Encontro com as Profecias

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O CÂNTICO DE MOISÉS

O livro do Apocalipse é um dos mais belos de toda a Bíblia. Ele apresenta o prêmio que os salvos receberão após passar por todas as dificuldades do desfecho final do grande conflito entre o bem e o mal.

O capítulo quinze começa com a descrição de Deus se levantando e começando o processo de juízos contra aqueles que por toda a vida estiveram contra Ele e Sua Palavra.

Do capítulo quinze até o vinte e dois a atenção do profeta foi dividida. Num momento ele vê o que vai acontecer com os ímpios e, em outro, o que acontecerá com os salvos.

Vamos começar analisando uma das primeiras visões proféticas do que vai acontecer com os salvos. “Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, e da sua imagem e do número de seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Apocalipse 15:2-3).

Perceba que mais uma vez o profeta se refere ao trono de Deus. Ele vê algo muito bonito e a única coisa que veio à sua mente para descrever foi a imagem do mar, mas não o mar que o rodeava na ilha de Patmos, e sim um mar de vidro. “O vidro tinha no passado mais valor que tem hoje. Aqui representa a aparência clara e cristalina da superfície sobre a qual estava o trono” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 784).

Nesse lugar semelhante ao mar de vidro, misturado com fogo, João viu um grupo de vencedores, um grupo que venceu a pressão que a besta e a sua imagem impuseram ao mundo. Deus sempre prestigia e dá valor a quem vence. Os vencedores desse poder paralelo estarão bem perto do trono de Deus. “Este é o povo que respondeu de forma positiva as advertências da mensagem de Apocalipse 14, e a aceitou. Eles foram salvos das dificuldades do mundo e do mal, e agora se encontram seguros no reino de Deus. A vitória foi conseguida através do sangue do Cordeiro (Apocalipse 12:11). Permaneceram fiéis a Deus quando se pronunciou a sentença de pena de morte contra eles (Apocalipse 13:15). Agora se acham a salvo sobre o mar de vidro. A vitória é completa; a luta passou. Venceram, triunfaram, e agora entoam o cântico da vitória no Reino Celestial” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 850).

A expressão “estar em pé” significa que são vencedores. Só os que vencem é que ficam em pé. Eles estão diante do trono de Deus e ali não se cansam de cantar. E o que cantam? “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Apocalipse 15:3).

Esse cântico é uma repetição do que já foi cantado numa das maiores demonstrações do poder de Deus diante do inimigo do povo de Israel, quando este estava saindo do cativeiro egípcio e viajava em direção à terra prometida. Após a travessia do Mar Vermelho, sendo perseguidos pelos egípcios, Deus manifesta-se de maneira grandiosa destruindo o exército inimigo. Como resultado disso, todos cantam um cântico de vitória.

Esse cântico mostrava o poder de Deus em proteger Seu povo e ao mesmo tempo em destruir Seus inimigos (Êxodo 15:1-21). A primeira vez que foi cantado foi para celebrar a vitória de Deus sobre os egípcios. A segunda será para celebrar a vitória de Deus sobre a tirania da grande Babilônia.

“Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, tendo harpas de Deus, estão os 144.000 que foram remidos dentre os outros; e ouve-se, como o som de muitas águas e de grande trovão, uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os 144.000, podem aprender daquele canto, pois é o da sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, p. 646).

“Em todos os tempos os escolhidos do Salvador, foram educados e disciplinados na escola da provação. Seguiram na terra por veredas estreitas; foram purificados na fornalha da aflição. Por amor de Jesus suportaram a oposição, o ódio, a calúnia. Acompanharam-nO através de dolorosos conflitos; suportaram a negação própria – e experimentaram amargas decepções. Pela sua própria experiência dolorosa compreenderam a malignidade do pecado, seu poder, sua culpa, suas desgraças; e para ele olham com aversão… Muito amam, por que muito foram perdoados. Havendo participado do sofrimento de Cristo, estão aptos para serem co-participantes de Sua glória” (idem, p. 647).

Você vai cantar nesse coral? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


SANTUÁRIO CHEIO DE FUMAÇA

O estudo deste capítulo apresenta um dos momentos mais tristes da história do homem. Apocalipse 15:8, conta: “O santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos.”

João estava usando uma situação muito comum no tempo do Antigo Testamento. O povo judeu convivia muito com o santuário. Na viagem do povo de Israel do Egito para Canaã, o santuário fazia parte da rotina diária desse povo. Em muitos momentos a glória do Senhor enchia o santuário e o sacerdote não podia entrar (Isaías 6:1,4-5; Salmo 18:7-9).

João está falando do santuário celestial, que serviu de modelo para a construção do terrestre (Hebreus 8:2,5). As coisas que aconteciam no céu também aconteciam no santuário terrestre, através dos mais variados símbolos.

A profecia aponta para um momento na história quando o santuário celestial vai se encher de fumaça procedente da glória de Deus. Isso indica que o trabalho do sacerdote não mais poderá ou precisará ser feito. Quando a glória do Senhor enchia o santuário, o sacerdote, ou o sumo sacerdote, não mais podia fazer a mediação. O mesmo vai acontecer no santuário celestial. Um dia a mediação de Cristo no santuário celestial vai se encerrar. O trabalho intercessório de Cristo chegará ao fim.

Hoje Cristo intercede pelos homens diante de Deus (I Timóteo 2:5), mas a profecia mostra que um dia esse trabalho vai terminar. Quando isso acontecer, a salvação não estará mais disponível a ninguém. Quem aceitou a Cristo, aceitou, quem não aceitou não poderá aceitar mais.

Deus não aceitará o mal indefinidamente. Um dia o mal e o seu autor terão fim. Nesse dia Deus se levantará para mostrar toda Sua indignação contra o pecado e contra seu autor. O pecado não ficará impune em toda sua trajetória. No tempo certo o santuário ficará cheio de fumaça e ninguém mais fará o trabalho de intercessão diante de Deus a favor do homem. Ninguém poderá entrar. Tudo já estará definido.

