos. Mas esse não é o conselho divino.

Em realidade, para Deus, disciplina e amor são lados de uma mesma moeda. Ele afirma: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo” (Apocalipse 3:19, ARC). Se nos recusarmos a aceitar a disciplina do Céu nunca aprenderemos as amorosas lições que Deus quer nos ensinar.

Se alguém se dispuser a corrigir algo errado que você tenha feito, não apenas aceite, mas agradeça a Deus por alguém gostar de você e por querer ver seu crescimento.


Sábado – 28 de julho

Chamados para a missão – III

O fruto da retidão é árvore de vida, e aquele que conquista almas é sábio. Provérbios 11:30

Você já queimou os lábios com algum líquido quente? Se isso já aconteceu com você, deve ter percebido que não é uma sensação muito agradável. O que você pensaria, então, se Deus o convidasse a queimar os lábios voluntariamente? Isso aconteceu com um profeta. Hoje analisaremos o terceiro e último passo de Isaías no preparo para a missão de Deus.

“Com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado” (Isaías 6:7, ARA). O processo pelo qual Isaías passou resultou em um trabalho que Deus executou no profeta e também pode fazer em nós. Esse trabalho é feito em duas fases. A primeira é o perdão dos pecados. Deus está atento à confissão dos nossos erros e está pronto a nos perdoar. Isso é justificação. A segunda fase está intimamente ligada à primeira. Logo que o pecado é perdoado, Deus retira a iniquidade de nós. Isso é santificação. As duas fases são executadas por Deus.

Ser pecador não é o maior problema do ser humano. O grande problema é ser pecador e não reconhecer essa condição. Se nos arrependemos e confessamos nossa condição, Deus garante nossa salvação.

Após passar por esses estágios, Isaías estava pronto para ouvir o convite de Deus para a missão. Como Ele, nós também temos o privilégio de “ir por Deus”. A missão é Dele, mas nós temos a oportunidade de ser Seus representantes. Contudo, apenas estaremos aptos para isso quando contemplarmos a Deus diariamente, reconhecermos nossa condição pecaminosa e nos entregarmos a Ele para que seja feito o trabalho necessário de justificação e santificação.

Comentando o chamado de Isaías, Ellen White disse: “A brasa viva é um símbolo de purificação e representa também a potência dos esforços dos verdadeiros servos de Deus. Àqueles que fazem uma consagração tão completa que o Senhor possa tocar-lhes os lábios, é dito: Vai para a seara. Eu cooperarei contigo” (Obreiros Evangélico, p. 23). Temos uma necessidade urgente de consagração. Há uma tarefa para cada um de nós: cumprir a missão de Deus, pregando o evangelho em todo o mundo.

A mesma oportunidade dada ao profeta Isaías é estendida hoje a você e a mim. Deus pergunta novamente: Quem irá por nós? Espero que nossa resposta seja: “Eis­-me aqui, envia-me a mim.”


Sexta-feira – 27 de julho

Chamados para a missão – II

O fruto da retidão é árvore de vida, e aquele que conquista almas é sábio. Provérbios 11:30

Ao contemplar a Deus, a reação do profeta Isaías foi a mesma que qualquer ser humano terá quando verdadeiramente se defrontar com o Senhor: “Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isaías 6:5).

Quando o profeta se viu perante Deus, foi inevitável a comparação. A santidade divina revelou a pecaminosidade humana. Quanto mais próximos de Deus estamos, mais reconhecemos a nossa condição de pecadores. “Não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração de lábios humanos: ‘Estou sem pecado, sou santo.’ Lábios santificados nunca pronunciarão palavras de tanta presunção” (Atos dos Apóstolos, p. 561, 562).

Devemos nos comparar com Deus e não com outros seres humanos. Quando nos comparamos com Ele percebemos a nossa real condição; mas, quando nos comparamos com outros seres humanos, corremos o risco de nos considerarmos bons, consagrados, santificados e melhores que outros. A comparação “Deus x Homem” é a única verdadeiramente útil para o cristão.

Quando o profeta fez essa comparação, sua reação foi a única possível: “Estou perdido!” Ele sabia que, se dependesse de suas obras, estaria condenado eternamente à morte. Os lábios de Isaías eram impuros, e ele percebeu isso quando viu o contraste entre seus lábios e os lábios dos serafins. Dos lábios dos anjos apenas saíam louvores a Deus, mas essa não era a condição do profeta, como não é a de nenhum ser humano. Quando contemplamos o sacrifício de Jesus e a misericórdia de Deus, percebemos a nossa real condição; quando nos comparamos com outros seres humanos, corremos o risco de nos considerarmos bons, consagrados e santificados mais do que os outros.

“A humilhação de Isaías era genuína. Quando o contraste entre a humanidade e o caráter divino se lhe tornou patente, ele se sentiu inteiramente ineficiente e indigno” (Obreiros Evangélicos, p. 22). Todas as vezes que o ser humano se sente indigno dessa forma, abre espaço para a atuação divina. Foi isso o que aconteceu com o profeta. O versículo 6 relata: “Logo um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.”

Você quer cumprir a missão que Deus deixou? Então reconheça que é pecador, renda-se e permita que Ele transforme sua vida.


Quinta-feira – 26 de julho

Chamados para a missão – I

O fruto da retidão é árvore de vida, e aquele que conquista almas é sábio. Provérbios 11:30

Todo cristão tem uma missão. Como diz Ellen White: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (O Desejado de Todas as Nações, p. 195). É vontade de Deus que todos os convertidos sejam imediatamente inseridos no trabalho de salvação de outros. A salvação resulta no cumprimento da missão. A falta de vontade de ver outras pessoas sendo salvas evidencia um grave problema espiritual.

Apesar dessa verdade bíblica, nem todos os que ingressam na igreja se comportam assim. É verdade que nem todos têm o dom de dar estudos bíblicos ou pregar sermões com eloquência, mas podemos ser missionários usando os dons que Deus nos deu.

Isaías recebeu a oportunidade, que a nós também é dada, de pregar o evangelho, e sua resposta foi: “Eis-me aqui, envie-me a mim” (Isaías 6:8, ARA). Segundo o próprio profeta, essa resposta foi resultado de fatos importantes na vida dele. O que leva algumas pessoas a darem a resposta de Isaías e outras a rejeitarem o chamado? O que acontece na vida de um cristão antes de ele aceitar o convite para a missão? A experiência do profeta Isaías nos ajuda a responder a essas questões.

Após contemplar o trono de Deus, emocionado, Isaías descreve a atitude reverente dos anjos serafins: “cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam. E proclamavam uns aos outros: ‘Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da Sua glória.’” (Isaías 6:2-3). Em seu chamado divino, a primeira coisa que aconteceu com o profeta foi contemplar o Senhor em Sua majestade.

Deus sabia ser essencial que Seu mensageiro tivesse a real dimensão de Sua santidade e glória antes de sair para cumprir a missão. Quem quer fazer o trabalho de Deus sem passar tempo contemplando a glória do Senhor não exercerá de modo pleno seu ministério.

O que aconteceu com Isaías deve se repetir em nossa vida. Podemos ver a majestade divina nas Escrituras e na natureza. Contemple Jesus pela fé hoje e viva este dia cumprindo o propósito de sua existência.


Quarta-feira – 25 de julho

Consequências compartilhadas

Quem causa problemas à sua família herdará somente vento; o insensato será servo do sábio. Provérbios 11:29

Uma das histórias bíblicas mais conhecidas é a parábola do filho pródigo. A expressão “pródigo” diz respeito a alguém que é gastador ou esbanjador de algum bem. No caso do filho mais novo, ele esbanjou toda a herança que recebeu do pai. Aquele jovem estava iludido com as cores do mundo e tomou decisões erradas na vida.

A primeira decisão equivocada do rapaz foi contemplar as atrações do mundo e desejá-las para si. A Bíblia não diz como ele conheceu as diversões da cidade para a qual se mudou. Quem sabe tenha sido em uma viagem com a família ou por meio das notícias que escutava. O certo é que ele se deixou levar pela beleza do mundo ao contemplar de forma insistente o que não devia.

Em seguida, ele planejou como falaria com o pai. Escolheu as palavras e foi conversar com ele. Não existia jeito fácil de falar sobre aquele assunto, pois pedir a herança com o pai vivo significava desejar a morte do pai, ou pior, considerar o pai morto, mesmo em vida.

Após receber sua parte da herança, a Bíblia diz que “não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente” (Lucas 15:13). Enquanto ele tinha dinheiro, muitos “amigos” estavam a seu redor. Quando o dinheiro acabou, os “amigos” desapareceram instantaneamente. O rapaz voltou sujo, pobre e arrependido para a casa do pai. Foi recebido com muita alegria. O pai deu uma festa comemorando o retorno do filho amado.

Essa parábola nos ensina algumas lições importantes. A primeira delas tem a ver com o provérbio de hoje. Quando alguém não administra sua vida de maneira sensata e de acordo com a vontade de Deus, afeta toda a família. Uma decisão errada não causará sofrimento apenas para quem a tomou, mas levará dor para pais, mães, irmãos, parentes e amigos. A segunda lição diz respeito às ações do pai, que aqui representa Deus. Ele recebeu o filho de braços abertos, mas nunca obrigou a permanência ou o retorno.

A decisão do filho pródigo afetou sua família. De modo desregrado, ele gastou tudo o que tinha e trouxe muita preocupação para a própria família. Não precisa ser assim com você. Seja um agente que contribui para o progresso em sua família. Você e todos lucrarão com isso.


Terça-feira – 24 de julho

Riqueza com honra

O povo amaldiçoa aquele que esconde o trigo, mas a bênção coroa aquele que logo se dispõe a vendê-lo. Provérbios 11:26

Você já ouviu falar sobre a lei da oferta e da procura? Trata-se de um princípio do capitalismo que, de certa forma, define o valor de um produto. Por exemplo: se um determinado tênis está sendo muito procurado, a tendência é que o preço dele aumente. Por outro lado, se existem poucas pessoas querendo comprá-lo e o estoque começa a ficar muito grande, o preço do tênis cairá.

O provérbio de hoje nos faz lembrar dessa lei e fala de pessoas que acumulam di­nheiro de maneiras diferentes. O primeiro grupo destacado na passagem acumula dinheiro, retendo a mercadoria intencionalmente para que ela fique mais cara e desonestamente lucrativa. Deus não aprova posturas como essa. O versículo de hoje também apresenta outro grupo, que é composto por pessoas que acumulam dinheiro, mas de maneira honesta.

Em toda a Bíblia, pode-se ver com clareza o desprazer de Deus com a injustiça e a opressão econômica. De modo especial, os chamados profetas menores enfatizaram esse ponto em suas mensagens. Amós, por exemplo, foi contundente em condenar a avareza e a exploração dos pobres: “Ouçam, vocês que pisam os pobres e arruínam os necessitados da terra, dizendo: ‘Quando acabará a lua nova para que vendamos o cereal? E quando terminará o sábado para que comercializemos o trigo, diminuindo a medida, aumentando o preço, enganando com balanças desonestas e comprando o pobre com prata e o necessitado por um par de sandálias, vendendo até palha com o trigo?” (Amós 8:4-6). O juízo divino não poupará quem oprimiu pessoas carentes com lucros exorbitantes.

Na passagem bíblica de hoje, contudo, o sábio também se lembra de quem tem uma relação justa com a riqueza e que, por isso, se torna uma bênção para os outros. José do Egito é um bom exemplo de alguém que acumulou riquezas sem explorar o semelhante. No período da mais terrível crise que assolou o mundo de sua época, de modo prudente e diligente, ele acumulou mantimento e o disponibilizou para todos de modo justo.

Não existe problema em acumular dinheiro. A questão está em como se acumula essa riqueza e em como se lida com ela. Em um mundo em que a “oferta” de pessoas honestas é tão pequena, acumule valor em si, buscando em Deus a honestidade, que é uma das características dos salvos.


Segunda-feira – 23 de julho

Recebe mais quem doa mais

O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá. Provérbios 11:25

Aprendi uma coisa sobre o uso da água para cozinhar em acampamentos na floresta. É melhor usar a água de um rio do que de um lago. O motivo é simples. A água do lago está parada e, por isso, sofre mais risco de contaminação. A água do rio está em constante movimento e, em circunstâncias normais, é melhor para o consumo. Isso sempre me fez pensar: o fato de o rio estar constantemente “doando” sua água o torna cada vez mais útil.

Em nossa vida, não é diferente. Quanto mais nos doamos mais úteis nos tornamos. Pessoas que são como lagos, que vivem recebendo, mas nunca doam nada, tornam-se irrelevantes para o mundo.

Um dos exemplos práticos dessa verdade é o Mar Morto, localizado no Oriente Médio. Ele recebe água, mas não a distribui para lugar algum. Essa água acumulada tem dez vezes mais sal do que o normal dos oceanos. Se o Mar Morto “doasse” sua água, essa concentração de sal não seria tão grande. Por conta dessa característica, apenas poucos seres microscópicos vivem naquele grande lago.

Não podemos ser “lagos” que apenas recebem de Deus e nunca dividem as bênçãos com outras pessoas. Se agirmos assim, acabaremos mortos espiritualmente pela “salinidade” do egoísmo e falta de compartilhamento das bênçãos que recebemos. Deus espera que sejamos “rios” para tornar a vida de outras pessoas mais feliz.

Em sua segunda carta à igreja de Corinto, o apóstolo Paulo falou a respeito dos efeitos da doação na vida dos cristãos: “Porque isso que vocês fazem não somente ajuda o povo de Deus que está necessitado, mas também faz com que eles façam muitas orações de gratidão a Deus. Eles darão glória a Deus, pois esse serviço que vocês estão prestando mostra a eles como vocês são dedicados ao evangelho de Cristo, que vocês aceitam e seguem” (2 Coríntios 9:12, 13, NTLH). As doações daqueles irmãos retornaram para eles em forma de reconhecimento e respeito dos necessitados. O nome de Deus foi glorificado.

Quando doamos algo ou mesmo nos doamos para ajudar alguém, alegramos nosso coração, o da pessoa ajudada e o de Deus. Portanto, seja como um rio que, sem reservas, existe para se doar. Inunde a vida das pessoas com atos de bondade. Deus ficará feliz, e sua vida será inundada de bênçãos sem medida.


Domingo – 22 de julho

Fator multiplicador

Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. Provérbios 11:24

Existem muitas pessoas que têm o hábito de fazer doações em dinheiro ou em alimentos para pessoas necessitadas. Uma dessas pessoas é o empresário Milton Afonso. Ele nasceu em uma família muito pobre e teve uma infância difícil; mas, com muito trabalho, se tornou um homem rico e bastante conhecido. Sua empresa de planos de saúde chegou a ser a maior do Brasil.

A história dele seria comum se não fosse seu hábito de ajudar pessoas. Ainda estudante, Milton vendia livros para se manter na faculdade. Quando conseguia mais dinheiro do que necessitava para sua manutenção, fazia questão de ajudar colegas que não tinham dinheiro para estudar naquele período.

Depois de formado e já muito bem-sucedido, resolveu continuar ajudando estudantes. Concedeu milhares de bolsas de estudo para diversos alunos dos níveis básico e superior. Há muitos profissionais formados hoje no Brasil que devem isso à generosidade de Milton Afonso.

Além disso, esse homem contribuiu muito com o avanço do evangelho ao participar da compra de diversas emissoras de rádio e da TV Novo Tempo. Sem contar que muitas escolas foram construídas e reformadas graças a suas doações. Em uma entrevista veiculada na internet, Milton Afonso afirmou que sua maior felicidade era ajudar as pessoas e que queria dividir as bênçãos recebidas com quem precisava.

O provérbio de hoje nos diz que, quando estendemos a mão generosamente, de alguma forma, o que doamos retorna para nós. O versículo também alerta que aqueles que não doam o que deveriam doar, em vez de terem mais dinheiro, encontrarão a pobreza.

O Céu não precisa de nosso dinheiro. Devemos ser fiéis nos dízimos e nas ofertas como um sinal de que já fomos abençoados. Deus, porém, espera que sejamos generosos com aqueles que são necessitados e garante que recompensará quem sinceramente alivia o sofrimento dos outros.

Não importa se é com muito ou com pouco, sempre que encontrar alguém necessitado, ajude. Deus será louvado por sua ação e multiplicará bênçãos em sua vida.


Sábado – 21 de julho

O interior é mais importante

Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta. Provérbios 11:22

Tente pintar essa cena em sua mente. Um chiqueiro com muita lama podre no qual todos os dias os donos da fazenda jogam resto de comida, cascas de frutas e outras coisas mais que são descartadas da casa. Lá estão alguns porcos bem grandes que se esbaldam rolando na lama.

O fazendeiro, dono daqueles animais, resolve juntar muito dinheiro para comprar um lindo anel de ouro. Depois de muito trabalho e muitas economias, ele se arruma, passa seu melhor perfume e vai até a cidade mais próxima. Entra em uma joalheria e pede o anel de ouro mais caro que estiver na vitrine. A vendedora pega o anel, embrulha para presente e entrega o pacote para o fazendeiro. A viagem de ida e volta durou algumas horas, e a esposa dele está radiante pensando que ganhará aquele lindo e caro anel. Ela senta e espera o marido.

O homem chega em casa. Ela abre um sorriso. Seu olhar acompanha os passos firmes do esposo, que está se dirigindo para a porta de saída. Ela corre para a janela e contempla, sem entender, a razão de ele estar se dirigindo para o chiqueiro. O fazendeiro abre a porta da casa dos porcos, afunda seu pé na lama podre e se aproxima do animal mais velho. Perplexa, a esposa observa o marido colocar o lindo anel de ouro no focinho do porco, que, imediatamente após receber o presente, afunda-o na lama.

Essa cena não faz nenhum sentido, especialmente, porque é um desperdício colocar algo tão bonito em um lugar tão sujo quanto o focinho do porco. Salomão quer ensinar algo muito forte com essa metáfora.

Vivemos em uma sociedade que supervaloriza a beleza física. Muita gente vive constantemente preocupada com a estética. A beleza de uma pessoa sem princípios é tão desperdiçada quanto um anel no focinho de um porco.

Devemos cuidar da estética, mas nunca podemos nos esquecer de que o mais importante não está por fora. O que realmente importa é ter um caráter semelhante ao de Cristo. O tempo cuidará de deteriorar um corpo escultural, mas nunca destruirá um caráter de ouro. Deixe Jesus embelezar seu caráter. Com Ele no centro da vida, você será para sempre bonito por dentro e por fora.


Sexta-feira – 20 de julho

Parabéns pra você!

O desejo dos justos resulta em bem; a esperança dos ímpios, em ira. Provérbios 11:23

Hoje é meu aniversário! Em uma terça-feira, no ano de 1982, eu nasci como o primeiro filho do casal Fátima e Ferreira. Louvo a Deus pela dádiva da vida e por tudo o que Ele tem me dado ao longo desses anos. Como você, não sou perfeito; mas, olhando para trás, posso afirmar que, em cada passo da minha existência, Deus demonstrou Seu cuidado.

Minha mãe me contou que meu parto foi um pouco complicado, e eu corri risco de morte. Nossa família não tinha muitos recursos, mas nunca nos faltou o que comer. Graças a Deus e à visão positiva de meus pais, fui incentivado a estudar. Mesmo na escola pública, pude avançar nos estudos, cursar o nível superior e me tornar capaz de ganhar o sustento de minha família.

Tenho plena consciência de que não mereço tantas bênçãos, mas também sei que o Senhor não nos abençoa porque merecemos, mas porque Ele nos ama e escolhe nos agraciar com Seus presentes. Cada dádiva de Deus é fruto de Sua graça.

O provérbio de hoje nos incentiva a caminharmos com Cristo a cada dia. Não há justiça em nós; mas, quando estamos perto Dele, Seu manto de justiça nos cobre. Dessa forma, a Bíblia nos garante: o bem será o saldo de nossa vida.

A Bíblia revela o que temos que fazer para seguirmos os planos de Deus: “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’”, diz o Senhor, “‘planos de fazê­-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a Mim, virão orar a Mim, e Eu os ouvirei. Vocês Me procurarão e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração’” (Jeremias 29:11-13). Deus tem para nós presentes muito maiores do que podemos imaginar.

Não é necessário que hoje seja o dia de seu aniversário para que Deus lhe dê presentes. Se você se achegar a Ele e aceitar Sua justiça, as bênçãos celestiais cairão sobre sua vida em abundância. Eu resolvi aceitar a justiça de Cristo em mim e confirmar essa aceitação a cada dia. Convido você a fazer o mesmo. Assim, todos nós poderemos ouvir de Deus: “Parabéns pra você!”


Quinta-feira – 19 de julho

Justiça – II

Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. Provérbios 11:21

Certa vez, ouvi o desabafo de um amigo. Uma determinada pessoa fez uma crítica que o feriu bastante, desconsiderando os aspectos genéticos, a pessoa disse: “Seu pai foi vegetariano a vida toda e morreu de câncer.” Às vezes, nos deparamos com situações como essa. Pessoas que optam por seguir as claras orientações de Deus quanto à alimentação saudável são acometidas por doenças horríveis, enquanto pessoas que maltratam o próprio corpo com maus hábitos alimentares têm uma saúde aparentemente de ferro. Como entender? Asafe, autor do Salmo 73, ficou muito perturbado com o fato de os ímpios não terem aflições.

Quando observamos o referido salmo, facilmente notamos a inquietação do escritor com a questão da prosperidade dos ímpios. O mal-estar é mais acentuado quando ele observa as atitudes que caracterizam a vida das pessoas não comprometidas com Deus. Os ímpios são orgulhosos (v. 6) e fazem questão de exibir seu orgulho como um “colar” (NTLH), são violentos (v. 6), vivem maquinando planos perversos (v. 7), oprimem o próximo (v. 8), blasfemam contra Deus (v. 9), desafiam a Deus (v. 11) e, se não fosse o bastante, andam “sempre despreocupados, [aumentando] suas riquezas” (v. 12). Toda essa situação deixa não apenas o salmista, mas qualquer cristão, no mínimo, confuso. Asafe diz que “quase perdeu a confiança em Deus” (v. 3, NTLH).

O salmista desistiu de tentar entender a vida sob a ótica humana, abandonou seu intento de achar a solução por meio do raciocínio e entrou no santuário (v. 17). Ele finalmente compreendeu que as verdadeiras dificuldades da vida só desaparecem na comunhão com Deus.

Algumas perguntas devem ser respondidas em relação ao santuário. A primeira é: Quem o salmista encontrou no santuário? Quem aliviou as dúvidas de Asafe? Em Hebreus 12:2, está escrito: “Tendo os olhos fitos em Jesus, Autor e Consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que Lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-Se à direita do trono de Deus.”

Sim, nos móveis e ornamentos do santuário, o salmista encontrou Jesus. Somente compreendemos plenamente a vida quando encontramos nosso Senhor e Salvador. Asafe entendeu que, embora os justos sofram, eles terão um final glorioso e eterno ao lado de Jesus. Se olharmos para o final de tudo, teremos paz. Pela fé, entre hoje no santuário de Deus e sinta a alegria e a tranquilidade que só Cristo pode dar.


Quarta-feira – 18 de julho

Justiça – I

Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. Provérbios 11:21

Você já se perguntou a razão pela qual as pessoas que não querem saber de Deus aparentemente vivem tranquilas, enquanto muitos cristãos fiéis têm uma vida difícil? Esse assunto não é novo. É a delicada questão da aparente prosperidade dos ímpios.

A história do patriarca Jó nos ajuda a compreender mais profundamente esse assunto. Ele mesmo levanta essa questão para rebater a afirmação de seus amigos de que sua situação era uma consequência direta de seus pecados.

Jó expõe alguns fatos que certamente deixaram seus interlocutores bem desconsertados. Ele pergunta: Como vivem os ímpios? (Jó 21:7). Imagino que, naquele momento, ele avistasse ao longe a casa de algum vizinho que vivia bem, apesar de seu desprezo em relação a Deus.

Em seguida, Jó faz uma sequência de afirmações que, de certa forma, são contrastantes com sua vida. Os filhos dos ímpios desfrutam e herdam a prosperidade (Jó 21:8), enquanto ele, um inocente, perdeu os filhos. As casas dos ímpios têm paz, sem temor (Jó 21:9), em contraste com a sua casa que foi varrida pelas tempestades. Seu touro (do ímpio) gera, e não falha (Jó 21:10), já os animais de Jó foram roubados.

Não consigo parar de pensar na angústia daquele homem doente enquanto olha para os filhos dos ímpios e lembra-se dos seus. No versículo seguinte, ele deixa escapar uma gota da sua melancolia ao dizer que os ímpios deixam suas crianças correrem como um rebanho (Jó 21:11). Ele mais uma vez volta a se referir à perda dos seus filhos. De todas as perdas dele, certamente essa foi a mais dolorosa.

Tenho um filho, e o amor que sinto por ele vai muito além do que eu posso explicar. Só de imaginar a possibilidade de perdê-lo já me causa sofrimento. Hoje posso imaginar um pouco da dor de Jó ao perder dez filhos ao mesmo tempo. Nenhuma palavra humana poderia confortá-lo.

Jó sabia que a doutrina da retribuição direta não é uma verdade. Nem sempre quem faz coisas ruins recebe o troco imediatamente, e nem sempre quem faz coisas boas receberá sua recompensa na hora. Mas Deus tem um final preparado para cada um.

Quando Jesus voltar, os salvos morarão em um lugar onde tudo é perfeitamente justo. Confie na justiça de Deus e se prepare para viver no mundo de justiça e verdade que Ele está preparando para todos o que confiam em Seu amor.


Terça-feira – 17 de julho

A alegria de Deus

O Senhor detesta os perversos de coração, mas os de conduta irrepreensível dão-Lhe prazer. Provérbios 11:20

Certa vez, houve uma reunião no Céu para a qual os representantes de cada mundo não caído haviam sido convidados. Ali estavam muitos seres celestiais, a música era perfeita, o ar divino deixava todos muito à vontade. De repente, o clima ficou tenso, porque um intruso apareceu na reunião. Ninguém o queria lá. Ele não deveria estar lá, mas se achou no direito de ir.

A Bíblia descreve aquele momento assim: “Chegou o dia em que os servidores celestiais vieram apresentar-se diante de Deus, o Senhor, e no meio deles veio também Satanás. O Senhor perguntou: De onde você vem vindo? Satanás respondeu: Estive dando uma volta pela Terra, passeando por aqui e por ali” (Jó 1:6, 7, NTLH).

O que Satanás estava querendo dizer é que ele havia dominado a Terra e que todos os seus habitantes estavam sob seu governo. O que o inimigo não esperava era o que Deus tinha a dizer: “Você notou o Meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele. Ele Me teme e procura não fazer nada que seja errado” (Jó 1:8, NTLH). Em outras palavras, no ambiente terráqueo, dominado pelo pecado, havia um homem que dava alegria a Deus.

O inimigo ainda continua se sentindo o representante do mundo. Contudo, ele conseguiu piorar e muito as coisas por aqui. O pecado está mais aperfeiçoado, e as pessoas estão mais mergulhadas no mal. Porém, assim como Jó, ao nos comprometermos com o caminho da salvação, mesmo em um mundo perdido, poderemos dar alegria ao coração divino.

Como todo pai, o que mais alegra a Deus é ter os filhos por perto. Nenhum pai amoroso fica tranquilo quando os filhos estão longe. O coração de Deus também se alegra quando Seus filhos estão bem espiritualmente.

Às vezes, fico pensando o que Deus falaria a meu respeito caso precisasse confrontar o inimigo. O que você acha que Deus falaria a seu respeito? Não pense em seus pecados agora. Jó também era um pecador, mas a intimidade que ele tinha com o Pai fez dele uma pessoa especial. Ande com Deus e você será lembrado pelo Céu como alguém que tem as características de Jesus. Assim, você deixará Deus muito feliz.


Segunda-feira – 16 de julho

Espelho

Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal. Provérbios 11:17

“Acredite na bondade.” Assim termina um vídeo promocional de uma empresa japonesa. A peça publicitária, veiculada em canais de televisão, mostra um homem que todos os dias faz o bem para pessoas desconhecidas. Ele ajuda uma vendedora ambulante a empurrar um carrinho pesado, compra algumas frutas para uma senhora pobre, doa dinheiro para uma criança carente ir à escola e alimenta um cachorro de rua.

Durante o vídeo, o narrador pergunta o que o homem ganhará com esses atos. Na sequência da produção, percebe-se que ele não ganhou dinheiro nem fama. Por outro lado, fica evidente que o homem “recebia” o sorriso das pessoas ajudadas, a companhia do cachorro alimentado e a felicidade em ver a menina pobre uniformizada indo para a escola.

Fazer alguém feliz é a maior recompensa que podemos receber. Contudo, infelizmente, há quem queira agir assim com segundas intenções. A verdadeira bondade faz o bem aos outros sem avaliar se ganhará algo em troca.

O versículo de hoje estabelece um princípio muito interessante: o que você fizer pelos outros estará fazendo a si mesmo na mesma medida. Isso ocorre por dois motivos, pelo menos. Em primeiro lugar, porque quanto mais você pratica algo, mais aquilo se fortalece em você. Portanto, quem é bom para os outros entra na rota da bondade e começa a ter essa característica como parte de sua existência.

O segundo motivo é que a vida funciona como um espelho: reflete-se em nós tudo o que emitimos. Tratar alguém com cortesia gera cortesia de volta; tratar alguém com crueldade ou aspereza faz com que essas atitudes sejam devolvidas.

Há apoio bíblico para esse pensamento. Jesus falou: “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mateus 5:7) e acrescentou: “Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (Mateus 7:2).

O que você lançar para os outros será refletido em sua vida na mesma medida. Que você sempre emita bondade e amor!


Domingo – 15 de julho

Topa Tudo

A mulher bondosa conquista o respeito, mas os homens cruéis só conquistam riquezas. Provérbios 11:16

Na minha infância, havia um programa de TV chamado Topa Tudo por Dinheiro. A lógica da atração era levar as pessoas a fazer coisas engraçadas, pagar micos e se arriscar em brincadeiras perigosas para ganhar dinheiro.

Fora do mundo “encantado” da TV, existe gente que tem como lema da vida o título desse antigo programa. Topam tudo por dinheiro. Para ter lucro, abrem mão de princípios, amizades, respeito próprio e até da salvação. O provérbio de hoje contrasta duas atitudes. A primeira é representada por uma mulher que busca conquistar o respeito da sociedade. A outra é representada por homens que fazem tudo para acumular riquezas.

A expressão “só conquistam riquezas”, que ocorre na passagem de hoje, transmite a ideia de que os bens materiais são bem menos importantes que o respeito. Como não podia ser diferente, o texto está certíssimo. Pessoas que não têm mais nada na vida além do dinheiro são miseráveis. Certa vez, alguém disse que “há pessoas tão pobres, que a única coisa que têm é dinheiro”. Não existe pecado em ter muito dinheiro. Porém, se você tiver que optar entre ter mais dinheiro ou ter uma reputação limpa, sempre escolha a segunda opção.

O instituto Robert Half fez uma pesquisa nos Estados Unidos com mais de mil trabalhadores. O objetivo era descobrir qual a qualidade mais admirada em um líder. A resposta majoritária foi: integridade. O mundo dos negócios respeita uma pessoa que segue princípios, ou seja, que faz o que é certo, simplesmente porque é certo. Do ponto de vista cristão, a conquista do respeito tem a ver com o quanto estamos próximos de Cristo. Ellen White comenta que “se quisermos, podemos afastar-nos de tudo o que é baixo e inferior, e elevar-nos para uma alta norma; podemos ser respeitados pelos homens e amados por Deus” (A Ciência do Bom Viver, p. 491). Quanto mais próximos do Céu estivermos, mais respeitados seremos.

Durante a vida, você será tentado a buscar as vantagens financeiras que a desonestidade pode oferecer. Algumas pessoas lhe oferecerão possibilidades de enganar o sistema, deixar de pagar impostos, colar na prova, etc. Não vale a pena viver no “topa tudo por vantagens”. Busque o respeito de Deus e das pessoas. Isso é o que mais lhe trará lucros. A melhor decisão da vida é topar tudo por Jesus.


Sábado – 14 de julho

Pensamento autônomo

Sem diretrizes a nação cai. Provérbios 11:14

“Quem vai pela cabeça dos outros é piolho.” Esse é um ditado para enfatizar a necessidade de pensar por si mesmo. A frase acima pode resumir o provérbio de hoje. A palavra original para “diretrizes” dá a ideia de uma corda que puxa um barco. Em nossa passagem, há um alerta de que, sem o direcionamento da sabedoria divina, a vida pode seguir descaminhos trágicos.

