Encontro com as Profecias

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PEDRO E GALO

A comemoração da última páscoa de Jesus e a revelação de Judas, como traidor. Os momentos que antecederam a prisão de Jesus foram muito complicados para Ele suportar.

Na páscoa havia dado um novo significado com a instituição da Santa Ceia. Agora, no Monte das Oliveiras, Jesus expressa uma profunda agonia. Afirma que naquela noite o Pastor será ferido e o rebanho disperso. Pedro tenta argumentar: “Ainda que todos se escandalizem em Ti, eu nunca me escandalizarei” (Mateus 26:33).

Jesus deixa de olhar para o seu sofrimento, e começa a olhar para a pobreza do seu discípulo. Pedro não sabia nada sobre o futuro que o aguardava. Ele não conhecia nem a si próprio. Dentro deste contexto, Jesus faz, então, a Sua última profecia antes de ser preso. “Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, esta noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás” (Mateus 26:34).

Vamos voltar um pouco. Jesus falava que o pastor seria ferido e todos se escandalizariam. Pedro diz que todos poderiam se escandalizar, menos ele. Pedro enfatiza que os outros são fracos, ele não. Naquela disputa interna por quem teria mais poder ou era melhor, Pedro menospreza os demais discípulos.

De fato, Pedro era forte e falava com sinceridade, mas simplesmente não compreendia a extensão do horror que o aguardava.

Não podemos precisar aconteceu esse diálogo de Jesus com Pedro. Provavelmente foi no início da noite, pois a páscoa era comida ao por do sol. Enquanto na cidade Judas e a liderança religiosa preparavam a armadilha para prender a Jesus, Este, no monte, tenta preparar o grupo para o duro golpe que em breve iriam enfrentar.

A profecia feita sobre a atitude de Pedro com Jesus estava prestes a se cumprir. Jesus costumava muitas vezes iniciar Suas frases com a afirmação: “em verdade, em verdade”. Isto significava que o que Ele iria falar era muito importante.

O que Jesus falou para Pedro, de fato, foi muito importante. “Esta noite”. Tudo iria acontecer naquela noite. Não haveria mais tempo. Seria naquela hora que cada um teria que mostrar a sua fé. Cada discípulo naquela noite sofreria um duro golpe. Cada um teria que se posicionar.

Amigo ouvinte , chegará o dia em que cada seguidor de Cristo terá que tomar uma posição séria sobre a pessoa dEle. Todos terão que estar definidos. Uns vão fugir, outros vão negar, alguns vão trair e um grupo vai permanecer fiel a Cristo, independentemente do que venha a acontecer.

Para os onze discípulos, era aquela noite. Não teriam outro tempo ou oportunidade. Já pensou quando chegar a sua vez?

Jesus afirmou: “Antes que o Galo cante”. O que Ele queria dizer com isso? “Era uma maneira regular de dizer antes da madrugada. Segundo a maneira romana de contar, o cantar do galo, era a terceira vigília da noite, mais ou menos da meia noite às três da manhã” (O Novo Testamento Interpretado vol.1 pg.598).

Jesus é cercado. Os discípulos fogem. A princípio, Pedro tenta defender a Jesus. Puxa da espada e num golpe, arranca a orelha de um dos que tentam prender o Mestre (João 18:10). Jesus ainda faz um milagre, reconstituindo a orelha ao seu dono e é preso.

Pedro segue a Jesus de longe. Estava frio. Mistura-se, então, com os demais que estão ali fora onde Jesus é julgado. Porém, é reconhecido por uma mulher. “Ela era uma das servas da casa de Caifás, e estava curiosa. Disse a Pedro: Não és também um dos seus discípulos? Pedro ficou confuso, mas todos os olhares se fixaram nele. Fingiu não compreender, mas ela insistiu e disse aos que a rodeavam que esse homem estava com Jesus. Pedro sentiu-se forçado a replicar e disse zangado: Mulher, não o conheço” (Desejado de todas as Nações pg.680).

Pouco depois foi novamente reconhecido como sendo um seguidor de Jesus e declara, sob juramento, que não O conhece. Uma hora depois, um dos servos do sumo sacerdote, parente próximo do homem cuja orelha Pedro cortara, lhe perguntou: “Não te vi eu no horto com Ele? Pois também é galileu. A tua fala te denuncia… mas Pedro negou ao Mestre com palavrões e juramentos” (idem, p. 681). E o galo cantou!

Pedro lembrou-se da profecia que Cristo havia feito a seu respeito. Poucas horas havia prometido lealdade até a morte, mas acabara cumprindo a profecia. Poucas horas era o valente Pedro quem garantia e prometia fidelidade. Agora, como um fracassado, vai para longe chorar amargamente.

Pedro falhou, porém, reagiu de forma bem diferente de Judas. Judas foi se enforcar e Pedro foi chorar de arrependimento.

Amigo ouvinte, o problema não é o fracasso, o que realmente faz a diferença é o que se faz depois do fracasso. Se um dia você, porventura, fracassar, lembre-se de Pedro e aja como ele. Não permita que os fracassos destruam o seu desejo de vencer. Se perder uma ou mais batalhas, continue lutando. Vença a guerra!

Você não estará só. Creia em Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


PALAVRAS DE SANGUE

A profecia que vamos estudar hoje está dentro de um dos capítulos mais tristes da história da humanidade. A liderança civil e religiosa da época teve a oportunidade de escolher. E escolheu erradamente.

Pilatos não sabia o que fazer com o prisioneiro que estava em seu poder. Imaginou um plano com a intenção de salvar a Jesus, mas deu errado. O povo escolheu Barrabás para ser solto e Jesus crucificado. Não tendo mais vontade política de decidir, Pilatos acalmou a sua consciência, lavando as mãos e afirmando que ele era inocente do sangue daquele justo.

Alguém, porém, fez a seguinte sugestão: “E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:25).

O cenário desta profecia coletiva era de medo, confusão, indefinição, mentira, traição, inveja, ódio e amor. Todos estes sentimentos foram aos poucos se formando e tomando conta da multidão na manhã daquela fatídica sexta-feira em Jerusalém.

A liderança judaica já tinha feito o trabalho sujo na calada da noite e, bem de manhã, buscou apoio de quem os oprimia: os romanos. O povo aos poucos foi se aglomerando em torno do palácio e, incitado pelos líderes, começou a clamar pela morte de Jesus.
Os discípulos tinham fugido. Um tinha se tornado o traidor e tirara a própria vida. O que jurara fidelidade até a morte chegou ao ponto de praguejar para convencer que não tinha nada a ver com Jesus.

Percebe-se pelo relato bíblico que Pilatos queria libertar a Jesus pois as acusações eram muito fracas para condenar um homem à morte. Porém, com medo de ser denunciado a César, o imperador romano, preferiu contentar aos líderes e ao povo ordenando a crucifixão de Jesus.

Pilatos foi um líder fraco. Na hora de maior crise, quando deveria ser verdadeiro e justo, sucumbiu diante da pressão político-religiosa e da multidão que gritava. Perpetuou, com o gesto de lavar as mãos, sua fragilidade e fraqueza como autoridade.

Hoje também encontramos muitos líderes fracos. A única coisa que sabem fazer e pedir água para lavar as mãos, eximindo-se da responsabilidade de suas decisões. Temos também famílias com uma liderança fraca. Pais fracos, que não estabelecem limite para os seus filhos. Encontramos professores fracos, que não sabem ou não querem saber o que significa ser um educador. Encontramos líderes nos mais diversos escalões de poder, que agem sempre para tirar proveito próprio. Quanta falta fazem os bons líderes!
A profecia coletiva não demorou muito para acontecer. Em menos de quarenta anos, esta profecia começou a ser cumprida com o povo que pediu que o sangue inocente caísse sobre as suas cabeças.

No ano 70, o general Tito cercou a cidade de Jerusalém. Havia muita gente dentro de seus muros. Toda a comida acabou. Não havia nenhum tipo de alimento.

“A cidade de Jerusalém foi assaltada na ocasião da páscoa, quando milhares de judeus estavam reunidos dentro dos muros… Tão atrozes eram os transes da fome que os homens roíam o couro de seus cinturões e sandálias, e a cobertura de seus escudos. Numerosas pessoas saíam da cidade a noite, furtivamente, para apanhar plantas silvestres que cresciam fora dos muros da cidade, se bem que muitos fossem agarrados e mortos com severas torturas; e muitas vezes os que voltavam em segurança eram roubados naquilo que haviam rebuscado em grande perigo. As mais desumanas torturas eram afligidos pelos que se achavam no poder… milhares pereceram pela fome e pela peste. A afeição natural parecia ter-se destruído. Maridos roubavam de sua esposa, e esposas de seu marido. Viam-se filhos arrebatar o alimento da boca de seus pais idosos.

Os prisioneiros que resistiam ao cair presos eram açoitados, torturados e crucificados diante do muro da cidade. Centenas eram diariamente mortos desta maneira, e essa horrível obra prolongou-se até que ao longo do vale de Josafá e no calvário se erigiram cruzes em tão grande numero que mal havia espaço para mover-se entre elas” (O Conflito dos Séculos pg. 28-29).

Infelizmente não apenas esta vez que a profecia se cumpriu. “Durante a segunda guerra mundial, somente nos campos de concentração, os nazistas aprisionaram e torturaram mais de 26 milhões de pessoas consideradas indesejáveis. Nesses locais, milhões de judeus morreram em câmara de gás”.

“Entre os anos de 1933 e 1945, o preconceito contra esse povo levou os líderes nazistas alemães a ordenar a morte de mais de 6 milhões de judeus em campos de extermínio. Todos os judeus eram obrigados a usar uma “Estrela-de-Davi”, amarela, que os identificava” (Enciclopédia Ilustrada do Estudante pg.305 e 353).

Amigo ouvinte, a profecia coletiva feita quando Cristo estava para ser crucificado tem se cumprido praticamente em cada geração dos judeus. A paz é algo que eles, infelizmente, não conhecem. É um povo que vive em constante apreensão. Nunca sabem onde o próximo carro bomba vai explodir.

A Bíblia diz que por nossas palavras seremos julgados (Mateus 12:37). Ao proferir qualquer palavra reflita primeiro, porque elas amanhã poderão voltar sobre você. Nunca brinque com as palavras, pois há um Deus que a todas escuta, e no devido tempo, colhemos aquilo que semeamos.

Creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


QUE ELE CRESÇA E EU DIMINUA

Hoje quero estudar com você uma profecia do evangelho de Marcos. Foi proferida por João Batista, filho de Zacarias e Isabel. Quando João nasceu, os pais já eram idosos, por isso foi recebido como um milagre de Deus.

João “nasceu na região montanhosa da Judéia, onde também passou os primeiros anos de sua vida. Isabel, sua mãe, era prima de Maria, mãe de Jesus. João Batista era a voz do deserto, que conclamava os homens ao arrependimento para que se voltassem para o Cristo, o cordeiro de Deus. Foi o Batista quem preparou o núcleo inicial dos discípulos de Jesus, os quais, finalmente, se tornaram seus seguidores, quando chegou o tempo apropriado.

A pregação de João tinha como ênfase principal a necessidade de arrependimento, e a breve inauguração do reino de Deus na terra, e o iminente aparecimento do Messias, que haveria de julgar, purificar o povo de Deus.

João desenvolveu o seu ministério além do vale do Jordão. Ele pregou o batismo do arrependimento em Enom, perto de Salim, onde havia muita água para imergir os novos conversos. Depois João retornou ao território governado por Herodes Antipas, provavelmente a Peréia. Acabou despertando a hostilidade de Herodes ao denunciar o casamento ilícito dele com Herodias, porquanto era esposa de um irmão dele. Por esse motivo João foi encarcerado na prisão Maquero, na Peréia” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol.3 pg.550).

“Nas maneiras e no vestuário, assemelhava-se ao profeta Elias. Com o espírito e poder deste, denunciava a corrupção nacional e repreendia os pecados dominantes. Suas palavras eram claras, incisivas, convincentes. Muitos acreditavam que fosse um dos profetas ressuscitados. Toda a nação se comoveu. Multidões iam ao deserto” (O Desejado de Todas as Nações pg.91).

Pessoas de todas as classes sociais iam ouvir a pregação de João. Príncipes, soldados, publicanos, camponeses, todos queriam conferir o discurso que fazia. A mensagem de João era de arrependimento, e os que a aceitassem deveriam ser batizados nas águas.

A profecia de João aconteceu neste contexto. Declarou: “Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, ao qual não sou digno de, abaixando-me desatar a correia das suas alparcas” (Marcos 1:7).

“Jesus e João eram primos, todavia, não haviam tido nenhuma comunicação direta um com o outro. A vida de Jesus fora passada em Nazaré, na Galiléia; e a de João no deserto da Judéia. Em ambiente grandemente diverso, tinham vivido separados, e não se haviam comunicado entre si” (O Desejado de Todas as Nações pg.95).

A profecia de João apontava para um momento quando o Messias iria se manifestar de forma pública. Com toda a certeza Ele tinha ouvido falar da vida de Jesus. Também conhecia com detalhes a história do nascimento, da fuga para o Egito, e do momento glorioso que o primo havia vivido aos doze anos no templo em Jerusalém.

Porém, por alguma razão, nunca haviam se encontrado antes. Com certeza Deus estava preparando João para que no momento certo reconhecesse o Messias e O apresentasse ao povo.

Um dia João pregava, como de costume, às margens do Jordão, e Jesus se aproximou e pediu o batismo, como tantos outros já haviam feito anteriormente. João, porém, não podia concordar com aquele pedido. Ele, um pecador, batizar um santo. Ele não era digno de tal ato. Jesus, após insistir com João, foi batizado.
João foi o maior de todos os profetas. Ele profetizou sobre o Messias, e agora teve a oportunidade de batizar o próprio filho de Deus. Privilégio este do qual ele se considerava indigno.

Na ótica de João, ele não tinha condições nem de desatar as correias das sandálias de Jesus. Esta era a sua forma de ver, mas não era a forma como Jesus via. Coube a João a tarefa de anunciar o Messias para a multidão que assistia seus sermões. Já o batismo de Jesus foi por nossa causa, e não porque Ele precisasse. Ele nos deixou no caminho para a salvação.

O batismo era um ato de purificação para os judeus. Jesus, ao ser batizado, não estava dizendo que precisava da água para se purificar, pois sempre foi puro, mas o fez para servir de modelo, de exemplo para todos nós. Um batismo essencialmente bíblico. Imergindo completamente na água.

Interessante é o que acontece depois. Alguns dos discípulos de João começaram a seguir o Messias, e o anonimato começou a tomar conta do Batista e de alguns que ainda estavam com ele.

Os discípulos que restaram com João começaram a ter inveja de Jesus. Foi então que João disse: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (João 3:30). João sabia o seu papel. Sabia a extensão da missão que viera desempenhar. Ele não era o Messias. Apenas o que O anunciaria. Prepararia o caminho.

João queria que a fama de Jesus crescesse. Não a dele. João fora submisso ao plano de Deus. Executou-o com maestria e perfeição. Da fama para o anonimato. Sem reclamar ou reivindicar qualquer coisa.

Grande lição para todos nós, não é mesmo? Somos apenas instrumentos de Deus nesse mundo. Não é a nossa luz que deve brilhar. Jesus, em tudo e em todos deve ser o primeiro. O máximo que podemos fazer é refletir a luz que vem dEle e, como vasos humildes, cumprir a missão que Ele nos encarregou.

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


CAIU COMO UM RAIO

O estudo de hoje está em Lucas 10:18 – “Eu via Satanás como um raio cair dos céus”.

O que estava acontecendo quando Jesus falou essas palavras? Quando é que Ele viu Satanás cair como um raio?

O capítulo dez do evangelho de Lucas conta de uma grande equipe de evangelistas que saiu para o território da Peréia e Samaria. Eles tinham a tarefa de preparar o lugar para a visita posterior de Jesus. Eram 70 homens e foram enviados de dois em dois e com um trabalho bem definido para realizar. Primeiro, levar paz às famílias (Lucas 10:5); segundo: curar as pessoas que estivessem doentes naquela casa (Lucas 10: 9) e, em terceiro lugar, anunciar a chegada do reino de Deus (Lucas 10:9).

O trabalho foi feito. O território indicado foi visitado. As pessoas foram curadas, os lares abençoados e o reino de Deus foi amplamente divulgado.

Quando voltaram da missão, relataram o que havia acontecido: as curas e os milagres que foram feitos em nome de Jesus e o grande número de pessoas que o havia aceitado como Messias.

Os discípulos foram além do que Jesus havia ordenado. Jesus não havia ordenado que expulsassem demônios, mas eles retornam dizendo que diante do nome de Jesus os demônios se sujeitavam.

Todos estavam felizes, eufóricos, porque a tarefa havia sido cumprida com muito êxito. Reconheciam que o poder de Jesus havia operado através deles e estavam agradecidos por isso também.

“Esses discípulos haviam estado por algum tempo com Ele, preparando-se para sua obra. Ao serem os doze enviados em sua primeira missão à parte, outros discípulos acompanharam Jesus pela Galiléia. Tinham tido assim o privilégio da intima associação com Ele, e suas instruções pessoais. Agora, esse maior número também devia ser enviado separadamente em missão” (O Desejado de todas as nações, p. 472).

Após Jesus ouvir todos estes relatórios, declarou então ter visto a Satanás cair como um raio dos céus.

O que Ele queria dizer com esta expressão? A palavra “via”, dentro desse contexto, significa que uma pessoa está contemplando de maneira tranqüila, intensa e contínua queda de um objeto, no caso, Satanás. No momento que Jesus usou a expressão cair, Ele identifica juntamente quem está caindo. Com a pregação forte do reino de Cristo pelos discípulos, Satanás é visto por Cristo como um ser em plena queda. O reino de Satanás com todos os seus súditos está em queda livre. O reino de Satanás não suporta a pregação do reino de Cristo. O impostor cai na visão de Cristo Jesus.

Mas o que mais Cristo queria dizer com tal afirmação? “Ao espírito de Jesus apresentaram-se as cenas do passado e do futuro. Contemplou Lúcifer, ao ser no princípio expulso dos lugares celestiais. Viu, antecipadamente, as cenas de sua própria agonia, quando, perante todos os mundos, havia de revelar-se o caráter enganador. Ouviu o brado: “Está consumado”, anunciando estar para sempre assegurada a redenção da raça perdida e achar-se eternamente a salvo das acusações, enganos e pretensões de satanás.
Para além da cruz do calvário, com sua angústia e opróbrio, contemplou Jesus o grande dia final, quando o príncipe das potestades do ar encontrará sua destruição na terra tanto tempo desfigurada por sua rebelião. Jesus contemplou a obra do mal para sempre finda, e a paz de Deus enchendo a terra.

Daí em diante os seguidores de Cristo haviam de olhar a Satanás como inimigo vencido. Na cruz havia de alcançar a vitória por eles; essa vitória queria Jesus que aceitassem como deles mesmos” (idem, p. 474).

Perceba que era a derrota de Satanás que Jesus contemplara. O diabo estava sendo derrotado. O reino da graça estava tomando forma. Em breve o inimigo seria completamente vencido.

Hoje é muito comum ver determinados atletas ou desportistas ao vencerem dedicarem aquela vitória à alguma pessoa importante para ele. Jesus dedicou por antecipação esta vitória para você e para mim.

Cristo venceu. Ele suportou todo o tipo de acusação, afronta e humilhação, mas no final venceu.Esta vitória pertence a você amigo ouvinte. Não se olhe como um perdedor, não se considere uma pessoa que não pode conquistar nada.

Todo aquele que se colocar ao lado de Cristo já é um vencedor. Para os filhos de Deus não há fracasso. Não existe derrota para quem está ao lado do grande campeão, Cristo Jesus.

Ele fez esta profecia, quando estava no inicio do seu ministério. Muita coisa iria acontecer, mas o filho de Deus estava diante dos setenta assumindo um compromisso de pagar o preço da vitória.

O preço foi alto, mas Jesus agiu com determinação em cumprir Sua missão até a ultima gota de sangue.

Por isso, quero aproveitar este momento para desafiá-lo a escolher o lado certo para viver a vida aqui neste mundo. Não escolha viver segundo os ditames de uma sociedade sem princípios e sem Deus. Não organize a sua vida orientado pelo que dizem os artistas de televisão.

Creia em Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


FUGIRAM NA HORA CERTA

Hoje quero estudar com você outra profecia de Lucas. Está no capítulo 21, versículo 20: “Mas quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação”.

Quando Jesus fez esta profecia, a vida em Jerusalém era de paz e prosperidade. As crianças brincavam alegremente nas ruas da cidade. Os anciãos conversavam animadamente nas praças. O comércio abria as suas portas para atender rotineiramente os seus clientes. Tudo em Jerusalém estava na mais perfeita ordem. Na visão de Jesus, porém, um dia esta cidade tranqüila e agradável de viver, seria cercada pelos exércitos inimigos.

A profecia foi feita nos últimos meses do ministério de Cristo. Ele afirmou para os discípulos que quando Jerusalém fosse cercada pelos exércitos inimigos, era a hora de sair, de fugir do lugar.

Quem estivesse fora não deveria fazer planos para entrar, e quem estivesse no campo, não deveria voltar para casa, e os que estivessem em suas casas na cidade, deveriam fugir.

A questão, porém, era: “como vamos conseguir fugir, se a cidade estará cercada pelos inimigos?”

Deus, porém, não deixou os primeiros cristãos sem orientação. Ouça essa surpreendente revelação: “Ao meio da noite, uma luz sobrenatural resplandeceu sobre o templo e o altar. Sobre as nuvens, ao por do sol, desenhavam-se carros e homens de guerra reunindo-se para a batalha. Os sacerdotes que ministravam à noite no santuário, aterrorizavam-se com sons misteriosos; a terra tremia e ouvia-se multidão de vozes a clamar: Partamos daqui! A grande porta oriental, tão pesada que dificilmente podia ser fechada por uns vinte homens, e que se achava segura por imensas barras de ferro fixadas profundamente no pavimento de pedra sólida, abriu-se à meia-noite, independente de qualquer agente visível.

Durante sete anos um homem esteve a subir as ruas de Jerusalém, declarando as desgraças que deveriam sobrevir a cidade. De dia e de noite cantava funebremente: ‘Uma voz do oriente, uma voz do ocidente, uma voz dos quatros ventos! Uma voz contra Jerusalém e contra o templo! Uma voz contra os noivos e as noivas! Uma voz contra o povo todo!’

Este estranho ser foi preso e açoitado, mas nenhuma queixa lhe escapou dos lábios. Aos insultos e maus tratos respondia somente: ‘Ai de Jerusalém! Ai dos habitantes dela! Seu clamor de aviso não cessou senão quando foi morto no cerco que havia predito’” (O Conflito dos Séculos, pg.28-29).

Deus nunca deixa os seus filhos sem aviso. Quanto tempo foi gasto com sinais que todos viram, sendo que, infelizmente, a grande maioria não deu a mínima importância.

O general Céstio tinha ido à Palestina para sufocar uma rebelião dos judeus contra Roma. Porém, foi obrigado a retornar imediatamente à Itália para assumir o trono que estava vago pela morte prematura de Nero. Esta foi a razão de ter abandonado misteriosamente o cerco a Jerusalém.

Enquanto os soldados inimigos se retiravam e os soldados judeus saiam em perseguição aos romanos, os cristãos lembraram-se da profecia de Cristo. Cada um arrumou os seus pertences, filhos se despediram dos pais, maridos de sua esposa, esposa de seus maridos, famílias inteiras deixaram para trás a sua casa, os seus negócios, os seus vizinhos e amigos e parentes. Era a hora indicada por Jesus para sair. Eles não podiam olhar para trás. A fuga estava na mente de todos.

“Eles atravessaram o Jordão, e se refugiaram na cidade de Pela, localizada no meio das montanhas, ao leste do Jordão, e a uns trinta quilômetros ao sul do mar da Galiléia” (S.D.A.B.C. vol. 5 pg.487).

Um ano mais tarde Céstio enviou o filho dele, Tito, para concluir o trabalho que havia começado e não pudera terminar.

Assim, no ano 70, Tito cercou a cidade e o flagelo da fome atingiu os moradores e visitantes de Jerusalém. O lugar estava cheia de peregrinos e a comida disponível desapareceu rapidamente. Os couros dos cintos, as sandálias, e tudo o que podia ser usado como alimento foi consumido. Raízes e cascas de árvores eram disputados pelos famintos. Milhares morreram de fome durante os meses de cerco.

“Josefo diz que mais de um milhão de pessoas pereceram durante aquela destruição, e mais de 97 mil foram levadas cativas para Roma” (idem, p. 487).

A profecia demorou quase quarenta anos para ser cumprida. No tempo certo o que Jesus falou aconteceu.

Amigo ouvinte, a palavra de Cristo nunca falha. Ela sempre é verdadeira. Ela sempre se cumpre. Por isso não é preciso ficar com medo ou duvidar daquilo que Ele prometeu.

Por terem dado crédito as palavras de Jesus, nenhum cristão pereceu quando Jerusalém foi cercada e destruída por Tito.
Já pensou o que seria deste mundo se todos cressem realmente nas palavras do Senhor? Já pensou o que será de sua vida, amigo ouvinte, se você crer realmente nas promessas e profecias da Bíblia?

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


UM LADRÃO NO PARAÍSO

A profecia que vamos estudar hoje foi feita do alto da cruz do calvário. Lá estava Jesus, entre dois ladrões sendo vítima de toda sorte de crueldade e zombaria. Um dos bandidos passou a cobrar de Jesus uma ação imediata, ou seja, uma manifestação sobrenatural que tirasse os três daquela situação.

O outro ladrão repreende a incredulidade do primeiro. Reconhece que ambos estão naquela situação porque merecem, estão pagando o preço dos pecados e crimes cometidos. Afirma ainda que Jesus não é culpado de nada e, então, faz um pedido: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (Lucas 23:42).

Neste contexto Cristo faz uma das mais belas profecias de Seu ministério. “Em verdade te digo hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43).

Creio que é importante dedicar o espaço deste programa para analisar esse verso que causa confusão para algumas pessoas. Ao ser traduzido para o português o texto ficou assim: “em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso”. Desse jeito dá a impressão que ainda naquela sexta-feira aquele ladrão convertido teria ido com Jesus para o paraíso.

E não é uma questão difícil. A Bíblia explica a Bíblia. “O que necessitamos saber é se Jesus quis dizer “te digo hoje ou hoje estarás”. E para saber qual das expressões está correta, é necessário que descubramos as respostas na Bíblia das seguintes perguntas: O que é o paraíso? Foi Jesus ao paraíso, no mesmo dia em que morreu? Que ensinou Jesus acerca do momento quando os seres humanos recebem a recompensa no paraíso ou reino de Cristo?” (S.D.A.B.C. vol.5 pg. 855)

Vamos começar entendendo o que Jesus queria dizer com a expressão paraíso. “Paraíso, vem de uma palavra persa que quer dizer “lugar cercado”, “parque”, onde há muitas árvores, e onde com freqüência se encontrava animais para a caça. Estava cercado com muros e muitas vezes, havia torres para os caçadores. A palavra hebraica pardes, também foi traduzida por bosque, jardim, jardim do Éden.

No Novo Testamento a palavra paraíso, está muito ligada com o céu e a nova terra. Segundo apocalipse 2:7, a árvore da vida aparece “no meio do paraíso de Deus”. Em apocalipse 21:1-3, 10 e 22:1-5, a árvore da vida aparece junto com a nova terra, a nova Jerusalém, o rio da vida e o trono de Deus. Portanto não há duvida que a palavra paraíso é sinônimo do céu.

Quando Jesus assegurou ao ladrão que ele teria um lugar no paraíso, Ele estava se referindo as muitas moradas da casa de seu Pai, e ao momento quando se reuniria com os filhos dEle (João 14:1-3).

A segunda pergunta que precisamos responder é: “Foi Jesus ao paraíso no mesmo dia em que morreu?”

“Na véspera da traição, menos de 24 horas antes da fazer esta promessa profética ao ladrão, Jesus havia dito aos doze: “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar…virei outra vez , e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também” (João 14:1-3). No entanto, três dias mais tarde, Jesus disse para Maria: Não me detenhas, pois ainda não subi Meu Pai (João 20:17).

É evidente que Jesus não foi ao paraíso e nem esteve no paraíso no dia da sua crucifixão e morte. Portanto, o ladrão não poderia ter estado com Jesus no paraíso naquela sexta-feira, quando foi feita a promessa.” (idem).Vamos a terceira pergunta: O que ensinou Jesus acerca do momento quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso?

“Através de todo o Seu ministério, Jesus havia declarado especificamente que recompensaria a cada um segundo as suas obras, quando voltasse na glória de seu Pai e dos santos anjos (Mat.16:27). E somente neste momento é que convocaria e convidaria a todos os salvos de toda a terra e de todos os tempos para que herdem o reino que esta preparado desde a fundação do mundo (Mat.25:31,34)” (ibidem).

O apostolo Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão das tumbas quando Cristo vir a segunda vez ( I Coríntios 15:20-23), e somente então receberão a imortalidade, o grande prêmio de terem sido fiéis a Deus (I Coríntios 15:51-55). Assim, no momento em que Jesus retornar pela segunda vez, todos os justos mortos ressuscitarão e os justos vivos serão transformados e arrebatados para estarem para sempre com o Senhor (I Tessalonicenses 4:16-17).

Mas por que, então, o texto aparece como que dizendo que Jesus estava garantindo que “hoje”, naquele dia, o ladrão estaria no paraíso?

Quando a Bíblia foi escrita, não havia pontuação. As frases eram escritas sem pontos e ou vírgulas. A maneira coerente de traduzir este verso para a nossa língua e respeitando o que a Bíblia diz sobre todos os assuntos mencionados, seria assim: “Na verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”.

Colocando a vírgula no lugar certo o tema fica claro e de acordo com todo o restante da Bíblia. Não há recompensa, seja para o bem ou para o mal, antes da volta de Jesus. Isso é claríssimo em toda a Palavra de Deus.

Milhares e milhões de salvos estarão no paraíso de Deus. Pecadores arrependidos como o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus.

Você já aceitou esse sacrifício tão grande? A oportunidade é oferecida por Deus a você, mais uma vez. Aceite-o agora. E Ele responderá: “Na verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”.

Creia no Senhor e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


A VOZ NO DESERTO

Vamos para mais uma profecia da Bíblia? Ela foi feita por Isaías e confirmada por João Batista. Está em João 1:23 – “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”.

Para uma melhor compreensão deste assunto, vamos voltar um pouco no tempo e conhecer o que aconteceu antes de João fazer esta declaração.

João Batista nasceu em condições muito especiais. Os pais dele já eram velhos e não tinham filhos pois a mãe, Isabel, era estéril. Apareceu, porém, um anjo e anunciou a Zacarias que ele seria pai e que Isabel, mesmo na velhice, geraria um filho.
A notícia foi tão boa que Zacarias não acreditou. Para que ele compreendesse que não era uma brincadeira, pois quem havia mandado dar esta notícia é Um que não pode errar, Zacarias ficaria mudo. A partir daí, até o nascimento do menino, ele não falou mais (Lucas 1:5-20).

Você já parou para imaginar a alegria dessa mãe? Por muitos anos queria embalar em seus braços um filho, porém isso não fora possível. Tinha que se contentar em segurar nos braços os filhos de suas amigas e familiares.

Agora ela sonhava com o dia que poderia amamentar e embalar o seu próprio filho. Zacarias contemplava todos os movimentos, mas não podia dizer nada, porque estava mudo.

Após alguns meses o menino nasceu e com oito dias tinham que circuncidar a criança e dar-lhe um nome. Os amigos e parentes queriam dar o nome do pai, mas a mãe insistia que deveria ser “João”. Foi então que Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu que o nome do menino deveria ser João. Quando fez isto, a voz voltou para Zacarias (Lucas 1:57-66).

O menino cresceu como normalmente crescem todos os meninos, mas um dia a missão para qual ele viera a existência o chamou de forma distinta e clara. João foi para o deserto e começou a pregar uma mensagem muito forte. Seus sermões comoviam os habitantes da Judéia. E a fama foi ainda mais longe, chegou à sede da religião em Israel, no magnífico templo em Jerusalém.

Uma comitiva de estudiosos e líderes vai, então, até João. Encontram um homem vestido de pele de camelo, com um cinto de couro em torno dos lombos (Mateus 3:4). João é então interrogado. O evangelista João (que não é a mesma pessoa) conta que eles perguntaram: “Quem és tu?” (1:9).

A resposta veio com naturalidade. “Eu não sou o Cristo”. Isso surpreendeu e decepcionou aquela comitiva. João disse o que eles não esperavam ouvir. Revela, então, que ele é a voz que clama no deserto. Explica que ele é o cumprimento da profecia de Isaías (40:3). Assume para si a responsabilidade de anunciar e preparar o caminho para o Messias.

O que João queria dizer com ser a voz do deserto? “Ele era tão somente uma voz, mas que voz! Seu eco continua sendo ouvido através dos séculos. Como profeta, João foi a voz de Deus, para as pessoas do seu tempo, porque um profeta é o porta voz de Deus” (S.D.A.B.C. vol.5 pg.288).

Quando João diz que estava preparando o caminho, ele estava usando uma expressão muito comum naqueles dias. “Quando um monarca do antigo Oriente decidia visitar certas partes do seu reino, despachava mensageiros a cada distrito que seriam visitados para que anunciassem com antecipação sua visita e preparar os seus habitantes para a sua chegada. Os habitantes de cada cidade ou vila deviam preparar o caminho por onde o rei iria passar, porque esses caminhos estavam bastante abandonados. Em alguns lugares se retirava pedras do caminho que os agricultores tiravam de suas terras” (idem, p. 288 e 289).

Perceba que João, ao mesmo tempo que cumpria a profecia feita por Isaías, fazia a uma profecia a seu próprio respeito. Ele assumiu para si a responsabilidade. Eu sou a voz… eu sou o que prepara o caminho para o rei. Eu sou o servo que vai adiante do rei e arruma as acomodações, que tapa os buracos da estrada, que endireita os caminhos.

João não queria o papel principal. Ele estava feliz com a tarefa que Deus lhe havia dado. João sabia com muita clareza qual era a missão dele aqui nesta terra. Sabia, com muita precisão, o que ele era e o que ele não era. Ele não era o Messias. Era apenas a voz que clamava no deserto e o que devia preparar o caminho para a pessoa mais importante que em breve iria chegar.

Amigo ouvinte, feliz é o homem que tem coragem para aceitar e desempenhar com alegria o papel que Deus lhe concedeu. Feliz é o homem que sabe com muita clareza o que ele é e o que ele não é. Feliz é o homem que durante a vida, assume com muita ousadia a sua parte no grande plano de Deus, sem estar preocupado com outras coisas.

Em nossos dias encontramos muitas pessoas, que sabem o que devem ser e fazer, mas não fazem, porque acham que isso vai lhes trazer prejuízos ou vai dar um pouco mais de trabalho. João, não estava preocupado com o que iriam pensar a respeito dele. Apenas estava ocupado em cumprir o que Deus tinha estabelecido para ele.

E você que me ouve, qual é a sua postura diante do que Deus tem dito? Você sabe com clareza, qual é a sua missão aqui nesta terra? Você sabe o que você é e o que não é?

O meu desejo é que você seja a voz de Deus onde estiver, onde mora, onde estuda, onde brinca ou em qualquer outro lugar, e que prepare o caminho para o retorno de Jesus a esta terra.

Faça isso e creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


O CORDEIRO DE DEUS

Vamos hoje estudar mais uma profecia do evangelho de João. Está no capítulo 1:29 – “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

Esta profecia foi feita por João Batista. Ele desenvolvia o seu ministério no deserto da Judéia. Naquele lugar ele fez as mais duras criticas aos lideres religiosos e ao povo judeu. Condenou severamente a hipocrisia, condenou os pecados dos governantes e apelou aos soldados que se contentassem com o seu salário e não aceitassem suborno.

O que João queria dizer com a expressão “dia seguinte”? Um dia antes de João Batista fazer a esta profecia, viveu um dia muito intenso. Ele foi interrogado pelos autoridades religiosas sobre se ele era ou não o messias. De forma muito clara afirmou que não era o Messias, nem Elias, e que nem profeta era. Auto definia-se apenas como uma voz no deserto.

Assim, após esse dia de definições, João estava batizando as pessoas no rio Jordão, quando se aproximou dele alguém especial.

“João e Jesus eram primos, e intimamente relacionados pelas circunstâncias do seu nascimento; todavia não, haviam tido nenhuma comunicação direta um com o outro. A vida de Jesus foi passada em Nazaré, na Galiléia; e a de João, foi no deserto da Judéia. Em ambiente grandemente diverso, tinham vivido separados, e não se havia comunicado entre si. João tinha conhecimento dos fatos que haviam assinalado o nascimento de Jesus. Ouvira falar da visita que, em sua infância, fizera a Jerusalém, e do que se passara na escola dos rabinos. Quando Jesus foi para ser batizado, João reconheceu nEle a pureza de caráter que nunca tinha visto em homem algum. A própria atmosfera de Sua presença era santa e inspirava respeito… nunca, entretanto, estivera em contato com um ser humano de quem manasse tão divina influência. Tudo estava em harmonia com o que lhe fora revelado acerca do Messias” (O Desejado de Todas as Nações, p. 95-96).

João se recusa a batizar Jesus. Reconhece que está diante de Alguém superior. Jesus, porém, argumenta: “Deixa por agora, porque assim convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu” (Mateus 3:15).

Por que Jesus foi batizado nas águas do Jordão? Ele foi batizado para cumprir toda a justiça, ou seja, o batismo de Jesus não foi uma confissão dos pecados como eram os batismos de todas as pessoas. Jesus foi batizado para, de alguma identificar-se conosco, deixando o exemplo daquilo que devemos fazer.

É lamentável que muitas igrejas que se dizem cristãs não fazem o que o filho de Deus fez. Muitas criaram o seu próprio ritual de batismo, deixando de lado a forma bíblica instituída por Deus, através de João Batista. A palavra batismo, inclusive, significa “mergulhar, afundar na água”.

“Ao sair da água, Jesus se inclinou em oração à margem do rio. Nova e importante época abria-se diante dEle… O olhar do Salvador parece penetrar o céu, ao derramar a alma em oração… Suplica ao Pai poder para vencer a incredulidade deles, quebrar as cadeias com que Satanás os escravizou e derrotar, em seu benefício, o destruidor. Pede o testemunho de que Deus aceite a humanidade na pessoa de seu filho.

…O povo ficou silencioso, a contemplar Cristo. Seu vulto achava-se banhado pela luz que circunda sem cessar o trono de Deus. Seu rosto erguido estava glorificado como nunca dantes tinham visto o rosto de um homem. Dos céus abertos, ouve-se uma voz dizendo: “Este é o meu filho amado em que me comprazo”.

João ficara profundamente comovido ao ver Jesus curvado como suplicante, rogando com lágrimas a aprovação do Pai. Ao ser Ele envolto na glória de Deus, e ouve-se a voz do céu, reconheceu o Batista o sinal que lhe fora prometido por Deus. Sabia ter batizado o redentor do mundo. O Espírito Santo repousou sobre ele, e, estendendo a mão, apontou para Jesus e exclamou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (idem, p. 98).

Foi neste contexto que João Batista fez a sua maior profecia. Ele reconheceu em Jesus o cordeiro providenciado por Deus para tirar o seu, o meu, o nosso pecado.

Esse tipo de comparação é usado unicamente por João. “O símbolo de cordeiro, faz ressaltar a inocência de Jesus, e sua perfeição de caráter” (S.D.A.B.C. vol.5 pg. 886).

Quando João apontou para Jesus e fez esta profecia, ele estava criando um tremendo problema para a comunidade judaica. Este não era o tipo de Messias que todos estavam esperando. Nem a própria mãe e os discípulos entenderam a missão dEle. As pessoas não estavam preparadas para aceitar um Messias cordeiro. Eles aguardavam com muita ansiedade o Messias que viria libertá-los da escravidão que Roma os impusera.

O povo daquela época não estava preocupado com os seus pecados, e sim com a independência de Roma. Eles não queriam ouvir sobre temas de salvação, perdão, conversão, ou qualquer coisa neste sentido. Queriam ouvir de revolução, guerra, morte aos romanos.

O cordeiro de Deus cumpriu plenamente a Sua parte. Viveu praticamente sozinho neste mundo. Na hora de maior dor e medo os amigos mais próximos fugiram. O Cordeiro foi levado para o matadouro e suportou de maneira firme e decidida o sofrimento imposto pelos homens maus e Satanás. E não abriu a sua boca.

Creia nesse Deus maravilhoso e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


DIMINUIU PARA JESUS CRESCER

Quero voltar ao assunto, agora com mais detalhes, sob a ótica do evangelista João. Vamos para o capítulo 3:30. “É necessário que Ele cresça e que eu diminua”.

Vimos no programa anterior que João havia apontado a Jesus como o Cordeiro de Deus. A que vamos estudar hoje, porém, foi uma de suas últimas declarações públicas, enquanto estava em liberdade.

Enquanto pregara no deserto de Judéia, tinha recebido todo o prestigio e popularidade possível a um ser humano de influência. Ele tinha muito mais popularidade que qualquer sacerdote ou líder do templo daquela época.

“Houvesse ele anunciado como Messias, e fomentado um levante contra Roma, sacerdotes e povo teriam se unido em torno de sua causa” (O Desejado de todas as nações, p.158).

João sabia de sua popularidade e do apoio popular que teria se pretendesse algum cargo ou poder entre os judeus. Porém, Ele também sabia da missão que recebera de preparar o caminho para o Messias.

João batizara Jesus. Vira a pomba pousar sobre o Salvador no dia do batismo. Ouvira a voz do céu, quando Jesus estava orando às margens do rio, após aquela cerimônia. Também havia dito à liderança religiosa que ele não era o Messias.

No evangelho de João encontramos o relato de um segundo testemunho profético que Ele fez. . Cristo é mencionado por João nos versos anteriores como sendo o esposo, cuja voz ele ouve e se alegra (João 3:29).

O aumento da popularidade de Jesus era uma evidência de que o testemunho de João fora verdadeiro.

Assim, por algum momento no linha da história, João e Jesus desenvolveram ministérios paralelos. Jesus começa a escolher os discípulos dEle e João, mesmo perdendo alguns dos seus seguidores para Jesus, prossegue com o trabalho que vinha desempenhando.

Porém, com o passar dos dias, o número dos discípulos de João começa a diminuir, e a popularidade dele, conseqüentemente, também cai. Jesus é a nova sensação do momento. João, aparentemente, estava aceitando este fato com naturalidade. Jesus era o Messias, e era óbvio que as pessoas O procurassem, mas os seus discípulos não aceitaram este fato como algo natural.