Esse será um dos dias mais tristes para a humanidade. É o dia do basta! É o dia do ponto final. É o dia que o copo da paciência divina transbordará. A misericórdia será retirada do planeta terra e a justiça divina iniciará sua ação. Esse dia será estranho para a humanidade, mas será mais estranho para Deus e todos os seres celestes.

Quando o trabalho de intercessão acabar no santuário celestial, uma outra atividade se iniciará, a qual Isaías chamou de um “ato estranho de Deus”. “Porque o Senhor se levantará, como no monte Perazim, e se irará, como no vale de Gibeão, para realizar a sua obra, a sua obra estranha, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Isaías 28:21).

Um Deus, cujo caráter é amor (I João 4:8), sai do lugar onde até agora esteve intercedendo diante do Pai. O perdão não é mais suplicado em favor do pecador arrependido. Agora Ele muda de atitude e se levanta para castigar àqueles que conscientemente e voluntariamente escolheram ficar do lado de Satanás.

“Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é ato estranho. Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio. O Senhor é misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; … que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; todavia ao culpado não tem por inocente. … Reivindicará com terríveis manifestações, a dignidade de Sua lei transgredida. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça. A nação que por tanto tempo Ele suporta, e que não ferirá antes de haver ela enchido a medida de sua iniqüidade, segundo os cálculos divinos, beberá, por fim a taça da ira sem mistura de misericórdia” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 678-679).

Esse ato estranho mencionado por Isaías acontecerá quando Jesus deixar Sua posição de intercessor no santuário celestial e iniciar a fase de castigar e punir com as sete pragas descritas no capítulo dezesseis de Apocalipse. “Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus sem intercessor… Terminou a longanimidade de Deus: O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-lhe o amor, pisando a Sua lei” (idem, p. 612-613).

Ninguém sabe exatamente quando isso acontecerá. Porém, será o começo dos desfecho final da história do grande conflito entre o bem e o mal. As pragas que serão enviadas ao mundo terão um caráter semelhante às que foram enviadas ao Egito. Lá estava o povo de Israel sendo escravizado e maltratado. Deus não ficou inerte, Ele reagiu.

O que aconteceu com a nação egípcia e com seus líderes é uma miniatura do que vai acontecer quando Cristo deixar o santuário celestial. “Estas pragas não serão universais, ao contrário, os habitantes da terra seriam inteiramente exterminados” (ibidem, p. 626).

A partir do próximo programa vamos estudar cada uma dessas 7 pragas. Porém, o mais importante hoje é estar preparado. Preparado sempre! Em breve a humanidade não terá intercessor. Por isso, creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


AS PRIMEIRAS DUAS DAS SETES PRAGAS

Após o templo se encher de fumaça, como vimos no último programa, os juízos divinos começam a cair sobre os que sempre desafiaram a Deus. É a ação de Deus contra o pecado e seu autor. Apocalipse 16:1 e 2, conta: “Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus. Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça na terra, e, aos homens portadores da marca da besta e que adoravam a sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas”.

Perceba que os juízos divinos procedem do santuário. As sete pragas têm a sua origem no centro de comando de Deus. Ele é o autor desses juízos, e mesmo no juízo Ele vai mostrar que é amor. É um ato de amor da parte de Deus pôr fim ao mal que por tantos séculos tem causado tremendos problemas ao nosso planeta. Ao proteger o inocente, o amor terá finalmente que punir o mal.

Do santuário sairá a ordem aos sete anjos. Deus mais uma vez mostra que Ele está no controle e comando de todas as coisas. “Ide”. Essa foi a ordem de Deus aos sete anjos. “João não especifica o momento em que se dá esta terrível ordem, mas o contexto demonstra que será proclamada imediatamente depois do fim do tempo de graça, mas será antes da segunda vinda de Cristo” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 852).

Os anjos de Deus estão à espera dessa ordem para derramar as taças da ira divina. Esses anjos executarão a obra de vingança do Todo-Poderoso, para vindicar o caráter e a honra divina, desdenhados pelo mundo em nossos dias à semelhança de Sodoma e Gomorra no passado.

O primeiro anjo a derramar sua taça na Terra atingiu um grupo de pessoas que escolheu obedecer e adorar um poder paralelo. Deus e a Sua lei foram desprezados por esse grupo, e os que adoraram a besta e a sua imagem foram os primeiros a sofrer a ação dos juízos divinos. O alvo a ser atingido pelo primeiro anjo é quem optou pelo sinal da besta e adorou a sua imagem.

“As sete últimas pragas também serão literais e cada uma acertará um golpe decisivo contra algum aspecto da religião apóstata, no entanto cada uma delas tem matizes simbólicos” (idem). “As chagas desta praga serão, segundo o original grego, úlceras malignas que rebentarão nos corpos humanos” (Aracely S. Mello, A verdade Sobre as Profecias do Apocalipse. 2ª ed. 1982, p. 226). Essas chagas não têm cura pois são o fruto da ação de Deus contra o pecado e contra os que o amaram. Nada poderá ser feito para aliviar a dor dos que forem atingidos pela primeira praga.

As sete pragas fazem parte do plano de Deus na erradicação do mal. Deus não é injusto em nenhum momento ao enviar Seus juízos sobre os adoradores da besta e da sua imagem. Ele avisou através dos seus anjos (Apocalipse14:9-12), por muito tempo, que aquele que conscientemente escolhesse adorar esse poder paralelo ao dEle, no final sofreria os efeitos das sete pragas. Todos foram avisados e todos racionalmente tomaram sua decisão. Agora é a hora da colheita. Cada um começará a receber o que plantou. Deus é justo e por isso Ele tem que dar o que cada um escolheu.

“As pragas servem para revelar o espírito de rebelião que domina totalmente o coração dos ímpios… e por outra parte, as provas do grande tempo de angústia que acompanhará as sete pragas demonstrarão qual é o caráter dos santos” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 853).

Nesse momento da história nada mais ficará escondido ou camuflado, tudo estará muito claro e cada ser humano estará expondo ao mundo de que lado está. Alguns dos que se colocaram ao lado da besta (poder religioso) e adoraram a sua imagem (poder político) sofrerão o efeito da primeira praga, e úlceras incuráveis tomarão conta do seu corpo. Os que ficaram ao lado de Deus serão protegidos desses juízos.