Lembro-me da história de um vizinho na minha infância. Crescemos na mesma rua e com condições sociais semelhantes. Estudávamos na mesma escola e tínhamos um estilo de vida parecido. Ele, porém, começou a seguir os conselhos de garotos que faziam coisas erradas. Em pouco tempo, aquele rapaz se tornou um “fora da lei”. A última notícia que eu tive dele foi que estava preso por tráfico de drogas. Seguindo gente sem rumo, meu colega de infância se perdeu na vida.

Quem não quer ter destino semelhante precisa sintonizar a vida na frequência da sabedoria. Em geral, para ter sucesso na vida é preciso pedir conselhos para pessoas sábias, avaliá-los, aplicá-los às próprias condições de vida, analisar todas as variáveis envolvidas e, só depois disso, tomar as devidas decisões. Não custa lembrar também que todas as escolhas que fazemos devem estar fundamentadas nos princípios bíblicos.

Podemos definir o que foi exposto acima como autonomia. Todo cristão deve ser alguém de pensamento autônomo, julgar os conselhos à luz da Bíblia e tomar uma decisão própria.

Ellen White escreveu que “a verdadeira educação desenvolve essa qualidade divina, preparando os jovens para que sejam pensantes e não meros refletores do pensamento dos outros. Em vez de limitar seu estudo ao que as pessoas têm dito ou escrito, sejam os estudantes encaminhados às fontes da verdade, aos vastos campos abertos para a pesquisa, na natureza e na revelação. Que contemplem as grandes rea­lidades do dever e da vida, e a mente se expandirá e se fortalecerá” (Educação, p. 17).

Não devemos permitir que ninguém manipule nossos pensamentos. Deus deve habitar a nossa mente, devemos ouvir muitos conselhos e, só depois, decidir na direção daquilo que nos aproximará de Deus. Apenas Jesus Cristo deve receber autorização para ser o guia da sua consciência. Peça a Ele autonomia de pensamento e siga na rota da felicidade eterna.


Sexta-feira – 13 de julho

Pescadores e peixes

Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo. Provérbios 11:13

“Amor, já coloquei comida para os peixes”, eu disse à minha esposa todo empolgado. Ela, então, perguntou: “Qual a quantidade que você colocou?” “Não sei, apenas virei o potinho. Acho que caíram umas 20 bolinhas”, respondi inocentemente. Então ela disse: “Você quer matar os peixes? São apenas cinco bolinhas por refeição.” Rapidamente, tentei tirar o excesso, mas não consegui. Os peixes sobreviveram, mas nesse dia o sentido do ditado: “Peixe morre pela boca” assumiu um novo significado para mim.

Em nossa sociedade, existe muito “peixe” não apenas morrendo pela boca, mas também matando com a boca; para ser mais específico, com algo que fica dentro dela: a língua. Reputações são destruídas, mentiras são inventadas e propagadas, críticas exageradas são feitas, palavras fora de tempo são pronunciadas.

Especificamente sobre isso, Ellen White disse: “O professor pode fazer muito para desestimular o mau hábito que é a maldição da coletividade, da vizinhança e do lar, ou seja, o hábito de falar mal dos outros por detrás, tagarelar e criticar impiedosamente. Para esse fim não se deve poupar esforços. Que os estudantes sejam impressionados com o fato de que tal hábito revela falta de cultura, de educação e da verdadeira bondade de coração; inabilita a pessoa tanto para o contato com os que verdadeiramente são cultos e educados neste mundo quanto para a relação com os seres santos do Céu” (Educação, p. 235).

Aprofundando o assunto, ela continua: “Pensamos com horror nos canibais que se banqueteiam com a carne ainda quente e trêmula de sua vítima; mas será que os resultados dessa prática são mais terríveis do que a agonia e ruína causadas pela difamação, pela mancha da reputação, pela dissecação do caráter?” (ibid.).

Usar a língua para difamar, mentir e destruir pessoas é algo que ofende o coração de Deus. Isso faz com que Ele Se lembre do que Satanás fez no Céu quando tentou destruir a reputação divina diante dos anjos. Infelizmente, um terço deles acabou acreditando.

Da boca dos filhos de Deus nunca sairão palavras para destruir outras pessoas porque temos Jesus como modelo de conduta. Durante Sua jornada na Terra, Cristo apenas pronunciou palavras de edificação.

Não somos “peixes” que morrem pela boca, mas pescadores de homens. Em vez de difamarmos pessoas, que nossas palavras sejam a “isca” com as quais muitos sejam “pescados” para o reino de Deus.


Quinta-feira – 12 de julho

Bullying

O homem que não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua. Provérbios 11:12

Segundo a revista Nova Escola, “Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maus-tratos”.

Existem muitas formas de bullying. É praticado contra pessoas acima ou abaixo do peso, altas, baixas, negras e brancas. O mundo virtual não está livre desse tipo de ação preconceituosa.

Há alguns dias, um professor me contou que teve que visitar um aluno de uma escola em que trabalha para tentar convencer o menino a voltar a estudar. O garoto estava sofrendo ataques virtuais e não queria mais ir à escola.

Praticar bullying é errado não apenas diante da lei dos homens, também é, sobretudo, um pecado diante de Deus. Ninguém tem autorização divina para ridicularizar um filho Dele por qualquer que seja a razão. Sobre esse assunto, algumas coisas precisam ser deixadas bem claras. Em primeiro lugar, devemos insistir que um cristão verdadeiro não pratica nem apoia essa prática. Não ri de quem sofre nem anda com quem age assim.

Uma segunda verdade sobre o tema é que os praticantes de bullying precisam parar com urgência, pois estão em pecado. Devem pedir perdão a Deus e a suas vítimas.

Finalmente, gostaria de me dirigir a quem está sofrendo bullying. Você não pode ficar calado. Busque ajuda de seus pais, professores ou até mesmo de autoridades da cidade. Ficar calado apenas deixará o agressor mais livre.

Cada ser humano é muito precioso para Deus. Fazer mal a qualquer um deles ofende diretamente o Céu. Seja sábio e cuide para que da sua boca saiam apenas palavras que edifiquem o próximo. Siga a regra de ouro de Cristo: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam” (Mateus 7:12).


Quarta-feira – 11 de julho

Cidade abençoada – II

Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída. Provérbios 11:11

Nínive foi uma antiga cidade em que a maioria dos moradores se tornou consciente de seus pecados e, por isso, se arrependeu e trouxe livramento para seu território.

Veja o que aconteceu na capital assíria: “Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco. Quando as notícias chegaram ao rei de Nínive, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinza. Então fez uma proclamação em Nínive: ‘Por decreto do rei e de seus nobres: Não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas provar coisa alguma; não comam nem bebam! Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência. Talvez Deus Se arrependa e abandone a Sua ira, e não sejamos destruídos’. Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos, Deus Se arrependeu e não os destruiu como tinha ameaçado” (Jonas 3:5-10).

Podemos extrair algumas lições importantes sobre esse assunto a partir dos casos das três cidades bíblicas mencionadas ontem e hoje. Aprendemos, por exemplo, que uma pequena quantidade de justos faz muita diferença em uma cidade. Sodoma teria sido salva se tivesse alguns deles. Outra lição é que, quando há arrependimento, Deus tem prazer em poupar a cidade. Nínive nos mostra isso. Deus declarou: “Desejaria Eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Deus; não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ezequiel 18:23).

Não importa em qual cidade você vive, se existirem servos de Deus nela, mesmo que em pequena quantidade, ela receberá bênçãos do Céu. Você não tem como responder pelos outros. O que você precisa fazer é se preocupar em ser parte do grupo daqueles que amam Jesus de coração e demonstram isso na vida prática. Sempre que puder, influencie outros a tomarem a mesma decisão.

Sua cidade precisa que você seja um fiel servo de Deus. Você já pensou que suas escolhas poderão trazer grandes benefícios para seus vizinhos e colegas de classe? Portanto, entregue-se a Deus. Muitas pessoas serão abençoadas por sua decisão.


Terça-feira – 10 de julho

Cidade abençoada – I

Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída. Provérbios 11:11

A cidade em que você mora é grande ou pequena? Você gosta dela? O Brasil tem uma variedade muito grande de estilos de cidades. Algumas foram colonizadas por italianos e carregam marcas desse fato, outras têm uma influência alemã muito forte. Há aquelas que se assemelham a Portugal e muitas outras que construíram uma identidade própria. O Brasil tem grandes cidades, mas apenas uma entre as dez maiores do mundo.

A cidade mais populosa do mundo é Xangai, na China, com mais de 13 milhões de habitantes. São Paulo, a maior cidade brasileira, aparece em sexto lugar, com cerca de 11 milhões de habitantes.

Independentemente do tamanho, uma cidade pode ser influenciada para o bem ou para o mal, dependendo de como sua população se relaciona com Deus. Se o que predomina no lugar é o afastamento de Deus, consequências ruins serão sentidas. O contrário também é verdade: pessoas que amam a Deus abençoam os lugares em que moram.

A Bíblia nos apresenta exemplos dessa realidade. A situação de Sodoma e Gomorra é um deles. Quando Deus avisou Abraão que iria até Sodoma para destruí-la, o patriarca teve a seguinte conversa com o Senhor: “‘E se houver cinquenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinquenta justos que nele estão? Longe de Ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de Ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?’ Respondeu o Senhor: ‘Se Eu encontrar cinquenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles’” (Gênesis 18:24-26).

Temendo que não existissem 50 justos em Sodoma, Abraão foi diminuindo o número até chegar a dez. Ainda assim, não havia nem dez justos na cidade. Mesmo a família de Ló já havia sofrido o processo de apostasia. Apenas ele permanecia próximo de Deus. Por isso, a cidade acabou sendo destruída com fogo. As ações maldosas da maioria esmagadora da população causaram o fim da cidade.

Procure ser um canal de bênção para o local onde vive. Ore para que você seja daqueles que trazem o bem sobre o lugar em que mora. Que, hoje, sua oração seja: “Pai celestial, me ajuda a estar ligado a Ti, de forma que eu leve paz e salvação para minha cidade. Amém.”


Segunda-feira – 09 de julho

Prossiga!

Com a boca o ímpio pretende destruir o próximo, mas pelo seu conhecimento o justo se livra. Provérbios 11:9

Um dos filmes de que mais gostei foi Homens de Honra. Ele conta a história de um jovem negro, no final da década de 1940, nos Estados Unidos. Carl Brashear era filho de um agricultor pobre. Apesar das desvantagens financeiras e de viver em um período no qual pessoas não brancas eram marginalizadas na sociedade, ele estava determinado a conquistar seus objetivos. Seu sonho era entrar na Marinha e ser um mergulhador-chefe. Um negro nunca havia chegado nem perto disso.

Em uma das partes mais emocionantes do filme, Brashear vive um momento de crise, sendo incentivado por seus superiores a desistir de uma prova prática de mergulho. No entanto, ele resiste e completa a prova com perfeição, obrigando os oficiais da Marinha a aprová-lo no curso. Nesse contexto, seu instrutor-chefe lhe faz uma pergunta: “Por que você insiste tanto, apesar das dificuldades?” A resposta dele é simples, mas profunda: “Porque disseram que eu não conseguiria.”

O que as pessoas têm falado a seu respeito? Alguém tem dito que você não vale muita coisa? Ou que você não dará em nada? Seus “amigos” riem de você? Alguém já falou que não há salvação para você?

Certa fábula narra a disputa entre sapinhos. O desafio era subir uma parede muito íngreme. Os anfíbios começaram a subir enquanto o público gritava que eles não conseguiriam. Um a um foram internalizando aquelas palavras da multidão e desistindo, mas um deles continuava subindo apesar do grito de desânimo da plateia. Depois de muito esforço, o sapinho chegou ao topo da parede. Quando alguém perguntou quem ele era, a resposta veio: “É o sapinho surdo.”

Louve a Deus pelas pessoas que têm o costume de incentivar as outras. Porém, infelizmente, há muita gente por aí que vive para desestimular quem está a sua volta. Então, diante das coisas ruins que essas pessoas falam a seu respeito, seja como Brashear, que usou essas palavras como degraus, ou como o sapinho surdo, que não as ouviu. Não importa muito o que dizem a seu respeito, o que importa é o que Deus pensa sobre você. Para Ele, temos muito valor e um futuro glorioso. Creia nisso e prossiga rumo ao sucesso.


Domingo – 08 de julho

Confie e descanse

O justo é salvo das tribulações, e estas são transferidas para o ímpio. Provérbios 11:8

Todos os episódios do desenho animado Papa-léguas tinham um enredo semelhante. O Coiote planejava métodos mirabolantes para pegar o Papa-léguas, mas nunca conseguia. O Coiote sempre acabava caindo na própria armadilha.

Preparar o mal para os outros e ser prejudicado pelos próprios planos foi o que sempre aconteceu com quem tentou fazer mal aos filhos de Deus. Essa é uma verdade evidente no texto bíblico de hoje e, também, na história da igreja de Deus desde seu início. Vamos relembrar três histórias bíblicas nas quais essa verdade é demonstrada.

Quando o povo de Israel estava saindo do Egito, depois de muito tempo de escravidão, o faraó ainda não havia aprendido a lição e planejou encurralar os hebreus entre as montanhas e o mar. Deus abriu o Mar Vermelho, e Seu povo passou em terra seca. Os egípcios foram engolidos pelo mesmo mar com que contavam para encurralar os hebreus. “Naquele dia o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e os israelitas viram os egípcios mortos na praia” (Êxodo 14:30).

Outro episódio semelhante aconteceu séculos depois, durante o domínio medo­persa. A vida reta do profeta Daniel havia despertado inveja em algumas pessoas do reino. Para destruí-lo, eles arrumaram uma forma de jogar o hebreu na cova dos leões. O livramento de Deus, porém, inverteu a sentença: “E por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram atirados na cova dos leões” (Daniel 6:24). Fazer o mal para os outros realmente não compensa.

A história da rainha Ester é outro relato no qual se cumpre o provérbio de hoje. Aqueles que prepararam uma cilada para acabar com o povo de Deus terminaram enforcados na forca que eles mesmos prepararam.

Assim como nos exemplos bíblicos acima, algumas vezes os “coiotes” da vida maquinam o mal contra nós. Mas, se estivermos nas mãos de Deus, nossa vida seguirá na rota da salvação. Quando estamos com Jesus, “coiote” nenhum pode tirar a nossa paz nem a certeza da vida eterna.

Você não precisa ter medo das pessoas más. Se você estiver abrigado em Deus, sua proteção estará garantida. Portanto, nunca se esqueça de que compensa ficar debaixo dos planos de Deus. Ele sempre cuida para que você continue seguindo para o Céu. Confie e descanse!


Sábado – 07 de julho

Viva com esperança

Quando o perverso morre, a sua esperança morre com ele; a esperança dos maus dá em nada. Provérbios 11:7, NTLH

Alegria e tristeza fizeram parte daquela semana. Eu estava em Blumenau, que é uma cidade pela qual tenho muito carinho e onde moram bons amigos. Entre a felicidade do reencontro de queridos, aconteceram dois velórios ligados a pessoas da igreja em que eu estava pregando.

Um deles foi de um senhor bem idoso, patriarca de uma família cristã adventista do sétimo dia. Embora a tristeza fosse um sentimento presente e natural, o clima do velório não era de desespero. As lágrimas que rolavam no rosto dos familiares e amigos tinham um brilho de esperança.

O outro velório foi diferente. Era uma senhora de cerca de 40 anos que havia morrido de câncer. O detalhe é que a família não conhecia a mensagem da volta de Jesus e da ressurreição dos justos. Para os amigos e familiares, aquela era uma despedida definitiva, e o desespero estava estampado no rosto da maioria.

A morte é a maior certeza da vida, mas o problema não é morrer. O problema é morrer sem esperança, como o personagem do provérbio de hoje. Todo o esforço de acumular riquezas, honra ou qualquer outra coisa, se esgota no momento da última respiração.

Ao contrário do ímpio, quem escolhe viver com e para Jesus não encerra sua história no fim da vida. A morte será apenas um período de sono, interrompido pelo chamado do anjo da guarda por ocasião da volta de Jesus. O apóstolo Paulo resumiu esse momento da seguinte forma: “Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1 Tessalonicenses 4:16, 17).


Sexta-feira – 06 de julho

Cumbuca

A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona. Provérbios 11:6

Na África, uma das formas de capturar macacos é colocar um coco dentro de uma cumbuca e deixá-la em um lugar de fácil acesso aos animais. O coco passa bem apertado na boca da cumbuca; quando, porém, o macaco põe a mão no local e agarra a fruta para retirá-la, não é possível sair a mão e o coco juntos. Em geral, os macacos não soltam o coco e, presos na cumbuca, são capturados facilmente pelos caçadores.

Dessa prática surgiu o ditado “macaco velho não põe a mão em cumbuca”. Soltar o fruto é tudo o que o animal precisa fazer para escapar da morte, mas ele “prefere” morrer a largar o coco. Não critique o macaco; ele é irracional. Preocupante é o fato de muitas pessoas perderem a vida física e a espiritual de maneira semelhante.

O provérbio de hoje nos apresenta dois grupos de pecadores que estão em situações opostas. O primeiro grupo é formado pelos que, diante da graça de Cristo, tomam boas decisões na vida, abandonam o pecado, lutam contra as tendências ruins e vencem em nome de Jesus. O outro grupo é formado por aqueles que se entregam aos desejos carnais sem a mínima resistência e caem nas garras do inimigo.

O que tem aprisionado as pessoas hoje? A lista é tão grande que não caberia nas muitas páginas deste devocional. Mas vamos pensar sobre algumas que estão bem próximas de nós. Muita gente tem posto a mão na cumbuca do amor ao dinheiro, fazendo das riquezas o sentido da vida. Alguns se agarram aos prazeres sexuais ilícitos e não os largam até sofrerem as inevitáveis consequências do pecado.

Outras pessoas estão presas nas garras da inveja e vivem amarguradas porque gostariam que o vizinho ou colega de classe, por exemplo, não tivesse o carro ou o computador que tem. Há ainda aqueles que estão presos às drogas lícitas e ilícitas e só se libertarão quando não puderem mais viver. Infelizmente, mesmo avisadas, muitas pessoas escolhem continuar presas a sentimentos ruins e a tendências herdadas e adquiridas.

A morte de Jesus na cruz do Calvário, no entanto, garante que ninguém precisa estar condenado a morrer agarrado ao pecado. Ele nos libertou e garantiu a vitória contra o mal. Portanto, larguemos o pecado e nos agarremos firmemente na graça de Cristo. Com Ele, a liberdade está garantida.


Quinta-feira – 05 de julho

Deus quer seu coração

De nada vale a riqueza no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte. Provérbios 11:4

Se você pudesse voltar no tempo e dar uma volta pela cidade de Roma, na Idade Média, veria cenas muito tristes para alguém que crê em Deus. A cidade era a sede da maior igreja da época. O papa morava ali, e toda a cúpula da Igreja também residia por lá. Roma deveria ter sido um lugar em que se respirava santidade, mas não era assim.

Ao caminhar pelas ruas daquela ímpia cidade, você encontraria prostituição, idolatria, bebedeiras e muitas outras coisas incompatíveis com a vida cristã. Além de tudo isso, você veria a venda de indulgências acontecendo em todos os lugares. Uma frase comum da época era: “Quando a moeda no cofre cai, uma alma do purgatório sai.” Um dos mais famosos vendedores de indulgências na Alemanha era Johann Tetzel.

Uma das técnicas que ele mais gostava de usar era a do terror. Tetzel reunia as pessoas nas praças das cidades por onde passava e pregava um sermão sobre o sofrimento eterno e os terrores de ir para o inferno após a morte. Para deixar as pessoas mais impressionadas ainda, ele colocava a própria mão no fogo para demonstrar ao povo o que é queimar o corpo. Com a mão em carne viva, estendida para o público, dizia: “Se uma queimadura dessa na mão traz tanta dor, imagine o corpo todo queimando pela eternidade.”

Tetzel estava duplamente errado. Em primeiro lugar, a Bíblia não ensina a doutrina de um inferno eterno, onde os perdidos queimarão para sempre. As Escrituras também não falam nada a respeito da existência do purgatório. Isso tudo era invenção da Igreja para assustar os fiéis. Em segundo lugar, o inquisidor estava errado por ensinar que, ao dar dinheiro para a Igreja, os pecados da pessoa ou de um parente já morto seriam automaticamente perdoados.

No dia da ira divina, dinheiro, posição eclesiástica, posição social, beleza, boas obras não poderão livrar o pecador da condenação do pecado. Nada do que façamos ou deixemos de fazer nos dará a salvação.

Apenas a graça de Deus livrará o homem da morte eterna. Portanto, se você e eu quisermos dar alguma coisa para o Céu que influencie em nossa salvação, devemos entregar nosso coração. É a única coisa que realmente interessa a Deus.


Quarta-feira – 04 de julho

Não desista

A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói. Provérbios 11:3

Fazer as coisas da maneira certa nem sempre é a alternativa mais fácil, especialmente quando observamos pessoas que agem de modo imoral se dando bem. Às vezes nos frustramos por querer realizar algo maior na vida, mas não temos como fazer isso. Parece que, quanto mais sonhamos em alcançar nossos objetivos, mais dificuldades aparecem. Esse é um sentimento que pode nos levar ao desânimo e a desistir da luta, mas não precisa ser assim.

Quando estamos passando pelos momentos difíceis da vida, devemos pensar que eles podem ser uma preparação para as bênçãos que Deus quer nos dar. Se elas chegassem hoje, talvez não as desfrutaríamos da maneira correta, por não estarmos com o coração preparado para isso. Em alguns episódios na Bíblia, Deus teve que permitir momentos de tribulação e tristeza para Seus servos. Assim como nós, esses personagens ficaram tristes, mas, quando tudo passou, compreenderam que as dificuldades fizeram parte do processo de crescimento.

José foi um desses casos. Ele foi fiel a Deus quando passou pela escravidão, trabalhando muito, mesmo sem entender por que estava sofrendo. Foi íntegro ao enfrentar a tentação sexual e, como resultado, “ganhou” anos de prisão. Sem entender nada, manteve-se fiel aos princípios divinos na cadeia. Até que, finalmente, chegou a hora de receber o que Deus havia preparado para ele: a honra de ser governador do Egito.

Jesus Cristo era a integridade em pessoa e estava na Terra para salvar o pecador. Seu alvo maior era voltar para junto do Pai com Sua missão cumprida. No entanto, para alcançar isso, teve que passar por muitas situações difíceis. Foi humilhado e rejeitado, mas não desistiu.

Em vez de reclamarmos das dificuldades pelas quais passamos, devemos nos manter íntegros e firmes em Deus. Aproveite cada obstáculo da vida como preparo para as bênçãos futuras. Mantenha-se íntegro e espere o que o Céu planejou para você.

José percorreu um longo caminho em direção ao governo da nação mais poderosa do mundo e teve que passar pela prisão. Jesus teve que percorrer um caminho em direção ao Céu e, antes de chegar lá, teve que passar pela cruz. Tome esses maravilhosos exemplos como inspiração para sua vida. Coloque-se nas mãos de Deus, não desista, e a sua hora chegará!


Terça-feira – 03 de julho

Orgulho x humildade

Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. Provérbios 11:2

“Tenho orgulho da minha humildade”, assim brincava um amigo que tem um senso de humor muito apurado. Essa frase é absurdamente contraditória e não seria dita com seriedade por ninguém com o mínimo de bom senso. Orgulho e humildade são duas características humanas que se excluem. Onde uma está, a outra não pode ficar.

Ser humilde não é fazer pouco daquilo que temos de bom, não é negar nossas qualidades ou diminuir os talentos desenvolvidos. Ser humilde é reconhecer que as qualidades e talentos que possuímos foram dados por Deus e devem ser usados para a glória Dele. Orgulho e humildade trabalham em sentidos contrários e levarão quem os cultiva para destinos completamente distintos. Perceba:

O orgulho diz: “Eu sei”; a humildade diz: “Deus me deu a capacidade de saber.”

O orgulho diz: “Não preciso de ninguém”; a humildade diz: “Posso aprender um pouco mais com você.”

O orgulho diz: “Eu sou melhor que você”; a humildade diz: “Temos qualidades diferentes e podemos nos ajudar.”

O orgulho diz: “Quero tomar o lugar do outro”; a humildade diz: “Todos podemos vencer juntos.”

O orgulho diz: “Preciso superar os outros”; a humildade diz: “Preciso superar a mim mesmo.”

O orgulho diz: “Venha me servir”; a humildade diz: “Em que posso ser útil?”

O orgulho diz: “Não perdoo você”; a humildade diz: “Todos podemos errar. Eu perdoo você.”

O orgulho diz: “Faça isso e aquilo”; a humildade diz: “Vamos fazer juntos isso e aquilo.”

O orgulho diz: “Se não for do meu jeito, eu não quero”; a humildade diz: “Seu jeito também pode ser bom.”

O orgulho diz: “Preciso de roupas melhores que as dele”; a humildade diz: “Preciso compartilhar roupas com quem não tem.”

O orgulho diz: “Preciso aparecer mais”; a humildade diz: “Preciso fazer o outro crescer.”

O orgulho diz: “Eu sei que sou humilde”; a humildade é ignorante de si mesma.

O orgulho diz “Deus não existe”; a humildade diz: “Eu não existo sem Deus.”

Só podemos ser realmente humildes se estivermos ligados à fonte de toda a humildade: Jesus Cristo, que é humilde de coração (Mateus 11:30).


Segunda-feira – 02 de julho

Apenas um peso

O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer. Provérbios 11:1

Um experimento social foi feito nos Estados Unidos e repetido no Brasil. Uma mesa foi colocada na calçada de uma rua no centro de uma grande cidade e, sobre ela, vários relógios. Sobre a mesa, estava uma caixa de acrílico com o valor dos relógios. Nos EUA, custava dez dólares e, no Brasil, 20 reais. A pessoa deveria escolher o relógio que mais lhe agradasse, colocar o dinheiro na caixa e levar o que comprasse para casa.

Nos Estados Unidos todos os relógios foram levados, e o dinheiro de cada um deles, deixado na caixa. Para nossa tristeza, no Brasil, o experimento teve que ser interrompido porque cinco pessoas roubaram relógios, e o sexto indivíduo roubou os relógios e a caixa de acrílico com o pouco dinheiro de algumas pessoas honestas que pagaram para levar o objeto.

Deus odeia o engano e ama os acordos justos. Essa é a ideia central do provér­bio de hoje. Nos tempos bíblicos, as pessoas usavam, em geral, pedras como padrão de peso para vender e comprar grãos e outros produtos. Alguns indivíduos usavam pedras diferentes para vender e comprar coisas. Ao vender, colocavam as pedras mais pesadas e, ao comprar, as mais leves. Tudo com a intenção de levar vantagem na hora da negociação. O problema era tão sério que Deus, por meio de Moisés, teve que ser muito claro: “Não tenham na bolsa dois padrões para o mesmo peso, um maior e outro menor. Não tenham em casa dois padrões para a mesma medida, um maior e outro menor” (Deuteronômio 25:13, 14).

Usando como exemplo essas balanças antigas, na passagem de hoje, o Senhor nos adverte contra a desonestidade. Isso não deve fazer parte da vida de um verdadeiro membro do reino de Deus. Infelizmente, alguns que se dizem cristãos usam de meios ilícitos para levar vantagem na vida.

O ato de roubar é muito mais amplo do que podemos imaginar. Não se rouba apenas quando colocamos pesos diferentes na balança ou tomamos à força um objeto de alguém. Roubamos o conhecimento do outro ao colarmos na prova. Roubamos a confiança de alguém ao espalharmos um segredo.

A Bíblia diz que roubar é uma característica do inimigo de Deus (João 10:10). Portanto, como filhos do Rei e por Sua graça, temos o privilégio de ser honestos. Que essa seja sua realidade hoje e para sempre!


Domingo – 01 de julho

Férias!

O caminho do Senhor é o refúgio dos íntegros, mas é a ruína dos que praticam o mal. Provérbios 10:29

A maioria dos estudantes e muito profissionais desfrutarão de merecidas férias neste mês. Em geral, é um período em que nos despreocupamos com a agenda, desligamos o despertador, viajamos, reencontramos parentes e amigos.

As férias são o descanso após um período intenso de trabalho e estudos. Elas só fazem sentido se houve dedicação às atividades durante os outros meses do ano. Uma pessoa que não trabalha e não estuda não tem por que almejar pelas férias; afinal, ela já vive em “férias”. Na escola, há alunos que vivem o período letivo como se estivessem nas férias e, quando chegam as férias, continuam na escola para recuperar as notas baixas. Essa não é uma atitude muito inteligente. Para valorizarmos o descanso, precisamos realmente de esforço no trabalho.

Deus está preparando um longo período de férias para nós. Serão mil anos no Céu. O apóstolo João resumiu esse período assim: “Então vi descendo do céu um anjo que tinha nas mãos a chave do abismo e uma corrente pesada. Ele agarrou o dragão, aquela velha cobra que é o Diabo ou Satanás, e o amarrou por mil anos. Então o anjo jogou o Diabo no abismo e trancou e selou a porta para que ele não enganasse mais as nações até terminarem os mil anos. Depois desses mil anos é preciso que ele seja solto por um pouco de tempo. Em seguida vi alguns tronos, e os que estavam sentados neles receberam o poder de julgar” (Apocalipse 20:1-4, NTLH).

Enquanto estivermos de férias no Céu, Satanás estará na Terra sem ninguém para tentar, tendo tempo suficiente para refletir, tardiamente, na decisão que tomou.

O provérbio de hoje nos diz que devemos seguir no caminho do Senhor se quisermos ter um final feliz e desfrutar de tudo o que está preparado para nós. Estamos no período de trabalho espiritual. Não é hora de relaxar nem de dormir espiritualmente. A luta é grande contra o pecado, contra as nossas tendências ruins, mas, se não desistirmos, Deus garante que receberemos o prêmio final.

O mês de férias acabará logo, mas as férias que Deus está preparando para nós serão muito, muito longas. Poderemos viajar pelo Universo e viver ao lado do nosso Pai eterno. Prepare-se e não perca por nada a maravilha que será viver essas férias inesquecíveis!


JULHO 2018


Sábado – 30 de junho

A certeza do justo

O que o justo almeja redunda em alegria, mas as esperanças dos ímpios dão em nada. Provérbios 10:28

O provérbio de hoje conduziu meus pensamentos para uma das mais belas passagens bíblicas. O apóstolo João recebeu uma visão da Nova Jerusalém e a descreveu com palavras que enchem nosso coração de alegria e esperança:

“Então vi um novo céu e uma nova Terra. O primeiro céu e a primeira Terra desapareceram, e o mar sumiu. E vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. Ouvi uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: – Agora a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos Dele. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram. […] Ele me mostrou Jerusalém, a Cidade Santa, que descia do céu e vinha de Deus, brilhando com a glória de Deus. A cidade brilhava como uma pedra preciosa, como uma pedra de jaspe, clara como cristal. Ela era cercada por uma muralha muito alta e grande, com doze portões, guardados por doze anjos. Nos portões estavam escritos os nomes das doze tribos do povo de Israel. Havia três portões de cada lado: três ao norte, três ao sul, três a leste e três a oeste. A muralha da cidade estava construída sobre doze rochas, nas quais estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Apocalipse 21:1-14, NTLH).

Enquanto lemos palavras tão lindas, somos levados a imaginar aquela cidade gloriosa. Melhor do que isso é nos imaginar dentro da cidade. Vivemos em um período da história da humanidade em que está cada vez mais evidente que não podemos esperar muita coisa boa deste planeta. Os noticiários nos trazem cada dia notícias piores. Os escândalos na política são cada vez maiores, a maldade humana só aumenta.

Por isso, quem colocar sua esperança nas coisas deste mundo ficará sem nada no final. Porém, os que esperarem em Deus terão a alegria eterna, na cidade que Jesus preparou.

O melhor de tudo é que lá viveremos face a face com nosso Salvador Jesus. Almeje o Céu, Deus o garante para aqueles que O amam.


Sexta-feira – 29 de junho

Vida longa ou vida curta

O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada. Provérbios 10:27

Lembro-me muito bem da manhã do domingo de 27 de janeiro de 2013. Quando assisti ao noticiário matinal, não pude deixar de me impactar com a terrível manchete: “Tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul”. Aos poucos, as notícias foram sendo mais detalhadas.

Na madrugada daquele dia, durante uma festa na boate Kiss, um sinalizador manuseado por alguém dentro do lugar deu início a um incêndio. A fumaça tóxica produzida pela queima do interior da boate, combinada ao desespero, fez com que muitas pessoas perdessem a vida naquele dia. Para ser exato, 242 jovens, a maioria universitários, morreram tragicamente naquela triste madrugada. O Brasil inteiro lamentou o acontecido. Era de cortar o coração ver pais e familiares chorarem a perda de seus entes queridos.