Um dia os discípulos de João o procuraram e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com Ele” (João 3:26). Perceba o ciúme dos discípulos de João.

Foi num contexto de ciúme e desconfiança dos discípulos de João, que esta profecia foi feita.João, então, profetizou: “É necessário que Ele cresça e eu diminua”.

E o cumprimento da profecia aconteceu muito depressa. João foi aos poucos sendo esquecido pelo povo. Perdeu a popularidade e, ao mesmo tempo que perdia popularidade ganhava, quase na mesma proporção, o ódio da mulher de Herodes, Herodias.João condenava a relação de Herodes com Herodias, pois esta era mulher do irmão de Herodes. Assim, a condenação de João a esse casamento ilícito, o levou a prisão e mais tarde a morte (Mateus 14:1-12).

Jesus estava em plena ascensão e João em queda natural. Foi aí que João deu a maior aula de humildade. Profetizou sobre a sua postura, e não somente profetizou, como viveu literalmente o ocaso e o esquecimento da multidão.

João não sentiu ciúmes do sucesso de Jesus. Tentou mostrar aos discípulos dele o objetivo de sua missão. Era hora do noivo (Jesus) crescer. Estava ciente do que era e do que não era.

Creio que não dá para escaparmos da seguinte questão. E se fosse conosco? E se fosse com você ou comigo. Estaríamos ou estamos preparados para sair de cena e dar lugar a outro?

Essa é a grande dificuldade do ser humano. Sair de cena. Abrir mão. Ter humildade para entender que outro pode ocupar o lugar dele e fazer muito melhor.

João se alegrou com o sucesso de Jesus. Queria que Ele crescesse e tivesse sucesso absoluto. Alegrava-se com isso. É… só os grandes homens são capazes disso!

O sucesso de Jesus foi incomparável. Porém o Messias jamais questionou ou minimizou a importância de João. Em Lucas 7:28, Jesus declarou: “E eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há maior profeta do que João Batista”.

Vale a pena crer em Deus. Só assim estamos seguros. Vale a pena crer nos profetas dEle. Só assim prosperaremos. Pense nisso no dia de hoje!


ÁGUA VIVA

Hoje quero estudar com você mais uma profecia feita por Jesus. Está em João 4:14 – “Mas aquele que beber da água que lhe der nunca terá sede, porque a água que lhe der se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna”.

Vamos conhecer um pouco da história em que está envolvida esta profecia. Jesus estava voltando da Judéia para a Galiléia. Deveria passar pela região de Samaria.

“Os judeus da Judéia evitavam o território dos samaritanos devido a hostilidade entre ambos, originada por ocasião da reconstrução to templo. Em 400 AC os samaritanos construíram o seu próprio templo, que os judeus queimaram em 128 AC, intensificando o ódio e o preconceito. Para irem a Galiléia preferiam passar pela Peréia, ao lado oriental do Jordão, o que significava um caminho mais longo. Samaria ficava do lado ocidental. Os Galileus, uma raça mais mista, não se deixavam levar por tal escrúpulo” (O Evangelho de João, José Carlos Ramos, p.125).

“Negociar com os samaritanos, em caso de necessidade, era na verdade lícito pelos rabis; qualquer contato com eles era condenado. Um judeu não tomava emprestado nem recebia favores de um samaritano, nem mesmo um pedaço de pão ou um copo de água. Comprando comida, os discípulos estavam agindo em harmonia com o costume de nação” (Desejado de todas as nações, p. 163).

Samaria, que fora a capital de Israel, reino do norte, emprestou seu nome para toda a região em que os samaritanos habitavam.

Para que você entenda ainda mais a rivalidade que existia nos dias de Jesus entre judeus e samaritanos, no “ano 65 ou 66 AD uma norma foi estabelecida que proibia judeus de se utilizarem de utensílios na companhia de samaritanos. Ficou estabelecido também que as filhas da samaritanos eram supostamente menstruadas desde o berço, portanto, imundas todo o tempo.

O rabi Eliezer afirmava: Aquele que come pão dos samaritanos é semelhante ao que come carne de porco. Outros rabinos afirmavam que um samaritano transmitia imundícia por aquilo que usava para dormir, para sentar, para cavalgar, e por sua saliva e urina. E que suas filhas eram imundas desde o berço, tal como os gentios” (O Evangelho de João, José Carlos Ramos, p.127).

Este, portanto, era o ambiente histórico e social que envolvia esses dois povos. Jesus estava no meio desse conflito. Jesus era da Galiléia, e os judeus da Galiléia não tinham tanto preconceito como os da judéia.

Jesus queria passar pelo território da Samaria, por algumas razões:
Primeira. Ele não partilhava deste ódio racial.
Segunda. Ele queria ensinar aos seus discípulos que todos são iguais perante Deus.
Terceira. Ele tinha uma missão que envolvia todos os povos.
Quarta. O que Jesus ensinava é que a verdadeira adoração a Deus não seria somente em Jerusalém ou Samaria.

Era meio dia e o sol estava quente demais para continuar a caminhada. Como era a hora do almoço, Jesus e os discípulos dEle precisavam parar para descansar e também comer alguma coisa. Estavam, porém, em território de samaritanos. Enquanto os discípulos foram comprar comida, apareceu uma mulher para tirar água do poço, onde Jesus ficara.

Para quebrar o preconceito, Jesus conversou com a mulher. Pediu água para beber. A samaritana ficou surpresa com o pedido, pois reconhecera que Jesus era judeu. Depois de alguns momentos de conversação, Jesus faz então a profecia de hoje, dizendo que se ela bebesse da água que Ele tinha para dar, jamais teria sede novamente. A mulher se tornaria numa fonte de água viva.

Jesus não estava falando do líquido que a mulher viera buscar no poço. A água, na Bíblia, sempre esteve ou está associada à vida.

A expressão “água viva”, significa águas correntes, que surgem de uma vertente ou de uma fonte, e, portanto, seriam muito superiores a aquele poço.

O ponto alto daquela conversa foi quando a mulher reconheceu em Jesus o Messias prometido. Ele era a água viva que os sedentos deveriam experimentar. Como está escrito em João 7:37 e 38: “Se alguém tem sede venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior fruirão rios de água viva”.

A mulher, que fora buscar água naquele poço, não precisava mais do líquido que viera buscar. Ela precisava de salvação. Voltou para a cidade e convidou amigos, vizinhos, enfim, a população do lugar, para ouvirem Jesus pessoalmente.

A transformação foi completa. Jesus fez a diferença na vida daqueles samaritanos, não apenas da mulher. Pessoas que eram desprezadas pela liderança religiosa da época foram valorizadas e transformadas pela presença do Salvador.

Amigo ouvinte, Jesus é o único que pode mudar a vida de qualquer pessoa. É preciso primeiro ouvir o que Ele tem a dizer. E a Bíblia é o caminho para isso. É preciso parar, ouvir e aceitar as palavras da vida eterna.

E quando isso acontece o transformado pelo evangelho passa a ser um conduto da água da vida eterna para outros. Como ocorreu com aquela mulher. O cântaro ficara de lado pois havia uma missão mais importante para ser cumprida.

É assim que tem acontecido com você? Já bebeu da água da vida? Tem dividido com outros que ainda não o fizeram?

Faça isso. Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


PÃO DA VIDA

No último programa vimos a profecia que Jesus fez sobre a água viva. Hoje quero falar sobre outro elemento essencial para a sobrevivência humana: o pão. Está em João 6:48 “Eu Sou o pão da vida”.

Em qual contexto Jesus declarou isto? Vamos começar pelo que acontecera no dia anterior. Jesus estivera com uma grande multidão. Havia atravessado o mar da Galiléia e fora seguido por um grande grupo de pessoas.

A situação ficou dramática pois depois de algum tempo todos estavam com fome e não havia onde comprar alimento para tanta gente. Jesus, preocupado com a situação, pediu a Filipe que desse um jeito. Ele, porém, argumentou que nem 200 denários seriam suficientes para comprar tanto pão ou comida para o povo (João 6:7). Filipe estava dizendo que o salário de 200 dias de trabalho eram insuficientes. Ou seja, um problema insolúvel aos olhos humanos.

Naquela situação um tanto dramática, encontraram um garotinho com um lanche. Cinco pãezinhos e dois peixinhos. Ou seja, não faria nenhuma diferença para mais de cinco mil homens.

Jesus, porém, faz o milagre toda aquela grande multidão é alimentada (João 6:11).

Depois disso, naquela tarde, os discípulos atravessaram o mar da Galiléia em direção a Cafarnaum. Enfrentavam uma terrível tempestade quando Jesus, na hora mais escura, apareceu andando sobre o mar. Depois de subir ao barco, acalmou o temporal.

No dia seguinte, aquela mesma multidão procura novamente a Jesus. O Mestre percebe qual é o interesse que os motivava e, então, faz um discurso mais forte, buscando levá-los a refletirem naquilo que realmente importava.

Primeiro, faz uma dura crítica à motivação que os havia trazido para aquele lugar. “Em verdade em verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes pão e vos fartastes” (João 6:26).

Hoje em dia não é diferente. Há muita gente por aí, que se diz religiosa, querendo tirar proveito de toda e qualquer situação. Como naquela época, não estão interessadas na salvação e na simplicidade do evangelho. Tem outros objetivos, segundas intenções.

Como no tempo de Jesus, multidões correm em busca de um pedaço de pão. Ou de uma solução para algum tipo de problema circunstancial ou passageiro. Querem ganhar, ganhar. Apenas ganhar alguma coisa.

Deus conhece o coração, lê os nossos pensamentos, sabe o que vai no íntimo da mente. Não há jeito de enganá-Lo.

E qual foi a reação de muitos que ouviram esta declaração de Jesus? “As palavras de Cristo que identificavam a sua carne com o pão que desceu do céu provocou um verdadeiro escândalo entre o judeus. Quando Cristo disse que Ele era o pão que havia descido do céu, o judeus começaram a murmurar porque julgavam conhecer a Cristo muito bem. Ao identificar Sua carne com o pão vivo, a reação foi mais violenta” (Comentário do Evangelho de João- Mário Veloso- pg. 168).

O que Jesus queria dizer com esta declaração?

Este discurso de Jesus foi pronunciado próximo a festa da páscoa do ano 30 de nossa era. O sacrifício do cordeiro pascal comemorava a noite em que o povo de Israel fora libertado do Egito, e todos os israelitas deviam comer a sua carne. Jesus com toda a certeza está usando este exemplo para dizer que o verdadeiro cordeiro pascal estava diante deles.

O único que podia libertá-los da escravidão do pecado era Ele. Se comessem a Sua carne, a semelhança do cordeiro pascal que foi comido na noite que antecedeu a saída do Egito, a liberdade que tanto sonhavam, seria definitivamente experimentada.

Deus estava oferecendo um novo pão para a multidão. Porém, esta, agora, o rejeita. O povo quer discutir a origem, a validade, a loucura da proposta.

No discurso de Jesus, quem comesse desse pão, teria a vida eterna (João 6:51).

Para que esse pão, que é oferecido por Jesus, produza algum efeito na vida de uma pessoa, precisa ser experimentado, comido. Como fizera a multidão no dia anterior. Pena que só queriam o pão físico. Era mais fácil, mais cômodo, mais simples. Nenhum comprometimento.

Jesus estava oferecendo – e continua fazendo isso hoje – a vida eterna para seus ouvintes. Eles não quiseram. Como muitos ainda não querem, hoje.

Amigo ouvinte, qual será sua atitude ou resposta diante do oferecimento de Jesus? Comerá do pão da vida para viver eternamente?

Oro, no meu coração, para que sua resposta seja sim e você viva completamente o plano de salvação estabelecido pelo céu.

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


LUZ DA VIDA

Nos últimos programas apresentei aqui duas profecias que Jesus fez a respeito dEle próprio. A água e o pão da vida. Hoje vamos para João 8:12 – “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Por que Jesus afirmou que Ele era a luz do mundo e afirmou que quem andasse com Ele teria a luz da vida?

Esta declaração de Jesus estava, com toda a certeza, relacionada com a cerimônia das luzes. “Ao término do primeiro dia da festa dos tabernáculos, os sacerdotes desciam ao átrio das mulheres. Havia ali candelabros de ouro com quatro cálices em cima de cada um deles e quatro escadas para cada um, e quatro jovens vestidos com vestimentas sacerdotais levavam em suas mãos frascos com azeite que eram derramados nos cálices. De suas vestimentas que não usavam mais, faziam tochas e com elas ascendiam as lâmpadas; e não havia nenhum pátio em Jerusalém que não estivesse iluminado com a luz do lugar de onde se tirava água.

Homens piedosos e de boas obras saiam continuamente diante das pessoas que estavam no átrio das mulheres com tochas acessas em suas mãos, entoando cânticos e louvores. Inumeráveis levitas saiam com suas harpas, liras, címbalos e trompetes e outros instrumentos musicais”. (S.D.A.B.C. vol.5 pg.963)

Os estudiosos da Bíblia acreditam que esta expressão de Jesus tenha sido pronunciada no último dia da festa, bem ao entardecer. Durante todos os oito dias de festa, pela manhã, o item mais usado era a água, porém, ao entardecer, o que mais se via em todos os lugares do templo, eram lâmpadas sendo acessas.

“Desde a primeira noite, acendiam-se grandes lâmpadas de ouro no templo, especialmente no átrio das mulheres. Cada noite estas luzes eram acesas e em toda a cidade de Jerusalém repetia-se a mesma cerimônia, até o ponto de não ficar um único pátio interior sem ser abundantemente iluminado” (Comentário do Evangelho de João, Mario Veloso, p.198).

A festa era um verdadeiro show de luzes. A cidade ficava toda iluminada. Foi neste contexto que Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo”.

Uma das razões do porque Jesus usou esta expressão foi para aproveitar o momento que o povo estava vivendo. Jesus era um hábil evangelista. Ele usava as coisas comuns da vida para ensinar as maiores lições. Ele aproveitava todos os momentos possíveis para chamar a atenção das pessoas para as coisas espirituais.

O povo estava em festa, havia muita gente, a cidade estava lotada de peregrinos de todos os lados. As cerimônias eram feitas seguindo a sua rotina normal, porém, Jesus quebrou o protocolo da festa quando disse que Ele era a luz.
Há, ainda, uma outra razão de Cristo ter dito que era a luz. Usava conceitos já conhecidos da população. A comparação entre Deus e a luz não era estranha para ninguém. O Salmo 27:1, por exemplo, diz: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação”. Outros textos mais: “Porque em Ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz” (Salmo 36:9). “Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará; porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias de teu luto findarão” (Isaías 60:20).

Jesus não tinha nenhuma dúvida de quem Ele era. Ele era e é a luz. Sabia qual era a missão que teria de cumprir na terra. Segui-Lo significava andar na luz e não nas trevas.
Amigo ouvinte, esta era a grande proposta de Jesus para as pessoas de Seu tempo. Infelizmente, elas estavam tão cegadas com as tradições e conceitos pessoais, que tudo o que dizia não recebia a merecida atenção e valor.

As pessoas, no tempo de Jesus, preferiram viver na escuridão, nas trevas e na morte do que aceitar a luz, que era oferecida gratuitamente. Jesus estava na festa das luzes. Transitava entre as pessoas, porém, não era reconhecido.

Que triste o quadro dos adoradores de Jeová daqueles dias. Não havia lugar para a luz da vida, porque estavam cheios de conceitos pessoais e tradições inúteis.

E essa situação ocorre também nos dias de hoje. Teólogos e religiosos preocupados em defender suas teses e idéias humanas que não são confirmadas pela Bíblia. A tradição e a especulação predominam frente ao “assim diz o Senhor”.

Jesus, porém, garante: quem anda com Ele não fica em trevas. Não anda no escuro, não é enganado ou enrolado por argumentação humana.

As pessoas da época de Cristo não quiseram saber da luz. Não tiverem nenhum interesse em cumprir na vida deles a promessa de refletirem a luz da verdade.

Por isso, convido você que me ouve agora a refletir sobre esse assunto, incluindo-se de forma pessoal nessa questão. São apenas duas opções: luz ou trevas.

Avalie seus conceitos religiosos, as crenças que você tem. Coloque-os à prova diante da Bíblia e confirme-os, um a um com o que Deus deixou como verdade. Brilhe. Brilhe refletindo a luz que vem de Jesus. A luz que é vida.

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


VERDADE LIBERTADORA

Vamos estudar hoje mais um ensino profético de Jesus. Está em João 8:32 – “Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Esta mensagem proferida por Jesus tinha um endereço certo: os líderes religiosos da época de Jesus e o povo que os seguia quase cegamente. E o recado foi um choque. Afinal, como os descendentes de Abraão não tinham a verdade?

Jesus começa a profecia dizendo que se tivessem disposição de conhecer a verdade, algo de muito valor aconteceria na vida deles.

Mas o que é a verdade? Existem algumas definições importantes da Bíblia sobre a verdade.
Por exemplo, Jesus é a verdade. João 14:6 diz “Eu Sou o caminho a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” . “… Deus é a verdade, e não há nele injustiça. Ele é justo e reto” (Deuteronômio 32:4). “Agora, ó Senhor Deus, tu mesmo és Deus, e tuas palavras são verdade…” (II Samuel 7:28).

Estes três textos definem com muita clareza o que é a verdade. Jesus é a verdade. Deus é a verdade. A Bíblia é a verdade.

Amigo ouvinte, não há verdade fora de Deus e da palavra dEle. Não existe outra fonte de verdade. Qualquer outra coisa é embuste ou imitação barata. A verdade em Pessoa foi apresentada aos contemporâneos de Jesus. Eles, porém, não O reconheceram.

Nos dias de Cristo havia outras supostas fontes de verdade. Incluem-se aí os lideres religiosos daquela época que ensinavam ao povo, porém, nem tudo estava embasado na palavra do Senhor. Muita coisa era resultado de uma mistura com teorias humanas e tradições. Essas tradições eram muito fortes e as pessoas da época deixavam a verdade com muita facilidade.

Perceba que tudo era feito em nome de Deus. E faziam isso com sinceridade. Porém, uma verdade misturada com mentira não é verdade. É mentira.

E como isso acontece hoje em dia! Centenas e milhares de ditos líderes religiosos, usando a Bíblia, abrindo a palavra, falando com convicção, com empolgação, com estrondosos resultados, porém, misturando verdade com erro.

Amigo ouvinte, verdade que não pode ser encontrada e defendida na Bíblia, não é verdade. Só pode ser uma grande mentira.

O que é verdade para você? Verdade nos dias de Cristo era Ele mesmo. Ele continua sendo a verdade. A verdade estava entre os homens. A verdade vivia com eles, porém, a grande maioria não percebeu, não entendeu ou não quis aceitá-Lo. Inclusive O mataram em uma cruz.

Creio que vale a pena refletirmos um pouco sobre a nossa relação com Jesus, com a verdade. O que estamos fazendo com a verdade? O que Jesus significa realmente para você?

A profecia diz que todo aquele que conhecer a verdade, ou seja todo aquele que conhecer a Cristo, encontrará a liberdade. De que liberdade Jesus está profetizando?

Ele não estava falando da liberdade da opressão romana. Referia-se a um império mais forte e poderoso, o cativeiro do pecado que Satanás cercou e prendeu a humanidade.
Satanás tem prometido muita coisa aos seus súditos ou escravos. Ele promete fama, poder, dinheiro, prestigio, porém não lhes dá o principal, a liberdade.

Uma pessoa que fuma, por exemplo, não é livre. Ela não pode deixar o vício quando quiser. Aquele que é dominado pelo álcool ou qualquer outro tipo de drogas, também vira escravo facilmente.

Encontramos muitas pessoas que com muita arrogância dizem que não querem ser cristãos, porque desejam viver em liberdade e aproveitar a vida.

Se este é o seu caso, talvez você não concorde comigo, porém, preciso dizer pois creio nisso. Não existe como aproveitar a vida longe da fonte de verdade que é Jesus e a Palavra dEle.

Por que digo isto? Uma pessoa que decide ficar ao lado de Jesus, pode abandoná-Lo a hora que quiser; pode deixar de praticar os ensinos de Jesus quando bem entender. Não será preciso internar-se em algum hospital para deixar de ser um cristão. Isto é liberdade, é ser livre.

Porém, um viciado em cigarro, álcool, maconha, cocaína, crack ou qualquer outra coisa, não consegue deixar estas coisas na hora que bem entender. As clinicas estão ganhando muito dinheiro com os arrogantes que sempre defenderam que eram livres, e que queriam aproveitar a vida.

“A verdade vos libertará”. Esta profecia foi cumprida na vida de bem poucas pessoas nos dias de Cristo. A grande maioria, infelizmente, preferiu ficar com as tradições e costumes. Perderam a chance da verdadeira liberdade.

A verdade libertará você também. É só querer. É só deixar. Não viva uma religião do faz de conta ou tentando ficar em cima do muro, iludido que existe possibilidade de misturar o certo com o errado.

Jesus veio a este mundo pela primeira vez para dar, através da morte na cruz do calvário, o direito de todos sermos livres. “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).

Creia nesse Deus e você estará livre e seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


VAI E LAVA-TE!

Hoje quero estudar mais uma expressão profética de Jesus. Desta vez está em João 9:7 e foi dirigida a um cego. “Vai, lava-te no tanque de Siloé”.

Perceba que o verso um diz que Jesus estava de passagem. Ou seja, o destino dessa viagem não era o lugar onde o cego vivia. Jesus estava passando por aquele lugar.

Ao visitar Jerusalém o relato bíblico diz que o encontro com o cego e a realização do milagre ocorreu em um sábado. O cego normalmente ficava próximo ao templo ou a um lugar movimentado onde podia pedir esmolas e comover os transeuntes com sua lastimosa situação.

“No Oriente próximo, a cegueira era muito comum, e se deve a muitas causas, especialmente a tracoma. Entre os milagres mencionados nos evangelhos, este é o único que se destaca que este mal acompanhava esta pessoa desde o seu nascimento” (S.D.A.B.C. vol. 5 pg.972).

Os discípulos, quando viram este cego, aproveitaram para pedir a opinião de Jesus sobre um assunto tão familiar entre eles. A questão era: qual o culpado desse mal, o cego ou os pais dele?

Nos dias de Jesus acreditava-se que as doenças eram castigo de Deus a pecados cometidos pelo doente ou pelos pais do enfermo.

De acordo com o Talmud: “Não há morte sem pecado, e não há sofrimento sem iniqüidade” (idem). “O rabinos também ensinavam que Deus se encarregava de que o pecado fosse castigado de acordo com a seguinte regra: a medida com que um homem mede, será medido também. Sansão desejou com os seus olhos, e por isso os filisteus arrancaram os olhos dele após quando foi preso. Absalão de gloriava do seu cabelo, e por isso ficou dependurado pelo cabelo ao passar embaixo de uma árvore.

Os judeus acreditavam que cada pecado trazia um tipo de castigo, e por isso era fácil descobrir qual era o pecado que determinada pessoa havia cometido. Um rabi por nome de José, ensinava que Deus castigava com calamidades naturais, aos que mereciam a morte. O que havia sido sentenciado ao apedrejamento, poderia também morrer ao cair de um telhado ou pisoteado pelos animais. O que havia sido sentenciado a morrer numa fogueira, poderia em algum momento cair no fogo, ou ser picado por uma cobra venenosa. O que havia sido sentenciado a ser decapitado poderia morrer vitima de um assalto. O que foi sentenciado ao enforcamento poderia também morrer afogado em um rio ou asfixiado” (ibidem).

“Alguns rabinos ensinavam que a epilepsia, cólera, mudez e surdez, eram o resultado visível da transgressão das regras mais comuns da tradição judaica” (idem, p. 973).

Estas declarações históricas comprovam qual era o pensamento mais comum nos dias de Jesus. É por este motivo que os judeus perguntaram a Cristo quem fora o pecador para que aquele homem tivesse nascido cego.

Jesus conhecendo toda esta situação disse: “Nem ele pecou nem seus pais” (João 9:3).

Jesus passa então a corrigir uma idéia equivocada sobre a causa das doenças e as conseqüências do pecado. A situação vivida por aquele homem não era fruto do pecado do cego e tampouco dos pais. Havia uma outro objetivo. Bem maior. No caso, para que as obras de Deus fossem manifestadas.

Depois de corrigir e orientar os discípulos com relação a esse assunto, Jesus cuspiu na terra, fez lodo com saliva e aplicou nos olhos do cego. Então, deu a ele uma ordem profética: Vai, lava-te no tanque de Siloé.

Esta profecia podia ter o seu cumprimento imediatamente ou nunca se tornar realidade. O cego nunca havia visto Jesus. Era cego desde o nascimento. A Bíblia diz que Jesus não fez nenhum discurso ou sermão. Tampouco trocou informações com o cego. Apenas fez lodo com a sua própria saliva e colocou nos olhos daquele sofredor e o mandou que fosse até o tanque de Siloé.

Perceba que o milagre dependia da obediência do doente. Era uma profecia de cura condicional. A oportunidade de enxergar pela primeira vez estava nas mãos e nos pés do cego. A fragilidade dele era agora o grande ponto para a atuação de Deus. O ponto fraco e as limitações eram a grande oportunidade para Deus agir.

Eu não sei como o cego chegou até o tanque de Siloé. Ou ele conhecia bem o caminho ou recebeu ajuda de alguém. E o mais extraordinário e almejado então aconteceu. O cego de nascença passou a ver.

Amigo ouvinte, para Deus não importam quais sejam suas limitações. Deus não está preocupado com isso. Nem com o seu passado. A graça e o perdão dEle estão a disposição de todos os seres humanos. Nada é barreira para o Criador do Universo. Ninguém foi tão longe que não possa ser alcançado e transformado.

Creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


ATRAIREI A TODOS

Sempre é muito estudar com você as profecias da Bíblia. Hoje vamos considerar João 12:32, quando Jesus disse: “Mas Eu quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”.

O que Ele queria dizer ao fazer tal afirmação? Quando Ele seria levantado?

Os estudiosos da Bíblia entendem que Jesus está fazendo referência a um incidente que ocorreu com o povo de Israel, no deserto, depois de sair do Egito. Estavam a caminho da terra prometida. As murmurações, reclamações e rebeldias eram constantes. Chegaram a dizer que era melhor ter sido ficar no Egito do que ser conduzido por Deus no deserto.

Deus estava cuidando do povo muito bem. Havia providenciado alimento e água. Durante o dia protegia o povo com uma grande nuvem, proporcionado sombra e clima agradável. No período da noite, essa mesma cobertura providenciava o aquecimento necessário para suportarem as baixas temperaturas do deserto.

Ouça como Moisés descreveu a rebelião dos israelitas: “… Por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão e água há; e a nossa alma tem fastio deste pão vil” (Números 21:5).

Após este ato de insurreição contra Moisés e contra Deus, serpentes venenosas invadiram o acampamento e milhares de pessoas começaram a morrer, vitimas das picadas.

O povo, desesperado, vai então até Moisés reconhecendo o pecado de ingratidão contra Deus. Pede socorro, uma intervenção divina. Moisés ora ao Senhor e recebe a seguinte ordem: “Faze uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal, e ficava vivo” (Números 21:8-9).

Foi nesse sentido que Jesus usou essa comparação com o Israel antigo. A solução para o pecado estava em olhar para Ele. Profeticamente Ele está dizendo a forma com a qual seria morto. Não está falando da ascensão aos céus. Está afirmando que será erguido, suspenso da terra, o que era um tipo vergonhoso de morte.

A imagem física de uma serpente no deserto, não tinha poder de salvar a ninguém. Era apenas um ilustração da impotência humana diante da morte. Eles não podiam ver-se livres do veneno das cobras. Para serem curados precisavam ter fé na declaração de Moisés e olhar para a serpente de metal. Era uma situação humilhante para um cidadão daquela época seguir esse ritual. Mas, era a ordem. Olhar e viver. Não olhar significava a morte.

Da mesma forma, Jesus estava dizendo que o que, aparentemente, era uma vergonha, uma humilhação, na verdade era a única forma de atrair as pessoas para se tornarem herdeiras da salvação.

Outro detalhe: Jesus disse que quando fosse levantado, aí as pessoas iriam saber de fato quem Ele era (João 8:28). E todos seriam atraídos. O que isso quer dizer? Que o mundo inteiro seria convertido ao cristianismo?

“Esta palavra, significa que não somente os judeus, mas também os gentios [estrangeiros], participariam dos benefícios da salvação, pois o cristianismo não é de âmbito local, como o judaísmo, e, sim, de aplicação universal” (Novo testamento interpretado, vol.5, pg. 491).

Claro que você já sabe quando Jesus foi levantado, não é mesmo? O momento em que Jesus esteve mais alto aos olhos de Deus, foi quando ele esteve mais baixo aos olhos humanos. O momento de Sua maior glória aos olhos de Deus foi o momento de maior vergonha aos olhos humanos.

A maior obra do Cristo não foi quando curou doentes, ressuscitou mortos, alimentou multidões, ou acalmou uma tempestade. O maior momento dEle foi quando esteve suspenso em uma cruz.
Os milagres dEle não conseguiram atrair as pessoas do mundo inteiro. Nem mesmo quando, por duas vezes, alimentou grandes multidões. Somente quando foi pendurado no alto de uma cruz conseguiu atrair a atenção do ser humano de todos os tempos.

O mundo está dividido por bandeiras, classes sociais, classes econômicas, raças e religiões. A suposta unidade dos povos é constantemente ameaçada por disputas intermináveis e guerras. Os lideres mundiais não conseguem unir ninguém. Somente Cristo é capaz de quebrar todas as barreias e levar a humanidade à mais pura união.

A profecia foi cumprida naquela sexta-feira quando pessoas das mais diferentes crenças se uniram para ridicularizar, zombar e humilhar o filho de Deus. Foi aí, na maior humilhação produzida pelo homem, que Deus demonstrou a graça do perdão e a glória da salvação.

Olhe para o sacrifício feito por Jesus e seja salvo. Creia nEle para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A CASA DO PAI

Prometer é muito fácil. E a maioria dos políticos é especialista nesse assunto. Enchem a população de esperança, especialmente em períodos eleitorais, e depois esquecem de tudo e de todos.

Jesus também fez algumas promessas importantes. Porém, nenhuma delas deixou de cumprir. E é justamente uma das promessas mais confortadoras da Bíblia que vamos estudar no programa de hoje.

Está em João 14:1-3 – “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E seu Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo para que onde Eu estiver estejais vós também”.

A casa do Pai “é uma bela figura para referir-se ao céu. A palavra que foi traduzida por casa, também pode ser traduzida por lar. Portanto Jesus estava voltando para o seu lar, e finalmente se permitiria a seus discípulos estarem com Ele” (S.D.A.B.C. vol.5, pg.1009).

Jesus também garante aos discípulos que na casa do Pai há muitas moradas ou aposentos, deixando bem claro que há lugar para todos. Ninguém precisará ficar de fora no reino dos céus.

A profecia feita aos discípulos era condicional: “Se eu for”. Esta era a condição. Em primeiro lugar, Ele tinha que voltar para a casa de Seu Pai, para depois retornar pela segunda vez e só então levar os salvos para o reino dos céus.

Perceba que Ele não está prometendo que quando uma pessoa morre, ela já vai para o céu, para a casa do Paicomo muitos ensinam. O reino dos céus está prometido para todos os crentes, mas no seu devido tempo. Na hora certa, Jesus vai voltar a segunda vez a então levará os que O escolheram como Salvador para a casa do Pai.

É comum ensinar-se por aí que se alguém foi uma boa pessoa enquanto viveu, fez boas obras de caridade, terá a garantia do paraíso. Isso, porém, não é ensino bíblico. Em nenhum lugar é dito que os bons, quando morrem, vão para os céus. O ensinamento bíblico diz que os mortos, sejam bons ou maus, vão para a sepultura e dormem o sono da morte. Este sono terá fim quando da volta de Jesus (João 11:11).

Eu não quero entristecer a ninguém, mas é exatamente isto o que a Bíblia diz sobre o tema da morte. Os nossos queridos que morreram não estão no céu. Eles estão no pó da terra e no devido tempo serão despertos por Jesus (I Coríntios 15: 52-55).

A garantia que temos de que esta profecia será cumprida plenamente, é que Jesus não está mais entre nós, como esteve com seus discípulos. Ele foi para a casa do Pai. A primeira parte da profecia já foi cumprida.

Assim, só falta o cumprimento da segunda parte. Ele não andará nas empoeiradas estradas da Palestina. Já cumpriu a missão para qual foi enviado. Ele não está mais aqui. Ele está na casa do Pai. A nossa grande expectativa é que Jesus volte logo, para que a profecia seja cumprida por completo e possamos estar com Ele na casa do Pai.

E quando isso vai acontecer? Quando Jesus voltará para o cumprimento final da profecia?
Mateus 24:36 tem a resposta claríssima de Jesus: “Porém a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai”. Então, não vá na conversa daqueles que marcam datas para o retorno de Jesus.

A Bíblia conta também como Jesus voltará. Em Atos 1:10 e 11 é dito que “há de vir assim como foi para o céu”. Ou seja, de forma corporal, visível, pessoal. Em Mateus 24:27 temos novamente as palavras de Jesus: “Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”.

Portanto, não será uma vinda escondida ou secreta. “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até mesmo os que O traspassaram” (Apocalipse 1:7).

Jesus veio primeira vez. Deu a vida na cruz do calvário. Ressuscitou e voltou para a casa do Pai. Resta apenas, então, essa última parte da profecia: vir para buscar os salvos de todos os tempos. Tanto os vivos quanto os que serão ressuscitados.

O que fazer enquanto isso? Há uma tarefa, uma missão a ser cumprida. Veja o que diz Apocalipse 14:6 e 7 – “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, tribo, língua e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do juízo. E adorai aquele que fez o céu, e o mar, e as fontes das águas”.

Anuncie e prepare-se para o encontro com Jesus. Creia nEle para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A PROMESSA DO CONSOLADOR

O clima era de despedida. Os discípulos de Jesus estavam tristes e preocupados. O Mestre, então, faz uma profecia importantíssima. Promete a vinda do Consolador, do Espírito Santo. João 16:8 diz: “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”.

É muito provável que Jesus tenha dito estas palavras a caminho do Getsêmani. O momento era de profunda preocupação e apreensão. A missão de pregar o evangelho ao mundo ainda não era entendida completamente por eles.

O cumprimento dessa promessa se tornava indispensável para o progresso e sobrevivência da Igreja cristã. “Se o Espírito Santo não viesse, os discípulos estariam em situação muito difícil. Por que? Em primeiro lugar, padecendo perseguição, o que causaria para alguns o martírio e para outros a excomunhão das sinagogas. E, em segundo lugar, sofrendo a solidão que já começava a produzir-lhes tristeza” (Comentário do Evangelho de João, Mario Veloso, pg. 308).

Os acontecimentos daquele final de semana foram rápidos. Jesus é preso na quinta-feira à noite, julgado, sentenciado e crucificado na sexta-feira. No sábado repousa na sepultura e, na madrugada do primeiro dia da semana, ressuscita. Depois de cerca de 40 dias com os discípulos, os reúne pela última vez no monte das Oliveiras. Ali deixa as últimas e importantíssimas instruções para aguardar a vinda do Consolador e depois alcançar o mundo com o evangelho (Atos 1:1-8).

Nesse último contato com os queridos discípulos ficou para eles a garantia: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra” (Atos 1:8).

A profecia seria cumprida em algum momento. Não ficariam sozinhos. Só precisavam aguardar. Também não tinham razão alguma para duvidar de que a palavra do Mestre não seria cumprida desta vez. Tudo o que Ele tinha falado, aconteceu.

Amigo ouvinte, a Bíblia descreve que depois disso os discípulos ficaram reunidos todos os dias para superarem as diferenças e buscarem o poder prometido. Conta também o que aconteceu: “de repente, veio do céu um som, como de vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E viram línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4).

A profecia de Jesus demorou pouco mais de cinqüenta dias para ser cumprida. O Espírito Santo desceu sobre os discípulos e eles passaram a contar para o mundo todo que o único capaz de salvar o homem do pecado e das conseqüências dele é o Senhor Jesus.

Creio que é importante ressaltar que esse momento glorioso não quer dizer que o Espírito Santo não esteve presente em outros momentos entre os homens. Ele esteve atuante várias vezes. No batismo de Jesus, por exemplo, quando a pomba desceu sobre Ele (João 1:32-33). Atuou de forma muito precisa nas pessoas, para que elas cressem em Cristo e se produzisse o novo nascimento (João 3: 5 e 6).

É claro que quando Jesus disse que o Espírito Santo viria, seria para uma missão especifica. Ele teria que dar testemunho em favor de Cristo. Os discípulos necessitavam que o Espírito Santo viesse para ajudá-los na missão de levar os ensinamentos de Jesus para o mundo inteiro.

A primeira manifestação do Espírito foi na festa de pentecostes. O momento não poderia ser melhor. Pessoas de muitos lugares do mundo estavam em Jerusalém. Visitavam a cidade, a maioria judeus que residiam em diferentes lugares do planeta naquela época.

Assim, aqueles homens simples, que falavam apenas a sua língua materna, passaram a falar em outros idiomas. Receberam esse dom, esse presente de Deus. Cada um daquele grupo que se reuniu para ver e ouvir o que estava acontecendo teve o privilégio de entender o plano de salvação em seu próprio idioma.

Isso foi, além de um fato curioso, motivo de grande surpresa para os habitantes da cidade e os visitantes. Inclusive para irritação dos líderes religiosos que poucas semanas antes haviam condenado Jesus à morte de cruz. Primeiro tentaram desacreditar o fenômeno dizendo que os discípulos estavam embriagados. Pedro diz, então, que isso era uma mentira. Afinal tudo acontecia às nove horas da manhã.

O discurso de Pedro foi extraordinário. Apresentou a Jesus, aquele recentemente morto e ressuscitado como o Salvador da humanidade. Apelou aos ouvintes para que se arrependessem dos pecados e fossem batizados. O Espírito Santo de Deus operou maravilhosamente na vida daquela multidão. Mais de três mil aceitaram o convite e foram batizados.

É interessante destacar também que essa profecia continua sendo cumprida nos dias de hoje. O evangelho, as boas notícias de salvação, tem sido pregado nos mais diferentes idiomas e línguas das nações da terra. Vidas tem sido transformadas, pecadores regenerados e o grupo dos salvos aumenta cada dia.

Deus sempre cumpre o que profeta. Creia nEle para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


ELES ESTÃO DO LADO DIREITO!

Novamente quero estudar com você mais uma ordem de Jesus, em forma de profecia. Está no evangelho de João 21:6 – “Disse-lhes Ele: Lançai a rede à direita do barco e achareis”.

Antes de qualquer coisa, vamos voltar um pouco na história para entendermos o contexto no qual Jesus proferiu essas palavras.

Jesus já havia sido preso, crucificado e alguns dos discípulos afirmavam que Ele havia ressuscitado, pois já O haviam visto. Uns estavam alegres por isso. Outros, como Tomé, não tinham tanta certeza assim. Havia um certo conflito e questionamentos entre os discípulos.

O cenário dessa profecia foi o Mar de Tiberíades. “Este nome, para o mar da Galiléia, surgiu pelo fato de que Heródes Antipas, no ano 26 A.D., em honra a Tibério, fundou uma cidade junto ao mar da Galiléia. O Mar da Galiléia devia ser amplamente conhecido com o nome de Mar de Tiberíades nos dias em que o evangelho de João, foi escrito” (Comentário do Evangelho de João, Mário Veloso, pg.369).

Perceba que os grandes acontecimentos da morte e ressurreição de Jesus aconteceram em Jerusalém, no território da Judéia, bem ao sul. Já o mar da Galiléia ou Tiberíades, fica a uns 100 quilômetros dali. Provavelmente Jesus e os discípulos foram para lá após a festa da Páscoa ou dos pães sem fermento. Jesus já havia aparecido pelo menos duas vezes para amigos em Jerusalém.

Sete dos discípulos estavam juntos nesse dia, quando a profecia foi feita (João 21:2). A maioria dos sete trabalhara na pesca e, nos últimos anos dedicaram-se em seguir a Jesus.

“Vou pescar”, disse Pedro, e todos foram com ele (João 21:3). Pedro não estava indo pescar, dando a entender que estava abandonando a missão de ser um pregador do evangelho. É provável que ele tenha ido pescar para conseguir algum recurso financeiro.

Depois de uma noite no mar, sem nenhum peixe pescado, o fracasso estava estampado na face de cada pescador. Foi aí que Jesus apareceu na praia (João 21:4). O dia não estava totalmente claro e de onde os discípulos permaneciam com o barco não dava para distinguir quem estava na praia. Então Jesus perguntou a eles: “Filhos, tendes alguma coisa para comer”? (João 21:5). Os discípulos responderam que não.

A profecia é proferida, então: “Lançai a rede para a banda direita do barco, e achareis” (João 21:6). Eles seguiram à risca a recomendação e capturaram 153 peixes grandes.

Você já percebeu que a maioria das profecias que temos estudado aqui, neste horário, são condicionais. Sempre é necessária uma resposta positiva do ser humano à ordenança de Deus. No caso, se os discípulos não tivessem obedecido a ordem recebida, não teriam alcançado aquela grande pescaria.

Os discípulos estavam vivendo um dos momentos mais difíceis, até então. Na concepção de todos eles, haviam fracassado. Jesus havia morrido e a própria ressurreição ainda era questionada entre eles. Foi justamente aí que Deus atuou para ensinar àqueles homens que nada é impossível, que do aparente fracasso pode surgir uma impressionante vitória.

João percebeu logo que o homem da praia era Jesus. Só podia ser Jesus (João 21:8). Pedro, então, joga-se no mar e, com facilidade, chega até a praia para encontrar-se com o Salvador.
O que mais Jesus queria ensinar com este incidente? Este acontecimento reforçava o chamado inicial que Jesus havia feito ao grupo. Este ato serviu como uma renovação do compromisso que haviam assumido de serem pescadores de homens e que Deus iria cuidar deles e das respectivas famílias. Este milagre profético mostrava que, mesmo após a morte de Jesus, não havia diminuído em nada a obrigação que eles haviam recebido do Mestre para testemunhar até os confins da Terra.

Amigo, o tempo e as mudanças não diminuem o compromisso que você e eu assumimos com Jesus. Tudo pode passar, nunca os acordos com Deus. Numa sociedade em constante mudança, as verdades de Deus jamais acabarão ou diminuirão de importância.