A segunda praga atinge o mar. “Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar” (Apocalipse 16:3).

Quando esse juízo for lançado na terra, uma grande calamidade terá início em nosso planeta. As imensas massas de água salgada se tornarão em sangue e morrerão todas as criaturas viventes que povoam os oceanos. Os mares que servem de horta para o mundo e de estradas para os transatlânticos não mais o serão. A água se tornará em sangue como de um morto. “O sangue da segunda praga se assemelha em sua consistência, odor e cor, mas não necessariamente a sua composição” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 853).

Toda a vida marinha morrerá, todo o comércio marítimo será cancelado. O mar será um grande cemitério, só que todas as criaturas mortas não serão sepultadas. Estarão expostas e, com certeza, serão jogadas para a praia. As cidades marítimas que se orgulham de suas praias e se tornaram em centros de perversão, sofrerão os efeitos da segunda praga.

Mas as pragas não param por aí. No próximo programa estudaremos mais duas do total de sete pragas. Reflita sobre sua vida e a forma como tem vivido o cristianismo. Coloque Deus em primeiro lugar. Adore-O como Único e verdadeiro Deus. Fique ao lado dEle. Você estará seguro e prosperará.


TERCEIRA E QUARTA PRAGAS

Hoje vamos estudar a terceira e a quarta pragas do Apocalipse. Capítulo 16:4 – “Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.”

A segunda praga atingiu o mar e por certo causará muitos transtornos à navegação e às cidades marítimas. Mas a terceira praga atinge as fontes de água doce e os rios, e com essa ação de Deus os problemas aumentarão numa escala muito maior. Para aqueles que escolheram adorar a besta e a sua imagem os problemas crescerão na mesma proporção das pragas.

É provável que tanto o mar como as fontes das águas não sejam de todo transformados em sangue, porque as pragas não são universais, no sentido de atingir todos os ímpios, mas serão no sentido de existir manifestação em todas as partes do mundo. Em todos os lugares haverá sinais da manifestação da ira de Deus contra o pecado e seus seguidores.

Na segunda e terceira pragas as águas são transformadas em sangue (na sua cor, consistência e odor, mas não necessariamente na sua composição). Por que as duas taças da ira de Deus são derramadas nas águas salgada e doce?

Apocalipse 16:5 a 7, explica: “Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes têm dado a beber; são dignos disso. Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.”

A própria Bíblia define a razão do sangue na segunda e terceira pragas. Nesse momento da história, os ímpios já foram julgados pelo tribunal divino, e foram condenados à morte eterna. “O anjo da águas, é uma forma de se referir ao anjo que tinha jurisdição sobre as águas… é também uma referência ao anjo encarregado de derramar a terceira praga sobre os rios e as fontes das águas” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 854).

O anjo está afirmando que a ação divina contra os ímpios é justa, porque esses estão recebendo as conseqüências de suas ações no passado. Eles mataram os profetas e muitos cristãos sinceros e planejam agora, matar todos aqueles que não adoram a besta e sua imagem.

Deus contra ataca essa lei com duas pragas. As águas salgadas e doces mudam de cor, odor e consistência. Os líderes políticos e religiosos querem ver o sangue correr dos poucos fiéis que ainda estão ao lado de Deus.

O que o profeta João está revelando a todos nós é algo muito sério. Ele está mostrando que o pecado não compensa. Aparentemente o erro vale a pena, mas é uma mera aparência, por pouco tempo. No final o preço que o pecado cobra é muito alto.

Os ímpios sempre desprezaram a Deus e à Sua Palavra, e agora recebem juízos diretos de Deus enviados por Seus anjos. Deus é justo, Ele cumpre o que promete.

A quarta praga foi derramada sobre o sol. “O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo. Com efeito, os homens se queimaram com intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória” (Apocalipse 16:8-9).

Os primeiros três flagelos foram derramados sobre a terra e o mar, mas o quarto é sobre o sol. A profecia diz que o sol vai queimar como se fosse fogo.
“O sol aquece e dá ânimo aos seres viventes, controla o crescimento das plantas, o clima, e muitos processos naturais necessários para a manutenção da vida na terra; mas sob a quarta praga enviará um excesso de calor que atormentará os homens e destruirá a vida… Mas os piores resultados desta praga são a seca e a fome que tomará conta de boa parte da terra” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 854).

O profeta Joel também descreveu esse momento que o nosso planeta vai viver após a oportunidade de salvação não ser mais oferecida ao homem. “O campo está assolado, e a terra, de luto, porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam… A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também… A semente mirrou debaixo dos seus torrões… Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo (Joel 1:10,12,17-18).

Essa praga será acompanhada de fome física, e também da maior de todas as fomes, que é a de ouvir a Palavra de Deus (Amós 8:11-12). Infelizmente, porém, essa busca pela palavra de Deus não significará arrependimento e sim desejo de se livrar dos juízos divinos.

Durante a quarta praga as pessoas vão blasfemar do nome de Deus, ou seja, culparão a Deus por seus sofrimentos. Elas não reconhecerão que os castigos que estão recebendo são apenas a colheita de suas ações, praticadas ao longo da vida. Ao invés de reconhecerem sua culpa, mostrarão toda sua rebelião contra Deus. Exatamente o que sempre foram e o que são.

No próximo programa estudaremos a quinta e a sexta pragas.

Amigo ouvinte, hoje é o tempo sobremodo oportuno para decidir de qual lado ficar. Escolha ficar ao lado da Palavra de Deus. Creia


QUINTA E SEXTA PRAGAS

Hoje vamos estudar a quinta e a sexta pragas do Apocalipse. Comecemos pelo capítulo 16:10 e 11 – “Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemavam o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.”

Os juízos de Deus, nas quatro primeiras pragas, caíram sobre pessoas. Quando a salvação era oferecida em todos os cantos do planeta, ela e seus mensageiros (anjos do Apocalipse 14), foram desprezados e ridicularizados. A mensagem do sábado foi rejeitada e o domingo foi aceito como sendo o dia santo pela maioria. Escolheram o selo da besta e desprezaram por completo o selo de Deus. Agora chegou a hora de Deus acertar as contas com esse poder que sempre lhe esteve em oposição.