Não foi Deus quem provocou a morte daqueles jovens. Ele certamente Se entristeceu muito com a tragédia. Apesar disso, é contra a natureza Dele impedir que jovens tomem as próprias decisões. Deus nos deixou livres para escolher aonde queremos ir. Se escolhermos ir a locais em que Ele é rejeitado, estaremos sujeitos a muitos perigos. Como Deus nos ama muito, Ele só quer o nosso bem; por isso, precisamos a aprender a caminhar nos passos de Jesus.

Um dos princípios do reino de Deus é a liberdade. O Senhor, embora tenha poder para nos forçar a fazer qualquer coisa, escolheu não agir assim. Quando nos criou, Ele colocou em nós a capacidade de escolher por qual caminho desejamos seguir e, inclusive, se escolhemos tê-Lo no centro da vida.

Porém, Ele nos deixou muitos avisos das consequências decorrentes das escolhas erradas. Infelizmente, o que aconteceu com aqueles jovens na boate se repete em grau maior ou menor ao redor do planeta. Muitas pessoas escolhem caminhos diferentes dos indicados por Deus e têm sua existência encurtada.

Somos livres para escolher por quais caminhos queremos seguir. Se analisarmos com calma, concluiremos que há apenas um caminho seguro. Sua vida poderá ser mais longa aqui na Terra e infinitamente longa na Nova Terra. Para isso, escolha estar sempre na presença de Deus. Andando com Ele, independentemente do que ocorrer nesta vida, a salvação estará garantida para você.


Quinta-feira – 28 de junho

Firme na tempestade

Passada a tempestade, o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre. Provérbios 10:25

O mais perto que já cheguei de um tornado foi à distância de 500 quilômetros. Moro no litoral do estado de Santa Catarina e, há pouco tempo, ocorreu um desses na cidade de Chapecó, no oeste do estado. Muita coisa foi destruída em pouco mais de cinco minutos, período em que aquele funil de vento esteve sobre a cidade. A força era tão grande que um caminhão foi arremessado para o outro lado da rua.

As tempestades chegam à vida de todas as pessoas. Não importa se somos cristãos exemplares ou pecadores inveterados, todos nós passaremos por momentos difíceis. Um exemplo disso é o patriarca Jó. As Escrituras o descrevem como um “homem íntegro e justo [que] temia a Deus e evitava fazer o mal” (Jó 1:1). Sua vida passou por um momento de tornado. Ele teve a existência sacudida em todos os aspectos. Em um curto período de tempo, Jó perdeu tudo o que tinha, seus dez filhos e a saúde. Infelizmente, a tragédia atinge todas as pessoas. No mundo, acontecem, indistintamente, coisas ruins com pessoas boas e más.

A grande questão não está no fato de passarmos ou não por problemas. O grande ponto é com quem passaremos pelas tempestades da vida. Isso fará toda a diferença no final. Quando o ímpio se vê diante de uma doença terminal ou da perda de um ente querido, tudo o que lhe resta é sofrer e definhar com a dor. Diante das mesmas calamidades, o justo tem em que se abrigar e se sustentar. A tristeza pode até ocupar um pouco do coração de quem está com Jesus, mas nunca o desespero. Na vida do justo, quando o problema chega não encontra espaço para dominar o ambiente, pois Deus já está habitando aquele lugar.

Foi assim que aconteceu com Jó. Apesar de sofrer dores físicas e emocionais quase sobre-humanas, sua fé não se abalou, seu estado emocional não ruiu e, quando tudo passou, ele estava mais forte em todas essas áreas. Em vez de destruir o patriarca, os problemas o fortaleceram. Sua vida se tornou um grande testemunho ao longo dos séculos.

Pode ser que você esteja passando por um grande problema neste momento. Quem sabe seus pais estejam se separando, sua família esteja em crise financeira, uma doença afete alguém que você ama ou o luto esteja machucando você. Mantenha-­se firme em Deus e lembre-se: nem mesmo uma tempestade conseguirá destruir alguém que anda de mãos dadas com Jesus.


Quarta-feira – 27 de junho

Sentindo prazer no bem

O tolo encontra prazer na má conduta, mas o homem cheio de entendimento deleita-se na sabedoria. Provérbios 10:23

Em alguma aula de ciências ou biologia, você já deve ter escutado a respeito de uma substância chamada serotonina. Ela exerce um importante papel no sistema nervoso, com variadas funções, como a liberação de alguns hormônios, a regulação do sono, da temperatura corporal, do apetite, do humor, da atividade motora e das funções cognitivas.

A falta de serotonina no corpo causa diversos distúrbios à saúde. Estudos na área de nutrição indicam que um deles é a compulsão por doces. Em geral, uma pessoa que esteja com falta dessa substância no organismo não conseguirá passar na frente de uma loja de doces sem ser muito tentada a consumir alguma coisa. Logicamente, a compulsão por doces trará consigo outras doenças a mais. Se a pessoa regularizar os níveis de serotonina no corpo, terá mais facilidade para lidar com essa compulsão alimentar. Nesse caso, o gosto do indivíduo está sendo definido por um fator interno.

Na vida espiritual, acontece algo semelhante. Nosso estado interno exerce grande influência na definição das coisas pelas quais somos atraídos. O nível de serotonina espiritual em sua vida dirá se você será compulsivo pelos “doces do pecado” ou se preferirá as “comidas saudáveis” da vontade de Deus.

Como diz o provérbio de hoje, cada pessoa terá prazer naquilo que mais se identifica com seu interior. O tolo será atraído pelo mal; já aquele que tem “inteligência espiritual” será atraído pelo bem. Isso acontece porque dentro de nós existem duas naturezas: a carnal e a espiritual.

Um famoso pregador da minha época de infância usava uma ilustração para destacar a importância de alimentarmos nosso lado espiritual. Ele dizia que dois leões estavam sendo preparados para uma luta. Um deles recebia três grandes refeições diárias, água de qualidade e um ambiente confortável para viver. O outro recebia, uma vez ao dia, um pouco de alimentação sem muitos nutrientes, bebia água contaminada e vivia em um lugar sujo e úmido. Depois de algum tempo, os dois leões foram colocados em uma jaula para se enfrentarem. O resultado da briga é óbvio. O leão mais bem alimentado venceu.

Sentiremos mais prazer no bem ou no mal dependendo de qual natureza estiver mais forte dentro de nós. Por isso, alimente sua natureza espiritual com a Bíblia e a oração. Assim, todas as vezes que o inimigo de Deus ofertar as “guloseimas do pecado”, você dirá: “O meu prazer está na lei do Senhor.”


Terça-feira – 26 de junho

Rico, poderoso e feliz

A bênção do Senhor traz riqueza, e não inclui dor alguma. Provérbios 10:22

Imagine-se trabalhando em uma grande empresa como um de seus principais executi­vos. Seu salário é alto; sua casa, luxuosa e seu carro importado é daqueles que pouca gente pode comprar. Para algumas pessoas, essa situação seria o ideal de vida feliz. Mas essa não é a realidade.

A versão eletrônica de uma revista de ampla circulação apresentou uma reportagem com o seguinte título: “Rico, poderoso e infeliz.” A matéria trazia uma pesquisa feita com 956 executivos de grandes empresas brasileiras. São homens que ganham altos salários, detêm um poder de influência social muito grande e vivem com um padrão de vida muito alto. A pesquisa revelou que 84% dos executivos do Brasil estão infelizes. As principais reclamações deles estão relacionadas à falta de tempo com a família e ao excesso de trabalho.

Não existe problema em ter muito dinheiro. A Bíblia apresenta muitos homens ricos que eram fiéis a Deus. Aliás, o provérbio de hoje nos diz que a riqueza pode ser uma bênção de Deus.

Salomão escreveu o seguinte sobre esse assunto: “Quando Deus concede riquezas e bens a alguém, e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e a ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus” (Eclesiastes 5:19). Para sabermos o que é a riqueza abençoada, precisamos entender o que ela não é.

Riquezas abençoadas nunca são resultado de perda da saúde, jamais são adquiridas ao se rejeitar os princípios bíblicos e não afastam quem as conquista de sua família.

Não há problema em acumular dinheiro, mas a verdadeira felicidade não é baseada em riquezas. Só podemos ser, de fato, felizes quando nos relacionamos com Deus, a fonte das riquezas verdadeiras.

A maior riqueza da vida de uma pessoa é estar com os cofres espirituais abarrotados da graça de Cristo. Só assim, seremos eternamente ricos, poderosos e felizes. Que essa seja sua realidade neste dia!


Segunda-feira – 25 de junho

Fala muito!

Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato. Provérbios 10:19

“Fala muito, fala muito…” Assim gritava o técnico de futebol, gesticulando e olhando com uma expressão de raiva para o banco de reservas do time adversário, onde estava o técnico da outra equipe também falando palavras não muito amigáveis. A cena foi reproduzida em muitos jornais esportivos naquela semana, e o que se falava era que a amizade de anos entre aqueles homens havia acabado naquele dia.

Dias depois, o autor da frase foi entrevistado e disse: “Eu também falo muito.” Admitiu que, no calor da competição, acabou se excedendo, mas que já havia conversado com o colega, e a amizade continuava como antes.

Algumas vezes, nós exageramos no falar e acabamos falando coisas das quais nos arrependemos. Isso ocorre quando sentimentos como raiva, paixão, nervosismo e euforia estão sem controle. Com as emoções à flor da pele, prometemos coisas, falamos sem pensar e ofendemos os outros.

Essa era uma preocupação do sábio Salomão. Quando escreveu Eclesiastes, ele tratou desse assunto: “Quando você for ao santuário de Deus, seja reverente. Quem se aproxima para ouvir é melhor do que os tolos que oferecem sacrifício sem saber que estão agindo mal. Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração para fazer promessas diante de Deus. Deus está nos Céus, e você está na terra, por isso, fale pouco. Das muitas ocupações brotam sonhos; do muito falar nasce a prosa vã do tolo. Quando você fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos desagradam a Deus; cumpra o seu voto. É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir” (Eclesiastes 5:1-5).

Embora o conselho de Salomão seja primariamente para um contexto religioso, o princípio deve ser usado para qualquer área da vida: “Fale pouco.” Quanto mais falamos, mais corremos o risco de dizer algo do qual nos arrependeremos depois. O apóstolo Tiago escreveu um capítulo inteiro de seu livro sobre esse assunto. Ele advertiu: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tiago 3:2).

Sei que não é fácil controlar a língua, especialmente quando estamos tomados por alguma emoção muito forte. Mas Deus pode nos ajudar nesse desafio. Em Deus, você poderá ter sucesso nessa empreitada. Entregue o controle de sua vida a Ele e de sua boca apenas fluirão palavras de bênção.


Domingo – 24 de junho

Fofoca

Quem esconde o ódio tem lábios mentirosos, e quem espalha calúnia é tolo. Provérbios 10:18

No século 14, espalhou-se pela Europa uma das epidemias mais mortais que a humanidade já conheceu: a peste bubônica. Transmitida pelas pulgas de ratos e outros roedores, a praga dizimou milhões de pessoas. É possível que metade da população da Europa tenha morrido em decorrência dessa doença. Tudo indica que a peste tenha chegado ao continente com os ratos que vinham dentro dos navios mercantes que traziam especiarias da Índia.

Os livros de História não definem quem foi o primeiro a contrair a doença. Quando as pessoas se aperceberam, já existiam milhares de europeus infectados e mortos. Houve um primeiro rato infectado que fez com que uma pessoa fosse infectada e, em seguida, duas, três, dez, cem, milhares, milhões.

Pragas se espalham assim: iniciam-se aos poucos e, de repente, estão atingindo um grande número de pessoas. A fofoca é como uma praga. Ela começa na boca infectada de ódio e pecado de uma pessoa, que passa para outra e, então, perde-se o controle da informação. O pior de tudo é que a fofoca pode destruir a reputação do indivíduo de quem se fala e abalá-lo emocionalmente.

A Bíblia chama as pessoas que vivem espalhando fofocas de tolas. Essas pessoas não percebem que, quanto mais espalham calúnias sobre outras, mais estão destruindo a própria reputação, que fica manchada perante a comunidade em que vivem. Pura tolice!

Uma frase atribuída ao antigo escritor Esopo diz: “Se não pode dizer uma coisa boa, não diga nada.” Esse é um princípio que deve nortear nossa vida. Falar mal das pessoas é prejudicial para todos os envolvidos. Mas há algo mais grave ainda nessa história.

Segundo Jesus, quando fazemos algo ruim para um filho Dele, estamos agindo contra Ele mesmo. Cristo afirmou: “O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram” (Mateus 25:40). Portanto, quando o fofoqueiro está destruindo alguém com suas mentiras, está falando mal do próprio Deus.

Nossa atitude como cristãos deve ser a de sempre nos preocuparmos em falar bem das pessoas. Se não podemos fazer assim em relação a alguém, é melhor ficarmos em silêncio. Não devemos ser portadores da “bactéria” da fofoca. Deus deseja que da nossa boca saiam apenas palavras que promovam o bem do outro.


Sábado – 23 de junho

Influência

Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros. Provérbios 10:17

Um brasileiro que mora em Sydney resolveu ter uma atitude diferente no dia de seu aniversário. Decidiu comprar 30 presentes, embalá-los e sair nas ruas da cidade para presentear 30 desconhecidos. Sua intenção era espalhar alegria naquele dia. O vídeo que ele produziu mostra a satisfação das pessoas ao receberem os mimos. A ação do aniversariante produziu sorrisos nas pessoas e, segundo os relatos dos amigos que o ajudaram, também criou uma corrente do bem, pois outras pessoas tiveram atitudes semelhantes.

Quando entendemos que as coisas que recebemos de Deus são presentes de amor, somos impulsionados a estender esses benefícios para os outros. Os presentes divinos podem vir em diversas versões, inclusive na forma de disciplina. O provérbio de hoje mostra duas posturas diferentes em relação a esse presente do Céu.

A primeira é a de uma pessoa que se sente agradecida pela preocupação de Deus em enviar a disciplina para ela. Em contraste, a outra pessoa ignora a repreensão. É como se Deus, por meio de um mensageiro, enviasse um presente, e a pessoa fingisse que não era para ela.

O recado central do versículo de hoje é que nossa atitude diante da repreensão não diz respeito apenas a nós mas afeta também os outros. A pessoa que escolhe o bem não beneficia apenas a si mesma; igualmente, quem escolhe o mal não prejudica só a si.

“Jesus disse aos Seus discípulos: ‘É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar’” (Lucas 17:1, 2). Sim, nós somos responsáveis pelo que as nossas decisões causam na vida dos outros.

Todas as vezes que você for tentado a fazer algo errado, pense que poderá causar sofrimento a seus pais, influenciar colegas para a mesma ação e escandalizar quem está ao redor. Quando estiver diante da possibilidade de uma boa ação, realize-a na certeza de que estará abençoando a vida de muitas pessoas.

Ao lado de Cristo, sua vida será um presente para a humanidade, gerando uma onda do bem que será difícil de ser contida.


Sexta-feira – 22 de junho

Salário justo

O salário do justo lhe traz vida, mas a renda do ímpio lhe traz castigo. Provérbios 10:16

No Brasil, a expressão “Lava Jato” ganhou outras conotações há algum tempo. Além de se referir ao lugar em que se lavam carros de maneira rápida, a expressão virou também sinônimo de combate à corrupção. A operação Lava Jato prendeu, julgou e condenou muitas pessoas por causa das mais variadas formas de corrupção. Muitos dos condenados haviam recebido desonestamente milhões de reais e tiveram que devolver o dinheiro e perder a liberdade.

Não adianta enriquecer de maneira ilegal. Ainda que a corrupção de alguém passe despercebida pela justiça humana, nada escapa da justiça divina. Por isso, o melhor que podemos fazer é trabalhar com honestidade, inteligência e diligência.

Salomão faz um contraste entre uma vida honesta e uma vida de pecados. Podemos entender o conselho de hoje pelo menos de duas formas. A primeira diz respeito ao ato de trabalhar honestamente, sem preguiça e com alegria para ganhar o salário justo. Esse é um princípio defendido ao longo da Bíblia. O apóstolo Paulo escreveu: “Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10) e acrescentou: “O trabalhador merece o seu salário” (1 Timóteo 5:18). O dinheiro ganho com honestidade é abençoado por Deus. É muito mais engrandecedor trabalhar honestamente e ganhar um pequeno salário do que ganhar muito dinheiro por meios desonestos.

A segunda forma de aplicarmos o provérbio de hoje diz respeito às decisões espirituais. Quem foi justificado pelo sangue de Cristo e vive em harmonia com esse fato terá a vida eterna garantida.

Se Deus fosse nos dar o que merecemos, receberíamos com justiça a morte. Mesmo assim, em Seu infinito amor, Ele nos presenteia com a vida eterna (Romanos 6:23).

Em relação aos compromissos da vida, se quiser ser bem-sucedido e ter paz, seja diligente, esforce-se, trabalhe duro e seja honesto. Assim, seu salário será uma recompensa merecida. No âmbito espiritual, porém, apenas creia em Cristo, entregue­-se a Ele e receba de graça o que você não merece: a vida eterna baseada nos méritos divinos.


Quinta-feira – 21 de junho

Rico ou pobre?

A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, mas a pobreza é a ruína dos pobres. Provérbios 10:15

Se ao ler o provérbio de hoje você sentiu certo estranhamento, não pense que é só você. Foi assim comigo também quando li pela primeira vez esse versículo. Aparentemente, ele está dizendo que é um defeito ser pobre. Mas não foi isso que o sábio quis dizer.

No versículo, Salomão está descrevendo uma realidade muito comum nos dias dele, em especial nas nações vizinhas a Israel.

Os pobres eram desprezados e isolados socialmente. O que acontecia, em geral, era que alguém que nascesse pobre continuaria nessa condição a vida toda e deixaria essa herança para os filhos.

Em Israel, a situação era um pouco diferente. Ali, “as restrições de venda das terras e as provisões dos estatutos do jubileu e do sétimo ano tinham a intenção de impedir tanto a pobreza abjeta quanto o acúmulo de propriedade” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 1101). A intenção de Deus com Seu povo era diminuir ao máximo a desigualdade social.

Diferentemente da antiguidade, a pobreza hoje não precisa ser a ruína de uma família. Se houver uma atitude correta diante da vida e escolhas que direcionem para uma mudança de condições, é possível superar esse estado social.

Uma atitude apropriada é não se vitimizar. Ninguém deve se afundar na amargura e viver reclamando da própria situação. O “coitadismo” prejudica nossa percepção das possibilidades de mudança. Precisamos olhar para a vida com otimismo e esperança.

Quanto às escolhas, é preciso decidir não se conformar com a situação e buscar meios de sair da pobreza, usando os dons e talentos adquiridos. Estudar também é uma forma de ascender socialmente. Pessoas como o neurocirurgião Ben Carson e o capelão do senado norte-americano Barry Black são exemplos disso.

A pobreza não é uma maldição de Deus sobre as pessoas, muito menos um destino do qual não se possa fugir. Com atitudes certas, essa situação pode ser superada.

Com Deus, independentemente da conta bancária, teremos tudo o que é necessário para nossa felicidade. Convide-O para sua vida e encha os cofres de sua vida com graça e amor.


Quarta-feira – 20 de junho

Conhecimento é poder

Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína. Provérbios 10:14

Na fachada de uma biblioteca nos Estados Unidos, está escrita a frase “Knowledge is power” [Conhecimento é poder]. Essa é uma ideia que perpassa toda a história da humanidade. Quem adquire conhecimento sempre tem destaque na vida.

Na primeira carta ao jovem Timóteo, Paulo o orienta a aplicar-se à leitura (1 Timóteo 4:13, ARA). É verdade que o apóstolo estava se referindo especificamente à leitura do Antigo Testamento, mas esse conselho pode ser aplicado a outras áreas do saber.

O cristão não precisa restringir-se à leitura da Bíblia. Existe um vasto campo de conhecimento pelo qual podemos nos aventurar. Naturalmente, ao selecionarmos nosso material de leitura, devemos acionar critérios espirituais para não expormos a mente ao que esteja em desarmonia com o ensino das Escrituras.

O profeta Daniel e seus três amigos são um bom exemplo de pessoas que se dedicavam aos estudos. A Bíblia os caracteriza como cheios “de sabedoria, inteligência e instrução” (Daniel 1:4, AA). Na sequência, é dito que eles eram versados “em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei” e que Nabucodonosor “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (Daniel 1:20, ARA).

Assim como eles, o cristão deve se dedicar aos estudos da ciência, filosofia e outros assuntos. É verdade que a vida moderna é muito cheia de compromissos, mas, se nos organizarmos e aproveitarmos os pequenos momentos de folga, conseguiremos ler muito mais.

Sobre isso, Ellen White disse: “Alguns momentos aqui e outros ali, que poderiam ser dissipados em conversas inúteis; as horas matutinas tantas vezes desperdiçadas no leito; o tempo gasto em viagens […] se se tivesse um livro à mão, e estes retalhos de tempo fossem empregados estudando, lendo ou meditando, que não poderia ser conseguido!” (Parábolas de Jesus, p. 343, 344). Sem dúvida, a leitura de materiais edificantes é um grande privilégio.

Deus deseja o seu crescimento intelectual e que você experimente o poder do conhecimento.


Terça-feira – 19 de junho

A correção de Deus

A sabedoria está nos lábios dos que têm discernimento, mas a vara é para as costas daquele que não tem juízo. Provérbios 10:13

Tenho um amigo que foi missionário em um país do Oriente Médio. Ele me contou que, nas escolas daquele lugar, os professores têm sempre uma régua grande de madeira na mão durante as aulas. Quando querem corrigir algum aluno, aplicam uma “reguada” nas costas ou na cabeça do estudante. Os pais apoiam essa atitude dos professores.

Essa é uma questão cultural daquele país; não temos intenção de julgá-la aqui. Em nosso país não é assim, embora seus avós, possivelmente, se lembrem da palmatória, que era um pedaço de madeira que tinha uma função semelhante à régua das escolas citadas acima. No Brasil de nossos dias, os professores não podem aplicar castigos físicos em seus alunos.

O versículo de hoje nos diz que aqueles que se comportam de maneira irresponsável serão castigados com a vara. Quando esse provérbio foi escrito, era comum que os juízes autorizassem o açoite com vara nas costas de criminosos.

A verdade é que Deus nunca deixa um filho andar pelo caminho do erro sem tentar corrigi-lo. Ele sempre tem um meio de advertir o pecador que está indo em direção à morte e que precisa mudar de caminho.

Quando o povo de Deus estava apostatando, Deus enviou os babilônios, liderados pelo rei Nabucodonosor. Os judeus foram levados para a capital daquele império e ficaram exilados ali por um período de 70 anos. Deus usou essa situação ruim com o objetivo de salvar uma nação.

Sobre Sua forma de agir conosco, o Senhor declara: “Eu corrijo e castigo todos os que amo. Portanto, levem as coisas a sério e se arrependam” (Apocalipse 3:19, NTLH). Deus está mais interessado em nossa salvação eterna do que em uma suposta felicidade passageira que possamos ter aqui. Se for necessário nos contrariar e nos castigar para nos salvar, Ele fará isso.

Nossa atitude, diante da correção divina, deve ser de submissão, gratidão e mudança. Deus poderia, simplesmente, nos abandonar e deixar que caminhássemos para a morte sem nenhum alerta. Mas, por Seu imenso amor, Ele nos busca, nos repreende e disciplina para nos salvar.

Ame a Deus cada dia mais, inclusive quando Ele o castigar. Tudo o que o Senhor quer é o seu bem aqui e, principalmente, na eternidade.


Segunda-feira – 18 de junho

Incompreensível e inexplicável

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Tenho dificuldade de entender algumas coisas, sobretudo nos campos da eletrônica e da informática. Por exemplo, o que acontece dentro do computador para que, ao serem apertadas as dez teclas correspondentes às letras da palavra “computador”, essa expressão seja escrita na tela da máquina? Alguns amigos dessa área já tentaram me explicar os processos lógicos que conduzem a esse fenômeno, mas confesso que, para mim, entender isso é complicado.

Quem sabe para você seja mais fácil compreender a linguagem dos bits, mas existem coisas que são mais complicadas, não é mesmo? Mas há algo que, para qualquer ser humano, é impossível de se entender e explicar completamente. Estou falando do amor de Deus.

Para nos ajudar, o Senhor estabeleceu um exemplo prático na vida do profeta Oseias. Está escrito: “Quando o Senhor Deus falou pela primeira vez por meio de Oseias ao povo de Israel, Ele disse a Oseias: – Vá e case com uma prostituta de um templo pagão; os filhos que nascerem serão filhos de uma prostituta. Pois o povo de Israel agiu como uma prostituta: eles foram infiéis e Me abandonaram. Então Oseias foi e casou com Gomer, filha de Diblaim” (Oseias 1:2, 3, NTLH).

Por algumas vezes, Gomer deixou Oseias e, por ordem divina, o profeta teve que buscá-la de volta e ainda aceitar os filhos que eram resultado da prostituição. Tanto nos dias de Oseias, quanto nos nossos dias, essa ordem de Deus soa bastante estranha. Somente quando analisamos todo o livro do profeta, entendemos o que o Senhor queria dizer.

Oseias estava representando Deus; Gomer, o povo de Israel, e, por extensão, a nós também. Somos tão pecadores e traidores em relação a Deus quanto Gomer foi para com Oseias. Mesmo assim, Deus aceitou fazer um compromisso conosco. Muitas vezes O abandonamos, mas Ele Se esforça para nos resgatar. Apenas uma coisa explica isso: o amor.

Jesus falou: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). O amor de Jesus é suficiente para cobrir todos os nossos pecados. Não tente entender, apenas aceite, mesmo que seja inexplicável e incompreensível.


Domingo – 17 de junho

Comemore os passos, ajude nas quedas

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Você já viu uma criança aprendendo a andar? No início, os pais acompanham cada passo dado, mas os tombos são frequentes. Nunca veremos pais mentalmente sãos brigando com uma criança nessa faixa etária porque ela caiu. O normal é que os pequenos passos sejam motivos de comemoração e as quedas recebam a atenção necessária para a criança se reerguer e continuar andando.

De certa forma, todos nós somos “crianças espirituais”, aprendendo a caminhar na trilha que leva ao Céu. O apóstolo Pedro conhecia muito bem a importância de ser tratado com misericórdia ao pecar. Quando traiu Jesus, ele não foi exposto pelo Mestre. Não recebeu repreensões públicas para que sofresse ainda mais pelo erro cometido. Jesus o tratou com o mesmo amor que gostaria que Pedro tivesse pelos pecadores.

João descreve da seguinte forma a conversa de repreensão e reconciliação de Jesus com Pedro: “E perguntou pela terceira vez: ‘Simão, filho de João, você Me ama?’ Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: ‘Você Me ama?’ E respondeu: ‘O Senhor sabe tudo e sabe que eu O amo, Senhor!’ E Jesus ordenou: ‘Tome conta das Minhas ovelhas’” (João 21:17, NTLH). Quando Pedro compreendeu o amor que Jesus estendia a ele, estava pronto a tratar os novos conversos com o mesmo sentimento. Compreendendo isso, ele escreveu: “Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1 Pedro 4:8).

O amor é a principal marca na vida do cristão. Alguns pensam que estão na luz por guardarem de forma legalista a lei. Embora seja importante cumprir a lei, essa não é a característica que revela a luz na vida do ser humano. “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram” (1 João 2:9-11).

Quando caímos na caminhada espiritual, o Pai celestial corre para nos ajudar. Ele faz isso por dois motivos. Primeiro, para não permanecermos caídos mas também para nos ensinar a tratar bem os outros.

Portanto, viva o dia de hoje comemorando as vitórias espirituais das pessoas à sua volta e seja um instrumento divino para ajudá-las.


Sábado – 16 de junho

Cortinas

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Na igreja em que cresci, existia uma grande cortina verde na parede à frente, na plataforma. Ela ficou lá por anos e, pelo que me lembro, não era retirada com muita frequência. Certa vez, a comissão da igreja resolveu retirá-la para mudar o visual. Quando isso foi feito, percebeu-se que a parede por trás dela estava toda deteriorada. A cortina não nos deixava ver as manchas do tempo. Por isso, convivíamos com a “parede feia” sem problemas.

Às vezes fazemos como aquela parede. Vivemos nos cobrindo com as cortinas da vida para tentar encobrir os pecados. Quem age assim está vivendo de modo hipócrita. Se não for abandonada, essa conduta será a causa de nossa perdição. Encobrir o pecado é uma das avenidas mais largas para a morte espiritual e eterna.

O provérbio de hoje fala do amor que “cobre” pecados. Cobrir, no sentido em que essa palavra foi usada, tem a ver com perdoar, purificar e dar força para abandonar o mal.  O amor que “cobre todos os pecados” tem as características do Senhor. Como conhecedor do amor divino, o apóstolo Paulo escreveu um dos mais lindos poemas de amor da humanidade: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:4-7).

Todos nós cometemos pecados de vez em quando. Essa é uma realidade que atinge desde o ateu até o mais consagrado líder religioso. Isso acontece porque dentro de nós existe uma “natureza pecaminosa”. Ela passou a ser parte do que somos desde que Eva comeu do fruto proibido. A partir de então, todos estamos sujeitos a tropeçar em nossas tendências ruins.

A boa notícia é que Deus nos ama de maneira tão intensa que deu Seu Filho unigênito para morrer em nosso lugar (João 3:16). O sangue de Cristo derramado na cruz é a maior prova de Seu amor por nós. Esse amor cobre nossos pecados, perdoando e santificando nossa vida.

Em vista disso, devemos nos conectar com Deus a cada dia, arrancar as “cortinas” que encobrem nossos pecados e deixar Cristo cobri-los com Seu sangue. Assim, seremos limpos por dentro e por fora.


Sexta-feira – 15 de junho

Não coloque lenha na fogueira

O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Lembro-me com saudades dos acampamentos do clube de desbravadores na minha infância e adolescência. Eles eram frequentes e muito divertidos. Embora dormir na barraca não fosse tão confortável, era muito legal aquela aventura que, em geral, durava o fim de semana.

Gostava muito de ficar em volta da fogueira ouvindo histórias bíblicas contadas pelo capelão do clube. Era um período de muita paz. Quando acabavam esses encontros e todos iam jogar bola ou fazer outras atividades, eu gostava de observar a fogueira.

O provérbio de hoje contrasta dois sentimentos: o ódio e o amor. O ponto central do versículo está na atitude dos dois em relação aos pecados das pessoas. A principal característica do ódio é colocar “lenha na fogueira” dos pecados dos outros. Quem odeia não se satisfaz com o sofrimento natural de alguém que cometeu um erro. Ele sente prazer em aumentar a dor, provocar mais brigas e aumentar o problema. A pessoa que guarda o ódio em seu coração, quando vê alguém triste por ter cometido um pecado, coloca o dedo na ferida e aumenta a angústia.

Do outro lado está o amor. Ele age de modo diferente do ódio. Seu prazer está em diminuir o sofrimento das pessoas. Quando se depara com uma situação de conflito, promove a paz nos corações. Jesus falou: “Bem-­aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).

O amor trata o ofensor como um amigo a ser conquistado, não como um inimigo a ser vencido. O cristão amoroso faz questão de, cobrir as transgressões do outro com o “cobertor do amor”. Quem carrega ódio no coração usa a exposição do erro do outro como uma forma de vingança.

Diferentemente, a pessoa amorosa suporta a injúria para trabalhar em um processo de reconciliação e salvação do ofensor. Isso não indica que não devamos repreender o erro, mas que, se isso for necessário, agiremos sem expor a pessoa envolvida.

Por si só, o pecado já resulta em terríveis consequências para o pecador; o peso na consciência é apenas uma delas. O cristão jamais coloca mais “lenha na fogueira”, mas administra “remédios” amorosos para diminuir a dor dos que sofrem. Não alimente a fogueira do pecado na vida de ninguém. Ore para que hoje você seja usado como bênção na vida das pessoas.


Quinta-feira – 14 de junho

Fonte de vida

A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. Provérbios 10:11

Uma de minhas grandes aventuras missionárias aconteceu na África. Eu e alguns colegas passamos quase um mês na cidade de Maputo, capital de Moçambique. Vimos muita desigualdade social; alguns com muito e muitos com quase nada. Uma grande quantidade de pessoas estava em situação de miséria, especialmente, com dificuldade para conseguir água para beber.

Um grupo de missionários que esteve lá antes de nós se esforçou para diminuir esse sofrimento. Construiu poços artesianos em algumas comunidades e, junto a esses poços, igrejas. A água atraía muitas pessoas para aqueles locais, e elas acabavam ouvindo a Palavra de Deus. A água, elemento da natureza, era a porta de entrada da água da vida: Jesus Cristo.

Assim como aqueles poços na África atraem pessoas para o evangelho, também podemos escolher ser uma fonte de vida para as pessoas que estão ao nosso redor. Usando a fonte de água como metáfora, o provérbio de hoje nos esclarece quais são as escolhas dos ímpios e dos justos. Enquanto os maus escolhem levar coisas ruins para os outros, os justos escolhem que as suas palavras sejam fonte de vida.