Quantas lições desse relato! Reafirmação do compromisso, certeza da companhia e sustento de Deus à todas as necessidades que tivessem. Ainda temos que destacar a importância da obediência. Seguir as regras e recomendações de Deus. Ele sempre sabe o que é melhor. Não precisamos ficar preocupados ou questionar.

Amigo ouvinte, se à semelhança dos discípulos você está agora desanimado, sentindo-se um fracassado, derrotado, achando que não existe mais esperança ou solução, eu quero lhe convidar a refletir na experiência dos discípulos. Mais do que isso, a crer que o mesmo Jesus continua pronto e disposto para ajudar, como naquela situação desanimadora.

Tenha o coração aberto às recomendações divinas e permita que o milagre aconteça em sua vida.

Creia sempre no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


NÃO LUTE CONTRA DEUS

A partir de hoje quero estudar com você algumas profecias do livro de Atos, que foi escrito pelo médico Lucas. Os apaixonados pela Bíblia dizem que o livro não deveria ser chamado Atos dos Apóstolos e sim “Atos do Espírito Santo”.

A profecia de hoje foi feita por Gamaliel, e diz o seguinte: “Por isso vos digo: Daí de mão a estes homens, deixai-os, pois se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não serdes também achados combatendo contra Deus” (Atos 5:38-39).

“Gamaliel, era neto do famoso Hillel, mas era também um grande professor, e um destacado fariseu… foi um homem de grande influência e muito estimado pelos judeus. Foi o primeiro que recebeu o titulo Rabban, o que demonstra a alta estima que os seus patrícios tinham por ele. A tradição judaica destaca Gamaliel como o fariseu ideal, um digno representante da escola da Hillel. Ele era conhecido como Gamaliel, o maior” (S.D.A.B.C. vol.6 pg. 186).

O que estava acontecendo para que Gamaliel profetizasse estas coisas a respeito do cristianismo? O momento histórico que esta profecia foi feita, indica que Jesus já havia morrido, ressuscitado e os discípulos estavam vivendo sem a presença do Salvador, as primeiras experiências de um real testemunho.

A pregação dos discípulos estava causando uma grande agitação na sociedade e na religião. Um dos pontos altos do discurso era a afirmação de que a morte de Cristo, executada pelos romanos, fora resultado de um planejamento da liderança religiosa da época. A acusação era muito grave. O povo estava dividido. Ninguém sabia com clareza onde estava a verdade.

“Em Jerusalém, onde existia o mais profundo preconceito, e onde prevaleciam as mais confusas idéias com respeito Àquele que havia sido crucificado como malfeitor, os discípulos continuavam a falar com ousadia as palavras da vida, expondo perante os judeus a obra e a missão de Cristo, sua crucifixão, ressurreição e ascensão. Sacerdotes e príncipes ouviam pasmados o claro, ousado testemunho dos apóstolos. O poder do Salvador ressurgido tinha sem duvida caído sobre os discípulos, e sua obra era acompanhada por sinais e milagres, que aumentava diariamente o numero dos crentes” (Atos dos Apóstolos pg. 77-78).

Nem tudo, porém, ia bem. Havia uma grande oposição à pregação. Vários foram presos. Mas, ao invés de diminuir o ânimo dos crentes na nova religião, isto só fazia com que ela aumentasse.

Alguma coisa precisava ser feita. Uma postura mais forte estava sendo cobrada dos lideres religiosos da época. O Sinédrio foi convocado e uma posição deveria ser tomada contra estes homens que estavam tumultuando Jerusalém com a história de Jesus.

Quando a discussão estava forte e se alongando, um homem sábio e respeitado, se levantou. Era Gamaliel, o grande teólogo da época.

Dentre as muitas coisas que disse, acabou profetizando sobre o futuro do cristianismo. Ele alertou aos seus companheiros que se este movimento fosse de Deus não adiantava estar lutando, por que uma pessoa de sã consciência não iria querer lutar contra Deus. Se Deus não estivesse no comando tudo iria desaparecer em breve.

Não deu outra. O cristianismo invadiu o mundo de então, chegando, inclusive, aos mais nobres palácios. Ultrapassou fronteiras e chegou aos lugares mais remotos da terra. Alcançou pessoas simples, soldados e também comandantes de exércitos. Transformou homens ricos do comércio. Converteu doutores e escravos, ricos e pobres.

E não pense que ser cristão nos tempos de Jesus era coisa fácil. Ser cristão era correr sério risco de morte!

Logo após a morte de Cristo os lideres religiosos e políticos começaram a perseguir os cristãos.
Nero, por exemplo, foi um dos imperadores que mais perseguiu a Igreja. Diz a história que certa vez, ele queria uma cena inspiradora para compor uma melodia. Subiu em uma das montanhas que cerca Roma, e mandou que parte da cidade fosse incendiada. A parte pobre de Roma foi destruída pelo fogo. Enquanto centenas e centenas de pessoas sofriam as dores do fogo, ele tentava compor uma de suas canções.

Após este incidente terrível, os cristãos foram acusados de terem colocado fogo na cidade. Por causa disso foram cruelmente perseguidos e condenados a morte. Todas as tentativas de intimidar e impedir o crescimento do cristianismo não tiveram êxito. Pelo contrário, o número de seguidores aumentava como se as cinzas dos mortos fossem semente.

Gamaliel profetizou o futuro glorioso do cristianismo. Um movimento que nasceu para vencer, pois começou com Jesus, o Criador do Universo. Não há como impedir a atuação do Eterno no coração e na vida do ser humano.

Não lute contra Deus nem contra a influência do Espírito Santo na sua vida. Não tenha medo de ficar ao lado da Bíblia. Com Deus a vitória é certa!

Creia nEle para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


VASO ESCOLHIDO

Hoje vamos estudar mais uma profecia do livro de Atos. Está no capítulo 9, versículo 15: “Disse-lhe, portanto o Senhor: Vai! Este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, os reis e os filhos de Israel”.

A ordem foi dada para um cristão chamado Ananias. O recado era para visitar o maior perseguidor da igreja cristã, um fariseu radical chamado Saulo. E, antes de qualquer coisa, vamos considerar um pouco da história desse homem.

Saulo de Tarso “era cidadão romano de nascimento, mas judeu por descendência, e fora educado em Jerusalém… Era considerado pelos rabinos como um jovem altamente promissor, e grandes esperanças eram acariciadas com respeito a ele, como capaz e zeloso defensor da fé. Sua elevação a membro do Sinédrio colocou-o numa posição de poder. Saulo tinha tomado parte saliente no julgamento e condenação de Estevão” (Atos dos Apóstolos, pg.112).

Saulo, portanto, era um homem de poder e prestígio entre os líderes religiosos em Jerusalém. Não concordando com a fé cristã, entendeu que estava fazendo um grande bem para a comunidade castigando e prendendo esses dissidentes.

Com essa disposição ele conseguiu cartas com autorizações para ir até Damasco e prender os cristãos que lá estivessem.

Damasco “era uma cidade da Síria, situada no planalto, e regada pelos rios Ábana e Farfar. O planalto achava-se a 720 metros acima do nível do mar. Nos lugares regados pelos canais derivados dos rios, o terreno era de grande fertilidade, de modo que a cidade se achava cercada de pomares, hortas e jardins… A tradicional rua direita tinha cerca de três quilômetros e meio de comprimento, e passava pelo centro da cidade… Hoje é rua pobre, mas nos dias de Ananias e Saulo, era uma rua rica e movimentada”.

A escritora Ellen White conta que “no último dia da viagem, ao meio-dia, quando os cansados viajores se aproximavam de Damasco, seus olhos contemplaram o cenário das amplas extensões de terras férteis, belos jardins e pomares frutíferos, banhados pelas refrigerantes correntes das montanhas ao redor… Enquanto Saulo e seus companheiros se deleitavam na contemplação da planície frutífera e da bela cidade abaixo, algo aconteceu a Saulo subitamente, e ele assim declarou mais tarde: ‘envolveu a mim e aos que iam comigo, uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, e por demais gloriosa para que olhos mortais a suportassem’. Cego e desorientado, Saulo caiu prostrado ao chão” (idem).

Foi aí que ouviu: “Saulo, Saulo, porque me persegues? Ele disse: quem és Senhor? E disse o Senhor: eu sou Jesus a quem tu persegues” (Atos 9:4-5).

Amigo ouvinte, quero deixar de lado por um instante a experiência de Saulo, para dizer o seguinte: quando você critica, magoa, fere, persegue, despreza, humilha, ridiculariza, zomba de um ser humano, você está ferindo o Criador.

Saulo nunca imaginou que estava perseguindo a Jesus Cristo. Ele olhava ao redor e via apenas pessoas fanáticas e que, na opinião dele, deveriam morrer. Porém, agora teve uma outra visão. Ele pensava que estava fazendo um trabalho para Deus, quando na verdade atuava como um agente de Satanás.

Saulo estava sinceramente errado. Pensava que fazia um grande bem para Deus, porém descobriu que estava agradando ao inimigo do Senhor.
Saulo foi, então, conduzido pelos amigos até a cidade de Damasco. Ali ele ficou três dias sem ver e não comeu e nem bebeu (Atos 9:9).

Após os três dias, provavelmente um anjo foi enviado por Deus para solicitar que Ananias fosse até a rua direita, e orasse por Saulo. Ananias achava que Deus estava pedindo muito para ele. Na visão de Ananias, ali estava um dos maiores perseguidores da Igreja, e não era seguro se envolver com uma pessoa que tinha prendido e maltratado tantas pessoas. Para Ananias, Saulo não merecia nenhuma atenção de sua parte.

Nesse contexto foi feita a profecia sobre Saulo. O que na visão humana não tinha nenhum valor, para Deus era de extrema importância.

Ananias, então, “obediente à orientação do anjo, saiu em busca do homem que ainda recentemente havia respirado ameaças contra todos os que criam no nome de Jesus” (ibidem).

A profecia revelava que Deus tinha um plano especial com o ex-perseguidor. Ele seria o elemento que Deus iria usar para contar a história do homem da cruz em terras estrangeiras. Iria evangelizar os gentios, ou seja, pregar aos não judeus, inclusive para reis e grandes autoridades mundiais daquela época.

E realmente tudo aconteceu. Inclusive o próprio nome foi mudado para Paulo, que significa “pequeno”. A grandeza ostentada por Saulo agora não tinha mais valor. A partir do encontro com Jesus na estrada para Damasco, os valores foram invertidos. Paulo, o pequeno, seria grande aos olhos de Deus.

Paulo foi um dos apóstolos que mais fez viagens missionárias. Anunciou Jesus como Salvador em quase todas as partes do mundo de sua época. Pregou o evangelho nas praças, sinagogas, ruas, prisões, casas, à beira de rios, nos barcos em viagens…

Paulo, o homem que se deixou usar pelo Espírito Santo. Grande exemplo para todos nós, hoje. Não foi desobediente ao chamado de Deus. Honrou-o até o fim.

Creia também em Deus. Você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


SALVOS DO NAUFRÁGIO

Que privilégio ter você na companhia para mais um estudo das profecias do livro de Atos. Hoje vamos para o capítulo 27:23 e 24 – “Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo”.

Esta profecia foi feita por Paulo a um comandante de navio, enquanto viajavam em direção a Roma, onde Paulo seria entregue ao imperador Nero para ser julgado por causa de sua fé em Cristo.

Vamos voltar um pouquinho na história para entendermos o que estava acontecendo e porque Paulo pronunciou as palavras que mencionei.

O ministério de Paulo não foi muito longo, porém, foi muito bem aproveitado. Ele foi o maior pregador do evangelho aos gentios (os não-judeus). Ele percorreu os principais centros urbanos, anunciando Cristo e este crucificado. Contribuiu consideravelmente para o evangelho ser espalhado nos mais diferentes lugares do planeta. Isso, conseqüentemente, acabou gerando muito ódio por parte dos inimigos do cristianismo.

Amigo ouvinte, é impressionante observar o comportamento do ser humano. Há pessoas que odeiam umas as outras, mesmo sem nunca terem se visto. Pessoas são odiadas por apenas pensar e viver diferente das demais. Paulo era odiado por apenas ensinar que o único que pode salvar o homem é Jesus. Por afirmar que o único mediador entre Deus e o homem, é Jesus.

Em várias ocasiões Paulo, por causa da mensagem que pregava, foi preso, espancado e açoitado. Uma dessas ocasiões ocorreu em Jerusalém (Atos 21:33). Ali foi interrogado pelos membros do sinédrio, que eram do mais elevado tribunal judaico da Palestina. Após ter passado pelo primeiro interrogatório, encaminharam Paulo para o governador Félix. Ao ser questionado da sua fé, aproveitou para dar um poderoso testemunho sobre Jesus Cristo (Atos 24:24-25).

Passados dois anos, Félix foi substituído por Pórcio Festo. Ao ser novamente interrogado, Paulo apelou para César (Atos 25:11). Festo concordou em enviá-lo para Roma (Atos 25:12). O rei Agripa e sua esposa, Berenice, tinham o desejo de conhecer prisioneiro, e foi permitida uma entrevista com Paulo. O apóstolo aproveitou mais uma vez para testemunhar de sua fé através de uma brilhante defesa do cristianismo.

“Paulo traçou um esboço dos principais acontecimentos relacionados à vida de Cristo sobre a terra. Sustentou que o Messias da profecia tinha aparecido na pessoa de Jesus de Nazaré. Mostrou como as escrituras do Velho Testamento haviam declarado que o Messias devia aparecer como homem entre os homens; e como na vida de Jesus se havia cumprido cada especificação esboçada por Moisés e os profetas… Todos os presentes escutaram encantados a narração feita por Paulo e suas maravilhosas experiências… Nenhum dos que ouviam podiam duvidar de sua sinceridade… Então, voltando-se para Agripa, a ele se dirigiu diretamente: Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês” (Atos do Apóstolos, pg.436-437).

Agripa não suportando mais o testemunho e a pregação de Paulo, reagiu dizendo: “Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão”! (Atos 26:28).

Após ter matado a sua curiosidade, o rei deixou o prisioneiro voltar para a cela, e houve, entre Festo e Agripa, um forte desejo de libertar Paulo, pois reconheciam que nada havia feito que merecesse continuar preso. Mas, como Paulo havia apelado para César, para César seria enviado.
No livro de Atos (27:1-2) os personagens contam como foi o começo da viagem: “E, como se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião por nome Julio, da corte augusta. E, chegando nós em um navio adramitino, partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia, estando conosco Aristarco, macedônio, de Tessalônica”.

Não era a melhor época do ano para viajar. O inverno estava próximo. A situação ficava cada vez mais perigosa. O capitão do navio não ouviu o conselho de Paulo para permanecer em determinado lugar e, não demorou muito foram surpreendidos por uma forte tempestade. Durante quatorze dias flutuaram sobre um céu sem sol e sem estrelas. Era um cenário da mais completa desolação. O navio estava quase a naufragar. A tempestade ameaçava destruí-lo a qualquer instante.

Uma noite o anjo do Senhor apareceu a Paulo e o acalmou, com uma mensagem de esperança.
Na manhã seguinte, Paulo pôs-se em pé e fez a profecia que estamos estudando.“…Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo” (Atos 27:24).

Não demorou muito o navio encalhou e começou a afundar. Todos, graças a intervenção de Paulo, impedindo que os marinheiros fugissem antes, acabaram sendo salvos, agarrando-se aos destroços do navio. Chegaram à ilha de Malta e ali permaneceram por três meses, até o inverno passar.

Naquele lugar Paulo não perdeu a oportunidade de anunciar a salvação em Jesus para os moradores de Malta. O que era para ter sido uma grande tragédia e um grande problema tornou-se bênção e oportunidade de salvação para centenas de pessoas. Tudo porque um homem mantinha sintonia constante com o Deus do Universo. E, além disso, sempre estava disposto para cumprir as ordenanças divinas.

Seja como Paulo, amigo ouvinte. Creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


PALAVRA EXECUTADA E ABREVIADA

A partir do programa de hoje vamos estudar as principais profecias feitas por Paulo em suas cartas. Paulo foi um grande teólogo, mestre, pregador e exemplo de cristão. Além disso, foi um dos principais líderes da igreja cristã primitiva.

Paulo exerceu o seu ministério provavelmente a partir do ano 35 DC, quando se converteu no caminho para Damasco, até o ano 65 DC, quando foi aprisionado em Roma e posteriormente foi morto. Durante esse período, foram escritas mais de 13 cartas para as mais diferentes igrejas que ele fundou. Como evangelista, percorreu boa parte do mundo conhecido da época, anunciando a salvação em Jesus.

Antes de ser Paulo, o nome dele era Saulo. Nasceu em Tarso, que era uma das principais cidades da Silícia. Tarso era o centro intelectual do Oriente, e onde dominava a filosofia estóica. Ele pertencia à tribo de Benjamim (Filipenses 3:5).

“É provável que pertencia a alguma família importante da cidade, o que parece ser confirmado pelo fato de Saulo haver presenciado a morte de Estevão. É também provável, que ele já fosse membro do concílio, pois não tardou em receber a comissão do Sumo Sacerdote para perseguir os cristãos… Apesar de receber educação subordinada as tradições e as doutrinas da fé hebraica, e de ter pai fariseu, ele era cidadão romano” (Dicionário da Bíblia, John D. Davis, pg.449).

Hoje não temos idéia do que significa ser um cidadão romano, naqueles dias, porém, esse título significa um passaporte especial para a liberdade e a vida. Sem dúvida, Deus estava preparando um homem para viajar pelo mundo e anunciar o evangelho.

Amigo ouvinte, Deus nunca faz nada de improviso, Ele já havia preparado tudo para que o futuro Paulo pudesse, com liberdade, cumprir a missão de ajudar a salvar vidas.

“Ele foi enviado, ainda bem jovem, para Jerusalém para ser educado. A educação consistia principalmente em fixar nele as tradições farisaicas. Teve como preceptor um dos mais sábios e notáveis rabinos daquele tempo, o grande Gamaliel, que era neto do mais famoso Hilel” (idem).

Saulo aparece no cenário da Bíblia no apedrejamento de Estêvão e depois perseguindo com voracidade os cristãos em todos os lugares. No encontro com Cristo, na estrada de Damasco, converteu-se. Inclusive o nome foi mudado de Saulo para Paulo.

Vamos, então, a profecia de hoje? Está em Romanos 9:28 – “Porque o Senhor executará a sua palavra sobre a terra, completando-a e abreviando-a”.

Em primeiro lugar temos que entender o que Paulo queria dizer com as seguintes expressões: “o Senhor executará a Sua palavra”, “completando-a”, “abreviando-a”. Para isso, precisamos conhecer o texto bíblico que serviu como base para a declaração que ele fez, que é Isaías 10:22, e que diz o seguinte: “Por que ainda que teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um resto dele se converterá; uma destruição está determinada, transbordando de justiça”.

Isaías estava dando uma mensagem ao grupo que havia restado do povo Israel. Era uma mensagem de esperança e também de condenação. Os que recusassem a ouvir o que o Senhor estava dizendo e continuassem a proceder com hipocrisia, a mensagem não seria de esperança, mas sim de condenação.

Deus iria se levantar para punir o povo. A palavra dEle seria cumprida. A destruição do pecado estava determinada e no devido tempo iria acontecer. A justiça iria transbordar. A obra do Senhor seria feita.

Paulo, ao usar estas expressões, estava relembrando ao povo que a palavra do Senhor seria cumprida plenamente, como foi cumprida com os pais no passado. Para um judeu isto era muito forte. Nenhum judeu era ignorante da história passada de seus pais. Eles sabiam muito bem o que tinha acontecido, e com toda certeza, reconheciam o “porque” das coisas terem acontecido daquela maneira.

Após falar muitas coisas ao seu povo, o apóstolo faz uma profecia, onde é mencionado que Deus iria executar a palavra dEle e isso seria também abreviado.

Existem muitas coisas que Deus prometeu e cumpriu ao pé da letra. Por exemplo, Ele prometeu que o mundo seria destruído com um dilúvio, e isto aconteceu. Os estudiosos, mesmo aqueles que não acreditam na Bíblia, reconhecem que o planeta, em algum tempo, sofreu uma grande inundação.

Deus prometeu que uma virgem daria luz a um filho, e ele seria o Messias. Nenhuma pessoa, em sã consciência, pode negar a existência de Cristo nesta terra. Mesmo os que não crêem em Deus, acabam confessando que a existência de Cristo é real, pois não há como negar, sendo que a própria história está dividida em antes de Cristo e depois de Cristo. Deus prometeu que o Filho dEle viria a este mundo, e Ele veio. Isto é um fato inegável. A palavra do Senhor foi cumprida.

O próprio Jesus quando aqui esteve falou de muitas coisas. Ensinou sobre muitos temas. Inclusive em um de Seus sermões, afirmou que haveria tempos na história que Deus iria abreviar, porque o sofrimento seria muito grande (Mateus 24:22).

Jesus também prometeu que voltará. Isso é aguardado com muita ansiedade pelos cristãos da atualidade. Esta é a única solução definitiva para todos os problemas da humanidade. A dor, a tristeza, a guerra, a violência, o sofrimento de milhares e milhões de pessoas ao redor do mundo terão fim. A promessa será cumprida. E até abreviada!

Como eu aguardo esse dia! Você também? Creia em Deus para estar seguro e preparado. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


NÃO ERREIS

Aliás, é importante destacar mais algumas curiosidades sobre esse grande apóstolo. “Paulo, nasceu como cidadão romano, provavelmente porque o seu pai também já era cidadão romano. Ao nascer, o menino recebeu o nome de Saulo, provavelmente devido ao rei Saulo, mas é possível que também fosse chamado Paulo como cognome latino. Paulo significa pequeno, e ele pode ter recebido esse nome, devido ao fato de seus pais o chamarem de “pequerrucho”, mas também é possível que ele tenha recebido o nome Paulo, simplesmente por ter o som semelhante ao nome Saulo” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. 5, pg.120).

O tema profético que será estudado neste momento, está registrado na primeira carta aos Coríntios 6:10, e traz a seguinte mensagem: “Não erreis: Nem devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino dos céus.”

O reino dos céus, ou no reino dos céus, não existirá erro, e é por esta causa, que Paulo já começa a sua profecia pedindo que não se erre, pois o erro não faz parte do caráter de Deus e muito menos o erro pode estar junto de Deus. Portanto, no reino de Deus ou na casa de Deus, o erro não poderá estar ali. Deus não pode conviver de forma pacífica com o erro, Ele é a fonte de verdade justiça e correção.

Neste reino, não é Deus quem impede as pessoas de estarem ali. São elas que escolhem não viver no reino dos céus. Cada filho de Deus faz as suas escolhas ao longo da vida, e estas vão estabelecendo como e onde viverá.

Portanto, o céu e a terra renovada são para todos; para todos os que escolherem e amarem a vida do céu. E como saber qual é a vida do céu? Basta apenas ter um pouco de boa vontade e começar a conhecer a Deus a Palavra dEle, não é mesmo?

O texto profético começa com a expressão não erreis. Isso quer dizer que ninguém deve ou precisa criar uma falsa ilusão. O pecado geralmente cega as pessoas. Com a prática ou passar do tempo o que é moralmente ou espiritualmente errado pode ser distorcido de tal forma que isso tudo pareça verdade ou correto.

Deus, porém, é muito claro: não se engane, não se iluda. Aquele que voluntariamente transgredir as leis que Ele estabeleceu para a felicidade do ser humano não pode querer exigir de Deus um prêmio como o reino dos céus.

Paulo diz ainda que no reino dos céus não haverá devassos. O que queria dizer com isso? Em algumas versões da Bíblia, a expressão usada é “impuro”. A palavra impuro ou devasso significa que uma pessoa está praticando em seu corpo todos as perversões sexuais ou morais.

Somente neste verso que estamos avaliando Paulo apresenta dez erros comuns na sociedade da época em que vivia. Paulo estava escrevendo a sua carta à Igreja de Corinto, e nesta cidade pagã, as perversões sexuais eram muito acentuadas. A impureza encabeça a lista, mas ela se divide em dois tipos de impurezas. A primeira é a impureza do corpo, e a segunda, é a impureza que envolve os direitos pessoais de cada cidadão.

Que tipo de impureza contra o corpo Paulo está condenando? A primeira é a idolatria. O que é idolatria? Como ele era manifestada nos dias de Paulo?
“A idolatria era um pecado derivado da sensualidade, porque entre os pagãos a prática sexual, com freqüência se relacionava com a adoração de ídolos. A outra razão porque a idolatria está na lista dos horríveis pecados de imoralidade, é porque a libertinagem se estabelece claramente no abuso sexual do corpo humano, e pode-se afirmar que os que praticam tais atos, acabam se convertendo em um ídolo para os demais” (S.D.A.B.C. vol. 6 pg.695).

A idolatria que Paulo estava falando é um pouco diferente do que hoje estamos acostumados a ouvir ou a ver. Hoje idolatria é adorar qualquer coisa acima de Deus. É adorar um carro, uma casa, a sabedoria humana, o prestígio, a fama, o bem estar. Se forem exageradamente considerados, são exemplos desta forma de idolatria, ou também pode ser uma destas imagens, que são chamadas de sagradas por algumas pessoas, e que são adoradas e reverenciadas como se fossem Deus. Paulo estava falando de algo mais grave.

Lembre-se, Paulo está escrevendo a igreja cristã de Corinto, e profetiza que aquele que continuasse envolvido com a idolatria, e todos sabiam do que Paulo estava falando, jamais entraria no reino dos céus.

Amigo ouvinte, os deuses apresentados ao ser humano do século 21 podem ser diferentes dos da época de Paulo. O risco, porém, é o mesmo: cristãos vivendo como pagãos. Vida religiosa apenas de aparência. Um pé na igreja e outro no mundo. A doce ilusão de que é possível servir a dois senhores.

Lembre-se: somente Deus pode ser adorado. Somente Deus merece o primeiro lugar de sua vida. Somente Deus merece o melhor do seu tempo e de suas energias.

Não esqueça, idolatria em nossos dias é qualquer coisa que ocupe o lugar principal em sua vida, é qualquer coisa que ponha Deus em qualquer outro lugar, que não seja o primeiro.

Por isso quero encerrar o programa de hoje perguntando a você que me ouve: alguma coisa tem estado atrapalhando o seu relacionamento com Deus? Algo ou alguém tem sido prioridade na sua vida, e não o Criador?

Reflita nisso. Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


QUANDO O SEXO É PECADO

Tem gente que pensa que por viver uma vida honesta, não fazer mal a ninguém, ser trabalhador e outras qualidades positivas o credencia para estar no céu e herdar a salvação. Acham também que Deus não está assim muito preocupado com a adoração.

Quero reafirmar no programa de hoje que Deus tem interesse, sim, na forma como O adoramos. Inclusive no último programa estudamos que os idólatras e os devassos (se não mudarem de atitude) não vão entrar no reino de Deus. Vamos relembrar a profecia? “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (I Coríntios 6:10).

Hoje quero continuar analisando esse mesmo texto escrito pelo apóstolo Paulo. E aí está uma outra prática pecaminosa: o adultério. “Adultério é um pecado específico praticado por pessoas casadas, ou pelo menos, por uma pessoa casada e outra solteira, em ato sexual ilícito” (Novo Testamento Interpretado, vol.4, pg.83).

Jesus gastou um bom tempo do ministério dEle falando sobre o comportamento familiar. Em certa ocasião, afirmou: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”. (Mateus 5:27-28).

Nos seus discursos, Jesus enfatizou muito o plano de Deus para a formação de um lar. “Segundo este plano, o matrimônio devia satisfazer a necessidade de companheirismo… O lar foi estabelecido como um ambiente ideal onde, tanto os pais como os filhos, pudessem aprender de Deus e desenvolver seu caráter a altura dos elevados ideais inerentes ao propósito divino que levou Deus a criá-los” (S.D.A.B.C., vol. 5, pg. 326).

O que Jesus está dizendo é que a beleza feminina e masculina são um dom de Deus. Deus é amante da beleza natural. Jesus não está condenando a apreciação da beleza de alguém. Jesus não está condenando um homem que acha uma mulher bonita, ou uma mulher que acha um homem bonito. Apreciar a beleza não tem nada de errado.

A atração sexual de um homem por uma mulher, também não é errada, pois isto foi dada pelo próprio Criador. O que Deus condena é a perversão do que é bom e puro. O casamento é maravilhoso, porém está sendo pervertido em nossos dias. O sexo é algo bom e maravilhoso, mas também está sendo deturpado. A fidelidade não é algo tão comum.

Veja que a profecia diz que os que vivem tendo relações sexuais uma mulher ou homem, que não seja o marido ou a esposa, estão cometendo adultério, um tipo de pecado que os impedirá de herdarem o reino dos céus.

A profecia menciona uma outra prática pecaminosa, muito usada no passado e também em nossos dias. Ela é odiada por uns e amada e defendida por outros. Esta prática tem vários nomes, mas na lista da Bíblia, em I Coríntios 6:10, diz que os “efeminados”, também não herdarão o reino de Deus.

“A palavra grega que foi traduzida por efeminados é “malakós”, que significa “de natureza suave”, “delicado”, “algo fofo” (S.D.A.B.C, vol. 5, pg. 695).

O contexto onde aparece essa condenação nada tem a ver com relacionamento interpessoal. A restrição divina é relativa ao desvio sexual do que foi instituído por Deus, ou seja, sexo somente entre um homem e uma mulher, dentro do casamento.

Aliás, esse tipo de comportamento desvirtuado é descrito na Bíblia como sodomia. “Essa palavra veio a ser usada para indicar a homossexualidade, que era o pecado prevalecente em Sodoma, quando Ló ali habitava… No grego, essa palavra, literalmente traduzida, indica “ato sexual de homem com homem” (Novo Testamento Interpretado, vol. 4, pg.83).

Sempre é bom ressaltar que a condenação a esse tipo de comportamento sexual não é de um programa de rádio, não é de uma emissora. A condenação é do próprio Deus! E Ele sabe exatamente o que é o correto. Mesmo que A ou B utilize qualquer tipo de argumento ou defesa. Deus, o Criador, fez homem e mulher. Deus fez o sexo para ser desfrutado dentro do casamento.

Para um mundo bombardeado de racionalismo, descrença e influências ateístas, esse tipo de conteúdo bíblico é motivo de zombaria e escárnio. Porém, amigo ouvinte, nosso compromisso é com a Palavra de Deus. Nada mais.

Deus e a Bíblia não sofrem modificação por causa dos padrões morais ou de comportamento dos seres humanos. Deus dá a cada pessoa a liberdade de escolher qual caminho seguir. Ele respeita, porém, adverte que todas as decisões que tomamos geram conseqüências eternas. E, no caso dos adúlteros e efeminados, como diz o texto de hoje, está muito claro: “ficarão fora do reino de Deus”.

Que a sua escolha, amigo ouvinte, fique de acordo com a palavra de Deus. Mesmo que esteja na contramão da sociedade moderna. A recompensa divina é infinitamente melhor.

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


MALDIZENTES, BÊBADOS E LADRÕES

“A conversão de Saulo talvez tenha ocorrido em torno do ano 35 D.C. Após a sua conversão, Paulo passou alguns dias com os discípulos em Damasco. Pregou ali, algumas vezes, ensinando, particularmente que Jesus era o Messias. Depois disto retirou-se para a Arábia, possivelmente para a região de Haurã, que fica a cerca de oitenta quilômetros ao sul da cidade de Damasco”. Depois disto, Paulo visitou Jerusalém pela primeira vez, após a sua conversão, tendo ficado por quinze dias, para consulta e consolo mútuo (Gálatas 1:18)” (S.D.A.B.C. vol.5, pg. 979).

O apóstolo Paulo precisou de um tempo para que a igreja pudesse assimilar sua conversão. Ele mesmo afirma na carta aos Gálatas, que permaneceu por três anos em Damasco para só então visitar Jerusalém. E quando chegou a Jerusalém ficou quinze dias com o apóstolo Pedro, para depois ser apresentado aos demais.

E foi esse mesmo Paulo que escreveu a maior parte do Novo Testamento e que, entre outras coisas, deixou uma lista de comportamentos que tirarão muitas pessoas do reino de Deus. Nos últimos dois programas vimos alguns desses pecados: idolatria, adultério, devassidão, impureza e desvirtuamentos sexuais.

Mas a lista não pára por aí. Vamos ler todo o texto mais uma vez: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem idolatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (I Coríntios 6:9-10).

Veja: no reino de Deus não haverá ladrões. “A palavra grega que foi traduzida por ladrão é “kleptes”, que significa um que furta ou rouba, como Judas roubava da bolsa do grupo (João 12:6). Poderia ou não usar de violência” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol.5, pg. 122 e 123).

A definição mais comum de ladrão é: aquele que se apossa daquilo que não lhe pertence. Todos conhecemos muito bem este tipo de roubo. Muito provavelmente, você que me ouve agora, já sofreu esse tipo de agressão.

Quero, porém, enfatizar um tipo de roubo um pouco diferente. Um pecado tão grave quanto daquele que furta vergonhosamente algo de alguém.

Esse tipo de roubo é destacado por Jesus. Inclusive condenou severamente os fariseus, chamando-os de ladrões (João 10:1-21). Isso era uma acusação muito grave. Os fariseus eram estritos obedientes da lei. Viviam preocupados com atos e atitudes.

Porém, “Jesus, estava chamando de ladrões e salteadores os fariseus que pretendiam ser os pastores de Israel. Eles decretavam quem devia ser admitido no reino de Deus e quem devia ser expulso. Fechavam o reino dos céus diante dos homens e não deixavam entrar os que desejavam (Mateus 23:13). Percorriam a terra e o mar, “para ganhar um prosélito, e depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23:15). Estes lideres, interpretando a Bíblia de maneira equivocada, impediam os homens de aceitarem a verdadeira luz” (S.D.A.B.C. vol.5 pg.980).

Ladrão, na visão de Cristo, é também todo aquele que oferece aos homens qualquer outro meio de salvação, que não seja através dEle. Ladrão, na visão de Jesus, é muito mais abarcante do que roubar um bem que não lhe pertence. Ladrão é todo aquele que em nome de Deus, ensina o que não está na Bíblia. Ladrão, na visão de Cristo, é todo aquele que impede alguém de conhecer todas as verdades que foram reveladas por Deus. Ladrão, na visão do Salvador, é todo aquele que rouba os sonhos de alguém.

Infelizmente há muitos ladrões da fé por aí. Roubam o direito de seus fiéis seguidores de conhecer todos os ensinamentos da Bíblia. Estão mais preocupados com os projetos pessoais do que com o evangelho. Mais interessados em mordomias e ostentação do que guiar os membros de suas igrejas de acordo com o padrão bíblico.

Roubar um banco ou um chiclete num boteco tem a mesma gravidade que impedir um ser humano de conhecer a Bíblia por dentro.

O texto também diz que os avarentos não herdarão o reino de Deus. A avareza, segundo o dicionário, é o “excessivo e sórdido apego ao dinheiro, esganação. Falta de generosidade, mesquinhez”. Que pecado terrível é o da avareza e como é comum hoje em dia!

Paulo ainda destaca na lista os escravos da bebida alcoólica. Uma dura luta que o ser humano enfrenta para encontrar a liberdade. Que é possível com determinação e ajuda divina.

E, para fechar os itens da lista, os maldizentes, aqueles que utilizam palavras ofensivas contra os outros. Os maldizentes não estão apenas fora das igrejas. Eles também estão nos templos e em todos os lugares. Fazem da língua uma arma cruel e mortal.

Amigo ouvinte, no reino de Deus não entrará nenhum tipo de pecado ou problema. Nem tentação. Estaremos, finalmente, livres do mal. Você já aceitou a Jesus como Salvador pessoal para garantir a entrada nesse reino?

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A MORTE DA MORTE

“Durante o primeiro século da era cristã, Corinto foi uma das principais cidades, não somente da Grécia, mas do mundo. Gregos, judeus e romanos, juntamente com viajantes de todas as terras, apinhavam-se nas suas ruas, intensamente entregues às atividades e aos prazeres. Grande centro comercial, situado com fácil acesso a todas as partes do império romano. Os coríntios tinham-se tornado notáveis, mesmo entre os pagãos, por sua grosseira imoralidade. Parecia que sua preocupação ou cuidado não ia além dos prazeres e passatempos da hora” (Atos dos Apóstolos, p. 243).

“A cidade de Corinto, estava situada numa encruzilhada de rotas marítimas. Floresceu nela o flagelo da libertinagem, chegando ao ponto que o próprio nome da cidade se converteu em um sinônimo de sensualidade. O verbo corintianizar, significava libertinagem desenfreada. A divindade principal de Corinto era Afrodite, a deusa do amor, apresentada na forma mais sensual que se podia imaginar… mil belas jovens atuavam como prostitutas públicas diante do altar da deusa do amor. Essas mulheres eram mantidas pela venda do corpo a pessoas estrangeiras que visitavam a cidade” (S.D.A.B.C.vol.6, p. 6520).

Para esse tipo de pessoas é que Paulo foi pregar o cristianismo. Sem dúvida, um grande desafio.

Na primeira carta aos Coríntios, capítulo 15:54, escreveu: “E, quando isto que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.

Paulo está profetizando a morte da morte. E tudo começa com o maior evento da história: a volta do Senhor Jesus Cristo. O verso 52 detalha: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”.

Perceba que Paulo está dizendo que algo maravilhoso vai acontecer com os que estão mortos. Segundo a Palavra de Deus os que hoje dormem o sono da morte, voltarão à vida no tempo certo. Segundo a linguagem do apóstolo, será num momento, num piscar de olhos. As ações de Deus serão rápidas.

Os que ressuscitarem por ocasião da segunda vinda de Cristo, se tornarão incorruptíveis, serão transformados. Nenhum efeito do pecado será mais sentido. Nunca mais existirá qualquer tipo de doença ou enfermidade.

O segundo grande acontecimento é o prêmio oferecido. Note o que é dito: “…e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Coríntios 15:53). Ou seja, imortalidade, viver para sempre. Vida eterna, afinal!

Alguns ensinam por aí que a alma é imortal. A Bíblia diz diferente: todos somos mortais. Ou, todos seremos mortais até o recebimento da imortalidade, por ocasião da vinda de Jesus.

Os que ensinam que o homem é imortal ou que tem uma alma imortal, estão dizendo que tem uma nova revelação. O que me preocupa é, quem revelou tal coisa? Quem é que está por traz de tal ensino?

A revelação de Paulo, nós sabemos que foi de Deus, pois este ensino está em harmonia com toda a Bíblia, mas ensinar de que o homem é imortal ou tem uma alma imortal não tem apoio da Bíblia e entra em conflito com muitos textos das Escrituras. E há um outro detalhe: se o homem é imortal, e a alma já está no paraíso ou no inferno, por que haveria necessidade de ressurreição?

A Bíblia informa ainda que somente Deus tem a imortalidade. “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum homem viu nem pode ver: ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (I Timóteo 6:16).

Que grande dia será esse quando a morte desaparecerá para sempre. Isso é um assunto que só Deus pode resolver, pois Ele é imortal. Jesus, inclusive, venceu a morte quando ressuscitou após ser crucificado. “… Eu sou o primeiro e o ultimo, e aquele que vive, estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:17-18).

O meu grande sonho é que esta profecia se cumpra em breve. Eu espero viver o dia em que o flagelo da morte não vai nos preocupar mais. Sim, a morte, um dia, será coisa do passado. Nunca mais dor, nunca mais sofrimento, nunca mais remédios, nunca mais separações, nunca mais a morte.

E esse prêmio todo é seu através do altíssimo preço pago por Jesus na cruz do calvário. Aceite-O como Salvador pessoal agora, confesse a Ele seus pecados e receba gratuitamente a garantia da salvação.

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


DIANTE DO TRIBUNAL

A profecia de hoje está na segunda carta de Paulo aos Coríntios 5:10 – “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”.

Antes de analisar a profecia e quando ela será cumprida, quero ajudá-lo a entender a razão que levou Paulo a usar este tipo de linguagem forense. “O uso que Paulo faz do termo, provavelmente se deveu ao conhecimento que ele tinha do fato de que seus leitores, familiarizados com os tribunais romanos, compreenderiam instantaneamente algo da solenidade em questão; pois enfrentar um juiz humano é uma coisa e enfrentar o juiz de toda a humanidade é outra coisa inteiramente diferente” (O Novo Testamento Interpretado, vol. 4, pg. 342).

Paulo profetiza que todos terão que comparecer perante o tribunal de Cristo. Para ele isto era uma coisa muito séria. E que gerava preocupação, como escreveu no verso anterior: “É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis” (II Coríntios 5:9).

Por que há a necessidade de um juízo? “O juízo final é necessário para defender e justificar o caráter e a justiça de Deus” (S.D.A.B.C., vol.6, pg.861).

O rei Davi, quando cometeu adultério com Bete Seba, após reconhecer o seu pecado, declarou: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que será tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Salmo 51:4).

Davi reconhecia que o julgamento de Deus seria justo. Não haveria falhas nesse juízo. O justo seria declarado justo e o injusto, condenado. Bem diferente da justiça humana que, por ser comandada por homens falhos, não é perfeita.

Chegará o dia quando as injustiças atuais serão eliminadas. Portanto, o juízo é necessário para que Cristo possa consumar a vitória sobre o pai das injustiças e das mentiras, Satanás.

Deus hoje é acusado de ser responsável por muita coisa errada em nosso mundo. No juízo, o Universo inteiro, vai saber quem é o verdadeiro culpado pelas guerras, furacões, assassinatos, e todo o tipo de maldade.

Assim, o juízo serve também para defender e justificar o caráter de Deus. No juízo, todo o Universo vai compreender que Deus foi, é e sempre será justo.

E como será esse juízo ou julgamento? A Bíblia afirma que Deus tem um dia para o juízo. “Porque estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31). Neste dia todas as nossas ações serão julgadas, até as praticadas na noite mais escura ou no quarto mais escuro. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão mais escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:14).

Jesus será o Juiz. “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento” (João 5:22).

Haverá um grande trono, onde o Juiz julgará o mundo. “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles”. (Apocalipse 20:11).

Tudo será avaliado. “Vi também os mortos, os grandes e pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriu os livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:12).

Tiago 2:12 diz que a base do julgamento de Deus é a lei que Ele criou, ou seja, os dez mandamentos: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade”.

Quando Jesus retornar segunda vez mais uma etapa do julgamento divino será cumprida. Levará os justos com Ele para um período de mil anos no céu. Depois, regressará com os salvos de todas as épocas para o encerramento ou a execução da pena aos que optaram por recusar o convite de salvação, conforme Apocalipse 20.