A santificação do domingo representa toda a autoridade humana, e a santificação do sábado toda a autoridade divina. Por trás da santificação desse falso dia de adoração está um grande poder, e esse é agora o alvo do quinto juízo divino.

A profecia diz que o quinto anjo derramou toda a sua taça sobre o trono da besta. Desse trono sempre partiram ordens, que em sua maioria contrariavam o que Deus falou. Uma das ordens que mais claramente mostra a arrogância desse poder é a mudança da lei de Deus.

Os estudiosos do Apocalipse afirmam que “o trono da besta é a sua sede. A besta representa em primeiro plano o líder da igreja romana em seu estado atual, mas não somente no seu aspecto religioso, mas principalmente em seu pretendido papel de potência mundial que domina outras potências do mundo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 855).

Essa sede de poder político e religioso será o alvo da quinta praga. Esse poder que sempre se proclamou portador da maior luz, agora sofre um duro golpe diante de seus súditos. Ao invés de luz, tem trevas. Não há luz longe de Jesus e de Sua Palavra. Esse poder trocou a Bíblia pela tradição, trocou a intercessão de Cristo pela intercessão de Maria ou dos santos. Assumiu a pretensão de perdoar pecados, deixando a oferta de perdão oferecida por Deus.

Esse poder nunca teve luz, porque sempre rejeitou partes fundamentais da Palavra do Senhor. A besta, ou o poder paralelo, recebe um dos mais duros golpes. Trevas literais cobrem esse reino que ao longo de sua existência defendeu que era o único detentor de luz para o mundo cristão e político. Juntamente com as trevas vem o frio e o medo. O frio vem contrastar com o forte calor que foi sentido na quarta praga, e com as úlceras da primeira praga. “As chagas da primeira praga não são fatais de imediato, pelo menos em alguns casos. As pragas caem sucessivamente e seus efeitos perduram” (Idem, pp. 856-857).

Na quinta praga haverá pessoas sentindo ainda os efeitos da primeira (Apocalipse 16:11). A sexta praga atinge o rio Eufrates. “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vem do lado do nascimento do sol” (Apocalipse 16:12).

Há pelo menos duas explicações sobre o que significa o secamento do rio Eufrates. A primeira é literal. O rio Eufrates, que está localizado no Iraque, vai secar e haverá uma grande guerra entre Oriente e Ocidente. Essa teoria, porém, não é a mais aceita entre os estudantes da Bíblia. A segunda maneira de entender o secamento desse rio é que ele apenas representa um símbolo de algo maior.

“O rio Eufrates significava muito para a Babilônia antiga. Babilônia dependia dele para sobreviver. Às suas margens havia plantações. O rio atravessava a cidade, e em caso de guerra, Babilônia podia sofrer um cerco de muitos anos sem se preocupar. A água do rio Eufrates fornecia alimento e com o solo fértil junto ao rio… a agricultura era bem desenvolvida dentro dos muros inconquistáveis e intransponíveis para a época. O rio Eufrates significava vida para Babilônia. O dia em que o rio secou Babilônia foi conquistada e vencida. Sua destruição foi repentina e irreversível” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 3ª ed. 1988, p. 269).

O secamento do Eufrates na sexta praga significa que as pessoas que até esse momento estiveram apoiando a grande Babilônia, agora vêem que estão erradas e retiram seu apoio (o rio seca). Quando o rio (apoio humano) deixar de existir a queda de Babilônia será inevitável.

Em primeiro lugar, as águas do rio tinham que secar para que o caminho para os reis do Oriente fosse preparado. O profeta João está usando como exemplo o que aconteceu na cidade de Babilônia nos dias de Daniel.

O caminho será preparado quando se retirar o apoio humano à Babilônia simbólica. “Este caminho é figurado, ou seja, o caminho que prepara a situação da terra para que Cristo e seus exércitos do céu triunfem sobre Babilônia… Os reis do Oriente representam a Cristo e os que O acompanham” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 857).

Sim, Cristo virá do lado oriental para libertar Seu povo. E isso vai acontecer logo! Você está pronto para ir com Ele? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


ARMAGEDOM

A profecia da sexta praga se desdobra em duas. A primeira, estudada no programa anterior, é que o rio Eufrates vai secar, preparando o caminho para os reis do Oriente, e a segunda é que haverá uma grande batalha num lugar chamado Armagedom.

Temos que responder duas perguntas. Quando essa guerra vai acontecer? E que lugar é esse chamado Armagedom? A profecia diz: “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso. Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Apocalipse 16:13,14,16).

Para que essas duas perguntas sejam plenamente compreendidas, precisamos entender mais algumas coisas: Quem é o dragão, a besta e o falso profeta?

“A batalha do Armagedom é de natureza espiritual, entre Deus e Satanás. João viu ‘três espíritos imundos’, que são ‘espíritos de demônios’, agindo através do ‘dragão, da besta e do falso profeta’, e indo ao encontro dos ‘reis de toda a terra para congregá-los para a peleja do grande do grande dia do Deus Todo-Poderoso’. Sob a sexta praga, a luta entre o bem e o mal será decidida. De um lado estarão os demônios agindo por meio dos três poderes que o representam: Dragão, simbolizado pelo espiritismo e paganismo, a besta pela igreja romana e o falso profeta, representado pelo protestantismo apostatado” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse, 3ª. Ed.1998, p. 272).

O profeta afirma que da boca dessa tríplice aliança do mal saem três espíritos imundos. Essa é a mensagem que os três anjos do mal vão proclamar em todo o mundo. Enquanto Deus tem os seus três anjos que anunciam verdades ao mundo, o príncipe das trevas tem o seu trio. O que sai da boca, João comparou a rãs imundas. A política que esse trio vai proclamar ao mundo é imunda como uma rã. Eles não têm nada saudável e puro a oferecer.

“Estes três espíritos imundos simbolizam e representam o trio maléfico de poderes religiosos, que junto construíram a grande Babilônia [confusão religiosa] dos últimos dias” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 857).