No Oriente, as fontes de água não são muito valorizadas. Naquela região do mundo, as fontes são locais em que as pessoas gostam de se reunir para saciar a sede e levar água para os outros. Da mesma forma, os cristãos devem ser vistos como fontes de vida para as pessoas saciarem sua sede espiritual.

Como fontes de vida, precisamos ter um conteúdo puro. É importante nos lembrarmos de que nossos pensamentos, palavras e ações são fruto de, pelo menos, dois fatores. O primeiro deles se refere às informações que ouvimos. As músicas que entram em nossa mente e as nossas conversas formam nossas ideias e, logicamente, aquilo que falamos. O segundo fator é o que vemos. Os filmes, séries e vídeos em geral afetam nossa influência sobre os outros. Por isso, selecione bem os conteúdos aos quais se expõe.

O grande segredo nesse assunto foi revelado por Cristo: “Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14). Se quisermos jorrar vida, diariamente teremos que beber de Cristo, a Água da vida (João 4:14). Assim, a vida Dele será em nós uma fonte que produzirá vida nos outros.


Quarta-feira – 13 de junho

Detalhes

Aquele que pisca maliciosamente causa tristeza, e a boca do insensato o leva à ruína. Provérbios 10:10

“Dá uma piscadinha, Daniel.” É assim que pedimos a nosso filho para repetir o que ensinamos a ele. Como ainda é pequeno, Daniel não tem coordenação motora suficiente para piscar. Então ele fica tentando nos imitar fechando e abrindo os olhos de uma maneira muito engraçada. Ele já entendeu que essa é uma expressão de carinho e, quando encontra as pessoas na rua, às vezes, pisca sem nós pedirmos e sempre arranca expressões de admiração de quem recebe a piscadela.

O provérbio de hoje nos apresenta alguém que, diferentemente de uma criança inocente, com uma “piscadinha” causa dores nos outros. Porém, também nos apresenta esse mesmo indivíduo sofrendo como consequência de suas ações imorais.

Pequenas ações podem fazer grande diferença na vida. Um comercial do departamento de trânsito britânico mostrava, de maneira bastante realista, a diferença que cinco quilômetros por hora podem fazer em um atropelamento. No vídeo, a 65 km por hora, a vítima ficava em um estado gravíssimo; a 60 km por hora, ela caía no chão após o atropelamento; mas, em seguida, apenas se levantava com pequenas lesões.

Não importa qual seja a área da vida, devemos nos preocupar com as pequenas coisas. Alguns minutos perdidos todos os dias podem causar um prejuízo tremendo em um ano inteiro. Poucos reais desperdiçados com frequência se tornarão uma fortuna em alguns anos. Pequenas palavras podem causar uma dor terrível a outras pessoas. Um gesto minúsculo poderá ser o início de um grande sofrimento para alguém.

Hoje temos a oportunidade de estender a mão para cumprimentar alguém, dar um sorriso para quem está triste, dizer uma palavra de ânimo para quem precisa, comprar um lanche para quem está com fome ou, simplesmente, ouvir alguém.

Cada detalhe da vida pode contribuir com a felicidade ou a tristeza dos outros. Fique atento e nunca esqueça do maior detalhe de todos: Cristo ama muito você!


Terça-feira – 12 de junho

Fugindo para a morte

Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto. Provérbios 10:9

Você consegue imaginar alguém que acha que está bem escondido da polícia e acaba morto da maneira mais inusitada possível? Aconteceu com um homem chamado Matthew Riggins. Ele tinha 22 anos de idade e fugia da polícia após invadir uma residência em Barefoot Bay, na Flórida. Para não ser capturado pelas autoridades, ele se escondeu dentro de um lago; porém, acabou morto por um jacaré de mais de três metros.

Matthew chegou a ligar para a namorada dizendo que estava sendo perseguido pela polícia e que havia conseguido despistar os guardas se escondendo no lago. O corpo foi encontrado no dia seguinte com algumas marcas de mordida; o animal foi localizado algum tempo depois.

Fazer as coisas da maneira certa é a melhor forma de viver. É lógico que não fazemos isso para ganhar a salvação ou pontos com o Céu. Não é assim que Deus trabalha. É em resposta ao grande amor divino que devemos seguir à risca as recomendações éticas e espirituais do Senhor.

Aqueles que estão se preparando para ir morar no Céu têm uma atenção especial quanto aos princípios e normas estabelecidos pelo Criador. O profeta Isaías escreveu para alertar o povo de Deus: “Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal, é esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará” (Isaías 33:15, 16).

A vida já é muito dura sem a nossa contribuição; se resolvermos andar pelos caminhos errados, então acrescentaremos sofrimento sem necessidade. O provérbio de hoje nos garante que, se decidirmos andar no caminho certo, teremos segurança no viver. A promessa não é de vida fácil, mas de estarmos seguros em Deus, com a consciência tranquila e encarando os problemas sem o peso da culpa.

Hoje, você vai se deparar com dois caminhos: o do bem e o do mal. Escolha o caminho do bem. Assim, você não precisará fugir de ninguém nem ser ameaçado pelos dentes afiados do inimigo de Deus. Esconda-se no Senhor. Com Ele, sua vida estará segura.


Segunda-feira – 11 de junho

Um sorvete muito perigoso

Os sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o leva à ruína. Provérbios 10:8

Os esquimós têm um jeito muito interessante de pegar lobos. Enfrentá-los seria muito perigoso; por isso, eles desenvolveram uma técnica que usa o instinto do animal. A estratégia é eficiente na maioria das vezes porque conta com a “colaboração” do próprio lobo.

A armadilha consiste em uma faca muito afiada e uma quantidade grande de sangue de qualquer animal. Em um processo de congelamento, que não é difícil naquela região, os esquimós vão colocando algumas camadas de sangue congelado na ponta da faca até que a lâmina fique coberta com uma fina camada de gelo.

Após o término desse processo, a faca é colocada no chão em uma região em que os lobos costumam caçar. O cheiro de sangue atrai o lobo até a armadilha. O animal começa a lamber o sangue congelado, e essa ação provoca algumas reações. Em primeiro lugar, a língua quente do animal começa a derreter o gelo. Em segundo lugar, o gelo deixa a língua do lobo dormente e, assim, ele não sente quando a lâmina começa a cortá-la. Aquela armadilha é um grande “sorvete de morte”. Os ferimentos levam o lobo à morte devido à hemorragia e, então, os esquimós pegam o animal.

A boca do lobo o leva à morte, assim como, segundo o versículo de hoje, a boca do insensato o leva à ruína. O contrário da atitude do ímpio é aceitar os mandamentos, o que nos leva a concluir que o ímpio está tão ocupado com as suas palavras que não dá atenção às recomendações divinas que salvariam sua vida.

Satanás tem um punhal envolto em tentações para cada um de nós. O que envolve esse punhal são nossas inclinações naturais para o mal. Somos tentados todos os dias a ceder às tendências ruins. Ser tentado não é pecado. O problema é quando, distantes de Deus, não temos condições de lutar contra o mal.

Quando não nos atentamos para os mandamentos de Deus e cedemos ao pecado, estamos “tomando o sorvete do mal”, que amortecerá nossa mente e não nos deixará sentir as punhaladas do inimigo. Satanás é especialista em fabricar essas armadilhas espirituais. Para alguns, a lâmina do mal estará envolta em pornografia, para outros em inveja, para outros em fofoca…

Não permita que qualquer parte do seu corpo seja a porta de entrada da morte para você. Cerque-se dos mandamentos divinos e esteja protegido das armadilhas do inimigo.


Domingo – 10 de junho

Nome limpo

A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá. Provérbios 10:7

É  possível que existam poucas pessoas no planeta que não saibam quem foi Osama Bin Laden, mas não era assim até o dia 10 de setembro de 2001. Antes dos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, ele era conhecido apenas em seu campo de influência.

No dia 12 de setembro de 2001, um dia após os ataques terroristas em Nova York, o nome Osama Bin Laden era falado em todos os meios de comunicação do mundo. Ele se tornou o homem mais procurado do planeta. Porém, há uma curiosidade sobre seu nome.

Em árabe, a palavra “bin” significa “filho de”, ou seja, o terrorista mais procurado do mundo era Osama bin (filho de) Laden. O pai de Osama, o Sr. Laden, ao que tudo indica nunca se envolveu com atos terroristas ou outras ações de guerra. Ele era um homem de negócios que morreu em 1967 em um acidente de avião na Arábia Saudita.

Os atos de Osama sujaram o nome de seu pai e de toda a família. Assim ocorre também com aqueles que escolhem marcar a vida pelo mal. Segundo o versículo de hoje, eles terão um nome apodrecido.

Em contraste, aqueles que escolherem andar ao lado de Deus e fazer Sua vontade terão nomes cristalinos e uma reputação digna de um seguidor de Cristo. O nome de Deus é eterno e digno de honra. Sobre o santo nome divino, o salmista escreveu: “Permaneça para sempre o Seu nome e dure a Sua fama enquanto o sol brilhar. Sejam abençoadas todas as nações por meio Dele, e que elas O chamem bendito” (Salmo 72:17).

Todos os dias temos a oportunidade de limpar ou sujar nosso nome. Fazemos isso com palavras e atitudes. A cada dia, estamos produzindo a marca que deixaremos para a posteridade.

Para os que estão com o nome sujo e a reputação manchada pelo pecado, existe um líquido poderoso para purificar e limpar qualquer mancha produzida pelo mal. Trata-se do sangue de Jesus Cristo. Com ele, nada pode tornar seu nome apodrecido.

Agora é um bom momento para orar e pedir a Deus que limpe você de todas as manchas do pecado e o ajude a ter um nome limpo na Terra e, em breve, um novo nome na eternidade.


Sábado – 9 de junho

O amor compensa

As bênçãos coroam a cabeça dos justos, mas a boca dos ímpios abriga a violência. Provérbios 10:6

“O crime não compensa.” Embora tenha se tornado um chavão, essa frase não perdeu sua verdade. Realmente, viver fora da lei, cedo ou tarde, acabará acarretando prejuízos para quem escolhe essa conduta.

Vi a entrevista de um homem condenado a mais de 200 anos de prisão. Na época, ele já estava preso havia 15 anos. Entre suas respostas, lamentou não poder estar com os filhos e a esposa.

Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, o homem afirmou que, se pudesse voltar no tempo, não teria ingressado na vida do crime. Ele disse que tinha muito medo de que seus filhos acabassem envolvidos com essas coisas.

O entrevistado relatou que, quando seus filhos vão visitá-lo, ele sempre diz: “Se você pensar em fazer alguma coisa errada, veja se é isso que você quer para sua vida.”

Aquele homem estava convicto de que o crime não compensa. Essa é uma verdade apresentada no texto bíblico de hoje. No melhor estilo poético dos Provérbios, Salomão contrasta as bênçãos de Deus com as maldições da violência. Aqueles que escolherem o mal sofrerão as consequências correspondentes.

Por meio do profeta Habacuque, Deus reforçou esse conceito: “A violência que você cometeu contra o Líbano o alcançará, e você ficará apavorado com a matança, que você fez, de animais. Pois você derramou muito sangue, e cometeu violência contra terras, cidades e seus habitantes” (Habacuque 2:17).

É verdade que nós vivemos em um mundo em que a violência aparece na fala das pessoas, em suas ações, em seus posts na internet e até em seus olhares, mas não precisa ser assim em nossa vida. Nosso Mestre nos ensinou a viver de maneira diferente. Enquanto as pessoas eram violentas com Cristo, Ele orava pedindo o perdão para elas.

Como Jesus, devemos ser sempre amáveis e corteses com as pessoas. Assim, a frase que resumirá nossa vida será: “O amor sempre vale a pena.”


Sexta-feira – 8 de junho

Acorde!

Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha. Provérbios 10:5

Dormir quando deveria estar trabalhando é uma atitude que pode levar qualquer pessoa à falência. Porém, por trás desse conselho, há um princípio poderoso para a vida espiritual. Não podemos dormir na hora do trabalho para o Senhor.

Quero convidar você para fazer uma viagem no tempo até o jardim do Getsêmani no ano 31 d.C. Lá estão Jesus e alguns dos discípulos. O Mestre os convida para orar e também vai fazer o mesmo sozinho um pouco mais à frente. A situação é tensa, mas os discípulos parecem não perceber isso.

Se você olhar a cena de fora vai ver um homem suando sangue, angustiado e sofrendo, enquanto outros homens dormem tranquilos na relva, despreocupados com o que ocorrerá em seguida. Sem conhecer o contexto, poderíamos pensar que o homem que está suando sangue, Jesus Cristo, não tem a tranquilidade da confiança em Deus, enquanto os homens que dormem confiam na providência divina. Mas não é isso que está acontecendo. Aquela não era hora de dormir, mas de orar.

Pouco tempo depois de Cristo pedir que os discípulos orassem, o motivo ficou claro: Jesus foi preso e seria interrogado e torturado pelos líderes judeus. E os discípulos? Fugiram e se esconderam, cheios de medo de serem capturados. Por sua vez, Cristo estava sereno em meio às tribulações. Os discípulos dormiram na hora em que deveriam ter buscado força do Alto para enfrentar o que viria.

Existe tempo para tudo. Por exemplo, a infância, adolescência e juventude são fases em que a pessoa deve se concentrar mais nos estudos. Se você estiver em alguma dessas fases, faça bom uso do tempo, porque ele não vai voltar.

Quanto à preparação espiritual, o tempo em que vivemos nos mostra que é hora de orar, estudar a Bíblia e crescer na graça. Aqueles que “dormirem” nesse ponto, correm o sério risco de, ao acordarem, terem perdido o tempo da salvação. Com lamento, terão que dizer: “Passou a época da colheita, acabou o verão, e não estamos salvos” (Jeremias 8:20). Que essa não seja sua realidade! Não é hora de dormir! É tempo de trabalhar!


Quinta-feira – 7 de junho

Diligência

As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. Provérbios 10:4

O empregado já tinha dez anos na empresa e nunca havia recebido uma promoção. Naquela manhã, no entanto, ele estava muito chateado. O motivo era que Antônio, um funcionário que estava na empresa havia apenas um ano, acabara de ser promovido para um cargo de chefia. O funcionário antigo resolveu procurar o patrão para reclamar.

Depois de ouvir pacientemente todas as palavras do homem, o chefe perguntou:

– Você ligou para aquele fornecedor que eu pedi ontem?

– Sim – o homem respondeu – mas ninguém atendeu, então desisti.

O chefe então pegou o telefone e ligou para o ramal do empregado que havia sido promovido. Com o aparelho em viva voz, ele perguntou:

– Antônio, você ligou para aquele fornecedor que pedi ontem?

– Sim, várias vezes, mas parece que o telefone está com defeito. Então pedi ao motorista da empresa que me levasse até lá. Conversei com ele e pedi um desconto para nossa compra. Também entrei em contato com mais duas empresas que fornecem o mesmo produto e fiz orçamentos com ótimos preços. Enviei para o seu e-mail há 15 minutos. Quando o senhor decidir qual é o melhor, por favor, me avise que eu fecho o negócio.

O patrão agradeceu e desligou o telefone. Então olhou para o empregado chateado e perguntou se ele ainda queria falar mais alguma coisa.

Envergonhado, o homem saiu da sala do chefe sem dizer palavra alguma.

A preguiça tem feito com que muitas pessoas percam oportunidades de crescimento acadêmico, profissional, sentimental e espiritual. Em contraste, a diligência, ou seja, uma atitude de busca pela excelência, tem feito pessoas alcançarem as alturas de suas profissões e também da vida espiritual.

Pessoas de sucesso cumprem com suas obrigações, mas sempre estão preocupa­das em dar o melhor e em superar expectativas. Livre-se da preguiça e faça mais do que esperam de você. Deus recompensará sua diligência.


Quarta-feira – 6 de junho

Deus cuida dos justos

O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios. Provérbios 10:3

Conta-se a história de uma senhora muito pobre que telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda. Um ateu que ouvia o programa resolveu usar a situação para ridicularizar a fé cristã. Conseguiu o endereço da senhora, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma grande compra no mercado e levassem para a mulher, com a seguinte orientação: “Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o diabo!”

Ao chegarem, a mulher os recebeu com alegria em sua casa e foi logo guardando os alimentos. Não parecia surpresa. Então os secretários do ateu lhe perguntaram: “A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?” A mulher, em sua simplicidade da fé, respondeu: “Não, meus filhos. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!”

Existem várias promessas bíblicas semelhantes à que foi apresentada no provérbio de hoje. Davi, por exemplo, disse: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão” (Salmo 37:25). O profeta Isaías escreveu: “É esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará” (Isaías 33:16).

Uma chave para entendermos essa promessa de suprimento das necessidades é o conceito de “justo”. Você pode pensar: “Eu sou pecador; então, Deus não está preocupado em suprir minhas necessidades.” Não é assim que funciona.

Todos nós somos pecadores. Não existe um ser humano que seja perfeito ou impecável. Isso porque o pecado não é apenas um ato; é uma condição. Mesmo uma criança com alguns dias de vida, já é pecadora. Todos nascemos pecadores e, por isso, acabamos cometendo atos maus.

A justiça a que se refere o texto não diz respeito a pessoas que pararam de pecar, mas a indivíduos que aceitaram a graça de Cristo, entenderam Seu ato substitutivo na cruz e abriram o coração para a entrada do reino de Deus na vida. Essas pessoas são cobertas pela justiça de Cristo e, assim, podem ser chamadas de justas.

Se estiver com a vida nas mãos de Deus, nem o diabo conseguirá atrapalhar o cuidado do Céu para com você. Apenas se esconda em Cristo, e Ele cuidará do restante.


Terça-feira – 5 de junho

Dinheiro devolvido

Os tesouros de origem desonesta não servem para nada, mas a retidão livra da morte. Provérbios 10:2

Aquela havia sido uma semana bastante agitada e, especialmente naquela sexta-­feira, eu estava com muitas coisas para resolver. À noite, começaria uma semana especial na igreja. Como pastor, eu estava preocupado com os preparativos.

Fui a um caixa eletrônico sacar algum dinheiro e, na hora de fazer a operação, minha esposa me ligou. Enquanto eu operava a máquina, conversamos. Faça a soma desses três fatores: preocupações com o trabalho, ligação da esposa e saque em um caixa eletrônico. O resultado não foi bom.

Coloquei o cartão na máquina, digitei a senha, guardei o cartão na carteira e, simplesmente, saí apressado para o estacionamento. Ouvi alguém falando: “Ei, moço?!” Não achava que fosse comigo, então continuei caminhando. A voz, então, insistiu.

Quando olhei para trás, um casal estendeu umas cédulas em minha direção. Confesso que nos primeiros segundos não entendi o que estava acontecendo, até que a senhora falou: “Você esqueceu de tirar o dinheiro do caixa.” Senti um frio na barriga. Era uma quantia que faria falta. Agradeci ao casal e saí apressado para continuar o dia. Não sei o nome daquela mulher, mas tenho certeza de uma coisa: ela tinha o princípio expresso no provérbio de hoje gravado no coração. Ela sabia que ficar com um dinheiro que não lhe pertence é algo muito errado.

O que aquela senhora ganhou ao me devolver a quantia? Aparentemente nada. Mas lhe garanto que a decisão dela foi a melhor que poderia ter tomado. Falo isso por mim, logicamente, mas também por ela. Naquela noite, ela pôde deitar em seu travesseiro e descansar com a consciência tranquila.

A honestidade deve ser sempre valorizada. Não ouça as vozes do mundo que recomendam que você leve vantagens financeiras por meios ilícitos. O conselho divino do provérbio de hoje é a maneira mais segura de você lidar com o dinheiro. Alguns trocados a mais aqui não compensarão a perda das riquezas que Jesus tem preparado para nós.


Segunda-feira – 4 de junho

Lágrimas de pais

O filho sábio dá alegria ao pai; o filho tolo dá tristeza à mãe. Provérbios 10:1

Ao longo da minha vida profissional na Educação Adventista, já tive a infeliz oportunidade de participar de muitas comissões de disciplina. Quando essa comissão se reúne em um colégio, em geral, o caso é grave, e o desgaste será grande para todas as partes envolvidas.

Lembro-me de um dos casos em que o aluno foi flagrado distribuindo drogas aos colegas. Ele tentou negar o fato, mas as evidências eram muito fortes, e outros colegas também confirmaram o acontecimento. Toda a situação era muito triste; por isso, eu não consegui conter as lágrimas quando os pais do garoto chegaram ao colégio e se reuniram com a comissão.

A vergonha estava estampada no rosto dos dois. O garoto também não conseguia olhar em nossos olhos. Relatamos aos pais os motivos daquela convocação. Embora eles já soubessem o que havia ocorrido, mostramos as evidências dos fatos e questionamos o aluno que, naquele momento, já não tinha mais como negar. Depois de nos pronunciarmos, perguntamos se os pais gostariam de falar alguma coisa. Esse, sem dúvida, foi o momento mais triste daquela reunião.

Após alguns segundos de silêncio, o pai pediu a palavra. Ele disse: “Estou tremendamente envergonhado neste momento e …” A sua voz embargou, e ele começou a chorar, revelando toda a dor que sentia. Sua esposa também chorava muito. Eu e mais alguns componentes da direção também não conseguimos conter as lágrimas. Aqueles pais sofreram uma vergonha indescritível como consequência das decisões erradas do filho.

O provérbio de hoje trabalha com uma das características da poesia hebraica chamada antítese. A parte final do provérbio traz uma ideia contrária ao começo. Salomão não está querendo dizer que apenas o pai se alegra e a mãe se entristece. É óbvio que ambos se alegram com as ações boas e se entristecem com as ações más dos filhos.

Todos nós somos filhos e temos a oportunidade de alegrar ou entristecer o coração dos nossos pais. Então, o que temos feito com mais frequência? Damos mais alegrias ou tristezas àqueles que passam a vida cuidando de nós?

Espero que você dê a seus pais muitos motivos para sentirem alegria.


Domingo – 3 de junho

Água e pão

Aos que não têm bom senso ela diz: “A água roubada é doce, e o pão que se come escondido é saboroso!” Provérbios 9:16, 17

Morei na Bahia durante cinco anos. Próximo à minha residência, existia uma casa de recuperação de dependentes químicos mantida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Cerca de 40 pessoas que haviam se afundado nas drogas viviam naquele lugar para tentar vencer o vício e retornar para uma vida saudável.

Uma das normas do local era que só ficaria internado ali quem quisesse. Não existiam grades, cercas ou qualquer tipo de vigilância para impedir eventuais fugas. Ouvi um dos funcionários contando que era comum famílias deixarem jovens para o tratamento em um dia e, na manhã seguinte, eles fugirem e voltarem para as drogas.

As histórias de quem lutava contra o vício eram muito semelhantes. Em algum momento, eles se deixaram levar pelas amizades, influências de “amigos” ou situações adversas da vida e experimentaram a droga pela primeira vez. Em pouco tempo, deixaram de ser “limpos” para levar uma vida miserável.

Em geral, quando o traficante oferece a droga, apresenta as sensações de prazer momentâneas e a companhia dos “amigos de drogas”. Porém, ele nunca fala das cruéis consequências do uso de narcóticos.

No provérbio de hoje, a iniquidade personificada tenta convencer o jovem de que o erro compensa. Essa é a grande mentira do inimigo de Deus. Drogas ou qualquer outro tipo de pecado não podem oferecer nada de bom para ninguém. O que é apresentado como vantagens, na verdade, é apenas uma fachada para esconder as desgraças do mal.

Para nos pegar, o inimigo mostra o pecado como água doce e pão saboroso; contudo, suas propostas não passam de ilusão. Quem mergulha no mal perceberá mais cedo ou mais tarde que a água é amarga e que o pão está embolorado. Não há vantagem em pecar.

Para encontrar a água doce que sacia a sede eterna e o pão fresquinho que mata a fome espiritual, é preciso fugir do pecado e correr para os braços de Jesus. Ele afirmou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a Mim nunca terá fome; aquele que crê em Mim nunca terá sede” (João 6:35).

Não se deixe enganar com as mentiras de Satanás. Você não foi feito para viver em uma casa de recuperação. Foi feito para viver na casa do Pai.


Sábado – 02 de junho

Poder atômico

Se você for sábio, o benefício será seu; se for zombador, sofrerá as consequências. Provérbios 9:12

Em agosto de 1945, aconteceu o mais destrutivo ataque militar da história das guerras. Na Europa, os aliados já haviam vencido; mas, na manhã fria do sexto dia do mês, o avião batizado de Enola Gay saiu de sua base aérea carregando duas bombas atômicas.

Os alvos eram duas cidades no Japão. A primeira a ser atacada foi Hiroshima. O avião lançou uma cápsula cheia de elementos atômicos com alto poder de destruição. Cinco segundos após tocar o chão, os efeitos da explosão da bomba já tinham matado mais de 100 mil pessoas. Em Nagasaki, o resultado foi semelhante. Nas duas cidades, em poucos segundos, mais de 200 mil pessoas morreram. Se esse já não fosse um número aterrador, milhares de outras pessoas morreram nos dias seguintes pelo efeito da radiação, e muitas crianças nasceram defeituosas devido à contaminação radioativa deixada pelas ogivas.

À semelhança das bombas atômicas, as nossas decisões pessoais têm um poder tremendo. Essa é a mensagem central do provérbio de hoje.

Um exemplo bíblico dessa constatação é a vida de muitos reis de Israel. Veja o que está registrado sobre Jeoás: “No trigésimo sétimo ano do reinado de Joás, rei de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dezesseis anos. Ele fez o que o Senhor reprova e não se desviou de nenhum dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer; antes permaneceu neles” (2 Reis 13:10, 11).

As más escolhas do rei levaram a nação israelita para mais longe de Deus; porém, o mais prejudicado foi ele mesmo. Seu nome ficou registrado negativamente na história, e sua salvação parece bem questionável.

Jesus advertiu sobre a realidade de que teremos que prestar contas de cada uma das nossas decisões. Nada escapará dos livros de registros do Céu. Está escrito: “Mas Eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado” (Mateus 12:36).

Muitas pessoas estão acumulando decisões erradas, que são como ogivas nucleares prestes a explodir. Os efeitos atingirão aqueles que estão ao redor, mas serão mais intensos sobre quem decidiu. Por isso, ore pedindo sabedoria a Deus e ajuda da parte Dele para seguir a rota da eternidade.


Sexta-feira – 01 de junho

Crescimento infinito

Instrua o homem sábio, e ele será ainda mais sábio; ensine o homem justo, e ele aumentará o seu saber. Provérbios 9:9

A quinta dinastia do Egito antigo teve um ministro que se tornou conhecido por suas frases sábias, seu nome era Ptah-hotep. Uma delas dizia que “os limites da arte não são alcançados. Nenhum artista possui habilidades perfeitas”. Ele estava expondo uma verdade sobre os humanos que está presente também em nosso provérbio de hoje.

Quando o artista do Universo nos criou, Ele nos fez perfeitos. Não existia nada de errado conosco; porém, mesmo naquela situação, ainda tínhamos o que crescer. A cada dia, Adão e Eva aprendiam algo novo sobre a natureza, sobre Deus e sobre eles mesmos. Se tivessem sido fiéis, esse processo seria infinito.

Depois da entrada do pecado, a necessidade de crescermos sem parar se tornou ainda mais urgente. Por melhores que sejamos, com certeza há algo a mais que precisamos aprender. Um dos pensamentos mais prejudiciais para um ser humano é: “Cheguei à minha melhor versão, não tenho mais como melhorar.”

O texto bíblico de hoje nos apresenta algumas verdades essenciais para uma vida feliz. A primeira delas é que sempre há alguém que sabe mais que nós. Precisamos manter um coração humilde para aceitar que não somos o “suprassumo” do mundo. Por mais competentes que sejamos, temos o que aprender com outros mais experientes e competentes que nós.

A segunda verdade do texto de hoje é que os verdadeiros sábios são aqueles que nunca estão satisfeitos com o que conhecem, ou seja, têm consciência que ainda podem crescer mais. Isso não tem a ver com insatisfação crônica, mas com humildade e reconhecimento de nossas limitações.

Na vida espiritual, essa verdade se torna ainda mais forte. No dia em que acharmos que somos perfeitos, então estaremos dando o primeiro passo rumo ao declínio total. Sempre teremos como crescer na graça e no amor de Deus. Mesmo no Céu e na Nova Terra, quando não teremos mais pecado, ainda cresceremos no conhecimento do amor de Deus.

Somos uma obra de arte em construção, e a especialidade do Artista supremo é colocar em nós, a cada dia, um pouco mais de Sua genialidade. Permita que Deus modele você hoje.


JUNHO 2018


Quinta-feira – 31 de maio

O néctar da vida

Não repreenda o zombador, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará. Provérbios 9:8

As abelhas podem ser encontradas em todos os continentes do mundo, com exceção da Antártida. Existem mais de 20 mil espécies desses insetos pelo planeta. Gosto de observá-las “trabalhando” em um jardim. Elas vão de flor em flor “degustando” os sabores que o canteiro oferece. Mesmo que existam espinhos nas flores, as abelhas não “reclamam”; apenas desviam e continuam aproveitando o que a vida tem de bom.

As abelhas são insetos fantásticos. Elas conseguem tirar o melhor das flores sem destruí-las. Nós também temos diariamente a oportunidade de tirar o melhor “néctar” que a vida pode oferecer. É verdade que a vida não é feita apenas de flores; às vezes, os espinhos nos machucam. Porém, até desses momentos, poderemos tirar lições para o nosso crescimento.

O provérbio de hoje nos diz que os filhos de Deus também erram. Por isso, precisamos aceitar que, apesar de caminharmos na estrada dos justos, não somos perfeitos e, às vezes, cometeremos erros e seremos repreendidos.

Nessas horas, como as abelhas, devemos tirar o melhor do que a vida nos oferece, mesmo que seja uma repreensão. Nossos pais, professores, pastores nos repreendem porque nos amam. Quando compreendermos isso, será cumprido o versículo de hoje em nossa vida: amaremos aqueles que nos repreendem. Eles fazem isso porque querem nosso crescimento.

O verdadeiro sábio reconhece seus erros e fica agradecido por ter sido corrigido. Confesso que, como você, não gosto de ser repreendido, mas tenho tentado tirar lições para a vida dessas situações. Em vez de ficarmos aborrecidos por chamarem nossa atenção, devemos valorizar quem teve amor e coragem do nos mostrar em que precisamos melhorar.

Assim como as abelhas tiram o melhor das flores, tire o melhor da vida. Mesmo que apareçam “espinhos”, existirá uma lição para ser aprendida. Deus sempre coloca à nossa disposição o néctar da vida. Aproveite!


Quarta-feira – 30 de maio

Armadilhas

Quem corrige o zombador traz sobre si o insulto; quem repreende o ímpio mancha o próprio nome. Provérbios 9:7

Os pesquisadores das universidades de Exeter (Reino Unido) e Cape Town (África do Sul) estão chamando de “armadilha ecológica” um problema que está fazendo com que a população dos “pinguins-africanos” diminua. Esses animais costumam se deslocar no mar para regiões com abundância de peixes para se alimentarem. Porém, um problema ambiental os ameaça e prejudica.

As mudanças climáticas no planeta têm “enganado” os pinguins que viajam muitos quilômetros para regiões sem alimento e, por isso, acabam morrendo. Eles se deslocam “pensando” que vão encontrar fartura; mas, na verdade, encontram a morte. Os pesquisadores gostariam muito de poder “avisar” para esses animais que eles estão perdendo tempo naquelas viagens. Porém, não podem porque não falam o “pinguinês”.

Diferentemente desses pesquisadores, Deus além de saber falar nossa língua, ainda Se fez homem e habitou entre nós. Isso permite que Ele compreenda nossa dor e esteja mais próximo de nós para prestar auxílio nas horas difíceis.

Deus sempre está ao alcance de uma oração; porém, algumas vezes, os seres humanos são como os pinguins que buscam alimento em locais onde eles não existem. Deus fala o “humanês” para que nós entendamos que só há alimento verdadeiro para a alma se estivermos ligados a Ele.

Jesus falou: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que Eu der é a Minha carne, que Eu darei pela vida do mundo” (João 6:51). Não adianta nadar pelo oceano da vida em busca de alimento em outro lugar. Muitas vezes, o inimigo de Deus prepara armadilhas que nos indicam caminhos falsos e que levam à morte. Apenas Cristo é o caminho que leva para a vida.

Quais são algumas armadilhas que desviam os filhos de Deus do caminho seguro? Das coisas ilícitas podemos citar as drogas, o crime, a pedofilia, a pornografia e muitas outras. Das coisas lícitas podemos citar a TV, a internet, os jogos eletrônicos, os divertimentos sadios, mas que tomam muito tempo, tornando-se empecilhos para uma comunhão mais íntima com Deus.