Amigo ouvinte, preste bem atenção no que vou dizer agora. Hoje Cristo é o nosso advogado diante de Deus, o Pai. No juízo final, porém, será o Juiz. Não será mais oferecido o serviço de intercessão ou de mediação. Não teremos mais Cristo para interceder pelos pecadores, nem uma nova oportunidade de salvação.

Hoje é o dia da decisão e da mudança. Hoje é o dia de uma avaliação particular, sincera. Hoje é o dia de abandonar definitivamente o pecado. Hoje é o dia de aceitar a Jesus como Salvador e Senhor de sua vida. Hoje é o dia de começar ou ser um verdadeiro cristão.

Aqueles que aceitam a Cristo e vivem uma vida de amor a Jesus, no juízo, estarão protegidos sob o manto da justiça dEle. O apóstolo João assim escreveu: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


SEMEADURA E A COLHEITA

Hoje vamos estudar o que está escrito em II Coríntios 9:6 – “E isto afirmo: aquele que semeia pouco, também pouco ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará”.

O que o apóstolo Paulo queria dizer com isso? Realmente cada um recebe, nessa vida, o que semeou? Aqui se planta e aqui se colhe?

Primeiro precisamos entender o contexto e qual era o problema da igreja de Corinto a quem foi endereçada essa mensagem.

Na época em que Paulo escreveu essa carta os cristãos na Judéia estavam passando fome. Não somente lá, em outras partes do mundo também. Assim, Paulo está ensinando aos crentes de Corinto, que ser cristão é fazer parte de uma família mundial. Quando um sofre, todos os demais também acabam sofrendo e devem ter disposição natural para ajudar a reverter a situação.

Nesse texto Paulo utiliza dois desfechos completamente diferentes. Um é a satisfação pessoal, é a felicidade, é a alegria, é a abundância. O outro é a tristeza, a mesquinhez, a pobreza e a infelicidade.

Perceba que Paulo combate a idéia ou desculpa do “destino”, da predestinação. É muito comum ouvirmos por aí que as pessoas apenas cumprem um papel. Tudo já foi decidido. Quem é mau vai continuar mau porque foi decidido que seria mau. E assim por diante.

A Bíblia simplesmente declara que quem traça ou define o destino somos nós mesmos. São as escolhas que fazemos que nos colocam em lugares ou situações que amanhã poderão trazer alegria ou infelicidade. O destino não é uma decisão de Deus.

O texto bíblico utiliza uma linguagem muito conhecida, tanto no passado como no presente: a lei da semeadura e colheita. Só podemos colher aquilo que plantamos. Não tem como ser diferente.

Já mencionei que havia uma grande fome naquela época. Paulo estava em campanha buscando donativos para os cristão da Judéia. Os cristãos de Corinto estavam sendo desafiados a doarem um pouco de seus recursos para os irmãos distantes que passavam por privações. O apóstolo defende o principio da generosidade, afirmando que aquele que doar muito não receberá pouco de Deus, porém, aquele que doar pouco receberá proporcionalmente.

Quero aproveitar este programa para apresentar duas coisas que estão muito ligadas a esta profecia. A primeira é a questão de dar. A lei da semeadura é muito real quando envolve ajudar, quando mexe na questão do dinheiro.

Aliás, a Bíblia aborda esse assunto de dinheiro de forma franca e tranqüila. Veja, por exemplo, Malaquias 3:10-12 “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vida no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos”.

Quando você devolve o dizimo, que pertence ao Senhor, está dizendo para Deus que confia nele e que depende dEle, e que deseja que Ele seja o seu sócio. Quando o dizimo é devolvido, você está reafirma que o dinheiro não é o deus de sua vida, que você não vive apenas para ganhar mais e mais.

Talvez você esteja ouvindo sobre esse assunto pela primeira vez. Então, vale a pena esclarecer: A palavra dizimo significa “a décima parte”. Deus quer ser sócio do ser humano. Ele pede a menor parte. Dez por cento é para Ele e noventa por cento é para você. Este é o plano de Deus sobre o dizimo. Já as ofertas não são computadas dentro de um percentual. Trata-se de um gesto de liberalidade e gratidão do adorador.

Há, ainda, um segundo ponto que desejo mencionar, que é muito real na lei da semeadura e da colheita. Está em Colossenses 3:25 – “pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas”.

Este texto deixa bem claro que aqui nesta terra a pessoa que pratica a injustiça, receberá a conta aqui mesmo. Aquele que, por exemplo, vive criticando os filhos dos outros, espere para ver o que vai acontecer com os seus, quando crescerem. Aquele que vive falando mal das outras pessoas, espere um pouco, que tudo o que você está dizendo dos outros vão dizer também de você.

Vimos os dois lados desta profecia. O lado positivo, que foi exposto por um plantio grande e como conseqüência uma colheita generosa, e o lado negativo, apresentado por um plantio pequeno e uma colheita minúscula.

Quero, porém, encerrar mostrando o lado positivo desta profecia. A generosidade de uma pessoa nesta terra tem efeitos na eternidade. Foi Jesus quem disse: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10:42).

Não esqueça, porém, que o mais importante não é o tamanho da ação ou da oferta. O que Deus vê e o que realmente vale é o que está por trás das atitudes que tomamos.

Não se preocupe com a colheita. Semeie bem. Creia no Senhor para estar seguro. Confie nos profetas dEle para prosperar.


O JUSTO E A FÉ

Hoje quero estudar com você uma declaração feita por Paulo para os crentes que moravam na Galácia. A famosa carta aos Gálatas. Está no capítulo 3:11 – “O justo viverá pela fé”.

Quanta profundidade encontramos nessa frase! Por isso vamos dedicar o programa de hoje para discorrer sobre as duas palavras chaves: “justo” e “fé”.

A primeira coisa que precisamos entender é o que significa ser justo e como uma pessoa pode tornar-se justa. Ser “justo”, na visão humana é aquele que é correto em suas ações. É ser uma pessoa que sabe respeitar os direitos do seu semelhante.

Ser “justo”, na visão divina é um pouco diferente, e são estss diferenças que desejo passar a você. Ser “justo”, na visão da Bíblia, é fruto de um processo chamado de justificação. Portanto, uma pessoa só pode ser declarada justa, obviamente depois de ser justificada. Então se faz necessário, sabermos com precisão o que é justificação.

A justificação nos confere a retidão divina, em nós implantada e cultivada pelo Espírito Santo. Primeiramente na forma de uma declaração forense, mas, em seguida, realizada como um fato vivo. Somos moralmente transformados.

O apóstolo Paulo declarou: “A justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que crêem, porque não há distinção” (Romanos 3:22).

O processo da justificação se baseia na missão de Cristo, incluindo o Seu ato expiatório feito na cruz. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24).

A justificação acontece completamente à revelia dos méritos humanos, como as boas obras e a obediência a lei. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independente das obras da lei” (Romanos 3:28).

A justificação é um ato de Deus no homem, independentemente de suas obras. A justificação não é apenas uma declaração de Deus de que o homem a partir de tal momento é justo. Isso é a justificação forense, onde um juiz declara que um é justo e o outro é o culpado.

A justificação divina é uma intervenção de Deus na vida do ser humano. Ele declara em primeira instância que o pecador arrependido é justo e, em seguida, atua na vida dele através do Espírito Santo, mudando a sua maneira de ser e de pensar.

A justificação não é apenas um principio. É uma força viva, que através do Espírito Santo, tem como objetivo fazer com que os homens comecem a refletir o caráter de Cristo na vida deles.

Portanto, justo é todo aquele que aceitou a Cristo e permitiu Ele fazer todas as mudanças e transformações necessárias em sua vida, buscando a semelhança do caráter divino.

E a fé? O que é?

Há no meio cristão uma confusão muito grande sobre o que realmente seja fé. Muita gente está se auto-enganando, achando que tem fé, quando de fato tem apenas informação ou conhecimento de algo a respeito de Deus.

Falando do tempo do fim, o próprio Cristo questionou se nessa época encontraria fé na terra.
A Bíblia apresenta uma definição clássica do que é fé. Hebreus 11:1 – “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem”. Portanto, fé, segundo o escritor de Hebreus, é a certeza das coisas que vão acontecer.

Você tem fé? Então tem que ter certeza das coisas que se esperam. O que mais os cristãos esperam é que Jesus volte logo. Você está esperando Jesus? Os seus atos mostram que você está de fato aguardando a volta do Senhor?

Fé é a convicção de fatos que não se vêem. Você tem convicção que Deus criou o homem do pó da terra? Você tem convicção que houve um dilúvio universal? Você tem convicção de que Sodoma e Gomorra foram destruídas por fogo, vindo do céu? Você tem convicção sobre a autoridade da Bíblia? Você tem convicção sobre a validade dos dez mandamentos, que estão em Êxodo capitulo vinte?

Como disse anteriormente, hoje em dia as pessoas estão confundindo fé com conhecimento. Ter um conhecimento bíblico ou religioso superficial, apenas de ouvir o que os outros falam, não significa que se tem fé.

O cristão que tem fé tira tempo para comunhão com Deus. Ora, estuda a Bíblia diariamente e procura viver o que aprende, além de falar aos outros da sua crença. Ah, e não freqüenta a igreja apenas em casamentos, batizados ou funerais.

Por isso eu digo que fé também é envolvimento. Envolvimento com as coisas de Deus. É inconcebível uma pessoa que se diz cristã e passa uma vida inteira sem colocar as mãos em uma Bíblia. A própria Bíblia informa que a fé vem pelo relacionamento com a Palavra de Deus.

O justo viverá pela fé. Creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


NÃO CANSE DE FAZER O BEM

Hoje quero estudar com você mais um texto de Gálatas. Capítulo 6:9 – “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”.

Este texto pode ser dividido em duas partes. A primeira tem a ver com um dos mais lindos conselhos encontrados em toda a Bíblia. Lembre, o texto diz: “E não nos cansemos de fazer o bem”.

Um dos grandes desafios do cristão é continuar fazendo o bem. Alguns até fazem por algum período de sua vida, mas o tempo é um inimigo implacável, e estes atos ou ações de bondade, acabam sendo eliminados ou suprimidos com o passar dos dias.

Mas que bem é este que Paulo pede para não nos cansarmos de fazer? Antes de responder, quero que você entenda o que significa a expressão “cansar”. Ela significa perder o ânimo, desesperar, temer.

O bem que ninguém deve se cansar de fazer pode ser entendido de duas maneiras. A primeira é a busca continua e constante do retorno a Deus. A luta diária de um cristão é, muitas vezes, dura e quase impossível de ser vencida. A batalha não é fácil, os perigos são grandes, a carga é pesada, mas o apelo é que ninguém se canse de continuar fazendo o bem.

É importante destacar esse assunto da auto-estima. Todos nós precisamos desenvolvê-la. Goste de você! Não tenha medo ou vergonha de valorizar a sua pessoa. Esse é um tipo de boa ação para si próprio e que trás grandes benefícios. Por favor, não me entenda mal. Isso não é egoísmo ou orgulho. Fomos criados a imagem de Deus e Ele não quer filhos sem alegria com a vida!

Em segundo lugar esta expressão, “não se cansar de fazer o bem”, pode ser entendida como as boas ações que devem ser praticadas por todos os cristãos. As boas ações requerem de quem as pratica um pouco de paciência, pois muitas coisas boas feitas para alguém, poderão não ser vistas como ações positivas aqui nesta vida, e sim na eternidade.

O pedido de Deus através de Paulo, é que não nos cansemos de fazer o bem. O bem tem que continuar sendo praticado em nosso mundo, mesmo quando se percebe que é o mal que está sendo promovido em grande escala, e são as más ações que ganham o maior espaço nos veículos de comunicação.

Amigo ouvinte, não cesse, não pare de fazer o bem. Não olhe para o lado. Não veja o que os outros estão fazendo. Faça o bem, mesmo que todos já tenham parado e mesmo que não receba nenhuma recompensa neste mundo.

Continuemos o estudo do texto: “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos” (Gálatas 6:9).

Paulo utiliza aqui uma figura de linguagem ligada ao campo: plantio e colheita. Em síntese, quem faz o bem colherá os frutos no devido tempo. Isso precisa ser entendido de, pelo menos, duas formas:

A primeira recompensa que se tem ao fazer boas ações é aqui nesta terra. Tanto as boas ações como as más, as conseqüências delas começarão a ser sentidas aqui neste mundo. A lei da colheita é muito real entre os seres humanos.

Amigo, esta parte da profecia se cumpre a cada momento. Se você estiver semeando somente boas sementes, a colheita neste mundo será, automaticamente, de coisas boas. Se você estiver semeando amor, paz, bondade, compreensão, ao longo da vida você colherá naturalmente os frutos positivos. Por outro lado, se você estiver semeando mentira, intriga, inveja, ódio, pode se preparar que a colheita também virá no tempo certo!

É claro que tanto a colheita das coisas boas, como das ruins, não acontece somente aqui nesta vida. A colheita maior será no futuro. Deus dará a cada um a recompensa daquilo que fez do seu corpo, tempo, talentos e recursos.

No reino de Céus está garantido que Deus vai analisar todas as coisas boas que foram feitas em favor de um filho dEle. Nenhuma ação passará despercebida pelo Juiz de toda a terra. O próprio Jesus, quando aqui esteve, declarou: “E qualquer que vos der de beber um copo d’água em meu Nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão”. (Marcos 9:41).

Deus já definiu quando será a colheita daquilo que semeamos na vida. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (Atos 17:31). “Portanto, o filho do homem virá na glória de seu Pai, com todos os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27). “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22:12).

Faça o bem. Sem, necessariamente, olhar a quem. Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A CIDADE DO CÉU

Hoje quero apresentar mais uma daquelas profecias que enchem o coração de esperança e alegria. Antes porém, quero falar de uma pequenina cidade na Suíça, chamada Luzer. O rio que passa pelo meio do lugarejo é completamente limpo. Tão limpo que é possível enxergar os peixes nadando tranquilament. Ninguém joga lixo na água ou fora do lugar.

Um turista que visitou os arredores de Luzer ficou impressionado com o que fazem os pequenos produtores. Eles vendem, junto a estrada, orquídeas muito bonitas. As flores ficam ali expostas juntamente com o valor de cada arranjo. Não tem vendedor. Os interessados compram as flores e depositam o valor em um pequeno cofre. No final do dia o dono recolhe o dinheiro e o que sobrou das flores. E funciona, graças a honestidade dos que residem ali.

Maravilhoso morar em um lugar como esse, não é mesmo? Mesmo assim, não é um lugar perfeito. A cidade dos sonhos não está aqui. Pelo menos, por enquanto, não está neste planeta. Por isso quero estudar hoje com você, Filipenses 3:20 – “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

A cidade dos sonhos é a cidade que ainda está nos céus. Veja alguns detalhes que a Bíblia menciona. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho do leão e a ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha com o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e já o desmamado meterá a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano em todo o meu monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:5-9).

Pela descrição destes versos, uma coisa muita interessante já é garantida: não haverá maldade entre os animais. Todos eles serão mansos. O instinto de ferocidade e sobrevivência que hoje é encontrado no mundo irracional, terá acabado para sempre.

A Bíblia descreve esta cidade como um lugar onde as criaturas de Deus viverão em plena harmonia. Os animais não terão medo do homem. Muito diferente do que acontece hoje em dia. Infelizmente não podemos tocar em alguns animais que achamos tão bonitos pois eles fogem, tem medo.

O que mais é dito sobre esta cidade? “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará… E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta em mananciais de águas… E os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35:5,6,9).

Nesta cidade não haverá uma pessoa que sofra de cegueira. Todos ali poderão apreciar as cores das flores, o verde das arvores, o azul do céu, a natureza deslumbrante.

Ali não haverá aleijados. Ninguém precisará de muletas para caminhar. Nenhuma dificuldade com acessibilidade será encontrada. Todos andarão com perfeição.

Não haverá mudos ou tímidos. Todos poderão se expressar com muita naturalidade. Todos poderão dizer o que sentem e pensam. Ninguém precisará se esconder ou fazer gestos para tentar se expressar.

A terra nunca mais experimentará a sequidão do sol. A terra, sempre estará na sua melhor condição de produzir. Ela será uma fonte de vida para os filhos de Deus.
Há um detalhe nesta descrição que me encanta. A alegria será constante e continuamente na vida de todas as pessoas.

Mas, tem mais! “E eu, João vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:2-4).

O apóstolo João viu esta cidade. Viu a cidade que Paulo profetizou e que está no céu. João tentou descrever detalhes do lugar. Não existe nada que possa ser comparado ao que viu. O trono de Deus estará no centro. Os filhos de Deus que vivenciaram a experiência dura do pecado, agora poderão viver em segurança na companhia da Fonte da vida e da verdade.

A morte, que tanto fere e causa dor no ser humano não vai mais existir. Tudo terá virado passado. A dor, o sofrimento, as lágrimas, o pranto, a saudade, tudo terá ficado para trás.

Esta profecia ainda não se cumpriu. A cidade dos sonhos ainda está nos céus. Ansiamos pelo grande dia em que essa promessa finalmente se tornará realidade.

Amigo ouvinte, eu creio que não está longe o dia quando o filho de Deus retornará a esta terra para nos levar para cidade que Ele está preparando (João 14:1-2). No tempo indicado Ele virá e tirará você e eu deste mundo de tanta maldade e insegurança. Dará novos céus e nova terra nos quais habitam a justiça e a paz.

Você crê nisso? Eu creio. Eu aguardo ansiosamente por esse dia. Creia você também em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A GARANTIA DA RESSURREIÇÃO

Hoje quero estudar com você mais uma profecia confortadora da Bíblia Sagrada. Está em I Tessalonicenses 4:14 e diz: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele”.

Esta profecia foi feita por Paulo, em torno do ano 51 de nossa era. Ele estava escrevendo uma carta para a Igreja de Tessalônica. Vamos conhecer um pouco desse lugar e da igreja que ali existia.

“Tessalônica era uma cidade importante, capital da segunda divisão da Macedônia. Estava situada ao extremo norte do golfo Termaico, que agora se chama golfo de Salônica. Por esta cidade passava a via Ignaciana, que unia o Oriente com Roma. Nesta cidade havia uma grande quantidade de judeus e uma sinagoga. A cidade que hoje se chama Salônica é um dos centros comerciais mais importantes do norte da Grécia. Vivem nesta cidade aproximadamente cem mil habitantes, composta de maometanos, cristãos e judeus” (S.D.A.B.C. vol.7 pg.231).

Paulo está abordando o assunto da ressurreição. Está fazendo uma afirmação muito forte, que para alguns, traz esperança e para outros traz duvida e desconfiança. Ele inicia a profecia afirmando que “se cremos que Jesus morreu e ressuscitou”.

O apóstolo parte do princípio que se há na pessoa a crença que Jesus morreu e ressuscitou, ele
precisa crer em mais algumas coisas.

Amigo ouvinte, a crença na morte e na ressurreição de Cristo é a base da vida cristã. Uma pessoa que duvida da morte e ressurreição de Cristo, nunca poderá dizer que é um cristão. Crer na morte e ressurreição de Cristo é o diferencial na vida de qualquer pessoa. A morte de Cristo é o que dá a garantia a salvação. Este sacrifício voluntário de Jesus é o que dá certeza de um dia alguém poder desfrutar a vida eterna.

Mas se Cristo tivesse morrido e não ressuscitado de nada adiantaria a morte dEle. Ele morreu, e com este ato, deu a garantia de salvação. Porém, pelo fato de ter ressuscitado, garantiu a continuação da vida.

É muito importante crer que Jesus morreu e que ressuscitou. A morte dEle garante a salvação e a ressurreição, garante a vida. Se Cristo somente tivesse morrido e não tivesse ressuscitado, Ele teria garantido a salvação, mas não a vida.

A profecia, diz então que se nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou, “assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele”.

O que Paulo está profetizando? Ele está afirmando que toda a pessoa que antes de morrer aceitou a Jesus como o Senhor e salvador de sua vida, num determinado momento, Deus vai fazer a mesma coisa que fez com Jesus.

O mesmo poder que tirou Jesus da sepultura no domingo pela manhã vai tirar da sepultura todos os que ao morrem nessa certeza.

Jesus comparou a morte a um sono (João 11:11) e Paulo está profetizando que todo o que morrer crendo em Cristo, no dia que somente Deus sabe, Ele vai fazer o mesmo que já fez com Jesus por ocasião da Sua ressurreição.
Portanto, a nossa grande chance de vida é a pessoa de Cristo. Ele é a chave ou o passaporte da morte para vida. Todo aquele que em vida crer em Cristo, pode ficar tranqüilo ao enfrentar a morte. No tempo do fim Deus o acordará desse sono.

Talvez a maior questão que fica na mente de alguém que está conhecendo a palavra de Deus seja quando isso vai acontecer. Quando voltará a rever parentes, amigos pessoas especiais que hoje dormem o sono da morte.

A resposta responde nesse mesmo capítulo, porém no verso 16: “Porque o mesmo Senhor descerá dos céus com alarido e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (I Tessalonicenses 4:16).

A resposta é clara. Esta profecia se cumprirá quando Jesus retornar pela segunda vez a esta terra. Ouça alguns detalhes importantes: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a ultima trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Coríntios 15:52). “E deu o mar os mortos que nele havia, e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia…” (Apocalipse 20:13).

Que coisa impressionante! No dia da volta de Cristo, todos os mortos de todos os tempos, serão chamados por um poder muito maior que a própria morte, e sairão do mar e da terra, para fazer parte da grande família Deus.

Hoje choramos e lamentamos quando perdemos alguém que amamos, mas a morte não é o fim para um cristão. Um dia ela terá fim. O que já venceu a morte virá para resgatar dela todos os que são seus e libertá-los para sempre.

O que precisa ser feito hoje para que esta profecia se cumpra em sua vida? A resposta está novamente na Palavra de Deus. “Quem tem o filho tem a vida; quem não tem o filho não tem a vida” (I João 5:12).

Você já tem o Filho de Deus? Já O aceitou como Salvador pessoal? Se ainda não, faça-o agora. Confesse os pecados e comece nova vida com Ele.

Creia no Senhor Deus para você ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


O FILHO DA PERDIÇÃO

Hoje temos uma profecia desafiadora. Está em II Tessalonicenses 2:3-4 – “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.

Paulo está analisando a segunda volta de Jesus. Está explicando que o retorno do Salvador a esta terra será precedido por algumas coisas interessantes. Uma delas é esse homem do pecado, filho da perdição, ou anticristo.

Esse anticristo tem algumas características. A primeira delas é o engano. “Ninguém de maneira alguma vos engane”. Assim começa a profecia. Uma das principais características deste poder é a capacidade de enganar.

O grande truque ou segredo do engano é nunca colocar somente o erro. O enganador sempre vai temperar a verdade com um pouco de mentira. A verdade e o erro sempre estarão misturados no mundo de quem engana.

A obra do engano neste mundo começou no Jardim do Éden, com Satanás. Ele usou verdade misturada com mentira, e conseguiu enganar a Eva. Veja como foi: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:16-17).

Perceba a ordem que Deus havia dado a Adão e Eva. De todas as arvores poderiam comer. Apenas uma não deveria ser tocada. Mas veja o que Satanás disse para Eva: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?”

Satanás torceu tudo o que Deus havia dito. Ele pôs em dúvida o que Deus havia falado e insinuou que o Criador não havia dito toda a verdade. A fruta que tinha sido proibida, com o pretexto que produziria morte, na verdade, segundo o diabo, resultaria em muita vida e inteligência.

O inimigo de Deus para enganar, se incorporou em uma serpente. Quando Eva percebeu, estava junto a arvore proibida onde ouviu uma voz que não era a de Adão. Logo viu algo inacreditável: a serpente estava falando. Ela tinha visto a serpente muitas vezes, porém, nunca havia falado antes…

A serpente comia a fruta e mostrava com toda a energia que o que Deus havia dito não era a verdade. Ao comer a fruta ninguém morria. Ela estava comendo e estava bem viva. Não deu outra. Eva caiu na conversa de Satanás. Este foi o primeiro engano.

Porém, o inimigo de Deus não se contentou com apenas esse engano. Satanás usa pessoas, instituições, líderes religiosos e políticos, professores, pais e mães, para continuar a sua obra de enganar.

Assim, uma das características do anticristo, do homem do pecado, do filho da perdição, é o poder de enganar, ou seja, misturar a Palavra de Deus com conceitos humanos.

A profecia diz que, antes da vinda de Cristo, Satanás fará de tudo para enganar o povo de Deus.
Hoje encontramos muita gente vivendo e vivendo muito bem com a obra do engano. Mas o engano que mais me choca é o engano espiritual. Em todos os lugares surgem lideres religiosos praticando a obra do engano. Levam pessoas simples a crer em suas pregações, que se fossem postas à prova pela Bíblia Sagrada, não suportariam o menor teste.

Para algumas ditas “igrejas”, quanto mais ignorante for o povo, mais fácil será para dominá-los. Há pregadores por aí que vivem uma vida repetindo as mesmas coisas. Não tem coragem de abrir a Bíblia e ensinar toda a vontade de Deus.

Uma segunda característica do poder do anticristo é: “porque não será assim sem que antes venha a apostasia”.

O que Paulo quer dizer com a expressão apostasia? Esta palavra significa, segundo o dicionário, abandono ou renúncia de doutrina ou crença.

O apóstolo está dizendo que os dias que precederiam a segunda volta de Cristo, as pessoas e muitas instituições religiosas iriam abandonar as crenças originais dos apóstolos e passariam a ensinar, em nome de Jesus, coisas completamente contrárias ao que Ele ministrou quando esteve nesta Terra.

A terceira característica é “e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”. Este homem é um amante do pecado, e por conseqüência se torna filho da perdição. É alguém dominado por Satanás e, como não pode deixar o erro, já está destinado à perdição.

No próximo programa continuarei a apresentar as marcas mais fortes e explícitas deste poder, e quando esta profecia será cumprida na sua plenitude. Quero, antes de encerrar, convidar você que me ouve a continuar com a mente bem aberta para descobrir e viver as grandes revelações de Deus sobre esse assunto.

Creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


ELE QUER SER MAIOR QUE DEUS

No último programa estudamos algumas características de um poder que se manifestaria de forma ostensiva, especialmente antes da volta de Jesus. Poder este que mescla verdade com mentira e que exerce influência desde o Jardim do Éden.

Vimos no programa anterior que a primeira característica deste poder é o engano. Ele vive para enganar e a melhor forma de enganar é misturar a verdade com a mentira. A segunda marca é a apostasia, ou seja, iria deixar as verdades ensinadas por Jesus e passaria a ensinar conceitos puramente humanos. A terceira característica é um homem que se torna representante deste poder, e é chamado “o homem do pecado”. A quarta marca que o distingue, é que ele está perdido se continuar mantendo e defendendo seus pontos de vista que são contrários a palavra de Deus.

Hoje estudaremos mais algumas características deste poder, mas antes vamos relembrar a profecia.
“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (II Tessalonicenses 2:3 e 4)

A quinta característica é que “se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora”.
Esta é uma marca forte desse poder. Ele tem a característica de se opor, de contradizer. Está sempre tentando dizer que sabe mais do que o Deus Criador do céu e da terra.

Este poder se opõe a qualquer forma de adoração, desde a correta até as muitas formas erradas que há em nosso mundo. Não aceita que outras divindades sejam adoradas. Não aceita que o próprio Deus seja adorado. Apenas ele quer ser adorado.

O ato de “se levantar” é mais um sinal de rebelião. Este poder não reconhece outro, além do seu próprio. Ele acha que sempre estará em pé.

Outra característica é que “se assentará como Deus, no templo de Deus”. Paulo está usando a palavra templo, no sentido figurado, para representar um centro de culto religioso. Este poder se assentará no lugar dedicado ao culto ao Deus verdadeiro e exigirá que se preste adoração.

Ainda mais: este poder político religioso, comandado por um homem, se colocaria diante das pessoas como Deus e estaria no lugar onde Deus deveria estar. Ele quer ser Deus e ser adorado como Deus. Perceba que o texto diz que ele também “quer parecer Deus”. Em outras palavras, este poder quer se exibir ou se auto-declarar Deus. Ele sabe que não é Deus, mas quer impor ao povo que ele tem poderes como se fosse um Deus.

O profeta Daniel, como já vimos em programas anteriores, revelou as ações desse poder. Paulo está apenas reforçando o que fora profetizado sobre essa instituição político-religiosa.

Esta profecia tem o seu primeiro cumprimento na pessoa de Satanás. Ele sempre quis ser Deus, e quis o lugar do Senhor. A existência do diabo é marcada pela busca da adoração que sempre pertenceu somente ao Criador. Inclusive na tentação que promoveu contra Jesus prometeu os reinos do mundo ao Salvador se Ele simplesmente o adorasse (Mateus 4:8 e 9).

Como o diabo é covarde, nem sempre se apresenta de cara limpa. Ou seja, vem normalmente escondido, disfarçado, maquiado e atua de maneira sutil utilizando-se de instrumentos humanos, inclusive alguns ditos religiosos.

Se você esteve atento ao que disse até agora, será muito fácil identificar os instrumentos e instituições humanas que cumprem essa profecia de II Tessalonicenses 2:3 e 4. Basta responder as seguintes perguntas:

Qual líder de poder político-religioso exige adoração dos seus seguidores?
Quem é que mudou os mandamentos da lei de Deus e alega que tem poder para mudar, inclusive, a Bíblia?
Quem é que se coloca como se fosse Deus e atribui a si o poder de condenar ou absolver pessoas de seus pecados?
Qual é o poder cujo líder tem um trono e todos devem curvar-se diante dele?
Qual é a organização político–religiosa que ensina mais a tradição do que a Bíblia?
Que poder religioso enganou as pessoas no passado vendendo, vergonhosamente, o perdão de pecados?
Que poder ensina que outras pessoas podem se tornar mediadoras entre Deus e o homem?
Que poder, ao longo da história, mandou queimar Bíblias em praça publica e aqueles que a defendiam?

Creio que essas perguntas são suficientes para a identificação desse poder que cumpre plenamente a profecia. Ninguém precisa ser enganado.

Lembre-se que a profecia começa com a advertência. “Ninguém de maneira alguma vos engane”.
O pedido de Deus é que você fique atento para não ser enganado. Este poder vai tentar enganá-lo, como já enganou e engana muita gente.

Fique ao lado da verdade contida na Palavra de Deus. Creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


EGOÍSTAS, AVARENTOS E JACTANCIOSOS

Não há consenso entre os estudiosos da Bíblia se o apóstolo Paulo, escreveu 13 ou 14 cartas. Porém, todas elas contem ensinamentos muito preciosos para os cristãos de todos os tempos, inclusive as chamadas cartas pastorais, visando a unidade e a solução de problemas na igreja cristã primitiva. Nelas, porém, encontramos várias profecias.

A profecia que vamos estudar hoje está na ultima carta que Paulo escreveu quando esteve na cadeia em Roma, pela segunda vez. “Ele foi preso em Troas e levado a Roma e, de acordo com a tradição, ficou encarcerado na prisão Mamertina, que fica próximo ao coliseu romano. Paulo foi morto entre os anos 66-68 DC. Lucas, Timóteo e Marcos são os que provavelmente estiveram com o apóstolo nos últimos anos de sua vida” (S.D.A.B.C. vol.6, pg.32).

Paulo sabia que não sairia vivo desta prisão. Porém, no frio calabouço na cidade de Roma, o Senhor Jesus o iluminou e ele escreveu ao seu fiel companheiro de ministério, Timóteo, dizendo como seria o mundo nos últimos dias da história desta terra.

Escreveu sobre a situação política do mundo, o relacionamento familiar e a luta entre o capital e o trabalho. Enfim, profetizou sobre como estaria a nossa sociedade contemporânea, nos dias que precedem a volta de Cristo a esta terra.

Vamos para o texto bíblico? “Sabe, porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes, aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto o poder. Foge também destes” (II Timóteo 3:1-5).

Paulo começa dizendo que os últimos tempos serão difíceis para os filhos de Deus. A vida no planeta Terra seria complexa. A luta pela sobrevivência seria dura. Segundo o apóstolo, verdadeiramente viver aqui não seria uma tarefa fácil.

Por que o mundo seria tão difícil? O mundo não mudou. O mundo sempre foi o mesmo, porém, as pessoas estão cada dia se tornando mais complicadas e difíceis em seus relacionamentos. Estão tornando a vida do seu próximo, do seu semelhante cada vez mais dura e sofrida. Em outras palavras o homem está dificultando a sua própria vida.

Vejamos algumas marcas do comportamento humano nos dias finais da história deste mundo. “Pois os homens serão egoístas”. Esta expressão é bem familiar para todos, porém, este é um dos grandes flagelos da humanidade. Os homens são amantes de si mesmos. O egoísmo domina a maioria das pessoas, sendo esta uma das causas do mundo estar como está.

“Aristóteles referiu-se a este defeito de caráter da seguinte forma: Não se trata tanto do amor próprio, mas de amar indevidamente, tal como o amor as possessões materiais” (Novo Testamento Interpretado, vol.5, pg.386). O egoísmo é um vicio. Ele tem destruído a vida de muita gente. Tem escravizado pessoas que poderiam ser de uma grande utilidade para Deus e para o próximo.

Amigo ouvinte, a vida neste mundo está difícil. Disso ninguém tem dúvida. Pense, porém, será que as suas e as minhas atitudes não estão contribuindo para tornar ainda pior o que já não é bom? É muito fácil encontrar por aí pessoas que, a única coisa que sabem fazer é criticar ou reclamar que tudo está indo de mal a pior, porém, não fazem absolutamente nada para mudar o quadro.
Uma outra característica das pessoas nos últimos tempos é a “avareza”. O que é avareza? Como se comporta um avarento?

“A palavra grega que foi traduzida por avareza, literalmente significa “amantes da prata”. O mundo está mal, mas está assim porque nele vivem pessoas apenas preocupadas com o seu próprio dinheiro e o lucro que podem adquirir.

Deus nunca condenou o dinheiro. O que é condenado na Bíblia é o amor ao dinheiro. Aquele que é egoísta faz do seu próprio “eu”, um deus, pois vive uma vida de avarento, transformando o dinheiro e os bens que possuí em ídolos.

Amigo ouvinte, qualquer pessoa pode ser um avarento. Inclusive os que não têm nada ou muito pouco. Por exemplo, um pobre que só tem uma carroça para recolher papel, pode se tornar um avarento, se na cabeça dele tiver uma única preocupação em “ter”, esquecendo-se do “ser”. Existem aqueles que roubam, mentem, matam, trapaceiam, enganam para conseguir seja cinco reais ou cinco milhões. Fazem isso sem nenhum constrangimento. E aí pode entrar o rico que tem uma mansão e anda de BMW. Por exemplo, torna-se um avarento quando os princípios dele estão condicionados somente ao quanto ele vai ganhar.

Paulo, no texto que estamos estudando, lista outra característica do tempo do fim: “homens jactanciosos”. O que seria um jactancioso? Como este mal se manifesta? “A palavra grega é “alazon”, que significa arrogante, presunçoso. A raiz desta palavra é “ale”, que quer dizer “perambulação”. Esta palavra era usada para indicar a atitude mental enlouquecida ou distraída” (Novo Testamento Interpretado, vol.5, pg.386).

Nem é preciso ir muito longe para encontrarmos arrogantes e presunçosos, não é mesmo? Pessoas que não abrem espaço e tempo para ouvir, nem mesmo a voz de Deus.

Sinais do fim. De uma sociedade doente moralmente e espiritualmente. Não seja um deles, amigo ouvinte. Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


BLASFEMOS E CIA

Vamos continuar falando do texto escrito por Paulo em II Timóteo 3:1-5? “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”.

No programa anterior vimos algumas características do nosso mundo e o porquê ele está tão complicado nas áreas de moralidade e religiosidade. Uma das características que quero analisar com você é a blasfêmia, ou seja, aquele que profere palavras abusivas e degradantes.

Nos dias de Paulo havia um grupo que era conhecido como Gnóstico. Eles diminuíam a pessoa e a importância de Cristo, para que pudessem apresentar as suas próprias idéias. Por agirem desta forma, eles eram considerados como blasfemadores.

Em nossos dias, encontramos muitos cumpridores desta profecia. São pessoas que não valorizam a Deus e a Bíblia. Quando mencionam Deus o fazem sem nenhum respeito. Usam o nome de Deus nas piadas mais sujas que a mente humana pode criar. Até juram em nome de Deus quando estão mentindo, para que possam enganar com maior credibilidade.

Mas a blasfêmia mais grave é quando as pessoas diminuem Deus para se projetarem. Alguns estão ensinando que para alcançar o perdão divino, é preciso agradar a Deus. Sugerem então sacrifícios pessoais ou penitências. Buscam o perdão e a salvação na prática de boas obras.

Outra marca do comportamento das pessoas nos últimos dias, é a “desobediência aos pais”. A Bíblia está afirmando que quanto mais próximo da volta de Jesus, os filhos seriam mais e mais desobedientes a seus pais. A falta de amor aos pais, além de total desconsideração para com a autoridade deles, é própria do paganismo.

Mas o que está por trás da desobediência aos pais? A desobediência aos pais é uma manifestação de uma desobediência muito maior, que é a desobediência a Deus. Quando um filho não obedece aos próprios pais, está dizendo que o Pai do céu não tem nenhuma autoridade sobre ele. Um filho, quando assume uma postura de desobediência a seus pais terrenos, está dizendo que deseja viver a vida de uma forma independente, e que ninguém, nem mesmo Deus, tem qualquer autoridade sobre o que faz.

O desobediente é também um egoísta. Não quer ouvir os outros. Apenas a si mesmo. E quando falo de filhos desobedientes aos pais não estou me referindo apenas a crianças ou adolescentes de poucos anos de idade. A desobediência e o desrespeito com os progenitores é algo assustador nos tempos de hoje: atinge filhos de todas as idades!

Outra marca do mundo dos últimos dias, conforme a profecia, é a “ingratidão”. A ingratidão é manifestada tanto para Deus como para o semelhante. Uma pessoa ingrata não reconhece o que tem recebido. Não analisa os benefícios da criação e educação recebida dos pais ou de alguém próximo, e muito menos reconhece o que Deus tem feito em favor dela.

Por que uma pessoa se torna ingrata? A ingratidão é fruto de uma vida dominada pelo egoísmo. Uma pessoa que é amante de si mesma não consegue ser agradecida a outra. Aliado a isso, a vida moderna tem favorecido o individualismo. Cada um vive para si.
Resta, em lugares pequenos do interior, algum tipo de aproximação e coletividade. As pessoas se cumprimentam, se conhecem e se ajudam. Já a maioria, hoje, nas cidades grandes, não sabe, por exemplo, quem é o vizinho que mora em frente ao seu apartamento.

A ingratidão é uma das coisas que mais fere uma pessoa. O egoísta não sabe e nem vê a necessidade de agradecer alguém por algum bem realizado em seu favor. O ingrato acha que todos tem ou devem favor para ele. Na vida de um ingrato, não existem as palavras mágicas: muito obrigado, com licença, por favor.

Uma última característica que desejo apresentar no programa de hoje é a “irreverência”. A palavra grega que foi traduzida por irreverência é “anosios”, que significa “sem santidade”.
Os irreverentes desenvolvem uma atitude mental que elimina por completo Deus dos seus pensamentos e ações. Deus vira motivo de piada e gracejo.

A irreverência também é manifestada quando vivemos um cristianismo de aparência. Ir à igreja, carregar uma Bíblia debaixo do braço ou usar um crucifixo no pescoço não significa religiosidade na prática. É preciso coerência entre o discurso – a teoria – e o que é vivido, a prática.

Deus, amigo ouvinte, quer os filhos dEle vivendo o cristianismo na essência. Passando tempo com Ele em momento de devoção particular, transmitindo esperança e segurança do que está na Bíblia para aqueles que ainda não conhecem. Sendo gratos e obedientes aos pais, não dando espaço para irreverência em casa ou em qualquer lugar, atitudes do dia a dia.

Podemos viver assim? Que Ele nos ajude! Confie no Senhor para estar seguro. Nos profetas dEle para prosperar.


INIMIGOS DO BEM

Que bom estar com você para estudarmos juntos as profecias da Bíblia. Continuaremos hoje no texto de II Timóteo 3:1-5. Vamos relembrar? “Sabe, porém isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, desobedientes a seus pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”.

Nos programas anteriores analisamos várias dessas características de comportamento do ser humano no período que antecede o retorno de Jesus. Seguindo a lista, vamos falar sobre os “desafeiçoados”, ou seja, sem afeto natural.

Creio que essa falta de afeto seja a causa de tanta maldade que acontece por aí, hoje em dia. O homem tem se distanciado de Deus, que é a fonte do bem. Assim, desligado dessa fonte, só pode produzir resultados extremamente negativos.

A Bíblia diz que Deus é bom, que Deus é amor (I João 4:8-10). O homem, pelo contrário, já nasce com sentimentos pecaminosos, egoístas. Observe as crianças pequenas. A maioria, depois que cresce, parece que não consegue livrar-se do egoísmo. Acabam carregando e transmitindo aos outros essa falta de afeto natural.

Paulo, porém, segue a lista do tipo de pessoas que se destacariam no tempo do fim. Os “implacáveis”. O significado, nesse contexto, seria “irreconciliáveis”. A reconciliação acontece quando duas pessoas têm alguma dificuldade, mas entendem que não é sábio viver desta forma e buscam, então, viver em harmonia, em paz.

O que Paulo está dizendo é que quanto mais avançássemos na história, mais as pessoas viveriam distantes uma das outras. Quanta dificuldade se tem hoje para levar o marido a viver em paz com sua mulher, o pai com a filha, a mãe com o filho. Quantos amigos que, por alguma razão boba, se distanciaram, hoje não aceitam mais em conversar.

Amigo ouvinte, por caso você não tem sido implacável com alguém? Não tem você postergado a reconciliação com um familiar, amigo ou colega de trabalho? Aproveite a oportunidade que este programa está oferecendo de levar você a reflexão, e tome uma atitude. Aquele que tem mais amor no coração perdoa primeiro!

Mais outra característica do ser humano no tempo do fim. Os caluniadores. A palavra grega que foi traduzida por caluniadores é “diabolos”. Isso mesmo, diabolos, um dos títulos de Satanás. E caluniar faz parte do caráter dele (II Timóteo 2:26).

“As pessoas com esta marca procuram prejudicar seus semelhantes com palavras cortantes, que normalmente envolvem o exagero nas informações, distorcendo a verdade até o ponto da mentira desavergonhada” (O Novo Testamento Interpretado, vol.5, pg.387).