Esses poderes a serviço de Satanás vão produzir sinais e milagres diante dos reis de toda a terra.
“As manifestações sobrenaturais de várias classes são o meio pelo qual Satanás tem agido mediante diversos instrumentos humanos, e tentará unir o mundo com o propósito de exterminar os que constituem a única barreira, que se opõe ao seu domínio sobre a humanidade” (idem, p. 858).

Os milagres sempre foram usados por Deus em favor de Seu povo, mas Satanás sempre esteve a contrafazer os verdadeiros milagres. Ele continuará até o fim usando a mesma tática. E sabe por que Satanás usa os milagres? Porque é uma das formas mais poderosas para convencer alguém de uma verdade, ou de uma mentira com aparência de verdade. Um milagre é algo muito forte. Satanás sempre enganou usando milagres, e nesse momento crítico da história ele vai aos reis da terra apresentando o plano para erradicar um povo que continua insistindo em adorar e obedecer ao Deus criador do Céu e da Terra.

O que ele fará? “Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará a Cristo” (O Conflito dos Séculos, 18ª. Ed. 1985, p. 622). A expressão reis da terra (Apocalipse 16:14) se refere aos líderes políticos e religiosos. “Os reis da terra, são os poderes políticos da terra… que congrega as nações da terra para que se unam em uma cruzada a fim de destruir o povo de Deus” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 858).

A tríplice união do mal vai percorrer o mundo em busca de apoio para as suas maquiavélicas intenções. O grande sonho desse poder é atacar os filhos de Deus que ainda estão neste mundo.
Os três poderes que fazem parte do eixo do mal (besta, falso profeta, dragão), se organizarão para uma guerra contra Deus e Seu povo. O lugar é definido como Armagedom.

Ela será a última batalha da história da Terra. Será a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso. Lembre que o grande rio Eufrates simboliza pessoas. Os três espíritos são os instrumentos que reunirão as nações para as batalhas. Os preparativos para essa batalha ocorrerão durante a sexta praga, mas a batalha acontecerá na sétima.

“O nome Armagedom é tomado de Megido, uma antiga cidade de Canaã, e que controlava uma passagem entre as montanhas na cadeia do Carmelo. Este lugar foi cenário de várias batalhas entre o povo de Israel e nações pagãs. Foi próximo dali num dos picos do Carmelo que Elias desafiou os profetas da apostasia e o assunto de quem é o verdadeiro Deus foi resolvido de maneira maravilhosa” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse, 3ª. Ed.1998, p. 271).

Uma grande multidão estará dando apoio a instituições que defendem as idéias do dragão, da besta e do falso profeta. Essas pessoas desejarão exterminar da face da Terra os poucos que no meio da maior crise permanecerão ao lado do Senhor Jesus. Eles vão pelejar contra o Cordeiro e Seus seguidores, mas já está garantido que o Cordeiro vencerá (Apocalipse 17:14).

A invasão celestial faz o rio Eufrates “secar”. O rio estando seco, ou seja, quando os que dão vida à moderna Babilônia deixarem de o fazer, os reis do Oriente (Cristo e seus anjos) vêm, à semelhança de Ciro, para salvar o povo de Deus que está cativo no planeta terra.

Você está preparado para essa batalha? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


A SÉTIMA PRAGA

Chegamos ao final da única série de sete que é encontrada na parte escatológica do livro do Apocalipse. Esta última etapa trata do fim da história deste mundo. Apresenta muitos detalhes que ainda não aconteceram e por isso temos que ter grande cuidado ao lidar com esse tema.

Qual o conteúdo da sétima praga? “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono dizendo: Está feito!” (Apocalipse 16:17).

Perceba que o sétimo anjo derrama sua taça no ar. Por que no ar? “A sétima praga será lançada no ‘ar’ ou na atmosfera toda que circunda a terra. Será a culminância da ira de Deus sobre um mundo que pisou Suas leis e detestou a Sua graça manifestada no imensurável sacrifício de Seu filho na cruz do Calvário” (Aracely S. Mello, A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse. 2ª ed. 1982, p. 271).

O sétimo anjo, ao derramar a sua taça, atinge todo o Universo, e uma potente voz sai do trono de Deus e pronuncia uma das frases mais importantes: Está feito!

Há registro de que essa frase foi dita em apenas dois momentos. A primeira vez foi quando Jesus estava morrendo na cruz (Está consumado, ou está feito, João 19:30). Ali Ele selou o destino de Satanás. O príncipe do mal foi derrotado. A cabeça da serpente foi ferida (Gênesis 3:15). Do trono de Deus essa frase será dita pela segunda vez. É declarado que a guerra acabou, e Satanás será destruído para sempre. Na cruz ela selou o destino de Satanás e agora ela sela o destino de Babilônia.

Essa frase traz alegria para o grupo que escolheu o selo de Deus, porém, traz desespero e mais aflição sobre os que escolheram receber o selo de Satanás. O vidente de Patmos descreve como será o fim, e a descrição é aterradora. Sobrevirão relâmpagos, vozes e trovões (16:18). Ocorrerá o maior de todos os terremotos registrados na história da humanidade (16:18). A grande Babilônia espiritual cairá (16:19). As ilhas afundarão nos mares (16:20). As grandes montanhas desabarão (16:20). Haverá uma chuva de pedras como nunca houve (16:21).

A sétima praga culmina com a segunda vinda de Cristo a esta terra. Esse acontecimento será para os ímpios um verdadeiro flagelo, um castigo. Para os justos será o acontecimento que vai marcar o fim de uma era de pecado e o início de uma nova era marcada pela paz, alegria e justiça.

Nesse momento os ímpios vão fazer o pedido mais triste que um ser humano pode fazer: “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro” (Apocalipse 6:15-16).

Mas os justos, diante do mesmo acontecimento, dirão a seguinte frase: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).
Ouça essa impressionante descrição: “É a meia noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O Sol aparece resplandecendo em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão. Os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento. Tudo na natureza parece desviado do seu curso. As correntes de água deixam de fluir. Nuvens negras e pesadas sobem e chocam-se umas nas outras. Em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, de onde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: ‘Está Feito’ – Apocalipse 16:17” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, p. 634).