Fuja das armadilhas do inimigo e “nade” sempre para Cristo. Nele, há alimento farto e eterno.


Terça-feira – 29 de maio

Sonhe alto

A sabedoria construiu sua casa; ergueu suas sete colunas. Matou animais para a refeição, preparou seu vinho e arrumou sua mesa. Provérbios 9:1, 2

Nessa altura do livro de Provérbios, a sabedoria personificada está se preparando para influenciar as pessoas com seus convites especiais. Para isso, ela monta uma estratégia com a qual pretende alcançar seus objetivos. Primeiro ela constrói uma casa perfeita, e as sete colunas nos indicam isso. Depois, ela prepara a refeição e a mesa sobre a qual servirá a comida. Cada detalhe é pensado para que ela alcance aquilo que havia sonhado.

O que a sabedoria faz é um grande exemplo para cada um de nós. Todos temos sonhos. São coisas que gostaríamos de ter, viagens que queremos fazer, profissões que gostaríamos de aprender; enfim, cada um de nós tem objetivos traçados para a vida.

Mais importante que ter objetivos e sonhos é trabalhar para alcançá-los. Existem muitas pessoas que passam a vida toda sonhando, mas não se levantam para trabalhar pelos ideais.

Quem deseja realizar seus sonhos precisa, em primeiro lugar, preparar o coração para a conquista. Ao arrumar a mente, é necessário traçar os objetivos e interiorizar a meta com clareza. Ter os alvos de maneira clara na mente ajudará a dar os passos seguintes.

O segundo passo é o planejamento. Não importa se você demorará alguns anos para alcançar seu alvo. Planeje os passos que devem ser dados até lá. Estabeleça horários, discipline-se financeiramente, se for o caso, e tenha em mente todas as etapas do percurso.

Após o planejamento da rota, é hora de investir na preparação. Conheci alguém que sonhava em ser médico, mas não queria gastar mais tempo estudando e perder o compromisso “inadiável” de um jogo de futebol. Se quiser alcançar sua meta, você terá que percorrer o caminho que leva até lá. Algumas vezes, a estrada é árdua e será preciso suar a camisa e renunciar a alguns divertimentos imediatos em nome do sonho. A preparação é necessária para chegar aonde você quer.

Nesse processo, a persistência é fundamental. Talvez, no meio do caminho em direção ao sonho, você se canse ou enfrente dificuldades. Não desista! Você pode estar bem próximo do alvo. Sonhe alto, mas, pela manhã, acorde e trabalhe duro. Assim você chegará aonde quer.


Segunda-feira – 28 de maio

Autoflagelação

Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte. Provérbios 8:36

Como professor e pastor, por duas vezes me deparei com alunos que usavam a autoflagelação como recurso para punir a si mesmos por erros cometidos. Coisas simples como uma questão errada na prova de matemática ou uma palavra mais grosseira com um amigo geravam nesses dois indivíduos um sentimento de culpa capaz de fazer com que eles se cortassem com navalhas e dessem socos na parede até machucar a mão.

Esse é um comportamento que precisa ser acompanhado de perto não apenas por um pastor, mas também por um psicólogo. Foi assim que administrei a situação desses dois alunos. Não é saudável machucar a si mesmo. Essa é uma atitude que alguém pratica quando está sofrendo algum tipo de desvio espiritual e psicológico.

Mesmo sem violentar o próprio corpo, muitas pessoas praticam uma espécie de autoflagelação espiritual, sem perceber. Agridem a alma, afastando-se de Deus e acarretando para a vida prejuízos eternos.

Podemos ver essa estratégia do inimigo de maneira muito clara nos capítulos dois e três do livro do profeta Daniel. No capítulo dois, o rei Nabucodonosor sonhou com uma estátua cujas características eram: cabeça de ouro, peitos e braços de prata, quadris de bronze, pernas de ferro, pés de barro e de ferro. No sonho, existia uma pedra que foi lançada sem o auxílio de mãos humanas e que atingia os pés da estátua, a destruía e dominava todo o mundo.

No capítulo três, o rei Nabucodonosor constrói uma imagem que era semelhante à do capítulo anterior. Tinha cabeça, peitos e braços, quadris, pernas e pés. Embora os metais fossem diferentes, as partes do corpo estavam lá. O interessante é que no capítulo três a estátua é toda de ouro, e a pedra não mais aparece.

A pedra representa a volta de Jesus e, ao reproduzir parcialmente o sonho, Satanás tira justamente a parte que faz referência a Cristo. O motivo é muito simples: sem Jesus não há vida. Esse é o grande plano do diabo para nós, uma vida sem Cristo. O inimigo não precisa tirar ninguém da igreja; para ele é suficiente afastar as pessoas de Jesus. Quem está na igreja, mas sem comunhão com Cristo, está tão perdido quanto se estivesse no mundo.

Por isso, é preciso estar a cada dia bem junto a Cristo, por meio da oração, do estudo da Bíblia e do testemunho. Não machuque a si mesmo vivendo sem Jesus. Entregue-se a Ele e viva a eternidade desde já.


Domingo – 27 de maio

Polegar para cima

Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor. Provérbios 8:35.

Na Roma antiga, era comum ouvir a expressão latina pollice verso. Ela queria dizer literalmente “polegar virado” e era muito usada nos jogos romanos que envolviam os gladiadores. Segundo a tradição, quando um dos lutadores estava vencido e em uma posição em que não poderia se defender, com o polegar, o imperador definiria se o vencedor completaria a luta executando o outro ou se o perdão seria estendido. Polegar para cima indicava o perdão, polegar para baixo indicava a execução.

Na arena, a vida do guerreiro estava nas mãos do imperador. Ele escolhia se o homem continuaria vivo ou se teria a existência encerrada naquele momento.

Na vida espiritual, não é bem assim. Não existe um imperador decidindo se você irá viver ou morrer. Está em suas mãos a escolha pela vida eterna.

Em Provérbios, a sabedoria personificada nos indica como devemos fazer para obter vida eterna. A primeira coisa é procurar. Como todos os outros tesouros, a eternidade é um bem que precisa ser buscado. O ato de buscar indica que temos interesse e que estamos dispostos a deixar outras coisas em nome daquele bem. A salvação é completamente gratuita. O preço foi pago por Jesus no Calvário; porém, precisamos dar um passo em direção a ela. Jesus ilustrou essa lição com uma parábola: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo” (Mateus 13:44).

Perceba que os outros passos expostos no texto bíblico inicial são dados pela sabedoria. Em resposta à nossa busca, ela se deixa encontrar e nos dá o favor de Deus como presente adicional. Isso significa que o coração do Pai se alegrou com a nossa atitude de buscar a vida.

O apóstolo João nos diz: “E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1 João 5:11, 12). Portanto, buscar a vida é uma referência direta a desenvolver um relacionamento íntimo com Jesus Cristo. Ele é o Pai da Eternidade.

Se depender de Deus, você sempre terá vida. Aliás, por você, Ele abriu os braços na cruz. Aceite-O, ame-O, e a vida será sua.


Sábado – 26 de maio

Espera ansiosa

Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa. Provérbios 8:34

Uma das histórias mais comoventes de todos os tempos envolveu um cachorro da raça akita e seu dono, um professor universitário japonês chamado Hidesabur? Ueno. O cachorro Hachiko foi achado em 1924, ainda filhote, pelo professor perto da estação de trem. Por ser um apreciador de cães, Ueno o levou para casa e cuidou dele.

A amizade entre os dois ficou cada dia mais profunda, a ponto de Hachiko todos os dias acompanhar seu dono pela manhã para a estação do trem e esperar sua volta no final da tarde. Em maio de 1925, o professor Ueno morreu em decorrência de um derrame sofrido em seu ambiente de trabalho.

Hachiko ficou com os familiares do professor, mas fugia constantemente de casa para ir até a antiga casa do dono. Ao perceber que não o encontrava mais ali, resolveu esperar todos os dias na estação de trem. Ele repetiu essa espera por nove anos, quando morreu doente e ainda esperando encontrar o querido dono.

A história do cachorro fiel ficou tão famosa que a prefeitura da cidade construiu uma estátua em homenagem a Hachiko em frente à estação de trens de Shibuya, no Japão, e, em 2009, foi lançado um filme baseado nessa história. Aquele cão esperava ansioso pelo encontro com seu dono naquela estação.

Vivemos em um período da história da humanidade em que é cada vez mais difícil tomar decisões corretas. As pressões para entrarmos por caminhos tortuosos são muito grandes e vêm de todos os lados.

Diante desse quadro, o que nos resta fazer é buscar a Deus com todas as forças e nos apegarmos a Seus princípios eternos. Como sugere o texto bíblico de hoje, devemos nos esforçar para começar cada dia sob a orientação da sabedoria divina, pois apenas ela nos ajudará a decidir pelo caminho certo.

Hachiko, sem resultado, esperou por seu dono por nove anos naquela estação de trem. No entanto, se esperarmos Jesus, não nos decepcionaremos. Deus prometeu que, se pedíssemos sabedoria, Ele Se revelaria como Aquele “que a todos dá livremente, de boa vontade” (Tiago 1:5).

Ore agora pedindo sabedoria do Céu. Renove esse pedido a cada manhã e espere com fé. Ele garante: você receberá.


Sexta-feira – 25 de maio

Um poder impressionante

Quando determinou as fronteiras do mar para que as águas não violassem a Sua ordem, quando marcou os limites dos alicerces da terra. Provérbios 8:29

Nos últimos anos, foram exibidas várias imagens de tsunamis na televisão mundial. Esses fenômenos assustadores acontecem em decorrência de terremotos que ocorrem em alto-mar e geram o efeito de ondas gigantes. Segundo a revista Mundo Estranho, “a maior onda do mundo da qual se tem notícia aconteceu em 9 de julho de 1958, na baía de Lituya, no Alasca. Tudo começou quando um terremoto enorme (que atingiu entre 7,9 e 8,3 pontos na escala Richter) sacudiu a falha de Fairweather, a 13 km de onde a onda estourou. O sacode […] fez com que aproximadamente 30 milhões de m³ de terra e pedras fossem lançados no mar. O impacto dessa massa na água levantou um vagalhão de 524 m de altura!”

Por ter acontecido em uma área desabitada, a gigantesca onda não fez vítimas humanas. Mas o mar excedeu seu limite e causou uma grande destruição na vegetação. Felizmente, o que aconteceu na costa do Alasca foi uma exceção raríssima em um mundo afetado pelo pecado. Imagine como seria a vida se o mar invadisse as praias constantemente? Deus mantém o mar em seus limites por amor a nós. O provérbio de hoje fala do poder fantástico que Deus exerce sobre a natureza.

Deus estabeleceu os limites do mar no início de tudo: “E disse Deus: ‘Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca.’” (Gênesis 1:9, 10). Essa foi uma das demonstrações da onipotência divina.

Quando Deus conversava com Jó e queria convencê-lo de que Ele não perdia o controle de nada, o Senhor questionou dizendo: “Quem represou o mar pondo-lhe portas […] quando fixei os seus limites e lhe coloquei portas e barreiras, quando Eu lhe disse: Até aqui você pode vir, além deste ponto não, aqui faço parar suas ondas orgulhosas?” (Jó 38:8-11).

O poder de Deus é extraordinário. Além de controlar as leis da natureza, Ele ressuscitou mortos, curou paralíticos, deu visão ao cego, transformou água em vinho, multiplicou comida, dentre muitas outras coisas.

O mais importante mesmo é saber que o Deus onipotente está disposto a nos livrar do mal. Não precisamos ser engolidos pelo tsunami do pecado. Deus tem poder suficiente para nos salvar. Peça a Ele essa força divina; Ele deseja concedê-la a você hoje.


Quinta-feira – 24 de maio

Eternidade emprestada

O Senhor me criou como o princípio de Seu caminho, antes das Suas obras mais antigas; fui formada desde a eternidade, desde o princípio, antes de existir a terra. Provérbios 8:22, 23

A menos que se interesse por engenharia, quando olha para um prédio, uma pessoa comum não fica pensando no que há nos fundamentos da construção. Porém, a parte mais importante de um edifício é o alicerce. Se ele não for forte, o prédio estará condenado a ruir. O provérbio de hoje, mal interpretado, pode fragilizar todo o fundamento do cristianismo. Ele é motivo de discussões no meio teológico.

Pessoas que não respeitam as regras de interpretação bíblica e não são guiadas pelo Espírito Santo querem usar o provérbio de hoje como base para dizer que em algum momento da eternidade Jesus não existia e, então, foi criado por Deus, o Pai. Essa interpretação está errada. A construção de doutrinas bíblicas deve ser sempre baseada em textos literais das Escrituras, não em parábolas ou textos figurativos como o provérbio acima.

A Bíblia ensina que Jesus é eterno. Essa é uma verdade evidente. O profeta Isaías enumera vários títulos que são de Jesus. Ele escreveu: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e Se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6, ARA). O Pai da Eternidade não poderia ser alguém criado. Ellen White também tem uma declaração inspirada a respeito desse assunto: “Em Cristo, há vida original, não emprestada, não derivada” (O Desejado de Todas as Nações, p. 532).

O Deus eterno nos criou para sermos também eternos; porém, um dia, os seres humanos decidiram deixar a conexão com o Céu e fizeram com que o prédio da eternidade ruísse para eles. Toda a criação, que era perfeita, perdeu seu brilho, e a morte passou a ser parte da vida. A eternidade que tínhamos era emprestada e nós a trocamos pelo pecado. Contudo, Aquele que concedeu a eternidade resolveu devolvê-la a nós. Só que para isso, Ele teria que sofrer terríveis humilhações, receber sobre Si nosso pecado e morrer em nosso lugar.

O sacrifício do Eterno nos garantiu novamente a possibilidade de vivermos para sempre. Por Seu sacrifício eterno, podemos ter a certeza de que estamos no caminho da eternidade. Abra o coração para Jesus, conecte-se novamente a Deus, pois Nele há amor infinito por você.


Quarta-feira – 23 de maio

Você ama a Deus? – II

Ando pelo caminho da retidão, pelas veredas da justiça, concedendo riqueza aos que me amam e enchendo os seus tesouros. Provérbios 8:20, 21

Infelizmente, hoje o amor virou um sentimento banalizado. Um casal de namorados com alguns dias de relacionamento já está usando a expressão “eu amo você”. Nos filmes e novelas, qualquer relacionamento descompromissado usa a palavra amor. Perdeu-se parcialmente o real significado da palavra.

Jesus demonstrou o que é o verdadeiro amor. Mais que um sentimento, amor é ação. Jesus demonstrou Seu amor ao morrer em nosso lugar. De igual forma, pede que o amor por Ele seja demonstrado também por meio de obras. O Mestre disse: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (João 14:15). A obediência é a prova de amor a Deus.

Nas palavras daquele que é conhecido como discípulo amado, temos mais uma confirmação de que amar Jesus é mais que um sentimento: “Aquele que diz: ‘Eu O conheço’, mas não obedece aos Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à Sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos Nele: aquele que afirma que permanece Nele, deve andar como Ele andou” (1 João 2:3-6).

Na relação com Deus, precisamos manter a coerência entre palavras e ações. Provaremos que O amamos quando estivermos dispostos a Lhe obedecer. Essa é uma mensagem central na Bíblia. De nada adianta sabermos que Jesus preparou um lugar indescritível para nós, se não O amamos de todo o nosso coração e demonstramos isso em nossas atitudes. O Céu é maravilhoso, mas pertence apenas àqueles que amam a Deus.

João descreveu o Céu: “Então o anjo me mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, no meio da rua principal da cidade. […] Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os Seus servos O servirão. Eles verão a Sua face, e o Seu nome estará em suas testas. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre” (Apocalipse 22:1-5).

O preço da nossa entrada no Céu já foi pago por Jesus. A nossa parte é amar de todo o nosso coração a Deus, que nos amou primeiro. Faça isso e você será muito feliz.


Terça-feira – 22 de maio

Você ama a Deus? – I

Ando pelo caminho da retidão, pelas veredas da justiça, concedendo riqueza aos que me amam e enchendo os seus tesouros. Provérbios 8:20, 21

O censo do IBGE de 2010 indicou que no Brasil 86,8% da população se declara cristã. Esse número envolve católicos e evangélicos. É, sem dúvida, um grande número de pessoas que declaram seguir a Cristo. Cada uma dessas pessoas e, logicamente, todas as outras são muito amadas por Jesus.

O amor de Deus é estendido igualmente a cada ser humano. Deus não ama mais os cristãos e menos os ateus. Sendo assim, então o que diferencia as pessoas? A resposta é simples: o amor que elas sentem por Deus.

O provérbio de hoje nos ensina que existem algumas bênçãos que são exclusivas daqueles que amam a Deus. O apóstolo Paulo escreveu que “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam” (1 Coríntios 2:9).

Esse versículo tem um detalhe para o qual devemos dar bastante atenção. As coisas que olhos não viram, ouvidos não ouviram e não subiram ao coração humano foram preparadas “para os que O amam”. Esse trecho do versículo não pode passar despercebido.

Circula no meio teológico a falsa doutrina do universalismo. Segundo ela, o amor de Jesus é tão grande que no dia do juízo final salvará a todas as pessoas da Terra. “Jesus não deixará Seus filhos se perderem por causa de pecados”, dizem os defensores dessa teoria.

Contudo, essa não é a realidade bíblica. Jesus ama a todos. Ele ama todas as pessoas, não importa o pecado que elas cometam, mas deixou bem claro que, se essas pessoas não se arrependerem, ficarão fora do Céu. Todos os salvos são amados por Jesus, mas nem todos os amados por Ele terão a vida eterna.

João, o discípulo amado, escreveu que “nós amamos porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Não é mérito nosso amar Jesus; apenas respondemos ao amor que Ele nos ofereceu. “Foi assim que Deus manifestou o Seu amor entre nós: enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio Dele (1 João 4:9). Nosso amor é baseado no amor de Jesus, que foi demonstrado primeiro.

Por isso, se você quiser desfrutar bênçãos especiais de Deus, dedique todo seu amor a Ele.


Segunda-feira – 21 de maio

Jesus é melhor

Meu fruto é melhor do que o ouro, do que o ouro puro; o que ofereço é superior à prata escolhida. Provérbios 8:19

Houve um homem que teve vergonha de anunciar que seguia Jesus. Seu primeiro contato com o Mestre foi da forma mais discreta possível. Ele não queria que seus colegas de trabalho e vizinhos soubessem de sua admiração por Cristo.

Ele tinha um cargo muito importante em sua cidade, todos o respeitavam, e o grupo social do qual fazia parte rejeitava qualquer tipo de conversa sobre aceitar Jesus e Suas mensagens. Na verdade, o meio ao qual aquele homem pertencia fazia questão de desconstruir as mensagens de Jesus. Para eles, Jesus não passava de um homem comum que deveria ser ignorado.

Existia outro fator que dificultava a vida daquele indivíduo. Ele era muito rico, e suas posses tinham uma ligação muito forte com sua profissão e com o grupo social que ele frequentava. Ter Jesus como senhor da vida implicaria renunciar ao padrão de vida e ao prestígio social. O preço de sua conversão ao cristianismo seria muito alto, e ele não estava certo de que valeria a pena. Essa dúvida se intensificou a partir do dia em que ele teve seu primeiro contato com Cristo. Em uma noite, ele marcou um encontro com o Salvador. Depois daquele encontro, Nicodemos não viveu mais em paz até que resolveu declarar seu amor por Cristo. Na crucifixão de Jesus, ele se apresentou para guardar o corpo do Filho de Deus, mas não parou por aí.

Ellen White descreve um quadro emocionante desse homem: “Depois da ascensão do Senhor, quando os discípulos foram dispersos pela perseguição, Nicodemos tomou ousadamente a frente. Empregou sua fortuna na manutenção da igreja em formação que os judeus esperavam que fosse extinta com a morte de Cristo. No tempo de perigo, aquele que fora tão cauteloso e cheio de receios mostrou-se firme como a rocha, fortalecendo a fé dos discípulos e fornecendo meios para levar avante a obra do evangelho. Foi desprezado e perseguido pelos que haviam mostrado a ele reverência em outros tempos. Tornou-se pobre em bens deste mundo; no entanto, não vacilou na fé que surgira naquela conversa noturna com Jesus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 177).

Nicodemos escolheu o que existe de mais valioso na vida e fez de Jesus o Senhor da existência. Como ele, experimente ter Cristo no trono do coração. Assim, você poderá cantar com convicção o refrão de uma conhecida canção cristã: “Jesus é melhor, sim, que ouro e bens.”


Domingo – 20 de maio

Ofertas imperdíveis

Comigo estão riquezas e honra, prosperidade e justiça duradouras. Provérbios 8:18

Alguns elementos têm uma capacidade de evaporação muito grande. Eles passam do estado líquido para o gasoso em temperatura ambiente. Na química, essa propriedade é chamada de volatilidade. Produtos como o éter são altamente voláteis e, por isso, precisam ficar guardados em recipientes fechados; do contrário, desaparecerão sem que se perceba.

Fora do campo da química, há outras coisas que são voláteis e desaparecem com muita rapidez. É comum vermos pessoas perderem a saúde para ganhar dinheiro, abandonarem a família por conta de ilusões e venderem princípios para obter prosperidade. O grande problema desses indivíduos é que, mesmo que encontrem o que procuram, logo perderão essas “conquistas”.

No provérbio de hoje, a sabedoria personificada fala mais uma vez a respeito dos bens eternamente duráveis que oferece aos homens. A primeira oferta de Deus são as riquezas. Porém, não exatamente as coisas materiais. Jesus nos alertou: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no Céu” (Mateus 6:19-21). Embora não exista pecado em ser rico, o tesouro mais precioso para nós deve ser a vida eterna.

A segunda oferta divina é a honra. Deus prometeu a Seu povo: “Honrarei aqueles que Me honram, mas aqueles que Me desprezam serão tratados com desprezo” (1 Samuel 2:30). A honra divina coloca o homem na mais alta posição: a de filho de Deus.

A terceira oferta do provérbio de hoje é a prosperidade. Essa é uma palavra muito distorcida em nossos dias. Alguns líderes religiosos a usam para arrancar dinheiro das pessoas. Na Bíblia, o sentido de prosperidade está relacionado com sucesso integral e vai muito além de conquistas materiais.

Finalmente, a sabedoria nos oferta a justiça, que é o caráter amoroso de Deus reproduzido na vida dos crentes. Todas essas imperdíveis ofertas são vivenciadas pelo cristão por meio da fé unicamente nos méritos de Cristo. Tudo o que Deus oferece é eterno; o tempo e a ferrugem não podem levar.

A volatilidade das coisas terrenas nunca compensará as riquezas eternas que Deus quer nos dar. Receba as ofertas divinas; elas estarão com você para sempre.


Sábado – 19 de maio

Antes de tudo

Amo os que me amam, e quem me procura, me encontra. Provérbios 8:17

Em uma matéria publicada no site da BBC Brasil sobre a relação entre sucesso e acordar cedo, o autor escreveu: “Alguns estudos indicam que ‘madrugar’ traz bons resultados. Em 2008, uma pesquisa da Universidade do Texas indicou que os estudantes que acordam cedo têm nota média superior aos que têm hábitos mais noturnos. Um estudo da universidade alemã de Heidelberg indica que pessoas que acordam cedo tendem a ser mais proativas – antecipando problemas melhor em seus trabalhos.”

Madrugar não é benéfico apenas no mundo dos negócios e estudos. Na vida espiritual, acordar cedo para ter contato com o Eterno é um hábito fortificador para a espiritualidade. Necessitamos encontrar Jesus a cada manhã para receber Dele forças contra a natureza pecaminosa.

Não existe nada de sobrenatural nas primeiras horas do dia; porém, a madrugada é, sem dúvida, a melhor hora para se encontrar com Deus. É hora de silêncio e sem interrupções na conversa com Deus. Do lado fora, poucos carros circulam nesse horário, o que contribui para o clima de tranquilidade. Além disso, quando você acorda cedo para falar com Deus, está dizendo ao Universo que Ele é prioridade na sua vida e que, antes de falar com qualquer pessoa, você prefere falar com o Pai do Céu.

A oração da madrugada é acompanhada da promessa que lemos em nosso provérbio de hoje. Quem faz o esforço de acordar cedo para ter momentos de comunhão com Jesus e persevera neles vai encontrar o Salvador.

Jesus é um grande exemplo desse esforço por mais comunhão com Deus. A Bíblia diz que “de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-Se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando” (Marcos 1:35). Esse texto fala de uma madrugada que sucedeu um cansativo dia de trabalho de Cristo. Que exemplo! Estar em comunhão com o Pai era tão importante para Cristo que, mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, Ele resolvia interromper o período precioso de sono para ter mais tempo em oração.

Certamente esse é um desafio para todos nós. É tentador ficar na cama um pouco mais e acordar “em cima da hora”. Por isso, ore agora e peça a Deus que ajude você a ter desejo sincero de orar e estudar a Bíblia de manhã bem cedo. Deus deseja muito Se encontrar com você também. Tenha certeza de que Ele atenderá com alegria a esse pedido.


Sexta-feira – 18 de maio

Governo e sabedoria

Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça; também por meu intermédio governam os nobres, todos os juízes da terra. Provérbios 8:15, 16

Em 2016, o Brasil viveu mais uma vez um processo traumático de impeachment de um governante. A presidente foi condenada em um processo que durou alguns meses e passou pelo poder legislativo federal. Seu mandato foi interrompido, e o vice-presidente assumiu o cargo de presidente da República.

O governo de um país, estado ou município só terá condições de seguir um caminho reto, quando tiver o provérbio de hoje como uma realidade em seus princípios. Essa perspectiva também se aplica ao governo de uma casa, de uma igreja, de um pequeno grupo, etc. Em qualquer nível de liderança, é preciso ter a mão de Deus como guia para as decisões.

O profeta Daniel escreveu uma declaração importante sobre esse assunto: “Louvado seja o nome de Deus para todo o sempre; a sabedoria e o poder a Ele pertencem. Ele muda as épocas e as estações; destrona reis e os estabelece. Dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir” (Daniel 2:20, 21). A história da humanidade está nas mãos de Deus. Embora Ele escolha não interferir na liberdade das pessoas, inclusive na hora de votar, nada escapa a Seu controle e, na hora certa, Ele sempre age.

Quando o governo se submete à autoridade e sabedoria divinas, podemos aplicar irrestritamente este verso: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas” (Romanos 13:1). Logicamente, governos tiranos e ímpios estão fora dessa declaração bíblica.

Por escolha própria, Deus colocou sobre nós a possibilidade de governarmos nossa existência. Mesmo quando nos entregamos a Ele completamente, ainda repousam sobre nós as decisões finais a respeito do que faremos com os conselhos que recebemos do Céu. No juízo final, ninguém poderá colocar sobre Deus ou sobre o diabo a culpa de sua perdição. Os dois tentam nos influenciar, mas a decisão final é nossa.

A sabedoria divina é o segredo dos bons governos. Portanto, para que você possa governar a própria vida da melhor maneira possível e não sofrer o processo de “impeachment celestial”, apodere-se da sabedoria divina, aplique-a à sua vida. Deus quer ajudar você nesse processo.


Quinta-feira – 17 de maio

Ódio ao mal

Temer ao Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso. Provérbios 8:13

A palavra alemã schadenfreude é um termo técnico para representar uma característica vivida por algumas pessoas. Schaden significa “dano”, e freude, “alegria”. Quem tem essa característica gosta de ver o sofrimento de pessoas. Imagens de violência e dor geram certa dose de prazer em alguns.

Inveja e rivalidade são as maiores causas desse comportamento. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos: “Nesse caso, o observador não tem nenhum benefício tangível, e a desgraça não representa uma justiça social. Em vez disso, infortúnios de alvos rivais ou invejáveis agradam porque fazem as pessoas se sentirem melhores com elas mesmas”, explicou Susan Fiske, uma das responsáveis pelo estudo.

Sentir prazer com o mal é uma atitude contrária à natureza de Deus; portanto, todos aqueles que amam o Senhor de verdade vão se sentir felizes com a justiça, paz e retidão. Essa é a essência do provérbio de hoje. O ódio ao mal é uma característica daqueles que realmente amam a Deus.

Essa é uma verdade repetida muitas vezes na Bíblia. O salmista falou de seus sentimentos em relação ao mal da seguinte forma: “Detesto o ajuntamento dos malfeitores, e não me assento com os ímpios” (Salmo 26:5). Ele ainda diz: “Odeio e detesto a falsidade, mas amo a Tua lei” (Salmo 119:163).

O livro de Salmos novamente nos aconselha: “Odeiem o mal, vocês que amam o Senhor, pois Ele protege a vida dos Seus fiéis e os livra das mãos dos ímpios” (Salmo 97:10). Ainda no Antigo Testamento, o profeta Amós escreveu: “Odeiem o mal, amem o bem; estabeleçam a justiça nos tribunais. Talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, tenha misericórdia do remanescente de José” (Amós 5:15). O apóstolo Paulo faz eco a essa verdade bíblica em sua carta aos Romanos, em que escreve: “O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom” (Romanos 12:9).

Deus espera que nós valorizemos o bem. Isso implica evitar compartilhar o mal nas redes sociais, cuidar com as nossas palavras e gestos, não assistir a filmes violentos e viver o bem em cada uma de nossas ações. O conselho de Paulo é muito apropriado: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem” (Romanos 12:21). Ame o bem!


Quarta-feira – 16 de maio

Temer a Deus

Temer o Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso. Provérbios 8:13

Você teme a Deus ou tem medo Dele? No contexto bíblico, temor e medo são coisas diferentes. Ter medo do Senhor é algo indevido. Deus não representa uma ameaça para quem O ama. Por outro lado, temê-Lo é necessário e envolve pelo menos três aspectos da vida cristã: adoração, amor e serviço.

O primeiro aspecto do temor a Deus está explícito em Gênesis 22:5: “Disse ele [Abraão] a seus servos: Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos.” Adorar envolve entrega total. O contexto do versículo anterior é o momento no qual Abraão estava subindo o monte para sacrificar o filho Isaque. Como pode haver adoração em uma situação como aquela?

Adoração consiste em plena submissão à vontade divina. Abraão não compreendia tudo a respeito da ordem que recebera do Céu; mas, como adorar o Criador significa obedecer-Lhe mesmo quando não entendemos tudo o que Ele pede, Abraão subiu o monte Moriá com o filho.

Temer a Deus envolve um segundo aspecto: o amor. Muitas pessoas nos tempos em que vivemos têm uma concepção errada sobre esse sentimento. Infelizmente, o amor se tornou algo banalizado. Em muitos relacionamentos curtos e superficiais, a palavra amor é usada de forma leviana. Mas amar a Deus envolve compromisso e é mais do que um sentimento. Amar a Deus leva-nos em direção à Sua vontade.

Em Deuteronômio 11:13, lemos que devemos “amar o Senhor [nosso] Deus, e […] O servir de todo o [nosso] coração e de toda a [nossa] alma” (ARC). Precisamos amar a Deus sem restrições, com tudo o que temos e somos. Às vezes, isso não é fácil porque envolve abrir mão de coisas que gostamos, em prol das que Deus gosta.

O serviço é a terceira característica de um cristão que teme a Deus. Infelizmente, é comum vermos professos cristãos cuja única atividade religiosa que exercem é sair de casa, ir até a igreja e “assistir” ao culto. Não são ativos na causa de Deus. É certo que nem todos estarão nos púlpitos pregando. Mas Deus deu diversos dons à igreja, e cada membro deve trabalhar de acordo com os dons recebidos. Ninguém ficou sem receber pelo menos um dom.

Temer a Deus aprofundará nossa intimidade com Ele. Não tenha medo de Deus; tenha o temor Dele.


Terça-feira – 15 de maio

Uma família especial

Eu, a sabedoria, moro com a prudência, e tenho o conhecimento que vem do bom senso. Provérbios 8:12

O provérbio de hoje fala de uma família metafórica formada pela sabedoria, prudência, pelo conhecimento e bom senso. Essa é a “família da sabedoria”. Todos eles moram na mesma casa e trabalham pelo mesmo propósito. A boa notícia é que quem quiser pode se unir a essa família e desfrutar as virtudes que a caracterizam.

A prudência diz respeito à sabedoria aplicada; o bom senso se refere à habilidade nas situações práticas, nas relações interpessoais e na tomada de decisões.

Encontramos um bom exemplo de prudência na história da escolha de Davi como rei de Israel. Perceba a situação delicada na qual ele estava. Deus o havia ungido como rei e, portanto, já tinha rejeitado Saul; porém, a sucessão real ainda não havia acontecido. Certamente existia um mal-estar entre os súditos e, especialmente, no palácio.