Quando mentimos, exageramos, diminuímos informações ou inventamos uma história negativa sobre alguém, estamos, literalmente, sendo servos do diabo. Ele é quem gosta de ver pessoas em conflito. Satanás é que aprecia ver as pessoas destruindo-se por fofocas.

Outra característica das pessoas que viveriam próximas do fim, é que não teriam “domínio de si”, ou a falta de autocontrole.

Você conhece alguém que não consegue controlar a si próprio? Este também é um grande mal do século 21. E isso é causa de infelicidade. As decisões não são tomadas tendo como base a razão e sim apenas e tão somente a emoção.

Como resultado disso, são relacionamentos fragilizados, consciência culpada, lágrimas de arrependimento tardio, enfim, uma lista imensa de conseqüências desagradáveis.

O domínio próprio é uma das marcas do verdadeiro cristão. E ele é possível, mesmo para a pessoa mais desequilibrada. Deus está pronto para atender a um pedido que um filho dEle faz para transformação de atitudes e desvios de personalidade.

A profecia diz também que os homens do tempo do fim seriam “cruéis”. Novamente preciso recorrer a língua grega, para que se possa compreender tudo o que esta palavra quer dizer. A palavra que foi traduzida por cruel, é “anemeros”, que significa: “selvagem, brutal”. Esta palavra era usada para descrever animais irracionais que ainda não tinham sido domesticados.

É impressionante o que o pecado tem feito na vida de muita gente. Tem transformado criaturas racionais em verdadeiras bestas. Há uma brutalidade latente, assustadora. Nas famílias, no trabalho, no trânsito, em todos os lugares. Parece que os crimes hediondos já não chocam mais.

E fecho a lista do programa de hoje com os “inimigos do bem”. Ou seja, aqueles que são caracterizados por não terem amor natural pelo que é bom. Não gostam de fazer o que é moralmente correto, não apreciam as boas maneiras e os bons costumes.

Ser honesto e viver corretamente é motivo de piada e zombaria em muitos lugares. E alguns até se envergonham dessas virtudes. Tem medo ou sofrem com a pressão alheia.

Não permita, porém, que os “inimigos do bem” desanimem você. Não tenha vergonha de ser honesto, de falar a verdade, de viver o cristianismo. A recompensa, no final, é incomparavelmente maior e melhor.

Por isso, creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


CRISTIANISMO DE FACHADA

Dentro dessa série sobre o comportamento do ser humano no tempo do fim, conforme profecia feita por Paulo, vamos abordar agora a traição. Antes, porém, sempre é bom repetir o texto completo de II Timóteo 3:1-5 – “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens, serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”.

Não preciso gastar muito tempo descrevendo o que é traição e como ela se manifesta. Há, pelo menos, duas formas de se tornar um traidor. A primeira é quando você promete lealdade a alguém pessoa e esta pessoa confia tudo o que tem a você; passado algum tempo, esta lealdade é rompida e todos os segredos e particularidades de quem confiou em você são expostos publicamente.

Outra forma de se tornar um traidor é quando confiam em você, o defendem diante dos criticas e acusações pois acreditam quando você afirma inocência. Porém, com o passar do tempo, percebe-se que o que falavam de você era verdade. Você acabou sendo um traidor. Traiu a confiança que muitos depositaram em sua pessoa. A traição é uma das marcas de quem não tem Cristo no coração.

Outra marca do comportamento humano, conforme o texto bíblico que estamos estudando, é o atrevimento. Isso tem a ver não apenas com as palavras como também com as ações, as atitudes.
Há uma onda crescente de atrevimento, de insubordinação, de desrespeito aos mais velhos, às autoridades nos escalões básicos de uma sociedade organizada. Os presídios estão cheios de atrevidos, não esqueça disso.

O texto bíblico menciona também os orgulhosos. E você sabe que o orgulhoso não tem bom senso. O bom senso é obscurecido pelo orgulho, por dar uma importância muito elevada ao próprio “eu”. O orgulho leva as pessoas a fazerem coisas irracionais. Inclusive despreza pais, irmãos, amigos, familiares.

O orgulhoso também vive uma vida demonstrando que é auto-suficiente e que não precisa de ninguém para viver. Porém, há um grande contra-senso no mundo do orgulhoso. O mundo dele é tão pequeno que há espaço apenas para ele. Como deseja o mundo todo aos seus pés, acaba tendo apenas a si próprio.

A profecia diz também que quando os dias se tornassem difíceis, as pessoas seriam “mais amigas dos deleites ou prazeres do que amigos de Deus”.

Assim como no tempo de Paulo, o ser humano é fascinado pelo prazer, mesmo que seja passageiro e traga, no final, profunda tristeza e uma série de consequencias. E quando se tenta juntar cristianismo com libertinagem para agradar aos mais baixos sentimentos do corpo, não dá certo.

É preciso, como recomenda o apóstolo, um cuidado especial com as amizades, com aquilo que não é recomendado. Amizade, aqui, é no sentido do tempo e da dedicação que separamos para atividades frívolas ou nada edificantes. A valorização ou prioridade daquilo que realmente importa ou interfere em nosso destino final: morte ou vida eterna.

A profecia diz também que as pessoas do tempo do fim teriam apenas “uma aparência de piedade”. Que coisa triste! A religião hoje, para alguns se tornou um grande comércio, uma fonte de lucro; para outros uma forma de dominar os seus fiéis.
O cristianismo para alguns é apenas uma capa, é algo superficial, que não atinge o coração e a mente. O cristianismo pouco ou em nada mudou a vida dessas pessoas. A mensagem de Cristo não produziu um novo estilo de vida.

O mau testemunho de alguns (ou muitos!) cristãos tem levado os incrédulos a debochar do cristianismo. O batismo, quando acontece, é apenas um cerimonial vazio, um banho que não envolve comprometimento, mudança de pensamento, de procedimento, de hábitos, de vida.

O profeta chega ao ponto de pedir que os cristãos sinceros se afastem dos que dizem que são, mas suas ações mostram o contrário. O cristão só de aparência ou fachada, não é uma boa companhia. Ele não é um bom modelo para ser seguido. Não é uma referência para quem quer alcançar o sucesso espiritual.

Assim, chegamos ao fim dessa série sobre o tipo de pessoas e comportamento das mesmas no tempo do fim. Que nem eu e nem você estejamos nessa lista que Paulo deixou para Timóteo. Temos uma grande missão nesse mundo que é de não apenas anunciar o evangelho, mas vivê-lo em cada momento, em cada situação, em cada circunstância.


NÃO VAI DEMORAR

Hoje quero estudar com você uma profecia na carta aos Hebreus. Capítulo 10:37 – “Porque ainda um poucochinho de tempo e o que há de vir virá, e não tardará”.

Quero desafiá-lo a olhar para esta profecia como se Deus estivesse falando diretamente a você. Portanto, se você está triste porque a dor da perda de alguém querido é muito forte, creia que mais um pouquinho de tempo e o que tem que vir, virá.

Por isso, no programa de hoje vamos responder pelo menos três perguntas: de quem o autor de Hebreus está falando? Quanto tempo seria essa espera? Qual a razão dessa demora?

Não existe unanimidade sobre quem escreveu a carta aos Hebreus, porém, boa parte dos estudiosos da Bíblia crê que foi o apóstolo Paulo. Eu também acredito que tenha sido Paulo, porém, naturalmente, respeito quem pensa diferente.

“Se aceita geralmente que Hebreus foi escrito antes da destruição de Jerusalém. O número de dirigentes da Igreja cristã antes do ano 70, era muito reduzido. Qual dos lideres antes deste tempo teria condição de discutir temas tão profundos como os que são discutidos na carta aos Hebreus? A pessoa com as melhores condições de discutir estes temas é Paulo” (C.B.A.S.D. vol.7, p.403).

Paulo está profetizando que um pouquinho mais de tempo, um tempo bem reduzido, bem pequeno, e o que tem que vir virá. De quem ele está falando?

Não há nenhuma dúvida de quem ele está dizendo que viria. É o mesmo que os outros profetas também aguardavam para os dias deles. E a promessa ficou muito bem registrada por João (14:1-3): “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

O evangelista e médico Lucas também foi bem claro e detalhista (21:27): “Então, se verá o filho do Homem vindo numa nuvem com poder e grande glória”. Veja que ele amplia a idéia da segunda volta de Cristo. Ela será com muito poder e glória. Muito maior do que a mais espetacular das festas promovidas pela realeza do passado e do presente. A cena será indescritível. Por isso, a única forma que Lucas encontrou para descrever foi dizer que “será com poder e grande glória”.

Já o apóstolo Tiago, escrevendo sobre o tema da segunda vinda de Cristo, fez o seguinte apelo:
“Sede, pois, também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (5:8).

Poderia continuar apresentando outros textos de outros escritores bíblicos que registraram a promessa profética da volta do Senhor. O tempo, porém, não permite. Por isso, quero que, com estas três declarações, afirmar que Cristo vai voltar – acredite você ou não. A volta de Cristo não depende da vontade de nenhuma outra criatura neste grande Universo. A decisão da volta de Cristo está sob o absoluto controle de Deus.

O autor de Hebreus tinha convicção de que seria dentro de pouco tempo. Porém, já se passaram quase dois mil anos e cadê o cumprimento da promessa feita por Jesus? Por que Ele ainda não veio?

Amigo ouvinte, esta é uma boa pergunta. Mas não podemos tratar as coisas de Deus, usando os nossos conceitos. Deus não é limitado pelo nosso tempo. O tempo dEle é diferente do nosso. Pedro chegou a escrever que, para Deus, mil anos é como se fosse um dia e um dia como mil anos (II Pedro 3:8).

Não tenha nenhuma dúvida. Esta profecia vai se cumprir no tempo certo, na hora certa, no tempo de Deus, no momento em que todas as oportunidades de salvação forem generosamente oferecidas ao ser humano.

Estudando as cartas de Paulo você percebe a paixão e a expectativa pelo retorno do Senhor. Ele cria que Jesus voltaria nos dias dele. Por isso afirma que “um pouquinho mais e Ele virá”.

Sabe, esse sentimento de urgência relativo a volta de Jesus deveria estar incendiando o coração de cada cristão. Com o passar do tempo parece que vemos a igreja perdendo o entusiasmo e a expectativa pelo retorno do Senhor. O assunto é poucas vezes falado dos púlpitos. E deveria ser o contrário, pois, afinal, essa é a razão da nossa esperança;

Quanto tempo, ainda, vamos esperar? Jesus contou algumas parábolas buscando ensinar aos crentes de todas as épocas a importância da paciência e perseverança na espera. Uma delas, a parábola das dez virgens, fala do noivo que demora, mas que, finalmente chega. Metade do grupo é encontrado desprevenido.

Amigo ouvinte, não importa quanto tempo tenhamos que esperar. O mais importante é o que estamos fazendo enquanto esperamos. Estamos aproveitando o tempo de graça e oportunidade para um preparo real para o encontro com o Senhor? Se fosse hoje, você estaria pronto?

Encerro com as palavras do apóstolo Pedro, na segunda carta que escreveu, capítulo 3:9 – “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”.

Creia em Deus para você estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


CAIR NAS MÃOS DE DEUS

O texto bíblico que quero estudar com você hoje está em Hebreus 10:31 – “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

O que o escritor bíblico está querendo dizer com esta profecia? Quando isto vai acontecer? Por que é horrendo cair nas mãos do Senhor?

Antes de qualquer tentativa de explicação, vamos considerar um pouco sobre o caráter de Deus. A Bíblia O descreve assim: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (I João 4:8).

Creio que não exista melhor definição sobre Deus do que esta feita por João. Ele é amor e não há necessidade de dizer mais nada. Este é o caráter de Deus. Ele é amor por natureza. Ele ama por princípio e não por qualquer outra razão. O amor de Deus não se extingue por reações do ser humano. Ele ama independentemente de ser ou não amado. O amor de Deus é incompreensível à mente humana.

Há, porém, outro verso na Bíblia que revela algo mais sobre o caráter de Deus. Muitos não gostam ou preferem não falar sobre o assunto. Escuta aí: “Porque o Senhor se levantará como no monte de Perezim, e se irará, como no vale de Gibeão, para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Isaías 28:21).

Um dia Deus vai se levantar para fazer uma obra que é completamente estranha ao caráter dEle. Vai se levantar e demonstrar amor para um grupo e, para outro, Ele se levanta para destruir e matar. Sem dúvida, esta é uma obra estranha tanto para Isaías quanto para nós outros.

O profeta Isaías tinha um conhecimento pleno do caráter do Deus que adorava. Sabia que Deus é amor, porém, não ignorava que um dia este Deus de amor fará uma obra estranha, que é destruir pecado e pecadores.

Sempre é importante frisar: todos os pecadores que forem destruídos, o serão por escolha própria. Deus oferece tempo e oportunidades para que todos se arrependam e se coloquem do lado dEle. Porém, chegará um dia em que os que preferiram viver uma vida de desobediência e rebeldia colherão os frutos daquilo que semearam, ou seja, a destruição eterna.

Quando a gente estuda esse assunto detalhadamente, entende que a destruição dos pecadores e do mal é um gesto de amor. Por amor aos que se colocaram ao lado dEle, como garantia de proteção e cuidado. O pecado e a dor nunca mais atingirão ninguém em lugar algum do Universo de Deus.

Eu creio que agora estamos preparados para entender a profecia feita por Paulo. “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. O que ele queria dizer com essas palavras tão assustadoras?

Paulo está afirmando que um dia teremos que comparecer diante de Deus para um acerto de contas. É o Pai chamando os seus filhos para uma conversa séria, sem dissimulações. Deus vai arrancar toda a máscara de fingimento e hipocrisia. O juízo dEle é real e absoluto. Nenhum suborno alterará os seus propósitos; nem fama, nem riquezas e nem vantagens terrenas farão qualquer diferença no juízo celestial.

Veja que o escritor bíblico utiliza uma figura de linguagem muito usada em nossos dias, que é “cair nas mãos”. Esta expressão significa que mais cedo ou mais tarde você e eu vamos cair nas mãos do Deus vivo. Não é nas mãos de um deus de madeira ou de gesso. É nas mãos do Deus vivo, que nos conhece como ninguém.

Comparecer diante de Deus sozinho, apresentando as chamadas boas obras, que não tem valor nenhum (são como trapos de imundícia), deve ser terrível. A outra opção é ter um advogado, um bom advogado. Alguém que conheça a situação por todos os ângulos. E, melhor, que não cobre honorários. Na primeira carta de João 2:1, encontramos que “temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

Esse advogado deve ser contado hoje. Hoje é o melhor momento. Hoje Ele é o nosso advogado. Amanhã será nosso juiz. Ouça: “Conjuro-te, pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no Seu reino” (II Timóteo 4:1).

Chegará um momento em que o julgamento terá fim. Apocalipse 22:11, conta: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”. Ou seja, ninguém poderá mudar de posição ou de lado.

Em programas futuros vamos abordar as profecias do Apocalipse, entre elas, as 7 pragas que cairão antes da volta de Jesus, atingindo aqueles que recusaram o convite divino. Também vamos falar sobre a punição final que acontecerá após os mil anos, mencionados em Apocalipse 20 quando o fogo, vindo de Deus, purificará esse planeta; raiz e ramos, pecado e pecadores.

Hoje é o tempo da oportunidade. Hoje é o tempo de salvação. Vais aproveitar?

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A REVELAÇÃO APOCALÍPTICA

Hoje, finalmente, vamos começar a estudar as fascinantes profecias do livro do Apocalipse. Antes, porém, é importante destacar aqui a autoria do livro, o ambiente histórico e outros detalhes que nos ajudarão grandemente na compreensão dos futuros estudos.

É preciso ficar bem claro que Apocalipse não significa “fim do mundo”. Já no primeiro verso do primeiro capítulo encontramos a definição: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”.

Perceba que Deus esta se revelando para os servos dEle; Deus está se mostrando, está dizendo quem Ele é. E Deus não se revela para qualquer um. Ele se revela para um grupo especial, os servos dEle. Portanto, você é o objeto desta revelação. Você é importante para Deus. Não pense que você é um filho abandonado sem pai e sem mãe. Não. Você é objeto da revelação de Deus.

O livro do Apocalipse é uma revelação. Ele não tem nada a ver com algo misterioso, ou alguma coisa que somente alguns podem entender. Através do Apocalipse, Deus quer fazer revelações importantes para os que O amam. Ele quer revelar coisas que brevemente irão acontecer. Em suma, o livro do Apocalipse é a resposta divina para o homem confuso e desorientado do século vinte e um.

Se você quer saber o futuro, sem fanatismo e se medo, comece a estudar o Apocalipse. Faça isso com o desejo de encontrar a revelação de Deus e não para tirar as suas próprias interpretações.

Para compreendermos bem o Apocalipse, precisamos conhecer o ambiente histórico em que ele foi escrito. Todos os estudiosos da Bíblia aceitam João, um dos discípulos de Jesus, como o autor do Apocalipse. “Este João não só foi um dos doze, mas também fazia parte do circulo íntimo de amigos de Jesus. A tradição cristã primitiva, o reconhece unanimemente como o autor do Apocalipse” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 734).

Na época em que o livro foi escrito, João era o único dos discípulos ainda vivo. Era tão conhecido das Igrejas cristãs, que não precisava assinar mais do que João, servo de Jesus Cristo.
Jesus premiou mais uma vez a fidelidade desse servo dEle. Quando esteve na Terra, um dos melhores amigos de Jesus foi João.

E quem foi João, antes de ser chamado para ser um servo de Jesus? “Quando João foi chamado por Jesus, era apenas um humilde pescador. Impetuoso e egoísta, João possuía uma personalidade rude e violenta. As pessoas o conheciam como o filho do trovão” (Terceiro Milênio e as profecias do Apocalipse, pg.14).

O caráter de João lhe trazia muitos problemas e, com certeza, não era feliz. Imagino quantas vezes João lutou para vencer o temperamento violento. Só conseguiu isso quando teve um encontro e alguns anos de convivência com Jesus. Quando isso acontece, as coisas realmente mudam!

Nos dias do Apóstolo João quem dominava o mundo era o Império Romano e o culto ao imperador era a religião oficial. Todo o mundo devia adorá-lo. Foi o jeito que os romanos encontraram para manter a unidade do império formado por dezenas de nações e povos diferentes. Uma única religião facilitava essa organização.

“Dentre todos os Imperadores, Domiciano pode ser considerado um dos mais cruéis e perversos. Domiciano procurou estabelecer sua divindade através de holocaustos públicos. Os cristãos eram queimados como tochas vivas ou destroçados por feras famintas nos circos romanos” (idem, p. 16).

O apóstolo João não escapou da fúria do imperador. Foi levado à Roma para ser julgado por sua fé. Ali o filho do trovão, agora transformado no discípulo do amor, defendeu sua crença. A argumentação era incontestável e convincente. “O imperador Domiciano, cheio de ira, mandou que jogassem o discípulo num caldeirão de óleo fervente, mas o Senhor Jesus preservou a sua vida” (ibidem, p. 16).

Algum tempo depois o imperador decretou que o velho apóstolo João deveria ser enviado à ilha de Patmos. Esta ilha é um território rochoso, perto do litoral da atual Turquia. Para lá eram enviados os criminosos a fim de trabalhar e morrer.

Foi justamente nessa ilha isolada de tudo e de todos que Deus premiou o seu fiel servo com a revelação do Apocalipse. O livro foi escrito entre os anos 95 e 96 de nossa era. João foi arrebatado em visão e levado para as cortes celestiais de onde pôde ver o desenrolar da história do mundo e do povo de Deus.

Amigo ouvinte, Deus não faz coisa nenhuma sem antes informar aos servos dEle, os profetas. Por isso, creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


LEIA, OUÇA E PRATIQUE

Hoje, vamos estudar a primeira profecia do Apocalipse. João estava exilado na ilha de Patmos e escreveu o Apocalipse entre os anos 95 e 96 de nossa era. Vimos no programa anterior que o livro do Apocalipse é uma revelação de Deus aos seus servos do que em breve vai acontecer. Fala de um grande conflito em andamento entre o bem e o mal. Uma luta que tem conseqüências eternas.

A primeira profecia, porém, é uma promessa de felicidade. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3).

A palavra “bem-aventurado”, em grego, é “makários”, que significa ‘feliz”. Você já percebeu que tudo o que Deus revela tem como objetivo promover felicidade aos filhos dEle? E isso inclui você e eu. Até mesmo quando Deus diz “não”, Ele é suficientemente sábio, pois nos protege de algo que não sabemos ou não percebemos.

Mas, enquanto Deus trabalha para que todos sejam felizes, Satanás, o grande inimigo do bem, atua para tornar a vida o mais difícil possível para todas as pessoas. Satanás é o pai das tragédias, desgraças e infelicidade.

Nada do que acontece hoje, deixou de ser revelado. As guerras, a explosão social e econômica, os problemas ecológicos, a explosão demográfica, o desequilíbrio do clima, as tragédias no mar, na terra, no ar, tudo tem uma razão de ser; tudo tem uma explicação. Tudo é conseqüência de um conflito que começou há muito tempo atrás.

A profecia diz que uma das coisas que ajudaria a pessoa na busca da felicidade é a leitura do que estava escrito no livro do Apocalipse. O primeiro grupo a ser beneficiado com o conteúdo desse livro foram os cristãos das 7 igrejas da Ásia, que posteriormente receberam o material escrito.

Talvez você questione agora como que o livro do Apocalipse chegou até esses lugares todos se João estava preso em Patmos. Não é difícil entender. Todo o livro é repleto de símbolos. Foi escrito assim porque a igreja cristã estava sendo perseguida pelo poder político de Roma. Na verdade, muita coisa do livro é justamente contra Roma. Assim, se o livro apresentasse uma mensagem clara contra esse poder, com toda a certeza o conteúdo seria destruído.

A felicidade da igreja cristã estava em ler o que estava escrito no livro. Este era um costume nas igrejas cristãs daquela época. Eles liam a lei e os profetas nas sinagogas todos os sábados (Atos 13:15,27).

A leitura do texto bíblico é um dos itens citados por João para promover a felicidade. Quer ser feliz? Uma coisa indispensável é a leitura da Bíblia. Esta leitura, se aplicada na vida, colocará você no caminho da felicidade. A verdadeira felicidade virá através da Bíblia, pois ela apresenta a Cristo, que é o caminho a verdade e a vida (João 14:6).

A profecia, porém, amplia a lista para a felicidade. O segundo ingrediente é a disposição para ouvir. Enquanto alguns estão lendo e sendo beneficiados, outros poderão estar ouvindo a leitura e sendo enriquecidos com o conteúdo das profecias do Apocalipse.

A palavra de Deus precisa ser lida em todas as igrejas, porém, é fundamental que haja pessoas que parem para ouvir. Poucas, mas bem poucas pessoas, têm disposição de parar, e entre as que param, um grupo bem reduzido, tem disposição de ouvir a palavra de Deus. Eu espero que você esteja entre esses poucos que apreciam parar e ouvir a palavra de Deus.
Quando alguém se recusa ou não dedica tempo para ouvir a palavra de Deus, está dizendo que o que Deus deixou escrito não tem nenhuma importância. O ser humano sempre dá atenção àquilo que ele considera como importante.

A terceira parte desta profecia diz que é preciso guardar o que está escrito. O que João queria dizer com esta expressão? “A palavra grega que foi traduzida por guardar, é “tereo”, que significa cumprir aquilo que nos é dado como tarefa, é a de obedecer, de observar tudo o que está escrito” (Novo Testamento Interpretado, vol.6, pg.368).

O caminho apontado por Deus para a nossa felicidade passa obrigatoriamente pela obediência total ao que Deus pede. Aquele que não tem disposição para obedecer, com toda a certeza, não será uma pessoa feliz. A Bíblia foi dada ao homem com o desejo de fazê-lo feliz, mas a verdadeira felicidade não virá se os ensinamentos da Bíblia não forem obedecidos.

É fácil encontrar pessoas que desejam a felicidade, mas estão buscando em lugares completamente contrários ao plano de Deus. A felicidade nunca esteve e nunca vai estar nos prazeres que uma sociedade pervertida como a nossa oferece. A felicidade nunca vai estar, por exemplo, num copo de bebida alcoólica. A felicidade nunca vai estar na prostituição e nas drogas.

Amigo ouvinte, a felicidade está em você praticar o que a Bíblia ensina. Não seja apenas um leitor ou um ouvinte. Não trate a Bíblia como um livro de informações, curiosidades ou fábulas. A Bíblia é muito mais do que isso! Ela é a Palavra de Deus no sentido mais absoluto possível.

Algumas pessoas, em nossos dias, até gastam tempo lendo a Bíblia, porém, não vivem os ensinos contidos nela. A Bíblia, para este tipo de gente, é apenas um livro de informações como qualquer outro, nunca um livro que transforma vidas.

Faça da Bíblia seu guia. Leia, ouça, pratique. Creia nos profetas do Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


PRIMEIRO AMOR

A primeira delas foi endereçada para Éfeso. “Éfeso, nos dias de João, era a principal cidade da província da Ásia, e mais tarde foi a sua capital. Estava situada no extremo ocidental de uma grande estrada que atravessava a Ásia Menor, desde a Síria, e estava junto a um importante porto marítimo do mar Egeu, o que a tornava um grande e importante centro comercial” (C.B.A.S.D. Vol.7 pg.759).

“No tempo dos apóstolos, havia uma magnífica estrada de vinte e um metros de largura, ladeado de colunas que atravessava a cidade até o porto… Éfeso era um centro religioso, tanto quanto comercial e político. O templo de Diana figurava como uma das maravilhas do mundo antigo, até que foi finalmente destruído pelos godos, em 260 d.C. Este templo, continha a imagem de Diana , a qual mui provavelmente, era apenas um meteorito que foi esculpido para formar tal imagem. Isto explica sua suposta origem celestial” (O Novo Testamento Interpretado vol.6 pg.386).

O nome Éfeso significa desejável. A grande verdade é que esta cidade possuía algumas características que a faziam ser desejável. Ela estava em uma região geográfica privilegiada. Bem no entroncamento de duas estradas internacionais, que ligavam a Europa à Ásia e a África, e possuía um grande porto. Era desejada porque ali estava imagem da grande deusa Diana, a deusa da caça dos Efésios. Todo o templo, após a reconstrução, foi coberto com telhas de mármore.

É interessante saber também que essas 7 cartas representam os sete períodos da igreja cristã. Sendo assim, Éfeso representa o começo do cristianismo. A igreja nos seus primórdios, após a ida de Jesus aos céus.

A profecia feita a Igreja de Éfeso diz o seguinte: “Quem tem ouvidos o que o Espírito diz as Igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus” (Apocalipse 2:7).

Perceba que a profecia fala de duas coisas: “quem tem ouvidos, ouça” e “ao que vencer, vai comer do fruto da árvore da vida”. O que João está pedindo para ser ouvido? O que deveria ser vencido por este grupo de cristãos?

Vamos detalhar um pouco mais o assunto. A carta foi dirigida ao líder da Igreja de Éfeso, mas na linguagem simbólica, ele é chamado de anjo (Apocalipse 2:1).

Deus começa dizendo que Ele sabia de tudo o que estava acontecendo nessa Igreja, ao frisar: “Eu sei as tuas obras” (2:2). Entenda que João estava escrevendo para uma Igreja real, com líderes reais e membros reais. Deus esta dizendo para este grupo de cristãos que Ele é sabedor de tudo o que ocorria em Éfeso. Deus, de fato, é conhecedor de tudo o que o que acontece conosco.

A Igreja de Éfeso representa um período muito bonito da Igreja cristã, que vai da sua fundação até o primeiro século, ou seja; do ano 31 ao ano 100 de nossa era. Ao escrever para Éfeso estava profetizando, antecipando, como seria o futuro da igreja que estava começando.

E João diz que a Igreja de Éfeso sofreria muito por causa do nome de Cristo. Isto foi real, pois nos anos seguintes a morte de Jesus, os cristãos sofreram muita perseguição. As maiores foram promovidas pelos imperadores romanos, como Nero.

A profecia diz mais: “Tenho contra ti que deixaste o primeiro amor” (2:4). Veja que a Igreja nasceu tendo Jesus Cristo como seu fundador. Os pioneiros tiveram o privilégio de ouvir os ensinos do próprio Cristo, porém, depois que a perseguição diminuiu, o apóstolo João os adverte que eles haviam abandonado o primeiro amor.

Esta é uma dura advertência. Perder o primeiro amor era um sinal que as verdades ensinadas por Jesus aos seus discípulos e estes a outras pessoas, estava deixando de ser praticada. Os ensinos originais não estavam mais sendo repassados aos seus seguidores.

Amigo ouvinte, a sua vida religiosa, tem crescido ou tem diminuído nos últimos dias? Desde que você aceitou a Jesus como Salvador pessoal, você tem mantido o entusiasmo e a fidelidade ao Senhor?

A profecia diz também que o vencedor receberá um grande prêmio: comerá do fruto da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. Que promessa maravilhosa. Comerá da mesma árvore que Adão e Eva comeram.

Em um de seus livros, Ellen White descreve a chegada dos salvos ao paraíso de Deus. “Adão contempla as árvores que já foram deleite, as mesmas árvores cujo o fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que a sua própria mão tratara, as mesmas flores com que tanto prazer cuidara. Seu espírito aprende a realidade daquela hora. Ele sabe que isto é na verdade o Éden restaurado, mais lindo e mais bonito do que quando fora dele banido. O Salvador o leva a árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada no paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e caindo a Seu peito abraça o redentor” (Patriarcas e Profetas pg.66).

Que cena maravilhosa! Creia no Senhor Deus para estar lá, para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


PERSEGUIÇÃO IMPLACÁVEL

“Esmirna foi a terra da fábula de Dionisio, um deus que supostamente fora assassinado, mas que ressuscitara. Era o local da celebração dos jogos olímpicos, e contava com um dos maiores anfiteatros de toda a Ásia, ruínas do qual existe até hoje. Atualmente, a cidade que ocupa o local antigo se chama Izmir, e é a maior cidade da Turquia Asiática. O nome dessa cidade significa mirra, substância extraída de uma planta, por esmagamento. Essa substância era usada na fabricação de perfumes, também para embalsamamentos” (Novo Testamento Interpretado vol.6 pg.394).

A profecia que foi feita a esta Igreja diz, entre outras coisas, o seguinte: “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejas tentado; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

A profecia para a Igreja de Esmirna também é aplicada a um período da Igreja Cristã, que vai do ano 100 a 313 d.C. O texto diz que eles não deviam temer pelas coisas que iriam padecer. E, não foi pouca coisa o que enfrentaram. Alguns historiadores dizem que os cristãos de Esmirna, foram literalmente esmagados, tornando-se um verdadeiro perfume para Cristo e o cristianismo.

Por que eles não deviam temer? João apresenta a razão. “Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Apocalipse 2:8).

Sim, Jesus, Aquele que venceu a morte, tem domínio sobre ela. A vitória dEle é a vitória dos crentes dessa igreja. E não somente deles. O recado é válido para os cristãos de todos os tempos. Mesmo que o diabo lançasse muitos deles na prisão e outros perdessem a vida, a coroa da vida eterna estaria garantida.

A profecia também diz que eles teriam uma tribulação de dez dias. O que significa este número?
Este período de dez dias pode ser entendido como um período profético. Em profecia cada dia equivale a um ano (Números 14:34 e Ezequiel 4:6-7), portanto, pode ser entendido como um período de dez anos quando o Império Romano perseguiu de forma muito intensiva os cristãos. Dos anos 303 a 313 as perseguições foram mais cruéis.

“Diocleciano, e seu sucessor, Galério, dirigiram nessa década a mais feroz campanha de aniquilamento que o cristianismo jamais sofrera nas mãos do Império romano” (C.B.A.S.D. vol.7 pg.764). A perseguição que moveu contra os cristãos, foi a mais cruel que houve na historia da cristandade. Os cristãos foram sentenciados pelo edito de Nicomédia (no ano 303). A perseguição seguiu-se por meio de outros quatro editos sucessivos. As igrejas e livros sagrados eram destruídos. Calcula-se que 50 mil cristãos foram martirizados (Vilmar Gonzalez, Daniel e Apocalipse, ed.1998, pg.135).

A perseguição durou por dez anos e só terminou quando Constantino assumiu o trono de Roma. “Constantino desejava a pacificação. Logo após a sua vitória sobre Maxêncio, de acordo com o pagão Licinio, promulgou em Milão o célebre edito de tolerância que concedia igualdade a todos os cultos, e como garantia dessa pacificação, devolveu aos cristãos os seus bens” (idem). Os 10 anos da profecia estavam cumpridos.

Porém, o texto faz ainda um apelo para a fidelidade. Aquele que for fiel ganhará a coroa da vida eterna.
Nos dias que antecederam a Constantino, a perseguição aos cristãos era quase uma rotina. Um dos imperadores que muito perseguiu a Igreja foi Décio. Ele possuía quarenta gladiadores e todos aceitaram o cristianismo, declarando abertamente a sua fé em Cristo. O imperador irado deu ordem que levassem os quarenta gladiadores para uma região deserta, junto a um lago congelado para que morressem de frio. Deveriam ser abandonados sem roupa, sem abrigo e sem alimento. Quando a sentença foi comunicada aos gladiadores, eles disseram: “Não negaremos a Jesus, nosso Salvador”.

Um grupo de soldados escoltou os gladiadores até o lago congelado. Próximo ao lago, os soldados armaram as suas tendas. O capitão dos soldados ouvia de sua tenda, a linda melodia que vinha do lago. Eles cantavam: “Quarenta gladiadores, por Jesus Cristo lutando, pedindo dEle a vitória, a coroa reclamando”.

O capitão voltou-se para os seus soldados disse: “Nunca vi nenhum soldado ter tanta dedicação e bravura ao imperador como esses homens tem a Cristo”. Quando o capitão acabou de proferir estas palavras, a cortina da tenda foi aberta e um gladiador quase morto de frio disse: “Eu nego a Jesus; deixe-me viver”.

Mesmo com o frio da noite ouvia-se o canto maravilhoso de vozes enfraquecidas. “Trinta e nove Gladiadores por Jesus Cristo lutando, pedindo dele a vitória, a coroa reclamando”. O comandante cheio de piedade perguntou-lhe: “És o único que se atreveu vir a mim, renunciando a sua fé?” “Sim, sou o único”, respondeu o homem.

Num gesto imediato, o capitão tirou a sua capa, jogou-a sobre o gladiador quase morto de frio e disse: “Eu irei tomar o teu lugar”. Dentro de poucos momentos ouve-se a música novamente: “Quarenta gladiadores, por Jesus Cristo lutando, pedindo dele a vitória, a coroa reclamando”.

A profecia diz que aquele que for fiel a Deus e a Palavra dEle na hora de crise, receberá a coroa da vida eterna. Creia em Deus para estar seguro e nos profetas dEle para prosperar.


UM NOVO NOME

“Pérgamo, se distinguiu no ano 29 a.C., por ser a sede do lugar onde ocorreu o primeiro culto ao imperador. Se edificou um templo e foi que dedicado a adoração da deusa Roma, e ao imperador Augusto. Nos dias que João escrevia estas palavras, os cristãos sofriam intensas perseguições por negar-se a adorar o imperador Domiciano (81-96 d.C.), que insistia em ser adorado como “senhor e deus”. Pérgamo, também era a capital religiosa da Ásia Menor, o centro das religiões místicas e possuía muitos templos pagãos” (C.B.A.S.D. vol.6 pg.765).

“O nome Pérgamo significa torre, castelo, cidadela, fortaleza, elevação. A cidade crescia tanto politicamente como econômica, tendo sido chamada por Plínio de “a mais ilustre de todas as cidades da Ásia”. Todas as principais estradas da Ásia ocidental convergiam para ali” (Novo testamento Interpretado, vol.6, pg.399 e 400).

Além de próspera, Pérgamo tinha muitos templos. Um dos mais famosos na cidade era o templo de Zeus. O lugar era dedicado a Esculápio, o deus serpente, o deus da medicina. Uma serpente viva era conservada sempre dentro do templo, como objeto de culto. Havia uma grande biblioteca com aproximadamente 200 mil volumes.

“Pérgamo tornou-se a sede de quatro maiores cultos pagãos, a saber, de Zeus, de Atena, de Dionísio e de Asclépio” (idem).

O grande e idolatra culto ao imperador incorporava em si mesmo todo o paganismo que tornou Pérgamo famosa, embora não houvesse eliminado totalmente todas as outras formas. E a Igreja cristã, que se recusava a participar deste culto, automaticamente foi tachada de traidora, tendo que sofrer as conseqüências.

Com esta descrição, eu creio que já é possível que cada um entenda o que foi dito pelo apostolo João. A profecia à Igreja de Pérgamo diz o seguinte: “Ao que vencer darei de comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).

Novamente a profecia menciona que Deus vai premiar e prestigiar os vencedores. “O que vencer” é o apelo de Deus, mas vencer o quê?

Nos dias da Igreja de Pérgamo os cristãos tinham que vencer a forte pressão para se curvar e adorar o imperador romano. Precisavam ter muita coragem e convicção do que criam.

Como já disse em programas anteriores, essas sete igrejas do Apocalipse, representavam também períodos da igreja cristã. O período da igreja de Pérgamo vai da ascensão de Constantino ao poder (em 313) até o ano 538 de nossa era.

A Igreja antes de Contantino era massacrada e perseguida. A partir da suposta conversão do imperador, a igreja passou a ser estatal, tornando-se oficial do império romano. Essa mudança mexeu com a vida dos membros e liderança da igreja primitiva. Muita coisa que nada tinha a ver com o cristianismo foi sendo, paulatinamente inserida na liturgia e no corpo de doutrinas.

Perceba que na carta escrita por João, ele chega a dizer que em Pérgamo está instalado o trono de Satanás (Apocalipse 2:13).
Por que aconteceu isso? O trono de Satanás foi instalado quando a adoração do verdadeiro Deus foi trocada pela veneração ao ser humano, ao imperador.

Pérgamo inverteu os papeis. Quem deve ser adorado é o Criador e nunca a criatura. Eles não seguiram esta regra. Preferiram desenvolver os seus próprios modos de adoração.

Esta fase da Igreja foi duramente condenada por Deus. Ele que tem a espada aguda de dois fios (Apocalipse 2:12); Ele que sempre quis que o certo fosse diferente do errado, e que a verdade fosse diferente da mentira, agora vê o Seu povo misturando a verdade com a mentira, a adoração divina com a adoração de homens. Essa mistura não dá certo!

O texto bíblico condena ainda Pérgamo por ensinar a doutrina de Balaão. O que era isto? Balaão fora um profeta de Deus, mas por ganância resolveu atender o convite de Balaque para amaldiçoar o povo de Israel. Não podendo amaldiçoar, ele sugeriu que Balaque usasse mulheres pagãs para atrair o povo israelita à idolatria. Com isso muitos perderam a vida! (Números 25:1-9). Balaão Misturou idolatria e prostituição com adoração.

Antipas também é mencionado na carta de João à igreja de Pérgamo. Quem foi Antipas? Na carta é descrito como a “minha fiel testemunha” (2:13). É aceito pelos estudiosos da Bíblia que Antipas foi um dos mártires da Igreja de Pérgamo. A tradição diz que ele foi colocado dentro de
um boi de bronze e ali queimado.

Mas a profecia diz que aquele que vencesse a pressão da adoração de outros deuses e se mantivesse fiel as doutrinas de Cristo, ganharia uma um novo nome, uma pedrinha branca e comeria do maná escondido.

Naquela época os jurados dos tribunais usavam pedras nas votações. Pedras brancas significavam absolvição e pretas, condenação. Já o maná, foi o alimento do povo israelita, no deserto, por cerca de 40 anos. O pão do céu, como é chamado, também será servido na Nova Terra.

O tempo é curto para detalharmos cada aspecto da profecia. Vale a pena estudá-la com bastante atenção. Porém, o meu desejo é que você seja um vencedor e ganhe um novo nome. Que creia no Senhor Deus para estar seguro e confie nos profetas dEle para prosperar.


REFORMA E AS ROUPAS BRANCAS

Sardes “era uma cidade da Ásia, o que hoje é a Turquia asiática. Era a capital do antigo reino da Lidia… Sobre a liderança de Creso, a cidade tornou-se muito próspera, como a capital do império. Parte de sua riqueza, se devia ao ouro abundante do rio Pactolo, que atravessava a cidade… No ano 17 d.C., Sardes foi danificada por um terremoto; mas Tibério ajudou, generosamente, em sua recuperação. Esse ato de Tibério interessou a cidade na instauração do culto ao imperador, onde este era adorado como se fosse uma divindade… Um templo foi erguido e dedicado a adoração de Tibério” (O Novo Testamento Interpretado, vol.6 pg.416).

“Nos dias de João, Sardes estava em processo de reconstrução. Sua glória havia desaparecido, quando João lembrou a comunidade cristã, que a cidade tinha o nome e a reputação de estar viva, mas na realidade estava morta (Apocalipse 3:1)” – C.B.A.S.D. vol.6 pg.103.

Na profecia para Sardes temos a seguinte promessa: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do Livro da Vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos santos anjos” (Apocalipse 3:5).

A igreja de Sardes representa um período muito bonito na história deste mundo, que inicia no ano de 1517 e termina no ano de 1798. É um período relativamente curto. O nome Sardes significa “cântico de alegria”, e não é difícil saber porque esta parte da história de nosso planeta foi marcada pela alegria.

A carta começa apresentando a Cristo de uma maneira muito especial. Ele é descrito como tendo a plenitude do poder: “Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus” (3:1).

Mas, por que Jesus é apresentado desta forma a igreja de Sardes? Para responder a esta pergunta precisamos lembrar como foi o período anterior. Quem ainda estava no poder era a igreja Católica romana e ela fazia o que bem entendia com as pessoas. Deus estava dizendo que quem tem todo o poder não é uma igreja, mas sim Ele, o Criador de todas as coisas, tanto na terra como no céu. Deus é o que tem a plenitude do poder. Ele é O que tem os sete espíritos.

O período, representado por Sardes, foi marcado pela busca intensa do conhecimento da Bíblia. O livro que havia sido banido das mãos e mente do povo, agora volta com muita força. Vieram os reformadores e Lutero foi um deles.