“Essa voz abala os céus e a terra. Há um grande terremoto… As montanhas agitam-se como se fosse cana ao vento… O mar é açoitado com fúria… A terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas estão a soçobrar. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que, pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas águas enfurecidas… Grandes pedras de saraiva, cada uma ‘do peso de um talento’, estão a fazer a sua obra de destruição. As mais orgulhosas cidades da Terra são derribadas. Os suntuosos palácios em que os grandes homens do mundo dissiparam suas riquezas com a glorificação própria, desmoronam-se diante de seus olhos. As paredes das prisões fendem-se, e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa da sua fé é libertado” (idem).

“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador… Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar numa grande nuvem branca… Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor” (ibidem, p. 638).

Como almejo esse dia! Você também? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar!


CAIU A GRANDE BABILÔNIA

Todo o capítulo dezessete do Apocalipse é a descrição do julgamento da Babilônia espiritual. O dezoito mostra a queda total desse poder que tanto mal fez a Deus, Seu povo e Sua Palavra. Mostra a tragédia que esse poder vai enfrentar no futuro. A sua queda já está garantida por Aquele que não falha. “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. E ouvi outra voz do céu que dizia: Sai dela povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:2,4).

Na Bíblia, a igreja é comparada a uma mulher. Uma moça na sua pureza moral representa a igreja de Cristo com toda a pureza de seus ensinos (Jeremias 6:2; II Coríntios 11:2), mas a igreja que perdeu seus objetivos e acabou se unindo ao Estado, tornando-se mais um clube social do que uma igreja é comparada a uma prostituta (Jeremias 3:20; Ezequiel 16).

O profeta João viu a grande influência desse poder, cuja primeira manifestação foi transmitir seus ensinos a todas as partes da terra (Apocalipse 17:2). A segunda característica do poder dessa igreja são os recursos financeiros, pois ela é descrita como estando adornada com muitas jóias e pedras preciosas (17:4). Uma terceira forma de uma instituição mostrar seu poder é quando ela consegue formar seguidores. Essa igreja conseguiu que muitas outras comunidades religiosas aceitassem seus ensinos. Ela é descrita como tendo em sua mão uma taça, e dentro dessa taça estava todo tipo de imundícia. Ela deu de beber a muitas igrejas que se intitulam protestantes ou evangélicas, e conseguiu o título de “mãe das prostituições” (17:5).

Após o anjo ter feito essa descrição, o sentimento que tomou conta do profeta foi uma grande admiração. O anjo o questiona do “por quê” da admiração (17:7), e logo em seguida começa a mostrar as fases pelas quais esse poder passaria. “As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo” (Apocalipse 17:9-10).

“Roma é conhecida como a cidade das sete colinas ou sete montes, os quais são: Aventino, Palatino, Viminal, Quirinal, Ceoli, Janículo e Esquilino. Roma foi construída sobre as sete colinas, no ano 753 a.C” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 3ª ed. 1988, p. 282).

Lembre-se que o profeta fala que a Babilônia espiritual está assentada sobre sete montes (Ap 17:9). Ele está querendo dizer mais do que os nomes das montanhas que cercam a cidade de Roma, onde está a sede da Babilônia espiritual. Montes têm o significado de poder, reinos (Jeremias 51:24-25; Daniel 2:35, 44; Isaías 13:4).

Quando Deus revela que esse poder estaria apoiado sobre sete montes, está mostrando a grandeza e a autoridade que seriam manifestados por esse poder em todos os tempos. Já os sete reis são aceitos como sendo as sete formas de governo que Roma experimentou, que foram: os reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos, Decenvirato, Imperadores e Papas.

Nos dias de João, o anjo disse que cinco já haviam caído (Reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos e Decenvirato), e um existe (Imperadores), e o outro não é vindo (Papal), e que duraria pouco tempo. Essa expressão “pouco tempo” pode ser entendida que esse último poder terá um tempo determinado. Ele não reinará eternamente. Um dia terá seu fim, um dia a grande Babilônia cairá.
Após João contemplar algumas características da Babilônia espiritual, ele vê um outro anjo, como que vindo do trono de Deus. Dizia algo que aparentemente é impossível de acontecer. Na descrição do profeta, o anjo clamou com grande voz, o que indica que será algo ouvido em todas as partes do mundo, porque a sua atuação foi mundial. Seus ensinos atravessaram os mares, cruzaram continentes e alcançaram os lugares mais longínquos da terra. O seu vinho (doutrinas contrárias à Bíblia) foi a todos os povos da terra (18:3), e Babilônia foi vista em queda pelo profeta.

Essa profecia é uma repetição da que já foi estudada na terceira mensagem apresentada em Apocalipse 14. A profecia aponta que esse poder apóstata caiu. A queda da Babilônia espiritual acontece em dois momentos. O primeiro é quando o “outro anjo” (18:1), descer do céu, e iluminar a terra toda. Se a terra precisa ser iluminada, é sinal que ela está em trevas. O mundo vive na mais densa escuridão, mas há uma profecia que aponta que chegará um dia que a luz vai ser difundida de uma forma muito ampla. A luz chegará a todas as pessoas e cada um terá que escolher: ficar nas trevas ou andar na luz que está sendo apresentada.

A segunda etapa da queda será quando os ímpios entenderem que foram enganados por esse poder apóstata, e não mais lhe darão o seu apoio. É o momento que o rio Eufrates seca. O povo, inclusive, vai se voltar contra os líderes espirituais e familiares (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 610-611).

Babilônia – a confusão religiosa – cairá. Saia dela enquanto é tempo. (Apocalipse 18:22).

Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


REI DOS REI

Estamos nos aproximando dos últimos momentos da história deste mundo. O caos social, político e religioso é a marca desse momento. Esse é um dos capítulos mais fascinantes do Apocalipse. No capítulo dezessete, Babilônia aparece com toda a sua glória e esplendor a todo o mundo. No capítulo dezoito, ela e suas filhas são desmascaradas diante de todo o Universo, e um grande apelo é feito para que todos deixem Babilônia, porque ela vai cair. No capítulo dezenove é descrita de uma forma extraordinária a vitória de Cristo sobre todos aqueles que se colocaram em oposição a Ele ao longo da história. É a vitória de Cristo e de Seus aliados contra os poderes satânicos e seus aliados.