Até Jônatas, o filho do rei e herdeiro natural do trono, havia reconhecido Davi como sucessor legítimo de seu pai. Isso fica evidente em um gesto de sua parte: “Jônatas tirou o manto que estava vestindo e deu-o a Davi, junto com sua túnica, e até sua espada, seu arco e seu cinturão” (1 Samuel 18:4). Nos tempos bíblicos, o ato de dar a capa a alguém significava um reconhecimento de passagem de poder. Jônatas estava dizendo a Davi que abdicava de seu direito hereditário em nome da vontade de Deus.

Diante desse quadro, Davi poderia se adiantar e tomar o trono de Saul. Ele tinha o apoio do príncipe e de grande parte da população. Depois de suas bem-sucedidas campanhas militares, era comum ouvir-se em Israel o canto das mulheres: “‘Saul matou milhares, e Davi, dezenas de milhares’” (1 Samuel 18:7). Davi não se impressionou com esses aplausos. Foi prudente e esperou o tempo certo.

Como Davi, precisamos ter sabedoria e prudência. Ao tratar de assuntos pes­soais de nossos amigos ou ao comentarmos sobre outras pessoas não podemos ser precipitados e levianos. Diante de questões que envolvem nosso futuro, segurança e saúde física e emocional, devemos ter todo o cuidado possível para não comprometermos questões essenciais da existência como essas.

A sabedoria e a prudência não foram privilégios exclusivos de Davi. Para você ser como ele, basta ingressar na família da sabedoria divina e ser companheiro de seus membros. Se você quiser, Deus garante a você esse direito real.


Segunda-feira – 14 de maio

Amor exclusivo

Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. Provérbios 8:10, 11

A ganância tem sido a causa de muitas tragédias em nossos dias. Assassinatos, latrocínios, traições conjugais, mentiras, tudo tem sido usado para acumular um pouco mais de dinheiro. Para alguns, o lugar dos bens na vida chega a levá-los a insanidades.

Esse foi o caso de um homem no Rio de Janeiro, em 2016. Ele tinha um emprego rentável, uma família bonita e morava em um lugar privilegiado da cidade. Porém, passou a enfrentar problemas financeiros e, nesse momento, foi revelado o lugar que os bens materiais ocupavam na vida dele.

Pouco antes de assassinar os dois filhos e a esposa para depois cometer suicídio, o homem escreveu uma carta em que explicava o motivo daqueles atos terríveis: “Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força […], melhor acabar com tudo logo e evitar o sofrimento de todos.” Para esse indivíduo, era melhor matar e morrer do que perder o padrão de vida que tinha.

Isso é o contrário do que nos ensina o provérbio de hoje. Em vez de amar o ouro, a prata e as pedras preciosas, o sábio nos aconselha a amarmos a sabedoria. Perceba que esse é um amor exclusivo: ou você ama as riquezas ou a sabedoria. O alerta é que o amor às riquezas pode trazer mais decepções do que vantagens; porém, quando amamos a sabedoria, conseguimos resultados excelentes, inclusive financeiros.

Não existe pecado em ser rico. O problema é quando possuir bens se torna o grande objetivo da vida. Pessoas que agem assim se tornam servas do dinheiro, mas o ideal é que fosse o contrário. Não devemos nos prostrar diante da ganância, pois estaríamos negando a Cristo.

Jesus nos alertou: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6:24). A relação é muito clara. Quem é servo do dinheiro, automaticamente, se exclui do reino de Deus. Isso independe da quantidade de recursos que se tem. Existem pobres que são servos do dinheiro e ricos que são servos de Deus.

O importante é que você saiba que o principal objetivo da vida deve ser crescer em sabedoria. Para isso, decida amar a Deus de todo o coração. Com a sabedoria Dele, não importará se você tem muito ou pouco dinheiro. Você será feliz em qualquer situação.


Domingo – 13 de maio

Palavras

Minha boca fala a verdade, pois a maldade causa repulsa aos meus lábios. Todas as minhas palavras são justas; nenhuma delas é distorcida ou perversa. Provérbios 8:7, 8

Você já ouviu falar da flor Taraxacum officinale? Talvez você a conheça pelo nome popular: dente-de-leão. Uma das características mais conhecidas dessa flor é a beleza de suas pequenas pétalas que se espalham pelo ar sob a ação do vento. Elas são brancas, bem leves e, uma vez espalhadas, dificilmente conseguiríamos recolhê-las novamente.

Assim também são as palavras que falamos. Depois que elas saem da boca, não conseguimos mais recolhê-las e, muito menos, evitar os efeitos sobre quem as escutou. O provérbio de hoje trata desse tema. As palavras da sabedoria são um exemplo para as nossas. Elas são justas, retas e bondosas. Se as pessoas seguissem esse exemplo, muitas mágoas poderiam ser evitadas.

Palavras justas são aquelas que estão cheias da justiça divina, ou seja, permeadas pelo que Cristo ensinou. O ideal é que a cada vez que fôssemos falar algo, medíssemos as palavras pelas Escrituras Sagradas; assim, falaríamos apenas com justiça e evitaríamos ofender pessoas.

As palavras se tornam retas quando nelas não há distorção da verdade. Vivemos em uma sociedade em que a mentira é usada como recurso para o ganho. O político mente para ganhar a eleição, o jovem coloca uma mentira nas redes sociais para receber mais likes, o estudante mente para tirar uma nota maior. A sabedoria divina nos ensina que, custe o que custar, devemos usar sempre a verdade.

As palavras também precisam ser bondosas. Algumas pessoas, em nome da sinceridade, são cruéis com o próximo. Falar a verdade é necessário, mas isso não nos autoriza a usar a língua para maltratar os outros. Jesus falava verdades duras para as pessoas, mas sempre colocava amor em Suas palavras. Devemos falar a verdade sempre, mas recheada e embalada pelo amor divino.

O apóstolo Paulo deu um conselho a um jovem ministro sobre como deveria cuidar das palavras: “Timóteo, guarde o que lhe foi confiado. Evite as conversas inúteis e profanas e as ideias contraditórias do que é falsamente chamado conhecimento; professando-o, alguns desviaram-se da fé. A graça seja com vocês” (1 Timóteo 6:20, 21).

O vento levará nossas palavras para lugares que nem imaginamos; portanto, cuide para que sejam justas, retas e bondosas. Para acertar sempre, imite as palavras de Jesus.


Sábado – 12 de maio

Cristianismo genético?

A vocês, homens, eu clamo; a todos levanto a minha voz. Vocês, inexperientes, adquiram a prudência; e vocês, tolos, tenham bom senso. Provérbios 8:4, 5

Toda a humanidade é convidada a dar atenção às palavras do sábio; porém, Salomão direciona a mensagem da sabedoria para dois grupos nesses versículos. O grupo dos tolos é formado por aqueles que conhecem a mensagem divina, mas a rejeitam. Esses precisam de arrependimento urgente. Gostaria, no entanto, de enfatizar o outro grupo.

O grupo dos “inexperientes”, no qual estão incluídos os jovens que ainda não entregaram o coração à sabedoria, mas que ainda não assumiram compromisso com o mal. Esse grupo está para decidir de que lado do grande conflito se colocará.

“Ninguém nasce cristão, as pessoas nascem filhos de cristãos.” Esse é um argumento usado por um famoso defensor do ateísmo para criticar a forma como os pais cristãos educam seus filhos no caminho de Deus. Não concordo com as críticas dele, mas preciso concordar com a frase reproduzida acima.

Na verdade, ninguém nasce cristão. O cristianismo não é algo que herdamos geneticamente. Precisamos de uma transformação espiritual, de uma conversão. Essa é uma decisão que todas as pessoas deverão tomar em algum momento da vida. Infelizmente, alguns jovens frequentam a igreja apenas porque é uma tradição da família e não porque compreendem o propósito de sua ação.

A salvação é algo muito individual e, se não decidirmos por ela, não a alcançaremos. A espiritualidade de seus pais ou cônjuge não serve para você. No dia da volta de Jesus, ninguém poderá se agarrar na perna de alguém para pegar uma carona para o Céu. Cada um terá que ter decidido por si mesmo.

Se lhe fosse pedido para dar um motivo pelo qual é cristão, você poderia fazer isso? Por que você guarda o sábado? Por que você não come carne de porco? Por que você vai à igreja? As respostas a essas perguntas não são tão óbvias quanto parecem. Alguns cristãos simplesmente não sabem respondê-las. Vivem no automático.

Jesus precisa ser a grande resposta a todas essas perguntas. Ele deve ser o motivo de sua fé. É o Salvador que dará sentido à vida e sabedoria aos inexperientes. Se sua religião não tem Jesus como o centro, não adianta guardar mandamentos, seguir um regime alimentar estrito ou outro esforço pessoal qualquer. Tudo precisa nascer em Cristo e apontar para Ele. O poder de escolha é algo que nasce com você. Use-o para decidir-se por Cristo agora e sempre.


Sexta-feira – 11 de maio

O grito

A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz. Provérbios 8:1

O norueguês Edvard Munch pintou, no final de século 19, uma série de quadros aos quais ele deu o título de “O Grito”. O mais famoso é de 1893 e retrata a figura de uma pessoa. Não é possível identificar se é homem ou mulher, mas a expressão de desespero de alguém sobre uma doca é retratada de forma contundente. O artista conseguiu expressar a angústia de tal forma que o quadro é considerado um dos mais importantes da arte mundial.

Ao olhar essa imagem, fico imaginando que há muitas pessoas “gritando” de desespero por aí. Gente que não sabe mais o que fazer com as angústias internas; jovens que não conseguem lidar com a separação dos pais; adolescentes que sofrem muito com a morte de alguém querido; casais que já não sabem mais o que fazer para salvar o relacionamento matrimonial. Quem sabe, você mesmo, neste momento, esteja vivendo um período de angústia e “grite em silêncio” por socorro.

O provérbio de hoje mostra a sabedoria personificada gritando pela atenção das pessoas. Obviamente, ela não está desesperada com a própria situação. A angústia dela é pela atenção de seus ouvintes. É interessante que, muitas vezes, o nosso “grito” de desespero se dá por taparmos os ouvidos ao clamor da sabedoria divina.

O Espírito Santo é o agente divino que “força as cordas vocais”, gritando para que nós nos arrependamos de nossos pecados, abandonemos os caminhos do mal e nos voltemos para o caminho da vida. O problema é que, muitas vezes, as pessoas escolhem endurecer o coração. Elas até ouvem os “gritos” do Espírito Santo, mas fingem não ouvir. O resultado é que vão se afundando cada dia mais no mal, e muitas morrem sem a esperança de salvação.

A boa notícia é que o Espírito Santo nos chama constantemente e não se cansa de nos buscar: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião” (Hebreus 3:15). Louvado seja Deus por insistir em nos salvar!

O que precisamos fazer é abrir o coração para Ele, derramar aos pés de Cristo todos os nossos gritos de angústia e confiar que o sangue derramado no Calvário é suficiente para nos livrar de todo o mal. Se fizermos assim, um dia poderemos dar um grito de vitória ao entramos pelas portas das mansões celestiais.


Quinta-feira – 10 de maio

Gladiadores de Deus

Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas. Provérbios 7:25

No império romano, os imperadores tinham uma necessidade urgente de manter a ordem e ganhar a confiança das pessoas. O objetivo era garantir a manutenção do poder. Para isso, eles davam comida para a população e promoviam espetáculos públicos. Esse método foi chamado ironicamente pelo humorista e poeta romano Juvenal, que viveu por volta do ano 100 d.C., de “política do pão e circo”. Dentre as atrações públicas promovidas pelo império, estavam as lutas dos gladiadores.

Em geral, esses guerreiros eram prisioneiros de guerra e escravos que eram colocados nas arenas romanas para lutarem até a morte. Às vezes, os gladiadores também lutavam com animais selvagens, como leões e tigres. Para permanecerem vivos, esses homens tinham que derramar muito sangue.

O provérbio de hoje sugere que também temos uma luta a travar. Essa batalha não é contra gladiadores ou animais selvagens, mas contra o pecado. Alguns cristãos interpretam de maneira equivocada a graça de Cristo e acham que não precisam fazer nenhum esforço contra as tendências ruins. Para sermos salvos, dependemos exclusivamente dos esforços de Cristo, mas a luta diária contra o pecado precisa ser encarada, pela fé, por cada um de nós.

Segundo o sábio Salomão, o filho de Deus deve fazer duas coisas. A primeira delas é evitar pensar no pecado. Para isso, é preciso ocupar a mente com coisas boas. A segunda ação é evitar andar no caminho da tentação. Essas atitudes, embora pareçam simples, necessitam de um empenho por parte do cristão, pois elas vão contra a nossa natureza pecaminosa.

Provavelmente, o apóstolo Paulo estivesse pensando nas batalhas romanas quando escreveu aos hebreus: “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hebreus 12:4, ARC). Essa metáfora é muito forte e retrata bem o esforço que alguns terão que fazer para resistir à tentação.

A nossa natureza está corrompida, e cada um de nós carrega em si tendências ruins contra as quais teremos que lutar até a volta de Jesus. Alguns carregam, por exemplo, a tendência para a violência, outros para a impureza sexual, etc.

Não precisamos lutar sozinhos contra o pecado. O Espírito Santo está à nossa disposição para nos ajudar na arena da vida. Os gladiadores do Céu têm o Imperador do Universo ao seu lado.


Quarta-feira – 09 de maio

Correndo para a vida

E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro. Provérbios 7:22, ARA

Guardo diversas medalhas de participação em corridas de rua. É muito boa a sensação de completar um percurso. Dependendo do clima do dia, é mais fácil ou mais difícil chegar ao fim da corrida. Em dias quentes, o desgaste é maior, e o esforço físico é extenuante.

Uma coisa é comum quando estou prestes a completar a corrida: quando avisto a linha de chegada, parece que recebo uma dose de força extra. Mesmo que esteja extremamente cansado, consigo correr mais rápido. Quem me vê apenas nos metros finais pode pensar que sou um atleta de alta performance, mas essa força é apenas resultado da visão da chegada.

No provérbio de hoje, o sábio descreve alguém que também está fazendo uma corrida, mas em direção à morte. Alguém que está apressadamente se dirigindo para o fim de sua vida. É assim que acontece com todos aqueles que decidem trilhar os caminhos que o inimigo de Deus sugere. Mas não precisa ser assim comigo nem com você.

Temos a oportunidade de participar da corrida que conduz para a vida eterna. Nessa corrida, o treinador Jesus Cristo corre ao nosso lado e, mesmo quando pensamos que não conseguiremos, Ele está conosco nos incentivando e injetando forças. Ele já participou de uma corrida muito mais difícil quando esteve na Terra. Seu percurso teve que ser completado com uma cruz pesada nas costas e com soldados O açoitando o tempo todo. Além disso, teve que levar todos os nossos pecados sobre si. Mesmo assim, Ele completou o percurso e recebeu a “medalha de campeão”.

Por causa da vitória de Cristo, nós podemos “correr” com a segurança de que teremos Sua ajuda e de que estamos nos dirigindo para a vida e não para a morte. Quando estiver difícil continuar, ouça o Senhor dizendo: “Continue correndo, Eu venci para você vencer.”

Podemos ser atletas espirituais que correm para a glória eterna e com um fator motivador: já estamos avistando a linha de chegada. Falta pouco para alcançarmos a vitória. Entregue sua vida a Cristo mais uma vez e complete a corrida.


Terça-feira – 08 de maio

Um novo amanhecer

Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. Provérbios 7:9

Escrevo este texto enquanto o Brasil acompanha mais um escândalo. Desta vez, a confusão se estabeleceu no ramo alimentício. A Polícia Federal fez uma operação de fiscalização em diversos frigoríficos brasileiros para verificar as condições da carne que era comercializada. Eles haviam recebido denúncias de que os produtos vendidos estavam em más condições. Quando os policiais chegaram à sede desses estabelecimentos, constataram que uma parte da carne vendida estava estragada, outra parte misturada com papelão e muitos produtos cancerígenos usados na manipulação daquilo que chegaria à mesa das pessoas.

A repercussão desse fato foi muito grande. As redes sociais se encheram de desabafos e reclamações. Uma das pessoas colocou um lamento: “Cada dia descobrimos que o mundo está pior, agora é a carne que não presta mais para comer.” O que essa pessoa escreveu está absolutamente correto. As coisas estão piorando a cada dia.

O mundo está em seu “pôr do sol” final. As pessoas se tornam mais cruéis e interessadas em ganhar dinheiro sem se preocupar se estão prejudicando alguém. A violência apenas cresce e, mesmo com o desenvolvimento da medicina, as doenças continuam avançando sobre o planeta e matando muita gente. A escuridão cresce sobre o planeta Terra.

Mas não precisamos andar nas sombras neste mundo escuro. Deus deixou vários recursos para que iluminemos o caminho. O salmista escreveu: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho” (Salmo 119:105, ARA). A Bíblia é como uma lanterna que nos ajudará a ter luz em um mundo cercado de escuridão. Por isso, precisamos todos os dias estudá-la com atenção e oração.

Às vezes, as trevas do mundo podem nos assustar, mas temos um escape para essa situação. Um dia, Cristo voltará e fará um novo amanhecer. Ele iluminará tudo novamente. Como diz a letra de um belo hino: “Jesus é o Sol, Jesus é o Sol. Fonte de luz, o Sol dos sóis. E se a noite vier ao meu viver, meu Sol trará o amanhecer.”

Mesmo que o mundo esteja cada dia mais escuro, existe a esperança de um amanhecer eterno. Fique com Deus e você nunca estará no escuro.


Segunda-feira – 07 de maio

Bombas nucleares

Ele vinha pela rua, junto à casa de certa mulher, andando de lá para cá, próximo da casa dela. Provérbios 7:8, Nova Bíblia Viva

A bomba atômica é uma potente arma de destruição em massa. Os poucos países que possuem essa tecnologia são temidos por isso. O perigo de uma guerra nuclear é altíssimo, pois muitos inocentes poderiam perder a vida caso isso ocorresse.

Satanás também tem as suas “bombas atômicas” com as quais quer destruir nossa vida. O provérbio de hoje fala de duas delas. A primeira é a ociosidade.

Este é um mal tremendo. O profeta Ezequiel a inclui nos pecados de Sodoma: “Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados” (Ezequiel 16:49). Comentando essa passagem, Ellen White diz: “A ociosidade é a maior maldição que pode recair ao homem; pois que o vício e o crime seguem em seu cortejo. Enfraquece o espírito, perverte o entendimento, e avilta a alma. Satanás fica de emboscada, pronto para destruir aqueles que estão desprevenidos, cujo tempo vago lhe dá oportunidade para insinuar-se sob alguns disfarces atraentes. Ele nunca é mais bem-sucedido do que quando vem aos homens em suas horas ociosas” (Patriarcas e Profetas, p. 156, 157).

A segunda “bomba atômica espiritual” é a tentação. Satanás a lança especialmente nos momentos em que estamos sem nada para fazer, tendo sempre o cuidado de enviar algo específico para nossa maior fraqueza. Para arrematar com sucesso seu intento maligno, o diabo inclui um ambiente favorável ao pecado. Ele arma toda a cena para facilitar a decisão pelo mal.

Se quisermos ter um destino diferente do personagem do provérbio de hoje, teremos que nos manter bem afastados das armas de destruição em massa de Satanás. A ociosidade precisa ser eliminada da nossa vida, e as tentações devem ser resistidas até o fim.

Existe um “abrigo nuclear” espiritual completamente seguro. Nele nenhuma bomba do mal nos atingirá. A presença de Deus é o lugar mais resguardado em que podemos estar. Por isso, abrigue-se hoje sob as asas do Pai celestial e esteja protegido contra as forças do mal.


Domingo – 06 de maio

Direção

Eu estava à janela da minha casa, olhando entre as cortinas, observando gente inexperiente que passava, e percebi um jovem sem rumo na vida. Provérbios 7: 6, 7, A Mensagem

Uma história surpreendeu o mundo em 2013. Um homem, natural de El Salvador, chamado Ivan foi encontrado nas Ilhas Marshall, no oceano Pacífico, depois de ficar à deriva por 13 meses. O tempo é tão grande que as autoridades locais ficaram céticas em relação à história.

Segundo Ivan, ele e um amigo saíram da costa do México para pescar pequenos tubarões e foram surpreendidos por uma forte tempestade que fez com que o motor do barco parasse de funcionar. Algumas semanas depois, seu amigo faleceu devido a uma doença e à fome. Ivan afirmou que sobreviveu tomando água da chuva e comendo peixes e pássaros.

De modo semelhante, na vida espiritual, há quem também esteja à deriva. Trata-se de gente que não sabe de onde vem nem para onde vai. Pessoas assim vivem no oceano da existência levadas pelos ventos das opiniões alheias e pelas marés do humor e do temperamento. Esses indivíduos são presas fáceis do inimigo de Deus.

Viver sem foco é perder tempo. É muito comum nos distrairmos e esquecermos o que é essencial e o que pode ser deixado para depois. Daniel Goleman, autor do livro Foco: A Atenção e seu Papel Fundamental para o Sucesso, afirma que as redes sociais são grandes responsáveis pela perda de foco na atualidade. Ele disse em uma entrevista à revista Veja: “Hoje, todos nós, não apenas os jovens, nos sentimos invadidos por tecnologias digitais, por smartphones e e-mails. Todos esses recursos degradam nossa capacidade de concentração.”

Essa atitude prejudica o futuro acadêmico de uma pessoa e, também, pode atrapalhar o futuro espiritual. No provérbio de hoje, lemos sobre um jovem que está prestes a cair em uma tentação mortal, e sua principal característica é não saber qual o rumo que a vida está tomando.

Moisés nos deu um exemplo sobre foco espiritual. Quando teve que escolher entre o Egito e Canaã, a Bíblia diz que: “Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa” (Hebreus 11:26). Enquanto o escritor do Pentateuco manteve os olhos no Céu, não perdeu o rumo certo da existência; por isso, escolheu certo.

Se o barco da sua existência está à deriva, Jesus oferece um porto seguro. Com Ele, você navegará apenas por rotas confiáveis e, em breve, atracará no destino eterno.


Sábado – 05 de maio

Conversas

Eles o manterão afastado da mulher imoral, da mulher leviana com suas palavras sedutoras. Provérbios 7:5

A origem terrena de todos os males está no diálogo travado entre a serpente e Eva embaixo da árvore do conhecimento do bem e do mal. Dentre os erros cometidos pela primeira mulher, estava o de desenvolver uma conversa com quem estava pronto para lançar seu veneno mortal sobre ela e, consequentemente, sobre toda a humanidade.

Gosto de pensar que, se Eva tivesse cortado a conversa na primeira frase da serpente, nós não estaríamos vivendo em um mundo com tanta tragédia e dor. Mas ela ouviu as palavras sedutoras de Satanás.

Eva não foi a única na Bíblia a travar conversas demoradas com o inimigo. O homem mais forte do mundo foi facilmente derrotado porque se deixou levar pela conversa de uma mulher ímpia. Sansão não deveria entrar no acampamento filisteu, a menos que fosse para guerrear contra eles. Porém, ele entrou, conversou, se afeiçoou e casou com uma inimiga.

Traído na noite de núpcias, Sansão não aprendeu a lição. Tempos depois, em uma nova sessão de conversas impróprias, ele conheceu Dalila, que se aproveitou dos sentimentos dele para descobrir como derrotá-lo. Se Sansão não tivesse conversado com os filisteus, não teria morrido cego e amarrado a duas pilastras.

O provérbio de hoje faz uma clara advertência a não darmos ouvidos às palavras sedutoras da mulher imoral nem nos aproximarmos demais dela. Essa é a atitude mais sensata. Esse conselho serve para qualquer tipo de tentação. Não dialogue com o inimigo.

Os diálogos com o diabo acontecem pelos meios mais diversos. Por exemplo, muitos estão dialogando com o tentador por meio de novelas; outros, por meio de jogos eletrônicos violentos; outros conversam com a serpente seduzidos pela pornografia; outros, em festas que desonram a Deus.

Nossas palavras não devem ser desperdiçadas com papos infernais. O apóstolo Paulo aconselhou: “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Colossenses 4:6).

Não gaste o tempo com o que é imoral ou com o inimigo disfarçado em uma tentação. Invista seu tempo conversando com Deus. Ele sabe o que é melhor para você.


Sexta-feira – 04 de maio

Parente próximo

Diga à sabedoria: “Você é minha irmã”, e chame ao entendimento seu parente. Provérbios 7:4

Em minha infância, gostava muito de brincar com meu irmão; mas, de vez em quando, brigávamos também. Se você tem irmão ou irmã, é possível que saiba do que estou falando. Em geral, por mais que os irmãos briguem, eles não se tornam inimigos. Existem laços sanguíneos e sentimentais muito fortes e profundos entre eles.

Situações semelhantes acontecem entre pais e filhos, primos, tios e sobrinhos. Mesmo com pequenos desentendimentos, os laços familiares são mais fortes e mantêm as pessoas da família ligadas umas às outras.

Os laços familiares são muito importantes para qualquer pessoa. Essa ligação com aqueles que têm o mesmo sangue ajuda-nos a viver com mais segurança e com a certeza de que existem pessoas com as quais podemos contar nas horas boas e ruins da vida.

Sob a inspiração do Céu, o autor do provérbio de hoje usou essa metáfora para falar de como devemos nos relacionar com a sabedoria divina. Quando o sábio nos aconselha a dizer para a sabedoria “você é minha irmã”, está indicando que deveríamos ter uma ligação sentimental muito forte com ela.

Além disso, recomenda-nos que a chamemos de parente, o que indica uma obrigação de tê-la por perto. Podemos entender melhor essa expressão ao relembrarmos a história das viúvas Noemi e Rute. A Bíblia diz que “Noemi tinha um parente por parte do marido. Era um homem rico e influente, pertencia ao clã de Elimeleque e chamava-se Boaz” (Rute 2:1).

Nos tempos do Antigo Testamento, uma mulher viúva teria o direito de ser amparada pelo parente mais próximo de seu marido. Por isso, Noemi disse a Rute: “Boaz, senhor das servas com quem você esteve, é nosso parente próximo. Esta noite ele estará limpando cevada na eira” (Rute 3:2). A aproximação acabou fazendo com que Boaz cumprisse seu papel de redentor de Rute.

Ao tratarmos a sabedoria como parente, estamos dizendo que queremos tê-la sempre junto a nós. Rute foi redimida por seu parente próximo. Do mesmo modo, a sabedoria divina encarnada em Cristo será a nossa salvação.

Quem deseja ter uma existência livre de confusão deve se “aparentar” com a sabedoria divina e se beneficiar com sua graciosa presença. Pela graça de Cristo já somos parentes Dele, pois fomos adotados como filhos de Deus.


Quinta-feira – 03 de maio

A menina dos olhos

“Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.” Provérbios 7:1, 2, ARA

Você já espirrou com os olhos abertos? É quase impossível. Isso por conta do reflexo, que funciona como um sistema de defesa do corpo. Ao espirrarmos, as pálpebras se fecham involuntariamente, impedindo, assim, que se rompam os sensíveis vasos capilares da região do olho. O mesmo acontece nos impactos repentinos que sofremos.

O olho é um dos principais órgãos do corpo humano e também um dos mais sensíveis. A íris, conhecida como a menina dos olhos, é uma das partes dessa maravilhosa máquina. Seu papel é controlar os níveis de luminosidade, assim como faz o diafragma de uma câmera fotográfica. Deus compara o cuidado com Seus ensinamentos ao cuidado que o corpo tem com a íris do olho.

No capítulo 7 de Provérbios, o sábio pede que o filho guarde seus mandamentos como quem protege a íris do olho. Isso se dá porque mais precioso do que “a menina dos olhos” (ARA) é a vida que será protegida por esses preceitos.

Perceba que a proteção só virá se houver uma ação da parte do filho em guardar os mandamentos como um bem delicado e precioso.

Muitos jovens têm pouca consideração pelo que Deus deixou claro na Bíblia. Alimentam-se de coisas que desagradam ao Senhor, frequentam lugares contrários à vontade do Céu, acessam sitesvergonhosos, namoram de forma impura. Mesmo sabendo o que é certo e errado, escolhem ficar com o mal.

Deus considera Seus mandamentos importantes para nossa felicidade. Ele não pede que cumpramos Suas recomendações para inflar Seu ego. Deus quer o nosso bem.

O profeta Zacarias expressou o quanto somos preciosos para o Céu: “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Ele me enviou para buscar a Sua glória entre as nações que saquearam vocês, porque todo o que neles tocar, toca na pupila dos olhos Dele’” (Zacarias 2:8).

Você é a “menina dos olhos de Deus”, portanto, escute o que Ele tem a dizer. O desejo do Pai é que a sua felicidade seja plena.


Quarta-feira – 02 de maio

Escolhas e consequências

Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa? Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés? Provérbios 6:27, 28

Estudei na mesma escola desde as séries primárias até o término do ensino fundamental. Tive muitos colegas queridos. Gostaria de contar brevemente a história de dois deles, que chamarei de José e João.

Os dois estudaram na mesma escola, tinham condições sociais bem semelhantes e eram alunos inteligentes. Depois que terminaram o ensino fundamental, foram para escolas diferentes cursar o ensino médio e começaram a tomar decisões que os levaram a rumos completamente distintos.

João se dedicou aos estudos, entrou na faculdade de música e hoje é um maes­tro de sucesso na cidade em que mora. Por sua vez, José tomou outras decisões, envolveu-se com pessoas erradas, teve dificuldades para terminar o ensino médio e não entrou para a faculdade. Acabou preso por causa de alguns delitos.

Ambos tiveram as mesmas oportunidades, mas fizeram escolhas diferentes. Esta é a maior lei da vida: “lei das escolhas e consequências”. É sobre isso que o provérbio de hoje fala. Quem escolhe pisar em brasas não pode reclamar por queimar os pés. Quem escolhe mexer com fogo não deve se assustar ao queimar a roupa.

Todas as decisões que você toma, boas ou ruins, são acompanhadas de consequências equivalentes. É verdadeira a famosa frase: “Você é livre para escolher, mas é obrigado a colher as consequências de suas escolhas.” Essa frase é a reprodução de uma ideia bíblica: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7).

Uma das características fundamentais do reino de Deus é a liberdade. É por isso que aqueles que amam o Senhor, O amam de verdade, pois só há amor verdadeiro quando existe a possibilidade de não amar. Podemos escolher não andar com Deus, mas as consequências virão no pacote das decisões.

Deus nos adverte a respeito desse assunto. Por meio de Moisés, Ele disse: “Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam” (Deuteronômio 30:19). Se você se colocar nas mãos de Deus, Ele o ajudará a tomar sempre as melhores decisões.


Terça-feira – 01 de maio

Cobiça

Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares. Provérbios 6:25

Salomão retoma nesse capítulo um assunto que muito o preocupa: a impureza sexual. Embora o sábio tenha escrito seus provérbios há milhares de anos, eles são extremamente atuais. Hoje ainda a juventude tem desafios nessa área. O aspecto abordado no provérbio de hoje é como alguém pode ser atraído para esse mal.

A ideia do texto é que para não ser seduzido pela impureza deve-se evitar o contato visual. Esse princípio serve para todos os pecados. Tudo começa com a cobiça, que é o resultado de observar demoradamente o objeto de desejo.

Cobiçar é um pecado. Deus deixou isso muito claro no décimo mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êxodo 20:17, ARA). Essa preocupação divina é explicada pelo poder que esse pecado tem de gerar outros em nossa vida.

O apóstolo Tiago escreveu: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:13-15, ARA).

Na Bíblia encontramos um exemplo de como a cobiça dá origem a muitos males na vida. Sansão nasceu de maneira milagrosa e recebeu uma missão especial de Deus: ele deveria combater os filisteus. Seus pais se prepararam física e espiritualmente para sua chegada. Em seu corpo, Sansão carregava um símbolo da sua dedicação ao Senhor: o cabelo comprido.

Mesmo com uma origem tão especial, Sansão foi um fracassado em sua vida moral e espiritual. Seu insucesso começou com a cobiça por uma mulher que não deveria ser sua. A Bíblia descreve o diálogo com os pais da seguinte forma: “Seu pai e sua mãe lhe perguntaram: ‘Será que não há mulher entre os seus parentes ou entre todo o seu povo? Você tem que ir aos filisteus incircuncisos para conseguir esposa?’ Sansão, porém, disse ao pai: ‘Consiga-a para mim. É ela que me agrada’” (Juízes 14:3). Essa decisão decretou o início da tragédia na vida de Sansão.

Se tivermos que desejar algo, que seja mais comunhão com o Céu.


MAIO 2018


ABRIL 2018


Segunda-feira – 30 de abril

Liberdade na lei

Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida. Provérbios 6:23

Imagine uma sociedade sem leis. Cada motorista poderia guiar seu carro na velocidade que quisesse, tendo ou não carteira de habilitação e sem nenhum controle em relação às bebidas alcoólicas. Os mais fortes poderiam invadir a casa dos mais fracos para pegar seus pertences, pois não existiriam leis de propriedade.