Os historiadores afirmam que “Lutero, ainda católico romano da mais estrita classe, encheu-se de horror ante as blasfêmias declarações dos traficantes das indulgências. Muitos de sua própria congregação haviam comprado certidões de perdão, e logo começaram a dirigir-se a seu pastor, confessando seus vários pecados e esperando absolvição, não porque estivessem arrependidos e desejassem corrigir-se, mas sob o fundamento da indulgência. Lutero recusou-lhes a absolvição, advertindo-os de que, a menos que se arrependessem e reformassem a vida, haveriam de perecer em seus pecados. Com grande perplexidade voltaram a Tetzel, queixando-se de que seu confessor recusara-lhes o certificado; e alguns, ousadamente, exigiam que se restituísse o dinheiro. O frade Tetzel encheu-se de cólera. Proferiu as mais terríveis maldições, fez com que se acendessem fogos nas praças públicas, e declarou haver recebido ordem do Papa para queimar todos os hereges que pretendessem opor-se às santíssimas indulgências” (O conflito dos séculos, ed.1961, pg.135-136).

Na Bíblia, Lutero descobriu que a salvação é pela fé em Cristo (Hebreus 10:38), e não pelas obras de homens. Ele defendia que a consciência deve dar contas somente a Deus. A salvação é gratuita e pela fé. A Bíblia é a fonte de autoridade espiritual, e não a tradição da Igreja ou os decretos dos seus lideres.

No dia 31 de outubro de 1517, na véspera do dia de todos os santos, Lutero fixou uma lista com 95 objeções às indulgências na porta da Igreja do castelo de Wittenberg. Lutero não se retratou nas suas colocações e por isso no dia 3 de Janeiro de 1521, o papa Leão X o excomungou e seus escritos foram banidos e queimados.

Esse foi um momento importante da reforma protestante. Lutero traduziu a Bíblia para a língua alemã. Em outros lugares foram fundadas as sociedades bíblicas que popularizaram a publicação da palavra de Deus. Missionários começaram a ser enviados pelo mundo afora.

A alegria que a descoberta da Bíblia e da salvação pela fé trouxe para as pessoas nos dias de Lutero, precisa ser ampliada ainda mais. É preciso continuar a busca. E, acima de tudo, lutar para ser um vencedor. Pois, como promete o Apocalipse, o vencedor será vestido de vestiduras brancas, símbolo da justiça de Cristo. Sim, Jesus e somente Jesus pode interceder e salvar o ser humano. Ninguém mais!

Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


NÃO DESISTA

“Tiatira era uma antiga cidade da Lídia, sobre o rio Lico. Nunca chegou a ser um centro comercial do vale do rio Lico, nunca foi uma metrópole com Éfeso, Esmirna e Pérgamo… Porém, era uma cidade que possuía “sindicatos” fortes. Um dos mais fortes era o dos tintureiros. Os tintureiros haviam aprendido a fazer a tintura da púrpura com a raiz da “rubia”, em vez de fazer de crustáceos, como se fazia em outros centros produtores de púrpura do mundo antigo…” (C.B.A.S.D. vol.7 pg.101).

“Estava situada na estrada vinda de Pérgamo, a capital da província, à Laodicéia… Comercialmente era próspera, abrigando indústrias de tinta, fabricas de roupas, cerâmicas e objetos de bronze. Tiatira tinha muitos templos, dedicados a vários deuses. Havia ali o templo de Apolo, o de Tirimanios, o de Ártemis e um santuário a Sambate… Logo, tornou-se um dos centros do montanhismo, uma seita carismática e apocalíptica cristã… Lá pelo fim do segundo século de nossa era, não havia mais ali qualquer igreja cristã” (O Novo Testamento Interpretado vol.6 pg.406).

As marcas de Tiatira, portanto, eram a idolatria e a tinturaria de tecidos. Ah, a palavra Tiatira, significa “sacrifício, contrição” e o período da história da igreja cristã que ela representa vai de 538 a 1517. Anos de forte intolerância religiosa e predomínio da inquisição.

Depois dessas informações, vamos conhecer parte da profecia feita à Igreja de Tiatira. Apocalipse 2:25 – “Mas o que tendes retende-o até que Eu venha”.

A profecia apela para que alguma coisa fosse retida até a volta de Jesus. O que deveria ser retido? Quem estava pressionando?

A resposta à estas duas perguntas são fundamentais para que possamos entender esta profecia. E a encontramos ali mesmo, na própria carta enviada por João. Vejamos, então, mais algumas informações importantes.

O fato de ser um período da igreja na Idade Média – ou idade escura – explica um pouco o fato de João ter apresentado à igreja de Tiatira, Jesus como o Filho de Deus (Apocalipse 2:18). “Tiatira era uma igreja corrupta, madura para o juízo divino. Tinha Apolo, o deus sol que era a divindade protetora de Tiatira… o culto ao imperador florescia naquele lugar… Os homens eram compelidos a confessar ao imperador romano como se fosse uma divindade, adorando-o” (idem).

Os que persistiam em permanecer fiéis à doutrina apostólica eram duramente pressionados e perseguidos. A maioria já havia migrado para o lado apóstata, que afligia os cristãos sinceros.

Outro detalhe interessante da profecia é que os da igreja de Tiatira eram acusados de tolerar a Jezabel (2:20). O que isso significava?

Para entendermos bem esta declaração, temos que relembrar quem foi Jezabel. Jezabel foi uma princesa pagã que casou com Acabe, rei de Israel, e foi usada pelo diabo para desviar a atenção do povo de Israel do verdadeiro Deus e da verdadeira forma de adorá-Lo (I Reis 16:30-33).

A obra de Jezabel dentro do povo de Israel pode ser resumida em, pelo menos, cinco pontos: ela era inimiga de Deus e do povo dEle. Era uma defensora em Israel de toda a sorte de maldade. Em toda a sua vida, sempre protegeu os falsos profetas. Promovia a feitiçaria e a idolatria. Era uma perseguidora implacável dos fiéis filhos de Deus. Inclusive, Jezabel determinou que levantassem templos pagãos em todo o território de Israel. Ela mantinha 850 falsos profetas.

Mas quem era, porém, a Jezabel em Tiatira? João não está fazendo referência a mulher de Acabe. Refere-se a uma mulher (ou igreja), que tinha grande influência em Tiatira e também se prolongaria ao longo da história.

O poder que pressionava os cristãos em Tiatira era a mistura que estava acontecendo com o culto aos deuses e a adoração ao imperador. Este era o problema da igreja de Tiatira. Muitos que se consideravam cristãos, estavam envolvidos com as praticas pagãs daquele lugar. Mas Tiatira também representa um período da história que vai do ano 538 a 1517.

“Mulher”, em profecia, significa “igreja”. A Jezabel ou a igreja e o Estado vinham “namorando” por muito tempo. Nessa época, então, acontece o “casamento”, a união entre o poder civil e o religioso. Assim, Jezabel, que é comparada ao paganismo, exerceu uma forte influência no sentido de combater o povo de Deus e impor suas nefastas práticas religiosas.

Dessa união entre Roma pagã e papal surgiram as mais atrozes perseguições e torturas aos ditos ”hereges”. A chamada “santa inquisição” assombrava o mundo da época. O acesso a Bíblia foi proibido. A intercessão de Cristo nos céus foi substituída por homens pecadores; os lugares no céu eram, vergonhosamente vendidos e o perdão de pecados era feito às custas de alto valor em dinheiro ou posses.

A profecia diz ainda que “era para conservar o que tens, até que Eu venha”. Mas, conservar o quê? Conservar a pureza do evangelho, conservar a Palavra de Deus como a única regra de fé para os cristãos, conservar a confiança que somente Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens; conservar a adoração apenas a Deus e não a ídolos.

Mas, conservar até quando? Conservar até o fim da vida ou até o final deste mundo de pecado.

Creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


O AMOR FRATERNAL DA FILADÉLFIA

“Filadélfia, era a cidade mais jovem de todas as sete que receberam cartas. Foi fundada no ano 150 a.C. O nome Filadélfia, que significa “amor fraternal”, em honra a lealdade do rei Atalo, fundador da cidade e ao seu irmão mais velho Eumenes II, que o havia precedido no trono em Pérgamo” (C.B.A.S.D. vol.7 pg.104).

“Ficava localizada a cento vinte quilômetros a sudeste de Sardes. Nos tempos do Novo Testamento era a segunda mais importante cidade da Lidia… Estava localizada perto de um trecho fértil da região do planalto, o que destacava a sua prosperidade. Filadélfia também estava imersa na idolatria, e, mais tarde mergulhou no culto ao imperador. Era famosa pelo número e grandiosidade de seus templos e das festividades religiosas… Em Filadélfia o cristianismo sobreviveu por mais tempo. Hoje, o lugar é ocupado por uma aldeia turca (O Novo Testamento Interpretado, vol. 6, pg.423).

Sempre é bom lembrar aqui que essas 7 igrejas do Apocalipse eram igrejas reais, elas existiram, com seus líderes e membros. João, que estava na Ilha de Patmos, recebeu de Deus e enviou para elas as mensagens específicas que precisavam. Porém, também é preciso lembrar que essas Igrejas representam períodos bem definidos da história geral da igreja cristã. Dos tempos de Jesus até os nossos dias.

O tempo aceito pelos estudiosos da Bíblia, que a Igreja de Filadélfia representa, vai do ano 1798 a 1844. Esses 46 anos, porém, foram de grandes vitórias para a igreja cristã diante do mundo pagão. O período foi caracterizado pela pureza da fé e pelo total comprometimento com Deus e a Sua causa. Foi uma época de muita comunhão com o Senhor.

O texto que queremos dar maior destaque nesse programa está em Apocalipse 3:11 – “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”.

Vejamos antes, porém, outras informações, como as dos versos 7 e 8 – “Isto diz o que é Santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta”.

Que coisa maravilhosa! A porta do estudo da Bíblia, que esteve fechada por muitos séculos, a porta das oportunidades missionárias, agora estava, finalmente, aberta.

Lutero, um dos grandes reformadores, desejava conhecer mais da Bíblia, porém, ela não estava disponível. Um dia ele encontrou uma Bíblia dentro de uma biblioteca. Detalhe: o livro sagrado estava acorrentado. Nessa época, porém, as coisas mudaram, a porta estava aberta e a Bíblia ao alcance da população, graças ao trabalho das sociedades bíblicas, criadas com a finalidade de imprimir e distribuir a Bíblia ao redor do mundo.

Nesse período muitos missionários saíram para países distantes para pregar as boas novas de salvação. Um deles foi Livinsgtone. Ele dedicou a vida ao campo missionário da África. Tempos depois, ficou muito doente. Numa manhã, os nativos que acompanhavam o missionário perceberam que ele estava de joelhos ao lado de sua cama em atitude de oração. Não querendo interrompe-lo retiraram-se silenciosos. Vendo que ele não se movia, aproximaram-se e constataram que estava morto.
O coração foi arrancado e sepultado debaixo de uma árvore, porém seu corpo foi embalsamado e conduzido por dois de seus companheiros negros por uma viagem perigosa que durou cerca de um ano até que, finalmente, o corpo foi entregue aos familiares dele.

No túmulo de Livinsgtone está a seguinte inscrição: “O coração de Livinsgtone jaz na África, seu corpo descansa na Inglaterra, mas sua influência continua para sempre”.

Esta era a porta que Deus tinha aberto e agora não haveria poder no mundo que pudesse fechar.
A Igreja dominante por muito tempo tentou manter esta porta fechada. A Bíblia era queimada em praça pública e pregadores de outras religiões eram expulsos das cidades.

Esta porta aberta significa ainda mais: conforme a profecia de Daniel, já estudada aqui, após o ano de 1844, Jesus iniciou no Santuário celestial uma obra de julgamento, a semelhança do que o sumo sacerdote fazia no santuário terrestre. O juízo investigativo teve início, assim como era o dia da expiação para os judeus. (Hebreus 4:14-15; 8:1; Êxodo 25:8-9). A porta da oportunidade e da salvação está, ainda, aberta!

A profecia reforça a promessa: “eis que venho sem demora”. O tema do livro do Apocalipse é a segunda vinda de Cristo. Nas cartas que João enviou as sete Igrejas, em todas elas é feito um apelo para se prepararem para a volta do Senhor. Em todas há o sentimento de urgência e proximidade. Isso não significa que estavam equivocados, pois o tempo de Deus é diferente do nosso. Para Ele, mil anos é como se fosse um dia (II Pedro 3:8).

A promessa para os crentes de Filadélfia é uma coroa de vitória. Aquele que guardar a pureza, o zelo missionário, a disposição de fazer a vontade de Deus, receberá esse troféu de vencedor. E, mais: será coluna do templo (3:12), ou seja, estará sempre na presença de Deus.

Amigo ouvinte, creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


VAI ABRIR A PORTA?

Laodicéia “foi fundada por Selêucida Antíoco II, quando então recebeu este nome baseado no nome próprio da esposa dele, Laodice. Nos tempos romanos, a posição geográfica de Laodicéia favorecia o seu desenvolvimento. Estava localizada entre as principais estradas… Essas estradas encorajavam o comércio em Laodicéia, que se tornou um centro bancário e comercial. Várias indústrias surgiram ali, como a de lã, a de tabletes medicinais e a de fabrico de roupas… Descobertas arqueológicas conseguiram recuperar uma pista de corridas e três teatros” (O Novo Testamento Interpretado, vol.6, pg.429-430).

Portanto a cidade de Laodicéia tinha as seguintes características: havia muita gente rica; era um grande centro bancário e financeiro; era famosa pela fabricação de um tecido preto; havia uma escola da Medicina, que se destacou pelo “pó frígio”, que dissolvido em água servia de colírio.

Quatro grandes estradas atravessavam Laodicéia. No ano 61 de nossa era foi praticamente destruída por um terremoto. Porém, os laodiceanos recusaram qualquer ajuda do governo romano. Eles mesmos reconstruíram o lugar.

“Perto da cidade havia um bom numero de fontes de água mineral, fria, quente e morna. Acreditavam que as águas possuíam propriedades curativas. E, conquanto fossem agradáveis para banho, as águas mornas eram de sabor desagradável e produziam náuseas. Os banhos mornos e fontes minerais atraíam muitos visitantes da Europa e da Ásia” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, Araceli de Mello, ed.1982, pg.45).

A profecia feita para a Igreja de Laodicéia é uma das mais lindas de toda a série. Apresenta o grande sonho de Deus. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

Antes de estudar a profecia, vejamos alguns outros detalhes que nos ajudam a compreender plenamente o assunto. Comecemos pelo significado do nome “Laodicéia”. É a junção de duas palavras gregas: “Laos”, que significa povo, e “dike”, que significa juízo. Portanto, a palavra Laodicéia significa “povo do juízo” ou “julgamento do povo”.

O período que a Igreja de Laodicéia representa na história de Igreja cristã, vai de 1844 até a segunda vinda de Cristo. Este é o único período que tem data para começar, porém, não tem para terminar.

Quando João escreveu o Apocalipse a igreja de Laodicéia já existia pelo menos uns 40 anos antes (C.B.A.S.D. vol.6 pg.776). Jesus a apresenta como a “amém” (3:14), ou seja, dá a entender que a história da igreja cristã está sendo concluída com ela. Também é apresentada como sendo testemunha fiel e verdadeira.

Porém, nem tudo são flores. A igreja é duramente condenada pelo Senhor. E uma das características negativas é a mornidão. Para Deus, seria melhor que fossem frios ou quentes, e não mornos (Apocalipse 3:15). A mornidão é perigosa pois leva para uma posição confortável, despreocupada.

Os laodiceanos tinham água morna em abundância em suas casas. Jesus, ao analisar a igreja de Laodicéia, diz que a vida religiosa deles é comparada a água morna. Isso causava náuseas, repulsa, vontade de vomitar (3:16).

Esse é o sentimento dos céus com relação a posição acomodada dos cristãos do tempo do fim. E não somente com essa falta de envolvimento ou comprometimento. Também pelo orgulho decorrente da riqueza e do conforto.

Os laodiceanos tinham orgulho da riqueza e prosperidade. Porém, ao serem avaliados por Jesus, é dito que não passavam de uns “desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus” (3:17).

Para essa igreja, que é rica aos olhos humanos, porém pobre aos olhos divinos, Jesus oferece uma solução: os cristãos de hoje são aconselhados a comprar o ouro provado no fogo, vestidos brancos e colírio para que a visão seja perfeita (Apocalipse 3:18).

É interessante que nos dias de João, Laodicéia produzia um tecido preto muito famoso. Já a escola de medicina havia descoberto um colírio e uma grande parte se orgulhava de toda essa prosperidade.

Mas qual é a solução para toda essa situação? A resposta também está nesta profecia. João profetizou que Jesus está à porta, batendo. Aquele que ouvir e abrir a porta para Ele, vai receber a visita dEle e mais: vai jantar com o Salvador. Aí está a solução. Jesus é a solução para ricos que são pobres e para pobres que podem ser ricos.

Era muito comum em Laodicéia, uma pessoa, à noitinha, se aproximar de uma casa e pedir para dormir. Naquele lugar as pessoas trabalhavam muito. Por causa disso, as refeições da manhã e do almoço eram muito rápidas. Porém, a refeição da noite durava de duas a três horas. Ali comiam e conversavam longamente.

É isso que Jesus quer fazer conosco, hoje. Habitar nosso coração, nossa vida. Fazer morada. Permanecer demoradamente, conviver conosco, transformar nossa dura realidade em vida rica de bênçãos.

Ele continua batendo à porta de nossa mente, de nosso coração. Deixaremos Ele entrar? Creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


O LEÃO E O SELO

Hoje não vamos estudar especificamente uma profecia. Quero introduzir uma série de profecias que são mencionadas a partir do capítulo seis do Apocalipse. Por isso, precisamos ver o que é relatado nos capítulos quatro e cinco.

João teve uma visão do trono de Deus. Faz uma descrição do lugar e daqueles que servem O Criador. Todo o capítulo quatro tenta mostrar, com linguagem figurada, o céu e a habitação do Senhor.

Já estudamos em programas anteriores a razão pela qual João escreveu em linguagem figurada o livro do Apocalipse. Se João descrevesse em linguagem comum tudo o que está no Apocalipse, este livro não teria nem saído da ilha de Patmos. A censura romana teria destruído imediatamente.

João viu o trono de Deus e mais 24 anciãos assentados sobre 24 tronos. Estes anciãos são os que assistem a Deus na administração do Universo. Além de descrever como é o trono de Deus, João menciona quatro animais. O primeiro animal era semelhante a um leão, o segundo era semelhante a um bezerro, o terceiro animal tinha o rosto como de um homem e o quarto era semelhante a uma águia voando (Apocalipse 4:7).

Perceba que o profeta usou de metáforas para ilustrar o centro de comando do universo. O leão representa soberania, poder, força (Juízes 14:18; Oséias 11:10; Miquéias 5:8). O novilho ou o boi representa lealdade, submissão a serviço do homem (Isaías 1:3). A águia representa três coisas: liderança, proteção (Deuteronômio 32:11), rapidez, velocidade (Deuteronômio 28:49), e força (Salmo 103:5); e o homem representa inteligência, a mais elevada semelhança com Deus (Gênesis 1:27).

O que João está tentando passar para os cristãos de seus dias e para todos nós, é que Deus está no controle absoluto deste planeta e de toda a criação. Deus não morreu como pregaram ateus e filósofos modernos. Não! Não! Deus não está morto; muito pelo contrário, tem estado a cuidar de todos para a salvação.

Muita gente, por estar sofrendo, acha que Deus morreu, que não existe. O negócio dEle é a salvação da humanidade. Há uma luta invisível aos nossos olhos entre o bem e o mal. O diabo, que não consegue atingir a Deus, ataca covardemente o ser humano com tragédias, dor e sofrimento. E, muitas vezes, a culpa é colocada sobre Deus.

Após João mostrar todo o trono de Deus e, em linguagem figurada mostrar o poder de Deus, passa a abordar outro tema.

O profeta percebe um livro selado que está nas mãos do Senhor. Como hoje em dia, nos tempos de João, os documentos importantes recebiam um selo de autenticação. E é interessante que o livro que João viu nas mãos de Deus tinha um selo – ou melhor – não era apenas um selo. Eram sete selos (Apocalipse 5:1). Em seguida um anjo forte saiu clamando: “Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?” (Apocalipse 5:2)

A questão envolvida não era quem podia desatar os selos, e sim quem era digno de desatar estes selos.

O apóstolo queria conhecer o conteúdo do livro, porém, em todo o universo, não havia ninguém competente ou qualificado para abrir esse livro com os sete selos.
João começou, então, a chorar. Ele queria saber o futuro da igreja cristã, queria saber o futuro do povo de Deus e do planeta Terra.

Enquanto João chorava, um dos assistentes de Deus, um dos vinte e quatro anciãos, chegou e disse: “Não chore: eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos” (Apocalipse 5:5).

Quem é o Leão da tribo de Judá e a raiz de Davi? “Este titulo é tomado de Gênesis 49:9, quando Jacó, no leito de morte, pronunciou as bênçãos a seus filhos. Referindo-se a Judá ele predisse que o mesmo teria preeminência entre seus irmãos. Mais tarde o trono da monarquia israelita seria ocupado pelos seus descendentes (I Samuel 16:1). E Jesus descendia de Judá (Mateus1:1-17), e prevaleceu sobre o pecado lá na cruz”.

“Raiz de Davi. Este título tem como base Isaías 11:1,10, e fala acerca da raiz de Jessé, o pai de Davi. Paulo usa a figura da raiz como se referindo a Cristo, o segundo Davi (Romanos15:12)” – Daniel e Apocalipse, Vilmar González, pg.149-150.

Sim, Jesus Cristo é o Leão da tribo de Judá e a raiz de Davi. Ele é quem venceu a Satanás no seu próprio terreno. Jesus venceu o diabo na casa do inimigo. Este planeta fora seqüestrado por ele e Jesus veio aqui para derrotá-lo. Ele é o único que tem as credenciais para abrir o livro selado e revelar para João todo o conteúdo. Ele é o único no universo que pode pegar o livro das mãos do Pai e mostrar ao mundo o futuro que os aguarda.

Amigo ouvinte, quando um dos anciãos disse para João que Jesus tinha as qualificações para abrir os selos, não havia mais razão para chorar, e sim para se alegrar!

O capitulo seis é a descrição da história da igreja cristã, com suas lutas e provas, e também com seu triunfo. Por isso, não tema o futuro. O governo central do universo está em pleno funcionamento. O livro está nas mãos de Deus, e Jesus está pronto a contar para nós tudo o que precisamos saber.


ADORAÇÃO E OBEDIÊNCIA

A história do pecado começa no céu, com Lúcifer, um anjo de destaque nas hostes divinas. Tomado pelo orgulho e a cobiça organiza uma rebelião de anjos. Dois pontos motivam essa reação estranha ao ambiente celestial: a adoração e a obediência.

Para Lúcifer, era impossível um ser criado obedecer a Deus. E, pela posição de destaque na liderança dos anjos, ele entendia que também merecia ser adorado, como o Pai e o Filho.

A guerra, que começou no céu, transferiu-se para este planeta. Adão e Eva caíram na conversa do inimigo e os dois pontos lá do princípio, continuam norteando as estratégias malignas. Ao longo da história, Satanás tem tentado de todas as formas atrair adoradores para si, e ao mesmo tempo, tem procurado desvirtuar a Palavra de Deus. Para alcançar estes objetivos, ele usa todos os métodos possíveis: engana, mente, esconde, disfarça e, quando isto não dá certo, ele persegue, mata e destrói.

A profecia dos quatro cavaleiros do Apocalipse mostra alguns dos métodos que o diabo usou para alcançar os seus objetivos.

Os sete selos foram abertos finalmente foram abertos. Então João, utilizando-se de linguagem figurada, começa a descortinar o que estava guardado.

A profecia do primeiro selo diz o seguinte: “E havendo o cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como que em voz de trovão: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer” (Apocalipse 6:1-2).

A profecia diz que ao ser aberto o primeiro selo, ou o primeiro capitulo da história da Igreja cristã, o que João viu foi um cavalo branco. Este cavalo branco representa a pureza dos ensinos da primeira fase da igreja. Ela nasceu com conceitos puros e corretos. Fortaleceu-se com verdades incontestáveis ensinadas pelo próprio Senhor Jesus Cristo.

Este período vai do ano 31 ao ano 100 de nossa era. Começa com Jesus e passa pelos apóstolos liderando as primeiras congregações. A cor branca desse cavalo revela a pureza e o poder de conquista do evangelho diante do paganismo no inicio da igreja cristã.

Ouça o que escreveu o profeta Isaías: “Ainda que teus pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (1:18). Portanto, o branco é símbolo da pureza absoluta do evangelho que devia ser pregado a um mundo dominado por conceitos e filosofias pagãs.

E essa igreja iniciante prega justamente adoração e obediência, os dois pontos de discussão entre Deus e o diabo. Inclusive, na tentação no deserto, Jesus foi muito claro com Satanás diante das insinuações e pedidos de adoração: “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele servirás”. (Mateus 4:40).

Esse discurso focado na adoração e obediência rendeu muita discussão nos primórdios da igreja. Jesus veio a este mundo para ensinar que a Palavra dEle é eterna e imutável. A obediência ao que Ele pede é um requisito exigido de todos os que se dizem cristãos.

A figura do cavalo branco revela como se conduziu a igreja de Jesus Cristo no primeiro século. Foi um período de guerra entre a verdade e a mentira; entre a verdadeira e a falsa adoração. A igreja foi cruelmente perseguida por não querer inclinar-se diante de César, o imperador romano, que reclamava adoração para si.

Dá para imaginar quem estava por trás de César, exigindo adoração, não é mesmo? Sim, por trás, nos bastidores, estava o inimigo de Deus, usando um governante para atingir os seus objetivos. Satanás não tem escrúpulos, ele usa qualquer pessoa para que os objetivos dele sejam alcançados.

A pureza da pregação do evangelho trouxe várias provações. Pedro e João foram presos (Atos 4:1-4); Estevão foi apedrejado (Atos 6:8); antes, João Batista fora decapitado por ordem de Herodes; Tiago foi decapitado por ordem de Herodes Agripa; Felipe foi aprisionado e crucificado; Mateus foi morto a chutes e pontapés; Tiago, o menor, foi apedrejado; Matias foi apedrejado em Jerusalém e decapitado; André foi crucificado; Marcos foi feito em pedaços por uma multidão enfurecida em Alexandria; Pedro foi crucificado em Roma, de cabeça para baixo; Paulo foi decapitado em Roma; Judas Tadeu foi crucificado; Bartolomeu foi crucificado e serrado ao meio; Tomé foi morto com lanças; Lucas foi enforcado na Grécia; Simão foi crucificado na Bretanha; João, foi levado para a ilha de Patmos e foi o único que morreu de morte natural.

Talvez você se pergunte agora: Por que todos os pioneiros foram assassinados, se esta Igreja, simbolizada pelo cavalo branco e pelo seu cavaleiro, saiu vitoriosa e para vencer? A única é que morreram por causa da palavra de Deus (Apocalipse 6:9).

A Igreja, neste período diz L.E. Froom, “Sem escolas, eles confundiram os letrados rabinos; sem poder político ou social, mostraram-se mais fortes que o Sinédrio; não tendo um sacerdócio, desafiaram os sacerdotes e o templo; sem um soldado sequer, foram mais poderosos que as legiões romanas. E foi assim que fincaram a cruz acima da águia romana” (O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, pg. 40).


SELADOS ANTES DO SÉTIMO SELO

A pergunta que ficou no ar é: “Quem poderá subsistir?” ou “Quem é que pode suster-se?”. Para respondê-la foi escrito todo o capítulo sete de Apocalipse.

Lembre que a profecia do sexto selo já se cumpriu parcialmente com o grande terremoto, o escurecimento do sol e da lua e a queda das estrelas. Há um detalhe ainda para o futuro. Por isso é importante lermos também Apocalipse 7:1-3 – “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado poder de danificar a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus”.

Nós, os cristãos, somos privilegiados. Podemos conhecer futuro sem pagar nada para astrólogo ou feiticeiro. A Bíblia revela com clareza o que vai acontecer nos últimos dias da história deste planeta, com a última geração de cristãos.

Veja que os anjos de Deus estavam retendo os ventos nos quatro cantos da terra. Ou seja: Deus está controlando os movimentos políticos e sociais, até que o seu trabalho seja concluído.

O que significa ventos em profecia? Ventos, em profecia, representam agitação política ou guerras (Jer.4:11-13; 49:36-37).“Quando os quatro anjos deixarem finalmente de reter e controlar os ímpios desígnios de Satanás, as violentas paixões humanas, todos os elementos de contenda, se desencadearão. O mundo será envolvido em uma ruína mais espantosa que a que caiu antigamente sobre Jerusalém no ano setenta” (C.B.A.S.D., vol 7, p. 797).

Como parte da resposta à pergunta feita no final do sexto selo, João, afirma que chegará um período de muitos ventos, e se Deus não segurar estes ventos o mundo será destruído por esta grande tempestade.

O mundo está sofrendo uma ameaça de destruição, mas não com o juízo divino, e sim pela maldade de Satanás. Os anjos estão segurando estes ventos. Soltar os ventos significa que não haverá mais intervenção divina. Satanás estará livre para fazer a sua obra de destruição. Os ventos seriam seguros até o selamento dos filhos de Deus.
Só poderá subsistir no final quem estiver selado. O selo de Deus é a garantia da sobrevivência no final. Só os que tiveram o selo de Deus é que serão vencedores.

Mas, por que João usou a figura do selo? “Nos tempos antigos se usavam selos ou carimbos para autenticar e dar validade a documentos, bem como indicar o proprietário do objeto sobre o qual o selo é fixado. Também servia como uma espécie de fechadura para segurar caixas, tumbas, etc., para que não fossem roubadas ou violadas” (Daniel e Apocalipse, Vilmar E. Gonzáles, pg.166).

Os selos antigos continham três elementos: O nome, a função e o território ou jurisdição de seu proprietário. Na Bíblia encontramos um selo, um sinal dado por Deus. Veja Ezequiel 20:12 – “Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica”. E mais, Êxodo 31:17 – “Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento”.

Portanto, o sábado, o sétimo dia da semana, é o selo distintivo de Deus. Esta é a marca que os seres humanos estão recebendo para ficarem livres da destruição final. Como já disse, um selo precisa ter nome, função e jurisdição do proprietário. Tudo isso é encontrado em Êxodo 20:8,9 e 11, que diz: “Lembra-te do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a sua obra… Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou”. O nome? O Senhor. O cargo? Criador. A jurisdição? Sobre os céus, terra e mar.

Amigo ouvinte, vivemos no momento crucial da história da humanidade. Os anjos de Deus seguram os ventos da destruição. Cada ser humano está tendo a oportunidade de escolher e receber o selo de identificação do Criador do Universo.

Se você ainda não o tem, aceite a Jesus como Salvador pessoal e viva o evangelho na sua plenitude, cumprindo exatamente o que Ele orientou na Bíblia Sagrada.

Este é o segredo para ficar seguro no final do sexto e selo e para prosperar. Creia em Deus e nos profetas dEle.


VITORIOSOS NA GRANDE TRIBULAÇÃO

Quero continuar estudando com você a resposta para a pergunta feita no final da abertura do sexto selo: “Quem poderá subsistir?”

No programa anterior vimos que todo aquele que deseja ser um vencedor, precisa receber o selo de Deus, e vimos que o sábado contém o selo de Deus. Todos os que desejarem vencer no final da história deste mundo precisam aceitar o selo de Deus, que é a santificação do sábado.

Hoje vamos conhecer uma outra profecia que completa a resposta à pergunta feita no final do sexto selo. Apocalipse 7:13 e 14 – “E um dos anciãos me falou dizendo: Estes que estão vestidos de branco, quem são, e de onde vieram? E eu lhe disse: Senhor, tu sabes. E ele me disse: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do cordeiro”.

É importante lembrar que esta profecia ainda não foi cumprida, Também não podemos esquecer que esta série dos sete selos está contando a história da igreja cristã e ao mesmo tempo uma parte da história mundial. Estamos, justamente, no último período da história do mundo.

O profeta João vê, em visão, o grupo que foi vencedor e que pode permanecer diante de Jesus quando do regresso dEle a esta Terra, acontecimento este do sétimo selo que vamos estudar no próximo programa.

Voltemos ao assunto de hoje. Na visão, alguém pergunta: “Estes que estão vestidos de branco, quem são e de onde vieram? João respondeu: Senhor, Tu sabes de tudo. Estão é dito a João quem eram os que estavam de branco. Eles tinham vindo de um mundo que produziu muita tribulação por terem colocado Deus em primeiro lugar.

A sociedade e o mundo em geral nunca tratar bem os que decidem ser cristãos autênticos e sinceros. Em todas as épocas sempre houve um certo desprezo por aqueles que viveram o evangelho e os ensinos de Cristo.

Por isso é fácil entender que aqueles de branco, vistos por João, haviam sofrido muito. Ser um cristão na época das perseguições religiosas era algo extremamente perigoso e difícil. Nosso país, atualmente, não enfrenta nenhuma perseguição religiosa aberta a algum grupo específico. Temos liberdade religiosa. E, por causa disso, muita gente apenas tem o nome de “cristão”, ficando muito longe do real significado dessa palavra.

Desde a entrada do pecado sempre houve tribulação para os filhos fiéis a Deus, e tem sido progressiva devendo alcançar o seu ponto máximo bem perto do advento de Jesus. Sempre houve tribulação para o povo de Israel ao longo de sua história no Velho Testamento. Houve tribulação para a Igreja cristã primitiva. Quantos cristãos foram mortos, apenas por serem cristãos!

Houve tribulação para a igreja da Idade Média. Nesse tempo os cristãos foram perseguidos por uma igreja que se dizia cristã. Foi a época marcada pela intolerância religiosa e pelo desrespeito com tudo o que tinha a ver com Deus.

Neste tempo foram apreendidas as Bíblias e queimadas em praça pública. “Em 1793 a assembléia francesa promulgou um decreto proibindo a leitura da Bíblia e foi ordenado que todas as Bíblias fossem levadas à praça pública e queimadas como evidência de que o governo francês não reconhecia a Palavra de Deus.
Um jornal francês (Gazette Nationale), de 14 de Novembro de 1793, publicou a seguinte nota: “A sociedade popular da seção do museu faz ciente que os cidadãos desta seção tem dado boa conta de todos os livros da superstição e da mentira. Livros de missa e de oração, antigos e novos testamentos tem expiado numa grande fogueira as tolices que a raça humana foi levada a cometer” (O terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, pg.58).

Porém, a profecia menciona uma grande tribulação que ocorrerá antes da segunda vinda de Cristo. Como em todas as épocas, o povo de Deus não estará sozinho. Permanecerão em pé, fiéis, porque escolheram lavar e branquear suas vestes no sangue do Cordeiro.

Dentro dessa grande multidão estarão os vencedores. Os que tomaram a postura firme e irredutível de confiar na salvação pela graça em Cristo Jesus. Que fizeram a vontade do Senhor, amando e guardando seus mandamentos – todos eles. Aqueles que escolheram aceitar a vitória de Cristo como sua própria vitória.

Ao encerrar o programa de hoje quero desafiá-lo a permanecer firme, ao lado da verdade. A confiar em Deus. A seguir os passos de Jesus, a examinar profundamente a Bíblia Sagrada e valorizar os ensinos dele, praticando-os no seu dia-a-dia. Receber o selo dEle e estar garantido que a vitória é sua. Mesmo que isso signifique abandonar tradições e ensinamentos recebidos erroneamente uma vida toda.

Compensa servir a Jesus. Vale a pena crer no Senhor para estar seguro. Crer nos profetas dEle


O SILÊNCIO POR MEIA HORA

Como você já percebeu, o sexto e o sétimo selos estão intimamente ligados. O sétimo é o desfecho do sexto. Isso significa o fim de todo o sofrimento e de toda a dor. Ao longo dos séculos, Deus foi desafiado, seus filhos foram jogados as feras, os filhos de Deus foram lançados nas masmorras e ali definharam até a morte. Muitos foram estraçalhados e outros foram queimados e suas cinzas jogadas no rio Reno. Hoje eles descansam o sono da morte, mas ao tombarem, foram confiantes que em breve o sétimo selo seria aberto e então Cristo viria dar a justa recompensa a todos os Seus filhos.

Comecemos pela profecia de Apocalipse 8:1 – “E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora”.

Os teólogos afirmam “que o silêncio no céu segue aos terríveis acontecimentos que sucederam na terra antes da segunda vinda de Cristo. Este silêncio se deve a ausência dos anjos, pois todos deixaram o céu para acompanhar a volta dEle à terra.” (C.B.A.S.D. vol.7 pg.802).

Utilizando a forma bíblica de mensurar o tempo, em profecia (um dia equivale a um ano), o tempo de meia-hora significaria um período em torno de sete dias. Poderia ser justamente esse o período entre a vinda e a volta de Jesus ao terceiro céu, agora acompanhado dos salvos de todas as épocas.

Há, porém, uma outra interpretação. O silêncio “é fruto de uma solene expectativa. Até este momento histórico as cortes celestiais têm sido descritas como estando cheias de musica e cânticos. Agora tudo está em silêncio, em solene expectativa das coisas que em breve vão acontecer” (idem).

De qualquer forma, haverá silencio no céu. Não importa qual seja a melhor interpretação. O que está claro é que o céu ficará em silêncio porque o desfecho da humanidade e do planeta terra, finalmente acontecerá.

Amigo ouvinte, finalmente chegamos ao fim da história deste mundo. No sétimo selo, Cristo retorna a esta Terra. A volta dEle é uma realidade. Queira você ou não. Aceite ou não. Esteja preparado ou não. Ele virá! Para muitos Ele virá de surpresa, como um ladrão ao meio da noite. E aí não haverá mais oportunidade de arrependimento ou salvação.

Há vários programas temos estudado a história da igreja cristã. Foi possível comprovar que todas as profecias se cumpriram ao pé da letra. Todas as profecias relativas a tempo já se esgotaram. Restam pouquíssimas para o maior evento da história.

Ao mencionar os sinais que antecederiam Seu retorno, o próprio Jesus alertou: “Quando virdes todas estas coisas acontecerem, sabei que está próximo, às portas” (Mateus 24:33).

A volta de Cristo é, portanto, um acontecimento iminente. Está chegando a hora do acerto de contas. O convite foi amplamente oferecido. Jesus esperou por séculos o retorno dos filhos dEle. Finalmente, os que O escolheram como Salvador pessoal poderão ir para casa, para a casa do Pai (João 14:1-3).

O apóstolo João descreveu este acontecimento desta forma: “Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante ao filho do homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão, uma foice afiada” (Apocalipse 14:14).

Esse acontecimento será visível em todo o mundo e ao mesmo tempo. “Eis que vem com as nuvens e todo o olho O verá…” (Apocalipse 1:7). O evangelista Mateus deixou escrito que a volta de Jesus será tão visível como um relâmpago que corta o céu nos dias de chuva. “Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:27).

Ninguém deixará de vê-Lo. Não aparecerá na Europa, nem nos Estados Unidos, nem na África ou América do Sul. Não se mostrará para uns poucos, num quarto, em forma de um espírito. Não começará fazendo curas milagrosas em algum canto do planeta. A segunda vinda de Cristo não será nenhum acontecimento secreto, nem silencioso.

Ele virá! E enquanto muitos gritarão desesperados, porque sentem medo da presença dEle, outros levantarão as mãos para os céus e dirão: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).

Amigo ouvinte, você estará nesse grupo de vitoriosos? Eu quero estar lá. Eu quero ir para a casa do Pai. Nunca mais sentiremos medo ou solidão. Nunca mais haverá traição, nem rejeição. Viveremos para sempre, sem mesmice ou monotonia. Cada dia um novo dia para crescimento físico, mental, material e espiritual.

Aceite a Jesus como Salvador pessoal. Creia nEle para estar seguro. Confie nos profetas dEle para prosperar.


AMARGURA E DESAPONTAMENTO

Doce na boca e amargo no estômago. O livro que deveria ser comido ou estudado, é o livro de Daniel que esteve selado até o “tempo do fim” (Daniel 12:4). Segundo a explicação do anjo Gabriel, em Daniel 11:40, o tempo do fim iniciou no ano de 1798. Portanto, em torno deste ano, o selo do livro de Daniel foi removido, tornando-se a partir de então aberto ao estudo e à pesquisa. Centenas de pessoas, em diferentes lugares do mundo, começaram então a descobrir as profecias de Daniel.

Um grupo de cristãos dos Estados Unidos começou a estudar a profecia de Daniel 8:14, que dizia que “após 2.300 dias- anos, o santuário seria purificado”. Eles entenderam que o santuário que seria purificado era a Terra pela vinda de Cristo, quando ela seria destruída pelo fogo. A mensagem de segunda vinda de Cristo começou a ser pregada por um batista, Guilherme Miller, e se espalhou por muitos países e continentes.

Milhares de pessoas foram contagiadas pela pregação de Miller e seus companheiros. Eles esperavam com muita alegria o dia 22 de outubro de 1844, como o dia que todos os seus problemas seriam resolvidos. Ninguém contava com a possibilidade de Jesus não vir. Pessoas de todas as religiões acreditavam na segunda vinda iminente do Senhor. Com isso, não se prepararam para o próximo inverno que se aproximava.

Fazendeiros não colheram as suas plantações, as batatas foram deixadas a apodrecer na terra, donos de armazéns doaram as suas mercadorias aos pobres. Eles não precisavam mais de nada, pois no dia 22 de outubro Cristo viria para inaugurar uma nova era para os crentes.

O dia 22 chegou e o que esperavam não aconteceu. O desapontamento foi total. Tristeza era o sentimento mais evidente em milhares de pessoas. A vergonha era geral. As pessoas não tinham coragem para olhar para amigos e vizinhos que não acreditavam na doutrina da segunda vinda de Cristo.

A mensagem que tinha sido doce na boca se tornara, agora, amarga no estômago. Porém, a profecia de Apocalipse é extraordinária. Ela aponta um caminho pós-decepção. Veja o capítulo 10:11 – “E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações e línguas e reis”.

Como poderia esta profecia ser cumprida, se todos estavam humilhados e frustrados pelo erro de interpretação que cometeram? Um pequeno grupo continuou estudando com mais empenho o assunto. Um deles chamava-se Hiram Edson. Hiram saiu de sua casa para visitar um amigo, mas não teve coragem de ir pela estrada com receio de encontrar alguma pessoa e esta zombar de suas crenças; ele preferiu andar pelo meio de uma plantação de milho.

Enquanto caminhava em meio à plantação, a sua mente foi iluminada com a convicção de que o santuário a ser purificado no fim dos 2300 anos era o santuário celestial e não a volta de Jesus. Ele viu que a compreensão do santuário estava equivocada. Jesus na data de 22 de Outubro de 1844, de fato iniciou a purificação do santuário. O equivoco do grupo de Miller, foi em afirmar que o santuário era a terra. Eles criam que Jesus viria naquela data para purificar o planeta com fogo.