Hoje vamos estudar Apocalipse 19:16 – “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito. REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.”

Em que contexto esse título foi dado? Todo o capítulo dezenove homenageia a Cristo. João inicia mostrando que ouviu uma grande voz do céu, que dizia: Aleluia (19:1). Todo o céu se uniu em um grande coral para apresentar um cântico de louvor a Cristo.

“Este cântico de louvor a Deus será imediatamente depois de que se haja completado a obra do sétimo anjo, que é portador das pragas… este hino se cantará em um momento imediatamente anterior à aparição de Cristo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 884).

Há um fato interessante entre o capítulo dezoito e o dezenove. No dezoito os ímpios, os reis e mercadores pronunciam três “ais”, ao perceberem a queda de Babilônia (18:10, 16 e 19), e no dezenove aparecem os anjos louvando a Deus e pronunciando três vezes a palavra “aleluia” (19:1, 3, 6).

A palavra “ai” é usada em momentos que traduzem muita dor, tristeza e decepção. A palavra “aleluia” é usada em momentos onde o prazer, o contentamento e a alegria tomam conta de todos. É uma manifestação poderosa de satisfação com o que está acontecendo.

Na terra, um grupo sofre os efeitos das sete pragas, e no céu há júbilo porque o grande conflito terminou e Cristo foi o grande vencedor desse combate. Cada um de nós tem que escolher hoje as palavras que vai usar no final de todas as coisas. Podemos usar “ai” ou “aleluia”. Podemos estar tomados de pavor, medo e dor ou cheios de esperança e alegria porque nosso Senhor é o vencedor e nós venceremos com Ele.

Depois desse hino de louvor, o profeta apresenta a preparação que o céu fará para as bodas do Cordeiro. A idéia que João está passando numa figura de linguagem é que vai haver um casamento. Todos nós sabemos como funciona um casamento. Há três coisas que são indispensáveis: o noivo, a noiva e os convidados.

Para a ceia do Cordeiro, todos são convidados. Não há limite de convites. “O espírito e a noiva dizem vem” (Apocalipse 22:17). Cristo é o noivo, mas quem é a noiva? “Babilônia, utilizada no Apocalipse como símbolo da falsa religião, foi outrora uma cidade real. A noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém – também uma cidade real – é usada no Apocalipse para simbolizar todo o grupo de seres humanos que decide confiar em Deus e servi-Lo em amor, lealdade e santidade. Suas vestes de linho finíssimo, seus trajes nupciais, são um símbolo dos atos de justiça dos Santos” (C. Mervyn Maxwell. Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. 3ª ed. 2002, p. 488).

“A esposa do Cordeiro é a grande cidade santa de Jerusalém. A Nova Jerusalém será a capital da Nova Terra, e a representante dos reinos do mundo, que têm servido ao nosso Senhor Jesus Cristo. Na Nova Jerusalém estará o jardim do Éden, no qual estará a árvore da vida. Estas bodas consistem em que Cristo receberá o Seu reino, representado pela Nova Jerusalém e a sua coroação como Rei dos reis e Senhor dos senhores nos céus, quando finalize seu ministério sacerdotal, antes que se derrame as sete pragas” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 885).

João estava encantado com o que estava ouvindo e vendo, e até quis prestar reverência a quem tinha mostrado todas essas coisas. Quis adorar o anjo Gabriel (19:10), mas imediatamente foi contido pelo anjo que o lembrou de um princípio fundamental do cristianismo. “Prostrei-me ante a seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (19:10).

Os olhos do profeta se voltam para uma outra cena. É o momento que Jesus deixa o céu e volta a terra. Ele vem com o Seu manto e nele está escrito: “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. Os versos 11 a 18 do capítulo dezenove descrevem com muitos detalhes o retorno de Jesus. Ele vem como um grande general montado em seu cavalo branco.

Essa profecia é mais uma que ainda não se cumpriu, porém, em breve o Filho de Deus deixará o céu mais uma vez e virá a esta terra buscar Seus filhos que foram seqüestrados por Satanás e até hoje são feitos seus reféns. Em breve todos nós seremos libertados do cativeiro pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores e então participaremos da ceia das bodas do Cordeiro.

Tudo está praticamente pronto. E você? Também está pronto? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.


MIL ANOS NO CÉU

Neste programa quero estudar com você o capítulo 20 do Apocalipse. Vamos entender, detalhadamente, o fim do diabo, do mal, do pecado e dos pecadores que não se arrependeram.

Apocalipse 20:1-3 – “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”.

O milênio é um assunto que gera algumas controvérsias entre os estudiosos da Bíblia. Particularmente, acho muito simples e fácil de ser compreendido.

Os mil anos começam com a volta de Jesus. Paulo, na primeira carta aos Tessalonicenses, 4:16, conta que “o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”

O Novo testamento fala 318 vezes sobre a volta de Cristo. Com a vinda dEle algumas coisas começam a acontecer. Há uma grande ressurreição. Todos os justos, de todos os tempos e de todos os lugares ressuscitam (João 5:28-29; I Coríntios 15:52). Juntamente com os justos vivos são todos transformados, num momento, num piscar de olhos.

Uma grande multidão está sendo organizada e convidada para viajar ao trono de Deus ( I Tessalonicenses 4:17; Mateus 24:31). “Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria sobem juntamente para a cidade de Deus. E os remidos bradam: Aleluia! Enquanto prosseguem em direção à nova Jerusalém” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, p. 643).

Onde estarão os ímpios durante os mil anos? A Bíblia diz que os ímpios, ou aqueles que não se prepararam, serão mortos pelo esplendor da vinda do Senhor (II Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:15-17). Ficarão mortos pelo período de mil anos, mesmo tempo que a Terra ficaria vazia de seus moradores. Apenas Satanás e seus anjos, como vimos no texto lido no início, permanecerão aqui. Não terão acesso a nenhum outro lugar. O diabo terá a oportunidade de vaguear pelo planeta e contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus.