De alguma forma, as ideias do russo Mikhail Bakunin teriam esse tipo de resultado. Bakunin viveu no século 19 e desenvolveu a teoria política conhecida como “anarquismo”, palavra de origem grega que quer dizer ausência de poder.

Muitas pessoas tentaram implantar o anarquismo no mundo, mas ninguém obteve sucesso. O motivo é muito simples: para que haja ordem e liberdade reais, é necessário que existam regras que sirvam como parâmetro social de convivência; do contrário, é impossível viver em sociedade.

Você já deve ter percebido que uma sociedade sem leis, em vez de livre, seria, na verdade, um caos. Nós apenas somos livres para ter um celular, por exemplo, porque existe uma lei que me garante o direito de tê-lo. Sem essa lei, minha liberdade seria inexistente. Para haver liberdade real, as regras são necessárias.

O mandamento é lâmpada que ilumina o caminho. Davi escreveu: “A Tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Salmo 119:105). Ele acrescenta: “Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos” (Salmo 19:8).

Essa é a ideia central do provérbio de hoje. A existência dos mandamentos de Deus proporciona a oportunidade de termos clareza sobre o que é certo e errado e sobre as consequências boas e ruins de nossas decisões. Algumas pessoas estão caminhando no escuro e pensam que estão na luz.

A lei de Deus não é um muro que tira a nossa liberdade; ela é uma cerca que nos protege do mal. Se a nossa conduta estiver fundamentada nesse pensamento, a Bíblia nos garante que seremos felizes. Ao contrário do que o diabo quer nos convencer, seremos verdadeiramente livres.

Das muitas bênçãos que o Céu nos dá, a lei é uma delas. Por isso, hoje é dia de orar agradecendo a Deus por Sua lei, fazendo o mesmo voto que o rei Davi fez: “Obedecerei constantemente à Tua lei, para todo o sempre” (Salmo 119:44).


Domingo – 29 de abril

Tudo ou nada

Quando você andar, eles o guiarão; quando dormir, o estarão protegendo; quando acordar, falarão com você. Provérbios 6:22

Algumas coisas na vida pedem uma posição absoluta, ou seja, não admitem parcialidade. Por exemplo, não é possível estar parcialmente grávida. Também não é possível estar quase casado, assim como não se pode estar quase vivo. Na vida espiritual, também existe essa impossibilidade. Quem está quase salvo está completamente perdido.

O provérbio de hoje nos aponta a situação de quem aceitou os ensinamentos de Deus, aplicados em sua vida pelos pais. Essas lições alcançarão todos os momentos do dia: enquanto trabalha, dorme e acorda. A ideia de Deus é que os preceitos divinos acompanhem o cristão em todas as horas e ambientes. Não existe uma entrega a Deus que não inclua todos os aspectos da vida. Com o Senhor é tudo ou nada.

Ao mencionar a expressão “eles o guiarão”, Salomão usa uma figura muito apreciada por seu pai, Davi. “Guiar” se refere ao trabalho do pastor de ovelhas que conduz os animais indefesos por caminhos distantes de perigo. Assim também acontecerá conosco.

Quando colocarmos os ensinos bíblicos como os princípios de vida, seremos guiados por caminhos seguros, nos quais cumpriremos a vontade de Deus para nós. O problema acontece quando queremos separar a vida secular da vida religiosa.

Para o verdadeiro cristão, tudo é religioso. O seu trabalho deve louvar a Deus. Suas atitudes como aluno devem exaltar o nome do Altíssimo. Seu namoro deve ser uma honra ao Céu. A prática de esportes precisa fazer as pessoas lembrarem-se de Deus. Absolutamente tudo deve ser usado para a glória de Deus. Foi isso que Jesus quis dizer quando falou: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37, ARC).

Quando Zaqueu, por exemplo, entregou a vida a Jesus, todos os aspectos de sua existência mudaram. Antes, ele era mesquinho e ladrão, mas a conversão o tornou justo e honesto.

Se permitirmos que os princípios bíblicos sejam tudo em nossa vida, o provérbio de hoje se cumprirá em nós. Seremos guiados, protegidos e alertados pela Palavra de Deus. O resultado disso será uma existência segura e teremos felicidade real. Se Jesus for tudo para você, sua vida será tudo de bom, e nada tirará sua salvação.


Sábado – 28 de abril

Vigilância 24 horas

Meu filho, obedeça aos mandamentos de seu pai e não abandone o ensino de sua mãe. Amarre-os sempre junto ao coração; ate-os ao redor do pescoço. Provérbios 6:20, 21

Uma notícia que tem ficado cada vez mais frequente nos jornais é a de agências bancárias atacadas por bandidos no período da noite. Em geral, eles arrombam as vidraças e estouram os caixas eletrônicos com dinamites. Um fator que facilita essas ações é a inexistência de vigilantes no período noturno.

Recentemente, o sindicato dos bancários do Rio Grande do Sul enviou uma proposta para sua entidade de representação nacional, solicitando que a vigilância bancária passasse a ser 24 horas por dia. Segundo o sindicato, isso dificultaria a ação dos marginais e preservaria o patrimônio financeiro dos bancos.

Assim como as agências bancárias, na vida espiritual o “ladrão de almas” também gosta de atacar quando o cristão está sem vigilância. Ele fica à espreita e, quando percebe que a vida do cristão, está desprotegida, ele entra e rouba. No provérbio de hoje, Salomão está falando de vigilância 24 horas contra o mal. E ele ilustra essa lição de duas formas.

Em primeiro lugar, os ensinos dos pais, representantes de Deus, devem ser memorizados no “coração”, ou seja, guardados na mente, de forma que possam sempre ser lembrados quando necessário. Em um momento de tentação, caso existam bons princípios gravados na mente, o Espírito Santo os trará à lembrança como defesa contra o pecado.

Em segundo lugar, as lições devem ser atadas ao pescoço, ou seja, os ensinos divinos passados pelos pais servem de proteção contra as decisões ruins e contra as tentações. Seria uma espécie de corrente protetora ao redor do corpo, de tal forma que, assim, o cristão estaria guardado do mal.

Como fazemos essa vigilância na prática? Jesus deu uma dica: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Vigiar tem a ver com a nossa preparação espiritual. Quanto mais fortes estivermos espiritualmente, menos seremos vítimas das armadilhas de Satanás. Portanto, a oração e o estudo da Bíblia devem fazer parte da rotina de todos aqueles que desejam vencer o mal.

A sua “agência bancária espiritual” precisa estar com vigilância 24 horas contra as investidas do maior ladrão que já existiu. Faça a sua parte, e Jesus enviará anjos para guardar sua vida para sempre.


Sexta-feira – 27 de abril

Promotores de intrigas

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] aquele que provoca discórdia entre irmãos. Provérbios 6:16, 19

Chegamos ao fim da lista dos sete pecados que Deus odeia. Nunca será demais relembrar que essa lista não é exaustiva, ou seja, Ele também Se desagrada dos outros pecados. Em último lugar na relação de Salomão, mas não menos ofensivo, está o ato de causar discórdia entre as pessoas. O filósofo francês Pierre Lecomte disse que “a origem de todas as guerras, a fonte de todos os males está em nós”. No que se refere às intrigas entre as pessoas, o filósofo está coberto de razão. Os motivos que levam às contendas nascem no ser humano.

É verdade que os desentendimentos são comuns na vida. O provérbio de hoje não lança uma condenação sobre os mal-entendidos corriqueiros, mas sobre pes­soas que sentem prazer em provocar discórdia. São indivíduos que vivem para causar intrigas entre outras pessoas.

Para os desentendimentos corriqueiros da existência humana, Jesus deixou uma orientação, não uma condenação. Ele disse: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão” (Mateus 18:15). Esse é o melhor método de resolver problemas entre irmãos. O problema divino é contra os promotores de intrigas. Definitivamente, Deus odeia isso.

Foi assim que o inimigo causou um racha no Céu. Plantando discórdia entre os anjos e Deus, ele arrastou a terça parte das queridas criaturas celestiais. É especialidade de Satanás plantar intrigas, e todos aqueles que têm comportamento semelhante estão trabalhando com ele.

Em contraste, uma característica comum a todos os convertidos é a promoção do amor fraternal. O apóstolo João escreveu: “Agora que vocês purificaram as suas vidas pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração” (1 Pedro 1:22).

Os seres humanos foram criados para viver em harmonia entre si. Essa é uma verdade tão importante que Davi dedicou um salmo inteiro ao bom relacionamento entre os irmãos. Ele disse: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes” (Salmo 133:1, 2).

Se você tiver que interferir no relacionamento de outras pessoas, faça isso para promover a paz e o amor. Assim, Deus ficará feliz.


Quinta-feira – 26 de abril

Testemunha falsa

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] a testemunha falsa que espalha mentiras […]. Provérbios 6:16, 19

Durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, um fato envolvendo nadadores estadunidenses ganhou notoriedade na mídia. O acontecido não se relaciona a algum recorde mundial dentro das piscinas. Tudo ocorreu bem longe das raias sem resultar em orgulho algum para os participantes.

Em uma das noites, durante o período dos jogos olímpicos, os nadadores saíram para farrear e, embriagados, pararam em um posto de gasolina para usar o banheiro. Uma confusão aconteceu, e eles acabaram na delegacia de polícia, denunciando que haviam sido assaltados. Rapidamente a mídia mundial noticiou o suposto roubo e começou a criticar a segurança pública do Brasil.

Poucos dias depois, ao ouvir testemunhas, a polícia chegou à versão verdadeira da história. Os nadadores estavam bêbados e quebraram objetos do banheiro do posto. Foram contidos pelos seguranças e tiveram que pagar o prejuízo causado. Para esconder essa versão, eles mentiram para as autoridades.

Por causa de sua mentira no processo, eles foram indiciados pelas leis do país. Mentir às autoridades é crime, e Deus considera a mentira como um pecado odioso.

O cenário por trás do provérbio de hoje é de um tribunal e de uma testemunha que, sem motivo, mente para prejudicar alguém. Esse é um pecador diferente daquele que mente para ganhar alguma vantagem. Davi sentiu isso na pele. Ele escreveu: “Não me entregues ao capricho dos meus adversários, pois testemunhas falsas se levantam contra mim, respirando violência” (Salmo 27:12). Esse pecado quebra o nono mandamento da lei de Deus, que diz: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16, ARA).

O Criador odeia a testemunha falsa porque essa ação é um traço da imagem de Satanás no homem. O homem foi criado para refletir apenas a imagem de Deus; porém, com a entrada do pecado, aspectos da personalidade diabólica foram sendo colocados nos seres humanos. Satanás foi uma testemunha falsa desde que se rebelou contra a divindade, e ele imprime essa característica naqueles que permitem.

Deus tem um conselho a respeito desse assunto. Por meio do profeta Zacarias, Ele diz: “Eis o que devem fazer: Falem somente a verdade uns com os outros, e julguem retamente em seus tribunais” (Zacarias 8:16). Deus é justo e verdadeiro e espera que Seus filhos também sejam testemunhas verdadeiras do evangelho.


Quarta-feira – 25 de abril

Calos de pecado

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […]pés que se apressam para fazer o mal […]. Provérbios 6:16, 18

Aqueles que gostam de frequentar academias de musculação estão acostumados com uma situação. Nos primeiros dias, as mãos são bastante sensíveis ao contato com as barras de ferro. Às vezes, até ficam feridas devido ao atrito com o metal. Mas, depois de algum tempo praticando os exercícios, calos vão se formando até chegar ao ponto de não haver mais nenhum tipo de prejuízo para as mãos.

Os calos se formam de tanto insistirmos em repetir a atividade. Com a mente acontece algo semelhante. O apóstolo Paulo falou sobre isso a Timóteo: “Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada” (1 Timóteo 4:2). Esses homens aos quais o apóstolo se referia criaram “calos” na mente de tanto repetir pecados.

Assim são aqueles que cometem a abominação contra Deus exposta no provérbio de hoje. Como vimos ontem, essa propensão para o mal, nasce no coração; mas, quando alimentada, expressa-se pelo corpo.

Os pés são usados nesse versículo como um símbolo de um corpo em movimento. Perceba que os pés não caminham; eles correm, o que indica uma ansiedade para fazer o mal. Essas são as pessoas que decidiram amar o pecado. Esses indivíduos não lutam contra a tentação por um tempo para depois cederem e cometerem os atos maus. Eles partem direto para a iniquidade, sem peso na consciência.

Para chegar a ter “calos de pecado” na mente, a pessoa deu alguns passos. Em primeiro lugar, deu margem para o inimigo entrar em sua vida. Isso pode ser feito por meio de filmes, músicas, livros, amizades e festas contrários ao Céu. Em seguida, o mal começou a se tornar familiar. Coisas que antes eram estranhas, passaram a ser corriqueiras. Finalmente, a mente começou a criar um “calo” para o mal, não tendo mais peso ao pecar.

Deus odeia essa atitude de gostar de praticar o mal porque não foi para isso que Ele nos criou. O ser humano foi formado para se relacionar pacificamente com o Senhor, com o próximo, consigo mesmo e com a natureza. O pecado, no entanto, perverteu esses quatro níveis de relacionamento. Isso ofende com profundidade o coração de Deus.

Para fugir dessa situação é preciso que estejamos em constante comunhão com o Pai, estudando a Bíblia e orando com fé. Assim, nossa “pele espiritual” será sensível às coisas de Deus.


Terça-feira – 24 de abril

Aparências

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […]coração que traça planos perversos […]. Provérbios 6:16, 18

Imagine que você acordou hoje com muita vontade de comer uma maçã. Vai até a fruteira e, para sua decepção, não encontra nenhuma fruta. Porém, seu coração se anima quando lembra que a poucos metros da sua casa tem uma frutaria que vende lindas e grandes maçãs. Apressadamente, pega o dinheiro e vai em busca da “fruta perfeita”.

Ao chegar à frutaria, você logo observa uma maçã linda, vermelha e brilhante. Com água na boca, paga o valor correspondente e corre para casa. Sentado à mesa na cozinha, você parte o fruto ao meio e… seu semblante cai. Por dentro, está tudo estragado. Não dá para comer. Embora o fruto fosse lindo por fora, estava podre por dentro. Portanto, era uma fruta inútil.

Assim como uma maçã linda por fora e podre por dentro perde a razão de existir, não adianta um cristão ser bonito por fora e podre por dentro. Segundo Salomão, essa é uma das coisas que Deus odeia. Algumas pessoas têm uma aparência de cristianismo, mas por dentro estão apodrecidas pelos pensamentos perversos.

Aconselhando o jovem Timóteo, o apóstolo Paulo falou sobre essa classe de pessoas: “Pois muitos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais e não terão respeito pela religião. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem. […] Amarão mais os prazeres do que a Deus; […] fique longe dessa gente!” (2 Timóteo 3:1-5, NTLH).

Jesus condenou veementemente pessoas assim: “Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão“ (Mateus 23:27, NTLH).

Devemos cuidar para não sermos cristãos apenas de aparência. O homem corrupto é corrupto de dentro para fora, pois primeiro o pecado passa pela mente, cresce no coração e só depois aparece nas ações.

Se permitirmos que o Espírito Santo habite em nosso coração, poderemos ser genuínos cristãos por dentro e por fora. Oremos para que o nosso interior e exterior sejam purificados pelo sangue de Jesus. Assim, não causaremos surpresas ruins ao “dividirmos” nossa vida com outras pessoas.


Segunda-feira – 23 de abril

Violência

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] mãos que derramam sangue inocente. Provérbios 6:16, 17

O jornal O Globo divulgou uma pesquisa assustadora sobre a violência no Brasil. Um trecho da matéria publicada em 2016 dizia: “O Brasil atingiu a marca recorde de 59.627 mil homicídios em 2014, uma alta de 21,9% em comparação aos 48.909 óbitos registrados em 2003. A média de 29,1 para cada grupo de 100 mil habitantes também é a maior já registrada na história do país, e representa uma alta de 10% em comparação à média de 26,5 registrada em 2004.”

Certamente, muito sangue inocente foi derramado para que essas estatísticas estarrecedoras pudessem aparecer dessa forma. Mas a violência não é uma característica apenas da atualidade. Desde a entrada do pecado, a maldade tem acompanhado a humanidade. Por isso, Salomão escreveu o provérbio de hoje. Ele deixa claro que Deus odeia todas as formas de violência.

A expressão “derramar sangue inocente” abrange muito mais do que o ato de matar alguém. Incorre nesse pecado quem humilha, engana, despreza e violenta qualquer um dos filhos de Deus. As injustiças sociais ofendem o coração do Pai.

Pouco antes de Babilônia invadir Judá e destruir Jerusalém, levando parte dos habitantes para a capital do império, Deus fez uma advertência contra a violência entre os homens: “Ele me disse: ‘Você viu isso, filho do homem? Será algo corriqueiro para a nação de Judá essas práticas repugnantes? Deverão também encher a terra de violência e continuamente Me provocar a ira? E veja! Eles estão pondo o ramo perto do nariz!’” (Ezequiel 8:17).

Esse foi um dos motivos que levaram o Senhor a permitir a invasão dos babilônios. Ele disse: “Por isso com ira Eu os tratarei; não olharei com piedade para eles nem os pouparei. Mesmo que gritem aos Meus ouvidos, não os ouvirei” (Ezequiel 8:18).

Deus espera que Seus filhos cuidem dos mais vulneráveis. Na escola, na igreja, na rua, os verdadeiros cristãos estarão sempre defendendo os inocentes. Praticar a violência com ação ou omissão não é uma atitude que alegra o coração do Pai. Os cristãos devem ter amor e cuidado com o próximo.

A violência do pecado não poupou nem a Deus. O maior inocente da humanidade morreu violentamente em nosso lugar. Mas a violência que Jesus sofreu no Calvário nos habilita a sermos mansos e justos como Ele é. Por isso, ore para que a violência não seja uma realidade em seus atos e palavras. Deus ficará feliz com isso.


Livrando-se da Mentira- 22 de Abril 2018

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] língua mentirosa […]. Provérbios 6:16, 17

Cientistas americanos fizeram um experimento para estudar a reação das pessoas ao mentir. Eles separaram um grupo de estudantes de enfermagem e pediram que falassem verdades e mentiras sobre os filmes que seriam apresentados às pessoas. Os estudiosos perceberam algumas reações comuns a todos os ouvintes na hora da mentira.

A primeira reação era esconder as mãos nos bolsos ou para trás. A explicação dos psicólogos é que, quando falamos, nossos gestos reforçam o que dizemos, e o mentiroso, mesmo que inconscientemente, não quer que seu corpo reforce a mentira. A segunda reação foi tocar de forma excessiva no rosto, especialmente na boca, o que seria uma vontade interna de amordaçar-se para não falar inverdades. Finalmente, os estudantes ficavam muito agitados na cadeira, o que indicava uma reação de conflito interno por conta da situação.

A conclusão do estudo foi que mentir não é natural para o ser humano. Mesmo aqueles que mentem conscientemente têm algum tipo de reação negativa em seu corpo. Os estudantes da Bíblia já sabiam disso. Deus não nos criou para a mentira. Como vimos ontem, ela interrompeu os planos perfeitos do Céu.

A forma mais eficiente de fugir desse mal é sendo um “filho da verdade”. Jesus apresentou essa verdade quando esteve na Terra. Ele, repreendendo um grupo de mentirosos, disse: “Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).

Quando usamos a mentira, aderimos à influência do inimigo e negamos a liderança de Deus em nossa vida. Foi o que aconteceu no Éden: “Eva creu realmente nas palavras de Satanás, mas a sua crença não a salvou da pena do pecado. Descreu das palavras de Deus, e isto foi o que a levou à queda. No juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a oportunidade de aprender o que é a verdade” (Patriarcas e Profetas, p. 55).

Para se filiar a Deus basta abrir o coração e entregar-se por completo a Ele. Nosso Deus é o Pai da verdade, e o diabo, seu inimigo, é o pai da mentira. Portanto, entregue a vida por completo ao Senhor e seja filho do Pai certo.


Língua Mentirosa – 21 de Abril 2018

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: […] língua mentirosa […]. Provérbios 6:16, 17.

Há alguns dias meu filho, de dois anos, esteve doente. Embora ele ainda não consiga expressar seus sentimentos com palavras, era perceptível que seu corpo estava dolorido, assim como a garganta que, segundo o médico, estava bem inflamada. Eu e minha esposa tínhamos um sentimento em comum: preferiríamos que aquela doença estivesse em nós.

Em geral, os pais são assim. Quando um filho sofre, eles sofrem também. Com Deus não é diferente, e Satanás sabe disso. Para fazer o Senhor sofrer, o inimigo faz de tudo para atingir Seus filhos.

A primeira arma do diabo contra os filhos do Pai celestial foi a mentira. Ela foi a artimanha usada por Satanás para enganar os anjos no Céu e os primeiros humanos; ele ainda continua usando esse artifício.

Após se rebelar contra Deus, o antigo querubim da guarda começou um trabalho de convencimento dos anjos a respeito do governo de Deus. Ele lançou mentiras sobre o caráter divino dizendo que o Senhor era um ditador e que não havia amor em Seu reino. Ele conseguiu convencer, por meio da mentira, uma grande parte dos anjos de que valeria a pena se rebelar contra o governo celestial. Assim, um terço dos anjos de Deus foi retirado da presença do Pai, causando grande sofrimento ao Criador.

Essa mesma tática foi usada na primeira mentira da Terra. Satanás lançou dúvidas sobre as intenções de Deus em relação ao primeiro casal. Toda a humanidade deveria viver em um planeta perfeito. Não haveria mortes, doenças, separações e todas as outras coisas ruins que presenciamos hoje. No entanto, uma mentira contada pelo inimigo privou a humanidade dos benefícios que Deus havia planejado para ela.

Ellen White escreveu que Adão e Eva “foram informados de que teriam que perder seu lar edênico. Tinham cedido aos enganos de Satanás e crido em suas palavras de que Deus mentira. Pela sua transgressão, tinham aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles, e não era seguro permanecer no jardim do Éden, pois em seu estado pecaminoso poderiam ter acesso à árvore da vida e perpetuar uma vida de pecados” (História da Redenção, p. 40, 41).

A mentira privou os filhos do Pai celestial de desfrutarem um Universo perfeito. Isso feriu Seu coração de Pai. Por isso, o Senhor odeia a mentira. Se você quiser alegrar o Céu, faça da verdade seu estilo de vida.


Sexta-feira
20 de abril
 

Como se livrar do orgulho

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: olhos altivos […]. Provérbios 6:16, 17

A Bíblia sempre indica soluções para o problema do pecado. Hoje, apresentarei dicas inspiradas para evitar que o orgulho tome conta da vida. Em primeiro lugar, saiba exatamente quem você é. O apóstolo Paulo escreveu: “Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu” (Romanos 12:3). Saber quem somos e quem não somos é um antídoto contra os olhos altivos.

Em segundo lugar, você deve tratar os outros com igualdade. O convite bíblico nos diz que devemos amar o próximo como a nós mesmos (Marcos 12:33). Perceba que os nossos irmãos não estão nem acima nem abaixo de nós. Somos iguais.

Um dos pontos fracos do orgulhoso é querer sempre ser glorificado pelo que faz. A Bíblia nos ajuda com esse ponto também: “Contudo, quem se gloriar, glorie-se no Senhor, pois não é aprovado quem a si mesmo se recomenda, mas aquele a quem o Senhor recomenda” (2 Coríntios 10:17, 18).

A quarta dica inspirada para fugir do orgulho é se colocar em uma posição humilde. As Escrituras atestam: “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:12). O apóstolo Pedro completa esse pensamento nos dizendo qual a atitude mais acertada para um cristão: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte” (1 Pedro 5:6, ARC).

A humildade, que é o contrário do orgulho, não é encontrada naturalmente em nós. Porém, a Bíblia nos apresenta a fonte inesgotável dessa virtude, da qual podemos nos alimentar sempre que precisarmos. Somente a comunhão com Deus nos fará pessoas humildes. O próprio Jesus nos aconselhou: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde” (Mateus 11:29, ARC).

Embora tivesse todas as honras possíveis no Céu, o Mestre Se fez homem. Nasceu de forma humilde, viveu com simplicidade, nunca rebaixou pessoa alguma, sempre tratou a todos com respeito, jamais promoveu a exaltação própria.

O ódio de Deus contra os olhos altivos é perfeitamente entendido porque esse mal tirará muitos de Seus filhos do Céu. Por isso, devemos fugir do orgulho. Mas isso só será possível se mantivermos comunhão com Cristo. Apenas Nele está a fonte da verdadeira humildade. Portanto, ligue-se a Ele hoje e a cada dia de sua vida.


Quinta-feira
19 de abril

 

Deus odeia o orgulho

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta: olhos altivos […]. Provérbios 6:16, 17

Na lista de Salomão das coisas que Deus odeia, o orgulho aparece em primeiro lugar. A pergunta natural diante desse fato é: Por que Deus odeia tanto o orgulho? O resumo da resposta é: porque esse sentimento faz o Senhor Se lembrar da origem do mal.

Lúcifer foi o primeiro orgulhoso do Universo. A Bíblia descreve o que aconteceu em seu coração: “Você era o modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza. Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam. […] Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso Eu o designei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. […] Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso Eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis” (Ezequiel 28:12-17).

Todos os anjos olhavam para Lúcifer e o admiravam. Porém, sua beleza física, inteligência, posição social e conduta moral o fizeram começar a pensar sobre si mais do que deveria. A vida do principal anjo do Céu começou a ficar centralizada no eu. Perceba como o profeta Isaías o descreve: “Você que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo’” (Isaías 14:13, 14). Nesse texto, existem cinco referências à palavra “eu” no discurso de Lúcifer.

O orgulho nos afasta de Deus. Satanás e seus seguidores foram expulsos do Céu devido aos pecados cometidos. Assim também, todos os orgulhosos que não se arrependerem do mal serão excluídos do reino celestial. O profeta Isaías nos mostra a atitude de Deus em relação ao orgulhoso: “A arrogância dos homens será abatida, e o seu orgulho será humilhado. Somente o Senhor será exaltado naquele dia” (Isaías 2:17).

Uma pessoa orgulhosa quer que a sua imagem seja exaltada sempre; porém, ela não percebe que, quanto mais se aprofunda no orgulho, mais se parece com o inimigo de Deus. Devemos nos policiar a cada dia para não cometermos esse pecado. O ideal é odiá-lo tanto quanto Deus odeia. Não alimente o orgulho no coração. Ore hoje para que Deus purifique sua vida desse mal. Permita-se ser transformado à semelhança de Jesus, que é manso e humilde de coração.


Quarta-feira
18 de abril
 

Deus odeia o pecado

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta. Provérbios 6:16

Uma pesquisa inglesa conseguiu mapear o ódio no cérebro das pessoas. O estudo verificou a atividade cerebral de dezenas de homens e mulheres enquanto elas viam fotos de desafetos e de pessoas que amavam. Percebeu-se que, quando alguém tem reações de ódio, o cérebro ativa áreas de ações físicas, como se o corpo se preparasse para atacar ou se defender.

O texto de hoje fala sobre o ódio de Deus. Essa passagem é classificada como “provérbio numérico”. Possivelmente, o estilo em que foi escrito fosse uma forma didática usada nas escolas da época. O número não é a parte mais importante do provérbio, mas um recurso de apreensão da atenção do leitor. Não quer dizer que Deus odeia apenas essas sete coisas, mas que elas são especialmente ofensivas ao Céu.

Quando a Bíblia diz que há coisas que Deus odeia, ela está se referindo a características que são contrárias ao caráter divino. O ódio de Deus não é um sentimento descontrolado como acontece com os humanos, mas uma aversão de Sua natureza perfeita às ações que se opõem à Sua essência.

O pecado é completamente incompatível com a santidade de Deus. O apóstolo João escreveu em sua primeira carta: “Esta é a mensagem que Dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; Nele não há treva alguma” (1 João 1:5). É por isso que os pecadores que amam o pecado serão retirados da presença do Eterno.

Em nossa vida, as duas coisas também não podem conviver. Pecados acariciados e santidade são incompatíveis. O apóstolo João continua esclarecendo o assunto: “Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 João 1:6).

Como Deus faz, precisamos dirigir nosso ódio contra o pecado. Sem esquecer de amar os pecadores, devemos rejeitar qualquer vestígio de mal que queira dominar nossa vida. Enquanto estivermos na Terra, teremos que lidar com a natureza pecaminosa e nossas tendências particulares para o mal. Esse fato, no entanto, não é motivo para nos conformarmos com o pecado. Devemos odiá-lo cada dia mais.

A primeira promessa de Deus após a queda do homem foi: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela” (Gênesis 3:15). É a graça que nos faz odiar o mal e amar o bem. Peça ao Senhor que o ajude a odiar o pecado e a viver uma vida vitoriosa contra a tentação, até que Jesus volte e restaure tudo.


Terça-feira
17 de abril
 

Destruição repentina

Por isso a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente. Provérbios 6:15

Uma das mais conhecidas catástrofes mundiais envolvendo vulcões foi a erupção do Vesúvio, no ano 79 d.C. As cidades de Pompeia e Herculano foram completamente destruídas pelo calor da fumaça e da lava emitidas do centro do vulcão.

Estudos apontam que o Vesúvio entrou em atividade, soltando pequenas quantidades de fumaça, dois dias antes da destruição total das cidades. Ao que tudo indica, as pessoas que morreram foram as que não quiseram sair das cidades quando o vulcão deu os primeiros avisos de que entraria em atividade intensa. Isso me faz pensar no sujeito do provérbio de hoje. Por suas escolhas ruins, ele será abatido.

Ao se afastarem de Deus, os antediluvianos permitiram que o inimigo do bem se apoderasse de seus pensamentos. Mesmo avisados por 120 anos da chegada do juízo de Deus, muitos não se arrependeram dos maus caminhos.

Ellen White faz uma descrição dramática da situação daquelas pessoas: “Deus outorgara a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. Empregaram o ouro e a prata, as pedras preciosas e as madeiras finas, na construção de habitações para si, e se esforçaram por sobrepujar uns aos outros no embelezamento de suas moradas, com a mais destra mão de obra. Procuravam tão somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar Sua existência. Adoravam a natureza em lugar do Deus da natureza” (Patriarcas e Profetas, p. 90, 91).

A destruição chegou para todas essas pessoas de maneira repentina, devido à falta de atenção aos avisos divinos. Quando quiseram escapar da morte, já era tarde demais. Deus nunca envia juízo contra os humanos sem avisar antes.

Embora não devamos entregar a vida a Jesus por medo da destruição, não devemos, igualmente, perder de vista as consequências que serão sofridas por aqueles que decidirem não aceitar a salvação. As chamas que consumirão todas as cidades da Terra só queimarão aqueles que rejeitarem as advertências divinas e negarem o convite da salvação. Por isso, fique atento aos sinais de amor que Deus tem enviado e escolha agora estar livre da destruição repentina.


Segunda-feira
16 de abril
 

Inteligência para o bem

Tem no coração o propósito de enganar; planeja sempre o mal e semeia discórdia. Provérbios 6:14

“Se ele usasse essa inteligência para o bem, seria um grande profissional.” O autor dessa frase referia-se ao homem que projetou o túnel usado para o assalto do Banco Central, em agosto de 2005, na cidade de Fortaleza. A ação foi tão impressionante que virou filme. Empilhado, o dinheiro roubado chegaria a uma altura de 33 metros.

Meses antes, uma casa havia sido alugada do outro lado da rua, de frente para o banco. Por semanas, os bandidos cavaram um túnel que saía de dentro da casa e alcançava diretamente o chão do cofre. Quando li sobre tudo isso, tive que concordar com o autor da frase que introduz este texto. O projetista é muito inteligente; pena que usou sua capacidade intelectual para o mal.

O provérbio de hoje também fala a respeito de alguém que usa a capacidade intelectual para o mal. Essa é a marca do perverso. Ele não se contenta em ser mal sozinho; quer que outras pessoas também compartilhem de suas maldades.

Essa característica estava presente nas pessoas que desencadearam a primeira destruição global do planeta. Os antediluvianos eram hábeis em planejar coisas ruins. Assim os descreve Moisés: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (Gênesis 6:5).

Sobre essas pessoas, Ellen White comenta que “os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoraram as criaturas de sua própria imaginação; e, como resultado, se tornaram mais e mais desprezíveis” (Patriarcas e Profetas, p. 91). Mesmo vivendo em um ambiente cujas pessoas eram, praticamente, testemunhas do Éden, os pensamentos eram repletos de maquinações diabólicas.

Você não tem ideia do que é capaz de alcançar se concentrar sua capacidade intelectual para aprender coisas úteis, planejar ações solidárias, selecionar bons amigos, buscar crescimento acadêmico, entre outras atitudes positivas.