Os mileritas estavam certos na data. Nessa ocasião, conforme a profecia de Daniel, Jesus começou a purificação do santuário celestial. O evento ou local dessa purificação é que não estava correto. Com esta nova compreensão, o pequeno grupo perseverante de estudiosos debruçou-se sobre o tema do santuário confirmando a iluminação recebida por Hiram Edson.

A crença na volta de Jesus passou a ser heresia pela maioria das igrejas cristãs, devido ao desapontamento que tiveram. Quem cresse nessa doutrina era expulso de sua igreja. Estes cristãos sinceros foram então se reunindo e organizando-se para dar seguimento ao texto profético: anunciar ao restante dos povos a mensagem de oportunidade e salvação.

As verdades bíblicas que começaram a serem restauradas com os reformadores, em séculos anteriores, ganharam agora novo impulso. A responsabilidade de Apocalipse 14:6 e 7, pesava sobre eles: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação e tribo, língua e povo. Dizendo com grande voz: temei a Deus, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.

Era missão daquelas pessoas que haviam passado pelo desapontamento, não se acomodar diante da derrota. Era preciso “profetizar novamente”, conforme ordenava a profecia. Precisavam pregar um evangelho eterno, anunciar a mensagem do juízo, de que Jesus agora, como Sumo Sacerdote, iniciava uma nova fase do julgamento divino.

Outras doutrinas essencialmente bíblicas foram resgatadas. Entre elas a da observância do sábado como dia de descanso, trazendo a memória o mandamento de Êxodo 20:8-11.

Desse pequeno grupo do desapontamento de 1844 surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia, conforme a profecia, trazendo no próprio nome o objetivo de sua missão: anunciar a volta do Senhor e resgatar o sábado bíblico, como selo de Deus, instituído na criação do mundo.

Amigo ouvinte, creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


AS DUAS TESTEMUNHAS

Estamos estudando as profecias que foram feitas no intervalo entre o toque da sexta e sétima trombetas. Já estamos no capítulo 11 de Apocalipse. E hoje vamos dedicar maior atenção ao verso três: “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias vestidas de saco”.

Quem são essas duas testemunhas? Quando isso aconteceu? O que significa estar vestido de saco?

Antes de responder essas três perguntas, quero mostrar os dois versos que antecedem esta profecia. Ali é dito que foi dada a João uma cana semelhante a uma vara, e em seguida recebeu uma ordem de medir o templo e o altar e principalmente os que ali adoram.

Perceba aí novamente a questão da adoração sendo destacada. Este é o ponto motivador do conflito que Satanás promove contra Deus: a adoração. Quem adorar e como adorar. João precisava medir ou avaliar a qualidade dos adoradores. Aliás, “a palavra escrita, a lei de Deus aferirá o caráter de todo homem, e condenará a todos a quem esta infalível prova declarar em falta” (O Grande Conflito, p. 268).

Mas afinal, quem são as duas testemunhas? O que é que constantemente dá testemunho de Jesus Cristo? O que dá testemunho de Jesus e do poder de Deus é a palavra dEle, a Bíblia. As duas testemunhas são as duas partes em que a Bíblia foi dividida: o Velho Testamento e o Novo Testamento.

O mesmo apóstolo João, antes de ser preso e ser enviado para a Ilha de Patmos, transcreveu as palavras de Jesus: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39).

As duas testemunhas, as duas oliveiras e os dois candeeiros representam a Palavra de Deus que, sob a influência do Espírito Santo, devem iluminar a alma dos homens que a aceitam. O rei e salmista Davi definiu assim: “Lâmpada pra os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” (Salmo 119:105).

A profecia, porém, diz que essas duas testemunhas profetizariam por um período de mil duzentos e sessenta dias. Que período foi este?

Este tempo foi um dos mais tristes da história do cristianismo. Começou no ano de 538 e terminou em 1798. Essa época foi marcada pela intolerância religiosa. As Bíblias eram confiscadas e queimadas e os leitores da Palavra eram severamente perseguidos.

A igreja cristã apostatada massacrou os que não aceitavam as suas distorções doutrinárias. A igreja de Roma, durante a Idade Média, perseguiu impiedosamente aqueles que ousaram obedecer às Escrituras. Instituíram a chamada “santa Inquisição”. O historiador católico, Walter Duram, definiu a santa inquisição como uma das “mais escuras manchas no registro da humanidade, pois revelou uma ferocidade desconhecida até numa fera” (O terceiro Milênio e as profecias do Apocalipse, 1ª. Ed. 1998 p.45).

A Bíblia foi atacada pelos imperadores, reis, ditadores e por igrejas, porém, sempre acabou sendo a grande vencedora. Ela esteve por 1260 anos escondida em cavernas, em caixas, em bibliotecas, em casas no meio das montanhas. Durante os 1260 anos ela não pode estar nas igrejas, nos púlpitos ou ser o objeto de estudo em cada casa. Os que tinham uma Bíblia precisam escondê-la ao máximo, pois neste tempo, ela era considerada perigosa pelos lideres políticos e religiosos.

Nesta época, os Valdenses se destacaram como um povo apaixonado e guardião da Palavra de Deus. Porém, por causa disso, precisaram fugir para os vales entre as montanhas, no sul da Itália. Escondidos nas montanhas podiam ler a Bíblia e ensiná-la a seus filhos. Um dia, infelizmente, a intolerância da igreja dominante e do poder militar os alcançou. Centenas de homens, mulheres, velhos e crianças foram torturados e mortos. Deram a vida por causa da Bíblia.

“Um outro fato que marcou muito os 1260 anos, foi o que a história registrou no dia 24 de agosto de 1572, quando milhares de cristãos foram trucidados… Aquela sangrenta noite foi considerada pelo papado como uma vitória para Roma. O papa Gregório XIII derramou lagrimas de jubilo” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, 2ª. Ed. 1982, p.162). Essa ocasião ficou conhecida como a “noite de São Bartolomeu”.

Durante esse período de 1260 anos a França entrou em revolução e promoveu guerra aberta à Bíblia. Milhares de exemplares foram queimados em praça pública.

Mas a Bíblia sobreviveu a tudo isso e hoje é o livro mais traduzido e vendido no mundo todo. Deus e a palavra dEle, as duas testemunhas, venceram!

No próximo programa vamos continuar dando uma atenção a este assunto. Até lá e, lembre-se: creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A BESTA DO ABISMO

No programa anterior, estudamos que as duas testemunhas, que João viu em visão, representam a Palavra de Deus, dividida no Velho e Novo Testamentos. A Bíblia tem testemunhado do poder salvador de Jesus nas mais diferentes épocas. Ela viveu vestida de saco por 1260 anos. Isto se cumpriu quando a igreja apostatada e o Estado se uniram para que apenas uma voz fosse aceita como sendo verdade, a voz da igreja romana. Durante este período a Bíblia e os seus estudantes foram procurados como pessoas perigosas para a sociedade.

O capitulo onze do Apocalipse, porém, traz mais uma surpreendente profecia. Ele está dentro da grande profecia dos 1260 anos que já vimos. Leiamos dos versos 7 ao 9 – “E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. E Jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde seu Senhor foi crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio e não permitirão que seus corpos mortos sejam postos em sepultura”.

Para que esta profecia seja bem compreendida, algumas coisas precisam ser clarificadas: Quem é a besta que sobe do abismo? O que o profeta queria dizer com a expressão “Sodoma e Egito”? Quando os três dias e meio se cumpriram?

Comecemos pela primeira: Quem é a besta que sobe do abismo? A palavra que João usou para descrever um poder político ou religioso foi “besta”, ou um animal, indomável, que tem muito poder.

No Apocalipse são mencionadas três bestas. Hoje vamos conhecer a primeira. Ela é descrita como surgindo do abismo. “Após a humilhação da Bíblia pelo papado na Idade Média durante mil duzentos e sessenta anos, que findaram em 1798, um novo poder surge para lhes fazer nova guerra. A profecia identifica o novo poder como a besta que sobe do abismo. Subir do abismo significa subir do caos, do anarquismo, da confusão política” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, 2ª. ed. 1982 p.161).

E o poder que surgiu no final do período dos 1.260 anos foi a França, bem na época da revolução. O objetivo era eliminar todas as religiões, inclusive a católica. Para tanto fizeram grandes movimentos para destruir a Bíblia. E foram mais longe: mudaram até o calendário, inclusive dos meses do ano. A semana foi ampliada de sete para dez dias, com um feriado para celebrar a república.

Os líderes franceses queriam mostrar ao mundo a sua completa repulsa a Bíblia e a Deus. Para que isto ficasse bem marcante, no “dia 10 novembro (calendário cristão), uma jovem foi escolhida para ocupar o lugar da estátua que representava a deusa da razão. Vestida de branco e de um manto azul, seu ondulante cabelo coroado com a boina vermelha da revolução, foi ela adorada na mais prestigiada catedral da França, onde por séculos as preces haviam sido erguidas à Maria” (idem, p. 295)

A França não queria mais saber de Deus e de Sua Palavra. A partir deste momento a razão seria a deusa ou deus de todos. Para mostrar que os franceses estavam falando sério, o soldados de Napoleão Bonaparte marcharam para a Itália com a intenção de dar o golpe mortal no maior centro religioso do mundo cristão. “Em 15 de fevereiro de 1798, soldados franceses invadiram a capela Sistina, em Roma, e conduziram o Papa ao exílio, aonde veio a falecer” (ibidem, p. 297).

A França passou a perseguir cristãos e a queimar os objetos de culto. Qualquer objeto que servisse para adorar a Deus seja ele da forma correta ou errada, era destruído. Milhares de pessoas foram mortas e as Bíblias foram queimadas. A besta que subiu do abismo estava cumprindo plenamente o seu papel.

A profecia diz que a grande cidade seria como Sodoma e Egito. Por que Paris foi comparada com Sodoma e Egito? “Sodoma representa o vicio e a luxuria. Ela simboliza com muita propriedade a exorbitante luxuria e vicio da realeza e da nobreza européias, e a orgia e imoralidade associada a Revolução Francesa. O governante do Egito, nos dias de Moisés, escravizou os israelitas e zombou: “Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel” (Êxodo 5:2). O Egito representa o frio ceticismo dos filósofos e a grande discriminação patrocinada pela Revolução Francesa” (idem, p. 311).

A profecia fala que a destruição iria durar três dias e meio. Veja que impressionante: um decreto da assembléia francesa aboliu a religião por três anos e meio. “Este período pode calcular-se a partir de 26 de novembro de 1793, quando se promulgou um decreto em Paris para abolir a religião, e perdurou até 17 de junho de 1797, quando a governo francês aboliu as restrições impostas quanto a pratica de atos religiosos” (C.B.A.S.D. vol.7, p.818).

Após o término desta revolução a Bíblia começou a ser difundida com toda a força. As sociedades bíblicas, que hoje conhecemos, começaram a surgir por volta do ano de 1800. E, conforme a profecia, as duas testemunhas voltaram a vida com força.

Vale a pena confiar na Bíblia, crer em Deus para permanecer seguro. Crer nos profetas dEle para prosperar.


INTERCESSOR

A partir deste programa vamos estudar o capítulo 12 de Apocalipse. Este capítulo divide as duas partes importantes do livro. Os primeiros onze capítulos contam a história da igreja cristã e a segunda trata da escatologia, ou seja, revela com detalhes como será o fim da história da igreja.

O capitulo 12 conta também a história do grande conflito entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás, e começa profetizando mais uma etapa desta guerra. O apostolo João afirma que “viu um sinal no céu” (12:1) e a seguir começa a descrever em linguagem figurada como era a Igreja. Ele a descreve como uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com dores de parto, sofrendo tormentos para dar a luz. Viu-se um outro sinal no céu, e eis um dragão, grande vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas (12:1-3)

Quem é essa mulher? O que ela simboliza? Quem é o dragão? De onde ele vem e o que quer?
A Bíblia continua relatando e é dito que o dragão parou diante da mulher que estava para dar a luz, a fim de devorar o filho quando nascesse (Apocalipse 12:4).

A guerra que é descrita no capitulo doze, começou no Éden. Foi lá que Deus disse à serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).

Quando o profeta mencionou “mulher”, Deus não estava se referindo unicamente a mulher “ser humano”; Ele estava falando de Sua igreja neste planeta. Na Bíblia, você encontra muitos símbolos que se referem a igreja. Algumas vezes, ela é comparada ao corpo humano e, em outras momentos, é exemplificada como uma mulher pura a espera do seu noivo (II Coríntios 11:12).

No Apocalipse 12 este simbolismo é apresentado novamente. Uma mulher pura, vestida de sol, é agora o símbolo da Igreja de Deus no final da história do mundo e do grande conflito entre o bem e o mal.

Vejamos o verso 5 “Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono”. Satanás, simbolizado na profecia pelo dragão, atacou o filho da mulher, ou atacou a Jesus, logo após o seu nascimento. Foi o rei Herodes que enviou soldados a Belém com o propósito de destruir a todos os meninos pequenos daquela localidade, nutrindo a esperança de, entre eles, matar também a Jesus. Os soldados do perverso rei não tiveram pleno êxito. Avisados por Deus, os pais fugiram antes para o Egito.

Vemos aí Roma envolvida na tentativa de matar o filho de Deus. Através de Herodes, um fantoche nas mãos dos romanos e depois também com Poncio Pilatos, que ordenou a crucifixão de Cristo.

“Ao vir Jesus a este mundo, o poder de Satanás voltou-se contra Ele. Desde o tempo em que aqui apareceu, como criancinha de Belém, manobrou o usurpador para promover Sua destruição. Por todos os meios possíveis, procurou impedir Jesus de desenvolver infância perfeita, imaculada varonilidade, um ministério santo e sacrifício irrepreensível. Foi derrotado, pois não pode levar Jesus a pecar. Não O conseguiu desanimar, ou desviá-lo da obra para cuja realização viera ao mundo. Do deserto ao calvário, foi açoitado pela tempestade de ira de Satanás, mas quanto mais impiedosamente era ela, tanto mais firme se apegava o filho de Deus a mão do Seu Pai, avançando na ensangüentada vereda. Todos os esforços de Satanás para oprimi-lo e vencê-lo, só faziam ressaltar, mais nitidamente, a pureza de Seu caráter” (Desejado de todas as Nações, p.566).

O dragão não conseguiu vencer ou destruir o filho da mulher. Mesmo preso, crucificado e morte, ressuscitou e cumpriu a missão que viera realizar. Em seguida, subiu aos céus onde realiza a parte final do plano de salvação. Hebreus 1:3, detalha claramente: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se a direita da majestade, nas alturas”. Agora Hebreus 10:12 – “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se a destra de Deus”.

No santuário celestial Jesus exerce a tarefa de mediador entre Deus e os homens. Paulo, na I carta a Timóteo, 2:5, escreveu: “Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus o homem”. Não tem outro mediador. Nem homem, nem mulher. Só Ele.

Isso significa que nem Maria, mãe de Jesus, pode interceder por alguém. Tenho grande admiração pela vida de Maria, uma privilegiada, escolhida por Deus para abrigar em seu corpo o bebê Jesus. Viveu uma vida exemplar e hoje, como todos os que já morreram, descansa no sono da morte aguardando a bendita ressurreição.

Por isso, como diz a Bíblia, “agora, com efeito, obteve Jesus ministério mais excelente, quanto é Ele também mediador de superior aliança com base em superiores promessas” (Hebreus 8:6).

Vamos continuar estudando este assunto no próximo programa. Confie nas profecias da Bíblia. Confie no Deus da Bíblia para permanecer seguro. Confie nos profetas do Senhor para prosperar.


PERSEGUIÇÃO DE 1.260 ANOS

O capítulo do Apocalipse que estamos estudando é o número 12, um dos mais importantes do livro. Ele encerra a etapa histórica do Apocalipse e inicia a fase escatológica do livro.

Vimos no estudo anterior que o alvo inicial do dragão ou Satanás foi atacar a Jesus Cristo e a obra que Ele fazia. Fisicamente, o diabo não conseguiu muita coisa, porém, realizou um grande estrago na igreja cristã, com o passar dos séculos.

Vamos ler o verso 12 – “E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias”.

A Bíblia diz que “o dragão perseguiu a mulher que dera a luz o filho varão” (Apocalipse 12:13). O dragão não desiste dos seus intentos. Como não conseguiu destruir o filho da mulher, agora dirige ela, no caso, a igreja cristã.

A profecia diz que a mulher ou a igreja não perseguiria, mas seria perseguida. Atente para este detalhe. Qual é a igreja que a história registra que perseguiu pessoas que não pensavam da mesma forma que seus líderes? Não foi a fiel igreja de Deus.

Por causa dessa perseguição, a igreja cristã precisou fugir para o deserto por um período de 1.260 dias. Como você sabe, em profecia cada dia equivale um ano (Ezequiel 4:6-7; Números 14:34), isso significa 1.260 anos de perseguição, escondida num lugar deserto ou despovoado.

Durante esse tempo de 1260 anos, os cristãos sinceros continuaram a insistir na idéia de que a Bíblia e somente a Bíblia deve ser obedecida. Por causa disso foram cruelmente perseguidos. Os Valdenses, por exemplo, tiveram que se esconder nas cavernas das montanhas para poder sobreviver. A Igreja perseguida fugia e a igreja romana, unida ao estado, perseguia.

A razão de toda essa perseguição era simplesmente porque os cristãos sinceros davam atenção e cumpriam as doutrinas puras e simples da Bíblia Sagrada.

Veja que a igreja perseguida é apresentada no capítulo doze como “vestida de sol”. Qual o significado disso. A Bíblia responde: “Porque o Senhor Deus é Sol e escudo” (Salmo 84:11).

O texto diz ainda que a igreja tem a lua a seus pés. Essa lua não poderia ser a própria palavra de Deus? Salmo 119:105, diz “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos”.

Voltando a história, esta profecia começou a se cumprir com o edito de Justiniano em 538 de nossa era. “Foi Justiniano quem, depois de derrotar os Ostrogodos, decretou que o bispo de Roma teria preeminência sobre os bispos das outras cidades, pelo fato de que Roma era a capital do Império e dominava o mundo político daqueles dias” (O terceiro Milênio, 1ª.ed., 1998, pg.52)

A partir daí estava aberta a porta para a Igreja Católica de Roma iniciar uma caçada aos chamados hereges. Eram considerados hereges todos os que não obedeciam cegamente às ordens e leis da Igreja. Inclusive foi criada a chamada “Santa Inquisição” para aniquilar com os cristãos que persistiam em seguir a doutrina pura, deixada por Cristo.

O período dos 1.260 anos foi marcado pela morte, separação e intolerância religiosa. A vida estava dependendo do que a pessoa acreditava. Neste tempo, ninguém tinha chance de viver se pensasse diferente da igreja dominante.
Historicamente esta profecia começou no ano de 538, com o edito de Justiniano e terminou quando a França, na época da revolução francesa, quando quiseram banir de vez toda e qualquer religião. O período de perseguição terminou exatamente “em 1798, quando o General Berthier levou preso o líder da igreja, o papa Pio VI” (idem, p. 52).

Uma das mais lindas histórias do cuidado de Deus por Sua igreja perseguida, aconteceu nas montanhas do noroeste da Itália. Lá viveram os valdenses. Tudo começou com “um homem por nome Pedro Valdo que estudava e pregava as verdades bíblicas por volta de 1170. Os líderes religiosos da igreja que dominava o mundo chamaram as suas crenças de heresias… muitos cristãos dos vales alpinos seguiram os ensinos de Valdo, e assim ficaram conhecidos como os Valdenses” (Heróis de todas as épocas, Virgil E. Robinson, 2ª. Ed. p.10).

Este povo se caracterizou por amar as verdades que estavam na Bíblia. Eles rejeitavam a autoridade da igreja e ensinavam que a única autoridade é a Palavra de Deus. “Eles possuíam a Bíblia em sua própria língua, e faziam cópias manuscritas e partilhavam com outros. Como os Valdenses temessem que a preciosa Bíblia lhes fosse tirada, decoravam partes dela. As próprias crianças eram capazes de repetir de cor livros inteiros da Bíblia” (idem, p. 10 e 11)

O tempo não permite contar aqui das atrocidades que foram cometidas pelas autoridades religiosas contra os valdenses. Sugiro para você a leitura do livro “Heróis de todas as épocas”, da Casa Publicadora Brasileira. O livro conta em detalhes a insanidade de gente que matava e torturava em nome de Deus.

A profecia, como sempre, mais uma vez, foi cumprida.

Amigo ouvinte, creia no Senhor para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A IRA DO DRAGÃO

Estamos estudando um dos mais importantes capítulos do livro do Apocalipse, o de número 12. Na primeira parte vimos Satanás atacando o filho da mulher. Jesus foi alvo do mais puro ódio do Dragão (Apocalipse 12:1-5). Na segunda parte, o ataque foi dirigido à igreja de Deus, que sempre foi perseguida, mas nunca perseguiu uma pessoa sequer (Apocalipse 12:6). Na terceira parte são apresentadas as características da igreja de Deus (12:13-17). Povo este que foi perseguido por 1260 anos, buscando nesse período abrigo nas cavernas, montanhas e nos lugares mais remotos da terra. Está profetizado que mesmo perseguida, a igreja sobreviveria e teria um remanescente nos últimos dias da história de nosso velho mundo.

A terceira parte do capítulo doze mostra todo o ódio de Satanás ou do dragão contra o povo de Deus nos últimos dias. Outro detalhe é o cuidado que Deus tomou em identificar claramente Sua igreja. Ela tem características bem definidas. Veja:

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (Apocalipse 12:17).

Essas duas características aparecem novamente em Apocalipse 14:12. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

Deus sempre foi claro e preciso com as coisas que são importantes para os filhos dEle. Ele diz com todas as letras que Sua Igreja tem duas características: a fé em Jesus e a crença na validade dos mandamentos, tal como a Bíblia ensina.

Ao longo da história Deus sempre teve os Seus filhos que, mesmo correndo o risco de serem mortos, O obedeceram.

João viu o surgimento, no final do mundo, de um povo que defenderia a Jesus e os mandamentos bíblicos. Deus sempre teve e terá até o último dia um povo que defenda a pessoa de Cristo como o único que é capaz de salvar e interceder pelo ser humano diante de Deus.

Essas duas características são manifestadas desde os primeiros dias em que a história começou a ser contada. “Lá no jardim do Éden, Adão e Eva eram a igreja de Deus. Eles eram Seus filhos, Seu povo. Mas o inimigo estava ali para destruir o povo de Deus e apresentou-se disfarçado de serpente, tentando desvirtuar os dois pontos básicos do relacionamento com o Criador: adoração e obediência. ‘Se comeres da árvore’ – disse a serpente – sereis como Deus. Você não precisa de Deus, pode ser o seu próprio Deus. Não tem por que obedecer” (O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse. 1ª ed. 1998, p. 53).

Adão e Eva fracassaram. Por um minuto de curiosidade eles lançaram toda a humanidade num mundo que nem eles conheciam. Após o trágico momento de desobediência houve o arrependimento do casal, mas já era tarde demais. O ato de rebelião já havia sido praticado e as conseqüências seriam inevitáveis.

Eles tiveram dois filhos, que receberam o nome de Caim e Abel. Deus pediu um sacrifício de um cordeiro como símbolo de Jesus, o cordeiro de Deus que um dia tiraria o pecado do mundo. Abel obedeceu. Levou seu cordeiro e o matou expressando sua fé no Salvador prometido. Caim desobedeceu. Ao invés de levar um cordeiro como Deus havia orientado, levou o fruto da terra. Levou os melhores frutos que a terra tinha produzido. O que ele quis dizer com esse gesto?

Em primeiro lugar estava desobedecendo a uma ordem que Deus havia dado, e em segundo lugar, estava colocando como objeto de adoração não o Criador, mas o fruto de seu trabalho.
Podemos assegurar que a partir daí surge a igreja que tinha a característica de obedecer aos mandamentos de Deus, representada por Abel, e a igreja inimiga e perseguidora do povo de Deus, representada por Caim.

Os dias se passaram e logo o mundo estava divido em dois grupos distintos. “Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gênesis 6:2).

Assim foi também nos dias de Noé, no tempo de Abraão e com o próprio povo de Israel. Infelizmente os israelitas rejeitaram o Messias, preferindo aceitar o imperador romano como rei. Dos poucos que ficaram ao lado de Jesus, Ele organizou a igreja dEle.

A igreja cristã em nossos dias corre o mesmo perigo. Ela não será a igreja de Deus só porque Jesus a estabeleceu no início de sua história. Só será a Igreja de Deus à medida que adore unicamente ao Deus verdadeiro, na pessoa de Jesus Cristo, e obedeça à Sua Palavra.

Por isso a profecia afirma que no final da história da humanidade a igreja de Deus seria identificada por duas características: a primeira é crer em Jesus e a segunda é guardar os mandamentos de Deus.

Amigo ouvinte, a igreja que você freqüenta tem essas duas características. Crê em Jesus e tem fé nEle como Salvador pessoal e guarda os mandamentos que Ele deixou, conforme Êxodo 20?

Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A BESTA QUE EMERGE DO MAR

No capítulo treze do Apocalipse, o profeta João fala do surgimento de dois poderes. O primeiro poder foi identificado desta forma: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Apocalipse 13:1,3).

Em linguagem figurada o profeta mostra o que viu surgindo do mar. O fato de descrever que esse poder surgia do mar quer dizer que surgiria de dentro do povo. O povo permitiria e apoiaria o surgimento desse poder. A expressão “mar” significa nações, povos, reinos (Apocalipse 17:15). O profeta João não encontrou na zoologia um animal que pudesse descrever o que ele estava vendo, mas tentou mostrar como era esse poder que surgiria do meio do povo e apoiado pelo povo.

O mesmo animal mencionado em Apocalipse 12 é a besta vestida de escarlate descrita no capítulo 17. Todos esses símbolos representam um mesmo poder, que é identificado pelo Império Romano em suas duas fases, imperial e papal.

Esse poder tinha dez chifres, sete cabeças, dez diademas, e sobre uma das cabeças nomes de blasfêmia. “Os dez chifres representam as divisões do Império Romano a partir de 476 da era cristã” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 2ª ed. 1988, p. 223).

A história registra que após 476 d.C. o grande Império Romano se esfacelou. Rômulo Augusto foi o último imperador. Após sua queda o império foi dividido entre as tribos bárbaras. “As sete cabeças representam as sete formas de governo que Roma passou desde a sua fundação em 753 a.C. que são: reis, cônsules, ditadores, decênviros, tribunos, imperadores e papas” (idem). Os dez diademas sobre as cabeças representam o poder que seria dado para cada chifre, ou forma de poder para reinar e governar. A coroa é o símbolo máximo de poder. Esses poderes governariam ou reinariam de fato e de verdade.

A profecia diz que nas cabeças estava escrito um nome de blasfêmia. Tanto os imperadores como os papas se colocavam como deuses. Eles requeriam adoração de seus súditos, uma afronta ao Deus Criador (Deuteronômio 17:36). Uma outra blasfêmia era a pretensão de ser igual a Deus. O poder romano, tanto imperial quanto papal, esqueceu o princípio básico que diz que a criatura nunca será igual o Criador (Mateus 26:64,65).

O profeta menciona ainda que uma das cabeças seria ferida de morte. A história conta que a França entrou em revolução de 1789 a 1793. O desejo dos franceses era banir por completo a religião na França e nos países vizinhos. Napoleão Bonaparte ampliou as fronteiras da França, invadindo outros países, inclusive a Itália, onde algo extraordinário aconteceu. “Durante a Revolução Francesa, e sob as ordens do revolucionário governo francês, o general Alexander Berthier proclamou em Roma, aos 15 dias de fevereiro de 1798, que o Papa Pio VI não deveria mais exercer qualquer função a partir desta data.

Richard Duppa, um escritor britânico que se encontrava em Roma naquela ocasião, diz que o papa foi aprisionado na capela Sistina, enquanto celebrava o vigésimo terceiro aniversário de sua coroação. … O papa, com mais ou menos 80 anos de idade, morreu em uma prisão, na cidade-fortaleza de Valença, em 29 de agosto de 1799. (C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. 3.ª ed. 2002, p. 337).

Essa profecia se cumpriu ao pé da letra no dia 15 de fevereiro de 1798. Mas está escrito que essa cabeça ou esse poder, que tinha recebido uma ferida de morte, foi curada. O profeta está dizendo que esse poder voltaria ao cenário mundial com toda a pompa e poder que tinha antes de receber o mais duro golpe.

Como começou a cura? “Passados dois anos, em 1800, um outro papa foi eleito; Pio VII foi colocado no trono de São Pedro. No entanto ele não possuía autoridade temporal como outrora e suas atividades religiosas eram bem restritas. Aos poucos, porém, começou a ganhar terreno, e a concordata assinada com o papa Pio VII em julho de 1801, estabelecia o culto católico na França” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 2ª ed. 1988, p. 230).

De forma lenta, mas segura, os passos foram dados no sentido de restabelecer os direitos à igreja. “No ano de 1929, foi assinado o tratado de Latrão, onde o poder temporal do papado foi restaurado. Foi separado da cidade de Roma, a cidade do Vaticano, com uma extensão de 44 hectares e devolvido à Igreja de Roma” (C.B.A.S.D. Vol 7, p. 832).

Amigo ouvinte, mais uma vez as profecias se cumpriram. Por isso, creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A BESTA QUE EMERGE DA TERRA

Depois de ver a besta surgindo do mar, o apóstolo João viu, no Apocalipse, uma segunda besta. Esta, agora, surgindo da terra. Apocalipse 13:11 e 12, conta: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal foi curada.”

“A besta com chifres de cordeiro ergueu-se da terra. As quatro bestas de Daniel sete surgiram do mar, de um mar tempestuoso. A besta semelhante a leopardo, que era composta pelas quatro bestas de Daniel, também surgiu do mar. A falsa mãe de Apocalipse 17:3 e 15, assenta-se sobre uma besta prostrada sobre o mar. Mas a besta com chifres de cordeiro emergiu da terra. “As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:5). Quando, em profecia intimamente relacionadas, terra é colocado em contraste com o mar, e este representa vastas populações, somos levados a perceber que terra está representando uma área escassamente povoada” (C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, 3ª ed. 2002, p. 351).

A primeira besta foi golpeada de morte em uma de suas cabeças no ano 1798, quando, pela primeira vez na história, o Papa foi preso e levado para o exílio. Note, porém, que a segunda besta surgiria antes da queda da primeira. Mas que poder surgiu antes do poder papal receber o mais duro golpe de sua história?

“Quatro de julho de 1776 é a data considerada como a do nascimento da América, quando – conforme a expressão de Abraão Lincoln – os pais dessa nação trouxeram à luz, neste continente, um país concebido em liberdade. Em 4 de Julho de 1776 foi assinada a Declaração de Independência” (idem, p. 352).

A nação que cumpre essa profecia é os Estados Unidos da América. Ela surgiu com um grupo de cento e dois cristãos que fugiram da intolerância religiosa na Europa. A viagem teve início no dia 6 de setembro de 1620. A aventura durou sessenta e sete dias à bordo de um navio, que ancorou em pleno inverno no continente americano. Esse grupo sonhava em estabelecer uma nação livre e que respeitasse as convicções religiosas de cada pessoa.

Uma das frases mais famosas da declaração da Independência é: “Que todos os homens são iguais; que eles foram dotados por seu Criador com certos direitos inalienáveis, dentre os quais se destacam a vida, a liberdade e a busca da felicidade” (ibidem).

O apóstolo João viu uma besta com chifres de cordeiro. A característica do cordeiro é a mansidão, a bondade e a maneira pacífica de viver. Esse novo poder que surgiria no cenário mundial iniciaria sua ação no mundo tendo as características de um cordeiro.

Vinte e nove vezes, no Apocalipse, o termo cordeiro é aplicado a Jesus Cristo. Chifres são usados em Daniel e Apocalipse para descrever a autoridade de um governo.

Os estudiosos das profecias afirmam que “uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte” (O Grande Conflito. 18a ed. 1975, p. 439).

Mas o que significam os chifres nesse poder com dupla personalidade? “Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a subir em 1798.
Foi também concedido liberdade de fé religiosa, sendo permitido todo homem adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Republicanismo e protestantismo tornaram-se os princípios fundamentais da nação. Estes princípios são o segredo de seu poder e prosperidade” (idem, p. 239-240).

O que começou, aparentemente, bem, já está mudando. Inclusive existe uma lei proibindo orações nas escolas públicas americanas. Toda a liberdade e tolerância ainda vão diminuir consideravelmente. Segundo a profecia, esse poder dará todo o apoio, colocará toda força e influência à serviço da primeira besta. No verso 13 é dito que fará, inclusive, cair fogo do céu diante dos homens. À medida que essa união for se desenvolvendo, milagres serão feitos com a intenção de mostrar ao mundo que Deus está aprovando essa união.

Já no verso 15 diz que irá ainda mais longe. Exigirá a obediência à imagem dela. Imagem é algo que se parece com o original, mas não é. Obediência do ser humano é o ponto que está sendo disputado entre Deus e Satanás. E mais: vai decretar a morte para os que não a adorarem. Também, segundo o verso 17, vai ordenar que se coloque a marca da besta sobre as pessoas. Quem não a tiver não poderá comprar nem vender.

O tempo é curto para detalhar cada uma das características dessa besta que surge da terra, ou seja, os Estados Unidos da América. Vale a pena estudar com muita atenção todo o capítulo 13 do Apocalipse.

Essa é uma profecia que está em pleno cumprimento. Por isso, creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


O FILHO DO HOMEM E A COLHEITA

Hoje vamos estudar Apocalipse 14:14 – “Olhei e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, tendo na cabeça, uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada”.

O tempo está passando na história da humanidade. Estamos vivendo os últimos capítulos deste mundo marcado pelo pecado. Em pouco tempo, tudo será diferente. A profecia bíblica nos mostra que antes da segunda vinda de Cristo haverá um povo que escolheu receber o selo de Deus, e a qualquer preço proclamou a mensagem do terceiro anjo. Vamos conhecer as características desse povo.

A perseverança é a primeira enumerada pelo profeta (Apocalipse 14:12). Essa palavra também pode ser traduzida por paciência. “O contexto mostra que haverá uma intensa luta contra a besta e sua imagem. Far-se-á todo o esforço possível para obrigar o remanescente a que se una com o movimento promovido pela segunda besta, que ameaçará o povo de Deus com a prisão e a morte (Apocalipse 13:11-17) (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 846).

A segunda característica é: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus” (verso 12). “O mundo, cativado pelos enganos de Satanás, se inclinará diante da besta e da sua imagem e cumprirá todas as suas ordens, mas o fiel povo de Deus se negará a cumprir as suas exigências porque guardam os mandamentos de Deus” (idem).

O ponto de maior conflito será o quarto mandamento da lei de Deus. A grande maioria dos cristãos concorda que os nove mandamentos da lei de Deus devem ser observados em nossos dias, mas não o quarto.

No início da era cristã, o sábado começou a ser deixado de lado como dia santo. Aos poucos, o primeiro dia da semana passou a substituí-lo, e os cristãos daquele tempo e até os da atualidade têm apresentado muitas razões para essa mudança. As duas principais são: 1) Alguns afirmam que os Dez mandamentos foram abolidos com todas as leis cerimoniais do Antigo Testamento. 2) Outros afirmam que o elemento temporal do quarto mandamento é cerimonial, mas a ordem de observar um dia em sete é uma obrigação moral.

Esses argumentos não têm a aprovação da Bíblia. Deus nunca alterou a Sua lei e nem mudou o dia que escolheu e definiu para Seus filhos O adorarem.

A história mostra quem fez essa mudança. A Igreja Católica assume que ela tem autoridade para mudar a Bíblia. Afirma que transferiu o caráter sagrado do Sábado para outro dia. Os documentos católicos declaram: “O Papa tem poder para mudar os tempos, ab-rogar leis e dispensar todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo” (Estudos Bíblicos, 6ª ed. 1980, p. 181).

A terceira característica é a fé em Jesus (Apocalipse 14:12). Essa é uma das mais importantes características de um verdadeiro cristão. O que significa ter fé em Jesus? “Tendo fé em Jesus, sua vida cristã demonstrar-se-á igual à vida de Jesus, vivida aqui na terra. Ele não pode espiritualmente ser diferente de Jesus…” (Aracely S. Mello, A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse. 2ª ed. 1982, p. 215).

Conforme afirma a profecia, Cristo virá em uma nuvem branca, tendo uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. João está falando do retorno de Cristo. Esse assunto está em toda a Bíblia. No Novo Testamento aparece 318 vezes e, em toda a Bíblia, mais ou menos 2.500 vezes.

Quando Jesus veio pela primeira vez, a única coroa que os homens puderam oferecer-lhe foi a de espinhos. Mas ao vir pela segunda vez, Ele vem com uma coroa de ouro, para mostrar a todos que Ele é o único Rei de todo o Universo.

Jesus vem pela segunda vez com uma foice na mão. Isso significa que Ele vem para ceifar, para colher o que plantou. Quando esteve pela primeira vez aqui Ele plantou a semente do evangelho num pequeno grupo e agora vem para fazer a colheita.

Toda a colheita passa por dois processos simultâneos, mas distintos. O primeiro é de separar o que não presta e jogar fora, todo o corpo estranho ao grão tem que ser eliminado. O segundo processo é guardar em lugar próprio o precioso grão.

A segunda vinda de Cristo terá essas duas conotações. Na linguagem figurada do profeta, a destruição final dos ímpios será assim: “Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios” (Apocalipse 14:19-20).

Em breve essa profecia se cumprirá. Um grupo estará dentro da cidade, à semelhança do precioso grão, e o outro estará do lado de fora sendo esmagado pelos juízos de Deus que começarão com as sete pragas.

De que lado estaremos? Creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


O CÂNTICO DE MOISÉS

O livro do Apocalipse é um dos mais belos de toda a Bíblia. Ele apresenta o prêmio que os salvos receberão após passar por todas as dificuldades do desfecho final do grande conflito entre o bem e o mal.

O capítulo quinze começa com a descrição de Deus se levantando e começando o processo de juízos contra aqueles que por toda a vida estiveram contra Ele e Sua Palavra.

Do capítulo quinze até o vinte e dois a atenção do profeta foi dividida. Num momento ele vê o que vai acontecer com os ímpios e, em outro, o que acontecerá com os salvos.

Vamos começar analisando uma das primeiras visões proféticas do que vai acontecer com os salvos. “Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, e da sua imagem e do número de seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Apocalipse 15:2-3).

Perceba que mais uma vez o profeta se refere ao trono de Deus. Ele vê algo muito bonito e a única coisa que veio à sua mente para descrever foi a imagem do mar, mas não o mar que o rodeava na ilha de Patmos, e sim um mar de vidro. “O vidro tinha no passado mais valor que tem hoje. Aqui representa a aparência clara e cristalina da superfície sobre a qual estava o trono” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 784).

Nesse lugar semelhante ao mar de vidro, misturado com fogo, João viu um grupo de vencedores, um grupo que venceu a pressão que a besta e a sua imagem impuseram ao mundo. Deus sempre prestigia e dá valor a quem vence. Os vencedores desse poder paralelo estarão bem perto do trono de Deus. “Este é o povo que respondeu de forma positiva as advertências da mensagem de Apocalipse 14, e a aceitou. Eles foram salvos das dificuldades do mundo e do mal, e agora se encontram seguros no reino de Deus. A vitória foi conseguida através do sangue do Cordeiro (Apocalipse 12:11). Permaneceram fiéis a Deus quando se pronunciou a sentença de pena de morte contra eles (Apocalipse 13:15). Agora se acham a salvo sobre o mar de vidro. A vitória é completa; a luta passou. Venceram, triunfaram, e agora entoam o cântico da vitória no Reino Celestial” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 850).

A expressão “estar em pé” significa que são vencedores. Só os que vencem é que ficam em pé. Eles estão diante do trono de Deus e ali não se cansam de cantar. E o que cantam? “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Apocalipse 15:3).

Esse cântico é uma repetição do que já foi cantado numa das maiores demonstrações do poder de Deus diante do inimigo do povo de Israel, quando este estava saindo do cativeiro egípcio e viajava em direção à terra prometida. Após a travessia do Mar Vermelho, sendo perseguidos pelos egípcios, Deus manifesta-se de maneira grandiosa destruindo o exército inimigo. Como resultado disso, todos cantam um cântico de vitória.

Esse cântico mostrava o poder de Deus em proteger Seu povo e ao mesmo tempo em destruir Seus inimigos (Êxodo 15:1-21). A primeira vez que foi cantado foi para celebrar a vitória de Deus sobre os egípcios. A segunda será para celebrar a vitória de Deus sobre a tirania da grande Babilônia.

“Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, tendo harpas de Deus, estão os 144.000 que foram remidos dentre os outros; e ouve-se, como o som de muitas águas e de grande trovão, uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os 144.000, podem aprender daquele canto, pois é o da sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, p. 646).

“Em todos os tempos os escolhidos do Salvador, foram educados e disciplinados na escola da provação. Seguiram na terra por veredas estreitas; foram purificados na fornalha da aflição. Por amor de Jesus suportaram a oposição, o ódio, a calúnia. Acompanharam-nO através de dolorosos conflitos; suportaram a negação própria – e experimentaram amargas decepções. Pela sua própria experiência dolorosa compreenderam a malignidade do pecado, seu poder, sua culpa, suas desgraças; e para ele olham com aversão… Muito amam, por que muito foram perdoados. Havendo participado do sofrimento de Cristo, estão aptos para serem co-participantes de Sua glória” (idem, p. 647).

Você vai cantar nesse coral? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


SANTUÁRIO CHEIO DE FUMAÇA

O estudo deste capítulo apresenta um dos momentos mais tristes da história do homem. Apocalipse 15:8, conta: “O santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos.”

João estava usando uma situação muito comum no tempo do Antigo Testamento. O povo judeu convivia muito com o santuário. Na viagem do povo de Israel do Egito para Canaã, o santuário fazia parte da rotina diária desse povo. Em muitos momentos a glória do Senhor enchia o santuário e o sacerdote não podia entrar (Isaías 6:1,4-5; Salmo 18:7-9).

João está falando do santuário celestial, que serviu de modelo para a construção do terrestre (Hebreus 8:2,5). As coisas que aconteciam no céu também aconteciam no santuário terrestre, através dos mais variados símbolos.