No céu, acontecem as bodas do Cordeiro. O noivo (Cristo), a noiva (Nova Jerusalém) e os convidados (os salvos). Durante mil anos os salvos terão a oportunidade de conhecer um pouquinho do grande universo de Deus. Apocalipse 20:4 diz ainda que vão reinar com Cristo e julgarão a Satanás, seus anjos e todos os ímpios (I Coríntios 6:2-3). Será a oportunidade de sanar todas as dúvidas com relação aos que foram salvos ou ficaram perdidos para sempre. O acesso aos arquivos celestiais estará liberado e todos poderão comprovar da bondade, disponibilidade e oferecimento de salvação dirigido a cada ser humano.

Depois de completados os mil anos, Jesus retorna pela terceira vez a este planeta. Agora, na companhia de todos os salvos e com a Nova Jerusalém, a gigantesca cidade celestial. Acontece a segunda ressurreição, a de todos aqueles que não foram salvos. Satanás é solto de sua prisão, ou seja, tem novamente pessoas para serem manipuladas pelo engano. O texto bíblico conta que ele sairá pelos quatro cantos da Terra (norte, sul, leste e oeste) para enganar os ímpios ressuscitados, fazendo-os crer que é possível vencer os salvos e tomar a cidade celestial (Apocalipse 20:8).
Não é possível precisar exatamente quanto tempo será necessário para toda a essa organização. Talvez algumas semanas ou meses. A Bíblia diz que será “um pouco de tempo”.

Porém, ao se aproximarem do alvo, o trono de Deus se elevará da cidade e Cristo será coroado diante da humanidade inteira: os salvos e os perdidos. Após esse momento solene, os pecadores tentarão atacar a cidade e os salvos e, segundo a profecia bíblica, descerá fogo do céu para os consumir.

A estranha obra de Deus será efetuada. Desaparecerão para sempre pecado e pecadores, raiz e ramos. O mesmo fogo que queimará tudo isso purificará o planeta e nEle Deus irá criar novos céus e nova Terra.

O grande conflito terá terminado. Pecado e pecadores não mais existirão. “O universo inteiro estará purificado. … Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, irão declarar que Deus é amor.” (O Grande Conflito, p. 675).

Amigo ouvinte, você está pronto para este grande e decisivo encontro? Creia no Senhor Deus para permanecer seguro. Creia nos profetas dEle para viver eternamente.


FINALMENTE, A NOVA TERRA!

Que bênção! Chegamos aos dois últimos capítulos da Bíblia e ao fim dessa primeira série de profecias – as principais profecias do Gênesis ao Apocalipse.

A mensagem profética diz: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).

A palavra “novo” pode ser entendida de duas formas: Na língua grega, há duas palavras para “novo”, mas em português temos somente uma. A primeira é “Kainós” e a segunda é “Neós”. Cada uma tem um sentido diferente. “Kainós, significa novo em qualidade, em contraposição com o que está gasto ou arruinado. Neós, se refere a algo novo no tempo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 902).

Kainós é a palavra destacada no texto; ela aparece duas vezes. O que João está nos dizendo é que Cristo vai criar uma nova terra, mas com o material já existente. Ou seja, Ele vai usar a matéria prima da velha terra e com isso recriará uma Nova Terra.

João usa a expressão que a primeira terra passou. O que ele está tentando transmitir a todos nós é que aquela Terra perfeita que fora criada no início desse mundo, agora está completamente desfigurada e destruída pela ação do pecado, e Deus não vai permitir que ela continue assim por toda a eternidade.

Nessa Nova Terra o mar não vai existir. Por quê? “Os mares e oceanos como conhecemos agora não mais existirão na nova criação” (idem).

A promessa é que na nova Terra não haverá nada que lembre separação, divisão. Seremos uma grande família, tendo como Pai Deus, e como irmão mais velho, Jesus Cristo. “Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3).

A vida será cheia de alegria na nova Terra. Nada que nos entristece sentiremos ali. “E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram” (Apocalipse 21:4).

No centro da nova capital do Universo de Deus estará a Árvore da Vida, fonte de saúde para todos os habitantes do lugar. Como já estudamos em programas anteriores, especialmente as profecias de Isaías, nesse lugar não haverá qualquer resquício de violência ou medo. Harmonia plena existirá entre os animais e também entre esses e o ser humano. O leão, o cordeiro, o leopardo, o lobo, todos conviverão em perfeita união.

Será um lugar onde todos conhecerão como são conhecidos. E mais: “Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimento não cansará o espírito nem esgotará as energias… e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender. Todos os tesouros do universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, pp. 674).

Após João apresentar todo esse mundo dos sonhos, afirmou: “O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Apocalipse 21:7). O verso seguinte relaciona os que não estarão nos céus, ou seja, os covardes, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros, idólatras e mentirosos.

Não seremos vencedores se formos covardes. Muitos não triunfam na luta espiritual devido à covardia e sua debilidade moral. A incredulidade é outro ponto que precisa ser vencido. São pessoas que precisam de fé ou perseverança. Têm dificuldade para confiar em Deus até o fim de sua vida.

Os abomináveis são aqueles que causam repugnância, causam horror e espanto a todos. Essa reação pode ser pelo comportamento, palavras e conceitos espirituais. Os homicidas são todos os que ao longo da história perseguiram e assassinaram os fiéis filhos de Deus.

A feitiçaria é algo que precisa ser vencida. Ela é vista nos praticantes de artes mágicas ou na magia, encantamentos ou bruxaria. A idolatria é uma referência aos pagãos e cristãos nominais que mantém práticas pagãs, ou seja, adoram pessoas ou objetos, ao invés de Deus. A mentira é o ato de não dizer a verdade, porém também inclui os que ensinam falsas doutrinas.

Em outras palavras, temos que vencer o mundo com suas práticas perversas e contrárias a Deus e à Sua Palavra, pois só chegarão lá os vencedores. A Nova Terra é para vencedores. Essa vitória precisa ser conquistada diariamente, ao lado do Senhor Jesus, com Ele!

Creia nEle para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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