Passa a usar a mente só para o mal, alguém que deixa de alimentar-se das Escrituras. Se quiser ser diferente do projetista do túnel do Banco Central e das pessoas antediluvianas, deixe Jesus inundar seu coração com Sua Palavra. Assim, sua mente estará cheia de bons pensamentos que trarão crescimento para todos ao seu redor.


Domingo
15 de abril
 

Tatuagem

Pisca o olho, arrasta os pés e faz sinais com os dedos. Provérbios 6:13

O homem mais tatuado do Brasil é um paulista. Ele tem 99% do corpo coberto por tatuagens. Até as solas dos pés estão tatuadas. Porém, como as tatuagens feitas embaixo dos pés estão descascando, o RankBrasil considerou que ainda havia partes “em branco”. No Guinness Book, quem detém o recorde de homem mais tatua­do do mundo é o australiano Lucky Diamond Rich. Ele tem 100% do corpo tatuado, inclusive o interior dos ouvidos e o espaço entre os dedos.

Esses homens usam cada parte do corpo para representar sua paixão por tatua­gens. Nunca será demais reforçar que Deus não apoia essas marcas no corpo. Mas uma coisa é interessante em relação a esses dois homens: eles usam todo o corpo para viver algo em que acreditam.

Quem resiste a se entregar a Jesus acaba usando todo o corpo para o mal. Esse é o caso da pessoa retratada no provérbio de hoje. Seus olhos, pés, dedos e tudo o mais existem para maquinar o mal. Essa é a posição contrária à vontade de Deus para nós. Paulo nos ajuda a estabelecer o padrão verdadeiro. Ele escreveu: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31).

Em outras palavras, o que Deus quer é que usemos tudo que temos e somos para louvar Seu nome. Cada aspecto de nossa vida deve ser motivo para que o nome de Deus seja glorificado.

Nesse sentido, quando estiver em seus momentos de recreação, jogando futebol, andando de skate, ou em alguma outra atividade, você deve estar sempre pensando em glorificar a Deus. De igual forma, os relacionamentos amorosos devem ser caracterizados pela exaltação ao nome de Deus.

Além disso, sua alimentação deve fazer as pessoas se lembrarem positivamente do nome de Deus. Na escola, suas atitudes também devem louvar o Senhor.

Só existe um caminho para que sua vida seja assim: a cruz de Cristo precisa estar “tatuada” em seu coração. Ninguém conseguirá refletir Jesus se não viver como o apóstolo Paulo que dizia “Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Se existisse um “Guinness Book espiritual”, você deveria constar como a pessoa mais preenchida por Jesus. Contudo, esse “título” não precisa ser exclusivo de ninguém. Todos os que querem podem ter Jesus “pintado” na vida. Por isso, escolha hoje ter Jesus 100% gravado em você.


Sábado
14 de abril
 

Víbora

O perverso não tem caráter. Anda de um lado para o outro dizendo coisas maldosas. Provérbios 6:12

“Ela é uma víbora.” Essa é a expressão geralmente usada para uma pessoa que gosta de falar mal da vida alheia. Mais do que isso, pessoas assim costumam destruir o outro com palavras. Víbora é uma palavra genérica para as mais de 180 espécies diferentes de cobras venenosas e se tornou o apelido daqueles que usam a boca para acabar com o semelhante. Segundo a Bíblia, uma das principais marcas de uma pessoa que está longe de Deus é seu descontrole em relação à língua.

No provérbio de hoje, a palavra “perverso” tem, também, o sentido de encrenqueiro. Essas pessoas sentem prazer em plantar discórdia. Para isso, uma das principais armas desses indivíduos é a língua. O caminho do ímpio é marcado por perversidade nas palavras.

Observe esse conselho divino ao povo de Israel: “Se vocês ouvirem dizer que numa das cidades que o Senhor, o seu Deus, lhes dá para nelas morarem, surgiram homens perversos e desviaram os seus habitantes, dizendo: ‘Vamos adorar outros deuses!’, deuses que vocês não conhecem, vocês deverão verificar e investigar. Se for verdade e ficar comprovado que se praticou esse ato detestável entre vocês, matem ao fio da espada todos os que viverem naquela cidade” (Deuteronômio 13:12-15). A dureza dessas recomendações nos mostra o quanto uma pessoa ofende a Deus quando prejudica seus semelhantes com sua influência. O salmista descreve esse tipo de gente da seguinte forma: “Sua boca está cheia de maldições, mentiras e ameaças; violência e maldade estão em sua língua” (Salmo 10:7).

O apóstolo Tiago faz uma ligação muito íntima entre o controle da vida em geral e da língua: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tiago 3:2). O contrário também é verdadeiro.

A morte de Jesus na cruz do Calvário foi suficiente para dar, a todos que quiserem, a força para vencer todas as inclinações ruins, inclusive a de envenenar ambientes e pessoas com a língua. Ninguém nasceu predestinado a ser uma “víbora”. O veneno nas palavras é inversamente proporcional à ligação com Deus. Quanto mais você for de Cristo, menos afetará as pessoas negativamente com o que sai de sua boca. Seja Dele hoje e todos os dias da sua vida. Assim, sua boca só proferirá bênçãos.


Sexta-feira
13 de abril
 

Surpresa!

Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe virá como um homem armado. Provérbios 6:10, 11

Um amigo estava fazendo aniversário e me pediram para enrolá-lo um pouco até que estivesse tudo pronto para a festa surpresa na casa dele. Não sou muito bom com essas coisas. Tentei, mas o aniversariante logo desconfiou que havia algo a mais em minha demora. Para “solucionar” o problema, fiz o seguinte: contei tudo a ele e pedi que fizesse “cara de surpresa”. Quando chegamos à festa, ele contou o que eu tinha feito. Quase fui expulso.

Naquele dia, não houve surpresa, mas o provérbio de hoje nos diz que haverá surpresa na casa do preguiçoso. A necessidade chegará sem avisar e será algo difícil de se livrar. Pura consequência das horas de sono sem necessidade.

Apesar de estar cavando sua ruína financeira e profissional, o preguiçoso pensa que está bem. Quando a pobreza chegar, ele ficará tão surpreso quanto ficaria se um ladrão invadisse sua casa. Porém, apenas o preguiçoso ficará surpreso, pois todos os que acompanharam as suas atitudes já previam que isso aconteceria.

O preguiçoso tem a impressão de que no final tudo dará certo. Ele pensa que o dinheiro cairá do céu e as conquistas virão prontas pelo correio. Quando ele se deparar com o fracasso, vai se assustar. Mas qualquer pessoa que observasse suas horas intermináveis de ócio, já anteveria este final.

Um aluno que passa o ano todo sem fazer atividades de fixação dos conteúdos e que não tira tempo para estudar diariamente, gastando esse tempo com diversões fúteis, pode até ter esperança de passar de ano, mas esse não é o resultado mais lógico para ele. Outro exemplo: Uma pessoa que faz um trabalho desleixado, chega atrasada e enrola pode até ter esperança de uma promoção na empresa, mas dificilmente será premiada com o crescimento profissional.

Há muita verdade no ditado popular que diz: “Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário.” Se quiser ser alguém de destaque na vida, você precisa espantar a preguiça. Assim, você vai evitar surpresas desagradáveis.


Quinta-feira
12 de abril
 

Sem desperdício

Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono? Provérbios 6:9

Deixe um pedaço de bolo ou caroços de feijão pelo chão e, em pouco tempo, um grupo de formigas estará em ação para levar a comida para o ninho. Em uma fileira muito organizada, cada uma delas fará a sua parte para completar o trabalho. Elas não desperdiçam nada; nem o tempo.

Ao contrário das formigas, o preguiçoso desperdiça horas deitado, sem se dar conta de que uma das coisas que nunca recuperaremos é o tempo perdido. Enquanto a vida passa e as oportunidades vão se esvaindo, a pessoa que cultiva a preguiça dorme, para acordar em uma altura da existência na qual será muito difícil tirar o atraso.

Um pensador disse: “Só existem dois dias no ano nos quais nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã; portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”

A lição do formigueiro hoje é: aproveite bem cada minuto da sua vida. Se você perguntar a um idoso sobre o tempo, ele dirá que a vida passa rápido demais. Isso é verdade. Os momentos em que você está na escola precisam ser aproveitados ou o tempo passará, e você terá perdido a oportunidade de se preparar para as etapas seguintes.

Se você perguntar a qualquer jovem sobre seus sonhos para o futuro, ouvirá sobre planos de cursar uma faculdade e ter um bom trabalho e uma vida financeira estável. Porém, alguns desses sonhadores desperdiçam tempo precioso com jogos eletrônicos e outros ladrões de tempo.

Algumas atitudes são importantes para quem não quer perder tempo. Tenha uma agenda e anote seus compromissos. Liste de maneira detalhada a hora de acordar, de se divertir, de estudar, de comer, de acessar as redes sociais, etc. Procure tirar o máximo proveito de seu dia.

O tempo é um dom precioso que Deus nos dá. Todos têm as mesmas 24 horas por dia, mas alguns administram esse tempo de maneira mais eficiente. Seja como as formigas; não desperdice nada, muito menos o tempo.


Quarta-feira
11 de abril
 

Trabalhe!

E ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Provérbios 6:8

Alguém disse em tom de gracejo: “Quem inventou o trabalho não tinha nada para fazer.” Embora essa seja uma frase humorística, existe muita gente que pensa assim e considera o trabalho uma maldição decorrente do pecado. Essas pessoas alegam que, em um mundo perfeito, o trabalho não existiria.

Esse é um pensamento equivocado. O trabalho foi criado por Deus. Antes do pecado, o Criador deu várias funções de trabalho para o casal. Adão trabalhou dando nome aos animais, e o casal deveria cuidar do jardim. Não existia ociosidade no Éden.

As formigas nos ensinam sobre a importância do trabalho. Elas têm um propósito bem definido: acumular recursos para o futuro, e o fazem sem se preocupar se as outras reconhecerão seu esforço. O que querem é alcançar o objetivo traçado. Mesmo quando a situação fica adversa, esses insetos enfrentam as dificuldades e continuam a atividade produtiva.

Eurico Santos descreveu como uma das espécies de formigas age em uma situação adversa: “As formigas-de-fogo se aninham em quase toda espécie de lugar e são extremamente prolíficas. Nem as inundações as podem deter […]; se tem noticiado que, quando as águas sobem e alagam uma colônia, elas formam um bolo, com a rainha e as crias no centro, e essa esfera viva flutua para a frente, até uma árvore ou terreno mais elevado, onde as obreiras recomeçam a construção do lar.”

Para hoje, as lições do formigueiro são duas. A primeira diz respeito ao nosso conceito em relação ao trabalho. Precisamos aceitar que trabalhar é algo bom. Jesus falou: “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e Eu também estou trabalhando” (João 5:17). Ele é o nosso grande exemplo.

A segunda lição é sobre como trabalhar. Estabeleça um alvo para a sua atividade e o persiga. Mesmo que as dificuldades apareçam, faça como as formigas, enfrente os contratempos e continue avançando na direção de seus sonhos. Não espere facilidade no caminho, prepare-se para, mesmo que tenha que enfrentar enchentes de problemas, continuar firme até ter a provisão necessária para o “inverno”.

Como dizem os antigos: trabalhar duro nunca matou ninguém. Olhe para as formigas e seja sábio!


Terça-feira
10 de abril
 

Cristão-formiga

Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante. Provérbios 6:7

Uma das fábulas de Esopo conta a história de dois insetos que encaravam a vida de maneira muito diferente. Enquanto a famosa cigarra, conhecida por seu canto inconfundível, passava todo o verão se divertindo e cantando, a pequena formiga se ocupava trabalhando para juntar comida suficiente para o inverno. Os diálogos são marcados pela ironia da cigarra que critica a pequena formiga por não parar de trabalhar e, assim, perder a oportunidade de curtir a vida. A formiga, por sua vez, dá lições de diligência que são desprezadas. Quando a estação mais fria chegou, a formiga tinha comida suficiente, e a cigarra sofreu com a falta de alimentos para saciar a fome.

Há um ramo da zoologia que estuda especificamente as formigas. Ele é chamado de mirmecologia. Segundo os especialistas, há 15.738 espécies de formigas catalogadas no planeta. Mas é possível que esse número passe de 20 mil, segundo alguns biólogos. Possivelmente, o texto de Provérbios se refira à espécie de formigas Messor semirufus ou formiga ceifeira. Ela é a mais comum na região da Palestina. Uma das suas principais características é o armazenamento de grãos no ninho. O trabalho é a marca desse inseto.

O versículo de hoje destaca a capacidade que essas formigas têm de executar o trabalho sem a necessidade de chefes vigiando ou líderes incentivando. Elas são automotivadas. Os pequenos insetos “internalizaram” o importante conceito de que na vida devemos fazer o que se tem para fazer, sem necessitar de recompensa.

A formiga sempre foi símbolo de prudência e diligência. Conta-se que alguns grupos de árabes colocam um desses insetos nas pequenas mãos de recém-nascidos e repetem as palavras: “Oxalá sejas igualmente inteligente e hábil.” Gostaria de parafrasear essas palavras dizendo: “Quem dera você entendesse que deve cumprir suas tarefas em casa, na escola e em qualquer lugar, sem que alguém precise vigiá-lo(a).”

Nenhum de nós precisa ser um “cristão-cigarra”, que pensa apenas em se divertir e tem preguiça de cumprir as suas obrigações. O “cristão-formiga” cumpre seus deveres acadêmicos, profissionais e espirituais sem precisar de vigias e sem esperar ordens ou elogios. Essa é a forma como Deus espera que vivamos. Assim, garantiremos “alimento” no “inverno” da vida presente até que chegue o “verão” da vida eterna.


Segunda-feira
09 de abril
 

Um grande exemplo

Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Provérbios 6:6

Assim diz um trecho de uma poesia de Olavo Bilac sobre o inseto escolhido por Salomão para servir de lição a seus leitores:

“As formigas

Cautelosas e prudentes,

O caminho atravessando,

As formigas diligentes

Vão andando, vão andando…”

A natureza é o livro de ensinamentos divinos que está mais disponível para os seres humanos. Mesmo onde não existem Bíblias, todos podem olhar para a fauna e a flora e encontrar as digitais do Criador e Suas lições.

Jesus utilizou bastante o recurso de ilustrações da natureza. Falando a Seus discípulos e outros ouvintes no sermão da montanha, Ele disse: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?” (Mateus 6:26). No mesmo capítulo, Jesus usa mais uma vez a natureza como ilustração: “Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, Eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles” (Mateus 6:28, 29).

O sábio indica que existe sabedoria a ser aprendida a partir das ações das formigas. Ao observá-las, aprenderemos lições importantes para uma vida mais produtiva e feliz.

O prefaciador do livro Formigas: Lições da sociedade mais bem-sucedida da terra conseguiu resumir as principais características do inseto. Ele escreveu: “Diligência no trabalho, foco no propósito, proatividade organizada, inteligência logística para provisão e cultura de consumo consciente, cooperação e trabalho em equipe, gestão de tempo e planejamento de ações harmônicas são algumas lições que podem saltar da atividade autômata das formigas.”

Assim como podemos aprender com os insetos, temos a possibilidade de reter lições úteis a partir de toda a vida natural criada por Deus. Observar a natureza é uma atividade que deveria fazer parte da nossa rotina. As formigas, aves, plantas, etc. têm muito a nos ensinar a respeito da vida aqui e na eternidade. Pare um pouco a cada dia e aceite o conselho de Salomão e de Jesus. Observe a natureza. Deus quer falar com você por meio dela.


Domingo
08 de abril
 

Preguiça

Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Provérbios 6:6

No livro O Peregrino, John Bunyan retrata o personagem Cristão caminhando em direção a uma terra especial. No caminho, ele encontra Indolente, acompanhado de Simples e de Presunção. Eles são vistos por Cristão a dormir à beira do caminho. Além disso, eles estão ensinando “os outros a presumirem que tudo lhes sairia bem no fim”. Indolente e seus companheiros levam outros a seguir seu exemplo. Cenas como essas podem ser combatidas com o ensino do provérbio de hoje.

O preguiçoso é exposto como alguém que passará por dificuldades não porque os recursos não existem, mas porque ele não quer ter o trabalho de lutar para consegui-los. O versículo de hoje chama o preguiçoso para tomar uma atitude. Ele deve se levantar da cama e ir observar as formigas.

Segundo a revista Brasil Escola, “a preguiça pode significar desde a falta de disposição para realizar determinada tarefa, até uma espécie de aversão pelo trabalho. Além disso, a preguiça está ligada à lentidão ou moleza e, muitas vezes, à negligência na realização de atividades”.

É preciso fazer uma diferenciação entre preguiça e descanso. Muitos preguiçosos defendem que suas intermináveis horas na cama ou no sofá são necessárias para uma boa saúde do corpo. Isso é um engano. O descanso só faz sentido quando ele vem depois do trabalho. Se não houve uma atividade com a qual o corpo se fadigou, não existe motivo para estar deitado.

Na sequência, a revista registra: “É importante ressaltar, todavia, que a preguiça é sintoma de algumas patologias como a narcolepsia, que é o excesso de sonolência, a depressão, cujos sintomas incluem passividade e falta de motivação, ou, ainda, síndromes ligadas ao cansaço, como a síndrome da fadiga crônica.”

A preguiça pode ser resultado de uma doença. Quando for assim, é preciso buscar tratamento com urgência. Mas também pode ser apenas uma escolha pessoal. Ambas as formas precisam ser combatidas. A Bíblia condena veementemente essa característica e alerta sobre os muitos prejuízos derivados dela.

Se você observar a vida de Jesus, perceberá que Ele foi muito diligente em Seu trabalho na Terra. Ele é o nosso grande exemplo. Por isso, afaste-se da preguiça. Seja ativo na vida!


Sábado
07 de abril
 

Seja você a solução

Então, meu filho, uma vez que você caiu nas mãos do seu próximo, vá e humilhe-se; insista, incomode o seu próximo! Não se entregue ao sono, não procure descansar. Provérbios 6:3, 4

Uma das campanhas do governo federal brasileiro para o trânsito tem a seguinte frase-chave: “Seja você a mudança que espera no trânsito.” Essas palavras carregam em si um significado muito profundo. Se cada motorista brasileiro agisse de acordo com o que gostaria que os outros fizessem, teríamos menos problemas nas ruas.

A frase da campanha de trânsito pode ser aplicada para as mais diversas áreas da vida, inclusive, nos relacionamentos e no âmbito espiritual. No provérbio de hoje, Salomão aconselha o filho a ir procurar a pessoa com quem ele tem problema. Apesar de o contexto direto do versículo tratar de problemas financeiros, o princípio do conselho do sábio serve para todas as situações.

Jesus recomendou: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mateus 18:15, ARC). Nesse texto, o Mestre dos mestres nos informa como devemos resolver um problema que, porventura, tenhamos com um semelhante. Em outras versões bíblicas, as palavras de Jesus foram traduzidas na forma do imperativo “vai ter com ele”.

O melhor jeito de resolver problemas que temos com alguém é em uma conversa “olho no olho”. Alguns preferem caminhos mais fáceis como a fofoca ou a vingança. Esses recursos aumentarão o problema em vez de resolvê-lo.

Para procurar alguém com quem você errou ou que errou com você, primeiro será necessária coragem para admitir que há uma questão a ser solucionada. Depois, você precisará de maturidade para saber que é a hora de admitir o erro. Em seguida, terá que ter cristianismo para pedir e oferecer perdão e, finalmente, precisará de honestidade para reparar o erro cometido ou aceitar a reparação.

Jesus é o nosso grande exemplo. Ao pecar, nossos primeiros pais contraíram o vírus do pecado e o transmitiram para toda a humanidade. Para resolver de forma definitiva essa questão, Cristo veio “ter conosco”. Embora, os causadores do problema fôssemos nós, Jesus veio para nos dar chances de recuperação e olhar em nossos olhos para nos perdoar.

Você tem alguma questão não resolvida com alguém? Tome a iniciativa de procurar essa pessoa hoje e tratar abertamente sobre a questão, com respeito e cristianismo. Talvez só falte isso para resolver tudo. Seja você a solução.


Sexta-feira
06 de abril
 

Promessas emocionadas

Empenhou-se por um estranho e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou. Provérbios 6:1, 2

Ser fiador é assumir o compromisso de honrar a dívida de outra pessoa, caso ela não pague. Essa era uma prática conhecida nos tempos bíblicos. As pessoas se comprometiam a pagar a dívida de alguém, em geral, um conhecido ou parente, caso essa pessoa tivesse dificuldades de quitar as despesas da negociação.

A pessoa do provérbio de hoje teve problemas financeiros porque se comprometeu com um estranho e acabou entrando em uma fria. Ela prometeu algo sem analisar todas as implicações.

Temos que ter muito cuidado com os compromissos que assumimos. Antes de empenhar a nossa palavra, seja em uma negociação financeira, em um relacionamento amoroso ou nas atividades escolares, é preciso analisar bem o que estamos prometendo para ver se teremos condições de honrar as promessas.

Na hora da emoção, muitos compromissos que não serão cumpridos são firmados. Um rapaz enfurecido promete que nunca mais vai pisar na escola. Uma moça apaixonada promete que vai se entregar para o namorado. Um homem irado promete se vingar de seu agressor. Uma mulher magoada promete não falar mais com quem a feriu. Todas essas promessas são do tipo que, após as emoções estarem controladas, provocam arrependimento.

Portanto, nunca prometa algo quando estiver emocionado. Essa recomendação serve para as boas e as más emoções. Quando você estiver eufórico, apaixonado, empolgado, tenha cuidado. Fazer promessas nessa situação é correr risco de falar mais do que se pode fazer. Se você estiver triste, depressivo, em luto ou qualquer outra situação ruim, não tome decisões que envolvam o futuro. Pode ser que, por causa da sua condição emocional, você fale coisas das quais se arrependerá depois. O ideal é que sempre tenhamos calma ao fazer promessas. Um ambiente de pressão é a fórmula certa para decisões precipitadas.

Essas recomendações servem, inclusive, para a decisão de seguir a Jesus. Não diga que não quer nada com Deus apenas porque está chateado por não ter um pedido atendido. Também não se decida por Ele no calor das emoções; pode ser que essa decisão seja passageira. O melhor que você faz é estudar a Bíblia, analisar as propostas de Deus para você e, com a consciência tranquila, assumir um compromisso com Jesus. Essa é a melhor decisão que você poderá tomar na vida.


Quinta-feira
05 de abril
 

Saúde financeira

Meu filho, se você serviu de fiador do seu próximo, se, com um aperto de mãos, empenhou-se por um estranho […]. Provérbios 6:1

Na década de 1990, um personagem de desenho animado fez muito sucesso: o Tio Patinhas. Ele era conhecido por ter uma piscina de moedas de ouro na qual se “banhava” todos os dias. Ele era avarento e ganancioso, sempre buscando acumular mais dinheiro. Algumas pessoas são assim também.

No capítulo 6 de Provérbios, Salomão inicia uma nova série de conselhos. Dessa vez, o assunto central é o dinheiro e as consequências ruins de uma má administração dos bens.

A Bíblia tem vários princípios que podem nos ajudar a ter uma excelente saúde financeira. Apresentarei cinco deles a seguir.

1. Planeje seus gastos. “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” (Lucas 14:28). Antes de sair gastando dinheiro aleatoriamente, planeje como gastará seus recursos. Isso fará seus recursos renderem mais.

2. Invista seu dinheiro em coisas úteis. “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?” (Isaías 55:2). Coloque suas finanças no que realmente vale a pena. Não invista recursos em coisas desnecessárias e em prazeres momentâneos.

3. Seja feliz com o que tem. “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (1 Timóteo 6:6-8). Algumas pessoas deixam de desfrutar o que têm para lamentar pelo que não têm. Aprenda a ser feliz com o dinheiro disponível para você.

4. Não ame o dinheiro. “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas […], pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Timóteo 6:9, 10). O dinheiro deve ser nosso servo, nunca o contrário. Ame as pessoas não as coisas.

5. Seja fiel a Deus. “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em Minha casa” (Malaquias 3:10). A fidelidade a Deus nas finanças é fator primário para um equilíbrio nessa área.

Mesmo que não venha a ter uma piscina de dinheiro, certamente você terá saúde financeira se colocar em prática esses princípios.


Quarta-feira
04 de abril
 

Livres das cordas do pecado

As maldades do ímpio o prendem; ele se torna prisioneiro das cordas do seu pecado. Provérbios 5:22

A Bíblia está repleta de histórias emocionantes. Uma delas é a do rei Manassés. Ele foi um homem que agiu intencionalmente para irritar a Deus e fez coisas horríveis. A descrição bíblica de seus pecados se assemelha muito a uma ficha criminal de um bandido da pior espécie.

Está escrito que “ele fez o que o Senhor reprova, imitando as práticas detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas. Reconstruiu os altares idólatras que seu pai Ezequias havia demolido; também ergueu altares para os baalins e fez postes sagrados. […] Nos dois pátios do templo do Senhor ele construiu altares para todos os exércitos celestes. Chegou a queimar seus filhos em sacrifício, no vale de Ben-Hinom; praticou feitiçaria, adivinhação e magia, e consultou médiuns e espíritas. Fez o que o Senhor reprova, provocando-O à ira” (2 Crônicas 33:2-6).

O rei Manassés é um exemplo do que o provérbio de hoje quer nos dizer. Ele recebeu uma educação que apontava para o Deus verdadeiro; mas, aos poucos, foi escolhendo trilhar pelo caminho do mal. Cada passo dado em direção ao pecado, fazia com que ele se emaranhasse mais nas cordas de Satanás.

Aos olhos humanos, talvez Manassés não tivesse mais chances, mas o Senhor tem uma misericórdia infinita e, por isso, buscou o rei ímpio. Enviou os assírios para o capturarem. Dentro da prisão, ele se arrependeu, e a Bíblia conta que Deus imediatamente o perdoou.

Ninguém está tão emaranhado nas cordas do pecado que não possa ser salvo por Jesus. Se pararmos de ser rebeldes e gritarmos pelo socorro do Céu, acontecerá conosco o que aconteceu com Manassés. A Bíblia diz: “Portanto Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio Dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).

A força para desfazer os nós do pecado não está no ser humano. Se quisermos ser livres, devemos recorrer a Jesus. Diz Ellen White: “Deus não nos deixou lutar com o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).

As cordas do pecado estão prendendo você? Jesus sabe desatar até os mais difíceis nós. Entregue-se a Ele e receba hoje a salvação.


Terça-feira
03 de abril 2018
 

Deus vê tudo

O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos. Provérbios 5:21

O garoto chegou em casa meio agitado. Entrou na sala e foi direto a uma mesinha que ficava na base da escada que dava acesso ao andar de cima. Sem perceber que seu pai o estava observando do alto, pegou a carteira do pai e tirou dinheiro. Quando viu que o pai descia as escadas, sem saber como escapar, o garoto colocou as mãos para trás e começou a conversar como se nada tivesse acontecido. Para despistar um pouco mais, ele pediu ajuda na lição de casa. Com amor e firmeza, o homem respondeu: “Meu filho, não me peça coisa alguma antes de soltar o pecado que está em suas mãos.”

Às vezes, queremos fazer o mesmo com Deus. Nossas mãos estão cheias de pecado e insistimos em pedir coisas como se nada estivesse acontecendo. Esquecemos que a onisciência é uma das características divinas.

Deus sabe de tudo. Salomão expõe essa certeza no provérbio de hoje. Parece que ele está reproduzindo a ideia escrita por seu pai no livro de Salmos: “Senhor, Tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos Te são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, Tu já a conheces inteiramente, Senhor” (Salmo 139:1-4). Jó também tinha essa certeza ao afirmar que “Deus vê o caminho dos homens; Ele enxerga cada um dos seus passos” (Jó 34:21).

Em relação a Seus filhos, o olhar constante de Deus é um alento. “Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que Lhe dedicam totalmente o coração” (2 Crônicas 16:9).

Destacando essa característica de Deus, Ellen White indica qual deveria ser a nossa reação: “Se acalentássemos uma impressão habitual de que Deus vê e ouve tudo que fazemos e dizemos, e conserva um registro fiel de nossas palavras e ações, e de que devemos deparar tudo isto, teríamos receio de pecar. Lembrem-se sempre os jovens de que, onde quer que estejam, e o que quer que façam, acham-se na presença de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 217).

Quando você está sozinho em seu quarto, Deus está vendo. Ao caminhar pelas ruas da cidade, Deus o observa. Não existe lugar em que o Senhor não veja você. O seu Pai está sempre a olhar do “andar de cima”. Ele quer ajudar você a vencer os pecados. Conte com Ele todas as vezes que sentir necessidade.


Segunda-feira
02 de abril
 

Separação trágica

Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Provérbios 5:18

Existem muitos aspectos da vida matrimonial que são destacados pela Bíblia. Um deles se expressa com um trava-língua: a indissolubilidade do casamento. Algumas pessoas, cristãs inclusive, questionam o “até que a morte os separe”. Vivemos uma época em que a palavra “divórcio” está na moda; mas, para Deus, essa é uma palavra muito ofensiva.

Jesus confirmou a indivisibilidade do casamento quando esteve na Terra. Ele disse: “E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne” (Marcos 10:8, ARC). Embora haja uma única opção bíblica para divórcio e novo casamento (relações sexuais ilícitas, segundo Mateus 5:32), essa separação nunca acontece sem sofrimento. Isso se dá por um único motivo: ao separar duas pessoas que são uma só carne, haverá ferimento e dor em ambas e, nunca mais, serão completas. Por isso, Jesus disse: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6, ARC).

O apóstolo Paulo também tratou desse assunto: “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o Seu corpo, do qual Ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela” (Efésios 5:22-25).

Paulo indica que o casamento é o símbolo da união entre Jesus e a igreja. Isso coloca uma responsabilidade maior ainda sobre essa instituição e mostra o quanto Deus espera estabilidade dela, assim como Ele deseja estabilidade em Sua relação com a igreja.

É possível que algum leitor saiba, por experiência, o que significa a separação matrimonial dos pais, por exemplo. Deus não planejou isso e, se eles permitirem, pode consertar essa situação. Se isso não ocorrer, lembre-se de que Deus nunca Se separa daqueles que O amam e, por isso, Sua presença pode compensar qualquer ausência. Com ajuda Dele, é possível reconstruir a vida e não cometer os mesmos erros dos pais.

Embora Deus ame aqueles que se divorciaram, Ele tem aversão à ideia de divórcio. O próprio Senhor declara: “Eu odeio o divórcio” (Malaquias 2:16). Ore, pedindo a Deus orientação sobre esse assunto e, quando pensar em casamento, relacione sempre essa ideia com o conceito de eternidade.


Domingo
01 de abril 2018
 

Separação necessária

Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Provérbios 5:18

Quando Deus celebrou o primeiro casamento, deixou algumas orientações importantes implícitas em Suas palavras. Podemos descobri-las lendo o episódio bíblico: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24, ACRF).

O primeiro aspecto importante é deixar pai e mãe. Moisés, inspirado por Deus, falou sobre o papel dos pais dos noivos em uma passagem em que eles ainda nem existiam. Adão e Eva não tinham pais para deixar, mas Deus já estava esclarecendo como isso seria importante.

Esse é um tema delicado e importante para o bom andamento do casamento. Gary Chapman, especialista no assunto, comenta: “Isso é o que os psicólogos chamam ‘cortar os laços psicológicos’. A pessoa não se apoia mais nos pais, mas em seu cônjuge. Se houver um conflito de interesses entre a esposa e a mãe do marido, ele deve ficar ao lado da esposa. Isso não significa que a mãe não deva ser tratada com carinho. […] O princípio da separação dos pais é, porém, extremamente importante. Nenhum casal alcançará seu pleno potencial no casamento sem essa separação psicológica dos pais.”

Podemos falar de, pelo menos, quatro aspectos da separação que os noivos devem ter dos pais. A primeira é a separação física. Diz o antigo ditado popular: “Quem casa quer casa.” Ter o próprio lugar é algo importantíssimo para os recém-casados. Morar com parentes nessa ou em qualquer outra fase do casamento acarreta prejuízos para o casal.

A segunda forma de separação que se faz necessária para um casal é a emocional. Os pais já se preocuparam bastante com os filhos durante toda a fase de crescimento. Depois do casamento, o casal deve cuidar dos próprios problemas e buscar amadurecer emocionalmente.

A terceira forma de separação é a econômica. O casal deve cuidar das próprias finanças, evitando dívidas e passos maiores que as pernas. A quarta forma é a separação espiritual. Os pais podem e devem orar pelos filhos depois de casados, podem aconselhar também, mas o casal deve cuidar da vida devocional, desenvolvendo a espiritualidade entre eles de forma autônoma.

Enquanto aguarda esse momento da vida, ore por seu futuro. Assim você estará plantando uma vida feliz para sempre.

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