A profecia aponta para um momento na história quando o santuário celestial vai se encher de fumaça procedente da glória de Deus. Isso indica que o trabalho do sacerdote não mais poderá ou precisará ser feito. Quando a glória do Senhor enchia o santuário, o sacerdote, ou o sumo sacerdote, não mais podia fazer a mediação. O mesmo vai acontecer no santuário celestial. Um dia a mediação de Cristo no santuário celestial vai se encerrar. O trabalho intercessório de Cristo chegará ao fim.

Hoje Cristo intercede pelos homens diante de Deus (I Timóteo 2:5), mas a profecia mostra que um dia esse trabalho vai terminar. Quando isso acontecer, a salvação não estará mais disponível a ninguém. Quem aceitou a Cristo, aceitou, quem não aceitou não poderá aceitar mais.

Deus não aceitará o mal indefinidamente. Um dia o mal e o seu autor terão fim. Nesse dia Deus se levantará para mostrar toda Sua indignação contra o pecado e contra seu autor. O pecado não ficará impune em toda sua trajetória. No tempo certo o santuário ficará cheio de fumaça e ninguém mais fará o trabalho de intercessão diante de Deus a favor do homem. Ninguém poderá entrar. Tudo já estará definido.

Esse será um dos dias mais tristes para a humanidade. É o dia do basta! É o dia do ponto final. É o dia que o copo da paciência divina transbordará. A misericórdia será retirada do planeta terra e a justiça divina iniciará sua ação. Esse dia será estranho para a humanidade, mas será mais estranho para Deus e todos os seres celestes.

Quando o trabalho de intercessão acabar no santuário celestial, uma outra atividade se iniciará, a qual Isaías chamou de um “ato estranho de Deus”. “Porque o Senhor se levantará, como no monte Perazim, e se irará, como no vale de Gibeão, para realizar a sua obra, a sua obra estranha, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Isaías 28:21).

Um Deus, cujo caráter é amor (I João 4:8), sai do lugar onde até agora esteve intercedendo diante do Pai. O perdão não é mais suplicado em favor do pecador arrependido. Agora Ele muda de atitude e se levanta para castigar àqueles que conscientemente e voluntariamente escolheram ficar do lado de Satanás.

“Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é ato estranho. Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio. O Senhor é misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; … que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; todavia ao culpado não tem por inocente. … Reivindicará com terríveis manifestações, a dignidade de Sua lei transgredida. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça. A nação que por tanto tempo Ele suporta, e que não ferirá antes de haver ela enchido a medida de sua iniqüidade, segundo os cálculos divinos, beberá, por fim a taça da ira sem mistura de misericórdia” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 678-679).

Esse ato estranho mencionado por Isaías acontecerá quando Jesus deixar Sua posição de intercessor no santuário celestial e iniciar a fase de castigar e punir com as sete pragas descritas no capítulo dezesseis de Apocalipse. “Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus sem intercessor… Terminou a longanimidade de Deus: O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-lhe o amor, pisando a Sua lei” (idem, p. 612-613).

Ninguém sabe exatamente quando isso acontecerá. Porém, será o começo dos desfecho final da história do grande conflito entre o bem e o mal. As pragas que serão enviadas ao mundo terão um caráter semelhante às que foram enviadas ao Egito. Lá estava o povo de Israel sendo escravizado e maltratado. Deus não ficou inerte, Ele reagiu.

O que aconteceu com a nação egípcia e com seus líderes é uma miniatura do que vai acontecer quando Cristo deixar o santuário celestial. “Estas pragas não serão universais, ao contrário, os habitantes da terra seriam inteiramente exterminados” (ibidem, p. 626).

A partir do próximo programa vamos estudar cada uma dessas 7 pragas. Porém, o mais importante hoje é estar preparado. Preparado sempre! Em breve a humanidade não terá intercessor. Por isso, creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


AS PRIMEIRAS DUAS DAS SETES PRAGAS

Após o templo se encher de fumaça, como vimos no último programa, os juízos divinos começam a cair sobre os que sempre desafiaram a Deus. É a ação de Deus contra o pecado e seu autor. Apocalipse 16:1 e 2, conta: “Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus. Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça na terra, e, aos homens portadores da marca da besta e que adoravam a sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas”.

Perceba que os juízos divinos procedem do santuário. As sete pragas têm a sua origem no centro de comando de Deus. Ele é o autor desses juízos, e mesmo no juízo Ele vai mostrar que é amor. É um ato de amor da parte de Deus pôr fim ao mal que por tantos séculos tem causado tremendos problemas ao nosso planeta. Ao proteger o inocente, o amor terá finalmente que punir o mal.

Do santuário sairá a ordem aos sete anjos. Deus mais uma vez mostra que Ele está no controle e comando de todas as coisas. “Ide”. Essa foi a ordem de Deus aos sete anjos. “João não especifica o momento em que se dá esta terrível ordem, mas o contexto demonstra que será proclamada imediatamente depois do fim do tempo de graça, mas será antes da segunda vinda de Cristo” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 852).

Os anjos de Deus estão à espera dessa ordem para derramar as taças da ira divina. Esses anjos executarão a obra de vingança do Todo-Poderoso, para vindicar o caráter e a honra divina, desdenhados pelo mundo em nossos dias à semelhança de Sodoma e Gomorra no passado.

O primeiro anjo a derramar sua taça na Terra atingiu um grupo de pessoas que escolheu obedecer e adorar um poder paralelo. Deus e a Sua lei foram desprezados por esse grupo, e os que adoraram a besta e a sua imagem foram os primeiros a sofrer a ação dos juízos divinos. O alvo a ser atingido pelo primeiro anjo é quem optou pelo sinal da besta e adorou a sua imagem.

“As sete últimas pragas também serão literais e cada uma acertará um golpe decisivo contra algum aspecto da religião apóstata, no entanto cada uma delas tem matizes simbólicos” (idem). “As chagas desta praga serão, segundo o original grego, úlceras malignas que rebentarão nos corpos humanos” (Aracely S. Mello, A verdade Sobre as Profecias do Apocalipse. 2ª ed. 1982, p. 226). Essas chagas não têm cura pois são o fruto da ação de Deus contra o pecado e contra os que o amaram. Nada poderá ser feito para aliviar a dor dos que forem atingidos pela primeira praga.

As sete pragas fazem parte do plano de Deus na erradicação do mal. Deus não é injusto em nenhum momento ao enviar Seus juízos sobre os adoradores da besta e da sua imagem. Ele avisou através dos seus anjos (Apocalipse14:9-12), por muito tempo, que aquele que conscientemente escolhesse adorar esse poder paralelo ao dEle, no final sofreria os efeitos das sete pragas. Todos foram avisados e todos racionalmente tomaram sua decisão. Agora é a hora da colheita. Cada um começará a receber o que plantou. Deus é justo e por isso Ele tem que dar o que cada um escolheu.

“As pragas servem para revelar o espírito de rebelião que domina totalmente o coração dos ímpios… e por outra parte, as provas do grande tempo de angústia que acompanhará as sete pragas demonstrarão qual é o caráter dos santos” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 853).

Nesse momento da história nada mais ficará escondido ou camuflado, tudo estará muito claro e cada ser humano estará expondo ao mundo de que lado está. Alguns dos que se colocaram ao lado da besta (poder religioso) e adoraram a sua imagem (poder político) sofrerão o efeito da primeira praga, e úlceras incuráveis tomarão conta do seu corpo. Os que ficaram ao lado de Deus serão protegidos desses juízos.

A segunda praga atinge o mar. “Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar” (Apocalipse 16:3).

Quando esse juízo for lançado na terra, uma grande calamidade terá início em nosso planeta. As imensas massas de água salgada se tornarão em sangue e morrerão todas as criaturas viventes que povoam os oceanos. Os mares que servem de horta para o mundo e de estradas para os transatlânticos não mais o serão. A água se tornará em sangue como de um morto. “O sangue da segunda praga se assemelha em sua consistência, odor e cor, mas não necessariamente a sua composição” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 853).

Toda a vida marinha morrerá, todo o comércio marítimo será cancelado. O mar será um grande cemitério, só que todas as criaturas mortas não serão sepultadas. Estarão expostas e, com certeza, serão jogadas para a praia. As cidades marítimas que se orgulham de suas praias e se tornaram em centros de perversão, sofrerão os efeitos da segunda praga.

Mas as pragas não param por aí. No próximo programa estudaremos mais duas do total de sete pragas. Reflita sobre sua vida e a forma como tem vivido o cristianismo. Coloque Deus em primeiro lugar. Adore-O como Único e verdadeiro Deus. Fique ao lado dEle. Você estará seguro e prosperará.


TERCEIRA E QUARTA PRAGAS

Hoje vamos estudar a terceira e a quarta pragas do Apocalipse. Capítulo 16:4 – “Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.”

A segunda praga atingiu o mar e por certo causará muitos transtornos à navegação e às cidades marítimas. Mas a terceira praga atinge as fontes de água doce e os rios, e com essa ação de Deus os problemas aumentarão numa escala muito maior. Para aqueles que escolheram adorar a besta e a sua imagem os problemas crescerão na mesma proporção das pragas.

É provável que tanto o mar como as fontes das águas não sejam de todo transformados em sangue, porque as pragas não são universais, no sentido de atingir todos os ímpios, mas serão no sentido de existir manifestação em todas as partes do mundo. Em todos os lugares haverá sinais da manifestação da ira de Deus contra o pecado e seus seguidores.

Na segunda e terceira pragas as águas são transformadas em sangue (na sua cor, consistência e odor, mas não necessariamente na sua composição). Por que as duas taças da ira de Deus são derramadas nas águas salgada e doce?

Apocalipse 16:5 a 7, explica: “Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes têm dado a beber; são dignos disso. Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.”

A própria Bíblia define a razão do sangue na segunda e terceira pragas. Nesse momento da história, os ímpios já foram julgados pelo tribunal divino, e foram condenados à morte eterna. “O anjo da águas, é uma forma de se referir ao anjo que tinha jurisdição sobre as águas… é também uma referência ao anjo encarregado de derramar a terceira praga sobre os rios e as fontes das águas” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 854).

O anjo está afirmando que a ação divina contra os ímpios é justa, porque esses estão recebendo as conseqüências de suas ações no passado. Eles mataram os profetas e muitos cristãos sinceros e planejam agora, matar todos aqueles que não adoram a besta e sua imagem.

Deus contra ataca essa lei com duas pragas. As águas salgadas e doces mudam de cor, odor e consistência. Os líderes políticos e religiosos querem ver o sangue correr dos poucos fiéis que ainda estão ao lado de Deus.

O que o profeta João está revelando a todos nós é algo muito sério. Ele está mostrando que o pecado não compensa. Aparentemente o erro vale a pena, mas é uma mera aparência, por pouco tempo. No final o preço que o pecado cobra é muito alto.

Os ímpios sempre desprezaram a Deus e à Sua Palavra, e agora recebem juízos diretos de Deus enviados por Seus anjos. Deus é justo, Ele cumpre o que promete.

A quarta praga foi derramada sobre o sol. “O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo. Com efeito, os homens se queimaram com intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória” (Apocalipse 16:8-9).

Os primeiros três flagelos foram derramados sobre a terra e o mar, mas o quarto é sobre o sol. A profecia diz que o sol vai queimar como se fosse fogo.
“O sol aquece e dá ânimo aos seres viventes, controla o crescimento das plantas, o clima, e muitos processos naturais necessários para a manutenção da vida na terra; mas sob a quarta praga enviará um excesso de calor que atormentará os homens e destruirá a vida… Mas os piores resultados desta praga são a seca e a fome que tomará conta de boa parte da terra” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 854).

O profeta Joel também descreveu esse momento que o nosso planeta vai viver após a oportunidade de salvação não ser mais oferecida ao homem. “O campo está assolado, e a terra, de luto, porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam… A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também… A semente mirrou debaixo dos seus torrões… Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo (Joel 1:10,12,17-18).

Essa praga será acompanhada de fome física, e também da maior de todas as fomes, que é a de ouvir a Palavra de Deus (Amós 8:11-12). Infelizmente, porém, essa busca pela palavra de Deus não significará arrependimento e sim desejo de se livrar dos juízos divinos.

Durante a quarta praga as pessoas vão blasfemar do nome de Deus, ou seja, culparão a Deus por seus sofrimentos. Elas não reconhecerão que os castigos que estão recebendo são apenas a colheita de suas ações, praticadas ao longo da vida. Ao invés de reconhecerem sua culpa, mostrarão toda sua rebelião contra Deus. Exatamente o que sempre foram e o que são.

No próximo programa estudaremos a quinta e a sexta pragas.

Amigo ouvinte, hoje é o tempo sobremodo oportuno para decidir de qual lado ficar. Escolha ficar ao lado da Palavra de Deus. Creia


QUINTA E SEXTA PRAGAS

Hoje vamos estudar a quinta e a sexta pragas do Apocalipse. Comecemos pelo capítulo 16:10 e 11 – “Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemavam o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.”

Os juízos de Deus, nas quatro primeiras pragas, caíram sobre pessoas. Quando a salvação era oferecida em todos os cantos do planeta, ela e seus mensageiros (anjos do Apocalipse 14), foram desprezados e ridicularizados. A mensagem do sábado foi rejeitada e o domingo foi aceito como sendo o dia santo pela maioria. Escolheram o selo da besta e desprezaram por completo o selo de Deus. Agora chegou a hora de Deus acertar as contas com esse poder que sempre lhe esteve em oposição.

A santificação do domingo representa toda a autoridade humana, e a santificação do sábado toda a autoridade divina. Por trás da santificação desse falso dia de adoração está um grande poder, e esse é agora o alvo do quinto juízo divino.

A profecia diz que o quinto anjo derramou toda a sua taça sobre o trono da besta. Desse trono sempre partiram ordens, que em sua maioria contrariavam o que Deus falou. Uma das ordens que mais claramente mostra a arrogância desse poder é a mudança da lei de Deus.

Os estudiosos do Apocalipse afirmam que “o trono da besta é a sua sede. A besta representa em primeiro plano o líder da igreja romana em seu estado atual, mas não somente no seu aspecto religioso, mas principalmente em seu pretendido papel de potência mundial que domina outras potências do mundo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 855).

Essa sede de poder político e religioso será o alvo da quinta praga. Esse poder que sempre se proclamou portador da maior luz, agora sofre um duro golpe diante de seus súditos. Ao invés de luz, tem trevas. Não há luz longe de Jesus e de Sua Palavra. Esse poder trocou a Bíblia pela tradição, trocou a intercessão de Cristo pela intercessão de Maria ou dos santos. Assumiu a pretensão de perdoar pecados, deixando a oferta de perdão oferecida por Deus.

Esse poder nunca teve luz, porque sempre rejeitou partes fundamentais da Palavra do Senhor. A besta, ou o poder paralelo, recebe um dos mais duros golpes. Trevas literais cobrem esse reino que ao longo de sua existência defendeu que era o único detentor de luz para o mundo cristão e político. Juntamente com as trevas vem o frio e o medo. O frio vem contrastar com o forte calor que foi sentido na quarta praga, e com as úlceras da primeira praga. “As chagas da primeira praga não são fatais de imediato, pelo menos em alguns casos. As pragas caem sucessivamente e seus efeitos perduram” (Idem, pp. 856-857).

Na quinta praga haverá pessoas sentindo ainda os efeitos da primeira (Apocalipse 16:11). A sexta praga atinge o rio Eufrates. “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vem do lado do nascimento do sol” (Apocalipse 16:12).

Há pelo menos duas explicações sobre o que significa o secamento do rio Eufrates. A primeira é literal. O rio Eufrates, que está localizado no Iraque, vai secar e haverá uma grande guerra entre Oriente e Ocidente. Essa teoria, porém, não é a mais aceita entre os estudantes da Bíblia. A segunda maneira de entender o secamento desse rio é que ele apenas representa um símbolo de algo maior.

“O rio Eufrates significava muito para a Babilônia antiga. Babilônia dependia dele para sobreviver. Às suas margens havia plantações. O rio atravessava a cidade, e em caso de guerra, Babilônia podia sofrer um cerco de muitos anos sem se preocupar. A água do rio Eufrates fornecia alimento e com o solo fértil junto ao rio… a agricultura era bem desenvolvida dentro dos muros inconquistáveis e intransponíveis para a época. O rio Eufrates significava vida para Babilônia. O dia em que o rio secou Babilônia foi conquistada e vencida. Sua destruição foi repentina e irreversível” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 3ª ed. 1988, p. 269).

O secamento do Eufrates na sexta praga significa que as pessoas que até esse momento estiveram apoiando a grande Babilônia, agora vêem que estão erradas e retiram seu apoio (o rio seca). Quando o rio (apoio humano) deixar de existir a queda de Babilônia será inevitável.

Em primeiro lugar, as águas do rio tinham que secar para que o caminho para os reis do Oriente fosse preparado. O profeta João está usando como exemplo o que aconteceu na cidade de Babilônia nos dias de Daniel.

O caminho será preparado quando se retirar o apoio humano à Babilônia simbólica. “Este caminho é figurado, ou seja, o caminho que prepara a situação da terra para que Cristo e seus exércitos do céu triunfem sobre Babilônia… Os reis do Oriente representam a Cristo e os que O acompanham” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 857).

Sim, Cristo virá do lado oriental para libertar Seu povo. E isso vai acontecer logo! Você está pronto para ir com Ele? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


ARMAGEDOM

A profecia da sexta praga se desdobra em duas. A primeira, estudada no programa anterior, é que o rio Eufrates vai secar, preparando o caminho para os reis do Oriente, e a segunda é que haverá uma grande batalha num lugar chamado Armagedom.

Temos que responder duas perguntas. Quando essa guerra vai acontecer? E que lugar é esse chamado Armagedom? A profecia diz: “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso. Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Apocalipse 16:13,14,16).

Para que essas duas perguntas sejam plenamente compreendidas, precisamos entender mais algumas coisas: Quem é o dragão, a besta e o falso profeta?

“A batalha do Armagedom é de natureza espiritual, entre Deus e Satanás. João viu ‘três espíritos imundos’, que são ‘espíritos de demônios’, agindo através do ‘dragão, da besta e do falso profeta’, e indo ao encontro dos ‘reis de toda a terra para congregá-los para a peleja do grande do grande dia do Deus Todo-Poderoso’. Sob a sexta praga, a luta entre o bem e o mal será decidida. De um lado estarão os demônios agindo por meio dos três poderes que o representam: Dragão, simbolizado pelo espiritismo e paganismo, a besta pela igreja romana e o falso profeta, representado pelo protestantismo apostatado” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse, 3ª. Ed.1998, p. 272).

O profeta afirma que da boca dessa tríplice aliança do mal saem três espíritos imundos. Essa é a mensagem que os três anjos do mal vão proclamar em todo o mundo. Enquanto Deus tem os seus três anjos que anunciam verdades ao mundo, o príncipe das trevas tem o seu trio. O que sai da boca, João comparou a rãs imundas. A política que esse trio vai proclamar ao mundo é imunda como uma rã. Eles não têm nada saudável e puro a oferecer.

“Estes três espíritos imundos simbolizam e representam o trio maléfico de poderes religiosos, que junto construíram a grande Babilônia [confusão religiosa] dos últimos dias” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 857).

Esses poderes a serviço de Satanás vão produzir sinais e milagres diante dos reis de toda a terra.
“As manifestações sobrenaturais de várias classes são o meio pelo qual Satanás tem agido mediante diversos instrumentos humanos, e tentará unir o mundo com o propósito de exterminar os que constituem a única barreira, que se opõe ao seu domínio sobre a humanidade” (idem, p. 858).

Os milagres sempre foram usados por Deus em favor de Seu povo, mas Satanás sempre esteve a contrafazer os verdadeiros milagres. Ele continuará até o fim usando a mesma tática. E sabe por que Satanás usa os milagres? Porque é uma das formas mais poderosas para convencer alguém de uma verdade, ou de uma mentira com aparência de verdade. Um milagre é algo muito forte. Satanás sempre enganou usando milagres, e nesse momento crítico da história ele vai aos reis da terra apresentando o plano para erradicar um povo que continua insistindo em adorar e obedecer ao Deus criador do Céu e da Terra.

O que ele fará? “Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará a Cristo” (O Conflito dos Séculos, 18ª. Ed. 1985, p. 622). A expressão reis da terra (Apocalipse 16:14) se refere aos líderes políticos e religiosos. “Os reis da terra, são os poderes políticos da terra… que congrega as nações da terra para que se unam em uma cruzada a fim de destruir o povo de Deus” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 858).

A tríplice união do mal vai percorrer o mundo em busca de apoio para as suas maquiavélicas intenções. O grande sonho desse poder é atacar os filhos de Deus que ainda estão neste mundo.
Os três poderes que fazem parte do eixo do mal (besta, falso profeta, dragão), se organizarão para uma guerra contra Deus e Seu povo. O lugar é definido como Armagedom.

Ela será a última batalha da história da Terra. Será a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso. Lembre que o grande rio Eufrates simboliza pessoas. Os três espíritos são os instrumentos que reunirão as nações para as batalhas. Os preparativos para essa batalha ocorrerão durante a sexta praga, mas a batalha acontecerá na sétima.

“O nome Armagedom é tomado de Megido, uma antiga cidade de Canaã, e que controlava uma passagem entre as montanhas na cadeia do Carmelo. Este lugar foi cenário de várias batalhas entre o povo de Israel e nações pagãs. Foi próximo dali num dos picos do Carmelo que Elias desafiou os profetas da apostasia e o assunto de quem é o verdadeiro Deus foi resolvido de maneira maravilhosa” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse, 3ª. Ed.1998, p. 271).

Uma grande multidão estará dando apoio a instituições que defendem as idéias do dragão, da besta e do falso profeta. Essas pessoas desejarão exterminar da face da Terra os poucos que no meio da maior crise permanecerão ao lado do Senhor Jesus. Eles vão pelejar contra o Cordeiro e Seus seguidores, mas já está garantido que o Cordeiro vencerá (Apocalipse 17:14).

A invasão celestial faz o rio Eufrates “secar”. O rio estando seco, ou seja, quando os que dão vida à moderna Babilônia deixarem de o fazer, os reis do Oriente (Cristo e seus anjos) vêm, à semelhança de Ciro, para salvar o povo de Deus que está cativo no planeta terra.

Você está preparado para essa batalha? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A SÉTIMA PRAGA

Chegamos ao final da única série de sete que é encontrada na parte escatológica do livro do Apocalipse. Esta última etapa trata do fim da história deste mundo. Apresenta muitos detalhes que ainda não aconteceram e por isso temos que ter grande cuidado ao lidar com esse tema.

Qual o conteúdo da sétima praga? “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono dizendo: Está feito!” (Apocalipse 16:17).

Perceba que o sétimo anjo derrama sua taça no ar. Por que no ar? “A sétima praga será lançada no ‘ar’ ou na atmosfera toda que circunda a terra. Será a culminância da ira de Deus sobre um mundo que pisou Suas leis e detestou a Sua graça manifestada no imensurável sacrifício de Seu filho na cruz do Calvário” (Aracely S. Mello, A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse. 2ª ed. 1982, p. 271).

O sétimo anjo, ao derramar a sua taça, atinge todo o Universo, e uma potente voz sai do trono de Deus e pronuncia uma das frases mais importantes: Está feito!

Há registro de que essa frase foi dita em apenas dois momentos. A primeira vez foi quando Jesus estava morrendo na cruz (Está consumado, ou está feito, João 19:30). Ali Ele selou o destino de Satanás. O príncipe do mal foi derrotado. A cabeça da serpente foi ferida (Gênesis 3:15). Do trono de Deus essa frase será dita pela segunda vez. É declarado que a guerra acabou, e Satanás será destruído para sempre. Na cruz ela selou o destino de Satanás e agora ela sela o destino de Babilônia.

Essa frase traz alegria para o grupo que escolheu o selo de Deus, porém, traz desespero e mais aflição sobre os que escolheram receber o selo de Satanás. O vidente de Patmos descreve como será o fim, e a descrição é aterradora. Sobrevirão relâmpagos, vozes e trovões (16:18). Ocorrerá o maior de todos os terremotos registrados na história da humanidade (16:18). A grande Babilônia espiritual cairá (16:19). As ilhas afundarão nos mares (16:20). As grandes montanhas desabarão (16:20). Haverá uma chuva de pedras como nunca houve (16:21).

A sétima praga culmina com a segunda vinda de Cristo a esta terra. Esse acontecimento será para os ímpios um verdadeiro flagelo, um castigo. Para os justos será o acontecimento que vai marcar o fim de uma era de pecado e o início de uma nova era marcada pela paz, alegria e justiça.

Nesse momento os ímpios vão fazer o pedido mais triste que um ser humano pode fazer: “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro” (Apocalipse 6:15-16).

Mas os justos, diante do mesmo acontecimento, dirão a seguinte frase: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).
Ouça essa impressionante descrição: “É a meia noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O Sol aparece resplandecendo em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão. Os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento. Tudo na natureza parece desviado do seu curso. As correntes de água deixam de fluir. Nuvens negras e pesadas sobem e chocam-se umas nas outras. Em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, de onde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: ‘Está Feito’ – Apocalipse 16:17” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, p. 634).

“Essa voz abala os céus e a terra. Há um grande terremoto… As montanhas agitam-se como se fosse cana ao vento… O mar é açoitado com fúria… A terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas estão a soçobrar. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que, pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas águas enfurecidas… Grandes pedras de saraiva, cada uma ‘do peso de um talento’, estão a fazer a sua obra de destruição. As mais orgulhosas cidades da Terra são derribadas. Os suntuosos palácios em que os grandes homens do mundo dissiparam suas riquezas com a glorificação própria, desmoronam-se diante de seus olhos. As paredes das prisões fendem-se, e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa da sua fé é libertado” (idem).

“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador… Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar numa grande nuvem branca… Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor” (ibidem, p. 638).

Como almejo esse dia! Você também? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar!


CAIU A GRANDE BABILÔNIA

Todo o capítulo dezessete do Apocalipse é a descrição do julgamento da Babilônia espiritual. O dezoito mostra a queda total desse poder que tanto mal fez a Deus, Seu povo e Sua Palavra. Mostra a tragédia que esse poder vai enfrentar no futuro. A sua queda já está garantida por Aquele que não falha. “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. E ouvi outra voz do céu que dizia: Sai dela povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:2,4).

Na Bíblia, a igreja é comparada a uma mulher. Uma moça na sua pureza moral representa a igreja de Cristo com toda a pureza de seus ensinos (Jeremias 6:2; II Coríntios 11:2), mas a igreja que perdeu seus objetivos e acabou se unindo ao Estado, tornando-se mais um clube social do que uma igreja é comparada a uma prostituta (Jeremias 3:20; Ezequiel 16).

O profeta João viu a grande influência desse poder, cuja primeira manifestação foi transmitir seus ensinos a todas as partes da terra (Apocalipse 17:2). A segunda característica do poder dessa igreja são os recursos financeiros, pois ela é descrita como estando adornada com muitas jóias e pedras preciosas (17:4). Uma terceira forma de uma instituição mostrar seu poder é quando ela consegue formar seguidores. Essa igreja conseguiu que muitas outras comunidades religiosas aceitassem seus ensinos. Ela é descrita como tendo em sua mão uma taça, e dentro dessa taça estava todo tipo de imundícia. Ela deu de beber a muitas igrejas que se intitulam protestantes ou evangélicas, e conseguiu o título de “mãe das prostituições” (17:5).

Após o anjo ter feito essa descrição, o sentimento que tomou conta do profeta foi uma grande admiração. O anjo o questiona do “por quê” da admiração (17:7), e logo em seguida começa a mostrar as fases pelas quais esse poder passaria. “As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo” (Apocalipse 17:9-10).

“Roma é conhecida como a cidade das sete colinas ou sete montes, os quais são: Aventino, Palatino, Viminal, Quirinal, Ceoli, Janículo e Esquilino. Roma foi construída sobre as sete colinas, no ano 753 a.C” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 3ª ed. 1988, p. 282).

Lembre-se que o profeta fala que a Babilônia espiritual está assentada sobre sete montes (Ap 17:9). Ele está querendo dizer mais do que os nomes das montanhas que cercam a cidade de Roma, onde está a sede da Babilônia espiritual. Montes têm o significado de poder, reinos (Jeremias 51:24-25; Daniel 2:35, 44; Isaías 13:4).

Quando Deus revela que esse poder estaria apoiado sobre sete montes, está mostrando a grandeza e a autoridade que seriam manifestados por esse poder em todos os tempos. Já os sete reis são aceitos como sendo as sete formas de governo que Roma experimentou, que foram: os reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos, Decenvirato, Imperadores e Papas.

Nos dias de João, o anjo disse que cinco já haviam caído (Reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos e Decenvirato), e um existe (Imperadores), e o outro não é vindo (Papal), e que duraria pouco tempo. Essa expressão “pouco tempo” pode ser entendida que esse último poder terá um tempo determinado. Ele não reinará eternamente. Um dia terá seu fim, um dia a grande Babilônia cairá.
Após João contemplar algumas características da Babilônia espiritual, ele vê um outro anjo, como que vindo do trono de Deus. Dizia algo que aparentemente é impossível de acontecer. Na descrição do profeta, o anjo clamou com grande voz, o que indica que será algo ouvido em todas as partes do mundo, porque a sua atuação foi mundial. Seus ensinos atravessaram os mares, cruzaram continentes e alcançaram os lugares mais longínquos da terra. O seu vinho (doutrinas contrárias à Bíblia) foi a todos os povos da terra (18:3), e Babilônia foi vista em queda pelo profeta.

Essa profecia é uma repetição da que já foi estudada na terceira mensagem apresentada em Apocalipse 14. A profecia aponta que esse poder apóstata caiu. A queda da Babilônia espiritual acontece em dois momentos. O primeiro é quando o “outro anjo” (18:1), descer do céu, e iluminar a terra toda. Se a terra precisa ser iluminada, é sinal que ela está em trevas. O mundo vive na mais densa escuridão, mas há uma profecia que aponta que chegará um dia que a luz vai ser difundida de uma forma muito ampla. A luz chegará a todas as pessoas e cada um terá que escolher: ficar nas trevas ou andar na luz que está sendo apresentada.

A segunda etapa da queda será quando os ímpios entenderem que foram enganados por esse poder apóstata, e não mais lhe darão o seu apoio. É o momento que o rio Eufrates seca. O povo, inclusive, vai se voltar contra os líderes espirituais e familiares (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 610-611).

Babilônia – a confusão religiosa – cairá. Saia dela enquanto é tempo. (Apocalipse 18:22).

Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


REI DOS REI

Estamos nos aproximando dos últimos momentos da história deste mundo. O caos social, político e religioso é a marca desse momento. Esse é um dos capítulos mais fascinantes do Apocalipse. No capítulo dezessete, Babilônia aparece com toda a sua glória e esplendor a todo o mundo. No capítulo dezoito, ela e suas filhas são desmascaradas diante de todo o Universo, e um grande apelo é feito para que todos deixem Babilônia, porque ela vai cair. No capítulo dezenove é descrita de uma forma extraordinária a vitória de Cristo sobre todos aqueles que se colocaram em oposição a Ele ao longo da história. É a vitória de Cristo e de Seus aliados contra os poderes satânicos e seus aliados.

Hoje vamos estudar Apocalipse 19:16 – “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito. REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.”

Em que contexto esse título foi dado? Todo o capítulo dezenove homenageia a Cristo. João inicia mostrando que ouviu uma grande voz do céu, que dizia: Aleluia (19:1). Todo o céu se uniu em um grande coral para apresentar um cântico de louvor a Cristo.

“Este cântico de louvor a Deus será imediatamente depois de que se haja completado a obra do sétimo anjo, que é portador das pragas… este hino se cantará em um momento imediatamente anterior à aparição de Cristo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 884).

Há um fato interessante entre o capítulo dezoito e o dezenove. No dezoito os ímpios, os reis e mercadores pronunciam três “ais”, ao perceberem a queda de Babilônia (18:10, 16 e 19), e no dezenove aparecem os anjos louvando a Deus e pronunciando três vezes a palavra “aleluia” (19:1, 3, 6).

A palavra “ai” é usada em momentos que traduzem muita dor, tristeza e decepção. A palavra “aleluia” é usada em momentos onde o prazer, o contentamento e a alegria tomam conta de todos. É uma manifestação poderosa de satisfação com o que está acontecendo.

Na terra, um grupo sofre os efeitos das sete pragas, e no céu há júbilo porque o grande conflito terminou e Cristo foi o grande vencedor desse combate. Cada um de nós tem que escolher hoje as palavras que vai usar no final de todas as coisas. Podemos usar “ai” ou “aleluia”. Podemos estar tomados de pavor, medo e dor ou cheios de esperança e alegria porque nosso Senhor é o vencedor e nós venceremos com Ele.

Depois desse hino de louvor, o profeta apresenta a preparação que o céu fará para as bodas do Cordeiro. A idéia que João está passando numa figura de linguagem é que vai haver um casamento. Todos nós sabemos como funciona um casamento. Há três coisas que são indispensáveis: o noivo, a noiva e os convidados.

Para a ceia do Cordeiro, todos são convidados. Não há limite de convites. “O espírito e a noiva dizem vem” (Apocalipse 22:17). Cristo é o noivo, mas quem é a noiva? “Babilônia, utilizada no Apocalipse como símbolo da falsa religião, foi outrora uma cidade real. A noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém – também uma cidade real – é usada no Apocalipse para simbolizar todo o grupo de seres humanos que decide confiar em Deus e servi-Lo em amor, lealdade e santidade. Suas vestes de linho finíssimo, seus trajes nupciais, são um símbolo dos atos de justiça dos Santos” (C. Mervyn Maxwell. Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. 3ª ed. 2002, p. 488).

“A esposa do Cordeiro é a grande cidade santa de Jerusalém. A Nova Jerusalém será a capital da Nova Terra, e a representante dos reinos do mundo, que têm servido ao nosso Senhor Jesus Cristo. Na Nova Jerusalém estará o jardim do Éden, no qual estará a árvore da vida. Estas bodas consistem em que Cristo receberá o Seu reino, representado pela Nova Jerusalém e a sua coroação como Rei dos reis e Senhor dos senhores nos céus, quando finalize seu ministério sacerdotal, antes que se derrame as sete pragas” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 885).

João estava encantado com o que estava ouvindo e vendo, e até quis prestar reverência a quem tinha mostrado todas essas coisas. Quis adorar o anjo Gabriel (19:10), mas imediatamente foi contido pelo anjo que o lembrou de um princípio fundamental do cristianismo. “Prostrei-me ante a seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (19:10).

Os olhos do profeta se voltam para uma outra cena. É o momento que Jesus deixa o céu e volta a terra. Ele vem com o Seu manto e nele está escrito: “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. Os versos 11 a 18 do capítulo dezenove descrevem com muitos detalhes o retorno de Jesus. Ele vem como um grande general montado em seu cavalo branco.

Essa profecia é mais uma que ainda não se cumpriu, porém, em breve o Filho de Deus deixará o céu mais uma vez e virá a esta terra buscar Seus filhos que foram seqüestrados por Satanás e até hoje são feitos seus reféns. Em breve todos nós seremos libertados do cativeiro pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores e então participaremos da ceia das bodas do Cordeiro.

Tudo está praticamente pronto. E você? Também está pronto? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


MIL ANOS NO CÉU

Neste programa quero estudar com você o capítulo 20 do Apocalipse. Vamos entender, detalhadamente, o fim do diabo, do mal, do pecado e dos pecadores que não se arrependeram.

Apocalipse 20:1-3 – “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”.

O milênio é um assunto que gera algumas controvérsias entre os estudiosos da Bíblia. Particularmente, acho muito simples e fácil de ser compreendido.

Os mil anos começam com a volta de Jesus. Paulo, na primeira carta aos Tessalonicenses, 4:16, conta que “o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”

O Novo testamento fala 318 vezes sobre a volta de Cristo. Com a vinda dEle algumas coisas começam a acontecer. Há uma grande ressurreição. Todos os justos, de todos os tempos e de todos os lugares ressuscitam (João 5:28-29; I Coríntios 15:52). Juntamente com os justos vivos são todos transformados, num momento, num piscar de olhos.

Uma grande multidão está sendo organizada e convidada para viajar ao trono de Deus ( I Tessalonicenses 4:17; Mateus 24:31). “Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria sobem juntamente para a cidade de Deus. E os remidos bradam: Aleluia! Enquanto prosseguem em direção à nova Jerusalém” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, p. 643).

Onde estarão os ímpios durante os mil anos? A Bíblia diz que os ímpios, ou aqueles que não se prepararam, serão mortos pelo esplendor da vinda do Senhor (II Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:15-17). Ficarão mortos pelo período de mil anos, mesmo tempo que a Terra ficaria vazia de seus moradores. Apenas Satanás e seus anjos, como vimos no texto lido no início, permanecerão aqui. Não terão acesso a nenhum outro lugar. O diabo terá a oportunidade de vaguear pelo planeta e contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus.

No céu, acontecem as bodas do Cordeiro. O noivo (Cristo), a noiva (Nova Jerusalém) e os convidados (os salvos). Durante mil anos os salvos terão a oportunidade de conhecer um pouquinho do grande universo de Deus. Apocalipse 20:4 diz ainda que vão reinar com Cristo e julgarão a Satanás, seus anjos e todos os ímpios (I Coríntios 6:2-3). Será a oportunidade de sanar todas as dúvidas com relação aos que foram salvos ou ficaram perdidos para sempre. O acesso aos arquivos celestiais estará liberado e todos poderão comprovar da bondade, disponibilidade e oferecimento de salvação dirigido a cada ser humano.

Depois de completados os mil anos, Jesus retorna pela terceira vez a este planeta. Agora, na companhia de todos os salvos e com a Nova Jerusalém, a gigantesca cidade celestial. Acontece a segunda ressurreição, a de todos aqueles que não foram salvos. Satanás é solto de sua prisão, ou seja, tem novamente pessoas para serem manipuladas pelo engano. O texto bíblico conta que ele sairá pelos quatro cantos da Terra (norte, sul, leste e oeste) para enganar os ímpios ressuscitados, fazendo-os crer que é possível vencer os salvos e tomar a cidade celestial (Apocalipse 20:8).
Não é possível precisar exatamente quanto tempo será necessário para toda a essa organização. Talvez algumas semanas ou meses. A Bíblia diz que será “um pouco de tempo”.

Porém, ao se aproximarem do alvo, o trono de Deus se elevará da cidade e Cristo será coroado diante da humanidade inteira: os salvos e os perdidos. Após esse momento solene, os pecadores tentarão atacar a cidade e os salvos e, segundo a profecia bíblica, descerá fogo do céu para os consumir.

A estranha obra de Deus será efetuada. Desaparecerão para sempre pecado e pecadores, raiz e ramos. O mesmo fogo que queimará tudo isso purificará o planeta e nEle Deus irá criar novos céus e nova Terra.

O grande conflito terá terminado. Pecado e pecadores não mais existirão. “O universo inteiro estará purificado. … Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, irão declarar que Deus é amor.” (O Grande Conflito, p. 675).

Amigo ouvinte, você está pronto para este grande e decisivo encontro? Creia no Senhor Deus para permanecer seguro. Creia nos profetas dEle para viver eternamente.


FINALMENTE, A NOVA TERRA!

Que bênção! Chegamos aos dois últimos capítulos da Bíblia e ao fim dessa primeira série de profecias – as principais profecias do Gênesis ao Apocalipse.

A mensagem profética diz: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).

A palavra “novo” pode ser entendida de duas formas: Na língua grega, há duas palavras para “novo”, mas em português temos somente uma. A primeira é “Kainós” e a segunda é “Neós”. Cada uma tem um sentido diferente. “Kainós, significa novo em qualidade, em contraposição com o que está gasto ou arruinado. Neós, se refere a algo novo no tempo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 902).

Kainós é a palavra destacada no texto; ela aparece duas vezes. O que João está nos dizendo é que Cristo vai criar uma nova terra, mas com o material já existente. Ou seja, Ele vai usar a matéria prima da velha terra e com isso recriará uma Nova Terra.

João usa a expressão que a primeira terra passou. O que ele está tentando transmitir a todos nós é que aquela Terra perfeita que fora criada no início desse mundo, agora está completamente desfigurada e destruída pela ação do pecado, e Deus não vai permitir que ela continue assim por toda a eternidade.

Nessa Nova Terra o mar não vai existir. Por quê? “Os mares e oceanos como conhecemos agora não mais existirão na nova criação” (idem).

A promessa é que na nova Terra não haverá nada que lembre separação, divisão. Seremos uma grande família, tendo como Pai Deus, e como irmão mais velho, Jesus Cristo. “Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3).

A vida será cheia de alegria na nova Terra. Nada que nos entristece sentiremos ali. “E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram” (Apocalipse 21:4).

No centro da nova capital do Universo de Deus estará a Árvore da Vida, fonte de saúde para todos os habitantes do lugar. Como já estudamos em programas anteriores, especialmente as profecias de Isaías, nesse lugar não haverá qualquer resquício de violência ou medo. Harmonia plena existirá entre os animais e também entre esses e o ser humano. O leão, o cordeiro, o leopardo, o lobo, todos conviverão em perfeita união.

Será um lugar onde todos conhecerão como são conhecidos. E mais: “Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimento não cansará o espírito nem esgotará as energias… e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender. Todos os tesouros do universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, pp. 674).

Após João apresentar todo esse mundo dos sonhos, afirmou: “O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Apocalipse 21:7). O verso seguinte relaciona os que não estarão nos céus, ou seja, os covardes, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros, idólatras e mentirosos.

Não seremos vencedores se formos covardes. Muitos não triunfam na luta espiritual devido à covardia e sua debilidade moral. A incredulidade é outro ponto que precisa ser vencido. São pessoas que precisam de fé ou perseverança. Têm dificuldade para confiar em Deus até o fim de sua vida.

Os abomináveis são aqueles que causam repugnância, causam horror e espanto a todos. Essa reação pode ser pelo comportamento, palavras e conceitos espirituais. Os homicidas são todos os que ao longo da história perseguiram e assassinaram os fiéis filhos de Deus.

A feitiçaria é algo que precisa ser vencida. Ela é vista nos praticantes de artes mágicas ou na magia, encantamentos ou bruxaria. A idolatria é uma referência aos pagãos e cristãos nominais que mantém práticas pagãs, ou seja, adoram pessoas ou objetos, ao invés de Deus. A mentira é o ato de não dizer a verdade, porém também inclui os que ensinam falsas doutrinas.

Em outras palavras, temos que vencer o mundo com suas práticas perversas e contrárias a Deus e à Sua Palavra, pois só chegarão lá os vencedores. A Nova Terra é para vencedores. Essa vitória precisa ser conquistada diariamente, ao lado do Senhor Jesus, com Ele!

Creia nEle para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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